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Os dez princípios de uma sociedade livre

1. Direitos pertencem a indivíduos, e não a grupos.  Eles advêm de nossa natureza e não podem ser nem concedidos nem retirados pelo governo.

2.  Todas as associações entre indivíduos, bem como todas as transações econômicas que sejam voluntárias e pacíficas, devem ser totalmente permitidas.  O consentimento é a base de toda ordem social e econômica.

3. Toda propriedade adquirida de forma honesta e justa deve se tornar propriedade privada do indivíduo ou do grupo de indivíduos que a adquiriu.  Essa propriedade não pode ser arbitrariamente anulada pelos governos.

4. O governo não pode confiscar a riqueza privada de determinados indivíduos para redistribuí-la.  Tampouco pode conceder privilégios especiais a qualquer indivíduo ou grupo de indivíduos.

5. Indivíduos são inteiramente responsáveis por suas próprias ações. O governo não pode e nem deve nos proteger de nós mesmos.

6. O governo não pode reivindicar o monopólio sobre o dinheiro que as pessoas utilizam.  Mais ainda: o governo não deve jamais incorrer em práticas oficiais de falsificação (isto é, criação artificial) de dinheiro, alegando estar agindo em nome da "estabilidade macroeconômica".

7. Guerras de agressão, mesmo quando chamadas de 'preventivas', e mesmo quando se referem apenas a relações comerciais, são estritamente proibidas.

8. A 'nulificação pelo júri' — isto é, o direito de os membros de um júri julgar a lei e os fatos diferentemente do juiz — é um direito do povo e deve ser a norma dos tribunais.

9. Todas as formas de servidão involuntária são proibidas, não apenas a escravidão, mas também o serviço militar obrigatório, as associações forçadas entre indivíduos (como as quotas), e a distribuição de renda compulsória.

10. O governo deve obedecer às mesmas leis que ele espera que os cidadãos obedeçam. Logo, ele jamais deve utilizar a força para moldar comportamentos, para manipular interações sociais, para gerenciar a economia ou para dizer a outros governos como devem se comportar.


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SOBRE O AUTOR

Ron Paul
é médico e ex-congressista republicano do Texas. Foi candidato à presidente dos Estados Unidos em 1988 pelo partido libertário e candidato à nomeação para as eleições presidenciais de 2008 e 2012 pelo partido republicano.

É autor de diversos livros sobre a Escola Austríaca de economia e a filosofia política libertária como Mises e a Escola Austríaca: uma visão pessoal, Definindo a liberdade, O Fim do Fed – por que acabar com o Banco Central (2009), The Case for Gold (1982), The Revolution: A Manifesto (2008), Pillars of Prosperity (2008) e A Foreign Policy of Freedom (2007).

O doutor Paul foi um dos fundadores do Ludwig von Mises Institute, em 1982, e no ano de 2013 fundou o Ron Paul Institute for Peace and Prosperity e o The Ron Paul Channel.



Ué, se a Vale era essa barbada toda, então por que esse cara não está rico? As ações foram vendidas livremente na bolsa, o que significa que ele poderia comprá-las livremente. No mínimo, poderia formar uma sociedade com vários amigos, comprar as ações, e então ficar rico com sua valorização.

Por que não fez isso?

Dizer que a empresa se valorizou após a privatização e daí afirmar que ela foi vendida a preço de banana é impostura intelectual. Quem afirma isso não sabe como funciona mercado e nem conhece a diferença entre gerência estatal e privada. E tem também de explicar por que não enriqueceu, já que sabia perfeitamente que a empresa estava subvalorizada.

Aliás, o grupo liderado pelo Votorantim perdeu o leilão de privatização da Vale. Antônio Ermírio de Moraes perdeu a oportunidade do século de ficar podre de rico. Se era tão óbvio que a mineradora estava desvalorizada, por que cargas d'água o então homem mais rico do país não ofereceu mais pelas bananas?

Detalhes:

1) O governo detinha apenas 42% do capital votante. Ou seja, o que foi a leilão não foi a empresa inteira, mas apenas 42% do capital votante. A empresa inteira estava avaliada em aproximadamente US$ 8 bilhões, sendo que a fatia vendida valia US$3,34 bilhões.

2) O leilão se deu na bolsa de valores, a preço de mercado. Qualquer um poderia ter participado. Logo, o Armando está correto. Quem hoje esperneia que a venda foi barata tem a obrigação de explicar por que não participou da venda. Se a empresa estava "a preço de banana", então o sujeito tinha a certeza de que a empresa iria se valorizar enormemente no futuro. Por que não montaram um consórcio e compraram ações? Era dinheiro certo. Não fizeram isso por quê? Odeiam dinheiro?

3) À época, ninguém imaginava que haveria um súbito e intenso boom no preço global das commodities, o que elevou o preço do minério de ferro para a estratosfera e impulsionou fortemente o valor da Vale.

Portanto, quem diz que a Vale foi vendida a "preço de banana" revela, com toda a sinceridade, profunda ignorância econômica.
Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor),

Se a Petrobrás, a IMBEL, Eletrobrás(Furnas), Copel... são empresas eficientes, por que o governo usa o protecionismo para coibir concorrentes(até mesmo internacionais)? E mais, por que subsidiam essas empresas se elas são tão eficientes?

Em uma economia liberal, nunca vamos saber se aquela empresa é realmente de fato eficiente como você afirma. Para sabermos se ela realmente é eficaz deveríamos defender o mercado livre. Você está se baseando apenas em lucros que a empresa teve ao longo dos anos, mas lucros as custas do povo que paga impostos, porque o BNDES injetou dinheiro ao longo da era petista, e lucro em cima do entrave de novos concorrentes que o nosso governo pratica ao longo desses anos.

"Dê uma passeada pelos nossos corredores e veja se tu não vais te arrepiar. Conceição Tavares, Belluzzo, Aloísio Mercadante, Márcio Pochmann, duvido achar uma outra faculdade que ostente colossos tão imponentes no mundo acadêmico. Isso sem falar dos nossos ''filhos adotados'' como o Bresser, Celso Furtado, João Sayad, entre outros. Ah, aqui foi a casa do Plano Real, só para lembrar."

Sem comentários. Parece uma piada.

