Acumulando reservas e equalizando o câmbio

Há pouco mais de dois meses, escolhi o seguinte link como página inicial do meu browser. Confesso que tenho assistido com perplexidade, dia após dia, a sede do BC em intervir no mercado cambial comprando mais e mais dólares

Estamos nos aproximando do fim do primeiro trimestre de 2011 e nosso BC já acumula mais de US$ 314 bi em reservas internacionais, um incremento de US$ 25,9 bi somente neste ano (dados de 16/03/2011). Se o ritmo de intervenções cambiais do Bacen permanecer com esta intensidade, é possível que terminemos o ano com mais US$ 400 bi em reservas. Muito vai depender da atuação do FED. Como o quantitaive easing 2 termina em  junho próximo, é bem provável que nosso BC se veja "obrigado" a continuar absorvendo a liquidez a ser injetada por Ben Bernanke ao menos até lá.

Desde 2006, um mínimo US$ 26 bi são acumulados anualmente ao nosso colchão de divisas, com destaque aos mais de US$ 94 bi adicionados em 2007. Apesar da exceção de 2008, quando a cotação do dólar subiu abruptamente no chamado flight to safety após a quebra do banco Lehman Brothers, a moeda americana vem caindo consistentemente, conforme gráfico abaixo.

1.png

Fonte: Bacen

A autoridade monetária brasileira, intelectualmente amparada também pelo ministério da fazenda, está de fato determinada a não deixar o dólar derreter. No entanto, os efeitos que tal política pode acarretar nas contas nacionais merecem alguns comentários.

Equalização Cambial e o Resultado do BC

Graças a um interessante artifício contábil (e de caixa), os efeitos da política cambial não mais serão absorvidos pelo balanço do Banco Central, conforme estipulado pela Lei de Nº 11.803, de 5 de novembro de 2008. Em tal lei foi introduzido o mecanismo da Equalização Cambial, onde: 

"o resultado financeiro das operações com reservas cambiais depositadas no Banco Central do Brasil e das operações com derivativos cambiais por ele realizadas no mercado interno, conforme apurado em seu balanço, será considerado:

I - se positivo, obrigação do Banco Central do Brasil com a União, devendo ser objeto de pagamento até o décimo dia útil subseqüente ao da aprovação do balanço pelo Conselho Monetário Nacional; e

II - se negativo, obrigação da União com o Banco Central do Brasil, devendo ser objeto de pagamento até o décimo dia útil do exercício subseqüente ao da aprovação do balanço pelo Conselho Monetário Nacional."

O conceito de resultado financeiro inclui o custo de carregamento das reservas cambiais, isto é, "o produto entre o estoque de reservas cambiais, apurado em reais, e a diferença entre sua taxa média ponderada de rentabilidade, em reais, e a taxa média ponderada do passivo do Banco Central do Brasil, nele incluído seu patrimônio líquido". Em outras palavras, é o custo de oportunidade de carregar as reservas cambiais no balanço do BC. Ademais, o resultado é afetado obviamente pela variação do câmbio e pela marcação a mercado dos títulos em carteira do BC.

Esta mudança na forma de apurar o resultado do Banco Central tem o intuito de neutralizar o balanço do BC da política cambial, fazendo com que a condução da política monetária e seus resultados contábeis não sejam afetados pela volatilidade do câmbio. Pelo menos este é o objetivo mais aparente.

Entretanto, mais do que fornecer maior transparência nas contas do BC, tal medida visa impedir que o patrimônio do Bacen se torne negativo devido aos efeitos de sua política cambial. Em outras palavras, evita que o BC se torne contabilmente insolvente.

Quando isto acontece,  o Tesouro é forçado a cobrir o prejuízo e recompor a carteira do BC via emissão de dívida (segundo legislação vigente). Foi justamente o que ocorreu em 2007, após um prejuízo contábil de R$ 47,5 bi, em grande parte fruto dos R$ 55,6 bi de custo oriundo das reservas cambias, o Tesouro Nacional teve que aportar mais de R$ 48 bi para cobrir o resultado do BACEN[1]

2.png

Fonte: Bacen (não está considerado o custo de oportunidade nos anos anteriores a 2008. A equalização cambial foi introduzida a partir daquele ano.)

No gráfico acima, vemos o resultado contábil apurado pelo Banco Central, bem como o custo das reservas cambiais e o nível destas no eixo da direita. Com sucessivos prejuízos registrados de 2005 a 2007, nosso BC buscou através do conceito da "equalização cambial" insular-se dos possíveis impactos negativos de carregar reservas cambiais em seu balanço. A inesperada e  súbita valorização do dólar em 2008 trouxe ao tesouro mais de R$ 170 bi de efeito positivo. Mas bastaram dois anos para todo este "lucro" ser mais do que compensado.

No atual arranjo, pouco muda na prática. Previamente, se o resultado do BC fosse negativo, o Tesouro cobriria via emissão de dívida. Após a introdução da equalização cambial o resultado do carregamento das reservas internacionais é transferido ao Tesouro antes da apuração do resultado contábil. A grande diferença é que o Banco Central passa a operar contabilmente sem arcar com custo da política cambial. Mas em qualquer uma das formas, o Tesouro deve recompor a carteira do BC para cobrir os prejuízos.

