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Por que discriminar é correto e natural

Nos dias de outrora, dizer que um homem estava discriminando significava estar-lhe prestando um grande elogio.  Significava dizer que ele tinha gosto: ele sabia distinguir entre o ruim, o medíocre, o bom e o excelente.  Sua capacidade de fazer distinções requintadas permitia-o viver uma vida melhor do que em outros contextos.

Hoje em dia, em nossos tempos politicamente corretos, discriminação implica ódio racial ou sexual.  Quem discrimina está, segundo o senso comum, evocando o linchamento de inocentes, o enforcamento de negros que não cometeram crime nenhum, e, no extremo, um retorno à escravidão.  Pelo menos foi isso que aconteceu com o senador recém-eleito pelo estado do Kentucky Rand Paul, que, durante sua campanha, afirmou que havia algumas partes da chamada Lei dos "Direitos Civis" de 1964 que eram repreensíveis.  Em decorrência disso, a esquerda acionou sua poderosa máquina difamatória.

Porém, tudo que o senador Paul estava dizendo é que, embora seja ilícito ao governo discriminar com base em raça, sexo ou qualquer outro critério, é um direito básico de indivíduos terem a liberdade para demonstrar exatamente quais são suas preferências.  Trata-se de um elemento básico dos direitos de propriedade.  Se os indivíduos não tiverem esse direito, então um importante elemento da liberdade está irremediavelmente perdido.

Os gritos de fúria e revolta que recepcionaram tal exposição de ideias foram tão intensos, que o senador se sentiu compelido a recuar em sua declaração.  Entretanto, estamos aqui para discutir ideias e não política.  Aqui, a verdade e a justiça são nossas únicas guias, e não os sentimentos feridos de jornalistas trabalhando para a mídia convencional e para outros veículos lacrimosos.  Sendo assim, faz-se necessário ser claro e direto: é mais do que óbvio que qualquer ato de discriminação da parte de indivíduos — porém, é claro, não da parte do estado — é um direito nato, pois trata-se do direito à liberdade.   

Quem discorda disso, por consequência lógica, teria de, por exemplo, impor a bissexualidade para todos.  A bissexualidade coerciva é a implicação lógica de qualquer movimento antidiscriminação.  Por quê?  Ora, homens heterossexuais desprezivelmente discriminam nada menos que metade da raça humana como indigna de ser sua parceira de cama/sexo/casamento: ou seja, todos os outros homens.  Tampouco podem as mulheres heterossexuais alegar inocência frente a essa terrível acusação; elas, também, repudiam metade dos seres humanos nesse aspecto. 

E quanto aos homossexuais masculinos?  Podem eles rechaçar essa acusação mortal?  Não, eles também se recusam a ter qualquer coisa com todas as fêmeas nesse contexto.  Similarmente, as fêmeas homossexuais, lésbicas, criaturas rançosas que são, também evitam manter relações amorosas com qualquer tipo de homem — de novo, metade da raça humana.

Portanto, os bissexuais, e somente os bissexuais, estão livres de tal acusação.  Somente eles são totalmente inocentes de incorrer em qualquer discriminação desse tipo.  Eles são as únicas pessoas decentes em todo o espectro sexual; apenas eles se abstêm de incorrer em prática tão abjeta.  (Vamos aqui desconsiderar o fato de que bissexuais também fazem comparações individuais baseadas em beleza, idade, senso de humor etc.)

Logo, se nós realmente nos opomos à discriminação de questões referentes ao coração, então todos nós temos de abraçar a bissexualidade.  Pois, se não o fizermos voluntariamente, a implicação lógica é que devemos ser forçados a fazê-lo.  Afinal, recusar-se a aceitar essa conclusão significa aprovar não apenas tacitamente, mas também ativamente, práticas discriminatórias — certamente uma das piores coisas dentro do arsenal do politicamente correto.

É perfeitamente possível opor-se a esse argumento dizendo que leis contra a discriminação feita por agentes privados devem ser válidas apenas para empresas e negócios, e não para interações entre pessoas.  Porém, por que somente para o comércio e não também para relações humanas?  Certamente, se há algo como "o direito de não ser discriminado", então ele deve ser aplicado em todas as áreas da existência humana, e não apenas no mercado.  Se nós temos o direito de não sermos assassinados, ou roubados — e nós o temos —, então esse direito permeia todos os domínios da existência humana.  Ser assassinado ou roubado dentro de sua casa é tão igualmente incorreto quanto o ser dentro de uma loja.

Ademais, o fato é que as atuais leis antidiscriminação nem mesmo se aplicam uniformemente no âmbito comercial.  Antes, sua aplicação depende do "poder" envolvido nas relações, um conceito bastante sem sentido, pelo menos da maneiro como é utilizado pelos nossos amigos da esquerda.

Por exemplo, se eu odeio chineses e, por conseguinte, não quero frequentar seus restaurantes, não estou violando nenhuma lei.  Entretanto, se o dono do restaurante chinês, por exemplo, odeia judeus como eu, ele legalmente não pode me proibir de entrar em suas dependências.  Por quê?  Porque os vendedores, nesse caso, são considerados mais "poderosos" do que os compradores.

Porém, a coisa nem sempre funciona assim.  Se um grande comprador — por exemplo, uma rede varejista poderosa — se recusar a comprar estoques de uma empresa fornecedora presidida por uma mulher, porque tal rede varejista discrimina mulheres, ela jamais ficaria impune mantendo tal política.

Por que então deveria esse sentido ilegítimo de "poder" determinar a legalidade de uma decisão econômica?  Certamente, um homem "sem poder", no sentido de ser pobre, não teria permissão para estuprar uma mulher "poderosa", no sentido de que ela é rica.  Ou teria?  Bem, essa defesa nunca foi tentada antes, então, quem sabe?

Outra objeção: pode ser aceitável que um indivíduo discrimine uma minoria oprimida, mas se muitos — ou, pior, se todos os membros da maioria — resolverem incorrer nessa prática, suas vítimas irão sofrer indevidamente e excessivamente.  Por exemplo, suponha que brancos se recusem a alugar quartos de hotéis para negros, ou até mesmo a empregá-los.  Consequentemente, os negros passarão por sofrimentos e angústias atrozes.

Porém, tal objeção é economicamente ignorante.  Se os brancos boicotarem os negros dessa maneira, o livre mercado irá se levantar em defesa destes últimos.  Como?  Se nenhum proprietário estiver concedendo alugueis para um negro, então haverá aí uma grande oportunidade de lucro.  Mais ainda: os lucros subirão enormemente em decorrência do simples surgimento desse arranjo.  Consequentemente, passará a ser extremamente vantajoso para qualquer empreendedor, no sentido financeiro, passar a suprir essa demanda de mercado.

O mesmo ocorre no mercado de trabalho.  Se os brancos se recusarem a contratar negros, seus salários cairão para níveis abaixo daquele que de outra forma prevaleceria no mercado.  Isso irá criar grandes oportunidades de lucro para alguém — seja ele branco ou negro — que decida contratar essas pessoas, o que o tornará capaz de superar concorrencialmente aqueles que optaram pela discriminação.

Porém, esse fenômeno não funcionou para aliviar a má situação dos negros que eram obrigados a sentar no banco de trás dos ônibus durante a vigência das leis de segregação racial nos EUA até a década de 1960.  Por quê?  Porque a entrada no mercado de fornecimento de serviços de ônibus era estritamente regulada pelas forças políticas, as quais, antes de tudo, foram as responsáveis pela criação dessas leis raciais repreensíveis.  Se a determinação de que negros se sentassem no fundo do ônibus fosse apenas resultado de discriminação privada, tal arranjo seria completamente impotente e inócuo, pois outras empresas concorrentes certamente passariam a ofertar lucrativamente serviços de ônibus para essas pessoas discriminadas.

É com essas e outras questões que lido em meu mais novo livro, The Case for Discrimination (algo como Em Defesa da Discriminação).  A minha esperança é que esse volume possa lançar alguma luz sobre essas questões, além de se mostrar uma leitura interessante.

3 votos

autor

Walter Block
é membro sênior do Mises Institute e professor de economia na Loyola University, Nova Orleans.


  • Bruno  25/01/2011 11:27
    Esse artigo vai dar o que falar heim?
    O internauta que nunca ouviu as ideias libertárias que cair aqui paraquedas é capaz de fazer uma denuncia no ministério público.
    Por uma lado ia ser bom.
    Imagina os libertários frente a frente com os burocratas em um debate público?
  • Einstein do Nascimento  07/02/2011 16:50
    Concordo com tudo no texto, menos no título ao analisar de uma perspectiva marketeira das idéias libertárias.

    O título afasta quem acha discriminar negros ou homossexuais abominável, como prática pessoal, já antes de ler o texto.
  • Alexandre Melchior R. Filho  25/01/2011 13:27
    O problema é acabar preso... Sabe como é essa gente que não consegue convencer os outros né...
  • Maurício  25/01/2011 13:42
    Tem um videozinho legal do outro Walter, o Williams, que fala também de liberdade e discriminação.

    Aliás ele escreve há algum tempo sobre o assunto:

    What is discrimation?

    Discrimination, prejudice and preferences

    E um recente:

    The right to discriminate

    Esse é um daqueles assuntos chatos que petista e qualquer adolescente querendo resolver o mundo adora levantar...
  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama  25/01/2011 13:43
    É... pensando na capacidade de o brasileiro médio interpretar textos, esse aí vai dar problema pro Instituto.\r
    Mas tomara que não.
  • Mauricio  25/01/2011 15:02
    O finalizinho do texto, que fala sobre o desequilibrio gerado pela descriminação é bem interessante. \r
    \r
    Agora o trecho que filosofa sobre a bissexualidade é puro sofisma.\r
    \r
    []'s
  • Getulio Malveira  25/01/2011 16:28
    Maurício,

    Não consegui captar o sofisma na analogia da bixessualidade. Trata-se de uma analogia, com suas intrínsecas limitações formais, mas, ao meu ver de uma analogia válida assentada sobre o conceito de preferência individual: um homem que prefere manter relações sexuais com mulheres; um homem que prefere manter relações sexuais com mulheres loiras; um homem que prefere manter relações sexuais com mulheres loiras mais altas do que ele, etc - cada um deles faz uma escolha de manter ou não uma relação sexual e com determinada pessoa de sua preferência. Ora, constranger o dono de um bar a servir cerveja para um homem negro quando ele preferiria não servi-la é o mesmo (analogicamente falando) que constranger um homem a fazer sexo com outro homem, quando ele preferiria não fazê-lo.

    Eu iria até mais longe do que o texto foi e argumentaria que se não podemos discriminar, ou seja, distinguir entre algo melhor e algo pior, entre algo adequado e algo inadequado, entre o certo e o errado de acordo com nossas concepções individuais (o que os esquerdistas chamam de "preconceito") então não deveriamos poder escolher coisa alguma: nem nossos pareceiros sexuais, nem nossas amizades, nem nossa alimentação, nem os livros que devemos ler, etc. Ora, não é isso o totalitarismo?!!
  • mcmoraes  25/01/2011 18:20
    @Getulio: ...Ora, não é isso o totalitarismo?!!

    Isso é a história de um filme de terror muito sinistro: Os Invasores de Corpos
  • Getulio Malveira  25/01/2011 18:49
    sinistro... essa foi boa moraes!
  • Ismael Souza  07/05/2017 21:24
    Prezados(as),

    O que dizer de várias experiências de profissionais da área de psicologia alegando que o preconceito e a discriminação não é algo natural, que não nasce com o indivíduo? Isso com relação ao preconceito racial. Em relação a opção sexual, na minha visão o autor confunde preferência sexual com discriminação. E mais, não é possível fazer uma correlação entre proprietário de um estabelecimento não querer vender a uma pessoa negra e obrigar dois homens terem relações, pois economicamente falando os estabelecimento de vendas já fazem uma "pré-seleção" dos seus compradores através dos preços, por que haveria o vendedor fazer uma discriminação entre pessoas?
  • Alberto  07/05/2017 23:37
    "O que dizer de várias experiências de profissionais da área de psicologia alegando que o preconceito e a discriminação não é algo natural, que não nasce com o indivíduo?"

    Ué, mas nada nasce com o indivíduo. O conhecimento não nasce com o indivíduo. A experiência não nasce com o indivíduo. A prática não nasce com o indivíduo. Aliás, nem mesmo os conceitos de religião e ateísmo nascem com o indivíduo.

    Portanto, falar que algo que não nasce com o indivíduo -- e que só é adquirido depois -- é maléfico significa, por definição, condenar o conhecimento, a prática e a experiência.

    Essa constatação, portanto, é totalmente imaterial.

    "Em relação a opção sexual, na minha visão o autor confunde preferência sexual com discriminação."

    A sua visão está errada. A minha preferência sexual é hétero. Sendo assim, não tenho nenhum interesse em ter relação sexuais com outro homem (aliás, tenho nojo só de pensar). Logo, se um gay me convidar para fazer sexo com ele, irei recusar.

    Isso é discriminação? É claro que é. Se eu propositalmente me recuso a manter relações afetivas com pessoas do mesmo sexo, então é claro que estou discriminando. E qual o problema com essa discriminação?

    Se você acha que ela é errado, então você, por definição, tem de dar a bunda para todo e qualquer homem (ou travesti) que lhe solicitá-la. Qualquer recusa de sua parte implicará uma odiosa discriminação.

    "E mais, não é possível fazer uma correlação entre proprietário de um estabelecimento não querer vender a uma pessoa negra e obrigar dois homens terem relações, pois economicamente falando os estabelecimento de vendas já fazem uma "pré-seleção" dos seus compradores através dos preços, por que haveria o vendedor fazer uma discriminação entre pessoas?"

    Se um judeu proprietário de uma loja se recusar a atender um cliente neonazista, você defende que este judeu vá preso? Pela sua lógica, sim.

    Nos EUA, por exemplo, empreendedores cristãos têm sido perseguidos por se recusarem a fornecer serviços de bufê para casamentos de pessoas do mesmo sexo. Quem apóia esse tipo de coerção também deve apoiar ataques a um negro proprietário de uma loja de iguarias que se recusasse a fornecer serviços para o casamento de simpatizantes neonazistas.

    Um estabelecimento que proíbe a entrada de negros é tão válido quanto um que proíbe a entrada de brancos. Um estabelecimento que proíbe a entrada de homossexuais é tão válido quanto um que proíbe a entrada de heterossexuais. Um estabelecimento que proíbe a entrada de judeus é tão válido quanto um que proíbe a entrada de neonazistas. O verdadeiro teste para determinar se um indivíduo é sinceramente comprometido com a defesa da liberdade de associação não está em ele permitir que as pessoas se associem de uma maneira que ele aprova. O verdadeiro teste ocorre quando ele permite às pessoas serem livres para se associar voluntariamente de maneiras que ele considera desprezíveis. Associação forçada não é liberdade de associação.
  • Maurício  25/01/2011 17:06
    Caro, xará, concordo com o Getulio. Vc poderia dar mais detalhes do seu argumento?

    Abraços
  • Alexandre Melchior R. Filho  25/01/2011 15:31
    Mauricio, mas é esse trecho que faz vc ganhar a discussão no bar! Hehehehehe
  • Fábio Maia Ostermann  25/01/2011 16:41
    Não pude deixar de notar que ao longo do texto, apesar do título afirmar o contrário, em nenhum momento Walter Block afirma que discriminar seja CORRETO. Ele não faz julgamento de valor quanto ao ato de discriminar ou não, apenas afirma que esse julgamento deve ficar a cargo de cada indivíduo interessado, nos limites dos seus direitos de propriedade.

    Não obstante, o texto é bastante coerente e lógico.

    Recomendo FORTEMENTE essa palestra do também genial Walter Williams: fee.org/media/audio/how-much-can-discrimination-explain-2/
  • Angelo Noel  25/01/2011 16:52
    Pessoal, fiquei com uma dúvida: o livre mercado tenderia a eliminar essas concepções pois poderia gerar perdas para alguns participantes ou a cois ficaria mais ou menos como é hoje em dia (é claro, sem a coerção do estado)...?
  • Rafael  25/01/2011 17:20
    Poderia gerar perdas, por exemplo, se o Wal-Mart decidisse atender só ruivos, eles iriam à falência rapidinho.
    Mas também poderia gerar lucros, por exemplo, se houver demanda por bares que atendam somente negros (e há, como também há demanda por bares que atendessem somente brancos) , o primeiro bar que fizesse isso teria lucros, até que outros decidissem fazer o mesmo.
    Eu acredito que com o tempo, a espiríto de liberdade cria cosmopolitanidade nas pessoas, e elas passam a se tratar bem, não importa a quem, mas isso não pode ser imposto.
  • V for Velour  25/01/2011 18:29
    Hoje em dia a discriminação já é considerada correta e natural desde que ela não recaia sobre as supostas minorias oprimidas.

    Por exemplo, é considerado ok para uma boate gay cobrar 3 vezes mais de entrada para mulheres do que para homens ou proibir a entrada delas em certos lugares (não que elas desejam ir, claro), mas é intolerável que um segurança peça um um casal gay que não se beije em um parque com crianças.

    Mas esse é o nosso mundinho idiota de hoje em dia.



  • R. M.   19/12/2014 00:04
    Seu argumento é falho. Boates heterossexuais cobram mais de homens do que de mulheres. Na verdade, em muitos estabelecimentos, mulheres entram de graça. Isso acontece pelo simples fato de que homens estão dispostos a pagar mais caro por lugares com mais mulheres.

