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Criminalidade, drogas e proibição

Contrariamente à crença popular, o governo não obstrui o surgimento do crime organizado; ele fomenta.

Pare por um momento e pense naqueles setores da economia tipicamente ocupados pelo crime organizado: prostituição, jogos, agiotagem, narcóticos e sindicatos.  O que todos esses setores têm em comum?  Simples.  Ou eles são fortemente regulados pelo estado, ou são pura e simplesmente proibidos por ele.  Em contraste, nos setores que estão relativamente livres da interferência governamental, o crime organizado não se estabelece.

A experiência clássica que comprova a validade dessa explicação é a Lei Seca que vigorou nos EUA no período 1919-1933.  Durante essa época, a produção, o transporte e a venda de bebidas alcoólicas eram ilegais.  O que aconteceu?  Gangsteres como Al Capone entraram em cena e passaram a controlar o comércio ilegal, aniquilando seus concorrentes nas inevitáveis e infindáveis disputas territoriais.  Entretanto, assim que a Lei Seca foi revogada (em uma das poucas coisas decentes que Franklin Roosevelt fez em toda a sua presidência), o crime organizado abandonou a indústria do álcool e se voltou para os outros setores que continuavam proibidos.

O crime organizado se beneficiou com a Lei Seca porque a polícia efetivamente perseguia e afugentava os legítimos empresários da indústria de bebidas alcoólicas.  Aqui cabe um rápido exercício teórico: Se o estado literalmente declarasse que Al Capone tinha o monopólio da distribuição de bebidas em Chicago, e mandasse qualquer concorrente pra cadeia, então o preço das bebidas em Chicago iria disparar, e Capone obteria lucros exorbitantes em decorrência disso.  Isso é algo óbvio.  De maneira similar, quando o estado ameaça colocar na cadeia todos os distribuidores de bebidas — mas faz vista grossa para Capone, que paga suas propinas em dia —, isso é economicamente similar a um monopólio garantido pelo estado.

Estou utilizando Capone apenas para fazer um argumento ilustrativo.  Não fiz nenhuma pesquisa específica sobre ele, mas é certo que hoje em dia as grandes organizações criminosas pagam regularmente sua propina à polícia — cujo termo técnico é "taxa de proteção".  Se o leitor duvida disso, então é porque ele de fato não entende o essencial do comércio de drogas.  Para uma introdução básica, assista a Serpico, um ótimo filme com Al Pacino baseado na história verídica de um policial do departamento de narcóticos da polícia de Nova York que se recusava a aceitar dinheiro sujo.  (Pensando bem, você pode assistir a praticamente qualquer filme de Al Pacino para aprender que os grandes barões do tráfico rotineiramente subornam a polícia).

Os custos e benefícios marginais da violência nos mercados proibidos

Empiricamente, já deveria estar mais do que óbvio que a violência anda de mãos dadas com os mercados que sofrem de ampla proibição estatal.  Novamente, o experimento clássico é a Lei Seca.  Seria inconcebível imaginar os executivos da Budweiser ordenando um massacre — naquele estilo em que carros passam metralhando a fachada de um estabelecimento — dos seus rivais da Heineken.  Entretanto, quando o estado erradicou grande parte dos produtores dessa indústria, os massacres se tornaram comuns.  Essa constatação ajuda a entender algo maior: as disputas territoriais de gangues rivais que ocorrem atualmente nas grandes cidades são decorrência da proibição das drogas.  Essas disputas não ocorrem, como pensam alguns, porque o comércio de cocaína seja algo intrinsecamente "louco" ou "insensato".

Mas ainda que a maioria dos libertários reconheça a associação entre violência e proibição estatal, suas causas raramente são explicadas.  Bem resumidamente, a explicação é simples: a proibição estatal a qualquer tipo de comércio eleva os benefícios marginais e diminui os custos marginais de se utilizar de violência contra os concorrentes do setor econômico em questão.

Comecemos com os custos, que são mais fáceis de entender.  Nesse exato momento, se você se tornar um distribuidor de cocaína, você estará infringindo leis que podem mandar-lhe para a cadeia por um bom período de tempo.  Entretanto, se você for poderoso o suficiente, você pode dar sacos e mais sacos de dinheiro para a polícia local.  Dessa forma, na margem, o custo de você matar um traficante rival é bem menor do que seria se você gerisse um restaurante tailandês e matasse seu concorrente japonês. 

Por quê?

Quando você é um dono de restaurante qualquer, o pior que o governo pode fazer com você é auditar sua declaração de renda.  Porém, se você for um traficante de cocaína e descuidar da propina, isso pode lhe custar a simpatia dos policiais.  Resultado: você pode ir em cana.  Assim sendo, se você é um traficante e tiver condições de pagar religiosamente a propina da polícia, matar alguém deixa de ser uma medida temerária.  Por outro lado, se você for um dono de restaurante, ordenar a morte do sujeito que está abrindo uma casa de sushi na sua rua seria algo insano.  O traficante tem tiras corruptos na sua folha de pagamento, os quais presumivelmente estariam dispostos a fazer vista grossa a um homicídio caso recebessem uma grana extra.  Além disso, é bem provável que o traficante também tenha conexões ainda mais importantes, não sendo desarrazoado imaginar que ele possa também subornar juízes caso algum dia ele tenha de ir a julgamento.

Já os benefícios marginais da violência são muito maiores para o traficante de cocaína do que para o dono do restaurante tailandês.  Traficantes de drogas não são (completamente) imprudentes; eles operam pelo dinheiro.  Para compensar o alto risco, os retornos monetários do comércio de cocaína têm de ser astronômicos.  (Se você gosta de gráficos, quando o governo ameaça prender os vendedores de cocaína, a curva da oferta se desloca acentuadamente para a esquerda, ao passo que a curva da demanda também se desloca para esquerda, só que muito pouco.  Assim, o preço de equilíbrio do quilo da cocaína dispara, indo para um nível muito acima do seu custo monetário de produção).

Por causa das considerações acima, o benefício de se ganhar uma fatia de mercado no comércio de cocaína é enorme.  Cada novo cliente pode significar um lucro extra de milhares de dólares por mês.  Em enorme contraste, se o dono do restaurante tailandês "roubar" um cliente do restaurante japonês, isso pode gerar-lhe um acréscimo de meros $100 por mês, pois a margem de lucro na indústria de restaurantes é muito menor que no tráfico de drogas.  Para os traficantes, pode fazer sentido ficar rondando portas de escola, vendendo seus produtos para adolescentes, ou até mesmo dando amostras grátis para novatos (embora eu não saiba se isso de fato ocorre; estou baseando-me nas propagandas antidrogas).  Por outro lado, você nunca vê representantes da Kellogg's vendendo caixas avulsas de Sucrilhos para as crianças.  Por causa dessa enorme diferença, conquistar novos clientes é algo muito mais valioso para quem opera nas indústrias proibidas do que para quem opera no setor livre.  É por isso que matar um rival — e com isso ganhar acesso a seus clientes — é muito mais lucrativo nos setores proibidos.

Portanto, quando o estado ameaça prender os produtores de um determinado bem, ele acaba alterando os incentivos de mercado, de modo que a violência passa a ser muito mais lucrativa para essa indústria. 

Naturalmente, no mundo real, as pessoas não são computadores que calculam robotizadamente suas funções de utilidade — ao contrário do que pensam os economistas neoclássicos.  Assim, não estou dizendo que o mesmo empreendedor vai agir de maneiras distintas, dependendo da política de combate às drogas.  Não estou dizendo que esse empreendedor irá escolher entre ser um homem reto ou um assassino perverso, tudo dependendo apenas do nível de repreensão ao tráfico.  Não.  O que ocorre é que aquelas pessoas que têm predisposição para ser assassinas cruéis ganham um incentivo adicional com a política de ilegalidade de certos mercados, o que permite que elas prosperem e se tornem muito ricas em uma sociedade cujas leis antidrogas são rigorosas. 

Logo, ao invés de ser apenas mais um sociopata — do tipo que mata um sujeito que olhou lascivamente para sua namorada num bar e que, por isso, vai para a cadeia —, as asininas leis antidrogas acabam por fazer com que esse sociopata possa ganhar milhões por ano vendendo cocaína — sendo que com esse dinheiro ele agora poderá comprar armas automáticas, contratar capangas, subornar policiais e se tornar o rei das ruas.

O argumento econômico padrão contra a proibição das drogas

Portanto, no típico argumento livre-mercadista em prol da legalização das drogas, o economista irá argumentar que a proibição gera violência desnecessária, uma vez que as quadrilhas entram em guerra entre si para disputar territórios lucrativos e estratégicos, frequentemente matando inocentes nesse processo.  Em seguida ele irá utilizar a ilustração clássica desse fenômeno como sendo a matança que ocorria no submundo americano durante a época da Lei Seca em Chicago.  Ao passo que, nos dias de hoje, seria inconcebível que executivos de cervejarias rivais saíssem por aí chacinando seus concorrentes, esse método fazia perfeito sentido para Al Capone em relação a seus competidores.

Até aí, o argumento está correto.  Entretanto, quando o economista tenta ir além dessa observação geral para explicar por que a proibição leva à violência, ele frequentemente diz algo mais ou menos assim: "Quando o álcool ou a cocaína são ilegais, os vendedores desses produtos não podem recorrer aos tribunais ou à polícia para protegerem sua propriedade e garantir que os contratos sejam honrados.  Consequentemente, eles têm de se armar até os dentes; e se alguém tentar trapaceá-los, eles têm de resolver as coisas por conta própria, pois chamar a polícia está fora de questão."

Tal explicação pode soar plausível para um liberal clássico, que acha que o governo faz um bom trabalho fornecendo serviços de judiciário e de fiscalização de cumprimento de contratos.  Mas para um anarcocapitalista, que consistentemente diz que um governo corrupto e faminto por poder irá gerir um departamento de polícia tão bem quanto administraria uma montadora de automóveis, essa postura em relação à legalização das drogas parece um tanto esquisita.  Pois o que está sendo dito é que a violência é causada pela inação do governo, por sua recusa em utilizar seu monopólio da força e da justiça com mais frequência.  A implicação óbvia parece ser a de que, se a polícia nunca respondesse a nenhum pedido de ajuda, de quem quer que seja, a sociedade entraria em colapso.

Esse diagnóstico está totalmente invertido.  A razão por que a proibição das drogas produz enormes estragos nas relações sociais se deve ao fato de ela, a proibição, introduzir mais intervenções no mundo; o problema é que o governo está utilizando sua polícia e seus tribunais excessivamente.  

Por exemplo, imagine uma área pobre de uma grande cidade, infestada de quadrilhas de traficantes que aparentemente circulam por ali sem qualquer restrição, vendendo abertamente drogas nas ruas e becos e descarregando rajadas de metralhadora em qualquer um que apresente um comportamento minimamente suspeito.  A maioria das pessoas iria pensar: "Esse bairro é uma anarquia!  Está faltando estado aqui!  Se ao menos a polícia aparecesse de vez em quando para aplicar as leis...  Mas não, ela é totalmente indiferente ao sofrimento dessa comunidade!"

Novamente, esse diagnóstico está invertido.  A vizinhança está nessa situação terrível justamente porque a polícia opera ali com impunidade.  Se a polícia realmente nunca se preocupasse em impor qualquer lei naquela área, então ninguém teria de se preocupar com o risco de ir pra cadeia por estar vendendo drogas.  Consequentemente, empresas de fora poderiam ir se instalar naquele bairro, abrir lojas com janelas à prova de balas e vigiadas por seguranças muito bem armados, e vender cocaína e outras drogas para os moradores (ou, principalmente, para os clientes que vêm de outros bairros) por uma fração do preço vigente nas ruas.  Essas empresas iriam rapidamente quebrar todas as quadrilhas de traficantes que operam na região, uma vez que os clientes iriam correr em manada para aqueles empreendimentos profissionalmente geridos, principalmente por causa de seus preços baixos e pela qualidade de seus produtos.

Porém, por que isso não ocorre?  Porque se alguns empreendedores tentassem de fato implementar o plano acima, eles seriam rapidamente bloqueados pela polícia, que interromperia suas atividades (com o indisfarçável apoio dos traficantes locais).  Mais ainda: essas empresas teriam suas contas bancárias confiscados por ordem do judiciário, inviabilizando qualquer operação.  Líderes comunitários e religiosos iriam reclamar que uma farmácia não pode vender cocaína para adolescentes em plena luz do dia (embora os traficantes o façam imperturbáveis) e o chefe da delegacia encarregada da região iria concordar.  Com efeito, nem ocorre a qualquer empreendedor tentar fazer o que foi dito acima porque — duh! — seria algo totalmente ilegal.    

