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Últimos comentários


Pense da seguinte forma: se um indivíduo com 30 anos e saúde perfeita não precisar pagar 600 reais num plano que custaria 50, ele vai poder gastar menos e, como consequência, acumular e expandir seu capital e, quando tiver 70, poderá pagar 1000 ao invés de 600. Isso é uma coisa. Outra, é o seguinte: estamos falando dos EUA, onde as pessoas não são exatamente pobres, né? E para quem é idoso, pobre, doente e não acumulou capital porque teve que pagar por outras pessoas quando jovem? Bem, famílias, amigos e igreja. E se nem esses conseguirem? Aí sim, em último caso, dinheiro de impostos (assistência social). Assistência social viável, porém por última opção. Nunca primeira.


Ricardo: "Tem gente que não acredita que o homem pisou na Lua."

Olha, não é tão surpreendente assim, porque dizem que não existem provas concretas desse feito, além de outras questões que não vêm ao caso aqui (e não me refiro aos teóricos da conspiração).

Dizem que as imagens teriam sido forjadas em estúdio aqui na terra, porque não havia tecnologia - e ainda não haveria hoje - para que as câmeras Hasselblad que seriam utilizadas (sem qualquer adaptação), alimentadas com os filmes convencionais da Kodak (era assim mesmo que os astronautas estavam equipados), pudessem suportar a radiação a que seriam expostos. Seria impossível registrar qualquer imagem.

Ou seja, quanto a isso, a discussão não é se o homem pisou ou não na Lua, mas é sobre as provas do feito que não seriam válidas. Daí o fato de haver gente que não acredita, ficam como São Tomé e não os recrimino.


Por gentileza, você poderia me enviar algum link com as propostas de governo do candidato? O pouco que encontrei na internet até agora não me ajudou.

Obrigado.


Eu não fico com o pé atrás por conta destas aquisições dos chineses, eles estão garantindo a sua influência global por meio destas ações, basta ver o que acontece com os países da Rota de Seda a qual já estão sob influência chinesa, com a exceção da Índia que ainda está restringindo esse projeto de integração econômica pelos chineses. Algumas fontes indicam que a rentabilidade dentro do país já é menor do que investindo no exterior, e isso pode se verificar nestas recentes aquisições, mas acho que não só isso. Isso é para ter influência política, a qual os chineses certamente preparam a sua sentada no topo da influência econômica e política, basta ver o discurso do Xi Jinping que a China em 2050 seria a nação mais poderosa tanto em termos econômicos, militares e políticos.
Ah vale lembrar que seu povo é de 1,3 bilhão de pessoas, logo essa aquisição pode ser para abastecer a sua população. É uma outra grande possibilidade.


Concordo Capital Imoral

Na URSS todos queriam ser astronautas, cientistas, engenheiros espaciais, com a queda da URSS, os russos hoje só querem saber do emprego que paga melhor, se movem por dinheiro.

Não é mesmo?


Porém, o Brasil não é um dos países mais ricos do mundo. 9



Você tem algum déficit cognitivo?
Disseste que a China cresce com este modelo (trabalho escravo e crédito subsidiado), desde a década de 1980, e não reparou na qualidade de vida que a população leva?

Acho engraçado essa gente que defende ideias Keynesianas, mas não as põem em prática na vida pessoal. Basta que você comece a contrair empréstimos e aplicá-lo para "ganhar" mais dinheiro e continuar desta maneira.
Vai ficar tão rico quanto o seu coronel, digo, candidato. Mais um sujeito que está há anos na política nacional e nunca fez nada que preste.


Dúvida: de onde surgiu a informação de que o Brasil é um dos países mais ricos do mundo? Esse dado é baseado no PIB?


E este frenesi de aquisições de empresas, por chineses, no exterior, trata-se do "seguro" que o governo comunista está montando.
Acordos e mais acordos, aquisições estratégicas, e quando a coisa começar a feder, todos nós acabaremos por sustentar indiretamente o governo chinês.


Sim. É um país sem futuro que nunca será sério.

Na realidade eu ainda não sei como o país conseguiu aguentar por tanto tempo.


Completamente esperado.

A maneira como o setor privado utiliza as informações de mercado disponíveis é totalmente diferente da maneira como o setor estatal as utiliza.

O setor privado é guiado pelo sistema de preços, o qual permite todo o cálculo econômico. Os preços informam o que está sendo demandado pelos consumidores, quais produtos estão em falta, quais estão em excesso, e permitem o cálculo dos lucros e prejuízos.

Acima de tudo, os preços ajudam os empreendedores a alocar recursos escassos de maneira eficiente. Se o preço de algo está demasiado alto, isso significa que os consumidores estão necessitando de uma maior quantidade deste bem, o que estimula os empreendedores a aumentarem a produção. Sob este arranjo, produz-se aquilo que gera benefício econômico, e este benefício decorre da melhor satisfação das necessidades dos consumidores.

Já o setor público não tem como produzir seguindo este critério do benefício econômico. Dentro da burocracia do governo, tudo é um jogo de adivinhação. Você não sabe exatamente o quanto deve gastar em quê; você não sabe se há algum objetivo racional naquilo que você está fazendo; você não sabe se este ou aquele plano será bem-sucedido ou se irá fracassar completamente; você não sabe onde cortar gastos caso tenha de fazê-lo; e você não sabe quais seções e quais pessoas estão fazendo um bom trabalho e quais não estão.

O setor público é um setor que, inevitavelmente, por pura lógica econômica, sempre funciona às escuras, sem ter a mínima ideia do que faz, e sempre tendo de fingir que está fazendo tudo certo.

Por não operar de acordo com os sinais de preços emitidos pelo mercado, e por não seguir a lógica do sistema de lucros e prejuízos, o governo simplesmente não tem como avaliar e estimar o real valor econômico de qualquer coisa que faça.

Por tudo isso, os gastos do governo nunca poderão ser feitos da maneira correta, seus serviços nunca serão prestados de maneira satisfatória, e sempre haverá desperdício de recursos e gritante ineficiência.

Esta é uma realidade inevitável. Não se trata de ideologia; é pura ciência econômica.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2761


Eis a prova suprema de que o estado não sabe calcular e nem escolher prioridades: um engenheiro do ITA com doutorado recebe R$ 6.600. Já um burocrata batedor de carimbo num Tribunal de Contas recebe de entrada R$ 29 mil.

O país tá condenado.

www.infomoney.com.br/carreira/concurso-publico/noticia/7022376/regiao-sudeste-tem-mais-concursos-publicos-com-salarios-ate-947


A mensuração do PIB foi introduzida nos EUA durante a Segunda Guerra Mundial unicamente para mensurar a capacidade de produção da economia americana naquele período belicoso. Sua intenção inicial era exclusivamente essa. Sendo assim, ele até fazia algum sentido para aquele período. Hoje, não mais. Hoje, ele inadvertidamente passou a ser visto como mensurador de bem-estar, de modo que todas as transações monetárias por ele calculadas passaram a ser vistas como sendo um progresso e uma contribuição para a saúde econômica do país.

Isso é trágico, pois de um lado estimula o populismo e a irresponsabilidade fiscal e monetária, e de outro desencoraja a austeridade, a prudência e a frugalidade.


Todos seguem a fórmula de Kuznets, com uma ou outra variação.

No entanto, nos EUA, o Departamento de Comércio começou a publicar a Produção Bruta, a qual incorpora transações intermediárias e não apenas as finais. Utilizando a Produção Bruta, a estatística do consumo americano -- que atualmente responde por 70% da economia americana -- despenca para apenas 40%.


Antissionista, você deveria corrigir seu "nick". Você não é antissionista você é ANTISSEMITA declarado e radical. Como bem destaca Paulo Maltz - presidente da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro:

"Nenhum judeu acredita que você seja antissemita somente porque critica Israel. É exatamente o contrário. Apenas reconhecemos que, se você é antissemita, seu preconceito contra os judeus certamente influencia suas posições sobre Israel. Assim como, se você for racista, isto também afetará suas opiniões sobre a África. Simples assim."


O cálculo do PIB é o mesmo em todos os países ou existem países onde o cálculo é feito conforme proposto no artigo?



Trabalho na Alemanha, dizem que aqui cresce 2% mas todas as fábricas estão cheias de serviço, estive recentemente na Romênia para umas vendas pois o país cresce mais de 5%, está um marasmo maior que na Itália e França que devem estar no 0 ou 1%.