"Paliativo é ficar brincando de elevar as taxas de juros ou de sobrevalorizar o câmbio."

Nós nunca brincamos de elevar as taxas de juros, pelo contrário, acreditamos que os juros é redigido pelo mercado, e não em uma canetada como os economistas da UNICAMP(letras garrafais, por favor) defendem.
Sobrevaloriza o câmbio? De novo. Parece uma piada.
Pesquisa sobre Currency Board e depois conversamos.

"No setor agrícola para amenizar a inflação de alimentos, no setor energético(que é o principal culpado por essa inflação tão alta), isso sim são medidas concretas."

Inflação de alimentos é aumento de preço localizado, como foi o caso do feijão e do tomate. A melhor medida para combater a carestia gerada essencialmente pelo governo, é reduzir os impostos e LIBERAR O MERCADO PARA A ENTRADA DE CONCORRENTES. Com a burocracia estatal que é formada para obter uma reserva de mercado, garante que os empresários que estão sob proteção do governo, possa praticar qualquer preço sem qualquer tipo de concorrência que faria com que ele perdesse fatia do mercado por uma outra empresa que com medidas eficientes pudesse reduzir o preço dos alimentos.
Por mais que abaixasse o imposto, ele poderia praticar qualquer tipo de preço sem ser incomodado. E essa redução do imposto, esse mesmo empresário teria lucros maiores que poderia ter sob a reserva de mercado.

Setor energético culpado pela inflação? É isso que estão ensinando na UNICAMP(com letras garrafais, por favor)?

Bem que o Roberto Campos avisou: "O Brasil acaba com os economistas da Unicamp, ou eles acabam com o Brasil.
Bastaram cinco anos de assessoria direta de economistas da Unicamp à Presidente Dilma Rousseff, para a previsão de Roberto Campos se tornar realidade: expansão monetária, corporocracia, expansão das obras públicas, expansão dos cargos e salários públicos, intervenção estatal em toda a economia, corrupção e protecionismo comercial.
Provavelmente nenhuma economista fez tão mal ao Brasil quanto Maria da Conceição Tavares, mas além dela podemos destacar, em tempos recentes, o mais nocivo professor do país: Luiz Gonzaga Belluzzo.
Belluzzo nunca acerta qualquer previsão econômica, e é obcecado por gastos públicos. Como principal conselheiro econômico de Dilma Rousseff, convenceu-a a enterrar a bem sucedida matriz econômica "meta de inflação/câmbio flutuante/responsabilidade fiscal" por uma matriz heterodoxa "juros baixos, câmbio desvalorizado e aumento de gastos públicos". Foi, sem dúvida, um responsável direto pelo caos econômico que vivemos.
Agora, repetindo o que Lula falou há dois meses, Belluzzo tem a desfaçatez de dizer que a crise econômica é culpa de um suposto ajuste fiscal que Joaquim Levy estaria fazendo. Segundo Belluzzo, precisamos gastar mais ainda para sair da crise."
https://www.institutoliberal.org.br/blog/previsao-de-roberto-campos-e-o-ajuste-que-nunca-aconteceu/

"Quer dizer que a empresa desde 1953 é referência nacional, mas por causa de um governo ruim ela vira ''um grande cabide de empregos''? Aliás, esse tipo de problema acontece na esfera privada também."

Cabide de emprego na esfera privada? Você desconhece qualquer atividade empresarial para falar tal bobagem, nunca um empresário faria da sua empresa um cabide de emprego, ele opera com sistema de lucro e prejuízo, ele não pode se dar ao luxo de encher a empresa de empregados ineficientes.
Palavras de um empresário.

"Não, apenas defendo que as nossas empresas não fiquem vulneráveis à imperialistas que jogam sujo contra nós. "

Eles jogam tão sujo, que em países no ranking de abertura comercial, a população paga pelo melhores produtos pelo menor preço. Parece que a UNICAMP(com letras garrafais, por favor), está doutrinando os seus alunos a ter sentimentos nacionalistas que acaba prejudicando justamente quem eles querem proteger: a população.

Obrigado por vir até aqui e comprovar que Roberto Campos sempre esteve certo tanto da UNICAMP(com letras garrafais, por favor) quanto na petrossauro.

Abraço Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor)
Olá amigos, sou um estudante do ensino fundamental e eu tenho interesse em economia, tenho um irmão mais velho que acompanha o site e sempre me disse que esse era o melhor site para aprender sobre meu interesse. Portanto, gostaria de aprender mais sobre as questões abaixo:
Obs: Gostaria de respostas curtas para maximizar meu aprendizado de forma que eu não acumule muito conteúdo de primeira. Eu tenho um conhecimento prático e limitado sobre a economia, justamente pelos ensinamentos do meu irmão.
Vamos começar.

Questão 1) O que é inflação de demanda?

Questão 2) O que é demanda agregada?

Questão 3) Inflação é sempre decorrente de expansão de crédito?

Questão 4) O que é base monetária?

Questão 5) O que define a taxa de juros em um livre mercado?

Questão 6) Como é definido a taxa de juros atualmente no Brasil?

Questão 7) Aumento na taxa de juros é pelo "risco país"?

Questão 8) Como é determinado o câmbio?

Questão 9) Qual o melhor sistema de câmbio?

Questão 10) Li recentemente em um site que temos 19 montadoras no Brasil, não seria livre mercado(pelo menos no setor automotivo)? (Sei que temos monopólio de fabricante de peças)
Cade acusa Fiat, Ford e VW de monopólio em fabricação de peças

Questão 11) Temos candidatos a presidente que tem como um slogan sob a sua campanha "Abaixar os juros" por um decreto? Isso seria uma decisão ruim ou boa? Não há uma contradição pela questão 7? Dilma dizia que abaixaria os juros e acabou não ocorrendo, pelo contrário, ela aumentou? Por que seria diferente com esse candidato?

Questão 12) Por que abolir o CVM? Qualquer empresa poderia entrar na bolsa sem burocracia estatal, de modo que impulsionaremos nossa economia com as empresas estrangeiras que abririam capital na nossa bolsa? Seria uma medida que o micro-empresário poderia rivalizar com os mega-empresários?

Questão 13) Por que abolir a infraero?

