A "terceira via" é escravidão disfarçada
Políticos ao redor do mundo, praticamente sem exceção, vivem parolando sobre as supostas glórias da "terceira via", isto é, a adoção de um modelo econômico que não seja nem capitalismo nem socialismo, mas sim uma mistura daquilo que "ambos os sistemas têm de melhor".  A moda é antiga, mas ganhou especial vigor na década de 1990 nos EUA, na Grã-Bretanha e na Alemanha, com as respectivas eleições de Bill Clinton, Tony Blair e Gerhard Schröder.  Desde então, a defesa de tal sistema só se revigora a cada ano, não obstante seus retumbantes fracassos.

O principal objetivo da terceira via é combinar a eficiência econômica do capitalismo com a "justiça social" do socialismo — o que significa a imposição de maiores impostos, mais assistencialismo e regulamentações opressivas.  Em suma, a terceira via é apenas um nome mais pomposo e populista para a manutenção do status quo.

Ludwig von Mises, ainda em 1921, já havia acabado com essa noção de que você pode combinar o "melhor" do socialismo e do capitalismo.  Não existe isso de "o melhor" do socialismo, escreveu ele, pois mesmo a menor quantidade de socialismo distorce o funcionamento de uma sociedade livre.

E, de fato, nem é preciso fazer aqui uma explicação mais elaborada dessa tese para que se entenda por que tal afirmação é verdadeira.  Todas as coisas que nos enfurecem em nosso dia a dia — utilizar os Correios, encontrar boas escolas públicas, trafegar nas ruas estatais congestionadas, utilizar a saúde pública, ir a uma repartição qualquer — são, em sua totalidade, operações governamentais.  Já os setores da economia que estão, de um modo geral, livres de amarras governamentais — a indústria tecnológica, o comércio via internet e o setor de serviços (aqueles que não são pesadamente regulamentados pelo governo) — funcionam como deveriam.

Economias de mercado prósperas e capitalizadas conseguem aguentar o fardo imposto pelas políticas da "terceira via" com bem mais vigor do que as economias menos desenvolvidas.  Por exemplo, a "terceira via" adotada pelas antigas repúblicas socialistas do Leste Europeu destruiu uma década de tentativas de reforma após 1989.  E, ainda hoje, a pesada regulação estatal continua aprisionando enormes segmentos da população da América Latina, da África e do Oriente Médio na pobreza.

Amartya Sen, que ganhou o Prêmio Nobel de economia em 1998, é considerado o guru do pensamento da "terceira via".  Diz-se que ele colocou uma "face mais humana" na ciência econômica ao introduzir uma "dimensão ética" e uma "preocupação com os pobres" em seus ensaios.  Entretanto, a verdade é que essa "ética" e essa "preocupação" nada têm a ver com o quanto ele pessoalmente contribui para causas caritativas.  Tais termos são simplesmente códigos para sinalizar que ele defende a medicina socializada, o agigantamento do assistencialismo e um grande papel do governo em planejar a economia.

O fato é que todos nós devemos ficar bastante atentos a propostas de "uma face mais humana" para a economia.  Por algum motivo, essa face invariavelmente se traduz na munheca cerrada do estado.  É por isso que Sen escreveu que a prosperidade das nações ocidentais "não é o resultado de nenhuma garantia fornecida pelo mercado ou pela busca por lucros, mas sim devido à assistência social que o estado ofertou".  É interessante, no entanto, constatar que os soviéticos nunca foram capazes de gerar prosperidade por meio de sua ampla rede de proteção social.  Isso, Amartya não explica.

Ao ler toda a literatura defensora da "terceira via", a impressão que se tem é a de que o estado é formado por funcionários amorosos, cuidadosos e sábios, sempre em prontidão para confortar os angustiados e fornecer seguridade para os marginalizados.  Com efeito, nenhum estado com essas características jamais existiu e jamais irá existir, por uma única razão: a característica única e inconfundível do estado é o seu uso da violência, e não a sua oferta de amor.  O estado não possui recursos próprios; tudo o que ele adquire é por meio da agressão contra as pessoas e suas respectivas propriedades.

As regulamentações estatais são violentas, pois impedem — ao imporem condições sob pena de processo — que indivíduos façam contratos voluntários entre si.  Os subsídios, na forma de dinheiro dado diretamente a determinados grupos, são violentos, pois transferem riqueza de um grupo para outro sem a permissão daqueles.  A inflação monetária é uma forma sutil e insidiosa de roubo, pois subtrai poder de compra do dinheiro que o estado nos obriga a utilizar.  E não irei mencionar aqui os impostos apenas para não ferir a decência.

Mises argumentava que a "terceira via" é instável porque as intervenções criam efeitos nocivos e imprevistos, os quais acabam clamando por mais intervenções apenas para serem corrigidos.  O resultado é uma inexorável marcha rumo à economia planejada, a menos que alguns passos definitivos sejam dados com o intuito de retroceder o agigantamento do estado.  Uma maneira de contornar esse problema, obviamente, é simplesmente assegurar aos cidadãos que os efeitos ruins do intervencionismo (por exemplo, um menor nível de investimentos) são compensados pelos supostos bons efeitos (toda uma classe de pessoas aliviadas do fardo de ter de trabalhar, por exemplo).

Porém, como podem os "custos sociais" e os "benefícios sociais" de várias políticas serem comparados uns aos outros?  Se seguirmos a lógica ensinada pela Escola Austríaca de economia, isso é impossível.  O valor de algo é o produto de cada mente humana individual.  Os planejadores sociais não têm acesso a essa informação subjetiva simplesmente porque algo tão pessoal como 'valores' não pode ser colocado em equações e sofrer manipulações.  É impossível existir algo como "custo social" ou "bem-estar social" em um sentido matemático; tais coisas simplesmente não podem ser computadas.

Adicionar e subtrair valores individuais, e com isso criar um índice de bem-estar geral, é uma impossibilidade — se levarmos a lógica a sério.  Porém, no mundo de Amartya Sen, não se pode deixar que a lógica interfira na "face humana".  Em suas teorias sobre custo social, ele defende a ideia de que as "utilidades interpessoais" podem ser comparadas.  Afinal, se é para termos um estado amoroso e caridoso, temos então de ter alguns meios para compreender a vontade do povo.

Sen é mais desavergonhado e direto que a maioria de seus colegas, porém é fato que o vício de quase toda a ciência econômica moderna é essa presunção de que os economistas sabem melhor do que as próprias pessoas o que é bom para elas próprias e para toda a sociedade.  Entretanto, se realmente quisermos que a vontade do povo prevaleça, nenhum sistema tem chances de gerar um resultado melhor do que a economia de mercado.  Em um livre mercado, toda a produção, trabalho e consumo refletem as escolhas voluntárias de indivíduos que querem melhorar sua situação de vida.  Em uma sociedade puramente voluntária, ninguém é forçado a fazer nada que seja contrário a seus objetivos finais individuais, desde que estes sejam buscados de forma pacífica.

Entender genuinamente esse ponto seria, aí sim, começar a pôr uma autêntica face humana na ciência econômica.  É o estado quem trata as pessoas como sendo menos do que humanas, como meros objetos a serem manipulados de acordo com a visão que terceiros têm sobre como a sociedade deve funcionar.  A verdadeira dinâmica da "terceira via" não é o préstimo ou a compaixão: trata-se, ao contrário, da batalha cruel e selvagem pelo controle das alavancas do poder e da riqueza propiciada por elas. 

Não é coincidência alguma que, tão logo os políticos de qualquer ideologia chegam ao poder, a primeira coisa que eles fazem é falar que são favoráveis à terceira via.


0 votos

SOBRE O AUTOR

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.




Sim, o autor, que é americano (eis o verbete da Wikipédia sobre ele), estava em Moscou na data dos acontecimentos. Por isso ele escreveu esse artigo: para contar aquilo que vivenciou ao vivo. Isso não é óbvio?

Aliás, ele também tem um artigo fazendo o mesmo sobre a Lituânia.

www.epictimes.com/01/18/2016/how-lithuania-helped-take-down-the-soviet-union/

Está tudo bem com você?
E quem disse que o culpado pela crise da Venezuela é o socialismo?
Preparem-se, aí vem mais um corno do socialismo, daqueles que vê a mulher transando com outro em cima do sofá e resolve jogar o sofá fora...

Na verdade é a grande empresa capitalista Herrera S.A, que controla a distribuição de produtos alimentícios, de higiene pessoal e enlatados.
Sério?!? Tomemos sua afirmação por correta.

Ela que tem exclusividade na distribuição das marcas Kellog's, Nestlé, General Mills e Avelcasa em oito estados venezuelanos e também monopólio na venda dos produtos de higiene pessoal fabricados pela "Protect&Gamble" (sabão, detergente, fraldas e absorventes) e pela Pfizer (higiene bucal e cremes para o corpo).
É mesmo? Não vou me dar ao trabalho de pesquisar se isto está correto.
Apenas pergunto: e quem é que garante estes monopólios? Não seria o governo Maduro?
E mais: você está afirmando que Porcos Capitalistas Burgueses Gananciosos não estão interessados em lucrar com as dificuldades dos venezuelanos, vendendo-lhes produtos concorrentes? Sério?
Então por que você não une o útil ao agradável e vai lá vender estes produtos de primeira necessidade aos venezuelanos? Você vai salvar milhares de vidas e ficar podre de rico no processo! Mas como você é comunista, sabemos que doaria todo o dinheiro feito para os pobres da Venezuela.

Assim, com todo esse controle, fica fácil esconder ou transferir para países vizinhos fazendo com que o próprio país fique sem, já que ela mantém um monopólio sobre alguns produtos.
Uai, então é simples. Basta abrirem as fronteiras com os países vizinhos, não é mesmo?
Veja que linda é a liberdade. Um rio de gente aproveitando a abertura da fronteira para poder não morrer de fome.
O exemplo da Venezuela mostra: precisamos de mais fronteiras e mais estados
Viu o vídeo? Então vamos para mais perguntas:
Qual é a única entidade capaz de fechar as fronteiras venezuelanas? Resposta: o governo venezuelano.
Qual entidade detém o monopólio sobre o dinheiro na Venezuela? Resposta: o governo venezuelano.
Qual entidade, além de esfacelar o valor na moeda venezuelana, também proíbe seu povo de usar outras moedas? Resposta: o governo venezuelano.

Mas claro, Maduro não é socialista de verdade. E a culpa foi do sofá.
"No caso de justiça privada, com investigação privada, os custos deveriam ser pagos pelas partes envolvidas."

Errado. Poderiam também ser pagos por qualquer um que se voluntariasse a pagar em nome de terceiros. Seria, tenho certeza, o seu caso em relação ao catador de papelão.

"Suponhamos que um senhor que cata papelão (e outros recicláveis) na rua seja atropelado por um motorista bêbado que, depois de atropelar e matar o tal senhor, fugiu da cena sem prestar socorro e se escondeu rapidamente (para tentar continuar sua vida como se nada tivesse acontecido)."

Isso ocorre diariamente no arranjo estatal em que vivemos. E nunca o atropelador é punido.

Aliás, houve um caso em que uma adolescente e modelo foi atropelada em Belo Horizonte, num bairro chique. Ela ficou aleijada (teve a perna amputada) e a motorista embriagada teve apenas uma multa de R$ 1,5 mil.

www.em.com.br/app/noticia/gerais/2014/12/29/interna_gerais,603237/jovem-atingida-por-carro-na-raja-gabaglia-tem-perna-amputada.shtml

www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/04/20/interna_gerais,639299/a-superacao-de-paola.shtml

revistaglamour.globo.com/#/noticia/Na-Real/noticia/2015/11/modelo-que-perdeu-perna-posta-foto-de-biquini-e-recebe-elogios-dos-fas.html

Que bela justiça estatal!

Ou seja, o pior cenário que você vislumbra num ambiente anarcocapitalista já ocorre rotineiramente no arranjo de justiça estatal em que vivemos.

Já no caso do catador de papelão, haveria ao menos uma chance: você poderia começar uma campanha nas redes sociais para coletar o dinheiro necessário para processar é punir o motorista. Seria até fácil.Se hoje as pessoas arrecadam dinheiro até para abrir hamburgueria, certamente não faltariam doadores para ajudar nesta causa tão mais nobre.

