A falta de fundamentalismo islâmico
por , sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

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ulrich1.jpgO mundo assiste atentamente enquanto milhares de egípcios tomam as ruas da capital exigindo amplas reformas e, principalmente, que Hosni Mubarak renuncie a seu posto de quase 30 anos na presidência do país.  Entusiasmados pela recente destituição do poder do ditador tunisiano, mas, acima de tudo, cansados de um governo opressivo e corrupto, de condições econômicas precárias e de pouca perspectiva de um futuro melhor, cidadãos egípcios parecem ter atingido o limite da tolerância.

Para entender a causa dos recentes protestos observados na cidade do Cairo, não é essencial ser um estudioso geopolítico.  O domínio dos fundamentos de economia e teoria monetária já servirá de base para entender boa parte das causas principais por trás do ambiente político instável visível em boa parte do Oriente Médio.

Logicamente, um bom conhecimento dos fatos históricos, bem como de política internacional, ajudarão na compreensão dos recentes eventos em específico e da situação política em geral, em grande parte do mundo.

Situação política no Oriente Médio

O Egito tem sido, nas últimas décadas, conjuntamente com Israel, um dos maiores recebedores de ajuda econômica e militar dos Estados Unidos, o chamado foreign aid.  A lógica da política externa americana empregada é simples: já que o apoio incondicional ao estado de Israel é inegociável, uma das formas mais fáceis de garantir um ambiente menos hostil ao estado judeu é subornando e apoiando militarmente governos ilegítimos. A inda que possivelmente tais líderes não aprovem o estado de Israel, a ajuda externa assegura "aliados estratégicos" no Oriente Médio a tolerar os excessos do governo israelita, contanto que a permanência destes no poder seja, em contrapartida, apoiada política, econômica e militarmente pelos EUA.[1]

No Oriente Médio, somente o Egito e a Jordânia reconhecem e possuem relações diplomáticas com o estado de Israel.  A Arábia Saudita, apesar de sua posição anti-Israel, adota uma política de "boa vizinhança", logicamente abençoada pela presença militar americana na península arábica.  Esta é a situação da maioria dos países nesta região, alguns em maior ou menor medida, onde os EUA mantêm — quando não instituem um "fantoche" seu — déspotas que governam com mão de ferro uma população majoritariamente muçulmana.  Em tais países, a opressão é visível, a dissidência é calada, o mercantilismo é louvado e a democracia é inexistente.  Adicione na receita reservas de petróleo e gás e obtemos regimes autocráticos com nocivo poderio econômico.

Desgraçadamente, as ações dos Estados Unidos no Oriente Médio falam muito mais alto do que as belas palavras e promessas de seus presidentes.  Na visão do mundo islâmico, democracia, liberdade e prosperidade são termos vazios e sem sentido quando proferidos por autoridades americanas.  A realidade nunca esteve tão distante do discurso.

Esta é a situação na maioria das ditaduras ou monarquias, xerifados etc. no Oriente Médio, líderes subservientes aos interesses dos EUA e lamentavelmente alheios aos interesses de seus cidadãos.

Situação econômica no Oriente Médio

Apesar de as questões políticas serem de extrema importância e somarem-se ao sofrimento de um povo oprimido, a situação econômica é o fator definitivo e determinante, capaz de unir e motivar um povo a revoltar-se e a lutar por mudanças drásticas e imediatas.

Poucas pessoas têm aspirações políticas.  Algumas não dariam a vida por liberdade de expressão; mas certamente todas lutariam pela própria sobrevivência.  Nem todas almejam riqueza material.  Mas ninguém consegue viver sem poder alimentar a si e a própria família.

A inflação estimada no Egito em 2009 foi de 11,9%, e de 12,8% em 2010.  Ademais, o nível de desempregados se encontra na faixa dos 10%.  Analisando outros países muçulmanos, o quadro verificado se torna uma tendência.  Na Tunísia, estima-se que 14% da população esteja desocupada.  Já na Arábia Saudita, este índice encontra-se em aproximadamente 11%.  E a lista segue com 13,4% na Jordânia, e Irã com 14,6% de cidadãos sem um emprego.[2]

Grande parte dos muçulmanos acaba, infelizmente, culpando a influência perniciosa dos EUA tanto por sua situação política quanto econômica.  No entanto, esta é consequência das políticas adotadas por seus próprios governos.  Concentrar-se a repudiar o imperialismo americano não trará prosperidade.  É necessário repudiar as prejudiciais políticas socialistas que abundam nestas nações.

Recentemente, a revista inglesa The Economist publicou um artigo sobre a mudança gradual no estado sírio, de uma economia centralmente planejada a uma orientada ao livre mercado.  O artigo enfoca justamente as políticas que levarão a Síria a deixar de ser uma economia socialista planejada e transformar-se em uma de "mercado social"[?], o que significa reduzir vastos subsídios que vão desde eletricidade e combustível até água, alimentos e transporte.

Políticas econômicas ruins não são uma imposição imperialista americana; são escolhas do próprio governo, democrático ou não.  Em última instância, é a liberdade econômica que definirá a derrocada de qualquer regime de governo, seja no Oriente Médio ou em qualquer lugar do mundo.  O barril de pólvora desta região está repleto de falta de liberdade política, da prejudicial política externa americana, de opressão, de corrupção, de desemprego e de inflação.  Alguém terá de ceder.

Padrão-ouro: limite aos governos

O atual arranjo monetário mundial permite que países inclinados a uma alta dose de intervenção estatal ponham em prática seus planos ambiciosos sem necessidade de muita cautela.  Em outras palavras, governos socialistas, social-democratas e afins gozam de financiamento quase ilimitado devido ao sistema monetário vigente: moedas fiduciárias com banca de reserva fracionária.  É este sistema que possibilita as aspirações de qualquer governo — sejam elas bem intencionadas ou não, sejam seus governantes genuinamente benevolentes ou não.

O padrão-ouro impõe limites.  Simples assim.

O padrão-ouro com 100% de reservas impõe ainda mais limites.

Para os suspeitos usuais, este é seu maior defeito.  Para qualquer defensor da liberdade individual, sua mais sagrada qualidade.

Entretanto, os limites não são impostos ao desenvolvimento econômico, mas sim à expansão governamental.  Desenvolvimento econômico se obtém através do livre mercado.  Expansão governamental se obtém através da supressão do mesmo.

Governos são limitados por sua capacidade de taxar seus cidadãos e endividar-se.  Impostos em demasia inviabilizarão que a economia se desenvolva, expropriando recursos da iniciativa privada.  Alto endividamento priva o setor privado da poupança necessária à acumulação de capital e do consequente crescimento econômico que ela gera.

Um indivíduo, uma família ou uma empresa não podem gastar mais do que ganham, endividando-se indefinidamente.  Cedo ou tarde chegará o inevitável dia de ou declarar falência ou reestruturar a dívida, retornando a uma atividade sustentável — isto é, viver com os seus próprios meios.

Por mais que teoria macroeconômica mainstream não o reconheça, governos também são regidos pela mesma regra, do império Romano ao governo dos EUA, sem exceção.  Seja qual for a justificativa — estado do bem estar, justiça social, guerras ou obras faraônicas —, tal restrição foi sempre um incômodo à expansão dos governos e suas ambições.

O primeiro passo foi monopolizar a emissão, ou cunhagem, de moeda.  Tal monopólio permitiu aos governos falsificarem moeda diluindo a quantidade de ouro ou prata contida nelas, mas mantendo a denominação inalterada, e logo criando leis de curso forçado que obrigavam os cidadãos a aceitarem essa moeda adulterada.  Logo, com a evolução da atividade dos depósitos bancários, vieram os substitutos de dinheiro, como certificados de depósitos e notas de banco.  Em pouco tempo, o sistema bancário passava a utilizar um coeficiente de reservas abaixo do necessário para honrar 100% dos depósitos à vista.  E assim nascia o sistema de reservas fracionárias.

A instabilidade e a insolvência de tal sistema levaram governos a conceder privilégios ao setor bancário, em que os bancos eram eximidos de sua obrigação contratual de resgatar em espécie seus certificados ou notas emitidas.  Crise após crise, e o instável sistema bancário clamava cada vez mais por uma entidade que pudesse salvá-los em momentos de apuros, um banco dos bancos.

