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O que esperar do futuro governo Dilma?

Sem que ela tenha nomeado sua equipe de governo, já é possível saber de antemão como será o governo Dilma, sem correr qualquer risco de errar.

Daqui a quatro anos:

1) Suas liberdades civis estarão menores.

2) A quantidade de impostos que você pagará será maior.

3) A economia estará ainda mais regulada.

4) O estado estará ainda mais envolvido em empreendimentos.

5) Quem estiver no setor público estará rindo à toa.

6) Quem for empreendedor e tiver contratos com o governo ou tiver funcionários públicos como o grosso de sua clientela também estará ótimo.

7) Quem for empreendedor autônomo, do tipo que não recebe favores do governo, mas que já está em um mercado maduro, seguirá escorchado e tendo de sustentar todo o trem da alegria acima.

8) E, finalmente, quem for empregado do setor privado (exceto bancos) ficará exclusivamente com o ônus de tudo.  Não estará morrendo de fome, mas dificilmente sairá do lugar.  Por quê?

Salários reais estagnados por 8 anos

Essa tabela de Excel fornecida pelo IBGE mostra que o rendimento médio real dos trabalhadores do setor privado com carteira assinada está atualmente em um nível menor que o de agosto de 2002! 

Você realmente deve clicar na tabela e ver (na coluna da esquerda, desde lá de cima da planilha) que o rendimento real dos trabalhadores do setor privado com carteira assinada caiu continuamente de 2002 até 2010, e apenas em setembro agora é que o valor se igualou ao que era em julho de 2002, porém ainda estando menor que o valor de agosto de 2002.

Isso explica o aumento do número de postos de trabalho com carteira assinada.  Os salários reais estão estagnados há oito anos, o que de fato estimula a demanda por mão de obra e, consequentemente, o emprego.

Quando se ouve falar que o salário real subiu, está-se levando em conta os salários de toda a população, inclusive funcionários públicos.  Porém, se olharmos exclusivamente os assalariados do setor privado com carteira assinada, a situação fica desesperadora: existe emprego (e é disso que o governo se gaba), mas não existe remuneração — essa está, na melhor das hipóteses, estagnada desde 2002.

Esse fenômeno de oferta de emprego relativamente alta e salários constantemente baixos foi explicado aqui, e mais do que nunca permanece válido.  Enquanto o governo mantiver seus gastos elevados, seus déficits nominais, sua alta carga tributária e seus inúmeros encargos sociais e trabalhistas, ele estará impedindo a acumulação de capital no setor privado.  Consequentemente, ao impedir que haja uma maior quantidade de bens de capital à disposição de trabalhadores, o governo estará tolhendo o aumento da produtividade do setor privado, o que por sua vez impossibilitará substanciais aumentos salariais.

Ao contrário do que ativistas políticos pensam, a prosperidade não pode ser obtida por meio de discursos demagógicos e de ataques à imprensa.  Um alto padrão de vida só pode ser obtido por meio de um aumento da produção.  Apenas quando há uma abundância de bens e serviços — cuja grande oferta faz com que seus preços sejam baixos —, é que o padrão de vida será maior.  

E ao contrário do que economistas acadêmicos pensam, um país não enriquece imprimindo dinheiro e derrubando sua taxa básica de juros, mas sim acumulando capital e utilizando-o para criar a abundância de bens e serviços acima citada.

A política fiscal do governo — de gastos crescentes, déficits constantes, alta carga tributária e inúmeros encargos sociais e trabalhistas — simplesmente impediu qualquer progresso no valor real dos trabalhadores do setor privado.  E isso de acordo com os dados do próprio IBGE.

Se Dilma não estiver disposta a desatar esse nó, apenas um surto milagroso de produtividade poderá fazer com que os salários do setor privado cresçam sustentavelmente em termos reais.  (Curiosamente, nesse campo, nenhum progressista se dispõe a imitar a Escandinávia, com sua economia privada altamente desregulamentada.)

Fazenda e Banco Central

Ademais, dada a alta improbabilidade de haver desestatizações — pode até haver mais algumas concessões de estradas, pois este é um ramo que só dá dor de cabeça para o governo caso seja mantido totalmente estatal —, a tendência é que o estado siga seu atual e incontido ritmo de expansão.  Por isso mesmo, estamos reduzidos à condição de meros torcedores para nomes sensatos na Fazenda e no Banco Central. 

A boa equipe montada por Antônio Palocci no primeiro mandato de Lula, com Joaquim Levy, Marcos Lisboa e Murilo Portugal na Fazenda, além de Henrique Meirelles, Ilan Goldfajn e Alexandre Schwartsman no Banco Central, dificilmente será repetida em um governo Dilma — se for, ela estará adotando uma postura ideologicamente contrária a tudo aquilo em que ela sempre professou acreditar (quem não se lembra do arranca-rabo público que ela protagonizou com Palocci no final de 2005, quando ela queria que o governo abrisse os cofres irrefletidamente, sem qualquer preocupação com a disciplina fiscal?).

Ver como a futura equipe da Fazenda vai lidar com a debilitada situação fiscal do governo, com gastos crescentes e déficits contínuos, além de reajustes já comprometidos para o funcionalismo até 2012 — para os quais a única receita adicional esperada é o fictício pré-sal —, vai ser bastante interessante.  Ou trágico.

Por fim, a única coisa que resta a nós trabalhadores do setor privado é torcer para que o Banco Central tenha aprendido uma lição com as atuais agruras impostas pelo Federal Reserve à economia americana: keynesianismo não apenas não funciona, como só traz desgraça.  Juros só podem ser baixados se houver aumento na poupança e na acumulação de capital.  Qualquer tentativa de manipulação de juros via impressão monetária resulta em bolhas e subsequentes recessões. 

A atual diretoria do Banco Central, que vinha se comportando bem até o último trimestre de 2009, resolveu inovar e emular o comportamento do Fed.  A base monetária disparou, como mostra o gráfico abaixo.

BM.png

 

Tal crescimento vem elevando enormemente o volume de depósitos em conta corrente, como mostra esse outro gráfico:

DV.png 

No gráfico acima, vale ressaltar que, em todas as vezes que o ritmo de crescimento dos depósitos em conta-corrente se reduziu, houve recessão, mesmo trimestral.  Isso ocorreu em 2003, no último trimestre de 2008 e em todo ano de 2009.  E, em todas as vezes, essa redução se deu após um período de forte expansão (veja que a redução ocorrida em no final de 2008 veio após dois anos de forte crescimento).

Os atuais (e bons) números do PIB brasileiro, que vêm garantindo a alta popularidade do governo, são um mero reflexo desse aumento da oferta monetária.  Após ter ficado um período estável em 2009, os depósitos em conta-corrente começaram a aumentar vertiginosamente — e isso aditivou o PIB. 

Como o PIB mede apenas gastos monetários, quanto maior o aumento da oferta de dinheiro, maior será o volume de gastos e, consequentemente, maior será o valor do PIB.  O problema é que gastos por si só não geram riqueza — ao contrário, eles destroem capital, pois o consumo é maior que a produção.

Um aparente "crescimento" econômico trazido por uma expansão monetária — como esse que estamos vivendo agora — não chega sequer a ser um crescimento econômico.  Tampouco há um genuíno aumento da produção econômica.  Inflação e crédito fácil jamais podem aumentar a disponibilidade de bens em uma economia; jamais podem aumentar a produção total.  Todo e qualquer aumento na produção que porventura esteja ocorrendo atualmente é um aumento que ocorreria de qualquer forma, independente da criação desse dinheiro adicional.

A única coisa que a inflação e o crédito fazem é provocar uma realocação de recursos, favorecendo aqueles que recebem esse dinheiro antes de todo o resto da população, e prejudicando aqueles que recebem esse dinheiro por último.

Durante esse período de realocação dos fatores de produção dentro da economia — período esse que estamos vivendo agora e que é confundido com crescimento econômico genuíno —, as pessoas erroneamente creem que estão vivendo um período de bonança, quando na verdade estão vivendo um período de desperdício de recursos.  Bens de capital estão sendo empregados em projetos que serão insustentáveis no longo prazo.

Esse processo é camuflado pelo fato de que alguns membros da sociedade realmente estão enriquecendo.  Porém tal enriquecimento foi trazido apenas e exclusivamente pela criação de dinheiro.  E sempre em detrimento daqueles que serão os últimos a receber esse dinheiro recém-criado.

Como atualmente estamos na fase do boom econômico, somos levados a crer que tudo está bem.  Mas quando os juros começarem a subir e os bancos começarem a contrair seus empréstimos, levando a uma redução do crescimento das contas-correntes, a atual expansão econômica dará lugar à contração — que é quando as pessoas descobrem que eram menos ricas do que imaginavam, pois estavam na verdade apenas consumindo capital. 

A arte é saber exatamente quando isso irá acontecer.  Mas que vai acontecer, vai.

E é nesse momento que iremos ver como irá se comportar o novo Banco Central dilmesco.  Esteja preparado.

1 voto

autor

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

  • Rhyan Fortuna  01/11/2010 08:13
    Boa análise econômica!

    A análise política é: senado e câmara tem governistas suficientes para aprovar qualquer emenda constitucional.