Devido ao aumento vertiginoso das reservas cambiais nos últimos 5 anos, o BC estaria cada vez mais sujeito ao risco dos juros internacionais e da volatilidade natural do câmbio. Simbolicamente, prejuízos constantes causariam certo abalo na imagem da autoridade monetária, atraindo atenção e o escrutínio do mercado, algo nada desejável ao BC brasileiro (ou a qualquer autoridade monetária no mundo).

Por mais que o Banco Central venha a apresentar um patrimônio líquido negativo, configurando um estado de insolvência, o BC não teria problemas para honrar seus passivos, uma vez que praticamente 100% de suas obrigações estão denominadas em moeda nacional de sua própria emissão. Na extrema hipótese de que houvesse uma "corrida bancária" ao BC, onde os bancos demandassem o resgate de suas reservas eletrônicas em espécie, bastaria o Bacen imprimir as cédulas necessárias via Casa da Moeda[2].  A situação seria mais complicada caso a autoridade monetária mantivesse a maior parte do seu passivo em moeda estrangeira[3].

Treasuries, o custo fiscal e algumas sugestões

Antes de argumentar se é possível e desejável que o BC acumule reservas visando conter uma apreciação do real (ver aqui, aqui, aqui e aqui), analisaremos as possíveis repercussões fiscais desta política.

A grande maioria das reservas cambiais está investida em títulos do Tesouro Americano, os chamados Treasuries. Consequentemente, o maior risco das reservas internacionais se encontra nestes ativos. Praticamente em zero, a única direção que as taxas de juros dos EUA podem ir é para cima.

Atualmente estima-se que 70% de todas as novas ofertas de Treasuries é adquirido pelo FED. Em junho encerra-se o segundo round de QE. Quando Ben Bernanke cessar a impressora, quem o substituirá? E a que preço? Tais inquietações levaram o maior investidor privado de Treasuries, Bill Gross, a desfazer-se recentemente de todo o seu portfólio de títulos de governo americano, mantendo aproximadamente 23% de seus ativos em espécie. Cash.

Sua lógica é evidente. Um aumento repentino nos rendimentos dos títulos americanos causaria perdas consideráveis na carteira de qualquer credor dos EUA. Em meio à grande incerteza do que sucederá ao final do QE2, é melhor proteger-se de uma enorme perda do que correr este risco com títulos rendendo juros irrisórios. Para investidores privados desprovidos da capacidade de criar dinheiro ex nihilo, nada mais prudente. 

Segundo Bernanke, os juros permanecerão baixos por um "período estendido de tempo". Por mais que não o admita, este poder não esta sob seu controle. Bernanke não poderá seguir monetizando a dívida americana mantendo juros artificialmente baixos indefinidamente. Cedo ou tarde será impossível mascarar o aumento generalizado de preços. Tampouco será possível que governos, como o brasileiro e o chinês, sigam acumulando Treasuries sem produzir um aumento doméstico dos preços.

Enquanto este cenário é postergado e o dólar segue se desvalorizando, maior será o custo fiscal de carregar as reservas cambiais. Quando nem mais os índices de core inflation do FED forem capazes de esconder a escalada de preços, será hora de aumentar os juros, como ocorreu na década de 80, quando Paul Volcker (então presidente do FED) precisou elevar os juros a mais de 18%. Com o atual nível de reservas, um súbito aumento de juros poderia causar perdas fiscais de mais de R$ 100 bi.

Prejuízo que poderia ser compensado por uma apreciação do dólar. Porém, juros a mais de 10% levariam o governo americano à beira da moratória. Num cenário como este, simplesmente não há como prever a direção do câmbio.

Alguns mais céticos advogam que Ben Bernanke simplesmente não elevará os juros e seguirá inflando e monetizando a dívida americana ad infinitum, gerando inevitavelmente uma hiperinflação e o colapso do dólar como moeda de reserva mundial e potencialmente como meio de troca.

Em suma, a atual conjuntura americana é insustentável. É uma questão de tempo. Seja qual for o cenário final, juros nas alturas ou hiperinflação, a estratégia de acumulação de Treasuries é no mínimo questionável.

O crescente estoque de reservas cambiais não é saudável para as contas nacionais. Carregar este custo e risco acarreta prejuízos para todos e benefícios para muito poucos.

Além do objetivo principal de conter a apreciação do real, alega-se que as reservas atuam como um hedge ao passivo externo brasileiro, o qual se encontra ao redor de US$ 260 bi. Mas, segundo esta retórica, faria sentido seguir acumulando reservas além deste nível? Não seria uma contradição lutar para conter a depreciação do dólar, o que reduz o passivo externo, e ao mesmo tempo afirmar que se está protegendo este mesmo passivo?