Sou argentino e trabalhei muito no Brasil, agora como consultor em viabilidade econômica de negócios por todo o continente e fico demasiado desconfiado desta fórmula do PIB, muito por as importações subtraírem PIB, segue comparações:
Argentina, país que diz crescer 2,5% que tem certa industrialização em 2017, não há investimentos e os trabalhos para mim são apenas adaptar uso ou recuperar máquinas velhas e encerrar negócios pouco viáveis;
Paraguay, país que diz crescer 3,8% importa quase tudo, sobra trabalho de novos galpões, máquinas novas, ferramentas novas e projetos novos, quem lá vive diz sentir que o PIB parece crescer 10%;
Chile, país que diz crescer 1,4%, importador, este sim está estagnado, investimentos apenas para manter market share, quase nenhuma expansão da produção, muitos profissionais liberais com poucos trabalhos
Brasil, 0,7%, bom nível de industrialização, não tem investimentos para expansão de produção, as empresas apresentam uma consistente recuperação no faturamento e no lucro.


Pois é. Olha como se deu o efeito Mantega.

C = crédito para MCMV, subsídio ao consumo
I = PAC
G = expansão da máquina
X = subsídios/desonerações
I = taxação agressiva de importados

O mais engraçado é que isso funciona por alguns anos, mas sem uma produção genuína, nem o PIB consegue se segurar lá no alto. O triste é que o resultado na vida das pessoas é muito mais feio do que apontam os números.


Aproveitando que o assunto é o PIB

Internacional
Imigrantes na Itália geram PIB superior ao da Hungria, diz estudo

www.correiodopovo.com.br/Noticias/Internacional/2017/10/631731/Imigrantes-na-Italia-geram-PIB-superior-ao-da-Hungria,-diz-estudo

Agora tem de ver se gerando riqueza ou extraindo riqueza


Perfeito! Disse tudo, em nenhum lugar do mundo, em nenhuma nação, o Socialismo e o Comunismo deram certo, só acumula miséria. Somente os "ditadores" e aqueles que "orbitam" ao redor dele se beneficiam às custas da imbecilidade e impotência do povo que trabalha para sustentar os caprichos e insanidades deles.


Excelente artigo, muito bem elabora e abre caminho para futuras discussões a respeito dessas mensurações agregadas macroeconômicas e seus descolamentos da realidade empresarial.


Lógico. Os gastos do governo aumentam o PIB.
O governo pode ficar pegando dinheiro emprestado e rasgando esse dinheiro pagando a burocracia ciclicamente que o PIB aumenta.
Mais um exemplo que o PIB não serve pra mesurar verdadeiramente nada.


Caro Felipe,

Eu ajudei na tradução desse artigo voluntariamente, portanto é de se esperar que estejamos de acordo em nossas opiniões. Porém, há menos de 2 anos atrás, meu posicionamento se alinhava com o do José, o qual você indiretamente chamou de quadrúpede.

Só gostaria de lhe pedir, humildemente, que se abstenha de ofender os comentaristas nesse espaço. Se eu mudei de opinião ao longo desses dois anos, foi porque encontrei libertários educados, que se dispuseram a explicar o que eu não sabia. Exemplo: o Raphaël Lima, do Ideias Radicais, que já me disse ter convertido PSOListas. Durante os hangouts, ele sempre respondeu pacientemente às minhas perguntas, por mais absurdas que fossem.

Outro dia, eu troquei 150 mensagens nos comentários de um vídeo do Youtube com um esquerdista. A discussão se prolongou porque nenhum de nós faltou com o respeito um com o outro.

Se o seu interlocutor insistir com a grosseria, não comente mais. Você fez sua parte. Discutir com idiotas é se rebaixar ao nível deles. Mas se a grosseria parte de você, isso pode resultar num desperdício de aliados, como o que eu me tornei.


Basta ELIMINAR TODOS os tributos e/ou impostos (IR, PIS, COFINS, ISS, ICMS, etc.) que recaiam sobre:

1) Todo e qualquer profissional de saúde (médicos, enfermeiros, terapeutas, técnicos, farmacêuticos, atendentes, etc.);
2) Todo e qualquer estabelecimento de saúde, consultórios, indústrias farmacêuticas e farmácias;
3) Todo e qualquer medicamento, equipamento médico e correlatos;
4) Toda e qualquer importação do segmento médico/farmacêutico/hospitalar;
5) Toda e qualquer empresa de seguro/plano de saúde.


Caramba, é a primeira vez que eu vejo a fórmula do PIB. Na escola, o professor e os livros didáticos abordam esse conceito como se fossem algo consolidado no senso comum. E sobre as importações, acho que não devem lhe ser dadas conotações nem positivas nem negativas, já que , como disse o autor do artigo, podem ter sentido positivo (poder aquisitivo aumentou) ou negativo (país tem parque industrial precário, o que, diante da terceira revolução industrial, na qual a tecnologia agrega valor como nunca antes, é algo péssimo). Outra dúvida é o que acontece com o fluxo de serviços como netflix e compra de jogos digitais, são também contados como importações ?


Mas que macumba é essa? Caro instituto Mises estão flodando a sessão de comentários dos meus artigos. Por gentiliza dar ban nesse malditos.


Sobre Hong Kong e estatísticas:

"Desde os dias de John Maynard Keynes, a ciência econômica vem sendo atormentada pela ideia de que a ação humana deve ser destilada em números, os quais se transformam em uma "pretensão ao conhecimento" para aspirantes a planejadores centrais. Nas várias faculdades de economia atuais é difícil saber quando acaba a matemática e quando começa o real conhecimento econômico.

Para Sir John James Cowperthwaite, que foi nomeado secretário das finanças de Hong Kong para o período de 1961 a 1971, a compilação de estatísticas para planejamento econômico era um anátema. Ele simplesmente se recusou a coletá-las.

Quando Milton Friedman lhe questionou, em 1963, a respeito da "escassez de estatísticas", Cowperthwaite respondeu: "Se eu deixá-los coletar estatísticas, irão querer utilizá-las para planejar a economia".

Perguntado qual era a coisa mais premente que os países pobres deveriam fazer, Cowperthwaite respondeu: "Eles deveriam abolir seus institutos de estatísticas econômicas".

Ele acreditava que, se estatísticas fossem coletadas em Hong Kong, elas estimulariam o governo britânico a implantar políticas supostamente corretivas, o que inevitavelmente afetaria a capacidade da economia de mercado funcionar corretamente. Isso gerou consternação no governo britânico. Uma delegação de burocratas foi enviada a Hong Kong para descobrir por que as estatísticas não estavam sendo coletadas. Cowperthwaite literalmente mandou-os de volta a Londres no primeiro avião."

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804


"As pessoas são forçadas a trabalhar. Ou morrem de fome. Ou vão para o crime"

Ninguém é forçado a trabalhar. Se você nunca mais quiser trabalhar na vida, ninguém pode lhe obrigar. Se você encontrar alguém disposto a lhe sustentar voluntariamente, isso é perfeitamente válido e legítimo.

Agora, o que você realmente quer, mas não tem a hombridade de admitir, é que terceiros sejam coagidos e espoliados para sustentar você a troco de nada. Você quer parasitar terceiros sem ter de produzir nada em troca. Pior ainda: diz que parasitar terceiros é o auge do humanismo. Ainda pior: diz que, se não parasitar, vai recorrer ao crime.

Ou seja: os outros sustentam sua vagabundagem ou você os mata.

Isso, sim, é o ápice da humanidade.

"A conta de uma sociedade regida apenas pela lei de mercado não bate"

Lei do mercado?! Dizer que "comerás o pão com o suor do teu rosto" é lei do mercado?!

É cada ignorante...

"a destruição de muitos para benefício de poucos."

Não entendi. Ter de trabalhar para se sustentar significa "a destruição de muitos para benefício de poucos"? Sério mesmo, qual o seu norte moral?


Sobre esse conto de fadas que é o PIB, vale lembrar que a Venezuela -- país onde as pessoas literalmente morrem de fome, há escassez generalizada de itens básicos e remédios, e a taxa de pobreza superou os 85% -- é a terceira maior economia da América Latina, atrás apenas de Brasil e Argentina!

Ou seja, a Venezuela é mais "rica" que Colômbia e Chile!



Está caminhando a passos largos mesmo, mas ainda assim é muito rentável.

Veja quanto é o aluguel de um imóvel comercial no centro. Nem se você tiver 3 milhões na Poupança o rendimento é o mesmo.
E pior que o movimento geralmente é grande. Então você consegue pagar o aluguel e ainda possui lucros parecidos com o valor pago (isso, lógico, se você conseguir se estabelecer).


