Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços
por , terça-feira, 10 de maio de 2011

versão para impressão


swiss2.jpgQuando se trata da Segunda Guerra Mundial, a maioria das pessoas tende a pensar apenas em dois lados: o Eixo e os Aliados.  Em termos modernos, foi um conflito de civilizações, por assim dizer, em que os defensores do bem e do mal lutarem até a morte.  É claro que a realidade nunca é tão simples, como diria qualquer individualista.

A "grande história" é conhecida de todos.  Porém, poucos sabem do papel da Suíça durante o conflito.  Aquele pequeno país teve êxito em preservar sua tradicional liberdade até mesmo quando Hitler estava prestes a ganhar a guerra e estabelecer uma Nova Ordem Mundial.  Os cidadãos suíços sempre estiveram unidos em oposição à ditadura nazista.  Da mesma forma, eles jamais assinaram qualquer tipo de pacto ou aliança com a Grã-Bretanha, os EUA e a União Soviética.  Eles mantiveram a política de 'neutralidade armada', e a dissuasão era sua mais poderosa arma — para não mencionar as armas que todo cidadão possuía privadamente, as quais eram uma grande ameaça para qualquer exército invasor, fosse ele alemão, soviético ou qualquer outro.

Recentemente, conversei sobre o comportamento da Suíça durante a Segunda Guerra Mundial — e tentei aprender algo útil para o nosso futuro — com Stephen P. Halbrook, autor do livro Target Switzerland — Swiss Armed Neutrality in World War II (Alvo: Suíça — A Neutralidade Armada Suíça na Segunda Guerra Mundial). 

O senhor Halbrook é também autor de vários livros e artigos sobre o direito de ter e portar armas: dentre eles, o famoso That Every Man Be Armed — The Evolution of a Constitutional Right.

STAGNARO: Muitas pessoas acreditam que a Suíça foi bastante "colaboracionista" com a Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.  Seu livro, entretanto, mostra que as coisas na verdade foram bem diferentes.  Como poderiam os suíços defender sua independência sem fazer concessões ao regime de Hitler?

HALBROOK: Cada homem na Suíça possuía um rifle em sua casa.  Participar de caçadas e praticar tiro ao alvo era o esporte nacional.  Dê uma olhada no mapa e você verá a pequena e democrática Suíça cercada por forças do Eixo que se estendiam por toda a Europa, indo do Norte da África até a Rússia.  Essa nação de pessoas armadas, situada nos Alpes, conseguiu se manter neutra e dissuadir uma invasão nazista.

Winston Churchill, o líder inglês desse período de guerra, escreveu que os Aliados estavam empenhados em conquistar a Alemanha em 1944: "De todos os países neutros, a Suíça possui o direito à maior das honrarias... O país tem sido um estado democrático, sempre em prol da liberdade e praticando sua autodefesa entre suas montanhas.  E em pensamento, não obstante sua raça, predominantemente ao nosso lado."

Em contraste, no ano anterior, Adolf Hitler havia declarado que "todo o entulho representado pelas pequenas nações que ainda existem na Europa deve ser liquidado o mais rápido possível", e que, se necessário, ele passaria a ser conhecido como o "Açougueiro da Suíça".

Porém Hitler sabia que os suíços eram cidadãos amplamente portadores de armas, e que por isso muitos nazistas seriam massacrados no processo.  Residindo em Berna, o espião americano Allen Dulles, chefe do Office of Strategic Services (OSS, agência de inteligência do governo dos EUA, predecessora da CIA, estabelecida durante a Segunda Guerra Mundial), explicou que "No auge de sua mobilização, a Suíça possuía 850.000 homens fortemente armados prontos para a guerra ou apenas esperando em reserva, um quinto da população total..... Que a Suíça não tenha tido de lutar foi graças à sua disposição a resistir e ao seu amplo investimento em homens e equipamentos para sua própria defesa.  O custo para a Alemanha de uma invasão à Suíça certamente teria sido extremamente alto."

Incidentalmente, alguns italianos sectários, partidários dos Aliados, frequentemente cruzavam a fronteira norte da Itália até Ticino, o cantão suíço onde se fala italiano, para combinar com a OSS entregas aéreas de suprimentos e de equipamentos de ajuda para suas tropas localizadas nas montanhas.

STAGNARO: Os generais alemães estudaram vários planos de invasão à Suíça.  Todos eles se mostravam extremamente preocupados com a força do exército suíço, bem como com a capacidade dos suíços em fazê-los pagar um preço muito alto por essa invasão.  Vamos exercitar um pouco a imaginação: caso os alemães realmente tivessem tentado invadir a Suíça, qual seria o provável destino deles?

HALBROOK: Quando Hitler chegou ao poder em 1933, a propaganda nazista retratava a Suíça como um dos vários países a serem anexados como parte da "Grande Alemanha".  Ao contrário dos outros países neutros da Europa, que haviam gastado muito dinheiro com seu estado assistencialista, os suíços imediatamente começaram a se preparar militarmente para repelir um eventual ataque alemão.  Em 1940, a Suíça era uma potencial rota de invasão para o sul da França, ao passo que a Bélgica e a Holanda eram as rotas de invasão para o norte da França.  Os alemães evitaram a Suíça, onde todos os homens estavam armados e o espírito de resistência era predominante.  

Logo após a queda da França, as forças alemãs arquitetaram vários novos planos de invasão à Suíça — os nazistas ocupariam as áreas suíças que falavam alemão e francês, e a Itália fascista ocuparia a área que falava italiano.  Esses planos reconheciam que os suíços eram atiradores exímios e, exatamente por isso, recomendavam a utilização de forças consideráveis e numerosas para o ataque.  Embora Hitler odiasse a Suíça — que ele dizia ser uma "pústula" na face da Europa — por ela ter se recusado a aderir à Nova Ordem, ele teve sua atenção desviada para a Batalha da Grã-Bretanha (batalha aérea entre a força aérea britânica e a alemã nos céus da Inglaterra) e depois para a Operação Barbarossa, a batalha com a União Soviética em 1941.

Entretanto, apenas alguns dias antes do ataque à Rússia, Hitler e Mussolini se encontraram no Passo do Brennero.  De acordo com os registros, "O Führer caracterizou a Suíça como a entidade nacional mais desprezível da Europa, formada por pessoas ignóbeis.  Os suíços eram os inimigos mortais da nova Alemanha".  Já o Duce disse que a Suíça era "um anacronismo".  Planos de ataque contra a Suíça continuaram a ser concebidos.

Quando o governo fascista entrou em colapso e a parte sul da Itália começou a ser libertada, a Alemanha prontamente ocupou o norte da Itália — o que aumentou enormemente o risco para a Suíça.  A Alemanha queria utilizar as rotas que passavam pelos Alpes suíços para poder enviar soldados e armas, e os suíços se recusaram a cooperar.  Porém, a Suíça forneceu abrigo e proteção para dissidentes e refugiados italianos.

Uma invasão nazista à Suíça durante qualquer um dos períodos acima acarretaria no seguinte: as forças suíças situadas na fronteira teriam lutado até a morte, mas seriam eliminadas.  Entretanto, as pontes e estradas da região estavam carregadas de explosivos e seriam destruídas, o mesmo acontecendo com os túneis Gotthard e Simplon, situados nas rotas alpinas para a Itália.

As forças suíças estavam concentradas em um Réduit localizado nos Alpes.  Os Panzers e toda a Luftwaffe não podiam operar nessas montanhas íngremes, o que significa que a invasão teria de ser por terra.  Nesse caso, toda a infantaria da Wehrmacht teria sido submetida a um impiedoso fogo cerrado disparado por artilharias suíças escondidas nas montanhas.  Seria suicídio.  As forças suíças poderiam resistir interminavelmente nos Alpes.

Qualquer ocupação alemã de partes da Suíça custaria muito sangue.  Ao contrário dos outros países que a Alemanha já havia ocupado (mais notavelmente a França), cada cidadão suíço possuía um rifle em sua casa.  O governo e o exército suíço decretaram que nenhuma rendição deveria ocorrer, e que qualquer relato de rendição deveria ser considerado propaganda do inimigo.  Os suíços seriam capazes de fazer uma guerra de autodefesa sem precedentes na história europeia.  Embora muitos suíços fossem morrer, os invasores teriam de enfrentar um franco-atirador suíço escondido atrás de cada árvore e de cada rocha.

STAGNARO: O senhor faz uma defesa forte e convincente da organização militar suíça: a Suíça conseguiu resistir a todo o exército da Alemanha graças aos seus cidadãos armados.  O senhor acredita que esse sistema ainda é bom, não obstante todas as dramáticas mudanças que temos vivenciado nas últimas décadas, tanto no tipo do inimigo (por exemplo, agora é o terrorismo) quanto na maneira como se iniciam guerras atualmente?

HALBROOK: Pouco antes da Primeira Guerra Mundial, o Kaiser alemão estava na Suíça a convite do governo suíço para observar algumas manobras militares.  Impressionado com o que viu, o Kaiser perguntou a um membro das milícias suíças: "Vocês são 500.000 homens e atiram muito bem.  Porém, e se a Alemanha resolver atacá-los com um milhão de soldados? O que vocês vão fazer?"  E o suíço respondeu: "Vamos atirar duas vezes e voltar pra casa."

swiss girl.jpgAinda hoje, todo homem suíço, ao completar 20 anos de idade, é obrigado a fazer um treinamento militar e, após a conclusão, ganha um Fuzil de Assalto 90 (modelo 1990, 5.6 mm, com funcionamento automático e semi-automático) para manter em casa.  Muitas mulheres também participam de práticas de tiro esportivo, bem como adolescentes e idosos.  As pessoas rotineiramente carregam armas consigo em transportes públicos, nas cidades e em hotéis — especialmente quando algum torneio de tiro está para ocorrer.  Essa prática de andar armado é tão comum, que estrangeiros desavisados podem pensar que está ocorrendo alguma revolução no país.  Para ver um relato de um corriqueiro torneio de tiro que ocorreu no cantão suíço de Ticino, veja aqui.

As milícias armadas suíças consistem primordialmente de uma infantaria formada pela própria população armada, mas também inclui artilharia moderna — parte da qual está escondida em fortificações localizadas nos Alpes — e caças.  Quanto ao terrorismo, dependendo das circunstâncias, uma população armada e vigilante pode ser essencial para impedir um massacre.  Se atos terroristas ocorrerem em solo suíço, os cidadãos irão resistir o tanto quanto possível.