    Vou torcer para que o governo Dilma faça o menor estrago possível ao país, tanto política quanto economicamente.

    Abraços!
  • Getulio Malveira  01/11/2010 10:55
    Só o que resta realmente é torcer...
  • Zéh!  01/11/2010 08:33
    Depois da abertura dos portos, privatização de algumas estatais, moeda "comportada", tudo que garantiu que essa massa de pessoas pudessem comprar seus carros, equipamentos eletrônicos, e tudo o mais, estamos correndo o risco de perder isso tudo. E isso é sério demais.
  • Caio  01/11/2010 10:33
    Temos que ficar de olho agora, após as eleições... A inflação aumentou muito nos últimos meses e ficou muito claro que o Banco Central só não aumentou a taxa básica na última reunião do Copom, porque o governo queria garantir a eleição da Dilma. provavelmente veremos os juros subirem já na próxima reunião do Copom.

    Meu medo é que o futuro estouro dessa crise, fruto da irreponsabilidade do atual governo, seja encoberto pela volta da crise americana.
  • Tiago RC  01/11/2010 12:53
    "Meu medo é que o futuro estouro dessa crise, fruto da irreponsabilidade do atual governo, seja encoberto pela volta da crise americana."

    Pode crer. E não só a americana, é mundial. É uma crise do keynesianismo como um todo. Europa, China, Reino Unido todos expandindo suas bases monetárias. As dívidas dos principais governos do mundo já estão impagáveis.

    A merda vai ser muito grande, no mundo inteiro. E, óbvio, o PT vai querer responsabilizar outros países pelas merdas feitas no Brasil.
  • Caio  01/11/2010 10:52
    "Um aparente "crescimento" econômico trazido por uma expansão monetária - como esse que estamos vivendo agora - não chega sequer a ser um crescimento econômico"

    Eu tenho minhas dúvida quanto ao mérito desse crescimento. Acredito que o fator externo tenha sido mais importante do que essa expansão monetária, tanto é que mesmo com toda essa expansão da oferta de crédito durante o atual governo, o Brasil ainda cresceu bem menos do que a média mundial. Só pra constar, a maioria de nossos vizinhos latinos creceram mais do que nós.
  • Leandro  01/11/2010 11:01
    Caio, no caso estou me referindo ao crescimento econômico de 2010, no qual o Brasil crescerá bem acima da média mundial e de vários de seus vizinhos.
  • Gabriel Oliva  01/11/2010 11:18
    O lado engraçado dessa tragédia será ouvir os discursos coesos, coerentes e com clara linha de raciocínio como esses: www.youtube.com/watch?v=bSBO-XLZRoc
  • Helio  01/11/2010 14:54
    A análise do crescimento "verdadeiro" versus crescimento "artificial" é bem complexa.

    Me parece bastante óbvio que nos últimos 10-15 anos tivemos notável crescimento "verdadeiro", mas também houve uma distorção econômica razoável devido à inflação monetária (60% de aumento da base em 4 anos, segundo o gráfico). Tal inflação monetária teve um efeito de penalização da população em geral em benefício dos setores que primeiramente tiveram acesso a tal dinheiro criado pelos computadores e impressoras do BC.

    No Brasil o crédito criado foi majoritariamente destinado ao crédito ao consumidor (nos últimos dois a três anos essa dinâmica têm se alterado), e portanto não há um efeito de criação de ciclos econômicos tão pronunciado como nos países centrais, onde o crédito foi direcionado à produção de longo prazo, inclusive imóveis. Afinal, o que geram os ciclos são os malinvestments, ou os investimentos nos bens de capital e ativos de longo prazo. Sofremos continuamente, no entanto, o confisco inflacionário, e a distribuição de renda da população para os amigos do governo.

    O aumento estúpido da base advindo da compra de dólares tem sido "esterilizado" pelo BC (que vende títulos públicos do seu balanço para retirar os reais que ele criou para comprar os dólares entrantes). Mas a esterilização é uma mera tática de "empurrar com a barriga". O dono do dinheiro criado vai em algum momento querer utilizar o novo dinheiro recebido. Adicionalmente, a esterilização patrocina a "engorda" do triângulo invertido que representa os agregados monetários (com a base monetária representada pela ponta da pirâmide, embaixo, e o M3/M4 sendo a base da pirâmide, acima).

    Nos países centrais a pirâmide invertida é "magra", ou seja, a relação entre M3 e base monetária é bastante menor que no Brasil. Isso significa que no Brasil há enorme pressão ou potencial de que os poupadores (M3) queiram transformar sua poupança em "dinheiro" (M1), para gastar. Quem segura e impede a conversão é a taxa de juros de curto prazo (Selic, que é muito próxima ao CDI). Porém, com a engorda da pirâmide invertida, a pressão de conversão aumenta - o M3/M4 brasileiros começam a "pingar" ainda mais no M1. Essa é minha teoria para explicar a taxa de juros alta no Brasil. Se a taxa Selic fosse mais baixa, o pinga-pinga viraria uma cachoeira inflacionária. O BC não pode deixar isso acontecer pois trabalha com metas de inflação. E como a taxa de juros é alta o suficiente para não propiciar bolhas como no mundo desenvolvido, qualquer conversão de M4 em M1 tende a criar inflação de preços ao consumidor imediatamente.







  • Lucas Mendes  01/11/2010 16:04
    O problema, Hélio, é que o crédito voltado para bens de consumo duráveis exigem a expansão da estrutura de produção deste setor. O que significa que este crescimento é também insustentável.
  • Helio  01/11/2010 19:02
    Lucas, eu entendo que há expansão da estrutura de produção, mas apenas horizontalmente (mais do mesmo). Não há, no entanto, aumento do "período" de produção, ou seja, não há alongamento da estrutura de produção. Usando o termo do Böhm-Bawerk, não há um aumento do roundaboutness.

    Entendo, que o os malinvestments são muito mais pronunciados na expansão vertical da estrutura de produção do que na horizontal.
  • josé ramalho  01/11/2010 16:54
    Caríssimo,\r
    \r
    foi você que escreveu um artigo sobre as transferências financeiras governamentais, indicando os Estados "recebedores" e "doadores"?\r
    \r
    Abraços.\r
    \r
    José.
  • Rafael Hotz  01/11/2010 18:04
    Helio, créditos para consumo não teriam um efeito similar, só que num prazo ainda menor?

    Os investimentos previamente realizados com orientação para o longo prazo (incluso os do PAC e o crédito governamental para imóveis) tenderiam a sistematicamente perder valor conforme o aumento da demanda final faz com que os investimentos mais de curto prazo ganhem valor...

    Enquanto os juros não subirem (isto é, até que os imbecis não desvalorizem o câmbio ou até que a injeção monetária não diminua o ritmo) há gás para manter os dois tipos de investimentos... Mas eventualmente a casa tem que cair no futuro...
  • Helio  01/11/2010 23:00
    Rafael, não sei se entendi sua pergunta.

    Entendo que crédito para bens de consumo em teoria não geram ciclos de boom e bust. Essa é uma boa discussão, de qualquer forma. Me parece que Rothbard deu uma opinião parecida, salvo engano, no America's Great Depression.
  • Rafael Hotz  02/11/2010 00:04
    Não seria um ciclo completo - haveria o típico consumo de capital, mas sem o lançamento de novos projetos, o capital consumido seria dos projetos já lançados anteriormente...

    Conforme o consumo aumenta (devido ao crédito sem lastro) nós chegaríamos diretamente na fase avançada do ciclo: preços dos bens de consumo crescendo, os custos de matérias primas básicas e mão de obra subindo, e a taxa de retorno aumentando cada vez mais rápido nas firmas mais próximas do consumo em relação áquelas mais afastadas...

    É verdade que a queda na taxa de juros de algumas modalidades de empréstimo pode fazer com que outras caiam e alimentem o ciclo "completo"... Mas acho que quanto mais rápido a moeda nova é canalizada para aqueles que vão consumir mais do que poupar/investir, mais rapidamente o consumo de capital e o processo de crise se aproximam...

    Na prática isso ainda dependeria de quão durável é o bem comprado... Recentemente estivemos assistindo alta em crédito para casas, carros e um boom nos eletrônicos, que são todos relativamente duráveis... Andando pela minha cidade é notável um boom de construção, coisas que fariam com que a crise demorasse a chegar... Mas não devemos subestimar o aumento do consumo "não durável" com todo esse crédito consignado dado recentemente pelos bancos públicos...
  • Leandro  01/11/2010 19:01
    Vale lembrar também que, como Mises explicou em The Cause of the Economic Crisis, nem todos os empréstimos gerados pela expansão do crédito provocam uma expansão da cadeia produtiva. Vários provocam, é claro, mas Mises reconheceu que a redução artificial dos juros atrai todos os tipos de empreendedores que podem se aproveitar desses fundos agora disponíveis para empréstimos.

    Consequentemente, todos os investimentos errôneos resultantes desse processo não necessariamente geram alongamentos da estrutura de produção. Os efeitos vão depender de quem são os tomadores de empréstimos e de como eles irão gastar no mercado esse crédito recém-criado.