    Analogamente, mulheres pagam mais caro em Boates gays. Isso acontece porque elas estão dispostas a pagar mais caro para frequentar um local onde homens são menos agressivos, ou ficam menos em seus pés, deixando-as livres para poder se divertir, se soltar.

    Nao existe discriminação nenhuma nisso, a não ser de preços. É apenas o mercado se regulando.
  • anônimo  19/12/2014 09:09
    O cara joga exemplos que confirmam tudo que o outro disse, mas começa falando 'seu argumento é falho'...isso se chama analfabetismo funcional
  • Evandro  20/11/2015 19:14
    Pode crer. Que anta.

    Análogo ao dizer, "seu argumento é falho, mas é 100% coerente".
  • Filipe Liepkan  25/01/2011 20:19
    Concordo que o texto pode trazer problemas ao Instituto, mas a ideia de que o preconceito é algo estritamente individual e necessário já começa a ser pauta em diversos seminários, estudos, artigos etc.

    Contudo, apesar de citado no artigo, é necessário uma explicação mais abrangente de que muitas das políticas discriminatórias na Am. do Norte foram forjadas e impostas por burocratas, cujo dano social foi muito além do preconceito individual. Este é inevitável, necessário e impossível de ser negado; o preconceito das políticas estatais é perversa em todos os aspectos, pois retira do indivíduo a capacidade da autodeterminação de suas rejeições sociais.


  • Caio Cesar  25/01/2011 23:51
    Texto bastante coerente, pelo menos pra mim..
    Mas eu só queria que alguém daqui se erguesse e tentasse o ramo político. Já pensou?

    Meu primeiro passo como presidente(caso fosse eleito), seria mandar chamar Fernando Chiocca, Leandro Roque, Rodrigo Constantino, Hélio Beltrão e todos os que fazem parte do Mises e faria deles os únicos ministros. Ou talvez nem seria necessário tantos assim... Só seria necessário o de segurança(defesa), justiça e economia. O resto é descartável. rsrs

    Por que ninguém daqui se elege nem a vereador pelo menos hein? rs
  • void  26/01/2011 00:21
    Falo por mim, mas imagino que política não seja uma solução.
  • Fernando Chiocca  26/01/2011 00:33
    A maioria de nós é bastante descrente em relação a soluções políticas, mas já existe o Partido Libertários que busca homologação para tentar colocar pessoas que defendem nossas ideias em cargos públicos.

    E temos várias dicas para os políticos:

    Um Livre Mercado em 30 Dias


    Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde


    Um plano de governo para o próximo presidente brasileiro
  • Rhyan Fortuna  26/01/2011 07:49
    Economia? Esse deveria ser um dos 1º ministérios a cair...
  • Caio Cesar  26/01/2011 13:27
    Não necessariamente.
    Não seria fácil implatar um anarco-capitalismo aqui no Brasil, por isto, deveríamos ter, no mínimo, um minarquismo.
    Mas para isto deveríamos assumir algumas bases antigas para que a população não ache loucura o que o presidente está a fazer e pedir ao exército para depôr o praxeológico no poder...

    Por isto só os ministérios que eu citei deveriam ficar. É claro que não mexeríamos na economia com o banco central(em injetar dinheiro, por exemplo), mas, há o problema da moeda, que esta deveria ser bem guiada, se não iríamos ficar como foi Margareth Tatcher na Inglaterra.

    Agora, me digam algo: Como vocês acham que um minarquismo/anarco-capitalismo seria implatado no Brasil? Iremos só ficar aqui discutindo e discutindo, vencendo tais discussões, mas não mudando nada?
    Até que eu saiba o único meio de mudar isto seria entrando na política, pois, infelizmente, é assim que aqui funciona.

    O que vocês acham?
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  26/01/2011 21:32
    Prezado Caio\r
    \r
    Não é possivel que as idéias do IMB se tornem influentes no meio político ou mesmo sejam adotadas por um partido com chances de vencer uma eleição em qualquer sociedade e em qualquer época.\r
    \r
    Eu entendo desta maneira porque o anarcocapitalismo prega a abolição do estado e a prevalência absoluta do capitalismo que nada mais é do que um sistema baseado em trocas voluntárias e livre iniciativa.\r
    \r
    No fundo o anarcocapitalismo é a crença intransigente na responsabilidade individual, o que segmentos inteiros da sociedade não aceitam.\r
    \r
    Como um anarcocapitalista vai disputar uma eleição pregando o fim da classe política e por consequência o fim dele mesmo? \r
    \r
    Como um anarcocapitalista vai angariar dinheiro para sua campanha eleitoral e voto junto aos grandes empresários que recebem diversos benefícios do Estado (BNDES, isençoes fiscais, contratos administrativos, licitações)?\r
    \r
    Como um anarcocapitalista vai conseguir votos dos pobres que também vivem de benefícios do estado (bolsa família e aposentadorias e pensões do INSS)?\r
    \r
    Como um anarcocapitalista vai conseguir a simpatia da classe média que possui os melhores cargos públicos nos Munícipios, Estados e União e vive para preparar seus filhos para os concursos públicos?\r
    \r
    O que eu acredito é que o combate deve ser dar no âmbito da educação e cultura que é onde realmente importa.\r
    \r
    O constante debate de idéias criara um caldo de cultura em que o estado sera contido.\r
    \r
    Todo político é, no fundo de sua alma, um defensor do estado máximo.\r
    \r
    Quando eu perco o sono fico mudando de canal na madrugada e as vezes paro na TV Câmara e TV Senado e todos os parlamentares de todos os partidos ora tratam o estado como um deus na terra ora satanizam abertamente a propriedade privada, a economia de mercado e a liberdade individual.\r
    \r
    Frise-se que nem mesmo o estado mínimo é aceito como opção razoável, vez que NINGUEM fala deste tema.\r
    \r
    Os que tem chances reais de obter sucesso na política são os estatistas, fato devidamente comprovado pela mera observância do conteúdo dos meios de comunicação.\r
    \r
    Afinal se o estado é bom para alguma coisa ele é bom para tudo.\r
    \r
    Temos que ser realistas com relação a isso.\r
    \r
    Abraços\r
  • Rhyan Fortuna  28/01/2011 03:09
    Cara, não estou falando de anarquismo. Numa minarquia bem feita, não teria espaço para ministério da fazenda, nem Banco Central.
  • augusto  26/01/2011 14:13
    Porque, pela via politica, qualquer mudanca significativa eh praticamente impossivel.\r
    \r
    Digamos que todos os aderentes do liberalismo/libertarianismo que frequentam este site mudassem seus titulos eleitorais para o menor municipio do pais, assim dispondo da maioria dos votos, e elegendo apenas (para fins de exemplo) politicos do Liber. Que todos os vereadores, prefeito e secretarios fossem do Liber.\r
    \r
    O que esse arranjo poderia produzir? Muito pouco, porque o arranjo legal no Brasil na pratica impede que os municipios possam tentar coisas diferentes. Tente privatizar as escolas e os hospitais, e em um minuto o Ministerio Publico e a OAB entrarao com um processo exigindo o cumprimento das diretrizes constitucionais sobre a "educacao como dever do estado" e a "saude como dever do estado".\r
    \r
    Demonstracao concreta do que eu estou dizendo? Voce pega pessoas profundamente identificadas com o liberalismo/libertarianismo, como o Helio Beltrao (pai) e o Roberto Campos, voce ve que as acoes dele, no campo politico, serviram para aumentar o tamanho do Estado (BNDES, Poupanca, etc.).\r
    \r
    Outro problema eh que eh muito facil atacar qualquer liberal/libertario, se ele em algum momento ja tiver trabalhado ou se trabalhar para alguma agencia do governo.\r
    \r
    Mas se voces quiserem me bancar, eu me candidato. Eu estou desempregado e indeciso entre fazer um "concursopublico" e outra faculdade para tentar arrumar uma profissao de verdade, porque a faculdade que eu fiz essencialmente so me qualifica para trabalhar no governo mesmo. ;-)
  • Fernando Chiocca  26/01/2011 14:37
    Eu acho que o Ron Paul é o único exemplo de político que podemos ter. E ele conseguiu, ao menos, colocar outras coisas no debate, mesmo sendo sozinho. Mas tendo a concordar com o augusto. Mesmo que ele seja eleito presidente em 2012, pouco vai conseguir fazer. Mas vamos ver.. agora o Rand Paul é senador e se ele tiver uma maioria talvez mude muita coisa.

    Caio, entre para o Liber; eles estão buscando voluntários para ajudar.
  • Caio Cesar  26/01/2011 14:56
    Não se trata de entrar para o Liber ou se tornar presidente...
    Trata-se da nossa função.

    Eu perguntei ontem ao meu irmão - que lê muito de vocês, assim como eu - como poderíamos instalar um... minarquismo aqui no Brasil. Ele disse que "primeiro devemos informar ao povo o que realmente acontece, e talvez, quem sabe, podemos até fazer uma 'revolução'."

    Eu simplesmente não compreendo o que fazemos aqui, se não iremos mudar nada. Sabemos o certo? Sim, sabemos. Mudamos a mentalidade das pessoas? Talvez. Mas... Podemos mudar algo? (...)

    Eu acredito que o LIBER já tomou sua decisão. Se querem mudar algo, infelizmente vocês devem acatar o que este 'algo' faz primeiro. É loucura, mas se não o fizermos, o que faremos pra mudar algo? Só ficaremos a pensar? Então somos pior que Marx!

    Não devemos influenciar as pessoas que vão aos seminários e palestras do Mises Brasil, devemos influenciar quem NÃO CONHECE o Mises Brasil. Fazer algo como foi o movimento "a grande vaia", algo do tipo, não sei.

    Só sei que ficar a falar tanto e não resolver fazer nada... também não dará em nada.
    Espero que Ron Paul pense diferente mais adiante.
  • Fernando Chiocca  26/01/2011 15:33
    Caio, Mises dizia que "Ideias e somente ideias podem iluminar a escuridão". Veja que já fizemos algo, você e seu irmão tiverem uma mudança de mentalidade, conheceram verdades científicas e mentiras estatais. Assim como nós já fomos influenciados por iniciativas iguais, como o Mises Institute e o Instituto Liberal, pioneiro na tradução e publicação das obras de Mises e outros austríacos no Brasil. O Instituto Mises atua no campo das ideias e, no final das contas, são as ideias que controlam o mundo. Toda política tem uma ideia em sua base, que a norteia. As ideias são o vento e a política é a vela, que leva o barco para onde o vento sopra.

    Particularmente, acho que o melhor caminho é despertar a consciência de classes. Não o conceito estapafúrdio de classes de Marx, mas da classe dos verdadeiros explorados (pagadores de impostos) frente a seus exploradores (consumidores de impostos). O primeiro grupo é maioria, e sua servidão é voluntária. A força dos exploradores vem do consentimento dos explorados. E se baseia em mentiras e mais mentiras que fazem os explorados concordarem em serem explorados e muitasvezes sequer saber que são explorados. Temos que deixar o rei nú.
  • Getulio Malveira  26/01/2011 15:52
    "Não devemos influenciar as pessoas que vão aos seminários e palestras do Mises Brasil, devemos influenciar quem NÃO CONHECE o Mises Brasil. Fazer algo como foi o movimento "a grande vaia", algo do tipo, não sei."

    Absolutamente de acordo!!! penso, inclusive, que seria preciso juntar forças e evitar o sectarismo. Frente a situação política atual, gostaria de ver uma ampla aliança entre conservadores, liberalistas, anarcocapitalistas e até mesmo monarquistas... pois, se do ponto de vista teórico, o radicalismo é uma virtude, do ponto de vista político ele só nos levará ao isolamento e impotência.
  • mcmoraes  26/01/2011 18:05
    "Não devemos influenciar as pessoas que vão aos seminários e palestras do Mises Brasil, devemos influenciar quem NÃO CONHECE o Mises Brasil. Fazer algo como foi o movimento "a grande vaia", algo do tipo, não sei."

    Eu proponho fazermos doações mensais dinheiro ao IMB. Dessa forma o instituto teria mais recursos para influenciar quem não o conhece.
  • Caio Cesar  27/01/2011 00:05
    Fernando:

    Gostei do exemplo de mim e meu irmão, mas só porque 2 pessoas foram influenciadas, não quer dizer que 190 milhões sejam. Além do mais, muitos nem ao menos conhecem a palavra "liberalismo", ou sabem o que realmente significa - no ramo político - a direita e a esquerda...
    Mas eu não irei dizer "devemos fazer uma revolução" ou "devemos entrar na política pra mudar tudo", porque ainda irei ler este site que você me passou.

    Getulio Malveira:

    Isto é bom, uma junção entre estes pensadores seria algo positivo para qualquer país. Tudo é melhor que uma política destruídora de mercados.
    Por exemplo, eu discuto bastante nos comentários de vídeos políticos no youtube - pra quem não tem com quem discutir, faça isto. Eu tento mudar as mentes de algumas pessoas, mas isto só não basta... Eu quero fazer palestras onde estudo, passeatas, sei lá, qualquer forma para mudar isto está mais que bom! E só discutir aqui... não será suficiente.

    Mcmoraes:

    É uma boa ideia, porém, não será tão boa se só ficarmos a fazer mais e mais palestras para algumas dezenas ou centenas de pessoas...
  • Carlos Santos  26/01/2011 10:11
    E quanto aos celibatários? Eles estão discriminando toda a humanidade! Se for para acabar com a discriminação, os padres deveriam ser obrigados a fazer sexo, de preferêmcia tanto com homens quanto com mulheres. Ih... tem discriminação por idade também, não é?
  • Rogerio  26/01/2011 11:56
    Caro Autor, excelente debate...

    Onde esta o equilíbrio?

    Todos somos livres para ter preferencia, mas somos culpados por discriminarmos ou termos preconceito. Logo se X prefere A ao invés de B e B se sente discriminado nesta decisão, X será obrigado a rever sua preferencia a fim de não ser culpado por ter a liberdade de escolher A.

    Dessa forma:
    1 - Ate quando X terá liberdade de escolha?
    2 - Se X tiver cada vez mais sua liberdade cerceada, qual sua vontade de preferir?
    3 - Qual a situação de A nesta historia? Não seria ele o verdadeiro discriminado?

    Onde esta a consciência nisso tudo?
    Ela realmente tem peso jurídico?

    Abs,
  • Ricardo  26/01/2011 16:12
    o individuo tem a liberdade de discriminar, e frequentemente discrimina. \r
    \r
    Ao contratar 1 empregado, faz uma entrevistra de emprego com 10 candidatos, e necessariamnete haverá discriminar.\r
    \r
    Normalmente as pessoas são discriminadas pelo nível de educação, é a educação da pessoa o mais forte segmentador da força de trabalho.\r
    \r
    Acho até infantil um texto tão grande para elucidar essa operação social básica, a discriminação. Nem li até o fim\r
    \r
    \r
    mas uma coisa meus caros é a discriminação, outra é a escrotisse... \r
    \r
    No fim das contas, o individúo objeto da discriminação também é livre, bem livre, pra externar seu inconformismo com um golpe na pessoa preconceituosa
  • Alexandre Melchior R. Filho  26/01/2011 17:36
    Não é não.\r
    \r
    Se ela faz isso ela está três vezes errada.\r
    \r
    Primeiro por achar que o preconceituoso não pode pensar do jeito que quiser.\r
    \r
    Segundo por achar que o preconceituoso deve pensar como ela.\r
    \r
    Terceiro por usar de violência física, o reduto último da ignorância.
  • ALTIORIS NATURAE  27/01/2011 05:08
    Tenho uma notícia que pode ser triste para os leitores: a economia capitalista é a responsável pela aversão contemporânea ao exercício discriminatório. Convido-vos a pensarem comigo. O capitalismo, a partir de sua origem, chegou a uma fase de desenvolvimento em que os patamares progressivos de lucratividade, já financiados, em grande parte, pelo crédito bancário, forçaram, por uma lógica de sobrevivência empresarial, a uma evolução na restrita circulação social do capital descrita pelos economistas clássicos, daí então, tomou corpo aquilo que podemos chamar de democratização do consumo, isto é, o empresariado viu-se obrigado a reduzir a taxa de mais-valia, ou seja, aumentar os salários, dado o aumento na oferta de empregos, necessário para o aumento e a diversificação na produtividade, o que, conjuntamente, possibilitou que a grande camada populacional dos trabalhadores industriais urbanos passassem a ter acesso a mercadorias diferentes daquelas que restritas à garantia de sua subsistência, de forma a salvaguardar o crescimento contínuo a que nossa economia tornou-se dependente e o retorno da mais-valia perdida, mas com o tributo de ainda outras duas dependências: a dependência da mercantilização absoluta de todas as instâncias possíveis da vida e a dependência da inovação na produtividade de bens supérfluos e acessíveis a nova gama de consumidores que forma a base de refluxo do capital. Neste momento, nasceu o comércio a prazo sob sua forma contemporânea herdada da atividade bancária. Pergunta-se: mas o que tudo isso tem a ver com a aversão contemporânea ao exercício discriminatório? Pois bem, a mercantilização total da vida em sociedade, como é de supor-se, é o movimento de transformação em mercadoria de todos os aspectos da existência humana, inclusive o das relações pessoais, de tal modo que todas as coisas passam a ter a mesma característica, a característica de mercadoria. Portanto, o que ocorre é uma desdiferenciação, uma equivalência de utilidade entre todo o material apropriado pelo mercado. Na contemporaneidade do capitalismo, todas as COISAS são iguais, inclusive as PESSOAS, exatamente por que passam a não ser mais do que mercadoria, material de comércio, meio de reprodução econômica que causa uma carência desesperada de identidade, o que iguala todas as formas de comportamento, desde que obedeçam aos parâmetros do mercado, é o que os moralistas chamam de amoralidade (não confundir com imoralidade) do capitalismo. Esta situação, internalizada pelos humanos, dada sua onipresença no mundo cotidiano das relações, é o que dá sustento econômico direto para o discurso ideológico de que a discriminação, como ato primordial da inteligência e da maturidade psíquica (não exatamente da discutível autonomia sobre si mesmo), é um atentado contra os bons costumes.

