Um presente de Natal definitivo para a minha filha
por , terça-feira, 24 de dezembro de 2013

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Minha querida filha:

Todo Natal eu passo pelo mesmo problema de ter de escolher que presente dar a você.  Sei que há várias coisas das quais você certamente iria gostar, como livros, jogos, roupas etc.  Porém, eu sou muito egoísta.  Sempre quis dar a você algo que iria durar mais do que alguns meses ou anos.  Sempre quis dar para você um presente que lhe faria se lembrar de mim a cada Natal, para sempre.

Se eu pudesse lhe dar apenas um presente, o qual você pudesse carregar consigo para sempre, esse presente seria algo aparentemente muito trivial, mas que me tomou vários anos para que eu finalmente o entendesse.  Esse presente seria uma verdade aparentemente simples, porém libertadora.  E se você aprendê-la agora, essa simples verdade poderá enriquecer sua vida de incontáveis maneiras.  Mais ainda: ela poderá lhe poupar de ter de enfrentar vários problemas que já machucaram muitas pessoas que simplesmente nunca a aprenderam.

Essa verdade aparentemente simples, porém libertadora, é a seguinte:

Ninguém deve nada a você.

Importância

Como pode uma afirmação tão simples ser importante?  Pode não parecer, mas entendê-la realmente pode ser uma bênção para toda a sua vida.

Ninguém deve nada a você.

Isso significa que nenhuma outra pessoa está vivendo para você, minha filha.  Ninguém está nesse mundo para satisfazer suas reivindicações.  Ninguém está vivendo em função de você.  Simplesmente porque nenhuma outra pessoa é você.  Cada pessoa vive por si própria; a felicidade de cada pessoa é algo único e particular, algo que somente ela pode sentir e ninguém mais.

Minha filha, quando você entender que ninguém tem a obrigação de dar a você a felicidade ou qualquer outra coisa, você será libertada e nunca mais terá expectativas em relação a coisas que provavelmente nunca serão como você quer.

Isso significa, por exemplo, que ninguém é obrigado a amar você.  Se alguém a ama, é porque existe algo de especial em você que dá felicidade a essa pessoa.  Descubra o que é essa coisa de especial que você tem e se esforce para amplificá-la.  Assim você será ainda mais amada.

Quando as pessoas fazem algo por você, é simplesmente porque elas querem — porque você, de alguma forma, propicia a elas algo de significativo que faz com que elas queiram agradar você.  Elas não agem assim somente porque devem algo a você.

Ninguém deve nada a você.

Da mesma forma, ninguém tem de gostar de você.  Se seus amigos querem estar perto de você, não é porque eles se sentem nessa obrigação; é simplesmente porque eles se sentem bem estando com você.  Descubra o que os deixa felizes e os faz se sentirem bem, e eles sempre irão querer estar perto de você, sem pedir nada em troca.

Ninguém tem a obrigação de respeitar você.  Algumas pessoas podem até mesmo ser cruéis com você.  Porém, tão logo você entenda que as pessoas não têm a obrigação de ser bondosas com você — e que, consequentemente, elas de fato podem ser más com você —, você irá aprender a evitar aquelas pessoas que podem lhe ser nocivas.  Lembre-se de que você também não deve nada a elas.

Vivendo a sua vida

Ninguém deve nada a você.

Você deve apenas a você mesma a obrigação de ser a melhor pessoa possível.  Porque apenas se você for assim é que as outras pessoas irão querer estar com você e irão querer dar a você as coisas que você quer em troca daquilo que você está dando a elas.  Essa é a única maneira moralmente correta de se obter as coisas que você quer.  Nunca exija nada de ninguém.  Apenas faça por merecer.

Algumas pessoas irão optar por se afastar de você por motivos que nada têm a ver com você.  Quando isso acontecer, procure em outro lugar as relações que você quer.  Não faça com que os problemas de outras pessoas sejam também o seu problema.

Assim que você aprender que precisa fazer por merecer o amor e o respeito dos outros, você jamais irá esperar coisas impossíveis; e, por conseguinte, jamais terá decepções.  Da mesma forma que as outras pessoas não têm a obrigação de compartilhar a propriedade delas com você, elas também não têm a obrigação de lhe devotar sentimentos e pensamentos.

Se elas o fizerem, é porque você fez por merecer essas coisas.  E aí você terá todos os motivos para se sentir orgulhosa do amor que você recebe, do respeito dos seus amigos, da propriedade que você adquiriu.  Porém, jamais pressuponha que tais coisas são fatos consumados.  Se agir assim, você irá perdê-las facilmente.  Essas coisas não são suas por direito.  Não existe algo como "ter direito" a essas coisas.  Você sempre terá de fazer por merecê-las.

Minha experiência

Um grande fardo foi retirado dos meus ombros no dia em que finalmente entendi que o mundo não devia nada a mim.  Por muitos anos acreditei que havia coisas a que eu tinha direito pelo simples fato de ter nascido.  E isso fez com que eu passasse por grandes desgastes — físicos e emocionais — em minha tentativa de coletar esses "direitos".

Ninguém deve a mim respeito, amizade, amor, cortesia, conduta moral ou inteligência.  O mundo não me deve nada.  E tão logo eu passei a reconhecer isso, todas as minhas relações imediatamente se tornaram muito mais gratificantes.  Concentrei-me apenas em estar com aquelas pessoas que queriam fazer as coisas que eu queria que elas fizessem.

Essa compreensão de mundo permitiu que eu me desse bem com amigos, sócios comerciais, clientes, amores e estranhos.  Sou constantemente relembrado de que só irei conseguir o que quero se puder entrar no mundo da outra pessoa.  Eu tenho de entender como ela pensa, o que ela crê ser importante e o que ela quer.  Somente assim eu poderei ser útil para ela e, com isso, conseguir as coisas que eu quero.

E somente então eu serei capaz de discernir se eu realmente quero estar envolvido com tal pessoa.  Isso me permite selecionar bem as minhas relações, poupando-me de dissabores; e me permite também direcionar minhas energias apenas para aquelas pessoas com as quais eu realmente tenho mais coisas em comum.

Não é fácil resumir em poucas palavras aquilo que levei anos para aprender.  Porém, talvez se você reler esse presente a cada Natal, seu significado ficará mais claro a cada ano.

Eu realmente espero que isso aconteça.  Sendo seu pai, quero acima de tudo que você entenda essa simples verdade, a qual pode libertá-la para sempre.

Um Feliz Natal, minha filha!


Harry Browne , o falecido autor de Por que o Governo Não Funciona e de vários outros livros, foi candidato à presidência dos EUA pelo Partido Libertário nas eleições de 1996 e 2000.



77 comentários
77 comentários
Erik Frederico Alves Cenaqui 28/12/2010 12:00:18

O objetivo final das teses que defendem a filosofia da liberdade é um só: a supremacia do indivíduo sobre o coletivo.\r
\r
O que o texto ora comentado nos diz é que não devemos esperar nada das pessoas do mundo que efetivamente não nos podem dar nada e devemos lutar pelos nossos próprios objetivos e interesses, sempre respeitando os outros.\r
\r
É evidente que conheceremos pessoas amigas e simpaticas as nossas idéias, mas este não deve ser nosso objetivo principal.\r
\r
A turma da ditadura do politicamente correto adora falar nas defesas de minorias (negros, indíos, mulheres, deficientes fisicos, gays, dentre outros) por meio das ações afirmativas, mas ninguém se preocupa com o individuo que é a única minoria que importa.\r
\r
Se o indivíduo prevalece isto beneficia a todos, que viveram sua vida de forma mais segura, pois ninguém tentara impor suas idéias aos outros.\r
\r
Frise-se que todo movimento coletivista é autoritário porque defende a supressão da responsabilidade individual, levando as pessoas a serem adultos infantilizados, que sempre estão "chorando" por seus direitos inexistentes.\r
\r
Parabéns a equipe do IMB por mais um refinado e profundo texto.\r
\r
Abraços

Responder
mcmoraes 28/12/2010 12:26:36

Minha filha está com 5 meses e meio e já faz um tempo q coleciono boas lições p/ passar a ela. Obrigado.

Responder
Bruno 24/12/2011 09:07:46

Minha filha tem 9 meses e também já estou juntando essas lições. Feliz Natal à equipe e aos leitores do IMB!

Responder
Júlio Lins 28/12/2010 12:29:42

Com todo o respeito, o que isso tem a ver com economia?