STAGNARO: A maioria dos defensores do direito irrestrito de ter e portar armas garante que o desarmamento e o controle de armas são o caminho mais curto para a tirania.  De fato, Hitler desarmou seus inimigos (começando pelos judeus alemães) antes que eles pudessem organizar alguma resistência.  O senhor acredita que haja um elo entre a tradição suíça de ser um povo armado e a tradição de liberdade daquele país?

HALBROOK: Maquiavel foi quem resumiu melhor: os suíços são "armatissimi e liberissimi".  Desde 1291, quando a Confederação Suíça foi criada, camponeses e vaqueiros suíços se armaram para resistir à agressão de alguns dos grandes exércitos da Europa.  Cada homem tinha a obrigação de arranjar sua própria arma para se defender contra qualquer invasão.

Quando Hitler chegou ao poder, seus capangas incendiaram o Reichstag e colocaram a culpa nos comunistas — foi a desculpa perfeita para suspender todos os direitos constitucionais e desarmar toda a oposição política.  Utilizando as rígidas leis de controle de armas aprovadas pela progressista República de Weimar, os nazistas começaram a desarmar os judeus.  E então veio a Reichskristallnacht (A Noite dos Cristais) em 1938, na qual os nazistas saíram destruindo lojas e casas sob a justificativa de que os judeus eram perigosos e tinham de ser desarmados.  O chefe de Gestapo, Heinrich Himmler, ameaçou mandar para o campo de concentração por 20 anos qualquer judeu que fosse flagrado com alguma arma.

Quando os nazistas ocuparam a França e outros países, eles acharam, nas delegacias de polícia, as listas de registros contendo os nomes de todas as pessoas que possuíam armas de fogo.  Os proprietários que não entregassem suas armas de fogo em 24 horas seriam mortos, o mesmo acontecendo àqueles que não delatassem seus amigos e parentes.  Por algum motivo obscuro, os historiadores não demonstram interesse algum em ressaltar o cruel destino de judeus e demais cidadãos nos países ocupados que eram proprietários de armas de fogo.

Ainda mais importante: algumas dessas pessoas que possuíam armas de fogo conseguiram enganar os nazistas e utilizaram suas armas para salvar suas famílias, refugiados e demais pessoas, chegando até a montar uma resistência armada.  O Levante do Gueto de Varsóvia, em 1943, foi iniciado com apenas meia dúzia de revólveres e pistolas ilegais.

Na Suíça, existe apenas uma lei de "controle de armas": todo homem deve saber atirar perfeitamente a 300 metros de distância.  Caso invadissem a Suíça, os nazistas não precisariam se preocupar em sair procurando registros com os nomes dos proprietários de armas — eles poderiam simplesmente presumir que cada homem possuía uma arma.  Quando a guerra já parecia inevitável, em 1938, no Campeonato Mundial de Tiro realizado em Lucerna, na Suíça, o Presidente da Confederação suíça, Philipp Etter, declarou:

Provavelmente não há outro país que, como a Suíça, dá ao soldado sua arma, para que ele a leve para sua casa. . . . Com esse rifle, ele torna-se capaz de, a qualquer momento que seu país o chamar, defender seu lar, sua família, seu lugar de origem.  A arma é para ele uma garantia e um símbolo de honra e liberdade.  O suíço não se desfaz de seu rifle.

Os nazistas ouviram essa mensagem em vários foros e meios de comunicação.  Eles sabiam que não poderiam executar cada suíço que possuísse uma arma — ao contrário, eles sabiam que inúmeros soldados alemães seriam mortos pelos atiradores suíços.  O poderoso exército alemão poderia transformar a Suíça em uma terra devastada, mas o sangue alemão que seria derramado nesse processo seria inaceitavelmente alto, e o país se tornaria ingovernável.

STAGNARO: Os pais fundadores dos EUA sempre alertavam que um exército permanente e profissional poderia ser uma ameaça às liberdades, pois tal formação induz a uma forte tentação imperialista.  Na sua visão, há alguma correlação entre essa peculiar organização militar da Suíça e sua neutralidade?

swiss_4.jpgHALBROOK: Os pais fundadores americanos reconheceram que exércitos efetivos eram perigosos para a liberdade porque tais exércitos oprimiam a população domesticamente e se aventuravam em agressivas guerras imperialistas.  É por isso que os Estados Unidos originalmente seguiram o modelo suíço de republicanismo, de ter uma milícia armada e da neutralidade.  Os fundadores da América queriam evitar "alianças complexas" na Europa, e os EUA entraram nas duas guerras mundiais relutantemente.

Um exército miliciano é formado virtualmente por todos os homens saudáveis e fisicamente capazes de um país, o que desafia qualquer invasor a incorrer em uma tática de guerrilha que pode nunca ter fim.  Já um exército efetivo consiste de soldados profissionais formados por uma pequena fatia da população do país.  Vários exércitos efetivos da Europa se esfacelaram antes do violento ataque da blitzkrieg de Hitler — as elites governamentais se renderam e ordenaram a seus soldados que baixassem as armas.  Um ataque à Suíça não contaria com nenhuma rendição de sua elite; ao contrário, haveria uma resistência armada contra-atacando cada passo do invasor.

A organização do exército suíço como uma milícia significa que, embora ela possa proteger o país, ela não pode invadir outro país.  Essa tem sido a experiência desde tempos medievais.  Cidadãos comuns da suíça, obviamente armados, derrotaram os poderosos exércitos de cavaleiros invasores em inúmeras batalhas — eles deixaram Carlos, o Audaz em uma vala com sua cabeça esmagada por uma alabarda em Nancy, em 1477 — porém, foram derrotados quando se aventuraram em terras estrangeiras, como na Batalha de Marignano, em 1515.

 

O que foi dito acima é o segredo da neutralidade suíça.  Milícias armadas são boas para defender seus próprios países, mas não são propícias a atacar outros países — e isso previne guerras imperialistas.  Tanto a autodefesa na forma de milícias quanto a neutralidade que uma milícia estimula promovem os ideais da paz.

Por fim, uma última consideração.  A Segunda Emenda da Constituição americana declara que "Com uma milícia bem regulada, sendo necessária para a segurança de um país livre, o direito das pessoas de ter e portar armas não deve ser infringido."  Além de terem sido influenciados pelo exemplo suíço, os fundadores dos EUA também se inspiraram em Dei delitti e delle pene (1764), de Cesare Beccaria, que caracterizou como sendo uma "false idee di utilità" as leis que proíbem cidadãos pacíficos de portarem armas, proibição essa que estimula ataques de criminosos armados contra vítimas desarmadas.

Ou aprendemos com as lições da história, ou repetiremos todos os seus erros perniciosos.

_______________________________

Leia também: Palmas para os suíços


Carlos Stagnaro é co-editor da revista libertária italiana "Enclave" e editou o livro "Waco -- Una strage di stato americana." Participa também do website Forces.org.

Tradução de Leandro Roque


98 comentários
97 comentários
Getulio Malveira 10/05/2011 12:19:34

Perfeito ao texto quanto aos principais argumentos lógicos em favor do porte de armas. Quando aos argumentos históricos, pessoalmente destesto o argumento "reductio ad hitlerum", provavelmente por vê-lo constantemente utilizado para justificar todas as absurdas demandas progressistas.

Responder
Felipe Andre 10/05/2011 14:43:47

Fica meio difícil falar sobre a Segunda Guerra sem mencionar Hitler.

Responder
Getulio Malveira 10/05/2011 17:41:34

Sim... o grande bicho papão. Que seria do mundo se os bravos comunistas soviéticos e socialistas americanos e ingleses não tivessem "libertado" a Europa. O problema da história é que só se pode aprender algo de útil dela se estudamos objetivamente. "Ad hitleorum" não é a simples menção a Hitler, é uma falácia estremamente comum, principalmente na internet, quando se quer discutir algum posicionamento político ou ético - infelizmente também presente nesse texto para defender proposições que não necessitariam dela para serem demonstradas.

Responder
mcmoraes 10/05/2011 17:52:30

@Getulio

De acordo com a Wikipedia (A, abaixo), para que alguém possa constatar a ocorrência de um argumento 'Reductio ad Hitlerum' é necessário que alguém identifique a falácia associada ao argumento. Note que a Wikipedia em inglês (B, abaixo) vai ainda mais longe, afirmando que se trata de um argumento 'Ad Hominem'.

A) Reductio ad Hitlerum, também conhecida como argumentum ad Hitlerum, reductio (ou argumentum) ad Nazium - latim macarrônico para "redução (ou argumento) a Hitler (ou aos nazistas)" - é uma moderna lógica falaciosa. A expressão reductio ad Hitlerum foi cunhada pelo filósofo político Leo Strauss, em 1950. A adoção dessa falácia também é conhecida como jogando com as cartas nazistas.

B) Reductio ad Hitlerum, also argumentum ad Hitlerum, (Latin for "reduction to" and "argument to" and dog Latin for "Hitler" respectively) is an ad hominem or ad misericordiam argument, and is an informal fallacy. It is a fallacy of irrelevance where a conclusion is suggested based solely on something or someone's origin rather than its current meaning or context. The suggested logic is one of guilt by association, a classic confusion of correlation and causality, as if to say that anything that Adolf Hitler did, no one else should do, for it will obviously or eventually lead to genocide.

Responder
Getulio Malveira 10/05/2011 18:51:36

Moraes, está correto. O "ad hitleorum" é somente uma variante do "ad homimen" e formalmente tem a mesma validade dele, ou seja, nenhuma. Eis como o autor incorre na falácia:\r
\r
(A)"Os suíços eram os inimigos mortais da nova Alemanha"\r
\r
(B)"O chefa de Gestapo, Heinrich Himmler, ameaçou mandar para o campo de concentração por 20 anos qualquer judeu que fosse flagrado com alguma arma."... que generalizando seria: os nazistas buscavam desarmar seus inimigos.\r
\r
Sem levar em consideração a verdade ou falsidade dessas premissas (que por meu conhecimento histórico são no mínimo duvidosas), e de outras assossiadas ao longo do texto, o resultado é simples: o porte de armas é bom já que permitiu aos suiços resistir (embora não tenham participado da guerra) aos nazistas (nome dado a qualquer alemão da época). \r
\r
Qualquer argumento que siga a seguinte fórmula: "Hitler era inimigo de X, logo X é algo bom" incorre nessa falácia. Veja que posso substituir suiços por comunistas e obter o mesmo efeito emocional, embora obviamente saibamos que os comunistas foram tão ou mais sanguinários que os nazistas. Isso independente do resto da argumentação. Ou seja, a presença da falácia não invalída o todo da argumentação: somente ela mesma é inválida. Por isso que digo que racionalmente (embora não retoricamente) ela é inútil e perniciosa.\r
\r
\r
\r
\r
\r
\r
\r
\r

Responder
mcmoraes 10/05/2011 19:46:50

Agora entendi seu ponto, Getúlio. Fico grato pela explicação mais detalhada.