Portanto, não é difícil entender que não é a relutância ou a má vontade do governo em proteger certos direitos de propriedade que permite que determinadas comunidades permaneçam em um equilíbrio violento; ao contrário: é justamente o ataque do governo aos direitos de propriedade que faz com que bandidos detenham um poder permanente sobre determinadas regiões.

Similarmente, se um estabelecimento qualquer — um restaurante chinês ou uma lavanderia, por exemplo — em um bairro perigoso é assaltado, a polícia provavelmente também não irá fazer muita hora extra pra tentar resolver o caso.  Ainda assim, essa negligência da polícia para com o estabelecimento em questão (idêntica à negligência para com os bairros tomados por traficantes) não gera uma violência indômita na indústria de lavanderias da região; tampouco tem-se notícias de pessoas sendo mortas por motivo de disputa pelo mercado de rolinhos primavera e frango xadrez.

O motivo é simples: se, por um lado, a polícia não protege os comerciantes em bairros perigosos, por outro, ela também não os molesta, ou, pior ainda, não os sequestra sob a mira de uma arma e os joga em uma jaula por vários anos, pelo "crime" de estar comercializando alguma substância.  Essa é a diferença chave entre a indústria das drogas e todas as outras indústrias, e explica por que a indústria perseguida por agentes armados do governo acaba se tornando (fortemente) militarizada também.

Conclusão

Sabemos que o governo tem um desempenho horrível em todos os empreendimentos que executa, sejam eles educação, pavimentação de estradas, fornecimento de eletricidade e serviços de inteligência.  Considerando-se esse histórico, deveríamos acreditar que o governo é realmente bom em proteger as pessoas contra criminosos?  Se isso é verdade, então por que as pessoas cada vez mais recorrem aos tribunais de arbitramento privados?  Não é óbvio que os tribunais e a polícia estatais são tão ineficientes e contraproducentes quanto todas as outras atividades que o estado se arvora fazer?

Para realmente testarmos as diferentes teorias, precisamos pensar em uma atividade em que o governo (a) não crie empecilhos para os produtores, mas que também (b) não defenda os direitos de propriedade desses mesmos produtores.  Se essas áreas forem repletas de roubo e violência, então meus críticos estão certos.  Mas se esses setores forem geralmente ordeiros e pacíficos, então sou eu quem está certo.

Posso pensar em alguns exemplos em que eu estou certo.  Por exemplo, o comércio pela internet é bem pouco regulado.  Claro, se você comprou um livro de uma pessoa através da Amazon, e o cara não lhe enviou o produto, você pode levá-lo a um tribunal de pequenas causas.  Mas não é isso o que faz o sistema funcionar.  O sistema funciona porque se baseia claramente nos efeitos que uma boa reputação traz para um vendedor, e não porque haja uma ameaça de ações judiciais governamentais.

Da mesma forma, não é a timidez — ou mesmo a ausência — do governo o que permite que a violência prolifere em bairros pobres infestados de traficantes.  O que permite esse desvario é justamente o exercício governamental do seu monopólio sobre o uso legítimo da força.

Mesmo economistas pró-livre mercado frequentemente entram em uma espécie de ponto cego quando se trata do fornecimento de serviços estatais de justiça e de fiscalização de cumprimento de contratos.  Porém, mesmo nessas áreas, monopólios exercidos por funcionários públicos corruptos são péssimos.  O setor privado poderia resolver vários conflitos violentos se apenas o governo concedesse liberdade para tal.

A teoria econômica padrão diz que os monopólios mantidos à base da violência (ou por sua ameaça) levam a serviços de baixa qualidade e preços altos.  Essa análise se mantém válida mesmo quando o monopólio se refere aos serviços judiciais, policiais e militares.  Os libertários geralmente reconhecem que o governo faz um péssimo trabalho quando tenta educar crianças, manter estradas e gerir hospitais.  Por que, então, alguém em sã consciência iria querer dar a políticos e burocratas a tarefa de nos proteger de ladrões e assassinos?


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autor

Robert P. Murphy

é Ph.D em economia pela New York University, economista do Institute for Energy Research, um scholar adjunto do Mises Institute, membro docente da Mises University e autor do livro The Politically Incorrect Guide to Capitalism, além dos guias de estudo para as obras Ação Humana e Man, Economy, and State with Power and Market.  É também dono do blog Free Advice.



  • Miguel A. E. Corgosinho  25/11/2010 10:27
    "Em contraste, nos setores que estão relativamente livres da interferência governamental, o crime organizado não se estabelece."

    Temos ai uma perspectiva americana que sabe que usar a emissão de dinheiro, como continuada interferência governamental, já não trás a solução de todos os males para a sociedade.

    No Brasil, O imperialismo é mais do que um crime organizado. É uma força avassaladora que arrasa tudo que estaria sendo acumulado para o social. Como reconhecê-lo? Como combatê-lo?

    Já que os economistas falam em gestão empresarial, poderiam explicar se os investimentos externos, que geram bilhões de endividamento para o estado, são conversões de valores da realidade objetiva, ou se o dinheiro americano que os contribuintes pagam, mas não circula no mercado interno - é mais social que as nossas relações?

    Logo, o problema está vinculado relativamente a própria capacidade da propriedade privada em superar internamente o funcionamento exterior do capitalismo, e se livrar da intervenção governamental dos EUA no Brasil.
  • 9x.9K  25/11/2010 12:22
    Ola!

    Qual o site, ou software, que você usa pra gerar seus comentários? Quero saber pra poder fazer umas brincadeiras com uns amigos... ehehe. :)
  • Diogo Siqueira  25/11/2010 14:43
    Este é o efeito da droga do comunismo! A droga mais letal da história da humanidade, e que mais danos causou - e ainda causa! - aos "fumantes passivos"!
  • Miguel A.E. Corgosinho  25/11/2010 16:57
    Comunismo (1=1) X imperialismo (1= -1,70)+ juros.

    Eis a grande genialidade dos economistas, a idealidade é negativa até na afirmação das nações.
  • 9x.9K  25/11/2010 20:29
    Comunismo = imperialismo.

    Dica: Pare de fumar crack, ou respeite os usuários deste site.
  • Miguel A. E. Corgosinho  26/11/2010 01:41
    Entendi sua amistosa refutação: O Imperialismo não tem nada a ver com capitalismo e colonianiso, visa a destruição da propriedade privada.\r
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  • RH  25/11/2010 10:39
    Não tenho PhD em Economia como o Dr. Murphy, e nem a pretensão de rebater seus brilhantes argumentos econômicos. Porém um pequeno detalhe me chamou a atenção neste artigo: as comparações com o comércio de bebidas alcoólicas, numa primeira instância, e com comida chinesa, mais adiante.\r
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    Não é preciso ser "expert" no assunto para entender que um copo de vinho ou duas cervejas por dia são inócuos à saúde do usuário, bem como reconhecer que o consumo de rolinhos primavera e sushis não tem a menor possibilidade de transformar seu consumidor num sociopata, ou ladrão, ou assassino.\r
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    Se bem que a lógica econômica dos respectivos mercados é similar, em termos de demanda, oferta, produção etc., os PRODUTOS em análise possuem características intrínsecas totalmente diferentes.\r
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    Antes de prosseguir, quero deixar claro que me considero um defensor intransigente do livre mercado e um opositor ferrenho de qualquer tipo de intervenção governamental, mas eu pergunto: quais são as consequências do consumo das drogas? Em geral, começa como um hábito irrelevante, que apenas afeta a saúde, a produtividade e o ajustamento social do consumidor individual. Mas, à medida em que a dependência química se instala, o consumo de drogas leves não mais satisfaz o usuário, que passa a consumir substâncias cada vez mais potentes e com efeitos modificadores do comportamento. Dependendo da evolução do processo, a dependência crescente obriga o consumidor a atos cada vez mais radicais, e o seu comportamento perante a família, o trabalho e outros ambientes se torna cada vez mais inadequado, até que o consumidor se vê marginalizado pela própria sociedade.\r
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    Entendo que, se a droga fosse descriminalizada, o seu preço seria muito mais baixo, portanto o viciado não precisaria roubar nem matar para poder adquirir a substância, o que alivia um pouco as consequências para as pessoas em volta. \r
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    Mas isto não esconde os fatos: a droga é simplesmente prejudicial ao ser humano. O consumo de bebida alcoólica, segundo alguns estudos, pode ser até benéfico - p. ex. o vinho tinto possui anti-oxidantes e contribui para baixar o colesterol, segundo estudos. Porém não tenho quaisquer informações sobre efeitos benéficos do consumo de qualquer substância classificada como entorpecente: a maconha, no melhor dos casos, e quando consumida regularmente em pequenas quantidades, provoca inicialmente uma euforia, seguida de introspecção, isolamento social crescente, desinteresse pela vida produtiva, pelos estudos e pelas relações interpessoais e outros sintomas que podem ser detalhadamente descritos por qualquer pessoa que tenha um familiar viciado nessa substância. Outras drogas, como cocaína, heroína, LSD ou qualquer outro tipo em geral, possuem efeitos depressivos, alucinógenos e modificadores profundos do comportamento, que em período mais ou menos extenso (dependendo da resistência física de cada usuário) acabam destruindo totalmente a vitalidade e a saúde do usuário, levando-o até à morte (como é o caso do "crack").\r
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    Conclusão: apesar da análise econômica ser aparentemente correta, a droga tem um inconveniente OBJETIVO: a destruição do ser humano, o que inviabiliza estudá-la apenas como sendo "mais um produto" dentro do mercado.\r
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    Essa questão remete às bases éticas do libertarianismo, cujo princípio fundamental é baseado em conceitos axiomáticos, por exemplo, que o princípio da não-agressão é intrinsecamente "bom" e a iniciação de agressão "não é boa".\r
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    Entendo que a deterioração física e comportamental do ser humano pela ação da droga é intrinsecamente "má", portanto não me sinto confortável em apoiar a liberalização total do fabrico, distribuição, publicidade e venda dessa coisa.\r
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    Obs.: não que isso seja uma grande verdade filosófica, mas vamos fazer um simples exercício mental: se você quiser saber se uma determinada coisa é intrinsecamente, absolutamente "boa" ou "má", pense o seguinte: "Se todo mundo fizesse essa coisa, o que aconteceria com a humanidade?". Se a consequência for positiva, passou no teste - já se for negativa, é preciso repensar um pouco...\r
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    Saudações austro-libertárias,\r
    RH (um pouco confuso...)\r
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  • Renato Calisto Drumond  25/11/2010 13:23
    Caro RH, vou responder ponto a ponto sua mensagem porque acho que ela é típica da confusão que muitos fazem em relação à proibição das drogas. Espero que te ajude.

    "Não é preciso ser "expert" no assunto para entender que um copo de vinho ou duas cervejas por dia são inócuos à saúde do usuário, bem como reconhecer que o consumo de rolinhos primavera e sushis não tem a menor possibilidade de transformar seu consumidor num sociopata, ou ladrão, ou assassino."

    Mas o efeito de uma bebida, embora em média possa ser inócuo, para alguns será extremamente prejudicial. Há pessoas que simplesmente não podem beber, sob o risco de, a longo prazo, desenvolver problemas seríssimos. Além disso, qualquer substância é assim.


    "Dependendo da evolução do processo, a dependência crescente obriga o consumidor a atos cada vez mais radicais, e o seu comportamento perante a família, o trabalho e outros ambientes se torna cada vez mais inadequado, até que o consumidor se vê marginalizado pela própria sociedade."

    O que marginaliza o consumidor é em grande parte a própria proibição. Em vários grupos sociais, o consumo de maconha é visto como algo 'comum'. Veja que a maior parte dos políticos eleitos admitem já terem usado maconha em algum momento da sua vida.


    "Entendo que a deterioração física e comportamental do ser humano pela ação da droga é intrinsecamente "má", portanto não me sinto confortável em apoiar a liberalização total do fabrico, distribuição, publicidade e venda dessa coisa."

    Mas será que a própria satisfação individual também não deve ser levada em conta? Se o indivíduo está disposto a trocar a sua integridade física por um pouco de prazer momentâneo e vida frenética, não é uma escolha que ele possa fazer?

    Vejamos o exemplo da obesidade, por exemplo. É algo que também leva à deterioração física do indivíduo. Será que devemos proibir os produtos excessivamente calóricos também? A integridade física é algo que a maioria valoriza, mas para muitos pode ser um fardo diante das preferências que um indivíduo possui.

    Achei curioso que você tenha tenha citado a bebida mas não tenha se lembrado do cigarro. O cigarro é extremamente destrutivo ao organismo. Deveria ser proibido também?