Surgia então a figura do banco central, uma entidade capaz de orquestrar a expansão de depósitos do sistema bancário (inflação) e de ser prestador de última instância.  O objetivo último era impedir que crises bancárias se formassem.

Desde os primórdios, o fraudulento sistema monetário em que vivemos contou com a anuência dos governos, pois a expansão monetária em larga escala acabava por acomodar os crescentes gastos públicos, seja por meio de impressão direta de dinheiro por bancos públicos e/ou banco central, ou via compra de títulos soberanos pelo sistema bancário.  Em ambos os casos, o resultado em nada se difere: possibilita a expansão governamental.

A disciplina imposta pelo padrão-ouro com 100% de reservas consiste no fato de que, neste sistema, não se pode mascarar e/ou manipular o nível de poupança disponível para investimentos e/ou financiamento do gasto público.  Tampouco é possível criar moedas de ouro do nada para honrar compromissos correntes.  Exatamente o oposto é verdadeiro para o sistema de moeda fiduciária com reservas fracionárias.  No sistema monetário moderno, basta apertar alguns botões para magicamente criar a quantidade de dinheiro necessária a satisfazer as extravagâncias públicas, haja poupança ou não.  O emaranhado de dívida em que vivemos é conseqüência direta da criação ex nihilo de dinheiro.

Nos dias atuais, o dinheiro, o setor bancário e o governo formam uma simbiose tão harmônica e obscura, que nem mesmo especialistas da área financeira e econômica sabem o conceito real de dinheiro e sua fundamental função na sociedade.  Até mesmo o atual governador do Banco Central da Inglaterra, Mervyn King, admite que "de todas as várias formas de organizar o sistema bancário, a pior é a que temos hoje".[3]

Um sistema monetário de livre mercado amparado pelos princípios tradicionais do direito evidencia a impossibilidade de sonhos socialistas.  A inflação mascara temporariamente esta verdade.  Durante este tempo, redistribui-se riqueza daqueles que produzem aos parasitas que tudo sugam.

O sistema monetário Islâmico

Infelizmente, egípcios e tunisianos, bem como outras nações do Oriente Médio, correm o risco de seus novos governos não serem islâmicos o suficiente.  Provavelmente serão islâmicos para condenar a decadência moral do Ocidente, para protestar contra o apoio incondicional dos Estados Unidos a Israel e para repudiar a cultura imperialista e consumista americana.  Mas não serão islâmicos o suficiente para adotar um sistema monetário lastreado em ouro com 100% de reservas, seguindo os preceitos de seu código legal, a shariah.

Sim, o Islã condena o uso de reservas fracionárias.[4]

Qualquer empresário sabe que precisa honrar seus compromissos, pagar suas contas, devolver seus empréstimos, produzir e entregar seus produtos.  Senão estará em apuros. Um banco não.  Um banco é legalmente permitido a operar fora da lei.  Confuso?  Pois esta é a realidade de nosso sistema bancário.  O que para qualquer empresa constitui fraude e crime é perfeitamente permitido a uma instituição bancária.  A perversidade deste sistema, bem como sua faceta fraudulenta, foi desde cedo identificada pelo Islã.

Em um excelente discurso de 1998, no qual urgia pela volta da moeda de ouro dinar[5], Dean Ahmad[6] lembra que "muçulmanos não podem ignorar o fato de que o ouro é o nosso dinheiro.  Mesmo que finjamos que não seja, continuamos a usá-lo para o cálculo do nisâb[7]. Ao invés de lutar contra a vontade de Alá, proponho que o aceitemos".

Naquele ano, a então recente crise financeira asiática ainda preocupava o mundo. Dean Ahmad oportunamente recorda que "não foram os especuladores os causadores da crise na Malásia, mas sim a política monetária harâm[8] que fez do ringgit uma moeda não confiável".  Dean Ahmad segue:

Desde os tempos de Maomé, o ouro e a prata serviam a função de dinheiro, e assim continuou por mais de 400 anos.  O ouro é a commodity monetária natural que Alá nos forneceu para uma política monetária imparcial e livre de manipulações arbitrárias e de interesses próprios de bancos centrais e políticos.

A dificuldade em torno do ajuste da oferta monetária é natural e controlada por Deus.  Moedas flexíveis (papel, etc.) são todas muito sujeitas a manipulações de governos interessados em financiar déficits ou de banqueiros buscando um incremento de sua receita de juros através das reservas fracionárias.

A base para seguir nossa herança islâmica em tais questões é tanto moral quanto utilitarista.  As dificuldades de se encontrar uma política monetária eficaz e segura são obviadas no Islã pelo regime monetário do dinar.

Uma proposta de reforma

Egípcios e tunisianos têm uma oportunidade única.  Democracia per se não é capaz de limitar a expansão de um governo e trazer prosperidade.  Ouro per se tampouco garante esta.  No entanto, a disciplina que ele impõe aos governos faz do metal uma via muito mais fiável no caminho da prosperidade.  Ademais, impede o avanço desordenado e prejudicial de um sistema bancário inerentemente instável.

Curiosamente, na questão monetária, há, nos dias de hoje, uma total falta de fundamentalismo islâmico.  Muçulmanos precisam seguir os ensinamentos de seu profeta e as tradições de sua história.  O povo deve exigir que seus governos abdiquem deste fraudulento sistema monetário e abracem de fato os preceitos do Islã.

Se democracia é o pior sistema à exceção de todos os outros, que pelo menos seus efeitos sejam limitados por um regime monetário condizente com a natureza humana, isto é, de livre mercado.

__________________________________

Notas

[1] A opinião do autor com relação à política externa americana (e de qualquer país) é aquela defendida pelo congressista Ron Paul, baseada nas idéias de Thomas Jefferson: "Paz, comércio e amizade honesta com todas as nações, sem nos entrelaçarmos em alianças com nenhuma".  Assim como Ron Paul, consideramos a visão de Michael Scheuer extremamente acurada, no sentido de que a política externa dos EUA traz consequências não intencionadas, o chamado blowback.  Discordo dos autores que consideram o petróleo como o ponto chave da região.  A questão crucial é o apoio incondicional garantido ao estado de Israel, o que no longo prazo é prejudicial tanto para a segurança americana quanto para este estado a que se pretende proteger.

[2] Outros países islâmicos apresentam uma situação ainda mais precária.  No entanto, isso implicaria analisar fatores que estão fora do escopo deste artigo.  Dentre estes: Palestina, a qual sofre uma brutal opressão exercida pelo estado de Israel; Afeganistão, Iraque e Paquistão, países ainda envolvidos em uma guerra sem fim.  Até certo ponto poderíamos incluir o Irã, por sofrer sanções econômicas que certamente prejudicam o seu desenvolvimento, mas que considero não ser fundamental para a atual situação econômica iraniana.

[3] Discurso de Mervyn King no Buttonwood Gathering, Nova York, 25 de Outubro de 2010: "Of all the many ways of organising banking, the worst is the one we have today".

http://www.bankofengland.co.uk/publications/speeches/2010/speech455.pdf

[4] Ayub, Muhammad, Understanding Islamic Finance, 2007, John Wiley & Sons Ltd: Chichester,England.

[5] Tanto o ouro dinar quanto a prata dirham são moedas antigas do mundo Islâmico.  Entretanto, há um movimento crescente visando reintroduzir tais moedas em circulação com o intuito de obter um sistema monetário lastreado em um dinheiro commodity.  Na Malásia, os estados de Kelantan e Perak já ou introduziram ou anunciaram a intenção de introduzir estas moedas no mercado.

[6] Discurso proferido por Imad-ad-Dean Ahmad na American Muslim Social Scientists em Chicago, no dia 30 de Outubro de 1998.  Dean Ahmad é um estudioso palestino-americano e presidente doMinaret of Freedom Institute, um think-tank libertário muçulmano.http://www.minaret.org/OLD/MONETARY.HTM

[7] Zakat, um dos pilares do Islã, é uma contribuição aos pobres e/ou necessitados. O Zakat é obrigatório quando a riqueza de uma pessoa ultrapassa certo valor, chamado nisâb, o qual foi estipulado em 20 dinars de ouro (90,8g de ouro) ou 200 dirhams de prata (594g de prata).  De acordo com o Islã, o Zakat deve ser pago com dinheiro honesto ou algo material, e não com "uma promessa de pagamento" — daí o uso de ouro e prata.  A lei Islâmica não permite o uso de uma "promessa de pagamento" como meio de troca.  É interessante lembrar que, assim como o dólar, a libra etc., tanto dinar ou dirham são usados como nomes de papel-moeda.  Dinar é utilizado no Bahrain, na Jordânia, no Kuwait e na Tunísia, enquanto o dirham foi adotado como nome para a o dinheiro emitido no Marrocos e nos Emirados Árabes.  No entanto, hoje em dia são apenas nomes, e não apresentam nenhuma semelhança com as moedas de ouro dinar e prata dirham.