No entanto:

- a definição diz que "ad hitleorum" é a fallacy of irrelevance where a conclusion is suggested based solely on something or someone's origin rather than its current meaning or context.

Meu ponto é que o texto se baseia de fato em um current meaning or context. Veja porque...

- Assumo como premissa que toda e qualquer invasão bélica estrangeira é indesejável/maléfica, e portanto, sob todos os aspectos deve ser evitada pelos moradores de um país;

- Dessa forma, se alteramos a frase que você escreveu:

... o porte de armas é bom já que permitiu aos suiços resistir (embora não tenham participado da guerra) aos nazistas (nome dado a qualquer alemão da época)...

da seguinte forma:

... o porte de armas é bom já que permitiu aos suiços resistir (embora não tenham participado da guerra) aos invasores (nome dado a qualquer invasor da época)...

fica claro que o texto não depende da existência dos nazistas para continuar válido. Portanto, concluo que não há "ad hitleorum" no artigo.

Responder
Getulio Malveira 11/05/2011 18:40:21

Considerando essa definição estrita da falácia, creio que tenho que concordar contigo, moraes. Aliás, nunca foi minha intensão dizer que o texto era falacioso. Talvez eu tenha mesmo me expressado mal ao referir-me à falácia quando o que eu queria dizer era algo bem menos preciso. Em todo caso, creio que você está certo.

Responder
augusto 10/05/2011 12:23:21

otimo artigo!

Responder
leandro fruhauf 10/05/2011 13:26:21

Quando se pesquisa e procuramos dár consistências aos fatos, e principalmente: termos a competência para diferirmos... chegamos rapido ao entendimento q o DESARMAMENTO é uma farça. Parabens ao belissimo artigo

Responder
Marcelo Werlang de Assis 10/05/2011 13:57:28

Muito interessante esse artigo. Gostei MESMO.\r
\r
Realmente, só um povo com indivíduos armados pode ser livre e dono do seu próprio destino, em face dos criminosos comuns (assaltantes, estupradores, etc.) e em face dos criminosos estatais (políticos, burocratas, juízes, militares...).\r
\r
O jogo de Counter-Strike deveria ser disciplina obrigatória nas escolas, como introdução a outra disciplina, a de tiro ao alvo e de manuseio de armas. \r
\r
Não sem razão, um juiz estatal tentou banir esse jogo do Brasil (ainda bem que sua decisão foi revogada!).\r
\r
Meus parabéns à Suíça!!!\r
\r
Abraços libertários!\r
\r

Responder
Marcella 10/05/2011 14:58:10

Legal ele citar Beccaria no fim do texto. A maioria dos estudantes ignora veementemente a contribuição do marquês, como se aquilo que ele disse há séculos atrás já não tivesse importância.

Responder
Vitor 10/05/2011 15:23:20

Impressionante. Os Suíços podiam esperar algo próximo de uma guerra de extermínio total se fossem de fato invadidos pelos nazistas. Foram mais espertos que o resto da Europa, que acreditou no "pacifismo".

É o melhor esquema. Paz armada e vigilante e retribuição das agressões com energia.

Responder
Licurgo 10/05/2011 17:02:18

Excelente artigo.
Refuta com registros históricos aquela versão fácil de que a Suíça vendeu sua neutralidade em troca dos saques nazistas. Como se séculos de cultura de liberdade pudessem ser trocados por algumas sobras; como se aos alemães não houvesse alternativa bancária em toda uma Europa ocupada.
A Suíça é exemplo vivo da expressão "si vis pacem para bellum" e deveria nos inspirar nestes dias em que a liberdade de possuir armas encontra-se assediada pela maquinação do politicamente correto encarnada na falácia do desarmamento.

Responder
Eva Ester 10/05/2011 23:56:28

Desarmamento da população é mais uma artimanha dos lobos em pele de cordeiro, e pior que sempre aparece alguem pra defender os tais, assim meio quem não quer nada, vestido de muita cultura, dizendo; vá estudar, eles são bons, se n fossem eles, etc. são termos para chegar e entrar na cabeça dos desavisados. Com ou sem armas a violencia acontece, ainda vai levar um tempo para que se abrandem todos os corações, mas venhamos e convenhamos, um povo desarmado é bem conveniente para esses lobos, é ou não é?

Responder
Rony Pablo 11/05/2011 01:47:11

O governo trata dos cidadãos de bem armados como se fosse eles os tráficantes de armas do país. Isso éum absurdo, recentemente a presidente Dilma decretou pelo ministerio da defesa ser príbido policiais militares e civil andarem aramados. Por ser um decreto não existe poder de lei e os políciais não são obrigados a cumprir. Mas a presidente resalvou no decreto que os entes federados que não aderir ao decreto não receberão repasses da União. Que maravilha!!! Que governo irracional, tão iracional quanto as massas que os sustentam no poder.

Para completar, o pagamento de 300 reais por armas só está arrecadando revolves velho de a maioria de calibre 22, ou seja, armas calibre 22 são as mais usadas normalmente por batedores de carteira, isso quer dizer que os batedores de carteira estão recebendo subicidio do governo para trocarem suas armas por armas mais novas. A irrracionalidade política tomou conta do Brasil.

Acessem folhareflexiva.blogspot.com

Responder
Lutty 11/05/2011 02:14:19

Artigo interessante, sobretudo quando aborda a questão da milícia popular X exército permanente (nacional) e a liberdade de posse de armas.
Eu vi dois problemas no artigo: ele não cita fontes confiáveis para provar os seus argumentos (os planos de ataque a Suíça pelos alemães); Roosevelt entrou na 2ª Guerra Mundial com razões pragmáticas (de certo modo parte do New Deal).
Mas em suma, a ideia chave do artigo é boa (mencionada acima).

Responder
Leandro 11/05/2011 06:31:48

Prezado Lutty, como você deve ter notado, o artigo é uma entrevista com o autor de um livro sobre o comportamento da Suíça na Segunda Guerra. Caso queira a citação de fontes completas, você obviamente terá de ler o livro.

Em uma entrevista, não dá para o entrevistado sair citando fontes para todas as frases que fala; aliás, tal expediente se torna desnecessário quando o entrevistado está falando sobre seu próprio livro, o qual contém todas as fontes que você quer.

Espero que compreenda isso.

Grande abraço!

Responder
Lutty 11/05/2011 22:49:48

Entendo, não me atentei a esse fato(mal de historiador).
Agora questão dos Eua e a 2ª Guerra Mundial o autor se baseia em um discurso puramente oficial, mas ainda sim a entrevista não perde o valor que já mencionei anteriormente.
Obrigado.
Grande abraço!

Responder
André Ramos 12/05/2011 10:07:55

"Ainda hoje, todo homem suíço, ao completar 20 anos de idade, é OBRIGADO a fazer um treinamento militar e, após a conclusão, GANHA um Fuzil de Assalto 90 (modelo 1990, 5.6 mm, com funcionamento automático e semi-automático) para manter em casa."

OBRIGADO por quem?
GANHA de quem?

Não gostei dessa parte...

Responder
augusto 12/05/2011 10:42:33

Obrigado pelo governo federal suico. Salvo engano, quem se recusa a participar e quem esta no exterior deve pagar uma taxa anual de evasao.\r
\r
Quanto aos fuzis, ninguem "ganha" nada. Os fuzis continuam pertencendo ao governo - voce nao pode vende-los, empresta-los... Nao pode sequer usa-los salvo em caso de mobilizacao. Isso condiz com a estrategia de milicias da Suica - cada homem eh um soldado e a mobilizacao eh instantanea.

Responder
André Ramos 12/05/2011 11:08:04

Então eu realmente não gostei dessa parte...

Responder
augusto 12/05/2011 11:58:48

Bom, ninguem disse que a Suica era o paraiso ;-)\r
\r
Por outro lado, ha alguns efeitos a se considerar:\r
\r
1) Existe um ambiente propicio para se discutir a extincao completa da forca militar regular (profissional), inclusive o assunto ja tendo sido tema de referendos. Voce consegue imaginar o povo brasileiro votando pela reducao ou extincao das forcas armadas aqui?\r
\r
2) Cada suico eh pessoalmente responsavel pela defesa do pais. No Patropi, ficaremos esperando que os soldados brasileiros (super bem treinados...) protejam tudo;\r
\r
3) A Defesa suica custa consideravelmente menos. Pode-se argumentar que eles tem a vantagem de nao ter uma frente para o mar, e portanto nao precisam gastar com uma marinha. E como eles nao tem estrategia de defesa-por-ataque (como eh a estrategia de Israel), eles nao precisam sequer de uma forca aerea. A forca aerea suica consiste numa meia duzia (va la, umas duas centenas) de avioes e helicopteros. Recentemente saiu ate noticia de que a forca aerea suica so opera de segunda a sexta em horario comercial, porque nao faz sentido manter a mobilizacao 24/7...

Responder
anônimo 12/05/2011 10:38:23

Porte irrestrito e treinamento obrigatório.

Responder
Thiago Beserra Gomes 13/05/2011 14:20:15

Perfeito. Essa entrevista acaba com todos os argumentos dos tiranos pró-controle de armas.

Responder
Roberto Valle 16/05/2011 23:12:12

Muito bom o artigo. Infelizmente nosso governo aproveitou de uma comoção nacional para empurrar pela goela mais uma campanha do desarmamento. Desarmar quem cara-pálida? Quer dizer que agora o bandido vai entregar seu armamento para receber "trezentos reáu"? Se contar, ninguém acredita...