    Da mesma forma que crédito barato pode estimular empreendimentos imobiliários vultosos, ele também pode estimular a abertura de filiais da Starbucks, restaurantes, sorveterias, choperias, churrascarias, lojas de roupas e afins.

    Nos EUA atual, por exemplo, várias filais do Starbucks foram fechadas na atual crise, simplesmente porque muitas foram abertas em decorrência do crédito fácil.

    Em resumo: a expansão do crédito gera vários investimentos errôneos que não necessariamente irão alongar a estrutura de produção da economia. Mas a teoria dos ciclos econômicos se mantém válida ainda assim -- afinal, ela estuda movimentos cíclicos na economia, e não apenas em setores localizados.
  • Lucas S  01/03/2013 22:52
    Leandro, coincidência ou não, achei este texto agora em março de 2013. Você é um vidente, pois tudo o que disse aconteceu. E agora acabou de sair o PIB medíocre. O mínimo que a dilma deveria fazer é enterrar todos os economistas do estado e contratar austríacos. Esses sim sabem o que é economia.
  • Leandro  01/03/2013 22:59
    Obrigado, Lucas. Mas não é mérito meu, não. Apenas utilizo a teoria explicada pelos gigantes. Sou um mero papagaio de ideias, cuja função é colocar em palavras mais palatáveis e digeríveis tudo aquilo que já foi explicado pelos mestres austríacos.

    Grande abraço!
  • Thiago  01/11/2010 19:29
    Oi para todos, meu primeiro comentário! Estou me graduando nesse semestre em economia na USP e moro atualmente no EUA. \r
    \r
    Muito bom o texto Leandro, assim como vários outros, mas eu simplismente APAGARIA esse comentarios sobre economistas acadêmicos:\r
    \r
    "E ao contrário do que economistas acadêmicos pensam, um país não enriquece imprimindo dinheiro e derrubando sua taxa básica de juros, mas sim acumulando capital e utilizando-o para criar a abundância de bens e serviços acima citada. "\r
    \r
    \r
    Os economistas acadêmicos não tem essa visão de forma nenhuma, e se você quiser saber o que realmente os acadêmicos usam debaixo do braço eu sugiro para você a leitura do livro do David Romer, Advanced Macroeconomics.\r
    \r
    E acho que devemos tomar cuidador quando criticamos uma corrente como o keynesianismo e simplismente colocar a culpa nos neoclassicos pela atual crise mundial. \r
    Estou lendo agora Freefall, Joseph Stiglitz. Ele é keynesiano e considerado pela ortodoxia classica como um dos maiores economista vivo, e aponta falhas no mercado bancario (falta de regulamentação)como um dos fatores da crise americana . Ele simplismente pensava que as pessoas que defenciam o livro mercado e a ausencia de regulamentação sumiria depois da crise.\r
    \r
    Ele sabe o papel da manipulação dos juros na crise. E eu também sei.\r
    Mas minha pergunta seria, vocês acham que uma maior regulamentação seria benéfico no sistema bancario americano devido as externalidades ( existe bancos que sÃo simplesmente grandes demais para falirem, acabando com o sistema )\r
    Como deixar, por exemplo, sem nenhuma regulamentação bancos gigantescos que sabem que nao podem falir e tomam maiores risco?\r
    \r
    \r
    Sou novo na escola austriaca, mas gosto muito das ideias, mas existe algumas coisas que ainda nao conseguir "engolir", provalvemente porque "bebi" demais da teoria neoclassica na universidade. E uma delas é o lance do livre mercado que existe exerternalidades.
  • Leandro  01/11/2010 19:59
    Prezado Thiago, seja bem vindo! Obrigado pelo comentário.

    A respeito de minhas afirmações sobre os acadêmicos, é triste dizer isso, eu sei, mas eu falo por experiência própria. Não apenas já tive de assistir a aulas dessa gente, como também já tive de ler inúmeros materiais por eles indicados (tanto nacionais quanto estrangeiros). Ademais, tanto o Stiglitz quanto o Krugman pensam da mesma forma, embora em intensidades muito diferentes.

    Como você ainda é novo no nosso site, é compreensível que ainda estranhe as ideias que defendemos (as quais acreditamos, tanto por fatores teóricos quanto empíricos, serem as únicas corretas em economia.)

    Sobre a crise financeira, temos um compêndio de artigos exclusivamente sobre ela:

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=8

    Sobre o sistema bancário, é óbvio que se trata de um sistema completamente insalubre, propenso a crises. Mas isso ocorre justamente pela existência de várias regulamentações, dentre as quais:

    1) Reservas fracionárias chanceladas por um banco central que está ali justamente para proteger os bancos da insolvência, aumentando o risco moral.

    2) A existência de seguros governamentais para os depósitos, o que também estimula o risco moral, pois dá aos bancos uma espécie de carta branca para se arriscarem com o dinheiro alheio -- pois ele sabem que, se houver prejuízos, o governo irá salvar.

    Para entender o problema essencial com as reservas fracionárias, tenha a bondade de ler este artigo:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=311

    Enquanto o arranjo de reservas fracionárias + banco central + seguros governamentais não for abolido, qualquer "regulação" sobre o setor será completamente inócua -- haja vista que eles vêm discutindo e implantando regulações há quase 100 anos, e as crises vão ficando cada vez mais violentas.

    Grande abraço e, por gentileza, aproveite o nosso site.
  • mcmoraes  01/11/2010 21:59
    Thiago, talvez vc se interesse pelo seguinte vídeo.
  • Domingos  02/11/2010 08:32
    Prezado Thiago,\r
    Talvez seja interessante vir aqui a Madrid e ter umas aulinhas com o Ilustre Prof. Dr. Jesus Huerta de Soto no máster de economia austríaca. Impossível não criticar o keynesianismo ou os neoclassicos, já começando pela metodologia, se preferir.\r
    \r
    E só pra esclarecer, a crise financeira é justamente por EXCESSO de regulamentação financeira e expansão monetária orquestrada pelo Banco CENTRAL. "Central" te remete à idéia de centralização? Se não, por favor desconsidere este comentário.\r
    \r
    Maiores informações em www.youtube.com/watch?v=p4rlTUuTWZY (explicação da crise em 30 minutos)\r
  • economista austríaco  02/11/2010 19:21
    Soto? Não é aquele mesmo que defende que durante a transição para o padrão ouro o governo imprime dinheiro para cobrir as reservas fracionárias dos bancos insolventes?
  • Leandro  02/11/2010 21:11
    Fora de contexto, anônimo. Mais uma vez.

    A proposta do De Soto é que o banco central, antes de ser abolido, crie as cédulas suficientes para cobrir todos os depósitos em conta-corrente. Feito isso, o sistema de reservas fracionárias seria abolido, com a subsequente adoção de 100% de reservas.

    Daí, proceder-se-ia até a adoção do padrão-ouro.

    Isso não seria inflacionário e seria o mínimo necessário para uma transição normal, sem turbulências.
  • economista austríaco  02/11/2010 22:09
    Ele acredita que isso não é inflacionário nem pró-cíclico, mas na verdade é. Como disse Mises, a primeira medida que deveria ser tomada é cessar a impressão de dinheiro adicional. Assim, o credit-crunch seria maior, e todos os maus investimentos proporcionados pelas reservas fracionárias seriam liquidados. Emitindo dinheiro, o BC temporariamente "valida" estes investimentos, gerando um novo ciclo econômico.
  • Leandro  02/11/2010 22:31
    Confundiu as etapas, anônimo.

    Em primeiro lugar, tal medida não é inflacionária nem pró-cíclica, desde que a exigência de reservas de 100% seja mantida.

    Sobre Mises, ele falou que criação de moeda fiduciária deveria ser interrompida. Ou seja, justamente a criação de depósitos em conta-corrente sem o respectivo lastro em reservas (no caso, o ouro). É a mesma proposta do De Soto.

    Ademais, a intenção não é provocar credit-crunch e evitar os maus investimentos que porventura estivessem ocorrendo no momento. A intenção principal é justamente a de evitar os futuros ciclos econômicos. A liquidação dos investimentos errôneos que estivessem acontecendo no momento seria uma consequência, mas não o objetivo.

  • economista austríaco  03/11/2010 00:13
    Estabelece-se aqui uma contradição com o seu comentário publicado às 21:11:17. No comentário citado você diz: "A proposta do De Soto é que o banco central, antes de ser abolido, crie as cédulas suficientes para cobrir TODOS os depósitos em conta-corrente." - Ou seja, criar cédulas para cobrir TODOS os depósitos em conta-corrente. Quando se fála em cobrir TODOS os depósitos em conta-corrente, refere-se TODOS, sem exceção, inclusive os depósitos em conta-corrente sem lastro. Só se você criar uma nova definição para a expressão "todos".
    Isso não tem nada a ver com a proposta do Mises que o PRIMEIRO PASSO é cessar as máquinas de impressão de dinheiro.
  • Leandro  03/11/2010 00:28
    A sua mente é extremamente confusa, anônimo. Manifestação essa que, aliás, está presente em todos os seus comentários aqui. Mas eu gosto de usá-lo apenas para esclarecer determinados assuntos para nossos leitores, e não para respondê-lo, dado que sua única intenção aqui é tumultuar.