Responder
Leandro 28/12/2010 13:17:13

Absolutamente tudo, Júlio. A economia só funciona em sua plenitude quando as relações de troca são voluntárias, e não coercivas; quando você tem de se esforçar para obter algo; quando você só obtém esse algo fornecendo outra coisa em troca; quando você não coage os outros a lhe dar coisas em troca de nada; quando você entende que as coisas são um bem e não um direito.

Apenas esse arranjo voluntário maximiza o bem-estar de todos, se é que posso utilizar um termo utilitarista.

Grande abraço.

Responder
Thiago Pinheiro 28/12/2010 13:21:00

Gostei muito do texto e já o repassei. Surpreendeu-me encontrá-lo aqui. Mas, ao final, conforme o Leandro explicou, não deveria ter sido surpreendido.\r
\r
Parabéns, mais uma vez, ao pessoal do Mises.

Responder
Marcelo Boz 28/12/2010 14:06:21

Com todo o respeito, o que isso tem a ver com economia?

Tudo.

Imagine o caso de um comerciante que não sabe entrar no "universo" de seus fregueses; não sabe o que eles querem consumir. O que vai acontecer em curto prazo com o negócio dele?

Agora, imagine um outro comerciante que percebe que toda a sua freguesia não lhe deve fidelidade alguma; que sua freguesia pode lhe abandonar tão logo surja um corrente na vizinhança com preços e qualidade melhores que os seus. Este comerciante está continuamente buscando formas de melhorar e satisfazer seus clientes, sempre procurando saber o que lhes agrada. Ele sabe que a longevidade de seu negócio depende dessa conduta.

Entendeu?

Responder
anônimo 29/12/2010 10:09:07

"Ninguém deve nada a você.

Isso significa que nenhuma outra pessoa está vivendo para você, minha filha. Ninguém está nesse mundo para satisfazer suas reivindicações. Ninguém está vivendo em função de você. Simplesmente porque nenhuma outra pessoa é você."

"Não sejamos duros com nossos filhos e familiares.

É bom que se frise que esse é um ponto de vista da sociedade.

Fiz 28 anos de casado e vivo para cada filho, satisfazendo as suas reivindicações, e em função deles.

Simplesmente porque: "ninguém deve nada a eles".

Responder
mcmoraes 29/12/2010 12:30:56

@anônimo: ...É bom que se frise que esse é um ponto de vista da sociedade...

De qual sociedade vc está falando? Não deve ser da sociedade brasileira, em que tantas pessoas acham que têm direito a um monte de coisas (educação, saúde, transporte, programas sociais, etc.) financiadas com o dinheiro dos outros.

Responder
anônimo 29/12/2010 18:38:20

Eu disse dever da família vc e o autor disseram o da sociedade. Em se tratando de pessoas, desde de que elas nascem, todas devem alguma coisa as outras (amor, respeito, dinheiro) que irão pagar ou não. Dever é uma necessidade humana.

Responder
anônimo 26/12/2012 16:09:53

"Dever é uma necessidade humana."

Essa frase não tem o menor sentido.

Responder
Caio 24/12/2013 13:09:30

Não mesmo.

Responder
Daniel Cavalcanti 29/12/2010 16:49:42

Não ignoro as lições que a vida passa para cada homem que ousa nela buscar novos conhecimentos.

Mas quero - de forma simples e convicta - discordar do que é aqui afirmado.

É fato sabido que a humanidade é calcada em valores voltados ao singular, mas enquanto 'comunista romântico' tenho que lançar aqui a defesa dos poucos que fazem a diferença na vida de tantos.

Há ainda quem pense e deseje ao outro a alegria e a paz esquecendo da própria vida. Podemos não ser muitos, mas ainda respiramos!

O mundo não é por completo 'mau'. E todo mau deve ser tratado e transformado em uma das belezas da vida. Logo, é preciso ensinar também aos nossos filhos que dentro da floresta capitalista, ainda há quem queira o bem ao próximo.

Grato pela atenção,
Daniel Cavalcanti

Responder
Paulo Sergio 24/12/2011 02:55:11

'...enquanto 'comunista romântico' tenho que lançar aqui a defesa dos poucos que fazem a diferença na vida de tantos.
Há ainda quem pense e deseje ao outro a alegria e a paz esquecendo da própria vida. Podemos não ser muitos, mas ainda respiramos!'

Mas isso não tem nada a ver com comunismo.Caridade era uma coisa comum nos EUA dos pais fundadores.E as pessoas não faziam porque deviam, faziam porque tinham vontade.

Responder
Erick Skrabe 25/12/2011 14:45:46

Daniel,

Gostei muito do seu comentário porque ele vai direto ao ponto sobre porque o livre-mercado é tao odiado: as "boas intencoes".

Nao, o mundo nao é completamente mau. Há até aquela ótima citacao dos fundadores do EBay de que "people are basically good" (na falta de um bom termo para basically eu traduziria como "as pessoas sao naturalmente boas").

Se as pessoas sao naturalmente boas porque entao elas nao poderiam simplesmente se ajudar, como propoe o comunismo romantico ? Bem, há alguns problemas no sistema de incentivos. Se os meios de producao sao de todo mundo, que incentivos terias as pessoas para cuidar deles ? E mais: como alocar melhor os recursos ?

E aqui vem mais uma questao ? Quem é que vai tomar conta disso ?

Por exemplo: na década de 60 enquanto os grandes e sábios líderes da Uniao Soviética estava desenvolvendo enormes siderúrgicas para o futuro, os trouxas dos americanos estavam brincando com um tal de computador. Qual das 2 decisoes foi a mais correta ? Para a grande maioria das pessoas a primeira fazia muito mais lógica do que a segunda, inclusive influentes economistas como Paul Samuelson (q obviamente nao pertence a Escola Austríaca).

Mesmo na industria de alta tecnologia (um dos ultimos refugios do livre mercado e da liberdade de opiniao) acontece coisas parecidas. As grandes empresas tendem a nao criar inovacoes importantes (disruptivas). Em geral elas compram empresas pequenas que tiveram e tem ótimas idéias.

O mouse e a interface grafica já foram coisas sem sentido na opiniao da Xerox e gracas a individualidade do Steve Jobs e do Bill Gates hj vc está usando isso para escrever.

Da mesma forma o livre mercado nao é contra fazer o bem ao próximo. É contra a obrigatoriedade de fazer isso e contra alguém que vai dizer o que é "bem", quem é o "próximo" e o que cada um tem que "fazer".

Com a melhor das intencoes o comunismo matou milhares de pessoas da Ucrania por um bem maior, como as siderurgicas. De forma aparentemente fria, o livre mercado permitiu a melhoria da vida das pessoas e que nos estivessemos aqui hj discutindo isso abertamente.

(por favor note q ñ uso o termo capitalismo, inventado por Marx, e sim Livre Mercado)
(por favor note tb q a humanidad hj nao caminha para o "singular", mas para um arranjo entre o estado e grandes empresarios amigos do estado, que nada tem a ver com individualismo ou livre mercado)

Responder
Vinicius Aguilar 02/01/2012 06:38:59

"O mundo não é por completo 'mau'. E todo mau deve ser tratado e transformado em uma das belezas da vida. Logo, é preciso ensinar também aos nossos filhos que dentro da floresta capitalista, ainda há quem queira o bem ao próximo."\r
\r
Que afirmação falaciosa, toma partido como se o comunismo fosse o Bom e o resto fosse o mau, o texto não faz distinção entre bom ou mau(o que quer que isso queira dizer), o texto simplesmente fala que ninguém deve nada a alguém.\r
\r
Como de praxe os comunistas, sempre distorcendo, aumentando e apelando para o emocional, estou guardando a champagne para estourar no dia em que um esquerdista conseguir escrever 1 linha sem ser desonesto.\r

Responder
André Luiz 24/12/2013 17:40:28

"Há ainda quem pense e deseje ao outro a alegria e a paz esquecendo da própria vida. Podemos não ser muitos, mas ainda respiramos!
Se pessoas com o seu pensamento simples e convictamente não existissem estaríamos em um mundo melhor!
Você pode pensar e desejar o que quiser a qualquer um, mas em 99% das ocasiões o que esse outro pensa e deseja a si mesmo é diferente do que você quer impor a ele.
Não preciso de pessoas pensando e desejando algo para mim... Quer fazer algo útil: Cuidar da sua própria VIDA e respeitar os semelhantes, já é um bom começo!

Responder
Leandro Coelho 29/12/2010 22:08:53

Resumindo: Você é o epicentro da sua vida!
Texto magnifico, irei imprimi-lo e ler todos os dias para fixar bem suas idéias e na primeira crise de mau humor...ops, porque estou assim? O mundo não me deve nada. (E certamente não está preocupado com meu mau humor.)

