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Por que a liberdade triunfará

Muitos leitores dizem que sou um pessimista.  Eu não sou pessimista.  Ao contrário: sou um otimista para muito além da mais otimista das imaginações.  Em termos religiosos, eu sou um pós-milenista escatológico.  Não existem muitos de nós.  Também creio na ordem social gerada pelo livre mercado — não apenas em sua superioridade teórica, mas em seu inevitável triunfo ao longo da história.  Sou da crença de que, um dia, a verdade vencerá.

Mas eu não sou otimista em relação ao caminho entre o destino final e onde estamos.  O Big Brother está à espreita, escondido nos arbustos estatais ao longo desse caminho.

Quando uma manada de leões está pacientemente escondida atrás do matagal, pronta para atacar as zebras, algumas zebras serão devoradas.  Quando pensamos em burocratas, devemos pensar em leões.  E nós somos as zebras.

Haverá várias perdas.  Mas o fato é que os leões estão ficando velhos.  Eles já não correm tão rapidamente nos dias de hoje.  As zebras estão se multiplicando.  Pense em "China".  Pense em "Rússia".  E então tente se lembrar de Mao e Stalin.  Se todos aqueles campos de concentração entraram em colapso sem que houvesse qualquer resistência armada ou alguma guerra perdida, então não venha me dizer que viver eternamente sob uma tirania é uma inevitabilidade histórica.   

O famoso jornalista americano Lincoln Steffens visitou a União Soviética em 1921 e voltou aos EUA dizendo "Acabo de voltar do futuro, e ele funciona."  Não, ele não funcionou.  Tampouco irão funcionar os mini-despotismos das várias utopias keynesianas.  No final, não haverá dinheiro com o qual pagar as pensões de seus funcionários públicos.

AS DISTOPIAS LITERÁRIAS

A ideia que temos de estados totalitários modernos foi moldada por obras de arte literárias.  As mais famosas são 1984, escrita por uma socialista anticomunista, A Revolta dos Bichos, também escrita por ele, e Admirável Mundo Novo, escrita pelo socialista professor de francês da escola britânica de Eton: Aldous Huxley.

Existe uma obra sobre o estado totalitário que é muito melhor que todas essas: Aquela Força Medonha: Um Conto de Fadas para Adultos.  Foi publicada em 1945.  Seu autor é C.S. Lewis.  Recomendo.  Eu a releio sempre a cada espaço regular de tempo — uma das duas obras que eu sempre releio. (A outra é Bons Augúrios).  A primeira vez que a li foi no primeiro semestre de 1964, aproximadamente quatro meses após as mortes de Lewis, Huxley e Kennedy em 22 de novembro de 1963.  Lewis percebeu, ainda em 1945, para onde estávamos indo.  Ele também viu como tudo ia terminar: com a debandada dos manda-chuvas.

Na literatura, as utopias positivas sobre uma sociedade boa versavam sobre estados centralmente planejados.  Nos últimos 100 anos, ninguém escreveu nenhuma obra assim.  As distopias também versam sobre estados centralmente planejados.  Elas refletem o declínio da fé do homem moderno nos poderes restauradores da ciência implementada pelo estado.

O poder da ciência é visto como irrefreável.  Nas mãos dos burocratas, a ferramenta da ciência produz uma ordem social sem liberdade.  Os controles do estado podem ser justificados como racionais e terapêuticos, mas o sistema é tirânico.  Essa é a visão das distopias. 

Em Admirável Mundo Novo, a ferramenta de controle é uma droga: a soma.  Ela mantém as massas submissas.  Em 1984, há em todo lugar uma televisão com transmissão de duas vias.  Não há privacidade.  Em A Revolução dos Bichos, há uma difundida crença na bondade do todo, o que determina o sacrifício individual.  Os resultados são os mesmos: uma elite mantém o controle das massas.  Não há escapatória.

Esses autores não eram economistas pró-livre mercado.  O economista de livre mercado acha muito difícil imaginar que um sistema de economia centralmente planejada possa de alguma forma ter acesso a recursos suficientes para manter as massas coesas.  Os fracassos da União Soviética e da China comunista continuam sendo perfeitos exemplos dessa incapacidade.  Ambos demonstraram a incapacidade do planejamento central em atingir seus objetivos ou os objetivos da elite planejadora.  Ou, como diz o ditado, o dinheiro influencia.

Em 1978, Deng Xiaoping adotou a religião capitalista.  Ele anunciou a liberalização da agricultura, a qual sempre foi o elo frágil do socialismo.  Em 1979, a economia chinesa começou a crescer.