Sugerido ao final do item 4. Clique no link.

Por mim, eu tirava os gastos do governo. (Há quem defenda que eles devem entrar subtraindo, dado que eles representam depredações da riqueza privada. Isso também é interessante).

E colocava as importações como adição. Se um país se facha inteiramente para as importações e passa a viver sob autarquia, produzindo produtos totalmente precários, o PIB sobe!


"[O objetivo do PIB] é tão-somente medir a capacidade produtiva de uma economia"

Errado. Nem mesmo os apologistas do PIB dizem isso.

A equação do PIB mede apenas o valor monetário de todos os bens e serviços finais que foram comprados e vendidos dentro das fronteiras do Brasil em um dado ano.

Ou seja, o PIB é apenas um cálculo de todas as transações monetárias envolvendo bens e serviços finais. Ele é utilizado para mensurar o gasto agregado da economia.

Só isso.

Portanto, o que os economistas chamam de "crescimento econômico" mensurado pelo PIB de um ano para o outro nada mais é do que aumento do valor final (preço) das transações monetárias de um ano para o outro. Esse resultado nominal é dividido por um questionável deflator de preços, para se obter o PIB real.

Ponto.

Agora, se, a partir dos valores obtidos, as pessoas decidem fazer elucubrações sobre o real estado da economia, aí elas já fazem isso por sua própria conta e risco.

Vale lembrar que o crescimento do PIB durante o governo Sarney foi maior do que o do governo Dilma e maior também do que o do governo FHC. No entanto, não apenas ninguém sentiu esse "crescimento econômico", como, na verdade, sentiu uma brutal recessão. Tanto é que o cidadão saiu do governo com 6% de aprovação e tem altíssima rejeição até hoje. O PIB não explica isso.

Que a atual equação do PIB ainda seja levada a sério mostra bem o estado em que se encontra o estudo da ciência economia.


"PIB não mede nem pretende medir bem-estar."

E o artigo em momento algum fala isso.

"Seu objetivo é tão-somente medir a capacidade produtiva de uma economia, e deve portanto ser julgado de acordo."

Então piorou tudo. Se o PIB mede a "capacidade produtiva" da economia, então ele está todo errado.

Por exemplo, gastos do governo afetam a capacidade produtiva da economia; no entanto, na equação do PIB, eles aumentam a capacidade produtiva da economia.

Importação de bens de capital e maquinários em geral aumenta a capacidade produtiva da economia. No entanto, na equação do PIB, a importação desses produtos reduz a capacidade produtiva da economia.

Faz sentido?

"PIB desconta importações precisamente porque o que foi produzido fora não ajuda a medir a capacidade de produção interna."

E a importação de máquinas e bens de capital modernos? Isso não ajuda na capacidade de produção interna?

"Pelo mesmo motivo, exportações de produção interna conta positivamente no PIB."

Nada contra.


Gostei de aprender sobre o PIB. De fato, agora me parece óbvio que ele é contraproducente. Se Hong Kong nunca teve nenhum, ou muito pouco, e chegou onde chegou, será sensato adotar indicadores? E qual indicador seria interessante? Ou melhor ainda: o mercado precisa de indicadores?


PIB não mede nem pretende medir bem-estar. Seu objetivo é tão-somente medir a capacidade produtiva de uma economia, e deve portanto ser julgado de acordo. PIB desconta importações precisamente porque o que foi produzido fora não ajuda a medir a capacidade de produção interna. Pelo mesmo motivo, exportações de produção interna conta positivamente no PIB.


Ou então se todas as pessoas se endividarem maciçamente para sair consumido. O item C do PIB vai explodir, mas a equação não leva em conta toda a dívida que terá de ser quitada. E nem muito menos a maciça alocação errônea de capital que tamanho endividamento irá provocar.


qual outra medida poderia ser utilizada para avaliar o crescimento economico/enriquecimento de um cidade/estado/regiao?


Danilo Gentili e o desprezo pela escola.

Sobre o novo filme do Danilo Gentili, Como se tornar o pior aluno da escola, podemos encontrar os seguintes comentários no trailer: "Já reparam que a escola quer que você se comporte como os grandes gênios da humanidade? É meio ridículo" ; "Estudar traz tristeza"; "para com esse negocio de perder tempo copiando matéria e a lição". No artigo de hoje iremos relembrar a importância da escola e como o capitalismo destruiu nossa cultura.

O maior triunfo do Renascimento talvez seja o amor pelo saber humano, pois naquela época, as novas escolas de pensamento começaram a afirmar a importância centro do ser humano, considerado a obra suprema de Deus. portanto, o homem: "tornou-se a medida de todas as coisas"; idéia essa conhecida como humanismo e que estava em choque pelo idéia teocentrista, até então, em que Deus era a fonte de todo conhecimento. Eu afirmo isso porque a paixão pelo conhecimento foi tanta que era comum encontrar homens que dominavam mais de uma área do pensamento humano; foi o caso do pintor, escultor, arquiteto, anatomista, urbanista, engenheiro, inventor e desenhista Leonardo da Vinci.

Mas o principal de tudo isso está nas escolas. Foi durante o Renascimento que foram fundadas várias escolas laicas para atender os filhos nobreza e da grande burguesia européia. Segundo a nova concepção, educar tornou-se uma questão de moda e exigência social das elites. Aquele que era educado estava à frente do seu tempo; estava a frente de seus conterrâneos, e isso levava às pessoas a ter um respeito pelo homem que detém o saber. Isaac Newton afirmava: "Se vi mais longe do que os outros homens, foi porque me coloquei sobre os ombros de gigantes."

Voltemos para o século 21, absolutamente tudo tornou-se um grande entretenimento; os homens não querem mais ser cientistas, ou não agem com o espírito no eterno. O grande sonho de uma criança é ser jogador de futebol ou humorísta de televisão, obviamente uma profissão que não exige tanto trabalho intelectual. Mas qual o problema de querer ser humorista de televisão? ora, nenhum. O problema é quando uma nação inteira perde como referência os verdadeiros homens que merecem ser reverenciados; E tudo isso ocorreu por culpa do capitalismo e do livre mercado. Pra que diabos eu vou ler aquele livro chato do Isaac Newton, se eu posso ver filme o dia inteiro e jogar video game? tudo se trata da cultura que despreza o verdadeiro conhecimento. - sim! existe a pedra de toque e ela está nos pensadores humanistas.

Para concluir, eu gostaria de dizer que o capitalismo é o culpado pela nossa degradação cultural. Tudo que aqueles jovens irão ver nos filmes do Danilo, eles irão carregar dentro da alma, pois idéias culturais têm consequências culturais. Ou estou mentindo? o negócio é ser malandro; fazer bastante sexo; zoar todo mundo; ter bastante dinheiro. Só não reclame depois quando tornarmos sub humanos.

Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.


"As estatísticas de produção definidas pelo PIB podiam ser robustas, mas construir estradas que vão do nada a lugar nenhum, fundir aço que não será utilizado na fabricação de nenhum produto, e fazer pães intragáveis é forçar demais a definição de "produção"."

Algo semelhante a isso está em curso na China, vide suas inúmeras cidades-fantasmas. Ainda vai demorar, mas quando aquilo estourar não será algo bonito de se ver (nem de viver).



Achar que PIB maior é sinônimo de uma economia melhor cria incentivos ao aumento do número do PIB sem que isso se reflita na qualidade de vida.

Aplicação da Lei de Goodhart: "When a measure becomes a target, it ceases to be a good measure."(Quando uma medida se torna uma meta, ela deixa de ser uma boa medida).


Excelente artigo que corrobora a visão que tenho do mundo. O PIB esconde a verdadeira tragédia econômica europeia, por exemplo. Nitidamente, sul da França e Itália são hoje lugares pobres. Por mais que o PIB diga outra coisa, não dá para considerar que não seja pobre um lugar em que as pessoas não têm dinheiro sequer para consertar o reboco de suas casas, ou para trocar seus carros velhos, de aparência surrada, que raramente apresentam algo comum no Brasil, como câmbios automáticos ou vidros elétricos.

Além disso, país que tem mais de 60% do PIB composto por governo, só pode ter suas estatísticas maquiadas. É preciso desarmar essa falácia o quanto antes. Nosso bem estar e até nossas vidas dependem disso.


O principal problema do PIB é que ele não mensura a satisfação dos consumidores. Um governo pode desviar recursos para setores escolhidos arbitrariamente por ele em vez daqueles que atenderiam melhor os consumidores.

Para o PIB está tudo ok, mas para os indivíduos não.