Responder
Raduan 30/12/2010 11:45:49

Impressiona-me como ainda o "ninguém deve nada a você" é mal compreendido depois de tão beleza explicação pelo autor...
O fato de no mundo "ninguem dever nada a você" não é porque o mundo é mal, ou porque essa essa é a visão da sociedade e da família não..
Não dever nada a ninguém (ou mais claramente, saber disso), e não viver por ninguém é um fator básico para conduta realmente humana de valorização do HOMEM.

Responder
JOSUELITO BRITTO 24/12/2011 07:48:51

Achei a proposição "O mundo nada me deve" instigante. Se esse principio for observado, evita-se várias decepções, com amigos, parentes, filhos, sociedade, partido, grupos etc. Por outro lado, estimula quem segue o princípio a ampliar sua competência, para ser digno e merecedor de amor, amizade, sucesso,atenção, dinheiro etc. E se não obtiver qualquer desses valores, não projetará a culpa em ninguém. Voltará para si mesmo, procurando as falhas e tocará a vida, sem lamentações ou autopiedade. Gostei muito e vou divulgar entre amigos e parentes próximos (merecedores).

Responder
Edson B. de Carvalho 24/12/2011 07:50:51

Leandro. Maravilhoso voce expor aqui esse texto, essa e a minha filosofia de vida que pratico. Esse texto complementa em parte todas as orientacoes que recebemos desse maravilhoso site. Apenas um adendo:\r
Essas palavras nao sao de autoria do ilustre Harry Browne, mas sim de um mestre chamado OSHO. Tem tambem algo do Livro Conversando com Deus de Donald Wasch, ambos presentes na internet para download. Pesquisem e verao que todo o texto e de autoria dele. O dificil e acreditar e colocar em pratica tudo isso.Parabens e muito obrigado.\r
Abracos

Responder
Andre Cavalcante 24/12/2011 08:40:32

Um Feliz Natal, que significa, renascimento para o Cristão, a todos e, principalmente à equipe IMB.

Que no próximo ano possa nos brindar com mais textos como esse.

Grato.

André Cavalcante

Responder
Fabio 24/12/2011 09:24:43

Compartilho minha indignação com o Raduan. O texto fala por sí, se alguém não compreende sua mensagem então sinto muito. O mundo não lhe deve a compreessão dessa mansagem. Que cada um se esforce genuinamente para entender que não devemos nada uns aos outros, pois do contrário estamos reeditando a escravidão.

Responder
mcmoraes 24/12/2011 10:08:12

Pessoal do IMB e demais leitores. Eu quero desejar um Feliz Natal e próspero Ano Novo a todos vocês. Tenho aprendido muito nesses quase 2 anos em que frequento o IMB; e tudo indica continuarei aprendendo muito no porvir. Gostaria fazer um agradecimento especial ao mestres Hélio e Ubiratan, ao cavaleiro jedi Leandro e aos bravos irmãos Chiocca, especialmente o Fernando. Que Deus continue abençoando vocês.

Responder
Catarinense 25/12/2011 06:35:31

Desejo o mesmo a todos! Feliz natal e fiquem com Deus!

Responder
Diego Vasconcelos 24/12/2012 19:18:06

Meus snceros votos a todos do IMB.. Obrigado por tantos ensinamentos nesse ano de 2012!!
Saúde e sucesso..

Responder
Daniel Marchi 24/12/2011 11:36:43

Faço minhas as palavras de "mcmoraes", sem nenhum retoque.

Responder
Mohamed Attcka Todomundo 24/12/2011 14:20:05

Caríssimo Daniel Cavalcanti:

retomando vossas doces palavras: "Não ignoro as lições que a vida passa para cada homem que ousa nela buscar novos conhecimentos. Mas quero - de forma simples e convicta - discordar do que é aqui afirmado. É fato sabido que a humanidade é calcada em valores voltados ao singular, mas enquanto 'comunista romântico' tenho que lançar aqui a defesa dos poucos que fazem a diferença na vida de tantos. Há ainda quem pense e deseje ao outro a alegria e a paz esquecendo da própria vida. Podemos não ser muitos, mas ainda respiramos! O mundo não é por completo 'mau'. E todo mau deve ser tratado e transformado em uma das belezas da vida. Logo, é preciso ensinar também aos nossos filhos que dentro da floresta capitalista, ainda há quem queira o bem ao próximo", desejo dizer-vos uma coisinha:

"por que, diabos, vcs ainda respiram, caralho?!!!!!!!" vá fazer diferença na vida dos outros às suas custas, pq o fato é q vc acha q 'aquilo q pertence aos outros' é gratis p/ vc dispor segundo suas suscetibilidades!

sua sensibilidade ñ tem q ser legitimada às custas de ninguém. vc só quer o bem do próximo às expensas de lguém ainda + próximo a quem vc possa roubar.

"comunista romantico"?!!!!!!! romãntico com o seu dinheiro e comunista com o patrimonio alheio, né?!!!!!!!

que neste natal papai noel te carregue no saco e te afogue no rio!!!!!!! Este seria um grande presente. hahahahahahaha!!!!!!!

PS! ao moderador: por favor abra uma exceção e poste estes absurdos q escrevi, nem q seja por senso de humor pervertido (permita-se uma vezinha só p/ ver se é gostoso).

Responder
Andre Ramos 24/12/2011 19:58:12

Faço minhas as palavras de "mcmoraes", sem nenhum retoque. (2)

Responder
Angelo Viacava 24/12/2012 09:57:13

Nada a ver, mas tudo a ver.
Como livrar-se do estado em pequenas lições. Fazer e tornar públicas ações humanas positivas:
g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/12/trio-recupera-cercas-e-placas-em-sp-filma-trabalho-e-coloca-videos-na-web.html

Responder
Típico Filósofo 24/12/2012 13:07:53

Bonito, mas é uma péssima lição para ensinar à uma criança. Explico.

O que o senhor Browne(Autor) está tentando ensiná-la com tal artigo é a ser egoísta.
A crença de que não devemos nada àqueles que compartilham o mundo conosco é uma crença perversa. Imagine que absurdo seria se todos tivessem de servir uns aos outros para obter bens e serviços! Uma sociedade completamente baseada em relações de poder, como diria Foucault, inimaginável...

Se o senhor Browne realmente deseja ensinar sua filha a amar, que faça como o maior pensador brasileiro(Paulo Freire): "Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade."

Uma sociedade como o senhor Browne quer é baseada no indivíduo e em suas vontades indisciplinadas ao invés do bem comum. E quanto aos brilhantes artistas que terão de fazer engenharia porque 189 milhões de alienados pela burguesia não valorizam sua arte e sua crítica social? Quando o autor diz à filha que ninguém deve nada a ninguém, ele está meramente repetindo a filosofia da burguesia que nos trouxe à essa civilização doente e desigual que vivemos hoje.

À filha do senhor Browne, repito aquilo que digo aos meus alunos do ensino fundamental: Você deve tudo a todos. Todos devem tudo a você. Isso é o bem comum.
Imagine como seria uma sociedade onde não devemos nada aos mais necessitados: Sem educação pública de qualidade, sem justiça social, sem saúde pública, etc.
Uma sociedade pode sim prosperar em função do bem comum. Veja Cuba e Suécia, por exemplo. Duas nações extremamente socialistas e sem nenhum tipo de vínculo com o capitalismo brasileiro baseado na super-exploração do proletariado.

Reconheço que o senhor Browne é um pensador da burguesia, mas é exatamente por pais como ele que ensino filosofia à crianças do ensino fundamental: Devo chocá-las e educá-las a servir ao bem comum, fazê-las lembrar que elas não podem olhar gente injustiçada e pensar que não devem nada à elas.

É bom lembrarmos que se queremos uma sociedade na qual ninguém deve nada a ninguém, é bom reconhecermos que não será produzida nenhuma sociedade no fim. Reconheço que vós sois habituados com literatura burguesa, mas peço que, por favor, tenham compaixão pelos outros e não apenas pelos seus iguais. Pagar 10 euros por um atendimento médico na Alemanha não é ruim para ninguém e nenhum burguês morreu por isso.

Responder
Thiaco Derfu 24/12/2012 14:09:25

Olá, Típico Filósofo...
... realmente tirou de conclusão o Egoísmo?
Meu amigo e docente... [u]Estou triste![u]

A ideia de que "ninguém deve nada a você e você não deve nada a ninguém" é o maior exemplo de AMOR que já escutei em toda a minha vida.

