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O Brasil está “dividido”? Ao contrário: está mais plural do que nunca. Para desespero da esquerda

Até o início dos anos 2000, era comum jornalistas, escritores, professores e políticos "que combateram a ditadura" lamentarem a alienação dos jovens em relação à política.

Aquela "geração de 1968, o ano que não terminou" parecia muita preocupada com esse distanciamento dos jovens, o qual, segundo ela, resultava no alheamento das discussões políticas e numa falta de preocupação com os rumos do país.

Agora, esses mesmos "formadores de opinião" e as novas gerações que eles ajudaram a formar reagem horrorizados ao verem se concretizar este mesmo envolvimento pelo qual sempre clamaram. E estão horrorizados porque os jovens e adultos de hoje já não seguem mais o mesmo caminho ideológico.

Pior: não apenas não seguem como ainda se tornaram os seus antagonistas, alvos a quem eles dedicam insultos dos mais variados, que vão do fas até cistas.

Para criar uma narrativa que soasse verossímil e palatável, a intelectualidade que não pensa e a intelligentsia que rumina passaram a difundir a ideia de que "o país está dividido". Se o país está dividido, isso significa, para eles, que metade do país está ao seu lado. É o exemplo perfeito e acabado do Método Artificial de Inflação Estatística: se você precisa demonstrar um apoio numérico que não tem, seja o arauto da divisão social.

Afinal, o que é essa "divisão do país" se não o fato de as pessoas terem acordado para a eficiente ofensiva cultural esquerdista, para a sua vitoriosa batalha pelo poder político e para as consequências trágicas da esquerda no poder?

Mesmo que você ainda não tenha se dado conta da dimensão do domínio da esquerda na cultura e na política brasileira, para atestar o que digo basta verificar que quase todos aqueles que reclamam que o país está dividido são de esquerda, simpatizantes da causa ou inocentes úteis.

Aqueles que hoje lamentam o acirramento das discussões sobre política assim o fazem porque estavam acostumados a falar apenas para companheiros de ideologia e de luta. Não tinham até então quem lhes questionasse ou fizesse frente. Assim, padronizaram o discurso, estabeleceram as regras do debate permitido, formaram a cabeça de professores, e definiram o que os alunos deveriam aprender nas salas de aula. Forjaram, em suma, todos os alicerces mentais e programáticos para que nós, brasileiros, aceitássemos sem resistências o seu projeto de sociedade.

Tudo isso está muito bem explicado no excelente e recém-lançado livro A Corrupção da Inteligência – Intelectuais e Poder no Brasil, do antropólogo Flávio Gordon.

Os intelectuais revolucionários brasileiros, como bem mostra Gordon, pretendem nos conduzir — nós os simplórios — "a uma concepção de vida superior", pois não somos considerados pessoas de verdade, mas sim "um problema social" ou "representantes de uma classe que é preciso emancipar" (p. 96-97).

Como no poema de Bruno Tolentino, eles hesitam "em aceitar o mundo como tal,/ no drama intelectivo da pintura/" e assumem "toda a condição do mal/ cognitivo do ser: o universal,/ a Ideia, a abstração em que a figura,/ servida na bandeja ao Ideal,/ é referencial, ou seja, é a pura/ e simples figurante de um esquema" (O Mundo como Ideia, Editora Globo, 2002, p. 392).

Quando, porém, os intelectuais e a intelligentsia começaram a ser confrontados, de forma polida ou agressiva, passaram a identificar nessa divisão do país um mal a ser revelado, combatido e destruído.

Aí é que está: quando viram ruir a sua grande muralha, iniciaram a denúncia da agressividade das discussões e da divisão da sociedade por causa da política. Mesmo que o discurso agressivo estivesse bem fundamentado, era ilegítimo porque violento, uma violência verbal similar à que eles próprios usaram, legitimaram ou de que foram beneficiários.

O problema, claro, jamais foi a agressividade, posto que acostumados estavam com esse tipo de estratégia política. Diante da progressiva perda de prestígio e de influência na sociedade, e perante a própria falta de argumentos e de dados empíricos que sustentassem o seu discurso ideológico carcomido, a intelectualidade e a intelligentsia passaram também a usar a vitimização como instrumento defensivo para tumultuar o debate sem ter razão.

