O monumental erro em comum entre Marx e Smith - erro que mudou o mundo para sempre
por , sábado, 19 de fevereiro de 2011

versão para impressão


Liberalismo x Socialismo - BRESCOLA.jpgO que esses dois pensadores, tidos como opostos, poderiam ter em comum?  Ocorre que Karl Marx herdou de Adam Smith um erro extremamente básico, um erro que possui monumentais consequências e que mudou o mundo para sempre.

Em seu famoso tratado sobre a riqueza das nações, Adam Smith nos diz que, em condições primitivas ou em cidades pequenas, aqueles indivíduos que vão ao mercado para vender seus produtos (sejam eles produtos agrícolas, parte do seu rebanho ou mesmo produtos manufaturados) ganham, nesse processo de venda, um salário. Isto é, a renda auferida por esses indivíduos que vendem bens no mercado é o seu salário.

Salário?  Grave erro.  Aquilo que é obtido por alguém que sai da autossuficiência agrícola para vender seus produtos no mercado não é um salário, mas, sim, um lucro.  Ou um prejuízo.  Lucros ou prejuízos são obtidos apenas por empreendedores.  Por definição, portanto, essa pessoa poderia ser um agricultor ou um profissional liberal qualquer em alguma cidade.

O salário é uma forma de pagamento que surge apenas quando um capitalista entra em cena.  O capitalista é a pessoa que irá fazer uso de bens previamente produzidos, colocando-os em empreendimentos arriscados.  Ele é aquele que compra ou paga por um bem ou serviço para, apenas mais tarde, vender algo cujo valor total é maior do que a soma das partes utilizadas nesse processo.  E isso poderá ser determinado somente se o produto for vendido: este é o único sinal — um sinal ausente em economias socialistas — de que a sociedade está criando valor agregado.

Smith erra sobejamente quando chama de salários aquilo que empreendedores obtêm quando comercializam bens nas cidades.  Um salário só passa a existir quando uma pessoa contrata uma outra, pagando-lhe regularmente uma quantia fixa.  Podemos chamar isso de 'o pacto do capitalismo', pois significa que o empregado agora faz parte do risco empreendedorial assumido pelo capitalista.  Em troca, o empregado recebe uma renda fixa (diária, mensal etc.) — ou seja, um salário.

Empregados assalariados não têm possibilidade de auferir lucros, porém — e ainda mais importante — estão livres de prejuízos.  Com efeito, os empregados têm mais chance de receber renda do que o capitalista.  O fazendeiro, por exemplo, deve pagar os salários de seus empregados mesmo que tenha havido uma geada no dia anterior à colheita.  Os empregados, por sua vez, estão isentos do ônus do prejuízo.  Tampouco pode o fazendeiro, para sermos justos, compartilhar com eles seus lucros.  Uma empresa farmacêutica irá vender seus produtos somente quatro ou cinco anos após a ideia inicial de se criar esses novos produtos.  Nesse meio tempo, ela terá de pagar salários para centenas, talvez milhares, de pessoas.  O salário é pago hoje independentemente de como serão as vendas futuras.

Assim, o problema — brilhantemente ensinado pelo professor George Reisman — é que o erro compartilhado por Smith e Marx gerou a ideia de que, para obter lucros — a famosa "mais-valia" exploradora —, os capitalistas tinham de manter para si parte do salário de cada empregado.  A realidade é outra.  A realidade é que a riqueza é criada por aquele indivíduo que sabe como transmitir suas visões, arriscar recursos e reconhecer oportunidades — tudo isso ao mesmo tempo em que ele cria uma renda regular para terceiros durante esse processo.

O capitalismo cria uma classe média mundial.  Antes dos capitalistas, todos tinham de assumir por completo todo o risco de uma dada atividade.  Já hoje, podemos delegar os riscos para aqueles que são mais ambiciosos e mais capacitados para atividades empreendedoras, já sabendo que, no final do mês, receberemos nossos contracheques.  Tal arranjo é infinitamente mais produtivo e eficaz.  Em última instância, é ele quem elimina a pobreza.

______________________________________________

Artigo relacionado:

Por que a ideia de que o capitalista explora o trabalhador é inerentemente falsa

As raízes escolásticas da Escola Austríaca e o problema com Adam Smith

Juan Fernando Carpio mora em Quito, Equador, possui mestrado em Economia Empreendedorial pela Universidad Francisco Marroquin, da Guatemala e é o presidente do Instituto para la Libertad, um think tank libertário equatoriano.


45 comentários
45 comentários
mcmoraes 18/02/2011 11:32:10

Sempre me chamou a atenção o fato de que muitas pessoas falam em "mais-valia", "excedente de produção" e "exploração capitalista", mas ninguém fala sobre "menos-valia", "faltante de produção" e "exploração do assalariado". Como pode uma coisa dessas? A única explicação que eu encontro é a extrema parcialidade dessas pessoas.

Mais-valia é o nome dado por Karl Marx à diferença entre o valor produzido pelo trabalho e o salário pago ao trabalhador, que seria a base do lucro no sistema capitalista. Se isso faz sentido, então a menos-valia acontece quando o empreendedor/capitalista tem prejuízo após já ter pago os salários.

É produzir além do necessário para sua subistência. Sempre que se produz excedentes (sobra), o que não é consumido de imediato acaba sendo utilizado no comércio. Foi assim que surgiram as classes sociais: uma delas, mais espertinha, achou-se no direito de usurpar o excedente da produção. Houve a divisão de classes sociais e o surgimento da propriedade privada. Se isso faz sentido, então o faltante de produção é quando não se produz o suficiente e isso faria sumir as classes sociais e o desaparecimento da propriedade privada.

