Impostos, moralidade e ética

Alguns meses atrás, um jornalista francês, o senhor Nicolas Cori, procurou-me pedindo uma entrevista a respeito do tema da tributação, a qual seria publicada na revista francesa mensal "Philosophie Magazine", no contexto do atual debate sobre "reforma tributária" que vem ocorrendo na França.

Concordei em dar a entrevista, a qual foi inteiramente conduzida por e-mail em língua inglesa.  O senhor Cori fez a tradução para o francês, meu amigo o Dr. Nikolay Gertchev conferiu e corrigiu sua tradução, e eu então enviei a versão autorizada da tradução para o senhor Cori.  Desde então, mais de um mês depois, e não obstante meus sucessivos pedidos de resposta, não recebi satisfação alguma do senhor Cori.  Posso apenas especular as razões do seu silêncio.  Muito provavelmente, ele não obteve permissão de seus superiores para publicar a entrevista, e não possui a cortesia e a hombridade de me dizer isso.

Em todo caso, eis aqui a entrevista original.  A versão autorizada em francês está disponível na página de traduções do meu website http://www.hanshoppe.com/2011/03/10/aqui.

 

NC: Impostos são consistentes com a liberdade individual e com os direitos de propriedade?  Há algum nível de tributação em que tal ato deixa de ser consistente?

Hoppe:

Não.  Impostos nunca são, em qualquer nível de tributação, consistentes com a liberdade individual e com os direitos de propriedade.  Impostos são pura e simplesmente um roubo, um assalto.  Os ladrões — o estado e seus funcionários e aliados — tentam fazer o melhor possível para esconder esse fato, é claro, mas simplesmente não há como fazê-lo.  

Obviamente, impostos não podem ser considerados pagamentos normais e voluntários por bens e serviços, pois você não tem a permissão de parar de pagá-los caso não esteja satisfeito com o produto que lhe é entregue.  Você não é punido caso pare de comprar carros da Renault ou perfumes Chanel, mas irá para a cadeia caso pare de pagar por universidades e escolas estatais, bem como caso não esteja mais a fim de sustentar o senhor Sarkozy e sua pompa.  Tampouco é possível interpretar os impostos como sendo meros 'pagamentos de alugueis', como no caso de um inquilino para seu senhorio.  Afinal, para ser considerado o proprietário das terras, o estado francês teria de ser capaz de provar duas coisas: primeiro, que o estado, e ninguém mais, é o proprietário da cada centímetro de terra da França; e segundo, que ele possui um contrato de aluguel com absolutamente cada cidadão francês no que concerne à utilização da propriedade, bem como ao preço de sua utilização. 

Nenhum estado — seja ele francês, alemão, americano ou absolutamente qualquer outro — é capaz de provar isso.  Não há documentos com essa finalidade e eles não são capazes de apresentar nenhum contrato de aluguel.  Assim, há apenas uma conclusão: tributar é um ato de roubar e extorquir; ato esse por meio do qual um seguimento da população, a classe dominante ligada ao estado, enriquece a si própria à custa da classe restante, os dominados.

NC: é errado não pagar impostos?

Hoppe:

Não.  Dado que imposto é roubo — ou seja, algo moralmente errado —, não se pode dizer que seja errado se recusar a pagar ladrões ou mentir para eles a respeito de sua renda ou de seus ativos tributáveis. 

Isso não significa, entretanto, que seja algo prudente ou sábio não pagar impostos — afinal, o estado é "o mais frio de todos os monstros", como disse Nietzsche, e ele pode arruinar toda a sua vida ou mesmo destruir você por completo caso não obedeça às suas ordens.  Porém, não pode haver dúvidas quanto ao fato de que é justo não pagar impostos.

NC: Como sabemos que um imposto é justo?  Há alguns critérios?  Um imposto progressivo é melhor que um imposto uniforme (flat tax, um imposto de renda com uma alíquota única para todos)?

Hoppe:

Sabemos que nenhum imposto é justo, seja ele progressivo, uniforme ou proporcional.  Como pode o roubo e a extorsão serem justos?  O "melhor" imposto será o menor imposto — ainda assim, mesmo o mais baixo dos impostos ainda é um imposto.  O "melhor" imposto — porque seria o menor — seria um imposto per capita (conhecido como poll tax), no qual cada indivíduo paga a mesma quantia absoluta de impostos.  Como até mesmo o mais pobre dos pobres teria de ser capaz de pagar essa quantia, tal imposto teria necessariamente de ser baixo.