    "Obs.: não que isso seja uma grande verdade filosófica, mas vamos fazer um simples exercício mental: se você quiser saber se uma determinada coisa é intrinsecamente, absolutamente "boa" ou "má", pense o seguinte: "Se todo mundo fizesse essa coisa, o que aconteceria com a humanidade?". Se a consequência for positiva, passou no teste - já se for negativa, é preciso repensar um pouco... "

    Esse é um tipo de raciocínio um pouco perigoso. Por exemplo, se todo mundo perseguisse a castidade, a humanidade desapareceria - isso é uma conseqüência positiva ou negativa? Será que a profissão dos padres é, portanto, intrinsecamente 'má'?
  • Fernando Chiocca  25/11/2010 13:33
    RH, não é um PhD em economia que lhe falta, e sim uma compreensão do que seja "prejudcial ao ser humano".

    Se as drogas fossem prejudiciais -- na própria opinião do consumidor -- elas simplemente não existiriam.
    Se as pessoas usam drogas é por que elas se beneficiam, e não pq elas se prejudicam.

    Sobre prejudicar a saúde, lhe faltou, por exemplo, a informação de que a maioria das dorgas foram inventadas exatamente por motivos de saúde; como remádios. Veja aqui:Quando as drogas eram vendidas livremente

    Soda caústica, por exemplo, acabam destruindo totalmente a vitalidade e a saúde do usuário, levando-o até à morte se ingerida, no entanto não vemos pessoas comprando soda caústica para este fim. Vc quer proibir a venda de soda caústica tb?

    Por fim, pode retirar esta "saudação"austro-libertária" de sua assinatura, pois alguém que quer agredir uma pessoa para impedí-la de fazer o que ela quer consigo mesma,seja o que for, dve assinar com uma "saudação fascista-socialista".
  • Fabio  05/11/2013 17:38
    Eu já fui contrário a liberalização por questões morais. Mas analisando mais cuidadosamente, acabei me convencendo de que proibições morais e mesmo um arcabouço jurídico repeleto de "proibições bem intencionadas" são incapazes de afastar indivíduos de más escolhas.

    É frequente o temor em cidadãos de bem, de que a liberalização dará 'maior acesso' as drogas do que há hoje, e de que isso representará automaticamente o aumento do número de usuários-dependentes.

    Bem, quanto a facilidade do acesso, creio que essas pessoas não frequentam há muito tempo uma casa noturna, um grande evento de música, etc. O acesso aos mais diversos tipos de drogas é algo corriqueiro nesses locais.

    E quanto ao suposto aumento do número de usuários, cabe analisar como exemplo, o uso de cigarro. Desde as adequadas (a meu ver) restrições a publicidade que estimulavam a sua experimentação e o seu uso, o número de fumantes só faz cair -- desde 1980 até 2009, a redução per capita é de 65%, segundo dados do Min.da Saúde.

    Não vejo porque o acesso legalizado a cigarros de maconha e pipetas de cocaína em farmácias, bares, etc, vá provocar "uma corrida" a busca dessas substâncias. Simplesmente livrará seus usuários de buscar traficantes capazes de adicionar qualquer substância ao produto que revende, apenas pelo lucro, sem qualquer cuidado com a saúde de quem compra e usa.
  • Diogo Siqueira  25/11/2010 14:32
    RH,

    Você está acometido de uma dissonância cognitiva. Apenas ainda não percebeu que entre os prós e os contras da descriminalização os "prós" excedem, em muito, os "contras"; e que a melhor abordagem para o problema é a conscientização (pois trata-se de um problema estritamente comportamental entre o usuário, seu corpo e a substância que consome) e não a repressão (cujos efeitos práticos nocivos e estéreis foram devidamente relatados no texto e reconhecidos no seu comentário).

    "Se todo mundo fizesse essa coisa, o que aconteceria com a humanidade?"

    Um "austro-libertário" não faria uso do termo "humanidade" para justificar um posicionamento. Um indivíduo que consome uma substância entorpecente faz mal a si mesmo, e não à "humanidade". Se todos decidissem fazer uso de uma substância entorpecente estariam todos fazendo mal a si mesmos, e não à "humanidade". Se um drogado decide usar de violência sobre a minha pessoa estará fazendo mal apenas para mim e não à "humanidade". E se ele decide viver na mendicância, nada diferiria do caso hipotético de todos dependerem do bolsa-família: alguém tem que produzir para sustentar o vício, ou morreriam todos de fome. Logo, se todos nós decidíssemos fumar maconha durante todo o dia e deixássemos de trabalhar, morreríamos de fome, e isto não é o extermínio da "humanidade" e sim um suicídio coletivo.
  • RH  25/11/2010 15:14
    Ao Sr. Diogo Siqueira:\r
    \r
    1- "Você está acometido de uma dissonância cognitiva." - CLASSIFICAÇÃO DESTA ASSERTIVA: ataque pessoal, sem qualquer substância para o debate.\r
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    2- "Apenas ainda não percebeu que entre os prós e os contras da descriminalização os "prós" excedem, em muito, os "contras"," - ISTO PARECE SER A SUA PERCEPÇÃO SUBJETIVA; por favor me mostre fatos e dados que comprovem a relação custo x benefício favorável; caso o Sr. consiga reuni-los, prometo analisá-los dentro das melhores intenções de aprender.\r
    \r
    3- "Um "austro-libertário" não faria uso do termo "humanidade" para justificar um posicionamento" - OK, PEÇO DESCULPAS PELA EXPRESSÃO IMPRECISA. Vamos pensar numa relação individual: se um drogado me agredir sob o efeito da droga, isto não prejudica "a humanidade" mas apenas a mim (e a minha família, amigos, empregador, empregados, colegas de trabalho etc., o que pode chegar a uma centena de pessoas, dependendo da minha popularidade - portanto já não é na proporção de 1:1). Agora, se TODOS os "indivíduos" (já que o Sr. não gosta de usar o termo "humanidade") se drogassem e agredissem uns aos outros sob o efeito das diversas substâncias, ISTO SERIA "MAU" para todos os indivíduos, ou - em outras palavras, para a "humanidade" => CQD.\r
    \r
    4- "Logo, se todos nós decidíssemos fumar maconha durante todo o dia e deixássemos de trabalhar, morreríamos de fome, e isto não é o extermínio da "humanidade" e sim um suicídio coletivo." - DE ACORDO!! Então substitua "humanidade" por "todos os indivíduos" e - oh surpresa!! na minha modesta opinião a extinção de todos os "indivíduos" ou da "humanidade" NÃO SERIA UMA COISA BOA => CQD.\r
    \r
    Mas, em todo caso, valeu o seu comentário pela intenção positiva de buscar o entendimento dos fatos.\r
    \r
    Saudações austro-libertárias,\r
    RH.\r
    \r
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  • Joel Pinheiro  25/11/2010 23:28
    Uma palavra, RH: cigarro.

    E você se importa apenas com a saúde do corpo? Se ela importa, então a saúde da mente importa muito mais, não acha?