...(A exploração do assalariado vem do fato de que) quanto mais se enriquece a burguesia, quanto melhor vão os negócios, de tanto mais operários precisa o capitalista, tanto mais caro se vende o operário. Se isso faz sentido, então o assalariado explora o capitalista quando este quebra após um empreedimento mal feito, o qual muito (mas muito mesmo) frequentemente envolve o pagamento prévio dos salários dos empregados envolvidos no empreendimento falho.

Responder
Breno Almeida 18/02/2011 14:34:16

A teoria de menos-valia ajuda algumas pessoas entenderem porque a teoria de mais-valia está errada www.vanguardapopular.com.br/portal/comentario-popular/81-a-menos-valia

Responder
mcmoraes 18/02/2011 14:43:31

heheeh. Muito bom Breno. Obrigado. Realmente a ironia e a educação andam juntas ;)

Responder
Angelo T, 18/02/2011 11:45:12

Böhm-Bawerk explicou bem essa questão do salário em um dos seus livros. Só não lembro qual. Vale a leitura.

Responder
Miguel A. E. Corgosinho 18/02/2011 13:20:44

Os libertários não podem aceitar os seus objetivos de transformação em um mundo falsificado pelo capitalismo, seduzindo o anarquismo, por adesão, a mais um sistema relativo a anarquia do imperialismo; e nesse sentido, mais do que um afastamento político do Estado, Mises visava identificar as condições naturais para realização de uma ação humana - numa entidade simplesmente anárquica.

Esta entidade anárquica deve ser - a sua maneira - transmitida a um tipo de globalizacão das nações.

Permita-me apresentar a preliminar de uma tese fundamental de imutabilidade, da importância universal do Anarquismo, acerca de que o padrão de valor da propriedade privada carece de ser situado dentro de um contexto da sabedoria das mudanças para a ação humana, em que começa, em geral, com o ser racional resolvido, com o enigma da união central desvendada.

Notam-se que há um vazio no tocante ao que precede o Anarquismo para este chegar à constituição de um meio onde irá entregar a idéia que nasce do caráter de establidade do padrão da propriedade privada - não do ponto de vista do padrão ouro, não por uma nova germinação em verbo mental nos contratos ou na ação humana, mas o Anarquismo, como se fosse uma lei necessária, substitui as condições sociais impostas por qualquer outro espaço que não o confirme como um sistema de sua necessidade.

O Anarquismo deve tomar por transcendência, no sentido do mistério, uma ciência da razão, na medida que ela não se move por si mesma ao potencial; ao ato do menor ao maior grau, na voz que nos chega da ação humana, através de continuidade do progresso. Pretende-se, então, dizer que não há de definição de progresso em que a ação humana se reduza sozinha ao ato. Logo, o Anarquismo mostra que ele passa o ato por outro ser em ato, em que é causa das mudanças da economia, é por transcendência de seu meio.

Diria, então que na medida em que não é potencial a um grupo de causas uma estrutura econômica não pode existir - por exemplo dominando o que antes era problema: uma mesma realidade, modo-de-produção e reposição do valor da propriedade privada em uma moeda do seu potencial - neutra. Isso declara que o predomínio ou concessão comum do progresso da ação humana em um estado mundial. está em confronto com atual movimentação de capital da moeda de preço de fonte criada no mercado de capitais.

A questão principal do libertarianismo, portanto, poderá avançar através do padrão de valor, no aspecto minimamente coerente de ser uma instituição que chama as causas da propriedade privada, como quem deve dar o ato de existência as causas de livre escolhas e sua comunicabilidade numa entidade cambial do ato, segundo a globalizacão - capaz de abolir o sistema externo mal fundado no capitalismo, para que se constitua a sabedoria anarquista, que não pode ser uma reserva para a traição potencial com o estado americano.

Responder
LTB 18/02/2011 14:09:32

Essa característica em comum não é acaso: Marx derivou suas concepções de Ricardo e principalmente de Smith. Liberais que fazem campanha contra Marx deviam antes de qualquer coisa jogar Smith no esquecimento. Esse exemplo do texto é ínfimo comparado a todos absurdos protecionistas, fisiocraticos e semi-medievais escritos em A Riqueza das Nações.

Responder
Getulio Malveira 18/02/2011 14:54:49

Sinceramente não compreendi muito bem qual seria o erro de Smith que o autor aponta afora a confusão salário/renda, a princípio meramente vocabular. Prefiro ser um pouco cauteloso quanto a imputar a um pensador perspicaz como Smith as raízes das teses grosseiras de Marx. Por isso, gostaria muito que o autor, ou outra pessoa que a conheça, me fornecesse a referência da passagem mencionada de A riqueza das nações (de preferência livro e capítulo já que dificilmente utilizamos a mesma edição).

