clube   |   doar   |   idiomas
sexta-feira, 23 mar 2012
12º Podcast Mises Brasil - Fábio Barbieri - PARTE 1

logo_baixa.jpg12 - Entrevista com Fábio Barbieri

O professor Fábio Barbieri é um caso raro na academia brasileira. Fez mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo (USP) utilizando os instrumentos téoricos da Escola Austríaca na dissertação de mestrado (O processo de mercado na escola austríaca moderna) e depois na tese de doutorado (História do debate do cálculo econômico socialista), e em seguida tornou-se professor da mesma universidade, cujo departamento de Economia não é exatamente um ambiente amigável para um economista Austríaco. "Como o Austríaco não é um sujeito que tem um espaço garantido na academia, ele precisa ser 10 vezes melhor do que o outro. Tem que ler e saber as teorias de todos os autores contrários porque na academia você será pressionado como um sujeito de segunda categoria, como se você não tivesse QI o bastante para fazer testes econométricos".

Docente da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP de Ribeirão Preto, Barbieri explicou nesta entrevista para o Podcast do Mises Brasil a teoria Austríaca do intervencionismo, tema de sua palestra na III Conferência de Escola Austríaca (http://www.mises.org.br/EAMain.aspx) que será realizada em São Paulo nos dias 12 e 13 de maio. Barbieri também explicou por que o falibilismo deve ser um dos elementos estruturais do pensamento liberal, falou sobre sua história acadêmica e a respeito dos seus estudos sobre a complexidade em economia e teoria do processo de mercado. 




  • valter cassoli filho  03/11/2009 20:41
    comprei há muito tempo, na feira de antiguidade, um album com aproximadamente 300 notas (papel moéda originais ) contando a historia daesta inflação absurda, o album é muito antigo também, inclusive tem notas com desenhos do Pão de Açucar (BRASIL), Estatua da Liberdade (USA), Bacia do Prata (ARGENTINA), suponho eu que é de algum navio que atracando nestes locais emitia as notas em regime de urgê4ncia.
    Enfim é uma coleção muito interessante, incluive a pessoa quem fez escreve com um portugues antigo que " PARA MOSTRAR AS CREANÇINHAS O QUE UMA INFLAÇÃO FAZ, E QUE ESTAS CREANÇINHAS DEVERIAM POUPAR "
    OBS.TEM NOTAS IMPRESSAS DE UM LADO SÓ E O PAPEL DE BAIXA QUALIDADE.
    ABRAÇOS
    VALTER
  • patricio  07/07/2014 02:12
    Se tem inflação as 'CREANÇINHAS' deveriam gastar e não poupar!
  • Mohamed Attcka Todomundo  28/04/2012 23:23
    pergunta ao Leandro, ou a kem keira responder.

    por que os alemães nao fizeram como no brasil, imprimindo notas de denominações + altas, e depois cortando os zeros?
  • Paulo Sergio  29/04/2012 02:05
    Eu posso estar falando uma grande beteira, mas acho q o mérito do plano real não foi trocar a moeda e cortar zeros mas sim controlar os gastos do governo pra nao precisar imprimir papel como antes
  • Hugo  03/09/2013 16:19
    Sim Paulo Sérgio vc está certo,o mérito do Plano Real é ter desmontado a maior parte da zorra fiscal que havia,sendo essa a maior causa da nossa hiperinflação.
  • Allan Patrick Patzlaff  07/11/2014 17:54
    Exatamente, o tripé macro econômico serviu para botar ordem na casa. Pessoal não existe outra alternativa, é preciso parar de imprimir a moeda, botar ordem na casa, apertar o cinta da barriga, arregaçar a manga da camisa e trabalhar. Deixo aqui dois bons livros que falam bem sobre sistemas financeiros. Michael Maloney (Como investir em ouro e prata). E Robert Kiosaki (Pai rico, Pai pobre). Leituras fascinantes. Aproveito para falar um pouco do meu trabalho, fiz um simulador de investimentos utilizando algoritmos genéticos para analisar dados passados, não dados futuros, dados passados. A inflação é algo a ser temido mesmo, diversificação é o caminho menos dolorido. abraços.
  • Tche  16/07/2015 11:53
    Coitado do Mohamed, fez uma pergunta que ficou sem resposta...
  • Allan Patrick Patzlaff  26/07/2015 01:09
    Desculpe se não ficou claro para contribuir com a resposta. Vou tentar me expressar de outra forma, acredito que governo algum vai deixar de imprimir moeda, pois são poucos que podem constitucionalmente mandar embora metade dos servidores públicos, vender ativos e passivos para equilibrar as contas públicas. Como os políticos acabam não tomando medidas impopulares de arrocho, continuam imprimindo moeda e aumentando a inflação, crescendo os zeros da moeda.
  • Pedro Ivo  27/07/2015 12:33
    Allan Patrick Patzlaff, sobre seu algorítimo: você publicou os dados onde? Gostaria de ler.
  • Pedro Ivo  27/07/2015 12:31
    Mohamed, acho que a resposta para a pergunta está neste artigo sobre a hiperinflação na finada Iugoslávia. Eles imprimiram valores de face maiores, mas chegou o momento em que a velocidade das impressoras era menor que a desvalorização da moeda. Quando a tinta das notas secava, a nota já não valia o papel da impressão. No Zimbábue ocorreu o mesmo.
  • Emerson Luis, um Psicologo  16/12/2013 16:56

    Até ler esse artigo eu acreditava que a crise econômica pós-guerra tivesse sido causada pelo Tratado de Versalhes. E pensei que os últimos parágrafos se referiam a esta crise de 2008, se não avisassem eu não teria percebido.