    Mas vamos lá. Não há contradição alguma no que eu disse. Aparentemente você não sabe que os bancos têm dinheiro para cobrir alguns depósitos em conta-corrente, não todos. Na proposta de De Soto, o BC imprime o dinheiro que falta para fazer com que todos os depósitos em conta corrente estejam lastreados. Dado que, no Brasil, o compulsório está em 30%, o BC teria de criar o dinheiro necessário para fazer com que os 70% restantes também estivessem lastreados. Aí os 100% de reservas seriam colocados em prática.

    Só isso. Não vai me dizer que achou complicado entender isso? De resto, é só você reler o que eu escrevi acima. Caso tenha capacidade, é claro.
  • André Poffo  03/11/2010 02:46
    É o que acontece com muitos dos alunos das escolas de fundamental a ensino superior.
    Os alunos sequer lêem a pergunta e já formulam uma resposta ou passam para a próxima pergunta alegando não saberem a primeira. E na maioria dos casos, algumas releituras ajudariam a encontrar a resposta certa.


    Certo dia, tentei convencer que os EUA tinham uma economia desregularizada e que funcionava muito bem até 1913 quando entrou o Federal Reserve. E ele me fez o seguinte questionamento: "Por que então a economia dos EUA entrou em recessão em 2008?"
    Diante desse cenário, não sei se a pessoa não conseguiu entender, ou se ela leu apenas os substantivos. É complicado.
  • João Figueiredo  01/11/2010 19:34
    Boa noite a todos voces.

    Desde já deixa me que vos diga que este vosso site de informação está extremamente bem estruturado. Os meus parabéns a quem fomenta este tipo de instrumento de divulgação dos mais variados temas importantes para todos o que se interessam por temas sociais!

    Sou de Portugal, e infelizmente por cá nao temos um site como este, cuja falta é tanta como água num deserto!No entanto vou divulgar este site ao máximo que puder.. pois merecem!

    Não é só a crise de moeda, não é so crise de mentalidades, crise de idade... Por estes lados vive-se mesmo o inferno..

    E por isso vem mesmo a calhar este tema.

    Uma coisa vos posso dizer daquilo que se ouve por cá, Dilma é aposta do Lula, este que pra todos voces é talvez o melhor de sempre assumir o cargo de presidente, (meteu o brasil no mapa dos paises poderosos), sentimos isso na Europa de uma forma que voces nem imaginam.

    Com isto vos quero dizer que o Lula nao iria estragar a imagem que tem e que ficou ao apostar as cegas numa mulher que seguramente iria ganhar as eleicoes!
    Foi uma aposta ganha, e as politicas vao ser as mesmas disso podem estar seguros.


    bem, estao melhores que nos, pois ca por portugal a guerra partidaria so agora comecou, e pior que tudo ninguem sabe como vai acabar! e so ainda estamos a 3 anos de eleicoes... No entanto nao temos nenhum LULA ou apostas dele. Se nos quiserem emprestar seja ele ou a Dilma nos agradecemos!


    Abraco de POrtugal
  • Breno Almeida  01/11/2010 21:17
    João,

    Quanto você quer para levar a Dilma, o Lula e o PT para portugal e nunca mais devolver?
  • Helio  01/11/2010 23:13
    Caro João, obrigado pelos elogiosos comentários. Eu estou de acordo, que em termos de resultado, o Brasil melhorou bastante durante o governo Lula. O principal méritos do governo, no entanto, foi manter a estabilidade monetária e fiscal. O crescimento e a prosperidade, todos sabemos, não são feitos em Brasília, Lisboa ou Bruxelas, mas pela iniciativa privada e indivíduos. A continuidade da estabilização brasileira (iniciada na gestão anterior à Lula), embora possam parecer menores para a realidade europeia, são muito importantes para um país com histórico de alta inflação e alto déficit fiscal como o Brasil.

    As intervenções danosas do governo Lula na economia foram muitas e deixarão uma herança maldita: aumento significativo de impostos, de regulamentações desnecessárias, de burocracia, e de gigantismo estatal. No entanto, até agora esse dano foi mascarado pelos benefícios advindos da estabilização e do pujante mercado externo, principalmente de compra de commodities minerais e agrícolas. Veremos até onde iremos com a maré a favor.

    Boa sorte para os cidadãos portugueses!
  • Leandro  01/11/2010 20:05
    Seja bem vindo, estimado patrício! Não apenas tu podes levar Lula e Dilma, como também te daremos de brinde todo o nosso Congresso. Tu vais gostar!

    Abraços e volte sempre acá!
  • Ulisses  01/11/2010 21:07
    Hahaha podem levar toda "elite" política do Brasil!
  • André Poffo  02/11/2010 22:20
    HAHAHA! Por isso que as piadas de portugueses são tão engraçadas!
  • Renê Marcel Oechsler  01/11/2010 21:43
    Nossa, que ingenuidade desse português, hehehe, deu até dó. É o que dá acreditar em propaganda, sem uma análise mais profunda.
    Lula é o pior presidente de todos os tempos.
    Seria prazeroso enviar nosso presidente para qualquer lugar, mas isso seria presentear ruína e atraso. Não, não devemos desejar essa maldição para ninguém. Deixemos Lula por aqui, cedo ou tarde ele colherá os frutos do que plantou. O diabo é que a gente vai pagar junto.
  • João Figueiredo  02/11/2010 08:47
    Acredito que falas assim, porque afinal o LULA fez pagar a factura daquilo que fez aos mais ricos. Se te doi a nossa maneira de ver as coisas , é porque nao vives na favela e ate deves ter piscina no teu condomio!

    Meus caros amigos, vou esclarecer vos uma coisa com breves palavras.
    O brasil até a bem pouco tempo era um pais para os Europeus onde reinava o cheiro a verao e sabor a picanha... Por muito que isso doa , nao passavam de uma estancia turistica onde mesmo assim tendo as melhores ferias do mundo, teriamos de ser cautelosos ao ponto de nao ser roubados ou esfaqueados pela maioria dos brasileiros que vive em dificuladades!

    O que acontece neste momento é que esse problema talve ainda exista, mas para se mudar por dentro á imagem dos outros temos de mudar 1º por fora, para que o investimento entre e crie frutos! Desse modo o LULA ganhou a pintar o quadro do vosso grande pais de uma forma bem bonita. Na qual todos os grandes empresarios acham que agora é altura de voltar a "descobrir" o brasil!

    E com isso voces podem retirar o melhor, mais empresarios significa mais trabalho para voces , mais empresarios significa mais seguranca para voces, sendo que é um ciclo que para no crescimento economico. Dessa forma, voces podem chegar ai.. e terminar com aquilo que parece um mal á nascensa e de certa forma mudar o conceito de favelado! Mudar o rumo de um pais na qual por dentro so existe corrupcao mas tabm existem uns quantos que realmente querem ver o Brasil para a frente. Pq esse sabem que se ajudarem o Brasil agora o Brasil vai ajudar os seus filhos. Parece interesseiro, mas é disso que o mundo economico vive.

    Podiamos estar aqui 1 ano a falar do que o Brasil tem de bom e mau, no entanto o presente é agora ... e melhor que a Dilma nao arranjavam! Aposta de LULA , aquele que relamente mudou alguma coisa.


    Quantos aos impostos... eles foram feitos para subir em escala sempre! Porque no final de contas para existir justiça social, teria de existir um imposto a mais de 100 por cento. Habitua te por ca em Portugal não existe favelas, mas existe mesmo assim impostos a 23% do IVA... e ainda no mes passado era 20%!