Desde já agradeço

Responder
Leandro 18/02/2011 15:04:50

Getulio, há uma passagem no capítulo 6. Vou colar aqui o trecho em inglês:

The profits of stock, it may perhaps be thought, are only a different name for the wages of a particular sort of labour, the labour of inspection and direction. They are, however, altogether different, are regulated by quite different principles, and bear no proportion to the quantity, the hardship, or the ingenuity of this supposed labour of inspection and direction. They are regulated altogether by the value of the stock employed, and are greater or smaller in proportion to the extent of this stock. Let us suppose, for example, that in some particular place, where the common annual profits of manufacturing stock are ten per cent. there are two different manufactures, in each of which twenty workmen are employed at the rate of fifteen pounds a year each, or at the expence of three hundred a year in each manufactory. Let us suppose too, that the coarse materials annually wrought up in the one cost only seven hundred pounds, while the finer materials in the other cost seven thousand. The capital annually employed*45 in the one will in this case amount only to one thousand pounds; whereas that employed in the other will amount to seven thousand three hundred pounds. At the rate of ten per cent. therefore, the undertaker of the one will expect an yearly profit of about one hundred pounds only; while that of the other will expect about seven hundred and thirty pounds. But though their profits are so very different, their labour of inspection and direction may be either altogether or very nearly the same. In many great works, almost the whole labour of this kind is committed to some principal clerk."


www.econlib.org/LIBRARY/Smith/smWN.html

Quanto aos outros erros de Smith, leia o segundo texto linkado ao final do artigo.

Smith foi um grande pensador e merece o respeito de todos os liberais. Mas também não podemos fechar os olhos para o fato de que foi a sua errônea teoria do valor-trabalho que gerou toda a ideia para a mais-valia marxista.

Responder
Getulio Malveira 18/02/2011 15:29:54

Obrigado, Leandro. Vou procurar a passagem que você me indica para a analisar o texto completo. Quanto aos "erros" de Smith - são questões acadêmicas relevantes demais para serem tratadas com leviandade. Concordo inteiramente contigo quanto a questão do respeito. Radicalismo não quer dizer fanatismo e não podemos simplesmente jogar no lixo o pensmento de Smith só porque ele não é, e não poderia ser... "austríaco". Como se diz aqui na minha terra: "calma com o andor que o santo é de barro".

muito obrigado pela referência e

Forte abraço

Responder
Vinci 18/02/2011 14:58:44

Nesse caso então, o que definiria o valor dos salários? Além disso, que garantia o assalariado teria se, havendo prejuizos do empresário, este pagaria seu salário?



Obs: Em qualquer lugar do mundo, o sujeito é contratado e, ao completar 30 dias (ou outro prazo), recebe seu salário. A isso Marx chamou de "adiantamento do tralhador", como se o trabalhador desse crédito ao empresário antes de ter recebido salário.

Responder
Leandro 18/02/2011 15:10:27

Vinci, originalmente, os salários são deduções dos lucros. Tenha a bondade de ler o primeiro artigo linkado ao final do texto.

Responder
Cesar Ramos 18/02/2011 17:38:49

Parece haver uma distorção semântica, de interpretação. Adam Smith realça inúmeras vezes a ação da mão invisível no comércio0 em geral. O termo salário pode ser equiparado a sustento, e o agricultor, de fato, busca seu sustento na feira. Eis a passagem, completa:
"Contudo, estas diferentes raças de animais, embora da mesma espécie, não têm praticamente qualquer utilidade umas para as outras. A força do mastim não encontra qualquer apoio na rapidez do galgo, ou na sagacidade do lulu, ou na docilidade do cão de pastor. Devido à falta da capacidade ou propensão para a troca, os efeitos destes diferentes talentos e faculdades não podem tornar-se num valor comum da espécie, e em nada contribuem para o seu melhor aprovisionamento ou maior conforto. Cada animal continua a ver-se obrigado a manter-se e defender-se a si mesmo, isolada e independentemente, e não tira qualquer vantagem da variedade de talentos com que a natureza dotou seus companheiros. Entre os homens, pelo contrário, as capacidades mais dissemelhantes são úteis umas às outras; os diferentes produtos dos seus respectivos talentos são, graças à predisposição geral para cambiar, permutar ou trocar, levadas, por assim dizer, a um fundo comum, onde cada homem pode adquirir aquelas parcelas da produção dos outros de que tiver necessidade." ADAM SMITH (Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações, vol. I.: 98)
Com todo o respeito, a história consagra Smith, e desmoraliza completamente Marx. Colocá-los no mesmo saco é flagrante exagero, tão desnecessário quanto desproporcional, até mesmo pelos milhoes que tombaram por um, e outros milhões que até hoje usufruem da liberdade, e da hegemonia sobre o mundo, sem requerer violência. É só comparar os países nos quais foram adotados. Ortega Y Gasset se deu o trabalho:
"Eu sustento, por minha vez, que o excepcional, que a originalidade extrema do povo inglês radica em sua maneira de tomar o lado social ou coletivo da vida humana, no modo como sabe ser uma sociedade. Nisto sim é que se contrapõe a todos os demais povos e não é questão de mais ou de menos. Talvez, no tempo próximo, se me ofereça oportunidade para fazer ver tudo que quero dizer com isto.
Existe, contudo, uma semelhança teórica jamais experimentada: "Mas a implicação geral da teoria do equilíbrio competitivo é que o papel do governo deve ser o menor possível e um setor público pequeno implica que os custos de manutenção serão pequenos, assim como os impostos necessários para financiá-los. Na medida do possível, segundo esse modelo, as funções do Estado devem desaparecer. Para melhor servir aos interesses do povo, não deveria existir Estado. Essa é, evidentemente, uma conclusão muito semelhante aquela a que Karl Marx chegou em seus escritos políticos: sob a ótica do socialismo, o Estado desapareceria. Pode parecer irônico que o modelo econômico do livre-mercado afirme que, sob o capitalismo de livre-mercado esse fenômeno também deve acontecer; mas existem mais semelhanças do que se poderia imaginar entre a teoria econômica de uma sociedade socialista e a teoria econômica de uma sociedade baseada exclusivamente na livre iniciativa. ORMEROD, PAUL, 1996: 86

Responder
mcmoraes 19/02/2011 12:08:32

@Cesar Ramos: ...Com todo o respeito, a história consagra Smith, e desmoraliza completamente Marx...

