Sobre a liberdade de fumar
por , sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

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Cartaz da Lei Anti-Fumo do governo Nazista de Hitler.
Antes de tudo, quero deixar claro que não sou fumante.  Não gosto do cheiro do cigarro e nem do gosto.  Mais ainda: sou alérgico a cigarros.  Entretanto, creio que o ato de fumar tornou-se, nesses tempos modernos, uma espécie de mensurador das liberdades que um indivíduo possui na sociedade em que vive.

Será que o ato de fumar é realmente o problema nesse caso?  Será que os políticos e as empresas que proíbem o fumo estão realmente preocupados com a saúde da população tanto quanto estão com os votos e com a submissão ao politicamente correto?  A resposta é óbvia.  Com o passar dos anos, o ato de fumar — que no início do século XX era algo social e visto como um estímulo para os debates intelectuais — está sendo gradualmente extinguido do cotidiano como estando em desacordo com as novas normas sociais, e com os fumantes sendo condenados ao ostracismo e sendo vistos pelo resto da sociedade com desdém.

No começo dos séculos XIX e XX, fumar era muito popular.  Isso obviamente se deu em uma época em que a medicina ainda não havia descoberto os vários problemas causados pelo constante uso dos cigarros.  De qualquer forma, não existiam leis banindo cigarros de áreas públicas — justamente como deveria ser em uma sociedade livre.  Infelizmente durante a década de 1920, os paladinos da moral conseguiram aprovar a proibição do álcool nos EUA.

Inacreditavelmente, naquela que foi a nação cuja sociedade mais perto chegou dos ideais libertários em toda a história do mundo, o consumo de álcool foi exitosamente proibido por um mero ato legislativo.  As consequências dessa lei são hoje de amplo conhecimento: surgimento de locais que vendiam bebida ilegalmente (as "speakeasies"), surgimento das "moonshines" (um tipo de bebida feito em casa clandestinamente), dos contrabandos e de todos os tipos de crimes, quadrilhas e mercados negros. 

Curiosamente, o único fato interessante que surgiu com o advento dessa lei foi o aparecimento das bebidas misturadas (os "mixed drinks"), as quais surgiram justamente por causa da impureza encontrada no álcool fabricado em casa — devido à ausência de um sistema industrializado.  A razão por que o álcool começou a ser misturado mais frequentemente com outras bebidas, como sucos, era para mascarar o sabor da bebida ilegal.  Ela era tão forte — e, às vezes, tão ruim —, que os clientes dificilmente conseguiam sorver mais do que um gole.  Mesmo diante de tal estatismo, os indivíduos estão sempre se adaptando e inovando.

A engenharia social criada pela Lei Seca acabou se transformando em um desastre, e foi revogada em 1933.  Durante sua vigência, o cigarro também foi banido em 15 estados americanos; porém, no final da década de 1920, a maioria desses estados já havia revogado as leis que proibiam as vendas de cigarros.

Ademais, é também válido lembrar que, em toda a história humana, o cigarro já foi banido várias vezes por regimes despóticos e totalitários.  Logo, vale a pergunta: por que será que vários lugares hoje em dia não aceitam fumantes?  Parece que quanto mais totalitário um governo vira, mais restrições ao fumo e a outras atividades consideradas perigosas para nosso próprio bem-estar são proibidas por lei, uma medida que pode claramente ser tomada como base para mensurar o quão realmente livre um indivíduo é para fazer suas escolhas.

Devemos também nos lembrar que, se um país oferece à sua população um sistema de saúde "gratuita", então é do total interesse desse governo eliminar o consumo daqueles produtos tidos como maléficos para a saúde das pessoas — sempre para o próprio bem delas, é claro.  É claro que, na realidade, tudo isso é propaganda pura, pois, escondido sob este argumento, está a necessidade do governo em arcar como os custos de tais tipos de assistencialismo.  Dado que tais custos são pagos com o dinheiro extraído da população, e considerando que tal medida é finita, o governo sempre precisa arranjar os culpados de sempre para justificar qualquer fracasso — no caso, o da saúde pública.  E os fumantes se encaixam à perfeição no papel dos culpados pela sobrecarga nos serviços de saúde pública.

Se o leitor ainda crê que estou fazendo propaganda tabagista, apenas pense.  Trata-se apenas de um argumento em prol da liberdade de escolha de qualquer indivíduo.  Como indivíduos, temos de saber — e, principalmente, poder — escolher o que queremos fazer com a nossa vida.  Desde quando ter a liberdade de escolher deve ser considerado algo radical?  Vivemos em uma sociedade livre ou não?  Por que o proprietário de um estabelecimento comercial tem de se sujeitar a uma lei criada por um deputado banindo o fumo dentro de seu estabelecimento?  Por que esse empreendedor deve ser obrigado pelo governo a perder parte de sua clientela em decorrência dessa restrição de sua liberdade? 

Não se deve dar a um parasita desocupado, que mora centenas de quilômetros longe da realidade da população, a responsabilidade de legislar sobre esse tipo de coisa.  Não se deve conceder a esses engravatados o poder de decidir o que é moral ou imoral, muito menos o poder de legislar a conduta moral.  Conduta moral é algo criado e desenvolvido desde o berço, nas famílias, na comunidade, na igreja, na sinagoga ou na mesquita — isto é, em qualquer lugar em esse tipo de aprendizado deve ocorrer naturalmente.

Um político eleito não deve ter o poder de decidir qual fatia da sociedade deve receber qual tipo de privilégio.  Se o dono de um estabelecimento comercial quer oferecer seus serviços para tabagistas, por que ele deve ser proibido?  Da mesma forma, se ele não quiser ter tabagistas entre seus clientes, por que forçá-lo?  Por que tanto desprezo pela liberdade?  Afinal, o empreendimento tem dono e é propriedade privada.  Cabe apenas ao proprietário tomar suas decisões — assim como o faz qualquer pessoa em sua residência.

Logo, se um fumante quer frequentar um restaurante ou bar para poder fumar e comer em paz, sem ser discriminado, ele deve poder ter a liberdade de escolher um estabelecimento que ofereça este conforto.  Essa escolha, entretanto, é completamente aniquilada — tanto para o empreendedor quanto para o consumidor — quando parasitas se arvoram o direito de legislar sobre conduta moral.  Os indivíduos são obrigados a se submeter a leis que, de início, eles podem até aceitar, mas que, com o tempo, irão acabar se rebelando contra, assim como ocorreu com a Lei Seca.

À medida que os impostos sobre o tabaco vão aumentando, os fumantes vão recorrendo aos cigarros artesanais, muito mais perigosos justamente por não serem testados por especialistas que analisam seus componentes químicos — um processo que certamente ocorre nas fábricas onde produtos para consumo em massa são produzidos —, exatamente como aconteceu durante a Lei Seca, quando as pessoas recorreram às bebidas fabricadas clandestinamente. 

Em um futuro não muito distante, é bem possível que o fumo seja proibido, assim como ocorreu com a maconha.  Isso, obviamente, não vai impedir que os indivíduos continuem fumando, mas eles terão de se arriscar comprando cigarros no mercado negro, onde não há um controle de qualidade na produção de bens e serviços de modo a garantir a segurança e a saúde do usuário.  Uma nova máfia pode surgir em decorrência dessa proibição — como elas sempre surgem em qualquer mercado proibido pelo governo —, e uma nova "guerra contra os cigarros" pode muito bem se tornar a próxima "guerra contra as drogas".

Hitler baniu os cigarros na Alemanha durante seu Reich; em 1942, ele disse: "Estou convencido de que, se eu fosse um fumante, jamais teria conseguido suportar as preocupações e ansiedades que vêm me afligindo há tanto tempo.  Talvez o povo alemão deva a sua salvação a este fato".

Estou apenas fazendo um argumento em prol da liberdade.  Poderia eu, como um indivíduo possuidor de certos direitos inalienáveis, tomar minhas próprias decisões livremente no que concerne às minhas atividades diárias?  Ou deveria eu seguir ordens de burocratas que arrogantemente julgam saber o que é melhor para minha segurança e saúde?  Obrigado por se preocuparem comigo, mas eu prefiro ter a liberdade de poder escolher.  Afinal, não dizem que o governo é instituído pelos homens, e que seu poder se dá apenas com o consentimento dos governados?

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Leia também:

O cigarro, os fumantes e os direitos de propriedade

Criminalidade, drogas e proibição


David Klein nasceu no Brasil e é formado na Escola de Administração da University of Central Florida.  Atualmente trabalha na indústria de geração de energia e estuda autonomamente Economia Austríaca.


114 comentários
114 comentários
Tucano 14/01/2011 12:00:16

Oi, votem em nós, vamos acabar com o cigarro e cuidar de suas vidas. E não se esqueçam: os petralhas são autoritários.

Responder
Erik Frederico Alves Cenaqui 14/01/2011 17:43:29

Prezado Tucano\r
\r
Os petralhas são totalitários.\r
\r
Abraços

Responder
marcel 14/01/2011 12:09:16

só pegou mal esse ad hitlerorum aí

Responder
Zen 14/01/2011 12:17:08

"só pegou mal esse ad hitlerorum aí"

Foi justamente o que pensei.

Responder
Fernando Chiocca 14/01/2011 12:44:37

Acho que vocês não entenderam o que é ad hitlerum para identificar um aí.
Para existir um ad hitlerum seria preciso que o artigo se resumisse a dizer que "Hitler fez isso, logo, isso é ruim". Mas o que temos no artigo é uma série de argumentos demonstrando os ataques a liberdade de leis anti-fumo e depois a citação de que isso foi praticado no regime nazista também.

E dizer isso só "pega mal" para os , de fato, nazistas defensores deste atentado a propriedade privada na forma da lei anti-fumo NAZISTA.

Responder
Francisco 14/01/2011 14:07:36

Eu estava discutindo isso no ano novo com uns amigos, porque um deles, que é fumante, levantou o assunto dizendo justamente que a lei era autoritária e excessiva. Acontece o seguinte: quando alguém fuma perto de você ela está violando a sua liberdade de escolha de não fumar. Quando ela exala a fumaça das substâncias tóxicas que ela decidiu consumir, você absorve aquelas substâncias nocivas sem a sua vontade. A pessoa tem direito de fumar? Tem sim, desde que ela não prejudique a saúde das pessoas a sua volta. Agora vamos à lei: a lei, basicamente, proibe que se fume em qualquer ambiente fechado de uso público, pois a fumaça afetaria os não fumantes no local (clientes ou funcionários do local). Seria melhor que os estabelecimentos pudessem ter áreas de fumantes e não fumantes? Seria, mas como criar regras que efetivamente separariam as duas áreas? Porque só colocar um risco no chão e dizer "daqui para lá é fumante", como aliás era feito antes da lei anti-fumo, não resolve o problema. Teria que se fazer por exemplo, ambientes fechados com circuitos separados de ar condicionado, para que a fumaça não fosse para a área não fumante através do AC. Isso sem dúvida ficaria muito caro, para não dizer proibitivo. Sem falar, que cada lugar teria que ser analisado com detalhe, para ver como poderia ser feito naquele lugar.

Moral da história: Você pode fazer o que você quiser, desde não prejudique os outros em eles fazerem o que quiserem, como não respirar fumaça de cigarro.

Responder
Angelo T. 14/01/2011 14:47:23

Olá Francisco,

Sugiro a leitura de outro artigo aqui do site, inclusive os comentários, onde já estão sendo discutidas várias questões sobre o fumo:

O cigarro, os fumantes e os direitos de propriedade

Responder
Fernando Chiocca 14/01/2011 15:32:59

Francisco, se acha que as separações entre fumantes ou não fumantes de determinado estabelecimento PARTICULAR não são apropriadas, cabe à você apenas deixar de frequentar ou lugar.

Assim como cabe a mim escolher se entro ou deixo de entrar num local em que as pessoas fumam e "prejudiquem minha saúde".

Som alto faz mal para a saúde, pode provocar diminuição da capacidade auditiva das pessoas expostas ao som alto.
A pessoa tem direito de tocar alto? Tem sim, desde que ela não prejudique a saúde das pessoas a sua volta.
Qual é sua grande ideia mirabolante de lei para coibir esse prejuízo à saude? Obrigar que as boates diminuam o volume do som? Proibir shows de Heavy Metal?
Ou então deixar que cada um ESCOLHA LIVREMENTE que lugar frequentar??



Moral da história: o estatismo é prejudicial à saúde, tanto física (pois trata-se de agressão) quanto mental.

Responder
Francisco 17/01/2011 14:14:32

Antes da lei anti-fumo não havia opção para os não-fumantes. Não havia um bar, ou "balada" que proibisse o ingresso de fumantes. Por isso, não era só uma questão de "Ali tem fumantes, logo não volto naquele estabelecimento". Sem falar que as pessoas que trabalhavam naquele ambiente não tinha a opção de não ir àquele estabelecimento. Você vai dizer ao garçom para parar de trabalhar no bar X porque tem muitos fumantes lá? Agora que a lei existe, é muito mais fácil analisar a situação com mais calma e dizer aonde pode e não pode fumar.