Solução tem pra tudo; o que é realmente difícil é nêgo conseguir pensar fora da Matrix estatal a qual foi condicionado.
Aos que acompanham Instituto Mises Brasil:
Deixo aqui uma pergunta para reflexão dos que acompanham esta página. Para haver justiça, é necessário investigação.
No caso de justiça privada, com investigação privada, os custos deveriam ser pagos pelas partes envolvidas (e não por um Estado).
Suponhamos que um senhor que cata papelão (e outros recicláveis) na rua seja atropelado por um motorista bêbado que, depois de atropelar e matar o tal senhor, fugiu da cena sem prestar socorro e se escondeu rapidamente (para tentar continuar sua vida como se nada tivesse acontecido).
Suponhamos também que a vítima vivia em uma casa extremamente simples, sozinho (por ter abandonado o contato com a família há muitos anos), e que seus escassos bens fossem insuficientes para cobertura de gastos de investigação e justiça privadas.
Neste caso, para que a investigação descubra a autoria do crime e a sociedade possa vislumbrar a possibilidade de justiça, quem arcaria com os custos? Quem faria a opção pelo tribunal que poderia julgar a causa? Quem acompanharia a causa para que fosse devidamente solucionada?
Lembrando que o motorista irresponsável teria fugido e não deixado vestígios suficientes (à princípio) para ser encontrado e responsabilizado pelo ato.
A sociedade que consistisse em justiça e investigação privadas (com custos 100% privados) não se importaria com a elucidação e punição em casos como o descrito acima? Ficaria o motorista embriagado livre, mesmo tendo atentado contra a vida de outro?
Na suposição, usei como exemplo um catador de papelão, mas a análise serviria para qualquer possível vítima de injustiça que não dispusesse de recursos suficientes para cobrir os custos de investigação e justiça privadas.
O que acham?
É uma dúvida real. Gostaria de verificamos possíveis respostas com educação e respeito.
Grato!

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • mcmoraes  31/05/2011 11:45
    "...Ao ler toda a literatura defensora da "terceira via", a impressão que se tem é a de que o estado é formado por funcionários amorosos, cuidadosos e sábios, sempre em prontidão para confortar os angustiados e fornecer seguridade para os marginalizados. Com efeito, nenhum estado com essas características jamais existiu e jamais irá existir, por uma única razão: a característica única e inconfundível do estado é o seu uso da violência, e não a sua oferta de amor. O estado não possui recursos próprios; tudo o que ele adquire é por meio da agressão contra as pessoas e suas respectivas propriedades..."

    Essa me fez lembrar do comentário da Natália Castro no artigo de ontem sobre o INSS:

    "...Isso é um equívoco enorme pq o que código penal, em seu artigo 337-A intenciona é a proteção ao empregado, que não poderá deixar de rebecer seu benefício pq a empresa sonegou ou se apropriou indébitamente de suas contribuições..."
  • Bruno  01/06/2011 22:16
    A Natália Castro vai virar uma lenda aqui no site. hahaahahah
    Ela aparentemente conhece bem as leis, mas não sabe o que é justiça.
    Espero que ela tenha aprendido algo oportuno.
  • Erick Skrabe  31/05/2011 12:05
    A terceira via é uma das melhores invenções da polica pública desonesta (e existe outro tipo ?) dos últimos anos.

    Maquiavel ficaria orgulhoso. Aliás, a palvara pragmatismo hoje em dia é vista como algo bom em vários paises, até aqui no Brasil. E essa tal terceira via é o pragmatismo aplicado na prática: os políticos sempre consguem falar o q as pessoas querem ouvir.
  • Getulio Malveira  31/05/2011 12:06
    A noção de uma terceira via sempre me remeteu aos textos "economicos" do nacional-socialismo.
  • Miguel A. E. Corgosinho  31/05/2011 16:10

    Se eu posso ser o melhor do socialismo, com a gestão matemática da moeda (na terceira via), por que vou aceitar o custo social que advém de dinheiro físico?
  • Miguel A. E. Corgosinho  31/05/2011 23:26
    "Porém, como podem os "custos sociais" e os "benefícios sociais" de várias políticas serem comparados uns aos outros?... O valor de algo é o produto de cada mente humana individual. Os planejadores sociais não têm acesso a essa informação subjetiva simplesmente porque algo tão pessoal como 'valores' não pode ser colocado em equações e sofrer manipulações."

    Não temos acesso ao que teria o sentido matemático porque o que precisa ser planejado - produto de cada mente humana - "O valor de algo" - ao invés de ser disponibilizado como informação subjetiva (gestão da produção) é recriado pelo imposto do dinheiro, em si - o qual sofre manipulações do capitalismo: Os fundamentos da riqueza, para a moeda tem custos sociais por serem emprestados por falta de informatização desses valores - E tal investimento podia ser simplesmente computado como equação dos "benefícios sociais" da produção.

    Então podem comparar uns aos outros - os "benefícios sociais" de se ter uma moeda como prestação de serviços de valor, e, por outro lado, os custos sociais da moeda fracionária e dos investimentos externos, sendo manipulados para financiar o estado, a fim de que ele possa prestar o serviço monetário gratuito, do produto da mente humana (valores) à propriedade privada.
  • Vitor Jo  31/05/2011 17:44
    E como você explica o ordoliberalismo adotado com sucesso pela Alemanha Ocidental após a guerra? Eles são agora o maior PIB da Europa, e um dos países com melhor IDH (10º).
  • Fernando Chiocca  31/05/2011 19:00
    E como você explica?

    mesmo antes de ouvir, já ví que é um daqueles que vê um ladrão assaltando uma mansão e acha que a mansão atingiu aquele luxo porque foi assaltada...
  • Leandro  31/05/2011 19:30
    É fácil, Vitor Jo. Foi obra do então ministro Ludwig Erhard, amigo de Mises. Ele desregulamentou toda a economia, embora de fato tenha mantido uma rede de proteção social (ínfima se comparada à de hoje).

    Havia impostos, é claro, mas não havia todas essas regulamentações que existem hoje, e que lograram estagnar economias até então pujantes.

    Grande abraço!
  • Vitor Jo  31/05/2011 22:09
    Leandro, mas você concorda que foram felizes ao empregar tais medidas, mesmo com certa intervenção estatal? Então talvez essa variante do neoliberalismo não seja tão horrenda assim, pois não?
  • Leandro  31/05/2011 22:25
    Sem dúvida foram muito felizes em desregulamentar a economia e com isso permitir uma inaudita recuperação econômica, Vitor.

    Entretanto, você parece estar inferindo que a economia alemã cresceu por causa dessa rede de proteção e não a despeito dela. E isso é uma grande incorreção econômica. Impostos e assistencialismo por si sós não podem fazer a economia crescer, simplesmente porque ambos dificultam a poupança, os investimentos e a acumulação de capital.

    Não estou dizendo, é claro, que impostos e assistencialismo irão levar um país a uma depressão, mas sim que ambos -- justamente por dificultarem a acumulação de capital -- reduzem o potencial de crescimento. A economia teria crescido mais sem eles.

    Trata-se daquilo Frédéric Bastiat explicou: para estudar economia com honestidade, você tem de dominar a arte do que se vê e do que não se vê. Você vê pessoas sendo assistida por uma rede de proteção social, mas não vê os investimentos e produtos que deixaram de ser feitos por causa dessa intervenção estatal; produtos e investimentos que teriam deixado a economia mais rica.

    Isso tudo é explicado pela teoria econômica.

    Grande abraço!
  • Vitor Jo  31/05/2011 22:32
    Agora entendi melhor. Leandro, obrigado! És muito solícito. Bom ver que temos pessoas assim cá.

    Grande Abraço
  • Arthur C. K.  03/07/2013 12:46
    Muito boa explicação, Leandro. A cada dia a teoria do Sr. Mises vem fazendo mais sentido para mim. É lógica, precisa e objetiva. Retrata a realidade econômica, põe de lado sonhos socialistas e ideiais nobres (assistencialismo) pois afinal sempre alguém terá de pagar o preço. Vejo diversos argumentos falaciosos como o do Vitor Jo, que se apóiam em fatos verdadeiros e chegam em conclusões falsas (como no caso do pirata - a temperatura global vem subindo ao mesmo tempo que o número de piratas vem se reduzindo - ou seja, uma causa nada tem haver com a outra). Gostaria de esclarecer todos, como o Leandro, porém têm inumeros comentários semelhantes a este e é enormemente casativo corrigir a falácia. Portanto, parabéns ao Leandro, ao Chiocca e outros tantos que explicam os conceitos pregados pelo Sr. Mises. Abs.
  • Antonio Galdiano  05/07/2013 12:59
    Leandro, me corrija se estiver errado.
    Você disse:
    "Trata-se daquilo Frédéric Bastiat explicou: para estudar economia com honestidade, você tem de dominar a arte do que se vê e do que não se vê. Você vê pessoas sendo assistida por uma rede de proteção social, mas não vê os investimentos e produtos que deixaram de ser feitos por causa dessa intervenção estatal; produtos e investimentos que teriam deixado a economia mais rica."

    Ao meu ver, quem usa essa frase Bastiat sempre se refere ao fato de que as pessoas somente vêem os efeitos de curto prazo, mas ignoram o processo como um todo. Sempre se trata de como lidar com a idéia de tempo em economia: as pessoas tomam a situação atual como dada, e ignorando os processos constitutivos da presente realidade, fazem sugestões visando "um mundo melhor" sem mesmo analisar como que o que já existe de bom no mundo foi feito. Nesse sentido, aquela famigerada frase dos políticos favoritos do povo "nunca antes nesse país" é exatamente uma síntese de como ignorar os reais processos que nos conduziram até a situação atual.

  • Leandro  05/07/2013 13:13
    Perfeito, Antonio.
  • Fernando  31/05/2011 18:49
    Olá, vejo que temos anarco-capitalistas aqui.

    Gostaria que os senhores me ajudassem a entender por meio de suas palavras, ou artigos ou livros o que uma sociedade pode fazer para se defender de perturbações do meio ambiente originárias das consequências da atividade empresarial, como inutilização de rios, alteração da qualidade do ar.

    Muito Obrigado!
  • anônimo  31/05/2011 19:22
    Olá Fernando,

    É verdade, exitem vários anarcocapitalistas por aqui...

    Sobre o seu pedido de ajuda: recomendo o uso do campo "pesquisar", que se encontra no canto superior direito deste site. Procure pelos termos "meio ambiente", "poluição", "aquecimento global", "Amazônia" entre outros. Garanto que o resultado da sua busca será bastante promissor.

    Tenha uma boa leitura e não de deixe de comentar os artigos que você leu.

    Abraços!

    (É impressão minha ou este comentário do Fernando tem a finalidade de desviar a atenção dos leitores do presente artigo?)
  • Fernando  31/05/2011 19:43
    Desviar a atenção? Uma vez que a terceira via representa algo a ser temido, quero entender como a sociedade pode se defender em uma sociedade livre. A sujeira que a empresa lá do outro lado da cidade, suja minha casa a Km de distância e isso a princípio me faz ter sérias dúvidas quanto legitimidade de uma sociedade com ausência de planejamento como esse artigo nos estimula a imaginar.

    Vou ler os artigos propostos pelo meu Xará e quem sabe volto a questionar.

    Muito Obrigado!
  • Leandro  31/05/2011 19:36
    Prezado Fernando, "perturbações ambientais" ocorrem hoje justamente por causa do estado, que protege empresas poluidoras poderosas o suficiente para se garantir.

    O Ministério do Meio Ambiente, por exemplo, protege as indústrias com boas influências políticas e discrimina novos empreendedores ao, por exemplo, legalizar a poluição para as indústrias existentes ao mesmo tempo em que impõe custos proibitivos às novas.

    Em um ambiente de total respeito à propriedade privada -- como no caso do anarcocapitalismo --, quem polui a propriedade alheia terá de pagar por isso.

    Abraços.
  • Fernando  31/05/2011 23:27
    Leandro, que bom que vc colocou que é contra a poluição, pensei que o IMB não se preocupava com isso.

    Frase de Rothbard
    "o remédio (em uma sociedade livre) é a ação judicial para punir e
    proscrever os danos à pessoa e à propriedade provocados pela poluição".

    Frase de Leandro
    "Prezado Fernando, "perturbações ambientais" ocorrem hoje justamente por causa do estado, que protege empresas poluidoras poderosas o suficiente para se garantir."

    Conclui-se
    O Estado é ineficiente.

