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A perversidade da diversidade

As expressões 'ação afirmativa', 'representação paritária', 'tratamento preferencial' e 'cotas raciais' não possuem grande apelo entre a população.  Sabendo disso, a elite intelectual, a mídia, o governo e todos os demais entusiastas criaram o termo 'diversidade', uma palavra aparentemente benigna que funciona muito bem para encobrir políticas racialmente discriminatórias.  Via de regra, tais políticas exigem que as universidades, as empresas privadas e as burocracias do governo formem seus quadros de acordo com a proporção de cores e etnias existentes no país.

Por exemplo, se os negros formam 20% da população, então eles devem formar 20% dos estudantes universitários, 20% dos professores, 20% dos gerentes de empresas e 20% dos funcionários públicos.  Por trás dessa visão de justiça está a ignara noção de que, não fosse a discriminação, todas as cores e etnias estariam igualmente distribuídas em termos de renda, educação, ocupação e outros critérios.

Não há absolutamente nenhuma evidência, em nenhum lugar do mundo, de que a proporcionalidade estatística seja a norma.  Ainda assim, grande parte de nossas leis, de nossas políticas públicas e do nosso modo de pensar partem do princípio de que a proporcionalidade é a norma.  Vejamos agora algumas diferenças raciais e vamos pensar sobre suas causas e possíveis curas.

Nos EUA, ao passo que 13% da população é formada por negros, estes representam 80% dos jogadores profissionais de basquete e 65% dos jogadores profissionais de futebol americano, sendo que, em ambos os esportes, os negros são os jogadores mais bem pagos.  Em contraste, os negros representam apenas 2% dos jogadores profissionais da liga americana de hóquei sobre o gelo.  Logo, não há diversidade racial no basquete, no futebol americano e nem no hóquei.  Tais esportes em momento algum atendem aos critérios de 'igualdade racial'.

Mesmo no que diz respeito a conquistas esportivas, a diversidade racial está ausente.  No baseball, quatro dos cinco recordistas de home-runs são negros.  Desde que os negros entraram nas principais ligas de baseball, das 8 vezes em que houve mais de 100 bases roubadas em uma temporada, todas foram feitas por negros.  Por outro lado, o Departamento de Justiça americano recentemente ordenou que o departamento de polícia de cidade de Dayton, no estado de Ohio, diminuísse a nota mínima de aprovação nas provas escritas para que assim mais negros pudessem entrar na força policial. 

O que o Procurador Geral da Justiça dos EUA, senhor Eric Holder, deveria fazer a respeito da falta de diversidade racial nos esportes?  Por que as elites intelectuais não protestam?  Será que é porque os proprietários desses multibilionários times profissionais de basquete, futebol e baseball são pró-negros ao passo que os proprietários dos times da liga de hóquei e os donos das grandes empresas são racistas relutantes em colocar negros em altas posições e com altos salários?

Dentre as questões de diversidade étnica, há uma que foi completamente varrida para debaixo do tapete: os judeus americanos representam menos de 3% da população do país e somente 0,2% da população mundial.  Todavia, entre 1901 e 2010, esses judeus ganharam 35% de todos os prêmios Nobel que foram concedidos a americanos, o que significa que eles ganharam 22% do todos os prêmios Nobel já distribuídos.

Se, para a turma que advoga a diversidade, a sub-representação é uma "prova" de que há discriminação racial, o que eles sugerem fazer para os casos de sobre-representação?  Afinal, se uma raça está sobre-representada, então isso pode significar que um grupo de pessoas está se apossando daquilo que, "por direito", pertence a outra raça.

Há outras questões de representação para as quais talvez seja necessário alguém começar a dar mais atenção, para poder criar políticas públicas corretivas.  Por exemplo, os asiáticos repetidamente obtêm as maiores pontuações na seção de matemática do SAT, ao passo que os negros obtêm as menores.  Os homens são 50% da população, assim como as mulheres; entretanto, os homens são atingidos por raios em uma frequência seis vezes maior do que as mulheres.  As estatísticas populacionais para os estados americanos de Dakota do Sul, Iowa, Maine, Montana e Vermont mostram que a população negra desses estados não chega nem a 1%.  Por outro lado, em estados como Geórgia, Alabama e Mississippi, os negros estão sobre-representados em relação à sua porcentagem na população geral dos EUA.

Há outros exemplos globais de desproporcionalidade.  Por exemplo, durante a década de 1960, a minoria chinesa da Malásia recebeu mais diplomas universitários do que a maioria malaia.  Somente na engenharia, foram 400 diplomas para chineses e apenas quatro para malaios, não obstante o fato de que os malaios dominavam o país politicamente.  No Brasil, no estado de São Paulo, mais de dois terços das batatas e 90% dos tomates produzidos foram cultivados por pessoas de ascendência japonesa.

O moral da história é que não há, em nenhum lugar do mundo, evidências de que, não fosse a discriminação, as pessoas estariam divididas ao longo de todas as atividades produtoras de acordo com suas porcentagens na população.  Diversidade é um termo elitista utilizado para dar respeitabilidade a atos e políticas que, em outros contextos, seriam consideradas racistas.

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Veja também:

O estado e o racismo


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autor

Walter Williams
é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros.  Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.