Responder
augusto 17/01/2011 15:03:35

"Antes da lei anti-fumo não havia opção para os não-fumantes."\r
\r
Voce, ou um amigo mais empreendedor, tinha plena liberdade de criar a primeira opcao para os nao-fumantes e ter todo o mercado pra voce.\r
\r
Ha 1 ano, nao havia nenhuma opcao de restaurante vegetariano na minha cidade. Nao foi preciso uma lei proibindo todos os restaurantes de servir carne para que eu tivesse um lugar para comer.\r
\r
Bastou aparecer um agradavel imigrante Chines, que abriu um otimo restaurante especializado em pratos vegetarianos.\r
\r
Acredite, liberdade funciona. ;-)

Responder
Fernando Chiocca 17/01/2011 15:07:26

Antes da lei anti-fumo não havia opção para os não-fumantes. Não havia um bar, ou "balada" que proibisse o ingresso de fumantes. Por isso, não era só uma questão de "Ali tem fumantes, logo não volto naquele estabelecimento".

Mesmo não havendo lugares que proibam o fumo, a questão não deixar de ser válida; "Nenhum bar proibe o fumo, logo não vou a nenhum bar".

E se não havia é porque era um péssimo negócio ter um bar que proibísse fumo. Se não era, caberia a você ou qualquer um que discordasse, abrir um e explorar esta "falha de mercado" ficando rico.

Sem falar que as pessoas que trabalhavam naquele ambiente não tinha a opção de não ir àquele estabelecimento. Você vai dizer ao garçom para parar de trabalhar no bar X porque tem muitos fumantes lá?

Claro que vou dizer isso, você vai dizer o que?
Só existe um empregador, um tipo de trabalho? Os garçons eram obrigados a força a trabalhar? Opção sempre existe, existem uitos outros empregos e inclusive a possibilidade de se trabalhar por conta própria.
Uma implicação lógica do que você acabou de dizer seria a de defender que citei anteriormente, que casas noturnas sejam proibidas de tocar som com volume alto pois os garçons teriam sua saúde prejudicada e não tem a opção de não trabalhar ali.

Agora que a lei existe, é muito mais fácil analisar a situação com mais calma e dizer aonde pode e não pode fumar.

Seu viés autoritário não te abandona hein Chico. Não é você quem tem que analisar isso e determinar aonde pode e não pode fumar. Isso cabe aos proprietários de cada estabelecimento decidir.
Ninguém estava nervoso.. ninguém precisava de calma para tomar suas decisões comerciais.

Responder
Gustavo 23/10/2013 19:19:36

O problema, meu caro, é que se realmente fosse importante para a sociedade que as pessoas não fumassem em bares, restaurantes, lugares fechados etc. um empresário iria proibir o ato em seu estabelecimento. Com isso, os não fumantes (pelo menos os que acharem isso bom, e, pelo jeito que você argumentou, todos) iriam para estes estabelecimentos, aumentando o lucro desses empresários, fazendo com que todos os estabelecimentos proibissem o fumo. Ora, se ninguém nunca fez isso é porque a sociedade não se preocupava com este fato.

Responder
victor 28/01/2011 17:37:15

Se eu estou no metrô e derrepente ao meu lado alguem acende um cigarro, tenho o direito de escolha tambem de sair do acento e me distanciar, talvez mudar de vagão, ou que sabe esperar outro trem passar? Isso não me parece certo.

Responder
Fernando Chiocca 28/01/2011 18:09:47

Qual é o certo então?
De qualquer forma, independente do que você ache, quem teria que achar ou deixar de achar alguma coisa aí seria o dono do metrô, que no caso estatal, não existe. Se o metrô fosse privado, e a concorrência fosse no transporte fosse livre, pode ter certeza que seu dono acharia a melhor solução, fazendo vagões para fumantes e não fumantes ou proibindo totalmente o fumo. A escolha seria dele, não sua. Vc teria muitas outras escolhas, como usar diversas companhias de ónibus, vans, taxis, moto-taxis, ir à pé, etc...
Você só não teria o direito de obrigar o dono de um meio de transporte a obedecer as suas regras.
Bem, acabei respondendo o que é o certo..

Responder
mcmoraes 14/01/2011 15:47:44

@Francisco: Eu estava discutindo isso no ano novo com uns amigos...

Não se esqueça de indicar este artigo para os seus amigos ;)

Responder
João 04/06/2014 01:38:35

Muito bom. A liberdade individual de um termina onde começa a do outro

Responder
João Pedro Mello 14/01/2011 16:29:42

Concordo totalmente com o artigo. O cigarro é extremamente prejudicial, mas se a pessoa quer se matar e freqüentar lugar de fumantes, o problema é dela. Se não quiser, com certeza haverá lugares opcionais para não fumantes.

Entretanto, quando escrevi um projeto de lei que proibia o fumo perto de menores de 18 anos e de levá-los a locais habitualmente freqüentados por fumantes, recebi as mesmas críticas. O problema é que crianças e adolescentes ainda não têm autonomia para se afastar voluntariamente da fumaça. De qualquer maneira, não estou tão convicto de que este projeto deveria ser aprovado como estava quando o escrevi.

Responder
augusto 14/01/2011 17:19:49

"Meu deus, pensem nas criancas!!"\r
\r
Claro, se o pai nao consegue afastar o filho da fumaca, vai ser um pedaco de papel assinado por um bando de desconhecidos em Brasilia que o fara...

Responder
João Pedro Mello 14/01/2011 18:34:57

Me refiro também aos pais que fumam perto dos filhos. De um lado o direito do fumante, de outro a falta de autonomia dos filhos para se afastarem. Oras, "um papel assinado por um bando de desconhecidos em brasília" proibindo o fumo perto dos filhos com certeza afastaria a criança da fumaça, a questão é: é certo?

Responder
Fernando Chiocca 14/01/2011 19:10:12

Não. Não é certo e também não é possível. Uma legislação não vai colocar um policial em cada casa vigiando cada pai e filho 24/7.

João, você escreveu algum projeto de lei que proibia menores de 18 anos de, por exemplo, andar de skate? Afinal, crianças e adolescentes ainda não têm autonomia para se afastar voluntariamente de atividades de risco.

E falando em autonomia, o que te fez pensar que você possui uma autonomia maior (ou sequer possui qualquer autonomia) que a dos pais das crianças para decidir o que é aconselhável para elas?

Tem um artigo que gostaria de ver traduzido que acaba com a desculpa esfarrapada do fumante passivo baseada numa pseudo-ciência: The Passive Smoking Scare - When Ruling Class Propaganda Masquerades as Science

E Kinsella vai mais fundo na questão e mostra que nem mesmo casos de pais como os deste bebê são motivos de se interferir violentamente na relação entre pais e filhos: Let Kids Smoke

João, entrei no seu site e ví muita coisa boa, parabéns!!
E ví também que vocè é uma criança menor de 18 anos, e isso deu um nó na minha cabeça. Como alguém menor de 18 anos pretende legislar sobre menores de 18 anos, já que a justificação usada é que menores não possuem discernimento!?!? Não possuem discernimento suficiente para julgar situações que envolvem ele, mas possuem para julgar situações que envolvem ele e todas as outras crianças?!

Por fim, acho que um bom projeto de lei que você deveria escrever é o de afastar crianças, adoslescentes, adultos e velhos de algo muito mais prejudicial que a fumaça, a política.

abs

Responder
Joao Pedro Mello 14/01/2011 21:07:44

O projeto que escrevi foi para um concurso chamado "Câmara Mirim", uma sessão simulada da Câmara para exercitar a cidadania. Não tenho a intenção de aprovar este projeto nem nada do tipo, criar e defender argumentos sobre ele foi somente um exercício. Mas o seu artigo me criou uma dúvida sobre se ele realmente existisse. E obrigado por esclarecê-la. A única coisa que acredito que você tenha se confundido: discernimento é diferente de autonomia. E acredito que as pessoas adquiram discernimento bem antes dos 18 anos, tanto que defendo a diminuição da maioridade penal, mesmo sendo menor. Eu, menor de idade, sei o que é certo e o que é errado.

"Por fim, acho que um bom projeto de lei que você deveria escrever é o de afastar crianças, adoslescentes, adultos e velhos de algo muito mais prejudicial que a fumaça, a política."
Isso foi um modo indireto de dizer para eu parar de escrever sobre política? Se for, sinto muito, não o farei. Caso o contrário, me desculpe a interpretação errônea.


Responder
Fernando Chiocca 14/01/2011 23:18:16

Não João, pelo que li de sua autoria em seu blog, eu quero é encorajar você a escrever muito sobre política. Você já sabe muita coisa e está no caminho certo.

O que quis dizer é que a política é o pior meio que existe, é o meio da violência, da exploração, do prejuízo de uma das partes em benefício da outra, enquanto o mercado é harmonioso, pacífico e beneficia todos os envolvidos. Mais sobre o meio político:

Em essência existem apenas duas maneiras para os homens obterem riqueza. O primeiro método é o de produzir um bem ou serviço e trocar voluntariamente este bem pelo produto de algum outro. Este é o método da troca, o método do mercado livre; ele é criativo e expande a produção; ele não é um jogo de soma-zero pois a produção aumenta e ambas as partes da troca se beneficiam. Oppenheimer denominou este método de "meio econômico" para a aquisição de riqueza.

O segundo método é apoderando-se da propriedade de uma outra pessoa sem o consentimento dela, i.e., através de roubo, exploração, pilhagem. Quando você se apodera da propriedade de alguém sem o consentimento do mesmo, então você está se beneficiando as custas dele, as custas do criador; aqui é verdadeiramente um "jogo" de soma-zero -- a propósito, não é muito bem um "jogo", do ponto de vista da vítima. Ao invés de expandir a produção, este método de roubo claramente dificulta e restringe a produção. Portanto, além de ser imoral enquanto trocas pacíficas são morais, o método do roubo dificulta a produção porque ele é parasitário sobre o esforço dos produtores.

Com uma astúcia brilhante, Oppenheimer denominou este método de obter riqueza de "o meio político". E então ele prosseguiu e definiu o estado, ou governo, como "a organização do meio político", i.e., a regularização, legitimização e estabelecimento permanente dos meios políticos de aquisição de riqueza.

Em outras palavras, o estado é crime organizado, roubo organizado, exploração organizada. E esta natureza essencial do estado é realçada pelo fato de que o estado jamais desiste do instrumento crucial de taxação.

Responder
Joao Pedro Mello 15/01/2011 00:34:44

Entendi. Obrigado pelas explicações, e vou aproveitar o comentário para fazer algumas perguntas, para que as pessoas que entendem mais sobre essa filosofia de liberdade possam me responder, mesmo não sendo de acordo com o tema do artigo:

1 - Impostos para sustentar a justiça: cobrar impostos para sustentar as forças policiais, pagar Juízes e etc é o Estado colocar uma arma na sua cabeça e dizer "passa a grana", mas a vida em sociedade não EXIGE isso? Quer dizer, os que quebram o contrato social PRECISAM ser punidos e não existe ninguém que trabalhe voluntariamente. Então, como financiar a segurança pública e justiça, que não podem ser eliminadas sem criar uma anarquia? Quer dizer, não é como manter empresas estatais, um "supérfluo", é realmente necessário o Estado neste sentido.

2 - Algumas leis não são absolutamente necessárias, mesmo interferindo na iniciativa privada? Como, por exemplo, o código de defesa do consumidor e a lei da propaganda enganosa.

A propósito, acho que virei um Libertário. Nunca vi uma filosofia tão cheia de razão.

Responder
Fernando Chiocca 15/01/2011 01:17:12

1 - Impostos para sustentar a justiça: cobrar impostos para sustentar as forças policiais, pagar Juízes e etc é o Estado colocar uma arma na sua cabeça e dizer "passa a grana", mas a vida em sociedade não EXIGE isso?

Você está assumindo que a única maneira que A tem para se defender do ataque de B é atacando C antes? Isto não faz o menor sentido.
Eu posso contratar um policial e os serviços de um juiz sem antes ter de roubar ninguém para isso.

Quer dizer, os que quebram o contrato social PRECISAM ser punidos

Não existe "contrato social", ninguém jamais o assinou, logo, não há quebra de contrato algum.
Mas, de fato, criminosos precisam ser punidos, e devem ser por forças policiais e judiciais que operem em um mercado libre, ou seja, desta forma seriam punidos muito mais eficientemente que num monopólio que não permite concorrência. (e que é criminoso em si, ou seja, já começa com impunidade para seus próprios crimes)

e não existe ninguém que trabalhe voluntariamente.

Todos, com exceção dos escravos, trabalham voluntariamente.
Mas entendi o que você quis dizer, que ninguém trabalha de graça. (embora exista muita gente que trabalhe) Mas nem precisam, as pessoas pagarim, e já pagam, muito bem para quem lhes oferecer serviços de segurança.


Então, como financiar a segurança pública e justiça, que não podem ser eliminadas sem criar uma anarquia?