[8] Harâm é o termo arábico utilizado para designar algo ilegal, proibido, não permitido ou banido.  É o oposto de Halal.

Fernando Ulrich é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 


50 comentários
50 comentários
Filipe Celeti 04/02/2011 11:09:11

Uma preciosidade!

Responder
Joel Pinheiro 04/02/2011 12:02:52

Texto muito informativo. Contudo, e corrija-me se eu estiver errado, o Islã também proíbe a cobrança de juros, não é mesmo? E portanto um sistema verdadeiramente islâmico nem bancos terá, pois sua principal função é considerada injusta.

Responder
Augusto 04/02/2011 12:58:47

Joel,\r
\r
O empréstimo é apenas uma das funções normalmente realizadas por bancos.\r
\r
De qualquer modo, temos hoje vários bancos islâmicos em funcionamento, o que mostra que a sua afirmação de não haveria bancos em um sistema islâmico não corresponde à realidade.\r
\r
Basta pensar, você acha que os muçulmanos teriam conquistado todo o norte da áfrica e toda a ibéria, além de todo o oriente médio, sem recorrer a empréstimos (e portanto, juros) ? ;-)\r
\r
Alguns links:\r
\r
en.wikipedia.org/wiki/Islamic_banking\r
www.islamic-bank.com/\r
www.dib.ae/en/index.htm\r
www.islamicbankingnetwork.com/index.shtml\r
www.emiratesislamicbank.ae/eib/en/default.htm

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Joel Pinheiro 04/02/2011 19:38:28

Já ouvi dizer que eles se mantêm em existência por meio de cobranças (como taxas de serviço) que apenas mascaram os juros. Por isso que os fundamentalistas mais da pesada são contra até se ter conta em banco.

Responder
Fernando Chiocca 04/02/2011 13:07:15

Acho que o Islã condena até o recebimento de aluguel, dizendo ser uma "renda sem trabalho". Um saudita muçulmano me falou isso uma vez.

Mas o texto atenta para o fato de levar em consideração apenas os lados positivos e corretos do Islã e lamenta que se sigam os negativos neste trecho:

"Provavelmente serão islâmicos para condenar a decadência moral do Ocidente, para protestar contra o apoio incondicional dos Estados Unidos a Israel e para repudiar a cultura imperialista e consumista americana. Mas não serão islâmicos o suficiente para adotar um sistema monetário lastreado em ouro com 100% de reservas, seguindo os preceitos de seu código legal, a shariah."

Responder
LTB 04/02/2011 12:50:44

Perfeito. Concordo com tudo, especialmente com a primeira nota de rodapé

Responder
Artur Reis 04/02/2011 12:55:00

Gold is gold, man...

Responder
Fernando Ulrich 04/02/2011 14:05:39

A questão de juros no Islã mereceria até um artigo exclusivo.\r
\r
O que posso clarificar de antemão é que assim como haviam maneiras de contornar a proibição canônica com relação a usura (ex. depositum confessatum. Ver Dinero, credito bancario e ciclos econ., Huerta de Soto, Cap.II, item 3), os muçulmanos também utilizam-se de subterfugios que qualificam o juros cobrado como uma espécie de "lucro", o que lhes permite na prática conceder empréstimos como em qualquer país ocidental.\r
\r
Sei inclusive por experiência própria: já fui um prestatário em Dubai. \r
\r
Obviamente, o Islã não é infalível em questões monetárias, mas há aspectos fundamentais, que caso fossem seguidos de fato, tornaria a realidade destes países bem diferente.\r
\r
Um abraço.

Responder
Getulio Malveira 04/02/2011 14:42:57

Parabens, Fernando. Creio que você foi capaz de achar o único ponto positivo na doutrina dessa seita. Não é pouco mérito: ao menos economicamente os maometanos falam algo quem tem sentido.

Responder
Fernando Ulrich 04/02/2011 15:32:04

Getulio, não sei você escreve por conhecimento e/ou experiência própria ou somente pelo que a mídia ocidental retrata diariamente.\r
Nós, do mundo ocidental, e ainda mais no Brasil, somos praticamente ignorantes com relação ao Islã. Reduzir uma religião de mais de 1 bilhão de pessoas à uma seita considero um extremo exagero.\r
Dentro do Islã há inúmeras ramificações e algumas delas são extremistas e inclusive vão contra o que está escrito no Corão. \r
Tenho plena certeza de que a maioria que está neste 1 bilhão de pessoas não compactua com os absurdos praticados por regimes totalitários que se dizem Islãmicos. São pessoas como você e eu, que apenas querem viver sua vida, trabalhando em paz e buscando a felicidade própria e de sua família. \r
Há inúmeros pontos positivos no Islã. Além disso, muitas vezes é mais uma questão de perspectiva.\r
Se a maioria das mulheres ocidentais enxergam com piedade a "repressão" praticada as mulheres pelos muçulmanos, te garanto que as mulheres muçulmanas olham com piedade a "decadência moral do mundo ocidental", a falta de estrutura familiar e o papel inatingível imposto às mulheres do ocidente: supermãe, superesposa e superprofissional.\r
Um abraço.

Responder
Getulio Malveira 04/02/2011 16:39:30

Fernando,

Muito respeito sua perspectiva. Contudo, com relação ao Islã tudo se resume a saber quem está lendo corretamente o Corão: se os chamados fundamentalistas ou se os chamados moderados. Levando-se em consideração a precariedade teológica, moral e racional das doutrinas de Maomé transcritas no Corão, não vejo como os chamados moderados podem estar certos.

É claro que assim como existem judeus laicos, cristãos laicos, hindus laicos etc (os famosos nã-praticantes), há também islamitas pouco religiosos, que não estudam, não compreendem e não buscam praticar o islã. Esses são justamente os que estão mais próximos de nós, sendo apenas pessoas que querem viver suas próprias vidas. Entretanto, se levamos o que está escrito no Corão a sério, como o fazem os fundamentalistas, não há como não reconhecer os absurdos que a cabeça pervertida de maomé e de seus cúmplices soube elaborar.

Apenas para dar um exemplo: nem os judeus talmudistas, bem conhecidos por seu desprezo a todos os não-judeus, nem os cristãos em qualquer época pregaram a detruição daqueles que não pertencem a sua própria fé, mas veja o que Maomé prega:

"Ó fiéis, COMBATEI os vossos vizinhos incrédulos para que sintam severidade em vós; e sabei que Alá está com os tementes [muçulmanos]." (Alcorão, Sura 9.123)

"Mas quanto os meses sagrados houverem transcorrido, MATAI OS IDÓLATRAS, onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os e espreitai-os; porém, caso se arrependam, observem a oração e paguem o zakat, abri-lhes o caminho. Sabei que Alá é Indulgente, Misericordiosíssimo." (Alcorão, Sura 9.5)

Bem... e por aí vaí: pedofilia (uma das esposas de Maomé tinha 9 anos quando se casaram); inconsistências teológicas (os famosos versos satânicos). Tudo isso está no Corão e portanto integra a essência do islã.

Enfim, não quero muito me extender. Não creio que este seja o espaço adequado para discurtir religiões e ao certo respeito sua opinião que deve estar baseada numa perpectiva diferente do fenômeno relioso. Quero mais uma vez parabenizá-lo pelo artigo que levanta uma questão interessante sobre as perspectivas econômicas das religiões (seria interessante um trabalho comparativo entre judaismo, cristianismo e islamismo nesse sentido).

Grande abraço

Responder
Leonardo Couto 21/01/2013 16:53:11


Concordo. Há islâmicos não-violentos, os quais não seguem o Corão; há de se lamentar que eles continuem em uma religião violenta.

Enfim, pelo menos eles não agridem outros em sua incoerência.

Responder
Pedro Werneck 04/02/2011 17:33:55

Sr. Fernando Ulrich devia limitar-se a falar sobre economia e administração de empresas. Como muitos economistas que resolvem falar de assuntos que não dominam, acabou falando um bocado de besteira ao comentar sobre as relações entre Israel e EUA e política no Oriente Médio.