Curiosa essa sua afirmação. Ainda ontem eu falei com uma estudante de um curso relacionado ao curso de História da UFRGS. Ela me disse que a direção e os professores do curso de História são marxistas até o osso.

Responder
Heber 19/02/2011 13:09:43

quem desmoraliza marx e a história nao os historiadores marxistas esses o adoram

Responder
CR 26/02/2011 07:32:59

mcmoraes
A história é que consagra, não a academia, ainda mais a pública. A criação platônica renega a história, a realidade, em prol da ficção socrática. Convinha-lhes apreciar as trajetórias de USA, Suíça & UK, comparando=as com a fulgurante participação de URSS e Cuba, ainda mais agora que Tiririca foi eleito para ditar-lhes a política educacional

Responder
Vitor Jo 18/02/2011 20:51:00

Fazia tempo que não via um texto tão agradável aqui no site. Meus parabéns, camarada. Continue assim.

Responder
Caio 19/02/2011 04:34:53

Enfim, consegui entender o quão ridícula é essa teoria da "Mais-Valia". Mal posso esperar pra ver meus professores marxistas tocarem no assunto.

Responder
Miguel A. E. Corgosinho 19/02/2011 11:21:48

Cesar Ramos disse: "Parece haver uma distorção semântica, de interpretação"

Somos muito imaturos e ingênuos pra entender a luta pelo poder do padrão de valor.

Entre o Capitalismo (estatal americano) X comunismo estatal sem o mercado financeiro, o que prevalece é o primeiro, imperialista: "...Colocá-los no mesmo saco é flagrante exagero, tão desnecessário quanto desproporcionado, até mesmo pelos milhoes que tombaram por um, e outros milhões que até hoje usufruem da liberdade, e da hegemonia sobre o mundo, sem requerer violência."

A doutrina imperialista nos cegou!

"O termo salário pode ser equiparado a sustento, e o agricultor, de fato, busca seu sustento na feira."

As implicações a seguir, porém, me dizem que o que você esta vendo como um modo de salário tem o sentido, desde o inicio, de um modelo econômico, comparado a um possível "padrão de valor" da própria ação humana: "... onde cada homem pode adquirir aquelas parcelas da produção dos outros de que tiver necessidade." ADAM SMITH (Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações, vol. I.: 98)

"Devido à falta da capacidade ou propensão para a troca, os efeitos destes diferentes talentos e faculdades não podem tornar-se num VALOR COMUM DA ESPÉCIE, e em nada contribuem para o seu melhor aprovisionamento ou maior conforto... ..."por assim dizer um FUNDO COMUM" - ou seja: "...a natureza e causas da riqueza das nações" + "...VALOR COMUM DA ESPÉCIE" .

Tenho tentado mostrar essa investigação da natureza e as causas da riqueza como VALOR COMUM DA ESPÉCIE = ação humana, aqui no IMB.

"... Na medida do possível, segundo esse modelo, as funções do Estado devem desaparecer. Para melhor servir aos interesses do povo, não deveria existir Estado. Essa é, evidentemente, uma conclusão muito semelhante aquela a que Karl Marx chegou em seus escritos políticos: sob a ótica do socialismo, o Estado desapareceria.

Lógico num planeamento econômico o que poderia existir em cena é a multiplicidade das causas dos homens, criando o modelo econômico pelo VALOR COMUM DA ESPÉCIE, ou seja não precisamos de estado nem de imperialismo financista do estado - e que o autor exclui os animais, mas ressalta que é um "fenômeno da teoria econômica" - um fundo comum: "Devido à falta da capacidade ou propensão para a troca, os efeitos destes diferentes talentos e faculdades não podem tornar-se num VALOR COMUM DA ESPECIE, e em nada contribuem para o seu melhor aprovisionamento ou maior conforto... por assim dizer um FUNDO COMUM".

EIS, entretanto, que esse FUNDO COMUM, o "excepcional" da ação humana já existiu, "Eu sustento, por minha vez, que o excepcional, que a originalidade extrema do povo inglês radica em sua maneira de tomar o lado social ou coletivo da vida humana, no modo como sabe ser uma sociedade. Nisto sim é que se contrapõe a todos os demais povos e não é questão de mais ou de menos".

Marx fez a teoria do VALOR DO TRABALHO como um modelo de padrão de valor, que não tem nada a ver com taxa de exploração do livre mercado, ninguém tenta interpretar...

Nosso complexo de vira-latas vai longe!

Responder
Rhyan Fortuna 19/02/2011 14:16:21

Gostaria de saber se há algum texto sobre trabalhos com base em hirarquias e trabalhos sem essa base.

Porque me falaram que uma grande empresa tem os problemas parcidos com um governo centralizador.