    Joao Figueiredo
  • Angelo Viacava  01/11/2010 22:19
    Piada de português é brabo!
  • Isaias Barbosa  02/11/2010 00:53
    Mudando um pouco o foco central:
    Depois da recente promoção do site: quem apresentasse o melhor comentário ganharia o livro da Ayn Rand. Eu pelo menos percebi um boom nos comentários aqui. Acho que esta na hora de criar um fórum para o site, para discussões focadas entre as pessoas. Isso é possível?
  • Getulio Malveira  02/11/2010 13:09
    O que esperar do governo Dilma? A maior oportunidade já vista de alavancar o movimento liberal no Brasil. Se formos capazes de superar nossa divergência básica (liberais X anarcos), poderemos construir nos próximos anos, na esteira das desastrosas políticas socialistas que virão e apoiados no fato de que a presidenta eleita não foi legitimada pela maioria dos brasileiros, acredito que até 2014 teremos criado uma nova e punjente Direita. Sugiro para isso alguns focos temáticos:\r
    \r
    1. O fato de que o governo que será empossado no dia 1º de Janeiro é ilegítimo segundo a própria concepção da ditadura da maioria, embora o seja judidicamente.\r
    \r
    2. O preço em liberdades individuais que está a se pagar pela política redistributiva.\r
    \r
    3. O problema da dívida pública e a insustentabilidade da atual política de engrandecimento do Estado.\r
    \r
    Sei bem que esses três temas estão consideravelmente longe da raíz dos problemas presentes e futuros do País, mas se uma Nova Direita deve ocupar o lugar que foi aberto pelo desinteresse manifesto nessas eleições, não se pode esperar que todo um movimento político seja constituído por economistas autríacos.\r
    \r
    Nesse sentido, volto a parabenizar o site pelo trabalho inestimável que está a fazer nesse sentido e espero que permanecamos unidos na divulgação dessas idéias. Cada novo individuo,ao qual se pode mostrar um dos gravíssimos problemas que hoje nos ameaçam e ao qual se pode mostrar a raíz desses problemas na mentalidade socialista, será mais um que não se deixará enganar pela falsa desemelhança entre trabalhistas e social-democratas ou quaisquer outras falsas oposições.\r
    \r
    Temos a nosso favora uma base teórica consistente, desde a economia austríaca até toda a tradição liberal. Trabalhemos hoje e seremos recompensados amanhã com uma oportunidade real de ao menos mudar o direçao da corrente!\r
    \r
    Parabens a todos os que se abstiveram de subir ao picadeiro e a todos os que, forçados a subir, não usaram de suas mãos para fazer rir os que nos exploram.\r
    \r
    Abraços,\r
    \r
    Temos a verdade, teremos a vitória!
  • Domingos  02/11/2010 18:44
    Concordo, Getúlio. Se não vamos ficar naquela: "Os cães ladram e a caravana passa". Está na hora de começar a intensificar nossa ação humana.
  • Rene Marcel Oechsler  02/11/2010 19:24
    Nova direita? Então é melhor começar rápido, pois alguns blogs que se consideram de direita trabalharam intensamente e descabeçadamente por um candidato de esquerda, com propostas de esquerda.
  • anônimo  02/11/2010 19:14
    "Quem for empreendedor autônomo, do tipo que não recebe favores do governo, mas que já está em um mercado maduro, seguirá escorchado e tendo de sustentar todo o trem da alegria acima."
    - Qualquer grande empreendedor, rico e bem-sucedido, possui inserção política, pois RIQUEZA GERA PODER. Empreendedor que não possui inserção política é porque é pequeno ou autônomo...
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  02/11/2010 19:43
    A resposta a pergunta feita pelo texto é fácil de ser respondida: estatismo em doses cavalares.\r
    \r
    O PT não sabe e não quer fazer reformas institucionais que melhorem as vidas dos brasileiros comuns, só quer saber de dar ajuda a tiranos pelo mundo com nossos tributos, apoiar o MST que é um movimento terrorista vez que usa violência para fins políticos, depredar a sempre fraca cultura política nacional e destruir o que restou da nossa frágil liberdade.\r
    \r
    O Foro de São Paulo continuara a infernizar a vidas de milhares de latino-americanos.\r
    \r
    As FARC continuaram sequestrando, torturando e matando colombianos sob o apoio criminoso e covarde da Dilma que nunca renegou suas práticas terroristas.\r
    \r
    A imprensa continuara como uma escrava do petismo cantando as glórias inexistentes do socialista Lula e blindando a Dilma, dizendo que as críticas a ela serão preconceito de machista.\r
    \r
    Os tucanos não são confiáveis pois não fizeram a oposição que se espera. É incrível que tenha ganho governos estaduais importantes.\r
    \r
    A inexistência de uma elite intelectual que pense o país nos coloca em posição difícil de reagir ao esquerdismo boco latino-americano\r
    \r
    Agora é manter uma resistência mental forte ao que vem por ai.\r
    \r
    Abraços\r
    \r
    \r
    \r
    \r
  • Bruno  02/11/2010 20:36
    O que eu espero do governo Dilma?

    Mais concurso público. Profissionalismo nesse setor. Viva o Estado!!!!

  • guilherme  03/11/2010 01:31
    Desculpem a ignorancia mas\r
    \r
    sempre pensei que a expansao do credito fosse algo otimo. Assim como o que esta acontecendo com os brasileiros, que podem planejar suas vidas para daqui varios anos (hipotecas e outros). Nunca tivemos credito no Brasil. Nunca. Agora que de uns anos pra ca temos,voces escrevem todo esse filme de terror. \r
    \r
    nao entendi.\r
    \r
    Na primeira entrevista da Dilma, ela ja falou da importancia da disciplina fiscal e da reforma tributaria. \r
    \r
    Voces nao sao os especialistas? eu sei menos do que voces (imagino) mas, considerando a entrevista dela, tem muita, mas muita gente aqui (incluindo o autor do artigo) falando bobagem sem tamanho.\r
    \r
    Desculpem a franqueza. Abraco
  • Leandro  03/11/2010 02:23
    O crédito é bom quando é lastreado na poupança genuína das pessoas -- isto é, quando as pessoas se abstêm do consumo para liberar recursos para o investimento.

    Porém, se o crédito é criado artificialmente por meio da simples expansão monetária feita pelo banco central e pelo sistema bancário, os resultados de longo prazo são desastrosos. A atual situação americana é um ótimo exemplo do que o crédito farto pode fazer com uma economia: primeiro cria uma expansão econômica artificial, na qual todos têm a (falsa) impressão de que estão enriquecendo. Porém, assim que essa bolha estoura, as pessoas finalmente descobrem que, ao invés de ricas, elas estavam apenas consumindo capital. E aí vem a recessão.

    Esse artigo explica em maiores detalhes o que foi escrito acima:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=552

    Sobre discursos de políticos -- nos quais você parece acreditar incondicionalmente, pois nunca são uma "bobagem sem tamanho" --, boa sorte.

    Abraços.
  • Andre  03/11/2010 12:58
    Oba! Vem aí mais um confisco de poupança!
  • Mauro Ricardo  03/11/2010 18:50
    O mais interessante foi saber da estagnação dos salários reais. Principalmente do fato de que no pior ano do governo FHC os salários estavam mais altos do que no melhor ano de Lula.

    Curiosamente o PIG (Partido da Imprensa Governista) não dá uma palavra sobre isso.
  • guilherme  03/11/2010 22:09
    Volto a insistir. Muitos dos comentarios aqui sao no minimo injustos. O governo da todos os sinais que vai optar por\r
    1- disciplina fiscal\r
    2- corte nos gastos\r
    3- cambio flutuante\r
    4- reducao de impostos para o setor produtivo\r
    \r
    e os comentarios continuam. Bobagens sem tamanho. Desculpe, mas nao da pra ficar aqui puxando o saco de voces. A impressao que eu tenho aqui e de que parece um concurso de pavao. Quem e o mais "sabido", o que torna os comentarios repetitivos e chatos.\r
    \r
    Ora, eu quero aprender mais sobre libertarians. Mas dado o nivel dos comentarios a coisa fica dificil. \r
    \r
    Agradeco ao autor do artigo pelo link, mas eu enviei outro com algumas perguntas. Respondendo ou nao valeu.\r
    \r
    So acho que ser um ateu politico e covardia de enfrentar a vida. Acho que ser libertario na verdade e uma utopia que ignora a natureza humana, a historia e a evolucao das sociedades.\r
    \r
    Durma-se com um barulho desses....:)\r
    \r
    \r
  • Leandro  03/11/2010 22:28
    Prezado Guilherme, imediatamente após sua reeleição em 2006, Lula fez discurso prometendo austeridade fiscal e mais rigor com os sindicatos. Fez exatamente o contrário.

    É curioso você dizer que somos utópicos quando é você quem acredita de imediato em qualquer promessa de político.

    Onde estão os sinais claros de que o governo pretende fazer os quatro itens por você enumerados? Quero medidas práticas, e não palavras ao vento.
  • Luis Almeida  03/11/2010 22:33
    Fora que esse governo já está aí há 16 anos e só fez escorchar o setor produtivo. Porém, basta um político profissional fazer uma promessa de campanha de que irá desonerar esse setor (o exato oposto do que fizeram nos últimos 16 anos) e o brasileirinho já se joga de imediato no colo dele, sem qualquer senso crítico.

    Dá desânimo.
  • Helio  04/11/2010 00:17
    Guilherme, o Lula também havia prometido esses quatro itens (e outros), e cumpriu dois (disciplina fiscal e câmbio flutuante, em continuidade ao governo anterior). Aliás, mérito do governo Lula foi manter a disciplina fiscal e a inflação controlada. São grandes feitos, sem dúvida, dado o histórico brasileiro. E não é à toa que por isso o Brasil é a vedete mundial junto com China e Índia, justamente quando o resto do mundo faz o contrário dessas políticas.

    Mas Lula não cumpriu os outros dois itens. E nos últimos meses parece que a disciplina fiscal foi deixada de lado. A Dilma parece ser mais estatista que Lula, e o PT e PMDB estão loucos para gastar, empregar amigos e distribuir dinheiro para sua base de apoio para seu projeto de perdurar no poder.

    A atual maré positiva com o Brasil só continuará se o governo cumprir esses três itens que você menciona (o câmbio flutuante continua certamente). Mas eu acho improvável de ocorrer.

