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O mito de que a crise econômica foi planejada

Há vários mitos sobre a crise econômica por aí a fora.  Porém, dentre todos os mitos financeiros que afligem o movimento conservador, este é o mais ilógico: "Os banqueiros planejaram a crise financeira de 2008."

À primeira vista, a teoria parece maluca.  Como essas pessoas se beneficiariam com a ocorrência de enormes prejuízos financeiros?  Porém, quando você examina tudo mais profundamente, a coisa fica ainda mais amalucada.

Por que os banqueiros criariam uma crise que destruiu alguns dos maiores bancos da terra?  O Wachovia desapareceu.  Era um dos cinco maiores bancos em volume de depósitos quando quebrou.  O Royal Bank of Scotland (RBS) também chegou perto de falir.  O mesmo ocorreu com o Anglo Irish Bank.  Somente os pacotes de resgate do governo salvaram estes dois últimos.

Qual teria sido a motivação dos banqueiros que planejaram a crise?  Se você está no controle da política e do sistema bancário, por que chamar atenção mundial para a fragilidade do sistema bancário de reservas fracionárias?  Não seria uma atitude mais esperta apenas deixar as coisas funcionando suave e harmoniosamente?  Por que criar uma crise tão grande a ponto de fazer com que os governos tenham de intervir, provocando assim uma enorme reação negativa do público?

A sequência de quebras bancárias em 2008 chamou a atenção do público para o fato de que os banqueiros eram na verdade idiotas.  Eles foram totalmente enganados por entidades que vendiam ativos (na verdade, dívidas hipotecárias) tóxicos.  O mercado de hipotecas subprime era uma fraude gigantesca.  Os vários contratos altamente alavancados e transferidores de risco eram igualmente fraudulentos.  Toda a indústria de serviços financeiros revelou-se um cassino gerenciado por imbecis.

Warren Buffet foi quem resumiu melhor.  Existem três estágios de desenvolvimento financeiro.  O primeiro é criado pelos inovadores.  O segundo é ampliado pelos imitadores.  O terceiro é consolidado pelos idiotas.  Em 2008, vimos o que os idiotas haviam consumado.

Nada disso é reconhecido pelo crítico conservador, que afirma: "Foi tudo uma conspiração.  Os banqueiros planejaram tudo."

Para o conspiracionista conservador, mudanças sociais devem ser explicadas como sendo o resultado de uma conspiração.  Em seu mundo, um pequeno grupo de poderosos globais — sempre chamados de "eles" — controlam tudo.  "Eles" dão as ordens.  "Eles" decidem tudo que deve ser feito.  Mudanças sociais sempre vêm de cima.  "Eles" são oniscientes. 

O conservador adepto de teorias da conspiração compartilha com o socialista e com o comunista uma enorme confiança no poder do intelecto em dirigir as relações da sociedade.  Eles atribuem a um comitê planejador central a capacidade de prever o futuro quase que perfeitamente, de estruturar as instituições sociais de modo a alterar esse futuro em benefício próprio, e de implementar seus planos de maneira absurdamente eficaz, sendo capazes de sobrepujar o interesse próprio de bilhões de agentes econômicos.

Eles acreditam em Deus.  Esse Deus é a conspiração.

A Escola Austríaca da Economia

A teoria da crise planejada põe em dúvidas a teoria de Ludwig von Mises, apresentada em 1912, sobre os ciclos econômicos, a qual é chamada de teoria austríaca dos ciclos econômicos.  Mises ensinou que a causa dos ciclos econômicos está no sistema bancário de reservas fracionárias, especialmente nos países que possuem bancos centrais, cuja função é criar um cartel para proteger o sistema bancário.  Primeiro, o banco central infla a oferta monetária.  Isso produz um crescimento econômico artificial.  Mais tarde, ele reduz a taxa de expansão da oferta monetária por causa do aumento de preços.  Isso provoca a recessão: um reajuste (para baixo) de preços dos ativos, principalmente de bens de capital.

A teoria de Mises resolveu o problema teórico central de todas as recessões: por que os empreendedores cometem os mesmos erros de investimento ao mesmo tempo.  Normalmente, é de se esperar que alguns empreendedores sejam bem sucedidos, mas à custa de outros empreendedores.  Alguns fazem previsões boas; outros, ruins.  Alguns estão voltados para o longo prazo.  Outros, para o curto prazo.  Esses planos se contrabalançam.  Mas não durante recessões econômicas.  Por quê?

Mises ofereceu uma resposta: por causa da interferência do banco central no livre mercado.  Ele reduz a taxa de juros ao expandir a quantidade de dinheiro nas reservas bancárias.  Ele faz isso por meio da compra de títulos da dívida público em posse dos bancos.  Isso diminui as taxas de juros de curto prazo.  Como consequência, as empresas pegam empréstimos para expandir suas operações, justamente por causa dos juros mais baixos.  E então, quando a inflação de preços começa a surgir, o banco central reverte sua política expansionista.  Ele reduz a taxa de compra de títulos públicos em posse dos bancos.  As taxas de juros de curto prazo aumentam.  As empresas começam a perder dinheiro.  Elas reduzem suas expansões.  As falências aumentam.