Questão 14) Por que abolir ANVISA?

Questão 15) Qual o potencial do Brasil?

Questão 16) Nióbio ajudaria no nosso desenvolvimento?

Questão 17) Exportação x Importação? Qual o melhor? Por que balança comercial é importante para economistas?
Importação é produtos do estrangeiro que vieram ao Brasil para serem vendidos, mas até onde sei até chegar a loja esses produtos ainda não foram vendidos? Por que os ataques histéricos com essa balança se nem ao menos sabem se o produto foi vendido(até mesmo pelo preço pela taxa de importação)?

Questão 18) Na China existe o trabalho escravo? Encontrei essa matéria de chineses apanhando por mau desempenho no trabalho

Questão 19) Por que a China vai explodir economicamente? Todos dizem que vai ser a maior economia do mundo até 2050, vocês acreditam?

Questão 20) Pelo que obtive do meu irmão, a Índia está fazendo algumas reformas liberais, apesar de tímidas estão ajudando a economia a crescer? Índia não poderia passar a China com essas reformas?

Questão 21) Acumulação de capital x consumismo(explique seus conceitos e qual o mais importante em uma economia)?

Questão 22) O que gera recessão?

Questão 23) O que torna um país rico?

Questão 24) Existe algum limite de crescimento que um país possa se ter? Exemplo do Japão que é do território do MS(Mato Grosso do Sul) pudesse dobrar a sua economia?

Questão 25) Por que a Irlanda cresceu 26% em um ano? Milagre econômico ou livre mercado?

Questão 26) Por que os países de livre mercado são taxados de paraísos fiscais? Hong Kong, Cingapura, Panamá, Ilhas Cayman, Suíça, Luxemburgo e outros? Austrália e Nova Zelândia entrariam nesse conceito?

Questão 27) Por que o Brasil cresceu apenas 4% na média na década passada?

Questão 28) O renminbi poderá passar o dólar como a moeda de troca internacional?

Questão 29) Existe zona de livre comércio em Xangai?

Questão 30) Por que a China tem esse "poderoso" PIB? Como ela conseguiu o tal "milagre"?

Questão 31) Por que o estado mínimo não é necessário?

Questão 32) Forças Armadas estatal x Forças Armadas privada(Qual o melhor e por que)?

Questão 33) Por que a Africa é pobre?

Questão 34) Somália é anarcocapitalista?

Questão 35) Milton Friedman é importante nas matérias econômicas(o que podemos aprender com ele?)?

Questão 36) Mises foi o mais importante economista do século 20?

Questão 37) Keynes x Mises e Keynes x Milton Friedman(maiores diferenças entre eles)?

Questão 38) Keynes é comunista, socialista ou capitalista interventor?

Questão 39) O que causou a Grande Depressão?

Questão 40) Explique o conceito de ciclos econômicos?

Questão 41) Qual a contribuição da Escola Austríaca(EA) nas ciências econômicas?

Questão 42) Qual a posição da EA na colonização de planetas? Ouvi dizer que podemos praticar atividades econômicas nesses planetas com agricultura e mineração(depois da terraformação)?

Questão 43) Meio ambiente x livre mercado(Qual o papel do livre mercado na conservação do meio ambiente)?

Questão 44) Amazônia poderia se internacionalizada por não protegemos nosso patrimônio? Não é agressão internacional para com o nosso país? Estão atrás da preservação ou das riquezas que nós temos no território?

Questão 45) Zona franca de Manaus funciona(qual o papel dela na economia brasileira)?

Questão 46) Empregos se tornam obsoletos enquanto outros surgem, qual a visão dos leitores e dos autores sobre a mineração espacial, internet das coisas e viagem espacial?

Questão 47) Pobreza diminuindo com a expansão do capitalismo, até quando a pobreza absoluta poderá ser erradicada?

Questão 48) De acordo com a revista Veja, se toda a água do planeta fosse representada por 200 litros, 195 litros seria de água salgada. 5 litros seria de água doce, mas a maior parte da água doce está nas geleiras ou em depósitos subterrâneos de difícil acesso, a humanidade tem a sua disposição para consumo apenas o equivalente a 20 mililitros de água. Qual o papel da iniciativa privada nessa questão abordada? Existe o processo de dessalinização em alguns países, mas em mãos do estado. Pelo que eu pude estudar tem inventores que poderiam mudar radicalmente a forma dessa dessalinização tornando a água abundante. Por que o estado não deixa os empresários disponibilizarem essa água para a população?

Questão 49) Os que defendem o controle populacional tem como uma das formas de culparem o capitalismo por tal descontrole. Ma em um país capitalista essa questão é exatamente ao contrário. Por que esses mesmo defensores não defendem o capitalismo, já que se provou um "controle" populacional?

Questão 50) Culpam o capitalismo pela fome do mundo, mas em países capitalistas uma das doenças que mais matam é a obesidade. Não é uma contradição? São hipócritas ou aparentemente sem limites de burrice para denegrir o sistema capitalista?

Questão 51) Já leram o Livro Negro do Capitalismo? É realmente culpa do capitalismo ou ações governamentais que são os verdadeiros culpados? Se é culpa do capitalismo, como um dono de um restaurante em Ohio possa ser culpado pelas mortes no Iraque?

Abraços e em breve farei mais algumas perguntas.
"Concordo que a desigualdade econômica possa ser benéfica socialmente. Porém ainda há pessoas que nem 0,50 centavos tem para sobreviver"

Então a sua preocupação é com a pobreza absoluta e não com a pobreza relativa.

"e mesmo com as políticas assistencialistas do governo não os permitem colocar em condições de consumidores para que possam consumir os serviços ofertados e muitas vezes trabalha não da forma que gosta e sim porque precisa sobreviver."

Essa frase contradiz a primeira. Primeiro você disse que a pessoa não tem nem 1 centavo (0,50 centavo é menos que 1 centavo), e agora diz que ela trabalha naquilo que não gosta.

A pessoa trabalha e não tem nem 1 centavo? Caramba....

Qualquer catador de papel e malabarista de semáforo consegue tranquilamente uns 10 reais por dia.

"Levando em conta que as máquinas tomaram boa parte do trabalho humano"

Desde o século XVIII isso acontece. E novas e mais agradáveis formas de trabalho foram descobertas. E é isso o que continuará acontecendo.