    Solução proposta
    Justiça Privada. Tem um artigo do IMB que trata disso:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=93

    Crítica
    Um trecho do artigo:
    "Uma grande diferença entre um juiz privado e um do estado é que aquele só vai acolher um caso quando ambas as partes recorrerem à "jurisdição" desse juiz."
    Senti que faltou rigor.

    Solução mais radical
    Justiça privada mas declaradamente baseada na força

    Agora vamos imaginar um lugar onde as pessoas podem direcionar parte de seus recursos para sistemas que promovam a justiça. Sistemas com poder de matar e de usar a força. Aí sim! Esse parece o mais confiável. Se pagaria para um sistema que seria o Deus na terra. Se o sistema não estivesse de acordo com o que a pessoa acredita ela direcionaria seus recursos para outro sistema.
    Sobre os conflitos. Como o professor Hoppe nos fala, os conflitos seriam mínimos, pq o Deus é um só, e mesmo que houvesse poderiam ser resolvidos de todas as forças, o importante é que haja o conflito.

    Essa é a única solução que eu vejo e deve ser a visão da maioria aqui, se possível critiquem.

    Muito Obrigado
  • Leandro  01/06/2011 10:35
    Caro Fernando, diariamente pessoas vêm aqui e, tendo lido apenas uma linha de um artigo qualquer, já se sentem perfeitamente à vontade para fazer pontificações certeiras e, inevitavelmente, erradas.

    Por exemplo, por que você afirma que "pensei que o IMB não se preocupava com isso [poluição]"? Mostre-nos um único texto em esteja claro que defendemos poluições e, principalmente, a impunidade de poluidores.

    Essa mania imputar aos outros posições que eles nunca defenderam é francamente irritante, embora aparentemente seja um traço indelével de seres humanos que debatem com o fígado (em outro texto, agora há pouco, um leitor vaticinou que defendemos as drogas...).

    Mas voltando ao meio ambiente, é óbvio que não defendemos poluição, simplesmente porque tal ato configura uma agressão à propriedade de terceiros. Agora, é fato também que não defendemos a superioridade da "deusa gaia" sobre a espécie humana, que é o que fazem os extremos do movimento ambientalista atual (cada vez mais influentes). A terra existe para servir ao homem, e não o homem para servir à terra. Sempre foi assim, desde os tempos bíblicos. E, pelo bem da perpetuação de nossa espécie, espero que continue sendo por muito mais tempo, in saecula saeculorum.

    Abraços.
  • anônimo  01/06/2011 11:47
    Agora vamos imaginar um lugar onde as pessoas podem direcionar parte de seus recursos para sistemas que promovam a justiça. Sistemas com poder de matar e de usar a força. Aí sim! Esse parece o mais confiável. Se pagaria para um sistema que seria o Deus na terra. Se o sistema não estivesse de acordo com o que a pessoa acredita ela direcionaria seus recursos para outro sistema.
    Sobre os conflitos. Como o professor Hoppe nos fala, os conflitos seriam mínimos, pq o Deus é um só, e mesmo que houvesse poderiam ser resolvidos de todas as forças, o importante é que haja o conflito.



    Não sei se você não percebeu, mas você já paga por um sistema que é o Deus na terra. Se alguém lá de cima aprovar uma lei decidindo que o importante para um país é torrar bilhões em financiamentos para grandes frigoríficos amigos do governo, você não tem muitas opções. Ah, claro, você tem duas opções. O primeiro é o maravilhoso PODER DO VOTO. Seu voto é muito poderoso contra uma trilionária máquina de compra de votos com programas assistencialistas e de propaganda. A segunda opção é a MARAVILHOSA JUSTIÇA, que, claro, trabalhará duro por você contra um grupo de políticos poderosos e seus amiguinhos empresários. Você não correrá nenhum risco de vida, porque, como todos sabemos, o estado se esforça muito para proteger o cidadão, mesmo que para isso seja necessário sacrificar as boas relações com empresas gigantescas.
  • Fernando  01/06/2011 16:26
    As pessoas não pagam conscientemente. Esse é o ponto. Eu não posso escolher!
    O que eu percebo é que é obvio que os Estados podem se tornar malígnos, mas na hora de dizer que sem o uso da força seremos atacados vejo as pessoas recuarem. Alguma forma de defesa nós devemos ter e se não for pelo monopolio estatal, terá que ser por outros meios, como religiões, grupos armados e coisas do gênero.

    Qual é o problema, é o medo dizer que usa a força? Pois saiba que os inimigos não hesitarão em usar a força contra vc!

    "Mas, se ergues da justiça a clava forte,
    Verás que um filho teu não foge à luta,
    Nem teme, quem te adora, a própria morte."
  • Fernando Chiocca  01/06/2011 18:28
    Cara, do que você está falando? Quem é contra o uso da força?
  • Fernando  01/06/2011 19:17
    Mises:"A sociedade em si não existe, a não ser através das ações dos indivíduos. É uma ilusão imaginá-la fora do âmbito das ações individuais. Falar de uma existência autônoma e independente da sociedade, de sua vida, sua alma e suas ações, é uma metáfora que pode facilmente conduzir a erros grosseiros."
    Claro que uma sociedade existe, e é conduzida forçosamente pelos dias de hoje, de diversas formas. Se vc Nega a existência da Sociedade vc a entrega para o inimigo. Mises nos desestimula a usar a força para conduzir a sociedade. E consequentemente alguém malicioso o fará.

    Mises:"Ação é sempre ação de indivíduos."
    Indivíduos esses que tem uma base comum de ação. Suas preferencias são manipuladas, são forçadas. Mais uma vez, Mises nos amarra as mãos da tentativa de forçar o curso da humanidade. Entregando para o Inimigo.

    Mises:"Se a sociedade, ou o Estado, é uma entidade dotada de vontade e intenção e de todas as outras qualidades que lhe são atribuídas pela doutrina coletivista, então é simplesmente absurdo confrontar as aspirações triviais do pobre indivíduo com seus majestosos desígnios."
    Mais uma vez Mises deixando de mão a questão do Estado, fazendo com que o leitor acredite que seja imoral um Estado dotado de vontade, e um pensamento coletivista.

    Eu quero terminar dizendo que os grandes manipuladores da nosssa sociedade
    1-Tem pensamento coletivista
    2-Atacam em todos os campos (Mídia, Educação, Manifestações, Psicologia)
    3-Destinam seus maiores recursos a propaganda ideológica
    4-Forçam o curso da sociedade

    E responder, quem é contra o uso da força? O próprio Mises!

    Resumindo: Se vc não força a sociedade alguém o fará!
  • Fernando Chiocca  01/06/2011 19:33
    Xará, que diabos você tá falando?

    Sociedade não existe mesmo. Não tem uma existência própria, não tem vontade, não age. Sociedade é apenas uma abstração; é um conjunto de indivíduos, estes sim, cada um com sua própria vontade e dotado da capacidade praxeológica de agir.

    Força é entendida como coerção física, e pode ser defensiva ou agressiva. Os libertários são a favor do uso da força defensiva. Todos os outros que não são libertários são a favor da violência agressiva, dirigida contra a pessoa ou a propriedade alheia.

    Espero que tenha captado o básico.
  • Fernando  01/06/2011 20:07
    Mas é aí que está o problema. Se o uso da força seja por meio físico ou meio psicológico só for usada em caso de defesa DO PRESENTE, estamos acabados e seu desejo de sociedade livre não passará de um sonho de verão.

    A ÚNICA maneira de conseguirmos alcançar algo próximo de uma sociedade livre é usando dos mesmo artifícios baixos que nossos inimigos usam. E a princípio isso EXIGE enxergar com coletividade. Isso exige Doutrinação Social. Isso Exige Manipulação de massa. De Propaganda Ideológica. Logo exige o que o próprio Mises condena!
  • Fernando Chiocca  01/06/2011 20:29
    Três comentários acima disse que não sabia o que era uma sociedade livre e agora quer dar ideias de como alcançá-la?

    Bem, para a sociedade ser livre, ela deve ser livre da violência contra inocentes, ou seja, agredir inocentes só pode nos afastar do objetivo da liberdade. isto não ´pe difícil de entender.

    Força é apenas física. E defesa DO PRESENTE? Que presente? Você ganhou um presente? A defesa é da vida e da propriedade, contra ataques ou ameaças claras e diretas de terceiros.
  • Arthur C. K.  03/07/2013 14:14
    Que presente? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • anônimo  04/07/2013 17:53
    É um erro tremendo reduzir a espécie humana a seus indivíduos, desconsiderando o papel do grupo. Negar que existe uma pressão social par uma pessoa seguir é fechar os olhos para a realidade. Só um exemplo: o que acontece se um indivíduo anda "fora de moda"? No mínimo vão rir dele. Então ele cede à pressão e "anda na moda" (o problema é que nem sempre "andar na moda" é correto). Se não vier alguém de fora e aconselhá-lo a "tocar o foda-se", nunca ele vai tocar. Pois "tocar o foda-se" é feio, é "fora de moda", etc. O certo é "andar na moda". É cool. Entende porque está errado ignorar as pressões sociais? Se tem dúvida faça o teste: experimente andar "fora de moda" e veja o que acontece. Ao menos que vc "toque o foda-se".
  • Gilberto Costa  04/07/2013 18:03
    Quanta idiotice. Não foi à toa que comentou anonimamente. Certamente é mais um incapaz que quer culpar os outros por ser um fracassado na vida.

    Se o sujeito "sente pressão" pra andar na moda, então é porque ele não tem personalidade nenhuma. E gente sem personalidade vai se estrepar naturalmente no decurso de sua vida. Trata-se da seleção natural. Um frouxo desse não deveria nem sair da cama.
  • Eduardo Maal  03/07/2013 13:35
    Fernando,


    O que o Fernando Chiocca e Leandro tentam explicar é que poluição nada mais é do que agressão contra a propriedade alheia. Em Ancapistão, tudo é propriedade privada, não há propriedade pública.

    Então, se eu moro em uma área, e alguém esta violando minha propriedade, eu tenho todo direito a reagir, para me proteger.

    Naturalmente, até em sociedades livres, eu posso me juntar a comunidades. Anarquistas e Libertarios não se opõem a livre colaboração. A oposição é à "colaboração" à força, que na realidade não é colaboração nenhuma.

    Pessoalmente, o que eu imagino acontecendo em uma sociedade libertaria é a formação de gigantes condomínios, cada um com suas normas e serviços providos por empresas privadas. E todos constantemente competindo entre si, adaptando-se as necesidades de seus moradores. E cada condomínio, entre outras coisas, protege a propriedade privada de seus moradores.
  • Arthur C. K.  03/07/2013 15:43
    Faltou a conclusão, Eduardo Maal. Isso é bom ou ruim?
  • Eduardo Maal  03/07/2013 16:17
    Bom, como temos visto históricamente, o Livre Mercado não só é capaz, mas é mais eficaz que o Governo, ou até as parcerias Governo-Privado em produzir produtos ou serviços que as pessoas demandam, e em faze-los acessíveis.

    Proteção Ambiental, Saúde, Justiça, Infra-Estrutura, Transporte em Massa são produtos e serviços, assim como Cuidar dos Pobres. Ninguém quer andar na rua vendo um monte de pessoas morrendo de fome, pedindo esmola. Os de esquerda dirão "ah, então os libertários querem isolar os pobres, jogá-los a um canto? Bom, não posso dizer o que realmente vai acontecer, eu não sou Nostradamus. Mas acredito que a história nos tem mostrado que 1. As pessoas tem mais compaixão do que isso, e 2. Quando você reprime um grupo, eles farão de tudo para te derrubar. Será mais barato criar um exército de repressão aos pobres? Especialmente considerando que um dia você pode fazer uma má decisão e acabar junto com eles? Ou será mais barato ajudar os poucos que realmente não conseguem sair do buraco?

    Agora, o que eu estava argumentando é que há maneiras de proteger o meio-ambiente sem a necessidade de um Governo. Como exatamente será? Apenas fazendo para saber. Agora, vivemos há milênios com Governos mandando nas pessoas, e ainda é hora que nenhum deles, não importa quão autoritário, tem conseguido resolver 1 só problema da população, sem criar outro pior.
  • mogisenio  04/07/2013 15:05
    Olá pessoal
    Caro Eduardo, você afirmou o seguinte:

    " 1. As pessoas tem mais compaixão do que isso"

    Trarei a minha opinião aqui, mas, desde já, informo-lhes que não estou aqui defendendo o socialismo, nem o capitalismo e nem suposta fusão destes, como tratado pelo texto ( terceira via)

    Dito isso caro Eduardo, ao contrário da sua afirmação, penso que nas "pessoas" não me parece existir tanta compaixão assim. Ou talvez, não me parece que possamos graduá-la, como sugerido por v. ..." mais que isso"(...)

