A democracia estimula o pior tipo de competição

As pessoas adoram o elemento competitivo das eleições, assim como gostamos da competição no esporte e na economia. 

Porém, há uma diferença importante na substância e no resultado da competição política: em vez de aprimorar a performance e estimular as equipes a uma constante melhoria, a competição política parece gerar o resultado oposto.  Os partidos recorrem ao mais sórdido denominador comum entre eles, e parecem dispostos a reproduzir as piores peculiaridades de cada oponente.  Em vez de excelência, ficamos com mediocridade — e com um agravante: a tendência é sempre declinante.

O espetáculo dos debates é uma desgraça.  Fossem os candidatos apenas ligeiramente mais honestos, eles diriam: meus oponentes são tão oportunistas quanto eu, e, caso fossem eles no poder, seriam tão igualmente cúmplices da corrupção e do populismo quanto o atual governo.

O mesmo parâmetro se repete para as outras questões mais específicas.  O candidato A, cujo partido busca a reeleição, foi pavorosamente protecionista.  Os candidatos B e C, embora utilizem palavras aparentemente críticas, prometem ser iguais, só que de uma maneira mais "eficiente" e mais condizente com o "interesse do povo".  O candidato A aumentou os gastos de forma ultrajante;  B e C não prometem nenhum corte de gastos; dizem apenas que A gastou mal.  A expandiu o assistencialismo de forma catastrófica; B e C dizem que "dá pra fazer melhor".  A regulou a economia ao máximo; B e C dizem que é possível regular de uma maneira mais "dinâmica".

Trata-se de uma forma bastante atípica de competição: uma disputa para ver como um pode superar o outro em termos de ideias ruins e de comportamento estupidificante.  Sob uma concorrência genuína, todos esses partidos já estariam exalando odores mefíticos e com urubus rodeando suas carniças.

A mídia, por sua vez, deixa implícito que nós não podemos acusar um político de algo do qual seu oponente também é tão culpado quanto.  Consequentemente, todos ganham um salvo-conduto, e na prática se tornam intocáveis.

Já a competição no mercado é de um tipo diferente.  Ela gera contínuos e inexoráveis aprimoramentos na qualidade.  A empresa que executa seu trabalho com excelência em relação aos concorrentes — que prometem bens e serviços similares — prospera e se expande.  O mercado, quando funcionando sem amarras governamentais, está sempre aberto a novos entrantes que podem mostrar aos atuais produtores como fazer a mesma coisa de maneira melhor e mais eficientemente — ou, no extremo, como fazer algo inteiramente novo.  O preço dos bens e serviços está sempre caindo em termos reais, não obstante a inflação da oferta monetária praticada pelo governo (pense em todos os produtos tecnológicos, como celulares, tablets, televisores e computadores).  Linhas e métodos de produção obsoletos são forçosamente abandonados.  Os consumidores premiam os empreendedores perspicazes e punem os tolos e banais, de modo que apenas os melhores podem crescer.  Existe prestação de contas, qualquer erro gera uma chamada à responsabilidade e há punições para comportamentos indolentes e fraudulentos.

Na política, as pressões competitivas geram resultados exatamente opostos.  A qualidade está sempre em constante declínio.  As únicas melhorias ocorrem nos procedimentos que envolvem más ações: mentir, fraudar, iludir, manipular, trapacear, roubar e até matar.  Os preços dos serviços políticos estão constantemente aumentando, seja nos impostos que pagamos ou nas propinas dadas em troca de proteção (também conhecidas como 'contribuições de campanha').  Não há obsolescência, planejada ou espontânea.  E, como Hayek famosamente argumentou, na política, os piores sempre chegam ao topo.  E, o que é pior, não há prestação de contas e nem imputabilidade: quanto mais alto o cargo, maior a transgressão criminosa da qual o sujeito pode se safar.

O que faz a diferença entre esses dois arranjos é a instituição da propriedade privada, pré-requisito estrutural para qualquer competição produtiva.

Sob o socialismo, a competição leva a constantes declínios na qualidade, na moralidade e no desempenho.  No final de tudo, essa tendência destrói a própria civilização.  Já sob o capitalismo, a competição leva a aprimoramentos na qualidade, na moralidade e no desempenho.  É a base absoluta da civilização moderna.

As eleições para cargos públicos reproduzem todos os piores aspectos do socialismo.  Os candidatos tornam-se livres e desimpedidos para mentir abertamente ao público, com o propósito de adquirir poder sobre uma instituição da qual eles não são os proprietários, mas que irão gerenciar por quatro anos, tempo durante o qual a quadrilha vencedora irá implementar medidas econômicas destrutivas que irão beneficiar apenas a si própria e a seus auxiliares (públicos e privados) nesse esquema de extorsão. 

Eles não arriscam virtualmente nada que seja deles nesse jogo.  A pior consequência que podem vir a encarar é não serem reeleitos daqui a quatro anos, sendo que sairão de seus mandatos espantosamente enriquecidos pelo dinheiro doado por grupos de interesse que eles financiaram durante o mandato com o dinheiro que você pagou de impostos.

Na iniciativa privada, cada decisão de gerência é testada pelo mercado, a cada minuto de cada dia de trabalho.  Os proprietários dos negócios estão constantemente vigilantes e os consumidores determinam o rumo de toda a produção.  As pessoas no topo têm poder apenas no sentido mais superficial do termo: esse poder pode ser retirado imediatamente pelos consumidores, sendo que, para tal, basta que estes se recusem a continuar consumindo seus produtos.  No livre mercado, são os consumidores que voluntariamente determinam a quem conceder o poder.

Enquanto o mercado garante a liberdade, o governo é a negação da liberdade.  Nenhum governo, em nenhum lugar, pode ser creditado pela existência da liberdade.  Como disse Mises, um governo liberal é uma contradicto in adjecto: duas ideias que não podem se combinar, um oximoro, uma frase impensável. 

Há uma tendência inerente a todo poder governamental em não reconhecer nenhuma restrição às suas operações e a ampliar a esfera de seu domínio o máximo possível.  Controlar tudo, não deixar nenhum espaço para que nada aconteça livremente fora da interferência das autoridades — esse é o objetivo que todo governante secretamente se esforça em alcançar.

Mises está chamando a atenção para algo em que as pessoas raramente prestam atenção.  Todos os governos, em todos os lugares, querem ser totalitários.  Só não conseguem atingir tal meta devido à própria incapacidade do estado em fazer as coisas corretamente, ou mesmo por causa da relutância das pessoas em aceitar tal descalabro. 

Para entender melhor esse fenômeno, pense em uma organização criminosa.  Ela sem dúvida gostaria de usufruir o livre direito de saquear, extorquir, matar e acumular poder.  Por outro lado, ela também sabe que está se arriscando mais a cada crime cometido.  Se suas atividades enfurecerem muitos, ela corre o risco de perder o poder que já possui.  O mesmo ocorre com os governos: eles desejam o poder total, mas muitas vezes se limitam a ficar apenas com aquilo que lhes permita escapar livremente.

Como vivemos em tempos de declínio cultural e moral acelerado, parece ser indelével o fato de que as pessoas estão mais propensas a tolerar déspotas.  A maioria hoje só reconheceria um tirano na presidência caso ele tivesse um bigode da mesma largura das fossas nasais.

Praticamente todas as pessoas com as quais conversamos hoje em dia admitem um sério desgosto com as opções eleitorais.  Entretanto, ainda assim a maioria das pessoas irá optar nas urnas pelo "menor dos males" — seja lá o que isso signifique, e provavelmente não há como saber antecipadamente —, já sabendo que nenhuma opção real e viável irá surgir. 

Na iniciativa privada, desejos ainda não satisfeitos representam oportunidades de lucro.  Nas eleições, eles representam oportunidades para o suborno, a corrupção e a politicagem.