Errado João, na anarquia (=ausência de estado) existe segurança e justiça, que, num mercado onde a concorrência é permitida, funcionariam mais eficientemente e com um custo menor. Alias, só na anarquia existe segurança e justiça, já que o que existe hoje são estados que roubam metade de tudo que seus súditos possuem, ou seja, insegurança e injustiça.

Quer dizer, não é como manter empresas estatais, um "supérfluo", é realmente necessário o Estado neste sentido.

Extremamente importante. É por isso que deveria ser oferecido pelo mercado livre. Por exemplo, quando o estado ficou responsável pela produção e distribuição de alimentos, milhÕes morreram de fome na URSS e na China.

2 - Algumas leis não são absolutamente necessárias, mesmo interferindo na iniciativa privada? Como, por exemplo, o código de defesa do consumidor e a lei da propaganda enganosa.

Não João, as únicas leis necessárias são as que protegem a propriedade privada. As leis do código de defesa do consumidor que são necessárias, são apenas as que se conformam com a proteção da propriedade privada, como as partes que tratam de fraudes. Fraude é roubo implícito, e roubo já é algo proibido. As partes que iterferem na iniciativa privada são criminosas.

Um bom livro para você entender melhor tudo que foi dito aqui é A Ética da Liberdade

A propósito, acho que virei um Libertário. Nunca vi uma filosofia tão cheia de razão.

Acho que é a implicação lógica de muita coisa que você pensa, como, por exemplo, o seu post sobre o bolsa família voluntário. O libertarianismo é apenas o círculo daquilo que você acredita fechando.
Se meu felling estiver certo, bem vindo.

Responder
Joao Pedro Mello 15/01/2011 11:48:16

Só não entendi uma coisa: na minha visão, justiça privada com concorrência não faz muito sentido. Como funciona isso?

Quando um bandido comete um crime, quem paga pelo policial que vai prendê-lo, pelo Juiz e pela prisão?

"Errado João, na anarquia (=ausência de estado) existe segurança e justiça, que, num mercado onde a concorrência é permitida, funcionariam mais eficientemente e com um custo menor. Alias, só na anarquia existe segurança e justiça, já que o que existe hoje são estados que roubam metade de tudo que seus súditos possuem, ou seja, insegurança e injustiça."
Agora fiquei confuso, qual a diferença de anarquia e libertarianismo? Eu apoio a ideia de diminuir o Estado, mas concordo que ele deveria continuar existindo em forma de minarquia.

Responder
Joao Pedro Mello 14/01/2011 21:26:27

E desculpe por comentar de novo, mas somente após enviar lembrei de concluir algumas coisas:

Não me considero com mais discernimento com os pais, a apresentação do projeto foi somente um exercício, como já expliquei.

Autonomia significa independência, e discernimento conhecimento e juízo.

Responder
Fernando Chiocca 15/01/2011 12:13:15

João, o que não faz sentido é um monopólio de decisão final em um território, uma única agência que julgue todas as disputas, inclusive as disputas em que ela é uma das partes envolvidas!Simplesmente não tem como dar certo este arranjo... não tem como haver justiça. O resultado é o que vemos mundo a fora, com estados crescendo sempre e atacando as liberdades de seus súditos roubando metade do que é deles.

Se você concede a uma agência o poder de extrair dinheiro a força das pessoas e que ainda é ela quem vai julgar o quanto retirar, você acha que isso pode funcionar?
A única maneira que existe de haver justiça e liberdade é não conceder o poder de cometer crimes a nenhuma pessoa ou grupo de pessoas.

Quando um bandido comete um crime, quem paga pelo policial que vai prendê-lo, pelo Juiz e pela prisão?

O criminoso.
Hoje em dia, ale'm da vítima ser roubada pelo criminoso de rua, ela é roubada pelo grupo criminoso chamado estado e obrigado a pagar pelo policial, pelo juiz e pela prisão.

Leia o livro que indiquei e os artigos nesta seção.

Responder
Angelo T. 15/01/2011 13:04:32

Peço licença para complementar seu primeiro parágrafo.\r
\r
Uma agência com monopólio para julgar conflitos, inclusive nos quais faz parte, tem um grande incentivo para criar conflitos para depois resolvê-los em causa própria.\r
E quando essa mesma agência faz as leis, temos o caso ridículo de uma comportamento ser criminoso quando realizado por um indivíduo, mas aceitável quando realizado por essa agência.

Responder
Angelo Viacava 14/01/2011 17:08:20

Muito mais fácil torna-se a um sistema totalitário incutir na mente das pessoas a autopunição a atos de liberdade individual, para depois controlá-las de maneira coletiva. Inconscientemente esta autopunição passará por osmose a outras atividades e liberdades, tornando os indivíduos cada vez mais autômatos e dependentes das decisões dos Grandes Irmãos de plantão. Mensagens nem tão subliminares assim entram em nossas mentes e nos governam de dentro para fora.

Responder
daniel 14/01/2011 19:11:29

O artigo principal do Mídia Sem Máscara de hoje (14/01) é simplesmente indispensável. Aborda a questão do excesso de legislação que se amontoa sobre a vida de cada um de nós.

A anomalia da advocacia
www.midiasemmascara.org/artigos/direito/11761-a-anomalia-da-advocacia.html

"o advogado existe justamente em função das leis e quanto maior a complexidade, a incompreensão ou mesmo a incomensurabilidade caótica da legislação, mais o cidadão comum leigo precisará dessa classe iluminada de intermediários para resolver seus problemas com o Estado ou com o particular."

Responder
Hallison Liberato 14/01/2011 21:48:10

Considero o cigarro moralmente degradante, esteticamente sem sentido, "olfativamente" de mau-gosto e dai para baixo.

Explico: Não defendo cerceamento de liberdades, longe de mim. Não defendo também que o sujeito que fuma possa assoprar na minha face a fumaça do seu cigarro.

A única diferença entre jogar água em alguém na rua e assoprar fumaça em outrem é o objeto lançado.
A água seca em instantes e o cigarro impregna de tal jeito na roupa que chega a ser nojento.

Como os fumantes não têm educação (em sua maioria), a lei veio em boa hora. Dai a acreditar que é para a saúde e blablabla, se faz mal ou se não faz é outra história que nem entro no mérito.

Responder
Fernando Chiocca 14/01/2011 23:10:53

Hallison, a primeira regra da boa educação é respeitar a propriedade do próximo. O que me leva a concluir que você é extremamente mal educado e deveria levar isso em conta antes de criticar uma siposta falta de educação de quem não desrespeita a propriedade de ninguém.

Responder
Hallison Liberato 15/01/2011 08:33:22

Quem não suporta pancada não deve pôr a cara na "reta".

Se a propriedade do próximo a que você se refere é o site no qual postei minha crítica, não é minha culpa se o referido está aberto a comentários (contrários ou não), e muito menos é culpa minha estar aberto a quem quiser ler.

Falta de educação e RESPEITO, repito, é assoprar no rosto de outra pessoa a fumaça malacafenta do seu cigarro. Da mesma maneira que seria uma tremenda falta de respeito e educação se eu jogasse um balde d'agua em cima de quem quer que fosse sob o pretexto de "liberdade individual".

Sobre o artigo:

Poderia eu, como um indivíduo possuidor de certos direitos inalienáveis, tomar minhas próprias decisões livremente no que concerne às minhas atividades diárias?

Obvio que sim. Se esse seu direito inalienável for o direito de fumar, seria interessante lembrar que tenho o direito inalienável de não sentir a catinga do seu cigarro.

Responder
Fernando Chiocca 15/01/2011 12:04:03

Estou pasmo com sua interpretação!

As pessoas perderam a noção de propriedade privada mesmo! Impressionante. Assustador.

Hallison, a propriedade que você não respeita não é a deste web-site. Como você disse, o espaço é aberto para comentários, que são previamente lidos e aprovados pelos donos do site, que podem deletar qualquer comentário que quiseram e banir dos comentários qualquer pessoa que quiserem. Aqui o direito de propriedade é respeitado.

A propriedade que me referi que você não respeita é a propriedade dos donos de estabelecimentos que são atacados por esta lei fascista que você defende. Ser proprietário de algo significa ter o poder de determinar os rumos e usos deste algo. Quando é o governo que determina regras de uso de um estabelecimento, é ele quem passa a ser dono parcial deste estabelecimento. E isto é um crime contra a propriedade privada.
Você apoia este crime. Apoia que homens armados invadam um bar e agridam ou ameacem agredir o proprietario que não obedecer as regras arbitrárias do grupo criminoso que o ameaça.

Se você for num parque aquático, vai achar falta de educação quando alguém espirrar água em você? É a favor de proibir água em parques aquáticos?

Se não gosta que pessoas joguem fumaça na sua cara, não frequente lugares onde as pessoas fumem e não permita que pessoas fumem na SUA casa ou estabelecimento. Vai agora nas áreas externas onde as pessoas fumam e reclamar da falta de educação delas jogando fumaça na sua casa? Vai na casa de um fumante e reclamar quando ele fumar perto de você, na casa dele? Você é um sem noção, e por conta disso acaba sendo um criminoso, apoiando o crime que está em curso atualmente, onde proprietários são ameaçados por revolveres e obrigados a proibir o fumo em suas propriedades. Esta é sua falta de educação.(que ale'm de falta de educação é também uma falta de ética, um crime.

Responder
augusto 15/01/2011 12:04:22

"Falta de educação e RESPEITO, repito, é assoprar no rosto de outra pessoa a fumaça malacafenta do seu cigarro. Da mesma maneira que seria uma tremenda falta de respeito e educação se eu jogasse um balde d'agua em cima de quem quer que fosse sob o pretexto de "liberdade individual"."\r
\r
Se alguem soprar fumaca no meu rosto, NO MEIO DA RUA, eu concordo contigo, afinal pelas regras atuais do jogo, a rua tambem me pertence (deixando de lado a discussao sobre se isso eh bom ou ruim, certo ou errado).\r
\r
Se eu voluntariamente entrar num bar onde esta claramente escrito "Fumantes sao aceitos neste estabelecimento" e alguem la dentro soprar fumaca no meu rosto, eu discordo de voce, afinal, trata-se de um espaco privado, e o dono definiu a regra: quem quiser pode fumar aqui.\r
\r
Curiosamente, a lei nao impede o fumo na rua, impede o fumo em estabelecimentos privados.

Responder
Diogo Siqueira 15/01/2011 12:48:15

"tenho o direito inalienável de não sentir a catinga do seu cigarro"

Ok...

Deveríamos então colocar pessoas com "cecê" em quarentena?

Ou impedir que pessoas façam churrascos ao lado de vizinhos vegetarianos?

Ou tapar a boca de quem tem bafo?

Afora o seu desapego à verdade dizendo que "os fumantes não têm educação (em sua maioria)", o que contraria o que se vê no cotidiano, pois a maioria dos fumantes respeitam os espaços onde lhes é proibido fumar; e a sua paranóia de que pessoas saem atrás de você soltando baforadas na sua cara (algo condenável entre os próprios fumantes); como resolver as questões acima? Baixando uma lei impedindo, por exemplo, o trânsito de pessoas que esqueceram de passar desodorante?

Direitos de propriedade e de "precedência" resolveriam todas estas questões; exceto onde eles ainda não se fazem presentes, como em vias públicas.

Até lá, tolere. Respeite a decisão do dono de um estabelecimento em admitir fumantes em sua propriedade. Repreenda - com razão! - aqueles que em raríssimos casos dão baforadas direcionas à sua cara. E, por fim, exercite o único direito inalienável que você possui em toda esta estória: o de se afastar de fumantes e o de não freqüentar ambientes que os admitam.

Responder
Breno Almeida 15/01/2011 23:49:13

Hallison Liberato,

Imagine que você é dono de um parque Aquático onde é permitido que as pessoas joguem água uma nas outras. Os frequentadores não reclamam quando alguem pulando na piscina ou escorregando joga água em outra pessoa passando pelo lado de fora da piscina. Elas acham isso normal.

Então o governo decidi proibir isso, alegando que não se pode operar um lugar onde as pessoas joguem água uma nas outras.

Seria estranho a proibição né?

Responder
Daniel 16/01/2011 12:34:14

Com relação a justiça privada, diversas empresas buscam soluções para conflitos em camaras privadas

Responder
Marcosm 16/01/2011 13:37:25

Se um fumante não está prejudicando ninguém (leia-se fumando em locais indevidos e prejudicando os outros com sua fumaça) não vejo porque limitar sua liberdade. De fato, são necessárias restrições ao fumo, como locais de trabalho e locais fechados onde os não fumantes são obrigados a frequentar. Agora, respeitando-se as limitações e fumando em locais permitidos não há mais discussão. O indivíduo é maior e capaz, tem todo o direito de se matar como bem entender. Não sou fumante e acho que se a pessoa não está cuspindo fumaça na minha cara o problema é só dela.

Quando um governo proibe o fumo em locais privados está atravessando uma linha perigosa, caminhando em direção ao totalitarismo.