Em 1980, Moscou sediou as Olimpíadas.  De todas as partes do mundo, ocidentais iam assistir ao espetáculo.  Os líderes soviéticos viram, pela primeira vez, quão rico era o Ocidente, e quão pobres eles eram em comparação.  Eles viram com seus próprios olhos — primeiro, maravilhados; depois, horrorizados — aquilo que o Ocidente já sabia há 60 anos: as pessoas comuns do Ocidente tinham o poder aquisitivo para se vestir tão bem quanto os burocratas russos do alto escalão.  Eles nunca mais se recuperaram psicologicamente.  Em uma década, a economia soviética estava quebrada.  A esperança havia abandonado a elite.  Ela já havia abandonado as massas algumas décadas antes.

A elite publicamente abandonou o sistema.  O dinheiro influencia.

E ainda influencia.

O CÁLCULO ECÔNOMICO NO SOCIALISMO

Em 1920, Ludwig von Mises escreveu um pequeno ensaio: O Cálculo Econômico na Comunidade Socialista.

Ele argumentou que o planejamento econômico socialista é inerentemente cego.  Sem os preços de livre mercado, os quais se baseiam na propriedade privada, os planejadores centrais do governo não têm como saber aonde alocar os recursos escassos.  Isso é especialmente verdade para os bens de capital.  Os planejadores são forçados a copiar os preços das sociedades não-socialistas.  Essa era sua teoria.  Ela acabou se comprovando correta na prática.

Os socialistas rejeitaram esse argumento por sete décadas.  Porém, a cada experimento socialista, a teoria de Mises ia sendo comprovada.  O que era óbvio, pois ele argumentava que a lógica econômica é a base para a comprovação econômica, e não os dados históricos.  Porém, ele nunca havia sido levado a sério nesse quesito por seus críticos ou até mesmo pela maioria dos seus admiradores.  Os infindáveis fracassos do planejamento central comunista em enriquecer a todos, inclusive a elite comunista, finalmente tornaram-se intoleráveis até mesmo para as próprias elites comunistas.

O que me traz à tese central desse meu artigo, a qual é melhor expressada em três questões.

1. Qual o valor de suprimir um dissidente político?

2. Qual o custo?

3. O benefício é maior que o custo?

Suponha que você seja o Big Brother.  Você pode monitorar cada indivíduo.  Você pode descobrir o que ele possui, quanto ele ganha, onde ele mora, onde ele trabalha, quais cartões de crédito ele usa.  Você tem todo um banco de dados sobre ele.  Qualquer informação que você porventura não tenha pode ser comprada de empresas privadas que também possuam bancos de dados.

Se você pode monitorar todo mundo, você pode tratar qualquer um como um objeto a ser atingido.  Você pode levar praticamente qualquer indivíduo à falência.  As contas desse indivíduo irão quebrá-lo.  Ele sabe disso.  Ele irá se render.  O dinheiro influencia.

Quer determinar um precedente legal para dar um veredicto inovador?  Atinja alguém com recursos financeiros limitados e sem conexões com poderosos.

Intelectuais e jornalistas comprometidos com a defesa das liberdades individuais têm coletado um portentoso banco de dados de histórias de horror sobre invasões governamentais coercivas, porém legais, à privacidade alheia.  Para cada história documentada, há inúmeras histórias similares que nunca chegaram até a mídia.

Assim como as zebras têm certeza de que existem leões atrás do matagal, os cidadãos sabem que os burocratas estão à espreita.  Alguns desses burocratas têm acesso aos bancos de dados.

Todos ficamos impressionados com a rapidez com que o agente McGee, do seriado NCIS, consegue descobrir praticamente tudo sobre qualquer suspeito apenas ao digitar entradas em seu computador.  E todos sabemos que os bandidos nunca irão escapar.

O problema é que, no mundo real, os bandidos sempre escapam até o momento em que eles finalmente confessam.  Pense em "Bernard Madoff".  Ademais, os mocinhos sempre são pegos pela polícia por algo que nunca fizeram.

O caso Madoff é clássico (leia aqui todos os detalhes do escândalo Madoff).  Todas aquelas regulamentações governamentais e nenhuma presciência.  Os relatórios alertando tudo foram apresentados, a SEC foi avisada de toda a tramóia, e no entanto nada foi feito.  Por que não?