    Espero ter sido suficientemente claro e abrangente nesta minha explanação absurdamente sintética.
  • Renê  27/01/2011 07:13
    Os marxistas tentam afetar profundidade de conhecimentos sobre economia, mas não enganam ninguém.
  • augusto  27/01/2011 09:01
    "Tenho uma notícia que pode ser triste para os leitores: a economia capitalista é a responsável pela aversão contemporânea ao exercício discriminatório."\r
    \r
    Errado. Ao contrario do que voce diz, a economia capitalista eh fundamental para a manutencao da individualidade. Eh por isso que voce entra em um supermercado e voce encontra 20 marcas e sabores de iogurte. Eh por isso que existem centenas de marcas e modelos de carros, telefones, computadores, roupas, etc. QED.\r
    \r
    Nao confunda discriminar com praticar violencia em outras pessoas. Sao coisas diferentes.
  • void  28/02/2011 21:03
    Ele não confunde, ele é marxista, ele distorce as coisas intencionalmente, porque é mau caráter, mesmo.
  • Ricardo  27/01/2011 08:24
    Como pode Ser considerado livre aquele que dirige a sua concepção de mundo pelo filtro do preconceito?
  • mcmoraes  27/01/2011 10:16
    Ricardo, por favor, como pode cer considerado não-livre aquele que dirige a sua concepção de mundo pelo filtro do preconceito? Obrigado desde já.
  • Ricardo  28/01/2011 15:25
    Prezado André, saiba que a ignorância não pode conduzir ninguém à liberdade, e quanto ao preconceito ele é apenas uma ilusão de livre-arbitrio, porque no fundo o preconceito não está assentado em bases racionais, mas em crenças\r
    \r
    \r
    minha avaliação geral sobre o texto é ruim: \r
    1) porque tenta ser polêmico com questões já consagradas (escolhas, revelação de preferências, segmentação dos mercados de trabalho);\r
    \r
    2) não delimita o espaço em que "discriminação" é uma virtude para o consumidor; e onde é um crime (exemplo: discriminação na liberdade de ir e vir)\r
    \r
    abraço
  • mcmoraes  28/01/2011 16:21
    @Ricardo: ...saiba que a ignorância não pode conduzir ninguém à liberdade, e quanto ao preconceito ele é apenas uma ilusão de livre-arbitrio, porque no fundo o preconceito não está assentado em bases racionais, mas em crenças.

    Rircardo, imagine um andarilho em uma encruzilhada. Ele não sabe aonde os caminhos levam e não tem preferência por caminho algum. Ele só sabe que ele poderia mas não quer ficar parado ali e que, por isso, tem que decidir qual caminho tomar. Como ele não tem informação nenhuma a respeito de que caminho tomar, não poderá decidir racionalmente. Ele terá que se basear em alguma crença (por exemplo, ele pode decidir no cara ou coroa de uma moeda). Você realmente acha que ele tem apenas uma ilusão de livre-arbítrio nessa situação?
  • Fernando Chiocca  28/01/2011 17:05
    Mas a ação humana é sempre racional. Mesmo as tripos que faziam sacrifícios para terem colheitas melhores estavam agindo racionalmente. Vocês estão confundidno as coisas aí. E se descobrirem daqui uns anos que agrotóxicos não melhoram a as colheitas, dirão que os agricultores agem racionalmente? Não é porque uma relação causal está errada que se diz que a pessoa age irracionamente.
    Preconceito, sendo imoral ou não, é racional. E nem precisa de relação causal, pois trata-se de uma simples preferência subjetiva. É a mesma coisa que dizer que um homem que prefere uma loira a uma uma morena está agindo sob "uma ilusão de livre-arbitrio, pois sua escolha não está assentada em bases racionais, mas em crenças", já que não há confirmações científicas que uma mulher loira seja uma companhia melhor que uma morena.
    Falou só besteira Ricardo.
  • Ricardo  28/01/2011 18:06
    Caro Ciocca\r
    \r
    a primeira coisa a se fazer quando discutir um assunto, é delimitar o tema. Estamos tratando aqui de preconceito nas relações de comércio (preconceito no mercado de trabalho) preconceito esse dirigido à pessoas.\r
    Não se trata portanto de preconceito contra "agrotóxico" ou "alface"; \r
    Já no exemplo louras x morenas, você mudou o assunto, isso é seleção sexual\r
    \r
    Mas Preconceito nas relações comerciais (de compra e venda) incluindo aí o mercado de trabalho, é uma tolice, pois é um contrasenso ao mercado;\r
    \r
    uma das vantagens do desenvolvimento dos mercados é justamente essa capacidade de expandir as liberdades, demolindo amplamente precoceitos. A história dos mercados tem sido a trajetória de uma constante expansão das liberdades (de deslocamento, de credo, de curar doenças)\r
    \r
  • Fernando Chiocca  28/01/2011 18:22
    Okay, vamo s delimitar.

    Existem trabalhos que só podem ser feitos por determinada cor, como interpretar o Pelé no cinema. Eu teria que ser preconceituoso contra todos os brancos, vermelhos e amarelos na seleção do ator.
    Ou poderia querer fazer um filme em que o Pelé fosse chinês... a escolha é minha, o filme é meu.

    Existe um bar nazista na Coréia do Norte e, acredito, que o dono do bar não gostaria de servir judeus, negros, e que os clientes que frequentam este lugar bizarro, não iriam frequentar se o bar atendesse negros e judeus. Pronto, isso demoli sua alegação de que preconceito é tolice nas relações comerciais.

    2) não delimita o espaço em que "discriminação" é uma virtude para o consumidor; e onde é um crime (exemplo: discriminação na liberdade de ir e vir)

    É claro que não delimita, pois não existe esse limite. Uma discriminação nunca é um crime. Crime é apenas agressão contra a pessoa ou propriedade alheia. No caso, os criminosos são os que proibem uma discriminação, agredindo ou ameaçando agredir alguém que, por exemplo, dicrimine.
  • Rhyan Fortuna  28/01/2011 18:40
    Ricardo, hoje mesmo vi na globo uma reportagem sobre empresas que não contratam gordos, mas elas não podem admitir isso. Claro que os jornalistas criticaram as empresas preconceituosas.

    A questão é: Eu não contrato quem eu quero para minha empresa, pela seleção que eu quiser? Ou não devo ter essa liberdade?

    Lembro que a reportagem mostrou uma empresa que se interessava mais no currículo que na aparência. Isso mostra a seleção natural do mercado, preconceituosos tendem a ter prejuizos por suas escolhas.
  • Augusto  28/01/2011 21:12
    "Isso mostra a seleção natural do mercado, preconceituosos tendem a ter prejuizos por suas escolhas."\r
    \r
    Essa afirmação precisa ser qualificada (notadamente, quanto à diferença entre discriminação e preconceito). Muitas empresas - eu arriscaria a dizer todas - buscam atingir segmentos específicos do mercado.\r
    \r
    Para dar um exemplo:\r
    \r
    a) uma marca como a Louis Vuitton faz uma bolsa que custa US$2000.\r
    \r
    a) uma marca como a Zara reproduz o mesmo design, usando materiais e mão de obra mais baratos, produzindo assim uma bolsa que custa US$100.\r
    \r
    Poderíamos dizer que a Louis Vuitton, ao fabricar uma bolsa de US$2000 discrimina todo o segmento de mercado que não pode pagar esse preço. No entanto, até onde eu saiba, a LV não está mal das pernas.\r
    \r
    Pelo contrário, essas grandes marcas de produtos de luxo dizem abertamente que não se preocupam com direitos intelectuais porque "o nosso cliente não é o cliente da loja de descontos". (fora de contexto, dizer isso soa muito preconceituoso)\r
    \r
    (obviamente, existe a questão da escala de tempo que eu estou propositalmente ignorando aqui - eventualmente, todas as empresas encerram suas atividades)
  • mcmoraes  28/01/2011 18:11
    @Fernando:

    Mas a ação humana é sempre racional...

    Mesmo as que são baseadas no completo chute como, por exemplo, a escolha dos números de uma aposta na loteria? Se sim, como poderia ser definido o irracional?

    ...Não é porque uma relação causal está errada que se diz que a pessoa age irracionamente...

    Acho que o momento da tomada de decisão tem que ser levado em conta para se julgar a (ir)racionalidade de uma ação/decisão. Se, no momento da ação/decisão, a relação causal (que se descobriu errada mais tarde) levava a crer que a decisão era correta, a decisão foi racional. Caso contrário, a ação/decisão foi irracional. Vou dar um exemplo. Vamos imaginar uma pessoa M, que tenha passado mais de 10 anos sendo doutrinado pelo sistema de ensino estatista e que tenha sido criado em uma família de tiranóides. No auge de sua ignorância, M achava que o pagamento de impostos era algo bom para a sua própria pessoa e para a sociedade em que vivia. M tinha inclusive um lema: "O pagamento de impostos é um bom medidor de riqueza, pois quanto mais impostos eu pagar, é sinal de que eu e a sociedade em que eu vivo estamos enriquecendo". Enquanto a crença de M durou, era racional que M medisse sua riqueza com a quantidade de impostos que pagava. No entanto, o tempo passou, M saiu da escolinha e de casa e entrou em contato com o mercado livre. Suas crenças mudaram e M passou a considerar seu antigo lema um erro (na verdade um absurdo). A partir do momento da mudança de idéia, passou a ser irracional que M continuasse medindo sua riqueza com a quantidade de impostos que pagava.
  • Fernando Chiocca  28/01/2011 18:33
    Uma ação humana nunca é irracional para a praxeologia.
  • mcmoraes  29/01/2011 19:55
    @Fernando: Uma ação humana nunca é irracional para a praxeologia.

    Mises definiu dessa forma, em Human Action, cap 1 seção 4, p. 18. Porém, me pergunto, o que seria da luz sem a escuridão? Do forte sem o fraco? Do bem sem o mal? Do racional sem o irracional? Enquanto minha iluminação não chega, vou ficando Ralph Waldo Emerson ("The more reason, the less government") e com Lord Byron ("Those who will not reason, are bigots, those who cannot, are fools, and those who dare not, are slaves").

  • anônimo  27/01/2011 14:47
    Ele o faz voluntariamente e, consequentemente e pelo menos quanto a isso, é livre.
  • André Savi  27/01/2011 10:04
    Eu concordo plenamente com o artigo, pela idéia de liberdade de escolha mas tem gente confundindo discriminação com preconceito!

    Eu discriminar o que é bom ou ruim pra mim não quer dizer que sou preconceituoso.

    Se estou em um parque de diversões com meus filhos e um casal homossexual estão se beijando, eu tenho total liberdade em discriminar tal atitude. Isso não é bom pra mim e considero não ser bom para os meus filhos, mas ao mesmo tempo não tenho preconceito com o casal homossexual.

    O preconceito não é uma forma de discriminação, é uma forma de desrespeitar a liberdade alheia! Cada um aqui é livre por discriminar o que é bom para você mesmo.
  • Marcos  30/01/2011 00:43
    Esse efeito exemplificado com o grande comprador que discrimina empresas comandadas por mulheres é o que ocorre sempre que uma lei confere a uma determinada categoria o status de hipossuficiente sem permitir exceções. É o que ocorre com o direito do trabalho, o indivíduo pode ser um profissional extremamente especializado e as empresas se estapearem para contrata-lo. Ainda assim ele será considerado hipossuficiente em relação ao empregador, fato que na verdade se mostra falso.

    Essa é uma falha no sistema antiga. Hoje em dia, com o advento das "minorias" (que na verdade não tem nada de fracas, possuem maior lobby político e influência no governo que as maiorias) isso está tomando uma proporção muito maior e as injustiças estão ficando mais gritantes.


    Quanto as discriminações eu tenho uma idéia um pouco diferente do comum: na medida do razoável eu prefiro saber quando determinado indivíduo tem uma idéia odiosa a respeito de um grupo do que vê-lo impedido de se expressar e assim eu não possa saber o caráter dele. É melhor que a verdade venha a tona e a partir daí que nós passemos a boicota-lo se essa se mostrar uma atitude moralmente errada.

    O cara é um neonazista? Então eu quero mais é saber disso bem rápido...
  • Livia  28/02/2011 14:38
    "Similarmente, as fêmeas homossexuais, lésbicas, criaturas RANÇOSAS que são, também evitam manter relações amorosas com qualquer tipo de homem".\r
    Por que diabos as pessoas ainda ficam tão incomodadas com o que as outras fazem entre quatro paredes?\r
    Não, não temos o direito de discriminar.\r
    MP nesse cara.
  • Leandro  28/02/2011 14:42
    Aparentemente a senhorita tem enormes dificuldades para entender o conceito de ironia...

    Tente ler novamente, mas evite fazer muito esforço, pois o dano cerebral pode ser irreparável.
  • Livia  01/03/2011 10:05
    É assim, quem não tem argumentos agride os outros.\r
    Fique com sua razão e seu "cérebro perfeito".\r
    Eu fico com a Justiça e o Ministério Público.\r
    Não, vocês não têm "liberdade" para ferir a liberdade alheia.
  • Tiago  01/03/2011 11:25
    Quem parece estar querendo agredir a liberdade alheia é justamente você.
  • marga  10/08/2014 21:06
    O ministério público também está tomado pelo politicamente correto.
  • daniel  01/09/2014 02:22
    Perai, MP no Walter Block? Acho dificil...
  • guto  13/03/2011 19:19
    Nossa, os caras são a favor da discriminação...
  • Fernando Chiocca  13/03/2011 22:47
    Pelo visto você também, não é guto?

    Está discriminando os caras por isso.

    A incoerência dessas pessoas não têm limites.
  • GTD  16/03/2016 21:30
    kkkkkkkkkkk

  • anônimo  16/03/2016 21:31
    Pois é. A incoerência dos SJWs não possui limites.
  • Morena Flor  15/03/2011 01:05
    O fato é q temos liberdade para escolhermos com quem vamos namorar, casar, fazer amizade, sociedade de negócios e qualquer outra relação e interação social... Uma coisa é preferir, outra coisa é ter preconceito, fazer juízos completamente subjetivos a respeito do outro, ferindo - lhe a integridade moral. É isso q pega. Se a famosa "lei" q diz q "não faça com os outros o q não queres q façam contigo" fosse seguida a risca, não existiriam coisas como estas.

    Posso escolher com quem eu vou namorar, casar, etc, coisas q dizem respeito SOMENTE A MIM. Entretanto, qdo sou dona de uma empresa, devo escolher meus empregados pela COMPETÊNCIA, não desprezar alguém por atributos subjetivos associados à cor da pele, sexualidade, etc, etc, etc.

    É um terreno deveras perigoso, causado tão somente ao ódio q seres humanos podem ter de seus semelhantes por conta de coisas altamente supérfluas e completamente desnecessárias - apoiadas, por tempos, pela sociedade, algumas delas pela religião, etc(tais como pré julgamentos a respeito de negros, mulheres, homossexuais, etc).

    Preconceito é pré julgamento, não um argumento válido.

    cada um de nós temos os nossos preconceitos, mas daí a elevá-los a argumento tão válido a ponto de protestarmos o direito a "ter preconceito" já é demais da conta. Ter preconceito pode não ser legal, mas é altamente imoral, no sentido em q toda uma classe de pessoas leva uma pecha negativa injustamente(sendo q apenas algumas realmente a mereçam)
  • Adriel Santana  24/03/2011 16:50
    Você se equivocou toda nesse seu comentário. Vamos parágrafo por parágrafo:

    1)Preferência e preconceito são dois lados da mesma moeda. Se eu prefiro algo, desprezo a outra opção. O preconceito não passa de uma categoria de preferências com as quais eu de antemão prefiro não optar. Além do mais, toda preferência consiste em "fazer juízos completamente subjetivos", seja de uma pessoa ou de um objeto.

    2)Quer dizer então que eu como empregador não posso escolher uma pessoa por que ela é alta? Ou por que ela é loira? Ou por que ela é mulher? Sim, eu posso. A questão é que eu como empregador estarei arcando, via o sucesso ou não da minha empresa, com as decisões por mim tomadas.

    3)Seja o preconceito causado ou não por ódio, o que você tem a ver com isso? Pelo seu argumento, qualquer decisão tomada por critérios subjetivos (aka emotivos) tornam-se inválidos. Ademais, cabe uma pergunta: se eu contrato alguém por compaixão, eu também estou agindo de forma errada, segundo a sua lógica?

    4)Você é muito preconceituosa com os preconceitos, rs.

    5)Cada um de nós temos os nossos ___________, mas daí a elevá-los a argumento tão válido a ponto de protestarmos o direito a ter "____________" já é demais da conta. (Preencha os espaços vazios da forma que bem entender).

    Enfim, por mim, todos nós seríamos gentis, doces e tolerantes. O problema é que a gentileza, a doçura e a tolerência ultimamente tornaram uma via de mão única. E pior: pela força do Estado.
  • Sem nome  12/11/2012 08:32
    Debater é bom demais! As pessoas deveriam exercitar isso constantemente.
    Afinal de contas hj vem tudo já pensado, enlatado e pronto para consumir!...rs

    Para por lenha na fogueira: Alguém poderia me falar como se deve denominar as raças?