O que intelectualidade e a intelligentsia queriam era que tudo continuasse como dantes no quartel d'Abrantes, que todos nós nos mantivéssemos apáticos, indiferentes e calados. Que continuássemos a ser a prova da estupidez de muitos, como apontou o Marquês de Maricá, dado que somente em pouquíssimos casos apatia e indiferença demonstram profunda sapiência. Se livres, lépidos e fagueiros, os revolucionários poderiam continuar militando, distorcendo e mentindo impunemente. Essa boa vida, porém, acabou.

Apesar de todos os erros cometidos neste momento de transição pelo qual passa o país, é preferível os excessos que têm sido cometidos na arena político-ideológica, imoderação própria de um processo de maturidade, do que a passividade e a inércia que foram a marca do passado recente, quando a sociedade brasileira parecia o artista da fome daquele conto de Kafka que "não ousava queixar-se" e desculpava-se pelo que faziam contra ele.

O Brasil, meus caros, não está dividido. O Brasil está mais plural do que nunca. Só que a esquerda jamais aceitará que a pluralidade não seja meras gradações de um mesmo tom de vermelho.


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autor

Bruno Garschagen
é autor do best seller "Pare de Acreditar no Governo - Por que os Brasileiros não Confiam nos Políticos e Amam o Estado" (Editora Record). É doutorando e Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa e Universidade de Oxford (visiting student), formado em Direito, coordenador e professor de Ciência Política da Pós-Graduação em Escola Austríaca (IMB-UniÍtalo), podcaster do Instituto Mises Brasil e membro do conselho editorial da MISES: Revista Interdisciplinar de Filosofia, Direito e Economia.


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comentários (30)

  • Acir  30/10/2017 17:31
    Excelente! Síntese perfeita do despertar de uma geração que não aceita mais de boca calada essa ideologia fracassada.
  • Gilberto  30/10/2017 17:35
    Não fossem o petismo e seus delirantes defensores, principalmente os intelectuais e os jornalistas engajados, jamais esse fenômeno de despertar teria ocorrido. Ao usarem a tática de desqualificar as vozes dissonantes, ajudaram a despertar do sono, milhões de brasileiros que até então não estavam nem aí para política e para ideologias totalitárias.
  • Vinicius Aita  30/10/2017 20:31
    Concordo contigo, Gilberto. Foi preciso todo esse "trabalho" para fazer todos acordarem. Não deixa de ter esse papel positivo.
  • Vitor  30/10/2017 17:38
    Eis outro teste que não falha: sempre que a esquerda (de todas a gradações) denuncia uma "polarização" e um "radicalismo de direita" é porque eles estão sentindo que não mais conseguem fazer doutrinação sem resistência. Isso vai desde o aluno que questiona o professor de história até a reação em massa de evangélicos contra kit gay e ideologia de gênero.
  • Guitto  30/10/2017 19:10
    Bruno Garschagen sempre genial e preciso como uma navalha. A esquerda só aceita pluralidade quando ela é apenas uma variação da própria esquerda(PT-PSOL-PcDoB-PSTU). Essa é a pluralidade deles.

    Estão agora, inconformados com a perda do monopólio das ideias, com a perda do palco que julgavam ser apenas deles. E isso é lindo.
  • Luciano  04/11/2017 17:36
    Favor acrescentar a sigla PSDB
  • Julio  08/11/2017 15:48
    Pois é! Para a "direita", como a social-democracia defende uma forte intervenção do estado na economia, o PSDB é de "esquerda". Para a "esquerda", como a social-democracia defende a propriedade privada, inclusive sobre os meios de produção, o PSDB é de "direita". E agora! Quem tem razão?
  • Marcos  30/10/2017 20:13
    Temos que agradecer ao PT pela queda da máscara da esquerda.
  • Daniel   31/10/2017 13:05
    Rapaz, a Dilma merece uma estátua. Fez sozinha o que todos da "direita" vinham tentando fazer por 13 anos: acabar com o PT.
  • Fernando  30/10/2017 20:16
    Sempre foi fantasiosa essa ideia de que havia esquerda e direita no Brasil. Era tudo esquerda, pois só ela tinha espaço para se pronunciar na mídia. Na prática, só ela tinha direito de existir. Agora, pela primeira vez, estão surgindo movimentos genuinamente liberais e conservadores com voz ativo e espaço no debate público.
  • Getulio  30/10/2017 20:25
    Esse sempre foi o jogo político da esquerda. Como nunca houve direita, a esquerda criava seus próprios inimigos e os retratava de maneira bem caricata para forçar o povo a escolher um dos lados (a bondosa esquerda versus a malvada direita). Com o fiel da balança violentamente girado para a esquerda, era impossível qualquer discurso medianamente de direita. Quem fizesse isso era imediatamente tachado de reacionário e expulso do debate.