Mises nos explicou por quê.  O governo não sabe como precificar nada racionalmente.  Ele não é capaz de determinar quais casos devem ser prosseguidos, e quais não.  Não há diretrizes racionais que possam fornecer algum discernimento.

Eis a regra operacional.  Burocratas executam aquelas tarefas que justificam a continuidade do seu emprego.  Essa meta inclui a sobrevivência de suas burocracias.

As leis do funcionalismo público protegem a maior parte dos funcionários federais.  A imunidade burocrática contra cortes no orçamento protege as burocracias.  Assim, os burocratas escolhem alvos fáceis da mesma maneira que os leões escolhem as zebras: os mais jovens, os mais idosos e os doentes.

Sempre que uma burocracia é ameaçada com cortes no orçamento, as primeiras áreas a sofrerem costumam ser os serviços de ambulâncias, de polícia, de coleta de lixo e outras coisas que imponham a máxima inconveniência para o público.  É uma espécie de esquema de extorsão por meio do qual os burocratas, que detêm o monopólio da oferta desses "serviços", diminuem a oferta de tais serviços até que a opinião pública comece a espernear pedindo mais verbas para a burocracia em questão.

Certa vez li um artigo sobre a atuação de um experiente piloto de caças na Guerra da Coréia.  Ele revelou o segredo do seu sucesso.  Ele fazia uma rápida sondagem no esquadrão de caças MIGs-15 inimigos, procurando por aquele que parecesse um pouco mais instável, que oscilasse mais.  Caso ele visse um, ele sabia que seu piloto era inexperiente.  E então ele ia atrás deste.

Essa estratégia pode transformá-lo em um ás.  Ela não irá fazê-lo ganhar guerras.  A Guerra da Coréia terminou em um cessar-fogo.  Porém, oficialmente, ela ainda continua.

A ORDEM SOCIAL ESPONTÂNEA

A maior contribuição intelectual de F.A. Hayek não foi O Caminho da Servidão (1944).  Foi o artigo publicado no ano seguinte: O Uso do Conhecimento na Sociedade.

Ele argumentou que a quantidade de conhecimento descentralizado e altamente especializado presente na sociedade é enorme quando comparada ao conhecimento ao alcance de um comitê governamental.  Isso deveria ser óbvio para qualquer um.  O que não era óbvio para os intelectuais ocidentais era sua conclusão: o planejamento governamental é incapaz de se equiparar à eficiência do planejamento individual em uma sociedade de livre mercado.

Essa é uma variação do argumento de Mises.  Hayek enfatizou o sistema de lucros e prejuízos do livre mercado.  Tal sistema é capaz de obter informações de indivíduos que, de outra forma, não as forneceriam ou não as colocariam para usos socialmente positivos.  Um comitê de planejamento é incapaz de obter essas mesmas informações, argumentou Hayek.  Mises havia enfatizado que, mesmo se o comitê pudesse obter tais informações, ele não saberia o que fazer com elas.  Ele não conseguiria utilizar essas informações da maneira mais proveitosa possível.

Surge então a questão: pode um comitê utilizar essas informações para proveito do próprio comitê?  Podem seus membros enriquecer assim?  É possível obter resultados que sejam tão suficientemente benéficos para o comitê e para os líderes a quem ele serve, de modo a tornar irrelevante o fato de que o comitê não é capaz de solucionar o problema da alocação para as massas?  Em suma, seria o comitê capaz de encontrar uma resposta positiva para a pergunta universal: "O que eu vou ganhar com isso?"

Os resultados para todos os esquemas econômicos comunistas — exceto dois — no século XX apontam para uma resposta negativa.  As duas exceções foram a Coréia do Norte e Cuba.  Até o momento, esses dois sistemas continuam comunistas.  Porém, está ficando cada vez mais aparente que isso irá acabar em algum momento da próxima década.  A pobreza nesses dois países é opressiva.

A única maneira de os ditadores manterem essas informações longe das massas é controlando a informação.  A Coréia do Norte faz isso melhor do que Cuba.  Mas ela é também um país mais pobre.  Voltamos assim à análise dos economistas austríacos sobre a escassez de informações confiáveis.

Para gerirem uma tirania realmente exitosa, os líderes precisam ter uma riqueza em constante crescimento, bem como dados confiáveis.  Eles precisam da riqueza para contratar os programadores, os coletores de dados, e sistema repressor.  Os custos dos computadores caem ano após ano, mas eles caem bem mais rapidamente no setor privado (microcomputadores) do que no setor estatal (computadores centrais, mainframes). 