Se partirmos desta suposição ideológica, tudo àquilo que conquistarmos e oferecermos será por amor e NÃO POR DEVER! É simples, não!? Preciso falar mais alguma coisa?
A frase do texto que deixo pra você é: "... talvez se você reler esse presente a cada Natal, seu significado ficará mais claro a cada ano".
Boas festas...
...são os votos do Thiaco Derfu (pseudônimo)

Responder
Angelo Viacava 24/12/2012 14:17:17

Típico Filósofo, faltou teu último sobrenome: "SOCIALISTA". A visão socialista cria dívidas com todos, a coletividade, mas como não podemos pagá-las, então vêm os impostos com a finalidade de redimirem nossa culpa.

Pagando impostos sentiremo-nos mais realizados com "os outros", aos quais devemos tudo o que temos. Não cabe na cabeça do socialista a iniciativa própria, a troca voluntária, tudo tem que ser obrigatório ou proibido. No socialismo ninguém realiza sonhos, só cumpre seu papel de abelha na colmeia, trabalha e cala a boca. Quando a rainha morrer, façam outra e continuem caladas trabalhando. Não façam nada por si mesmas, só trabalhem pelo alimento mínimo e pelo "bem comum". Só seres inferiores e/ou anestesiados mentais aceitam um sistema assim.

Estultices socialistas enchem o mundo de poesia falsa e degradante, mas nunca resolveram problemas reais. Se eu quero pão, então ofereça-me pão. Que eu possa comprá-lo, escolher entre infinitos pães, infinitas padarias. Ou se eu não puder comprar, que alguém possa dá-lo a mim de bom coração ou em troca de um pequeno serviço prestado ou agrado. Mas não. O deus governo não sai do altar dos socialistas nunca.

Responder
Lucas Silva 24/12/2012 14:17:29

Típico Filosofo,

Entendo seus princípios de bem comum e não vejo problema que você ensine isso para seus filhos ou pessoas das quais você tem contato, desde que para isso não seja a favor da coerção do estado.

Eu particularmente não sinto necessidade de fazer caridade, tem outras pessoas que gostam. A questão de educação em uma visão liberal no meu ver é muito aberta. Você pode tranquilamente pensar no bem comum em um mundo liberal, pois pode praticar a caridade e influenciar os outros a fazer isso, sem que haja coerção para que isso.

Mas acredito que de forma genérica essa visão de "amar a todos", "amar ao mundo" é uma visão um tanto quanto falaciosa. Por mais que façamos qualquer coisa, mesmo que seja para o bem do próximo, é sempre visando a nossa satisfação, mesmo que seja sentimental. Na prática acredito que o que o autor está ensinando é certo, de forma geral, ninguém deve nada a você mesmo, se alguém fizer que bom, mas não EXIJA de ninguém que isso seja feito. Os mais necessitados não devem esperar pela caridade alheia, devem correr atrás de soluções para seus problemas.

Sobre teus exemplos, Cuba é um país da infelicidade, não sei como é usado como exemplo. Suécia, como vários artigos do IMB já abordaram, está decaindo pela absurdo assistencialismo do estado.

Seu exemplo do artista é complicado, se o mercado não o valoriza, porque ele precisa existir? Não faz sentido você inundar o mundo com coisas que as pessoas não gostam ou concordam.

Tenha certeza de que se o mundo quiser caridade, em um livre mercado, isso será atendido.

Abraços.

Responder
Típico Filosofo 24/12/2012 15:24:18

@Thiaco A coerção estatal é a maior prova de amor que existe, pois ela é feita contra a própria vontade de quem não quer amar. Caridade nunca será suficiente. Justiça social é mais que necessária. A população já está impregnada demais com o pensamento liberal-burguês para ao menos considerar o próximo. É preciso que haja coerção(Um nome feio para "Tirar de quem não sente falta e impedir que os pobres morram doentes nas ruas") para resolver problemas.
Ser contra uma consulta médica de 10 euros para todos na Alemanha não é muito inteligente e nem ético. A coerção estatal é a maior prova de amor que existe, pois ela é feita contra a própria vontade de quem não quer amar. Feliz natal.

@Angelo O problema é o egoísmo! Ele é completamente letal às relações humanas. Você só fazer algo por querer uma coisa em troca é ainda mais imoral do que uma pessoa de bem forçá-lo a colaborar com um projeto pelo bem de outras pessoas.
Você pertence à burguesia, talvez não compreenderá, mas pessoas de outras classes também precisam das mesmas coisas que você tem e obteve com a exploração delas.
O estado PRECISA existir pois ele é o único capaz de igualar a riqueza enquanto o mercado tira a riqueza do proletariado e o entrega ao capitalista devido à exploração da mais-valia.
Sua rejeição por impostos é fácil de explicar. Você pertence à burguesia e retira nada daquilo que paga. O pobre, diferentemente, é quem mais recebe da arrecadação de impostos. A taxação é boa ao pobre e ruim ao rico, é por isso que você foi educado a odiar impostos. Feliz natal.

@Lucas Silva Eu prego que o estado deve ser utilizado para a realização do bem comum porque infelizmente a existência de uma burguesia causa apenas exploração e desigualdade. Se você quiser liberdade, você nunca terá igualdade.
Cuba não é o país da infelicidade. Uma nação não precisa ter computadores e carros de luxo. Desde que consiga oferecer saúde pública de qualidade, estou satisfeito. Assista ao filme "Sicko", de Michael Moore. Já a Suécia, sim, está em decadência econômica mas ápice humano. Foi uma sociedade que decidiu a compaixão em detrimento do lucro. Feliz natal.

Bem, minha lição é diferente da do texto. Se você ama o mundo e ama o próximo de verdade, não pense que você não deve nada a ele; seja a favor da justiça social. Pois o maior gesto de amor que você pode realizar é não só contribuir com a justiça social, mas também lutar para que indivíduos egoístas contribuam também.

Um feliz natal a todos. Até à burguesia liberal.

Responder
Lucas Silva 24/12/2012 18:36:48

Acho muito bonito a sua teoria socialista, e se você seria feliz em cuba, sem acesso a quase nada (somente o básico), ok, eu não seria.

Veja os seguintes artigos sobre cuba e tire algumas conclusões:
direitasja.com.br/2012/11/24/cuba-o-inferno-no-paraiso/
direitasja.com.br/2012/07/20/o-idh-de-cuba-e-maior-que-o-do-brasil/
direitasja.com.br/2012/09/07/cuba-a-verdade-nua-e-crua/

Como já falei, nada te impede num mundo liberal de você persuadir as pessoas, usando sua retórica, para que elas doem seus bens. A coerção estatal é o roubo, quem não quer dar não deve ser obrigado. Se você diz isso, você está no mínimo apoiando que se um necessitado precisa de alguma coisa, ele deve roubar para conseguir e óbvio que o roubo prevê o uso da força para tal.

Igualdade é impraticável, um país que nem os EUA que são infinitamente mais livres e bem mais prósperos que nós e garanto, muito mais felizes que os cubanos e nós. Os americanos além disto são muito mais generosos e honestos que nós (www.youtube.com/watch?v=txaSiU-EFVw).

E quando diz que o Brasil é capitalista, saiba que o seu governo atrasa o crescimento do nosso país, com suas regulamentações estupidas, pensando no "bem maior". Saiba que é seu órgão que coage as pessoas é o que destrói o país. Procure o índice de liberdade econômica do país.

Não acho que a melhor forma de melhorar a vida dos pobres é roubando dos ricos para dar a eles. Você só está defendendo que o pobre deve ficar esperando o dinheiro do rico, de braços cruzados, enquanto o rico poupa, investe, trabalha duro.

Sobre a Suécia, ela não é um país socialista, apesar de ter um estado grande. Todos nós já sabemos que as regalias dadas pelo estado só dão em problema. A Grécia é o maior exemplo disto. Como já dito em alguns artigos, a Suécia acumulou muita riqueza, mas a bonanza da qualidade de vida estatal não é para sempre.

Leia mais sobre liberalismo e veja que não somos defensores dos ricos. Queremos apenas mais liberdade e acreditamos que ela vai beneficiar a todos, ricos e pobres. O socialismo não beneficia ninguém, ele nivela por baixo, ele rouba, ele te tira o que tu tens de mais importante, que é teu direito de propriedade privada.

Abraços e um feliz natal para ti.