Todo o processo é o bastante para deixar qualquer um cético em relação a campanhas e eleições.  Mas essa é a reação errada.  Não há nada de errado com campanhas e eleições.  Eleições são coisas corriqueiras no ambiente corporativo e em várias outras instituições privadas, inclusive religiosas.  A verdadeira questão está no problema fundamental da "propriedade" pública.  O que não tem dono, não tem racionalismo no uso.  Não tem prestação de contas.  Não tem punição.  Dê-me uma chance de votar contra esse arranjo e eu prometo voltar a comparecer às urnas.


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SOBRE O AUTOR

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.




www.mises.org.br/Article.aspx?id=454

[link www.mises.org.br/Article.aspx?id=306[/link]
Para começar, sua afirmação é falsa. No entanto, ainda que ela fosse verdadeira, isso seria imaterial.

Essa questão da Previdência brasileira é um assunto bastante interessante pelo seguinte motivo: talvez seja a única área da economia que não está aberta a opiniões ideológicas.

Não importa se você é de esquerda ou de direita; liberal, libertário ou intervencionista. Também pouco importa se você acredita que a Previdência atual seja superavitária (como alguns acreditam). O que importa é que o modelo dela é insustentável. E é insustentável por uma questão puramente demográfica.

E contra a realidade demográfica não há nada que a ideologia possa fazer.

Comecemos pelo básico.

Ao contrário do que muitos ainda pensam, o dinheiro que você dá ao INSS não é investido em fundo no qual ele fica rendendo juros. Tal dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que está aposentada. Não se trata, portanto, de um sistema de capitalização, mas sim de um sistema de repartição: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria.

Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Por motivos óbvios, esse tipo de esquema só pode durar enquanto a fatia trabalhadora for muito maior que a fatia aposentada. Tão logo a quantidade de aposentados começar a crescer mais rapidamente que a fatia de trabalhadores, o esquema irá ruir.

Portanto, todo o arranjo depende inteiramente do comportamento demográfico da população. A qualidade da gestão do INSS é o de menos. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo caso a demografia não cooperasse.

E, no Brasil, ela já não está cooperando. Segundo os dados do IBGE, em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entra 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos.

Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Aí fica a pergunta: como é que você soluciona isso? Qual seria uma política factível "de esquerda" ou "de direita" que possa sobrepujar a realidade demográfica e a contabilidade?

Havendo 10 trabalhadores sendo tributados para sustentar 1 aposentado, a situação deste aposentado será tranquila e ele viverá confortavelmente. Porém, havendo apenas 2 trabalhadores para sustentar 1 aposentado, a situação fica desesperadora. Ou esses 2 trabalhadores terão de ser tributados ainda mais pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá menos (bem menos) do que lhe foi prometido.

Portanto, para quem irá se aposentar daqui a várias décadas e quer receber tudo o que lhe foi prometido hoje pelo INSS, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa (uma impossibilidade biológica, por causa das atuais taxas de fecundidade) ou excessivamente tributada (algo que não é duradouro).

Eis o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada.

A não ser mudar totalmente o sistema.

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência
"Faltou incluir o custo administrativo, o lucro e os impostos da empresa terceirizada."

Abordados explicitamente no artigo (o qual, pelo visto, você nem sequer leu).

"Lembremos que os custos sempre são repassados ao consumidor (nesse caso, seria a empresa contratante)."

Errado. Não tem como empresas repassarem integralmente seus custos ao consumidor. Isso é básico de economia.

Se você tem uma padaria, e repentinamente seus custos sobem (por exemplo, sua conta de luz subiu), você não tem como simplesmente repassar esse custo adicional ao consumidor. Se você fizer isso, perderá fatia de mercado para as padarias concorrentes. Se você aumentar seus preços, perderá clientes para as padarias vizinhas.

Outra coisa: se fosse tão simples assim sair aumentando preços para repassar custos, então por que as empresas não fazem isso (aumentam preços) agora mesmo? Afinal, não é necessário esperar que haja um aumento de custo para haver aumento de preços. Basta aumentar o preço agora mesmo. Por que elas não fazem isso?

Pois é, porque não é tão simples assim.

Aumentos de custos são sempre, em última instância, arcados pela própria empresa. Fosse realmente tão simples assim sair repassando aumento de custos para os preços, então nenhuma empresa jamais quebraria na história.

P.S.: o único mercado em que é possível "repassar custos" -- e, mesmo assim, com parcimônia -- é o mercado de postos de gasolina, que é um mercado extremamente regulado, com baixíssima entrada de novos concorrentes (por causa das regulações estatais, é caríssimo abrir um posto de gasolina), e vendendo um produto cuja demanda é inelástica. E, mesmo assim, isso só funciona em cidades pequenas, em que há poucos postos à disposição.

"Com isso o custo de se terceirizar torna-se maior."

Embora você nada tenha explicado de correto para chegar a essa conclusão, o fato é que, se você realmente acredita que o custo irá se tornar maior, então você nada tem a se preocupar. Absolutamente ninguém irá querer terceirizar.

(O engraçado é que a esquerda diz justamente o contrário: todo mundo vai querer terceirizar porque o custo vai cair. Favor entrarem num consenso).

"E mesmo se a terceirizada conseguir ser mais eficiente (pois isso depende da área de atuação), a empresa contratante não vai economizar em nada, somente na dor de cabeça com a justiça do trabalho."

Então, de novo, você absolutamente nada tem com o que se preocupar. Ninguém vai querer terceirizar. Logo, tal lei será completamente inócua. Nem sei por que você está perdendo tempo com ela.

"Fui orçamentista em uma terceirizada da construção civil. Como nossas atividades tinham que acompanhar as demais atividades, tínhamos que manter nossos operários até o final da obra. Com isso os custos eram os mesmos da empresa contratante se ela tivesse contratado diretamente os operários. Na verdade eram até maiores, porque no nosso preço final estavam embutidos o nosso custo administrativo, o lucro e os impostos."

Ou seja, não apenas a empresa que contratou os seus serviços era completamente imbecil (aumentou os próprios custos), como você próprio perdeu uma grande oportunidade de lucro: caso tivesse você próprio feito essa empreitada no lugar dessa empresa, teria ganhado um belo dinheiro.

Por que não fez? Odeia dinheiro?

"Portanto não vejo vantagem na ideia de terceirização para a empresa contratante."

Então, pela terceira vez, você nada tem com o que se preocupar. Ninguém irá terceirizar. A lei será inócua. Agora, seja coerente, vá a campo e acalme toda a esquerda. Eles estão estressados com nada. Certo?
Acabariam por voltar aos mesmos padrões de corrupção, eventualmente.

Veja bem, a idéia do sistema de freios e contrapesos foi criada justamente com esse intento. Que, ao dividir os poderes governamentais em três, impediriam que o estado fosse abusivo. A idéia funciona, em teoria, mas na prática o que acaba acontecendo é que os três poderes eventualmente acabam se aliando e legitimando um monopólio de poder. (Esse raciocinio está presente no livro do Rothbard, A anatomia do estado).

Entidades privadas policiando governos estariam sempre sob ataque dos mesmos, pois é raro um governo permitir ser controlado por uma entidade externa, já que a lógica governamental é que são entidades supremas em seus respectivos territórios e não aceitariam ter seu poder reduzido. O governo:

A) Iria recusar a entidade.
e/ou:
B) Tentaria ativamente corrompe-la ou sabota-la.

No nosso arranjo atual, a solução mais viável (não é a melhor, mas que é possivel implementar) seria que entidades internacionais (em um mercado irrestrito e de livre entrada) efetuassem ratings do governo baseado em dados já existentes (como IDH e indice de liberdade econômica, indice de corrupção). É a mesma ideia das notas de investimento, mas para estilos de governo, mas isso só funcionaria em um mercado de livre entrada que não fosse subsidiado por governos, pois assim, as empresas desonestas seriam desqualificadas pelos consumidores e perderiam seu mercado.