Responder
Fernando Ulrich 04/02/2011 21:18:18

Prezado Sr. Pedro Werneck, poderia ser mais específico na sua crítica? Qual foi a besteira que escrevi?

Responder
Pedro Werneck 22/03/2011 20:15:26

Sr. Fernando Ulrich,

Desculpe pela demora em responder. Na verdade havia me esquecido por completo do seu texto e do comentário que deixei aqui, voltando a ele por lembrete de um colega.

Você não disse apenas uma besteira, disse várias. Vou tentar passar por cada uma delas.

Quanto à crise no Egito. Você fez valer aquele ditado: quando tudo que você tem é um martelo, todos os problemas parecem-se com um prego. Entenderia se você disesse que avaliaria a questão apenas através dos fundamentos de economia e teoria monetária, mas daí a dizer que isso basta para entender as causas principais e colocar o estudo da história e política local como secundário é um pouco pretensioso. As causas principais da crise no Egito estão longe de ser econômicas, e na verdade estão ligadas ao envolvimento do filho caçula do Mubarak com corrupção e sua tentativa de estabelecer-se como sucessor hereditário, quebrando a tradição militar do país, que é respeitada pela população. Para entender isso, estude a revolução turca e sua influência sobre a egípcia, bem como o culto messiânico que existe ao Nasser. Pelo que escreveu parece que tudo que você sabe a respeito do assunto é o que foi dito na mídia durante os acontecimentos.

Segundo, isso que você chama de simples lógica da política externa americana pode ser tudo menos lógica, já que não há relação entre as premissas e a conclusão. O apoio a Israel não é incondicional, muito menos inegociável, ele é estabelecido em valores morais, não econômicos ou políticos. Voc? novamente tratando tudo como um prego.

Ao dizer que o apoio financeiro e militar aos países vizinhos é a forma mais fácil de garantir um ambiente menos hostil à Israel, você confunde correlação com causalidade de várias formas diferentes e diz coisas que não fazem o menor sentido. Não faz sentido dizer que essa suposta lógica é a forma mais fácil de garantir apoio, se ela não é aplicada justamente aos países que mais precisariam dela, Síria e Líbano. Não faz sentido diante dos fatos, porque os governos de Egito e Jordânia não são ilegítimos, e passaram a receber ajuda depois de derrotas militares em que deixaram de ser ameaças para Israel.

A pior dessas, algo que devia ser óbvio, é que não faz o menor sentido dizer que dar apoio militar e financeiro a países que já moveram cada peça do seu aparato militar em guerra contra o seu aliado é a forma mais fácil de garantir um ambiente menos hostil! Como você chegou a isso? Você realmente dedicou ao menos um minuto de reflexão que fosse a essa frase antes de escrever?

Terceiro, a hostilidade dos países árabes em relação à Israel não tem nada a ver com os EUA, e remonta a bem antes do apoio à Israel. A hostilidade é fruto da cultura criada ao longo das décadas pelos inimigos diretos do país para angariar aliados entre os outros que não tinham nenhuma relação, cujo símbolo máximo é o movimento pan-arabista e a Liga Árabe. Os sauditas apenas perceberam que perdem muito mais aliando-se aos inimigos de Israel por caírem no papo de que todos são "irmãos" árabes. Sem o Iraque para colocar o Irã em xeque, a política saudita em relação a Israel vai bem além da mera boa vizinhança. Foram autores do plano de Beirute, justamente para buscar aproximação com Israel, além de extra-oficialmente já terem oferecido o espaço aéreo a Israel no caso de um ataque ao Irã.

Quarto, não existe nenhum país chamado Palestina. O que existem são os refugiados árabes do conflito, de diversas origens étnicas e geográficas, que reuniram-se em um movimento nacionalista, capitaneado pela OLP e adotaram a identidade de "palestinos", que desde o domínio romano cabia aos judeus. Antes de tomar como alvo Israel, o movimento tentou um golpe de estado na Jordânia, que resultou em um mês em mais mortes do que aquelas causadas por Israel em duas décadas de conflito.

Quinto, é ignorância pura e simples chamar a relação dos refugiados palestinos com Israel de opressão brutal. Opressão brutal foi a expulsão dos 400,000 palestinos pelo Kuwait durante a guerra do golfo. Foi a OLP do Yasser Arafat mantê-los por anos vivendo em condições subhumanas em Gaza para usá-los de peão político enquanto desviava o dinheiro de ajuda internacional para financiar terrorismo, com ajuda da sra. Arafat que recebia uma mesada de US$ 100,000 em Paris para fazer o serviço. Opressão brutal foram as experiências socialistas do Egito na Faixa de Gaza entre 1948 e 1967, o Setembro Negro na Jordânia, a ditadura atual do Hamas, com seu quartel general no subsolo do maior hospital de Gaza, reformado e expandido pelos brutais opressores israelenses na década de 1980.

É óbvio que refutar cada linha errada que você escreveu não é minha intenção, mas creio que esses cinco pontos acima dão um bom resumo. Vi que respondeu alguns comentários com outros erros sobre o mesmo assunto, vou responder brevemente cada um deles.

Responder
Eco do Vazio 06/02/2011 10:57:14

O Sr. Pedro Werneck devia limitar-se a ficar quieto. Como muitos comentadores que resolvem fazer críticas vazias, acabou informando nada ao comentar sobre o texto de Fernando Ulrich. Perdeu tempo próprio e alheio.

Responder
Fernando Ulrich 04/02/2011 17:42:55

Getulio, é um tema de fato complexo e respeito sua opinião.\r
Entretanto, as frases que você selecionou não posso julgar por não saber o contexto em que se encontram.\r
Mas tenho certeza que encontramos frases similares no Velho Testamento e no Talmud.\r
E quando me referi a muçulmanos que almejam o mesmo que nós, significa muçulmanos que rezam 5 vezes ao dia, peregrinam a Meca, pagam o Zakat, jejuam no Ramadan, e estudam o Islã (como o autor que eu citei no artigo).\r
Os fundamentalistas que interpretam o Corão como querem.\r
Portanto, não concordo em taxar o Islã como uma religião essencialmente agressiva em relação aos outros.\r
E de contradições, nossa bíbilia também está cheia. \r
Abraços.

Responder
Maurício 05/02/2011 15:57:16

Olá, Ulrich, tudo bem?

Muito louvável a sua disposição em estudar o Islã e trazer à baila este tema.

Estou num estágio muito introdutório nas minhas leituras sobre Islã e Cristianismo, portanto, não me sinto confortável em tecer grandes comentários. Até onde cheguei puder ver que o que fala sobre reservas fracionárias, ouro está correto. Mas há incompatibilidades com o sistema capitalista moderno, por exemplo, os juros, o Islã condena a usura. Tem até uma piadinha contada por um cientista político muçulmano, neste vídeo, em que fala que as empresas no mundo islâmico não tem CFO (Chief Financial Officer), eles tem CSO (Chief Shariah Officer). Para mostrar como a atividade econômica é integrada às doutrinas da religião. Acredito também que no Islã tradicional há incompatibilidades com o liberalismo, principalmente o lado humanista, pois entraria em conflito com a hierarquia entre o homem e Deus.

Concordo com a leitura da mulher ocidental aos olhos das mulheres muçulmanas e a decadência moral do ocidente, muito sensato e equilibrado. Muito boa a sua intenção de mostrar que há uma leitura do oriente em relação ao ocidente e que apesar da nossa riqueza material e progresso tecnológico há muito o que se aprender com o Islã e com o oriente, principalmente para reconhecermos nossas mazelas.

Parabéns pela honestidade intelectual!

Abraços

Responder
Pedro Mundim 04/02/2011 21:19:10

O autor deste texto se esqueceu que a religião é a moral de um mundo estático. A interferência da religião na política e na ciência foi um desastre em todas as épocas. Ao imiscuir-se na Ciência, retarda o progresso científico. Ao imiscuir-se na política, cria uma casta poderosa, como os "Aiatolás" no Irã.

O Fernando Ulrich se esqueceu que ao defender este tipo de fundamentalismo, está se posicionando contrariamente à liberdade econômica e individual. Por exemplo: o Islamismo condena o consumo e a venda de bebidas alcoólicas, logo o fudamentalista é contra o consumo e a venda de bebidas alcoólicas. Imagine proibir o comércio e a produção de bebidas. Isso vai contra as liberdade humanas.