  • Flavio Ortigao  06/04/2011 11:56
    Esse artigo e' muito bom, as teses sao bem fundamentadas. Mas o corolario, na minha opiniao e' falso. Williams afirma "O moral da história é que não há, em nenhum lugar do mundo, evidências de que, não fosse a discriminação, as pessoas estariam divididas ao longo de todas as atividades produtoras de acordo com suas porcentagens na população.". todos os exemplos de nao-isonomia racial que deu, sao exemplos de como "a cor da pele" define erroneamente uma raca. Se fossemos olhar a distribuicoa ao longo da UNICA verdadeiro, conceito racial que se aplicaria a especie humana, os grupos sanguineos, a divisao seria bastante diferente. Existe uma selecao, positiva ou negativa, baseada na cor da pele, ou naquilo que se deseja definir, memso que absolutamente erroneo do ponto de vista cientifico, como raca. Judeus, negora, asiaticos etc. Mas nos exemplos citados as diferencas CULTURAIS entre cada um desses grupos estava la. Levar Negros e Latinos e meninas para a Ciencia, e' uma tarefa importante em nome da ACAO AFIRMATIVA, que traz bons resultados. Levar Judeus para os Esportes, e' tambem muito necessaria em escolas do Nordeste americano. Nao e' "perverso" desejar a diversidade. Nao e' racista reconhecer que os negros e os latinos estao completamente sub representados nas Escolas Superiores nos EUA. Mas seria se render a uma realidade e a uma cultura, que CERTAMENTE traz a marca do racismo, aceitar o Status Quo.
  • Joao  06/04/2011 13:35
    Flavio, os grupos sanguíneos são definidos como a cor da pele: por segregação dos alelos na meiose e posterior junção dos alelos na fecundação dos gametas. Não faz sentido dizer que grupos sanguíneos diferences configuram raça diferentes, mas cor de pele diferente não.
    Não sei de onde você tirou que Walter Williams disse ser perverso ACEITAR a diversidade. Uma coisa é aceitar a diversidade, outra coisa é criar políticas discriminatórias em nome da diversidade. Isso não resolve nenhum problema, pois o racismo não acaba por decreto. O racismo acaba porque os indivíduos deixam de lado o racismo.
  • rafael  06/04/2011 18:20
    > Nao e' "perverso" desejar a diversidade. Nao e' racista reconhecer que os negros e os latinos estao completamente sub representados nas Escolas Superiores nos EUA.

    Ñ é perverso desejar a diversidade, perverso é tentar impor ela, forçando pessoas e empresas a contratarem ou aceitarem pessoas contra a sua vontade.
  • Matheus Kiskissian  27/04/2012 07:34
    Eu acho bastante perverso dar mais valor a um tom de pele do que ao outro. Você não?
  • Paulo Sergio  27/04/2012 08:14
    'Mas nos exemplos citados as diferencas CULTURAIS entre cada um desses grupos estava la'
    Trocou seis por meia duzia.Multiculturalismo é outra bandeira que não faz o menor sentido, que só é idolatrada convenientemente pelos amiguinhos do Gransci.
  • Paulo Sergio  27/04/2012 08:20
    E por falar em multiculturalismo, vi uma das coisas mais bizarras da minha vida recentemente num blog de uma feminazi retardada
    Uma criatura lá, defendendo o multiculturalismo chegou a falar que a Europa tem que perdoar e aceitar a crescente onda de estupros feitos pelos imigrantes muçulmanos, da áfrica, porque o estupro faz parte da 'cultura' desse povo.Tanto que até teve um ditador lá que chegou a distribuir camisinhas só pra isso.
    E isso num blog feminista!!
  • Paulo Sergio  28/04/2012 10:45
    Achei a pérola, aviso, tomem um engov antes de ler:

    '
    Paula disse:
    Esses mulçumanos que estão migrando para a Europa são africanos. Líbia, Marrocos, Egito, Argélia. Esses são os principais países que estão enviando migrantes para a Europa.
    Esses países não tem controle de natalidade e são desérticos. A cada 20 anos surge um excedente de população que seria suficiente para destruir esses países em guerras. A taxa de natalidade européia é baixa, portanto eles aceitam esse excedente.
    O fato é que nesses países o estupro é um valor cultural. Vide MUAMAR KADAFFI que distribuiu VIAGRA aos soldados para incentivar os estupros. Que de fato ocorreram aos milhares.

    Uma sociedade multicultural deve ser tolerante com as manifestações diversas das culturas minoritárias.
    Se os países europeus aceitam a mão de obra barata dos mulçumanos africanos, também devem aceitar os seus valores culturais, TODOS os seus valores ancestrais.
    Esse é o princípio do multuculturalismo.
    Assim como no Brasil o governo federal aceita a cultura dos índios guaranis que consideram as mulheres aptas a reprodução a partir dos 11 anos e predomina o primeiro filho aos 12 anos em todas as aldeias.
    Apesar de ser contra a lei federal a relação entre adultos e menores de 14 anos, existe a tolerância cultural aos valores indíginas.
    Assim como o infanticídio que existe em várias culturas indíginas amazônicas. Se o bebe nasce com alguma debilidade ele é enterrado vivo. A FUNAI aceita esse valor cultural e nada faz contra.
    Ao Norte da África, Líbia, Argélia, Marrocos e todos esses países islâmicos predomina pequenas tribos e pequenas cidades. O estupro é uma forma de diversificação genética e cruzamento entre etnias e raças.