  • Rene Marcel Oechsler  04/11/2010 07:19
    Guilherme (o inocente)

    Dilma prometeu não trazer a CPMF de volta, ontem porém, estava ao lado de lula que pregava a volta da CPMF. Dilma não deu um pio.
  • guilherme  04/11/2010 01:24
    Leandro, os "sinais claros" sao claros para quem tem faro politico (coisa que talvez libertarians precisam desenvolver - suas narinas politicas - ja que toda politica "nao vale nada" ne?).\r
    A Sra. Rousseff no primeiro pronunciamento e nas duas entrevistas ja se comprometeu politicamente. Mas para o lado positivo. Nao abrigar amigos e quem manda e ela. Ora, isso no mundo politico, ou ela mata ou morre. Nao acredito que ela esta la para ser manipulada. E minha analise tb passa pela personalidade dela. Alem de mulher, tem temperamento forte, o que eu acho muito bom dado o partido que ela esta. \r
    \r
    Agora, meu caro luis almeida, o Serra tb prometeu algumas coisas. Nao se vota somente na pessoa, mas na circunstancia. Principalmente qdo o sistema e de coalizao. Agora, o brasileirinho nao pode fazer essa analise palperrima em cima de palavras sem entender o jogo politico. E de dar desanimo estar em um site bom desses e ver alguem tao ingenuo politicamente. Nao ha palavras vazias meu caro. Nada e de graca.\r
    \r
    E finalmente, meu caro Helio, esperemos para ver como as coisas se encaminham. Mas com o Serra seria ainda pior sem uma base de apoio. Interessante tb a Dilma entender a importancia do mercado interno e praticamente desistir da europa e dos EUA. Como vcs sabem, as economias no mundo desenvolvido estao a pique.\r
    \r
    Finalizando, eu gostaria de perguntar uma coisa. Seria possivel o Brasil "sobreviver" do dollar crash com o nosso mercado interno?\r
    \r
    Na minha santa ignorancia, eu penso que, com um possivel armagedom do dollar, o Brasil poderia manter os servicos essenciais, manter a ordem e ate, em medio prazo, poder ir retomando o crescimento e investimento. Tudo isso com duas coisas:\r
    1- vendendo comida e 2- se voltando ao mercado interno.\r
    \r
    Eu so nao entendo o que aconteceria com as reservas brasileiras em dolares. Se o dolar tiver um crash, nao sera em uma hora. Devera ser entre 24 e 48 horas segundo analistas, ate o completo meltdown dos mercados.\r
    O Brasil perderia seus dolares de reserva? como isso funciona? pergunto pq China e India diversificam suas reservas com metais e outros papeis. \r
    \r
    Obrigado a todos\r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
  • Leandro  04/11/2010 01:40
    Prezado Guilherme, obrigado pelo elogio ao site. Estamos abertos a todos, obviamente.

    Bom, eu não quero desanimá-lo, mas hoje mesmo a Dilma já deu entrevista falando que não vai tomar medidas duras (leia-se "não vai haver cortes"). Sabe o que ela falou? Que vai aumentar as receitas. Aumentar como? "Ah, a economia vai crescer, e isso fará aumentar a arrecadação, sem que tenhamos de aumentar impostos".

    Bom, eu não quero converter você a nada, mas também não vou furtar-me de informá-lo o óbvio: a própria presidente já lhe desmentiu. O único plano de governo dela é torcer para que a economia cresça -- pois isso fará automaticamente com que a receita aumente, a dívida caia e, consequentemente, os juros. O que fará a economia crescer assim? Ela não respondeu. Parece que ela crê num crescimento inercial.

    Político é isso, meu caro. Não se deixe levar por essa gente.

    Sobre as reservas em dólares, caso o dólar de fato venha a se derreter, tais reservas revelar-se-ão uma enorme queima de dinheiro dos pagadores de impostos. Terao serventia nula. Hoje o governo lança títulos a 10,75% ao ano para adquirir reais e com eles comprar dólares que rendem 0,25% ao ano (que é o que estão pagando os títulos do Tesouro americano). Se o dólar sumir, tudo isso terá sido em vão.

    Quanto ao comércio internacional, ele pode passar a ser feito em outra moeda -- não há motivo algum para crer no fim do comércio e no fechamento das fronteiras. O único problema será escolher qual a nova moeda internacional.

    Grande abraço, desculpe-nos qualquer coisa e volte sempre!
  • guilherme  05/11/2010 00:03
    Leandro,\r
    Obrigado. Esclarecedor e preocupante. Mas vamos ver o que acontecera.
  • mcmoraes  04/11/2010 09:29
    Guilherme,

    q dicas vc daria a alguém q deseja desenvolver faro político e chegar às mesmas conclusões a q vc chegou?
  • joao  08/03/2014 07:25
    Olha, nada como o tempo para provar quem estava certo e quem tem faro político :)


    Esses comentários do guilherme foram tão engraçados que eu até tirei print para espalhar nas redes sociais. Superaram a ironia do Filósofo!

    Por fim, este artigo é simplesmente providencial. Estamos no último ano do governo dilma, e o artigo acertou em todas as suas previsões. Sensacional. Vou divulgar.


    Até mais.
  • amauri  04/11/2010 07:20
    Bom dia Leandro!\r
    Pela tabela do IBGE, no estado de SP em 2002 o salario medio era proximo de 6 salarios minimos e hoje perto de 3 SM. Houve um achatamento do salario medio para baixo. Isto provocou um lucro maior, especilamente para as grandes empresas. Com o salario medio caindo, está aumento o numero de empresas. Caindo o valor medio do salario a poupança tambem cai, caindo a poupança nvestimentos, principalmente em tecnologias, caem tambem, ficando o Brasil dependente de tecnologias cada vez mais. Mas, o salario medio caiu apenas na iniciativa privada, seria bom vermos a tabela do funcionalismo publico, que com ceteza houve um aumento do salrio medio. \r
    Sobre o PIB, este site já mostrou que os gastos do governo entram na equação. Se o governo aumenta o gasto que não é no setor produtivo, provoca distorção no PIB?\r
    Se está provocando, o quadro ofifial está bem diferente do quadro real?\r
    grato
  • guilherme  04/11/2010 23:27
    mcmoraes,\r
    \r
    a primeira coisa para desenvolver faro politico e nao ficar viajando na maionese com teorias economicas alucinantes, muitas fora da realidade.
  • William FT  05/11/2010 23:06
    Ok, o conhecimento científico é dispensável, o que importa é o faro político!! \\o/
  • guilherme  07/11/2010 01:44
    william, de modo nenhum.\r
    \r
    o "faro" e construido com empirismo, experimentos, um hipotese e muitas, mas muitas tentativas e erros.\r
    \r
    Muito melhor que uma teoria da maionese que tenta colocar tudo no vidro da helmman's (desculpe mas eu sou do tempo que maionese so tinha essa) ohoh\r
    \r
    abraco
  • Getulio Malveira  07/11/2010 11:43
    "Faro". Conceito interessante: depois de Incitatus, quem sabe um Beethoven (o São Bernardo) possa vir a colaborar nesse governo. Quem sabe no BC, onde a presidenta eleita vai começar a armar seu circo: a festa do boom e do bust vai começar, amigos!
  • Thiago Varela  06/11/2010 00:48
    Complementando o Guilherme, a teoria econômica peca, na maioria das vezes, por desconsiderar fatores sociais, políticos, culturais, geográficos, tecnológicos, climáticos, dentre tantos outros, nas suas formulações. Em geral, o argumento é assim: ceteris paribus, acho que isso vai dar certo. E, por razões óbvias, nunca dá.

    Por exemplo, eu leio aqui uma proposta de extinção dos bancos centrais e dos seguros que garantem depósitos nos bancos. Na teoria, nos cálculos e nos gráficos (esses em particular são muito bons para distorcer estatísticas e provar coisas que não funcionam) dá certo, mas, quando a massa enfurecida - a vítima usual dessas medidas e que sempre paga o pato - vai às ruas, só resta aos gênios implementadores das medidas correr para preservar o próprio pescoço.

    Em resumo, não é uma questão de economia. Nenhum país do mundo ascendeu economicamente porque adotou uma "teoria econômica correta". Ele ascendeu porque tinha condições. Porque, ao fim e ao cabo, é tudo uma questão de PODER.
  • Leandro  06/11/2010 00:58
    Prezado Thiago, havia bancos centrais plenamente operantes, bem como seguros federais para os bancos, nos EUA e na Europa em 2008.

    E eles fizeram tudo de acordo com os "fatores sociais, políticos, culturais, geográficos, tecnológicos, climáticos, dentre tantos outros, nas suas formulações".

    Resultado: a massa enfurecida -- a vítima usual dessas medidas e que sempre paga o pato -- foi às ruas, e só restou aos gênios implementadores dessas medidas correr para aprofundar ainda mais essas políticas que já estavam implementadas por eles mesmos.

    A economia é uma ciência que deve ser estudada sem juízo de valor. O fato de alguém querer que 2 + 2 = 6 não pode alterar a realidade indelével de que o resultado é 4, por mais "socialmente bem intencionada" que seja essa pessoa.

    Querer alterar leis inexoráveis apenas na base do desejo e da fantasia nunca fez com que nenhum país do mundo ascendesse.
  • Thiago Varela  06/11/2010 01:12
    Leandro,

    "havia bancos centrais plenamente operantes, bem como seguros federais para os bancos, nos EUA e na Europa em 2008"

    Caro Leandro,qual era a política de regulação bancária nesses países?