O Fernando Ulrich (autor pelo qual eu tenho muito respeito) se esqueceu que qualquer fundamentalismo religioso não pode se adequar ao progresso científicos e econômico. Isso decorre da maneira como a pregação religiosa é ministrada. Uma vez que argumentos de ordem filosófica só seriam compreendidos por uma minoria instruída, e a religião tem que valer para todos, a solução é colocar os ensinamentos religiosos na forma de dogmas cuja veracidade não há necessidade de demonstrar. Estes dogmas devem ser convenientemente ditados por uma entidade supra-humana, e aceitos sem discussão pelos devotos. Logo, está no Alcorão que Allah proibe a bebidas alcoólicas, que são coisas do "diabo" e esta lei divina deve ser seguida sem discussão. Mas um dogma, por definição, é imutável. Não pode ser alterado, ou deixa de ser dogma, e com isso desmoraliza todo o edifício da crença. Desta forma, o terreno da religião (principalmente do fundamentalismo) fica restrita somente àquilo que, dentro da ética e da moral, é permanente e imutável. Resta saber se realmente existem coisas que são permanentes e imutáveis.

Responder
Fernando Chiocca 04/02/2011 22:21:00

O senhor Pedro Mundim se esqueceu de ler o artigo..pelo visto só leu o título e deduziu daí sua "crítica".

Responder
Angelo Noel 05/02/2011 16:26:21

O importante é continuarmos acreditando que justiça econômica mais provável é a "pregada" pelos "imans" da Escola Austríaca.

Fora isso, meu amigo, o resto é basófia.

Bacana esse preceito islâmico de condenação aos parasitas.

Responder
Aírton 04/08/2011 11:25:35

Pedro Mundim não entendeu nada! Não sabe interpretar textos!

Responder
Miguel A. E. Corgosinho 05/02/2011 11:06:38

"Desenvolvimento econômico se obtém através do livre mercado. Expansão governamental se obtém através da supressão do mesmo."

Ponto cego:

Talvez preferíssemos não ter necessidade da política, e, na mesma situação do Egíto, pedissemos para substituir a impressora da economia por um modelo que se bastasse pelo peso do ouro.

Contudo, isso seria enganar a mente, oferecendo um super poder à propriedade privada para impor uma obediência coletiva e conflitante sobre um sujeito exprimido ao quadrado, para julgar as nossas causas egoístas; como um só juiz espiritual que equivalha a todos os conhecimentos acumulados até aqui, fora da ciência.

O ouro, valido para outro estado de escrita monetária, no seu histórico de cópia da realidade, se limita às mesmas limitações de instabilidade da procura e oferta, em que qualquer matéria sem perseverar busca evoluir pela propriedade privada: na forma de um valor agregado.

Sem estado:

O padrão ouro pertenceria aos mesmos interesses e a mesma necessidade privada que os grandes economistas tem para defender o dólar paradoxal, de um estado estrangeiro?

Sim ou não, era preciso, porém, pressupor que a necessidade da humanidade e a fiscalidade livre não pagará pelo ouro. Mas, sem estado, o valor do ouro só é possível através da necessidade do abstrato da natureza em termos da universalidade.

Portanto, a gênese de medir a economia corresponde ao espelho de si mesma entre a necessidade humana e a universalidade filosófica, para editar o substrato da realidade e a natureza - contido no movimento interno da economia.

A verdade é que, por precariedade do estado, querem apagar a dádiva da unidade da origem: o povo e o valor implícito e extrínseco da sua riqueza.

O principal ponto do valor abstrato não trata de captar o objeto e sim o de se transportar no movimento do próprio objeto sem ele - é a realidade. Mas parece que todo discurso da economia é um modo de perder o valor extraído da realidade para a perspectiva de uma cláusula ficcional ou para um Estado do nada, imperialista.

Com isso esquiva-se no ponto cego do padrão de reserva, aliás deixam de explicitar a multiplicidade concreta, e assim mantê-la fiel ao valor vindo de primeira vez; dotado de força conceitual (que inversamente se revelará) à uma passagem ao meio do imediato abstrato, tal como o reflexo do que esse valor pode representar para todas as vidas particulares (a adição central da mais pequena unidade da produção).

Ora, como dar o movimento interno da realidade - ao ouro ou ao dólar que se guarda em cofre - impassível perante o valor irrecuperável, o qual passo a pensar a unidade externa e a centralidade, como espaço da sua verdade?

Se o valor da riqueza transformada manifestasse sua evidencia suprema, relativamente para quem o criou de modo especifico, não teríamos necessidade de, mais uma vez, comprar ouro ou repetir um valor de negação da riqueza, acerca de que estamos precisando ativar a unidade de medir a produção com o próprio conjunto social.

Logo, o conjunto social não é uma troca factual mas, ao contrário; é uma separação - sua natureza é o tempo científico - mas se converteu na ridícula disputa demoníaca do próprio valor da unicidade nacional.

Responder
Engenheiro Anti-Cartórios 06/02/2011 11:27:31

Concordo 100% co a idéia de se adotar o padrão ouro, e acabar com a reserva fracionária, porém o restante do artigo com suas análises repetitivas alimentando as tradicionais idéias islâmicas de auto-vitimização e transferência de responsabilidades para terceiros é supérflua.

Os cidadãos dos países muçulmanos estão, na sua maioria, vivendo na M3rd@ devido aos seus próprios governos corruptos, tirânicos e incompetentes, e não devido aos bichos papões favoritos - USA e Israel. A renda do petróleo destes países seria suficiente para torná-los verdadeiros paraísos econômicos e de "justiça social" (argh..., desculpem o jargão coletivista), mas a desigualdade e a pobreza imperam devido ao desvio de verbas para os monarcas e amigos, e gastos bélicos exorbitantes, bem como amplo custeio ao terrorismo mundial.

O desemprego em alguns destes países chega a 15 - 20% da população economicamente ativa, e ainda tem o fato de que as mulheres são proibidas de desmpenharem inúmeras funções. Basta comparar os índices de desenvolvimento econômico, social, cientifico e tecnológico de Israel com qualquer desses poderosos e ricos mananciais petrolíferos e tirar suas conclusões.
Obs.: o Egito, que é o país da região que mais recebe ajuda econômica dos USA, está do jeito que vocês estão vendo na TV agora; os "palestinos", que receberam nas recentes décadas *bilhões* de USD em ajuda do mundo todo, só fazem besteira com essa dinheirama, e todos os políticos desde a era do Arafat (argh...) ficaram multi-milionários, com contas secretas nos paraísos fiscais e mordomias inaceitáveis para seus pobres liderados.

Ao invés de ficarem choramingando contra o "grande satã e o pequeno satã", eles deveriam simplesmente arregaçar as mangas e trabalhar, estudar, erradicar o analfabetismo, investir, tomar decisões econômicas sensatas etc.

Em resumo, todo esse blablá do artigo serviu para mostrar o que qualquer leitor do site já sabia em termos de economia austríaca, apenas temperado com uma pequena dose de "Islã para leigos" e uma advertência do tipo "alguém terá que ceder" (???).

Em tempo, mesmo que outras religiões aqui citadas possam eventualmente ser objeto de críticas quanto ao seu posicionamento econômico ou relativo às liberdades individuais, a única a usar de coerção policial, força do estado e violência oficial para impor estes preceitos, se necessário condenando os descontentes à morte por execução bárbara - adivinhem qual é? "A religião da paz" - ora bolas!!!!

Responder
anônimo 07/02/2011 11:33:17

"...todo esse blablá do artigo serviu para mostrar o que qualquer leitor do site já sabia em termos de economia austríaca, apenas temperado com uma pequena dose de "Islã para leigos" e uma advertência do tipo "alguém terá que ceder" (???)"

Vc pode analisar o Islã, mas o texto, argh...

Responder
Allan 07/02/2011 21:48:09

Há algumas passagens que não me ficaram muito claras.


''Esta é a situação da maioria dos países nesta região, alguns em maior ou menor medida, onde os EUA mantêm - quando não instituem um "fantoche" seu - déspotas que governam com mão de ferro uma população majoritariamente muçulmana.''