Embora eu pessoalmente não sei dizer quem seria o consumidor desse tipo de arranjo.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Eduardo  27/09/2010 07:55
    Por isso não há porque ter esperança na democracia.
  • oneide teixeira  27/09/2010 10:05
    @eduardo este tipo de afirmação "Por isso não há porque ter esperança na democracia."eo que faz o libertarios não encher uma kombi.não estou questionando o merito do artigo so acho que bater nesta tecla distancia-se do publico comum.
    Enquanto isso as forças totalitárias avançam e isso nos levará nosso país a um regime de exceção,temos que reverter esta tendencia e não vai ser criticando a democracia que isso ocorera.
  • Henrique  05/09/2014 21:28
    oneide teixeira, concordo com você, esse pensamento mais afasta do que atrai. Lutar por um estado menor - mesmo sabendo que ele fará de tudo para se agigantar - é melhor do que não fazer nada, ficar parado e morrer sem lutar seria uma opção pior ainda.

    Aqui no Brasil as pessoas têm uma mentalidade estatista, primeiro teríamos que convencê-las a aceitar o fato de que um estado mínimo é melhor que um estado gigante, paternalista, etc. Com isso em mente seria mais fácil para elas aceitarem o fim do estado.
  • Mohamed Attcka Todomundo  06/09/2014 16:48
    "eduardo este tipo de afirmação "Por isso não há porque ter esperança na democracia."eo que faz o libertarios não encher uma kombi."

    mesmo que vc tivesse razao - foi se a epoca em q libertarios eram tao poucos - , eu ñ kero estar numa kombi cheia de gente como vc. no maximo kero encher uma kombi de gente como vc e procurar um precipicio de q enpurrala. hahaha-hehehe-hihihi-hohoho-huhuhu.


    "não estou questionando o merito do artigo so acho que bater nesta tecla distancia-se do publico comum."

    tb ñ kero me aproximar do senso comum, mas contribuir p/ criar um senso qualificado, algo q se ponha acima das falacias e emotivismos baratos tao comuns na politica.

    "Enquanto isso as forças totalitárias avançam e isso nos levará nosso país a um regime de exceção,temos que reverter esta tendencia e não vai ser criticando a democracia que isso ocorera."

    eh a democracia q nos pos no rumo do regime de exceçao, logo, eh criticando-a q vamos reverter a marcha
  • oneide  08/09/2014 13:09
    Meu Deus e tão simples,as vezes os liberais são tão sectários como são os trotskistas.

    E tão simples, hoje o que existe é um sistema político consolidado, quem não atuar nele não terá meios não violentos para mudar.
    O poder esta cada vez indo para os autoritários e a solução dada é a apatia.

    Sugiro ler: da ditadura á democracia. Uma ação mais prática do que esperar que tudo mude por conta própria.

    daditaduraademocracia.wordpress.com/
  • anônimo  10/09/2014 22:19
    ' este tipo de afirmação "Por isso não há porque ter esperança na democracia."eo que faz o libertarios não encher uma kombi'

    Vc consegue entender que o fato de ser uma afirmação impopular não tem nada a ver com ser verdadeira ou falsa?
  • Fernando Chiocca  27/09/2010 12:03
    Oneide, vai ser criticando a democracia (tirania da maioria)que isso ocorrerá. Democracia é um sistema nefasto de exploração e deve ser rechaçado em todas as oportunidades que um defensor da liberdade tiver de fazer isso.

    A kombi está ficando pequena, pois cada vez mais pessoas se dão conta disso. Até entre alguns liberais, "democracia" era um termo santificado. Isto está mudando. E se a opinião pública é podre, estar afastado dela não seria algo negativo... Não devemos jamais nos pautar pela opinião pública; se fizermos isto devemos passar a apoiar, por exemplo, a socialização da saúde, da educação e tantos outros crimes e absurdidades economicas inaceitáveis.

    Nossa missão é mudar a opinião pública e não nos aproximar dela.
  • bob  27/09/2010 19:42
    Fernando, colocação perfeita!\r
    \r
    Um grande abraço\r
    bob.
  • Breno Almeida  27/09/2010 20:37
    Ficou melhor esse novo sistema de comentários.
  • anônimo  05/09/2014 19:29
    Muito bom esse comentário de 2010 do Fernando, parabéns.
  • oneide  07/09/2014 04:48
    Hoje, 2014 7 de setembro.
    As liberdades avançaram ou recuaram?
    A aposta contra a democracia é uma estratégia sem sucesso.
  • anônimo  11/09/2014 14:10
    Hoje as liberdades recuaram, ué, vc não sabia disso? Nunca ouviu falar de lula?
    As liberdades recuaram JUSTAMENTE por causa da democracia, que foi o que deu poder pro PT.

    Oneide, vc que está sendo ingênua. Nenhum governo no mundo diminuiu de tamanho por causa da democracia.
  • Yuri  08/09/2014 05:04
    Não entendi. Se o post fala da luta pela liberdade contra o totalitarismo, como você defende o fim da democracia?

    O que fica no lugar da democracia?
  • Malthus  08/09/2014 12:50
    República constitucional já seria um bom começo. Democracia só funciona se houver aristocracia.

    Ler mais no link abaixo:

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11
  • Getulio Malveira  27/09/2010 15:41
    É extremamente interessante como uma análise de qualquer fenômeno político sob a ótica da lógica de mercado nos faz ver a irracionalidade do Estado. Excelente artigo! Creio que todos concordamos em teoria com os princípios libertários. Difícil é determinar como devemos agir. Enfrentamos, creio, alguns problemas: se o libertarianismo radical prega a inexistência do Estado, então ele não pode se constituir como movimento político no contexto de uma sociedade estatal, restando poucas opções de ação concreta nesse sentido; já o liberalismo mais moderado, não enfrenta esse problema, mas tem que se haver com a inconsistência interna de aceitar a atuação do estado em certas áreas e em outras não, áreas estas que não podem deixar de ser escolhida por critérios arbitrários ou convencionais: não há nenhuma justificação teórica necessária para as chamadas funções típicas de Estado. Mas há um problema mais grave: se rejeitamos teoricamente todas as formas de coletivismo, como pregar uma atuação homogênea ou mesmo uma única linha de pensamento? Parece-me, infelizmente, um paradoxo.
  • mcmoraes  27/09/2010 21:59
    Bom questionamento! Talvez o futuro reserve novidades tão inesperadas que sequer podemos vislubrá-las no presente.
  • Davi  28/09/2010 01:46
    Que tal a Panarquia?

    enxurrada.blogspot.com/2008/08/23-paul-emile-de-puydt-panarquia.html

    É o livre mercado de governos, isso é, ao invés de acabar com o governo propriamente dito, você pode escolher - de verdade, ao contrário da democracia - seu governante (inclusive nenhum).
    Quer dizer, se você gosta de uma monarquia conservadora, por exemplo, você terá o direito de viver sob uma - só não terá o direito de obrigar os outros a submeter-se a ela. Isso vale também para social-democracia, minarquismo, todas as formas de anarquismo e até mesmo para coisas mais "comunitaristas" como o próprio socialismo, só que sem imposição. Cada um tem o direito de escolher a sua "utopia" mas não o direito de impor ela sobre os outros.

    Talvez seja uma ideia meio utópica, mas me parece uma solução para muitos desses problemas a respeito do anarco-capitalismo e do libertarianismo.
  • 9x.9K  28/09/2010 09:22
    Mas a Panarquia é justamente o Libertarismo posto em ação.
  • Davi  28/09/2010 23:19
    Eu tinha sugerido a panarquia como resposta à colocação do Getúlio Malveira: "se rejeitamos teoricamente todas as formas de coletivismo, como pregar uma atuação homogênea ou mesmo uma única linha de pensamento?" Creio que no panarquismo a pessoa teria o direito a viver em uma sociedade coletivista, só não teria o direito de impor isso.