Porém, mesmo esse imposto por cabeça ainda seria um roubo, e não há nada de "justo" em relação a ele.  Um imposto por cabeça não trata todos os cidadãos de maneira igual e uniforme; tampouco ele estabelece a "igualdade perante a lei", pois algo ocorre com a receita dessa tributação: os salários de todos os empregados do governo e dos dependentes do estado (pensionistas e pessoas em programas assistencialistas) são pagos com as receitas oriundas da tributação.  Consequentemente, funcionários públicos e dependentes do estado não pagam imposto algum.  Ao contrário, toda a renda líquida dessas pessoas (após elas terem pagado seu imposto por cabeça) advém do pagamento dos impostos feito por outras pessoas, de modo que funcionários públicos e dependentes do estado são meros consumidores de impostos, cuja renda advém da riqueza roubada de terceiros: os produtores de impostos.  O que há de justo e moral em um grupo de pessoas vivendo parasiticamente à custa de outro grupo de pessoas?

NC: Todos os filósofos concordam quanto a isso?

Hoppe:

Não, não concordam, o que não é surpresa alguma.  Praticamente todos os filósofos profissionais da atualidade são consumidores de impostos.  Eles não produzem bens ou serviços que irão posteriormente vender no mercado a consumidores de filosofia, os quais irão voluntariamente comprar ou deixar de comprar tais produtos.  Com efeito, a se julgar pela atual demanda dos consumidores, toda a obra da maioria dos filósofos contemporâneos deve ser considerada inútil e sem valor.  Mais ainda: praticamente todos os filósofos de hoje são pagos por meio de impostos.  Eles vivem do dinheiro roubado ou confiscado de terceiros.  Se a sua vida depende da receita de impostos, você provavelmente não vai se opor à instituição da tributação utilizando princípios éticos. 

É claro que esse não é necessariamente o caso.  Nossa "consciência" não é determinada pela nossa "existência", como disse Marx.  Entretanto, qualquer oposição da parte dessa gente não é muito provável.  De fato, assim como a maioria dos "intelectuais", os filósofos tipicamente sofrem de um ego sobredimensionado.  Eles acreditam sinceramente que fazem um trabalho de grande importância e, por isso, se ressentem do fato de a "sociedade" não recompensá-los de acordo.  Assim, ou eles simplesmente ignoram a questão da tributação, ou eles estão na vanguarda da invenção de tentativas tortuosas e convolutas de se justificar os impostos — tentando mascarar o roubo como sendo algo "bom" — e, em particular, seus próprios salários, os quais são financiados via impostos.

NC: Deveriam os filósofos levar em conta a eficiência econômica dos métodos de tributação simultaneamente aos valores éticos de tais métodos? 

Hoppe:

Para falar que uma ação é "eficiente", é necessário primeiramente definirmos um propósito para tal ação, ou seja, um objetivo ou um fim.  Algo pode ser julgado como eficiente ou ineficiente apenas à luz de um objetivo que é tido como já determinado.  A tarefa do economista e da chamada "ciência econômica positiva" é determinar quais medidas são eficazes (ou ineficazes) para produzir um dado fim.  Por exemplo, se você quiser criar desemprego em massa, então a ciência econômica diz que seria eficaz elevar o salário mínimo para, digamos, 100 euros por hora.  Por outro lado, se o seu objetivo é minimizar o desemprego, então a ciência econômica ensina que o salário mínimo e todas as leis e regulamentações trabalhistas devem ser abolidos.

Porém, economistas, enquanto meramente economistas, não têm nada a dizer quanto à permissibilidade ou à desejabilidade dos objetivos em questão.  Fazer juízos de valor não é a função do economista; essa é a tarefa do filósofo.  É tarefa do filósofo determinar quais objetivos são justos e admissíveis e quais não são.  (O economista irá então informar ao filósofo quais meios são eficientes e quais são ineficientes para se atingir tais objetivos justificáveis).