Para o PIB a produção é um fim, mas para os indivíduos é só um meio.


É perfeitamente possível turbinar o PIB ao simplesmente imprimir dinheiro e dar para as pessoas cavarem buracos. Como os preços não subirão imediatamente, o PIB real crescerá bastante em um ano. E trará muita popularidade ao governo.



Para mim, a questão dos gastos do governo é a pior de todas.

Obras governamentais faraônicas e sem nenhum sentido econômico aditivam o PIB. Estádios da Copa, refinaria Abreu e Lima, estaleiros (abandonados) da Sete Brasil (falida): tudo aumentou o PIB.

Já um governo prudente, que realmente reduza os gastos com burocracia, será imediatamente acusado de derrubar o PIB.

O que pode dar errado?


éééé, tipo, entre ele e Hilary, sem dúvidas... Mas é complicado ter que ficar com ele por falta de "opção" melhor.


Sim. As pessoas são forçadas a trabalhar. Ou morrem de fome. Ou vão para o crime. A conta de uma sociedade regida apenas pela lei de mercado não bate. Assim como o marxismo é uma viagem teórica direto para o inferno prático, o Mises rianismo também o é. Rotas diferentes, mas resultados iguais: a destruição de muitos para benefício de poucos.


Jose 18/10/2017 13:12
É São Paulo alguns tratamento de saúde são caros.
Espero que seu cunhado esteja disposto a lhe ajudar.

Pode ter certeza que não apontarei uma arma para a cabeça dele exigindo ser ajudado.
Já você...
E ainda vem falar em desumanidade.


os comunistas e socialistas e os governos de esquerda comunista da união soviética,Coréia do Norte,China,Cuba,Venezuela,,Bolívia e os governos esquerdistas socialistas e comunistas doPT,PC do B,PSOL ,REDE,PCO,PCB,PSB,PPS,PSTU,PDT,PTB sempre defenderam e defendem o desarmamento da população civil defendem o desarmamento de homens de bem e defendem o desarmamento de mulheres de bem defendem o desarmamento dos cidadãos de bem mas não defendem o desarmamento dos bandidos e não defendem o desarmamento de criminosos assaltantes e traficantes na maioria dessses governos comunistas sempre imporam o maldito estatuto do desarmamento os comunistas nunca deram liberdade acabaram com a liberdade


Estranha a citação entre aspas ao me responder sem questionar qualquer das minhas alegações.

Onde eu escrevi o que esta escrito entre aspas no cometário???

Pela idéia do Direito NATURAL somos legitimos proprietários do nosso corpo. É JUSTO, É AXIOMÁTICO!!!

Contudo quem tem o Poder de DESTRUIR NOSSO CORPO, nossa VIDA, acaba por COAGIR nosso corpo ao induzir que tomemos as decisões que nos ordenam.

POR EXEMPLO:

- No brasil é obrigatório socorrer um acidentado, mesmo que não tenhamos qq participação no acidente.

Um caso famoso foi o do Bateau Mouche que naufragou e outros integrantes de barcos ao redor foram processados por negar socorro. Se efetivamente negaram qdo podiam ajudar, é algo condenável nesse específico caso sobre ajuda a necessitados que vão morrer sem ajuda, porém PUNIR a omissão de ajuda é igualmente condenável.

Ou seja: se vc não quiser desviar de seu caminho para tentar ajudar alguém, o Estado te obriga, TENTA OBRIGAR você a comandar seus movimentos SEGUNDO o QUE O ESTADO ORDENA.

Logo, se o Estado se tribui o privilégio de comandar o corpo alheio, sob ameça de oprimir ou destruir o corpo alheio como castigo à desobediência, isso significa que o Estado SE ATRIBUI DIREITO de PROPRIEDADE SOBRE o CORPO ALHEIO e por tal se dá o direito de ARBITRAR SOBRE o CORPO ALHEIO, dando-lhe ORDENS ou OPRIMINDO-O e DESTRUINDO-O.

Direirto de propriedade é o direito de ARBITRAR sobre o que é seu.

Logo, o Estado se dá o DIREITO de PROPRIEDADE SOBRE TODA a POPULAÇÃO, pois se permite ARBITRAR SOBRE TUDO e TODOS.

Essa é a realidade: SOMOS ESCRAVOS da HIERARQUIA ESTATAL que se dá o direito (pelo Poder de causar danos e destruir) de ARBITRAR SOBRE a vida alheia, sobre a vida dos SERVOS que lhes pertence. É fato, LAMENTÁVEL, mas é FATO!!!


"Que tal não tirar o dinheiro dos pobres em primeiro lugar?
#CONTRA_IMPOSTOS_SOBRE_REMEDIOS"

Maravilha! E parar de regular que remédio entra e sai.


Mesmo imóveis comerciais não são garantia de nada. O futuro do comércio será majoritariamente online. Ninguém vai querer ficar pagando aluguel, conta de luz e empregados, se ele pode fazer todo o seu comércio online. Isso já está ocorrendo a passos largos e poucos estão se dando conta. As pessoas estão cada vez menos abrindo pontos comerciais físicos e cada vez mais indo para o comércio via internet (muito mais rentável).

Fora isso, também tem o fato de que imóveis comerciais são extremamente sensíveis às flutuações econômicas. Se a recessão for severa, o imóvel pode ficar anos fechado.

Como disseram ali em cima, a menos que você alugue para banco, é algo bem arriscado.


"Gramsci escreveu o Cadernos do Cárcere na década de 30 porque percebeu que as revoluções socialistas não estavam ocorrendo pela Europa Ocidental (mais rica e mais desenvolvida) como previa Karl Marx."

Não, ele não escreveu com esta intenção. O que motivou Gramsci escrever nos Cadernos foi a tentativa de evitar o ócio intelectual que ele ia passar no período que estava preso. Aliás, atente-se bem a este detalhe: ele estava preso pelo regime fascista italiano. Passou quase o resto de sua vida em cárcere (daí o nome Cadernos do Cárcere) e os dois últimos anos em liberdade condicional internado em um hospital — onde faleceu. Não havia a mínima condição dele ter esta pretensão. Gramsci sequer tinha grande influência ou era globalmente conhecido naquela época...

"Então, escreveu tais Cadernos de forma didática para comunistas e esquerdistas em geral se infiltrarem nas Universidades, subverter a cultura, a educação e o senso comum da sociedade de forma gradual, até que a sociedade fosse socialista, sem nem saber que é socialista, como se fosse a coisa mais normal e mais correta que existe."

Os Cadernos não tem nada de didático: é uma leitura complexa, que necessita de orientação prévia e que engloba diverso temas, muitos que nada tem a ver com a causa marxista. Só para se ter noção: demorou décadas para que se publicasse uma edição que aparentasse ser coesa, diante de uma escrita tão fragmentada e cheia de miscelânea. Tanto que os Cadernos são considerados obras póstumas de Gramsci. A estratégia gramsciana é uma parte de toda "herança literária" de Gramsci.

Só estou lhe corrigindo por fidelidade à história. Não acho eficaz combater o marxismo através do desconhecimento (marca conhecida dos marxistas) e com informações inverídicas. Há necessidade de se conhecer bem o que se critica, neste caso!



"Gramsci escreveu suas considerações bem antes da queda do muro de Berlin. Como explicar que essa onda é muito mais forte agora do que antes do fim da URSS?"

Simples, Bruno: é que a grande relevância internacional de Gramsci só se deu de 1975 em diante, após o lançamento da "edição Gerratana" (Valentino Gerratana), o que estaria mais próximo do fim da URSS (e um ano antes da morte de Mao Tse Tung, na China).

Aliás, Bruno, embora o termo Gramscismo seja bastante conhecido, seu conteúdo é ainda desconhecido pela esmagadora maioria. A começar por ser uma leitura — muito — extensa e complexa (a ponto de se exigir leituras filológicas prévias sobre a ordem dos Cadernos, por exemplo). Segundo que somente uma parte da obra é realmente levada a cabo: a "nova hegemonia" nos setores e instituições sociais. E nesta "nova hegemonia" é que há atração pelos socialistas à ideologia, visto que engloba os movimentos sociais e as causas inclusivas (feminismo, movimento LGBT, movimento negro), embora a massa-de-manobra vermelha seja incapaz de observar que isto não passa de um utilitarismo vulgar — ou seja, é só instrumento para a busca do poder pela liderança.