    Hoje, ao menos temporariamente, isso acabou. E a esquerda está encolhida e assustada. O que não podemos é esmorecer. É exatamente quando o inimigo está abatido que você tem de cair com ainda mais força em cima dele.

  • Cairam por exaustao  30/10/2017 21:50
    Em primeiro momento foi assim (os idiotas úteis):

    1 - Os anti-humano usaram estratégias desconhecidas.

    2 - Até então, o povo nem sabia o que estava acontecendo.

    3 - Houve de início o sucesso da doutrinação, porém, questionamentos ficaram no ar.

    4 - Se deram conta que estavam defendendo algo que não fazia sentido.

    5 - Começaram a perceber que os que doutrinavam, defendiam coisas obscenas, sem nexo, amoral, e mentirosas.


    Segunda parte (o povo):


    6 - Os que eram alvos dessa militância não sabiam combater esta doutrinação, pois não entendiam nem o que ocorria por de trás de tudo isso.

    7 - Então começou a ficar chato a mesma falácia e mentiras.

    8 - Daí se percebe que usam de várias ferramentas, e a principal é a desinformação.

    9 - A mesmice é enojante.

    Parte final:

    10 - Alguns do lado militante começam a perceber que estão sendo feitos de idiotas

    11 - O povo, começa então a aprender a se defender dos ataques feitos por massividade e exaustividade.

    12 - A tática caí em desgraça, pois táticas usadas demasiadamente, perdem seu efeito.

    13 - Agora a massa mal-intencionada, começa à ter um seu contra ponto, uma resistência. E ela cresce a cada dia.

    14 - A verdade vem à tona cada dia que passa, bastando olhar o que falam, com o que fazem, e o que é realmente verdade ou não.


    Resumindo, por overdose, o povo não só ficou imune, como passou a ser o antídoto para o mal que adentrou em nosso país.

    E realmente os ditadorezinhos estão perdidos, não sabem o que fazer. O que restou foi convencerem para si que são maioria, e usar todas as ferramentas já corrompidas (Como Ibope, DataFolha, Data 360, e muitas outras. Eles estão criando vários, pois sabem que Ibope, DataFolha, Instituto de Pesquisas e afins, só fazem pesquisas forjadas).

    Basta ver em comentários, pesquisas e nas ruas. O que eles tentam nos empurrar com seus números, está fora da realidade que vivemos. Apesar de o intuito ser manipular a massa (ou justificar o resultado virá das urnas eletrônicas -fraude) , não está convencendo.


    P.S.: Em muitas pesquisas independentes, Bolsonaro ganha de Lula, e sempre com uma margem de 70% para cima. Diferente dessas pesquisas encomendadas "que foram feitas em 1 milhão de municípios, com 2002 pessoas" - é para rir).


    Veja um exemplo: Lula tem 35%, Bolsonaro, 13%, e Marina, 8%, aponta pesquisa Ibope para eleição presidencial de 2018


    https://g1.globo.com/politica/noticia/lula-tem-35-bolsonaro-13-e-marina-8-aponta-pesquisa-ibope-para-eleicao-presidencial-de-2018.ghtml

    Mesmo sabendo que Lula tem uma rejeição de 70%, mentem, porque eles controlam a máquina e suas instituições. Isto Agora reparem se os comentários fossem usado para tal pesquisa. Melhor, reparem este comentário:

    Jobs
    HÁ 9 HORAS
    B0LSONAR02018 clica no verde: 2486
    Lu la clica no vermelho: 611

    Agora tirem suas conclusões. Para vocês verem. Estas pesquisas apenas funcionam como anestésicos, para que aceitemos calados o resultado de uma eleição fraudada.

    Nada mais além disso.

    Democracia? Não. Isso é Socialismo (à caminho de uma ruptura para a instalação do Bolivarianismo).

  • Cairam por exaustao  30/10/2017 22:06
    Errata:


    1 - Eles estão criando vários, pois sabem que Ibope, DataFolha, Instituto de Pesquisas e afins, pois sabem que estes já estão queimados.


    2 - Apesar desses intuitos de pesquisas servirem apenas e somente para manipular a massa (e justificar o "resultado" que virá das urnas eletrônicas -fraude) , eles já sabem que não nos convencem mais.

    3 - Reparem se os comentários fossem usado para tal pesquisa. Melhor, reparem este comentário:

    Perdão pelos erros de Português. Muito sono. Mas não poderia deixar de participar.
  • Thiago Teixeira  30/10/2017 22:08
    Obrigado, Dilma!