E mesmo se você não for fumante não tem problema: logo o mesmo será feito com chocolate, batata frita, carne vermelha, refrigerante e vários outros produtos. O totalitarismo alimentar está vindo com tudo. Em breve se você não for não fumante, abstêmio e vegetariano será perseguido.

Tudo para o seu próprio bem, é claro!

Responder
augusto 16/01/2011 15:23:14

"De fato, são necessárias restrições ao fumo, como locais de trabalho e locais fechados onde os não fumantes são obrigados a frequentar."\r
\r
Sabe, instintivamente - e por nao ser fumante - eu me sentiria tentado a concordar contigo.\r
\r
Porem, refletindo um pouco... ora, os locais de trabalho sao, na maioria, empresas privadas. O patrao eh que deve decidir se o fumo deve ou nao ser tolerado.\r
\r
Quanto aos locais fechados, eu acho que a medida vale apenas para os locais ditos "publicos", por exemplo, na Corte, no Pront-Socorro, no Detran... Na verdade eu preferiria que o fumo fosse proibido nos lugares abertos, a pior coisa que tem eh estar andando na rua e a pessoa na frente estar fumando e a fumaca vir toda na minha cara.\r
\r
Ai vc ve a contradicao do "espaco publico": eu nao sou obrigado a respirar a fumaca do cara, mas tambem nao deveria ter que mudar de calcada, afinal eu tambem pago impostos; e nem o fumante deveria ser proibido de fumar, afinal, tambem paga impostos. Como fica? ;-)

Responder
Marcos 24/01/2011 21:28:50

Mesmo em locais de trabalho privados eu tenho tendência a achar que a restrição é válida. Embora aquilo seja propriedade do dono da empresa existem 2 fatos a serem considerados:

1 O empregado precisa daquele dinheiro para se sustentar, então seria difícil para ele pedir demissão apenas por causa da fumaça. Não é como um restaurante. Encontrar emprego é bem mais complicado do que entrar em outro local para se alimentar.

2 A fumaça causa problemas de saúde, ainda mais se o indivíduo em questão seja alérgico.

Então, acho que no mínimo deve ser oferecido a aquele empregado o direito de permanecer longe da fumaça, sob pena de interferência na esfera de liberdade daquele próprio indivíduo. Claro que isso não exclui o fumo naquele estabelecimento, só impõe alguns poucos limites.

O mesmo raciocínio serve para um aluno em uma sala de aula de uma faculdade ou colégio. Ele é obrigado a ter frequência, não poderia se ausentar da sala caso o professor resolvesse fumar.

Responder
Fernando Chiocca 24/01/2011 22:14:50

Primeiro, você não considerou que bares, boates, casas de show etc também são locais de trabalho, logo, sua argumentação serve para um banimento geral do fumo.

Segundo, sempre existe outro empregador, e existe a possibilidade de se trabalhar por conta própria. Ou seja, ninguém depende de um único empregador.

Terceiro, profisões envolvem os mais variados risco, e cabe ao trabalhador colocar na balança e julgar se os risco e condições de trabalho compensam o salário oferecido. Qualquer coisa que você quiser impor sobre esta escolha é um ato violente tirânico inaceitável.

Responder
rafael 24/01/2011 23:02:29

Se o lugar que te oferecesse emprego ñ possuisse ar condicionado, oq vc faria? Pesaria isso na hora de tomar a sua decisão de trabalhar lá ou aceitaria o emprego e reinvidicaria o seu "direito" de trabalhar num local q possua ar condicionado? O calor incomoda e pode provocar desmaios (tudo bem, talvez ñ faça tanto mal qnt a fumaça, mas serve de exemplo)

Mas tudo bem, supondo q fosse consenso q deveriamos proibir que se fumasse em alguns lugares, ainda teriamos o problema de escolher qm teria o papel de decidir isso. O cigarro ñ é um caso isolado, e os próximos casos? E animais, deveriamos proibir tb? Barulho? O ar condicionado? Para qualquer grupo de pessoas para qm dessemos esse poder de banir certos comportamentos de locais privados, haveria a chance de corromper e passar a tomar decisões baseados em interesses particulares ("qnd a compra e venda de alguma coisa é regulada, a primeira coisa a se comprar e vender são os reguladores") e esse poder é um passo do autoritarismo. Com grandes poderes vem grandes responsabilidades, e eu ñ confio nos seres humanos. Felizmente nós não precisamos correr esse risco, basta deixar q o livre mercado se encarregue, sem necessidades de intervenção do governo e todos os seus riscos inerentes.

Responder
meio termo 16/01/2011 17:01:34

O cigarro não estaria no grupo de autonomias da moral?\r
\r
Autonomias de fumar, beber, morrer.\r
\r
Se não existisse a moral os homens adentrariam o banheiro das mulheres, vice-versa, e poderiam dizer: esse é um direito libertário de ir e vir.\r
\r
Por isso, a lei moral não precisa ser legislada pelo estado, basta ter uma boa razão.\r
\r
A razão é a lei da consciência.\r
\r
Sem consciência não é possível liberdade. \r
\r
O cigarro não é una deformação da lei da consciência?\r
\r
Ele preenche um vazio psiquico e químico, na cabeça das pessoas que estão presas ao seu vício, e milita contra a lei moral de uma boa razão: a vida.

Responder
Hallison Liberato 16/01/2011 20:54:59

Ora vejam, todos concordaram com minha assertiva!

Fernando Chioca,

Se você for num parque aquático, vai achar falta de educação quando alguém espirrar água em você? É a favor de proibir água em parques aquáticos?

Se num estabelcimento estiver escrito: "Permitido fumar", eu não entrarei tampouco impedirei ou me incomodarei quem fuma de fazê-lo. A questão que coloquei não foi essa, mas você tentou invertê-la. Onde eu disse que num fumódromo não se pode ou não se deve fumar?

A propriedade que me referi que você não respeita é a propriedade dos donos de estabelecimentos que são atacados por esta lei fascista que você defende.

Muito antes dessa lei era proibido fumar em restaurantes, cinemas, até mesmo em empresas e infinitos outros lugares.
Dizer que a lei é fascista porque não lhe contempla é clássico de esquerdóides universitários.

Se não gosta que pessoas joguem fumaça na sua cara, não frequente lugares onde as pessoas fumem

Infelizmente não tenho como sair do mundo e continuar vivo.
Fumar é algo que deve ser praticado entre as paredes do fétido lar de quem tem esse mau hábito.
Infelizmente ainda não foi proibido fumar na rua, ou calçada, como queiram. Mas há e se chegar lá mesmo com esse governo.

Você é um sem noção, e por conta disso acaba sendo um criminoso

Não se irrite. Se todos os fumantes tivessem bom senso e fumassem longe de quem não fuma, não haveria necessidade de uma lei coibindo esse abuso.
Como dizer que essa lei é um abuso se fumar perto de um não-fumante também é um abuso?
Abuso por abuso prefiro aquele que me convém.

Augusto,

Se alguem soprar fumaca no meu rosto, NO MEIO DA RUA, eu concordo contigo,

Não apenas no meio da rua, mas em qualquer lugar até porque no meio da rua ainda não é crime. Se o sujeito fizer isso (e faz) você terá que ficar quieto.
Como essa gente não têm educação, sou favorável à lei.

Deveríamos então colocar pessoas com "cecê" em quarentena?
Ou impedir que pessoas façam churrascos ao lado de vizinhos vegetarianos?
Ou tapar a boca de quem tem bafo?


Qual ao "cece" e o mau hálito creio que higiene basta.
Na questão do churrasco dever-se-ia impedi-los caso a fumaça e o cheiro de carne invadisse a MINHA PROPRIEDADE. Tudo questão de bom-senso.

Breno,

O problema é que ninguém vai a um parque aquático para ficar seco.
Da mesma maneira que eu não saio de casa esperando um mal-educado fumando na minha frente enquanto a fumaça vai direto nas minhas narinas e "empesteia" minha roupa.
Para isso deve existir algum fumódromo.

***

Essa é a questão.

Se a questão é a propriedade privada e a desculpa do artigo é essa, até mesmo o sujeito que passa fumando na calçada e a fumaça adentra a janela da MINHA casa (ou propriedade) está errado.
Se o ar que respiramos não é privado, mas público, supõe-se que NINGUÉM tem direito de mudar o ar "original" com a fumaça do cigarro.

Vocês estão defendendo algo indefensável.

Responder
Fernando Chiocca 16/01/2011 21:14:06

Você, pelo visto, não sabe o que é fascismo. Pois bem, a lei é fascista pois faz com que o governo e não os proprietários estipilem regras sobre suas propriedades. E você é um fascista por apoiar este ataque ã propriedade privada. Entendeu?


Não se irrite. Se todos os fumantes tivessem bom senso e fumassem longe de quem não fuma, não haveria necessidade de uma lei coibindo esse abuso.
Como dizer que essa lei é um abuso se fumar perto de um não-fumante também é um abuso?
Abuso por abuso prefiro aquele que me convém.


Não existe NENHUM abuso em um fumante fumar num local em que o DONO permite o fumo. Você NÃO é o dono do local. Abuso é você apontar uma arma para a cabeça do DONO do estabelecimento e obrigá-lo a proibir o fumo. Que atitude mais educada do senhor!
O único abuso é este crime que o senhor defende. Bandido! Respeite a propriedade dos outros!

Responder
mcmoraes 16/01/2011 22:06:10

Comentário contraditório esse do Hallison Liberato, em q ele começa dizendo q todos concordam com a sua assertiva e termina dizendo q todos defendem algo indefensável.

Responder
Joel Pinheiro 16/01/2011 21:12:32

Hallison, se alguém fumar na casa ao lado e a fumaça entrar visivelmente (ou sensivelmente) na sua casa e te incomoda, daí você tem um ponto válido.

Agora, se você está dentro de uma propriedade cujo dono permite o fumo e se incomoda com a fumaça, daí o problema é seu, e uma lei que proíba o dono de uma propriedade de permitir que se fume lá dentro viola sim o direito à propriedade.

Responder
Hallison Liberato 16/01/2011 23:17:09

Fernando Chiocca,

Você, pelo visto, não sabe o que é fascismo.
*
E você é um fascista por apoiar este ataque ã propriedade privada.


Apelar para ataque ad hominem num debate é risível. Principalmente porque quanto a isso já estou prevenido.

Bandido! Respeite a propriedade dos outros!

Defenda a propriedade oras, bandidagem é descumprir a lei. Até agora não descumpri nenhuma...
Debate se vence com ataques aos argumentos, não ao argumentador.

Eu poderia dizer: "Bandido, respeite a lei". Mas vou me calar diante dos argumentos que expus.

Não existe NENHUM abuso em um fumante fumar num local em que o DONO permite o fumo.

E agora que a lei não permite? Além de abuso é CRIME. E quem defende o crime...




Moraes,

Comentário contraditório esse do Hallison Liberato, em q ele começa dizendo q todos concordam com a sua assertiva e termina dizendo q todos defendem algo indefensável.

Isso demonstra a contradição de VOCÊS, não a minha.
Veja os comentários:

[blue]Se alguem soprar fumaca no meu rosto, NO MEIO DA RUA, eu concordo contigo
*
Repreenda - com razão! - aqueles que em raríssimos casos dão baforadas direcionas à sua cara.
*
Hallison, se alguém fumar na casa ao lado e a fumaça entrar visivelmente (ou sensivelmente) na sua casa e te incomoda, daí você tem um ponto válido. [/blue]

Foram comentários de vocês. Os mesmos que, concordando, discordaram de mim.


Joel,

Exatamente esse o ponto: Desconheço qualquer restaurante que antes dessa lei permitia fumar ao lado de quem não fuma.
Quanto ao direito do proprietário, que ele coloque uma placa bem grande dizendo: PERMITIDO FUMAR.
Então, eu e outros tantos passaremos bem longe.

Responder
Fernando Chiocca 16/01/2011 23:22:57

Assim como assassinar judeus era lei na Alemanha nazista. Mas os soldados que cumpriam a lei e assassinavam judeus eram bandidos da mesma maneira que você é um bandido e apoia apontar uma arma para o dono de um estabelecimento e o obriga a obedecer sua regra.

Bandido fascista socialista. Aprenda a respeitar o que é dos outros. Mande naquilo que é seu. Os outros que mandam no que é deles.

"If a law is unjust, a man is not only right to disobey it, he is obligated to do so." - Thomas Jefferson

Responder
Hallison Liberato 16/01/2011 23:45:19

Fernando Chiocca,

Melhore seus argumentos...

Assim como assassinar judeus era lei na Alemanha nazista.

Não estamos falando de nazismo nem assassinato de judeus, estamos falando de cigarro e respeito à lei antifumo em locais públicos fechados.

você é um bandido e apoia apontar uma arma para o dono de um estabelecimento e o obriga a obedecer sua regra.

Não sei se você está inteirado ou se passou muito tempo escrevendo seu artigo...
Mas um policial não pode mais apontar uma arma para alguém se esse alguém estiver desarmado. Não concordo com a lei, mas ela existe e precisa ser cumprida.

Bandido fascista socialista.

É como eu falei... Bandido é quem não cumpre a lei, e eu costumo cumprir todas.
E não, não sou socialista e nem fascista.