    Explico. é sempre a mesma lenga lenga sobre falar que alguém é preto/branco.

    Qual forma vcs preferem?

    Pq na prática as pessoas não são brancas brancas, nem pretas pretas (assim como amarelas, vermelhas, etc). Se bem que deve ter poucas que o são!...kkk Tem branco branco mesmo e preto preto mesmo tb...rs

    Ai vem a lenha: falar preto não pode, mas branco pode? Ser chamado de branco tb seria errado, sendo o certo "caucasiano" (ou algo similar) ?

    Gostaria muito mesmo de ouvir de cada um aqui sobre quais seriam os termos corretos para se designar as raças.
  • Neto  12/11/2012 09:14
    Como se deve denomidar as 'raças'?
    yorkshire, fila brasileiro, pincher...
  • Joao  05/06/2013 20:48
    Caí nesse artigo buscando um texto do Walter Block sobre estradas. Achei sensacional!

    Isso porque exatamente ontem discutia esse assunto da discriminação com uma pessoa próxima, e deu o que falar.

    Eu comecei mostrando porque o direito de propriedade individual implica na liberdade, no DIREITO (e não a obrigação) de discriminar dentro da sua propriedade.

    Aí ilustrei da seguinte forma: alguém dentro da sua propriedade tem todo o direito de discriminar negros, por exemplo. É uma opinião dele. Isso desde que ele não AGRIDA outro indivíduo. Por exemplo: um cara tem um restaurante mas por motivos pessoais não permite a entrada de negros. Dado que ele não agride ninguém, é um direito dele fazer isso.

    Meu ouvinte discordou fortemente: "dentro da casa dele, ele faz o que quiser. Uma casa não fica aberta às pessoas. Agora o propósito de um comércio, como um restaurante, é VENDER, não importa pra quem. Então ele está errado ao tornar PÚBLICA sua opinião racista. Alguém poderia ver isso, uma criança pode ver isso e achar certo odiar negros. Essa liberdade criaria uma cultura de segregação na sociedade."

    Pra mim é tão claro que uma casa é uma propriedade tanto como um comércio, que não consegui explicar isso de forma inteligível. E sobre a questão de indução do ódio, expliquei que a educação é mais determinante pra isso que a exposição à propaganda.

    "Mas eu me sentiria incomodado, se fosse negro, de passar ao lado de uma loja imensa no centro comercial, com uma placa: não aceitamos negros."

    Enfim, chegamos à conclusão que devem existir leis punindo DURAMENTE quem agride o próximo, viola a sua liberdade. Mas ainda assim meu ouvinte acha que deve ser proibido manifestar publicamente uma opinião/comportamento racista, mesmo que na sua propriedade (se ela for num local de grande visibilidade, ex: um racista louco compra um terreno no centro da cidade e enche de outdoors racistas).
  • Flávio  25/09/2013 01:36
    "Pra mim é tão claro que uma casa é uma propriedade tanto como um comércio, que não consegui explicar isso de forma inteligível. E sobre a questão de indução do ódio, expliquei que a educação é mais determinante pra isso que a exposição à propaganda."

    Você proibir uma pessoa de entrar na sua casa é muito diferente de abrir o seu estabelecimento a público (desde que paguem o dinheiro pedido) e querer selecionar quem entra ou não de acordo com a cara da pessoa. Se a pessoa tiver dinheiro pra pagar, não há motivo para barrar esta pessoa.
  • Renato Souza  25/09/2013 14:10
    A questão não é "haver motivos" ou não. A questão é o direito de propriedade e o direito de associação. Ele não está fazendo nenhum mal a ninguém, só bem. Então, porque ele deve ser punido. Alguém dirá que é imoral ou irracional a discriminação por determinados critérios. Ocorre que a lei não pode punir atos por simplesmente serem imorais ou irracionais. Alguém aqui pretende que todos os atos imorais ou irracionais deveriam ser punidos? Seria uma loucura!

    Agora uma outra linha de raciocínio:
    O dono de uma empresa discrimina necessariamente. Ele pode não vender para certos clientes, por duvidar que vai receber, pode dar preferência a clientes mais antigos, pode fazer um preço especial para aqueles que compram regularmente, exercerá seu critério na hora de contratar, de comprar, discriminando os fornecedores, parceiros, locais de venda, etc. A discriminação é parte do processo gerencial. E o processo gerencial bem feito, ninguém duvida, não cabe em regras inflexíveis, é subjetivo por natureza. Se o processo gerencial pudesse idealmente ser resumido a uma lista de normas fixas, todos os agentes econômicos aplicariam essas regras, e obteriam, um resultado impossível de ser melhorado. Isso significaria que seriam perfeitos, o que se sabe que não é verdade. Então o processo gerencial tem de ser em grande parte subjetivo. e portanto, não totalmente sujeito a regras.

    Ora, a única forma de um gerente estar totalmente isento de acusações dos anti-discriminadores seria ater-se o tempo todo a regras objetivas. Se algum cliente, fornecedor, candidato a funcionário, candidato a parceiro, funcionário pertencer a algum "grupo oficialmente reconhecido como discriminado", e for preterido em favor de outro, segundo a jurisprudência, o gerente ou proprietário será culpado até prova em contrário, isto é, terá de fazer prova positiva de que não o discriminou por pertencer ao tal grupo (na verdade, conforme temos visto, mesmo quando o acusado faz prova positiva, os juízes, movidos por desejo de fazer média a esses grupos, muitas vezes julgam contra o réu). Ora, para poder sempre fazer prova positiva de sua "inocência", o gerente/proprietário terá de sempre usar regras objetivas em todas as suas decisões gerenciais. Estará portanto, tão engessado como o gerente de uma empresa estatal ou repartição pública, e seus resultados econômicos serão tão desastrosos como. Na verdade, mais desastrosos, porque não pode impor preços, nem esperar subsídios públicos.

    O que acontecerá na prática? Nenhum gerente/proprietário irá se impor completamente uma camisa de força, arriscará a sorte, sabendo que os movimentos de "defesa das minorias discriminadas" não poderão atacar a todos. Algumas empresas serão escolhidas como bodes expiatórios, em caso em que os proprietários não consigam fazer prova objetiva de "inocência" (ou até em casos em que ele faz prova objetiva e isso é ignorado pelo juiz), extorquidas judicialmente, e entregues à execração da imprensa. E é a isso que vocês, esquerdistas, chamam de "justiça".

    PS: O fato de alguém ser culpado até prova em contrário é, por si só, uma prova cabal de que as leis ainti-discriminação são extremamente injustas.
  • anônimo  07/07/2013 23:52
    Seguindo o raciocínio bizarro do texto, discriminamos TODAS as pessoas do mundo, exceto nosso parceiro ou parceira, já que não consideramos TODAS as pessoas do mundo como possíveis parceiros.

    O que ele não diz é que esse discriminar é apenas "fazer distinção" e não repudiar.
    Se relacionar com alguém não é o mesmo de repudiar todos os demais seres humanos como seres inferiores, ainda que seja fazer uma distinção.

    Por exemplo, o antissemitismo.
    - Um judeu tem a sua liberdade de ir e vir violada;
    - Um antissemita nao contrata um judeu simplesmente por não aceitar divir espaço com judeus

    O que o autor do texto não entendeu é que a discriminação criticada é justamente a que resulta em violência (o Block, ao que parece, condena a violência, pelo menos na superfície.). Se um grupo exterioriza seu preconceito e pretende usar meios que limitam direitos ou que inferiorizam, isso é violência. E é a discriminação que resulta em violência (física, verbal ou simbólica) que é criticada e não a discriminação inocente do "fazer distinção". Segundo o raciocínio do autor, preferir amarelo ao invés do verde (discriminar o verde) está no mesmo patamar de discriminar pessoas — judeus, negros... — baseado em estereótipos e preconceitos.
  • Mauro Etrusco  08/07/2013 13:14
    "Seguindo o raciocínio bizarro do texto, discriminamos TODAS as pessoas do mundo, exceto nosso parceiro ou parceira, já que não consideramos TODAS as pessoas do mundo como possíveis parceiros."

    Exato. Você discorda disso?

    "O que ele não diz é que esse discriminar é apenas "fazer distinção" e não repudiar.
    Se relacionar com alguém não é o mesmo de repudiar todos os demais seres humanos como seres inferiores, ainda que seja fazer uma distinção."


    Claro que é repudiar. Se eu gosto de me relacionar com asiáticas é porque implicitamente repudio ciganas, muçulmanas e todo o resto. Qual o seu problema com meus gostos pessoais?

    "Por exemplo, o antissemitismo.
    - Um judeu tem a sua liberdade de ir e vir violada;
    - Um antissemita nao contrata um judeu simplesmente por não aceitar divir espaço com judeus"


    O primeiro exemplo não tem nada a ver com o segundo, e é aqui que você mostra toda a sua incapacidade intelectual (não foi à toa que se manifestou anonimamente). Impedir um judeu de se locomover não é a mesma coisa do que não contratar judeus. No primeiro caso, a liberdade do judeu foi violada; no segundo caso, não.

    Observe que, no segundo caso, é você quem quer violar os direitos de outras pessoas. Se eu não quero contratar um judeu para ser garçom no meu restaurante (por qualquer motivo que seja), você quer me obrigar a fazê-lo. Você quer colocar uma faca na minha garganta e impor quem eu devo contratar. E tudo para satisfazer seu capricho.

    O que você não consegue entender é que deixar de contratar alguém não representa agressão alguma. É tão legítimo quanto não querer se relacionar amorosamente com alguma pessoa por qualquer que seja o motivo.

    Isso é o básico do básico, mas autoritários como você, cegados por esse ímpeto de querer comandar a vida das pessoas, jamais entenderá isso.

    "O que o autor do texto não entendeu é que a discriminação criticada é justamente a que resulta em violência (o Block, ao que parece, condena a violência, pelo menos na superfície.)."

    Deixar de contratar alguém não é um ato de violência. Você é patético por pensar isso.

    "Se um grupo exterioriza seu preconceito e pretende usar meios que limitam direitos ou que inferiorizam, isso é violência."

    Exteriorizar preconceitos de modo a limitar direitos é violência e deve ser punido. Já exteriorizar preconceitos meramente verbais não é violência física e tampouco é um limitador de direitos. Você tenta malandramente misturar as duas coisas como se fossem uma só. Aqui não.

    "E é a discriminação que resulta em violência (física, verbal ou simbólica) que é criticada e não a discriminação inocente do "fazer distinção"."

    Toda a violência física deve ser punida. Mas você defende que conte piada de negros, louras ou de português também seja punido. E tudo com a desculpa (totalmente infundada) de que isso "resulta em violência". Realmente, aqui no Brasil todo mundo quando vê um português, um negro e uma loura já sai espancando o coitado, né?

    Quanto idiotice.

    "Segundo o raciocínio do autor, preferir amarelo ao invés do verde (discriminar o verde) está no mesmo patamar de discriminar pessoas — judeus, negros... — baseado em estereótipos e preconceitos."

    Se discriminar for "preferir um a outro", então sim. Está no mesmo nível. E você? Gostaria de ser obrigado a se relacionar com skinheads, neonazistas e homofóbicos? Pois é isso que você está defendendo -- mas não percebe, pois está pensando apenas em comandar e não em ser comandado.
  • anônimo  11/07/2013 03:58
    Deixei bastante claro em meu comentário o que quis dizer e o quão absurda, inadequada e falsa é essa analogia de Block, o que faz com que as conclusões (e as extrapolações) que Block pretende a partir delas sejam igualmente inadequadas e, portanto, também falsas.

    Repudiar tem o claro sentido de não admitir ou não aceitar, de condenar, de repelir, de abandonar, de desamparar.

    Quando nos identificamos como heterossexuais, por exemplo, não estamos repudiando ninguém, estamos apenas manifestando nosso desejo sexual. Estamos apenas discriminando no sentido de "fazer distinção" e não no sentido de repudiar/condenar/repelir. Isso fica claro já que nós não evitamos homens por serem homens. Ao contrário. Em geral, interagimos com pessoas do mesmo gênero e mantemos amizades com essas pessoas. Não há, de forma alguma, repúdio. Apenas nosso desejo sexual está dirigido ao sexo oposto.

    Não há necessidade alguma de impor-se coercitivamente a bissexualidade quando se critica a discriminação com viés repúdio, como disse o Block.

    Há alguma necessidade de homens heterossexuais dizerem que repudiam os demais homens? Há alguma necessidade de mulheres heterossexuais dizerem que repudiam as demais mulheres? Não. Não há nenhuma necessidade disso, já que neste caso não há discriminação (repúdio).

    O mesmo ocorre se você prefere se relacionar com asiáticas. Você não está repudiando ninguém. Está apenas manifestando o seu desejo sexual. Está apenas discriminando no sentido de "fazer distinção" e não no sentido de repudiar/condenar/repelir. Isso fica claro já que você não evita negros, muçulmanos e todo o resto. Você continua tendo contato com pessoas de outras raças e continua interagindo com estas pessoas de outras raças, continua tendo amizade com essas pessoas. Há alguma necessidade de você repudiar as demais raças por preferir se relacionar com asiáticas?

    Então, pq seria legítimo expressar repúdio em relação aos judeus? Qual a necessidade disso? Esse repúdio, por mais ginástica retórica que faça o Sr. Block e você, está baseado unicamente em estereótipos que alimentam preconceitos. E é isso que se procura debater e desconstruir. Não faz o menor sentido discriminar pessoas a priori, baseados em estereótipos apenas.

    Quer defender o direito ao repúdio? Faça isso. Mas seja honesto e não queira parecer justo, quando não há justiça no q você defende.

    Há uma contradição no discurso libertário. Vivem falando de mérito, mas acham legítimo discriminar a priori, sem que se conheça ou que se dê oportunidade para que a pessoa demonstre capacidade ou mérito.

    É muito cômodo me rotular de autoritário quando a única coisa que eu disse foi que não faz sentido discriminar baseado em estereótipos.

    Não quero impor que você contrate um judeu. O que não considero correto é que você não contrate judeus por considerar esta característica determinante de caráter. Por pensar como um nazista, que todos os judeus são exploradores e que o Holocausto seria apenas uma mentira pros judeus se vitimizar (como dizem alguns neo-nazistinhas por aí, como aquele vagabundo que governou Irã).

    Não consigo ver autoritarismo em se falar sobre isso, em gerar debates, discussões. Não consigo ver autoritarismo em enxergar pessoas como pessoas.

    Eu apenas quero que discriminadores assumem suas responsabilidades.

    E esse papo de faca na garganta já deu. Quem tá com a arma apontada pra cabeça dos outros são vocês, q pensam em estabelecer guetos nas cidades em que determinados tipos de pessoas (baseados apenas em preconceitos e estereótipos) seriam discriminadas, ou seja, não poderiam circular.

    Num mundo idílico de seres bons e cordatos, mundo esse que só existe na mente viajante de vocês, colocar plaquinha na frente da loja dizendo:

    - proibida a entrada de judeus;
    - não atendemos negros;
    - edifício exclusivo para arianos;


    Você diz:

    "O primeiro exemplo não tem nada a ver com o segundo, e é aqui que você mostra toda a sua incapacidade intelectual (não foi à toa que se manifestou anonimamente). Impedir um judeu de se locomover não é a mesma coisa do que não contratar judeus. No primeiro caso, a liberdade do judeu foi violada; no segundo caso, não."

    O que você acha que aconteceria se as ruas fossem desestatizadas e com "direito" de discriminaçao os seus donos? As cidades seriam divididas em guetos.
  • Rafael  18/07/2013 14:53
    Discriminar é algo que todas as pessoas fazem o tempo todo, e como Lew Rockwell nota, os agentes do governo não leem mentes, portanto, não têm como saber o motivo de uma discriminação.

    Se, por exemplo, um condomínio decidir estipular abertamente uma regra que proíba pessoas de determinada cor o acesso aos elevadores, isto é problema deste condomínio, pois além de limitar o mercado a pessoas de outras cores, esta é uma prática considerada altamente desprezível pela maioria, o que tornaria os apartamentos neste edifício ainda mais difíceis de alugar ou vender, diminuindo seu valor consideravelmente. Os que quiserem fazer isso, que sejam felizes, mas pagando um alto preço.

    Por fim, apenas gostaria de deixar registrado que qualquer proibição de discriminação é em si um ato de discriminação, pois ele discrimina quem discrimina. Logo, os que são a favor de atacar a propriedade de pessoas que praticarem atos discriminatórios pacíficos, como, por exemplo, impedir a entrada de um católico em seu elevador ou se recusar a servir um ruivo em seu bar, estará apoiando outro ato de discriminação, só que agressivo. É evidente qual dos dois atos é o mais execrável, sendo apenas o segundo ilegítimo e criminoso, ao contrário do que o estado bizarramente tenta impor.


    O elevador que sobe para baixo
  • William  20/07/2013 23:56
    A esquerda não sabe diferença entre direito e privilégio. Os direitos são universais. Todos os seres humanos os possuem naturalmente. Eles são próprios dos indivíduos, vc já os possui. TODOS possuem direito à vida, direito à liberdade e direito de propriedade. Já os privilégios são discriminatórios por definição. Privilégio de fato tem lado, orientação sexual, classe social, gênero, nacionalidade, clã, ideologia, sobrenome e até mesmo grau de conexão política. É por isso que se chama privilégio e não direito.