    A maior formadora de liberais e conservadores!
  • Natalia Matiazzo  30/10/2017 23:13
    Viram a última daquele lunático Leonardo Boff? Poderiam responder?
    Ganhei esse texto na aula de Análise do Discurso para analisar e fingir que levo a sério para o assunto da disciplina, tirado de blog ainda por cima.
    https://leonardoboff.wordpress.com/2017/10/24/a-ideologia-e-como-a-sombra-sempre-nos-acompanha/
    É incrível o cinismo desse cara em denunciar as ideologias nefastas e ocultas dos outros que discordam dele, mas não enxerga a própria canalhice ideológica partidarista da elite política.
    Também tive que corrigir muitos erros gráficos:

    "A ideologia é como a sombra: sempre nos acompanha"

    "O tema da ideologia está em pauta: ideologia de gênero, política, econômica, religiosa etc.
    Tentemos tirar a limpo esta questão.

    1.Todos têm uma determinada ideologia. Quer dizer, cada um se faz uma ideia (daí ideologia) da vida e do mundo. Tanto o pipoqueiro da esquina, quanto a atendente do telefone ou o professor universitário. Esta é inevitável, porque somos seres pensantes com ideias. Querer uma escola sem ideologia é não entender nada de ideologia.

    2.Cada grupo social ou classe projeta uma ideologia, uma visão geral das coisas. A razão é que a cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Se alguém tens os pés na favela, tem uma certa ideia de mundo e de sociedade. Se alguém tem os pés num apartamento de luxo junto à praia, tem outra ideia do mundo e da sociedade. Conclusão: não só o indivíduo, mas também cada grupo social ou classe, inevitavelmente elaboram sua visão da vida e do mundo a partir de seu lugar social.

    3.Cada ideologia pessoal ou social, bem como todo saber, tem por detrás interesses, nem sempre explicitados. O interesse do operário é aumentar o seu salário. O do padrão, o de aumentar o seu lucro. O interesse de um morador da favela é sair daquela situação e ter sua casa decente. O interesse do morador de um apartamento de classe media é poder manter esse status social, sem ser ameaçado pela ascensão de gente do andar de baixo. Os interesses não convergem porque se aumenta o salário, diminui o lucro e vive versa. Aqui se instaura um conflito.

    4. O interesse escondido atrás do discurso ideológico deve ser qualificado: ele pode ser legítimo e importa explicitá-lo. Por exemplo: tenho interesse que esse grupo de famílias crie uma pequena cooperativa de produtos orgânicos, de hortaliças, tomates, milho etc. Esse interesse é legítimo e pode ser dito publicamente. O interesse pode ser ilegítimo e é mantido oculto para não prejudicar quem o propõe. Exemplo: há grupos que combatem o nu artístico para, na verdade, encobrirem a homofobia, a supremacia da raça branca e a perseguição aos grupos LGBT. Ou um político de um partido neoliberal cujo projeto é diminuir salários, reduzir as aposentadorias e privatizar bens públicos apresenta-se como alguém que vai lutar pelos direitos dos trabalhadores, dos aposentados e defender a riqueza do Brasil. Ele ideologicamente oculta os reais interesses partidários para não perder votos. Essa ocultação é a ideologia como falsidade e ele, um hipócrita.

    5.A ideologia é o discurso do poder especialmente do poder dominante. O poder é dominante porque ele domina várias áreas sociais. As elites brasileira têm tanto poder a ponto de comprarem as demais elites. Pelo fato de serem dominantes, impõem sua ideia sobre a crise brasileira, culpando o Estado como ineficiente e perdulário, os líderes como corruptos e a política como o mundo do sujo. Por outro lado, exaltam as virtudes do mercado, as vantagens das privatizações e a necessidade de reduzir as reservas florestais da Amazônia para permitir o avanço do agro-negócio. Aqui se oculta conscientemente a corrupção do mercado onde atuam as grandes empresas que subtraem milhões dos impostos devidos, mantém caixa dois, promovem juros altos que favorecem o sistema especulativo financeiro que drena dinheiro público, tirado do povo, para os bolsos de minorias, que, no caso brasileiro, são seis bilionários, possuindo igual riqueza que 100 milhões de brasileiros pobres. Essas elites ocultam as agressões ecológicas, a desnacionalização da indústria e fazem propaganda do Agro porque é pop. Praticam deslavada ideologia como enganação. Há redes de televisão que são máquinas produtoras de ideologia de ocultação, negando ao povo, dados sobre a gravidade da situação atual, gerando espectadores alienados, pois creem em tais versões irreais. Para encobrir sua dominação, apoiam projetos que beneficiam crianças ou secundam grandes eventos artísticos para parecerem benfeitores públicos. Por detrás ocultam falcatruas e apoiam abertamente determinados candidatos, satanizando a imagem do principal opositor.