Responder
Lucas Silva 24/12/2012 18:42:14

A e outra. Se você quer tanto ajudar as pessoas, fique rico e distribua sua renda elas. Com a sua riqueza, você terá acesso a uma saúde de qualidade, já que não precisa de computadores, carros, roupas, casa luxosa enfim. =)

Da próxima vez que for assaltado, não critique o senhor assaltante, dê a ele o que tem, afinal de contas, ele precisa que você redistribua a sua renda com ele.

Responder
Quid 24/12/2012 21:47:15

Feliz é aquele que domina a ironia. Parabéns, você, novamente, foi magistral.

Um feliz Natal a todos.

Abraços.

Responder
Lucas Silva 26/12/2012 10:58:50

Meu amigo me contou... Sabia que ele estava exagerado demais! xD

Responder
anônimo 26/12/2013 03:52:46

Você deveria ser processado por ensinar essa sua filosofia fajuta para crianças do ensino fundamental. Me diga em qual escola você leciona para que meu filho jamais passe perto dela! Além disso, como alguém já comentou aqui, seu papel como educador deveria ser de fazer com que seus alunos fossem livres para pensar por si mesmos, e não ficar fazendo proselitismo ideológico, ainda mais com crianças do ensino fundamental. Isso chega a ser criminoso!

Responder
Edson Carvalho 25/12/2012 00:40:55

Olá, Típico Filósofo...
Reconheço que o senhor Browne é um pensador da burguesia, mas é exatamente por pais como ele que ensino filosofia à crianças do ensino fundamental: Devo chocá-las e educá-las a servir ao bem comum, fazê-las lembrar que elas não podem olhar gente injustiçada e pensar que não devem nada à elas.......................

Senhor filosofo, o maior presente que podemos dar aos nossos alunos é guiá-los para ser independentes. Pena que você é um professor. Lastimável deve ser o tipo de observações que você faz aos seus alunos. Você deve ser um professor pago com nosso dinheiro que nos é espoliado por esse governo corrupto. As palavras são tão claras e verdadeiras que ate uma criança entenderia.
Como já disse abaixo em outra resposta, essas observações não são do autor Harry Browne , mas sim de um mestre chamado Osho, esse sim entendia de filosofia de que você tanto se gaba. Voce ensina filosofia e nunca ouviu falar de Osho?
Você não se igualaria a ele nunca, mas será que se igualaria as centenas de personalidades do mundo que o admiravam citadas no livro....* Osho o homem mais perigoso desde Jesus Cristo* da autora Sue Appleton, Editora gente. Leia esse livro e você vai entender o artigo, e saber o que é ser professor e entender o conceito de expectativas e amor. Se ler mais alguma coisa dele, saberá que o único direito que temos é a nossa própria vida e liberdade. Veja se o texto do Osho abaixo não e igual ao artigo e aprenda mais um pouquinho.
Osho
"Pare de procurar preencher as expectativas dos outros, e pare de esperar que os outros preencham as suas. Lembre-se: se você sofrer, você estará sofrendo por sua causa; se os outros sofrem, eles sofrem por causa deles. Ninguém sofre por causa dos outros – lembre-se disso profundamente. Somente então você será capaz de ser realmente sincero para com seu ser interior. "
"Se sua vida não é feliz, então, saiba que você está vivendo da maneira errada. O sofrimento é o critério de se estar errado; e a felicidade é o critério de se estar certo - não há nenhum outro critério".
"Quando você tiver tido um pequeno vislumbre de que você é o criador de sua própria miséria, será muito difícil para você, continuar a criá-la então. É fácil viver na miséria quando você sabe que os outros a estão criando – o que fazer? Você não tem saída. Eis porque vivemos jogando as responsabilidades nos outros."
"Ninguém pode satisfazer suas expectativas; ninguém está aqui para satisfazer suas expectativas. Todo mundo está aqui para satisfazer as próprias expectativas; ninguém está aqui para satisfazer ninguém. Todo mundo está aqui para satisfazer a si mesmo, mas você espera que os outros o satisfaçam e os outros esperam que você os satisfaça. Então existe conflito, violência, luta e miséria."
"Uma vez que você abandone as expectativas, você aprendeu a viver. Então tudo o que acontece o deixa satisfeito, seja o que for. Você nunca fica frustrado, simplesmente porque em primeiro lugar você não estava esperando nada. Assim, a frustração é impossível. A frustração é uma sombra da expectativa. Com o abandono da expectativa, a frustração cai por sua própria conta."

Isso se chama egoísmo e deve ser praticado e entendido de maneira correta na nossa vida. Quando você esta pronto em condições de partilhar você o faz,não por dever, pena, obrigação ou indiretamente espoliado pelo estado, mas sim pelo prazer de partilhar, isso não vem de fora vem de dentro e isso no mundo relativo se chama amor o contrario do medo.
Sds

Responder
Thiaco Derfu 24/12/2012 13:08:44

Olá, Daniel Cavalcanti...
Posso lhe dizer que sou a pessoa mais altruísta que conheço. Não devo nada a ninguém e mesmo assim sou. Não porque está intrínseco em meu 'dever' social, mas simplesmente sou.
Nenhuma pessoa quer (ou deveria querer) viver à custa dos outros. O indivíduo quer "escrever" com as próprias mãos, "comer" com sua própria boca... Ser o que deseja ser!
Você acha correto viver com a "esmola" alheia? Se você diz ser um comunista romântico, eu discordo! Dentro desse seu coração que pulsa humanidade, igualdade, solidariedade... sei que a melhor definição de sua pessoa é um libertário apaixonado. (Você ainda não sabe)

Sabe por quê? Responda-me: Você quer viver à custa do seu pai (dos outros, do estado...) pra sempre? Tenho certeza que não. Sei que quer produzir, escolher, evoluir, dividir e ensinar. E, de forma simples vou te explicar:
A laranja só dá caldo quando se espreme.
Ou seja, a partir do momento que somente de cada indivíduo depender sua dependência (que ótimo né) haverá igualdade social. Igualdade não é redistribuição de renda, ou o fim da existência de classes. Igualdade é exatamente perceber e aceitar que somos diferentes, temos desejos diferentes, ambições diferentes...

Não ofereça seu fruto aos outros, ensine-os as plantar. Não dê esmola, ofereça oportunidades. Não diga o que é certo, perceba que o seu certo termina aonde o certo (errado) do outro começa.
E você vai perceber que direito de propriedade e da liberdade é muito mais "social" do que você imagina. Estude e construa seu conhecimento baseado na simples premissa: abra seu coração para as diferenças.

Feliz Natal e boas festas a todos do IMB. Estou muito feliz de conhecê-los a uma semana e já me sentir em casa. (obs.: tenho muito a aprender... hi hi hi)
Thiaco Derfu (pseudônimo)

Responder
Ricardo De Lucia Leite 24/12/2012 14:07:04

Um Feliz Natal a todos do IMB!

Pessoas do bem que conquistaram minha admiração e respeito mesmo sem me deverem nada.

Obrigado por me ajudar a ser uma pessoa melhor e liberta a cada dia que passa!

Forte abraço a todos!

Responder
Mauricio Barbosa 24/12/2012 14:44:40

Comunistas de plantão sejam caridosos na esfera privada e tolerantes na esfera pública,será que a queda da união soviética não foi um laboratório mais do que suficiente para vocês perceberem o absurdo que é uma burocracia incompetente e corrupta querer fazer o bem a custa alheia,ora tal missão é impossível e inviável.
O senhor Jesus Cristo nos ensina a amar a DEUS e ao próximo como a si mesmo,ou seja fazer caridade com seu próprio esforço e não fazer caridade com o chapéu alheio,portanto não confundam alho com bugalho.

Responder
Julio dos Santos 24/12/2012 15:34:41

Isso sim é um presente de Natal!
Distribuirei ele para todas as pessoas que considero importante na minha vida e guardarei para os meus futuros filhos.
Feliz Natal a todos!

Responder
Patrick de Lima Lopes 24/12/2012 16:20:59

Brilhante artigo, é definitivamente uma lição de humildade a todos.

Responder
Bernardo Fachini 24/12/2012 17:41:01

Texto muito bom. Obrigado ao IMB por torná-lo público. Feliz Natal a todos. Que o ano de 2013 testemunhe o avanço da causa libertária.

Responder
Vinicius Costa 24/12/2012 17:48:28

Meu primeiro contato com essa lição foi com o filme Clube da Luta. Embora a maioria o veja como um filme socialista ou algo do tipo, eu aprendi coisas com ele que me ajudaram muito a conhecer diversos assuntos, inclusive a Escola Austríaca.