''Grande parte dos muçulmanos acaba, infelizmente, culpando a influência perniciosa dos EUA tanto por sua situação política quanto econômica. No entanto, esta é consequência das políticas adotadas por seus próprios governos. Concentrar-se a repudiar o imperialismo americano não trará prosperidade. É necessário repudiar as prejudiciais políticas socialistas que abundam nestas nações.''


Partindo do principio que tais governos árabes são - ou quase são - fantoches dos interesses americanos e do próprio governo americano. Governos árabes, segundo seu texto, tomam medidas socialistas que prejudicam a economia. Como condenar os árabes que culpam o governo americana pelo mau governo em seu país ? Se a política local é comandada pelo governo americano, como não repudiar a raiz do problema ? Oras, tais políticas socialistas tem como central de comando a maior economia capitalista do mundo. Por trás, está os EUA.

Aliás, belo texto.


Responder
Vitor 14/02/2011 16:02:31

Perdoem-me, mas dizer que a "(...)Palestina, a qual sofre uma brutal opressão exercida pelo estado de Israel(...)" é simplesmente usar o outro-ladismo para ignorar a história. Israel não "oprime" porcaria nenhuma, grupos islâmicos extremistas como o Hamas ameaçam destruir o estado de Israel. Israel se defende sempre de maneira dura e enérgica, oras.

O estado palestino não existe porquê os árabes moradores da região não o querem. O que Ehud Barak ofereceu a Arafat nos acordos de Camp David em 2000 era EXATAMENTE um estado palestino. Arafat negou e conclamou a intifada.

A idéia de uma palestina organizada como um estado independente opprimido é historicamente ridícula. A região pré-Israel era praticamente desabitada e paupérrima.



O que Israel mais quer é acabar com a guerra. Qual é o ganho de se manter soldados numa região pobre e violenta?

Responder
Fernando Ulrich 15/02/2011 23:12:26

Vitor, sugiro a leitura de Israel Shahak e Norman Finkelstein, ambos judeus e com ampla experiência sobre o tema e o primeiro de vivência no país.\r
Perdõe-me, mas matar milhares de civis indefesos com tanques, soldados e uma parafernália de guerra moderníssima não é "defesa dura e enérgica". É terrorismo brutal. \r
Dizer que a região não era nem habitada é uma farsa escandalosa. Por que então há milhões de refugiados em Gaza, na Cisjordânia, na Jordânia, Líbano, Egito, etc.? Aos quais são negados o direito de retorno desde que foram expulsos em 1948 e 1967.\r
Sou contra terrorismo de qualquer lado, mas deixarei que as estatísticas de Israel falem por si só.

Responder
Pedro Werneck 22/03/2011 20:34:22


Israel Shahak é judeu mas nem sabe definir direito o que é o Talmud e apenas ressuscita mitos inventados desde a Rússia czarista até a Alemanha Nazista. Recomendá-lo como leitura significa que você realmente não sabe do assunto. Cada uma das afirmações dele sobre o judaísmo e o Talmud é facilmente refutada por alguém que saiba lê-lo, saiba o contexto, e sabe reconhecer informações fabricadas.

Norman Finkelstein levanta fatos interessantes mas forma conclusões sem sentido na questão do lobby judaico. É a velha história de misturar mentiras e verdades para tornar as mentiras mais palatáveis. Em alguns casos ele simplesmente erra grosseiramente. Quando inventa de falar de Israel, só sai besteira, mas nem é culpa dele. Ele só se baseia no Benny Morris, Illan Pappé e outros "new historians", refutados integralmente pelo Efraim Karsh. Ele segue bem a linha do Noam Chomski, criando controvérsia com radicais que levariam surra de uma criança bem informada, como o Dershowitz e Joan Peters. Queria ver ele encarar um Howard M. Sachar, Shapira, ou o próprio Efraim Karsh. Até mesmo em um debate com o idiota do James Petras ele já se ferrou.

A impressão que dá, pelo que você escreve, é que a sua única fonte de informação são justamente esses caras. Fica uma dica... leia obras periféricas depois de entender as principais, para saber melhor de que elas tratam.

Quanto ao que você chama de terrorismo brutal, isso é puro desconhecimento do assunto. Nenhum exércita toma medidas tão enérgicas para evitar mortes de civis quanto o israelense, chegando até ao ponto de anunciar data e hora de operações ao inimigo, algo impensável para qualquer militar. Terrorismo brutal montar suas bases em meio aos civis para se proteger, e colocar seu quartel general sob o maior hospital da cidade, como o Hamas fez. Em 2009, logo após a operação militar israelense em Gaza, o coronel britânico Richard Kemp que esteve lá durante o conflto fez um depoimento ao Comitê de Direitos Humanos da ONU onde fez a seguinte afirmação: "baseado em meu conhecimento e experiência, posso dizer que durante a operação Cast Lead as Forças de Defesa de Israel fizeram mais para proteger os direitos de civis em zonas de combate do que qualquer outro exército na história militar".

Os refugiados do conflito não resumem-se aos árabes. O número inicial estimado é de 700,000 refugiados palestinos, e 800,000 refugiados judeus fugidos de países árabes. Há milhões de refugiados porque exceto pela Jordânia nenhum país árabe assumiu seu papel na troca de refugiados, e porque em um fenômeno único na história da humanidade, o status de refugiado é transferido aos filhos de refugiados que nasceram em outros países e têm cidadania. O direito de retorno também é negado aos refugiados judeus, que há quatro décadas também exigem compensação mas são completamente esquecidos.

Estatísticas não dizem o que é terrorismo. O que define terrorismo é o método empregado. Essa foi horrível. Você assinou um atestado de ignorância ao dizer isso.

Responder
Vitor 17/02/2011 17:29:45

Fernando, então eu sugiro que você leia Alan Dershovitz, também judeu e também com experiência sobre o tema.

Desculpe-me, mas chamar as mortes nas guerras da Palestina de terrorismo israelense é coitadismo de resultados. O Hamas e a OLP antes dele usa civis como escudos humanos e coloca suas fábricas de bombas ao lado de escolas. Óbvio que civis morrerão.

Para que Israel ATTERORIZARIA os palestinos?

Sobre a terra desabitada, leia os relatos dos viajantes da época. A região era paupérrima, com expectativa de vida baixa, saneamento zero, analfabetismo e descrença. A presença israelense na área melhorou a vida...de todos, até dos palestinos que lá vivem.

A questão dos refugiados é engraçada. A maior parte dos árabes que deixaram suas terras NÃO foi expulsa, e sim atendeu chamados de líderes da Síria e Jordânia. Que por sinal, não dão cidadania a esses palestinos, por que será? Será que apenas os considera meros peões que podem ser usados em batalha?

Filhos de refugiados não são refugiados e sim cidadãos. Menos no caso palestino, onde continuam sendo basicamente...usados. Os líderes árabes contam com o crescimento populacional obsceno de Gaza e Cisjordânia para criar uma crise populacional. E conseguem.

Chamar Israel, uma democracia plural, com 20% de população árabe de racista e terrorista é delírio. Simples.

Responder
Fernando Ulrich 17/02/2011 18:48:24

Vitor, pouparei os leitores do IMB desta discussao. Apenas deixo o link abaixo para que eles proprios possam tirar suas conclusoes.

Nao que a ONU goze de enorme respeito, mas acho que pelo menos essa fonte tem uma reputacao conhecida. Nesta lista estao todas as resolucoes emitidas ao estado de Israel e que continuam sendo religiosamente ignoradas. Todas.

en.wikipedia.org/wiki/List_of_United_Nations_resolutions_concerning_Israel

Responder
Pedro Werneck 22/03/2011 20:39:16

Em 2004 eu escrevi um artigo documentando cada uma das resoluções da ONU alegadamente ignoradas por Israel, mostrando através dos fatos que todas foram cumpridas, desprezadas primeiro pelos outros envolvidos, ou continuam em negociação. Se quiser eu te passo o texto.

Claro, o número de resoluções da Assembléia Geral não significa absolutamente nada, já que há uma maioria automática contra Israel em qualquer votação e qualquer resolução proposta é aceita. Já chegaram a propôr até resoluções dizendo que judeus usam o sangue de crianças palestinas em rituais de magia negra. Dentro da ONU existem nada menos do que seis comitês que existem simplesmente para emitir propaganda anti-israelense e pró-árabe mundo afora.

Responder
vicente 24/03/2011 11:11:09

Eu gostaria de ler isso. Onde posso conseguir o artigo?