Responder
Fernando Chiocca 16/01/2011 23:58:06

Não é socialista e aplaude uma medida socialista como esta lei anti fumo?

Intrigante...

Responder
augusto 17/01/2011 00:33:15

"É como eu falei... Bandido é quem não cumpre a lei, e eu costumo cumprir todas."\r
\r
Dificil de acreditar, honestamente.\r
\r
Ha, no nivel Federal (ou seja, leis criadas e aprovadas pelo Judiciario), cerca de 180 mil leis.\r
\r
Estima-se (porque ninguem sabe ao certo), que considerando-se leis, normas, portarias e outras formas de legislacao, nos niveis Federal, Estadual e Municipal, cerca de 10 MILHOES de leis no Brasil.\r
\r
Ninguem, absolutamente ninguem nesse pais passa um dia sequer sem quebrar alguma lei ou fazer algo que voce consideraria como comportamento de bandido.

Responder
Hallison Liberato 17/01/2011 00:38:28

Não, não sou socialista e defendo a lei.

Você aplaude este ataque a propriedade privada dos donos de estabelecimento.

Mostre-me onde "aplaudi".

O estabelecimento é propriedade privada mas também é comercial.

Pelo visto você só conhece um sentido para a palavra "privada". Esqueça o banheiro.

Vejamos: Um supermercado é uma propriedade privada?
Sim. Mas ao mesmo tempo é COMERCIAL, porque entra quem quiser desde que seja cumpridor das leis. Que se faça um supermercado para os fumantes que quiserem fumar fazendo suas compras, oras!

O "errado" na história não é quem não fuma (algo perfeitamente natural, já que ninguém nasce fumando). O "errado" é quem fuma E quer impor isso a quem não fuma. Não é complicado.

Seu argumento falha justamente ai.
Nunca (e te desafio a mostrar onde) defendi a proibição do fumo dentro da casa do fumante.
Se algum governo chegar a este ponto, não tenha dúvida que farei coro para derrubá-lo do poder. Por enquanto, estou vendo apenas meu direito de não gostar de cigarro ser respeitado.

Desista. Não há argumento que defenda seu artigo.

Responder
Fernando Chiocca 17/01/2011 12:48:21

Então decobrimos o seu problema. Você erra por não saber o que é propriedade privada.

Minha casa não deixa de ser minha se eu deixo entrar nela quem quiser ou se vendo algo alí.

Um espaço particular aberto ao público não deixa de ser particular.

Eu não mando em um lugar apenas porque o dono me deixa entrar nele.

Se o proprietário de um restaurante permite que eu entre em sua propriedade, isso não me dá o direito de estipular regras sobre o local. Este direito é do dono, é isso que significa ser dono.

Com seu erro identificado e corrigido conseguimos esclarecer tudo. Pode parar de aplaudir este ataque violento a propriedade alheia.

abs

Responder
mcmoraes 17/01/2011 18:41:07

Hallison Liberato,

Levando em conta sua piadinha sobre banheiro, penso que você deve se interessar por este artigo aqui.

Responder
Fernanda Marroni 17/09/2011 05:43:44

"Que se faça um supermercado para os fumantes que quiserem fumar fazendo suas compras, oras!"

Se alguém quisesse fazer isso estaria na ilegalidade, pois a lei que você apóia não permite.

Responder
Angelo T. 17/01/2011 09:14:51

Hallison Liberato, esqueça o que diz a lei por um momento.

Como já deve ter percebido, aqui as pessoas defendem a propriedade privada com unhas e dentes. Quem é o dono de alguma coisa é quem deve decidir como ela será usada. Qualquer lei que dite como devem ser as coisas na propriedade de alguém é considerada por nós criminosa, já que passa por cima do direito que consideramos como sendo básico: o direito de propriedade (sobre nosso corpo, sobre os bens materiais).

Dessa forma, quem decide se o fumo é proibido ou liberado na sua casa é você. Quem decide se o fumo é liberado em um restaurante é o dono desse restaurante. E quem decide se o fumo é liberado em uma rua é o dono da rua.

Eu seria totalmente contrário a uma lei que liberasse o fumo dentro da sua casa ou de seu estabelecimento comercial. Assim como seria contra uma lei que proibisse o fumo nesses lugares. Você é o dono, você decide. E quem achar ruim, que não frequente sua casa! Sua propriedade, suas regras.

Agora voltemos à lei. Quando o governo diz se podemos fumar ou não dentro de nossa propriedade, é como se essa propriedade já não fosse mais nossa. Ela é do governo, pelo menos parcialmente. E quando as pessoas concordam com esse tipo de comportamento, abre-se precedente para outras invasões de propriedade pelo governo. Todas elas obviamente considerada por nós criminosas.

Hoje você concorda com a lei anti-fumo. Mas um dia o governo pode fazer uma lei, por exemplo, que proíba você de comer sua comida favorita em um restaurante, com uma alegação qualquer (sua saúde, saúde dos outros, respeito à vida dos animais, etc), e aí você verá a injustiça da lei. Nesse caso tenho certeza que estaríamos do seu lado, defendendo que o dono do restaurante é quem decide as comidas que serão servidas lá, que você tem todo o direito de comê-las, e quem não quiser comê-las, que não vá nesse restaurante!

Responder
Leonardo Mendes 17/01/2011 15:08:43

Faço minhas as palavras do Angelo: a questão não é se a lei é boa ou ruim, ou se o fumo é moralmente degradante (moral é algo relativo) ou prejudicial à saúde alheia. O fato é que retira a liberdade do dono do estabelecimento de vender e atender a clientela que quiser; tira o arbítrio do dono de decidir sobre seu próprio estabelecimento. Não vejo diferença entre proibir o fumo ou proibir a venda de pastel e outras frituras, pois o óleo utilizado faz mal à saúde, aumentando colesterol ruim etc.

Responder
Fernando Chiocca 17/01/2011 15:14:54

Poizé.
E não deixa de ser curioso o fato de gente falar em "moralidade" quando defendem a maior imoralidade de todas, que é apontar uma arma para uma pessoa pacífica e obrigá-la a obedecer.

Responder
Hallison Liberato 17/01/2011 20:35:22

É como eu disse...

Se é pra combater abuso com abuso, prefiro o abuso que me convenha.
Nunca (e te desafio a mostrar onde) defendi a proibição do fumo dentro da casa do fumante.

Se num estabelecimento estiver escrito: "Permitido fumar", eu não entrarei tampouco impedirei ou me incomodarei quem fuma de fazê-lo.

O dono do estabelecimento deve decidir. No entanto é como eu falei: Que haja fumódromos.

Não há propriedade privada que consiga argumentar com o fato de que fumar é uma afronta a quem não fuma. Vai desde a educação até o bom-senso.
A fumaça do cigarro que invade a propriedade do outro é a anulação do seu argumento. Mas deixa ai pra quem entrar no site e ver seu artigo e os meus comentários decidirem.

Você fugiu de TODOS os meus argumentos, assim é fácil discutir. Até pelo nome do site pensei que os frequentadores fossem mais inteligentes. Tudo bem, paciência.

Quanto à liberdade do estabelecimento, o proprietário pode colocar uma placa dizendo: APENAS FUMANTES. Acaba com o problema, só entra quem fuma, sem briga, sem discussão.

E não, não existe isso de "moral maior do que outra". Ou é moral ou imoral.

Sou favorável à ideia de vocês, desde que o estabelecimento contenha a bendita placa avisando que tem fumante fumando lá dentro.

Responder
Marcelo Aguiar Cerri 17/01/2011 21:08:02

Agora o Ministério da Agricultura resolveu censurar algumas das melhores cervejas produzidas no Brasil por motivos absurdos. Leiam os links e divulguem, pois o Governo não pode determinar até mesmo a cerveja que a gente bebe!

www.brejas.com.br/blog/11-01-2011/cervejas-nunca-serao-7955/#comments

www.brejas.com.br/blog/17-01-2011/cervejas-que-nunca-serao-voz-dos-proscritos-8013/

Saudações,

Marcelo

Responder
Filipe Celeti 17/01/2011 23:53:20

site fora do ar. será que o governo já está agindo?

Responder
Angelo T. 18/01/2011 08:41:30

Lamentável.
Proibições por causa do nome da cerveja, e por causa de ingredientes de origem animal. A cerveja tem um pouco de mel ou leite (no chocolate)? Então proíbe!

Primeiro me proibiram de ir ver meu time jogar no estádio tomando cerveja.
Então passei a tomar cerveja em casa e assistir meu time jogar.
Agora querem proibir a cerveja? Desconfio que estão fazendo isso para proteger minha saúde, ou qualquer outra desculpa esfarrapada.

Se proibirem minha Colorado Indica, vai ter confusão! :-P

Mais uma vez, lamentável.

Responder
Marcelo Aguiar Cerri 18/01/2011 12:38:35

Engraçado que tenho uma Young's Double Chocolate Stout na geladeira. Logo pensei: como é que os caras conseguiram importar? Li o rótulo traduzido e não continha chocolate. Então retirei o adesivo e vi que no rótulo original continha "dark chocolate and natural chocolate flavour".... Ainda bem que os importadores foram mais espertos que os burocratas!
Realmente é um crime moral proibirem a comercialização das melhores cervejas produzidas no Brasil, enquanto as grandes cervejarias vendem livremente cerveja de milho dizendo que é de cevada. Nada contra eles utilizarem em suas receitas mais de 50% de milho, quem gostar que compre. O difícil de entender é que eles escrevem no rótulo que os ingredientes são cevada, cereais não maltados, lúpulo etc. "Cereais não maltados" é milho, que é muito mais barato que a cevada. Então porque o MAPA não os obriga a informar a verdade no rótulo?
Esse é um problema do estado grande: as empresas passam a depender de decisões de burocratas e políticos. Então as grandes empresas, com capacidade para ter lobbistas mais influentes, conseguem tudo o que querem. Enquanto isso, os empreendedores sem ligações com o poder, como o proprietário da Colorado, são impedidos de produzir e vender seus produtos.

Responder
Daniel Marchi 18/01/2011 13:24:04

Em breve, fumar um cigarro e tomar uma cerveja dentro de uma casa noturna será caracterizado como crime hediondo.

Responder
Angelo T. 18/01/2011 13:43:11

Olhei o decreto onde estão as regras sobre cervejas e percebi que há praticamente uma receita que deve ser seguida para se fazer cerveja no país!
Tem os ingredientes permitidos, quantidades, cor, nomenclatura, etc.
Daqui uns dias vamos usar a Constituição em vez do site da Ana Maria Braga para ver a receita do bolo de chocolate.

Responder
daniel 19/01/2011 11:33:45

Este post trata fundamentalmente de liberdade. É o que também aborda a notícia abaixo. Em nome das "metas de qualidade" (vocês sabem né?... o consumidor é um completo incapaz e as empresas estabelecidas precisam ser protegidas de novos concorrentes) a agência reguladora de telecomunicações vai violar o sigilo telefônico de todos os usuários.

O avanço da tecnologia e a tolerância infinita da população fazem com que um governo "democrático" hoje tenha muito mais poder que qualquer tirano do passado imaginou.

Feliz 1984 a todos.

Anatel terá acesso total a dado sigiloso de telefones
www1.folha.uol.com.br/mercado/862698-anatel-tera-acesso-total-a-dado-sigiloso-de-telefones.shtml

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Miguel A. E. Corgosinho 20/01/2011 10:42:45

AÇÃO HUMANA X MONOPÓLIO DA AÇÃO HUMANA NA SOCIEDADE

Alguém que consegue um cigarro, pelo trabalho, pode apoiar-se no pensamento libettário de ter uma propriedade privada para seu uso.

A sociedade libertária seria. portanto, uma lei comum de constituir-se a propriedade privada, se assim a quiser, como um princípio livre, sem estado.

Um princípio livre, como toda propriedade privada, deve esgotar o seu conteúdo libertário, em busca da verdade global...

Quem irá nos socorrer se uma propriedade privada nos retirar direitos públicos de uma lei comum, do hipotético princípio livre, sem estado?

Pode te dar a vontade de ver, de mais perto, um princípio livre da questão da propriedade privada, sem estado, e eu poderia ajudar a iluminação de que precisaremos de um sistema público para um "princípio livre" da sociedade.

Imaginem a introdução da propriedade privada, digamos para as inspirações de organizar a sociedade contra o monopolio existente de um povo, sem o estado, e a decepção de ter que pagar para emitir o valor econômico, de cada propriedade privada, como um princípio livre de outra propriedade privada.

Como assim?

É preciso reconstruir a idéia de que hoje um monopólio da propriedade privada vende o valor (o princípio social) da moeda, enquando faltar a verdade global da publicidade do sistema público da sociedade; em que só com a "ação humana" poderemos apreender a projetar todas as necessidades de se construir uma sociedade libertária!!!