    * * *
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  14/09/2014 15:22
    Como todos sabemos, as guerras humanas são produto do "estado". A mais horrenda criação humana.
  • Felipe  14/09/2014 22:22
    A verdade é que o sistema econômico alemão estava se saindo perfeitamente bem, para um país que estava em guerra em todas as frentes e sob bloqueio naval. Os alemães tinham a menor alíquota de imposto entre os beligerantes europeus e a menor percentagem de public share depois dos Estados Unidos, tanto que, como o texto diz, ao final da guerra a Alemanha estava pronta para retornar a normalidade econômica em situações muito melhores que a França e até mesmo o Reino Unido.

    O que descambou tudo foi o governo social democrata(que na época ainda não haviam rompido com os socialistas e eram apenas marxistas mais quietos), que ilegalmente aboliu o império sem convocar uma constituinte. Além disso, para solidificar o apego ao poder, prometeram todo tipo de benesse aos trabalhadores, sem a mínima noção do que isso significaria para economia. O que deveria ser um passo relativamente simples, a reconversão do Papiermark ao Goldmark - com corte de gastos - se tornou em uma hiperinflação graças a demagogia socialista.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  15/03/2015 15:17
    A Alemanha é um país fantástico. Mesmo arrasado por duas guerras mundiais, onde enfrentou, praticamente, sozinha, o mundo unido, conseguiu emergiu das cinzas e segue, triunfantemente, para o lugar de onde não deveria nunca ter saído: o Livre Comércio. Esperamos que seu povo, assim, como de outras nações, não se desviem do bom caminho nunca mais.
  • Gustavo Pimentel Lerner  09/11/2015 04:52
    2015 e está mais atual que nunca. Uma postagem de 2008 de um texto de 1979 fazendo comparações com 1923 e NADA mudou. Impressionante a inabilidade dos governos. O texto só me chamou atenção pra datas quando citou vários bancos centrais na Europa já no final do texto, tendo em vista que agora trata-se do Banco Central Europeu.
  • Gabriel Medeiros  19/05/2016 11:53
    Alguém me explica essa fala do Requião? Aos 3:46 - 3:54
    https://www.youtube.com/watch?v=a7E6eQMMpJg
    Que inflação foi essa no tempo de Hitler que foi resolvida em uma semana? Ou foi apenas bostejo do Requião?
  • Marcos  19/05/2016 12:25
    Obviamente, o coitado errou a data. Parece que ele está se referindo -- de maneira torta, obviamente -- ao fim da hiperinflação alemã de 1923. Ela foi narrada na parte final deste artigo do Leandro:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2304


    Fiquei momentaneamente animado, pois até pensei que ele fosse se referir às reformas liberais de Ludwig Erhard -- que realmente levaram a Alemanha para onde ela está hoje --, mas aí não seria de acordo com a ideologia dele:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1419
  • Gabriel Medeiros  19/05/2016 12:41
    Ele fala mais um pouco sobre a Alemanha no min 12:31. Quem é o sujeito de quem ele fala?
  • Marcos  19/05/2016 13:14
    Hjalmar Schacht, citado extensamente no primeiro artigo linkado acima, o qual você realmente deveria ler.

    Aliás, é curioso que o Requião o esteja defendendo ao mesmo tempo em que invoca Keynes. A política monetária implantada por Schacht -- um padrão-ouro sem ouro -- não tem absolutamente nada de keynesiana.
  • Gabriel Medeiros  19/05/2016 13:38
    Reli. Eu li esse artigo do Leandro quando foi lançado, então sequer lembrava mais dessa parte.
    Eu creio que o Requião - intervencionista que é - esteja se referindo ao período de Hitler:

    Hjalmar Schacht
    "Foi um importante banqueiro alemão, economista responsável pelo fim do processo de hiperinflação alemã em 1923, presidente do Banco Central Alemão e Ministro da Economia do III Reich (1934-1937), tendo conseguido nessa sua gestão acabar com o desemprego na Alemanha sem provocar inflação, adotando as políticas de déficit público que 3 anos mais tarde seriam teorizadas por Keynes em sua obra magna Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda (1936). [1]"
  • Guilherme  19/05/2016 14:22
    Mas nesse período de 1934 a 1937 não havia nenhuma inflação a ser domada. Ela já havia sido em 1923, mais de uma década antes. Logo, a afirmação do Requião não faz nem mesmo sentido histórico.

    Quanto às políticas econômicas de Hitler:

    Keynes e suas simpatias pelos "experimentos" do nazismo e do fascismo

    Hitler era um keynesiano


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.