Câmbio flutuante deve, de fato, flutuar. Mas em qualquer direção e não somente naquela que ao governo lhe convém. E para que este realmente flutue é necessário que tanto a entrada quanto a saída de capitais seja efetivamente liberalizada e que, ademais, o jurássico arcabouço cambial regulatório seja completamente reformado.

Conclusão

Evidenciar o prejuízo causado pelo carregamento das reservas internacionais é justamente o que o BC não quer. Atrair demasiada atenção para as contas do Bacen é um descuido a ser evitado. Transparência é bom, mas nem tanto. Pelo menos não para a sobrevivência desta instituição. Um maior escrutínio do funcionamento do Banco Central tornaria claro a inerente impossibilidade de seu mandato. Tornaria evidente a instabilidade do sistema bancário por ele mantido. Tornaria evidente que aquele que promete lutar contra a inflação é o mesmo que a cria.

Mas as pessoas têm memória curta. Em alguns anos nem mais lembraremos desta mudança nas "praticas contábeis" do BC e o custo de carregamento das reservas cambiais será apenas mais um item nas contas do Tesouro Nacional, deixando o caminho livre para que o Banco Central possa operar sem maiores complicações.

Infelizmente, o problema não é apenas de memória, mas também de embasamento teórico. Vivemos numa armadilha, mas não é a armadilha da liquidez. É a armadilha das teorias. De teorias econômicas que contrariam a lógica e o bom senso.

Chegamos a tal extremo que não há mais nenhuma teoria econômica que consiga justificar as ações das autoridades monetárias mundiais desde a crise de 2008. A única resposta disponível é: algo precisava ser feito. E o que foi feito carece de fundamentação teórica e, até mesmo, empírica.

E é com este embasamento que o FED monetiza a dívida americana, inundando o mundo com dólares. Em contrapartida, banqueiros centrais, na vã tentativa de conter a apreciação de suas moedas, empilham insanamente mais e mais Treasuries. O que, por sua vez, permite que o governo americano se endivide ainda mais, forçando o FED a monetizar novamente, injetando mais liquidez nos mercados.

O que fará com que este círculo vicioso seja quebrado é de difícil previsão.

Mas este dia virá. Não há dúvidas. Este dia virá.

_________________________________________________________

Notas

[1] Por ser uma entidade privada (além de outros fatores), o FED americano apresenta uma situação distinta. Caso este se tornasse insolvente, o Tesouro Americano não poderia simplesmente "capitalizá-lo" como ocorre no nosso Banco Central. É preocupante, portanto, a criatividade de Ben Bernanke e Cia em assegurar a Reserva Federal Americana uma virtual imunidade contábil através de "passivo negativo". Ver artigo Robert Murphy sobre esta recente jogada contábil do FED http://mises.org/daily/5057/Accenttchuate-the-Positive-The-New-Accounting-at-the-Fed

[2] Ver artigo de Robert Murphy onde se especula a potencial insolvência contábil do FED  http://mises.org/daily/4869/Can-the-Fed-Become-Insolvent

[3] Ver David Howden "Can a Central Bank Go Broke?" http://mises.org/daily/3662.

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SOBRE O AUTOR

Fernando Ulrich
é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 


Ué, se a Vale era essa barbada toda, então por que esse cara não está rico? As ações foram vendidas livremente na bolsa, o que significa que ele poderia comprá-las livremente. No mínimo, poderia formar uma sociedade com vários amigos, comprar as ações, e então ficar rico com sua valorização.

Por que não fez isso?

Dizer que a empresa se valorizou após a privatização e daí afirmar que ela foi vendida a preço de banana é impostura intelectual. Quem afirma isso não sabe como funciona mercado e nem conhece a diferença entre gerência estatal e privada. E tem também de explicar por que não enriqueceu, já que sabia perfeitamente que a empresa estava subvalorizada.

Aliás, o grupo liderado pelo Votorantim perdeu o leilão de privatização da Vale. Antônio Ermírio de Moraes perdeu a oportunidade do século de ficar podre de rico. Se era tão óbvio que a mineradora estava desvalorizada, por que cargas d'água o então homem mais rico do país não ofereceu mais pelas bananas?

Detalhes:

1) O governo detinha apenas 42% do capital votante. Ou seja, o que foi a leilão não foi a empresa inteira, mas apenas 42% do capital votante. A empresa inteira estava avaliada em aproximadamente US$ 8 bilhões, sendo que a fatia vendida valia US$3,34 bilhões.

2) O leilão se deu na bolsa de valores, a preço de mercado. Qualquer um poderia ter participado. Logo, o Armando está correto. Quem hoje esperneia que a venda foi barata tem a obrigação de explicar por que não participou da venda. Se a empresa estava "a preço de banana", então o sujeito tinha a certeza de que a empresa iria se valorizar enormemente no futuro. Por que não montaram um consórcio e compraram ações? Era dinheiro certo. Não fizeram isso por quê? Odeiam dinheiro?

3) À época, ninguém imaginava que haveria um súbito e intenso boom no preço global das commodities, o que elevou o preço do minério de ferro para a estratosfera e impulsionou fortemente o valor da Vale.