Mas, como já afirmei: a profissão filosófica simplesmente não tem feito seu trabalho.  Os filósofos, é claro, fornecem uma variedade de conselhos sobre o que fazer ou o que não fazer, mas seus conselhos têm pouco ou nenhum peso intelectual.  Em praticamente todos os casos, tratam-se de meras opiniões: a expressão de gostos pessoais, nada mais.  Se você perguntar a eles sobre a "teoria da justiça" — de onde supostamente vem a maioria de suas recomendações —, verá que eles não têm tal teoria.  Tudo o que eles podem oferecer é apenas alguma coleção ad hoc de julgamentos de valor subjetivo, os quais tipicamente não cumprem sequer a exigência mínima de ter alguma consistência interna.

Qualquer teoria da justiça digna de algum valor deve reconhecer acima de tudo o fato mais fundamental da vida humana: os bens são escassos, isto é, não vivemos na superabundância.  É a escassez que faz com que as pessoas entrem em conflito umas com as outras: eu quero fazer x com um dado recurso escasso e você quer fazer y com esse mesmo recurso.  Sem conflitos, não haveria nenhuma necessidade de regras ou normas; e o propósito das normas é o de evitar conflitos. 

Como não há e nem nunca houve uma harmonia pré-estabelecida entre todos os interesses, os conflitos podem ser evitados somente se todos os recursos escassos forem propriedade privada, isto é, se houver um proprietário identificável para um dado recurso, ao invés de vários brigando entre si para possuí-lo.  E, para que os conflitos fossem evitados desde o início da humanidade, por assim dizer, qualquer teoria da justiça teria de começar com uma norma determinando que a primeira apropriação original de algum recurso escasso configuraria propriedade privada.

A maior parte da filosofia (política) contemporânea não parece estar consciente desse fato.  Com efeito, eu frequentemente tenho a impressão de que nem mesmo o fato de que vivemos na escassez é reconhecido ou plenamente compreendido.

NC: Qual, portanto, deveria ser o objetivo de uma política tributária?  Redistribuição?  Igualdade?  Redução da pobreza?

Hoppe:

Se imposto é roubo, então, do ponto de vista da justiça, não deveriam existir impostos e nem qualquer política tributária.  Toda e qualquer discussão sobre os objetivos de uma política tributária e sobre reforma tributária é apenas uma discussão entre ladrões e defensores do roubo, pessoas que não se importam com justiça.  Eles se importam apenas em aprimorar a espoliação da propriedade alheia.  Há debates e divergências entre eles a respeito do que deve ser tributado, em qual nível e o que deve ser feito com os impostos, isto é, quem deveria ficar com qual fatia do esbulho.  Porém, todos os ladrões e todos os beneficiários do roubo tendem a concordar em um ponto: quanto maior a quantia espoliada, e quanto menor o custo do roubo, melhor fica a situação deles.  Em verdade, é isso que todas as democracias ocidentais praticam hoje: escolher alíquotas e formas de tributação que maximizem as receitas tributárias. 

Todas as atuais discussões sobre reforma tributária, seja na França, na Alemanha, nos EUA ou em qualquer outro país, são apenas isso: discussões sobre como aumentar a pilhagem dos cidadãos.  Para tal, discute-se se o imposto sobre a herança deve ser introduzido ou repelido, se a renda deve ser tributada progressivamente ou proporcionalmente, se os ganhos de capital devem ser tributados como renda ou não, se os impostos indiretos — como o imposto sobre valor agregado — devem ou não ser substituídos por impostos diretos e se as alíquotas desses impostos devem ser elevadas ou reduzidas.  Eles nunca discutem sobre a justiça de tais atos.  Eles não estão motivados por nenhuma oposição a impostos baseada em princípios, mas sim pelo desejo de tornar a tributação mais eficiente, isto é, de maximizar as receitas tributárias.  Toda reforma tributária que não seja, no mínimo, "neutra em termos de receita" é considerada um fracasso.  Apenas reformas que aumentam as receitas são consideradas um "sucesso".

Com isso, devo perguntar de novo: como pode alguém considerar que isso seja "justo"? É claro que, do ponto de vista dos consumidores de impostos, tudo isso é "bom".  Porém, do ponto de vista dos produtores de impostos — isto é, daqueles que realmente pagam impostos —, isso certamente não é "bom", mas sim "pior do que ruim".