    Quando restritos ao âmbito privado, eles podem ser moralmente condenáveis, mas são legítimos. Vejamos os exemplos citados:

    - proibida a entrada de judeus;
    - não atendemos negros;
    - edifício exclusivo para arianos;


    Embora abominável (e realmente ser coisa de nazista), os donos destas propriedades estão no seu direito de fazer isso. Condenáveis, mas legítimos, pois não viola os direito naturais dos indivíduos, os donos não estão cometendo nenhuma agressão contra grupos ou indivíduos, eles estão apenas exercendo o seu direito natural de propriedade. Ilegítimo é alguém determinar quem pode e quem não entrar em sua propriedade (como ocorria nos Sul dos EUA na época das Leis Jim Crows: o governo criava leis determinando que negro não podia entrar em sua propriedade, mesmo que vc quisesse).

    Quando um privilégio não é legítimo? Quando envolve violação dos direitos naturais previamente descritos. Quando envolve coerção. É o caso de uma agressão física contra um indivíduo ou um grupo. É também o caso de todos os privilégios concedidos a um grupo pela força de leis estatais. Todos os privilégios políticos e corporativistas se encaixam nesta categoria. O privilégio de receber milhões para projetar as medonhas construções de Brasília, e o privilégio de ter toda a sociedade pagando para vc usar preservativos e anticoncepecionais sob a mira de uma arma são todos ilegítimos.

    A maneira correta e eficaz de combater o racismo e o antissemitismo é com mais liberdade econômica e social. Mais liberdade econômica garantirá o sucesso profissional dos judeus de maneira meritocrática, punindo os preconceituosos com perdas contábeis. O antissemita imbecil que deixasse de contratar um homem como Ralph H. Baer, brilhante engenheiro eletrônico judeu, para sua empresa de produtos eletrônicos, estaria perdendo receita, e o concorrência ganharia com isso. Mais liberdade social nos permitirá maiores possibilidades de minar o antissemitismo e racismo, seja xingando e insultando um antissemita racista, rotulando-o de nazista, seja impedindo a entrada de antissemitas e racistas em seu restaurante, seja se negando contratar antissemitas em sua empresa... tudo isso sem medo de sofrer processos judiciais.

    Sem mais, recomendo ler este texto do Paulo Kogos (liás, simplesmente copiei os argumento dele).
  • Blah  16/09/2013 12:55
    Há uma contradição no discurso libertário. Vivem falando de mérito, mas acham legítimo discriminar a priori, sem que se conheça ou que se dê oportunidade para que a pessoa demonstre capacidade ou mérito.

    Faça um favor a si mesmo: Hans-Hermann Hoppe, Rothbard, e, de preferência, o excelente "A Revolta de Atlas" de Ayn Rand. Você confunde o que um libertário acha que não pode impedir só porque ele acha ruim com o que um libertário defende abertamente. É uma confusão típica de quem não leu o suficiente sobre o assunto.

    É muito cômodo me rotular de autoritário quando a única coisa que eu disse foi que não faz sentido discriminar baseado em estereótipos.

    Ué, e não faz sentido mesmo. Por isso mesmo eu acho que essas pessoas são estúpidas. Mas eu acho que elas têm o direito de serem estúpidas. Eu as mando à merda, digo que elas são babacas e que têm o QI de uma minhoca, mas, no fim das contas, não posso evitar que elas sejam assim. O que elas não podem fazer é praticarem violência estúpida. Aí vem o direito de legítima defesa, inclusive utilizando armas letais.

    Não quero impor que você contrate um judeu. O que não considero correto é que você não contrate judeus por considerar esta característica determinante de caráter. Por pensar como um nazista, que todos os judeus são exploradores e que o Holocausto seria apenas uma mentira pros judeus se vitimizar (como dizem alguns neo-nazistinhas por aí, como aquele vagabundo que governou Irã).

    Mas ninguém está dizendo que é certo. Você acha que as pessoas só têm direito de fazer o que você acha certo? Eu aprendi que as maiores atrocidades da história da humanidade foram cometidos por pessoas que diziam "eu só estou salvando o mundo das pessoas erradas, no futuro tudo será melhor".

    E esse papo de faca na garganta já deu. Quem tá com a arma apontada pra cabeça dos outros são vocês, q pensam em estabelecer guetos nas cidades em que determinados tipos de pessoas (baseados apenas em preconceitos e estereótipos) seriam discriminadas, ou seja, não poderiam circular.

    Parece-me que você não conhece muito bem uma cidade de verdade. Por que você acha que algumas cidades têm "Chinatown", "Little Havana", "Little Egypt", etc? Porque as pessoas semelhantes costumam se juntar em bairros semelhantes. É a realidade do mundo. Eu, branco e com cara de playboy (curioso como essa discriminação é perfeitamente válida), não posso andar à noite perto do bairro onde moro, porque, bem, eu sou preibói, mano, e preiboi é ezprorador da craçe trabaiadora! Já fui assaltado e ficaram quase rindo da minha cara, porque, bem, eu sou branco, e branco só pode estar se mostrando.

    Num mundo idílico de seres bons e cordatos, mundo esse que só existe na mente viajante de vocês, colocar plaquinha na frente da loja dizendo:

    - proibida a entrada de judeus;
    - não atendemos negros;
    - edifício exclusivo para arianos;


    Tente imaginar a reação negativa de uma plaquinha dessas. Agora, pense em quantos estabelecimentos iriam querer fazer isso hoje em dia.


  •   18/07/2013 04:27
    Eu sou cético com essa teoria de q "O livre-mercado resolve tudo".

    Não concordo com muita coisa neste texto do Walter Block. Como:

    "Porém, esse fenômeno não funcionou para aliviar a má situação dos negros que eram obrigados a sentar no banco de trás dos ônibus durante a vigência das leis de segregação racial nos EUA até a década de 1960. Por quê? Porque a entrada no mercado de fornecimento de serviços de ônibus era estritamente regulada pelas forças políticas, as quais, antes de tudo, foram as responsáveis pela criação dessas leis raciais repreensíveis."

    Sim e quem colocou essa força política no poder? Uma população extremamente racista, que tinha o "direito de discriminar" e levou esse direito ao extremo, elegendo racistas extremistas.

    Tudo tem que ter um limite, inclusive o direito de discriminar. Deve haver entendimento, para preservar a estabilidade social.

    O Sul dos EUA era tão racista que Jesse Owens, o heroi olímpico de 36, na sua biografia lançada em 1970, afirmou que na Alemanha Nazista, pelo menos ele não tinha que sentar no fundão do ônibus.

    Eu não gosto do politicamente correto dos dias de hj, mas eu gosto menos ainda dessas anomalias sociais que esses extremismos criam, como as Leis Jim crows. Por causa delas, e NÃO DO ESTADO, é que a esquerda avançou a sua agenda na sociedade e aprovou a Lei dos Direitos Civis de 1964.
  • Ricardo  18/07/2013 04:33
    Ou seja, políticos chegam ao poder, aprovam leis idiotas, e a culpa é do livre mercado e não da democracia.

    Muito lógico.
  • Nilo BP  18/07/2013 13:09
    Concordo que a forma de se expressar dos libertários pode ser frustrante - freqüentemente fica parecendo que o livre mercado é uma panacéia. Retoricamente não é muito diferente de um típico estatista, que quer que o governo crie o mundo perfeito.

    Isso é especialmente aparente na veia populista do libertarianismo, muito poderosa por conta do Lew Rockwell e do apoio do Rothbard. Ouvindo eles falarem, parece que o mundo é separado entre pessoas produtivas e inocentes de um lado, e predadores estatais do outro.

    Obviamente que não é tão simples - é por conta do apoio, freqüentemente muito entusiasmado, de uma grande parcela dos "explorados" que o governo sobrevive. Assim, a justificativa que eu encontro para esse populismo libertário é puramente retórica. Afinal, o que você acha que é mais eficiente para convencer o Zé de que o Estado é ruim:

    "Zé, você é um homem bom e produtivo, que está sendo explorado pelos malvados parasitas conspiradores do Estado, que ardilosamente enganaram você, que não tem culpa nenhuma! Nenhuma mesmo! Abaixo com eles!"
    ou...
    "Zé, você tem que ser muito burro para não perceber que esse político que você defende está fazendo você de trouxa! Você vende a sua liberdade, prosperidade e dignidade, e pior ainda, vende a dos outros, por uma esmola! Acorde!"

    Muitos libertários optam pela primeira estratégia, o que é perfeitamente válido. A verdade nua e crua não é sempre muito bem vinda.
  • Celso  12/09/2013 16:49
    Ninguém é obrigado a contratar ninguém, apenas não é lícito não contratar uma pessoa que foi avaliada como apta para a função (portanto capaz de desempenhá-la) apenas por sua raça, cor, etnia.

    Tem que se pensar nos efeitos sociais da discriminação. Descriminalizando a discriminação, então todos deveriam de andar devidamente identificados para que ninguém se confundisse na hora de discriminar (tipo andar com algum simbolos, como os judeus na Alemanha nazista). Ou será que a discriminação, esse direito tão "natural", só teria efeito para características facilmente identificáveis, como ser branco ou ser negro? Essas são as únicas características evidentes. É isso mesmo que vcs defendem? A discriminação por raça, cor e/ou etnia?
  • joao  12/09/2013 19:19
    Celso, o que você precisa entender é que para nós, libertários, a PROPRIEDADE INDIVIDUAL é um direito natural, inalienável. Começando da propriedade sobre o próprio corpo, até sobre bens adquiridos de forma pacífica (voluntária, sem roubar ninguém).

    A partir do momento que você tira, coercivamente (sem o consentimento dele), a liberdade do proprietário legítimo de agir da forma como ele bem entender em sua propriedade, você está violando os direitos que ele tem sobre a sua propriedade.

    Se a ação deste dono não agredir ninguém, ela é legítima. A menos que ele atente contra a integridade física de outro indivíduo, a ação dele é legítima, já que se trata de uma ação sobre a sua propriedade.

    Resumindo: a empresa é dele e ele faz o que achar melhor com ela. Se ele não quiser contratar alguém, independente dos seus motivos, ele não contrata, oras. A empresa é dele, os fatores de produção são dele e ele não está agredindo ninguém ao deixar de contratar.

    A partir do momento que abrimos uma "exceção por uma boa causa" nos direitos de propriedade, cria-se uma brecha imensa para qualquer outra violação da propriedade e consequentemente, da liberdade individual. Surgirão cada vez mais "boas causas" que justificam a violação da propriedade. É assim que é hoje, e é por isso que existem os libertários e o IMB.

    Em uma frase: não existe boa causa para cometer atos imorais (como o de violar a propriedade alheia).


  • Andre Cavalcante  12/09/2013 21:02
    Celso,

    Você entendeu metade do problema e não entendeu a solução.

    Obrigar alguém a usar o quer que seja que lhe identifique (como a carteira de identidade, por exemplo, que todos somos obrigados a portar) já é uma violação da individualidade, portanto, da propriedade sobre o próprio corpo. Portanto, não, nenhum libertário é favor de qualquer coisa que identifique o que quer que seja de sua pessoa.

    Vamos ao outro lado da moeda. Se não é lícito ninguém obrigar ninguém a se identificar, também não é lícito ninguém obrigar ninguém a aceitar quem quer seja em seu estabelecimento.

    É uma questão moral.

    Por outro lado, se uma pessoa não quer aceitar outra, que tem capacidade comprovada para aquele trabalho, só porque é negra, questione a si mesmo, quem sai perdendo com a discriminação, o negro discriminado ou a empresa que deixa de ter em seus quadros uma pessoa com capacidade? A propósito, tenho um amigo negro, seu xará, que fez doutorado no Rio de Janeiro. Precisava ver a cara (de discriminação) de muitos europeus quando o carinha foi apresentar um trabalho em uma conferência lá fora. Depois da apresentação, no jantar, o resultado: o carinha ficou com o título de melhor paper da conferência e ganhou um aperto de mãos do cara da coordenação do evento - claro, de nós abraços e parabéns efusivos. Tapa com luva de pelica, não acha?
  • Celso  12/09/2013 21:58
    O problema é onde começa a liberdade de um e acaba a de outro? Se a discriminação passa e ser vista como um "direito nato", o discriminador terá o "direito" de identificar as pessoas que ele quer discriminar. Então, as pessoas terão de andar com algum simbolo de identificação. Se não for assim, então a discriminação só será aplicada às características facilmente identificáveis, como ser negro, baixinho...
  • Ricardo  12/09/2013 22:40
    Prezado Celso, eu lhe fiz uma pergunta simples e direta em outro artigo, e você covardemente saiu correndo e veio puxar conversa neste outro artigo. Mas de mim não vai escapar. Responda à minha pergunta:

    Você por acaso obrigaria um judeu dono de restaurante a aceitar clientes neo-nazistas em seu estabelecimento? Obrigaria um dono de restaurante negro a aceitar brancos supremacistas em seu estabelecimento? Não seja hipócrita.
  • Célso  12/09/2013 23:27
    Aí é que está o problema: como o judeu dono de restaurante vai identificar um nazista? O nazista tem uma suástica tatuada na testa? Como um dono de restaurante negro vai identificar um branco racista? Ele tem um simbolo de identificação, tipo uma cruz em um círculo com uma gota de sangue no centro (que era símbolo do Ku Klux Klan)?

    Discriminar por cor, é facil, pois negros, mulatos e brancos são facilmente identificáveis... Por isso eu digo que se a discriminação for descriminalizada, só terá efeito a discriminação de características facilmente percebidas, como a discriminação pela cor, pela raça, pelas características físicas das pessoas (como ser gordo ou magro).... Ou as pessoas terão de portar símbolo de identificação segundo suas idéias e crenças, afinal, se a discriminação é um "direito nato", então o discriminador tem o "direito" de identificar as pessoas que quer discriminar, e para o discriminador exercer este "direito", as pessoas terão de usar símbolos...
  • Ricardo  12/09/2013 23:45
    Neonazistas e supremacistas são carecas (skinheads) e têm tatuagens típicas (não são suásticas). E aí?
  • joao  13/09/2013 00:50
    Você está discutindo o sexo dos anjos, Celso.

    Como um comerciante judeu vai saber se o cliente é ou não nazista?
    Simples. Se for evidente (seja por tatuagens, sinais, corte de cabelo, COMPORTAMENTO), ele saberá. Agora se o nazista for discreto a ponto dele não suspeitar, o judeu não vai saber disso, e vai deixar o cliente tranquilo.

    Que mal há nisso? Alguém foi agredido? Alguma propriedade violada?


    Se ele quiser discriminar todos os brancos de olho claro, por suspeitar que são nazistas, problema dele. O negócio é dele, não tem ninguém definindo "critérios oficiais de descriminação".

    Quanta complicação por coisa simples.
  • Renato Souza  13/09/2013 02:22
    Celso

    Não é a discriminação que é direito. É a propriedade e livre associação que são direito. O direito ao próprio corpo impede que as pessoas sejam obrigadas a usar identificações. Então o seu argumento é falacioso.

    Além disso, a qualificação das pessoas é em grande parte subjetiva, tanto assim que empregadores diferentes usam critérios diferentes. Um empregador pode considerar que o formado em determinada escola é superior ao formado em outra escola, mesmo que este último tenha pós-graduação, porque os níveis de diferentes escolas são conhecidos no mercado. E quem disse que a melhor qualificação escolar é a melhor qualificação para o trabalho. Muitas vezes, um profundo conhecimento e habilidade em determinados pontos são mais necessários que pós-graduações.

    Tive um chefe que preferia contratar mestres que tivessem sido oficiais de carpintaria, porque a experiência lhe mostrou que estes seriam mais adequados para o tipo de obra que a empresa executava. Em outras situações, outros empresários usariam critérios diferentes.

    E além disso há a química. As pessoas tem intuições, há certas equipes que não dão liga, e um bom chefe percebe isso. Ter a liberdade de contratar é parte do processo empreendedorial, tanto como a liberdade de escolher como comprar, como vender, em que investir. Regras estritas sobre como o empresário deve gerir sua empresa, o transformam aos poucos num mero gerente duma repartição pública, com o mesmo nível de "eficiência" de uma repartição pública. Sempre haverão "boas causas" para apertar ainda mais a margem de manobra do empresário.

    Mas tudo isso é até secundário. Não quero que o governo determine regras para a contratação em empresas, porque quero ficar o mais longe possível de um estado totalitário, e quanto mais a liberdade das pessoas sobre seus próprios bens é desrespeitada, mais perto estaremos de um estado totalitário. Por isso, esse argumentos "anti-discriminatórios" não tem a menor chance de me convencer.
  • anônimo  14/09/2013 08:11
    Caro Renato, o Walter Block diz claramente que "é mais do que óbvio que qualquer ato de discriminação da parte de indivíduos (...) é um direito nato, pois trata-se do direito à liberdade."

    Eu temo as consequencias que isso pode trazer. E se um dono de um estabelecimento discrimina certas idéias e crenças, espionar as pessoas para saber quem tem as idéias e crenças que ele discrimina?
  • joao  15/09/2013 21:26
    E se um dono de um estabelecimento discrimina certas idéias e crenças, espionar as pessoas para saber quem tem as idéias e crenças que ele discrimina?

    Primeiro lugar: espionar pessoas, a princípio, é uma violação da liberdade individual. A menos que ele deixe explícito que ao entrar no estabelecimento (ou fazer negócios com ele) estão sujeitas à "análise de crenças" ou a responder um questionário (formas de se obter informações), isso é crime.

    Segundo: vocês se focam muito nos "e se" improváveis como suficientes para inutilizar um direito básico, que é o direito à liberdade individual. O Estado espiona cada um de nós constantemente, sem pedir qualquer autorização e sem motivos pautados nos direitos naturais (em geral é para manter a sua preservação). Aí o que vcs preferem? A espionagem generalizada do Estado, ou a espionagem restrita a um ambiente privado, voluntário e sujeito às leis do mercado?