    Literatura socialista tem apenas efeitos maléficos aos seus usuários. Deveria ser regulada e controlada pelo Estado também?
  • RH  26/11/2010 10:48
    Sr. Joel Pinheiro,\r
    \r
    "Uma palavra, RH: cigarro."\r
    JÁ EXPRESSEI A MINHA OPINIÃO num dos meus comentários neste mesmo espaço. Resumo: quem quiser que fume até estragar a sua própria saúde, porém que não me obrigue a engolir a fumaça dentro da área que integra a minha propriedade; quanto a espaços comuns, o proprietário estabelece as regras e quem quiser freqüentar o local, que as respeite. \r
    \r
    "E você se importa apenas com a saúde do corpo? Se ela importa, então a saúde da mente importa muito mais, não acha?"\r
    ATÉ AÍ CONCORDO 100%,porém não obrigo ninguém a concordar com a minha opinião, nem advogo a existência de uma estrutura coercitiva para obrigar os outros a concordarem comigo.\r
    \r
    "Literatura socialista tem apenas efeitos maléficos aos seus usuários. Deveria ser regulada e controlada pelo Estado também?"\r
    APESAR DE CONCORDAR com a idéia de que a literatura socialista é extremamente perniciosa, em nenhum dos meus comentários advoguei que ela deva ser controlada pelo Estado. Aliás, o Estado não deve controlar coisa nenhuma. Cada comunidade voluntariamente estabelecida deve fixar suas normas, e quem quiser conviver dentro da área considerada deverá respeitar as respectivas normas.\r
    \r
    Espero ter respondido a contento.\r
    \r
    Saudações austro-libertárias,\r
    RH.\r
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  • Simone Souza  27/07/2013 14:05
    Olá RH. Partilho de seu pensamento a respeito deste tema.
    Muitas coisas me chamaram a atenção quanto ao texto, e você tocou muito bem, nos pontos que tocou.
    Eu não posso oferecer estáticas resultantes de pesquisa neste campo, mas posso oferecer alguma visão particular, pessoal, de quem experimentou drogas, quem convive com usuários e viciados, e ainda, com gente que trabalha em setor de reabilitação.
    Não consigo considerar correta a premissa que visa equalizar coisas tão distintas como comida, bebida, cigarro à drogas alucinógenas. Nem entendo que sentido há em comparar drogas lícitas (medicações e produtos variados para fins específicos - como venenos por exemplo)a drogas lícitas.
    Eu parto do principio da motivação. Quem fabrica, busca o que, em produzir tal item? e que consome? ok, desta forma eu firo a tão amada liberdade individual... mas por outro lado, as motivações são importantes, porque elas fornecem uma pista, para o objetivo final, do que fabrica e comercializa, e do que consome.
    Se a grande questão é a liberdade individual, concordo contigo, que a minha, como não usuária, é colocada em risco, sem uma política de proteção, e/ou indenização/punição, caso um usurário, como resultado do uso que faz das drogas (e da sua liberdade individual de usa-la), me ofereça de qualquer forma, perigo.
    Minha família está em risco, meus amigos estão em risco.
    Morei por um tempo com um rapaz que trabalha dentro do HC em SP, com reabilitação de viciados. Eu usei maconha, inúmeras vezes na minha vida, e não me viciei. Meu irmão usou, viciou e partiu para tudo que você possa imaginar, e hoje é um sofrimento e constante preocupação para nossa família e amigos. Uma importante questão e que eu não imaginava, segundo fui informada por este colega que mencionei, é que a pior reabilitação que existe, a mais difícil e dolorosa, não é da metanfetamina ou crack, é da que consideramos como "inofensiva e quase inocente" maconha. Quando ele começou a me contar sobre isto (entre um tapa e outro, enquanto a própria que estava sendo debatida, passava de mão em mão, entre os debatedores)fiquei impressionada com as histórias que ele me contou. Se não me falha a memória, esta foi a última fase na vida em que usei maconha.
    Tem um amiga da família, que perdeu tudo. Ela é usuária de cocaína. Veja que coisa, ela era casada com um advogado e traficante. Tiveram 3 filhos. Se separaram - ambos usuários de drogas.
    Ela montou uma empresa que cresceu e vigorou. E durante anos, ela usou, sem que isso "prejudicasse" sua rotina. Mas, como se sabe, comprovadamente, a insistência no uso da droga, resulta na ineficácia de seus efeitos, com as doses usuais o que faz com que o usuário, precise de mais e mais.
    Vou resumir isto. Ela quebrou. A cocaína, acabou com a vida dela. Sim, ela fez uso de sua liberdade individual e sinto informar, nem o preço, nem o fato de ser crime, tornou o acesso difícil ou impossibilitou ela de usar.
    A única diferença que vejo, é que de fato se fosse um comércio legal, ela teria gastado menos, usado mais e acabado com a vida dela, da sua família e da sua empresa, mais cedo.Da mesma forma, se as drogas fossem comercializadas livremente, o rapaz que matou sua vó no Rio, para obter dinheiro para comprar mais drogas, provavelmente não o deixaria de fazer - afinal só importava pra ele, seu bem estar e liberdade individual de viver desregradamente por um tempo..e nem a prisão o intimidou, nem houve amor ou respeito pela família...
    E ainda no caso que citei acima, da amiga da minha família, se a liberdade individual de seus filhos, de seus empregados, de seus vizinhos e familiares foi colocado em xeque e TODOS foram prejudicados, pela decisão individual dela, não há de ser arbitrado, julgado, ou ainda, por alguém (quem?) proibido, e no caso de desobediência - condenado? Todos se "ferram" por que ela decidiu fazer uso de sua liberdade e ninguém é nem sequer, indenizado?
    Como funciona isto, no universo libertário? (sou completamente nova neste sistema e busco entende-lo ainda - mais me simpatizo com ele bastante)
    Eu mesma me pergunto, o que o governo tem a ver com isto? Se as pessoas querem destruir suas próprias vidas.... mas ao mesmo tempo, o que podemos fazer? São as próprias famílias quem devem julgar estas causas? E se ninguém arbitrar, e se tornar um livre um comércio, eu e minha e família ficaremos a merce, dos resultados obviamente cruéis, em sua maioria, dos que usam?
    Enfim...eu ainda continuo sendo contra a absoluta criminalização das drogas, nos moldes que conhecemos, mas não me sinto nem um pouco confortável e sou mesmo, contrária ainda, ao livre comércio das mesmas.
    E usar comparações do resultado do período lei seca x pós lei seca, não são exatamente válidos, do meu (fraco) ponto de vista.
    Ainda que o álcool, usado de forma desregrada possa levar á adicção - é conhecido que seu uso moderado, mesmo que contínuo, não leva o indivíduo à mesma. A bebida, como a comida, ou até como o cigarro (que é maléfico à saúde) podem ser apreciados, e o resultado que se busca neles, não tem a ver com algum êxtase que leve o indivíduo a ficar fora de si e oferecer riscos tais, que tornem seu usuário, um assassino.
    Vou dar um exemplo, bem pessoal, sobre droga x álcool. Em minha família de 9 irmãos, 22 sobrinhos, 2 sobrinhos-netos, mais inúmeros tios, tias, primos..quase todos, tipo uns 95% bebem de alguma forma, socialmente. Uma taça de vinho, uma cerveja... em todo histórico de nossa família tivemos dois alcoolatras, sem resultados completamente funestos (mas não foram nada agradáveis tb) ao conjunto familiar e sociedade. No entanto, uma boa parte que experimentou drogas, teve problemas e foram verdadeiras lutas, para conseguir cessar seu uso. E um deles, meu irmão, ainda é dependente químico.
    Enfim, de uma forma ainda cristã posso dizer, que a Palavra diz que o vinho é bom, a comida é boa e até as medicações, são boas...mas os excessos sim, são errados, são pecados.
    A grande questão fica, sob o pretexto da liberdade individual de um, o outro perder a sua.
    Me desculpe escrever tanto...mas acho que estou "divagando" um pouco em minhas idéias rs
    Se quiser me add no skype simone.duarte.de.souza e caso tenha mais textos sobre este tema e outros que falem a respeito do libertarianismo (se tiver algo de forma que não ofenda minha fé em Deus, ficarei grata - mas de qualquer forma, posso ler tudo e reter o que é bom)por favor, pode compartilhar comigo, via email?fenicebiance@gmail.com
    Muito obrigada e desculpe-me qualquer coisa. Deus te abençoe
  • Fernando Ulrich  25/11/2010 12:20
    Apenas para botar um pouco de lenha na fogueira, a maconha tem sim uso medicinal, então não é somente maléfica.\r
    \r
    Anabolizantes são usados em pessoas de idade para combater algumas doenças como osteoporose (se não me engano), entretanto se tomada nas doses que fisiculturistas tomam podem ser fatais.\r
    \r
    Sou totalmente contra o uso de drogas. Mais sou ainda mais contra a sua criminalização, pois aí ficamos com a droga mais o crime organizado. Ótimo!!
  • RH  25/11/2010 14:35
    Uau, que reação!!!!\r
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    Com esse tipo de disposição para o debate civilizado, não precisamos dos socialistas, estatistas, petistas nem outros adversários para destruir o movimento libertário!!! Nós mesmos podemos nos aniquilar mutuamente, sem dar trabalho aos opositores!!!\r
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    Para começo de conversa, em nenhum momento defendi a proibição. Apenas fiz alguns questionamentos, porém desafio a qualquer um dos "debatedores/ atacantes" que copie e cole uma frase onde esteja escrito tal proposta (talvez algum problema de leitura/ interpretação de textos?).\r
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    Agora, tentarei argumentar, educadamente, ponto a ponto:\r
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    \r
    - Sr. Renato Drumond:\r
    =====================\r
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    1- "Mas o efeito de uma bebida, embora em média possa ser inócuo, para alguns será extremamente prejudicial. Há pessoas que simplesmente não podem beber, sob o risco de, a longo prazo, desenvolver problemas seríssimos. Além disso, qualquer substância é assim." - CONCORDO: quem quiser, que beba até cair - ou morrer, se assim o desejar -, desde que não inicie qualquer agressão contra terceiros, e que assuma total responsabilidade pelos seus atos perante as outras pessoas.\r
    \r
    2- "O que marginaliza o consumidor é em grande parte a própria proibição. Em vários grupos sociais, o consumo de maconha é visto como algo 'comum'. - OK, idem acima.\r
    \r
    3- "Veja que a maior parte dos políticos eleitos admitem já terem usado maconha em algum momento da sua vida." - ORA VEJA QUE COISA!!! Não sei se posso considerar isso como um argumento a favor ou contra das drogas. O comportamento dos políticos já fala por si mesmo. Prefiro ignorar este item, para o bem do nível da nossa discussão.\r
    \r
    4- "Mas será que a própria satisfação individual também não deve ser levada em conta? Se o indivíduo está disposto a trocar a sua integridade física por um pouco de prazer momentâneo e vida frenética, não é uma escolha que ele possa fazer? Vejamos o exemplo da obesidade, por exemplo. É algo que também leva à deterioração física do indivíduo. Será que devemos proibir os produtos excessivamente calóricos também? A integridade física é algo que a maioria valoriza, mas para muitos pode ser um fardo diante das preferências que um indivíduo possui. Achei curioso que você tenha tenha citado a bebida mas não tenha se lembrado do cigarro. O cigarro é extremamente destrutivo ao organismo. Deveria ser proibido também?" - OK, vide (1) acima. Obs.: me mostre onde eu advoguei explicitamente a proibição, e me retratarei humildemente.\r
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    5- "Esse é um tipo de raciocínio um pouco perigoso. Por exemplo, se todo mundo perseguisse a castidade, a humanidade desapareceria - isso é uma conseqüência positiva ou negativa? Será que a profissão dos padres é, portanto, intrinsecamente 'má'?" - EXATAMENTE!! [direcionado exclusivamente aos que acreditam em Deus, pois para os restantes é muito difícil o entendimento do bem x mal, certo x errado etc.] - Segundo a Bíblia, a 1ª ordem que o Criador deu ao 1º Homem e à 1ª Mulher foi "frutificai e multiplicai-vos", e caso eles não tivessem o bom senso de cumprir esta ordem, nem eu nem o Sr. Renato estaríamos aqui. O que não quer dizer que eu apóie a reprodução compulsória, antes que algum petista venha me dizer que escrevi o que não escrevi!!!\r
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    Sr. Fernando Chiocca:\r
    =====================\r
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    1- "RH, não é um PhD em economia que lhe falta, e sim uma compreensão do que seja "prejudcial ao ser humano". - OBRIGADO, SR. FERNANDO, mas não creio que o Sr. possa me ensinar o que é prejudicial ao ser humano, eu mesmo tenho condições de perceber a realidade, com o auxílio de algum norte moral e religioso. E registro também a sua agressividade, que não acrescenta em nada ao debate.\r
    \r
    2- "Se as drogas fossem prejudiciais -- na própria opinião do consumidor -- elas simplemente não existiriam. Se as pessoas usam drogas é por que elas se beneficiam, e não pq elas se prejudicam." - ENTÃO FICAMOS ASSIM: eu continuo achando que as drogas são prejudiciais, e o Sr. achando que são boas, OK? Só peço a gentileza de se manter a uma distância prudente da minha família, caso o Sr. queira degustar algum pó ou substância da sua preferência. Como exemplo de comportamento irracional, posso citar os fanáticos religiosos que se auto-flagelam em praça pública, achando que isto os aproxima da divindade de plantão. Eles acham o açoite benéfico, assim como o quem cheira cocaína sente prazer e, mesmo sabendo que destrói suas células nervosas, acha também benéfico - não posso fazer nada quanto a isso - "cada um na sua".\r
    \r
    3- "Sobre prejudicar a saúde, lhe faltou, por exemplo, a informação de que a maioria das dorgas foram inventadas exatamente por motivos de saúde; como remádios." - AGRADEÇO A INFORMAÇÃO & NOVIDADE, porém quando tenho um problema de saúde procuro orientação profissional e uma medicação de eficácia comprovada, que vou ingerir na dose especificada pelo médico. Se quiser, pode me apresentar algum trabalho científico reconhecido louvando as propriedades medicinais da heroína, do LSD, da cocaína, do haxixe, do crack, ou até mesmo da maconha (neste particular, que não seja apenas um alívio psicológico do desconforto da doença, mas que apresente eficácia curativa).\r
    \r
    4- "Soda caústica, por exemplo, acabam destruindo totalmente a vitalidade e a saúde do usuário, levando-o até à morte se ingerida, no entanto não vemos pessoas comprando soda caústica para este fim. Vc quer proibir a venda de soda caústica tb?" - ÍSTO É COMUMENTE DENOMINADO UM "STRAWMAN ARGUMENT". Exemplo: se as facas podem ser usadas para decapitar as pessoas, então vamos proibir a sua venda? Isto é uma tática desonesta de debate, e não agrega valor (na minha modesta opinião).\r
    \r
    5- "Por fim, pode retirar esta "saudação"austro-libertária" de sua assinatura, pois alguém que quer agredir uma pessoa para impedí-la de fazer o que ela quer consigo mesma,seja o que for, dve assinar com uma "saudação fascista-socialista". - ALÉM DE SER UM ATAQUE PESSOAL injustificável dentro do contexto do debate e do nível intelectual reinante neste excelente site, desafio o Sr. a demonstrar a parte do meu comentário onde eu estaria advogando agredir alguém para impedi-la que ela faça o que quiser consigo mesmo. O fato de eu citar que não me sentiria confortável quanto à liberação das drogas, não significa o que o Sr. está alegando. Voltamos ao problema básico de interpretação de textos na aula da Profª Maricota.\r
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    Sr. Fernando Ulrich:\r
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    1- "Apenas para botar um pouco de lenha na fogueira, a maconha tem sim uso medicinal, então não é somente maléfica." - A FOGUEIRA JÁ ESTÁ SUFICIENTEMENTE QUENTE, mas de qualquer modo respeito o seu ponto de vista. Pelo que li até agora (posso estar desatualizado), a maconha foi tentada como coadjuvante para aliviar dores e sofrimento psicológico em caso de doenças como alguns tipos de câncer, mas sua eficácia não foi considerada significativa em comparação com os riscos, como a possibilidade de adquirir dependência química. Mas volto a dizer, quem quiser queimar um baseado que o faça - se possível longe de mim, porque a fumaça me dá tosse.\r
    \r
    Enfim, agradeço a todos a oportunidade de expressar a minha opinião, e continuo assinando (apesar da tentativa de censura):\r
    \r
    SAUDAÇÕES AUSTRO-LIBERTÁRIAS,\r
    RH.\r
    \r
  • Fernando Chiocca  25/11/2010 15:02
    OBRIGADO, SR. FERNANDO, mas não creio que o Sr. possa me ensinar o que é prejudicial ao ser humano,

    Quem não pode ensinar o que é ou deixa de ser prejudicial para os outros é você.

    eu mesmo tenho condições de perceber a realidade, com o auxílio de algum norte moral e religioso.

    Então perceba isso: "se eu livremente escolho um curso de ação, é por que vejo nele um benefício, não um prejuízo."

    E registro também a sua agressividade, que não acrescenta em nada ao debate.

    Quem defende agressão física contra inocentes é você, então não me venha falar em agressividade.

    ENTÃO FICAMOS ASSIM: eu continuo achando que as drogas são prejudiciais, e o Sr. achando que são boas, OK?

    ÓTIMO. Issso é tudo que queria.
    Eu acho uma coisa e você acha outro.
    Que bom que entramos em acordo e você mudou de ideias e não quer mais IMPOR A FORÇA o que vc acha aos outros.


    "cada um na sua".

    Perfeito!
    Que bom que mudou sua ideia nefasta de proibir os outros de se fazer o que quiserem.

    ÍSTO É COMUMENTE DENOMINADO UM "STRAWMAN ARGUMENT". Exemplo: se as facas podem ser usadas para decapitar as pessoas, então vamos proibir a sua venda? Isto é uma tática desonesta de debate, e não agrega valor (na minha modesta opinião).

    Agrega sim. Mostra o quanto seu argumento (e qualquer outro já levantado a favor do proibicionismo) é ridículo.

    desafio o Sr. a demonstrar a parte do meu comentário onde eu estaria advogando agredir alguém para impedi-la que ela faça o que quiser consigo mesmo.

    Aqui: "não me sinto confortável em apoiar a liberalização total do fabrico, distribuição, publicidade e venda dessa coisa. "

    O fato de eu citar que não me sentiria confortável quanto à liberação das drogas, não significa o que o Sr. está alegando. Voltamos ao problema básico de interpretação de textos na aula da Profª Maricota.