Portanto, quem diz que a Vale foi vendida a "preço de banana" revela, com toda a sinceridade, profunda ignorância econômica.
Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor),

Se a Petrobrás, a IMBEL, Eletrobrás(Furnas), Copel... são empresas eficientes, por que o governo usa o protecionismo para coibir concorrentes(até mesmo internacionais)? E mais, por que subsidiam essas empresas se elas são tão eficientes?

Em uma economia liberal, nunca vamos saber se aquela empresa é realmente de fato eficiente como você afirma. Para sabermos se ela realmente é eficaz deveríamos defender o mercado livre. Você está se baseando apenas em lucros que a empresa teve ao longo dos anos, mas lucros as custas do povo que paga impostos, porque o BNDES injetou dinheiro ao longo da era petista, e lucro em cima do entrave de novos concorrentes que o nosso governo pratica ao longo desses anos.

"Dê uma passeada pelos nossos corredores e veja se tu não vais te arrepiar. Conceição Tavares, Belluzzo, Aloísio Mercadante, Márcio Pochmann, duvido achar uma outra faculdade que ostente colossos tão imponentes no mundo acadêmico. Isso sem falar dos nossos ''filhos adotados'' como o Bresser, Celso Furtado, João Sayad, entre outros. Ah, aqui foi a casa do Plano Real, só para lembrar."

Sem comentários. Parece uma piada.

"Paliativo é ficar brincando de elevar as taxas de juros ou de sobrevalorizar o câmbio."

Nós nunca brincamos de elevar as taxas de juros, pelo contrário, acreditamos que os juros é redigido pelo mercado, e não em uma canetada como os economistas da UNICAMP(letras garrafais, por favor) defendem.
Sobrevaloriza o câmbio? De novo. Parece uma piada.
Pesquisa sobre Currency Board e depois conversamos.

"No setor agrícola para amenizar a inflação de alimentos, no setor energético(que é o principal culpado por essa inflação tão alta), isso sim são medidas concretas."

Inflação de alimentos é aumento de preço localizado, como foi o caso do feijão e do tomate. A melhor medida para combater a carestia gerada essencialmente pelo governo, é reduzir os impostos e LIBERAR O MERCADO PARA A ENTRADA DE CONCORRENTES. Com a burocracia estatal que é formada para obter uma reserva de mercado, garante que os empresários que estão sob proteção do governo, possa praticar qualquer preço sem qualquer tipo de concorrência que faria com que ele perdesse fatia do mercado por uma outra empresa que com medidas eficientes pudesse reduzir o preço dos alimentos.
Por mais que abaixasse o imposto, ele poderia praticar qualquer tipo de preço sem ser incomodado. E essa redução do imposto, esse mesmo empresário teria lucros maiores que poderia ter sob a reserva de mercado.

Setor energético culpado pela inflação? É isso que estão ensinando na UNICAMP(com letras garrafais, por favor)?

Bem que o Roberto Campos avisou: "O Brasil acaba com os economistas da Unicamp, ou eles acabam com o Brasil.
Bastaram cinco anos de assessoria direta de economistas da Unicamp à Presidente Dilma Rousseff, para a previsão de Roberto Campos se tornar realidade: expansão monetária, corporocracia, expansão das obras públicas, expansão dos cargos e salários públicos, intervenção estatal em toda a economia, corrupção e protecionismo comercial.
Provavelmente nenhuma economista fez tão mal ao Brasil quanto Maria da Conceição Tavares, mas além dela podemos destacar, em tempos recentes, o mais nocivo professor do país: Luiz Gonzaga Belluzzo.
Belluzzo nunca acerta qualquer previsão econômica, e é obcecado por gastos públicos. Como principal conselheiro econômico de Dilma Rousseff, convenceu-a a enterrar a bem sucedida matriz econômica "meta de inflação/câmbio flutuante/responsabilidade fiscal" por uma matriz heterodoxa "juros baixos, câmbio desvalorizado e aumento de gastos públicos". Foi, sem dúvida, um responsável direto pelo caos econômico que vivemos.
Agora, repetindo o que Lula falou há dois meses, Belluzzo tem a desfaçatez de dizer que a crise econômica é culpa de um suposto ajuste fiscal que Joaquim Levy estaria fazendo. Segundo Belluzzo, precisamos gastar mais ainda para sair da crise."
https://www.institutoliberal.org.br/blog/previsao-de-roberto-campos-e-o-ajuste-que-nunca-aconteceu/

"Quer dizer que a empresa desde 1953 é referência nacional, mas por causa de um governo ruim ela vira ''um grande cabide de empregos''? Aliás, esse tipo de problema acontece na esfera privada também."

Cabide de emprego na esfera privada? Você desconhece qualquer atividade empresarial para falar tal bobagem, nunca um empresário faria da sua empresa um cabide de emprego, ele opera com sistema de lucro e prejuízo, ele não pode se dar ao luxo de encher a empresa de empregados ineficientes.
Palavras de um empresário.