De um lado o sistema público da "ação humana" acontece ao reter o princípio de valor - em que o objeto (de todos os setores da sociedade) é o valor em si, de um sujeito da propriedade privada, mas, por ouro lado, estamos atados ao sistema público de uma propriedade privada impor que o princípio do valor seja conseguido com dividas, alegando que a confiança na verdade da propriedade privada com o dinheiro é o conjunto do sistema da propriedade privada.

Exemplo: O monopoliio de existência de um povo, pela propriedade privada (mercado financeiro) seria da seguinte maneira: tendo em vista a implantação do princípio social, mais simples que o estado, sem um sistema publico - haverá a necessidade direta entre os proprietários da moeda e os bens de uma tal localidade -- as casas, empresas e o valor em si, de um grupo de famílias que conseguiam reunir todos os tipos de materiais da natureza para o desenvolvimento de sua sociedade, passariam, de uma hora para outra, a ter um deficit publico igual ao princípio cada propriedade privada - que antes era um valor seu.

Por isso, para reter o conteúdo libertário da propriedade privada, consagre-o como um princípio livre da "ação humana"; e para não endividar o estado (indesejável) de suas propriedades privadas, compreenda que o sistema do que existe deve ser elevado a verdade global, a qual pode desdobrar o seu principio livre (valor) da propriedade privada para o seu uso, com o direito publico, da sociedade, na moeda.

Responder
mcmoraes 20/01/2011 11:12:52

Miguel, obrigado por se tornar mais compreensivel. Talvez vc se interesse por esse artigo: Justice and Property Rights: The Failure of Utilitarianism.

Responder
Miguel A. E. Corgosinho 22/01/2011 19:21:14

\r
- CITAÇOES PARA ELABORAR O VALOR DO ESPAÇO ECONOMICO -\r
\r
Fichte pág. 43 e 63 -PRINCIPIOS DE TODA A DOUTRINA-DA-CIÊNCIA -\r
\r
Temos de procurar o principio absolutamente primeiro pura e simplesmente incondicionado, de todo o saber humano. Esse princípio, se deve ser absolutamente primeiro, não se deixa provar nem determinar.\r
\r
Ele deve exprimir aquele estado de ação (tathandlung),9 que não aparece nem pode aparecer entre as determinações empíricas de nossa consciência, mas que, muito pelo contrario, está no fundamento de toda consciência e é o único que a torna possível.10 ... Isso torna necessária uma reflexão sobre aquilo que se poderia a principio tomar por ele e uma abstração de tudo o que não lhe pertencia efetivamente.\r
\r
Antes de encetarmos nosso caminho, uma curta reflexão sobre ele - estabelecemos três princípios lógicos: o de identidade, que funda todos os demais; e em seguida os dois que fundam mutuamente naquele, o de oposição e o de razão. \r
\r
* Em seus prolegômenos à Filosofia da História, em 1838, Von Cieszkowski elaborava uma filosofia da "práxis" que tomava de empréstimo a Fichte a idéia-mestra de que a ação determinava o futuro opondo ao ser, isto é, ao mundo presente o ideal que ele deve realizar, isto é, o Dever Ser. \r
\r
* 32 - Esta serie cósmica não pode, por isso, ser nem maior nem menor do que o regressus empírico possível na qual o seu conceito descansa.\r
\r
Fichet - Pela doutrina-da-ciência está dada, como necessária, uma natureza a ser considerada, segundo o seu ser e suas determinações, como independente de nós - e as leis segundo as quais ela deve e tem necessariamente de ser observada. Mas com isso o juízo conserva a sua plena liberdade de em geral aplicar essas leis ou não; ou na multiplicidade das leis, assim como dos objetos... \r
\r
Kant - pág. 76: A simples representação geral da série de todos os estados passados do mundo, e das coisas que existem juntas no espaço, nada mais é em si do que um possível regressus empírico, que me represento, embora ainda indefinido, através do qual, somente, posso perceber o conceito de tal série de condições que a percepção que me foi dada representar. (32)*\r

Responder
Carlos Alberto 20/01/2011 14:20:56

É fato o medo que as pessoas possuem da Liberdade, sendo observável, que grande parte desse medo advém da falta de conhecimento do seu real significado. Em algum momento da história a deturparam de tal modo, que ser Livre passou a ser sinônimo de insegurança. Quando se acredita que Liberdade é fazer o que se quer, comete-se um crime contra si próprio. Fazer o que se quer é inconsequência e imprudência, longe disto, ser Livre é respeitar a si e aos próximos, conhecer os limites que lhe cabem, autorizar que um terceiro faça contigo o que você faz a outro, em fim, ser Livre é ser humano em sua essência.

Responder
Sergio 21/01/2011 14:01:40

"Vejamos: Um supermercado é uma propriedade privada?
Sim. Mas ao mesmo tempo é COMERCIAL, porque entra quem quiser desde que seja cumpridor das leis. Que se faça um supermercado para os fumantes que quiserem fumar fazendo suas compras, oras!"


Exato, concordo plenamente com o finalzinho: que se faça um supermercado para os fumantes que quiserem fumar fazendo suas compras, oras.

O problema é que a lei não permite isso. E aí?

Responder
Hallison Liberato 14/02/2011 14:15:51

Sérgio,

O pessoal aqui não está protestanto pelo direito de fumar em qualquer lugar?
O seu "como" é facilmente aplicável quando a lei que estão litando fizer sentido, ou seja, "brigarem" para se criar espaços para fumantes, separados de quem não fuma e tem ojeriza a esta catinga.

O autor foi muito infeliz neste artigo.

Responder
Miguel A. E. Corgosinho 21/01/2011 19:20:14

mcmoraes, obrigado pela dica.\r
\r
Vc disse: " obrigado por se tornar mais compreensivel."\r
\r
Precisamos colher um punhado de razões, de diferentes autores (sugiro Fichet, Kant, Hegel), para construir a teoria da justiça, e juntá-las em razão de referência senão as coisas ficam como um dogma, sem fundamento absoluto, como vc disse.\r
\r
O que Murray fez foi criticar as justificações do estado e do mercado, pois é necessário a tal teoria da justiça - X corretamente do titular original - um juízo de "valor", em nome da propriedade privada.\r
\r
Mas, o mundo exterior continua incompreensível aos olhos dos mais céticos.\r
\r
Mises disse, sem qualquer definição, que nenhum homem poderia resolver o problema da economia, sabe pq? Pq ninguém é igual a Deus. \r
\r
Para suportar as dores do mundo temos que pagar um preço sobrenatural. \r
\r

Responder
mcmoraes 21/01/2011 19:57:58

Vc disse: " obrigado por se tornar mais compreensivel."

Pois é, eu estaria mentindo se eu dissesse que seus comentários continuam criptografados para mim.

Precisamos colher um punhado de razões, de diferentes autores (sugiro Fichet, Kant, Hegel), para construir a teoria da justiça, e juntá-las em razão de referência senão as coisas ficam como um dogma, sem fundamento absoluto, como vc disse.

Talvez. Nunca li Fichet, Kant, Hegel. Vou botar na fila.

O que Murray fez foi criticar as justificações do estado e do mercado, pois é necessário a tal teoria da justiça - X corretamente do titular original - um juízo de "valor", em nome da propriedade privada.
Mas, o mundo exterior continua incompreensível aos olhos dos mais céticos.


O que há de errado com os argumentos do Rothbard?

Mises disse, sem qualquer definição, que nenhum homem poderia resolver o problema da economia, sabe pq? Pq ninguém é igual a Deus.
Para suportar as dores do mundo temos que pagar um preço sobrenatural.


O que isso tem a ver?


Por favor, tente ser claro, didático, sucinto e focado no assunto.

Responder
Miguel A. E. Corgosinho 22/01/2011 00:20:38

"Por favor, tente ser claro, didático, sucinto e focado no assunto."\r
\r
Que isso, prova de redação?\r
\r
Vc me sugeriu uma leitura semelhante, penso eu, ao meu interesse de progredir, ou mais claro ainda, meu propósito de apresentar a propriedade privada através da dimensão do "valor", possível e real, ao crescimento total da economia. \r
\r
O assunto parece criptografado porque existe direções adjacentes para se denominar em nome de quem pode ficar a titularidade da propriedade privada. Murray, citou varias situações de beneficiários, reconhecendo, contudo, que para as novas idéias de leberdade precisaria existir uma teoria da justiça - que pudesse julgar as direções postulantes - o mercado e o estado; e vale dizer com os mesmos perigos da inversão de valor que comporta uma maneira errada de usar a ciência econômica. \r
\r
Mas as justificativas referentes a essa tradução continuam a dilatar-se, digamos no interesse mais geral, do mercado e dos economistas. Consequentemente, qualquer conotação que dispensa a reflexão mais profunda de fundamentos universais - de implicações internas e externas ou a sinceridade de enfrentar as dificuldades opostas de todas as nações - não estarão a caminho de uma opção definitiva. \r
\r
Enfim, o que de proveito tirei nada tem de raro, mas faz parte da multidimensional marcha do pensar um sistema do mundo - que sem dúvida seria difícil, de modo direto, individualizar.\r
\r
O universo possui o mundo, o mundo possuii o mundo exterior e o mundo exterior o mundo objetivo e o mundo objetivo a edificação dos limites da humanidade.\r
\r
Algumas das palavras chaves que utilizo nos meus textos não são criptografadas, fazem parte do vocabulário, por exemplo, dos filosofos que vc não conhece; e foram alçadas precisamente com a finalidade de constituir, com certeza, a centralidade de justiça da propriedade privada.\r
\r
Quando faço alusão a outras maneiras de ver, pretendo analisar a possibilidade de um horizonte mais vasto de considerações. Isto não significa excluir de legitimidade outros que me condicionam; e, como quer que sejam, não se separam da base da determinação que talvez perspectivamos. \r
\r

Responder
mcmoraes 22/01/2011 08:34:15

Ok, Miguel. Obrigado pela explicação mais detalhada. Boa sorte com a sua abordagem.

Responder
Miguel 22/01/2011 09:37:43

Mcmoraes, fico grato pela sua distinção.

Espero, porém, contar com sua amizade.

Abr.

Responder
Madson Santos 31/01/2011 12:02:26

Marcelo.


Você não é obrigrado a se prejudicar com meus vícios burros e egoista.

Apenas não frequente o lugar onde eu estou, tenho certeza que haverá outros lugares livres desses vícios burros e egoísta. ( a escolha é sua ) = LIBERDADE

é tão difícil de entender?

Responder
Lucas 25/04/2011 23:35:49

Segundo o escritor, pode-se fazer o que quiser, inclusive matar, afinal, por que impedir as pessoas fazerem isso? Por que impedi-las de se fazerem mal?\r
Além disso, deve-se perceber que é possível flatular, arrotar e até mesmo gritar por aí, em qualquer lugar, mas não é uma conduta constumeira, mas caso se tornasse, o escritor iria querer impedir tais comportamentos ou não? Afinal, "quem seriam os políticos para proibirem tais comportamentos", não é?!\r
Por outro lado, o argumento de que alguns lugares perderiam a clientela é totalmente descabido, afinal, não estariam todos impedidos de permitir o cigarro em seu ambiente?!\r
Também, curiosamente, o escritor fala na liberdade do fumante, mas e quanto à liberdade do não fumante? A não ser que houvesse um ambiente totalmente fechado e exclusivo para fumantes, com o espaço reservado e sem nenhuma conexão com o outro, claro, para os não fumantes, isso seria um contra-senso, afinal, os fumantes estariam obrigando os outros a sentir o cheiro e aspirar todos os produtos insalubres que, pela sua proclamada liberdade, tem o direito de não o faze-lo. Sem tais leis, protetoras dos não-fumantes, vive-se uma ditadura da fumaça, pois os fumantes obrigam os outros a fumarem. O escritor também deveria considerar a liberdade dos não-fumantes, que não podem se esquivar do fumo, a não ser sob a proteção destas leis.

Responder
Tiago 27/04/2011 05:00:54

Lucas, aprende um pouco sobre ética antes, por favor. Esse flash é um bom começo: www.jonathangullible.com/mmedia/PoL.Portuguese.A.Filosofia.da.Liberdade.swf

Tudo o que você diz se resolve respeitando a propriedade privada.

Abraços

Responder
Lucas 27/04/2011 22:40:23

Caro Tiago, respeito sua opinião, mas se considera que meu comentário não contem ou precisa de um teor mais ético, por favor, me ensine e seja mais específico. Mas espero que não vá falar numa ética teleológica, que justificaria ser ético fumar (e obrigar os outros a fumarem) em um ambiente em que todos podem ir e frequentar. E usando ainda o nome da ética, acredito mais em uma ética que defenda/respeite os seres humanos na sua essência (vida, saúde, integridade, liberdade), e não a propriedade (apenas mais um direito, que não é imanente ao homem).\r
Um abraço.\r
PS: esta é apenas uma opinião, não quero impô-la a ninguém não... =) E nem menosprezar a sua ou outra... =)

Responder
Tiago 02/05/2011 10:36:10

Lucas,

O direito à propriedade é a base de todos os outros. Você é proprietário de seu próprio corpo - atentar contra sua vida é atentar contra sua propriedade mais fundamental. (Direito à "saúde" não existe. Saúde é um bem, não um direito. Você não pode obrigar ninguém a te manter saudável, pois isso seria atentar contra os direitos dessas outras pessoas)

Proibir o fumo na propriedade alheia não passa de uma violação dos direitos do proprietário em questão. Você pode proibir as pessoas de fumar em sua propriedade, e somente em sua propriedade. Isso se aplica a tudo, não só o fumo. Enquanto um indivíduo não estiver causando externalidades a outros (o que é uma agressão), ele pode usar sua propriedade da forma que bem entender.