    "E eles fizeram tudo de acordo com os "fatores sociais, políticos, culturais, geográficos, tecnológicos, climáticos, dentre tantos outros, nas suas formulações"

    Como diria o imortal Sílvio Santos, você está certo disso?

    "A economia é uma ciência que deve ser estudada sem juízo de valor."

    Bom, primeiro nem vou discutir aqui o mito de que a ciência é neutra, pois não é o tema em debate. Segundo, você parte do pressuposto de que o liberalismo radical pregado por Von Mises e Hayek é livre de juízo de valor, e não é. Terceiro, de nada adianta estudar só a economia, sem levar em conta outros campos de conhecimento, pois a única coisa que você vai conseguir é formular teorias que só funcionam na cabeça de quem formulou.

    "Querer alterar leis inexoráveis apenas na base do desejo e da fantasia nunca fez com que nenhum país do mundo ascendesse."

    Pois é. Lembre disso quando quiser moldar o mundo à sua teoria. Seria muito recomendável que vocês estudassem mais o mundo para entender melhor porque as teorias econômicas não conseguem ser aplicadas em sua forma pura. Estudem história, geografia, relações internacionais, ciência política, antropologia, sociologia, administração e percebam que a teoria econômica não consegue abarcar todos os fatores - e eu, sinceramente, nem espero que consiga.

    Recomendo, para começar, o livro Armas, Germes e Aço, de Jared Diamond.
  • Leandro  06/11/2010 01:44
    De novo:

    Thiago, quem está pregando juízo de valor aqui é você. Logo, cabe a você explicar por que, na sua concepção de mundo, 2 + 2 pode ser igual a 6 sem que isso cause perturbações em todo o sistema.

    Querer implementar políticas econômicas apenas porque elas têm demanda social é algo extremamente perigoso e que sempre dá errado. Um ótimo exemplo aconteceu no Brasil na década de 1980. O povo queria controle de preços. O governo o implementou. Imediatamente, Sarney virou unanimidade. Todos o apoiavam. O poder de compra havia crescido. Quem quer que fosse contra essa lei era imediatamente tachada de reacionário e socialmente insensível.

    Porém, o tempo passou e tudo aquilo que a ciência econômica prevê que iria acontecer, de fato aconteceu. Controle de preços gera escassez e beneficia os mais ricos em detrimento dos mais pobres. De novo, análise sem juízo de valor. Com o tempo, passou a haver desabastecimento e os alimentos sumiram. Os ricos podiam comprar mais caro no mercado paralelo. Os pobres, podiam apenas passar fome.

    E repito: o controle de preços era uma demanda social, desejada e aplaudida por todos. A ciência econômica disse que não daria certo. Quem fosse contra a medida, era reacionário deu no que deu.

    Mises e Hayek não pregam liberalismo radical. Ambos apenas se limitam a explicar como funciona a economia sem qualquer juízo de valor; e, caso se queira seu funcionamento mais eficiente, então o liberalismo torna-se a medida mais recomendada para se atingir o enriquecimento mais rapidamente. Só isso.

    Você pode dominar "história, geografia, relações internacionais, ciência política, antropologia, sociologia, administração", porém a uma má política econômica irá simplesmente destruir tudo. Não se fabricam pães, automóveis e remédios apenas com discursos sociológicos. Infelizmente.


    P.S.: Sobre a política de regulamentação bancária nos EUA, temos inúmeros artigos falando sobre isso. Um bem curtinho e que vai direto ao ponto é esse:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=171

    Sobre a Europa, recomendo esses:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=674
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=309
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=178


    Abraços!
  • Getulio Malveira  07/11/2010 11:59
    Quer parecer-me que as previsões menos otimistas estão a se concretizar quanto ao futuro governo. Imaginem a substituição de um presidente totalmente ignorante em economia, mas que confiou a área economica à "especialistas", por uma presidente totalmente tresloucada que, com quatro anos de antecedência, já é capaz de prever a taxa de juros. Parece claro que a quebra de braço vargista entre Banco Central e Ministério da Fazenda está chegando ao fim e, com ela, qualquer esperança de ajuste fiscal e diminuição da dívida pública. No embalo das obras faraônicas, das Olimpiadas e da Copa do Mundo, teremos quatro danos de distorção exarcerbada dos investimentos e, ao fim, uma "ressaca" de dimensões ainda imprevistas. Sem contar o aumento da carga tributária (volta da CPMF) e regulações de todos os tipos, a começar pelo "controle de capitais", e mais concentração de riqueza nas mãos dos apadrinhados do BNDES. Com certeza o governo Dilma não será uma cópia do governo Lula. Suas primeiras declarações e de seus assessores mostra que será bem pior. É hora do Boom!
  • Daniel M.  08/11/2010 17:21
    Matéria da revista IstoÉ Dinheiro orgulhosamente apresenta os livros que fizeram (será que fazem ainda?) a cabeça da presidente eleita.

    1. O CAPITAL (Karl Marx)

    2. PARA LER O CAPITAL (Louis Althusser e Étienne Balibar)

    3. O ESTADO, O PODER, O SOCIALISMO (Nicos Poulantzas)

    4. TEORIA E POLÍTICA DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO (Celso Furtado)

    5. DA SUBSTITUIÇÃO DE IMPORTAÇÕES AO CAPITALISMO FINANCEIRO (Maria da Conceição Tavares)

    www.istoedinheiro.com.br/noticias/39397_OS+LIVROS+QUE+FIZERAM+SUA+CABECA

    Minha sugestão: façam um pacotão com a obra de L.v. Mises (et alii) e doem à presidência da república, devidamente encaminhada com uma carta aberta expondo os principais pontos da escola austríaca de economia.

    abçs
  • augusto  18/11/2010 22:40
    vou complementar essa sugestao:\r
    \r
    1) abram uma conta para receber doacoes para comprar esses livros. Podem ate usar o modelo que o Prof. Robert Murph esta usando em seu desafio ao Paul Krugman, usando o site thepoint.com - ou seja, as pessoas so precisam fazer a doacao de fato quando um numero suficiente de pessoas tenham se comprometido a doar;\r
    \r
    2) a doacao deve ter uma contrapartida midiatica - pode ate ser um video no Youtube. Se voces nao conseguirem entregar em maos para a Dilma, entreguem na secretaria da presidente.\r
    \r
    Um pouco de publicidade eh sempre bom\r
    \r
    \r
    ;-)
  • Rodrigo Santos  18/11/2010 19:46
    Caros amigos apaixonados pela verdade. Acredito realmente que tudo isso acontecerá um dia no Brasil, ocorre que o brasileiro está acomodado com a situação e uma reforma para colocar o Brasil nos trilhos corretos somente acontecerá depois que uma crise com a da Europa acontecer e este monte de funcionários públicos, o qual faço parte, forem demitidos e o Estado gerenciar somente o que lhe é devido.
    Lamento por nossos raciocínios e nossas aspirações mas somente comeremos carne de primeira quando 80% da população comer merda de verdade.

    Me orgulho tê-los como companhia da melhor literatura da atualidade.

    Parabéns pelo artigo.
  • Rhyan Fortuna  19/11/2010 14:04
    Mantega está garantido na Fazendo no governo Dilma. Agora Meirelles parace que vai sair, isso indica mudanças na política monetária?
  • Leandro  19/11/2010 14:58
    Aguardemos. Dadas as opções restantes, a coisa vai assumindo ares um tanto pavorosos. Principalmente quando se sabe que um dos mais cotados para o cargo é Luciano Coutinho, o homem para quem um juro zero é muito alto.

    Junte-se a isso toda a impressão monetária que está sendo feita pelo Fed (sob o eufemismo de Quantitative Easing 2), e o fato de que os gênios daqui não querem um real forte, e temos um cenário potencialmente zimbabueano.

    Torçamos pelo bom senso.
  • Leandro  29/12/2010 23:44
    Finalmente, e pela primeira vez, a imprensa atentou para um fato até então denunciado unicamente por este instituto: os salários reais do setor privado ficaram praticamente estagnados nos últimos oito anos.

    O gráfico contido nessa reportagem é muito bom.

    www1.folha.uol.com.br/poder/850794-sob-lula-cresce-desigualdade-entre-salarios-publico-e-privado.shtml

  • Fabiano - fsm1982  03/04/2011 04:22
    Nossos direitos Civis estarão menores.

    Acertou bem na bucha, é isso aí. Estamos perdendo direitos para um Estado totalitarista. Desde o começo do Governo Lula - por que aceitar isso?

    Precisamos nos voltar contra, todos, será ruin para todos e para as futuras gerações.
  • Luciano  01/03/2013 22:26
    Leandro,

    Pode-se dizer, então, que a maior vantagem do governo Lula foi ter contido a base monetária no período de 2008 até 2009, fazendo o real se valorizar, o poder de compra do povo aumentar e a inflação ficar baixa?

    Abraços
  • Leandro  01/03/2013 22:45
    É uma pergunta interessante. Antes, vale uma ressalva.

    Embora a base monetária de fato tenha se mantido estável em 2008, houve uma enorme migração de depósitos das contas corrente e poupança para depósitos a prazo (naquela época, o compulsório sobre depósitos a prazo era zero). Essa migração, por causa do mecanismo explicado neste artigo, permitiu uma acentuada expansão creditícia e monetária (veja o terceiro gráfico deste artigo).