Os sistemas computacionais do governo não são integrados.  Nem mesmo a Receita Federal possui um sistema contínuo, sem rupturas.  (As duas maiores mentiras da publicidade computacional são essas: "transferência ininterrupta de dados" e "de fácil utilização").

Sim, os governos têm acesso a uma quantidade sempre crescente de dados.  Porém, o público tem um acesso muito maior a informações de baixo custo que ele irá utilizar para aumentar a complexidade global da sociedade.  A tarefa de monitorar o que está acontecendo torna-se cada vez mais utópica.  O governo está sempre ficando pra trás, pelos motivos que Hayek descreveu.  Quanto maior a complexidade da sociedade, mais incapaz é o estado para monitorá-la, analisá-la e utilizar dados para controlá-la.

SOCIEDADE VS. O ESTADO

A sociedade não é o estado.  A sociedade é uma complexa ordem social que se baseia nas trocas voluntárias.  O estado é uma instituição que impõe a coerção.  O orçamento do estado constitui uma ampla seção de toda sociedade moderna, mas a ineficiência do estado já é legendária.  O estado não consegue executar muitas coisas.  Por quê?  Porque seus empregados são remunerados para seguirem estritamente o manual.  Eles não são remunerados por inovação.  Mises deixou claro esse ponto em seu livro Bureaucracy, de 1944.  O sistema estatal de recompensas é diferente do sistema de recompensas adotado pelo livre mercado.

O livre mercado recompensa os bem sucedidos prognósticos acerca das demandas dos consumidores.  Ele está voltado para o futuro: atender às futuras demandas dos consumidores.  A sociedade avança por meio da inovação e da formação de capital.  Ela prospera por causa do sistema de lucros e prejuízos.  Os inovadores bem sucedidos enriquecem.  Os mal sucedidos perdem o controle sobre os recursos.

O burocrata bem sucedido ascende na cadeia de comando caso simplesmente não cometa nenhum grande erro.  A essência da burocracia é a rejeição ao risco.  Ela é lenta.  Ela é conscientemente lenta.  Ela está sempre na defensiva.  Está sempre à procura de regulações.  Sua resposta para cada pedido é "não".  Por quê?  Porque você pode retroceder de um "não" para um "sim" caso precise, e ninguém ficará irritado.  Por outro lado, é impossível escapar de problemas caso você mude do "sim" para o "não".

A implicação de tudo isso já deveria estar óbvia, mas não está: o estado está rapidamente ficando para trás em sua capacidade de controlar a economia.  Essa foi a intuição de Mises em 1920.  Libertários e conservadores pró-livre mercado creem nisso em geral, mas não creem nisso especificamente.  Eles dão mais crédito do que deveriam à capacidade do estado em expandir seu poder.

Pense no governo americano.  Eles estão freneticamente tentando restaurar a taxa de crescimento econômico.  Nada está funcionando.  A economia está claramente quebrada.  O sistema bancário está em processo de retração.  Os banqueiros sabem que os balancetes de seus bancos só se sustentam por causa de números falsos.  Eles se recusam a conceder empréstimos.

No dia 25 de outubro, o presidente do Banco Central da Inglaterra, Mervyn King, fez um discurso no qual admitiu o seguinte: "De todas as formas possíveis de se organizar o sistema bancário, a pior de todas é justamente essa que temos hoje" (p. 18).  Obrigado, Merv, por se expressar tão claramente!  Agora queira, por gentileza, mandar uma cópia desse seu discurso para o Fed.

A capacidade que o governo tem de controlar a economia é a mesma que ele tem para controlar movimentos de resistência política.  Nos EUA, o Tea Party está criando uma ameaça para o velho esquema de influências que sempre dominou a política americana.  Trata-se de algo inevitável.  Os eleitores estão começando a se rebelar.  Eles não mais estão aceitando jogar de acordo com as regras tradicionais.

A capacidade do establishment de manter seu poder depende de sua capacidade de comprar os eleitores e de cooptar possíveis novas lideranças recém-eleitas.  Nos EUA, o fracasso da economia reduziu a capacidade do establishment de se manter agarrado ao poder.

O estado autoritário e controlador está falindo.  Suas dívidas são impagáveis.  Quando ele quebrar de vez, como ocorreu com a Rússia e com a China comunista, o sistema keynesiano será exposto exatamente como ele é — um sistema totalmente baseado na coerção e na impressão de dinheiro.

Uma horda de zebras firmes e decididas pode correr mais rapidamente do que qualquer manada de leões.  Com o tempo, os leões ficarão fracos demais para correr.