Enfim, um dos principais elementos que mantém viva a chama de um socialismo ("utópico") é o desconhecimento. Por mais que a URSS tenha acabado, ainda se trabalha para que não haja conhecimento das atrocidades que aconteciam lá — como fazem com todos os outros regimes socialistas. E, claro, a propaganda de que aquilo "não foi socialismo de verdade" e que "distorceram Marx" (embora os fascínoras Stálin e Mao Tse Tung tenham sido os mais fiéis à doutrina marxista). A esmagadora maioria dos marxistas não lêem Marx, ou, quando lêem, não passam da literatura introdutória. Não sabem que o marxismo não tem nada de bonito, que nega ou tenta alterar a natureza humana (através do projeto de uma nova engenharia social utópica), que possui elementos típicos de inveja e ódio... só observam o lado "bonitinho" da coisa!

Pessoalmente acho que uma das grandes contribuições que a Escola Austríaca dá, tal como os sociais-democratas reformistas e até uma socialistas revisionistas (mesmo que sem intenção, neste caso), é como o marxismo é — totalmente — falho. Agora, observa se as escolas "plurais e democráticas", que seriam "inclusivas" com professores "instigando o senso crítico dos alunos" dão margem para que se aprenda isto — em contraposição ao socialismo reinante? Claro que não! Este tipo de literatura passa longe da licenciatura, figurando no Index Librorum Prohibitorum daqueles que mentem ao dizer que não há doutrinação nas escolas...


É São Paulo alguns tratamento de saúde são caros.
Espero que seu cunhado esteja disposto a lhe ajudar.


Muito se fala nos meios de comunicações que as leis de revogação do ObamaCare que não passaram no Senado nesse ano são de autoria da Administração Trump. Essa afirmação não poderia ser mais falsa. Ele apenas endossou as propostas. Lá o Poder Legislativo tem um poder muito maior que aqui no Brasil (Aqui no Brasil o Legislativo é apenas um apêndice do Executivo).
O primeiro projeto de lei neste ano foi de autoria do Speaker Paul Ryan (republicano) da Câmara dos Representantes e depois que passou na Câmara foi para o Senado e lá o projeto original já chegou morto. Muitos senadores republicanos como John Mccain, Susan Collins, Lisa Murkowski são contrários a revogação completa do ObamaCare, mesmo que em 2015 eles tenham votado (com a exceção da senadora Susan Collins) num projeto de lei revogando-o completamente. A intenção naquela época era apenas política pois quem estava na Casa Branca era o Obama, e eles sabiam que ele certamente vetaria a proposta, como acabou fazendo. Foi pura hipocrisia de alguns republicanos.
Nesse caso da Ordem Executiva assinada pelo Trump, teve-se a colaboração do senador Rand Paul (proeminente senador libertário, filho do representante Ron Paul) que já tinha apresentado projetos de lei para dar mais liberdade ao sistema de saúde americano.
O problema para o Trump será os neocons, RINO's que se dizem amantes do livre mercado mas adoram uma intervenção do Estado na economia.


Com certeza ele não é liberal, porém entre o Trump e George W. Bush, Barack Obama, Hillary Clinton e etc... sem dúvida eu fico com o Trump.


Não tenho pavor maior do que esse alegado "humanismo", pois é o discurso responsável pela morte e destruição de inúmeras nações.

Até porque esses ideiais "humanistas" (leia-se, socialistas) são sempre postos em pratica as custas da liberdade e da individualidade dos cidadãos, "o individuo é nada, o coletivo é tudo".


Os pobres gostam de pagar impostos, batem no peito dizendo "cumpro a minha parte e pago meus impostos então quero meus direitos" a Administração Pública vai lá e fornece os serviços públicos demandados pela população.
Todo final de semana estou em meu reduto eleitoral fazendo proselitismo e ainda não vi nenhum pobre pedindo menos impostos, quem costuma pedir isso é a classe média que adora pagar os juros mais altos do mundo.


E por que o nosso querido Ricardo não está lá cuidando de graça dos velhinhos doentes?

Quanto em dinheiro você tem enviado para cuidar dos velhinhos de lá, ou mesmo dos daqui? Por que os velhinhos doentes são frequentemente rejeitados por médicos estatais no Brasil, que alegam não estarem recebendo seus salários em dia, que estão sobrecarregados, ou que simplesmente batem o ponto e faltam ao trabalho porque não serão facilmente demitidos?

Porque a expectativa de vida é menor aqui? Por que na Venezuela a saúde é pior ainda? Por que é comum, no Brasil e na Venezuela, encontrar velhinhos doentes largados no chão de hospitais, ou nas filas dos mesmos, em condições precárias e sem o devido atendimento?

Deixe de ser cretino! E neoliberal é o fiofó da senhora sua mãe!



Estudei o bastante para argumentar com as pessoas sem precisar ofende-las.




Fábio, muito obrigado pelo seu comentário. Bastante enriquecedor e esclarecedor.


Que tal não tirar o dinheiro dos pobres em primeiro lugar?
#CONTRA_IMPOSTOS_SOBRE_REMEDIOS


É porque em sua pressa e ânsia de criticar, você nem sequer viu os links complementares listados ao final, que respondem exatamente à sua questão.

As diferenças entre os serviços de saúde da Alemanha e do Canadá

Verdades inconvenientes sobre o sistema de saúde sueco


P.S.: é o ápice da insensatez querer que um artigo voltado a um tópico específico se desdobre para falar em detalhes de temas extremamente abrangentes. Querer que um artigo sobre Obamacare explique em detalhes como funciona os sistemas de saúde da Alemanha e da Escandinávia é exigência típica de quem se desesperou com o que leu pois não soube contra-argumentar (como, aliás, você próprio confessou).


José, você é burro assim de nascença ou teve que estudar bastante para se tornar um?


Que tal eliminar todos os impostos sobre remédios e todos os demais produtos relacionados a saúde?
Que tal eliminar imposto de renda sobre todos os profissionais de saúde?
Que tal permitir 100% de dedução do imposto de renda para doações para instituições como APAE e Santas Casas?
Que tal eliminar todas as barreiras impedindo o atendimento médico direto, sem a necessidade de um seguro de saúde intermediário?
Que tal eliminar todas as barreiras regulamentárias que impedem novas empresas de entrarem nos mercados de saúde?
Que tal eliminar todas as reservas de mercado para profissionais de saúde?
Etc, etc, etc.
Mas não, a solução genial do José é obrigar um saudável gaúcho da fronteira a arcar com os custos de um acreano que fumou a vida inteira, o qual o gaúcho nunca viu na vida... Solução esta que comprovadamente nunca funcionou...
JE-NI-AL!
E o José ainda se acha um bastião de humanidade, o defensor dos velhos, deficientes e doentes.
Claro que somente ele, por ser uma pessoa superior, se preocupa com estas pessoas. Todos nós aqui é que não damos a mínima para eles... Artigos e artigos, comentários e comentários, discutindo melhores maneiras de se ter saúde acessível e de qualidade, e somos nós que queremos que "os velhos, fracos e doentes, que se danem." Não, tudo isso é apenas economês sem sentido, são os sentimentos e afetações do José que trarão assistência aos necessitados. Logo ele, que deixa subentendido que a responsabilidade é do estado. Responsabilidade do José ou das famílias? Jamais! Mas somos nós que queremos que os doentes se danem...

- Sr. D'Anconia – disse a mulher dos brincos -, não concordo com o senhor!
- Se a senhora puder refutar uma só frase que eu disse, madame, lhe agradecerei.
- Ah, não posso responder ao senhor. Não tenho respostas, minha mente não funciona assim, mas eu não sinto que o senhor tenha razão, portanto sei que o senhor está errado.
- Como a senhora sabe disso?
- Eu sinto. Não me guio pela cabeça, mas pelo coração. Sua lógica pode estar certa, mas o senhor não tem coração.
- Minha senhora, quando as pessoas estiverem morrendo de fome ao nosso redor, seu coração não vai ajudá-las em nada. E, já que não tenho coração, eu lhe digo: quando a senhora gritar "Mas eu não sabia!", não terá perdão.


O falsário Barack Hussein Obama, apelidado de office-boy dos sauditas e que também é admirador do terrorista Saul Alinsky e pupilo do Reverendo Wright, ainda é o queridinho da mídia vermelha mundial ao lado da Hillary, que também é fã do terrorista em questão, e fanática pela famosa eugenista M. Sanger.

Trump luta sozinho contra os globalistas ao mesmo tempo em que tenta limpar toda sujeira deixada por seu antecessor na CB. O problema é que Trump também está enfrentando o chamado []Deep State[/i] americano, notadamente cheio de inimigos dele e do próprio EUA (ao lada da mídia), e ao que parece preferiu dar foco nas áreas econômicas, questões de imigração e política internacional.