    Eu diria que a melhor coisa que aquele governo fez foi ter permitido que os preços dos bens de capital sofressem deflação em 2009 (o IPA chegou a ter deflação de quase 5% naquele ano) e que demissões pudessem ocorrer. Foi este reajuste de preços e de número de empregados o que permitiu a rápida recuperação daquele ano. O fato de o Banco Central daquela gestão não ter tido neurose com câmbio também foi positivo. E a mentalidade protecionista não era tão evidente quanto hoje. E Guido Mantega ainda não era o czar da economia. (A inflação de preços, por outro lado, foi péssima: 5,9% em 2008 e 2010, 4,31% em 2009. Isso é inflação de país bananeiro).

    No final, o que é certo é que o governo Dilma (com inflação de 6,5% e 5,84% em 2011 e 2012, respectivamente), em termos puramente econômicos, não tem um só quesito que seja superior ao seu antecessor. Tem de ser bom pra conseguir essa façanha, viu?

    Abraço!
  • Julio Heitor  03/09/2013 21:02
    O artigo menciona o pre-sal como fictício.

    Há algum artigo que explique em detalhes o porque desta constataçao?

    Abraços.
  • Leandro  03/09/2013 21:16
    Por enquanto, essa questão de destinar 75% dos royalties do pré-sal para a educação e 25% para a saúde não passa de fantasia; um mero wishful thinking. Podem anunciar a porcentagem que quiser, ela não irá se concretizar.

    Há três problemas com essa ideia do pré-sal:

    1) Boa parte do pré-sal anunciado simplesmente não existe. Anunciaram vento. Daí a fragorosa queda no valor das ações da OGX, de Eike Batista.

    2) A parte que talvez exista ainda não tem previsão de ser extraída, pois a tecnologia disponível não é viável. Para que a extração de petróleo do pré-sal seja viável, o preço do barril de petróleo no mercado internacional teria de disparar. Desnecessário dizer que qualquer descoberta de novas jazidas em qualquer parte do mundo ou até mesmo a confirmação de novas fontes de energia irá derrubar o preço do petróleo, tornando ainda mais inviável o pré-sal.

    3) Caso um futuro governo americano libere a exportação do gás de xisto, o pré-sal vira fumaça na hora.
  • Deilton   10/10/2013 19:44
    A propaganda que se faz sobre o pré sal é enganosa?
    E os anúncios feito pela Petrobrás de início de operações?
    Se for verdade que o pré sal não economicamente viável a situação é pior do que o que eu pensava. A empresa contraiu dívidas enormes e captou bilhões no mercado, se o pré sal não der resultado vai ser o maior desperdício de capital da história recente.

    "Para que a extração de petróleo do pré-sal seja viável, o preço do barril de petróleo no mercado internacional teria de disparar."
    Com a quantidade de dólares que o FED está criando do nada, pode acontecer dos preços das comoditties dispararem e se manterem em alta por muito tempo, caso todo esse dinheiro entre na economia. Isso não seria suficiente para tornar o pré sal numa mina de ouro?


    "Podem anunciar a porcentagem que quiser, ela não irá se concretizar." Vc tem tanta certeza assim? Vai ser uma rasteira nos sindicatos dos servidores da educação. Foram os que mais pressionaram para aprovação do projeto.

    Os professores da época de faculdade que eu mantenho contato no facebook postavam quase que diariamente publicações a favor da destinação dos royalties do pré-sal para a educação. Como se isso fosse solucionar o problema.

    Na verdade eles querem é poder ganhar mais, prestando um serviço medíocre. Não que eu não tenha tido bons professores, mas uma boa parte não mereciam ganhar nem 1/3 do que ganhavam.
  • Leandro  10/10/2013 19:45
    "Com a quantidade de dólares que o FED está criando do nada, pode acontecer dos preços das comoditties dispararem e se manterem em alta por muito tempo, caso todo esse dinheiro entre na economia. Isso não seria suficiente para tornar o pré sal numa mina de ouro?"

    E os custos de extração? Não se esqueça de que a inflação vale para os dois lados: tanto para elevar os preços do produto extraído (petróleo) quanto para elevar os preços dos insumos necessários para efetuar a atividade extrativa.

    Se for possível confinar a inflação apenas para o aumento de preço do petróleo, então aí sim o pré-sal será uma mina de ouro.
  • Deilton  12/10/2013 15:58
    Certo. E por que tanto barulho em torno dos leilões dos campos?

    E por que o interesse das multinacionais?

    Por que tanto alvoroço em torno do campo de libra?
  • Magno  12/10/2013 17:50
    Com licença, Deilton, mas não entendi. "Barulho"? "Interesse das multinacionais"? "Alvoroço"?

    Ora, vejamos: de acordo com o governo, o campo de Libra tem reservas estimadas de 12 bilhões de barris. Tal volume é quase igual ao total que o país dispõe nas jazidas de petróleo já comprovadas.

    Não obstante este vultoso valor, o número de participantes inscritos para o leilão foi de apenas um quarto do que o governo esperava.

    E mais ainda: estrelas do setor como Chevron, Exxon Mobil, BG, Statoil e BP não se interessaram.

    Cadê o "interesse das multinacionais"? Cadê o "alvoroço"? Será que essas megacorporações odeiam dinheiro? Se você estiver correto, é o que parece...
  • Magno  19/10/2013 02:55
    Aqui está o "grande interesse das multinacionais" e o "enorme alvoroço em torno do campo de Libra":

    Leilão do campo de Libra pode ter participação de só um consórcio

    Um grande consórcio, envolvendo a Petrobrás e duas empresas chinesas, está sendo formado para participar do leilão de Libra, a primeira licitação do pré-sal, marcada para segunda-feira. Até a noite desta sexta-feira, não estava claro se seria formado outro grupo para disputar o leilão.

    A Petrobrás entrará com parcela significativa dentro do consórcio, acima dos 30% exigidos pela Lei de Partilha que se aplica à região do pré-sal. Terá ao seu lado duas chinesas (CNPC e CNOOC), uma das duas grandes empresas petroleiras privadas inscritas (possivelmente, a Total) e uma quinta empresa.

    [...]

    Das 40 empresas com capacidade de disputar, apenas 11 se inscreveram em setembro, a maioria estatal, sendo seis asiáticas. Gigantes privadas como Exxon, Chevron e BP ficaram de fora.
  • Deilton  13/10/2013 15:17
    "Cadê o "interesse das multinacionais"? Cadê o "alvoroço"? Será que essas megacorporações odeiam dinheiro?"

    O que é divulgado pela mídia é que tais multinacionais não se interessaram por causa da falta de transparência do governo em relação aos contratos. Não se questiona a viabilidade econômica dos campos, nem a existência ou não do petróleo.
    Segundo o que é divulgado pela imprensa, o que afugentou as multinacionais foi a falta de regras claras em relação ao regime de partilha e ao fato da petrobras ser a operadora.
  • Magno  13/10/2013 18:04
    Esse tipo de insegurança institucional também sempre existiu -- e em escala muito maior -- na Venezuela, na Bolívia, na Nigéria e no Oriente Médio. No entanto, ainda assim, essas empresas corriam para lá, pois o prospecto de ganhar dinheiro sobrepujava qualquer insegurança jurídica. Mas elas, pelo visto, não se sentem igualmente atraídas pelo pré-sal brasileiro, não obstante as instituições serem muito mais estáveis aqui. Acho isso curioso.
  • anônimo  13/10/2013 18:22
    A multa que eles tentaram aplicar naquela empresa que vazou petróleo recentemente também afasta quem quer investir...
  • Emerson Luis, um Psicologo  07/08/2014 22:58

    O prognóstico se cumpriu.

    Dilma quis baixar os juros por decreto e quatro anos depois temos estagflação.

    Espero não ter que ler sobre o que esperar de ainda mais quatro anos de Dilma!

    * * *
  • Silvio  08/08/2014 00:22
    Triste é saber que esse artigo pode ser novamente publicado em 1º de novembro de 2014 para predizer o que devemos esperar do segundo mandato do Dilma.
  • Davizão  27/10/2014 14:26
    Rá!
    Seus medos se confirmaram!

    (seria muito legal se o Leandro fizesse um prognóstico atualizado para os próximos 4 anos)
  • Felipe  27/10/2014 16:00
    Olhas o que te espera - Mais governo :D

  • Sergio  09/06/2015 01:20
    Vale a pena re-publicar esse artigo na página!
    Muito bom!
  • alguém  09/06/2015 06:10
    Estou totalmente de acordo. É com muito prazer que leio os artigos mais antigos daqui. Eles são tragicamente precisos.
  • Douglas  19/12/2015 02:34
    Sergio, agora mais do que nunca meu amigo! O Levy acabou de ser expulso da fazendo e vem o Nelson Barbosa o qual será um Mantega mais do mesmo.... Estamos indo na velocidade da luz para o abismo.
  • Daniel Rigon  23/05/2016 00:07
    Lendo esse artigo novamente te, agora depois do impeachment de Dilma e da descoberta do rombo de 170,5 bilhões nas contas públicas.

    Só há uma coisa a dizer: brilhante (e profético)


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