    Esse valor cultural típico dos norte africanos deve ser visto pelos europeus como uma manifestação cultural de uma minoria. Do ponto de vista antropológico deve haver uma tolerância a essa manifestação cultural e não tratá-la como um crime hediondo, como se fosse um europeu o fazendo.'

    www.blogger.com/comment.g?blogID=1486619705951395295&postID=2990911342238671871

    É mole? E viva o multiculturalismo, mais um presente da companheirada.E a mulher que for estuprada, azar.
  • Joana D'arck  02/05/2012 01:00
    Essa aí é louca!!!
  • celi  07/05/2012 06:19
    É a coisa mais absurda que já li!!!! E esse povo ainda quer dizer que não existem culturas superiores a outras!!!
  • Paulo Sergio  28/04/2012 12:24
    'Williams afirma "O moral da história é que não há, em nenhum lugar do mundo, evidências de que, não fosse a discriminação, as pessoas estariam divididas ao longo de todas as atividades produtoras de acordo com suas porcentagens na população.". todos os exemplos de nao-isonomia racial que deu, sao exemplos de como "a cor da pele" define erroneamente uma raca. Se fossemos olhar a distribuicoa ao longo da UNICA verdadeiro, conceito racial que se aplicaria a especie humana, os grupos sanguineos, a divisao seria bastante diferente'

    O que ele disse foi:
    'Por exemplo, se os negros formam 20% da população, então eles devem formar 20% dos estudantes universitários, 20% dos professores, 20% dos gerentes de empresas...'

    Baseado em que vc fala que 'Se fossemos olhar a distribuicoa ao longo da UNICA verdadeiro, conceito racial que se aplicaria a especie humana, os grupos sanguineos' a divisão seria bastante diferente?
    Qual a evidência de que que num mundo onde 20% da população fosse O+, também seriam O+ 20% dos estudantes universitários, 20% dos professores,20% dos gerentes de empresas, etc ?

  • anônimo  07/05/2012 07:58
    "O moral da história é que NÃO há, em nenhum lugar do mundo, evidências de que as pessoas estariam divididas ao longo de todas as atividades produtoras de acordo com suas porcentagens na população, caso não existisse discriminação."


    Releia a frase, ele falou justamente que não há evidências disso.
  • Paulo Sergio  07/05/2012 09:18
    Reler pra que? Não tem contradição nenhuma, WL falou que não há evidência, já o Ortigão não só disse que há mas tb que 'a divisao seria bastante diferente'
  • Flavio Ortigao  06/04/2011 13:58
    Joao, eu sei do que eu estou falando. Racas em qualquer especie configuram uma divergencia genetica diferenciada estabelecida, que a fecundidade inter-racas ja e' dificultada. Os grupos sanguineos e os HLA (os antigenos de superficie causadores de rejeicao), sao os que mais proximos configuriram uma raca. Cor, e' um fator de adaptacao climatica, que nao correlaciona com nada que confoiguraria uma "raca". Na verdade o conceito de raca para humanos e' completamente arcaico e rejeitado cientificamente. Os grupos sanguineos e o HLA definem os diferentes genotipos humanos.
  • anônimo  06/04/2011 14:55
    @Ortigao: "eu sei do que eu estou falando..."

    Técnica de vendedor detected!
  • Fernando Chiocca  06/04/2011 15:09
    @Ortigao:"Levar Negros e Latinos e meninas para a Ciencia, e' uma tarefa importante em nome da ACAO AFIRMATIVA, que traz bons resultados"

    Racista detected!
  • Flavio Ortigao  06/04/2011 15:30
    Moron detected. Va se instruir!
    en.wikipedia.org/wiki/Human_skin_color

    So um imbecil ve na acao afirmativa um ato de racismo. Primeiro que nao e' determinacao legal. Ninguem e' obrigado a acao afirmativa, mas nasce de nao sermos IMBECIS. De poder entender que grupos estao tendo baixa representatividade em certas areas, e desenvolver acao que beneficiem a diversidade. O estudo de PisaII (q. vide) mostrou de forma CLARA e quantitativa que paises que adotam a acao afirmativa, que trabalham contra a discriminacao, tem maior desempenho. Isso significa quebrar as barreiras sociais e de genero, origen etnica. Usar tecnicas especificas para alcancar os alunos fora dos grupos classicos de desempenho.
  • Renê  10/04/2011 13:10
    Ortigão

    Você não sabe sequer o que significa racismo.
  • Matheus Kiskissian  27/04/2012 07:40
    Então um perneta com cara de árabe como eu deveria ter "mais chances no esporte"? Sai dessa.
  • Andre Canine  02/05/2012 06:31
    Esse pessoal defensor das leis de cotas se enquadram em duas categorias:\r
    \r
    1 - ignorância (desconhecem o que signifique racismo.\r
    2 - desonestidade.\r
    \r
    \r
    Fica difícil debater com gente assim.
  • Rhyan Fortuna  07/04/2011 00:31
    Fiquei curioso com uma coisa dita pelo W.W. na entrevista pro Milênio da Globo News:

    Ele disse que a quebra da bolsa não tem relação com depressões, é verdade?
  • Leandro  07/04/2011 01:56
    Rhyan, queda do valor das ações na bolsa (que foi o que aconteceu em 1929) por si só não gera depressão. Em 1987, a bolsa americana caiu 15% em dois dias e não houve depressão.

    A Grande Depressão de 1929 começou com quebras bancárias que ocorreram porque o Fed parou repentinamente de expandir a oferta monetária. Os bancos -- que praticavam reservas fracionárias -- começaram a restringir empréstimos e a pedir a quitação de empréstimos pendentes. As pessoas ficaram assustadas e correram para sacar seu dinheiro dos bancos. Por causa das reservas fracionárias, isso gerou uma série de falências bancárias.