Responder
anônimo 22/07/2011 14:26:00

Bons modos com bandidos: www.estadao.com.br/noticias/cidades,vitima-atira-contra-bandidos-durante-tentativa-de-assalto-em-tunel-na-zona-sul,748414,0.htm

Responder
Pedro 29/07/2011 20:34:16

Arma é para matar, não para se defender. Se ninguém tiver acesso a armas, não haverá necessidade de armas para se defender. O porte de armas cria os crimes fatais.

Responder
Absolut 12/08/2011 11:02:30

Argumentação fantástica.

Responder
Renan 07/01/2013 18:24:29

Facas de cozinha provocam o mesmo, nem por isso vão criar agora uma lei que obriga a todos comerem com colher. A origem da violencia não está na arma (sendo faca ou revolver) mas sim no ser humano, que quando possui um instrumento que a maioria não tem pensa que é um deus

Responder
Bruno D 02/03/2013 20:14:41

Sempre que eu vejo exatamente esse tipo de argumento (exatamente esse) vejo em que ponto nossos esquerdistas, desde a década de 50 fizeram um trabalho realmente de tirar o chapéu.

Foram esses antigos senhores intelectuias, não só no brasil, que acabaram com qualquer possibilidade de termos liberdade pois só a verdade (possibilidade de defesa antes da possibilidade de alguém fazer o mau uso) realmente pode libertar alguém.

Olha, eu já li absurdos, como em uma página na internet o sujeito disse que a probabilidade de vc morrer face a um ladrão armado é MAIOR do que vc estando desarmado !?!?! Entre outras asneiras eu "agradeço" aos nossos srs do destino principalmente os uspianos.

Parabéns, como o desarmamento compulsório (unilateral é claro) hj temos uma guerra da síria por ano em número de mortes!

Responder
anônimo 02/03/2013 21:41:03

Se ninguém tivesse acesso as armas as pessoas iam se matar com paus e pedras, como era antes, porque PESSOAS matam pessoas,e não armas matam pessoas.

Responder
anônimo 19/05/2015 14:23:43

Mas o governo teria acesso as armas. Os bandidos iam continuar a ter acesso as armas.Melhor é o cidadão andar armado do que desarmado.

Responder
Delgado 11/04/2016 17:17:57

Mas que argumento simplista; simplório mesmo. O que mata pessoas não são as armas, são outras pessoas. Pessoas que utilizam veículos de forma irresponsável, que usam facas, pedras,porretes, ou as mãos nuas. As armas de fogo são um excelente meio de defesa, e já o comprovei em muitas ocasiões.
Eu mesmo já me livrei de ser roubado, e nem precisei sacar a arma; apenas fiz menção de fazê-lo para dissuadir os bandidos de me abordarem.

É tristemente impressionante o número de pessoas que se deixam levar por falácias desarmamentistas, e não querem perceber que os únicos desarmados e indefesos no país são as pessoas de bem, o cidadão trabalhador e pagador de impostos. Os bandidos são os que tem as armas que querem.

Felizmente a maioria da população entende isso, como demonstrou o referendo popular sobre o assunto.

Responder
Rhyan 29/07/2011 23:43:41

Pedro, gênio, como desarmar os bandidos? Explica aí!

Responder
Johnny 11/08/2011 23:39:44

E eu aqui ainda esperando a resposta do Pedro!!! rsrs

Responder
Filosofo 12/08/2011 13:39:25

A arma é para matar aquele que quer te matar, roubar, estuprar, sequestrar... ou seja: legítima defesa. Num mundo sem armas de fogo, os assassinatos continuarão ocorrendo!Será com facas, pedras e paus. Não é o intrumento que tem que ser evitado, e sim a perversidade humanda. O inimigo não é a arma, mas quem puxa o gatilho para cometer crimes.

Responder
Hilton Barroso 26/08/2011 23:48:24

Sempre quis entender como a Suiça, um País localizado nas fronteiras com a Alemanha e a Itália, além da França, ficara imune e à margem das invasões de Hitler. Este artigo trás a lógica dos acontecimentos e o conhecimento realista da história.

Há uma grande diferença entre lutar contra um exército reconhecido, organizado e preparado para conflitos "programados", e uma multidão oculta, entrincheirada em qualquer lugar, em qualquer casa, beco ou ruela. A Suiça propôs, já há muitos anos, a guerra de guerrilha, de resistência aparentemente desorganizada, porém, extremamente eficaz, como temos visto nas revoluções contemporâneas.

A guerra de exércitos se ganha na batalha. Na guerra de guerrilhas, o inimigo parece se avolumar a cada batalha perdida. A perda do invasor, apesar de mais preparado, é muito mais desgastante e aterrozizante.

Agora entendo porque Hitler e Mussoline, apesar de toda vontade de invadir a Suiça, nunca o fizeram.

Responder
Eric 22/07/2012 00:45:26

Cara, gostei pra caramba do texto! Eu tava procurando justamente sobre isso, o por que da Suiça não ter sido atacada, sendo que todos os países que estavam em volta dela tinham sido dominados pelo Eixo.

Responder
Tiago Bezerra 15/12/2012 20:45:31

Muito bom esse texto. Principalmente a abordagem de mílicia armada x exército permanente. É uma pena os EUA não ter seguido o conselho dos pais fundadores.

Responder
Rolando 04/01/2013 00:57:57

Achei o texto e a ideia do entrevistado meio forçados. Até parece que a Suíça aguentaria uma invasão de alemãos pelo norte, italianos pelo sul e austríacos pelo leste. Poderiam resistir.... por uns dois ou três dias. Tática de ir para a montanha e alvejar os invasores marchando para o seu encontro.... façam-me o favor, para isso basta sitiar a região e cortar as redes de suprimentos (comida, basicamente)que cede ou tarde a resistência cede. A França também era cheia de montanhas, caçadores e muitos ex-combatentes e reservistas, e com uma população 10 vezes maior que a Suíça. Assim mesmo tomou cacete dos invasores.

Os alemães invadiram a França pelos Países Baixos e Bélgica porque assim dominavam a Europa Central ao mesmo tempo que, por serem regiões planas, os tanques passavam com maior facilidade, além de já poder montar as bases e trincheiras contra os ingleses do outro lado do canal.

A Suíça tinha um sistema financeiro seguro, e por sua neutralidade, era e é o paraíso bancário de todos: aliados, nazistas, judeus, magnatas, etc. Não havia razão lógica para invadir naquela altura. Para os nazis, uma vez ganha a guerra contra os ingleses, a Suíça seria anexada num piscar de olhos. Os suíços não são bobos, não entrariam numa guerra sabendo que seriam derrotados, mortos e ter suas estradas e pontes destruídas. Eles assinariam uma rendição "digna". Tanto que na guerra, a população poderia ter simpatia pelos aliados, mas a Suíça seguia comerciando com os dois lados.

Só para lembrar, no século XIX, Napoleão também ocupou a Suíça e não teve tantas dificuldades assim. Que o povo tenha treinamento militar, que saiba manipular armas de forma responsável e seja exímio atirador, tudo bem, mas daí achar que a minúscula Suíça iria encarar a parada, é piada. Sou a favor do legítimo direito de possuir armas para defesa própria, mas não vou forçar nem falsear os argumentos.

Por último, já viajei pela Suíça, e me pareceu a maior balela isso de que é comum pessoas carregarem armas nas ruas, nos ônibus e nos trens. Não vi nada disso. Nem segurança ou policial fica desfilando revólver na cintura. Eventualmente você vê rapazes fardados indo prestar seu serviço militar no fim de semana. Mas ninguém fica andando armado por aí. Quando a pessoa conclui seu serviço militar (são várias etapas breves) lá pelos 40 anos, tem o direito de levar para a casa sua arma. Muitos o fazem e guardam no armário; muitos abrem mão desse direito.

Responder
Jonathan Madurkas 04/01/2013 02:10:57

"Achei o texto e a ideia do entrevistado meio forçados."

A sua opinião e o que você achou não têm a mínima importância. O entrevistado cita fatos e os respalda em seu livro (o artigo menciona o livro, o qual você deveria ler antes de sair dando palpites ao vento).

"Tática de ir para a montanha e alvejar os invasores marchando para o seu encontro...."

Brilhante! E eu suponho que, em seu mundo, os soldados nazistas simplesmente se materializariam nas montanhas, né? É cada gênio estrategista de internet aqui...

"façam-me o favor, para isso basta sitiar a região e cortar as redes de suprimentos (comida, basicamente)que cede ou tarde a resistência cede."

Faça você o favor de ir ler o livro e ver as citações de Hitler nele contidas. "É só sitiar a região..." Sim, facílimo. Os nazistas param soldados na fronteira, os quais não seriam, de modo algum, alvejados pelos habitantes da localidade, né? Que estrategista!

"A França também era cheia de montanhas, caçadores e muitos ex-combatentes e reservistas, e com uma população 10 vezes maior que a Suíça. Assim mesmo tomou cacete dos invasores."

Duh, e é exatamente esse o ponto. Os suíços estavam maciçamente armados, ao passo que os franceses sempre foram maricas.

"A Suíça tinha um sistema financeiro seguro, e por sua neutralidade, era e é o paraíso bancário de todos: aliados, nazistas, judeus, magnatas, etc. Não havia razão lógica para invadir naquela altura."

Como é que é?! Você está dizendo que não havia lógica nenhuma em os nazistas invadirem um país para se apossarem de todo o seu sistema financeiro, o qual guarda boa parte da riqueza do mundo?! Nossa!

"Os suíços não são bobos, não entrariam numa guerra sabendo que seriam derrotados, mortos e ter suas estradas e pontes destruídas."

Entendi. O fato de um país dizer "não quero entrar numa guerra" automaticamente o livra de ser atacado pelo agressor. Parece que essa tática não funcionou muito para a Áustria, nem para a Polônia e nem para a França. Qual o seu planeta?

"mas daí achar que a minúscula Suíça iria encarar a parada, é piada."

Pois então diga aos suíços que eles criaram uma piada na qual Hitler acreditou piamente.

"Por último, já viajei pela Suíça, e me pareceu a maior balela isso de que é comum pessoas carregarem armas nas ruas, nos ônibus e nos trens. Não vi nada disso."

É porque você não sabe ler. Está escrito: "As pessoas rotineiramente carregam armas consigo em transportes públicos, nas cidades e em hotéis -- especialmente quando algum torneio de tiro está para ocorrer." É claro que, em dias normais, ninguém sai carregando um fuzil nas costas.