As zebras não precisam chutar os leões até a morte.  Elas simplesmente precisam correr mais rapidamente.

CONCLUSÃO

O estado autoritário e controlador está condenado.  Será impossível ele manter o mesmo ritmo de constante inovação por que passa a sociedade.  Ele não consegue obter acesso aos recursos necessários para manter o controle.  Ele desperdiça os recursos que ele próprio confisca.

O livre mercado está vencendo.  O segredo do controle governamental é a submissão voluntária.  Se um governo perde sua autonomia, o governo civil não conseguirá exercer controle.  Um governo autônomo depende da ampla confiança dos súditos, muito mais do que do medo deles.

Mas a ampla confiança está desaparecendo.  E o medo irá desaparecer junto com ela.

Os charlatães estão sendo expostos no YouTube.  Não há nada que eles possam fazer quanto a isso.

A familiaridade cria desprezo.  Mal posso esperar pelo desenrolar de tudo.

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autor

Gary North
, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história. Visite seu website

  • Nilo BP  04/11/2010 10:39
    Nossa... a figura na página inicial é um pouco perturbadora.
  • mcmoraes  04/11/2010 17:58
    North disse: ...Os resultados para todos os esquemas econômicos comunistas - exceto dois - no século XX apontam para uma resposta negativa. As duas exceções foram a Coréia do Norte e Cuba. Até o momento, esses dois sistemas continuam comunistas. Porém, está ficando cada vez mais aparente que isso irá acabar em algum momento da próxima década. A pobreza nesses dois países é opressiva...

    Cuba já está indo:

    ...No último dia 13, o governo cubano anunciou o corte de pelo menos meio milhão de funcionários públicos até o começo do ano que vem, e a redução as restrições a empreendimentos privados para ajudá-los a encontrar novos empregos. É a medida mais dramática já anunciada no governo de Raúl Castro para atenuar a grave situação econômica que enfrenta a ilha... (Fonte)
  • Getulio Malveira  04/11/2010 18:51
    Excelente artigo. Concordo com North quando ele afirma que o estado autoritário está condenado. Só não acredito que devamos esperar isso a curto prazo e de forma contínua, mas como "idas e vindas", como bem o mostra a os reveses da última metade do século passado. Sem querer ser pessimista, o estatismo não foi construído e nem chegou ao seu estado atual em um século e dificilmente desaparecerá em um século. Esperar por alguma modificação drástica nas próximas décadas só nos trará decepção. Suponho que quem quiser trabalhar pela causa da liberdade teve ter em mente muito mais as próximas gerações do que a si mesmo.
  • mcmoraes  04/11/2010 19:25
    Faz algum sentido, mas os meios de comunição atuais diferem absurdamente dos do século passado. Na minha opinião, as conseqüências dessa diferença não podem ser previstas com base no estudo da história.
  • Getulio Malveira  04/11/2010 20:14
    Ao certo voce tem razão. Essa imprevisibilidade é um fator a ser considerado, mas ao considerar as perspectivas futuras prefiro ser pessimista. Não devemos duvidar da capacidade dos governos de encombrir a verdade, mesmo quando ela é escandalosamente gritante - e a posição dos governos diante da crise econômica o mostra claramente. É claro que também não podemos duvidar da capacidade dos indivíduos de reagirem à escravidão, embora, em geral, ela tenha sido bem asseita desde o século passado.\r
    Hoje o pensamento liberal é um disparate para a maior parte dos seres humanos, vulgos ou eruditos, e mudar essa situação é tarefa hercúlea que demanda tempo e persistência. Em todo caso, nosso maior ou menor otimismo não é questão das mais relevantes, mas as vezes me preocupa o apego à escatologia milenarista: não assitiremos, nem mesmo as próximas gerações assitirão, ao "fim da história", à realização da verdade, etc. Entendo a sedução que essas idéias exercem, mas também vejo aí um grande perigo de decepção.
  • Angelo Viacava  05/11/2010 08:03
    Os políticos e burocratas, esta raça de sanguessugas, impossibilitados de ganharem a vida oferecendo algo de valor real a alguém, certamente adaptar-se-ão eternamente ao engodo de vender facilidades ao povo com o dinheiro do pagador de impostos. Ainda mais a um povo como o brasileiro, que foge da descoberta da verdade como o diabo da cruz. Brasileiro até para corrupção é desleixado e amador. Contenta-se em ganhar migalhas, só para viver até a semana que vem. "No longo prazo, estaremos todos mortos".
  • Angelo Viacava  05/11/2010 08:13
    Achei agora no IG, que é o que leem as rádios e TV's antes de publicarem suas notícias inéditas o seguinte artigo economia.ig.com.bro+eterno+retorno+das+crises+financeiras/n1237819992272.html , "explicando" a origem das crises pela falta de controle dos governos. Ainda iremos longe a chegarmos o tempo da liberdade real do mercado.
  • Angelo Viacava  05/11/2010 11:58
    Só corrigindo o link enviado anteriormente:
    aqui
  • guilherme  07/11/2010 22:11
    Eu leio artigos aqui e nao acho a resposta.\r
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    O que procuro? a solucao ou explicacao para essa tal 'sociedade livre" que nao tem "mentes escravizadas".\r
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    Voces estao falando do banimento de qualquer governo ou autoridade na economia ou da sociedade como um todo?\r
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    Se estao falando da sociedade como um todo eu tenho certeza que voces precisam conversar com um psiquiatra e prometo jamais volto para este site que, apesar de ser muito informativo, nao vai para o "bottom line".\r
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    Se estao falando da economia somente entao aguardarei e vou ler mais para aprender.\r
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    Leio muita critica, muita pedra jogada e nao apresentam suas cartas. Um elegantismo vazio e muitas vezes confuso.\r
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    carpe diem
  • Fernando Chiocca  07/11/2010 22:35
    Caro Guilherme. Sociedade livre seria uma sociedade livre de agressão. Agressão entendida como o uso ou ameaça de uso de violência física contra inocentes.
    A economia engloba a sociedade como um todo, logo, esta linha que você questiona não faz sentido.
    A ciência economica nos ensina que existem 3 tipos de intervenções na sociedade livre, Austística, binária e triangular. Estas intervenções podem ser empreendidas por indivíduos ou grupos de indivíduos. Nas sociedades atuais, a maior parte destas intervenções são executadas por grupos de indivíduos denominados estado.