    Se a panarquia é o libertarianismo posto em ação, isso significa que em uma sociedade ancap, se eu quiser viver sob um governo rigoroso, que imponha a lei e a ordem descendo a porrada nos bandidos, isso será possível? Caso afirmativo, como seria isso? Seria algo como um condomínio, uma propriedade privada cujo dono voluntariamente coloca a venda um pacote de serviços (o direito de uso de um pedaço de terra, proteção policial e judicial, plano de saúde, escola, saneamento, áreas de lazer, uma zona segura e livre de bandidos etc.) em troca de um aluguel (o equivalente aos impostos cobrados pelos "maravilhosos" governantes de hoje em dia)?

    Seria legal... Tipo um feudalismo voluntário! Mas não sei se daria certo...

    Aliás, tenho uma pergunta: se o Estado não cobrasse impostos, arranjando outra forma (voluntária, como lucro obtido na venda de produtos competindo em um livre mercado) de se financiar, e limitasse-se a manter uns policiais nas ruas para impedir roubos, assassinos e outras formas de iniciação de agressão ou violação da propriedade dos indivíduos (i.e., fornecesse gratuitamente segurança; a mesma lógica poderia valer para outros serviços também), ele ainda seria imoral, por uma perspectiva libertária?
  • Getulio Malveira  29/09/2010 14:40
    Davi, \r
    \r
    A panarquia me parece uma boa idéia. Aliás, não é muito difícil pensar em sistemas mais lógicos e melhores que o atual sistema estatista. Entretanto, meu problema não é com qual o sistema ideal, mas com o posicionamento atual de nós (liberais, libertários, anarcocapitalistas, etc) que concordamos em condenar o sistema atual e apontar suas mazelas. O paradoxo a que me referi é o de que qualquer atuação política de nossa parte no atual sistema implica a adoção de práticas coletivistas.
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  28/09/2010 23:24
    Prezados \r
    \r
    O Mercado é uma instituição que se baseia única e exclusivamente na livre cooperação das pessoas e na busca individual do melhor interesse delas.\r
    \r
    Assim, não é possível que um texto do IMB descreva como será uma sociedade baseada totalmente no livre mercado pois isto seria planejamento central e planejamento central é o estado.\r
    \r
    Nunca houve uma sociedade baseada totalmente no livre mercado.\r
    \r
    O que cabe a nós é estudar os conceitos e principios consagrados pelos teoricos clássicos de como é o Mercado, tentar aplica-los, bem como apontar as contradições do estado.\r
    \r
    Não dá para dizer como seria, na prática, uma sociedade livre mercadista, pois isso violara a própria essencia da idéia de mercado, que é o planejamento individual.\r
    \r
    Como vamos imaginar o que se passa e o que querem todas as pessoas do nosso planeta? Não dá, somente perguntando a cada uma delas, presumindo que serão sinceras.\r
    \r
    Assim, as discussões sobre este tema se tornam estéreis.\r
    \r
    De qualquer forma vale o debate de idéias, a liberdade de expressão e a crença de que a liberdade individual é sempre melhor que qualquer forma de tirania, seja a do direito divino dos reis, seja a dos tecnocratas ou da maioria.\r
    \r
    Abraços a todos\r
    \r
    \r
    \r
  • Ulisses Alfredo Santos Lima  27/09/2010 17:26
    A Democracia é modelo menos pior que conheço...

    As melhores democracias são aquelas que os melhores votam e os melhores são votados...


    Que não é o nosso caso!
  • Dom Comerciante  05/09/2014 20:18
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=373
  • Bruno  27/09/2010 17:53
    Esse negócio de democracia é nefasto, é choro de perdedor. Gente autoritária que acha que democracia é apenas quando seu partido, classe ou coligado está no poder.

    É uma pena que o IMB partiu para esse tipo de crítica rasteira. Perde legitimidade com isso, pois como no atual momento, agremiações com idéias e ideologia diametralmente oposto a vocês está vencendo eleições democraticamente, o discurso cai facilmente.
  • Fernando Chiocca  28/09/2010 01:41
    Gente autoritária que não quer mandar em ninguém??
    Você está pervertentdo conceitos. (isso sim uma atitude rasteira desprezível)
    Não querer que ninguém mande em mim, nem mesmo que seja uma maioria, não tem absolutamente nada de autoritário.

    E sim, sou "perdedor".. tanto quanto os judeus na democrata alemanha nazista.. somos "chorões".. enquanto outros louvam atrocidades e ataques as liberdades...mas.. cada um com sua consciência..ad populum.. genial!
  • Bruno  28/09/2010 16:07
    É engraçado que não via esse fervor anti-democracia quando era partido PSDB no poder.

    É choro de perdedor sim... e mal perdedor. Em nenhum momento disse que conquistar maioria de votos em sufrágio universal era chancela para qualquer tipo de barbárie tal qual as praticadas na Alemã nazista.

    A democracia representativa tem muitas falhas sim, é verdade. Eu particularmente prefiro a democracia participativa.

    Mas ficar postando texto mostrando o horror que é a democracia, no momento em que partidos que não representa seus pensamentos, é palavras "ao vento".
  • Fernando Chiocca  28/09/2010 18:04
    Sua desonestidade é impressionante.
    Você acessa o website deste Instituto à anos já e sabe perfeitamente que o ataque a este sistema que solapa as liberdades individuais mais do que qualquer outro da história é algo que ocorre aqui desde o início.
    "Época de eleição"? "Partido que represente meus pensamentos"? Que piada... Coisas totalmente irrelevantes... Pode ver no meu último artigo que atento para a total indiferença destes fatores.
    E só pode ser brincadeira era insinuação de que existe algum apoio ao nefasto partido sociaista que é o PSDB. É brincadeira isso. Comentários desonestos desse tipo não deveriam ser aceitos.
  • Daniel Marchi  28/09/2010 18:13
    Eu percebo que as pessoas ficam assustadas com as colocações do Fernando Chiocca. Alguns leem suas frases e interpretam "Ah, ele é maluco e está defendendo uma ordem selvagem, onde imperaria um vale tudo totalmente contrário às mínimas conquistas da civilização". Para mim não há nada de apocalíptico nas teses por ele defendidas. Com o devido respeito, gostaria de interpretar o posicionamento de F.C. por um outro ponto de vista, assumindo, obviamente, todos os equívocos.

    Primeiro, em nenhum momento ele tem pregado uma ordem selvagem ou meramente autocrática. Entendo que democracia e estado de direito não precisam existir conjuntamente para que ambos valham. Democracia não é uma condição necessária para estado de direito, e vice-versa.

    Segundo, me parece que F.C. recupera o sentido prático da necessidade de uma regime dito democrático. Afinal, para quê serve um sistema de participação coletiva, eleições, candidatos, partidos, etc etc? Ora, esse aparato todo não existe necessariamente para garantir nossa liberdade, nossos direitos naturais, nossa propriedade. De fato, existe para gerir a res publica (coisa pública).

    Penso que a conclusão de que a democracia é um regime desnecessário decorre de uma idéia anterior, qual seja, a minimização total da coisa pública. Por exemplo, a cada dez anos elegeríamos um juiz para a nossa comarca. Isso seria pouquíssimo relevante para a vida prática das pessoas, o que acabaria por reduzir a importância e o endeusamento da democracia.

    É essa a minha linha de interpretação. Em geral, compactuo com as opiniões de F.C. Quando qualquer eleição - seja para o síndico do nosso prédio, seja para presidente de um país - se torna importante demais, algo de muito errado está em curso. A instância de decisão (e responsabilização) individual foi solapada por um ente místico chamado maioria. Fica a pergunta que autoridade suprema a maioria tem sobre cada um de nós?

    Com muito mais argumentos e brilhantismo, Lew Rockwell (www.mises.org.br/Article.aspx?id=34) e H. H. Hope (www.mises.org.br/Article.aspx?id=139) desenvolveram suas respectivas teses sobre o tema em questão.
  • Fernando Chiocca  28/09/2010 19:29
    Quase isso Daniel.
    Escolher juiz por meio de voto, e impô-lo à minoria perdedora através da força, e obrigar todos por meio da violência a pagar por seus serviços, faz tanto sentido quanto qualquer outra coisa.
    E se todos concordam que o estado não deve se meter a fornecer coisas "superfluas"como tvs de plasma, maquiagem, roupas, carros etc, pq é ineficiente, por que algumas pessoas insistem que ele devesse tomar conta de serviços importantissimos como segurança, tribunais, educação, hospitais, ruas e estradas?
    Keep digging and you can reach the truth
    abs
  • Leandro  29/09/2010 06:30
    Prezado Bruno, obrigado pelo comentário.