É fácil deduzir que fica bastante difícil conseguir atingir objetivos tão grandes quando se tem vários inimigos fazendo de tudo para puxar o seu tapete, entretanto parece que Trump acredita que focando primeiro nas questões econômicas estará fortalecido para aí sim buscar se defender e defender os EUA de seus inimigos internos.

Vamos aguardar.


Até mesmo dar dinheiro para que os pobres cuidem da própria saúde, é melhor que tais intervenções. Haveria livre mercado e livre concorrência. Haveria agressão com os impostos que seriam repassados para os pobres, entretanto, seria melhor que os tais "obamacare" e "SUS".



"José 17/10/2017 17:54"
Concordo com o comentário do Ricardo.
Quer dizer Felipe que devemos deixar nossos velhos, doentes e deficientes a merce do livre mercado.
Economicamente é uma tese sustentável. Humanamente pensando é deplorável.

Subentende-se, por este comentário, que o José está cagando e andando para os velhos, doentes e deficientes. Se o estado não os ajuda e eles não tem dinheiro para contratar seguros de saúde, eles estão f*didos... Pois ele não acha que as famílias devam ajudar, muito menos ele.
Isso sim é deplorável.


Me responda você o que fará então com as pessoas com doenças de tratamento caro?
Vai deixá-las morrer sem tratamento?
Em momento algum questiono a logica matemática e econômica deste artigo.
Estou questionando a questão humana nele, estou questionando a lógica econômica inserida em um contesto social.
É essa desumanidade da lógica liberal que eu não concordo.
Vocês liberais acham que a economia molda a sociedade e isso não é verdade.


Artigo muito bem escrito na forma, mas de argumento altamente ideológico. Falta a explicação de como é que um sistema de saúde altamente regulado pode então funcionar na Europa, por exemplo na Alemanha e na Escandinávia.


Desde 2012 tenho uma construtora e em todo esse período atuei no segmento popular, especialmente no MCMV, e tendo a concordar com esse artigo.

O impulso que o governo deu no segmento da construção com esse programa trouxe um aumento generalizado de preços em toda a cadeia de matérias primas e mão de obra. Por volta de 2014, no ápice dos incentivos governamentais (época da eleição de Dilma) os profissionais cobravam um preço por seu serviço que não condizia com sua produtividade e qualidade. A partir de meados de 2015 e principalmente em 2016 essa situação se inverteu com o aumento do desemprego no setor.

Além disso, o pior fenômeno que observei foi uma espécie de "indexação" dos terrenos, já que sempre que o governo aumentava o valor de financiamento dos imóveis do programa os lotes aumentavam de forma desproporcional.

Por exemplo, em minha cidade um lote de 125 m² um lote para construção no programa custava em torno de 40 mil reais quando comecei a trabalhar neste mercado em 2012. Hoje não se encontra o mesmo lote por menos de 75 mil, ou seja, um crescimento de 87,50%;

No mesmo período o valor financiado por residência subiu apenas 50%, o que espremeu a margem de lucros dos construtores e teve como consequência a verticalização dos empreendimentos para compensar esse efeito. Com isso, o capital necessário por empreendimento cresceu bastante resultando na expulsão das empresas com menos $$ disponível.

Ainda tenho um terreno de 420 m² que comprei em 2012 por 85 mil e que hoje vale no mínimo 250 mil. Além disso, como se trata de um dos poucos terrenos nessa dimensão livres na região tenho pouco interesse em construir por lá, especialmente porque vieram algumas melhorias públicas como asfalto que estão valorizando ele ainda mais.

Hoje aposto dizer que vale mais a pena comprar terrenos em regiões onde provavelmente ocorrerá uma futura valorização do que construir. E digo também que os principais beneficiados com essa política de crédito do governo foram: 1 - Autoridades locais que por meio de mudanças nas leis de zoneamento locais conseguem interferir na regiões de maior valorização e lucrar direta ou indiretamente com isso; 2 - Grande grupos empresariais (em setores como mineração: ferro, aço, alumínio, cimento, areia, etc) devido a intensa valorização destes insumos.


Desculpem, mas a coisa de uma sociedade sem Estado, por enquanto ainda é uma alienação. Não digo nem utopia, mas alienação. Entidades privadas para dar segurança pública seria um perigo maior, se fora do Estado, porque as mínimas garantia que se tem hoje, de levar uma pessoa a julgamento seria perdida sem o concurso do Estado. Como vocês sabem, sobejamente, falta ao "Libertarianismo" uma filosofia de base que resolva as questões de segurança, porque o capitalismo, ultima etapa de evolução das sociedades, encontra-se em estado de putrefação moral, mergulhada no individualismo e egoísmo sem limites, com acentuado desapreço à vida e desrespeito ao outro. Falta ao movimento, penso, além de projeto econômico alternativo, um projeto cultural, uma nova ética é uma nova estética para a vida. Sem falar no próprio corpo do Direito, ligado ao Estado até as raízes.


"De fato, tal ideia constitui um argumento conclusivo contra a instituição de um estado, isto é, de um monopolista da arbitração e da decisão suprema. Pois teria de existir uma entidade independente para arbitrar todos os casos que envolvessem algum agente do estado e eu (um cidadão privado), ou que envolvessem apenas agentes do estado".
"Da mesma forma, teria de haver uma entidade independente para todos os casos que envolvessem conflitos intraestado (e teria de haver uma outra entidade independente para o caso de conflitos entre várias entidades independentes)".

Argumento: A "entidade" para arbitrar de modo independente, teoricamente existe. Seria ela a própria norma, ou o corpo de normas a ser aplicado em cada situação particular. Pensemos que a" invenção" do Estado, caminha historicamente paralela ao aperfeiçoamento do Direito, onde o "poder" acaba por se tornar um espaço vazio, preenchido pela "norma legal", a ser aplicada na resolução de cada conflito. Tal se aplica tanto ao direito privado (casos de conflitos privados), como ao Direito público (conflitos entre estados em instâncias domésticas), e ao direito internacional. Nesse sentido, o duplo dispositivo: i) da criação do estado, e ii) da invenção ou aperfeiçoamento da norma como algo de valor decisório supremo, que resolveria, penso, a questão.

Mas há outro aspecto da questão, que fica pendente: A independência dos aplicadores da lei. Os juízes decidem livremente, pois gozam do beneficio da livre interpretação da norma. Esta não se põe em vigência por suas própria virtudes, antes, dependente das ações dos homens, e aí, o espaço do "poder", já não estará mais "vazio", ocupado apenas pela lei.

Assim, concluo com uma tirada, que não é minha: O STF é o órgão supremo que tem a licença para "errar" por último! Para dizer o mínimo.


Leandro,

Sugiro dar uma lida na ( já famosa na internet ) delação do César do bolhaimobiliáriaBrasil.com.br

Nela consta a manobra do Caixão que mudou de categoria os seus clientes.

Para resumir seria o seguinte: Depois da crise que se acentuou em 2014, onde já havia um elevadíssimo índice de inadimplência no programa MCMV e em vários outros financiamentos habitacionais, curiosamente os clientes de rating AAA aumentaram exponencialmente nos dados do banco.




Bom, eu na verdade achei o livro mas não conheço outras obras do autor, nem mesmo a carreira política dele, estava pesquisando justamente sobre os autores do período. Inclusive achei livro nesse site:

memoria.org.br/ia_visualiza_bd/ia_consultar_acervo.php?p=4&c=t

O nome do livro é "A Caixa de Conversão e a Taxa Cambial"

E infelizmente eu não sou muito entendido de economia e o português antigo pode me ter feito entender algumas coisas erradas. Mas segue uma citação:

"Dando novo rumo ás finanças do paiz, a lei que instituiu a Caixa de Conversão, no intuito de attrahir o ouro aos cofres dela, fadados a permanecer, por muito tempo depois de sua inauguração, completamente vazios do precioso metal, annulou os salutares effeitos do decreto legislativo de 20 de julho de 1899, mandando depositar na Caixa todas as quantias destinadas aos dous fundos para se engrossar, assim, a massa de papel-moeda circulante, cujo resgate, de facto, não mais se realizava. E' incontestável que o primeiro passo para a conversão do nosso meio circulante e definitivo estabelecimento da circulação metallica é o resgate do papel-moeda e a sua consequente valorização, de modo a tornar-se, cada vez mais, limitado o total que deve ser convertido e mais valorizado com relação ao ouro, pois só assim, com mais estreitos recursos e menores fundos poder-se-ha tentar, em occasião opportuna, essa operação, de si já tão dificil e praticamente tão delicada.