"Não, apenas defendo que as nossas empresas não fiquem vulneráveis à imperialistas que jogam sujo contra nós. "

Eles jogam tão sujo, que em países no ranking de abertura comercial, a população paga pelo melhores produtos pelo menor preço. Parece que a UNICAMP(com letras garrafais, por favor), está doutrinando os seus alunos a ter sentimentos nacionalistas que acaba prejudicando justamente quem eles querem proteger: a população.

Obrigado por vir até aqui e comprovar que Roberto Campos sempre esteve certo tanto da UNICAMP(com letras garrafais, por favor) quanto na petrossauro.

Abraço Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor)
Olá amigos, sou um estudante do ensino fundamental e eu tenho interesse em economia, tenho um irmão mais velho que acompanha o site e sempre me disse que esse era o melhor site para aprender sobre meu interesse. Portanto, gostaria de aprender mais sobre as questões abaixo:
Obs: Gostaria de respostas curtas para maximizar meu aprendizado de forma que eu não acumule muito conteúdo de primeira. Eu tenho um conhecimento prático e limitado sobre a economia, justamente pelos ensinamentos do meu irmão.
Vamos começar.

Questão 1) O que é inflação de demanda?

Questão 2) O que é demanda agregada?

Questão 3) Inflação é sempre decorrente de expansão de crédito?

Questão 4) O que é base monetária?

Questão 5) O que define a taxa de juros em um livre mercado?

Questão 6) Como é definido a taxa de juros atualmente no Brasil?

Questão 7) Aumento na taxa de juros é pelo "risco país"?

Questão 8) Como é determinado o câmbio?

Questão 9) Qual o melhor sistema de câmbio?

Questão 10) Li recentemente em um site que temos 19 montadoras no Brasil, não seria livre mercado(pelo menos no setor automotivo)? (Sei que temos monopólio de fabricante de peças)
Cade acusa Fiat, Ford e VW de monopólio em fabricação de peças

Questão 11) Temos candidatos a presidente que tem como um slogan sob a sua campanha "Abaixar os juros" por um decreto? Isso seria uma decisão ruim ou boa? Não há uma contradição pela questão 7? Dilma dizia que abaixaria os juros e acabou não ocorrendo, pelo contrário, ela aumentou? Por que seria diferente com esse candidato?

Questão 12) Por que abolir o CVM? Qualquer empresa poderia entrar na bolsa sem burocracia estatal, de modo que impulsionaremos nossa economia com as empresas estrangeiras que abririam capital na nossa bolsa? Seria uma medida que o micro-empresário poderia rivalizar com os mega-empresários?

Questão 13) Por que abolir a infraero?

Questão 14) Por que abolir ANVISA?

Questão 15) Qual o potencial do Brasil?

Questão 16) Nióbio ajudaria no nosso desenvolvimento?

Questão 17) Exportação x Importação? Qual o melhor? Por que balança comercial é importante para economistas?
Importação é produtos do estrangeiro que vieram ao Brasil para serem vendidos, mas até onde sei até chegar a loja esses produtos ainda não foram vendidos? Por que os ataques histéricos com essa balança se nem ao menos sabem se o produto foi vendido(até mesmo pelo preço pela taxa de importação)?

Questão 18) Na China existe o trabalho escravo? Encontrei essa matéria de chineses apanhando por mau desempenho no trabalho

Questão 19) Por que a China vai explodir economicamente? Todos dizem que vai ser a maior economia do mundo até 2050, vocês acreditam?

Questão 20) Pelo que obtive do meu irmão, a Índia está fazendo algumas reformas liberais, apesar de tímidas estão ajudando a economia a crescer? Índia não poderia passar a China com essas reformas?

Questão 21) Acumulação de capital x consumismo(explique seus conceitos e qual o mais importante em uma economia)?

Questão 22) O que gera recessão?

Questão 23) O que torna um país rico?

Questão 24) Existe algum limite de crescimento que um país possa se ter? Exemplo do Japão que é do território do MS(Mato Grosso do Sul) pudesse dobrar a sua economia?

Questão 25) Por que a Irlanda cresceu 26% em um ano? Milagre econômico ou livre mercado?

Questão 26) Por que os países de livre mercado são taxados de paraísos fiscais? Hong Kong, Cingapura, Panamá, Ilhas Cayman, Suíça, Luxemburgo e outros? Austrália e Nova Zelândia entrariam nesse conceito?

Questão 27) Por que o Brasil cresceu apenas 4% na média na década passada?

Questão 28) O renminbi poderá passar o dólar como a moeda de troca internacional?

Questão 29) Existe zona de livre comércio em Xangai?

Questão 30) Por que a China tem esse "poderoso" PIB? Como ela conseguiu o tal "milagre"?

Questão 31) Por que o estado mínimo não é necessário?

Questão 32) Forças Armadas estatal x Forças Armadas privada(Qual o melhor e por que)?

Questão 33) Por que a Africa é pobre?

Questão 34) Somália é anarcocapitalista?

Questão 35) Milton Friedman é importante nas matérias econômicas(o que podemos aprender com ele?)?

Questão 36) Mises foi o mais importante economista do século 20?

Questão 37) Keynes x Mises e Keynes x Milton Friedman(maiores diferenças entre eles)?