    Resumindo, defender a socidade livre siginifica ser contra agredir inocentes, "na sociedade como um todo", sem dúvida.

    Espero ter podido esclarecer suas dúvidas.
  • guilherme  08/11/2010 00:00
    Achei em um artigo aqui do site:\r
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    "...Estavam dizendo simplesmente que a sociedade por si (o arranjo voluntário de indivíduos) é capaz de lidar com agentes malevolentes por meio da economia de mercado. Isto é, o livre mercado pode organizar a proteção e a segurança melhor que o Estado"\r
    \r
    Eu disse "na sociedade como um todo" tentando incluir o que se disse acima: seguranca, proteca, etc. \r
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    Acredita-se que o livre mercado iria ser capaz de fazer isso?? \r
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    Bem, muitos filosofos gregos pensavam que tudo o que vivemos nao existe. Tudo e, na verdade, uma projecao mental.\r
    \r
    E esse tipo de viajem na maionese que teoricos fazem. \r
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    Alem do mais, o artigo nao defende COMO o livre mercado iria fazer isso.\r
    \r
    Nao da pra fazer isso sem uma hierarquia e um planejamento. E, a partir dai, ja temos a nocao de governo, que voces odeiam. Talvez o senhor tambem.\r
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    Impressionante. Nao sabia que existia gente vivendo nesse nivel de utopia. \r
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    Bem, talvez seja melhor que os keynesianos explodam tudo mesmo porque ai, virando anarquia, talvez o livre mercado renasca das cinzas e o mundo sera maravilhoso...\r
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    caramba
  • Fernando Chiocca  08/11/2010 11:54
    guilherme, quando você coloca em dúvida que o "o livre mercado iria ser capaz de oferecer serviços de segurança e justiça" (coisa que ele já oferece, diga-se de passagem, i.e., arbitragens, justiça mercante internacional, segurança privada) você está querendo dizer que é impossível que A se defenda do ataque de B sem antes ele mesmo atacar C. Ou seja, você que teria que provar a validade de uma declaração completamente sem sentido como esta. E é exatamente nisto que você parece acreditar.

    E outro fato da realidade que será perturbador para uma pessoa com suas crenças é que o mundo já vive em uma anarquia. Não existe esta hierarquia e planejamento que você assegura como imprescindíveis em âmbito mundial. Não existe um governo mundial. Os países estão em anarquia entre si.

    E esse tipo de viajem na maionese que teoricos fazem.