Desvirtuados os fins da lei n. 581 de 20 de julho de 1899, confundido o fundo de garantia no de resgate, immobilizados os saldos de ambos nas arcas da Caixa, sem os juros de que cogitava a lei quanto ao primeiro, sophismou-se o resgate do papel-moeda, impedindo-se ou embaraçando-se a sua valorização, porque as notas representativas desses saldos vieram augmentar o nosso meio circulante, tornando-se mais intensa a oferta da nossa moeda papel, ao mesmo tempo que toda essa outra massa de papel inconversivel ficou completamente desprovida da salutar garantia que se lhe havia creado."

As críticas do autor são corretas?

Agora, a critica dele (que eu entendi) foi que ao passo que a moeda se valorizou indo para 17, o cambio continuava fixado em 15 por lei e essa diferença entre o cambio nominal e o real teve como resultado a fuga de ouro do Brasil (novamente, posso ter entendido errado). Ele inclusive critica as leis de curso forçado da moeda e se coloca contra, mas não sei se ele era político ou algo do tipo, realmente desconheço o autor e sua vida.

Mas realmente é muito difícil ler esse livro, pela língua, pela idade e o "economês" usado. Agora o próprio mecanismo da Caixa de Conversão (não consegui entender direito pesquisando) com a utilização dos dois fundos, o limite fixo de papel que pode ser impresso, o cambio nominal fixo, o uso do papel inconversível (sem estar ancorado no ouro) e entre outras coisas me fez parecer bem distante de um Currency Board genuíno.

Inclusive em 1926 foi fundada novamente sobre o nome de Caixa de Estabilização e durou até 1930, e as duas foram abolidas quando enfrentou uma crise mundial (pela primeira guerra inicialmente e posteriormente pela crise de 29).

Mas queria antes de tudo agradecer enormemente a paciência em me responder, sei o quanto deve ser cansativo dar atenção a essas perguntas. No mais muito obrigado pelos excelentes artigos, o pouco de economia que sei foi em grande parte aprendido com seus artigos.


Eu tenho uma pergunta séria: vamos supor que a minha cidade adira a esse "libertarismo", que considera o imposto como sendo roubo. Beleza, a manutenção das estradas, hospitais, escolas é feita a partir do Estado. Se nós tirarmos o Estado dessas funções, outro órgão terá que se incumbir de fazê-las. Esse órgão para funcionar terá que ter dinheiro, que terá que vir de algum lugar (que vai ser do povo que quer esse órgão e que vai ser beneficiado por ele pelas construções e manutenções que ele fizer). Todo mundo da minha cidade utiliza as estradas, que estão nela. 90 por cento da cidade quer o órgão A para realizar a manutenção das estradas e 10 por cento não quer que seja feita a manutenção agora, pois n querem gastar dinheiro. A manutenção delas provavelmente será feito pelo dinheiro de somente esses 90 por cento enquanto esses 10 por cento, que n pagou coisa alguma, será beneficiado. Cada um desses 90 por cento pensará o seguinte: "se eu não pago, alguém vai pagar por mim, já que a estrada é usada por todos e todos precisam dela para se deslocar." - Excelente! Certinho, o problema é que se ninguém pagar a manutenção da estrada, ela ficará inacessível! Só que lógico que as pessoas perceberão isso e logo irão começar as sanções àqueles que não contribuirem, que poderão ser desde tacar fogo em sua casa até sequestrar seus parentes, pois a força militar estará extinta por falta de o quê? CONTRIBUIÇÃO!!! Detalhe: "A nossa força militar será extinta no Libertarianismo pelo mesmo motivo da estrada, que seria achar que alguém vai arcar com o pagamento disso e, como não há sanções, não há problema deixar de pagar ou atrasar isso." Essa história é longa e acaba com muitas mortes, pois aqueles que pagam vão usar o terror para obrigar aqueles que não pagam. O final feliz dela é a volta do Estado, KKKKKK, QUE IRÔNICO!?


"Eu estava lendo o livro do Afonso Costa (defensor do padrão-ouro) de 1910"

Afonso Costa, aquele político português? Desconheço a obra dele, muito menos seus argumentos.

"no qual ele fala que a Caixa de Conversão foi um passo pra trás na instauração do padrão-ouro"

Estranho, pois não há um padrão-ouro efetivo sem caixa de conversão. A menos, é claro, que o próprio ouro seja utilizado como moeda. Em 1910, até fazia sentido. Hoje, não mais.

"pois ela não conseguiu fixar o câmbio em 15 pences por mil réis, pois 2 anos depois o câmbio passou a ser 17 pences por mil réis"

Se antes mil reais compravam 15 pences e dois anos depois passaram a comprar 17 pences, então a moeda nacional se valorizou.

Só que, numa caixa de conversão, não há nenhuma variação cambial. A função dela é trocar moeda nacional pela moeda estrangeira âncora a um valor fixo e imutável. Se a moeda nacional se valorizou neste período, então a única explicação é que a caixa de conversão estava tão abarrotada de reservas estrangeiras, que o governo achou por bem valorizar a moeda nacional (algo que também não faria sentido nenhum).

Isso, repito, não representa uma Caixa de Conversão ortodoxa, mas se houve valorização (e não desvalorização), então isso, por definição, significa que o arranjo funcionou bem até demais. Ele gerou reservas internacionais em um volume muito além do previsto.

"e foram as intervenções do Banco do Brasil que permitiram por pouco tempo a estabilidade do câmbio"

Sem sentido. Se o movimento da moeda nacional foi rumo à valorização, então não seria necessária nenhuma intervenção do BB -- a menos, é claro, que o BB estivesse intervindo para tentar desvalorizar o câmbio, algo que pelo visto ele não conseguiu.

"também que era favorável aos especuladores que comprassem a libra desvalorizada no exterior e trocassem pelo bilhete da Caixa de Conversão que estava sobrevalorizado, dando ganhos enormes."

Isso se chama arbitragem, e não há nada de errado nem de deletério nisso. Arbitragens simplesmente levam mais rapidamente a taxa de câmbio ao seu valor real.

Dito isso, não faz sentido haver especulação em um arranjo com Caixa de Conversão, pois o câmbio é fixo. O capital especulativo pode entrar e sair do país o quanto quiser, pois o câmbio não se altera. Se ele não se altera, não dá para ter ganhos especulativos.

Agora, se o câmbio se altera -- e, mais ainda, se ele se valoriza -- aí sim dá para ter ganhos especulativos. O cara trocou 15 pence por mil reis e, dois anos depois, trocou esses mil reis por 17 pences. Só não estou muito certo de que esperar dois anos seja bem uma especulação...

"No final (conta ele), que isso teve o resultado de fazer fugir o ouro do Brasil e tornar o padrão-ouro algo inalcançável"

Se a moeda nacional se valorizou, então realmente haverá uma maior saída de ouro. Afinal, com uma moeda mais forte, mais ouro pode ser comprado e enviado para fora em troca de importações.

Mas, ora, apreciação cambial -- por definição -- vai totalmente contra o próprio arranjo de Caixa de Conversão.

Pode ser que o autor tenha dito que as intervenções do Banco do Brasil (imprimindo dinheiro) geraram aumento na oferta monetária desancorada do ouro, e isso gerou fuga do ouro. Pode muito bem ser. Mas, de novo, isso não é Caixa de Conversão. Apenas a Caixa de Conversão pode imprimir moeda nacional, e apenas quando entra ouro.

"(e que a doutrina mercantilista recomendava inflacionar a moeda pra cobrir a falta do ouro)"

Se inflacionar com câmbio fixo (algo impossível em uma Caixa de Conversão), o ouro vai sair. Se inflacionar com câmbio flutuante, a moeda se enfraquece e aí realmente o ouro não sai. Mas isso também não é Caixa de Conversão.

"e no final tudo foi pra beneficiar os cafeicultores já que ela era parte da política do convênio de taubaté."

Pode até ter sido essa a função original da Caixa de Conversão (tudo em que há governo metido há grupos de interesses por trás). Mas os efeitos benéficos dela foram grandes.

"Ele chega inclusive a dizer que nossa caixa de conversão foi uma cópia mal feita da Argentina e que a mesma já era ruim, mas elogia a instauração do padrão-ouro na Rússia imperial. ele era um forte defensor do Funding Loan"

Nada posso comentar.

"a nossa caixa de conversão foi algo tão ruim assim? no seu artigo consta um grande crescimento nessa época, foi apesar dela?"