Responder
Locke 02/07/2015 22:31:51

Nossa...kkkkk

Cara, me ensina a responder assim kkk

Responder
TL 04/01/2013 10:23:25

Prezado Rolando.

". . . Achei o texto e a ideia do entrevistado meio forçados. Até parece que a Suíça aguentaria uma invasão de alemãos pelo norte, italianos pelo sul e austríacos pelo leste . . ."

O autor desse artigo não afirma que a Suíça resistiria a invasão do Eixo, ele afirma exatamente o contrário: "Uma invasão nazista à Suíça durante qualquer um dos períodos acima acarretaria no seguinte: as forças suíças situadas na fronteira teriam lutado até a morte, mas seriam eliminadas". Em outras palavras, a Suíça seria subjugada (conquistada).

". . .Eles assinariam uma rendição "digna". . ."

A Suíça nunca assinou rendição. Inclusive o Eixo tinha um plano para invadir a Suiça: Operação Tannenbaum. Conforme as referências da wikipedia: "Hitler never gave the go-ahead, for reasons still uncertain today".

Responder
anônimo 01/03/2013 17:54:38

É isso aí, razões incertas.
Ninguém sabe se o medo dessa população foi o motivo real, da mesma forma que ninguém pode ter certeza que se invadisse, a população de civis ia conseguir vencer e expulsar soldados profissionais.
Afirmar isso com certeza absoluta, 'o porte de armas GARANTIU a liberdade'... é só wishfull thinking,e um exercício de imaginação e futurologia.

Responder
Luis Almeida 01/03/2013 18:48:28

Um ladrão está mexendo na fechadura de uma casa. O morador escuta o barulho, pega seu .38, abre a janela (que não está perto da porta sendo arrombada), dá um tiro para cima e grita "Estou armado!" (em momento algum ele vê o ladrão).

O ladrão sai correndo.

Se eu disser que a posse de uma arma garantiu a vida deste cidadão estaria eu incorrendo em "wishfull thinking", fazendo um mero "exercício de imaginação e futurologia"?

Pela sua lógica, sim. Afinal, em momento algum houve confronto entre o morador e o ladrão, de modo que é impossível estabelecer a priori que o ladrão não poderia vencer o morador.

Wise up, anônimo.

Responder
anônimo 01/03/2013 18:55:30

Aí é só falsa analogia mesmo. Você não provou nada, só disse a mesma coisa com outras palavras.

Responder
Luis Almeida 01/03/2013 19:15:45

Como assim "não provei nada"? Não era para provar nada mesmo não. Apenas descrevi uma situação e fiz a minha interpretação dela. Descrever uma situação e interpretá-la não tem nada a ver com "provar alguma coisa". Fiquei esperando que você fizesse a sua interpretação da situação e mostrasse onde errei. Vejo que esperei em vão.

Responder
anônimo 01/03/2013 20:20:05

Eu já disse, foi uma falsa analogia.No caso desse ladrão que sai correndo, Hitler nem chegou a botar os pés no território em questão.Imaginar que o exército alemão iria sair correndo é só isso, um exercício de imaginação. Nem o autor nega isso: 'Vamos exercitar um pouco a imaginação: caso os alemães realmente tivessem tentado invadir a Suíça, qual seria o provável destino?'

Responder
Luis Almeida 01/03/2013 20:27:19

O ponto não está em "o ladrão sair correndo" ou em dizer que "Hitler sairia correndo". O ponto está em "o ladrão desistiu de invadir ao saber que o morador estava armado" ou "Hitler não se atreveu a invadir um país em que todos os cidadãos estavam armados".

Ainda no aguardo da resposta.

Responder
anônimo 02/03/2013 06:55:06

Você não entende o que é falsa analogia? Então vou desenhar:
Acreditar que
"o ladrão desistiu de invadir ao saber que o morador estava armado"

é muito diferente de acreditar que
"Hitler never gave the go-ahead, for reasons still uncertain today".

Não existem provas de que esse teria sido o motivo dele.Só isso.
Eu não sei qual o problema, não é tão difícil assim de entender

'Fiquei esperando que você fizesse a sua interpretação da situação e mostrasse onde errei. '
O que você resolve 'ficar esperando' não é problema meu.O ponto é simples, não existem provas disso que o artigo afirma com tanta convicção. A não ser que alguém tenha feito uma seção espírita e perguntado pessoalmente pra ele Hitler...

Responder
Renato Souza 14/03/2013 00:49:11

É interessante que a Finlândia é um país pequeno e EFETIVAMENTE resistiu à invasão do maior exercito do mundo à época, que era o exercito soviético, no início da Segunda Guerra. De que forma? Da mesma forma que os suiços pretendiam resistir, isto é com uma população fortíssimamente armada. Sofreram bastante, muitos finlandeses morreram, mas os soviéticos tiveram de sair com o rabo entre as pernas. Isso só reforçou a cultura de armas na finlândia, que até hoje é um dos países mais armados do mundo.

Diante desse exemplo, não é nada fantasioso imaginar que os suiços poderiam efetivamente, mesmo que a um custo altíssimo em vidas humanas, manterem-se livres da dominação alemã. As tropas das fronteiras eventualmente cairiam, mas isso seria só o começo das dificuldades para os alemães. Ainda mais que a geografia suiça é mais dificil ainda que a finlandesa...

Responder
anônimo 02/04/2013 03:24:05

A defesa da Finlândia foi feita por soldados profissionais obedecendo uma autoridade central, e eles não foram atacados pelo exército mais forte do mundo mas sim por uma versão enfraquecida e desmotivada desse mesmo exército
en.wikipedia.org/wiki/Winter_War

Responder
Renato Souza 03/04/2013 22:47:56

Anônimo

O fato do exercito soviético ter sido enfraquecido pelas loucuras de Stalin não muda o fato de que ele era, na época dos fatos, o maior do mundo. Maior quer dizer maior em números. Discutir qual seria o melhor é outra coisa.

Eu não quiz dizer (e me perdoe se passei essa impressão) que o exerctio finlandês não era profissional. Paises com alta capacidade de mobilização de tropas, por possuirem uma população fortemente armada e com conhecimento de tiro, não prescindem de soldados profissionais. É assim na Suiça, é assim na Finlândia, é assim em Israel. todos os oficiais de patente mais alta (mas não só eles) são profissionais, e todas as tropas de elite também. Mas ter a massa da população já acostumada com as armas, isso é um handcap poderoso, que permite a incorporação extremamente rápida de um número enorme de reservistas.

Responder
Bruno D 02/03/2013 20:31:35

É muito interesante observar também que desde pequenos escutamos que a Suiça é um país neutro. (1) Sempre com a impressão de que um país neutro é aquele que se escreve em um pedaço de papel "Somos Neutro, por favor não nos ataquem" pelos seus governantes. (2) Os professores de história também nos incutem a idéia de que eles tinha todo o dinheiro dos ricos durante a guerra por isso ninguém poderia atacá-los.

(1) e (2): Duas falácias comprovadas.

Porém, eu levei muito tempo para aprender a verdadeira razão de como eles se tornaram "neutros" em relação as outras nações. É claro que somente um país com uma verdadeira soberania entre os seus cidadãos(podemos dizer que verdadeiramente protegendo o cidadão assegurando o direito de auto-defesa) poderia fazer um feito notável e historicamente único, nem Israel tenha conseguido pois notamos ter um exercito profissional em Israel o que os prejudicou, é claro, se analisarmos o caso suiço.

A verdade de como a Suiça conseguiu essa neutralidade não é alardeada na educação nem muito menos na mídia. É impressioante como isso é um tabu, como é escondido e se vc falar isso na grande mídia irá cair no ostracismo com certeza. Salvo estudo especializado conseguimos tais informações. Como conseguir passar isso para um cidadão brasileiro médio? Que vive nesse cultura paternalista consequentemente pró-desarmamentista?

Responder
anônimo 02/03/2013 21:24:08

pq o papo do dinheiro nao ta nem um pouco certo? pra mim faz um pouco de sentido, sim

Responder
kondde 07/01/2013 20:46:34

Coisas que não saem na grande mída.

Mas não saem de JEITO NENHUM!

Responder
anônimo 01/03/2013 19:05:58

Eu não só sou a favor de armar a população, como também sou a favor de treinamento militar aos cidadãos de bem. Não adianta ter arma se não souber usar, tem que ter treinamento.

Responder
TL 01/03/2013 21:14:49

Prezados leitores,

seria interessante a análise desse artigo por uma pessoa com pleno conhecimento da ciência militar.

Alguém consegue persuadir algum amigo dotado de conhecimento militar a publicar um comentário aqui?

No meu entender milícias armadas podem ser um grande incomodo para invasores, entretanto um analista militar poderia responder com muito mais propriedade.

Responder
Bruno Elias 31/03/2013 19:03:05

Muito obrigado pelo artigo! Além de muito informativo, nos mostra uma realidade que nunca me passou pela cabeça! Abraço!

Responder
Glauco 27/12/2013 20:57:42

Eu só acho que o caso da neutralidade Suiça na guerra, tem mais fatores além do armamento por parte dos cidadãos suiços.

Um dos fatores é em relação ao largo uso do sistema bancário suíço por parte dos nazistas antes, durante e após a segunda guerra mundial.

na minha opinião, a não agressão por parte da Alemanha nazista não se deve ao fato de que os nazistas "temiam" uma invasão na Suiça (visto que a Alemanha dominou praticamente toda a Europa naquele período) e sim porque era de interesse da cúpula nazista manter boas relações (eu diria até uma aliança não declarada) com eles. Da mesma forma que o fez com a Espanha, Portugal e Argentina (que se declaravam "neutros", mas que só acredita quem acredita em Papai Noel).

Responder
Rollembach 27/12/2013 21:03:20

Glauco, você está dizendo que os nazistas não tinham nenhum interesse em se apossar do sistema bancário suíço (que, naquela época, era repleto de ouro)? Por que não?

Se eles conseguissem fazer isso, não apenas controlariam toda a Europa, como ainda colocariam os EUA de joelhos.

Responder
Glauco 27/12/2013 22:06:20

Sim, eu quis dizer que os nazistas não tinham interesses algum em invadir a Suiça. E o que eu estou tentando dizer também é que eles de certa forma já o possuíam e por isso não era necessária uma invasão. Da mesma forma que lhes seria extremamente interessante se apossar da Espanha e de Portugal, mas porque não o fizeram? Porque de certa forma, assim como a Itália, eles já eram seus aliados e por isso não haviam a necessidade de uma invasão. Entende?