    Não sei se você percebeu, mas também está defendendo uma teoria aqui.
    A diferença é que sua teoria é completamente sem base. Totalmente furada. Uma verdadeira viagem na maionese.
    E baseado em uma "teoria" sem base que até que coisas que JÁ existem NÃO são possíveis de existir, você tenta refutar uma teoria completamente sólida, axiomática!
    Dizer que um monopólio é capaz de oferecer um bem ou serviço melhor e mais eficiêntemente que um mercado livre onde haja concorrência é algo que não merece nem cometários..
  • guilherme  09/11/2010 00:16
    Caro Fernando,\r
    \r
    "arbitragens", "justica mercante internacional", "seguranca privada"??\r
    \r
    Do que voce esta falando? de feudos? da justica mercante de 1492? \r
    \r
    arbitragens? \r
    \r
    voce ignora a natureza humana meu caro. Ganancia, egoismo e corrupcao.\r
    \r
    Voce so pode estar de brincadeira, ou entao e Grego.\r
    \r
    Nao estou falando de A,B ou C.\r
    \r
    E nao estou falando de teoria, amigo. Falo da realidade da historia da humanidade.\r
    \r
    Nao falei nada de monopolio. Falei e repito que, sem autoridades, o delirio do \r
    \r
    mercado e sociedade livre continuara fomentando teorias "solidas". Hallucinacoes sao \r
    \r
    solidas para quem tem.\r
    \r
    Simples assim. Sem autoridade e hierarquia nao ha sociedade. E seus voos filosoficos\r
    \r
    contiuam mergulhados em maionese. Abraco.\r
    \r
  • Fernando Chiocca  09/11/2010 00:48
    Ahh, claro guilherme.. Você trouxe um novo dado para a discusão que eu realmente não conhecia.

    Não ignoro a natureza humana.

    Mas, de fato, ignorava que as autoridades não eram compostas por humanos.

    Então, retiro tudo que disse. Os seres humanos precisam destes extra-terrestres ou seres superiores ou seja lá o que eles forem para nos controlar..

    Não sabia que você possuia bases filosóficas tão sólidas. Realmente, tudo aqui é uma viagem na maionese.

    Obrigado pelos esclarecimentos!
  • Guilherme  09/11/2010 15:55
    Caro fernando ,eu to pouco ligando para filosofia. Olha, voce nao e Claro. Eu sou medianamente educado, nao chegando ao nivel de vcs filosofos gregos. Mas qdo eu aperto e pergunto voisas especificas, vem ironia. Nao da meu. Assim a utopia de vcs jamais sera realidade. Fixam ai nesse aristocratico corner intelectual. E inutil. Inutil. So masturbacao intelectual. Vc ignora que a ganancia ecorrupcao nao vai deixar "arbitragens" etc funcionar. Simples assim. Caso vc tenha uma explicacao, a aceitaria de bom grado e avaliaria. Do contrario e uma utopia inutil e vazia (mas so pra quem e membro do clube).
  • Fernando Chiocca  09/11/2010 17:11
    Que coisa específica você perguntou? Eu só ví uma afirmação específica. E tão coerente e bem fundamentada que só me resou me calar.
  • Daniel  09/11/2010 19:24
    Nitidamente a audiência do site está crescendo e pessoas sem a menor compreensão do que é a escola austríaca de economia vão depositando seus comentários, que mais parecem desabafos. Acho isso muito bom, pois é dessas "crises" que surgem as melhores oportunidades de iniciar o aprendizado. Comigo foi assim, eheh...

    Num comentário anterior o colega disse "(...) a utopia de vocês jamais será realidade". Essa é uma frase que já ouvi em várias conversas com amigos depois de intensos debates sobre o dilema intervencionismo-liberalismo.

    Não sei se nessa comunicação a falha está do lado dos emissores ou dos receptores da mensagem. Quando falamos de uma sociedade livre, sempre mencionamos - a título de premissas e conseqüências esperadas - a propriedade privada, a responsabilidade individual, a liberdade de comércio, o progresso material, as inovações, os preços declinantes etc etc.

    No entanto, talvez na pressa por uma solução miraculosa típica dos filo-estatistas, creio que os "liberais" de primeira viagem ficam imaginando uma pessoa douta e iluminada vencendo uma eleição qualquer e, sei lá, implementando com mão de ferro a ditadura da liberdade (sic).