Sugiro a leitura desse ótimo artigo se quiser verificar como tais princípios são baseados em lógica e não em teologia: www.mises.org.br/Article.aspx?id=200

Abraços,
Tiago.

Responder
Antonio 16/04/2012 07:13:59

Ah, meu Deus,

Vocês do von Mises são tão de direita que têm dois pés direitos e por isso vivem tropeçando em idéias e argumentos. O problema do cigarro é exatamente o mesmo no caso de drogas como cocaína, crack e outras pragas que assolam o país, ou seja, o usuário das mesmas.

Em primeiro lugar, não há a proibição de comprar cigarro e fumá-lo, existe a restrição do uso do mesmo em lugares onde haja concentração de pessoas, por quê? Pois o fumante não tem a mínima noção de respeito pelo não fumante, ele só quer saciar o seu vício, não importa quem estiver por perto, sem falar nos malefícios que o cigarro causa aos fumantes ativo e passivo. Você frequentou restaurantes ou baladas antes dessa restrição? Eu sim e saia empestiado de cigarro, tinha até nojo do cheiro da minha roupa, agora com a restrição, posso respirar um pouco mais aliviado e voltar "mais limpo" pra casa. Isso é uma das poucas coisas que o estado brasileiro fez direito vocês rechaçam, dizendo que é autoritarismo? Eu quero o meu direito de respirar decentemente sem ficar engasgando por conta de um palhaço que não sabe lidar com a vida e vai buscar no vício uma válvula de escape.

O problema do Brasil é que temos três tipos de classe média: Uma acéfala (maioria) que só quer consumir, consumir e consumir e depois não sabe por que vive endividado, uma esquerdista extrema que quer ver o comunismo dominar o país mas sem mexer no seu "quarteirão" e uma direitista extrema (vocês) onde existe o deus mercado que não deve existir regulamentação alguma a não ser aquela que é proferida por ela.

Tamos lascados!

Responder
Luis Almeida 16/04/2012 07:29:21

É incrível a total incapacidade destas pessoas de entenderem o mais básico do básico: toda a questão envolve algo chamado direito de propriedade.

Se eu sou o dono de um estabelecimento -- por exemplo, um restaurante ou uma boate -- e quero liberar o cigarro para os clientes, o estado não tem nenhum direito de proibir esta minha decisão. Em minha propriedade, quem faz as regras sou eu. Quem se incomodar, que simplesmente não venha ao meu restaurante ou à minha boate. Ninguém é obrigado a entrar em nenhum estabelecimento em que o cigarro seja liberado.

Homens assumidamente delicados -- como esse tal Antonio, que certamente está no grupo daqueles maricas que têm um enfisema só de olhar para um maço de cigarros -- fariam um serviço à sociedade caso se limitassem a ficar em casa debaixo da cama, tremendo de medo do resto do mundo. Mas não. Estes seres querem usar a força do estado -- para compensar sua assumida falta de virilidade -- para obrigar proprietários a socializarem suas propriedades, adotando regras que se conformem aos frescos.

Se a sociedade for formada por "homens" como esse tal Antonio, de fato, "tamos lascados."

Responder
Mariana 03/07/2012 11:49:21

Eu não bebo nada alcoólico, não como carne, não gosto de determinados tipos de música, mas nunca tentei proibir que alguém beba, coma ou escute só porque não gosto. Na verdade sempre defendo a liberdade alheia de consumir o que quiser.
O problema do cigarro é a falta de respeito de quem fuma. Por que quando estou rua tenho que engolir fumaça dos cigarros dos outros?

Responder
Cristiano 03/07/2012 13:49:22

pq a rua não é sua.

Responder
anônimo 17/03/2013 01:47:43

eu já conheci bastantes fumantes e é a minoria que é mal educado,ser educado ou não,não tem nada a ver com fumar cigarro

é só você não andar no lado de quem fuma ou andar mais ou mais rápido quando ver alguém fumando para não sentir o cheiro de cigarro

Responder
João Paulo 08/09/2012 16:21:39

eu, como fumante, me sinto profundamente ofendido com essas leis que cerceiam minha liberdade de fumar, sou discriminado a todo momento pelas "instituições politicamente corretas".

Responder
anônimo 08/03/2013 14:14:02

eu acho que o Estado não deve tentar salvar a pessoa dela mesma,isso a religião já faz muito bem

eu sou contra a lei que proibe o fumo em lugares fechados,eu acho que o dono do estabelecimento privado é quem deve determinar se lá dentro pode ou não fumar

eu sei que tem gente que não gosto de cigarro,mas para essas pessoas,a única solução é ficar longe de pessoas que fumam e lugares aonde tem pessoas fumando

essa lei anti fumo está gerando um preconceito terrivel,pior ainda são aquelas imagens atrás do cigarro,seria a mesma coisa colocar a imagem de alguém gordo atrás da embalagem de hamburger ou de refrigerante

eu acho que atualmente existe muito preconceito contra o fumante

Responder
marcos 27/10/2013 18:22:46

Quanta baboseira. Uma coisa é o governo proibir o chocolate. Proibir a liberdade de Expressão. Eu tenho asma e não sou obrigado a passar mal por falta De educação e bom senso desses viciados. Nesses casos em que o cidadão não respeita os outros e pode fazer mal a outras pessoas é que we faz necessaria a intervenção dq lei. Ou você também quer a liberdade de dirigir depois de Tomar todas?

Responder
João Paulo 17/11/2013 14:28:01

sim

Responder
anônimo 01/06/2014 17:51:13

Aprenda a escrever, e depois aprenda a ler. Depois, pesquise o significado da expressão propriedade privada.

Não suporta cigarro? E o que os outros tem a ver com seu problema? Se você não gosta de um estabelecimento, procure outro. Mas querer que um terceiro ( estado ) atenda seus anseios egoístas através da força física ( polícia ) contra inocentes ( comerciantes ), é ser covarde de tal maneira que chega a ser vergonhoso.

Responder
Marcos 01/06/2014 20:35:45

Sr. Anônimo.
Sei o significado de propriedade privada. Mas você acha que você torturar, matar ou simplesmente fazer mal a alguém por estar em sua propriedade privada? Acha que pode mesmo proferir ofensas por estar em propriedade privada? Não. Acho que você é que deve visitar a constituição e leis que regem assuntos ligados a propriedade privada.

Não se trata de questão egoísta.
Você sabia que cigarro pode causar má formação do feto? Sabia que pode desencadear asma e doenças crônicas em crianças que ficam expostas ao cigarro? Sabia que 10% da população possui Asma e faz uso de medicamento de alto custo para poder viver, trabalhar, etc. Sabia que além desses 10% ainda temos na sociedade um número cada vez maior de idosos (de saúde mais frágil). Crianças e idosos são grupo de risco para ficar exposta aos venenos do cigarro.
Está mais comprovado (em pesquisas) que os fumantes passivos são os que mais sofrem com o cigarro.
Por isso meu caro, que não se trata de um terceiro. O Estado (e todos os contribuintes) neste caso é que pagam a conta do SUS para onde irão a maioria que desenvolvem diversos problemas provenientes do cigarro. Não só os que fumam, mas os que estão no momento em que o egoísta (este sim) fumante começa a soltar seus gases mal cheiros e venenosos sem se importar se possui alguém com problema pulmonar por perto... pessoas se tratando de câncer e de tantos problemas respiratórios. Já basta a cidade poluída como está, estas pessoas serem obrigadas a ter que sair correndo de um estabelecimento pois um viciado precisa fazer uso de sua droga legalizada em local público.
Nenhum comerciante quer expulsar fumantes e perder clientes fumantes pagantes. Mas com uma lei ajuda bastante.
Ah, neste mesmo raciocínio, que os deficientes procurem locais que são adaptados né.. Para que lei forçar os locais a se adaptarem... Para que escolas inclusivas.. Que vão para uma caverna né?
E o asmático que não suporta a fumaça que vá a pé ao invés de ter que ficar num ponto de ônibus do lado de um viciado fumante...

Todos os fumantes devem ser livre para fumar todo o veneno e excremento que quiserem desde que seja numa salinha só entre eles. Se matem, mas não levem os outros junto. Vão fazer quimioterapia juntos e não levem os que não têm nada a ver com um vício tão idiota como o cigarro. Que se inicia na adolescência, geralmente por quem não tem personalidade e precisa pagar de gatinho pros outros... E é tão patético que fica por anos sustentando esse vício tão fedido e nogento. Este é de fato um vício patético. Maconha, Crack, Ecstasi etc. fazem muito mais sentido apesar de serem destrutivas também... Mas fumar veneno de rato e baforar como se fosse a melhor coisa do mundo... patético.

Responder
anônimo 02/06/2014 12:45:18

Marcos, em primeiro lugar, vá estudar:

A ética da liberdade
www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=12


As seis lições
3. Terceira Lição - O Intervencionismo
www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=41


Defendendo o Indefensável
www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=27


Definindo a liberdade
www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=91


Uma Crítica ao Intervencionismo
www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=55


Uma Teoria do Socialismo e do Capitalismo
Capítulo 2 - Propriedade, Contrato, Agressão, Capitalismo, Socialismo
www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=583


Basicamente, o que você quer é definir como o dono do bar administre o negócio dele. O que mostra que você ainda não sabe o que é propriedade privada. Ah, citar a constituição é completamente inócuo. Prender judeus também era previsto na lei da Alemanha nazista.

Eu não fumo. Se eu chego num bar e o pessoal tá fumando, procuro outro lugar. Não vou atrás do governo para pedir para eles apontarem uma arma pro dono do bar mandando ele proibir o público alvo dele só porque eu não gosto da fumaça.

Coloque-se no seu devido lugar.

Responder
Marcos 04/06/2014 14:25:46

hahaha
Sr. Anônimo-pró-fumo
É interessante como é fácil perder a postura numa discussão quando faltam argumentos válidos.
"ponha-se no seu lugar" significa o que exatamente?
A Alemanha nazista que você citou não se encaixa no momento político que vivemos.
Nós estamos num país (teoricamente) democrático. Esqueça, pois o que não falta é país com lei absurda. Isso é irrelevante.
Quer bar de fumantes, faz fumódromo. É simples.
Se eu abrisse um bar(lanchonete, padaria etc) antes da lei anti-fumo perderia fregueses, pois não permitiria fumar nele. Agora, posso proibir numa boa - pois não é culpa minha - que os fumantes gastarão dinheiro lá sem poder fumar e direcionar a hostilidade a mim. rs
Em Minas Gerais, já falei com um comerciante, pois lá ainda não existe lei anti-fumo e ele diz exatamente isso. Se proibir fumo lá, perde cliente, embora ele também não goste de cigarro.

Responder
Ricardo 04/06/2014 14:37:08

"Quer bar de fumantes, faz fumódromo. É simples."

É pela boca que se pega o peixe, e é pela internet que se descobre um otário.

Prezado Marcos, será que você ainda não sabe que a atual lei simplesmente proibiu os fumódromos?

info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/2014/06/fumodromos-estao-proibidos-no-brasil.shtml

Acorda pro mundo, cidadão. Já estamos sob uma ditadura que aboliu a liberdade empreendedorial e você está aí soltando confetes e agitando pom-pons, sem ter a mínima ideia do que realmente está acontecendo. É por causa de gente como você que não temos a menor chance de dar certo.

Responder
Hay 04/06/2014 14:51:10

Se eu abrisse um bar(lanchonete, padaria etc) antes da lei anti-fumo perderia fregueses, pois não permitiria fumar nele. Agora, posso proibir numa boa - pois não é culpa minha - que os fumantes gastarão dinheiro lá sem poder fumar e direcionar a hostilidade a mim. rs

Resumindo: se você concorda com o resultado da lei, então tá sussa, que se foda se ela interfere na liberdade do próximo. Sendo benéfica a você, que se foda o resto, não é mesmo? Bem, ao menos você revelou que o que importa para você não é a liberdade, muito menos a saúde do próximo. O que importa é que você concorda com a lei.

Em Minas Gerais, já falei com um comerciante, pois lá ainda não existe lei anti-fumo e ele diz exatamente isso. Se proibir fumo lá, perde cliente, embora ele também não goste de cigarro.

Ora, você só frequenta esses locais se você quiser. Eu mesmo não fumo, não gosto de cigarro e sempre evitei locais com muitos fumantes. Os únicos locais que eu realmente achava insuportáveis eram os bares. Eu simplesmente deixei de frequentar esses lugares. Sabe como é, eu não fico por aí achando que os outros têm que fazer somente o que eu quero.