Questão 38) Keynes é comunista, socialista ou capitalista interventor?

Questão 39) O que causou a Grande Depressão?

Questão 40) Explique o conceito de ciclos econômicos?

Questão 41) Qual a contribuição da Escola Austríaca(EA) nas ciências econômicas?

Questão 42) Qual a posição da EA na colonização de planetas? Ouvi dizer que podemos praticar atividades econômicas nesses planetas com agricultura e mineração(depois da terraformação)?

Questão 43) Meio ambiente x livre mercado(Qual o papel do livre mercado na conservação do meio ambiente)?

Questão 44) Amazônia poderia se internacionalizada por não protegemos nosso patrimônio? Não é agressão internacional para com o nosso país? Estão atrás da preservação ou das riquezas que nós temos no território?

Questão 45) Zona franca de Manaus funciona(qual o papel dela na economia brasileira)?

Questão 46) Empregos se tornam obsoletos enquanto outros surgem, qual a visão dos leitores e dos autores sobre a mineração espacial, internet das coisas e viagem espacial?

Questão 47) Pobreza diminuindo com a expansão do capitalismo, até quando a pobreza absoluta poderá ser erradicada?

Questão 48) De acordo com a revista Veja, se toda a água do planeta fosse representada por 200 litros, 195 litros seria de água salgada. 5 litros seria de água doce, mas a maior parte da água doce está nas geleiras ou em depósitos subterrâneos de difícil acesso, a humanidade tem a sua disposição para consumo apenas o equivalente a 20 mililitros de água. Qual o papel da iniciativa privada nessa questão abordada? Existe o processo de dessalinização em alguns países, mas em mãos do estado. Pelo que eu pude estudar tem inventores que poderiam mudar radicalmente a forma dessa dessalinização tornando a água abundante. Por que o estado não deixa os empresários disponibilizarem essa água para a população?

Questão 49) Os que defendem o controle populacional tem como uma das formas de culparem o capitalismo por tal descontrole. Ma em um país capitalista essa questão é exatamente ao contrário. Por que esses mesmo defensores não defendem o capitalismo, já que se provou um "controle" populacional?

Questão 50) Culpam o capitalismo pela fome do mundo, mas em países capitalistas uma das doenças que mais matam é a obesidade. Não é uma contradição? São hipócritas ou aparentemente sem limites de burrice para denegrir o sistema capitalista?

Questão 51) Já leram o Livro Negro do Capitalismo? É realmente culpa do capitalismo ou ações governamentais que são os verdadeiros culpados? Se é culpa do capitalismo, como um dono de um restaurante em Ohio possa ser culpado pelas mortes no Iraque?

Abraços e em breve farei mais algumas perguntas.
"Concordo que a desigualdade econômica possa ser benéfica socialmente. Porém ainda há pessoas que nem 0,50 centavos tem para sobreviver"

Então a sua preocupação é com a pobreza absoluta e não com a pobreza relativa.

"e mesmo com as políticas assistencialistas do governo não os permitem colocar em condições de consumidores para que possam consumir os serviços ofertados e muitas vezes trabalha não da forma que gosta e sim porque precisa sobreviver."

Essa frase contradiz a primeira. Primeiro você disse que a pessoa não tem nem 1 centavo (0,50 centavo é menos que 1 centavo), e agora diz que ela trabalha naquilo que não gosta.

A pessoa trabalha e não tem nem 1 centavo? Caramba....

Qualquer catador de papel e malabarista de semáforo consegue tranquilamente uns 10 reais por dia.

"Levando em conta que as máquinas tomaram boa parte do trabalho humano"

Desde o século XVIII isso acontece. E novas e mais agradáveis formas de trabalho foram descobertas. E é isso o que continuará acontecendo.

Ou você tem a arrogância da achar que não há mais empregos a serem descobertos e que tudo o que poderia ser inventado já o foi?

"um meio de adaptação seria o "trabalho intelectual""

Não necessariamente. Há hoje vários trabalhos que não podem ser substituídos por máquinas e nem dependem de "trabalho intelectual". Esportes, por exemplo. Professor de ioga. Chef de cozinha. Operador de máquina.

"No entanto contamos com um governo que não oferece ensino público gratuito e outras estratégias para que possam lançar os menos favorecidos ao mercado de trabalho."

Ué, não sei de onde você está teclando, mas, aqui no Brasil, o que não falta é ensino público "gratuito". Do maternal à pós-graduação. E toda a grade curricular é controlada pelo governo. É uma bosta? É. Assim como tudo que o governo faz.

E as pessoas ainda querem mais governo?

"Como então poderia ser resolvida essa questão, preservando a desigualdade econômica mas que possam colocar todos em condições de consumo?"

Explicado no próprio artigo. Quanto maior a oferta de bens e serviços, menores serão os preços deles. Isso está acontecendo desde a década de 1970 nos países ricos. Os preços das coisas só caem. No Brasil isso também poderia acontecer,
mas o nosso governo não deixa.