    Essas pessoas precisam entender que o liberalismo é a própria ausência de uma solução pronta, ao contrário do intervencionismo. Os liberais, permitam-me dizer, não ficam sonhando com um mundo perfeito, no qual poderemos ficar em casa numa boa, deixando que a mão invisível, a ordem espontânea e mais algum outro conceito façam o trabalho sujo. As sociedades utópicas, tão bem pintadas pela literatura, sempre se basearam ou numa visão de mundo simplesmente ingênua ou nalguma autoridade despótica, onipresente e onisciente.

    Penso que o tão necessário aprendizado sobre o liberalismo e a escola austríaca de economia será bem sucedido se conseguir amadurecer as mentes, eliminando a percepção que está se travando uma guerra de utopias. A luta é no campo das idéias e a principal arma é a razão.
  • André Poffo  10/11/2010 01:23
    Creio que a internet terá um papel crucial nesse aprendizado.
    Este site - assim como o internacional em inglês - está fazendo um ótimo trabalho, não consigo parar de ler os vários artigos, e para quem não gosta de ler livros grandes, costumo passar um trecho do artigo e/ou posteriormente o próprio artigo para os iniciantes em liberalismo/escola austríaca e através das dúvidas/refutações que eles dão eu os faço repensar sobre o assunto, e geralmente acaba dando certo, principalmente nos mais jovens, evidentemente.
    É interessante também, dar mais soluções/doutrinas, para o mercado e deixar a pessoa pensar em qual é a melhor, vantagens/desvantagens. Neste quesito a Escola Austríaca ganha de lavada.
  • Felipe André  10/11/2010 09:26
    Excelente comentário, Daniel. Acho até que merece um livro da Ayn Rand. :)
  • Bruno  25/04/2013 02:08
    Guilherme,

    você é, claramente, muito ignorante a respeito da teoria libertária e da economia austríaca, e, certamente, sobre muitas coisas mais. Também sou bastante ignorante sobre diversos assuntos, portanto não fico por aí falando sobre eles como se soubesse alguma coisa, como você faz. Se quer se opor, vá ler mais artigos do site, para pelo menos aparecer com alguns argumentos decentes.

    Saudações.
  • Gustavo  09/11/2010 19:52
    Os responsáveis pelo site (excelente, por sinal) podem dizer numericamente em quanto a audiência do site cresceu em intervalos de tempo definidos (ex.: de um mês pra cá, seis, um ano)?
  • Leandro  09/11/2010 20:42
    Prezado Gustavo, temos duas fontes de estatística: o servidor do site (Locaweb) e o Google Analytics. Como o Google é mais, digamos, rigoroso (mostra praticamente a metade dos números da Locaweb,) e é mais padronizado para todos os sites, vou ser conservador e utilizá-lo aqui.

    Nesse ano, tivemos 161 mil visitantes únicos e quase um milhão de páginas visualizadas (982 mil). (A Locaweb indica 274 mil visitantes únicos e 5 milhões de páginas visualizadas.)

    Mas ainda é pouco e o trabalho é muito.

    Abraços!
  • Julio Heitor  09/12/2014 13:31
    Leandro,

    agora no final de 2014, os números mencionados estão maiores? Poderia expor o crescimento dos acesso únicos de 2010 até hoje?

    Abraços!
  • Leandro  09/12/2014 20:38
    Rapaz, nem lembrava que havia escrito isso...

    Bom, comparar esse ano com 2010 vira covardia. Mas vamos lá.

    A variável 'visitantes únicos' não existe mais. O Google agora computa na mesma variável os visitantes únicos e os visitantes regulares.

    Foram 2.124.601 pessoas que acessaram o site este ano até o final de novembro.

    Já a quantidade de vezes que essas pessoas entraram no site e interagiram foi de 3.935.700

    E as paginas visualizadas foram 7.218.850.

    Grande abraço

  • mcmoraes  11/11/2010 17:45
    Obrigado pela dica d leitura! Estou gostando muito do livro "Aquela Força Medonha". Não se acanhem de sugerir outros, por favor :)
  • anônimo  25/04/2013 02:41
  • Emerson Luis, um Psicologo  07/08/2014 23:14

    Quanto mais um sistema é centralizado e controlado, mais tempo e energia ele gasta com controle interno e menos tempo e energia sobra para outras funções. Vale para famílias, empresas, países e outras organizações. Por isso países liberais são mais dinâmicos do que países socialistas.

    Infelizmente, sempre surgem novos leões para substituir os antigos e seguidores para estes. Em cada geração o socialismo renasce e o liberalismo tem que se renovar. A luta é permanente.

    * * *


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