    Aliás, esta provável falta de compaixão, já começa com o próprio termo, "pessoas". Ora, o que são pessoas?
    Este vocábulo ( signo) já esta carregado de "significado". Seriam pessoas jurídicas ou físicas( naturais). Seriam pessoas jurídicas PÚBLICAS ou PRIVADAS? Note que precisamos de adjetivos para qualificar o que vem a ser um pessoa, em determinado contexto ou no próprio uso do termo.
    Em suma, em minha opinião, o uso do termo genérico, mormente dentro deste contexto, já que se procura defender a praxeologia "individual" não foi feliz.

    Talvez, o melhor do termos devesse ser extraído do SER HUMANO, enquanto INDIVÍDUO.

    Pensando nisso, para tratar de nós mesmos , isto é, o ser humano enquanto indivíduo, sem qualquer ingerência externa ( o que me parece impossível, pois absorvemos ou percebemos o mundo pelos sentidos) creio que, mesmo com o suposto "quarto escuro", o ser humano individual veio evoluindo essencialmente, não pela presença de "mais compaixão". Senão vejamos.

    A compaixão pode ser resumida como participação no sofrimento alheio com algo diferente deste mesmo sofrimento. Frisa-se: a compaixão, neste sentido, é sentir algo diferente daquele que provoca o sofrimento que é alheio, ao ser humano individual, isto é , a você mesmo.
    E exatamente nesse sentido, só pode existir se há um certa SOLIDARIEDADE ATIVA no ser humano individual, sem se vincular a qualquer sofrimento do outro. Mas, como?
    Aristóteles, e não Adam Smith ou qualquer outro filósofo/economista a definiu como a dor causada pela visão de algum mal que atinge alguém que não mereça e que PODE VIR A ATINGIR-NOS ( Também em Hobbes)

    Mas há outra vertente, a qual entende que a compaixão não passa de um sentimento negativo da vida moral. O homem - ser humano individual - vive segundo a RAZÃO. A compaixão , de per si, é RUIM E INÚTIL.

    Cabe salientar que eu não posso lhe assegurar que todos os signos aqui utilizados( no texto e em todos os comentários) estão ABSOLUTAMENTE isentos de qualquer juízo de valor. Aliás, nem eu e nem ninguém.

    Enfim, essas informações foram extraídas de alguns estudos que realizei há algum tempo. São apenas fragmentos de textos nos quais procurei estudar um pouco melhor alguns problemas do ser humano, enquanto indivíduo.

    Com base nessas considerações iniciais, tenho a dizer-lhes o seguinte( agora dirigindo-me a todos os debatedores), utilizando-me do uso "normal" e solto, dos diversos vocábulos relacionados sintaticamente. Portanto, carregados de "significados" que eu mesmo dei a eles. Não há imparcialidade, nesse sentido, mas há pressupostos históricos ou fatos que podem razoavelmente embasar o que direi a seguir. Vejamos.

    No "mundo", sobretudo, ocidental, observou-se a necessidade da solidariedade e da fraternidade, exatamente, após a PRIMEIRA grande guerra. Exatamente, como direitos de 3ª geração, após os horrores daquele período.( é claro, este "exatamente é um devir).
    E foi em torno deste período( é claro, há uma evolução até chegar) que podemos dizer em "socialismo"( revolução russa) ,noutra linha( "ajustes" no capitalismo) direitos sociais, da sociedade em massa, direito ao desenvolvimento, ao meio ambiente, à comunicação, nos quais o HUMANO é inserido numa COLETIVIDADE e passa a ter direitos de SOLIDARIEDADE ou FRATERNIDADE.

    Estes direitos estão além da liberdade individual do século XVIII( contra ao absolutismo)

    Quer queiramos ou não, a Constituição do México, de Weimar, o tratado de Versalhes, a OIT, ali surgiram pois entendeu-se(pactuou-se) que era preciso MAIS SOLIDARIEDADE E FRATERNIDADE entre os povos.

    Ora, mas porque um grupo MUNDIAL de seres humanos individuais, estão não apenas a defender mas a implementar ou a perseguir ( dentro do possível) tais interesses solidários, ( fruto de uma suposta solidariedade interna, como dito) se racionalmente são ruins e inúteis?

    Talvez porque o Estado, ainda que mínimo, parece "ser" um mal necessário para possibilitar, por exemplo, a defesa mínima, razoável, correta e necessária da propriedade do ser humano enquanto individual ( o Estado não é exatamente um ser, mais sim, uma ficção, uma criação). Quanto à propriedade, uns até dizem que esta inicia-se no próprio corpo. Acho que veio de Locke. Todavia, tal tese seria temerosa se aplicada - da mesma "forma" - no contexto atual.

    E o que estou querendo dizer-lhes com isso?
    Ora, não me parece razoável defender o sistema socialista ( mesmo porque nunca existiu), nem o sistema capitalista, nem mesmo a suposta fusão da parte "boa " destes , isto é, a terceira via. Tudo isso, deriva da fusão dos sentimentos ou da racionalidade de "seres humanos individuais".

    Todavia, os seres humanos enquanto indivíduo, entre erros e acertos, chegaram naqueles fatos históricos( Versalhes etc). Não me parece razoável que a economia( ou o nome que se queira dar para a ciência que estudo seu objeto) deva desconsiderar estes acontecimentos "humanos" e suas diversas razões. Mesmo em Smith, em sua obra sobre a moral, alguns elementos são contrários à individualização absoluta do Ser humano, o que parece uma contradição à mão invisível.

    Finalizando, chamo a atenção para vocábulo "sistema". Este sugere-nos algo holístico. Uma soma. Um todo. Algo que está além do "ser humano individual". Algo que reúne elementos individuais. O resultado da soma destes elementos ( seres humanos enquanto indivíduo) parece superar a simples soma de cada parte, isoladamente.

    Nesse sentido, o que seria então o "valor" de cada pessoa observando-se a SINERGIA na suposta economia de mercado que está além do ser humano individual? Como garantir a sua liberdade ou livre iniciativa , enquanto ser humano individual, onde a soma das partes é superior a ela e, por isso mesmo, pode restringí-la?

    Saudações a todos e a todas.




  • Eduardo Maal  04/07/2013 15:13
    Por favor leia meu ponto 2.
  • Eduardo Maal  04/07/2013 15:27
    OK, vou morder a isca. Mas só um pouco.


    O indivíduo tem compaixão. E a compaixão é útil sim. Quando você pisa em outra pessoa para seu próprio bem, você está criando um inimigo. Ou seja, uma pessoa que te deseja o mal. Pode ser que essa pessoa não te faça nada, mas a somatória de pisar nos outros a vida inteira, daí a probabilidade de que te façam algum mal aumenta. Então, me diga você; o que é mais competitivo? Ferrar os outros, para ganhar um pouco mais? Ou simplesmente buscar, ganhando um pouco menos, a colaboração? Tá bom, eu ganho agora, mas amanhã ninguém quer fazer negócios comigo. Amanhã, alguém incendia a minha fábrica. Amanhã, alguém ameaça a minha vida. Finalmente, a compaixão com os pobres é algo que todo ser inteligente deve ter, porque sabe que algum dia pode acabar lá, no meio deles. Uma decisão de negócios ruim, um desastre natural.


    Como eu detalho no ponto 2. do meu argumento, que você parece não ter lido, o que será mais economico? Pegar os pobres, e colocá-los no que eu apenas poderia chamar de centros de concentração? Me expor a uma rebelião? Ter que investir em um exército? Ou simplesmente tentar aproveitar essas pessoas de maneira produtiva na economia? Talvez educá-los (através de um sistema privado de caridade), e ver se me arrisco a que saia um gênio (sim, até os pobres podem ser gênios), alguém que tenha uma sacada que os outros não tiveram, e aumente a produtividade de minha cidade.


    O que você coloca como exemplos da história comprovando a falta de compaixão do indivíduo, na realidade é evidência dos males que vêm do Governo, que inverte os incentivos, que joga irmão contra irmão. Por um lado, não educa nas escolas públicas, ensina o povo a ser dependente da esmola ao invés de buscar criar sua própria riqueza, e faz com que os pagadores de impostos odeiem essas pessoas, por serem "preguiçosas", etc. O Governo comete as atrocidades, e depois diz que o Homem é mau. Realmente, o Homem não é bom nem mau, ele simplesmente responde aos incentivos. O incentivo do Governo é o roubo, a mentira, a destruição de riqueza, pois é a única coisa que ele pode fazer. E o político que tem maior sucesso, é o que aprende a fazer isso melhor que os demais. Nada mais é o Governo do que a legalização da Máfia. E baixo esse escopo, é até surpreendente que não façam coisas piores.
  • mogisenio  04/07/2013 17:14
    Olá Eduardo, vou lhe responder em novo o comentário para sair deste "afunilamento" do texto.
  • anônimo  04/07/2013 18:50
    'o Livre Mercado não só é capaz, mas é mais eficaz que o Governo, ou até as parcerias Governo-Privado em produzir produtos ou serviços que as pessoas demandam'

    Então por que não existe uma empresa privada, nenhuma, que seja capaz de livrar as pessoas que tiveram suas casas, terrenos, tomados pelo governo de Israel?
    Estou falando dos territórios ocupados.
    Outro ex
    Por que não existe empresa privada capaz de livrar as pessoas que moram nos países invadidos pelos EUA e pela sua 'guerra ao terror'?


  • Malthus  04/07/2013 19:06
    Você financiaria estas operações, anônimo? Ou ao menos conhece alguém disposto a tal? Não está querendo que uma operação desta magnitude seja gratuita, né?

    Caso tenha o dinheiro, entre em contato com a Blackwater, se é que você já ouviu falar nela...
  • anônimo  04/07/2013 20:21
    Malthus, então pra me livrar do Tio Sam invadindo meu país, a sua sugestão é contratar uma empresa que o próprio Tio Sam já contratou...justamente pra ajudar na invasão do meu país?
    Sim já ouvi falar dela, e você, já ouviu falar que ela atua como força auxiliar no Iraque e Afeganistão? Bem confiável hein?
  • Malthus  04/07/2013 21:40
    Pelo que vejo, financiamento não é o seu problema. Sendo assim, relaxe: a Blackwater é uma empresa formada por mercenários e dirigida por capitalistas gananciosos. Trabalharão para quem pagar mais. Dado que você promete mais dinheiro que o governo americano, é só entrar em contato. Boa sorte!

    Estou ansioso para ver sua face humanitária na imprensa. Por favor, não me decepcione se revelando apenas mais um ativista de sofá, cujos bons sentimentos não são colocados em prática por pura preguiça.
  • Eduardo Maal  05/07/2013 15:08
    Ha-ha. Ou seja, seu argumento é porque o Livre Mercado não consegue resolver os problemas criados por Governo? E sua solução é mais Governo?
  • Pedro  14/03/2012 23:53
    Olá,

    Tive uma dúvida em "A inflação monetária é uma forma sutil e insidiosa de roubo, pois subtrai poder de compra do dinheiro que o estado nos obriga a utilizar."

    Ora, a inflação não seria necessária? Afinal, qual o problema dela?
  • Luis Almeida  15/03/2012 00:01
    Pedro, por que a inflação seria necessária? Por que não haveria problema com ela? Qual o benefício que ela traz?
  • Hay  15/03/2012 03:17
    Pedro, há três artigos no site que acho que podem explicar o problema com a inflação:

    Sobre a não neutralidade da moeda
    A definição popular de inflação impede a adoção de políticas sensatas
    [link=www.mises.org.br/Article.aspx?id=101]A verdade sobre a inflação[/link
  • Pedro  21/03/2012 21:59
    Hay, obrigado. Foi muito útil.

    Luis, eu me referia ao medidor inflação e não a impressão de moeda sem necessidade. Porém os textos recomendados pelo Hay me fizeram ver qual o meu problema.

    Até
  • Pobre paulista  03/07/2013 12:22
    Sobre a frase:

    'É impossível existir algo como "custo social" ou "bem-estar social" em um sentido matemático; tais coisas simplesmente não podem ser computadas'

    Acredito que esse foi precisamente o objeto de estudo de Kenneth Arrow em seu teorema da impossibilidade, no sentido de que _ainda que_ fosse possível estabelecer uma forma de medir o bem-estar social, não seria possível prever se as escolhas realizadas pela sociedade levariam à maximização dessa medida.


