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5 comentários
Luis Dietz 01/03/2011 00:41:22

Interessantíssimo. Vou analisar diferente as aulas de microeconomia.

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Fernando Gomes 24/03/2011 23:32:45

Sensacional. Não deve ser levado apenas como um artigo, mas como uma lição para a vida toda.

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Paula 09/12/2012 09:46:23

Excelente artigo!!
A assimetria de informações gera falhas de mercado, resultando numa ineficiência econômica. Entretanto, é o próprio mercado que resolve essas falhas por meio de um agente econômico. Descartando de vez a necessidade de uma intervenção governamental.

Mas, tenho uma dúvida...

Afinal de contas qual é a "serventia" do estado numa economia?
Interver nas transações econômicas sei que não é.

A educação, saúde e segurança é o mercado que administra, ou o estado?

PS.: Preciso de uma resposta esclarecedora, please....

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Leandro 09/12/2012 15:13:32

Paula, dizer qual a função do estado em uma economia não é a função da genuína ciência econômica. O que a genuína ciência econômica faz é explicar quais as consequências da intervenção do estado em todos os setores da economia. Dizer se o estado tem função ou não é uma tarefa para a filosofia e não para a economia.

O que a economia faz é explicar que uma agência detentora do monopólio da coerção, da tributação e da violência não pode (é economicamente impossível e ilógico) fornecer bens e serviços de maneira mais eficiente, mais farta e com maior qualidade do que empresas privadas operando em regime de livre concorrência total, sem barreiras à entrada, sem protecionismos, sem favoritismos.

Um empreendimento ser gerido pelo governo (seja na saúde, na educação ou na segurança) significa apenas que ele opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos. Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Um empreendimento estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira -- seus fundos, oriundos do Tesouro, não infinitos.

Um empreendimento que não é gerido privadamente, que não está sujeito a uma concorrência direta, nunca terá de enfrentar riscos genuínos e nunca terá de lidar com a possibilidade de prejuízos reais. Logo, é como se ela operasse fora do mercado, em uma dimensão paralela.

E há também a questão política. A gerência governamental está sempre subordinada a ineficiências criadas por conchavos políticos, a esquemas de propina em licitações, a loteamentos de cargos para apadrinhados políticos e a monumentais desvios de verba -- afinal, como dito, uma estatal não busca o lucro, não precisa se submeter ao mecanismo de lucros e prejuízos do mercado, não tem concorrência e não deve transparência a ninguém.

Veja aqui uma explicação puramente econômica sobre por que é impossível a saúde estatal não manter sua qualidade constante.

Como Mises explicaria a realidade do SUS?

E aqui artigos sobre como funcionaria a segurança, a justiça e a educação sem o estado:

O setor público: desestatizando a segurança, as ruas e as estradas

A produção privada de serviços de segurança

A obrigatoriedade do diploma - ou, por que a liberdade assusta tanto?

A educação livre

Educação e liberdade

Educação Pública - Um fetiche socialista

A possibilidade de uma justiça privada

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Paula 09/12/2012 16:16:23

Leandro,obrigada pela resposta, foi bastante esclarecedora.
Há algum tempo que acompanho o site, leio os artigos e principalmente os comentários.
Tenho interesse pela maneira que vocês tratam os assuntos econômicos. Sabe é diferente, parece mais fácil, mas ao mesmo tempo sofisticado. Na faculdade é diferente, um pouco mais pesado muita teoria, cálculo e gráficos. Não pense que eu não gosto de teoria ou cálculo, mas por diversas vezes penso se realmente algum dia irei utilizar tudo isso mesmo.
Parabéns pelo site.

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