    Sei que pode parecer inacreditável, mas quando o PSDB era governo, na longínqua década de 1990, nós ainda não existíamos na internet... Sendo assim, mais irreal do que nos acusar de não fazermos oposição ao PSDB, é nos acusar de não termos feito oposição a um governo de uma época em que ainda não existíamos.

    Por essa lógica, também não fizemos oposição ao governo militar. E nem a Getulio Vargas.

    Mas uma coisa é certa: tivéssemos esse poder de voltar no tempo e fazer oposição retroativa ao governo democrata de FHC, pode estar certo de que hoje estaríamos fazendo exatamente isso, e com bastante estridência, principalmente à sua política de fomento ao MST, que nasceu em seu governo.

    E se tal reclamação é coisa de mal(sic) perdedor, então é isso que nós somos.
  • livre concorrência  27/09/2010 18:39
    O próprio Mises reconheceu que, a tendência do desenvolvimento do capitalismo, mesmo funcionando sem "amarras governamentais", a tendência é a concentração de poucas empresas (ou uma única) em TODOS os ramos de produção. Vocês têm dúvida? Vamos ao Mises em seu livro "Liberalismo":

    "The division of labor gives a specialized function to each productive unit in the economy. This process never stops as long as economic development continues. [...]. With the progress of specialization, the area served by an individual supplier must continue to widen. [...]. Undoubtedly this progressive specialization of production tends toward the development in every field of enterprises that have the whole world for their market. If this development is NOT opposed by protectionist and other anticapitalist measures, the result will be that in every branch of production there will be a relatively SMALL number of concerns, or even ONLY A SINGLE concern, intent on producing with the highest degree of specialization and on supplying the whole world." (pp. 90 e 91)

    TRADUÇÃO

    "A divisão do trabalho atribui função especializada a cada unidade produtiva da economia. Este processo nunca se interrompe, na medida em que continua o desenvolvimento econômico. [...] Com o progresso da especialização, a área servida por um fornecedor individual deve continuar a ampliar-se. [...] Sem dúvida, essa progressiva especialização da produção volta-se para o desenvolvimento de todo tipo de empresa que tenha o mundo inteiro como mercado. Se esse desenvolvimento NÃO for obstado por medidas protecionistas e por outras medidas anticapitalistas, o resultado será que, em todo ramo de produção, haverá um número relativamente PEQUENO de firmas, ou mesmo apenas UMA ÚNICA FIRMA, voltada para produzir com alto grau de especialização e para suprir todo o mundo."

    Eu prefiro um monopólio estatal do que privado, pois pelo menos eu posso escolher um outro cara, com novas idéias, com novos projetos. Se eu estou insatisfeito com um governo X do partido A, eu voto no candidato Y do partido B. Por outro lado, o que fazer quando há um Monopólio PRIVADO, no setor de abastecimento de água potável (na exploração deste tipo de setor - de recursos naturais - o próprio Von Mises reconheceu que é Monopólio NATURAL)? O que fazer se estou insatisfeito com o serviço prestado pela empresa? Se for uma estatal, nas próximas eleições eu votaria num candidato de Oposição, com novas idéias e novos projetos, e a situação poderia mudar. Mas o que fazer no caso do monopólio privado? Rothbard, amigo de Lew Rockwell, alegava curva de demanda elástica, ou seja, o consumidor não é obrigado a consumir determinados bens e serviços, e poderia abdicar do produto ou serviço ou procurar substitutos. Mas no caso citado, por exemplo, o que fazer? Poderia abdicar de consumir água? Existe algum substituto à água?
  • anônimo  28/09/2010 12:20
    Não haveria interesse, por parte dos monopolistas, de oferecer seus produtos por um preço acima daquele que os consumidores estariam dispostos a pagar, pois estariam "rivalizando" com o "custo de oportunidade" de outras fontes de abastecimento.

    Veja que o preço monopolístico - mesmo no caso de monopólios naturais - não fica ao arbítrio exclusivo dos monopolistas. Antes, seria necessário o emprego de barreiras institucionais, como por exemplo - ainda citando o caso do abastecimento de água - que o Estado proibisse ou dificultasse sobremaneira a circulação de caminhões pipa, a distribuição de água engarrafada, o acesso ao lençol freático, a construção de reservatórios ou a importação/produção de purificadores que retiram água da umidade do ar.

  • mas  28/09/2010 14:24
    Mas e se o monopólio privado se acha no direito de monopolizar até o lençol freático? Por exemplo, na Alemanha, na época do Marx, pegar galhos de árvores do chão para se aquecer, era considerado roubo, pois os galhos das árvores, mesmo no chão, eram propriedade privada. E se no caso citado, o monopólio for semelhante: a monopolização ser tanto que até o lençol freático ser propriedade privada do monooolista? Como é que o cara faz? Se o monopólio for a tal ponto de até para extrair água engarrafada, ter de pagar uma tarifa (como ocorre nos pedágios) à empresa monopolista? Como o Rothbard explicaria isso?
  • Arovet Li  28/09/2010 19:57
    Imagino que o sr. "Livre concorrência" tenha feito uma leitura equivocada do pensamento de Mises, mas deixarei para um acadêmico demonstrar a partir do próprio Mises, afinal, além de eu ser muito novo, soma-se o fato de eu não ter formação como econômo. Chamo a atenção para dois pontos: 1) Qual o motivo da tradução de 'concern' para firma? Afinal, caberia tanto as outras traduções como essa. E, 2) O sr. poderia especificar mais em qual parte do livro está essa passagem? Procurei no original em alemão, mas acho que, pela diferença nas línguas e pela diferença de edição, deve ter alguma diferença na paginação. Está na parte 8 do livro, intitulada "Bureaukratisierung"(Burocratização)? Peço-lhe, também, quando possível, que não suprima passagens do texto, já que isso causa sérios problemas de entedimento. Desde já, agradeço os esclarecimentos.
  • Parte 7  28/09/2010 22:23
    Prezado Arovet Li.

    Eu citei a parte 7 do livro que fála sobre os cartéis e os monopólios.

    Outra coisa, a tradução não é minha, eu apenas reproduzí a tradução pelo Instituto Liberal por Haydn Coutinho Pimenta.

    Mas já que você me perguntou, em alemão ele usa a expressão "Unternehmen" que significa "empresa". "Produktionszweig" significa "ramo de produção" ou "setor de produção". Então, em seu livro original, em alemão ele diz: "Die Arbeitsteilung spezialisiert die Wirtschaft. Dieser Prozeß steht nicht still, solange die wirtschaftliche Entwicklung fortschreitet. [...] Mit dem Fortschreiten der Spezialisierung muß der Kreis, den die einzelne Unternehmung versorgt, wachsen. [...] Unzweifelhaft geht die Entwicklung dahin, bei fortschreitender Spezialisierung der Produktion auf jedem einzelnen Gebiet Unternehmungen entstehen zu lassen, deren Absatzgebiet die ganze Welt umfaßt. Wenn man nicht durch zollpolitische und andere antikapitalistische Maßnahmen der Entwicklung entgegentritt, so wird es dazu kommen, daß in jedem Produktionszweig verhältnismäßig wenige oder gar nur ein einziges Unternehmen bestehen, die darauf ausgehen, in höchster Spezialisierung zu erzeugen und die ganze Welt zu versorgen."