Sendo um filme de muitas frases de efeito, tem uma em especial que nunca esqueço: "You are the same decaying organic matter as everything else". Com o tempo fui cada vez mais deixando de lado a ideia que o mundo gira em torno do meu umbigo e aprendi que ninguém tem o dever de me ajudar ou até mesmo que eu 'mereça' alguma ajuda.

Isso fez com que eu deixasse de esperar, passando a agir conforme o que eu acreditava. Hoje sei que se eu não fizer, ninguém fará por mim. E essa é a lição mais importante que aprendi até hoje.

Responder
anônimo 24/12/2012 19:02:47

Clube da luta é MUITO esquerdista. Olhe só, o ódio todo do cara é contra o patrão dele. O patrão não deve nada pra ele, fez o favor de dar emprego pra um infeliz que passa a vida odiando a mão que o alimentou.
E fora a mesma balela: 'blablabla...empregos que não gostamos pra comprar coisas que não precisamos' típica conversa esquerdista de que vc é manipulado pela propaganda.
Resumindo, filme feito pra agradar quem não é capaz de se responsabilizar pela própria vida.

Responder
Vinicius Costa 25/12/2012 06:37:52

Concordo, tanto que tenho certeza que a ideia do diretor e dos atores do filme eram de passar ideias esquerdistas. Mas comigo, o tiro saiu pela culatra (desculpe). Talvez por estar conhecendo na mesma época alguns livros do Nietzsche, toda aquela encenação de que sem sacrifício nós não teríamos nada fez com que eu aceitasse a responsabilidade pelos meus atos.

Depois de conhecer a escola austríaca, essa ideia se firmou ainda mais na minha cabeça

Responder
Monogo 13/01/2013 04:05:43

Me expliquem onde um protagonista esquizofrênico e insano, atraindo tão mentalmente perturbados qnt ele, pode se considerado de esquerda? ta mais pra o contrário.

Coloquem Matrix no lugar do Clube da Luta, pelo menos faz mais sentido.

Responder
thiago mota 24/12/2013 12:28:53

Eu sei que o filme é bem esquerdista, mas eu tive uma interpretação até boa sobre ele.

É um dos meus filmes favoritos pq mostra aquilo que Camus fala em "O Homem Revoltado" - que revoluções, revolucionários - são todos não necessariamente problemas do mundo, mas sim do próprio cara.

Jack é um maluco, deprimido, demente. Essencialmente frustrado por ter crescido vendo estrelas do rock, celebridades e ser apenas um Zé. E tudo que ele enxerga no mundo, é um espelho dele mesmo. Se explodir prédios e destruir o sistema vão realmente melhorar as coisas - ele não se importa - ele apenas faz pq é um indivíduo transtornado, que projeta no mundo os problemas dele, e junta uma massa de histéricos igualmente fracassados.

É o feitiço contra o feiticeiro - se a intenção do filme era ser um propaganda anti-materialista e antissistema - podemos transformá-lo numa lição de como um maluco exterioriza suas frustrações no "sistema" no "capital" criando facilmente uma massa de histéricos em seus propósitos obscuros.

Nesse caso o Durden seria o lado psicopata. Manipula e aproveita essa massa pra seus propósitos - que ele mesmo nem sabe o que é - só sabe que vai concentrar cada vez mais poder.

Responder
Sérgio 24/12/2012 19:28:28

Por falar em presente de Natal, em 2003, o senador Republicano, Ron Paul, falou sobre o belo presente de Natal que o Marxismo Cutural quer nos dar: destruir o Natal e todas as tradições religiosas. Abaixo o texto.

A Guerra contra a Religião

by Rep. Ron Paul, MD


Ao celebrarmos mais uma temporada de Natal, é difícil não notar que o Natal nos Estados Unidos simplesmente não se sente mais o mesmo. Embora a esmagadora maioria dos norte-americanos celebram o Natal, e aqueles que não o celebram, a esmagadora maioria aceita e respeita as tradições natalinas da nação. O espírito natalino, marcado por um sentimento maravilhoso de boa vontade entre os homens, está em perigo de se perder na guerra contra a religião em curso.

Através de decisões judiciais perversas e décadas de doutrinação, a esquerda cultural, elitista e secular conseguiu convencer muitos em nosso país que a religião deve ser varrida da vista do público. A justificativa é sempre que alguém, em algum lugar, pode, eventualmente, ser ofendido ou se sentir desconfortável morando no meio de uma grande parte da sociedade cristã, portanto, todos devem ceder às sensibilidades frágeis de poucos. O objetivo final das elites anti-religiosas é transformar a América em uma nação completamente secular, uma nação que é legalmente e culturalmente tendenciosa contra o cristianismo.

Esse viés de crescimento explica porque muitas das nossas tradições maravilhosos do Natal foram perdidas. Concursos de Natal e peças de teatro, incluindo Messias de Handel, foram banidos das escolas e centros comunitários. Presépios foram removidos das praças, e até mesmo criticado como ofensivos quando colocados em gramados de igrejas particulares. Festas de escritório de Natal se tornaram tabu, substituídas por partes sazonais incolores para garantir que não haja funcionários se sentem ameaçados por um ?ambiente hostil?. Decoração totoalmente não-religiosas que caracterizam Papai Noel e bonecos de neve, foram postos em causa como símbolos de Natal que poderiam causar desconforto. No início deste mês, os bombeiros perto de Chicago relutantemente removeram decorações de Natal de seu quartel após uma queixa apresentada por alguns intrometidos amargurados. Mais notavelmente, no entanto, uma vez que o refrão banal de "Feliz Natal" foi substituída pelas vagas, onipresentes "boas festas". Mas o feriado? O Natal é uma espécie de segredo, uma palavra que não pode ser dita em público? Por que permitimos que os secularistas nos intimidam em subestimar a nossa festa cristã mais querida e significativa?

A noção de uma separação rígida entre Igreja e Estado não tem base nem no texto da Constituição ou nos escritos de nossos Pais Fundadores. Pelo contrário, as opiniões políticas de nossos Fundadores foram fortemente transmitidas por suas crenças religiosas. Certamente os redatores da Declaração de Independência e da Constituição, ambos repletos de referências a Deus, estariam horrorizados com a hostilidade do governo federal com a religião. A cláusula de estabelecimento da Primeira Emenda foi simplesmente destinada a proibir a criação de uma igreja oficial do Estado como a Igreja da Inglaterra, para não conduzir a religião fora da vida pública.

Os Pais Fundadores imaginaram uma América fortemente cristã, ainda que religiosamente tolerante, com igrejas que servem como instituições vitais que eclipsam o estado em importância. Ao longo da história da nossa nação, as igrejas têm feito o que nenhum governo possa fazer, ou seja, ensinar moralidade e civilidade. Indivíduos morais e civis estão fortemente regulados por seu próprio senso de certo e errado, e, portanto, têm pouca necessidade de um governo externo. Esta é a verdadeira razão da esquerda coletivista odiar a religião: igrejas como instituições competem com o Estado pela lealdade das pessoas, e muitas pessoas devotas colocam sua fé em Deus acima de sua fé no estado. Sabendo disso, os secularistas travam uma guerra em curso contra a religião, desbastando pouco a pouco a herança cristã da nossa nação. O Natal pode, em breve, ser uma vítima dessa guerra.

texto traduzido de www.lewrockwell.com/paul/paul148.html

Responder
anônimo 24/12/2012 22:40:26

'Indivíduos morais e civis estão fortemente regulados por seu próprio senso de certo e errado, e, portanto, têm pouca necessidade de um governo externo. Esta é a verdadeira razão da esquerda coletivista odiar a religião: igrejas como instituições competem com o Estado pela lealdade das pessoas, e muitas pessoas devotas colocam sua fé em Deus acima de sua fé no estado. '

Putz, é a pura verdade, nunca tinha me tocado disso...ESSA é a razão pra esquerda odiar a religião...
Ron Paul é o cara :)

Responder
Gustavo BNG 25/12/2012 02:40:15

Muito bom mesmo! Um seminarista amigo meu afirma que "quando não há harmonia nas relações dentro da família, a fé em Deus é substituída pela fé no estado". Isto não quer dizer que todo ateu é marxista (há uma minoria que não é e que engloba uma grande proporção dos liberais), mas que a paz familiar permite experimentar a Deus. E é assim mesmo!

Feliz Natal a todos os articulistas e leitores do IMB!

Responder
saoPaulo 24/12/2012 20:15:10

"Juro, por minha vida e por meu amor a ela, que jamais viverei por outro homem, nem pedirei a outro homem que viva por mim."

