"Sei que imóveis não tem liquidez imediata, e com diminuição de demanda o preço tende a cair, mas é de se esperar que imóveis no país percam valor significativamente como está previsto nos EUA? Valeria a pena se desfazer para investir em outra coisa ou vale a pena segurar para o médio e longo prazo?"

Isso vai de cada um e eu não tenho nenhuma pretensão de ser conselheiro de investimentos. Vou apenas dizer o que eu faria.

Não acho inteligente ter imóvel para alugar. Economicamente, não faz o mais mínimo sentido. Para começar, em termos do preço do imóvel, a renda mensal gerada pelo aluguel é menor até mesmo que a poupança. Ou seja, se você vender o imóvel e aplicar na poupança -- que o investimento mais tosco que existe --, você ainda assim ganhará mais.

Para piorar, sobre o seu aluguel você pagará impostos de renda (se o seu inquilino declarar).

Adicionalmente, há o fato de que seu inquilino inevitavelmente irá depreciar seu patrimônio. Todo inquilino é naturalmente descuidado -- afinal, a propriedade não é dele; ele está ali apenas temporariamente.

No mais, todas as despesas com reparos, manutenção e restauração serão suas, o que reduz ainda mais seu retorno líquido.

Dito isso, parece que o período de queda nos preços do imóveis já passou. Na prática, começou em meados de 2012 (foi relatado em tempo real por este site; veja apenas um exemplo
aqui). Nos próximos meses, a tendência é de estabilidade com viés de alta.

"Uma outra questão é sobre a chance de contaminação do sistema bancário do brasil (sei que a crise vai pegarem vários pontos, monetário, econômico, mas a questão é sobre as instituições bancárias mesmo). O brasil se safou em 2008, dentre outras coisas, por não ter bancos tão alavancados, o que acho/espero que persista até hoje. Então quais seriam as chances ou motivos de "bail-in" no país?"

Bail-in? Nula. Aqui é bail-out, mesmo. O Tesouro pegará nosso dinheiro para socorrer a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Isso, aliás, já está sendo abertamente discutido.

www.oantagonista.com/posts/em-2018-bb-e-caixa-nos-farao-lembrar-do-pt
-"O estado é o legitimo dono das universidades públicas, quer vc goste ou não..."
O estado não é dono LEGÍTIMO de porra nenhuma! Legitimidade não é resultado de tinta sobre papel e com timbre oficial.

-"Sim, que modelam seus cursos de acordo com o que o MEC exige, e aceita matrícula de alunos de acordo com o que o FIES exige. Bastante "particular" isso, não é mesmo?"
Infelizmente, em se tratando da realidade do bananistão, universidades particulares são meras "prestadoras de serviços de ensino" ao estado, tendo em vista que são OBRIGADAS a se adequarem às regras do MEC.

-"A propósito, qualquer regra é esdrúxula. Estamos falando de um bem escasso sendo ofertado a custo zero, a única decisão racional seria cobrar pelo curso e deixar quem pode pagar que entre. Fora disso, nenhum critério tem o menor sentido. Nem o de notas."
Errado! O fato de ser racional cobrar pelo curso, não significa que a Universidade deveria deixar entrar qualquer um. Até poderia, mas fico imaginando HARVARD adotar essa linha de pensamento: perderia o prestígio num piscar de olhos e, junto com o prestígio, TODAS AS DOAÇÕES QUE A MANTÉM! A regra, nesse caso, existe como uma maneira de TENTAR assegurar o VALOR reconhecido em HARVARD: a qualidade e capacidade dos seus egressos, que vão gerar MAIS VALOR. Evidentemente, num lugar como o "Bostil", nada impediria você de criar uma faculdade, atendendo somente ao MÍMINO do MÍNIMO dos requisitos do MEC em termos de carga horária, duração do curso e necessidade de ser ou não presencial, sem vestibular ainda por cima e sem FIES (vestibular não é obrigatório para faculdades particulares. É exigência editalícia para as públicas, porque são PÚBLICAS!). Mas as perguntas que não se calam: haveria público para dar valor a este empreendimento e por quanto tempo? Quantos estariam dispostos a pagar os "tubos" por um "diproma" que eles mesmos sabem ser mixuruca, ainda mais face à cultura "bacharelística" do país? Não custa nada lembrar que o que gera riqueza é INOVAÇÃO e aferir e/ou melhorar a capacidade de inovação de um ser humano ANTES de se ter o PRODUTO da INOVAÇÃO é uma tarefa fortemente RELACIONADA com a EDUCAÇÃO, ainda que haja exemplos de inovadores em qualquer educação FORMAL.

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