Tendo a Suiça como um aliado (como na minha opinião era apesar da Suiça se dizer "neutra") não havia a necessidade de demandar um esforço militar para tomá-la. Os nazista, sem dúvida alguma eram um dos maiores aplicadores de riquezas nos bancos Suiços (fruto das pilhagens dos países dominados pelo nazismo). A maioria, ou pelo menos, boa parte do ouro contido na Suiça provinha da Alemanha.

Por isso que a Suiça também não tinha o menor interesse de se aliar aos Aliados, a Suiça foi um país omisso a toda crueldade nazista e esse fato me faz crer que a Suiça jamais temeu uma invasão.

Responder
Rollembach 27/12/2013 23:06:42

Putz, você entendeu tudo ao contrário.

"Sim, eu quis dizer que os nazistas não tinham interesses algum em invadir a Suiça. E o que eu estou tentando dizer também é que eles de certa forma já o possuíam e por isso não era necessária uma invasão."

Não, eu falei exatamente o contrário disso. A Suíça tinha muito ouro em seu sistema bancário, e ouro oriundo do mundo inteiro. Logo, seria do total interesse dos nazistas invadir a Suíça, se apossar do seu sistema bancário e ficar com todo esse ouro. Por que não fizeram isso?

"Da mesma forma que lhes seria extremamente interessante se apossar da Espanha e de Portugal, mas porque não o fizeram? Porque de certa forma, assim como a Itália, eles já eram seus aliados e por isso não haviam a necessidade de uma invasão. Entende?"

Entender, eu entendo. Mas gostaria de saber por que você acredita que as pobres nações de Portugal e Espanha tinham o mesmo valor do que a rica Suíça e seu sistema bancário recheado de ouro. Isso você não explicou.

"Tendo a Suiça como um aliado (como na minha opinião era apesar da Suiça se dizer "neutra") não havia a necessidade de demandar um esforço militar para tomá-la. Os nazista, sem dúvida alguma eram um dos maiores aplicadores de riquezas nos bancos Suiços (fruto das pilhagens dos países dominados pelo nazismo). A maioria, ou pelo menos, boa parte do ouro contido na Suiça provinha da Alemanha."

Tudo isso é puro achismo seu. Se você realmente quer esposar esta opinião, então forneça uma bibliografia que sustente essa sua opinião. O artigo em questão faz isso, e você ignorou.

"Por isso que a Suiça também não tinha o menor interesse de se aliar aos Aliados, a Suiça foi um país omisso a toda crueldade nazista e esse fato me faz crer que a Suiça jamais temeu uma invasão."

Tudo isso é puro achismo seu. Se você realmente quer esposar esta opinião, então forneça uma bibliografia que sustente essa sua opinião. O artigo em questão faz isso, e você ignorou.

Responder
Glauco 28/12/2013 02:10:46

"Eu falei exatamente o contrário disso. A Suíça tinha muito ouro em seu sistema bancário, e ouro oriundo do mundo inteiro. Logo, seria do total interesse dos nazistas invadir a Suíça, se apossar do seu sistema bancário e ficar com todo esse ouro. Por que não fizeram isso?"

- Não, acredito que quem não entendeu o que eu falei foi você.
Eu disse "sim" (na minha opinião) a Alemanha não tinha interesse em invadir a Suiça, mesmo a Suiça sendo uma "detentora" de boa quantidade de dinheiro, ouro e vários outros tipos de riquezas do mundo inteiro em seus bancos.

Porque?
Os fatores para basear meus argumentos são:
1°- (E talvez o mais relevante) A necessidade de mobilizar uma força militar considerável para não só tomar, como também ocupar e manter uma nação.
Praticamente todos os países que foram dominados eplo exército alemão, exerceram durante toda a guerra um enorme prejuízo material e pessoal do exército (que poderiam ser usados em suas frentes de batalha) para mantê-los sob seu domínio.

2° - (e que é fato) Em uma guerra a matéria prima como (metal, petróleo, etc) são infinitamente mais importantes que dinheiro em função da necessidade da industria bélica demandada por uma guerra mundial. Essa (por exemplo) foi a razão da decisão de Hitler quebrar o pacto de não agressão e declarar guerra ao seu "pseudo-aliado" a Russia. Riquezas estas que a Suiça geograficamente é deveras deficiente.

3° - (e que é um tanto lógico) Em uma guerra onde um continente está sendo dominado por uma nação armada, é pouco inteligente por parte de qualquer um manter suas economias e riquezas em qualquer banco que seja de um país pertencente a este continente. O mais provável que tenha acontecido logo após o início das hostilidades na Europa, foi a transferência de todo e qualquer valor que se tinha para qualquer banco do continente Americano. Assim como aconteceu com a população em geral que fugiu de seus países para escapar da guerra. É muito provável que o mesmo tenha acontecido que seus pertences.

4° - (é que também é fato) A Alemanha possuía também muitas riquezas nos cofres do sistema bancário suiço. E acredito piamente que essas riquezas aumentaram vertiginosamente no momento em que a "balança da guerra" começou a pender para o lado Aliado e os nazistas começaram a transferir suas riquezas para um local "seguro", pois a Alemanha já não garantia mais a segurança nem de suas próprias riquezas, nem de suas propriedades e muito menos de sua população que era assolada por bombardeios diários em seu território.

5° - (que é bem provável) A Suiça não só era neutra como também (como a Russia no início da guerra) uma pseudo-aliada da Alemanha.

6° - (que é lógico) Se a tomada da Suiça e as riquezas mundiais que ela detinha em seus sistema bancário fossem mesmo tão importante para ganhar a guerra e como você mesmo argumentou, até possibilitar uma nova frente de batalha contra os Estados Unidos, porque diabos ela não o fez? Você acredita realmente que foi em razão de uma população muito menor que a da França (da qual Hitler invadiu e dominou facilmente) estar armada? Você acha mesmo que não existiam mais pessoas armadas na França ou na Russia do que na Suiça?


"Entender, eu entendo. Mas gostaria de saber por que você acredita que as pobres nações de Portugal e Espanha tinham o mesmo valor do que a rica Suíça e seu sistema bancário recheado de ouro. Isso você não explicou."

- Você acredita que mesmo que Espanha e Portugal eram nações pobres? Duas nações que colonizaram praticamente metade do mundo durante séculos? Nações estas que pilharam (assim como a Alemanha tinha o intuito de fazer) as nações das quais elas colonizaram.

"Tudo isso é puro achismo seu. Se você realmente quer esposar esta opinião, então forneça uma bibliografia que sustente essa sua opinião. O artigo em questão faz isso, e você ignorou."

- Olha... Eu tenho que concordar que muito do que eu falei é de certa forma "achismo", mas não um achismo por nada, são especulações minhas baseadas em fatos de matérias, artigos e livros que já li a respeito durante minha vida e que estou tendo oportunidade de eXpô-los neste debate. Não sou nenhum professor de história ou historiador, nem mesmo quero dizer que o que estou argumentando é fato. Sou apenas um curioso e fã de história e pelo que já li e compreendo, estou aqui colocando meu ponto de vista para que todos possam refletir a respeito.

- Mas me diga, e você quem é? O que faz? Como prova suas argumentações? Só estou lhe vendo contestar minhas colocações sem de fato dar qualquer respaldo sobre suas contestações, da mesma forma como você diz que estou fazendo.

Responder
marco 29/12/2013 00:38:28

Excelente artigo!
Parabellum = Quer a paz? Prepare-se para a guerra.

Responder
felipe 29/12/2013 18:32:51

acho que depois de 3 ou 4 semanas de bombardeios com de 3.000 a 4.000 aviões a suiça cairia de joelhos. acredito sim que haveria bolsões de resistencia ,mas ninguém seguraria hitler. se os estados unidos não fossem atacados pelos japoneses e hitler não invadisse a URSS hoje a europa seria nazista. inglaterra, frança, estados unidos e rússia 4 potencias militares levaram 4 anos palmo a palmo para chegar em berlin....

Responder
Maciel 30/12/2013 00:27:23

Estás desinformado, Felipe. Hitler nem sequer possuía todos estes equipamentos e tampouco teria tal capacidade bélica.

[link]www.mises.org.br/Article.aspx?id=1215[link]

Responder
rolf 23/05/2016 22:18:32

Felipe,

vejo que aqui tem umas discordâncias por não conhecer a geografia estratégica na Suíça: Exemplo: tem UM vale para ir diretamente da Suíça para Itália: Chama se Valais.
tem uma estrada de ferro e rodovia.
em volta deste vale tem:

Duas cordilheiras de 4000m de altitude, cujos flancos são trufados de fortalezas camufladas e vários aeroportos dentro de tuneis na montanha, cujos portões de saída estão feitos de aço recoberto de rochas, aparentando flancos de montanhas mesmo.
Abre se estes portões e saem jatos ou, na época Messerschmidt suíços que vao ao ataque.
O invasor passa a ponte de entrada do vale, e depois deste passado, explode-se a ponte e destrói o invasor deixando a passagem sem saída nem entrada. Os suíços na montanha tem comida e armas e proteção contra guerra química.
os soldados tem treinamento, sim. E não so uma vez na vida, é um treinamento que tira todo homem 3 semanas da vida civil todo ano, e quando mais idade, 15 dias por ano, Isto quer dizer que tem "atualização" constante. Os pilotos de caça são ases indomáveis nestas montanhas.

Todas pontes rodo-ferroviarias tem dispositivos para serem destruídos em caso de guerra ou invasão, em momentos decisivos.

Eu diria que a metade da força da Suíça é o exercito, a outra metade, são as montanhas e vales. Um não vale sem o outro.

Quem já dirigiu ( turista vindo de países planos)em estradas de montanhas nas décadas passadas e hoje em estradas secundarias já se borrou as calças ao ver que a lei de transito é diferente nestes locais: Ônibus tem a prioridade total: ele da uma buzinada especifica e Você tem de se "colar" na beira de um precipício, sem choro e sem velas, a menos que Você erra a manobra e teras velas.Entao é um território para guerrilha mesmo.