Responder
Glean Morett 26/12/2012 05:18:33


O Juramento de John Galt.

Atlas Shrugged é o melhor livro que já li em toda a minha vida.

Responder
Licurgo 24/12/2012 20:48:16

Equipe IMB,

Grato pelo presente de Natal que chega com este artigo.
Meus filhos gostarão de lê-lo.

Feliz Natal a todos.
Um 2013 de novas conquistas.

Saúde e Paz.

Responder
Patrick de Lima Lopes 26/12/2012 20:30:35

O que deveria estar sendo questionado é o selo estatal utilizado para oficializar a união voluntária entre dois indivíduos.

Estranhamente, muita discussão é jogada fora quando o assunto é família. Infelizmente, na verdade. Não deveria caber ao estado o papel de determinar o que é uma família e o que não é, pois indivíduos deveriam ter a liberdade de criar um acordo de comunhão por conta própria. Implicar a necessidade de uma série de "eventos" estatais para que ele autorize a união voluntária entre dois indivíduos.

Responder
anônimo 28/12/2012 11:06:39

Ninguém deve nada pra mim? Então porque é que eu não sou livre? Não é justamente a vontade da maioria querendo me obrigar a depender do governo pra tudo?
Isso eles devem pra mim sim.

Responder
jfontes 24/12/2013 18:23:15

O casamento civil deveria ser abolido definitivamente, pois não passa de uma aberração totalitária criada pelo estado
(aberração até que relativamente recente com relação ao Brasil), para assumir uma função outrora exercida pela religião.
O matrimônio, como conhecemos no ocidente, sempre foi uma instituição intrinsecamente religiosa.

Responder
Carlos Prado 24/12/2013 22:43:51

Jfontes, e isto resolveria muitos problemas como a a vontade sem sentido de homossexuais que podiam morar juntos e compartilhar bens livremente de serem reconhecidos pelo estado como casados. Não há sentido nenhum nisso. Que significado tem de ter a "benção" estatal da sua união? Ainda mais que pode-se forma-la e dissolvê-la a bel-prazer, qualquer outra forma possível de sociedade atende quem quer compartilhar sua vida material com outra pessoa. E melhor, abrindo uma sociedade que não seja chamada matrimônio permite você colocar quantos quiser e permite elaborar contratos e estatutos da forma que melhor os atender, sem ficar dependendo de leis do estado para divorcio, união estável, disjunção instável, compartilhamento ou não de bens e quais bens em específico. O contrato pode ser simplesmente assim: "Todos que adentrarem a esta sociedade tem direito a regojizar de sexo com qualquer outro membro e de se apresentar ao lado dele em público, podendo pedir afastamento ou dissociação a qualquer momento". Deixe-se a instituição do matrimônio a quem faz sentido instituí-la e para quem tem algum significado religioso.

Responder
Renato Souza 05/01/2013 21:47:31

É interessante que um texto que seria maravilhoso, entendido como uma verdade geral, torna-se errado, entendido como uma verdade universal. E é assim que muitos anarco-capitalistas o vão entender.

É muito útil as pessoas entenderem que não tem direito a que o estado espolie outros para lhes dar o que desejam. E é assim que muitos entendem a república: uma chance de usar o estado para espoliar outros. Também será útil que as pessoas não tem o direito de obrigar outros a pensarem bem delas, ou amá-las.

Mas vejamos se realmente não devemos nada a ninguém e ninguém nos deve nada.

Sei que os principais membros do Institudo Mises do Brasil são cristão. Então me sinto livre para apontar algumas incongruências entre o texto (entendido no seu sentido universal, como a maioria vai entende-lo) e a ética cristã. Segundo a ética cristã, somos devedores a Deus em dois aspectos fundamentais. Em primeiro lugar, porque ele nos criou, e somos portanto, junto com todas as coisas, propriedade dele. O meu próximo tem obrigação de respeitar a minha liberdade, mas Deus a respeita porque quer. Em segundo lugar, somo devedores por sermos pecadores perdoados. Essas doutrinas são tão centrais e auto-evidentes, do início ao fim da Bíblia, que não cabe qualquer interpretação que as negue. Então, entendido de forma ampla, esse texto é incompatível com a ética de qualquer cristão.

Mas continuo. Tenho um filho de 4 meses. Segundo a ética cristã, eu devo a ele, por ser meu filho, sustento, amor, carinho, educação, compreensão. E ele nos trata, eu e minha esposa, como quem deve isso a ele. Ele não pede gentilmente comida, conforto, atenção. Reclama, chora e berra se for necessário, porque no seu instinto está incomodar os país até que estes lhe deem o que ele quer. E ele está certo, segundo a ética cristã. Alguém poderá obstar que ninguém pode ser obrigado ao sentimento de amor. Ocorre que na ética cristã, o amor, além de ser o nome de um sentimento, é uma atitude, e é obrigatório. Além disso, segundo o ensino cristão, aquele que ama a Deus não é nunca desprovido das afeições naturais. Conforme ensina o apóstolo (acho que Paulo, mas não tenho certeza) "aquele que não tem cuidado dos seus, deixou a fé, e é pior que os infiéis".

Vejamos agora do ponto de vista da psiquê humana. Um ser humano normal fica impassível se for rejeitado por um pai, uma mãe, um filho, um conjuje? De forma alguma. Nossos sentimentos nos prendem. É infantil e tolo alguém ter necessidade de ser aceito e amado por todos aqueles que julga que deveriam aceita-lo e ama-lo. Mas não é normal não sofrer quem é rejeitado pelos mais próximos. Você não pode ser livre disto. Adultos que foram orfãos ou crinaças abandonadas, tem uma dor dentro de sí.

Vejamos agora do ponto de vista da lei. Lei é moral legislada. Mas isso não significa que toda a moral deva ser legislada, porque isto tornaria todos os homens escravos, e a liberdade é um dos elementos primeiros da moral cristã. Sem liberdade não há amor, nem justiça, nem paz. Se você faz tudo por um amigo, lhe ajuda nos momentos mais difíceis, e ele vira as costas tão logo esteja bem e você mal, ele é um calhorda do ponto de vista moral, mas não deve ser seu devedor do ponto de vista legal. A lei tem de respeitar a privacidade das pessoas.

Vejamos agora do ponto de vista da relação entre o cristão e o governo. O fato do cristão dever amar não o obriga a se submeter àqueles que o querem escravizar, sejam agentes particulares ou governamentais. Em alguns casos, até pode ser uma estratégia para os que pregam o evangelho, aceitar exigências extravagantes, como ensinou Jesus na parábola da segunda milha. Mas estratégia não é uma questão de direito, mas de inteligência. Quando julgou conveniente, o apóstolo Paulo suportou prisões e até açoites injustos. Quando julgou conveniente, usou a lei para frear a ameaça das autoridades e ameaça-las de volta.

O cristão deve lutar por manter a liberdade, para sí e para o próximo. Os cristãos dos séculos passados entendiam isso com clareza, e não viam problema moral algum em lutar pela liberdade. Os de hoje são os primeiros a submeter-se (e ajudar a submeter outros) aos ditames de regimes cruéis, se apenas tais governantes falarem algumas palavras mágicas como "fraternidade", "solidariedade", "bem estar", "cuidado com os mais pobres". Vergonhoso.

Finalmentem, não é só pelo que posso obter que devo compreender e tratar bem o meu próximo. Se eu for privado da convivência do meu filho, mas souber que ele será um homem de bem, útil, e feliz, isto me bastaria. Seria melhor que a própria amizade dele.

Leandro, sei que saí do tema, e peço desculpas, mas achei que não conseguiria explicar meu pensamento sem ser um pouco mais amplo. E desculpe-me a falta de clareza e destreza com as palavras.

Responder
Ricardo 05/01/2013 23:57:46

O artigo fala explicitamente sobre o que uma pessoa (não) deve esperar de terceiros, e não sobre as obrigações paternas. Sobre esse assunto, veja o artigo Como nos Tornamos Donos de Nós Mesmos.

Responder
Max 14/01/2013 12:21:19

"Me expliquem onde um protagonista esquizofrênico e insano, atraindo tão mentalmente perturbados qnt ele, pode se considerado de esquerda? ta mais pra o contrário."

Lenin, Stalin, Trostky, Fidel, Che, Mao, Pol-Pot, Kim Jung-Ill, todos são esquizofrênicos e insanos, a atraem fãs tão ou mais mentalmente perturbados quanto eles. Ou seja, tal comportamento é a definição perfeita da esquerda.

Responder
thiago mota 24/12/2013 12:19:07

Boa lição.