Ou você tem a arrogância da achar que não há mais empregos a serem descobertos e que tudo o que poderia ser inventado já o foi?

"um meio de adaptação seria o "trabalho intelectual""

Não necessariamente. Há hoje vários trabalhos que não podem ser substituídos por máquinas e nem dependem de "trabalho intelectual". Esportes, por exemplo. Professor de ioga. Chef de cozinha. Operador de máquina.

"No entanto contamos com um governo que não oferece ensino público gratuito e outras estratégias para que possam lançar os menos favorecidos ao mercado de trabalho."

Ué, não sei de onde você está teclando, mas, aqui no Brasil, o que não falta é ensino público "gratuito". Do maternal à pós-graduação. E toda a grade curricular é controlada pelo governo. É uma bosta? É. Assim como tudo que o governo faz.

E as pessoas ainda querem mais governo?

"Como então poderia ser resolvida essa questão, preservando a desigualdade econômica mas que possam colocar todos em condições de consumo?"

Explicado no próprio artigo. Quanto maior a oferta de bens e serviços, menores serão os preços deles. Isso está acontecendo desde a década de 1970 nos países ricos. Os preços das coisas só caem. No Brasil isso também poderia acontecer,
mas o nosso governo não deixa.

Se a sua preocupação é com a pobreza absoluta, então você tem de defender medidas que aumentem a quantidade de bens e serviços oferecidos, de modo que os preços deles caiam a ponto de permitir que qualquer um tenha acesso a eles.
"será que o verdadeiro motivo de se combater a acumulação de riqueza (tirando a mera inveja) não seria pelo fato de conhecermos a velha cobiça e ganância que degenera o homem com excesso de poder?"

Deixe-me ver se entendi. Você está dizendo que para combater "a velha cobiça e ganância" temos de dar poderes a políticos e burocratas (que são os seres mais gananciosos e cobiçosos do planeta), os quais irão tomar o dinheiro dos outros e redistribuir este dinheiro entre si? É isso mesmo?

Faz muito sentido.

"O Estado Democrático não mínimo, para fazer frente ao poderio econômico, não seria o mal mínimo preventivo desta desconfiança da "singularidade" da acumulação dos recursos financeiro-econômicos?"

A empiria lhe refuta.

Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

Artigos para você sair desse auto-engano:

Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

Grandes empresas odeiam o livre mercado

Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

Monopólio e livre mercado - uma antítese

O mito do monopólio natural

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Vitor  11/05/2011 12:22
    O 10 é o mais importante. Acho que numa constituição libertário o artigo 10 seria o primeiro, lembrando eternamente a quem estivesse no poder que sua única função seria garantir esse princípio e os 9 que viriam a seguir.

  • Tiago RC  11/05/2011 12:23
    Nossa, veio do Ron Paul isso? O item 10 implica que o governo não pode existir basicamente.
  • He's Spartacus  11/05/2011 13:14
    Tomara.
  • Felipe André  12/05/2011 10:47
    Não entendi como o item 10 implica que o governo não pode existir. Poderias esclarecer melhor teu comentário?

    Grato.
  • mcmoraes  12/05/2011 12:55
    Felipe André, o que aconteceria num país em que "governo deve obedecer às mesmas leis que ele espera que os cidadãos obedeçam"? Vale a pena dar um olhada em Sou Soberano.
  • He's Spartacus  11/05/2011 13:13
    Ou....

    Existe um só direito humano básico, o de fazer, legitimamente, como quiser. Com isso surge um só dever humano básico, o de arcar com as conseqüências.
  • Carlos  11/05/2011 21:55
    Com relação ao item 9, o de não exitir serviço militar obrigatório, eu como ex-milico posso dizer que praticamente inexiste mais pessoas que são obrigadas a servir.
    No quartel que eu servi 100% do pessoal era voluntário, quem não quiz foi embora para casa.
    O próprio Exército já entendeu isso e não faz questão nenhuma de ter pessoas lá por obrigação.
    O dificil é depois que já passou alguns meses você querer sair!
  • Eduardo Bellani  09/11/2012 06:07
    Incorreto. Só não servi a força no NPOR pq um cara que tinha desistido mudou de idéia e ficou. Estava na reserva pra turma de 20, mesmo deixando claro inúmeras vezes que eu não queria estar ali.
  • Zeh  11/05/2011 23:31
    Só discordando um pouco do Carlos. Existe sim. Aqui em minha cidade mesmo, dos 100 que estão no serviço militar obrigatório, apenas algo em torno de 5 pediram para fazer, os outros 95 foram à base da arma na cabeça mesmo.
  • Norbs  12/05/2011 02:23
    Sobre o 1 'direitos advem de nossa natureza'...
    Como exatamente de nossa natureza? Vem do fato de sermos inteligentes?
    Então se em vinte milhões de anos um macaco evoluisse pra mesma inteligência dos humanos, teria o mesmo direito?
  • Felipe André  12/05/2011 10:44
    Exatamente. Animais não têm direitos pois não conseguem observar esses direitos.
  • Norbs  12/05/2011 11:54
    Obrigado
    Onde existe mais informações sobre esse assunto ?
  • mcmoraes  12/05/2011 12:12
    Na biblioteca do IMB: livro Ética da Liberdade, cap. 21.
  • André Luis  18/05/2011 11:49
    Xará, e como enquadramos as crianças que não conseguem compreender seus direitos? E os deficientes mentais e outros incapazes? Eles não tem direito pois não conseguem observar direitos, é isto o que tu estás dizendo?
  • augusto  12/05/2011 12:04
    Por que nao? Por outro lado... um macaco que pensa como homem, nao sera mais um macaco, ja sera uma outra especie. honestamente, isso eh falta de compreensao do basico da teoria da evolucao.
  • Norbs  13/05/2011 14:06
    Cara, não viaja, outra espécie ou não, o ponto nunca foi esse.O ponto era saber qual o critério.
  • Norbs  15/05/2011 06:29
    Por definição uma espécie nova só aparece quando os novos indivíduos, gerados por mutação ou recombinação dos genes não geram descendentes férteis com os antigos.Entre os primatas existem macacos que chegam a inteligência de uma criança de 3 anos, e aprendem a se comunicar com a linguagem de sinais dos surdos.E essa NÃO é uma espécie nova, visto que eles ainda geram descendentes férteis com os outros.
    www.youtube.com/watch?v=Pmuu8UEi2ko
    Conclusão: é você, meu caro, quem não sabe o básico sobre esse assunto.
  • augusto  18/05/2011 12:38
    Acho que voce nao entendeu nem o que eu escrevi, nem o que voce mesmo escreveu. Impossivel qualquer dialogo nessas condicoes.\r
    \r
    Recomendo a leitura dos livros "The ape that spoke" e "The human use of human beings".
  • Rodrigo Tagliavini  16/05/2011 00:07
    3. Toda propriedade adquirida de forma honesta e justa deve se tornar propriedade privada do indivíduo ou do grupo de indivíduos que a adquiriu. Essa propriedade não pode ser arbitrariamente anulada pelos governos.