    Então a Tradução:
    "A divisão especializada do trabalho em economia. Esse processo não pára enquanto o desenvolvimento econômico avança. [...] Com o avanço da especialização, a área servida por uma empresa fornecedora individual cresce. [...] Sem dúvida, a tendência é a progressiva progressiva especialização da produção para dar origem a empresas de cada área individual que pode vender ao mundo inteiro. Se o desenvolvimento não pode ser obstado por política de tarifas aduaneiras ou outras medidas anti-capitalistas, vai acontecer que que existirão relativamente poucas empresas em cada ramo de produção ou mesmo apenas uma empresa, voltada para produzir com maior especialização e para abastecer todo o mundo".
  • Arovet Li  29/09/2010 13:17
    Obrigado pela resposta educada; irei dedicar mais tempo à essa parte, depois dividirei minhas opiniões. Olhando em alemão (agora que encontrei essa passagem), a tradução parece bater. É uma pena que a tradução inglesa tenha deixado tudo meio nebuloso! Enfim, pode ser que você tenha razão sobre esse pensamento de Mises, mas, como meu tempo é curto, vou me abster de uma verborragia sem fim e irei fazer uma análise mais pormenorizada e com mais paciência. Agradeço pela atenção e pelo trabalho de achar a passagem em alemão; é sempre melhor ler na língua original. Abraços cordiais.
  • Arovet Li  29/09/2010 22:08
    Por um momento, achei estranho o fato de a tradução bater com o original em alemão, sem nenhum tipo de erro linguístico. Mas, é importante ressaltar que, no capítulo que o sr. se refere(Cartéis, monopólios e liberalismo), Mises expõe primeiro o que os defensores do intervencionismo (ou, mais precisamente, os que criticam o liberalismo) poderiam dizer do estabelecimento do livre-mercado na sociedade contemporânea e uma dessas ideias contrárias ao pensamento de Mises é a necessidade da formação de monópolios e cartéis, coisa que Mises refuta no final do mesmo capítulo. Mises, nas devidas proporções, se utiliza do diálogo de Sócrates para essa refutação. Se me permite, usando a mesma tradução, pela Editora José Olympio, atento para o início do capítulo:
    "Os adversários do liberalismo afirmam que as pré-condições necessárias para a adoção do programa liberal não mais existem no mundo contemporâneo. O liberalismo ainda era possível, quando muitas empresas de tamanho médio se viam envolvidas em viva competição em cada ramo industrial. Hoje em dia, uma vez que os trustes, cartéis e outras empresas monopolísticas detêm completo controle do mercado, o liberalismo, a bem dizer, está acabado em qualquer circunstância. Não foi a política que o destruiu, mas uma tendência inerente à inexorável evolução do sistema de livre empresa."
    Esse é o primeiro páragrafo, integralmente, dessa edição. O próximo parágrafo é aquele pelo qual o sr. começa. Por isso, disse ser importante não suprimir passagens do texto; veja bem, é visível que Mises tão-somente enumera o que os contrários à sua tese poderiam afirmar. Espero que esteja claro, e peço desculpas pela demora; fui buscar a edição com a tradução do Haydn na biblioteca. Cordiais abraços.
  • Diogo Siqueira  27/09/2010 20:04
    O calcanhar de aquiles da democracia é o sufrágio universal e uma Constituição socialista. Infelizmente temos os dois!
  • Thyago  28/09/2010 15:12
    Muito bom... Parabéns ao LEW!
  • Luciano  28/10/2012 16:13
    Estive pensando no que um candidato - ou um burocrata qualquer - responderia diante da seguinte proposta:

    "O senhor acha que existem bens que não podem ser deixados nas mãos do mercado? Então façamos o seguinte: em relação à esses bens "públicos", que tal o senhor criar uma lei que afirme que apenas quem quiser usá-los é que deverá pagar impostos, e quem não quiser fica com seu dinheiro e faz o que quiser com ele?"

    É uma ideia meio absurda, mas fiquei imaginando a cara de um político tentando responder a isso. kkkkkkk
  • J. Rodrigues  08/09/2014 22:38
    Luciano. Sensacional! Há muito que penso nisso. Quando estava por me aposentar protocolei junto ao INSS - mesmo sabendo da inutilidade - uma proposta em que pedia todos as minhas contribuições corrigidas e com juros (só as minhas, abria mão das do empregador) e eu assinaria um documento isentando o estado de qualquer responsabilidade pela minha subsistência. Claro que foi parar no cesto de lixo, eu creio.
  • Emerson Luis, um Psicologo  28/07/2014 21:57

    Quanto menor o Estado, menos atraente ele é para os que querem dominar e saquear os outros.

    * * *
  • Dirceu  05/09/2014 12:50
    Opa!mais um socialista|estatista convertido a libertário para encher a Kombi.
    Estou viciado neste Site.
  • Pedro Mundim  05/09/2014 18:34
    Esse desencanto com a democracia tem raízes em um equívoco elementar: a crença rousseaunica de que o ser humano é naturalmente bom. Então, se o governo é mau, a explicação é que o regime democrático foi de algum modo corrompido e sequestrado por um grupo oligárquico; a restauração de uma democracia "verdadeira", então, colocaria no poder o verdadeiro homem bom, e dali por diante o governo seria benéfico.

    É claro que isso é uma ilusão: os políticos, como todos os demais, vem do povo e não podem ser melhores do que o povo que os elege. O que define o governo democrático não é a eventualidade do governo ter a aprovação da maioria da população, mesmo porque, como foi colocado, isso não passa de uma eventualidade: um presidente pode ter a maioria dos votos no dia de sua eleição, e dois meses ser desaprovado pela maioria, dependendo dos resultados de seu governo. E a História registra numerosos exemplos de ditadores que se mantiveram no poder com o apoio entusiástico de amplas parcelas da população. O que, de fato, define a democracia são as garantias individuais e a independência dos poderes, essas sim características permanentes de todo o governo demcrático, independente do grau de aprovação do mandatário de plantão. A legitimidade da democracia não se mede pela quantidade de poder conferida à maioria que está no poder, mas pela quantidade de garantias conferidas às minorias que não estão no poder.
  • Mauricio  06/09/2014 01:29
    Pedro Mundim, já que teve o interesse de comentar o convido a desfrutar melhor do site do IMB.
    Parece que você tem alguns conflitos de conceitos que se não entendidos pelo método Austríaco (O empregado aqui no IMB) deturpa todo o sentindo do texto. Portanto lhe aconselharia alguns textos que poderiam o conduzir para uma nova análise. E porque fazer uma nova análise? O método austríaco reconhece que a ação humana junto ao tempo DINÂMICO gera muita incerteza para qualquer teoria, caso você com a leitura consiga empregar novas respostas para perguntas nunca antes realizadas abrirá caminho à uma nova teoria.
    Para começar eu indicaria este artigo: Fraude - por que houve esta grande recessão
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1427
    É um texto junto a um documentário de 49 minutos que irão esclarecer muitos pontos do posicionamento da escola austríaca. Documentário de ótima qualidade.

    Em seu texto ao que parece você tenta demonstrar que o IMB tem um lado "Então, se o governo é mau, a explicação é que o regime democrático foi de algum modo corrompido e sequestrado por um grupo oligárquico; a restauração de uma democracia "verdadeira", então, colocaria no poder o verdadeiro homem bom, e dali por diante o governo seria benéfico."

    Para esclarecer este ponto aconselharia este artigo: Como parei de inventar desculpas e finalmente libertei minha mente

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1540

    No restante do seu texto você traz uma análise singela do Estado democrático de direito para este ponto eu aconselharia ler este livro (É pequeno e rico):

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=69

    Não quero intervir a partir daqui (assim como o Estado faz)o que você deve aprender, propus estes textos devido ao fato de que tais textos me ajudaram muito a chegar em um convencimento teórico. Portanto a partir deste ponto digo que o melhor é dentro de tudo que você se interessar por uma nova visão procura-la aqui mesmo no IMB ou em sua biblioteca online. Mais um conselho talvez seria você ler um pouco mais sobre os direitos naturais na visão austríaca. O modo que você os usou foge bastante da forma que este site e os seus pensadores o emprega.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  05/09/2014 21:46
    Vote no candidato "BRANCO" e confirme. Já que somos obrigados a perder tempo com esse teatro "democrático", que percamos a menor quantidade. São só duas teclas apertadas. Simples.
  • Ali Baba  07/09/2014 12:48
    @Amarílio Adolfo da Silva de Souza 05/09/2014 21:46:08

    Vote no candidato "BRANCO" e confirme. Já que somos obrigados a perder tempo com esse teatro "democrático", que percamos a menor quantidade. São só duas teclas apertadas. Simples.