    Pensem bem antes de qualquer "e se".
  • Cassim  15/09/2013 21:55
    Nossa, este pessoal deve odiar dinheiro. Lembrou-me daquele bar da Ucrânia que não permite a entrada de comunistas(Faliria se fosse no Brasil). Não há nenhum tipo de perseguição ou violência contra os vermelhos, tudo é levado como uma grande brincadeira e até o jornalista brasileiro pôde entrar.

    É tudo, no fim, uma grande perda de tempo. A realidade é muito mais simples e objetiva do que certos cenários hipotéticos invocam, como o cidadão que pede um empréstimo em nome de seu amigo nobre para um banqueiro judeu apesar dos paradigmas do renascimento.

    São maravilhas da ação humana.
  • Renato Souza  16/09/2013 11:34
    Anônimo

    Você leu as palavras, mas esqueceu do contexto. Ele afirma o direito de discriminar, mas em nenhum momento ele afirma que isso é um direito fundamental, e com certeza, dentro da argumentação do autor, isso é meramente um direito derivado. De maneira alguma se aceitaria que outros direitos fossem suprimidos para que alguém discriminasse.

    Você fala em espionagem. Deve ser esclarecido que atualmente não é proibido (nem deveria ser) que se obtenha informações sobre as pessoas, mas é proibido a violação de direitos para obter essas informações.

    Vou dar um exemplo. Você tem o direito de discriminar quem entra em sua casa, isto é escolher quem entra em sua casa, por critérios subjetivos seus. É desta forma que você seleciona os convidados para uma festa. O mesmo direito se estende a uma casa alugada, pois esse direito é considerado implícito no contrato de aluguel. Nem o proprietário do imóvel alugado pode vir à sua festa sem ser convidado, você tem o direito de não deixa-lo entrar. E note que você usa informações sobre as pessoas para seleciona-las para ir à sua festa. Você pode dizer a um amigo "estou pensando em convidar o fulano para a minha festa". Seu amigo responde "Rapaz, você não sabe? Fulano bebe demais nas festas, e dá o maior vexame". E com base nessa informação você pode decidir retira-lo da lista. Você discrimina o tempo todo.

    Agora, o direito de discriminar (escolher, inclusive por critérios totalmente pessoais e arbitrários) quem vai à sua casa não lhe dá o direito de violar os direitos dos seus possíveis convidados para obter informações sobre eles. Você não pode por escutas nos seus telefones, violar suas correspondências ou e-mails, subornar funcionários de bancos ou clínicas para que eles lhe passem informações confidenciais, mandar invadir propriedades, etc. Ora o direito que o dono de um bar tem, conforme defendido pelo autor, é igual ao direito de um morador qualquer, baseado em direito de propriedade (e, eu acrescentaria, direito de livre associação). Da mesma forma que o morador de uma residência, o dono de um bar pode não aceitar certas pessoas em seu estabelecimento, por critérios totalmente pessoais, e não deveria ser questionado judicialmente por isso. Mas é evidente que isso não lhe dá o direito de violar direitos das pessoas.
  • anônimo  17/09/2013 00:27
    Não queira comparar um negro proibir a entrada de um branco racista no seu restaurante com o contrário. Até porque, um racista sabendo que o dono é negro, ele é que vai boicotar o restaurante e não o contrário. Quem discrimina é o racista e não o negro. Até porque não tem como o dono do restaurante negro saber quem é racista, pois não está escrito na testa de ninguém: "eu sou racista". Por outro lado, a cor da péle é facilmente identificável.

    E não queira comparar: impedir a entrada de um desafeto no meu estabelecimento comercial é uma coisa. Um negro tem "n" motivos para querer proibir a entrada de um racista ou de um supremacista branco no seu estabelecimento. Agora, qual o motivo que o racista tem para proibir a entrada de qualquer negro? A raça dele? É isso que é errado.

    Celso.
  • joao  17/09/2013 19:30
    E não queira comparar: impedir a entrada de um desafeto no meu estabelecimento comercial é uma coisa. Um negro tem "n" motivos para querer proibir a entrada de um racista ou de um supremacista branco no seu estabelecimento. Agora, qual o motivo que o racista tem para proibir a entrada de qualquer negro? A raça dele? É isso que é errado.

    Celso, duas perguntas:
    1) Por que o negro pode discriminar um racista branco?
    2) Por que um racista branco NÃO pode discriminar um cliente negro?


  • Celso  18/09/2013 14:39
    Porque uma coisa é impedir a entrada de um desafeto no meu estabelecimento comercial. O racista é um desafeto. Pode ir para o restaurante com o objetivo de tumultuar.

    Já o racista, qual o motivo que tem para discriminar um negro? O que o negro fez de ruim para ser discriminado? Ser negro?
  • joao  18/09/2013 16:07
    "Porque uma coisa é impedir a entrada de um desafeto no meu estabelecimento comercial. O racista é um desafeto. Pode ir para o restaurante com o objetivo de tumultuar.

    Já o racista, qual o motivo que tem para discriminar um negro? O que o negro fez de ruim para ser discriminado? Ser negro?
    "

    O racista JÁ agrediu ou tumultuou, a priori, o estabelecimento comercial do negro? Em caso negativo, qual o motivo para ele ser discriminado, além da convicção pessoal (ridícula, por sinal) de que os negros são inferiores, dado que ele não agrediu nem tumultuou?


    Pelo conceito do PNA, ambos estão na mesma situação: o racista que não agrediu ninguém, e o negro. Nenhum dos 2 mereceria punição, nessa situação específica.

    Então, quando se trata de discriminar, cada um tem seus critérios subjetivos. Não há um critério mais justo que outro. Daí a importância de limitar a atuação do seu critério dentro da sua propriedade, caso contrário alguém terá sua liberdade violada.

  • Melanie Schwartz  18/09/2013 17:42
    Acho bem plausível que em determinadas circunstâncias a clientela dite os padrões do negócio. Eu fui ao Japão e meus amigos foram barrados na entrada das casas de banho que só permitiam japoneses. Eu consigo pensar em diversas justificativas para tal decisão. Por exemplo, talvez turistas mal informados costumem usar o espaço de forma reprovável pelos locais, ou talvez os japoneses se sintam inconfortáveis na presença de forasteiros ou talvez eles não fornecer evidências para um determinado esteriótipo.
    Enfim, pode ser que haja motivos para um estabelecimento impedir a entrada de negros também.
  • Anônimo  19/09/2013 15:46
    Estrangeiros raramente sabem usar as casas de banho do Japão e compreendo o motivo de não os nativos não os quererem por lá. Diferentemente do que achamos por aqui, não é porque há água rodeada de terra que uma coisa vira piscina ou poça. Ouvi a história de um grupo de amigos franceses que realmente não entendiam isso e bem, os japoneses foram prejudicados.

    Eu também não os permitiria por lá.
  •   18/09/2013 12:38
    "Hoje em dia, em nossos tempos politicamente corretos, discriminação implica ódio racial ou sexual. Quem discrimina está, segundo o senso comum, evocando o linchamento de inocentes, o enforcamento de negros que não cometeram crime nenhum, e, no extremo, um retorno à escravidão."

    Politicamente correto? Há evidência empíricas de que a discriminação abre precedentes para o linchamento de negros, gays, etc. Foi assim no Sul dos Estados Unidos, quando os negros eram cada vez mais discriminados, e os negros eram linchados. Tem o caso recente da Rússia, onde tem se agravado a discriminação contra os gays e agora querem criar uma lei para legalizar o açoitamento de gays.

    Eu não gosto do politicamente correto, mas gosto menos ainda dessas anomalias sociais que esses extremismos criam.
  • joao  19/09/2013 13:25
    "Politicamente correto? Há evidência empíricas de que a discriminação abre precedentes para o linchamento de negros, gays, etc. Foi assim no Sul dos Estados Unidos, quando os negros eram cada vez mais discriminados, e os negros eram linchados. Tem o caso recente da Rússia, onde tem se agravado a discriminação contra os gays e agora querem criar uma lei para legalizar o açoitamento de gays."

    Jô, há evidências empíricas mostrando que numa região onde há muitos doentes, há uma maior chance de haver muitos médicos. Vamos banir os médicos.


    Você basicamente disse: discriminação leva à VIOLÊNCIA. Logo, deve ser banida.

    Porém há alguns problemas com essa indução. Primeiro, você fez um salto lógico. Não mostrou como a discriminação leva a violência contra grupos discriminados. Mostrou notícias de quem em locais onde há discriminação TAMBÉM HÁ violência. Correlação, e não causalidade.

    Eu poderia usar a sua mesma falácia lógica para a Suíça: um país extremamente preconceituoso com negros e latinos, mas onde praticamente não há violência. Logo, a discriminação leva à paz.

    Viu como você foi absurdo? Espero que tenha sido ingênuo mesmo.


    O segundo problema com seu pensamento é que você faz a seguinte conclusão do artigo:
    "O artigo defende a discriminação. Discriminação leva a violência. Logo, o artigo defende a violência."
    A última coisa que um artigo do IMB vai defender é a violência, seja ela praticada por indivíduos ou pelo Estado. Só que no caso de leis anti-discriminação, o que se faz é simplesmente discriminar um grupo menos favorecido políticamente (ao forçar tratamento igual em todas as situações, para todos, pode ter certeza que é um grupo específico que está sendo prejudicado, logo, discriminado). As leis de "igualdade" apenas criam mais desigualdade - para o grupo mais fraco políticamente. Mas não tem problema, já que tal grupo não faz parte do conjunto coitadista da sociedade.

    Pense nisso. QUALQUER lei "anti-discriminação", de "igualdade" só gera MAIS desigualdade, discriminação e violência. É o lado da questão que não é visto pelas pessoas, como diria Bastiat.

    A violência que você imagina que surgirá com a permissão da discriminação em propriedades privadas (que é do que trata este artigo, afinal) JÁ existe em toda a sociedade quando o Estado impõe leis "anti-discriminação".

    Citando o próprio:
    "Na esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei não geram somente um efeito, mas uma série de efeitos. Dentre esses, só o primeiro é imediato. Manifesta-se simultaneamente com a sua causa. É visível. Os outros só aparecem depois e não são visíveis. Podemo-nos dar por felizes se conseguirmos prevê-los.
    Entre um bom e um mau economista existe uma diferença: um se detém no efeito que se vê; o outro leva em conta tanto o efeito que se vê quanto aqueles que se devem prever.

    E essa diferença é enorme, pois o que acontece quase sempre é que, quando a consequência imediata é favorável, as consequências posteriores são funestas e vice-versa. Daí se conclui que o mau economista, ao perseguir um pequeno benefício no presente, está gerando um grande mal no futuro. Já o verdadeiro bom economista, ao perseguir um grande benefício no futuro, corre o risco de provocar um pequeno mal no presente.

    De resto, o mesmo acontece no campo da saúde e da moral. Frequentemente, quanto mais doce for o primeiro fruto de um hábito, tanto mais amargos serão os outros. Testemunham isso, por exemplo, o vício, a preguiça, a prodigalidade. Assim, quando um homem é atingido pelo efeito do que se vê e ainda não aprendeu a discernir os efeitos que não se veem, ele se entrega a hábitos maus, não somente por inclinação, mas por uma atitude deliberada.
    "
  • anônimo  19/09/2013 16:53
    João, não se vc notoiu, mas não é raro ver mendigos serem agredidos, queimados. Por que vc acha que isso acontece? Por causa da discriminação contra mendigos.
  • Ricardo  19/09/2013 17:04
    Discriminação nada tem a ver com agressão. O fato de eu achar você feio e desagradável não implica que eu possa espancar você. Confundir as duas coisas é impostura intelectual.
  • Leonardo Couto  19/09/2013 19:02

    Isso não invalida o direito do proprietário sobre seu estabelecimento. Não é necessária a aprovação de ninguém para que um indivíduo tome uma decisão legítima. Estúpida, mas legítima.

    Se alguém comete homicídio, é agressor e deve ser punido. Se alguém proíbe a entrada de pessoas em seu estabelecimento, está exercendo seu direito à liberdade. Seja porque o indivíduo é branco, porque é alto, tem nariz grande, etc.

    Se alguém viola a liberdade de outro, deve ser punido. Se não, não deve. Isso é tão difícil de ser entendido?
  • joao  19/09/2013 20:12
    Nossa cara, nunca tinha notado isso. Obrigado por abrir meus olhos!!

    Quantas vezes mais vou ter que repetir que:

    1) O artigo trata de discriminação em ambiente privado.
    2) Discriminação não é agressão. E eu dei exemplos ainda.

    Aliás, vou repetir o exemplo: leva um negro pra Suíça. Garanto que ele vai ser bem discriminado por lá, mas ninguém vai agredi-lo.

    Parece marxista: você escreve, mostra exemplos, tem artigos, mostra a lógica e ele continua repetindo a crença dele.
  •   19/09/2013 22:38
    Não foi a Suíça que aprovou em referendo, a proibição de minaretes? Isso confirma o que eu falei: que a discriminação ameaça a liberdade (neste caso, a liberdade que está sendo ameaçada, é a liberdade de culto).
  • Magno  19/09/2013 23:22
    E nisso os suíços estão corretíssimos. Muçulmanos não pertencem ao país, o lugar deles é outro, a cultura é outra. O multiculturalismo que está destruindo a Europa não afeta a Suíça. Quem acha que muçulmano tem o direito de chegar a uma vizinhança e sair impondo sua cultura não entendeu nada de liberdade e propriedade.
  • Tiago RC  20/09/2013 12:15
    Os suíços não estão corretos nesse ponto não.
    Não cabe a uma entidade monopolista impor uma lei proibindo a construção de algo em todo um território do qual essa entidade se apossou pela força. Se uma vizinhança em particular é de fato uma propriedade privada (condomínio) e essa vizinhança quer proibir minaretes, aí sim ela tem direito. Via referendo em toda uma nação, deveria ser óbvio para todo libertário que não.
    Acho que você é que precisa ler um pouco mais sobre liberdade e propriedade, Magno.
  • Magno  20/09/2013 12:26
    Prezado Tiago, é você quem tem de ler mais sobre liberdade, pois parece ignorar o básico. Se eu moro em uma vizinhança há anos, tenho muito mais direitos de propriedade sobre ela do que qualquer imigrante recém-chegado (seja ele muçulmano, judeu, ateu ou o escambau). Isso nada mais é do que o próprio princípio da apropriação original. Logo, de acordo com este princípio, posso sim impedir que estes recém-chegados à minha vizinhança saiam construindo merdas e descaracterizando um local sobre o qual tenho mais direitos do que eles. Isso é básico.
  • joao  20/09/2013 12:39
    Isso nada mais é do que o próprio princípio da apropriação original. Logo, de acordo com este princípio, posso sim impedir que estes recém-chegados à minha vizinhança saiam construindo merdas e descaracterizando um local sobre o qual tenho mais direitos do que eles. Isso é básico.

    Magno, não é bem assim.
    Se os imigrantes compraram terrenos vizinhos ao seu, eles são proprietários legítimos daqueles locais. Se você proibi-los de construir algo nos terrenos deles, você está violando o direito à propriedade deles.

    Apropriação original é pra resolver disputas por um mesmo recurso. Pode ser um terreno, o ar (no caso da poluição de fábricas), um rio.

    O que os imigrantes não têm direito é de reclamar caso você construa uma igreja ao lado da mesquita deles, caso a igreja está na sua propriedade.

  • Magno  20/09/2013 12:42
    Não. Uma coisa é você comprar uma casa de uma pessoa física. Outra coisa, bem diferente, é você comprar um terreno público (normalmente, um lote da prefeitura ou um imóvel que pertencia à prefeitura) e construir nele uma mesquita.

    Se você comprar uma casa, demoli-la e construir uma mesquita, realmente nada poderei fazer. Mas se você adquire um terreno da prefeitura, tal transação não tem validade nenhuma.
  • Leonardo Couto  20/09/2013 02:55

    Que besteira, Jô. Discriminação, per se, não ameaça a liberdade. O que ameaça é a mentalidade intervencionista, querendo usar da força para interferir na vida dos outros.

    Estude mais sobre liberdade neste site. Saiba discernir o que é legitimidade e moralidade. Conheça sobre o assunto antes de emitir opiniões cabais sobre, Jô.

    Um abraço.
  • joao  20/09/2013 12:20
    Não foi "A Suíça" que aprovou. Foi o governo da Suíça. Bem diferente. Se tivesse lido o site antes de escrever baboseira, já saberia.
  • Renato Souza  25/09/2013 14:45
    No caso da Suíça, não os critico.

    Porque? Já argumentei bastante sobre isso. Grupos primitivos se estabeleciam em áreas defensáveis militarmente, e economicamente adequadas ao tamanho do grupo, áreas essas que eram primordialmente do grupo. E dentro dessas áreas originalmente apropriadas, a terra era dividida entre os membro do grupo. Tendo bens em comum, tinham também governo em comum, que cuidava primordialmente de justiça, defesa e presença de estrangeiros (afinal a área comum era do grupo, e portanto era natural que a presença de estrangeiros dependesse da anuência do grupo).

    Num processo posterior, governos cresceram territorialmente, dominando outros grupos e inclusive vastos territórios vazios, o que impedia outros grupos de lá se estabelecerem, e cresceram institucionalmente, aumentando enormemente as suas próprias atribuições. Disso resultaram estados de grande extensão territorial, e opressivos até o ponto do totalitarismo (de que URSS e China comunista foram os exemplos mais gritantes).