    6.Há também a ideologia dos sem-poder, dos sem terra e sem teto e outros que para se sustentaram, elaboram discursos de resistência e de esperança. Mas essa ideologia é benéfica pois os ajuda a viver e a lutar.

    A ideologia é como uma sombra: sempre nos acompanha. Para superar as ilegítimas, faz-mister desmascará-la e trazer à luz os interesses escusos. E quando falamos a partir de um determinado lugar social, convém explicitar no discuro nossa ideologia. Conscientizada, a ideologia se legitima e democraticamente pode ser discutida ou aceita."



    Leonardo Boff é articulista do JB online, terminou um livro sobre:Concluir a refundação ou prolongar a dependência do Brasil? Reflexões sobre a crise brasileira, a sair.
  • O cara  30/10/2017 23:58
    Sinceramente, nem li. Nem vou ler.

  • Daniel   31/10/2017 13:10
    Não seja preconceituoso, leia. Vai te render umas risadas.
  • Cairam por exaustao  31/10/2017 01:31
    Fingir que leva à sério, e responder sempre o que eles querem ouvir é a melhor resposta.

    Acho até engraçado a cara que eles fazem de felicidade achando que estamos todos seguindo a mesma linha de raciocínio.

    Eles acreditam piamente (cegamente assim por dizer) que o povo não sabe que está sendo doutrinado.
  • Daniel   31/10/2017 13:29
    Sim, posso responder.

    1. Ele começa bem, para disfarçar. Argumento do cavalo paraguaio. Começa bonito para dar a impressão de que vai falar algo relevante.

    2. Sim a ideologia é influenciada pelo lugar em que se nasce, mas isso não é um determinante. O que não falta por aí é pobre de direita e rico de esquerda. Aliás, como diz o Pondé, "pobre só pode ser de direita, porque não tem tempo de ficar pensando nas injustiças do mundo, tem que acordar para trabalhar."

    3. Aí a coisa começa a degringolar. Dizer que aumento de salário diminui o lucro é só uma frase feita para ganhar os ouvidos dos assalariados. A história prova o contrário. Henry Ford aumentou seus lucros depois que DOBROU o salário de seus operários. E olha que estamos falando de um canalha que apoiou o fascismo.

    4. Mais clichezões de fácil aceitação, como "neoliberal" (ah, se ele soubesse que "neoliberal" é na verdade um liberal que flerta com a "justiça social", como Milton Friedman, [link]www.mises.org.br/Article.aspx?id=2542[\link]). E essa afirmação de que ser contra o nu artístico é ser homofóbico é tão ridícula que sequer oferece possibilidade de refutação. Para algo ser refutado, tem que ter o mínimo de sentido.

    5. "A ideologia é o discurso do poder especialmente do poder dominante". Concordo. E quem está no poder são POLÍTICOS, não empresários. Logo, o discurso dominante é o discurso a favor do estado, o mesmo que Leonardo Boff apoia. Ele também usa uma tática típica da esquerda, que é atribuir ao capitalismo problemas que só existem por causa do estado, como o "desvio de dinhero público para empresas". Sem o estado, não haveria dinheiro algum para ser desviado.

    Ele também fala dos outros que escondem o interesse de seus discursos, mas não tem a hombridade de falar o nome da REDE GLOBO à qual ofende, e fica dando indiretinhas como "ah, eles dizem que Agro é pop."

    6. "Há também a ideologia dos sem-poder, dos sem terra e sem teto e outros que para se sustentaram, elaboram discursos de resistência e de esperança". Antes fossem só discursos. Os danos das ações dos sem-terra são bem palpáveis: plantações destruídas, propriedades roubadas, pessoas espancadas. Defender os sem-terra é defender LADRÕES e VÂNDALOS. Esse último parágrafo explicita a canalhice desse autor.

    Pronto, está respondido. Pode mandar pro Leonardo Boff se você puder.




  • Muralha   31/10/2017 03:16
    Depois da falência da Venezuela, da Argentina e do Brasil, os modelos que os esquerdistas ocidentais louvaram por mais de 10 anos como os sistemas ideiais, os esquerdistas estão completamente desmoralizados.