Mas a garota deve ter ficado puta!! HUAHUAHUAHUAHUA

Responder
Mr.Crowley 24/12/2013 13:08:59

Parabens a todos que mantem e contribuem com este site, atualmente uns dos poucos websites a manter a sanidade nestes tempos de insanidade ideologica.
Seus artigos tem sempre algo a ensinar. Nao desistam, por favor.
Obrigado.

Responder
Eduardo Pimenta 24/12/2013 16:33:22

Mas... mas... mas eu queria uma bicleta, pai.
Todo ano recebo essa mesma mensagem de presente. :'(

Zoera. Excelente texto. Sempre bom ser lembrado.

Responder
Ismar Gavilán 24/12/2013 16:41:13

Olha, que texto fantástico, diria até inesperado, pois sempre foi tratado de economia aqui de uma maneira tão técnica que eu jamais esperaria que um texto romanceado como esse pudesse ter um efeito melhor ainda, com o fim de explicar como devem ser as relações de mercado. Transmitirei para todos os meus amigos possíveis, é um esplendoroso artigo.
Uma sugestão: poderíamos ter um botão do tipo "Curtir", "Like" por aqui, para avaliarmos os textos, bem como também os comentários. Ficaria muito legal.
Aproveito o ensejo para desejar a todos do IMB um Feliz Natal, e agradecer, pois a descoberta das ideias da EA me abriram as portas do pensamento de uma forma que eu não imaginava.
Abraços a todos.

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 24/12/2013 18:30:19


Ótimo texto!

Claro que esse mote ("Ninguém deve nada a você") e sua contrapartida (Você não deve nada a ninguém") devem ser compreendidos dentro de sua aplicação correta.

Se eu compro um móvel em certa loja, o lojista me deve algo sim: um móvel daquele em boas condições e no prazo combinado, ou então o meu dinheiro de volta.

* * *

Responder
Renato S. Borges 24/12/2013 18:45:10

Com estes ensinamentos tortos, sua filha nunca terá noção dos direitos dela... Como o direito de invadir um supermercado exigindo cestas básicas:

www.hojeemdia.com.br/minas/moradores-de-areas-ocupadas-invadem-supermercado-exigindo-cestas-basicas-1.204194

e claro, o direito de ter uma escolta policial para garantir o diálogo!!!

Nem nunca terá a alegria de conseguir algo com as próprias mãos, pelo próprio esforço, pela própria coerção:

www.hojeemdia.com.br/minas/apos-invas-o-supermercado-cede-e-entrega-150-cestas-basicas-para-manifestantes-1.204296

[/ironia]

pois é amigos, quando o governo nos 'ensina' na base da força, a população um dia acaba aprendendo a usar a mesma arma. descobriram que, em meio a nossa decadência moral, não precisam mais do governo para saquear. os donos do supermercado aceitaram o código moral dos saqueadores e sancionaram o crime cometido. tiveram vergonha de negar aos ~mais necessitados~. A Revolta de Atlas nunca foi tão atual!!

Responder
Douglas 25/12/2013 15:53:17

Renato, fiquei estupefato quando li o texto. E você vendo nos comentários abaixo, há uma imbecil que defende aquilo dizendo que "quando a lei é a fome o saque é a justiça", mas eu fiquei feliz porque a débil mental foi fuzilada pelos comentários. Abraços e um ótimo fim de ano para todos.

Responder
Angelo 24/12/2013 21:14:04

Aproveito o texto ótimo, o qual já li ao menos três vezes nesse site, para sugerir que cada artigo traduzido e publicado seja acompanhado de algumas informações importantes: a origem do texo e a data original de publicação.

Responder
Santiago 25/12/2013 13:27:23

Concordo com o texto.

Apenas discordo de alguma palavra eventualmente escolhida (sem discordar da ideia que sustenta o texto), pois considero que RESPEITO é a única coisa que todos devem, sim, a todos.

Ao se afirmar que ninguém deve-lhe respeito está-se sancionando a anarquia. Ao se considerar que todos devem RESPEITO aos demais, às suas vidas, liberdade e propriedades, está-se evidenciando uma norma geral de justa conduta que sedimenta a base para uma conduta libertária.

A meu ver o RESPEITO, bem como as ideias de que todo ser humano é um fim em si mesmo e único dono de sua própria vida, liberdade e propriedade, de que cada um é responsável pelos seus atos, mas apenas por eles, de que cada um pode livremente negociar o que for seu, de que não é lícito iniciar a violência e de que a lei, quando necessária, tem que ser igual para todos, são as ideias-chave para uma proposta libertária.

Responder
Anônimo qualquer 25/12/2013 14:59:43

O texto é muito bonito, parabéns ao autor, mas tenho dúvidas a que ele conduza a que a vida de nossos filhos seja a mais proveitosa e a mais acertada. Eu acho que para que assim seja, o pensamento deveria ser exatamente o contrário, mas não vejo a que o texto conduza ao egoísmo, a dívida do outro é apenas uma questão de valorização de nossas ações, é o reconhecimento do outro, e isso deve ser esperado sim! Eu diria ao meu filho:

O mundo deve muito a você!

A você que tenha para o mundo aquilo que o mundo precisa, e essa deve ser a sua conduta na vida, ter para oferecer ao mundo aquilo que ele mais precise! Não jogue fora um minuto de seu tempo sem que seja para dar ao mundo aquilo que ele mais precise, e assim, o mundo deverá muito a você! Se você vai acertar ou errar em sua conduta, isso não é o mais importante, mas sim, sua determinação de oferecer o que você julgue o melhor para o mundo. A dívida do mundo para com você haverá, porque não se encontra a toda hora, a todo momento, pessoas disponíveis a esta tarefa de se doar para o outro, assim, é natural que o outro reconheça em você essa possibilidade, e se sinta em dívida com você, mas não haverá nenhum problema nisso, desde que suas intenções, suas ações, sejam frutos de sua certeza de que é você quem deseja se doar, e não esperar que o mundo solicite a você sua doação. Assim, o que virá, com toda a certeza, é que a todo momento...

O mundo deverá muito a você!

E o mundo estranhará o fato de que não haverá cobrança sua por esta dívida, o mundo simplesmente sentirá que deve e que essa dívida é a mais legítima de todas, onde o devedor recebeu sem ter solicitado o que recebeu, e você, o doador, esperava sim, esse sentimento de dívida do favorecido, porque entrega sua vida para alguma causa importante, não importa a causa!

Quanto a ideia de que "nunca exija nada de ninguém", não parece ser um bom caminho. Exija que o outro entenda que você tem uma luta na vida e que sua luta pode ser a melhor, fale de sua luta, não importa qual seja sua causa, sua luta é sua crença, e sua crença deve ser a melhor para todos, ou que você entenda que uma outra proposta é melhor do que a sua, mas enquanto sua crença mover suas ações, exija que o outro compreenda suas ações, esclareça sobre suas ações e atitudes, e que elas o acompanhe em sua caminhada!

Assim , siga em sua trajetória realizando aquilo que você saiba que o mundo sentirá que haja sim, essa dívida do mundo para com você, ainda que você não precise nunca cobrar essa dívida, porque basta a dívida, o reconhecimento de suas ações na vida, ainda que toda dívida seja ilegítima, sua crença e ações em prol do outro, serão sempre legítimas!!

Feliz Natal, meu filho, nesse mundo onde somente seu caminho na vida será a esperança de que um novo dia estará amanhecendo, e que o reconhecimento, e por que não dizer, da dívida de todos para com todos, seja a lição de que o mundo vai mudar! O mundo tem sim, uma dívida com você, enquanto suas ações forem legítimas e valorosas!

Anônimo qualquer.

Responder
Santiago 26/12/2013 14:58:44

Nestes tempos de Natal ocorre-me os pontos convergentes entre a visão libertária e a visão cristã.

Os fundamentos do cristianismo são o amor, o respeito ao próximo e a responsabilidade individual.

Os fundamentos da visão libertária são a liberdade, o respeito ao próximo e a responsabilidade individual.

A interseção entre dois elementos mostra o quão compatíveis são as duas doutrinas.

O egoísmo racional em si (que nos acostumamos a ver como anti-cristão) não é um elemento, mas apenas um direito. Sendo a lei a razão desprovida de qualquer paixão, qualquer organização social jamais poderá impor o amor. "Amor" imposto, ainda que de forma sutil, é hipocrisia. O verdadeiro amor só é atingível pela liberdade.

Responder
Manoel 28/12/2013 03:59:55

Parabéns IMB!! Ótimo texto!

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