  • anônimo  03/07/2013 12:32
    Então é só nivelar por cima
  • Catedrático  03/07/2013 13:34
    De fato, a 3º via é um engodo burguês para alienar o proletariado da luta de classes. Acepta-se o capitalismo libertário imediato como defendido pelos anarco-neoliberais desta comunidade: Visando meramente a maximização dos lucros e indiferente ao ser humano. Não mais a vanguarda deverá aguardar pelas esmolas da sua classe, apenas o sofrimento, o rancor e a dor dos pobres nos levará à revolução como previsto pela sempre precisa dialética marxista.

    O assistencialismo não leva à revolução do proletariado. No máximo, cria a dependência sobre a qual o autor frisou ser perfeitamente atendida por cada reprodução capitalista(Mudança após cada ciclo econômico da mais-valia). Seguindo Marx à risca, que sejam proibidos e punidos violentamente os sindicatos, que os trabalhadores recebam horas de trabalho máximas e salários de fome(Pois ambos são determinados apenas pela "generosidade" da burguesia), que todos os serviços públicos sejam abolidos imediatamente e que qualquer mecânica de controle de preços estatal jogue todos esses para cima.

    Não há revolução de burocratas. A classe dominante será apenas eliminada pelo ódio vicioso e o desejo sanguinário dos revolucionários.
  • Arthur C. K.  03/07/2013 16:22
    Olha vcs que criaram esses bots (Catedrático e Um Filósofo) estão de parabéns. Kkkkkk!
  • Pobre Paulista  04/07/2013 01:30
    Anarco-neoliberais foi uma das coisas mais engraçadas que já li! Soa para mim como anarco-estatista ou social-capitalismo :)
  • Marcos Correa  03/07/2013 13:45
    Tome mais terceira via...

    Governo admite elevar impostos para poupar até R$ 20 bi. O Palácio do Planalto e a equipe econômica bateram o martelo de que é preciso "cortar na carne" e promover um novo bloqueio, da ordem de R$ 15 bilhões a R$ 20 bilhões, nas despesas previstas para este ano. Mas, diante da enorme dificuldade dos técnicos de encontrar gordura no Orçamento, a presidente Dilma Rousseff decidiu que será necessário aumentar impostos.

    exame.abril.com.br/mercados/noticias/10-noticias-para-lidar-com-os-mercados-nesta-quarta-feira--120?page=2
  • Marconi  03/07/2013 14:15
    O que os austríacos não conseguem entender é que as pessoas, embora sejam diferentes e valorem as coisa de forma diferente, elas são quase iguais, isto é, as semelhanças são muito maiores que as diferenças. Existem grupos de pessoas que preferem rock a pagode, carros grandes a carros pequenos, etc. Mas não tem gente que gosta de comer merda, por exemplo. Saber o que tem (ou gera) valor não é impossível, pelo contrário, é até simples.

    A teoria do valor trabalho é muito melhor que a do valor subjetivo. O que ela precisaria seria incorporar esse aspecto subjetivo, mas não uma outra teoria que a invalidasse completamente.

    A saúde, por exemplo, é uma coisa que todo mundo quer. Alguém prefere a doença ? Portanto, um sistema de vouchers, bancado por impostos, seria uma situação mais eficiente e justa do que deixar alguns sem nenhum tratamento. O deslocamento de recursos garantidos para saúde, provocaria uma aumento na oferta do serviço.

    Ninguém vai querer ser médico se o salário for um lixo. Logo, é preciso garantir que sempre seja uma boa a área médica, para que não ocorra falta desse serviço para ninguém.

    Eu prefiro renda mínima, o que dá mais ou menos na mesma de sistemas de voucher.
  • Gilberto  03/07/2013 14:27
    "A teoria do valor trabalho é muito melhor que a do valor subjetivo. O que ela precisaria seria incorporar esse aspecto subjetivo, mas não uma outra teoria que a invalidasse completamente."

    Um pônei cor-de-rosa é muito mais adorável do que uma mula manca. Pena que não existe, assim como a teoria do valor-trabalho, que já foi refutada neste site umas 147 vezes. Mas sempre surgem os pára-quedistas. Que sejam bem-vindos.
  • anônimo  03/07/2013 15:49
    Paraquedistas? Ora, o "mercado de milhas" é um velho conhecido. Já levou tanto corretivo do Leandro que já deveria estar dando aula de economia austríaca.
  • Eduardo Maal  03/07/2013 14:31
    Marconi,

    Pode ser que todos queiram saúde. Mas o que é saúde? É um negócio, com constantes inovações, com tratamentos caros e baratos, com tratamentos melhores e piores.

    Como para todas as outras coisas, todo mundo que o melhor. Todo mundo quer comida. Mas se você cria um seguro "supermercado", todos comprariam o melhor Whisky, o melhor Vinho, a melhor carne. Porque nao há custo variável.

    Simplesmente não há suficiente oferta dos melhores serviços de saúde para toda a população doente do país. E é isso que se vê nas tentativas inúteis do Governo Brasileiro de trazer "saúde a todos". Na realidade, isso há levado a saúde para ninguém, e as regulações que colocam no sistema de saúde faz com que o que não é público, tenha preços proibitivos.

    Se você vai pagar seu tratamento, infelizmente você terá que decidir se você vai fazer o tratamento A que custa R$ 100.000 mas é muito eficaz, ou o tratamento B que custa R$ 10.000 e é pouco eficaz. Se você tem os R$ 100.000, fará o A. Senão, o B. É a realidade da vida. Se o Governo impões que todos farão o tratamento A, ninguém fará tratamento nenhum, porque simplesmente não há recursos suficientes na economia para dar o tratamento A a todos.

    O que são os preços? Você precisa entender que se algo é caro, é porque é escasso. Se não fosse escasso, o preço cairia. É simples assim. As coisas não são caras, porque uma pessoa decide encarecê-las.

    No Livre Mercado, todos podem tentar. A única situação em que alguém pode artificialmente encarecer algo para seu próprio lucro, é quando o Governo por meio da força dá o monopólio a essa empresa ou pessoa. Se legalmente ninguém pode competir, como você faz para exercer pressão sobre essa empresa a ser mais justa?
  • Eduardo Maal  03/07/2013 14:35
    E como você pode advocar por um salário mínimo? E as pessoas que são incapazes de produzir suficiente riqueza para justificar o valor do salário mínimo? Que morram de fome?
  • anônimo  03/07/2013 15:30
    'Mas não tem gente que gosta de comer merda, por exemplo. '

    Claro que tem.A geração Justin Biber pode tudo, liberou geral!!
    Google: fetish, coprofagia

    Imundice a parte, sua teoria não se sustenta.Pessoas são diferentes sim, e isso é um tanto quanto óbvio.
  • Eduardo Maal  03/07/2013 16:24
    Como esse cara pensa que "não tem gente que gosta de comer merda" significa "somos todos bastante iguais"?

    Tem gente que quer uma casa com 100 quartos (US$ 150 milhões), e tem gente que prefere investir em uma casa modesta (US$ 50.000). Tem gente que prefere estar perto dos pais. Tem gente que prefere morar em apartamento. Existem ermitões. Eu uma vez conheci um cara na rua que queria morar na rua! Não queria morar em casa nem apartamento.

    Tem gente que gosta de vinho e compra uma garrafa de US$ 5.000. Tem gente que gosta de chope, US$ 5.

    Tem gente que gosta de caviar, foie gras, trufas, e gasta US$ 1.000 por pessoa num jantar. Tem gente que gosta da comida da mãe, US$ 10 por pessoa.

    Tem gente que quer investir em um carro esportivo, avião particular, iate. Tem gente que prefere barco a vela. Tem gente que não vê o sentido de ter tudo isso, e ter que ficar pagando manutenção, acha melhor alugar quando precisar.

    Tem gente que quer uma mulher gostosa, loira, modelo, mesmo que tenha merda na cabeça. Tem gente que quer que além disso seja inteligente. Tem gente que quer que a mulher seja gorda e feia, pra não se preocupar com chifre.

    Tem gente que gosta de jóias. Tem gente que prefere viajar.

    Tem gente que quer mandar o filho pra escola. Tem gente que quer educar em casa.

    Tem gente que não acredita na medicina, prefere soluções herbais, etc.

    Quem é você pra decidir por eles?

    Me dá 1 exemplo de algo que todos querem.
  • Eduardo Bellani  03/07/2013 15:46
    Saber o que tem (ou gera) valor não é impossível, pelo contrário, é até simples.

    Sério? Você pode me explicar então por que diabos que um diamante vale mais que um balde de água?

    Agradecido.
  • Me  03/07/2013 17:31
    Todo mundo quer água, e existe muita água.
    Muita gente quer diamante, mas não tem tantos.
  • Eduardo Maal  03/07/2013 17:36
    Agua! Excelente exemplo.

    Voce sabia que tem agua super barata e agua super premium? Tem até pessoas que nao bebem agua, só bebem refrigerante, sucos, etc. Que tipo de agua serão usadas?

    Aliás, tem gente que toma banho com água engarrafada.

    Nem na água, todos querem o mesmo.
  • Thiago  03/07/2013 19:33
    Estou assistindo agora, mas queria saber a opinião sobre esse documentário:

    www.youtube.com/watch?v=VoBleMNAwUg
  • Leandro  03/07/2013 20:20
    O sistema de saúde americano é totalmente cartelizado pelo estado. Seus detalhes estão explicitados no início desse artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=642


    Adendo: Moore defende os sistemas canadenses e britânicos.

    Sobre o sistema canadense:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=349

    Sobre o britânico:

    Bebês doentes estão sofrendo eutanásia compulsória.

    www.dailymail.co.uk/news/article-2240075/Now-sick-babies-death-pathway-Doctors-haunting-testimony-reveals-children-end-life-plan.html

    1.200 pessoas morreram de fome nos hospitais estatais do Reino Unido (o National Health Service - NHS) porque as "enfermeiras estavam ocupadas demais para alimentá-las".

    www.dailymail.co.uk/news/article-2287332/Nearly-1-200-people-starved-death-NHS-hospitals-nurses-busy-feed-patients.html

    Hospitais negam atendimento:

    www.nytimes.com/2006/02/16/international/europe/16cancer.html?_r=1&oref=slogin
  • Vinicius  04/07/2013 22:37
    Perfeita colocação. É uma falácia sem tamanho dizer que o bem estar social não pode ser medido por ser algo pretensamente subjetivo. Apesar de não conhecer ninguém aqui pessoalmente, posso afirmar, pelo simples fato de saber que todos são humanos, que: todos preferem dormir em uma residência, ao invés de na calçada, todos os dias. Todos aqui não gostam de sentir fome (e não estou falando da fominha entre o almoço e a janta, e sim aquela que aparece em qualquer mamífero depois de alguns dias sem alimento). Sei que ninguém gosta de sentir frio (simplesmente porque mamíferos de sangue quente gastam energia demais para manter a temperatura). Não gostam de sentir dor, por questões genéticas de proteção à vida.
    Então, só aqui, eu já consegui identificar alguns valores básicos comuns a todos os indivíduos, e que portanto poderiam ser considerados direitos fundamentais: moradia, alimentação, vestuário, saúde, segurança. Com um pouquinho mais de esforço intelectual poderíamos enumerar vários outros. Maximizando o acesso a esses direitos, você aumenta o bem estar da sociedade. Vale a pena transferir renda e sacrificar parte do crescimento econômico em favor desse ganho social, que no fim das contas é benéfico a todos os membros da sociedade.
    De todo esse texto, a única coisa útil que eu consegui retirar foi o nome do autor defensor da terceira via, que certamente lerei.
  • Magno Alves  04/07/2013 23:22
    Beleza, Vinicius. Você tem total razão. Moradia, alimentação, vestuário, saúde, e segurança são direitos fundamentais. Mas direitos são incompletos se não forem especificados. Portanto, façamos isso agora.

    Se eu tenho direito à moradia, o direito seria incompleto se me obrigassem a morar onde não quero. Logo, eu tenho o direito de especificar qual o tipo de moradia e qual a localização mais apetecessem. Caso contrário, estarei sendo oprimido e coagido. Quero uma no Leblon. E, dado que é meu direito ter moradia, atribuo a você o dever de financiá-la.