    O fato de alguém não se sentir confortável com algo, significa que havendo a opção entre escolher este algo e não escolher, ele não escolheria.
    Se vc não se sente confortável em apoiar a liberalização das drogas, vc simplesmente não o faz.
    Mas se vc faz, então não temos nada a discutir.
  • RH  25/11/2010 15:31
    Hein???\r
    \r
    "Que bom que entramos em acordo e você mudou de ideias e não quer mais IMPOR A FORÇA o que vc acha aos outros." QUEM MUDOU DE IDÉIA??? QUEM QUER IMPOR A FORÇA? \r
    \r
    Interpretação de textos 1A: se eu digo que "não me sinto confortável em apoiar a liberalização total do fabrico, distribuição, publicidade e venda dessa coisa" isto quer dizer que:\r
    \r
    ( ) "Eu tomo iniciativas ou empreendo ações para proibir os outros à força"\r
    \r
    ( ) "Eu não tomo iniciativas nem empreendo ações para liberalizar a proibição"\r
    \r
    ( ) N.R.A.\r
    \r
    Ou será que pensar diferente do Sr. já configura crime de opinião, e o Sr. está pronto a proceder à minha execução pública neste forum??\r
    \r
    Só pra relaxar: dois caras estão numa boa, fumando maconha na beira do lago, e um deles diz:\r
    "-Jacaré comeu o meu pé!!" \r
    O outro pergunta "-Qual???" \r
    O primeiro responde "-Sei lá!! Jacaré é tudo igual!!".\r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
  • Lg  29/10/2013 12:07
    "Interpretação de textos 1A: se eu digo que "não me sinto confortável em apoiar a liberalização total do fabrico, distribuição, publicidade e venda dessa coisa" isto quer dizer que:\r"

    Isto quer dizer que você deseja que o estado, ou alguma outra instituição, restrinja a liberdade individual das pessoas, não existe outra forma de "não apoiar a liberalização". O ser humano nasce livre para fazer o que quiser... liberdade é o estado natural, não precisamos da autorização de terceiros para fazer o que desejamos.
    Eu posso fumar maconha o quanto eu quiser, sou livre para fazer isso; No entanto um grupo de pessoas como você, que por motivos IRRELEVANTES NESSA DISCUSSÃO (os fins não justificam os meios), vão invadir a minha casa e me impedir de fazer o que eu quero, mesmo eu não tendo agredido ninguém.

    Parece que você tem na cabeça uma ideia de "Eu não quero proibir, só não quero liberar..."
  • Fernando Chiocca  25/11/2010 15:48
    Ahh, entendi.. vc achou que alguém aqui estaria interessado em saber que tipo de música vc gosta, qual sua comida predileta e se acha bacana ou não que os outros fumem maconha...

    E eu achando que era uma questão ética relativa a proibição. Realmente eu que viajei...
  • RH  25/11/2010 16:05
    Sr. Fernando,\r
    \r
    Pelo teor dos seus comentários nos artigos mais "técnicos" sobre economia e mercado, percebo que existe uma área de interseção considerável entre o meu modo de pensar e o seu, porém com algumas divergências em assuntos de cunho predominantemente ético e/ ou moral.\r
    \r
    Se um dia tivermos a oportunidade de nos encontrar pessoalmente, por acaso, em algum evento do IMB, espero que possamos conversar amigavelmente a respeito de diversos assuntos.\r
    \r
    Para isto, estou procurando tomar um certo cuidado com as minhas palavras.\r
    \r
    Infelizmente, tem pessoas que acham que, pelo fato de estarmos cada um num computador, a uma distância indeterminada, sem a presença física, temos a prerrogativa de dizer coisas descabidas e desagradáveis, que não teríamos coragem de dizer pessoalmente, ou que nos deixariam envergonhados perante outros indivíduos.\r
    \r
    Mas isto, também, é uma questão pessoal.\r
    \r
    Saudações austro-libertárias (com direito a pensar diferente),\r
    RH.
  • Fernando Chiocca  25/11/2010 16:59
    Mas você não pensa diferente.
    Pensamos igual.

    E não acho que falhei na interpretação de texto, tanto é que todos interpretaram a mesma coisa. Acho que vc que se expressou mal, fez parecer que era contra a legalização, e acabou fazendo todo mundo perder tempo.

    Se eu gosto que as pessoas comem jiló ou não é irrelevante em relação a posição ética quanto a proibição ou não do consumo de jiló.
  • Diogo Siqueira  26/11/2010 13:37
    RH,

    Se disse que o sr. está acometido de uma dissonância cognitiva foi segundo o que apreendi do seu próprio comentário (o primeiro, em especial o contido em sua última linha, nada de "subjetivismos"). Não se trata de um "ataque pessoal", e sim uma simples constatação. E não há nada com o que se preocupar: todos nós estamos sujeitos a este estado de coisas uma vez ou outra na vida (por favor, leia o texto que indiquei).

    Portanto, antes de sair proferindo ataques pessoais - como chamar os debatedores de "petistas" ou "incapazes de interpretar textos" - e dar início a um processo de auto-vitimização esdrúxulo; releia várias vezes o que o sr. mesmo escreveu e os comentários subjacentes (inclusive as referencias neles contidas), evitando que outras pessoas percam seu tempo tentando afagar as suas contradições internas.

    Observações:
    - A "humanidade" não pode ser sujeito de nada. Ela não tem vontade própria. Você não verá a "humanidade" acendendo um cachimbo de crack em uma praça qualquer. Quer fazer uso do jargão coletivista? Pois faça, mas não espere ser bem recepcionado se apropriando dos termos indevidamente (vide "austro-libertário"). Agora pode sair gritando por ai que está sendo censurado!
    - "Infelizmente, tem pessoas que acham que, pelo fato de estarmos cada um num computador, a uma distância indeterminada, sem a presença física, temos a prerrogativa de dizer coisas descabidas e desagradáveis,". (...)<=coloque aqui os seus "ataques pessoais".
  • RH  26/11/2010 16:48
    Sr. Diogo,\r
    \r
    Agradeço o envio do link sobre a "dissonância", mas isto não resolve o problema sendo analisado.\r
    \r
    Continuo aguardando a sua contribuição, para o meu esclarecimento, através dos fatos e dados sobre custos e benefícios que havia solicitado no meu comentário anterior, de modo que possa analisá-los em maior profundidade e, eventualmente, mudar de opinião se as informações forem consistentes.\r
    \r
    Quanto às suas declarações do tipo "processo de auto-vitimização esdrúxulo", "comentários subjacentes", "afagar as suas contradições internas" - bem, isto soa um pouco estranho aos meus ouvidos de engenheiro, e também não resolve o problema sendo analisado.\r
    \r
    Em relação aos "ataques pessoais", entendo que com um pouco de diálogo e abaixando as armas consegui atingir um entendimento razoavelmente respeitoso com outros debatedores - inclusive aqueles que pensam diferente de mim em vários quesitos.\r
    \r
    Tenha um excelente fim-de-semana.\r
    \r
    Saudações austro-libertárias,\r
    RH.\r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
  • Rhyan Fortuna  25/11/2010 18:36
    Olá, RH!

    Você está confundido usuários de drogas com viciados em drogas. A várias fases e envolvimento no consumo de drogas, assim como existem drogas diferentes considerando a capacidade de vício e o estado mental do uso/abstinência.

    Acho que a única droga que deveria ser debatida entre os libertários é o Crack, que eu saiba a única que não existe consumo moderado e controle do usuário.

    Mesmo assim, acho que usuários de crack existirão com ou sem proibição, e se for sem proibição ele será tratado como um doente, não como um criminoso, ele vai financiar empresas, não o crime organizado.

    Alguns até duvidam que o crack sobreviva no livre mercado de drogas, mas como ele tem avançado demais no Brasil todo e em várias classes socias acho difícil contê-lo, ou apenas os usuários atuais morram e talvez não terá nova geração de "pedreiros".


    Abraços!
  • RH  25/11/2010 19:23
    Rhyan,

    Apesar de não ser um estudioso do assunto, tenho lido e observado que uma grande parte dos que começam a consumir droga - que você denomia de "usuários", pela própria natureza química dos entorpecentes acabam se acostumando à dose habitual, que passa a não fazer mais efeito suficiente, daí aumenta a dose necessária para provocar o mesmo efeito prazeroso, até que a própria substância atinge um patamar de saturação sensorial. Neste ponto, o usuário acaba substituindo a droga "leve" por outra mais forte, capaz de reativar as sensações de prazer. Este processo muitas vezes não tem retorno, e cada droga mais forte vai deixando suas seqüelas neurológicas, cada vez mais severas e irreversíveis. É claro que, em alguns casos, o usuário realmente decide parar e consegue, mas não estou certo quanto à significância estatística desta situação - se tiver dados, por favor me esclareça.

    Em resumo, há grande probabilidade de que um "usuário" com o tempo sofra um "upgrade para "viciado" e daí as consequências que já sabemos.

    Quanto ao seu comentário seguinte, sobre a criminalidade, acho uma excelente questão para estudo: alguém acredita que os atuais envolvidos no ramo da droga, cuja única "profissão" é traficar, roubar, extorquir e outros verbos não muito positivos, vai entrar na fila da agência de emprego e se sujeitar a ganhar uma merreca por um dia inteiro de trabalho? Será que as "maconharias", "cocainarias" e outros novos ramos de negócios que surgirem em decorrência da liberação, vão absorver este contingente de mão-de-obra? Ou os "desempregados" vão simplesmente assaltar, matar e outras malfeitorias alternativas?

    Será que teremos que deixar o mercado cuidar deles de modo natural? Estas pessoas podem se integrar ao convívio normal, ou as comunidades libertárias, voluntariamente estabelecidas, poderiam isolar estes ex-traficantes para evitar que eles interajam com seus filhos?

    Saudações austro-libertárias,
    RH.

  • augusto  04/12/2010 19:12
    Apesar de não ser um estudioso do assunto, tenho lido e observado que uma grande parte dos que começam a consumir droga\r
    \r
    mas não estou certo quanto à significância estatística desta situação - se tiver dados, por favor me esclareça.\r
    \r
    Em resumo, há grande probabilidade de que um "usuário" com o tempo sofra um "upgrade para "viciado" e daí as consequências que já sabemos.\r
    \r
    RH,\r
    \r
    Por favor, decida-se! Primeiro você fala de "grande parte", depois de "significância estatística", depois de "grande probabilidade"...\r
    \r
    Mas para mim... você está apenas chutando um monte de achismos.\r
    \r
    Afinal, quantas pessoas começam usando drogas "leves" e passam para drogas "pesadas"? Pensando bem... qual a importância disso?\r
    \r
  • RH  04/12/2010 22:11
    Sr. Augusto,

    Continuo aguardando os dados solicitados para poder esclarecer melhor o assunto. Se tiver à disposição, não se faça de rogado e forneça logo os números para eu poder analisar. Desde já agradeço por isso.

    "Mas para mim... você está apenas chutando um monte de achismos."
    Se o meu comentário é "achismo", o seu também não me parece muito substantivo. Onde estão os fatos e dados que podem me fazer reavaliar a minha posição atual?

    "Afinal, quantas pessoas começam usando drogas "leves" e passam para drogas "pesadas"? Pensando bem... qual a importância disso?"
    Afinal, isso não tem a menor importância, exceto para os milhões de viciados incapacitados ou mortos pela droga e para suas famílias, amigos, empregadores, empregados, e para todos os contribuintes que sustentam com seus impostos a carga de tratar, hospitalizar e enterrar estes viciados. Um pouco de sensibilidade não faz mal a ninguém, independente da significância estatística.

    Em tempo, uma das condições essenciais para qualquer apoio à liberalização das drogas seria a imediata desvinculação da obrigatoriedade de terceiros pagarem através dos seus impostos os prejuízos causados pelos drogados à sua própria saúde.

  • Rhyan Fortuna  25/11/2010 18:40
    Outra questão, como conter a criminalidade depois da descriminalização? O crime ainda estará armado, fontes de renda seriam apenas os crimes com vítimas.
  • Leandro  25/11/2010 19:19
    Bom ponto, Rhyan. Afinal, sem renda e armados militarmente, é ingenuidade achar que esses seres adoráveis ("sociopatas", como bem disse o Murphy nesse artigo) irão sair tocando violino ou fazendo malabarismos nos semáforos para ganhar dinheiro. Sem dúvida, eles iriam tocar o terror.