Responder
Otavio 20/02/2011 20:13:55

Eu acho válido "as viúvas" do neoliberalismo (que pra mim de "novo" não tem nada), terem esse espaço para difundir as idéias liberais. Mas o que voces não conseguem entender é que nós somos "Serem Humanos" e não "Seres Econômicos" ,não somos máquinas que tudo é um mundo cor de rosa que voces sonham...onde quem produz ,explora quem não produz ,o Estado é figurativo ,onde as NECESSIDADES do povo são trocadas por vantagens econômicas.....já dizia meu amigo Janderlei Laurenci:\r
\r
"A economia é fundada nas vantagens e não nas necessidades. É o próprio egoísmo\r
humano que motiva a atividade econômica desenfreada, que visa apenas o lucro, não se\r
importando com os meios para alcançá-lo."\r
\r
Voces se esquecem que sem um "Estado Regulador" ,alguns egoístas por natureza, que tem os meios de produção,não teriam limites ara suas falctruas ,como fraude em balanços da empresas (ENRON ,lembram ?) enganando investidores, bolhas imobiliárias,crises cíclicas do capitalismo,lavagem de dinheiro com investimentos cujas fontes são ilícitas(drogas) ,formação de cartéis para estipularem preços onde a concorrência desapareceria, empresas grandes comprando empresas menores para se tornarem únicas no mercado (prejudicando a concorrencia novamente).\r
\r
O pior pra mim é a ridícula reseva de mão de obra,onde o pleno emprego é ruim ,pois elevaria os salários ...ou seja ,alguém tem que sobrar nessa pra que os egoístas tenham menos custos e consigam andar nas suas Ferraris. Até definiram a taxa: em torno de 8%.\r
Como pode isso ???? Como pode não pensar em quem não tem o emprego ??? Os neoliberais dizem :"Ah ,faz parte....não dá pra contemplar todos... que se dane esses.\r
É a falta de Humanidade que está o pior do Liberalismo ....Pensam só números e se esquecem que há vidas por trás disso.\r
\r
"O neoliberalismo é uma visão unilateral, pois coloca o aspecto econômico no centro da\r
existência humana, mas como falamos é um aspecto e, portanto, parte de um todo maior,\r
conseqüentemente não se pode usá-lo para interpretar e dirigir todas as relações humanas.\r
Conforme atesta DUSSEL (1983), com freqüência se vive um economismo que deixa de lado\r
as relações entre homem e natureza, as relações entre homem e homem e as relações\r
simbólicas, enfocando apenas a relação prática-produtiva (relações econômicas), deixando a\r
pessoa à margem do sistema."\r
\r
"3.1.O Custo social do neoliberalismo\r
O livre jogo do comércio, a ausência da presença do Estado na economia, bem como a\r
ausência de políticas governamentais que busquem o desenvolvimento econômico dos setores\r
mais pobres, causou a monopolização dos bens e um conseqüente empobrecimento das\r
classes populares que se encontram à margem do sistema.\r
Em uma competição sempre há um perdedor e um vencedor. Se a competição for entre\r
iguais podemos considerar a luta justa, mas no caso de um trabalhador que só possui a força\r
de seus braços, como poderá competir com aqueles que detêm o controle de grandes\r
empresas? Esta luta é tão justa como a de ovelhas contra lobos.\r
Esta desigualdade tornou-se o maior desafio que a humanidade enfrenta atualmente"\r
\r
\r
LIBARAIS : VOCES SERÃO VOZES AO VENTO ,POIS NÓS HUMANOS QUEREMOS RELAÇÕES HUMANAS E NÃO EGOÍSTAS RELAÇÕES ECONÔMICAS ONDE CADA UM TEM UM PREÇO. \r
\r
\r

Responder
Augusto 21/02/2011 07:29:19

Ainda há esperança, nesses casos?\r
\r
Contagem regressiva para a resposta do Leandro...

Responder
mcmoraes 21/02/2011 11:31:21

A esperança é a última q morre e a primeira q ressucita!

Espero, honestamente, q o Leandro não perca seu precioso tempo refutando o comentário do Kmarada Otávio. Qualquer um, com um pouquinho de boa vontade, pode verificar que o IMB não propaga idéias neoliberais, nem qualquer tipo de intervenção. Também não há necessidade alguma de refutar a menção à ENRON. Quanto ao papo ideológico: Otávio, cai na real, a história do séc. XX inteiro mostra que você e seus amigos precisam, além de estudar um pouco mais, olhar ao redor.

Responder
ALL 21/02/2011 09:12:15

Quem sabe um neofascismo, um rei divino, ou um neocomunismo, então?

Responder
Renê 26/02/2011 12:07:28

Nota-se que você não tem idéia do que se escreve por aqui.

Responder
void 26/02/2011 17:15:42

A economia é o fundamento das ciências sociais. Todas as escolhas humanas são economicas. Se você não vive economicamente, então você não faz escolhas, se não faz escolhas está morto. E o seu coletivismo você pode enfiar naquele seu lugarzinho fedido... sua boca, claro. Estatista safado e parasita.

Responder
L. Nutels 21/02/2011 15:06:26

A obviedade do argumento pró-empreendedor, é claramente entendida quando se põe duas figuras distintas lado a lado. A do filho pródigo e a do filho trabalhador. Almejar o lucro através de uma atividade produtiva é benéfico para toda sociedade.

Responder
Miguel A. E. Corgosinho 21/02/2011 15:47:39

Date: Mon, 21 Feb 2011 02:58:04 -0300
O sistema capitalista tem uma sobrevida cambial para envolver o elemento comum de todas as coisas (valor), sobre a maneira totalmente indiferente a intelecção humana.

Observamos que as viabilidades prospectivas do valor da moeda nacional se acham na matriz de uma ciência humana...

Mas onde cada país pode construir sua ideologia, em relação a humanidade, se não existe um ponto fixo na mente humana, para guardar a exatidão da moeda nacional, nos termos do conhecimento natural do valor?