Se a sua preocupação é com a pobreza absoluta, então você tem de defender medidas que aumentem a quantidade de bens e serviços oferecidos, de modo que os preços deles caiam a ponto de permitir que qualquer um tenha acesso a eles.
"será que o verdadeiro motivo de se combater a acumulação de riqueza (tirando a mera inveja) não seria pelo fato de conhecermos a velha cobiça e ganância que degenera o homem com excesso de poder?"

Deixe-me ver se entendi. Você está dizendo que para combater "a velha cobiça e ganância" temos de dar poderes a políticos e burocratas (que são os seres mais gananciosos e cobiçosos do planeta), os quais irão tomar o dinheiro dos outros e redistribuir este dinheiro entre si? É isso mesmo?

Faz muito sentido.

"O Estado Democrático não mínimo, para fazer frente ao poderio econômico, não seria o mal mínimo preventivo desta desconfiança da "singularidade" da acumulação dos recursos financeiro-econômicos?"

A empiria lhe refuta.

Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

Artigos para você sair desse auto-engano:

Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

Grandes empresas odeiam o livre mercado

Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

Monopólio e livre mercado - uma antítese

O mito do monopólio natural

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Felix  21/03/2011 11:31
    Ótimo Artigo,
    Off topic: Como faço para criar uma avatar neste site?
  • Fernando Chiocca  24/03/2011 13:36
    (também utilizado para o Avatar, crie o seu em www.gravatar.com)
  • LTB  21/03/2011 13:34
    Só pra fazer coro: ótimo artigo
  • Artur Reis  22/03/2011 15:21
    Procuro constantemente a percepção que fará que o cenario mude, algo como o cansaço dos governos em sustentarem o dolar, e de onde vira o ativismo que criara as mudanças de perspectivas...
    Espero que venha antes de agitarem os mercados =D.
  • guilherme  23/03/2011 21:37
    Sobre sua frase:\r
    \r
    "Sua lógica é evidente. Um aumento repentino nos rendimentos dos títulos americanos causaria perdas consideráveis na carteira de qualquer credor dos EUA".\r
    \r
    \r
    Mas nao e o contrario? os credores estrangeiros querem que os juros nos EUA subam nao e? \r
    \r
    Outra pergunta: o que aconteceria com os mercados domesticos chineses e brasileiros em caso de hiperinflacao nos EUA e o desaparecimento do dollar?
  • Rodolfo Oliveira  21/01/2015 16:43
    Também fiquei com essa dúvida.
  • Leandro  21/01/2015 18:27
    Se os juros aumentam, o valor de cada papel diminui. Se você tem um título do Tesouro e a Selic aumenta, o valor do seu papel diminuiu no mercado.

    Por exemplo, imagine que o Tesouro emitiu uma LTN cujo valor de face é R$ 1.000 e seu vencimento se dê em um ano. O preço de compra desse título vai ser definido pela oferta e demanda. Suponhamos que o Banco A tenha arrematado o título por R$ 800. Dali a um ano o Tesouro vai pagar-lhe R$ 1.000. Sendo assim, esse título está pagando juros de

    (1.000 - 800) / 800 = 25% ao ano

    Agora suponha que o Banco Central resolveu fazer uma operação de mercado aberto, expandindo a base monetária. Ele, portanto, vai comprar títulos públicos em posse dos bancos e, em troca, vai acrescentar dígitos eletrônicos nas reservas desses bancos Ao fazer isso, está havendo um aumento da demanda por títulos e um aumento da quantidade de dinheiro no mercado interbancário. Aumento da demanda por títulos e aumento da quantidade de dinheiro no interbancário significa aumento do preço desses títulos. Assim, um título que foi comprado por R$ 800, agora está sendo negociado a, digamos, R$ 850. Substitua 800 por 850 na equação acima e você verá que os juros caem para 17,64%.

    Ou seja, um aumento dos preços dos títulos gerou uma queda dos juros. Ou, o que dá no mesmo, uma queda nos juros gerou um aumento no valor do título.

    O inverso também ocorre. Se os juros sobem, o valor de cada título cai.

    Suponha que o Banco Central resolveu fazer uma operação de mercado aberto, enxugando a base monetária. Ele, portanto, vai vender títulos públicos para os bancos e vai recolher as reservas desses bancos. Ao fazer isso, está havendo um aumento da oferta de títulos e uma redução da quantidade de dinheiro no mercado interbancário. Aumento da oferta de títulos e redução da quantidade de dinheiro no interbancário significa redução do preço desses títulos. Assim, um título que foi comprado por R$ 800, agora está sendo negociado a, digamos, R$ 750. Substitua 800 por 750 na equação acima e você verá que os juros sobem para 33,33%.

    Ou seja, uma redução dos preços dos títulos gerou uma queda dos juros. Ou, o que dá no mesmo, um aumento nos juros gerou uma qeuda no valor do título.