Entendeu? A politica era de abandonar as terras planas e tudo mundo se refugiar nas montanhas, já preparadas para resistir e destruir o invasor no fundo dos vales. existem pouquíssimas rotas entre Itália, Suíça e Áustria: Todas deste jeito. Sem duvida, se Áustria (montanhoso) tivesse este armamento e treinamento, teria visto Hitler chorar nas sua Patria de origem.



Responder
rolf 23/05/2016 22:25:50

Ola Felipe e turma.

PS. do meu post precedente.o
Quem estiver interessado , podem ver no youtube os aeroportos (alguns) escondidos nas montanhas que o exercito (swiss air force) mantem. Alguns foram autorizados para mostrar internamente no you tube. Também demonstrações de "swiss air force" para quem curte.Os vales aparecem claramente em alguns tubes.

Responder
Soldado 05/01/2014 04:55:21

Alguém acredita que uma nação só porque tem o porte de armas liberado é capaz de conter uma força armada?

Qualquer um que já passou por algum tipo de treinamento de combate sabe que há diversos fatores além das armas para vencer um combate: clima, progressão no terreno, elemento surpresa, manobra de combate, etc.


"Ainda hoje, todo homem suíço, ao completar 20 anos de idade, é obrigado a fazer um treinamento militar e, após a conclusão, ganha um Fuzil de Assalto 90 (modelo 1990, 5.6 mm, com funcionamento automático e semi-automático) para manter em casa. Muitas mulheres também participam de práticas de tiro esportivo, bem como adolescentes e idosos."

Alguém me explica como conter uma bateria de artilharia de longa distância (5km +) com esses fuzis de assalto? Ou mesmo como conseque conter um ataque aéreo com esses fuzis? Como combater uma infantaria blindada com fuzis?

O calibre 5.6 não tem poder de fogo para atravessar uma chapa de aço (ou ferro) de mais de 3cm.

Isso significa que até blindagem nível 2 já segura esse tipo de calibre que sofre de um defeito grave de defornação quando toca no aço.

Esse calibre não seria suficiente nem para atravessar os blindados antigos que tem no Exército Brasileiro.

Lembrando que nos teatros de operações de guerra modernos mandam-se a artilharia aérea para "amaciar" o terreno e só então entra a cavalaria, infantaria, etc...

Responder
Marechal 05/01/2014 06:10:42

Se o objetivo do agressor é simplesmente sair bombardeando tudo, com o intuito de aniquilar toda a infraesteutura do país e dizimar sua população, então de fato não há nada que os cidadãos deste país agredido possam fazer para se proteger. Resta no entanto saber quem seria o imbecil que faria esse tipo de ataque: ele queimaria todas as suas munições e mísseis, e em troca ficaria com uma terra totalmente devastada, sem nenhum capital físico e com milhões de cadáveres.

Responder
Rafael 05/01/2014 13:58:19

Pois é, o ponto todo de ter uma sociedade armada é que a única maneira de realmente tomar o país é dizimando a população, o que raramente faz qualquer sentido para o conquistador.

Responder
Eduardo Bellani 05/01/2014 13:58:48

Discordo que não a nada que se possa fazer. Comandos infiltrados podem
muito bem usar esses fuzis de assalto pra alojar pedaços de chumbo
quente no crânio da pessoas de alta patente do exército e dos
governantes que os controlam. Isso tende a criar um incentivo pra que
tais pessoas de alta patente e governantes deixem em paz os portadores de tais
fuzis.

Abraços.

Responder
Gunars 16/02/2014 12:31:37

Fantástico este artigo.....o Brasil , aos poucos poderia adotar este modelo.....mel iates pensariam duas vezes antes de pular o teu muro......

Responder
historiador 17/03/2014 20:04:16

Não existe um único registro de que tenha havido no generalato nazista qualquer tipo de temor quanto a isso. Hitler simplesmente não invadiu porque não quis (se quisese o teria feito sem diciculdade, como Napoleão no final do século XVIII).

Passo enumerar alguns motivos que mostram que não valeria à pena invadir a Suíça:

1) A Suíça não possui recursos naturais em quantidade relevante.
2) O terreno suíço é muito acidentado
3) Tomar a Suíça não era requisito para ter acesso a outro pais mais vantajoso, como ocorreu com os países do leste para dar acesso à Rússia.
4) Não havia um parque industrial relevante a ser tomado.
5) Bancos suíços eram (e ainda são) importantes para estados corruptos. A Alemanha Nazista era repleta de negociatas entre indústrias e governo. Uma Suíça livre e neutra era muito mais interessante. E foi.
6) O pais era neutro e não teria potencial para incomodar. E não incomodou.

Essa era a realidade. Custo-benefício ruim.

Se houvesse petróleo, indústria ou outra vantagem, Hitler teria esmagado essa milícia (como Napoleão esmagou nas Guerras Napoleônicas).

Responder
Professor 17/03/2014 22:58:40

"Não existe um único registro de que tenha havido no generalato nazista qualquer tipo de temor quanto a isso. Hitler simplesmente não invadiu porque não quis (se quisese o teria feito sem diciculdade, como Napoleão no final do século XVIII)."

Você é médium? Como você pode afirmar que "Hitler simplesmente não invadiu porque não quis" quando o livro em questão fornece várias frases de Hitler que comprovam essa sua intenção?

Deixe de ser farsante.

"1) A Suíça não possui recursos naturais em quantidade relevante."

Neste quesito, nem a França e nem a Polônia.

"2) O terreno suíço é muito acidentado"

Assim como a Áustria.

"3) Tomar a Suíça não era requisito para ter acesso a outro pais mais vantajoso, como ocorreu com os países do leste para dar acesso à Rússia."

Brincou, né? A Suíça liga a França à Áustria por meio de um terreno mais plano do que aquele que passa pelo norte da Itália.

"4) Não havia um parque industrial relevante a ser tomado."

Não?! De qual Suíça você está falando?!

"5) Bancos suíços eram (e ainda são) importantes para estados corruptos. A Alemanha Nazista era repleta de negociatas entre indústrias e governo. Uma Suíça livre e neutra era muito mais interessante. E foi."

Quer dizer então que os nazistas, aqueles mesmos que queriam dominar o mundo, não tinham absolutamente nenhum interesse em se apossar justamente do maior sistema bancário do mundo, aquele que guarda as riquezas (na época, ouro) dos principais magnatas do mundo? Que estrategistas, hein?

"6) O pais era neutro e não teria potencial para incomodar. E não incomodou."

O que apenas tornaria ainda mais fácil uma eventual invasão deste país.

"Essa era a realidade. Custo-benefício ruim."

Ruim? Você como estrategista não serviria nem como conselheiro ao técnico do Íbis. Os nazistas, por outro lado, não pensavam como você, e as várias frases de Hitler citadas ao longo do livro comprovam isso.

"Se houvesse petróleo, indústria ou outra vantagem, Hitler teria esmagado essa milícia (como Napoleão esmagou nas Guerras Napoleônicas)."

O detalhezinho básico é que, além de Napoleão ter invadido o país no século XVIII, quando a população ainda não tinha a cultura das armas, a maioria da população aprovou de início esse arranjo. Houve resistência apenas nas áreas católicas.

Vá fazer proselitismo desarmamentista em outros sites que estão implorando por leitores.

Responder
julio cezar 09/08/2014 13:58:40

Realmente esclarecedor esse esforço suíço em treinamento, e sobretudo, a facilidade de mobilização. Napoleão invadiu a Suíça, mas Hitler, mais preparado, não quis se arriscar.

Responder
Karl 29/09/2014 21:24:56

Suíça segue dando inveja:

EM REFERENDO, SUÍÇOS RECUSAM IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMA DE SAÚDE PÚBLICA

Depois de rejeitarem salário mínimo de quase R$10 mil, suíços rejeitam saúde estatal pela terceira vez em menos de 10 anos.

spotniks.com/em-referendo-suicos-recusam-implementacao-de-sistema-de-saude-publica/

Responder
Rafael 29/09/2014 21:36:51

Rejeitado pela terceira vez em dez anos. Por que a insistência em aprovar um negócio do tipo? A esquerda não cansa mesmo.

Responder
Silvio 30/09/2014 00:28:31

O preço da liberdade é a eterna vigilância.

Responder
Schneider 27/10/2014 21:20:28

Realmente os suíços quase nunca nos decepcionam. Como eu faço para me mudar para lá? Eu viveria muito feliz lá como garçom, lavador de pratos, faxineiro, pedreiro,... Talvez com muito mais dignidade do que trabalhando num escritório aqui no Brasil...

Responder
Erick Skrabe 27/11/2014 14:14:51

Eu sou um grande defensor do porte de armas.

Entretanto acho que isso é superestimado em relação à Suiça. Sim, Hitler talvez tivesse dificuldade em invadir a Suiça. Mas a Suiça estava cercada por alemães por todos os lados. Se as fronteiras fossem fechadas eles resistiriam por quanto tempo ?

Me parece que a tese do livro "A Suiça lava mais branco" faz mais sentido: muita gente tinha a ganhar com a "neutralidade" Suiça. Os judeus perseguidos depositavam dinheiro nas contas secretas, os nazistas faziam compras usando a moeda suiça e lá lavaram muito ouro roubado.

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 03/12/2014 23:59:01


Muito interessante! A versão que em geral se divulga é que os suíços teriam colaborado tacitamente com os nazistas armazenando o ouro roubado por estes em seus bancos.

* * *

Responder
Evaldo 01/02/2015 02:16:09

Olha, o Getúlio e o Mcmoraes protagonizaram a discussão mais instrutiva para mim. Mcmoraes foi primoroso e o Getúlio suscitou uma discussão interessante e foi de uma humildade e correção ... que me calou. Muito grato a ambos.

Responder
Fabio Barreiros 16/05/2015 02:42:37

O tirano, enquanto guarda alguma razão - ou seja, quando ainda está por cima - é um fiel à matemática. Se invadir a Suiça significa a perda de 10 homens para 1, invade-se o vizinho. Assim, a Alemanha Socialista foi adiando a invasão, até que após o avanço aliado, já não tinha mais condições de sequer manter suas posições. Tempo é o artigo mais valioso que existe, seja em tempos de paz ou de guerra. Cada família suiça armada conferiu este tempo aos suiços.