    Claramente, este não é o caso da Suíça. Não só é um estado pequeno, que nunca praticou o expansionismo, como também é dividido em vários cantões, cada um deles de área bastante pequena, com extrema autonomia, e liberdade de secessão. Esses cantões, claramente são algo bastante próximo das áreas de apropriação original dos grupos. Idealmente, as cidades dentro dos cantões deveriam ter autonomia para tratar independentemente dessas coisas, mas não estou dizendo aqui que a Suíça é um país ideal, apenas digo que a autonomia local chega perto do que era originalmente. Não sei se os cantões teriam autonomia para impor uma lei diferente sobre os minaretes dentro de seu território, mas certamente teriam autonomia para se separarem e depois permitirem ou não minaretes.

    Deve ser observado que a questão dos minaretes não é considerada como relativa a liberdade de religião, mas como relativa à política para com estrangeiros residentes (que é algo que fazia parte das atribuições originais dos governos primitivos).
  • Celso  18/09/2013 16:03
    Eu não sou contra discriminar por comportamento ou pelas idéias. Mas discriminar pela cor da péle, pela raça ou pelo lugar de origem da pessoa, é imoral.
  • Andre Cavalcante  23/09/2013 20:11
    Celso,

    Perfeito, discriminar pela cor da pele é algo imoral, no sentido que não é bom nem para a criatura que discrimina, nem para o conjunto de indivíduos que interagem com ela. A questão é: O que é mais criminoso, deixar as pessoas decidirem o que querem ou não fazer com suas casas ou, sob a mira de uma arma (leis do estado), serem forçadas a receber alguém que elas não querem?

    A vantagem de um sistema libertário é que a sociedade será tão moral quanto o forem os seus habitantes, enquanto um sistema estatal já é imoral por definição, objetivos e meios.
  • anônimo  23/09/2013 20:25
    E discriminar pelo QI, pode?
    Mises que está certo.Todo código moral é arbitrário.
  • Hay  23/09/2013 22:03
    Vish, se fôssemos discriminar pelo QI, militantes petistas não entrariam em nenhum lugar , tadinhos... hehehe
  • Leonardo Couto  18/09/2013 16:55

    Celso, ninguém precisa dar satisfações sobre os motivos que o levam a tomar decisões legítimas. Um estabelecimento comercial é propriedade privada, não importa se o dono resolveu usá-lo para ganhar dinheiro, ele continua sendo propriedade privada tal qual uma residência.

    Mesmo se o motivo da discriminação for estúpido (como o racismo o é), não há legitimidade e, por conseguinte, nem moralidade de apontar uma arma à cabeça ao proprietário para obrigá-lo a permitir a entrada de quem ele impede.
  • César  23/09/2013 15:01
    "Um estabelecimento comercial é propriedade privada, não importa se o dono resolveu usá-lo para ganhar dinheiro, ele continua sendo propriedade privada tal qual uma residência."

    Dentro de sua residência, vc faz o que quiser. Uma casa não fica aberta às pessoas. Um estabelecimento comercial é aberto, é de uso coletivo.
  • Andre Cavalcante  23/09/2013 20:00
    "Dentro de sua residência, vc faz o que quiser. Uma casa não fica aberta às pessoas. Um estabelecimento comercial é aberto, é de uso coletivo."

    ooops. Não e não.

    Um shopping não deixa "qualquer um" entrar. Um estabelecimento comercial tem interesse que as pessoas entrem, mas somente aquelas (já não tá aqui um tipo de discriminação?) que podem comprar o que ele está vendendo. Ou você acha que um menino de pés descalços vai ser bem recebido na HStern, e os vendedores vão se dar ao trabalho de mostrar os últimos colares folhados a ouro e cobertos de diamantes pro guri?

    Um estabelecimento comercial não é de "uso" coletivo. Usar significa ter direito a fazer aquilo que você quer com o bem/local/serviço. E é o caso do dono de um estabelecimento comercial qualquer, mas não dos seus clientes. Por exemplo: o dono do restaurante pode "fechar a casa" para comemorar o aniversário de seu filho; eu, como cliente, não posso fazer isso, portanto, não posso usar quando quiser (claro, posso fazer um acordo com o dono e pagar pelo serviço, mas aí é uma cessão, um aluguel do espaço, não é um uso por "direito").

    Interessante é que ninguém se espanta com essas pequenas "discriminações" que a gente faz todos os dias. As acha absolutamente naturais (e são justamente porque temos implícito o direito privado) - como o dono do restaurante não deixar eu comemorar o aniversário do meu filho nas suas instalações com a "casa fechada". Mas o princípio é o mesmo. Ele tem o direito porque é o dono do local. Eu não! E, sim, é uma discriminação.

    Portanto, não, um estabelecimento comercial não é de uso coletivo.

    Agora, digamos que eu sou do tipo caridoso. Então, minha casa pode sim ficar aberta aos mendigos da rua e eu posso colocá-los lá dentro para tomar banho, tomar uma sopa, comer um pão, contar umas histórias etc. (qualquer semelhança com a casa de Pedro, o apóstolo, não é mera coincidência...).

    Portanto, uma casa pode sim ser aberta. E isso justamente porque, como dono, tenho direito de escolher como usá-la. E é por isso também, que caridade, por definição é privada, jamais pode ser pública (mas isso já é outro papo).

    Abraços




  • anônimo  23/09/2013 22:11
    Ai, mas isso é uma injustiça contra os pobres!

    Isso até me lembrou uma questão de geografia aos alunos de Ensino Médio. A questão apresentava esta reportagem da Folha:


    PROTESTO
    Cerca de 130 pessoas fizeram manifestação pacífica em centro de compras na zona sul do Rio, contra o "sistema capitalista"
    Favelados e punks "invadem" shopping

    PEDRO DANTAS
    DA SUCURSAL DO RIO

    Um grupo de 130 sem-teto, favelados, estudantes e punks inaugurou uma forma inédita de protesto ontem no Rio, ao promover uma invasão pacífica do shopping Rio Sul, em Botafogo, na zona sul.
    O objetivo, segundo os organizadores, era protestar "contra o sistema capitalista, mostrando o contraste entre o consumo supérfluo e a fome".
    A manifestação dividiu a opinião de compradores, comerciantes e turistas, surpreendidos pela presença dos manifestantes de aparência simples entre as vitrines e os corredores de mármore.
    "Estão nos coagindo utilizando como arma o fator surpresa, fatal para nós que vivemos na tensão da cidade grande", disse Eliomar Marques Lins, 25, que fazia compras com a mulher.
    "Não fiquei com medo. O movimento é bom porque a desigualdade aqui é imensa", disse o turista inglês Peter Cook.
    Mesmo diante do olhar desconfiado dos lojistas, os sem-teto não se intimidaram: experimentaram roupões de seda e puseram os filhos para brincar com brinquedos importados.
    Os manifestantes se disseram integrantes da Frente de Luta Popular, um "fórum de entidades" surgido há dois meses para "criar novas alternativas de luta".
    A idéia de invadir um shopping foi anunciada há duas semanas, mas a escolha do estabelecimento foi mantida em sigilo até alguns minutos antes da invasão, às 11h.
    Apesar do segredo, a Polícia Militar descobriu os planos, avisou a administração do shopping e mobilizou 45 homens para fazer o isolamento do local.
    A reportagem da Folha apurou que a Polícia Federal vinha monitorando os acampamentos do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), uma das entidades participantes da Frente de Luta Popular. Mas não pôde impedir o deslocamento do grupo porque os militantes não estavam em ônibus clandestinos, mas em coletivos alugados.
    A entrada no shopping foi negociada entre o chefe do Comando de Policiamento da Capital, coronel Fernando Belo, e o líder do MTST, que se identificou como Eric Vermelho.
    "Não estamos invadindo. Queremos dar um passeio como qualquer família. Se nós construímos os shoppings, por que não podemos entrar?", disse Eric.
    A administração do shopping reuniu seus seguranças para acompanhar o "passeio" dos manifestantes, que encenaram performances com leitura de poesias, rodas de capoeira e representações teatrais.
    Alguns comerciantes fecharam as portas, como foi o caso da loja de moda masculina Richard's e da butique Rudge. Na joalheria Marina, os vendedores também pararam o trabalho.
    Os manifestantes sentaram no chão em frente à loja, declamando poesias de Ferreira Gullar e Pablo Neruda.
    Na loja de moda de praia Redley, o gerente, Eduardo Pinho, adotou a diplomacia. "Procurei deixá-los bem à vontade. Sabia que eles não iam comprar nada, mas não concordo com a discriminação", disse Pinho.
    Na hora do almoço, os manifestantes ocuparam a praça de alimentação. Comeram pão com mortadela e tomaram refrigerantes. Militantes sentaram à mesa do industriário Márcio Castro, 32, que interrompeu a refeição para ouvi-los. "É constrangedor, mas não é assustador. Acho que o caminho deles é esse. Não existe outra opção", disse Castro.
    Às 16h, os manifestantes deixaram o shopping e seguiram em passeata, sob a chuva, até o palácio Guanabara, sede do governo estadual, onde dois deles foram recebidos pelo secretário de Governo, Fernando William.
    Antes de deixar o shopping Rio Sul, obtiveram uma última concessão da administração do estabelecimento, que alugou três ônibus para levá-los de volta à zona oeste da cidade.

    www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0508200029.htm

    E as questões:

    "Durante os últimos anos, os shopping centers se espalharam pelas cidades (de grande e médio porte). São espaços onde há muitas restrições aos pobres. Faça o exercício de imaginar como você seria tratado se entrasse malvestido em um shopping."

    "Por que existem restrição para entrar e circulares nesses espaços? Pode-se negar às pessoas o direito de circular pela cidade? Os shoppings foram construídos apenas para quem pode consumir ou são mais um espaço urbano de convivência somente para iguais?"
  • joao  23/09/2013 22:57
    Injustiça nada. O dono do shopping não é culpado pela pobreza dos manifestantes. A propriedade é dele, logo ele deve ter autonomia para gerir o negócio da forma que achar melhor (sendo restritivo ou "aberto").

    Agora a partir do momento que se OBRIGA o dono do estabelecimento a seguir determinado comportamento (como aceitar pessoas que ele não deseja lá), o dono não é mais dono. É apenas um mordomo, um gerente do negócio para quem manda sobre ele (no caso, o governo).

    Isso acontecia muito na URSS. Lá os pobres podiam entrar em qualquer lugar (menos nas dachas da Nomenklatura). Por que será que mesmo com esses fantásticos direitos, eles precisavam de cercas e muros para impedir a migração destes mesmos pobres para os países capitalistas?

    Ao defender esse "direito" (direito que impõe uma obrigação não é direito) você está defendendo a escravização de pessoas pacíficas, pessoas que só querem gerenciar seus negócios em paz. Os mesmos pobres, se chegarem a ser ricos, vão querer paz pra gerir suas vidas e não terão graças a pessoas como você, que preferem pregar a escravização de pessoas pacíficas e prósperas a buscar meios de superá-las oferecendo algo melhor ao consumidor. Traduzindo: mais fácil ter inveja que trabalhar.

    Vai pedir direito de igualdade em Cuba, esquerdalha.
  • anônimo  25/09/2013 18:51
    Não é porque o cara aestá malvestido que ele não tenha dinheiro para comprar numa loja de luxo. Isto é um estereótipo e um pré-julgamento. Talvez ele seja um um cidadão de classe média baixa e esteja malvestido porque se absteve de gastar com roupas para comprar produtos caros para ostentar.
  • Andre Cavalcante  25/09/2013 20:13
    Só falta aparecer alguém dizendo que, se eu encontrar um cara de terno e gravata, na rua, de noite, eu tenho que ter cuidado que ele é bandido safado e vai bater a minha carteira.

    É estereótipo sim, mas como todo estereótipo, tem sua razão de ser...

  • anônimo  26/09/2013 04:21
    Discriminar baseado em estereótipo não tem razão de ser. Você citou o exemplo do cara de terno e gravata. E se o cara for um italiano fumando charuto cubano? Mafiosos italianos também costumam usar terno e gravata e fumam charuto cubano. E agora? Será que com o estereótipo de mafioso, eu poderia desconfiar que todo o italiano que anda de terno e gravata e fuma charuto cubano é um mafioso? Tá vendo pq estereótipo NÃO tem razão de ser?
  • outro anonimo  26/09/2013 12:33
    Oi anônimo, então, como pessoa coerente que você é, você não tem problemas em andar na sua mercedes em alguma favela no rio, né? Se tiver, você vai admitir ser incoerente e ilógico. O mesmo vale para andar sozinho de madrugada na linha vermelha lá no rio. Se você se recusar a fazer estas coisas, está admitindo ter preconceito e que é discriminador.
  • anônimo  27/09/2013 12:55
    Boa resposta!
  • Andre Cavalcante  26/09/2013 14:57
    Boa, anônimo, quer dizer que cê já teve a carteira roubada por um cara de terno (mafioso ou não), e ele te encheu de pancada?

    Imagino com o deve ter ficado o terninho Armani do cara depois de tanto esforço físico...

    Da mesma forma, já viu alguém de pés no chão entrar em uma HStern e sair de lá com um colar de ouro, pago na hora com cartão de débito? Pois é, não viste? Eu também não.

    É cada um que aparece por aqui...

    Esterótipos não são corretos, mas sempre tem um fundo de verdade.
  • joao  25/09/2013 21:03
    O correto é obrigar o proprietário a aceitar quem você quer, afinal, você é o dono da propriedade dele.


    Não importam os motivos. A propriedade é privada:
    adj. Particular, que não é função pública: empresa privada. / Que é reservado para certas pessoas: sessão privada. / Que diz respeito particularmente ao indivíduo, à sua intimidade familiar: vida privada. / Que sofre alguma privação: privado de liberdade. / &151; S.m. Favorito; confidente.
    Fonte: Aurélio.

    Propriedade privada, regras privadas (dentro da propriedade).

  • Carlos  24/09/2013 15:41
    Não é certo barrar as pessoas como fazem algumas boates em SP, como mostra esta reportagem do Conexão Repórter:



    A partir do momento em que o cara abre uma casa de eventos e não tem nenhuma regra explicita sobre os frequentadores, qualquer um que tiver a quantia de dinheiro necessária, tem que ser autorizado a entrar.
  • Ricardo  24/09/2013 16:13
    Essa foi a reportagem mais tosca que já vi na TV. O nível de ignorância do Cabrini é avassalador. Além de ele não ter a mais mínima noção sobre propriedade privada, concluí que, segundo ele, entrar em uma balada chique de São Paulo é um direito natural e irrevogável de qualquer pessoa. Claro! Ir a uma boate é um direito fundamental de todo cidadão!

    E aprendi mais: se você estiver um maltrapilho, e tiver sua entrada barrada, você pode processar o dono do estabelecimento por discriminação. Ou seja, qualquer espertalhão agora pode ganhar dinheiro: basta se vestir igual a um mendigo, ir a uma boate, ter sua entrada negada (questão de bom senso do estabelecimento) e então processar a boate e arrancar um belo dinheiro por danos morais.
  • anônimo  24/09/2013 16:26
    Daqui o pouco vão querer que o governo distribua o "bolsa boate chique"...
  • anônimo  24/09/2013 23:03
    E tem mais uma coisa também nessa reportagem. Note que, entre tantas casas norturnas na cidade, ela prefere as chique... Isso quer dizer que ela discrimina também. Quanta incoerência e falta de bom senso!
  • Wagner  25/09/2013 05:44
    Proibir uma pessoa de entrar na sua casa é muito diferente de abrir o seu estabelecimento ao público e querer selecionar quem entra ou não de acordo com a cara da pessoa. A partir do momento em que o cara abre um estabelecimento comercial, qualquer um que tiver a quantia de dinheiro necessária tem que ser autorizado a entrar. A casa cobra uma valores altos justamente para barrar os pobres, se a pessoa tem esse dinheiro necessário não existe desculpa barrar ela.
  • anônimo  18/07/2015 01:16
    A propriedade é dele e ele seleciona quem ele quiser entrar na propriedade dele.

    Se o dono é imbecil ao ponto de perder dinheiro de milhões de pobres é problema dele.

    Só mesmo um estatista para achar que alguém é obrigado a deixar qualquer um a entrar na sua propriedade privada.
  • anônimo  24/09/2013 16:21
    "Um estabelecimento comercial tem interesse que as pessoas entrem, mas somente aquelas (já não tá aqui um tipo de discriminação?) que podem comprar o que ele está vendendo. Ou você acha que um menino de pés descalços vai ser bem recebido na HStern, e os vendedores vão se dar ao trabalho de mostrar os últimos colares folhados a ouro e cobertos de diamantes pro guri?"

    Um menino de pé descalço está bem claro que é um morador de rua, e portanto, não tem dinheiro pra nada. Ainda assim, se ele não for lá para roubar, não vejo motivo de ele ser expulso ou maltratado.

    Mas não é possível julgar se uma pessoa tem ou não dinheiro para comprar algo pela maneira de vestir. Por exemplo, um cara malvestido quer comprar na HStern. O fato de o cara estar malvestido não significa que ele não tenha dinheiro. Julgar as pessoas pela aparência ou pelo modo de vestir não pássa de estereótipos e pré julgamento. Ademais, mostra que mesmo lendo este site, você desconhece o ato de se abster de consumir certas coisas para poder comprar outras... O cara pode estar malvestido porque decidiu economizar dinheiro com roupas, e assim, poder comprar jóias.... Sendo assim, se o cara tiver o dinheiro para comprar, não é correto ser mal atentando ou deixarem de atendê-lo, só por causa da maneira de se vestir, ou por causa da cor da sua péle...
  • joao  27/09/2013 14:33
    Mais e mais comentários colocando seu conceito individual de moral e ética acima do direito UNIVERSAL à liberdade e à propriedade privada.