    Essas falências bancárias geraram uma forte contração na oferta monetária -- consequentemente, uma recessão. Tal recessão não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários, de modo que se estes adequassem à nova realidade da oferta monetária. Porém, o governo fez exatamente o contrário: controle de preços e salários, tarifas de importação, aumento de gastos, aumento do déficit e políticas de cartelização para beneficiar produtores.

    Resultado: a recessão foi prolongada por 15 anos.

    Portanto, o que o Williams disse está totalmente correto: queda de ações na bolsa não provoca -- e nem têm por que provocar -- depressões. A queda das ações na bolsa em 1929 foi mera consequência da interrupção na expansão da oferta monetária.

    Abraços!
  • Caio Cesar  07/04/2011 16:51
    Walter Willians, grande pensador! Estava faltando ele aqui no Mises.
    Ele fez uma entrevista a VEJA recentemente. Causou espanto ao jornalista...

    òtimo texto!
  • Joao  08/04/2011 08:19
    Eu vi essa entrevista há alguns dias. O jornalista ficou perplexo, às vezes revoltado, mas percebeu que não estava diante de um pseudo-intelectual que vomita baboseiras, coisa muito comum aqui no Brasil - afinal, Marilena Chauí é considerada uma grande filósofa (prefiro o termo "pensatriz", aquela que finge que pensa). Gostei particularmente de uma frase do Walter Willians, quando questionado se ele aceitava a existência da Klu Klux Klan. Resumidamente, era algo como "Eu sou um defensor radical da livre associação dos indivíduos. Portanto, preciso aceitar que as pessoas se associem de maneiras que eu desprezo. Esse é o verdadeiro teste de comprometimento com a livre associação".
  • Gustavo Sauer  27/04/2012 11:36
    Thomas Sowell e Walter Williams são excelentes nesses assuntos.
  • Eduardo Rodrigues  28/04/2011 02:51
    Entrevista concedida por Walter Williams à Globo News.
    www.youtube.com/watch?v=zoBpHaayomc
    www.youtube.com/watch?v=8jAvAQz5UMs


  • Eduardo  27/04/2012 08:46
    Sensacional a entrevista do Walter, que vergonha pelo cara da globo.
  • Julio dos Santos  28/04/2012 11:00
    Barbaridade, como apanhou o cara da Globo!
    Quando o repórter disse: "E os problemas econômicos que ele herdou?" referindo-se a Obama.
    W.W responde rindo: "Bem... é verdade, essa desculpa não serve pra sempre. (...) É assim com pessoas do mundo todo, que culpam o colonialismos por seus problemas. Pessoas de países de Terceiro Mundo dizem que foi o colonialismo. Elas só querem uma desculpa".
    Muito boa essa frase, sintetiza bastante a entrevista.
  • mauricio barbosa  27/04/2012 06:49
    Racismo,atitude condenável,mas as pessoas querem ser racistas paciência,eu particularmente não sou e nunca serei,mesmo porque DEUS não faz acepção de pessoas,agora essas ações afirmativas tem um viés gramsciano,forçar o setor privado a aceitar cotas é um absurdo e um despropósito,o supremo aceitar cotas raciais em universidades públicas(é legal mas é imoral) mais uma vez comete um deslize por pura conveniênçia.Mostrando com isso como o estado funciona mal e porcamente.
  • william  27/04/2012 06:56
    Não entendo porque a revolta de algum "libertários" com as cotas.

    Nossa luta não é acabar com cotas ou outras políticas dentro da educação pública, e sim acabar com as universidades públicas de fato, que por si só, já representam um real preconceito, criado em nome do povo, mas que na prática existe somente para beneficiar os filhos dos mais ricos.

    Mesmo com as cotas, quem se beneficia ainda são filhos dos negros mais ricos.

    Universidades públicas são um roubo, fora que formam milhares de profissionais improdutivos todos semestre.
  • Luis Almeida  27/04/2012 07:03
    Eu sou totalmente a favor das cotas. Aliás, acho que deveria haver muito mais cotas, principalmente cotas para burros. Acho que cotas são a maneira mais efetiva de desmoralizar e acabar de vez com este esgoto que é o sistema universitário brasileiro e, consequentemente, com a obrigatoriedade dos diplomas.

    Já que o populacho treme só de ouvir alguém dizer que ninguém deve ter o direito de ter sua educação financiada pelo dinheiro roubado de terceiros, então a segunda melhor opção é destruir de vez a pouca qualidade que resta no ensino superior, entupindo as universidades de gente sem preparo. Quanto mais, melhor.