    Logo, se você tem um título do Tesouro e a Selic aumenta, o valor do seu papel diminuiu no mercado.
  • Zeca  28/03/2011 14:59
    Sr. Gulherme,\r
    \r
    Acho que é assim mesmo que funciona: Elevação dos juros dos títulos, queda de seu valor negociável no mercado secundário. Logo, se um dado investidor adquiriu um Treasury por US$ 20.00 no mercado, esperando revendê-lo por $ 21.00 no secundário ou mesmo aguardando o resgate pelo Tesouro por uns $ 24.00 - se os juros sobem, esse papel passa a valer uns US$ 19.00 (menor do que os US$ 20.00 da aquisição) - logo, acarreta prejuízo na carteira de títulos do detentor atual.\r
    De qualquer forma, aguardemos os brilhantes e competentes esclarecimentos do nosso blogleiro.\r
    \r
    abs\r
    \r
    Zeca
  • alberto  07/04/2011 21:00
    Esse é o ponto.
    A subida da taxa de juro americana é a única certeza no médio prazo.
    Aí a fuga de capitais no Brasil seria certa.
    Uma desvalorização daquelas.
    Realmente, o BC sempre ocultou que a sua "eficácia" implica uma fatura fiscal monumental.
    Basta observar a carga tributária e sua correlação estreita com a subida da taxa de juro ao longo da última década.
    Fernando Gaiger defendeu tese de doutorado na Unicamp, ao final de 2009, onde, entre outras conclusões, apontou como o fator mais importante para o crescimento da carga tributária a política monetária do BC.
    Parabéns.
  • Rhyan Fortuna  12/05/2011 05:27
    O que fazer com as reservas existentes?
  • Fernando Ulrich  29/08/2011 11:37
    Conforme comentei neste artigo, o custo fiscal desta política cambial seria no mínimo relevante e a medida de "equalização cambial" serviria para "mascarar" tal custo.\r
    \r
    E qual a notícia sobre o resultado do Bacen no primeiro semestre de 2011?\r
    \r
    "Banco Central tem maior lucro para o 1º semestre desde 2003\r
    Autoridade monetária registrou lucro de R$ 12,2 bilhões, volume superior aos R$ 10,8 bilhões registrados no mesmo período de 2010"\r
    economia.estadao.com.br/noticias/economia%20brasil,banco-central-tem-maior-lucro-para-o-1-semestre-desde-2003,81682,0.htm\r
    \r
    Quem ler toda a notícia verá que na verdade foi um prejuízo de mais de R$ 30 bi, mas como o Bacen passou a bola do custo (R$ 44 bi no 1S2011) da política cambial para o governo, ele obteve um lucro "recorde" para um primeiro semestre.
  • Joao  29/08/2011 13:11
    Eu devo ter algum problema mental, porque hoje em dia simplesmente não consigo compreender como uma contabilidade bizarra dessas não é considerada fraudulenta. Os caras me aparecem com uma notícia pomposa de lucro e logo depois anunciam que operações em moeda estrangeira geraram um prejuízo bastante considerável?
    As notícias também são cada vez mais estranhas. Uma hora, anunciam cortes de gastos. Outra hora, anunciam mais um programa milagroso de crédito/microcrédito/supercrédito/megacrédito. Em outro momento, anunciam que vão construir 50 milhões de casas, sendo que nem conseguiram concluir a primeira etapa. Ora se dizem super preocupados com o "superaquecimento do consumo", ora se dizem preocupados com uma queda no consumo. É até difícil entender a situação real da economia brasileira, pois as manobras e maquiagens realizadas nas contas públicas são cada vez mais sofisticadas.
  • Lopes  04/08/2014 01:14
    Como eu queria que a situação narrada no início do texto ainda fosse realidade, Ulrich... O momento de maior lucidez monetária durante o segundo governo Lula e uma breve época de ouro à muita gente, especialmente aos mais pobres. Não durou muito, porém sua pouca duração foi um tanto prazerosa; hoje, o governo não dá sinais de importar-se com as taxas de câmbio, muito menos almejar uma valorização do real após o péssimo resultado da indústria nos últimos meses.
  • Emerson Luis, um Psicologo  20/11/2014 17:25

    Quando o governo começou a aumentar as reservas de dólares anos atrás, eu pensava que era boa notícia, que o Brasil estava ficando com a economia mais forte.

    * * *
  • Gabriel  05/01/2016 02:03
    Após ler um artigo publicado recentemente pelo Gustavo Franco e pesquisando um pouco sobre o tema cheguei aqui a pagina do IMB (como eu inclusive já esperava), e visto que o este artigo (do IMB) é de 2011 me vieram algumas dúvidas.

    O Gustavo Franco diz no seu artigo basicamente que o Tesouro está usando as reservas do BC para ser indiretamente financiado. Isso porque o Tesouro estaria recebendo os resultados positivos da "equalização cambial" porém os resultados negativos estariam sendo cobertos com títulos públicos repassados para o Banco Central, e não com dinheiro.

    Será que o objetivo dessa "equalização cambial" foi realmente apenas tentar neutralizar o balanço do BC da política cambial, fazendo com que seus resultados contábeis não sejam afetados pela volatilidade do câmbio?

    Ou será que realmente esse foi mais uma "pedalada" utilizada para tentar conseguir um "extra"?


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