Uma última consideração sobre os efeitos econômicos da tributação: todo imposto representa efetivamente uma redistribuição de riqueza e renda.  Riqueza e renda são forçosamente tomadas de seus proprietários e de seus produtores e transferidas para pessoas que não são proprietárias dessa riqueza e que não produziram essa renda.  A acumulação futura de riqueza e a produção de renda serão, desta forma, desestimuladas, e o confisco e consumo da riqueza existente serão estimulados.  Como resultado, a sociedade ficará mais pobre em relação ao seu potencial de riqueza. 

E quanto ao efeito da eternamente popular proposta igualitária de se tributar os "ricos" para dar aos "pobres", uma consideração adicional: tal esquema não reduz ou alivia a pobreza; ao contrário, ela aumenta a pobreza.  Ela reduz os incentivos para se enriquecer e ser produtivo, e aumenta os incentivos para se manter pobre e ser improdutivo.

NC: Deveriam as pessoas ricas ser tratadas de modo diferente das pobres?

Hoppe:

Cada indivíduo, rico ou pobre, deveria ser tratado igualitariamente perante a lei.  Existem pessoas ricas que são ricas sem jamais terem trapaceado, fraudado ou roubado nada de ninguém.  Elas são ricas porque trabalharam mais, pouparam diligentemente, foram mais produtivas e demonstraram engenho e criatividade empreendedorial, normalmente ao longo de várias gerações familiares.  Tais pessoas deveriam não apenas ser deixadas em paz, como também deveriam ser aplaudidas como heróis.  E há também pessoas ricas — a maioria pertencente à classe de líderes políticos em controle do aparato estatal ou à elite empresarial que possui estreitas ligações com o estado, como os bancos e as grandes empresas — que são ricas porque estiveram diretamente engajadas em, ou se beneficiaram diretamente de, confiscos, roubos, trapaças e fraudes.  Tais pessoas não apenas não deveriam ser deixadas em paz, como também deveriam ser condenadas e desprezadas como criminosas.

O mesmo é válido para as pessoas pobres.  Existem pobres que são honestos e que, portanto, deveriam ser deixados em paz.  Eles podem não ser heróis, mas merecem todo o nosso respeito.  E existem pobres que são desonestos, e que por isso devem ser tratados como escroques, não obstante a sua "pobreza".


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SOBRE O AUTOR

Hans-Hermann Hoppe
é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.





ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Felix  14/03/2011 08:58
    A entrevista é interessante e expõe a opinião do entrevistado,
    Mas realmente não condiz com os interesses da revista que parece ser direcionada aos "filósofos" da atualidade.
    Sinuca de bico para os responsáveis pela revista e o repórter.
  • Carlos Santos  14/03/2011 12:27
    Felix, eles já sabiam disso antes de entrevistar o filósofo Hans-Hermann Hoppe. Nenhum repórter que se preze irá entrevistar alguém que ele já não conheça a biografia e posições ideológicas. O que aconteceu foi que o repórter encaminhou a entrevista por email e quando os superiores colocaram os olhos no resultado, engavetaram de pronto. E o entrevistador ficou com vergonha de ter de dizer ao entrevistado que a entrevista não seria publicada porque a França não é nem um pouco amante da liberté.
  • Carlos  14/03/2011 14:16
    Colocação contudente. Ideias. Vamos nós vivendo em mundo repleto de ideias e vazio de ações. Tudo bem, estamos apenas provando a nossa natureza auto-destrutiva.
  • Erick Skrabe  14/03/2011 16:09
    Carlos,

    Eu concordo com a parte do "reporter que se preze". Talvez este ñ fosse um desse tipo, talvez fosse só mais um vermelhinho q nasceu sabendo tudo e que foi ouvir um destes porcos imperialistas do mau e... puxa vida, que surpresa ! Ñ teve argumentos contra.

    Só especulação: acho q o repórter queria discutir impostos, nunca passou pela cabeça dele o q é um "imposto" e muito menos esperava ouvir q todo imposto é um roubo. É mais ou menos como discutir economia com um típico economista: ele vai vomitar um monte de estatísticas que ele decorou. Numca passou pela cabeça dele saber o que são aqueles números ou como são calculados.

    Enquanto o mundo discute se devemos ir pra esquerda ou pra direita, a EA propõe: q tal ir pra frente ?
  • Tiago  14/03/2011 14:37
    Eu não acompanho, mas já li partes de um exemplar dessa revista uma vez.
    Ao menos aquele exemplar, era comunista escancarado. O tema de capa era algo como "Como ser anti-capitalista hoje em dia?".