    Eu, humildemente, abordei essa questão nesse artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=440

    O fato é que décadas de intervenção governamental (a proibição) geraram uma distorção tão grande, que a correção dessa distorção não será nada simples. Certamente, será dolorosa.
  • Rhyan Fortuna  25/11/2010 19:46
    Lembrei desse artigo mesmo, Leandro.

    Foi bom reler ele agora antes de fazer o comentário, assim evito de falar besteira...

    Só acho impossível, no curto prazo, convencer a população para a necessidade de privatizar ruas, parace loucura pra quem não tá acostumado com idéias libertárias.

  • mcmoraes  25/11/2010 20:12
    Se parece loucura falar sobre um determinado assunto, por incrível q pareça, a forma mais rápida de mudar tal realidade é falando sobre esse assunto.

    New opinions are always suspected, and usually opposed, without any other reason but because they are not already common.--John Locke

    People with extraordinary minds, talk about ideas.
    People with average minds, talk about events.
    People with simple minds, talk about other people.--Anonymous


  • augusto  25/11/2010 20:05
    vou dar um pitaco... uma boa parte dos criminosos do trafico, no Brasil hoje, sao "soldados" fazendo a protecao das areas controladas por um ou outro traficante. Isso eh bem claro nas favelas. Esses caras tem um rendimento certo, garantido. Para todos os efeitos, eh um emprego.\r
    \r
    Eu tenho certeza de que um bom numero deles iria pensar duas vezes antes de partir para uma carreira solo. Por que eu acho isso? Porque eles tambem sao atores economicos e agem racionalmente. Assim como pouquissimos empregados dos setores legais se arriscam a criar suas propias empresas, poucos criminosos vao passar de soldados a servico de um traficante para "assaltante particular".\r
    \r
    Mas ja que estamos discutindo a possibilidade descriminalizar as drogas,o Mark Thornton tem um grafico interessante em que ele mostra como a taxa de homicidios nos EUA simplesmente *despencou* depois do fim da proibicao do alcool.\r
    \r
    www.cato.org/pubs/pas/pa157.pdf , vejam na pagina 7. Agora, claro, isso pode ser "cherry picking" dele, porque a gente fica sem saber se a taxa de outros crimes assalto a mao armada, por exemplo) se comportou da mesma maneira.
  • Fernando Chiocca  25/11/2010 20:16
    Conter criminalidade após a descriminalização?
    Criminalidade tem que ser combatida a qualquer tempo.
    E se descriminar, uma quantidade enorme de crimes irá desaparecer, com uma simples canetada. Um grupo criminoso fortemente armado, que comete milhares de crimes todos os dias, chamado DENARC,seria desmantelado. Todas as outras divisões da polícia que cometem esse crime, iriam cesar esta atividade criminosa.
    Se vc está preocupado com o que estes e outros bandidos iriam fazer para ganhar dinheiro depois que suas fontes de renda criminosas fossem aniquiladas, isto é outra história, sem relação alguma com o crime que estamos tratando aqui.
    Se eles forem cometer outros crimes, devem ser reprimidos severamente.
    Mas o fato é que a revogação da proibição com o fim da Lei Seca nos EUA resultou em uma diminuição drástica no crime, tanto os cometidos pela polícia (caíram a zero) como os cometidos por traficantes (que deixaram de ser traficantes).

  • Marcos Machado  22/07/2013 20:41
    Concordo com o Fernando, alias Rhyan, uma das logicas da Proibição seria entao manter esse marginais "empregados"?

    Lembrando que o infame Pablo Escobar era um reles ladrao de carro. Depois controlou "porcentagens" do PIB da Colombia, explodiu um boeing da Avianca tentando matar o candidato a presidencia Cesar Gavira (voo 203 - 110 mortos), invadiu Suprema Corte e matou metade dos juízes...

    Esses e outros feitos podem ser creditados ao Estado quando pensa no "bem-estar da humanidade"

    Dizer que as drogas fazem mal é argumento para nao consumi-las, nao para proibi-las
  • Joao Masters  25/11/2010 21:04
    Eu já dei minha opinião sobre legalização das drogas no último tópico sobre maconha(aquele da california); mas vou colocar alguns pontos novamente.

    Legalizar não acaba totalmente com o tráfico, na Holanda entre 2007 e 2010 foram apreendidas mais de 26 tolenadas de maconha que estavam entrando por meio do tráfico. Acho que se no Brasil a maconha for legalizada no máximo vai criar uma concorrencia entre livre mercado X traficantes.

    Hoje eu sou 70% contra e 30% a favor da legalização, mas meu maior medo é legalizar as dorgas, depois dar tudo errado e não ter como voltar atrás.
  • 9x.9K  25/11/2010 21:25
    Verdade! Legalizar não acaba como tráfico, é preciso descriminalizar, desregulamentar, e ponto final. Adeus, para o estado, deste mercado.
  • Joao Masters  25/11/2010 22:11
    Na Holanda eles legalizaram o comercio de maconha mas em contra partida criaram várias medidas para os consumidores: só podem consumir uma medida X de maconha; só pode consumir dentro dos estabelecimentos; não pode plantar; as maconhas tem que ter um nivel máximo de THC; não pode sair com maconha nas ruas...etc Acho que foi isso que criou uma concorrencia entre livres comerciantes e traficantes.

    Nas ruas da capital da Holanda é facil encontrar gente consumindo maconha nas ruas e traficantes vendendo outros tipos de drogas bem mais pesadas e letais para a sociedade (crack, heroina, ecstasy); sem falar que a Holanda se tornou rota Européia do tráfico de drogas.

    Acho que deve legalizar a maconha porque alem de ser a droga ilícita mais consumida no mundo ela é pouco prejudicial a saúde de quem consome e aos que estão próximos destes; mas não concordo muito com a legalização de drogas mais pesadas porque são MUITO mais prejudiciais à saúde e tem um efeito viciante muito forte, sem falar que podem trazer um péssimo rendimento para a sociedade e as relações entre as pessoas. Todos nós que lemos esse site somos a favor da liberdade, mas devemos lembrar que nossa liberdade termina quando a do outro começa; se drogas pesadas e que alteram o comportamento social foram legalizadas os consumidores passarão a prejudicar a liberdade dos outros (não consumidores). Quanto as drogas mais pesadas, eu posso até parcer meio careta e retrogrado, temos mesmo é que proibir! Invstir pesado em policiamento; se Japão e Singapura conseguiram abolir o tráfico pq não podemos?


    E eu gostaria de fazer um adendo aqui sobre as drogas no Brasil e a relação destes com o governo do PT; posso até parecer meio paranóico com isso, se quiserem tem todo o direito de não acreditarem em mim e me contestar/refutar.

    Acontece que o PT está ligado as FARC e ao Foro de São Paulo, que são orgão de esquerda que financiam o tráfico no Brasil; desde que o PT(Lula) assumiu o poder as fronteiras deixaram drásticamente de serem vigiadas para favorecer a entrada de drogas no Brasil; por isso temos medidas que proibem o comercio da maconha mas amenizam os consumidores, para as pessoas poderem consumir mas não poderem vender, deixando como única saída os traficantes. Percebem o quanto orquestrada as coisas são? As fronteiras do Rio de Janeiro estão praticamente abandonadas, acho que só agora vão tentar mudar um pouquinho.
    A relação esquerdismo-tráfico não é recente, é HISTÓRICA, há um livro chamado Red Cocaine, onde o autor traça uma íntima relação com o esquerdismo e o tráfico de drogas, desde a China de Mao Tse Tung até os dias de hoje. Esquerdistas e drogas são como unha e carne.
  • Valeria Washington  26/11/2010 03:02
    Todo o debate que veio depois do artigo e extremamente interessante, excetuada a estatica moralista que foi devidamente neutralizada.
    Rhyan discordo de voce que, descriminalizadas as drogas, "o crime ainda estará armado, fontes de renda seriam apenas os crimes com vítimas". No inicio do artigo, o Robert Murphy cita cinco atividades preponderantemente ligadas a criminalidade: prostituição, jogos, agiotagem, narcóticos e sindicatos. Dentre as quatro restantes havera espaco para "reabsorver a mao de obra" do trafico, ressaltando que eu acho que o Murphy esqueceu do trafico de armas, suporte adjacente para todas as atividades que ele relacionou.

    Baseada nessa lista, eu imagino que a criminalidade poderia aumentar sua atividade na agiotagem e abrir concorrencia para os bancos - essa, sim, seria dificil de descriminalizar!. A criminalidade poderia se dedicar aos sindicatos com ainda mais atencao, ja que agora eles vao ter ate mais espaco na midia. O jogo ilegal poderia ser uma grande alternativa e a prostituicao iria continuar intacta.

    Usando o argumento do Fernando, se descriminalizarem as drogas, os DENARCs serao os grandes desempregados do momento, mas ate ai, eles podem fazer um duble de policial e seguranca de "famosos".
    Quanto ao fato de que a Holanda descriminalizou mas nao acabou com o trafico, Joao, a Holanda acabou sendo uma perfeita porta de entrada e essas drogas apreendidas estavam em transito, destinadas ao resto da Europa.

    Descriminar a droga e toda a operacao a ela relacionada, da producao a comercializacao, significa que seria uma atividade legal, como produzir cerveja ou rolinho primavera. Como no caso dos remedios, das bebidas alcoolicas e do cigarro, presumo que o Estado aproveitaria toda a carga de "efeitos colaterais" para fazer incidir impostos especialmente altos nas drogas, o que elevaria seu preco.

    Por fim, gostaria de deixar uma pergunta para todos que se interessarem em responder: a comecar pelo Murphy e passando pelos demais, a descriminalizacao significaria a venda das drogas a precos baixos. Nao consigo entender o que autoriza essa conclusao. Quem pode oferecer uma explicacao?

  • mcmoraes  26/11/2010 08:21
  • Luiz Augusto Victorino Alves Corrêa  26/11/2010 11:52
    Excelente artigo! O que não consigo compreender é a legislação brasileira proibir o tráfico de drogas, mas tratar o consumidor como um "doente". Partindo da premissa que a demanda gera oferta, se há consumidores... cedo ou tarde, caro ou barato será ofertado o produto. Creio que essa diferenciação entre consumidor e fornecedor é decorrente de existirem consumidores entre professores, médicos, advogados, juízes, políticos, empresários, ou seja, as classes formadores de opinião pública. Assim quando veem filhos ou parentes usuários de droga, são vistos como vítimas, doentes, que foram seduzidos e mantidos pelos traficantes.\r
    \r
    Sou favorável a um estudo multidisciplinar sobre uma análise da liberação do uso de algumas drogas, e por conseguinte, a liberação também da produção e venda do produto. Uma coisa é certa, da maneira que está, não funciona.
  • augusto  26/11/2010 12:41
    temos aqui uma discussao com dois aspectos. um eh o do ciclo das drogas, outro eh o da violencia.\r
    eu ja morei no exterior, em varios paises, e posso dizer: eh relativamente facil obter drogas em qualquer lugar (embora eu nunca, nunca tenha comprado ou usado qualquer uma). E em todos os paises, como voces sabem, as drogas sao ilegais.\r
    \r
    Ai caimos no outro aspecto: na Europa, nos EUA, enfim, nos paises desenvolvidos, ninguem ve a mistura explosiva de drogas com violencia que nos vemos no Rio, em Sao Paulo.\r
    \r
    Enfim, se voce fizer uma enquete com a populacao, voce vai ver que eh isso que o povo espera: uma situacao onde as drogas continuem sendo ilegais, e que a violencia desapareca.\r
    \r
    Ou seja: o que o povo quer eh um Estado forte. Obviamente, qualquer pessoa de inclinacao libertaria ve que o que esta acontecendo no Rio nesses ultimos dias eh uma forca armada (policia e exercito) tomando o territorio de outra forca armada (traficantes). Ai voltamos para a teoria do monopolio estatal da forca.\r
    \r
    Por muitos anos, a populacao dos morros era favoravel aos traficantes: estes forneciam empregos, promoviam certas acoes "sociais", etc. Agora, a populacao comeca a ver que o Estado pode fornecer essa mesma qualidade de vida (Minha Casa Minha Vida, UPP, UPA, etc.). Entao a populacao passa a ser "leal" ao Estado, e deixa os traficantes na mao. Entre duas forcas armadas, o povo fica com a que tem mais chance de vencer o conflito e oferecer mais benesses.\r
    \r
    A despeito de qualquer consideracao sobre a teoria do Estado libertaria, o que nao se pode negar eh que a politica do Estado (gov. Cabral e sua equipe de seguranca) esta conseguindo fazer o que ate hoje nenhum politico tinha conseguido. E vai ganhar muitos pontos por isso.
  • anônimo  26/11/2010 15:15
    Caro Fernando Chiocca

    Considero seus argumentos bastantes interessantes e claros. Acho interessante, primeiramente, pelo fato de serem completamente divergentes dos meus no que diz respeito à descriminalização das drogas e, depois, por serem apresentados com certa precisão e fundamentado em princípios libertários.