Até mesmo os detratores do arranjo à esquerda e à direita reconhecem que ele trouxe grande estabilidade econômica e monetária, gerando períodos de forte crescimento com inflação ínfima, e por mais de uma década. Se já houve algum arranjo melhor que esse no Brasil, sou todo ouvidos.



"Mas um Plano de Saúde pressupõe que os que estão saudáveis pague a despesas dos doentes."

Errado. Um plano de saúde pressupõe que cada um pague de acordo com seu atual estado de saúde e de acordo com suas propensões de saúde futura. Todo seguro se baseia em probabilidades e estatísticas. Cada segurado paga seus prêmios de acordo com sua probabilidade de doença e morte.

Não existe isso de rico pagar pelo pobre, saudável pagar pelo doente, jovem pagar pelo idoso.

Sua afirmação revela total desconhecimento sobre ciências atuariais. Sugira fazer estudos básicos sobre "probabilidades de caso" e "probabilidades de classe".

Pode começar por aqui:

Nem todos os problemas de saúde são seguráveis

"É o preço que pagamos para vivermos em sociedade."

Cidadãos, a matemática, a economia e , principalmente, as ciências atuariais não são revogados pelo fato de "vivermos em sociedade".

Efusões de coitadismos não abolem realidades.

"No caso dos Planos de Saúde não deixa de ser um arranjo social."

Sensacional! A ciência atuarial agora virou um "arranjo social"! Quer dizer então que a Unimed que eu pago é um arranjo social? Poderia me explicar como?




O nome "Affordable Care Act" é uma piada pronta hahaha. O programa "barato" será o mais caro de todos.

Eu não sei se dou mais risada disso, da "República Democrática da Alemanha" ou da "universidade pública, gratuita e de qualidade". A esquerda merece mesmo nosso escárnio e desprezo.


Campineiro, mas nos já temos planos de saúde privados no Brasil e me parece que não são tão bons assim.
E os bons custam uma fortuna inviável para os padrões econômicos brasileiros.


A abolição do Funding Loan e a instauração da Caixa de Conversão foi um passo pra frente ou pra trás?

Eu estava lendo o livro do Afonso Costa (defensor do padrão-ouro) de 1910 no qual ele fala que a Caixa de Conversão foi um passo pra trás na instauração do padrão-ouro, pois ela não conseguiu fixar o câmbio em 15 pences por mil réis, pois 2 anos depois o câmbio passou a ser 17 pences por mil réis e foi as intervenções do Banco do Brasil que permitiu por pouco tempo a estabilidade do câmbio, também que era favorável aos especuladores que comprassem a libra desvalorizada no exterior e trocassem pelo bilhete da Caixa de Conversão que estava sobrevalorizado, dando ganhos enormes.

No final (conta ele), que isso teve o resultado de fazer fugir o ouro do Brasil e tornar o padrão-ouro algo inalcançável (e que a doutrina mercantilista recomendava inflacionar a moeda pra cobrir a falta do ouro) e no final tudo foi pra beneficiar os cafeicultores já que ela era parte da política do convênio de taubaté.

Ele chega inclusive a dizer que nossa caixa de conversão foi uma cópia mal feita da Argentina e que a mesma já era ruim, mas elogia a instauração do padrão-ouro na Rússia imperial.

ele era um forte defensor do Funding Loan

Mas os austríacos concordam? eu achei o livro dele quase por acidente, mas como é muito antigo a leitura não é tão simples de ler.

Leandro, a nossa caixa de conversão foi algo tão ruim assim? no seu artigo consta um grande crescimento nessa época, foi apesar dela?


Pense que agora com o dinheiro que sobra aos saudáveis por pagar menos nos seguros de saúde eles podem ajudar os que precisam.

Caridade é um qualidade individual e não deve ser obrigado através da violência.


Eduardo.
Não conheço nenhuma receita magica para que todos paguem baratinho um Plano de Saúde.
O próprio Obama afirmou que o Obamacare precisava de ajustes.
Mas um Plano de Saúde pressupõe que os que estão saudáveis pague a despesas dos doentes.
É o preço que pagamos para vivermos em sociedade. No caso dos Planos de Saúde não deixa de ser um arranjo social.


Não sou muito inteligente, mas não é óbvio? A própria empresa que fabrica o produto pode contratar uma ou mais agências pra certifica-lo


Ei, José, em vez de se debulhar em lágrimas pelos ricos idosos americanos, o que você está fazendo de efetivo pelos pobre idosos brasileiros, que vivem exatamente no sistema que você defende?

Um idoso do interior do Piauí está mais bem atendido pelo SUS do que um rico idoso americano que tem de pagar (oh, céus!) plano de saúde?


Amante da Lógica.
Não tenho uma receita magica e universal para resolver a questão.
Mesmo porque talvez essa receita nem exista.
Mas acredito que um dos ônus de vivermos em sociedade é a necessidade de protegermos os mais fracos.
O bônus é acreditar que quando estivermos fracos os mais fortes nos protegerão.
Com certeza o Obamacare da forma como foi imposta foi um erro, o próprio Obama afirmou que o programa
necessitava de ajustes.
Não me considero um estadista muito menos socialista. Mas acredito que um mínino de regras são necessárias para vivermos em sociedade e não acredito que o livre mercado resolva tudo sozinho.


Concordo plenamente.

Os velhinhos a mercê do livre mercado (restaurantes a quilo, lojas de roupa, produtos tecnológicos, e todos os tipos de estabelecimentos comerciais e de ofertantes de serviços) são tratados de maneira totalmente desumana.

Já os velhinhos a mercê do estado (SUS, fila do INSS, hospitais públicos, transportes públicos, saneamento básico nas regiões pobres, aposentadorias) são tratados com grande humanismo e dignidade. O mundo seria muito melhor se tudo fosse como os Correios, o DETRAN e todas as repartições públicas.

No entanto, esses malditos apologistas do livre mercado querem que tudo funcione como a Amazon, o Cabify e a Uber, e que as pessoas sejam tratadas como são em uma loja da Apple, em uma churrascaria rodízio e em um jantar no Outback. Não dá!

Mais Correios, DETRAN, SUS e INSS, e menos Apple, Uber, Outback e SulAmérica. Esse é o caminho do humanismo.


A ideia em si, como solução emergencial para um grave problema causado pelo descontrole inflacionário, não era ruim. Mas muito melhor seria pegar as libras emprestadas e montar um Currency Board ancorado nelas. Isso resolveria de uma só vez todos os problemas inflacionários, estabilizando a moeda, os juros e permitindo o crescimento econômico quase que imediato.

Vale também ressaltar que o funding loan era do interesse dos credores britânicos. Eles concederam empréstimos para o governo brasileiro com o intuito de que o governo pudesse então quitar os empréstimos anteriores. Coisa sem muito sentido.

Mas o grade problema de deixar o governo sair se endividando em moeda estrangeira (com juros e principal sendo arcados pelos pagadores de impostos) é que, além do óbvio risco moral, não há nenhum incentivo para o governo se endireitar e se saciar com apenas aquele empréstimo. Ele sempre vai postergar os ajustes (impopulares) e querer mais empréstimos. Como foi o caso.


"Como você faria para garantir planos de saúde baratinhos para idosos e para pessoas com câncer, com serviços de ótima qualidade, e sem destruir todo o mercado?"

Obrigando, ué. Tudo que envolve coerção funciona perfeitamente (vide URSS e Venezuela). E tudo que envolve mais liberdade é uma desgraça e não funciona (vide Suíça).

Por exemplo, se você obrigar as seguradoras a fornecer seguro de carro após a batida, e obrigar que o dono de um Fusca pague o mesmo valor de seguro que o dono de um Porsche, tudo vai funcionar perfeitamente para todos. Os seguros serão baratinhos e todos os serviços serão excelentes. Se há uma coisa que o mundo -- e principalmente o Brasil -- já ensinou é que controle de preços e gerencialmente estatal funcionam maravilhosamente e fazem muito pelo social.


Ué, José, o Obamacare piorou tudo para os mais pobres (tanto é que Hillary só ganhou em estado rico), que votaram maciçamente em Trump. E você está dizendo que o fim do Obamacare vai "ser desumano" para com os pobres? Parece que eles próprios discordam de você.

Mas chega de afetações. Quero saber a sua solução. Como você faria para garantir planos de saúde baratinhos para idosos e para pessoas com câncer, com serviços de ótima qualidade, e sem destruir todo o mercado? Nem estou exigindo detalhes, não. Pode esboçar uma solução bem por alto. Se você conseguir, há um Nobel lhe esperando.