    Calma que ainda tem mais.

    Se eu tenho direito a alimentação, tal direito seria incompleto se me obrigassem a comer aquilo que não considero gostoso. Logo, quero o direito de poder escolher meu cardápio. Você não se oporia a isso, né? Ouvi dizer que as comidas mediterrâneas são bem saudáveis. Quero três refeições diárias, e atribuo a você o dever de financiá-la.

    Se eu tenho direito a vestuário, tal direito seria incompleto se me obrigassem a vestir chinelos e bermudas. Quero smokings da década de 1960, iguais àqueles de James Bond (mas faço uma concessão a ternos Tom Ford, pois sou bonzinho e não quero abusar da sua consciência social). Tenha em mente que, seu não estiver em posse deste vestuário, sentir-me-ei oprimido por ter de andar nas ruas trajando calça jeans e camisas ordinárias. Nenhum ser humano pode ser submetido a tamanho vexame. Atribua a você a função social de me vestir.

    Sobre saúde e segurança, você realmente já ajuda a financiá-la. Não me leve a mal, mas o serviço entregue está sendo péssimo. Você tem minha permissão para não mais me prover estes serviços e se concentrar exclusivamente nos três itens acima.

    E como eu também sou munido de consciência social, terei comiseração de você e vou desconsiderar aquela sua reflexão: "Com um pouquinho mais de esforço intelectual poderíamos enumerar vários outros." Imagina se eu digo que eu tenho direito a uma movimentação digna, o que significa que você deve me ofertar passagens aéreas para a Europa em primeira classe?

    Bom, seja coerente, demonstre hombridade e deixe aqui o número completo do seu cartão de crédito. Por meio da fatura, você poderá controlar meus gastos e ver que estou gastando exclusivamente com moradia, alimentação e vestuário. Caso não faça isso, você estará se revelando apenas um hipócrita safado que defende que outras pessoas sejam escravizadas para financiar aquelas atividades que você julga adequadas.

    Como sabemos que você não é isso, tenho certeza de que não irá declinar de meu pedido, e irá cumprir suas atribuições sociais.

    Cordiais saudações e obrigado por tudo. De coração.
  • Vinicius  04/07/2013 23:47
    Sinceramente, se você acha que direito à moradia só pode ser garantido caso você more no Leblon, que direito à alimentação só pode ser garantido caso vc coma o que quiser, quando quiser, e que direito ao vestuário só pode ser garantido caso você vista as roupas que você quiser, você está demonstrando ou uma limitação, ou uma tremenda má-fé intelectual. Prefiro ficar com a segunda hipótese, por questões de educação.
    Felizmente, a maioria dos pensadores, inclusive juristas, não encontra tamanha dificuldade em definir níveis mínimos aceitáveis de fruição de direitos, com base na capacidade de geração de riquezas e de pagamento de tributos de uma dada sociedade. O que é básico na Dinamarca pode ser um peso insuportável para as finanças no Brasil, e o que é básico no Brasil pode ser proibitivo no Haiti. A definição de direitos não é binária, não é "sim" ou "não", "preto" ou "branco". Depende dos valores da sociedade e de suas capacidades de suportar o encargo financeiro em determinado momento.
    Aliás, é assim com todos os direitos. Direito à intimidade, à liberdade de locomoção, à propriedade, à imprensa, à vida. Nenhum deles é absoluto, tampouco possui conteúdo imutável. Todos são construções jurídicas sociais, cujo conteúdo depende da sociedade, do momento em que vive, dos seus valores e de suas capacidades econômicas. São convenções, cujo conteúdo está muito, mais muito longe do absolutismo proposto por você.
  • Ricardo  05/07/2013 00:18
    Depois desse baile que o Vinícius tomou do Magno Alves, sua reação foi a imaginada: ficou só no blá-blá-blá, tergiversou, acusou o oponente de má fé e acabou se esquivando de suas próprias "responsabilidades sociais", não se comprometendo a prover moradia, vestuário e alimentação para ninguém.

    Mais ainda: não especificou o que são "direitos"; apenas disse que isso é atribuição da caneta de juristas, se esquecendo completamente de que existe uma coisa chata chamada 'realidade econômica', que não permite que a escassez seja abolida na base da canetada.

    Disse também que "A definição de direitos não é binária [...]. Depende dos valores da sociedade e de suas capacidades de suportar o encargo financeiro em determinado momento", o que contradiz sua própria argumentação de que são os juristas que devem estipular o que são direitos e quais são os direitos de todos.

    Para coroar, em momento algum especificou quem arca com os direitos dos outros. Apenas se sabe que tal dever não será dele.

    E assim a vida segue. Somos hoje uma geração de frouxos acostumada a ter tudo não mão, e que acha que ter de batalhar para conseguir se sustentar é uma indignidade. Aquilo que era a regra moral há apenas algumas décadas hoje se tornou motivo de chacota. Quem trabalha e produz é vituperado, e quem é sustentado é visto como a vítima. Triste fim.
  • Vinicius  05/07/2013 01:06
    Ricardo, desculpe, mas aí não estamos nem com um problema de teses, mas sim de interpretação básica de texto. Eu escrevi claramente que os juristas (e os legisladores) definem os níveis mínimos de fruição de direitos com base na capacidade de geração de riquezas e de pagamento de tributos de uma dada sociedade. Qual parte vc não entendeu? Onde eu disse que a escassez acaba com canetada? E onde está a contradição?

    Se não ficou claro, eu explico de novo: a fruição de direitos básicos, mediante assistência social, patrocinada por meio de impostos (não, o dinheiro não dá em árvores), será na medida da capacidade econômica e contributiva da sociedade (capacidade de pagamento de impostos), assim como a definição do mínimo de dignidade garantido a cada indivíduo (também chamada de mínimo civilizatório) dependerá dos valores sociais daquela mesma sociedade.

    Sim, no final das contas é: toda a sociedade (eu, inclusive, não estou fugindo da raia) patrocina, com parte de seu patrimônio, de maneira compulsória, a fruição mínima dos direitos considerados básicos para aqueles que, por qualquer -sim, qualquer- motivo não possam arcar sozinhos com os custos. Acima desse mínimo garantido pela sociedade (ou seja, se quiser morar melhor ou comer melhor) vale a meritocracia e a própria capacidade de gerar renda.

    Sinceramente, acho tão difícil conversar com anarcocapitalistas quanto com anarcosindicalistas, vulgo comunistas. Vocês não conseguem entender que, além do individual, há também o coletivo, que merece atenção. Eles, na outra ponta, não conseguem ver que, além do coletivo, há o individual. A sorte é que ambos os grupos representam a minoria da minoria da minoria. Vide o Liber, que não consegue nem as assinaturas necessárias para registrar o partido. Na verdade, nem 2% das 500 mil assinaturas. Até jogo da Portuguesa junta mais de 6 mil pessoas...

    Eduardo, sua mensagem entrou enquanto eu digitava, então vou responder junto: você está enganado quanto à definição de direitos. Não há direitos que você tenha, e que ninguém precise te dar. Na verdade, é a lei que positiva e que determina quais direitos, e em que medida, você tem. Direito de propriedade é o que a lei diz que ele é. Se a lei mudar, o conceito muda. E as leis mudam de acordo com a mudança dos valores da sociedade. Em Roma, seu pai poderia te matar, e isso não era considerado crime. Hoje é. Por que? Porque os valores mudaram, a lei mudou, e com ela o conceito de "direito à vida".

    E não, não sou novato. Já li autores liberais como Mills, comunistas, e agora vou ler esse autor da terceira via, graças à "indicação" do post.
  • Eduardo Maal  05/07/2013 00:34
    Pessoal, peguem leve com o novato. Ele foi ensinado a acreditar que todos temos direitos a tudo que queremos. A um salario digni, a educação, a internet, a telefone celular, a televisão gratis... Claro, e quem paga a conta?

    Um direito de verdade é algo que você tem, ninguém precisa te dar. Por exemplo, o direito a vida; ninguém pode te matar. Isso nao significa que as pessoas precisam trabalhar para garantir a sua sobrevivencia. O direito a propriedade privada. Se algo é seu, ninguem pode roubar de você. Nao significa que outros devem trabalhar para te dar coisas. O direito a liberdade; ninguem pode te incarcerar contra a sua vontade. Claro, estes direitos todo mundo extrapola para "dar" direitos roubados aos demais.

    Finalmente, o que ele nao entende é que ninguem quer morar na periferia, comer goroba e vestir roupas de segunda. Por isso em Sao Paulo, por exemplo, há projetos habitacionais enormes vazios, pois os "pobrezinhos" preferem morar num barraco na Agua Espraiada, ilegalmente. O discurso de esquerda é muito bonito, até que precisa ser colocado em pratica. Como dizem, o de esquerda prefere que todos vivam na miseria, contanto que possam sentir que o Governo é responsavel. Nao importa que os EUA pos-Independencia tenha sido a maior experiencia em liberdade da historia, que comprovou que o Livre Mercado levou ao país que produzia os melhores produtos do mundo, aos menores preços, e pagavam os melhores salarios.

    Os de esquerda esquecem que para consumir, alguem deve produzir. Para que as coisas sejam acessiveis, devem ser baratas de produzir - ou seja, produção eficaz por meio da inovação. Se esquecem que as pessoas trabalham para produzir coisas que as pessoas demandam. Um emprego improdutivo suga a riqueza da economia.
  • mogisenio  05/07/2013 14:52
    Caro Vinicius e demais debatedores, (nem o "cilindro de ciro" convence)

    estou concordando com boa parte do que v. disse, Vinícius.

    De outro lado, também estou concordando com o que os demais debatedores argumentaram.

    Alguém logo dirá: so what? "Pule deste muro estúpido"! Resposta: Calma, chegarei lá.

    Percebe-se que não haverá uma forma de se chegar a um consenso. O debate aqui é muito importante porém, infrutífero.

    Se alguém defende o socialismo, então, necessariamente, não há como convencer os opositores. Simples assim. E a recíproca é verdadeira.

    Daí, uma explicação para o surgimento desta "terceira via", como mencionado no texto. Nem lá, nem cá. ( Estado capitalista de "bem estar social" - welfare state)
    Mas, defendê-lo, pelo visto, também gera conflito insolucionável.

    Em suma, o que é bom para "todos" só pode ser, necessariamente, oriundo da economia de livre mercado( ou algo do tipo). Ponto final. Ou concorde com isso ou , concorde com isso. Eis o que se predomina aqui.

    Caso contrário, pegue logo a "calculadora" ( que aliás, foi produzida via economia de mercado) e calcule quanto custa o Welfare State, assim:

    Welfare State / ZERO = IMPOSSÍVEL ou ERRO. Obs. Este denominador é o número dos favoráveis aqui neste sítio.

    Não se achará ninguém aqui que vai pagar por isso! Quem é que vai, pagar por isso?(Lobão)
    Frisa-se , este "zero" parece representar ,matematicamente, o número de adeptos que aqui se encontram ( exceto você, e agora eu).

    Então ficaria assim: WS / 2 = metade pra você e metade pra mim.
    Por óbvio, não temos condições de "pagar por isso".
    No, We can´t.

    Continuemos então.

    Essa terceira via, não veio do "ALÉM", ou veio? Em minha opinião, não, não veio.E provo o porquê desta minha opinião.

    Em algum momento da história, um grupo de seres humanos individuais, representantes ( legítimos ou não) exercendo determinados cargos ( legítimos ou não) chegaram a um consenso( razoável ou não) na tentativa de se evitar MAIS UMA GRANDE GUERRA ou de atender aos interesses de seu próprio "umbigo". Enfim, algo foi feito para um fim. Se obteve êxito ou não é outra coisa. In casu, NÃO.

    A questão pode então ser vista de uma forma mais simples.

    Logo ali, após aquela dita primeira grande guerra, um Tratado, o de de Versalhes ( este e vários outros "paralelos) foi " assinado" na tentativa de se evitar mais uma guerra.
    Nesse mesmo "momento" institui-se ( com ou sem calculadora!) uma "liga das nações" ( natimorta, por sinal) para "gerir" este "consenso".( que ainda não foi o de Washington!)

    Haja vista o momento histórico o fato foi consumado. ( com certeza ninguém aqui tem cacife para dizer que estava lá, ou mesmo, suponho, já era adulto e capaz naquela época)Ou tem? Se tem fale logo e nos explique o que v. "viu" com os próprios olhos!