A natureza humana, do ponto de vista da lógica, em si, teria que ir ao mundo exterior e fixar o conhecimento natural do valor, que seria distinguido noutro modo de ser, onde a existência atual seria necessária na composição e na divisão segundo esse mundo imaginário, em estado puro, como só podendo existir algo pela razão.

Queira então sair da sua velha lógica de casos e pense um mundo exterior de apoio a existência da natureza humana, indispensável ao único valor universal que a produção pode conferir aos momentos, simultaneamente, ditos em deslocamento da moeda racional.

Ora, os países a partir do centro multiplicador de uma idéia monetária no mundo exterior, teriam, então, que transferir o valor da produção á dimensão extensiva deste novo sujeito de prova da unidimencionalização.

Portanto, o sistema de medir da economia, cuja forma não será dada para nenhum banqueiro, não desemboca o valor transferível no preço de moeda alheia, porque unificaria o diverso da necessidade humana convergente a constituição do sistema universal (espaço-tempo), os quais conduziriam o serviço do desenvolvimento na Internet, a título da posição possível dos meios de produção, fora da mente.

Outrossim, quando a economia formula dentro de si um julgamento de valor, haverá uma espécie da paridade da realidade mantida na forma de Interbase Mundial; pode ser Razão de Referência das origens, em direção as causas da operação dos tempos do PIB; figurativamente, no engendramento planetário.

Ora, se essa Razão de Referência, pode ser limitada por classes reais, de maneira que se encontra em todo lugar de forma variada, ciência econômica não deve se sujeitar a organizar o meio dos conflitos existenciais oposto a condição de retorno de dívidas públicas, onde o que existe não existe, na operações do capitalismo.

Responder
Almir Borges 21/02/2011 21:56:17

Marx herdou o conceito de mais-valia de David Ricardo. O que é errado em Marx é a concepção de que a História deva ter um final teleológico, expresso na "abolição da propriedade privada dos meios de produção", ou seja, a substituição da formação econômica conhecida por capitalismo pelo socialismo. Mas, é tremendamente óbvio que tem de existir um excedente de produção que permite a reposição dos materiais e máquinas (depreciação do capital) e o reinvestimento para produção em escala superior à anterior. Todos estes argumentos dos Böhm-Bawerk, Vilfredo Pareto e outros menos votados foram rebatidos por Marx muito antes deles terem nascido. O socialismo também se propunha a apropriação da mais-valia, só que, na teoria, ela deveria ser utilizada em benefício de toda a sociedade, "de cada um de acordo com sua capacidade, a cada um de acordo com sua necessidade". O que se disse que Marx pensava, ou melhor, o que pensavam - erroneamente - que Marx pensava daria para encher uma Enciclopédia Britânica. Não só o capitalismo, mas toda sociedade precisa de um excedente, de uma mais-valia. Se se consumisse toda a produção agrícola nos tempos feudais e não se guardassem sementes para plantar a próxima safra, não haveria nova safra, muito menos gente para plantá-la, colhê-la ou comê-la, pois todos morreriam de fome. Isso, não invalida o capitalismo. Ao contrário dos estúpidos que lêem somente as orelhas dos livros de Marx, o filósofo alemão era um admirador da capacidade dinâmica do capitalismo, de sua extrema capacidade de produção e expansão aparentemente ilimitada desta capacidade. Só errava em pensar que essa capacidade de criação de riqueza traria uma "alta forma social cujo princípio básico é o pleno e livre desenvolvimento de cada indivíduo", ou seja, o socialismo. A competição, a busca do lucro é que torna o capitalismo vigoroso e uma forma sócio-econômica que nunca será substituída por uma Ordem social preconcebida pelo homem. Se a chamada economia de mercado algum dia deixar de existir será por um processo histórico como aquele que a criou, um processo "natural", não consciente. Uma soma de fatores que levaram à sua formação no interior da sociedade feudal.

Responder
mcmoraes 21/02/2011 23:09:18

@Almir Borges: ...[Marx] errava em pensar que essa capacidade de criação de riqueza traria ...

Esse comentário me fez lembrar de um outro comentário feito outro dia, mais ou menos assim: Marx errou de espécie; se sua teoria fosse aplicada à sociedade de formigas ou de abelhas...

Esse tipo de comentário me dá a impressão de que Marx foi um grande filósofo, mas que apenas cometeu alguns pequenos erros. Isso me cheira a distorção, mas não posso ir além porque, como disse o Almir, sou um desses estúpidos que lêem somente as orelhas dos livros de Marx. Por enquanto, vou ficando com Ayn Rand:

...Karl Marx, the most consistent translator of the altruist morality (i.e. term coined by Auguste Comte, which means placing others above self, their interests above one's own) into practical action and political theory, advocated a society where all would be sacrificed to all, starting with the immediate immolation of the able, the intelligent, the successful and the wealthy... (For the New Intellectual, p. 34-35)

Responder
André Luis 26/02/2011 14:12:38

"Marx só errou de espécie"... Vou usar isso como um mantra quando as viuvetes do Che começarem a expor as máximas kumunistas.

Responder
anônimo 22/02/2011 12:21:50

O socialismo também se propunha a apropriação da mais-valia, só que, na teoria, ela deveria ser utilizada em benefício de toda a sociedade, "de cada um de acordo com sua capacidade, a cada um de acordo com sua necessidade". O que se disse que Marx pensava, ou melhor, o que pensavam - erroneamente - que Marx pensava daria para encher uma Enciclopédia Britânica.