    Seria meio surpreendente uma entrevista com o Hoppe, ou qualquer libertário renomado, nessa revista. No máximo eles colocariam como "opinião absurda" para logo em seguida ser "refutada" ou ridicularizada por alguém.
  • Fernando Chiocca  14/03/2011 14:54
    É muita verdade pra uma entrevista só.

    Não vejo a hora de ver o Hoppe em Porto Alegre!!
  • Alexandre M. R. Filho  14/03/2011 15:13
    Tá confirmado?
  • Vítor Jó  14/03/2011 15:56
    Fizeram bem em não publicá-la. A coisa vai além da insanidade.
  • Luis Almeida  14/03/2011 16:06
    É verdade, Vítor. No mundo de hoje, com todo o relativismo moral que nos cerca, dizer que roubar é errado e imoral, e que viver improdutiva e parasiticamente à custa de pessoas produtivas é lastimável e patético, é de fato algo que "vai além da insanidade".
  • Cristiano  14/03/2011 16:52
    Precisamos de uma entrevista dessas na TV, horário nobre!
  • Rodrigo Meira  14/03/2011 17:41
    concordo 100% com o que foi dito na entrevista e 110% com o que foi dito na ultima pergunta, contudo achei muita ingenuidade do Hoppe acreditar que uma entrevista com esse conteudo fosse publicada na França, tenho uma amiga Francesa que mora em SP e em uma discursão ela quis me convencer que a França é Socialista e que a Venezuela é comunista.
  • Felix  14/03/2011 20:07
    e qual a diferença? (Socialista e Comunista)
    para mim vai tudo no mesmo balaio...
  • Rodrigo Meira  15/03/2011 10:35
    acredite Felix, na cabeça dos franceses existe essa diferença e não adianta querer discutir esse assunto com eles, todos os franceses que eu conheço que são um pouco politizados pensam da mesma forma.
  • Augusto  15/03/2011 11:04
    A distincao pratica eh a seguinte: a Franca tem uma ampla rede de "cobertura social", financiada por impostos, mas os meios de producao, de forma geral, sao privados ou de economia mista. Quando sua amiga diz "socialista", na verdade ela quer dizer o que nos aqui chamamos de "social-democrata". Ja a Venezuela caminha para o abismo, quero dizer, o comunismo: nacionalizacao da industria, coletivizacao das terras, controle de precos em varias areas, politicas redistributistas para todos, e um espirito claramente "anti-capitalista".\r
    \r
    Eh como o Mises, que na famosa primeira reuniao da sociedade monte pellerin, chamou os demais participantes de "bando de socialistas" - mas chamar Friedman, Hayek, Stigler de "socialistas" era apenas uma forma exagerada de dizer, "voces defendem algma intervencao do Estado na economia", embora ninguem ali defendesse qualquer coisa proxima do que esta acontecendo na Venezuela.
  • Isaias Barbosa  15/03/2011 21:05
    Convenhamos pessoal, a Venezuela caminha para o socialismo. Comunismo é algo inalcançável. Não gosto de pensar como os vermelhos quando nos chamam de fascistas, elitistas e etc., achando que tudo é igual ao que defendemos.
  • Arthur Portella  14/03/2011 17:55
    Eu só daria meus impostos para financiar exércitos com o propósito de destruir os governos tirânicos que sustentam esses "filósofos"
  • Roberto Chiocca  14/03/2011 18:02
    Arthur, se vc pudesse escolher não seria mais imposto!
    Hoppe é genial!
  • Arthur Portella  14/03/2011 18:16
    hahaha É verdade! Aí eu seria contribuinte!
  • gonçalves  14/03/2011 18:31
    Já seria um progresso algum parlamentar propor uma emenda constitucional que substituisse o termo "contribuinte" por "mantenedor". Como o novo termo é neutro, a hipocrisia, ao menos, seria menor...
  • Breno Almeida  14/03/2011 18:40
    Os que seguem a filosofia hegeliana e frequentam os comentários deveriam aprender com o Hoppe a ser preciso e conciso.
  • Angelo T.  14/03/2011 20:11
    Artigo impecável.
  • Renê  14/03/2011 21:23
    Legal!
    Agora é só esperar uns 1500 anos para que esses conceitos sejam aceitos pela maioria e então ocorra uma virada de mesa.
  • Fernando Chiocca  14/03/2011 22:18
    Os abolicionistas esperaram muitos milênios até que seus conceitos fossem aceitos.. Mas quem sabe a Era da Informação não acelere um pouco o processo.
  • mcmoraes  15/03/2011 12:54
  • Felix  15/03/2011 08:28
    Hehe,
    também imagino isso,
    que estamos numa batalha perdida... pelo menos para nossa geração...
  • Miguel A. E. Corgosinho  15/03/2011 01:08
    Será q vc gostaria de acabar com os impostos:\r
    \r
    O cálculo econômico é difícil por que? \r
    \r
    - faz política econômica de Estado\r
    \r
    - Faz os bancos de Estado\r
    \r
    - Se torna padrão monetário\r
    \r
    Suponha que os atributos acima, para gerar reservas, foram roubados do Estado; e seria devolvido em forma de calculo economico do PIB, o que implicaria receitas monetárias, em caso de crescimento, com a adição de moeda nova para as obras do governo.\r
    \r
    Já sei: Essas receitas públicas podem até acabar com os impostos, mas o ideal é fazer os bancos de Estado...
  • Alexandre M. R. Filho  15/03/2011 13:07
    Joguei no tradutor do google e não deu resultado...
  • Adriel Santos  16/03/2011 11:46
    Quando é que Miguel A. E. Corgosinho irá escrever algo inteligível? Não tem condições. Nem usando o Google Tradutor.