Responder
Pedro Werneck 25/03/2011 10:57:56

diaspar.blogspot.com/2004/07/o-texto-abaixo-um-rascunho-inicial.html

Responder
vicente 28/03/2011 10:34:13

obrigado!

Responder
Vitor 17/02/2011 22:51:04

Ah sim, a ONU tem ótima reputação.

Membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU: Gabão, Líbia, Mauritânia, Jordânia, Cuba, Equador, Brasil....

É, tem razão. Retiro o que eu disse. Israel é terrorista, como os livres, democráticos e belos países de cima declararam.

Ah, e sempre que alguém poupa alguém de uma discussão, você impede uma reflexão.

Simples.

Responder
Fernando Ulrich 18/02/2011 00:13:56

Vitor, antes de atacar a reputação da ONU, lembre-se que esta entidade foi chave na criação do estado de Israel.\r
\r
Apenas algumas correções: quem emite resoluções é o Conselho de Segurança, sob votação dos 5 membros permanentes (US, UK, França, Rússia e China) mais os 10 rotativos. Então não sei por que você mencionou o tal Conselho de Direitos Humanos.\r
\r
Estatísticas interessantes:\r
- País com maior número de resoluções concernentes desde a criação da ONU: Israel com 252. O segundo, Líbano, tem pouco mais de 100.\r
- Mortos na Guerra à Gaza de 2008/2009: Israel 13 (10 soldados, e 4 desses por fogo amigo); Palestina 1.417 (civis 926, onde 313 eram crianças e 116 mulheres).

Responder
Renê 18/02/2011 07:10:26

Estou surpreso em ver alguém defendendo a ONU aqui. Quanto às estatísticas de mortos, vale lembrar que a ONU tem sim uma reputação conhecida, só que não é nada boa.

Responder
Pedro Werneck 22/03/2011 20:47:46


A ONU não foi chave na criação do Estado de Israel. Foi chave no reconhecimento do Estado de Israel. Há uma grande diferença entre as duas coisas.

Quem emite resoluções são o Conselho de Segurança e a Assembléia Geral.

Você devia é se perguntar por que há essa obsessão com Israel quando há países onde ocorrem problemas muito mais graves e que mereciam mais atenção. Várias vezes na história, enquanto a ONU estava preocupada com israelenses construindo casas na Cisjordânia, havia genocídios e massacres acontecendo em algum outro lugar.

Esses números não correspondem à realidade, e já foram contestados quando apresentados no relatório Goldstone. Por exemplo, em novembro do ano passado o ministro do interior do Hamas deixou escapar em uma entrevista que o Hamas perdeu 700 combatentes na operação, que policiais e bombeiros estavam combatendo, que muitos estavam em roupas civis, etc.

Considerando que Israel enfrenta uma força que emprega métodos terroristas e se abriga entre civis na região de maior densidade demográfica do mundo, se você tivesse algum conhecimento do assunto ficaria é surpreso querendo descobrir como que Israel consegue fazer uma operação dessas com tão poucas baixas civis. Nos anos de 1980 a Síria destruiu a cidade de Hama e matou 40,000 civis para acabar com menos de 1000 membros da Irmandade Islâmica.

Responder
Fernando Ulrich 18/02/2011 11:14:08

Não distorça minhas palavras, pois não estou defendendo a ONU. No entanto é curioso que o Conselho de Segurança apesar de ter o veto dos EUA e de forte lobby de Israel, ainda conseguiu emitir essa enorme quantidade de resoluções.\r
\r
As estatísticas não são da ONU. São de ONGs de direitos humanos, Ministério Palestino da Saúde e até a própria IDF.

Responder
Vitor 18/02/2011 11:57:39

Fernando, eu não contesto o número de mortos. Só que me espanta um país dito GENOCIDA e TERRORISTA matar 926 civis, mesmo com o aparato de guerra mais moderno do planeta.

Ou Israel é o genocida mais incompetente de todos os tempos, ou então realmente não está interessado em matar civis.

Detalhe: nessa conta de mortos também estão aqueles que morrem em explosões de laboratórios de bombas, disputas internas entre facções palestinas e mesmo os que morrem por balas perdidas nos funerais árabes. Sem falar nas novas MULHERES-BOMBA, invenção do Hamas. E diz a lenda (espero que seja lenda) que vem aí as CRIANÇAS-BOMBA.

E a Fatah (representada bem pelo terrorista corrupto Yasser Arafat) incitava jovens palestinos a atacar tanques israelenses com pedras e bombas caseiras, sabendo que a retaliação seria invariavelmente desproporcional.

Temos uma lógica macabra: Quando os israelenses morrem, é vitória para o Hamas. Quando os palestinos morrem, TAMBÉM!

Israel comete erros e SIM, mata civis (como em qualquer guerra). Chamá-los de terroristas é ignorância no melhor dos casos, e mentira grosseira no pior deles. Passar bem!

Responder
anônimo 18/02/2011 13:21:50

How the U.N. Encourages Religious Murder

"Anti-blasphemy laws are barbaric and certainly don't deserve endorsement at Turtle Bay."

Responder
Fernando Ulrich 18/02/2011 14:38:10

Tres recentes noticias mostrando o esforço de Israel em restaurar a paz e prosperidade na faixa de Gaza:\r
\r
www.aljazeera.com/news/articles/34/Israeli-troops-kill-3-Palestinians-in-Gaza.html\r
\r
www.aljazeera.com/news/articles/34/Isreal-kills-2-Palestinians-in-Gaza.html\r
\r
www.aljazeera.com/news/articles/34/Israeli-shelling-kills-one-Palestinian.html\r
\r
Infelizmente o governo Israelense não enxerga que suas ações perpetuam o estado de caos e guerra. \r
\r
Interesante a perspectiva: de um total de 1.417, a morte de 926 civis (313 crianças) é apenas um erro. \r
\r
Quem busca a paz de fato não erra tanto assim.

Responder
Pedro Werneck 22/03/2011 20:53:02

Isso é pura retórica, sr. Fernando Ulrich. Eu poderia citar aqui o caso da família inteira degolada por um palestino na semanada passada, assim como juntar os relatórios de hospitais mostrando como mesmo os refugiados palestinos são atendidos. Podia mostrar as crianças ganhando doces na Faixa de Gaza para comemorar a família morta na semana passada, enquanto hoje um paramédico israelense na Cisjordânia salvou uma mãe palestina em trabalho de parto e seu bebê quase morto estrangulado pelo cordão umbilical. Poderia citar até mesmo os casos de terroristas que feridos ao tentar ataques contra civis são atendidos por médicos israelenses, e na prisão estudam e recebem diploma de universidades israelenses.

A conversa podia virar isso, mas seria pura e simples desonestidade intelectual. Mostrar casos isolados para ganhar simpatia da platéia é retórica sem sentido. Achei que o sr. fosse economista, não advogado.

Responder
Fernando Chiocca 24/03/2011 00:13:04

Palestra muito interessante sobre o islamismo:
The Commercial Heritage and Contribution of Islam

Responder
anônimo 21/01/2013 15:26:57

"Sim, o Islã condena o uso de reservas fracionárias."

Onde leram isso? O Alcorão, o principal livro do Islã, condena a usura (114ª Surata:126) e o entesouramento (9ª Surata: 34).

Responder
anônimo 21/01/2013 15:34:56

"Desde os tempos de Maomé, o ouro e a prata serviam a função de dinheiro, e assim continuou por mais de 400 anos."

Nos tempos de Maomé, todo os povos usavam o ouro e a prata como moeda. Não eram só os muçulmanos. Os condados e reinados cristãos usavam o ouro e a prata como meios de troca. O Império Bizantino adotava o padrão ouro (aliás, era o padrão ouro mais sólido da época). Enfim, todo o mundo usava.

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 21/09/2014 19:47:10


O problema não é a religiosidade em si, mas a luta pelo poder e o desejo de dominar e recriar os outros. O padrão ouro limita os poderes dos governantes e demais poderosos, por isso é repudiado.