    Bobagem!!! Bobagem das grandes, visto que no Brasil quem tem terras (muitas terras) não as adquiriu porque são honestas. O mesmo vale pros EUA. Não vou escrever mais porque não tenho saco pra aguentar falsos libertários.
  • Leandro  16/05/2011 00:40
    Caro Rodrigo, se as terras em questão não foram adquiridas de forma honesta -- isto é, se elas foram expropriadas de alguém que era o genuíno proprietário delas --, então elas realmente não pertencem ao atual "proprietário", devendo ser restituídas ao seu proprietário de direito.

    Não é possível que você não consiga interpretar corretamente um texto de linguagem tão simples e direta quanto este. Nem é preciso ter muito saco para conseguir tal façanha.

    Grande abraço.
  • Norbs  18/05/2011 12:26
    Acho que ele quiz dizer que as terras eram dos índios, que as capitanias hereditárias deram terras pra quem não merecia
  • void  18/05/2011 13:09
    Leitura indicada para quem acha que o "índios",um conceito de classe(algo completamente abstrato) pode ser considerado dono legítimo das terras do Brasil(especialmente os capítulos 8, 9 e 10): mises.org.br/Ebook.aspx?id=12

    Se ainda assim não for suficiente, podemos resolver isso num instante: é só encontrar os índios que eram os legítimos donos da terra, traçar sua genealogia, e devolver a terra para os indivíduos que são seus descendentes legítimos. Será que nosso amigo "libertário de verdade" é capaz de PROVAR o que defende desta forma?

    Olha que loucura, só pra constar: eu, como caipira, tenho ascendência indígena, portanto sou o dono do Brasil por herança. Caiam fora, brancos invasores!
  • Andre Luis  18/05/2011 13:22
    Os índios -- que eram nômades -- não eram proprietários de Selva Brasilis, pois não conheciam este conceito.

    Assim, a Coroa portuguesa se apropriou (modo originário de aquisição lícita das coisas sem dono - res nullius) das terras e, de algum modo (preciso pesquisar o modo como isto se deu, me parece alguma forma rudimentar de enfiteuse, mas dá para seguir com a explicação), as transferiu (ao menos o uso e gozo) a determinados nobres portugueses.

    Logo, a Coroa portuguesa, que se apropriou das terras e as utilizou para produzir (por si ou pelos senhores das Capinanias, conforme tenha ocorrido - pesquisarei), gerando riqueza.

    Quem é justo proprietário? O índio que calcinava a terra e ia embora, abandonando-a quando esgotava, ou o português, que lhe deu utilidade que permitiu a criação e acumulação de riqueza?

    Por isto que os portugas dominaram isto aqui alguns séculos; bem ou mal, eles permitiram a criação de riqueza a partir das terras, o que nunca tinha sido feito antes do lado de cá de Tordesilhas.
  • Fernando Chiocca  18/05/2011 13:36
  • Andre Luis  18/05/2011 14:07
    Obrigado, Fernando. Lerei com atenção e comento lá.
  • Leandro  18/05/2011 13:39
    Essa ironia de "Ah, então vamos devolver tudo aos índios!" parte de duas premissas falaciosas:

    1) Assume que os índios ocuparam cada centímetro quadrado do Brasil;

    2) Junto ao item 1, assume também que os índios "misturaram seu trabalho" a cada centímetro quadrado da terra que ocuparam -- sendo que, na imensa maioria dos casos, o único trabalho que ocorreu foi a construção de algumas ocas em áreas relativamente exíguas (o que lhes daria direito de propriedade apenas sobre essa área ocupada por essa construção específica).

    De resto, os índios apenas tomavam banho nos rios e ficavam correndo pela mata em busca de coisas. Isso não é de modo algum "misturar seu trabalho à terra".
  • Fernando Chiocca  18/05/2011 14:37
    É sim. Se alguém toma banho num rio todo dia estabelece, obiviamente, um elo objetivo com o local e tem direitos.
  • Norbs  18/05/2011 16:36
    Então eles eram os donos mesmo
  • void  18/05/2011 18:53
    Eles quem? Aponte-os.
  • augusto  18/05/2011 18:19
    Nao se esqueca do filosofo (Heráclito de Éfeso): ninguem se banha no mesmo rio duas vezes. ;-)
  • Norbs  18/05/2011 18:28
    Mas aí já é viajar demais, não sei o que esse cara quis dizer mas supondo que seja que tudo muda e o mesmo rio nunca é exatemente igual pra sempre, nunca é o mesmo pra sempre...
  • Leandro  18/05/2011 19:06
    Não faz sentido. O ato de meramente utilizar recursos não significa adquirir direitos sobre eles.

    Grosso modo, é como eu dizer que tenho direitos a uma determinada vaga na rua simplesemnte porque estaciono naquele mesmo espaço todo os dias. Ou, ainda mais especificamente, dizer que um trecho de rio é de um índio porque seus predecessores jogaram joguei lixo nele (via de regra, não há diferença entre tomar banho num rio e jogar um saco plástico nele -- ambos os atos configuram "despejamento de resíduos no rio").