    Quando ele começar a escrever em português, finalmente poderemos debater as suas idéias. Até lá, a gente só se diverte, hehe.
  • Miguel A. E. Corgosinho  16/03/2011 13:10
    Alexandre e Adriel Vai ai explicação central:

    "Será q vc gostaria de acabar com os impostos:"

    Os impostos fazem parte de uma lógica condicional do Estado, que foi abandonado pelos economistas quando se imaginou que a quantidade de valor do trabalho, para se fazer o calculo econômico (divida ou domínio?), poderia ser comprada pelo Estado por um pool de informações do sistema capitalista - cujo princípio custa exatamente a divida da projeção do valor (matemático) da produção mais juros futuros.

    Entretanto, o Calculo Econômico (o domínio) do Estado tem como tarefa principal verificar a entrada de receita pública acima do desenvolvimento, que caia justamente no fator (ativo) onde a ação de diferença ocorreu; ao invés de ser um sistema de folha de pagamento das reservas fracionárias e investimentos de moeda estrangeira, em duplicata (títulos públicos), que seriam necessários para o PIB.

    O cálculo econômico é difícil por que?

    O sistema de livre mercado que os economistas usam, como se fosse um processo generalizado de dinheiro do mundo todo para o Estado seguir as conjunções do PIB, requer um programa de alto nível do mundo exterior (teoria), com a estratégia muito importante a ser construída: o crédito e investimentos ficam na área de princípios da ordem de uso matemático (PADRÃO DE VALOR), de modo que a gestão abarca o sistema monetário, o ativo abstrato; pelos fatores que ligam o tempo da economia para funcionar posteriormente (em termos de fluxograma) devido a lógica condicional do Estado - e exclui preço secundário, de demanda e oferta de moeda física, à nível de pagar o mercado financeiro a exposição básica do Calculo Econômico.

    A exposição básica do Calculo Econômico faz:

    "- faz política econômica de Estado

    - Faz os bancos de Estado

    - Se torna padrão monetário"

    Por dedução, a gestão monetária corresponde a lançar uma política econômica de Estado.

    "Suponha que os atributos acima, para gerar reservas, foram roubados do Estado; e seria devolvido em forma de calculo economico do PIB, o que implicaria receitas monetárias, em caso de crescimento, com a adição de moeda nova para as obras do governo."

    A política econômica começa a representar o sistema capitalista de maneira real, dividida em três fatores de uma unidade, a qual pode conter bilhões de instruções para o calculo econômico que se torna padrão monetário.

    "Já sei: Essas receitas públicas podem até acabar com os impostos, mas o ideal é fazer os bancos de Estado..."