    A propriedade é do cara. Se ele é burro o bastante para discriminar clientes de maneira tosca (como pelas vestimentas, cor da pele, etc), deixe ele quebrar. Algum vendedor mais eficiente vai perceber e se aproveitar dessa falha. É assim que o mercado funciona.

    Agora querer impôr sua visão de mundo ideal sobre proprietários que desejam apenas o controle sobre a sua própria propriedade é exatamente o mesmo que ditadores como Hitler, Stalin, Fidel e organismos como o Politburo pretendiam.

    Por melhor que sejam suas intenções, se elas violam o direito à propriedade e liberdade, elas vão produzir escravidão e pobreza. Vão agigantar o papel de quem determina quais intenções são boas, e diminuir o papel de quem simplesmente tenta fornecer o melhor serviço voluntariamente.

    É isso que você, ANONIMO, defende?

  • anônimo  30/09/2013 06:52
    "A propriedade é do cara. Se ele é burro o bastante para discriminar clientes de maneira tosca (como pelas vestimentas, cor da pele, etc), deixe ele quebrar. Algum vendedor mais eficiente vai perceber e se aproveitar dessa falha. É assim que o mercado funciona."


    Não é assim que o mercado funciona. Não permitir a entrada de feios e malvestidos no estabelecimento é marketing, fazem isso para manter o "alto nível" do ambiente, manter a reputação do estabelecimento, e assim, atrair clientes abastados, pois os abastados não querem ver pobres, feios, gordos e malvestidos. Portanto o dono do estabelecimento não está sendo "burro", está fazendo justamente o contrário: está preservando os lucros. E se não houver realmente uma lei que defenda o consumidor, as pessoas que não o estereótipo "BBB" jamais iriam poder entrar numa boate de luxo e ficariam sempre nos ambientes nas boates de baixo nível.

    Os estabelecimento de luxo cobram caro justamente para barrar os pobres, se a pessoa tem esse dinheiro necessário não existe desculpa barrar ela. Se a pessoa mesmo sendo pobre, se esforçou e juntou dinheiro para poder ir a uma boate legal ou comprar uma camisa de marca em um shopping bom, não pode porque os donos e os frequentadores dos estabelecimentos discriminam sua aparência ou o seu modo de vestir?
  • joao  03/10/2013 17:40
    Não é assim que o mercado funciona. Não permitir a entrada de feios e malvestidos no estabelecimento é marketing, fazem isso para manter o "alto nível" do ambiente, manter a reputação do estabelecimento, e assim, atrair clientes abastados, pois os abastados não querem ver pobres, feios, gordos e malvestidos. Portanto o dono do estabelecimento não está sendo "burro", está fazendo justamente o contrário: está preservando os lucros. E se não houver realmente uma lei que defenda o consumidor, as pessoas que não o estereótipo "BBB" jamais iriam poder entrar numa boate de luxo e ficariam sempre nos ambientes nas boates de baixo nível.

    Os estabelecimento de luxo cobram caro justamente para barrar os pobres, se a pessoa tem esse dinheiro necessário não existe desculpa barrar ela. Se a pessoa mesmo sendo pobre, se esforçou e juntou dinheiro para poder ir a uma boate legal ou comprar uma camisa de marca em um shopping bom, não pode porque os donos e os frequentadores dos estabelecimentos discriminam sua aparência ou o seu modo de vestir?


    Anonimo,
    Você está novamente assumindo que NÃO EXISTIRÁ nenhum empreendedor capaz de criar um estabelecimento comercial que atenda a essa demanda - de ter um ambiente de alto nível "de livre entrada".

    E em segundo lugar, você se esquece de um princípio derivado do direito à propriedade: propriedade privada, regras privadas. A partir do momento que você está ciente das regras do local, e mesmo assim quer arriscar entrar, você está sujeito aos efeitos previstos no contrato implícito do ambiente, já que você voluntariamente decidiu entrar. E se esse princípio não vale, então o dono não é realmente dono do lugar, já que ele não pode decidir as regras.

    Quer ver um exemplo? Vamos supor que o dono de uma loja de material de construção julgue que todo mundo que entra na loja precisa usar capacete e uniforme de pedreiro, porque ele teme riscos á segurança dos clientes. Se você quiser permanecer na loja, vai ter que usar o uniforme. Se você não quiser usa-lo, você vai sair? Ou vai obrigar o dono a te aceitar lá dentro?

    E em terceiro lugar, estamos discutindo um caso tão, mas tão hipotético que é pura perda de tempo. É ingenuidade pensar que sem uma lei que proíba essa atitude a maioria dos estabelecimentos comerciais - mesmo os de luxo - serão discriminatórios com base em outros critérios além do dinheiro. O seguimento de luxo é restrito - são poucos que podem pagar. Por que os vendedores vão se concentrar num seguimento que já tem concorrência acirrada?

    Em quarto, [b]você ainda não respondeu minha pergunta: se há uma demanda por estabelecimentos de luxo de acesso livre, por que não há oferta? Por que nenhum empreendedor tenta satisfazer esse desejo do consumidor? Será que nesse caso específico o empreendedor fica irracional?[/u]

    Quinto e último: se acontecer a calamidade de nenhum lugar oferecer o serviço/produto que o consumidor precisa no modo acesso livre, pode ter certeza que se o consumidor quiser, ele vai se vestir melhor, entrar na loja e comprar. E assim que surgir alguém vendendo produtos de luxo sem restrições discriminatórias, ele vai correr pra esse novo vendedor.






  • anônimo  24/09/2013 22:14
    Isso não é coisa do politicamente correto da atualidade não. Pelo menos aqui no Brasil, desde a ditadura militar, a discriminação por cor era crime. Já ouví relatos de que na ditadura militar, os militares sentavam coronhada nestes donos de clubes racistas. Eles não prendiam, só davam um belo susto no dono para ele parar de discriminar negros. Meu pai me relatou que frequentava um clube onde o dono era racista e impedia a entrada de negros. Certo dia, os militares colocaram o pé na porta, fecharam o estabelecimento, cercaram o dono, deram uns sopapos no sujeito, ameaçaram de morte caso ele continuasse discriminando os negros, após isso, foram embora, e o dono parou de discriminar negros.
  • Navarro  07/11/2013 20:08
    VocÊs acha que só porque é propriedade privada, o dono pode fazer o que quiser. Agora, eu lhes pergunto: um dono de uma loja poderia andar nu na loja?

    Ou pior: poderia o dono da loja mandar os clientes tirarem a roupa para entrar?
  • anônimo  08/11/2013 12:15
    A loja é dele ué. Ele iria falir bem rápido, provavelmente. E ninguém é obrigado a entrar na loja dele, entra quem quiser.

    Não entendi o problema, esta é uma questão bastante básica. Ou você, Navarro, acredita ter o direito de dizer a ele como ele deve trabalhar e o que deve fazer com o tempo/dinheiro dele? Meio arrogante você, né?
  • anônimo  08/11/2013 12:50
    Você está confundindo tudo.O cliente só entra na loja se quiser, logo só anda nu se quiser.E sim, a loja é do dono ele pode fazer o que quiser, mas é claro que se for pra fazer coisas absurdas ninguém vai comprar nada lá
  • anônimo  08/03/2014 15:07
    Depois da campanha pela aceitação das gordas (plus size), agora a campanha pela aceitação das velhotas:

    br.mulher.yahoo.com/blogs/ta-na-moda/mulheres-com-mais-60-anos-estrelam-campanhas-moda-193835623.html

    Interessante destacar o último parágrafo da notícia:

    "Interesses comerciais à parte, vejo com bons olhos essa iniciativa. Quando a moda sai da "caixinha" e mostra que há beleza na maturidade exerce seu poder de influenciar positivamente mulheres mundo afora que perseguem a eterna fonte da juventude. E ajuda todo mundo se sentir melhor em sua própria pele, afinal, a beleza vai muito além de números, sejam eles de manequim, altura ou idade."

    Querem nos obrigar a achar uma velha enrugada e pelancuda bonita.

    Coisas como essa me fazem concordar com o texto: discriminar é correto, natural e para o bem da humanidade....
  • Thiago brandão  30/08/2014 21:49
    Então por essa lógicas cotas raciais em universidades privadas seriam um direito...
    Uma coisa é uma discriminação odiosa, sem motivo justo,por exemplo proibir negros de entrarem em um estabelecimento comercial. outra é discriminar uma pessoa para um emprego se ela não tiver condições para exercê-lo, discriminar um pedófilo (mesm oque sem antecedentes) de trabalhar com crianças...
  • Felipe  31/08/2014 22:44
    Eu fiquei curioso foi com essa sua "lógica". Impecável...

    Afinal, quem são os racistas?
  • daniel  01/09/2014 02:32
    Somente ser dono do lugar ja é motivo justo para impedir a entrada de quem quer seja nele.
  • anônimo  01/09/2014 08:43
    Sim seriam, mas não faz o menor sentido.
    Do mesmo jeito que é direito do dono de uma escola só querer alunos que usam óculos, ou canhotos, ou com mais de uma certa altura, e excluir todos os outros.Se o cara quer perder dinheiro o problema é dele, mas não faz o menor sentido, isso aí é empresário rasgando dinheiro.
  • Emerson Luis, um Psicologo  06/09/2014 14:47

    Mas os próprios esquerdistas não discriminam quem ousa discordar deles?

    Os paladinos da tolerância são muito intolerantes. Eles reivindicam o monopólio das boas intenções (só é bom quem pensa como eles) e querem debater apenas intenções e não métodos (p/ex.: a questão deveria ser COMO ajudar os pobres e não SE concordamos [da boca para fora] se estes devem ser ajudados - mas tente explicar a um esquerdista que a liberdade econômica ajuda mais os pobres do que o intervencionismo!)

    * * *
  • Lucas  19/12/2014 00:06
    Exemplo de discriminação que vemos todos os dias: o famoso "proibido entrar sem camisa".

    O homem muito pobre, que não tem dinheiro para se vestir faz o quê? Ou alguém que tenha tido a camiseta roubada na praia, faz como?

    Não sei como a patrulha salvadora da humanidade ainda não se voltou contra esse tipo de aviso.
  • Antonio da Candelaria  19/12/2014 01:14
    Entendo o texto, mas temos pessoas que vão ser contrarias mesmo não sabendo porque. E estas pessoas vão entender o texto como uma declaração de guerra. Direito a opinião todos temos, mas acredito que ninguém gostaria de ouvir seus defeitos colocados de forma agressiva ou algo similar.

    O problema, a meu ver, não é a questão da opinião, mas a forma como o outro vai ouvir e assimilar. Estamos falando de racionalidade, mas nem todos usam essa racionalidade para guiar suas vidas.

    Em paises arabes vemos casos onde a mulher é tratada como um ser inferior, na china e na india também, nestes dois ultimos há lugares onde é possivel descartar suas filhas. Opnião pode ser uma arma quando usada por quem não tem valor pelo ser humano.


  • Lilian  19/12/2014 14:49
    Lucas,
    Pensei no seu exemplo e em outros de "discriminação": apresentar atestado de antecedentes criminais para conseguir emprego, submeter-se a exames médicos para contratar planos de saúde, comprovar renda para obter financiamentos/empréstimos... Porque nesses casos ninguém usa o termo correto: discriminação, o empregador discrimina e não contrata o ex-presidiário por acreditar que ele errou uma vez e não merece outra oportunidade, mas o critério poderia ser qualquer um; ele poderia exigir o atestado para discriminar e contratar apenas ex-presidiários sabendo que outros não o farão, e com isso pagar salários menores que os praticados no mercado; ou porque ele mesmo é um ex-presidiário que não conseguiu um emprego, empreendeu num negócio e agora é preconceituoso e só contrata ex-presidiários. O emprego é dele, a escolha é dele, ninguém deveria poder intervir/obrigar/restringir/tolir qualquer uma das escolhas/situações.
    Achei o texto e os comentários excelentes. Sobre os comentários, muito esclarecedores e alguns muito divertidos.
  • Marcio  20/10/2015 15:58
    O artigo fez uma salada de frutas de diferentes significados de 'discriminação'.

    Existem vários significados pra discriminação, vou citar 3:

    1 - Tratar a pessoa de maneira diferente e parcial, por motivos de diferenças sexuais, raciais, religiosas, etc;

    2 - O ato de tratar uma pessoa de forma injusta por conta de motivos de diferenças sexuais, raciais, religiosas, etc.

    3 - "Discriminação positiva" é uma reunião de regras ou leis que visam proteger grupos socialmente segregados, atribuindo determinadas proteções e direitos específicos a esse grupo, com o objetivo de garantir a igualdade de oportunidades.

    No que tange ao fato dos homens heterossexuais discriminarem outros homens por não se sentirem sexualmente atraídos por eles, isso se deve ao significado do item 1. Esse significado nem sempre é pejorativo ou injusto.

    Já o item 2 é injusto, é daí que surge o racismo e o nazismo, que são meios de segregação.

    O significado 3 se tratam de leis anti-apartheid, e de leis que incentivam por meios fiscais a contratação de pessoas com necessidades especiais. Não necessariamente é esquerdista, inclusive privar um negro de frequentar tal praia é um ato que os liberais repudiam e que está incluso na definição.

    Na lógica do autor ou você adota todos os significados de 'discriminar' ou você está sendo incoerente. O erro da lógica está em procurar uma coerência envolvendo palavras iguais com significados diferentes

    Posteriormente, o autor fala sobre 'poder' e que é alegado que vendedores são mais poderosos do que os clientes pelo fato deles não poderem limitar o perfil de sua clientela. Pela lógica os clientes são mais poderosos pois o cliente pode discriminar o restaurante, mas o restaurante não pode discriminar o cliente.
    O autor viajou na maionese nesse trecho.
    Considere novamente que o mesmo usou dois termos diferentes de discriminação em seu raciocínio: quando o cliente deixa de ir em um determinado restaurante ele o faz pelo significado do item 1; mas quando o dono do restaurante não serve um cliente, ele já está exercendo o significado do item 2 que é tratar alguém de forma injusta. No primeiro caso é uma escolha individual tal qual a opção sexual, já no segundo caso é um meio de segregação que inclusive já foi aplicado no regime nazista, no apartheid.
  • Gomes  20/10/2015 16:39
    "No que tange ao fato dos homens heterossexuais discriminarem outros homens por não se sentirem sexualmente atraídos por eles, isso se deve ao significado do item 1. Esse significado nem sempre é pejorativo ou injusto."

    Correto.

    "Já o item 2 é injusto, é daí que surge o racismo e o nazismo, que são meios de segregação."

    Ser "injusto", por si só, é totalmente imaterial e depende apenas do valor subjetivo de cada pessoa. O que não pode é haver agressão a inocentes. Apenas isso. Você achar "injusto" é algo que não irá alterar o mundo.

    Eu, por exemplo, acho totalmente injusto a Fernando Lima ter se casado com o Rodrigo Hillbert e não comigo. Mas não fico chorando isso para o mundo.

    "O significado 3 se tratam de leis anti-apartheid, e de leis que incentivam por meios fiscais a contratação de pessoas com necessidades especiais. Não necessariamente é esquerdista, inclusive privar um negro de frequentar tal praia é um ato que os liberais repudiam e que está incluso na definição."

    Um salseiro só. Se eu faço leis que obrigam um empreendedor negro a aceitar um empregado de idéias neonazistas (mas que nunca agrediu ninguém), você defenderia isso? Para ser coerente, teria de defender. Caso contrário, você está dizendo que tais leis só são boas quando elas estão de acordo com suas preferências subjetivas.

    Não, meu caro. Leis que obrigam uma pessoa a se associar a outra não é uma lei que liberais genuínos podem defender. Se eu quero abrir um restaurante exclusivamente para fumantes -- o que significa que estou discriminando não-fumantes -- eu tenho esse direito. Mas vocês não deixam.

    "Na lógica do autor ou você adota todos os significados de 'discriminar' ou você está sendo incoerente."

    Quem foi incoerente -- ao dizer que um empregador negro não deve aceitar um empregado neonazista -- foi você.

    O autor foi totalmente coerente em todos os seus argumentos, e você não apontou nenhuma falha.

    "O erro da lógica está em procurar uma coerência envolvendo palavras iguais com significados diferentes"

    Isso quem fez foi você.

    Não tive paciência para comentar o resto de sua exposição, pois foi totalmente confusa e mal escrita.
  • Ex-microempresario  08/05/2017 16:27
    Resumo dos comentários dos paraquedistas:

    Pode-se discriminar os outros à vontade, DESDE QUE se tome o cuidado de, antes, acusá-los de intolerantes, preconceituosos, elitistas, fascistas, etc. Tomado este cuidado, não só pode-se discriminar alguém, como este mesmo alguém fica proibido até de reclamar, afinal, ele merece ser discriminado.
  • José  15/08/2017 10:29
    "Porém, tal objeção é economicamente ignorante. Se os brancos boicotarem os negros dessa maneira, o livre mercado irá se levantar em defesa destes últimos. Como? Se nenhum proprietário estiver concedendo alugueis para um negro, então haverá aí uma grande oportunidade de lucro. Mais ainda: os lucros subirão enormemente em decorrência do simples surgimento desse arranjo. Consequentemente, passará a ser extremamente vantajoso para qualquer empreendedor, no sentido financeiro, passar a suprir essa demanda de mercado."
    Esse parágrafo é lindo!


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