    Se eu não trabalho a terra, não tenho direitos sobre ela. Meramente utilizar recursos não dá direitos sobre estes recursos. O elo objetivo é estabelecido quando determinado recurso é modificado por meio do trabalho, e não apenas por meio de seu consumo exauridor.
  • Getulio Malveira  18/05/2011 20:19
    Estou com o Leandro. \r
    \r
    Se não há propriedade privada entre os indios, não há propriedade de forma alguma. Se havia é possível indicar quem eram os proprietários. Tudo mais é divagação. \r
    \r
    Sobre o argumento de que o uso não-produtivo de alguma coisa implica na propriedade da coisa é completamente absurdo.. A propriedade privada implica ao menos o uso exlusivo de um bem, devidamente sinalizado socialmente: uma cerca, uma placa, um muro ou o conhecimento geral de que se trata de uma propriedae de uso exlusivo. Por outro lado, alguém pode ser proprietário de uma coisa e não fazer uso dela. Se é possível mostrar que o sujeito se apropriou originalmente da coisa ou a adquiriu por contrato, seu direito de proprietário não é menos certo, ainda que não tenha usado a coisa nem uma única vez. \r
    \r
  • Tiago RC  19/05/2011 04:48
    Hum, mas como você define "trabalhar"?

    Por que plantar num espaço seria trabalhar a terra, mas caçar nesse espaço não?
    Eu acho que as áreas que os índios usavam para caça e coleta lhes pertenciam sim, pois eles não eram nômades, não as abandonavam.

    E se você usa um espaço sem dono para estacionar seu carro diariamente, você se apropria desse espaço sim, por que não?
  • augusto  19/05/2011 09:40
    Nao existe "espaco sem dono" no Brasil. O que nao eh propriedade privada, eh propriedade publica. O dono eh o Estado (voce pode questionar se eh correto o Estado possuir qualquer coisa, mas o fato eh que o Estado tem armas para proteger o que considera seu).
  • Getulio Malveira  19/05/2011 11:27
    Augusto,

    "Propriedade pública" é uma contradição em termos. Propriedade é sempre propriedade de um indivíduo humano, porque toda propriedade decorre da propriedade fundamental que é o corpo. Mas antes que você objete que grupos de indivíduos, como empresas, podem possuir coisas, é muito óbvio que a propriedade de uma empresa é divisível entre os seus donos, o que no fim equivale a dizer que são eles os proprietarios e não uma abstração jurídica. O Estado é uma abstração jurídica, ele não pode agir por si mesmo e, portanto, não pode possuir nada.

    Respondendo também ao Thiago, embora creio que ele tenha perguntado ao Leandro: encontre um índio que cace em uma área ordinariamente em uma área (elo objetivo), que tenha reivindicado a posse exclusiva sobre ela e que esteja disposto a exercer os direitos de proprietário e você poderá dizer que ele é proprietário dessa área. Nenhuma dessas condições é suficiente em si para fundar a propriedade. Os representantes Estado bem podem ter "animus domini" (disposição de exercer os direitos de propriedade), e tenham reivindicado a mesma, mas não possuem elo objetivo com a coisa. Um índio bem pode ter desenvolvido um elo objetivo com uma coisa (a coisa deve ser mensurável é claro, não pode ser a floresta amazônica ou o território brasileiro, que são puras abstrações), mas se não reivindicou a propriedade não será proprietario. E assim por diante.
  • augusto  19/05/2011 11:57
    Getulio,\r
    \r
    Na teoria, eu concordo plenamente contigo. Na pratica, sei que se eu estacionar numa rua qualquer e nao pagar a taxa de estacionamento administrada pelo municipio, serei multado.\r
    \r
    O Estado pode ser uma abstracao. As multas e as prisoes sao bem reais.
  • Getulio Malveira  19/05/2011 18:45
    hehehe, pois claro. Ao dizer que o Estado não existe, não nego a existência da organização ou organizações que adotam esse nome e que são muito perigosas, aliás. Quero apenas ressaltar que não reconheço nenhum sentido nas teorias do Estado, principalmente quanto a "personalidade jurídica" dele.
  • Norbs  19/05/2011 12:08
    E quem foi que disse que eles não reinvidicaram? Eles tentaram expulsar os portugueses, mas não conseguiram.google: confederação dos tamoios
  • André Luis  19/05/2011 13:38
    Norbs, na época a "conquista" (por meio de guerra, p.ex.) era um modo originário de aquisição de propriedade, com aprovação papal, sendo que o Papado era o grande órgão mediador em questões de posse de novas terras.

    Se a Confederação dos Tamoios perdeu a guerra, perdeu junto a propriedade das terras: espólio de guerra de conquista.

    No relato do Hans Staaden, o mais completo da época, fica bem claro que de propriedade nos índios não entendiam patavida; este era um conceito totalmente estranho a eles.

    Melhor que o google: Guia politicamente incorreto da história do Brasil, no Narloch. Vocês já devem conhecer.

    A título de curiosidade, quem já lidou com populações indígenas sabe bem que estes índios que hoje estão espalhados pelo litoral do Sul e Sudeste são quase que em sua totalidade imigrantes do interior (inclusive de Paraguai e Argentina, que os digam o pessoal de SC e do litoral sul de SP), sendo que alguns falam apenas espanhol, como alguns que se instalaram na Juréia/SP (mas a Funai e o Instituto Florestal os defende bravamente em língua portuguesa).

    Abs
  • Norbs  19/05/2011 13:59
    Ok, pelo que eu entendi, só é do índio se ele tiver noção do direito de propriedade, certo?
    Então se uma multinacional qualquer descobre algo importante que só existe no dna dos índios, eles não tem direito nenhum sobre isso, porque o corpo dele não 'é dele' de verdade, já que ele não tem noção do direito de propriedade
  • Fernando Chiocca  19/05/2011 14:04
    Não Norbs. Nada a ver.
    Todos possuem um direito inalienável sobre o próprio corpo.
    E os índios tem noção do direito de propriedade: www.mises.org.br/Article.aspx?id=81
    Todo ser humano, já com poucos anos de vida, já tem essa noção.
  • Norbs  19/05/2011 14:21
    Bingo! Eles usavam a terra, tinham noção do direito de propriedade e tentaram expulsar os portugueses, então a terra era deles!
    Obs: vou ignorar esse negócio de mediação do papa porque como agnóstico eu não acredito nele.
  • Andre Luis  19/05/2011 15:50
    E eu ateu ortodoxo... Mas na idade média isto não era uma opção. Estaríamos na fogueira meu chapa. Agora, que o papa aprovava é fato, vide todos os tratados que os donos do novo mundo (portugal/Espanha) celebraram, todos ratificados sob a Santa Sé.