    Até que, finalmente, chegará o dia em que constatarão que a verdadeira virtude estará justamente naqueles que se educaram por conta própria (algo facílimo hoje na era da internet), e não nos imbecis que perderam de 4 a 7 anos de suas preciosas vidas sendo estupidificados por acadêmicos semi-letrados. Quem tiver formação universitária será preterido pelo mercado. E muito corretamente.
  • Paulo Sergio  27/04/2012 08:05
    É verdade, só que ESSAS cotas não vão fazer essa diferença, quem vai se beneficiar são os alunos negros 'ricos', que estudaram em escola particular
  • Daniel F.  27/04/2012 07:26
    Ao pé da letra, se um dono privado de qualquer instituição quer criar cotas, pode fazer livremente. A briga toda é justamente pelas universidades serem estatais, geridas pela pilhagem. DADO que elas existam, é melhor sem cotas do que com cotas (e melhor ainda se fossem privadas e abolissem o MEC).
  • Cedric  27/04/2012 07:38
    Cotas não se limitam às universidades públicas.
  • mauricio barbosa  27/04/2012 07:12
    William concordo com você em parte, pois quando critico o supremo estou fazendo como pagador de impostos a contragosto que sou(todos nós).Agora como libertário é claro que defendo a extinção de toda entidade estatal.Ok!Um abraço.
  • Conservatore  27/04/2012 07:44
    Quando, em meu curso de CS, digo que, o problema está na base da educação brasileira, ou seja, se dermos educação de qualidade com fins objetivos,SEM IDEOLOGIAS, sou taxado de reacionário(ironicamente, sou de "periferia"). Sou uma prova de que, não adianta dar apenas acesso, é preciso colocar estudantes com boa formação educacional de base. Estou tendo que me virar, para compensar meus déficits educacionais. E olha que é um curso em humanas, imagine física, matemática, química,a dificuldade seria ainda maior.
    Se eu, como uma pessoa pobre, reconheço isto, por que, os "intelectuais" progressistas não reconhecem?A resposta,os editores e, a maioria dos leitores deste site já sabem.
    O PROBLEMA NÃO É A COR DA PELE, OU DA ETNIA, O PROBLEMA É A BAIXA QUALIDADE EDUCACIONAL. POBRE(INDEPENDENTE DA COR), SE TIVER OPORTUNIDADE DE ESTUDAR COM QUALIDADE,PODE CONCORRER EM CONDIÇÕES DE IGUALDADE. INSTITUIR A POLÍTICA DE COTAS, É INSTITUCIONALIZAR O RACISMO, AUMENTANDO A TENSÃO ONDE, ELA SERIA MÍNIMA, OU, CRIANDO TENSÃO, ONDE NÃO HAVIA.NÃO QUERO SER SALVO IMANENTEMENTE.
  • Patricia Soffiatti  18/05/2012 11:19
    Olá! Concordo totalmente com você, Conservatore. A questão toda é um problema de EDUCAÇÃO. Na minha opinião, se todos tivessem acesso a uma educação DE QUALIDADE, não importando o número de computadores e tablets em salas de aula, mas sim o professor bem preparado, e o aluno atento, alimentado, bem cuidado, toda esta problemática chegaria a um fim, pois todos teriam o direito assegurado de chegar onde desejarem: terminar o ensino funadamental e médio e se inserir no mercado de trabalho, sem ser julgado pelo fato de não possuir um diploma universitário, ou cursar uma universidade de qualidade. Na minha opinião, estas políticas de cotas são discriminatórias, sim, e não levam em conta o mérito da pessoa, e sim a sua "cor" ou "raça". A ciência há muito já demonstrou que não existem raças na espécie humana! Enfim. Boa sorte para todos nós!
  • Paulo Sergio  27/04/2012 07:55
    Ótimo artigo, só não gostei dele ter citado o prêmio nobel, que é claramente um prêmio político.Maior prova de todas é o Obama, mal foi eleito ganhou o nobel da paz
  • Aldo Jr.  27/04/2012 08:14
    Como já disseram aí em cima, competência é o que define qualquer questão. Baixar o nível para
    ter mais universitários negros, ou não, isso não vai melhorar nem o país nem desenvolver o que é mais necessário, criatividade, ciência e competência. È com isso que devíamos estar mais preocupados e não ir abaixando o nível universitario para todo mundo entrar e ter um diplominha para conseguir um emprego num cabide público.Boas universidades são elitistas em qualquer lugar do mundo e têm de ser, já que as pessoas só entram lá quase exclusivamente pela sua competência, não pela cor da sua pele. O resultado é o que se vê no primeiro mundo e quase não se vê por aqui.
    Desenvolvimento.
  • Fabio MS  27/04/2012 09:03
    "Diversidade é um termo elitista utilizado para dar respeitabilidade a atos e políticas que, em outros contextos, seriam consideradas racistas."\r
    O Lewandowski precisou de algumas dezenas de páginas para justificar o sistema de cotas.\r
    O Walter Willians, em algumas linhas, escancarou a fraude por trás daquela justificativa.\r
    Grande W.W.!
  • Márcio Elton  27/04/2012 09:20
    Sou negro de pelo e acho ridículo, essa proposta de cotas em projetos como esses são camufladas verdadeiras intensões.
    Estão usando negros como bode expiatório, estão dizendo que a culpa esta na cor da pele quando deveriam dizer que a culpa é da educação pública que é de má qualidade, vivem dizendo que é necessário uma reparação não acho, nós negros de hoje não sofremos nada por que ser reparado? quem sofreu foi o negro que foi escravo esse sim, políticos ligados a ongs, simplesmente estão usando negros como cliente político, se realmente querem fazer algo, melhorem a educação pública no país que ai sim iriam reparar toda uma sociedade a longo prazo, não só negros.
    O coletivismo desestrutura a sociedade e a segrega.
    Se eu depender de cotas racial para entra em uma federal prefiro ficar de fora e procura outros métodos de estudo, nãos aceito tenho capacidade de chegar lá e disputar a vaga com meu esforço disciplina e dedicação, não aceito e não me vendo a visionários, e nos negros temos que mostrar que somos capazes parar de ficar se passando por coitado por causa do nosso passado vamos a luta, estudar e ser alguém melhor, não espere nada do governo nem de ninguém faça sua parte quando alguém lhe da algo pode ter certeza algum interesse há.
  • Bruno  27/04/2012 11:18
    Márcio, você poderia rever esta sua postura quanto à educação pública:

    Se não fôssemos obrigados a pagar impostos para manter as escolas públicas (ineficientes, como tudo o que é mantido pelo governo), não teríamos condições de arcar com os custos de um ensino privado de maior qualidade? E não acha que roubar é errado? Por que é que tirar a força de uns para dar a outros é certo, então, quando se trata de educação?