É verdade.

A taxa de mais valia é uma crítica do ponto de vista da exploração do trabalho (puro sindicalismo de Marx). Ao contrário difere a ciência, ao passar em revista as características originais da produção: o dinheiro principal e juro (exploração imperialista/financista dos banqueiros) se estendem ao estado.

A mais valia degenerada, em grau do menor para o maior, tanto o uso como o ensino, a prática e a teoria, a respeito de argumentos prováveis pelo dinheiro, hoje é uma uma taxa de exploração total do capitalismo.

O valor do dinheiro, por vias capazes da ciência, é o segredo real das coisas prontas no tempo.

Quando, porém, o valor (certo número de aspectos que faltam ao capitalismo) é o preço do principal e taxa de juro, pelas forças do financísmo do norte, os exploradores recebem a taxa de juro, ao longo do tempo, mas só se apropriam das coisas depois de produzidas, enquanto a realidade pura resulta somente em opinião (para que elas possam existir no tempo). Ou seja: os artigos dizem respeito a própria natureza das leis e das formas do pensamento lógico dos EUA.

Responder
joeblowe 24/02/2011 15:30:12

Quando se considera o tempo utilizado na prestacao de servicos como um 'bem' (wealth) que e vendido pelo empregado em 'pacotes' (batches)tudo se acomoda num contexto de free-market capitalism. Tambem, sabemos que quando vendemos 'no atacado', o preco e reduzido correspondente a reducao de risco.
Thomas Sowell tem um artigo interessante sobre prestacao de servicos medicos, ou voce paga em dinheiro, indo a um medico particular, ou voce paga com o seu tempo, esperando para ser atendido - o tempo e um bem como o dinheiro (commodity).

Responder
Luis Dietz 28/02/2011 21:59:38

Alguém poderia me repassar algum artigo que mostre a visão austriaca sobre a "renda da terra" tão discutida entre os clássicos. Vejo alguns absurdos nela e gostaria de ler uma opinião que obviamente deve ser contrária.

Responder
Leandro 01/03/2011 00:36:43

Prezado Luis, caso seu inglês seja bom, esses três textos sobre o assunto podem lhe interessar:

Blame the Physiocrats for Objective-Value Theory
Physiocracy and Free Trade in 18th-Century France
Classical Liberalism and the Single Tax on Land

Responder
Francis Tadeu Leite 01/03/2011 11:27:37

Pessoal, preciso da ajuda de vocês...

Onde fica o utilitarismo nessa história?

Existe algum artigo postado ou texto do Mises que fale sobre o assunto?

Fraterno abraço!

Responder
Anarcho 12/01/2012 16:57:16

Pq um diamante vale mas que um capo d'agua se a agua tem mais uso?

Vamos supor que um padeiro pode comprar massa pré-pronta de custo próximo de 2,00 reais.
Um litro de leite 2,00 reais.
2 ovos 1,00 reais.

O preço mínimo do bolo é 5,00 reais. Uma forma poderia dar no mínimo 8 pedaços vendidos a 1,00 real. 2 reis de lucro a cada forma.

Orá o preço do bolo é a soma da dos produtos usados para sua fabricação, não é relevante o possesso de trabalho, e se for qual a diferença? É simples um autônomo não precisa se preocupar com essa trivialidade, mas padeiro assalariado do dono da padaria nunca vai receber esses 2,00 reais de lucro por forma, pois patrão leva uma parte para si, a mais-valia.

Mas a pergunta não foi respondida, pq um um diamante vale mas que agua? O que foi usado para estirar o diamante cai encima do preço, sem duvida, mas em uma mina arcaica, os garimpeiros extrai com ferramentas manuais, não custam muito, algumas são artesanais. Orá só o trabalho empregado a essa objeto pode valorizá-lo. As horas de trabalho, as necessidades do operário como alimentação, alimentação de dependentes... cairão sobre o preço.

Acima foi citado que se a mais-valia, tbm a menos-valia... esta certo pois não era para haver mão assalariada, logo nem o roubo da mais-valia, muito menos a pagamento de volta do salário caso o produto não venda pois o salário vai pagar o trabalho empenhado no produto, que é do capitalista não dos trabalhadores, quer o salário de volta? Devolva a produção NO ESTADO QUE FOI ENTREGUE.

Responder
anônimo 13/01/2012 03:18:27

Amigo, não quero destruir o seu mundinho de faz de conta não, mas esta teoria de valor já foi destruída ainda no século XIX.

Responder
Anarcho 13/01/2012 06:10:41

Só em propaganda, dizer que foi destruído é sinal de não ter argumento contra meu comentário.

Responder
Leandro 13/01/2012 06:20:15

Anarcho, sobre a mais-valia, leia estes dois artigos:

Por que a ideia de que o capitalista explora o trabalhador é inerentemente falsa

A análise de classe marxista vs. a análise de classe austríaca

E, se quiser um debate mais aprofundado, é só chamar.

Abraços!

Responder
Leandro 13/01/2012 06:23:17

E sobre o paradoxo água-diamente, favor ler este artigo:

A utilidade marginal não é nenhuma astronáutica

Abraços!

Responder
Anarcho 13/01/2012 09:16:02

Oferta e demanda não dita valor apenas varia ele: com uma procura alta e um estoque alto não há vendedor que não abaixe o preço para satisfazer a clientela podendo vender alguns a baixo do preço de compra ou produção, tendo em mente que o lucro já foi garantido com a alta procura; porem, com o estoque baixo o preço sobe para manter seu lucro, ninguém vende abaixo da produção, a baixo do trabalho empenhado no produto.