    Os tamoios tentaram expulsar os portugueses, ok. Lembra por que?

    Os Tamoios foram utilizados como bodes expiatórios pelos franceses, que queriam proteger a incipiente industria e comércio de extração de madeira e coisas mais para as Oropa.

    Os índios, aqueles de antigamente (os de hoje tem Hilux e estupram, lembram?), até poderiam ter alguma ideia rudimentar do conceito de propriedade. Mas apenas em relação aos utensílios pessoais e ao produto da caça/guerra, pessoas incluídas (que eles consideravam os inimigos capturados um "moquém" sendo temperado, ou algo assim).

    As guerras indígenas sequer eram por territórios, eram apenas lutas tradicionais. Aconteciam porque era assim, sempre foi assim, sempre será (eles achavam...) assim. Era, antropologicamentem, um luta por honra.
  • Norbs  19/05/2011 16:31
    Mas, se eles tem a posse do próprio corpo, mesmo sem ter noção de propriedade dele, porque eles também não teriam a posse da terra, mesmo sem ter noção de propriedade dela?
  • augusto  19/05/2011 14:22
    Pergunta confusa. Que especie de "direito" uma multinacional teria sobre alguma propriedade do DNA de alguem?
  • Norbs  19/05/2011 14:34
    Foi uma pergunta retórica.
  • Deilton  09/11/2012 07:21
    "Se eu não trabalho a terra, não tenho direitos sobre ela."

    Não entendi essa parte. Isso legitima nossa constituição que diz que a propriedade tem que atender a uma função social. Esse é o argumento utilizado pelo MST para invadir fazendas.
  • Luis Almeida  09/11/2012 07:28
    Não, você confundiu o significado de "trabalhar" a terra. Trabalhar a terra não significa plantar nela ou removê-la diariamente. "Trabalhar" a terra significa que, se há um terreno sem nenhum proprietário, tal terreno só passa a ser seu se você se fizer alguma coisa nele (pode ser desde plantar uma árvore a construir uma casa). Se você apenas ficar em pé no terreno e falar "Cheguei primeiro, é tudo meu!", sua reivindicação é inválida. Você precisa ter misturado seu trabalho à terra para poder reivindicá-la.