    Eu me lembro bem que que aconteceu algo parecido na década de 90 depois do fim da URSS (uma das razões por Lula não ser eleito foi essa). Logo logo a esquerda latino-americana irá se modificar novamente e enganar mais um vez o povão.
  • Carlos  31/10/2017 12:05
    Um bom livro para complementar o artigo é "La Trahison des Clercs" do Julien Benda. Em português, "A Traição dos intelectuais". Vale a pena.
  • Daniel   31/10/2017 13:00
    "a intelectualidade que não pensa e a intelligentsia que rumina"

    É isso ae, tem que ofender esse povo mesmo. Fornique-se o politicamente correto. Boa, Garschagen.
  • anônimo  31/10/2017 19:08
    Não sei o que os militares estão esperando para intervir.

    Legislativo corrupto, Judiciário corrupto.
  • outro anônimo  02/11/2017 15:51
    Os milicos burros entregaram a faca e o queijo na mão dos socialistas do presente. Tem que ser muito burro pra apoiar esses imbecis.

    Bostil tinha que ter virado uma URSS na década de 60, só assim para perceberem que socialismo somente destrói riquezas. Mas ao invés disso continuaram a mesma porcaria de sistema do Getúlio Vargas.
  • SRV  08/11/2017 18:57
    anônimo e outro anônimo,

    Vocês falam como se os militares fossem honestos. Querem combater o autoritarismo socialista com autoritarismo militar.

    "Tá serto".

    Precisamos de menos Estado. Não precisamos de milicos e seus planos de mais Estado e mais autoritarismo.
  • Jéssica Caroline  03/11/2017 16:39
    Matéria muito bem feita!
  • Mário  06/11/2017 17:53
    Texto mais do que apropriado. E falo isso por mim mesmo, que sou um exemplo de pessoa que acreditava sinceramente na narrativa da esquerda e que mudei minha cabeça severamente. Pra se ter uma ideia, eu tenho 37 anos e desde os meus 17 eu sempre votei na esquerda. Não só votei como era um dos idiotas úteis que faziam militância gratuita. Nas últimas eleições municipais, já decepcionado com o governo petista, eu votei em branco pela primeira vez. Nessas eleições que virão em 2018 eu não só não vou votar na esquerda,como tenho condição para que receba meu voto, que o candidato seja defensor do livre mercado e se comprometa a fazer o máximo de privatizações.
  • carla ribeiro  08/11/2017 17:20
    Concordo plenamente com o ponto de vista abordado no texto. Esses dias no trabalho enxeram meu saco que um site o qual estou fazendo a identidade visual é machista e opressor. Fiquei sem entender nada, porque os conteúdos não falam nada de mais, além de produtos de sexo que são naturais e fazem bem para o corpo. Vou até deixar o site aqui:
    www.mensagens.inf.br/mensagens-de-amor-veja-aqui-as-melhores/
    Ele pode ser até malicioso, mas de jeito nenhum infringe a integridade da mulher, além dos produtos divulgado serem de uso mais consciente do que medicamentos, por ser natural e liberar menos toxinas nos rios através do esgoto. Mas a esquerda sempre dá um jeito de distorcer tudo. Não sei quem são os apoiadores dessa causa. Mas como sempre digo, não é direita contra a esquerda, é o povo contra o governo corrupto. As pessoas tem cada vez mais enxergado isso
  • Coelho  10/11/2017 18:55
    Aqui no Brasil estamos no momento numa encruzilhada, no campo da cultura e da economia, portanto o problema é duplo.

    Talvez o momento seja muito mais de uma guerra cultural do que da economia propriamente dita, apesar de que a economia também tem seus problemas culturais.

    Agora, muita gente pode ter certeza de que o liberalismo e o conservadorismo nunca deu o seu ar da graça no Brasil de fato. Temos a chance de começar uma vertente neste sentido, vai depender da vanguarda deste movimento.
  • Thiago Ferreira de Araujo  16/11/2017 16:40
    Vamos colocar em palavras claras: A esquerda desde 1964 trilhou todos os passos para que o marxismo se tornasse um pensamento cultural hegêmonico, essa transição foi marcada pelo infiltramento de todos os orgãos que constituem a opinião e formação pública, o nome claro dessa estratégia usada para a dominação do povo brasileiro é GRAMSCIMO, e o PT sem duvidas foi um dos maiores partidos Gramscistas da historia.


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