    Isso não é tão simples:

    (1) Voto Branco significa simplesmente que você não se importa com o desfecho das eleições e que vota no que estiver ganhando. Não sei quanto a você, mas enquanto não temos uma sociedade ancap, temos de nos importar com o resultado desse simulacro chamado de eleições. Não é uma opção consciente.

    (2) Voto Nulo (tipo, apertar 99 e confirmar) tampouco ajuda. Desde que nosso excelentíssimo TSE interpretou a cláusula de "nulidade" de uma eleição como sendo "nulidade gerada por fraude", o voto nulo é equivalente ao voto branco: um voto em quem estiver ganhando. Não serve como protesto, nem como nada

    (3) Abstenção: essa é a única opção real para quem não concorda com eleições at all. A abstenção, no Brasil, é punida com multa e dá um monte de incomodações para quem não for exercer o seu "direito" de votar. É o único voto de protesto, genuinamente, no entanto. Quem quiser encarar essas incomodações e engrossar o percentual de abstenção, vai ajudar a passar a mensagem correta: "mesmo sendo obrigado e sofrendo punições por não votar, prefiro isso e me submeter a um governo demagógico e populista".

    (4) Alternancia do poder: no caso de eleições executivas, voto no primeiro candidato que tiver condições de destronar o rei atual; no caso de eleições legislativas, votar em quem nunca teve cargo público. Essa é uma maneira interessante de desacelerar as atividades do governo: a máquina pública cresceu tanto que seja quem for que tomar as rédeas vai demorar tempo para se tornar nocivo e vai ficar algum tempo sendo apenas inócuo... quando finalmente aprender a ser nocivo, vai ser trocado. Infelizmente essa é a única defesa da sociedade atualmente: tornar o governo o menos nocivo possível, já que reduzi-lo parece impossível.

    TL;DR: Voto BRANCO é a mesma coisa de votar em quem está ganhando. Não é um genuíno voto de protesto.
  • anônimo  08/09/2014 10:52
    Que eu saiba, brancos e nulos não são considerados, como é que isso ajuda quem está ganhando?
  • Ali Baba  09/09/2014 11:53
    @anônimo 08/09/2014 10:52:53

    Que eu saiba, brancos e nulos não são considerados, como é que isso ajuda quem está ganhando?

    É muito simples perceber: é só perguntar para o candidato com a maior preferência nas pesquisas se preferiria que o eleitor votasse branco/nulo ou votasse no segundo colocado nas pesquisas. A resposta vai te iluminar acerca de a quem o voto branco/nulo serve.

    Uma outra maneira de entender, para quem gosta de futebol, é o "jogo de seis pontos". Quando dois times que estão na ponta da tabela se enfrentam (tanto no topo quanto na rabeira), as pessoas comumente se referem a esse jogo como "jogo de seis pontos"... Na realidade, apenas três pontos estão sendo disputados (como em qualquer outro jogo), mas a vitória de um também impede que o outro ganhe três pontos. E impedir o adversário de subir na tabela é tão importante quanto subir você mesmo. Voto branco/nulo serve exatamente para o mesmo fim: um voto branco/nulo é um voto que quem está no topo não recebe, mas que quem está logo abaixo também não...

    Agora, talvez eu tenha dado a entender que o voto branco/nulo seria contado para quem está ganhando. Se foi essa a sua percepção, me desculpe. Esses votos não são considerados válidos, ou seja, não contam para ninguém, como você mesmo apontou. Eles significam que o eleitor não se importa com o desfecho da eleição. O efeito lógico de tal situação é que, ao não se importar, você concorda com qualquer desfecho (e, por conseguinte, concorda com a democracia)... foi isso que eu quis dizer. Concordar com qualquer desfecho não é uma opção para quem não concorda com a democracia... quem não concorda com a democracia deveria se abster e enfrentar as consequências disso, como escrevi acima.
  • Green  09/09/2014 13:08
    Voce diminui o tamanho da amostra.

    Exemplo 1)
    10 pessoas: 4 votam no candidato A, 2 no candidato B, 4 se dividem entre outros candidatos.
    Total - 10: 100%;
    A tem 4 de 10 - 40%;
    B tem 2 de 10 - 20%;
    Outros tem 4 de 10 - 40%;



    Exemplo 2)
    10 pessoas: 4 votam no candidato A, 2 no candidato B, 4 votam nulo;
    Total - 6: 100%; (4 foram ignorados pois são nulo)
    A tem 4 de 6 - 66,66%
    B tem 2 de 6 - 33,33%

    A ganhou 26% dos votos efetivos pq 4 pessoas votaram nulo.
  • Ali Baba  09/09/2014 16:03
    @Green 09/09/2014 13:08:06

    Voce diminui o tamanho da amostra.

    Exato. É o "jogo de seis pontos" que escrevi acima.

  • anônimo  10/09/2014 22:27
    E se eu simplesmente não votar também não estou diminuíndo o tamanho da amostra?
    Ainda prefiro votar nulo, dá menos trabalho, onde eu voto quase nunca tem fila.
  • anônimo  10/09/2014 22:29
    E outra coisa, se eu estou diminuindo o tamanho da amostra isso beneficia o candidato em 2 lugar também na mesma proporção
  • Ali Baba  11/09/2014 10:32
    @anônimo 10/09/2014 22:27:56

    E se eu simplesmente não votar também não estou diminuíndo o tamanho da amostra?
    Ainda prefiro votar nulo, dá menos trabalho, onde eu voto quase nunca tem fila.


    @anônimo 10/09/2014 22:29:14

    E outra coisa, se eu estou diminuindo o tamanho da amostra isso beneficia o candidato em 2 lugar também na mesma proporção

    Não votar por um dos mecanismos descritos (Branco / Nulo / Abstenção) tem o mesmo efeito para o desfecho das eleições. No entanto a abstenção é a única maneira de não votar que transmite a mensagem certa: "não quero participar desse simulacro". Se atendo apenas à questão pragmática, é a mesma coisa.

    Por outro lado, pragmaticamente falando, já que alguém vai votar, o melhor é votar no primeiro que tiver condições de desbancar o rei. Dessa forma, ganhamos algum tempo de um governo irrelevante, o que é muitíssimo melhor do que um governo nocivo.

    Mas cara... faça o que você quiser. Não estou tentando convencê-lo. Caso você decida votar Branco/Nulo, no entanto, apenas não se congratule como se isso fosse um voto de protesto...
  • anônimo  11/09/2014 14:20
    Ali Baba, então agora não estou entendendo nada do seu raciocínio.

    'No entanto a abstenção é a única maneira de não votar que transmite a mensagem certa: "não quero participar desse simulacro".'

    E baseado em quê vc diz isso? Porque o argumento de que voto nulo ajuda o 1, esse já foi derrubado.

    'Caso você decida votar Branco/Nulo, no entanto, apenas não se congratule como se isso fosse um voto de protesto...'

    Porque não? Se até agora não tem nenhum argumento que prove que não é...
    O que eu to ouvindo é: 'voto nulo não é protesto, só não votar que é.Porquê? Por que sim.'

    Se eu n votar tenho que pagar multa, de um jeito ou de outro tenho que sair de casa e olhar pra cara de uns mongo, isso aí é trocar seis por meia dúzia.
  • Ali Baba  15/10/2014 18:09
    @anônimo 11/09/2014 14:20:39

    Ali Baba, então agora não estou entendendo nada do seu raciocínio.

    'No entanto a abstenção é a única maneira de não votar que transmite a mensagem certa: "não quero participar desse simulacro".'

