-"O estado é o legitimo dono das universidades públicas, quer vc goste ou não..."
O estado não é dono LEGÍTIMO de porra nenhuma! Legitimidade não é resultado de tinta sobre papel e com timbre oficial.

-"Sim, que modelam seus cursos de acordo com o que o MEC exige, e aceita matrícula de alunos de acordo com o que o FIES exige. Bastante "particular" isso, não é mesmo?"
Infelizmente, em se tratando da realidade do bananistão, universidades particulares são meras "prestadoras de serviços de ensino" ao estado, tendo em vista que são OBRIGADAS a se adequarem às regras do MEC.

-"A propósito, qualquer regra é esdrúxula. Estamos falando de um bem escasso sendo ofertado a custo zero, a única decisão racional seria cobrar pelo curso e deixar quem pode pagar que entre. Fora disso, nenhum critério tem o menor sentido. Nem o de notas."
Errado! O fato de ser racional cobrar pelo curso, não significa que a Universidade deveria deixar entrar qualquer um. Até poderia, mas fico imaginando HARVARD adotar essa linha de pensamento: perderia o prestígio num piscar de olhos e, junto com o prestígio, TODAS AS DOAÇÕES QUE A MANTÉM! A regra, nesse caso, existe como uma maneira de TENTAR assegurar o VALOR reconhecido em HARVARD: a qualidade e capacidade dos seus egressos, que vão gerar MAIS VALOR. Evidentemente, num lugar como o "Bostil", nada impediria você de criar uma faculdade, atendendo somente ao MÍMINO do MÍNIMO dos requisitos do MEC em termos de carga horária, duração do curso e necessidade de ser ou não presencial, sem vestibular ainda por cima e sem FIES (vestibular não é obrigatório para faculdades particulares. É exigência editalícia para as públicas, porque são PÚBLICAS!). Mas as perguntas que não se calam: haveria público para dar valor a este empreendimento e por quanto tempo? Quantos estariam dispostos a pagar os "tubos" por um "diproma" que eles mesmos sabem ser mixuruca, ainda mais face à cultura "bacharelística" do país? Não custa nada lembrar que o que gera riqueza é INOVAÇÃO e aferir e/ou melhorar a capacidade de inovação de um ser humano ANTES de se ter o PRODUTO da INOVAÇÃO é uma tarefa fortemente RELACIONADA com a EDUCAÇÃO, ainda que haja exemplos de inovadores em qualquer educação FORMAL.
Pessoal,estou em duvida sobre uma polemica nos contratos.Assunto meio OFF,mas aproveitando o espaço,gostaria de levantar essa questão para saber a visão de cada um.

O proprietário de um barco ou navio,pode expulsar um individuo de sua propriedade no meio do oceano?

O proprietário de um avião,pode expulsar um individuo de sua propriedade no meio do céu?

O proprietário de um motor-home,pode expulsar um individuo de sua propriedade no meio de uma floresta?

O contrato aqui como fica?O proprietário deve responder penalmente caso expulse o indivíduo nos casos citados acima?

Se eu contrato um barco,para realizar um passeio e o barco pega fogo,eu acredito que o consumidor detêm responsabilidade própria de verificar se havia seguro ou clausulas contratuais como garantia contra acidentes,ou seja,ele assume o risco de contratar tal serviço.Porem ate onde vai a quebra de contrato e a legitimidade de um processo penal?(resposta judicial)
Acontece que,se o indivíduo quebra o contrato ou a regra da dessa embarcação em alto mar,é ou não é legitimo o proprietário expulsa-lo em pleno oceano?Entendo que neste caso,o contrato poderia ter uma clausula dispondo sobre as consequências de eventuais quebras de regras,fazendo assim o consumidor esta consciente e livre para decidir.
O problema é quando há contratos meio ''implícitos'',como um serviço de balsa ou até mesmo uma casa noturna.Ao usufruir de tais serviços,você não assina um contrato ao pé da letra,é implícito de que a balsa não vai afundar,assim como é implícito que a casa noturna não ira incendiar ou desmoronar.Entendem?

Como eu faço direito e tenho somente 20 anos,ainda estou na longa caminhada de estudos,principalmente por gostar dessa parte de defesa da propriedade privada(contratos),por isso acompanho o IMB e defendo a liberdade sempre.Mas como eu disse,poucos anos de vida me obrigam a correr atrás do que ainda não deu tempo de aprender ou refletir.

Outra questão parecida é sobre invasão de propriedade indireta e oculta.
Por exemplo:

Eu tenho uma empresa de fornecimento de energia,que operam com cataventos.
Certo dia,um empresario resolveu construir algo que consequentemente muda a direção e o ritmo dos ventos,afetando assim a minha produção de energia com cataventos.Imagine que o empresario vizinho construiu um Castelo,uma muralha,um prédio...Qualquer coisa física com magnitude suficiente para influenciar na corrente de ventos que passam pela minha propriedade.
Como fica essa situação?Ouve uma invasão ou agressão a minha propriedade?
De cara é fácil dizer que sim,mas imagina o empresario vizinho,ele também teve seu direito de propriedade violado,já que o mesmo ficou completamente limitado a construir em sua propriedade,devido ao vizinho.Ele comprou a propriedade mas não pode construir o que bem entender devido ao vizinho e seus cataventos.
O mesmo vale para diversos exemplos como,poluição.Já li o artigo que saiu essa semana sobre libertarianismo e poluição,estou de completo acordo e compreendo.
Se eu forneço o serviço de abastecimento de aguá,que depende quase exclusivamente das chuvas,e alguns indivíduos desmantaram as florestas próximas que eram responsáveis pela regulação dessas chuvas.Houve uma violação na minha propriedade indiretamente,mas ao mesmo tempo os vizinhos que comprarem essas propriedades florestais,terão que manter as arvores lá pro resto da vida!?!Houve uma limitação no direito de propriedade deles também,pois terão que manter a floresta em sua propriedade para não influenciar na minha propriedade.Entendem?

Por enquanto é isso,de vez em quando tenho essas questões martelando na minha cabeça pedindo por respostas.Hoje foi sobre isso,tive um tempo e comentei aqui.Já já apareço com outras polemicas rs rs...

Grande Abraço!
Bruno Feliciano.






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