    Dois textos que talvez te interessem:
    A injustiça da justiça social.
    Educação e liberdade.
  • LMS  07/05/2012 16:24
    Quero fazer muito mais uma crítica a crítica que ele lança contra as cotas do que uma defesa das cotas. Sou a favor das mesmas como algo temporario.

    Curioso que as carreiras onde os negros estao "sobrerrepresentados" sejam todas elas carreiras esportivas, e de ampla popularidade nas camadas mais pobres. Logo, são esportes que os moradores da periferia, em maioria negros e pardos e latinos, praticam desde cedo em suas vidas. E as praticam, em verdade, de maneira improvisada, e acredito ainda que como maneira de gastar o tempo que poderia ser preenchido por educação escolar a que não possuem acesso. Como o futebol é no Brasil.

    Esta constataçãoleva o autor achar absurdas as cotas raciais nas polícias, já que os negros já possuem predominância no nicho desportivo.

    Como se fosse razoável comparar as duas profissões.

    Enquanto o policial possui todo o status de um homem que deve cumprir a lei, que está exposto a perigos e sujeitos a obrigações rígidas, o desportista tem o status de alguém que possui uma imensa sorte por exercer uma profissão lúdica e ainda ser bem pago. Se, por outro lado, devido a experiência, as pessoas associam o policial a temas como corrupção e abuso de poder, eventualmente os astros do esporte são vistos como "um vagabundo que deu certo", ou ainda "um ignorante, iletrado que deu certo".

    No entanto, o lugar comum diz que a profissão policial é fundamental para uma sociedade. Que, a despeito da corrupção que exista em maior ou menor medida e que deve ser eliminada, é vital para a socciedade a polícia. Esta é mais ou menos a opinião comum. Enquanto o esporte é visto simplesmente como espetáculo, como um ramo do showbusiness - e tal ótica ofusca aquela que vê no esporte uma atividade salutar para o organismo e para o convivio social. Se um dia falirem as industrias do esporte-entretenimento, a idustria da fofoca, a industria fonografica, cinematográfica cresceriam. Até um circo de pulgas poderia muito bem disputar este espólio.

    O autor conforma-se com a sobrerrpresentação dos negros no esporte e ainda não enxerga tal quadro como mais um reflexo da discriminação. Pelo contrário, vê isso como uma demonstração de democracia racial.

    Curioso que as carreiras onde os judeus estao "sobrerrepresentados" sejam, ao que parece, em carreiras científicas. Note-se que em geral os judeus estão muito mais presentes nas classes média e altas que os negros nas mesmas.


    E o autor ainda tem a coragem de comparar estas duas "sobrerrepresentações"!!!




    E ele usa a sobrerrepresentação dos negros nos esportes para afirmar que os negros possuem iguais oportunidades em relação as outras raças? É isso mesmo?
  • Luis Almeida  07/05/2012 16:45
    Tentei, mas não entendi aonde você quis chegar. Constatei apenas o pavoroso método de se tentar "argumentar" utilizando acenos ortográficos ("!!!"), típico daqueles que querem convencer demonstrando espanto. Vai precisar de mais do que isso por aqui.
  • LMS  07/05/2012 22:07
    Não acredito que o sistema de cotas tenha o fito de equalizar as proporções de etnias numa sociedade e representantes das mesmas etnias com diploma de nível superior. Tem apenas o fito de reduzir a desproporção entre estas proporções, minimamente, de maneira paleativa e provisória. O investimento em acesso à educação básica é o mais importante.

    Noto nas críticas as cotas sociais, como em toda e qualquer diretriz de esquerda, moderada ou radical, intervencionista ou socialista, o argumento de que são artificiais, antinaturais.

    Como se o mercado fosse algo natural da espécie humana, tal qual a respiração, a digestão, a circulação do sangue. Ora,como se o macaco - como espécie animal que precedeu ao homem na evolução das espécies - houvesse DESCIDO DA ÁRVOR VENDENDO BANANAS (e vão falar mal da minha caixa alta...) assim como desceu respirando, digerindo as bananas e com o coração bombeando o sangue. E não só vendendo as bananas, mas ainda como PRoPRIETÁRIO das bananas, e não simplesmente POSSUINDO-AS, DETENDO-AS. Ora a propriedade e o comércio são fenômenos muito menos naturais e muito mais sociais, fruto da decisão dos homens, do que a posse. Um macaco, assim como os homens, tem a capacidade de possuir bananas. Agora, para ser proprietário, tem de possuir alguma concepção de propriedade - e que esta seja a predominante cultural e juridicamente. E só o homem tem essa capacidade. Asssim como pode decidir que não haverá mais propriedade privada
  • Conservatore  18/05/2012 17:08
    Caro LMS, com certeza o mercado não é algo natural, pelo menos, não como a respiração, a digestão,etc.... Todavia, é bem mais antigo do que socialismo/comunismo, esquerda/direita.Leia o artigo novamente, o autor não está defendendo a "naturalidade" ou não das cotas, seu argurmento é no sentido de mostrar o lado negativo desta política, com consequencias indesejadas, justamente, para os "beneficiados". Sou moreno claro, nada impediria de eu pleiteiar uma vaga cotista, afinal, é só se declarar. Passei no vestibular sem precisar recorrer a esta política esquerdista, não porque, sou crítico da esquerda, mas, por entender o INSTITUCIONALIZAÇÃO DO PRECONCEITO, ironicamente perpetrada por quem se diz defensor dos "fracos e oprimidos".\r
    PS. O Homem não descende do macaco, Darwin apenas sugeriu que possuimos um ancestral comum, ademais, a macro-evolução postulada por ele já foi devidamente refutada pela própia Ciência, permanece a micro-evolução, esta sim, empiricamente demosntrável.
  • Hay  18/09/2013 21:38
    Tem apenas o fito de reduzir a desproporção entre estas proporções, minimamente, de maneira paleativa e provisória. O investimento em acesso à educação básica é o mais importante.