* * *

Responder
nancy 12/10/2014 04:02:33

Adoro a reserva da mulher do islã. Estudam, fazem cursos no exterior. Ninguém ateia fogo ao barraco delas jogando-as na rua do dia para a noite sem nem poder trocar de calcinha. Não são mercadoria. Quanto se vê no ocidente de ricos escolhendo os dotes físicos das famosas. De jovens mulheres oferecendo dotes reprodutivos para homens desconhecidos na balada. As islâmicas não estão nas novelas reduzindo a imagem da mulher ou à vilã ou à casadoira. Não estão no tráfico de entorpecentes, na venda de produtos piratas e nem nas estatísticas de gravidez na adolescência. Não introduzem celular na vagina. Não tem que ir visitar o marido na cadeia para cumprir a obrigação de fazer sexo com o líder dos presidiários. Lembre daquela garota de Goiás, a Lyndayanne, que Deus a tenha, uma dentre as milhões de moças inocentes mortas com crueldade por homens que não valorizam mulheres. As brasileiras não têm uma associação com a repercussão das Mães da Praça de Maio, mas deveriam, o martírio de Nossa Senhora foi menor do que o de muitas mulheres brasileiras, viram seus filhos sofrendo mais do que Cristo. E num mundo muito mais desenvolvido que o daquela época. Não dá prá comparar.

Responder
Mohamed Attcka Todomundo 12/10/2014 21:55:13

desculpa, mas cê ta falando dq, e onde?!

Adoro a reserva da mulher do islã.

reserva ou sujeição? a 1ª eh voluntaria, a 2ª imposta.

reserva de quem? das moças pobres ou interioranas, sob a autoridade masculina, ou das moças ricas e citadinas, q frequentam spas, country clubs, clinicas de estetica e estaçoes de esqui? perto de teerã, p/ ficar num ex. so, tem estaçoes de esqui onde a policia religiosa ñ entra, ñ importuna os casais de namorados ricos q podem pagar por privacidade: eh dessa reserva q vc fala, a do hotel?

Estudam, fazem cursos no exterior.

serio?! q nem as evangelicas ianques, ateias suecas, judias canadenses e catolicas brasileiras e budistas japonesas? vivendo e aprendendo: nunca teria pensado q isso eh consequencia da reserva das mulheres islamicas, pois ja vi nas vadias dinamarkesas.

Ninguém ateia fogo ao barraco delas jogando-as na rua do dia para a noite sem nem poder trocar de calcinha.

em q mundo vc vive?! isso ñ eh privilegio das faveladas brasileiras! nas favelas de istambul e teerã isso tb ocorre; como nos campos de refugiados no libano e na siria. e onde ñ vejo ocorrer, ñ eh pelo respeito cristao as mulheres, nem pelo recato/reserva das islamicas, mas por respeito aos direitos de propriedade.

e tem mulheres no afeganistao q se autoimolam ateando fogo em si mesmas p/ escapar da violencia domestica e comunitaria q sofrem. agora pensa comigo: num lugar em q uma mulher fica tao desesperada q prefere se suicidar depois de se cobrir c/ diesel, p/ q ter alguem p/ keimar seu barraco?! vc ñ tem conhecimento ou senso de proporçao?!

Não são mercadoria.

crianças de 9 anos sao dadas em casamento a homens de 20, 30 anos em Gaza, em casamentos coletivos organizados pelo hamas. procure reportagens num site de busca sobre isto.

outro caso: ha homens q tem 4 esposas; as 3 primeiras sao casamentos arranjados entre as familias, c/ dotes e acordos convidativos, e divorcios onerosos (ñ so financeiramente. o rompimento de laços entre familias pode ser ainda + custoso). mas a 4ª esposa eh so um bibelo erotico. desta o marido se divorcia conforme a conveniencia de desposar outra.

esses casos q citei ñ caracterizam, p/ vc, mercadejar c/ vidas?

Quanto se vê no ocidente de ricos escolhendo os dotes físicos das famosas.

de novo, isso ñ eh privilegio do ocidente. em q mundo vc vive? a diferença, no mundo islamico, eh q essa escolha eh intermediada pelo homem q tem autoridade sobre a mulher.

De jovens mulheres oferecendo dotes reprodutivos para homens desconhecidos na balada.

ñ eh bem em reproduçao q elas e eles tão interessados, mas tá, essa passa. eh verdade. mas tb tem balada em beirute ou em istambul; ou dubai. q foi?! isso eh novidade proce?

As islâmicas não estão nas novelas reduzindo a imagem da mulher ou à vilã ou à casadoira.

sim, estao! alias, novelas da globo e mexicanas tb sao apresentadas em paises de maioria islamica.

mas ainda q ñ tivessem: kem vc acha q eh p/ se opor a isso? uma obra de ficçao ñ pode apresentar as mulheres assim? pq ñ? se eh q reduzem a mulher a essas 2 imagens. nas novelas q assisto tem mulheres heroinas, viciadas, divorciadas, lesbicas, executivas, militares, policiais, vadias, prostitutas, virtuosas, maes, avós, jornalistas, medicas, enfermeiras, e bla bla bla.

em q sec ulo vc vive nancy?!

Não estão no tráfico de entorpecentes, na venda de produtos piratas e nem nas estatísticas de gravidez na adolescência.

vc ta mentindo! ha mulheres vendendo produtos piratas nas esquinas e feiras de cidades como âncara, cairo e rabat, do mesmo jeito q em buenos aires ou brasilia. tem mulheres vendendo drogas em qq pais islamico como num pais budista ou critao.

e se vc tiver razao e elas ñ tao em estatisticas de gravidez na adolescencia, pode ser, tlv, pq adolescentes ja tao casadas? ou pq se engravidarem fora do casamento sao mortas ou repudiadas pelas familias? vc nunca ouviu falar disso?! serio?! pois procure informaçoes!

Não introduzem celular na vagina.

como vc sabe?! ta tão bem informada assim sobre a situaçao prisional do marrocos ou da tunisia p/ faser essa afirmaçao? acha mesmo q mulheres ñ sao usadas p/ trafico em presidios so pq sao islamicas?!

Não tem que ir visitar o marido na cadeia para cumprir a obrigação de fazer sexo com o líder dos presidiários.

como vc sabe?! ta tão bem informada assim sobre a situaçao prisional da argelia ou do sudao p/ faser essa afirmaçao? acha mesmo q mulheres ñ sao usadas p/ favores sexuais e trocas em presidios so pq sao islamicas?!

Lembre daquela garota de Goiás, a Lyndayanne, que Deus a tenha, uma dentre as milhões de moças inocentes mortas com crueldade por homens que não valorizam mulheres.

ñ lembro. mas lembro de uma [link=pt.wikipedia.org/wiki/Malala_Yousafzai]ganhadora do nobel da paz[/i] q levou um tiro na cara por kerer ir na escola. e de outra nobel da paz q era juiza, mas perdeu o cargo por ser mulher.

As brasileiras não têm uma associação com a repercussão das Mães da Praça de Maio, mas deveriam...

pq? elas ñ tem capacidade p/ atender suas necessidades criando uma associaçao dessas?, ou nunca precisaram?

e tem +: oq uma associaçao q luta contra arbitrariedades de um regime militar na argentina tem em comum c/ o suposto idilio q vc pintou sobre a condiçao da mulher em sociedades islamicas?! as maes da praça de maio tao sofrendo por sua condiçao de mulher (tratadas como mercadoria, bibelo sexual, escrava domestica, etc)?, ou por sua condiçao de vitimas de uma ditadura?

...o martírio de Nossa Senhora foi menor do que o de muitas mulheres brasileiras, viram seus filhos sofrendo mais do que Cristo.

!!!!!!!mas eh um baita desrespeito vc comparar a mãe do profeta Issâ, que antecedeu Mohamed, c/ o sofrimento de qq mae favelada!!!!!!!

Escuta aki: a vinda de Jesus ao mundo, por uma mãe virgem, foi parte da profecia q Alláh (Altíssimo, Sapientíssimo e Benevolente) legou à humanidade para nos conduzir à Sua vontade. Foi a pré-culminancia do Selo da Profecia (Mohamed nos trazendo o islã como comunidade e revelando o Corão incriado). Como vc pode e se atreve a comparar um sofrimento mundano numa favela aos martírios inspirados pelo Eterno como prévia à suprema Graça?! como vc pode?!?!?!?!?!?!

E num mundo muito mais desenvolvido que o daquela época. Não dá prá comparar.

ñ entendi oq o cú tem a ver c/ as calças, mas tb: tô exigindo coerencia de vc! a culpa so pode ser minha.

vc parece estar idealizando uma realidade q desconhece em busca de uma utopia

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