    E baseado em quê vc diz isso? Porque o argumento de que voto nulo ajuda o 1, esse já foi derrubado.


    Foi derrubado? Por quem? Você leu o comentário do "Green 09/09/2014 13:08:06"? A saber:

    Voce diminui o tamanho da amostra.

    Exemplo 1)
    10 pessoas: 4 votam no candidato A, 2 no candidato B, 4 se dividem entre outros candidatos.
    Total - 10: 100%;
    A tem 4 de 10 - 40%;
    B tem 2 de 10 - 20%;
    Outros tem 4 de 10 - 40%;

    Exemplo 2)
    10 pessoas: 4 votam no candidato A, 2 no candidato B, 4 votam nulo;
    Total - 6: 100%; (4 foram ignorados pois são nulo)
    A tem 4 de 6 - 66,66%
    B tem 2 de 6 - 33,33%

    A ganhou 26% dos votos efetivos pq 4 pessoas votaram nulo.


    Percebeu que no Exemplo 1 tem segundo turno e no Exemplo 2 não tem?

    'Caso você decida votar Branco/Nulo, no entanto, apenas não se congratule como se isso fosse um voto de protesto...'

    Porque não? Se até agora não tem nenhum argumento que prove que não é...
    O que eu to ouvindo é: 'voto nulo não é protesto, só não votar que é.Porquê? Por que sim.'


    Difícil a compreensão. Vou ter de desenhar? Vamos a um pequeno exercício de lógica:

    Hipótese 1) Vamos protestar contra o voto (contra a democracia na forma brasileira, etc)
    Se votar branco ou nulo é votar
    E Protestar contra o voto é não votar
    Logo Votar branco ou nulo NÃO é protestar contra o voto

    Hipótese 2) Vamos protestar contra a situação
    Se votar branco ou nulo ajuda a situação no primeiro turno
    E quero que tenhamos segundo turno ou não quero mais a situação
    Logo votar branco ou nulo NÃO é protestar contra a situação

    Se eu n votar tenho que pagar multa, de um jeito ou de outro tenho que sair de casa e olhar pra cara de uns mongo, isso aí é trocar seis por meia dúzia.

    Como escrevi, faça como quiser. Não estou tentando convencê-lo. Mas a única alternativa que contempla a Hipótese 1 é se abster. A única alternativa que contempla a Hipótese 2 é votar no primeiro que puder tirar a situação (no primeiro turno).

    Agora que o primeiro turno passou, o argumento do "Green 09/09/2014 13:08:06" perde força. E agora, realmente, votar branco ou nulo é irrelevante para o resultado da eleição.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  13/09/2014 17:11
    Ali Baba, os votos brancos e nulos não contam. Veja:


    Presidência da República
    Casa Civil
    Subchefia para Assuntos Jurídicos

    LEI Nº 9.504, DE 30 DE SETEMBRO DE 1997.

    Texto compilado
    Mensagem de veto

    (Vide Decreto nº 7.791, de 2012)

    Estabelece normas para as eleições.


    O VICE PRESIDENTE DA REPÚBLICA no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

    Disposições Gerais

    Art 1º As eleições para Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal, Prefeito e Vice-Prefeito, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual, Deputado Distrital e Vereador dar-se-ão, em todo o País, no primeiro domingo de outubro do ano respectivo.

    Parágrafo único. Serão realizadas simultaneamente as eleições:

    I - para Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Deputado Distrital;

    II - para Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador.

    Art. 2º Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.

    § 1º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova eleição no último domingo de outubro, concorrendo os dois candidatos mais votados, e considerando-se eleito o que obtiver a maioria dos votos válidos.

    § 2º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação.

    § 3º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer em segundo lugar mais de um candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso.

    § 4º A eleição do Presidente importará a do candidato a Vice-Presidente com ele registrado, o mesmo se aplicando à eleição de Governador.

    Art. 3º Será considerado eleito Prefeito o candidato que obtiver a maioria dos votos, não computados os em branco e os nulos.

    § 1º A eleição do Prefeito importará a do candidato a Vice-Prefeito com ele registrado.

    § 2º Nos Municípios com mais de duzentos mil eleitores, aplicar-se-ão as regras estabelecidas nos §§ 1º a 3º do artigo anterior.

    Art 4º Poderá participar das eleições o partido que, até um ano antes do pleito, tenha registrado seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral, conforme o disposto em lei, e tenha, até a data da convenção, órgão de direção constituído na circunscrição, de acordo com o respectivo estatuto.

    Art. 5º Nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos dados a candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias.
  • Ali Baba  15/10/2014 18:13
    @Amarílio Adolfo da Silva de Souza 13/09/2014 17:11:54

    Ali Baba, os votos brancos e nulos não contam.

    Sim, Amarildo. Estou completamente ciente disso. No entanto, no primeiro turno, os votos brancos/nulos podem decidir se uma eleição vai ou não para o segundo turno e, na prática (como explicou magistralmente o "Green 09/09/2014 13:08:06") acabam contanto para o primeiro lugar.

    Não estou dizendo que eles são contados e dados para o primeiro lugar (nem nunca disse isso). O que eu disse é que decidem a eleição em favor do primeiro lugar no primeiro turno.

    No segundo turno vc tem razão. Votar branco/nulo não prejudica nem ajuda nenhum dos candidatos. No entanto, como na minha resposta anterior, não serve como protesto contra o ato de votar (ou contra a democracia na forma brasileira, etc).
  • Típico Filósofo  06/09/2014 01:06
    Data venia, o sr. Rockwell defende o racismo ao promover o voto em branco (e seu similar: a abstenção, que é um voto em branco implícito, por isso, mais perverso). Sob uma conjuntura dialética, o termo 'voto em branco' é legado maligno da hierarquização da sociedade alegórica à cadeia produtiva em um ciclo do capital, referente à colonização brasileira; sua própria existência, em um país democrático e tão vasto como o Brasil, é denúncia da manutenção da estrutura racial na divisão social brasileira e - quando dado superioridade moral ao 'voto em branco', significa invocar a brutal estratificação social ainda dos tempos coloniais.

    A própria existência do 'voto em branco' é uma aberração democrática, étnica e política. A cultura fascista desse voto de elite é inconcebível em uma sociedade legitimamente progressista e tanto sua função linguística como sua existência devem ser abolidas JÁ.

    [b]Pelo fim do 'voto em branco' imediato.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  06/09/2014 23:17
    O candidato "BRANCO" é o único "ficha limpa" das eleições do Brasil.
  • anônimo  11/09/2014 10:11
    Vc devia ter um blog próprio
  • Proletario oprimido  06/09/2014 23:31
    Uma folha de papel geralmente é da cor branca. Se não tem nada aposto, escrito, desenhado, assinalado, a folha continua com sua cor original: BRANCA.
    Antes da urna eletrônica, votar em branco era não assinalar nada na cédula...uma folha de papel com a cor original..branca.
    Ver racismo nisso é o cúmulo. É ridículo.
  • mosigenio  08/09/2014 10:07
    É muito fácil fazer troça de uma denúncia CLARA de racismo, como a feita pelo sr. Típico Filósofo, quando não se faz parte do grupo-alvo.
    Também é muita ingenuidade (sendo bastante generoso) pensar que por trás de uma expressão como "voto em BRANCO" não há a intenção de instrumentalização da linguagem para a perpetuação da nossa triste ditadura racial. Simplesmentente lamentável.
    Busque estudar mais, desenvolver senso crítico e consciência social. Pensar fora da caixinha direitista reacionária e abrir os olhos para a ubiquidade da opressão e da discriminação no sistema capitalista. Nunca é tarde para despertar.

    Saudações
  • anônimo  10/09/2014 09:38
    Existiu alguma sociedade que conseguiu diminuir o governo através do voto?
  • Yves  15/10/2014 03:16
    Esse artigo é a tradução deste www.lewrockwell.com/2004/08/lew-rockwell/what-the-government-really-wants/ ?


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