    Há um problema prático nos investimentos provisórios desse tipo: quem é que vai acabar com eles? Qual político quer ser conhecido como o porco racista que só quer ferrar os negros, os pobres, etc? É o mesmo problema do Bolsa-Família. NINGUÉM vai conseguir acabar com ele. É um suicídio político imediato.
  • Andre  08/05/2012 09:08
    Bem.... as cotas estão funcionando? Existe algum local com dados sobre a quantidade de cotistas, se completaram o curso, se foram admitidos em empresas , privadas ou públicas? Funcionou?

    Do jeito que está não tem jeito ao meu ver. É um circulo: O pobre nasce na favela, com pais sem educação (as duas no caso). É criado com irresponsabilidade, passa fome, não é incentivado a estudar, quando é o caso a escola pública é uma piada, vive num lugar cheio de violência e é embrutecido por ela. O resultado é um indivíduo que também vai morar na favela e ter um monte de filhos com o mesmo futuro, além de ser igualmente um irresponsável na educação de seus filhos. Vejo poucos sairem desse círculo. O que fazer?

  • Luís Almeida  08/05/2012 09:16
    E o pobre branco, André?
  • Andre  08/05/2012 10:11
    he,he,he. Não falei de cores. Tenho interesse sobre o desempenho de cotistas, dados.
    Sobre o segundo parágrafo, Tambem não mencionei cores. O resultado geral é igual para qualquer cor.

  • Bruno  08/05/2012 11:03
    Simples André, é só eliminar o estado, cujo objetivo é justamente tornar as pessoas irresponsáveis e dependentes de seus benefícios financiados pela coerção, de forma que não percebam que estariam muito melhor sem ele.
  • Gustavo Leitte  17/02/2013 02:36
    Deveria haver mais traduções dos artigos de Walter Williams.
  • anônimo  18/09/2013 20:13
    Das atrizes mais bem pagas de Hollywood, não tem nenhuma negra:

    forbesbrasil.br.msn.com/listas/10-atrizes-mais-bem-pagas-de-hollywood

    Isso é um absurdo. Isso é racismo. Algo tem ser feito para corrigir esta injustiça. Alguma ação afirmativa é preciso.
  • Emanuel  19/09/2013 04:17
    Absurdo é querer obrigar alguém a pagar o que vc acha que é o valor correto para cada pessoa em função de sua cor. Já estou até vendo:

    MEDIDA PROVISÓRIA

    Art. 1º - Os estúdios cinematográficos, teatros, redes de radiodifusão, circos, blogs, coletivos culturais, semáforos de trânsito e congêneres ficam obrigados, na forma desta medida provisória, a ter um percentual mínimo de seus contratos e de suas receitas dirigidas a artistas afro-descendentes e homoafetivos, com o intuito de corrigir as desigualdades históricas criadas pelo sistema capitalista opressor, tendo em vista os seguintes princípios:

    I - a dignidade da pessoa humana;

    II - as diversidades étnica, racial e sexual;

    III - a redução das desigualdades sociais;

    IV - o repúdio ao racismo e à homofobia e a toda forma de discriminação;

    V - a função social dos contratos e da propriedade;

    VI - o resgate das dívida social e histórica com as classes e grupos oprimidos;

    VII - o interesse público;

    VIII - o bem-comum;

    IX - os ditames da justiça social;

    X - a igualdade material;

    XI - os critérios de conveniência e oportunidade (mérito administrativo);

    XII - os direitos humanos, inclusive os constantes de tratados internacionais.

    § 1º - fica criado o Ministério do Gerenciamento do Resgate da Dívida Sócio-Histórico-Sexo-Racial-Cultural.

    § 2º - os percentuais a que se referem o caput deste artigo serão estipulados por decreto da Presidência da República, após ouvidos os Movimentos Sociais relacionados ao tema tratado nesta lei, bem como a Secretaria dos Direitos Humanos, o Ministério da Cultura, o Ministério da Educação, o Ministério do Gerenciamento do Resgate da Dívida Sócio-Histórico-Sexo-Racial-Cultural, a Secretaria da Igualdade Racial e a Secretaria de Políticas para Mulheres (nem sei se os nomes são esses, hehe).