    Esta é a teoria da apropriação original, já explicada inúmeras vezes neste site.
  • Getulio Malveira  19/05/2011 18:40
    Percebo que há uma certa confusão aqui porque não estamos falando de indivíduos mas de abstrações: "índios", "portugues", "capitanias", "Brasil", "Papado". É por isso que reafirmo que o individualismo metodológico é inseparável da E. A. e da posição libertária. \r
    \r
    Norbs,\r
    \r
    Por princípio é sem sentido falar que os "índios" eram donos do "Brasil", porque "índios" não é um índivíduo e "Brasil" não é uma coisa. \r
    \r
    Agora, se você esta perguntando se é possível que algum índio em particular tenha se apropriado originalmente de alguma porção determinada de terra, independente do uso que ele fazia dela, é claro que isso é possível. Mas para isso as condições são puramente objetivas:\r
    \r
    1. Que o proprietário seja um indivíduo humano;\r
    \r
    2. Que a propriedade em questão seja uma coisa específica (não uma abstração como "Brasil", "terras brasileira", "floresta amazônica", etc;\r
    \r
    3. Que haja um elo objetivo entre o indivíduo e a propriedade;\r
    \r
    4. Que o indivíduo haja como proprietário privado, ou seja, exerça os direitos de propriedade, como o direito de defesa, ou esteja disposto a usar;\r
    \r
    5. Que o elo objetivo e o "animus domini" possam ser comunicados a outros humanos por meio de qualquer sinal inequívoco.\r
    \r
    Se bem compreendida a condição 4, a condição 5 é meramente retundante. As condições 1 e 2 tem que ser reconhecidas antes mesmo de se colocar o problema, senão acabamos afirmando coisas sem sentidol. \r
    \r
    Espero ter ajudado. \r
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  • augusto  19/05/2011 19:40
    Por princípio é sem sentido falar que os "índios" eram donos do "Brasil", porque "índios" não é um índivíduo e "Brasil" não é uma coisa. \r
    \r
    Agora, se você esta perguntando se é possível que algum índio em particular tenha se apropriado originalmente de alguma porção determinada de terra, independente do uso que ele fazia dela, é claro que isso é possível. Mas para isso as condições são puramente objetivas: \r
    \r
    1. Que o proprietário seja um indivíduo humano; \r
    \r
    Nao sei nao... Uma tribo especifica, vivendo junta, poderia sim ser considerada como uma entidade com "personalidade juridica" propria (na falta de um termo melhor). Da mesma forma que o sao empresas com acionarios (quem eh "o dono" da empresa? todos os acionistas. quem eh "o dono" das terras? todos os indios que dela extraem sua subsistencia) ou para pegar um exemplo mais coletivista, um kibbutz israelense.\r
    \r
    2. Que a propriedade em questão seja uma coisa específica (não uma abstração como "Brasil", "terras brasileira", "floresta amazônica", etc;\r
    \r
    Claro, falar de "Brasil" seria absurdo naquela epoca. Mas por outro lado, eu me arriscaria com confianca a dizer que as tribos conheciam os limites de seus territorios - de um rio ate uma praia, ou num vale, ou "onde crescem as palmeiras", ou algo do genero. E provavelmente se mantinham dentro dessas areas.\r
    \r
    3. Que haja um elo objetivo entre o indivíduo e a propriedade;\r
    \r
    Retirar a subsistencia nao seria um elo objetivo? Sabe-se que as tribos "brasileiras" eram predominantemente nomades/extrativistas. Mas uma tribo do Sul nao ia "nomadeando" ate o Norte para nunca mais voltar. Embora o conhecimento que eles tinham de agricultura fosse pouco, eles sabiam que se deixassem a terra parada, as plantas voltariam a crescer e dar frutos. Parece-me um pouco como um homem que tem uma casa de veraneio que so eh usada a cada 3 ou 4 anos quando as ferias de todos os membros da familia coincidem. O homem nao deixa de ser proprietario da casa so porque a usa raramente (mas de forma razoavelmente regular e previsivel)\r
    \r
    4. Que o indivíduo haja como proprietário privado, ou seja, exerça os direitos de propriedade, como o direito de defesa, ou esteja disposto a usar; \r
    \r
    Os indios tinham armas (tacapes, arcos, flechas, facas de pedra lascada, etc.). Tinham rituais de guerra. Tinham modalidades de combate corporal. Alguns tinham o costume da antropofagia. Eu acho bastante razoavel supor que pelo menos parte disso fosse ligado a defesa da propriedade - que poderia ser identificada como um bem comum da tribo, em vez de um bem particular individual.\r
    \r
    Poderiamos verificar tambem se nas linguas indigenas, as denominacoes geograficas dessem alguma indicacao de propriedade. "Terra dos Tupinambas", "Cantinho dos Guaranis" ou qualquer coisa que o valha.\r
    \r
    O que eu posso dizer eh que pelo menos na Lingua Brasilica (Nheengatu) existem adjetivos possessivos (meu, seu, teu, etc.).\r
    \r
    5. Que o elo objetivo e o "animus domini" possam ser comunicados a outros humanos por meio de qualquer sinal inequívoco.\r
    \r
    Bem, quanto a esse item realmente eu nao sei o que dizer :-)
  • Getulio Malveira  19/05/2011 20:12
    "Nao sei nao... Uma tribo especifica, vivendo junta, poderia sim ser considerada como uma entidade com "personalidade juridica" propria (na falta de um termo melhor). Da mesma forma que o sao empresas com acionarios (quem eh "o dono" da empresa? todos os acionistas. quem eh "o dono" das terras? todos os indios que dela extraem sua subsistencia) ou para pegar um exemplo mais coletivista, um kibbutz israelense."\r
    \r
    Essa é uma excelente colocação, Augusto, porque a resposta à ela prova, por tabela, que o Estado não pode ser proprietário de coisa alguma, por mais que ele se arvore em proprietário de quase tudo. Suas outras objeções também decorrem dela, porque você está admitindo que uma coisa tão abstrata quanto uma "tribo" possa ser proprietária de terrs.\r
    \r
    Quando digo que todos os acionistas de uma empresa são proprietários dela, o que estou dizendo na verdade é que cada acionista é proprietário de uma fração da empresa, porque entregou parte de sua riqueza para formar a riqueza da empresa e tem direito à exata proporção dessa riqueza quando a empresa for liquidada. \r
    \r
    Mas qual o sentido em dizer que uma tribo é proprietária de uma dada extensão de terra? Duas hipóteses: os indivíduos trabalham essa terra (o extrativismo é obviamente um trabalho) e são proprietários da exata quantidade de terra em que trabalham, e a propriedade da tribo é a soma das propriedades individuais; ou, mesmo trabalhando na terra, os indivíduos não buscam se apropriar dela mas concebem, por alguma razão, que as terras não pertencem a ninguém - caso em que inexiste propriedade sobre a terra e as terras permanecem sem dono. \r
    \r
    Acrescento uma coisa: terra, árvore, rio, oca, arco são bens diferentes. É muito plausível que certas sociedades humanas, embora obviamente o fato objetivo da propriedade seja conhecido de todos os seres humanos, não concebam que todos os bens sejam plausíveis de apropriação e por isso não busquem se apropriar desses bens. Acredito que seja esse o caso dos indígenas ou da maior parte deles. \r
    \r
    Creio que o restante das objeções decorrem desta. Não sei se consegui lhe convencer. Parece que os libertários estão meio divididos quando a questão do individualismo X coletivismo. \r
    \r
    \r
  • anônimo  22/05/2011 07:12
    'Poderiamos verificar tambem se nas linguas indigenas, as denominacoes geograficas dessem alguma indicacao de propriedade. "Terra dos Tupinambas", "Cantinho dos Guaranis" ou qualquer coisa que o valha. '

    confederação dos tamoios...tamoio = primeiro do lugar
  • Rhyan Fortuna  21/05/2011 18:15
    Não entendi o que há de libertário no princípio nº8.
  • Artur Fernando  09/11/2012 05:24
    Ser julgado por seus pares, pelos valores comuns em detrimento de arremedos legislativos complexos, desproporcionais, desarrazoados e inadequados à condição do indivíduo... Quantas leis não parecem (e são) injustas aos olhos do leigo? Por exemplo, um comerciante ser julgado por se negar a fechar um estabelecimento que não atende às diretrizes legais para seu funcionamento, quando atendê-las inviabilizaria seu negócio.... Ninguém gosta de ver as autoridades prejudicando o ganha pão do zé das couves... sem um juri é batata que o magistrado aplicará a lei... pela supremacia do interesse público, seja lá o que isso signifique.
  • Rhyan  09/11/2012 05:38
    Faz sentido.
  • Andre Poffo  21/05/2011 20:58
    "Suécia é quase socialista"

    Socialismo com direitos de propriedade? Hum..
  • Eduardo Rodrigues, Rio  03/10/2011 02:23
    Discurso em defesa dos direitos individuais e liberdade mostrando qual o verdadeiro caminho para uma sociedade livre e virtuosa.
    www.youtube.com/watch?v=mMauYPmFfeo
  • Angelo T.  07/01/2012 16:48
    Previsões feitas em 2002 por Ron Paul.\r
    \r
  • Petrus  11/08/2014 11:33
    1 e 8 são incompatíveis entre si.
  • Pedro  11/08/2014 12:06
    Por quê, cidadão?

    Se eu tenho direitos negativos -- ninguém pode me matar, ninguém pode roubar a propriedade que adquiri honestamente, e ninguém pode me tirar minhas liberdades (e eu também não devo interferir na liberdade alheia) --, por que não pode existir a nulificação pelo júri?

    Eu, hein...
  • Tory  11/08/2014 13:53
    O sujeito confundiu direitos com julgamento de fatos. Ou é daqueles que confunde libertarianismo com libertinaginismo.


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