    Gostaria de colocar algumas questões, você diz:

    "se eu livremente escolho um curso de ação, é por que vejo nele um benefício, não um prejuízo."

    Minha pergunta é: um usuário de drogas, realmente vê com clareza o "benefício"? Não seria ele um escravo do seu próprio vício? Por que não levar em conta a degradação moral, psíquica, física, as quais um usuário pode sucumbir?

    Ok, há uma diferença entre "usuário" e "viciado", mas a defesa da liberdade não deveria levar em consideração o quanto a liberdade de escolha vai sendo tolhida na medida em que cada vez mais a droga é consumida.

    Uma metáfora que pode ser usada é a da coceira. Livremente escolho coçar uma pequena ferida por que vejo aí um benefício, "uma sensação agradável", mas na medida que coço, vou me tornando um escravo daquele "benefício" a ponto de ter um grande prejuízo físico.

    Ou seja, os usuários de drogas, são na verdade escravos das drogas, dos vendedores, não pessoas autoconscientes capazes de tomar decisões por si mesmos, não? A palavra "droga" é muito boa em grego, phármakon, significa, tanto o "remédio", como o "veneno". Palavras como pharmakísídos era tanto usado para "a drogadora", e a "mágica", pharmakeús "aquele que droga", como "aquele que encanta". Entre "drogas", "alívio", "veneno", "encanto" há uma relação nebulosa.

    Qual é o critério, então, para se medir realmente o que é "um benefício" de um "pré-juízo"?

    Respeitosamente
    Francisco
  • Fernando Chiocca  26/11/2010 16:33
    Francisco, o critério é a liberdade, entendida como ausência de coerção.
    Toda ação humana sempre visa um lucro psíquico. As trocas voluntárias somente ocorrem se a pessoa enxergar uma possibilidade de benefício com ela, caso contrário, não ocorrem. A motivação da ação é o agente sair de um estado que considera menos satisfatório para um que considere mais satisfatório.
    Então, se é um curso de ação voluntariamente escolhido, é, ex ante, benéfico.
    Se ex post a pessoa verificar que a ação resultou em um estado menos satisfatório do que o anterior, então temos um prejuízo.

    Neste sentido o uso de drogas não é diferente do que qualquer outro tipo de ação.
    A pessoa se coça pois vê um benefício neste ato. Se a pessoa verficar que, ao contrário do que pensava ex ante teve um prejúizo ao se coçar, ela não repetirá este ato. Ou sua preferência temporal pode levar com que ela valorize o benefício a curto prazo mais do que o prejuízo a longo prazo, e escolha por se coçar.
    No momento que alguém usa droga, ela o faz por valorizar mais o benefício a curto prazo do que um prejuízo mais tarde.
    Um gordo pode desejar ser magro, mas no momento de comer, ele valoriza o benefício que comer muito lhe traz acima do prejuízo estético e de saúde que a obesidade lhe causa.

    E não, não há uma diferença entre "usuário" e "viciado". Ambos, assim como o gordo que opta por comer 8 vezes ao dia e no resto do dia se arrepende, escolhem livremente o que consideram ser o mais benéfico para eles.
  • J.Razen Cavalcante  29/11/2010 08:50
    Um indivíduo é marginal porquê vende droga, ou ele vende droga por ser marginal ? Ninguém é bandido por falta de opção, o indivíduo é bandido pois tem indole má. Se as drogas forem legalizadas, esses mesmos, arranjarão outro ramo ilícito para atuarem. A questão vai muito além de dinheiro, tange a esfera do poder de opressão que alguns homens buscam - Mas infelizmente, como vocês só querem dinheiro, acham que essa é a razão de toda a humanidade. Ofereçam dinheiro ao Hezbolah ou às Farc em troca de paz e vejam o que vocês vão ganhar.
  • Caio Cesar  26/11/2010 16:24
    Li vários comentários aqui, e em verdade não queria entrar muito na discussão. Mas queria deixar minha opinião aqui:

    Leandro comentou assim:

    Leandro 25/11/2010 19:19:54

    "Bom ponto, Rhyan. Afinal, sem renda e armados militarmente, é ingenuidade achar que esses seres adoráveis ("sociopatas", como bem disse o Murphy nesse artigo) irão sair tocando violino ou fazendo malabarismos nos semáforos para ganhar dinheiro. Sem dúvida, eles iriam tocar o terror.

    Eu, humildemente, abordei essa questão nesse artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=440

    O fato é que décadas de intervenção governamental (a proibição) geraram uma distorção tão grande, que a correção dessa distorção não será nada simples. Certamente, será dolorosa.".

    Eu, humildimente, achei corretíssimo o que ele falou. A ação governamental durante o tempo distorceu o que era uma solução fácil.
    Mas agora senhores, creio que vocês deveriam pensar de outra forma. A situação agora não é mais de "se tivesse acontecido", "se eles fizessem isso", "se blá blá blá". A questão agora é: O que fazer?
    Mas quanto a questão no que está acontecendo no Rio de Janeiro HOJE, tenho minha opinião. Devemos lembrar que quem começou isto foi o governo Lula com suas UPP's(unidade de polícia pacificadora), por isto os bandidos tocaram o terror nas ruas do Rio. Logo, se não tivesse governo, a coisa não estaria assim. Agora vamos pensar um pouco: "Se não tivesse governo", falei. Mas a questão é que 'há' governo. E como há governo, e um sistema anarcocapitalista demoraria muito para instalar-se aqui(não creio que seria só em 4 anos, como vi em um outro artigo), eu creio que o governo, enquanto está(infelizmente) no poder, estão reparando o erro que eles cometeram ao instalar as UPP's. Quem fez o erro foram eles, e "aqui se faz, aqui se paga", e eles estão pagando. Aliás, do melhor jeito, em minha visão.
    Sou um defensor do anarcocapitalista, diferente de muitos aqui que cursam ou já cursaram ensino superior, ainda só estou na 1° série do Ensino Médio, mas sei que a situação que devemos levar em conta agora é a realidade. E não é preciso nenhum tolo pra pensar nisto.
    Agora, a polícia invadirá o complexo do alemão, e - espero - a criminalidade vai baixar. E eles estão certos até ai, já que os ladrões não vão parar de atear fogo nos carros mesmo se as UPP's saírem de lá, creio eu. Porém, quando tudo isto acabasse, eu creio que a medida anarcocapitalista seria - aí sim - começarem a retirarem as UPP's e revisarem a questão da proibição de drogas.

    Esta é minha opinião. Obrigado.
  • Mujo  27/11/2010 07:22
    para os em duvida sobre manter a proibição, lanço a seguinte pergunta:

    o que é melhor, cortar o financiamento do crime organizado, e se defender de seus ataques em resposta até que este não tenha mais como se sustentar, ou manter o financiamento do inimigo, e combate-lo de frente?
    []'s
  • Marcos  30/11/2010 23:23
    O problema é muito mais profundo do que a discussão sobre livre-comércio. Vejo que muitas vezes alguns se apegam a esse dogma com um fervor quase religioso. O que vamos fazer, liberar o crack e a heroína? Impossível, um aumento do número de usuários iria causar um caos inacreditável. São drogas extremamente fortes e provocam vício rápido. Mesmo os países que liberaram drogas mantiveram proibições em relação a drogas pesadas. E com essa legislação permissiva a violência e degradação não sumiu, como os defensores das drogas pregam.

    Talvez a liberação de algumas drogas possam ser discutidas? Claro que sim, temos que debater os prós e contras (que certamente existem em cada caso). Mas não existe solução mágica. Sempre desconfio de textos que afirmam que vão resolver o problema da criminalidade muito fácil...
  • Marcos Machado  22/07/2013 20:53
    Caro Marcos,

    procure se informar: em vários países (alemanha, inglaterra, dinamarca, suiça, etc...) matou-se o crime associado a heroína (droga das mais pesadas) com "user's rooms", onde o usuario tem pleno acesso a droga. Cortou-se o link com o traficante e o sentido dele assaltar para conseguir $ para a compra da droga.

    sobre o seu "liberar ira causar um caos"

    1: nós ja nao temos caos? voce acha normal o RJ, antiga capital do BR, segunda maior cidade brasileira, nosso maior cartao postal, ter um poder paralelo sem precedentes?

    2: vc nao acha que as drogas ja sao amplamente acessiveis? vc acha que alguem tem dificuldade de mais de algumas horas para conseguir o que quer que seja?

  • Leandro Coelho  01/12/2010 22:41
    Uma boa razão para não privatizar a política, justiça etc... é justamente o fato de que quem tem mais dinheiro terá mais polícia, justica etc... Além do mais, a justiça exercida pelo Estado, torna essa mesma justiça estatal uma espécie de "vingança" última e inapelável em uma sociedade saudável.

    O que autor pretende, deixar os traficantes livres para fazerem o que quiserem ou decretar a legalização das drogas?
    No primeiro caso, teremos a ausencia da Lei mas não sei se pessoas naturalmente violentas se tornariam pacíficas pelo simples fato da polícia não passar ali. (Se não há lei, porque eu devo parar de matar meus rivais?) No segundo caso, a contradição entre defender a ausencia do Estado e defender a interferencia do Estado para legalizar algo é uma contradição gritante.

    No caso das drogas serem comercializadas livremente: Um empresário conseguiria realmente vender as drogas por um valor abaixo do valor dos traficantes considerando seu custo com segurança? E, de quem ele vai comprar as drogas? Do Beira Mar? Do Abadia? Do Comando Vermeho ou do PCC?

    Só para lembrar: Kennedy, ex presidente da maior potência bélica do mundo tinha em suas mãos o monopólio da força legal e foi assassinado.
    Lennon: Beatles milionário, foi assassinado.
    Silvio Santos: Passou quase 1 dia com uma arma na cabeça além de sua filha ter sido sequestrada.
    Abilio Diniz: Foi sequestrado. (Não tinha $$$ para financiar segurança fortemente armado?)

    Pergunto: Alguém em sã consciência consegue admitir que um empresário fortemente armado conseguiria entrar no mercado de drogas e sobreviver por 1 dia que seja? Claro, se ele jogar o mesmo jogo, talvez, mas se colocarmos esse empresário em igualdade com os empresários já existentes aí eu não sei.
  • J.Razen Cavalcante  02/12/2010 16:59
    Excelente colocação Senhor Leandro. Já havia escrito algo parecido mais acima. Abraços\r
    \r
    29/11/2010 08:50:45\r
    \r
    Um indivíduo é marginal porquê vende droga, ou ele vende droga por ser marginal ? Ninguém é bandido por falta de opção, o indivíduo é bandido pois tem indole má. Se as drogas forem legalizadas, esses mesmos, arranjarão outro ramo ilícito para atuarem. A questão vai muito além de dinheiro, tange a esfera do poder de opressão que alguns homens buscam - Mas infelizmente, como vocês só querem dinheiro, acham que essa é a razão de toda a humanidade. Ofereçam dinheiro ao Hezbolah ou às Farc em troca de paz e vejam o que vocês vão ganhar. \r
    \r
  • anônimo  10/11/2012 09:07
    dificilmente alguem vai querer beber só por causa que é oxidante é para sentir euforia mesmo ou tranquilidade relaxar mas não por causa de oxidante...

    do mesmo jeito é as outras drogas que da qual ta cheio de engravatados viciados!!
    advogado, medico, deputado, filhos de deputados, gari, pedreiro, psicologo
    todas as classes...
  • anônimo  03/12/2010 10:10
    é preciso incentivar mais a formação de batalhões de moradores para a defesa dos bairros, uma experiência que deu certo na zona oeste do Rio e deveria ser exportada para o resto do Brasil
  • Zen  03/12/2010 11:49
    Concordo. E incentivo melhor que a possibilidade do porte irrestrito de armas não há.
  • Gustavo Leitte  14/01/2013 16:02
    Seria pró a liberação das drogas desde que para os atuais traficantes houvesse pena de morte.


    Limpar esses traficantes que tem aí e depois liberar.
  • Marcos Machado  22/07/2013 21:09
    Pois é Gustavo Leite, mas nao funciona. Sabe por que? Porque sempre estao chegando novos traficantes.

    Demanda gera oferta, conhece esse lei de mercado?

    Gostou do Tropa de Elite quando explodem a cabeça do Baiano no final do primeiro filme? Pois eh, pena que umas 2 semanas depois - superada uma certa confusao na organizaçao, o vice-presidente daquela boca assume e volta-se ao ponto anterior.