Responder
Marcos 04/06/2014 15:53:42

Hay.
Liberdade é um conceito bem difícil de ser delimitado.
Mas vamos considerar HOJE, exatamante hoje e agora.
Ninguém tem e em deve ter total liberdade para fazer tudo.
E o limite dessa liberdade é justamente, como um sábio já disse, onde começa a do outro.
Cigarro faz mal a saúde e ponto.
Ambientes comerciais são locais públicos. Sim, são públicos. Se você abre para um, deve abrir para todos que desejem compar lá. Isso significa que como local público, todos têm o mesmo direito.
Quer um local onde sua voz é lei: sua casa. O lar é inviolável. Comércios não. Se alguém for impedido de entrar, o comerciante deve ter um bom motivo ou poderá responder processo sobre preconceito ou o que lhe valha.

Hey, que bom que você abaixa a cabeça e sai, quando em um lugar - que você deveria ter acesso - não te permite o acesso (mesmo INDIRETAMENTE).

Se eu preciso comprar alimentos em um mercado próximo a minha casa - e o mundo capitalista em que vivemos funciona assim - eu vou lá e compro. Mas cigarro é veneno e me causa mal instantaneamente. Devo gastar mais tempo e inclusive, dinheiro para ir até outro local de comércio? Não seria melhor que os fumantes apagassem seu cigarro.
Eu poderia pedir a cada fumante que vejo, que , por obséquio, pare de fumar, pois eu preciso comprar o leite da minha filha, e não posso ficar em ambiente com cigarro. Quantos me atenderiam? se respondeu nenhum: acertou.

Na estação de trem aconteceu exatamente isso ( e lá já era proibido fumar antes da lei). Pedí a moça que apagasse o cigarro pois me fazia mal - juro que com a maior educação do mundo. Ela simplesmente mandou tomar naquele lugar (ela estaav bem vestida e bem aparentada. Se fosse homem mal vestido nem tentaria sorte, claro).
Quando falta educação, e sempre falta quando se trata de uma droga (ainda que lícita) no uso por um viciado - o vício fala mais alto. Nesse casos a lei se faz importante. Peça pros funkeiros de transporte público para desligarem o som. Ter que pedir isso já é ridículo. Claro que não farão - questão de educação pública. O cigarro é a mesma coisa e pior - pois se trata de veneno no ar.

Será que se eu borrifasse cocô na cara das pessoas elas iriam gostar de lei anti-burrifada de cocô na cara? Acho que sim né...

É fácil pra você que não possui problema de saúde aceitar ou não um lugar com cigarro. Eu não tenho essa opção, e como pago impostos e tenho as dificuldades que todo cidadão tem, quero poder me movimentar à vontade sem precisar sair correndo, sem ter que me limitar, parar de frequentar lugares.

Você diz esses lugares como se houvesse locais de fumantes e não fumantes. Mas se você achar me diga onde estão. Antes da lei todos eram fumantes, como é hoje em minas.

Quem tem problema de saúde também tem direito a socialização.
Infelizmente vivemos num mundo em que essa é a "cultura" da população: "Dane os outros, me deu vontade de fumar" Educação ZERO.
Velhos, crianças, 10% dos asmáticos e os outros % (que desconheço) que saiam de perto. Fiquem enclausurados em suas casa pois o mundo é assim: hostil e mal educado.
(e no caso dos fumantes: fedido, podre e doente)




Responder
anonimo de cima 04/06/2014 16:22:44

Pró-fumo não, pró liberdade. Eu não fumo, não suporto a fumaça do cigarro. Mas suporto menos ainda totalitários que nem você que se acham dono da verdade e que querem impor suas opiniões aos outros.

Com ponha-se no seu lugar, estou dizendo para você não meter o bedelho na vida dos outros e para cuidar da sua. Mas pelo jeito tem que lhe explicar tudo nos mínimos detalhes né...

No mais, o Ricardo e o Hay já lhe responderam.

Responder
Marcos 04/06/2014 18:41:45

Totalitário? Ao contrário. A favor da democracia. E a verdadeira democracia permite o acesso de todos indiscriminadamente. E o que a lei anti-fumo permite. Andar em locais que não estão mais venenosos.
Voce não entende bem os preceitos.
Mas quer saber? O Brasil progride em termos de lei? muito raramente. O brasil é um país reconhecido por um bom trabalho neste sentido. A aplicabilidade já é outra coisa... Mas no papel, GERALMENTE, as minorias possuem amparo. As que não possuem estão caminhando para isto.
Vários lugares não possuem lei anti-fumo. Se isso é "totalitário" como diz, será revertido ou não se espalhará para outros lugares.
Vamos ver o que acontece na vida real né... onde centenas opinam sobre essa questão.
E sobre "Com ponha-se no seu lugar, estou dizendo..." - voce está dizendo bobagem com inutilidade. Bedelho na vida dos outros???? kkkkkk ri muito agora. Voce viu onde esses textos são digitados? Num campo chamado: COMENTÁRIO. Isso é um post público aberto a comentário, isso significa que qualquer ponto de vista será dada a mesma oportunidade de expressão...ISSO É DEMOCRACIA. Mas claro que voce não entende isso, pois não sabe o que significa "totalitarismo".
Hehe Mandar alguém para o seu lugar após uma expressão de opinião... Quem é o totalitário mesmo???

Responder
anônimo 01/06/2014 00:44:51

www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/05/1463160-governo-regulamenta-lei-que-proibe-fumo-em-locais-fechados.shtml

www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/67374/assembleia-de-so-paulo-aprova-multa-a-fumante

duas leis,que mostram como o Estado brasileiro desrespeita quem fuma

Responder
Eder Sparenberger 03/06/2014 20:33:30

O texto está muito bem escrito, e tem idéias interessantes, no sentido de refletir até onde vai a liberdade de um individuo, ou de um estabelecimento.
Eu sou da opinião de que a minha liberdade termina, quando a do outro começa.
Concordo com alguns pontos "off-topic" levantados, como de um comerciante poder direcionar seu estabelecimento para atender a um público tabagista (e creio que até é possível, com os fumódromos).
"O comércio é meu, atendo como quiser, quem eu quiser"
Mas o ponto principal do texto, discordo. Pois se partirmos do princípio de que "um deve ser permitido fumar", então fere-se o direito de "todos devem poder não respirar fumaça de cigarro".

Responder
Aleixo 03/06/2014 20:42:07

Pelo visto ainda não entendeu o básico. Não se está discutindo o "direito" de obrigar outras pessoas a ser fumante passivo, mas sim o direito de o dono de um estabelecimento ter a liberdade de permitir o fumo em seu recinto.

É simples assim: se eu quiser abrir um restaurante e permitir o fumo dentro dele (e deixando claro logo na porta de entrada que o fumo é liberado), você deixa ou não?

O governo federal acabou de abolir totalmente essa liberdade empreendedorial. E há inúmeros idiotas aplaudindo fervorosamente.

A atração do brasileiro pelo autoritarismo é algo patológico.

Responder
Eder Sparenberger 04/06/2014 03:44:57

Aleixo, se você atentar ao meu comentário, e realizar uma segunda leitura, com mais calma, verá que eu digo o seguinte:

"Concordo com alguns pontos "off-topic" levantados, como de um comerciante poder direcionar seu estabelecimento para atender a um público tabagista (e creio que até é possível, com os fumódromos).
'O comércio é meu, atendo como quiser, quem eu quiser' "

Logo, sua critica é inválida, pois o seu argumento é justamente algo que eu já havia concordado, mas agradeço a cordialidade utilizada.

Responder
Juliano 04/06/2014 15:26:41

Olá Eder,

Pois se partirmos do princípio de que "um deve ser permitido fumar", então fere-se o direito de "todos devem poder não respirar fumaça de cigarro".

O ponto é que o estabelecimento é uma propriedade privada, tal qual a sua casa. Vc tem o direito de proibir ou permitir o fumo da sua casa e ninguém pode reclamar da "falta de direito de respirar ar puro" dentro dos teus limites. É você quem define as regras. O mesmo vale para um restaurante: impor regras, mediante ameaça de violência, sobre como um estabelecimento comercial deve funcionar é uma violação dos direitos do proprietário. Não é legítimo da minha parte ir a um lugar privado e exigir que o ar lá dentro não tenha cheiro de cigarro.

Note que é uma questão de tolerância. Eu simplesmente não posso te obrigar a seguir as minhas regras dentro do seu estabelecimento, como é a questão do fumo. Você define o que fazer e é você que assume as conseqüências. O lugar é seu, tenho a obrigação de respeitar. Violar o seu direito seria uma atitude autoritária e intolerante da minha parte.

Abraços,
Juliano

Responder
anônimo 05/06/2014 15:08:26

As coisas sao muito simples respeitando o direito de propriedade, os unicos lugares q as coisas ficam nebulosas sao os 'locais publicos' pq esses sao de todos e de ninguem ao mesmo tempo, esses lugares nao deveriam nem existir assim nao teriamos esses problemas. Mas como existem nao tem soluçao, parece q nestes lugares é a lei do mais forte q manda o q pode ou nao fazer

Responder
anônimo 02/12/2014 23:32:56

"Mas o ponto principal do texto, discordo. Pois se partirmos do princípio de que "um deve ser permitido fumar", então fere-se o direito de "todos devem poder não respirar fumaça de cigarro"."

a pessoa ao entrar num ambiente que diz claramente que é permito o fumo,não pode reclamar que a fumaça está incomodando

a pessoa entra num ambiente,que é permito o fumo,se ela quiser,ninguém obriga ela a fazer isso

logo não existe esse tal direito de não respirar fumaça de cigarro,pois ninguém está obrigando a pessoa a entrar num estabelecimento que é permito o fumo

Responder
Bergson 06/06/2014 14:50:36

Muito bom o texto. Mas diz aí David, tu fuma um crivo né?
Abraço

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 14/09/2014 22:41:52


Em SP também é obrigatório colocar placas "proibido fumar" nos estabelecimentos, incluindo em locais de reuniões religiosas, onde obviamente se espera que ninguém fume.

* * *

Responder
Arthur 22/09/2014 20:37:12

Concordo com a questão do direito da propriedade privada de cada um fazer o que quiser, dentro dos padrões normais de convivência humana, não tenho nada contra com quem fuma e a estabelecimentos que possam permitir que fume dentro do seu estabelecimento, o lugar é seu as regras são suas. Na minha opinião, e particularmente para mim, a fumaça é uma agressão para meu corpo, mesmo que inale pouca fumaça mas é, ficando com diversas enfermidades derivadas da fumaça.
Um exemplo, se estou em algum lugar que não tem determinação se pode ou não fumar, e alguém fuma do meu lado, (só que não posso sair do local) peço para a pessoa parar e ela não para, estou eu sendo agredido pela fumaça ( o que não pode ser para alguns que não tem problemas com fumaça, mas eu tenho), quem estaria com a razão de permanecer naquele local? terei que me contentar e consumir a agressão?

Responder
anônimo 02/12/2014 23:38:37

"Um exemplo, se estou em algum lugar que não tem determinação se pode ou não fumar, e alguém fuma do meu lado, (só que não posso sair do local) peço para a pessoa parar e ela não para, estou eu sendo agredido pela fumaça ( o que não pode ser para alguns que não tem problemas com fumaça, mas eu tenho), quem estaria com a razão de permanecer naquele local? terei que me contentar e consumir a agressão? "

tudo é permito até que se diga o contrário,se o dono do estabelecimento não quiser que as pessoas fumem,é só ele colocar uma placa dizendo isso,mas como ele não coloco,ele permite que se fume

eu não entendi,o por que,de você não poder sair do local,que alguém está fumando,por acaso a fumaça de um cigarro faz seu corpo paralisar?


se alguém te prendesse em um lugar e te obrigasse a respirar a fumaça de um cigarro contra a sua vontade,isso seria uma agressão

Responder
Arthur 03/12/2014 19:44:33

Concordo com o intuito da resposta em partes, mas a agressão de alguém que acende um cigarro do meu lado e bafora sua fumaça em mim, mesmo que não sendo proposital, pra mim aquilo é uma agressão, por mínima que seja, eu não tenho que ficar preso em algum local por alguém para que sua fumaça se caracterizasse agressão. acho que a questão não é que o corpo vai paralisar, sabemos que isso não ocorrerá, mas você pode sim estar impedido de sair de um determinado local naquele momento por n motivos do dia a dia. Outro ponto é que depende desse "tudo é permitido até que se diga ao contrario", completaria com "desde que não haja agressão pra um terceiro", e você fazer outra pessoa inalar sua fumaça seria uma agressão pra quem é alérgico ou coisa do tipo, sei que não é caso de morte, por mínima que seja, não deixa de ser uma agressão ao terceiro. Acho que a melhor resposta pra minha pergunta acima seria, "depende de quem chegou primeiro ao local" pois por mais que lá não tenha placa dizendo que ele pode ou não pode, ele tem que respeitar o direito individual de não agressão de cada um, se ele chegou primeiro não posso querer impor algo sobre ele, o mesmo caso se cheguei primeiro ao local.

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