    Superada o acontecimento histórico ( ou alguém vai nos dizer que não houve guerra?) registra-se que , historicamente, uma nova DIMENSÃO(2ª) de direitos HUMANOS passa a prevalecer, cumulativamente, a partir de então. Trata-se dos direitos sociais, culturais, econômicos, COLETIVOS, compreendendo a IGUALDADE, MATERIAL E REAL E NÃO APENAS FORMAL. Evidentemente,v.disse(vinicius) com outras palavras sobre a RESERVA DO POSSÍVEL, e do MÍNIMO EXISTENCIAL. ( Constituição do méxico, da alemanha ( weimar) , OIT etc.

    Se estes representantes estão certos ou errados, se calcularam ou não, hoje, não interessa mais! Ora, já aconteceu! E olha que muitos SERES HUMANOS INDIVIDUAIS , legítimos ou não, sabendo ou não calcular ( com tanta habilidade aqui demonstrada pelos debatedores), resolveram que este seria o melhor caminho. Porque? Sei lá. Alguns idiotas chegaram a esta conclusão. Perguntem para eles.

    Mises, por exemplo, soube calcular!. Ora, nesta época parece ter também trabalhado como conselheiro do GOVERNO( do governo!?) de seu país, como judeu, chegou a conclusão racional e correta de que deveria sair de lá, haja vista, a irracionalidade de outros povos( antes da 2 grande guerra). Ora, calculando-se ou não pode-se deduzir( e não afirmar taxativamente)que um determinado cálculo só funciona até um determinado momento, a partir do qual, não serve para mais nada. Ora, não adianta calcular e perguntar sobre "quem é que vai pagar por isso(lobão)se o sujeito já está morto. ( só se for o preco da cova)

    Talvez, o "quem é que vai pagar por isso?"(lobão) não sirva pra muita coisa, diante de uma guerra atômica! Ou serve?


    Ocorre que mesmo com tal DIMENSÃO - aquela de 1919( da terceira via) ainda assim, tivemos de aceitar( bem ou mal), pouco tempo depois, outra decisão de alguns seres humanos individuais( em grupo) que sabiam ou não calcular, ( por inúmeros interesses pessoais ou não), de que deveriam criar outra organização (ONU), para tratar de nova DIMENSÃO de direitos( A PAZ):

    "Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da humanidade e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum,

    Considerando essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo Estado de Direito, para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão,

    Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,


    Artigo XXV - Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle.

    Cabe a pergunta do lobão: quem é que vai pagar por isso? (Lobão)

    Resposta. Não, não somente eu e o Vinícius. Aliás, nem participamos disso? Porque deveriamos pagar "sozinhos" por isso?

    De qualquer forma, bem ou mal, em algum momento de nossa história ( com a racinalidade de Menger, Mises, Hayek, etc) ou sem ela, o "grupo dos representantes dos que "mandam" no planeta terra e podem pagar por isso, resolveram ( bem ou mal) assinar este documento precitado.


    Se por alguma racionalidade mais atual, alguém aqui concluir que não precisamos disso, isto é, que o "mundo" não precisa dizer que "toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família , SAÚDE E BEM-ESTAR,"(...) sem dizer, quem é que vai pagar por isso?(lobão), eu me coloco no conjunto contrário deste.
    Coloco-me sem calculos, sem revoltas e sem ofensas ( ad hominem)

    Com a minha racionalidade limitada, prefiro seguir protegendo a DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA.

    Saudações


  • Eduardo Maal  05/07/2013 15:46
    Hahaha. Você acha que o que é melhor pra economia é "questão de opinião", e então a solução é a terceira via, o meio-termo? Você ja parou pra pensar que talvez uma alternativa está certa? E que talvez a que está certa é a que realmente usa a lógica, e analiza as outras opções, e mostra onde estão erradas? E a que tem explicado todas as crises, e as tem previsto com antelação? Poxa, se é tudo questão de opinião, faremos a mais "bonitinha" então! Se dá no mesmo.
  • mogisenio  05/07/2013 16:19
    Eu?
    Ora caro Eduardo, eu apresentei aqui parte de documentos históricos, assinados por outras pessoas que chegaram a esta conclusão. Trata-se de fatos e não de opiniões.
    A minha opinião foi sim apostar na dignidade da pessoa humana, de acordo com o caminho ate então escolhido. E este caminho foi caro, muitíssimo caro.

    A racionalidade que você apresenta é lógica. O raciocínio parece correto.

    Eu também penso que "pagar por isso" não é coisa fácil.
    Também gostaria de viver num mundo do mérito. Sério. não se trata de ironia de minha parte. Pode crer.

    Todavia, mantendo a mesma clareza e sinceridade nos argumentos, acredito que essa racionalidade matemática e, por isso mesmo, correta, precisa, morre na matemática. não passa de um instrumento.

    Penso, e não afirmo taxativamente, que em matéria de relacionamento social a racionalidade SUPERA aquela usada pela matemática. Ainda que alguém possa achar estúpido tal conduta.

    Por alguma razão, não somos iguais. Por isso mesmo, para conviver com desiguais, precisamos encontrar uma forma ( não matemática, ou não apenas essa, em minha opinião) para encontrar algo que seja aceito, proporcional e razoável, e, sobretudo, implementável. Dai a igualdade possível. Nada de 2=2 ou de homem = mulher. ( estamos fartos que especulações e conversas ou mesmo leis que não são implementáveis, não é mesmo?) Trata-se daquela igualdade já amplamente discutida e reconhecida.

    Eis a questão.

    Saudacoes



  • Sérgio  05/07/2013 00:50
    Quem foi o vagabundo que falou pra você que moradia, alimentação, vestuário são "direitos fundamentais"? Moradia é algo que você constrói ou adquire. Ninguém tem a obrigaçao de te prover nada disso. Deixe de ser vagabundo e vai trabalhar para ter as coisas. O pagador de impostos não é obrigado a te prover tudo.
  • Juno  03/07/2013 16:28
    "Govern a country with upright integrity
    Deploy the military with surprise tactics
    Take the world with non-interference
    How do I know this is so?
    With the following:

    When there are many restrictions in the world
    The people become more impoverished
    When people have many sharp weapons
    The country becomes more chaotic
    When people have many clever tricks
    More strange things occur
    The more laws are posted
    The more robbers and thieves there are

    Therefore the sage says:
    I take unattached action, and the people transform themselves
    I prefer quiet, and the people right themselves
    I do not interfere, and the people enrich themselves
    I have no desires, and the people simplify themselves"

    Tao Te Ching, capítulo 57
  • Thiago Carvalho  03/07/2013 17:31
    E, de fato, nem é preciso fazer aqui uma explicação mais elaborada dessa tese para que se entenda por que tal afirmação é verdadeira. Todas as coisas que nos enfurecem em nosso dia a dia — utilizar os Correios, encontrar boas escolas públicas, trafegar nas ruas estatais congestionadas, utilizar a saúde pública, ir a uma repartição qualquer — são, em sua totalidade, operações governamentais. Já os setores da economia que estão, de um modo geral, livres de amarras governamentais — a indústria tecnológica, o comércio via internet e o setor de serviços (aqueles que não são pesadamente regulamentados pelo governo) — funcionam como deveriam.


    Todos os Estados, seja o brasileiro ou o canedense?
  • Gilberto  03/07/2013 17:39
    Certamente. Aliás, no Canadá, utilizar os hospitais certamente irrita mais do que utilizar os Correios.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=349
  • IRCR  04/07/2013 14:18
    Leandro

    Poderia dizer que o sistema americano de saude se assemelha as montadoras aqui no Brasil ?
  • Leandro  04/07/2013 14:27
    É um bom paralelo, viu?
  • mogisenio  04/07/2013 18:17
    Olá Eduardo Maal,
    eu li todo o comentário. Apenas direcionei o meu para o item 1 si seu. Tanto que eu selecionei fragmento do seu texto e o selecionei entre aspas.


    De qualquer forma, seguem abaixo novos decotes para a formulação desta nova resposta.

    (...)"como eu detalho no ponto 2. do meu argumento, que você parece não ter lido, o que será mais economico?

    Eis o item 2 de seu comentário:

    2. Quando você reprime um grupo, eles farão de tudo para te derrubar. Será mais barato criar um exército de repressão aos pobres? Especialmente considerando que um dia você pode fazer uma má decisão e acabar junto com eles? Ou será mais barato ajudar os poucos que realmente não conseguem sair do buraco?" (...)

    Proteção Ambiental, Saúde, Justiça, Infra-Estrutura, Transporte em Massa são produtos e serviços, assim como Cuidar dos Pobres.

    Repita-se, estes fragmentos de seu comentário não foram objeto de meu comentário anterior.

    Você parece partir do princípio de que um ser humano individual, pode "reprimir" um grupo de seres humanos individuais. E este grupo, conforme se extrai do seu texto seria o grupo dos "pobres". Assim, se você reprime "pobres" estes "farão de tudo para te derrubar".
    Derrubar de onde? O que são pobres? E o que é o contrário de pobre?
    Porque v. se dirige a um "ente" que "a priori", não é pobre e estaria sugerindo para que este "ente" não os reprima?

    Como se pretende provar que o mercado "livre" é verdade, então, necessariamente, não pode existir repressão, quer seja do "governo" ( coerção) de um "ente", qualquer quer seja o "indivíduo". Principalmente, contra um Grupo de indivíduos, aqui adjetivados como "pobres".

    Esta expressão qualitativa "pobre" foi , na minha opinião infeliz. Isto porque ela carrega significados múltiplos, ideologias diversas, afastando-se assim, do ser humano individual, dotado de racionalidade.

    De outro modo, somente há liberdade se, e somente se, não houver repressão.
    De outra forma, liberdade (L), ------->(~R) será verdade se "L" e "~R" forem verdadeiras. Ou ambas forem falsas, ou se a primeira apenas for falsa.


    Sendo verdadeira a primeira proposição, isto é, a liberdade, então o resultado "verdade" só é possível se a proposição, NÃO REPRESSÃO, for verdade.

    Ora, se alguém pode reprimir pobres, então necessariamente NÃO HÁ liberdade. Neste caso, teríamos "F" e "F", logo o resultado seria verdadeiro, isto é, não repressão=Falso e liberdade = falso, então será verdade.
    Assim, L-----~R = V se, L=falso e ~R= falso, necessariamente.


    Logo, se há livre iniciativa, então , necessariamente, não pode existir repressão(em momento algum e de qualquer forma) sob pena de propagar a falsidade.

    Nesse sentido, não propagar a falsidade talvez seja a melhor maneira de esclarecer, fazer compreender, elucidar, trazer a tona, enfim, alertar a todos o que " É " a "livre iniciativa".

  • Thiago  04/07/2013 20:51
    Eu não queria nascer deficiente físico nesse céu capitalista de vocês.
  • Rafael  04/07/2013 23:43
  • Pedro Ivo  05/07/2013 14:50
    Ninguém quer nascer ou ficar deficiente. Mas acontece de mesmo jeito.

    Meu corpo é um bem de capital: num certo sentido igual, noutros dessemelhante, a meu carro e minhas ferramentas. Deficiências são perdas de capital (as vezes factuais, as vezes potenciais). São empobrecimento. Ninguém quer passar por isto, óbvio. De modo que a questão não é essa, mas sim se queremos ser empobrecidos por uma agência monopolista e imoral que diz vai transferir esta renda aos necessitados para que eles não passem por este transtorno. Você sabe tão bem quanto qualquer um que isto é raciocínio contrafactual, pois nós não estamos vendo os pobres menos pobres, nem aos deficientes amparados.

    Entendeu, agora, nossa birra com o estado?
  • Tory  04/07/2013 23:45
    Porque no inferno estatista eles são muito bem tratados, né? Quando não são vítimas de aborto institucional o serão da eutanásia institucional.

    Vá pentear macacos.
  • Antonio Galdiano  05/07/2013 13:11
    Eu acho justa a reivindicação do Thiago. Se ele acha que é melhor viver sob a tutela de alguém e que a sociedade deveria bancar isso para o bem dela mesma, isso não me diz respeito. Se ele conseguir convencer um grupo de pessoas de fazer isso voluntariamente eu não tenho nada contra a idéia dele e inclusive acho que é um direito dele pensar da forma como bem entender.

    A coisa só muda de figura se, na busca do objetivo dele, ele passar a obrigar (diretamente ou através de organizações criminosas) pessoas que não concordam com a visão dele a patrociná-lo.