    E deve-se dizer, pena de morte ja existe aqui no Brasil (pela policia, pelo traficante inimigo, pela traiçao da propria equipe)

    A maioria dos grandes traficantes do Brasil ja foi morta (china, uê, bem-te-vi, escadinha, marcinho VP, etc...)
  • saoPaulo  08/03/2013 10:16
    Vereadores debatem sobre política de drogas no plenário da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Em 28/02/2012

    www.youtube.com/watch?v=ZvLIyfoOOVM
  • Eduardo R., Rio  29/10/2013 06:41
    Artigo escrito pelo diplomata Alexandre Vidal Porto: A utopia de um mundo sem drogas
  • Emerson Luis, um Psicologo  13/08/2014 22:31

    O intervencionismo aumenta os benefícios marginais dos marginais!

    * * *
  • Fabio Pires Pincello  19/01/2015 17:59
    Gosto muito dos textos que leio por aqui.
    O texto me convence totalmente da eficácia dessa proposta. Vou apenas levantar uma reflexão, sem entrar na questão de afirmar se legalizar é ou não a melhor solução, pois acho que não tenho preparação adequada para tal afirmação.
    Eu acho que qualquer pessoa deve concordar comigo que a solução mais SIMPLES nem sempre é a solução mais CORRETA. Na minha opinião, legalizar as drogas não é a solução mais CORRETA. Se essa solução for a MELHOR que se pode adotar, é porque ela é a mais SIMPLES de se pôr em prática.
  • gabriel  19/01/2015 23:53
    Realmente, a solução mais correta vai além de legalização. A solução mais correta envolve uma retirada do monopólio de leis e regulamentação (legalização) das mãos estatais. Ela é de longe nada simples já que envolve mudanças no poder estabelecido e dificilmente será alcançada em poucas gerações
  • Murilo Zottos  20/01/2015 02:35
    O fato é que a liberdade que propomos seja uma evolução constante. Com certeza não seria alcançada em poucas gerações
  • RR  20/01/2015 16:52
    Na minha opinião, visto pelo lado econômico sou totalmente a favor da liberação das drogas, mas pelo lado social sou contra, pois fere a minha libirdade individual. Existem moradores na minha rua e até um vizinho que fizeram (ou fazem, não sei) uso de maconha, e fica um clima não muito legal pelos arredores, além da questão do tráfico, do repasse da droga (pois ela é proibida, é claro). Chegaram a usar na rua, num ambiente em que existia crianças por perto, além de o cheiro, que transpõe barreiras, como os muros, veio parar na casa de um vizinho, como foi relatado. Não quero ser um usuário passivo de maconha (até cigarro eu repudiu ao máximo), quem dirá essas porcarias com um monte de coisa misturada no meio. Além do fato de deixar as pessoas alucinadas, meio fora de controle, principalmente os mais jovens. Sei que um problema complexo, que desenvolveram na sociedade. Se conseguirem colocar locais fechados para ato, longe da minha residência, e de quem repudia o uso de drogas, daí é outra história. Mas como simpatizante do libertarismo, não quero minha propriedade individual ameaçada por nada, nem ninguém. É compreensível, não é? Minha moradia é um lugar sagrado, e não gosto que me incomodem com sons e cheiros desagradáveis e insurportáveis também.
  • Soares  20/01/2015 19:38
    Eu entendo o seu ponto de vista, até porque passo pelo mesmo problema que você. No entanto, veja que com as drogas já sendo proibidas você enfrenta esse problema. Ou seja, a proibição estatal é uma medida incapaz de lhe trazer seu merecido sossego.

    Além disso, se formos tentar resolver esse problema pela via estatal, o estado será o primeiro a nos jogar um balde de água fria. Se chamarmos a polícia, eles não vão se dignar a perder seu tempo para resolver nosso problema com a marola dos filhos de Jah. Se formos recorrer ao judiciário para buscar uma ordem de proteção, eles nos enrolarão e nada resolverão. E, o pior de tudo, em ambos os casos os vagabundos se lembrarão de nós...

    Veja que o estado não vai proteger a inviolabilidade do seu lar. Na verdade, o estado é justamente aquele que mais traz perturbações a ela.

    A sua e a minha situação desagradável se dá porque já há muito estado e não pouco. Se morássemos num condomínio fechado, onde a interferência do estado é bem menor, teríamos reais condições de evitar o uso abusivo da propriedade por parte de um vizinho maconheiro de merda. Poderíamos levar o problema para a consideração da administração do condomínio ou para a assembléia de condôminos e aquele morador seria efetivamente tolhido de sua prática de emitir aquele cheiro enjoativo dos infernos ou até mesmo expulso.
  • RR  20/01/2015 23:02
    Como diz o livro Além da Democracia de Frank Karsten e Karel Beckman, o Estado não intervindo nas decisões dos cidadãos eles podem se unir para resolver os problemas - um condomínio ou uma rua poderia decidir pela expulsão dos indivíduos que infringem as leis locais, e esses indivíduos como estariam errados perante ao condomínio ou rua, não teriam como usar a lei para continuar a cometer esses atos ilícitos. Menos Estados, leis e democracria para quem descumpre a ordem para mim é a solução. Daí vão falar que eu penso como um autoritário! rs
  • Fabricio Alexandre  20/01/2015 20:27
    A questão das drogas não é uma questão do arcabouço econômico. Não é uma questão de oferta e demanda. Só é nos primeiros usos da droga em seguida vem o vício então não se torna mais uma questão de livre escolha do individuo pois o usuário estará viciado. A questão deve ser tratado do ponto de vista epidemiológico e não econômico, drogas devem ser tratadas como uma epidemia e as mesmas técnicas de controle de epidemias devem ser usadas.
  • gabriel  20/01/2015 21:58
    o mesmo pode ser dito de qualquer coisa que vicie como compras, trabalho, sexo, praticamente qualquer comportamento. Essa mesma fala trocando a palavra 'droga' por qualquer outra coisa é um suporte ao autoritarismo para banir qualquer atividade e eu repudio veementemente sua fala
  • RR  21/01/2015 01:02
    Vou ser mais sincero e objetivo: eu não quero como vizinho um usuário de maconha que fume o dia inteiro, muito menos uma boca de fumo ao lado da minha casa, nem que essa seja de origem legal. Não quero como vizinho um usuário de crack, porque não quero conviver com um zumbi ou uma pessoa fora do seu juízo, que pode fazer mal a mim e outras pessoas (o mesmo vale para drogas mais fortes). Nem quero como vizinho uma casa de prostituição ou uma pessoas que pratica esses atos em sua residência (nem preciso responder porque né), iria ser uma situação constrangedora para mim e para outros. Não adianta negar, essas são práticas que causam euforia (momentânea) nas pessoas e elas acabam se excedendo e invadindo a liberdades dos outros. Afinal elas estão para consumir, se deliciar, aproveitar a vida e não estão nem aí para os que estão próximos. Se alguém quiser igualar o sexo da prostituição com o sexo de um casal em uma residência pode até tentar, mas o casal se incomodar seus vizinhos, vai estar sujeito ao julgamento dos outros vizinhos. Longe da minha propriedade, essas pessoas podem fazem o que bem entender da vida. Sei que é difícil compreender, mas não é só eu que penso assim não.
  • anônimo  21/01/2015 10:05
    Eu também não quero, mas vc não precisa querer isso pra ser contra a descriminalização das drogas.Podia até ser bom porque esses desgraçados iam morrer bem rapidinho
  • felipe  21/01/2015 12:10
    "eu não quero como vizinho um usuário de maconha que fume o dia inteiro......Sei que é difícil compreender, mas não é só eu que penso assim não."

    Sim, um monte de covardes com mentalidades coletivistas pensam assim.

    Mimimimi ... as pessoas não devem fazer o que eu não acho certo, se não eu pago alguém para dá porrada neles....mimimimimi
  • RR  21/01/2015 16:03
    Tá vendo já está me atacando, falando que eu estou de mimimi... já falei, e deixei bem explicada a MINHA OPINIÃO: eu como simpatizante do libertarianismo, defendo a liberdade individual e a propriedade privada, e qualquer um que invadir ou violar o meu espaço, está ferindo as regras em que eu acredito. Muros e cercas existem para que? E para deixar claro que intrusos não são bem-vindos. Principalmente em nações como o Brasil em que ninguém respeita o espaço do outro. Se o Estado permitisse eu responderia a bala às pessoas que invadissem meu espaço. Só ver a história dos EUA e de outras nações agoras ditas ricas; suas maiores conquistas foram na base da guerra para assegurar seus direitos. Pena uma onda "neosocialista" está voltando com todo força e destruindo tudo que já foi conquistado. E não sou coletivista, não tenho nada a ver com a vida dos outros, tenho que trabalhar o dia inteiro para pagar impostos a um Estado corrupto, corro o risco de ser assaltado ou morto na rua ou mesmo na minha casa, não posso criticar nada, emfim tô cansado de tanta coisa errada nesse país. Vou repetir, se pudesse responderia a bala às pessoas que invadissem meu espaço. Só não quero que invadam e atrapalhem minha vida.
  • felipe  21/01/2015 16:32
    Bom, desculpe se só foi uma opinião sua. Fiquei com a impressão que você era contra alguém fazer o que bem entender na sua própria propriedade.
  • massa  21/01/2015 16:34
    Esse assunto foi tratado no artigo A liberdade de discriminar - de quem é o direito, afinal?.

    O problema não é querer viver longe da gentalha, isso é perfeitamente saudável. O problema, como você bem indicou, é usar de uma gangue de criminosos (vulgo estado) para tirar de suas vistas aqueles que o desagradam.
  • Boa Vista  21/01/2015 10:51
    Mas quem é que quer viver perto de vagabundo? Até onde sei, é só socialista que se desmancha de amores por vagabundos. As pessoas normais querem viver longe de pilantras e arruaceiros.
  • Rennan Alves  21/01/2015 12:01
    Que raios isso tem a ver com o assunto?
  • RR  21/01/2015 13:51
    Você tem toda razão, é que existem pessoas que sempre, de alguma forma, vão arranjar argumentos para justificar essas ações. É explicar o inexplicável. Nós temos que deixar as coisas bem claras e objetivas.
  • Eduardo  21/01/2015 13:07
    Deixo aqui minha singela opinião. Gosto muito das ideias publicadas aqui nesse site, bem como o nível da discussão aqui gerada. No entanto, acho que o artigo é utópico.

    Gostaria de lembra-los que aqui é Brasil. Dentre todos os problemas que temos aqui, a questão das drogas e as mazelas que permeiam este tema, é apenas mais um, dos vários problemas que temos de conviver todos os dias aqui. Alguém escreveu acima, "o problema é muito mais profundo do que a discussão sobre livre-comércio", e tenho que concordar com esta pessoa.

    Acredito que o consumo de qualquer substancia deva ser controlado, não pelo estado, mas por cada individuo, esse seria o ideal. Porém o nível de conscientização social, de educação e responsabilidade do povo brasileiro de um modo geral não permite (ainda), por diversos fatores, que medidas que valorizem a total individualidade e a liberdade sejam abertamente adotadas. Acredito que a liberação/descriminalização/legalização seria um caos para o país.

    Se todos que aqui participam deste debate resolvessem consumir as drogas que bem entenderem, confesso que não ficaria preocupado. Por que nós aqui, temos certo grau de instrução, de ética e moral. Mas não podemos envolver todos os indivíduos da sociedade brasileira, tanto é verdade que conseguimos (povo brasileiro) eleger 16 anos de PT...

    Me desculpem a ignorância,

    Abraços.
  • Forever  21/01/2015 14:55
    ''Gostaria de lembra-los que aqui é Brasil''.

    Exatamente por isso que esse tipo de debate é necessário, já passou da hora do povo brasileiro --e o latino-americano em geral— aprender a arcar com suas escolhas individuais, parar de achar que o Estado é seu pai eterno e que deve protegê-lo dos ''males'' do Mundo.

    Está na hora de sair da adolescência.
  • RR  21/01/2015 16:19
    É difícil uma pessoas expor tudo o que ela pensa em um simples comentário. E verdade, tem que ser um debate a nível nacional, com campanhas e tudo mais, mas quem faz. Esse governo que vai ficar (espero eu que não) quase duas décadas destruindo as bases econômicas e sociais do Brasil a seu bel prazer, porque é isso que estamos vendo. Se tudo que foi desviado da Petrobrás e sabe Deus de onde mais voltasse para os cofres públicos, não precisaria de mais impostos. Não dá mais né? Cada cidadão tem, até mesmo o menos instruído - não é porque ele é "ignorante que ele faz coisa errada" - o dever de se levantar e impor o que ele acha que é certo para sua vida e sua comunidade. Vamos ver quem vence essa parada se for desse forma! Eu já comecei a falar e a escrever onde eu vejo rolar o assunto e acho interessante.


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