    Põe lá no google e vê se o tradutor entende o ininteligível que criou o calculo econômico...
  • Felix  16/03/2011 13:11
    pior que é mesmo
    fui tentar ler agora e não dá para entender nada
  • Fernando Chiocca  16/03/2011 13:43
    É sério que vocês tentam ler? Eu nem olho.
  • Erick Skrabe  19/03/2011 14:50
    Mandei uma cópia pra Suécia.

    Se não ganhar o Nobel de Economia, leva o de literatura.
  • Miguel A. E. Corgosinho  16/03/2011 14:40
    Lamente não, papagaio cego...
  • Dante Cardoso Pinto de Almeida  19/03/2011 05:03
    Boa a entrevista. Contudo, ele comete uma pequena falha de argumentação ao dizer que não há qualquer analogia entre os serviços prestados pelo estado e por empresas privadas, uma vez que pode-se argumentar que em estados democráticos há mudanças de governo (administradores da prestação de serviços) e sempre se é livre para deixar um estado e viver em outro.
    A analogia pode até ser fraca, mas não é retoricamente prudente deixar espaço para ela ser feita.
  • Leandro  19/03/2011 09:07
    Dante, mudar de país jamais pode ser uma solução preferível a simplesmente parar de pagar por um serviço que não mais lhe agrada. Proibir esta última é moralmente indefensável.
  • Dante Cardoso Pinto de Almeida  19/03/2011 15:11
    Concordo contigo, Leandro. Tanto que não estou criticando as ideias do Hoppe, mas a retórica, que deixou um pouco a desejar nesta entrevista. Ele parece muito exaltado, o que dificulta muito a recepção de suas ideias por parte de quem já não compartilha delas.
  • mcmoraes  19/03/2011 15:20
    Concordo. A máxima "os incomodados que se retirem" só se aplica à propriedade privada.
  • Hello, I'm the State  19/03/2011 11:48
    www.youtube.com/watch?v=EfQdw2K59x4
  • Marcio Silva  22/05/2013 22:27
    Dante Cardoso,

    Por analogias fortuitas, você pode tentar convencer alguém de que um despertador e um galo são exatamente a mesma coisa, porque ambos lhe acordam todos os dias exatamente na mesma hora.
    A analogia entre os serviços prestados pelo estado e por empresas privadas não serve para equivaler as duas entidades, pelo simples fato de que o estado não pode ser abolido ou substituído por outro prestador de serviço, pois se você não pagar, a mão do estado pesará sobre você.
    Já a analogia entre estado e máfia no quesito "prestação de serviço" é perfeitamente possível pois ambos impões um pagamento por um serviço que o cidadão não necessariamente contratou e se você não pagar pelo serviço você poderá sofrer consequências físicas, restando somente ao cidadão pagar por esse "serviço" ou a opção sugerida por você e pelo mcmoraes... Se retirar.
    No final o cidadão acaba pagando, não pelo serviço (que na maioria das vezes é precário ou nem existe), mas para se proteger das retaliações do estado... ou da máfia!

  • Observadordepirata  14/08/2012 04:52
    Dentre os impostos, o progressivo é de todos, a maior aberração. No Brasil empresários estão nesse momento sem poder ampliar seu negócios , por conta da progressividade dos impostos, que transforma lucros em prejuízos. Cobrar impostos pelo faturamento bruto das empresas é outra insanidade que tira das empresas a capacidade de investimentos e leva muita gente a falência. Como se vê, o Brasil é um grande hospício. Progressividade, com cobrança pelo faturamento bruto é coisa de mente doentia em último gráu. Pior de tudo: o empresário aceita isso sem reclamar!
    A sociedade brasileira é omissa, ridícula, mal informada, analfabeta e digna de pena.
  • Artur  05/11/2012 11:21
    Por isso mesmo, merece cada maldade perpetrada contra si pelo establishment...
  • Marcio Silva  22/05/2013 21:56

    Hoppe foi brilhante e o entrevistador sequer percebeu que todo o aparato de idéias prontas e termos genéricos embutidos em cada uma das suas pergunta foram destruídas na primeira resposta...

    "Impostos são pura e simplesmente um roubo, um assalto".


  • Emerson Luis, um Psicologo  09/11/2014 18:39

    Alguém pode mesmo dizer que possui casa própria e não paga aluguel

    se tem que pagar um imposto anual por ela?

    * * *


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