    Se ele vai se dar bem ou mal em um acordo voluntário desse tipo, é de responsabilidade individual dele. Sinceramente eu acho que ele vai se dar muito mal, mas eu não tenho nada com isso. A vida e propriedade dele é direito dele.
  • Thiago  05/07/2013 14:25
    Bom artigo, Rafael.
    Antonio, lembrei da história do Leviatã contra o Behemoth. Na qual o Estado (Leviatã) surge pra botar ordem no caos, guerra civil (Behemoth).
  • Eduardo Maal  05/07/2013 15:06
    OK, vamos começar do zero.


    1. De onde vem a riqueza? Bom, a riqueza é criada quando 2 pessoas fazem uma troca voluntária. Por exemplo, temos o João e o Zé. O João tem um pedaço de terra, onde ele pode produzir ou 1.000 laranjas ao ano, ou 1.000 uvas (ele tem um método bom de produzir laranjas). O Zé pode produzir em suas terras ou 200 laranjas, ou 1.500 uvas (ele se especializa em uvas). Se eles decidem não fazer troca, o João poderia produzir em metade de sua terra 500 laranjas e na outra metade 500 uvas. O Zé poderia produzir em metade de sua terra 100 laranjas, e na outra metade 750 uvas. Entretanto, se cada um se especializa no que faz melhor, e depois trocam metade da produção de um, pela metade da produção do outro, o João iria produzir 1.000 laranjas, ficando com as mesmas 500 que ele ia ficar anteriormente. Entretanto, como o Zé produziu 1.500 uvas, ele agora terá 750 uvas, ao invés de 500. O mesmo ocorre com o Zé, que ao invés de apenas 100 laranjas, agora receberá 500, e terá as mesmas 750 uvas. Então, por meio da troca, ambos ficaram mais ricos. E continuarão a ficar mais ricos quanto mais eficientes e mais inovadores sejam com seus métodos de produção.

    2. O Governo é capaz de muita coisa - porém, apenas coisas negativas. Pois o método do Governo é o roubo. E a mentira. No Governo, os incentivos estão invertidos. O Governo, quando faz uma iniciativa improdutiva, não se quebra como acontece com uma empresa, ele simplesmente manda mais recursos para cubrir o buraco. Ou seja, o que é improdutivo no Governo, cresce. O que é produtivo, diminui. Então para mim, pelo menos, que não sou novato no uso da lógica, não é surpreendente que os políticos roubam. Qual é a estratégia ganhadora de um político? É exatamente ignorar o que não é visto. O político aprova uma Lei de Salário Mínimo, e aperta a mão do indivíduo que passa a recebê-lo, por exemplo, o caixa na loja de comida do cinema, ou o frentista. Mas não aperta a mão dos outros, que perderam o emprego para que este indivíduo tivesse que receber um pouco mais. Ele não vai apertar a mão do empresário que agora decide não fazer um negócio, porque os encargos trabalhistas e os impostos são muito altos, e portanto vale mais a pena deixar o dinheiro rendendo no Banco. É o clássico caso da falácia da janela quebrada, junto com o inverso da história do empresário (que ao invés de dar um peixe ao pobre, lhe ensina a pescar). Tudo que o Governo faz é ineficaz, portanto cada emprego que o Governo cria, gera desemprego no setor produtivo. Cada tostão que o Governo ineficientemente gasta por um lado, é um tostão menos que o setor produtivo usaria do outro. Então o que é o Bolsa Família? Simplesmente é o Governo, gastando dinheiro - e gerando desemprego no setor produtivo - para que alguma pessoa pobre possa consumir mais. O que acontece quando o Governo faz uma expansão do crédito? Simplesmente está subsidiando crédito, e forçando os bancos a dar crédito para as pessoas (que contraem dívidas que apenas crescem), para que elas saiam e consumam bens que se depreciam (casas, carros, eletrodomésticos, etc.).

    Bom, acho que podemos deixar bem claro que o Governo não cria riqueza, apenas a destrói. E faz isso roubando o dinheiro das pessoas. Talvez você, voluntariamente, entrega 70% do seu poder aquisitivo ao Governo, mas eu não. Eu não assinei esse Contrato Social. Ninguém me perguntou o que eu achava. E nenhum candidato até agora oferece isso. Claro, como poderia oferecer? Você acha que a Dilma, ou que algum ministro, congressista, deputado, eles ficam no seu gabinete olhando para a parede, pensando "Como vou ajudar o Brasil hoje?" Claro que não. Eles têm lobistas nas suas portas o dia inteiro - bom, quando aparecem pelo escritório. Oferecendo qualquer quantidade de dinheiro, para que as Leis sejam passadas para favorecê-los. A estratégia ganhadora para o político é passar essas Leis, encontrar uma boa desculpa para explicar para a população porque essa Lei vai beneficiar a eles, e usar o dinheiro para se re-eleger. Ou você acha que é barato ser eleito? E quanto mais ignorante e despistada a população, mais fácil é enganá-los a acreditar que tudo que é feito é pelo seu próprio bem.

    Tudo que o Governo pode fazer, o Livre Mercado pode também. Tudo é produtos e serviços. Você acha importante ajudar aos pobres se educarem? A ter uma vida digna? A terem sua própria moradia? Eu também acho. Mas eu quero dar a eles o emprego, para que eles mesmo comprem sua moradia. Eu quero que eles o façam através da troca voluntária, não por meio de esmola. E como conseguiremos isso? Através de uma economia eficaz. Através de oportunidades. Mas se um político passa legislações que eliminam essas oportunidades de existir, como podemos ir adiante? Um emprego não é importante por ser um emprego. As pessoas devem trabalhar para produzir bens que outras pessoas demandam! Mas como comprar uma casa, pagando metade pro produtor da casa, e metade pro Governo? Como comprar comida, se metade vai para o produtor, e metade vai para o Governo? Para que eles roubem uma parte do dinheiro, e a outra usem de maneira ineficaz?

    Num Livre Mercado, por um lado, todo o dinheiro é usado de maneira produtiva. OK, não será perfeito. Mas pelo menos é tudo voluntário. Se eu compro um produto de você, é porque para mim o produto vale mais do que o preço que você está me cobrando. Se você me vende o produto, é porque para você o dinheiro é mais importante do que o produto. Ambos ganhamos. Mas se o transporte é monopolizado pelo Estado e seus amigos, eu não tenho alternativa senão usar esse produto oferecido por essa única empresa! Num Livre Mercado, se alguém está "abusando", haverá outro que abusará um pouco menos, para ganhar o mercado. O outro que abusará menos. Até que, por meio da concorrência, haverá alguém que chegue ao "preço justo", e a concorrência se torne de quem consegue ser mais eficaz. Você tem a opção de não comprar o produto de um, para comprar o do outro. E nessa opção como consumidor, você coloca seus valores. "Ah, eu compro produtos de tal fabricante, porque é feito aqui no Brasil, e emprega Brasileiros.", ou "Ah, eu compro produtos de tal fabricante, porque ele faz as coisas respeitando o meio ambiente. E pago um pouco mais caro por isso.", ou até "Por que ninguém cobra R$ 1 a mais por este produto, e doa isso para caridade? Eu acho que há mercado para isso, e vou fazer."

    Você entende que tudo que você quer fazer para ajudar as pessoas, não precisa de um Governo roubando seu dinheiro para fazer? E muito disso já é feito, é só uma questão de ver as campanhas de marketing de muitas empresas. De artistas. Você achas que a Malu Mader realmente está pouco se lixando para uns Índios? Talvez ela até está, mas ela também quer ganhar popularidade junto com a Juliana Paes por ser uma pessoa preocupada. Ela também quer promover a sua carreira. Quero ver a Juliana Paes se misturando com os índios, lá na oca deles. Quero ver eles abrirem mão do cachê. Mas isso não é ruim, é bom. As coisas boas também se podem atingir pelo Livre Mercado. Os consumidores votam todos os dias, por meio dos produtos que consomem. Para um político, você vota a cada 4 anos, para um pacote de medidas que muda pouco político a político, e você tem zero transparência do que eles realmente fazem. Olha tudo que está aparecendo no jornal.
  • mogisenio  05/07/2013 16:50
    Sua lógica menor parece irrefutável e corretíssima.

    Todavia, a sua lógica MAIOR, é falsa. Nesse sentido, é uma falácia.( com o devido respeito)

    Você NAO começou do zero.

    É fácil perceber que este território, por razoes diversas ( talvez, mercantilistas) deixou sua antropologia de lado e passou a conviver com algo que não foi igual a ZERO, a não ser que , por convenção ,assim estabeleça.

    Mas ai, já não estaríamos tratando de ZERO , matemático, com pretende-se

    E talvez, o nosso problema esteja exatamente ai, isto é, neste "zero inicial"

    Eis um questão que julgo importante trazer a baila , a fim de retirar o sofisma de seu silogismo.



    Saudadoes
  • Arthur C. K.  12/07/2013 13:58
    Excelentes conclusões, Eduardo Maal. Acredito que suas premissas estejam corretas, pois é verdade (como o ovo e a galhinha) que quem surgiu primeiro foram os indivíduos juntamente com a propriedade privada, só depois surge a draga estatal. Quanto a questão da pobreza, aventada nas questões anteriores, não teria como dar outra explicação, realmente nenhum dos lados sabe o que fazer com ela, tanto é que está aí nua e crua, nota-se a miserabilidade ao se andar pelas ruas. Não podemos reduzir nossa mente e aceitar que pobres está onde está por pura preguiça, pois nem todos tiveram as mesmas oportunidades. E também não podemos sustentar um sistema que garanta todos os direitos fundamentais a todos irrestritamente (só em sonho). Questão difícil... mas não devemos abaixar a cabeça e aceitar as condições como imposição, pois não somos formigas, onde cada um nasce com um propósito, ou seja, a sociedade no formigueiro é a que só poderia ser (instintivamente)! Somos seres racionais, não vivemos no instinto, escolhemos tudo, desde a roupa que vestimos à sociedade que queremos... Abs
  • GB  13/10/2014 01:16
    Muito bom esse artigo.

    Sempre pareceu-me que juntar o melhor do Capitalismo e do Socialismo seria o caminho óbvio a ser seguido, seríamos como uma sociedade retratada em algumas séries de ficção, como a Star Trek, por exemplo, lá não há pobreza mas não há busca pela riqueza, só pessoas lutando por algum bem comum, trabalhando e se aperfeiçoando para subirem nos postos oferecidos, mas depois desse artigo notei que essa idéia é coisa antiga, tem até nome e é difícil de implementar dada as características humanas.

  • Denis Gouveia  03/11/2014 12:31
    Me parece que hoje aqui no Brasil essa terceira via tem se tornado nada mais que uma eficiente propraganda politica usada para eleicoes, para se elegerem ao poder. O que realmente fazem sobre isso depois de chegar ao poder nao e nada mais que pura tentativa de obter consolidacao de ''salvadores da patria'' diante do povo (Vide a forma avantajadamente obscena do bolsa familia que e a distribuicao ineficiente, sem regras e parametros).
  • João Gabriel  29/04/2016 18:53
    Como profundo admirador do modelo nórdico e canadense, achei bem vago esse trecho:

    " [...] É interessante, no entanto, constatar que os soviéticos nunca foram capazes de gerar prosperidade por meio de sua ampla rede de proteção social. Isso, Amartya não explica."

    Será que é por que... não havia liberdade econômica?

  • Souza  29/04/2016 19:12
    O que tem a ver esse trecho que você selecionou sobre a URSS com Dinamarca, Suécia e Canadá? Não entendi

    Aliás, sobre o modelo nórdico:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2211
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2210
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2161
  • Joao Gabriel  29/04/2016 19:29
    Amartya era supostamente guru da terceira via, que ao meu ver está muito presente nesses países.

    Outra coisa, foi dito nesse artigo que os canadenses não recomendariam seu sistema de saúde para outros países, e que a medicina americana em outras palavras "é muito boa, ideal, e deve continuar assim, etc"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=349

    E eu gostaria de saber a opinião de vocês sobre o fato de despesas médicas serem o principal motivo de falências pessoais nos EUA

    Abraço.

  • Arcanjo  29/04/2016 19:42
    Explicado em detalhes aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1851

    E para entender por que uma medicina estatal, por mais rico que seja o país e por mais competentes e dedicados que sejam seus médicos e enfermeiros, não tem como funcionar bem no longo prazo, ver:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=923
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1824
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1866
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2016


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.