Acima foi citado um padeiro. O padeiro autônomo não faz questão do valor do uso ou valor do trabalho. Para o empreender da no mesmo, ele compra o produto, investe no lucro futuro, quando o empreendedor trabalho no seu próprio empreendimento(autônomo) as duas são meros pontos de vistas que dão no mesmo.

Um padeiro assalariado tbm pode concordar que o valor do bolo vem da soma do valor de suas matérias primas, o excedente é uma variação da oferta-e-demanda que pode ser lucro ou prejuízo(venda abaixo do valor de produção), mas provavelmente dirá que foi seu trabalho que o fez, de fato, sem ele não haveria o bolo. Mesmo com o valor do uso a mais-valia é um lucro ou prejuízo que não vai todo para o operário, que teve sua função inquestionável, numa cooperativo o operário tem seu lucro ou sofre seu prejuízo. Já a menos-valias não pode existir pois a produção foi feita e entregue(roubado) para o capitalista - se o latrão(capitalista) foi pego pela policia(prejuízo) pq o proprietário(operário) deve pagar(menos-valia) por isso? Eu te roubo um telefone, sou pego, vc vai pagar um telefone novo para mim? -só sendo muito fã do Olavo mesmo.

Porem o bolo é uma produto secundário ou terciário, a matéria prima para sua criação é comprada, e seu valor é distorcido pelo aparente uso, esquecendo do trabalho para sua existência. O leite e ovo não é feito de produtos comprados, não pode ter valor surgido da soma de outro produtos. Um diamante tem seu valor o trabalho dos garimpeiros, uma jóia de diamante o valor do trabalho do artesão; porem o diamante é comprado e o artesão contratado e o valor do uso do diamante é algo aparente mas errôneo, pois o capitalista esta comprando trabalho de alguém, ao assalariar o artesão, capitalista está alugando o trabalho desse, que com certeza não terá como salário o que sua arte rendeu, para o capitalista o valor é do uso pois ele não trabalhou no artefato, mas para o artesão mesmo que ele erroneamente concorde que o valor é do uso do diamante bruto, seu trabalho tbm desempenhou uma função inquestionável, e a mais-valia não é justificável pelo valor do uso, como já dito o excedente do valor do trabalho ou uso(para os economista vulgares) é uma variação da oferta-e-demanda, que pode ser lucro ou prejuízo(venda abaixo do valor de produção).

A venda abaixo do valor de produção é prejuízo mas o valor da produção está lá. O erro de Smith está em relacionar a produção com salário, salário só existe sob exploração.

Responder
Catarinense 13/01/2012 16:44:21

Anarcho, seja mais humilde e leia os artigos. Sua retórica foi extensamente debatida ( e refutada ) em diversos lugares neste site, e os links sugeridos são um bom lugar para começar. Não pense que você tem a chave mágica e que todos devem imediatamente atenção total a você. Gaste meia hora de seu inestimável tempo ( provavelmente o mesmo que você levou escrevendo o comentário acima ) e dê uma olhada nos artigos oferecidos neste site, além da excelente biblioteca ( gratuita ). Estudo nunca é demais.

Responder
Marivalton 19/06/2012 00:09:32

Pelo jeito o autor do texto jamais leu O Capital de Marx e buscou entender o que é mais-valia. Mais valia nao é lucro, mas o excedente que além do lucro, ja esta coberto os prejuizos. Outro erro do autor é nao dizer e explicar a origem dos valores investido. Obvio que se somente o trabalho é que gera valor, logo o valor inicialmente investido, ja é fruto da mais-valia. Só pra fechar, a atual cindição americana (onde 1% detem mais de 50% das riquezas) comprovam a tse de Marx. Pois como explicar o surgimento dessa grande massa que semrpe trabalhou e hj vivem na miséria? Como explicar que somente 1% do povo tenham conseguindo acumular tanats riquezas. Ao analisar o microcosmos, a tese de quebra da mais-valia até parece correta, mas analisando o macrocosmos, vemos a tese marxista se efetivando mais do que nunca.

Responder
Leandro 19/06/2012 02:47:27

"Mais valia nao é lucro, mas o excedente que além do lucro, ja esta coberto os prejuizos."

???!!!

E eu jurava imaginar que, para haver algum lucro, não podia haver prejuízo... Aprendendo-se sempre.

"a atual cindição americana (onde 1% detem mais de 50% das riquezas) comprovam a tse de Marx. Pois como explicar o surgimento dessa grande massa que semrpe trabalhou e hj vivem na miséria?"

Qual a "miséria" em que vivem os americanos (antes da ascensão de Obama, é claro)? Por que tal "miséria" seria invejável aos reis de antigamente? O que permitiu este progresso na condição de vida dos "miseráveis"?

Responder
Peter Park 31/07/2013 02:13:18

Tá serto.

Responder

Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
  Nome
  Email   (também utilizado para o Avatar, crie o seu em www.gravatar.com)
  Website
Digite o código:

Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.







Multimídia   
  Podcast Mises Brasil
        por Bruno Garschagen - 06/01/2015
  Fraude - Explicando a grande recessão
        por Equipe IMB - 31/10/2012
  III Conferência de Escola Austríaca
        por Equipe IMB - 25/06/2012
veja mais...



Instituto Ludwig von Mises Brasil



contato@mises.org.br      formulário de contato           Google+
Desenvolvido por Ativata Software