Responder
Jose Romildo Nachbar 18/05/2015 20:27:12

Acho muito interessante os comentários, cada um expondo seu ponto de vista em relação ao texto.
Eu como não tenho nenhuma opinião a respeito quero só confirmar que adoraria poder ter o direito de andar armado uma vez que servi o exercito Brasileiro por um ano e até hoje diferente dos Suíços ainda não ganhei o meu "FAL" fuzil automático leve que o exercito utiliza até nos dias de hoje.

Responder
Agapito 19/05/2015 22:47:37

Criminosos são e serão uma pequena minoria em qualquer época, lugar ou países. E o dano que eles causaram à humanidade é infinitesimal quando comparado com os horrores, o derramamento de sangue, as guerras, as perseguições políticas, os fanáticos religiosos, as fomes, as escravizações e as destruições em grande escala perpetrada pelos governos da humanidade. Potencialmente, o governo é a mais perigosa ameaça aos direitos do homem: ele mantém o monopólio do uso de força física contra as vítimas legalmente desarmadas. Quando irrestrito e ilimitado pelos direitos individuais, um governo é o mais mortal inimigo do homem.
A necessária conseqüência do direito do homem à vida é seu direito à legítima defesa. Numa sociedade civilizada, força é usada somente em retaliação e somente contra aqueles que iniciaram seu uso. Lembramos os que desencadearam o movimento de 64 foram os que hoje querem nos desarmar. Por quê ? Por outro lado se toda sociedade pacifista renunciasse o uso da força retaliatória, estaria deixada abandonada a mercê do primeiro matador que se decidisse ser imoral. Tal sociedade alcançaria o oposto da sua intenção. Invés de abolir a maldade, ela o encorajará e premiará o crescimento do mal. Mais uma vez vamos dizer um não bem grande ao desarmamento. Todos os cidadãos com menos de sessenta anos lembrem-se que os governos militares jamais mandaram desarmar um cidadão, salvo algum mal entendido; mesmo o país vivendo um clima de tensão seguido de atentados.

Responder
Glauco 26/05/2015 23:30:06

Olhem só mais alguns indícios de como os nazistas "temiam" invadir a "imponente" Suiça e sua "incrível milícia armada"...
Hahahaha

Eram todos "abiguinhos"!
:D

https://www.warhistoryonline.com/war-articles/swiss-company-apologizes-pictures-dictators-coffee-creamers.html

Responder
Villas Boas 27/05/2015 00:21:38

Oi?!

Um potinho de creme de café estampou recentemente uma foto de Hitler e isso refuta todo o artigo?!

Rapaz, é cada demente que despenca aqui de pára-quedas...

Responder
Joao Girardi 28/05/2015 14:45:10

Se um punhado de homens armados que formam uma milícia não seriam capazes de por medo nos nazistas, então porque Hitler desarmou os judeus mesmo? Deve ter sido só por zoeira....

Responder
Glauco 02/06/2015 22:51:30

Se tu te prestar a ler um pouco sobre a história da Segunda Guerra Mundial, vais te informar que tanto a Suíça como os Nazistas tinham interesses em comum e se beneficiariam (e realmente se beneficiaram)da paz entre si. É só procurar informações sobre isto no Google, que receberás uma grande quantidade de artigos relacionados e com fontes de peso.

Se uma milícia armada fosse capaz de impor medo nos Nazista, como você me explica a conquista da França, Grécia, Áustria, Bélgica, Holanda, Hungria, Tchecoslovaquia e Iugoslávia.

Ou mesmo a tentativa de conquista de potência muito superiores as da Suíça,como Inglaterra e Rússia?

Se você pudesse ler um pouco sobre a história da Segunda Guerra Mundial, você saberia que muitos países que se definiram "neutros" durante este período, na verdade eram aliados ou no mínimo "simpatizantes" do regime Nazista, como por exemplo a Argentina, a Espanha do General Franco (que durante a guerra civil espanhola, recebeu apoio político e militar dos nazista em preparação para a Segunda Guerra).

A força aérea Suíça por exemplo no inicio do conflito tinha sua espinha dorsal equipada com os mesmos aviões que a Luftwaffe possuía, todos de fabricação alemã,fruto das boas relações diplomáticas e econômicas que os dois países possuíam.

Em relação aos judeus, você deve compreender que o desarmamento foi feito internamente na Alemanha e de forma preventiva, e contra uma comunidade e ainda com o apoio ou no mínimo a conivência do restante da sociedade alemã, não foi contra um país inteiro. Fora que dificilmente, se os judeus alemães na época estivessem armados, impediriam os Nazistas de cometer o mesmo massacre, certamente seriam mais custoso mas de forma alguma os impediria.

Faça apenas isso, leia, informe-se e vocês compreenderá que o artigo dessa matéria não tem fundamento factível, não passa de uma teoria infundada.

Responder
Guilherme 10/06/2015 16:42:32

"Se tu te prestar a ler um pouco sobre a história da Segunda Guerra Mundial, vais te informar que tanto a Suíça como os Nazistas tinham interesses em comum e se beneficiariam (e realmente se beneficiaram) da paz entre si. É só procurar informações sobre isto no Google, que receberás uma grande quantidade de artigos relacionados e com fontes de peso."

Coloque aí as fontes de peso.

De resto, quer dizer então que Hitler tinha a chance de se apossar de grande parte da riqueza mundial -- tanto o ouro quanto boa parte do dinheiro dos maiores magnatas do mundo estavam nos bancos suíços -- e abriu mão de fazê-lo? O sujeito podia se apossar do sistema bancário suíço e, consequentemente, de todo o dinheiro dos maiores magnatas do mundo, e não o fez apenas para "manter a paz com a Suíça"?

Que estrategista, hein?

"Se uma milícia armada fosse capaz de impor medo nos Nazista, como você me explica a conquista da França, Grécia, Áustria, Bélgica, Holanda, Hungria, Tchecoslovaquia e Iugoslávia."

Nenhum desses países tinha milícia armada. França? O exército dela sempre foi motivo de piada, e seus cidadãos sempre foram desarmados.

"Ou mesmo a tentativa de conquista de potência muito superiores as da Suíça,como Inglaterra e Rússia?"

E lograram êxito? Até onde sei, foram escorraçados. Perderam até pros russos, que eram inferiores militarmente.

"Se você pudesse ler um pouco sobre a história da Segunda Guerra Mundial, você saberia que muitos países que se definiram "neutros" durante este período, na verdade eram aliados ou no mínimo "simpatizantes" do regime Nazista, como por exemplo a Argentina, a Espanha do General Franco (que durante a guerra civil espanhola, recebeu apoio político e militar dos nazista em preparação para a Segunda Guerra)."

E daí? Desde quando a Argentina tinha alguma influência no cenário geopolítico mundial? A Espanha, desde o fim do século XVII, não apita mais nada.

"A força aérea Suíça por exemplo no inicio do conflito tinha sua espinha dorsal equipada com os mesmos aviões que a Luftwaffe possuía, todos de fabricação alemã,fruto das boas relações diplomáticas e econômicas que os dois países possuíam."

Ambos os países sempre possuíram boas relações diplomáticas -- até a ascensão do Terceiro Reich.

A força aérea suíça possuía equipamentos alemães por causa de suas boas relações com a Alemanha antes do surgimento de Hitler.

Pra quem diz ser o bonzão em história, você está convenientemente ignorando alguns fatos.

"Em relação aos judeus, você deve compreender que o desarmamento foi feito internamente na Alemanha e de forma preventiva, e contra uma comunidade e ainda com o apoio ou no mínimo a conivência do restante da sociedade alemã, não foi contra um país inteiro."

Certo. E?

"Fora que dificilmente, se os judeus alemães na época estivessem armados, impediriam os Nazistas de cometer o mesmo massacre, certamente seriam mais custoso mas de forma alguma os impediria."

Baseado em que você afirma isso? Quais são seus dados?

O massacre de judeus já tinha precedentes na história: o massacre dos armênios pelos turcos. Os preâmbulos foram idênticos: desarmamento.

Desarmamento e genocídios

"Faça apenas isso, leia, informe-se e vocês compreenderá que o artigo dessa matéria não tem fundamento factível, não passa de uma teoria infundada."

Não tem fundamento?! O entrevistador é autor de um livro que fala exclusivamente sobre este assunto, e o livro é pleno de fontes. Compre-o, leia-o e então, só então, refute os dados.

Ao agir assim, você apenas demonstra desespero, e tenta calar qualquer um que diga coisas contrárias à sua ideologia desarmamentista.

Responder
Ruy 06/09/2015 23:36:17

... Coitado do nossso pobre, trabalhador, e honesto povo brasileiro... Será que um dia vamos conseguir assegurar nossos direitos ? Torço e faço votos que sim !

Responder
Jorge Ernesto Macedo Geisel 29/09/2015 19:03:17


Quem conhece a Suíca e seu povo, não precisa pautar conclusões de seu poder militar dissuasório pela história da Segunda Guerra Mundial. A capacidade de resistência e de rápida mobilização supera qualquer potência européia ocidental, pelo treinamento periódico de suas reservas e o sistema orográfico vantajoso, aliados à produção de alimentos em escala de autosustentabilidade. Viajando por ela, em 2005, jamais vi tantos soldados em marcha pelas estradas como naquele valoroso país alpino.

Responder
Walter 03/11/2015 12:12:10

Não é à toa que os suiços têm alma de guerreiros. Basta ver quem eram os grandes Templários da Idade Média!

Responder
Evoldo 31/05/2016 16:08:13

Eso es un gran artículo. La versión que por lo general se da a conocer es que los suizos han cooperado con los nazis tácitamente que almacenan oro robado por ellos en sus asientos.

Responder
Eslavo 08/06/2016 01:45:56

Como não amar a Suíça?

g1.globo.com/mundo/noticia/2016/06/suicos-rejeitam-plano-que-faria-cada-cidadao-receber-r-9-mil-por-mes-sem-fazer-nada.html

Responder

Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
  Nome
  Email   (também utilizado para o Avatar, crie o seu em www.gravatar.com)
  Website
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.







Multimídia   
  Podcast Mises Brasil
        por Bruno Garschagen - 06/01/2019
  Conferência de Escola Austríaca 2014
        por Diversos - 23/10/2014
  Fraude - Explicando a grande recessão
        por Equipe IMB - 31/10/2012
veja mais...



Instituto Ludwig von Mises Brasil



contato@mises.org.br      formulário de contato           Google+
Desenvolvido por Ativata Software