    § 3º - os percentuais acima aludidos deverão ser objeto de revisão semestral, de acordo com as variações dos flagelos sociais a que visa combater, averiguados pelo órgão de controle estatístico do Ministério mencionado no parágrafo 1º desta lei, em convênio com o IBGE, o qual passará a realizar pesquisas domiciliares a fim de determinar a cor, identidade e orientação sexual da população residente no território brasileiro;

    § 4º - O MEC, adotará providências para realização da pesquisa referida no parágrafo anterior seja realizada nos estabelecimentos de educação públicos e privadas, especialmente entre as crianças durante a primeira infância, ocasião em que ainda não foram objeto de deformação da sua identidade sexual nata pelos vários mecanismos que compõem a superestrutra burguesa heterossexista-patriarcal, e repassará tais dados ao Ministério do Gerenciamento do Resgate da Dívida Sócio-Histórico-Sexo-Racial-Cultural;

    § 5º - O decreto que regulamentará esta medida provisória, definirá os cargos em comissão que serão criados para cada Departamento do Ministério do Gerenciamento do Resgate da Dívida Sócio-Histórico-Sexo-Racial-Cultural, listados no anexo único desta medida provisória.

    Art. 2º - Esta medida provisória entra em vigor na data de sua publicação.




    ANEXO ÚNICO

    Ficam criados os seguintes órgão subordinados ao Ministério do Gerenciamento do Resgate da Dívida Sócio-Histórico-Sexo-Racial-Cultural:

    1)Departamento de Controle de Dados e Estatística

    2)Departamento de Diversidade Sexual;

    3)Departamento de Direitos Humanos;

    4)Departamento Antropológico;

    5)Departamento Histórico;

    6)Departamento Cultural;

    7)Departamento Afro-Descendente;

    8)Departamento Sociológico;

    9)Departamento de Psicologia Social;

    10)Departamento de Movimentos Sociais e Cidadania;

    11)Departamento de Sexologia e Kama Sutra;

    12)Departamento do Cafezinho.




  • Marcelo  27/09/2013 20:48
    Não dá a idéia, Emanuel!
  • Maluco no Pedaço  21/01/2015 14:17
    Não adianta você exemplificar com exemplos de outros países. Nos EUA houve exclusão pelo Estado até a década de 60 e a reação foi forte (MLK, Malcolm X, Black Panthers etc). Não tivemos movimento similar no Brasil.
    O povo judeu não é exemplo de minoria excluída, aliás é exatamente o contrário.
    Negros não estão proporcionalmente presente em todos os segmentos da sociedade e isso é fato. Não estou culpando o racismo, estou dizendo que a história do Brasil com a escravidão e como os negros foram tratados no fim dela é que nos trouxe até aqui.
    Só 1% dos negros chegava a um curso superior no fim dos anos 90. Hoje já são 10%.
    Exceções só confirmam a regra.
  • Will Smith  21/01/2015 16:09
    "O povo judeu não é exemplo de minoria excluída, aliás é exatamente o contrário."

    É sim uma minoria.

    Os judeus americanos representam menos de 3% da população do país e somente 0,2% da população mundial. Todavia, entre 1901 e 2010, esses judeus ganharam 35% de todos os prêmios Nobel que foram concedidos a americanos, o que significa que eles ganharam 22% do todos os prêmios Nobel já distribuídos.

    Como você responde a isso?

    "Negros não estão proporcionalmente presente em todos os segmentos da sociedade e isso é fato."

    E daí? Minorias raciais e étnicas sempre foram as proprietárias — ou gerentes — de mais da metade de todas as principais indústrias de vários países. Dentre estas minorias bem-sucedidas, há os chineses na Malásia, os libaneses na África Ocidental, os gregos no Império Otomano, os bretões na Argentina, os indianos em Fiji, os judeus na Polônia, os espanhóis no Chile — entre vários outros.

    Durante a década de 1960, a minoria chinesa da Malásia recebeu mais diplomas universitários do que a maioria malaia. Somente na engenharia, foram 400 diplomas para chineses e apenas quatro para malaios, não obstante o fato de que os malaios dominavam o país politicamente. No Brasil, no estado de São Paulo, mais de dois terços das batatas e 90% dos tomates produzidos foram cultivados por pessoas de ascendência japonesa.

    Como você responde a isso?

    "Não estou culpando o racismo"

    E nem poderia, dado os exemplos práticos acima.

    "estou dizendo que a história do Brasil com a escravidão e como os negros foram tratados no fim dela é que nos trouxe até aqui. Só 1% dos negros chegava a um curso superior no fim dos anos 90. Hoje já são 10%. Exceções só confirmam a regra."

    Não entendi nada do "raciocínio".
  • Jaden Smith  21/01/2015 19:31
    Muito bom, um leitor de Thomas Sowell.
  • Emerson  07/11/2016 14:03
    Professor, poderia me explicar como o caso da proporcionalidade ou desproporcionalidade acontece em relação à politica de cotas nas universidades? Eu gostaria de entender o posicionamento que um liberal deve tomar ao opinar sobre esse tipo de assunto. Afinal, hoje em dia temos mais negros dentro das universidades, entao cabe dizer que a política de cotas está sendo benéfica para a população? Como a direita avalia esse tipo de coisa? Aceito até a recomendação de artigos. Abraço
  • Marciano  07/11/2016 16:23
    É obvio que temos mais negros nas universidades, pois é essa a função da política de cotas, jogar mais negros nas universidades no lugar de outras pessoas não negras.

    O problema é justamente esse, ela tira a vaga de alguém e dá para outra pessoa apenas por causa da cor da pele. Não há mais merito e sim privilégios.


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