Essa explicação é consistente tanto com a teoria econômica geral quanto com a história dos pânicos financeiros.  Ela coloca a culpa no banco central.  Por essa razão, essa explicação é universalmente rejeitada por economistas acadêmicos, todos eles defensores da existência de um banco central, não obstante o fato de que todos os bancos centrais são monopólios criados pelo governo.  ao defender um banco central, os economistas acabam servindo como defensores intelectuais de um cartel de banqueiros.  Eles se recusam a aplicar, para um sistema bancário controlado por um banco central, sua própria teoria econômica sobre a ineficiência dos carteis.

Escolha qualquer livro-texto de economia.  Leia o capítulo sobre monopólios, oligopólios e carteis.  Os livros dizem que a maioria dos carteis é criada pelos governos.  O capítulo mostra como os monopólios restringem o comércio.  Eles operam de modo a enriquecer os monopolistas à custa dos consumidores.

Depois leia o capítulo sobre o banco central.  Curiosamente, nenhuma parte da análise do capítulo acima é aplicada a este capítulo.  Isso não é por acaso.  Isso é puro marketing.  Qualquer livro-texto que contenha uma análise austríaca do banco central não será publicado por uma editora convencional.  Nunca houve uma exceção a essa regra.  Pode procurar.

No campo da teoria econômica, o apoio dos economistas acadêmicos ao banco central é o melhor exemplo de como o poder político, o controle sobre o dinheiro, e o uso desse dinheiro para silenciar a academia — ao se contratar milhares de economistas como conselheiros do banco central — produziu o efeito de neutralizar toda a profissão.  

Os únicos comentaristas acadêmicos que identificaram esse uso sistemático do dinheiro para corromper a academia são os economistas adeptos da Escola Austríaca, os marxistas e a Nova Esquerda aliada dos marxistas.  Esses são grupos que estão no limbo da academia.  Eles têm pouca influência.  Eles nunca tiveram muita influência dentro da guilda acadêmica, a qual se filtra a si própria.

Os conservadores que teorizam que a crise de 2008 foi uma crise planejada entendem melhor que os economistas do poder do banco central na política.  Porém, os críticos são incapazes de compreender que os bancos centrais são restringidos pala concorrência do livre mercado.  Os banqueiros não entendem ou não aceitam a teoria misesiana dos ciclos econômicos.  Eles não entendem a relação monetária de causa e efeito.  Eles ou são keynesianos ou são monetaristas seguidores da Escola de Chicago, e ambas as escolas de opinião são defensoras do conceito de bancos centrais.  Assim, eles não entendem o que estão fazendo.

De vez em quando, suas políticas produzem um pânico financeiro e uma subsequente recessão.  Mas eles não aprendem com essa experiência.  Eles não saem à procura de uma nova teoria que explique o fracasso de suas políticas.  Eles estão comprometidos com sua fé no governo e naquele monopólio concedido pelo governo, o banco central.

Isso é inconcebível para o teórico da conspiração.  A conspiração está acima da lei — não apenas da lei civil mas também da lei econômica.  Para o teórico da conspiração, não existem leis econômicas.  Existe apenas o "olho que tudo vê" da conspiração.

Sendo assim, como foi possível que a Escola Austríaca tenha previsto a recessão de 2008?  Seus membros também fazem parte da conspiração?  Eles receberam informações privilegiadas do grupo Rockefeller, sendo alertados de que a recessão estava sendo planejada pelos mais altos escalões?

Eu previ a recessão e tenho meus arquivos para provar.  O mesmo vale para Peter Schiff.  Como nós sabíamos?  Porque nós lemos Mises e Rothbard.  Porque nós acreditamos neles.  E, no meu caso, porque eu sempre prevejo que haverá uma recessão quando a curva de rendimento dos juros torna-se invertida.  O que é isso?  Sempre que os juros dos títulos de curto prazo (90 dias) ficam maiores do que os juros dos títulos de longo prazo (30 anos), a curva fica invertida.  Uma recessão sempre se segue.  Outros prognosticadores não-austríacos também sabem dessa relação, mas por causa de sua enorme fé no poder dos bancos centrais, eles concluem que "dessa vez vai ser diferente".  Mas nunca é.

A Lei de Pareto

A lei de Pareto foi descoberta pelo economista-sociólogo Vilfredo Pareto no final do século XIX.  Ele estudou a distribuição de riqueza em várias nações europeias.  Ele descobriu que essa distribuição centraliza a riqueza.  Aproximadamente 20% da população detinha 80% do valor do capital de uma nação.  E ele aplicou esse raciocínio até o topo da pirâmide.

Se 20% da população detém 80% do valor do capital de uma nação, então 4% (20% de 20%) detém 64% (80% de 80%) do valor do capital.  Isso de fato se mostrou verdadeiro.  Portanto, aproximadamente 1% da população deteria um pouco mais da metade da riqueza de uma nação.  E isso também se comprovou verdadeiro.

Um grande número de estudos subsequentes indica que essa mesma distribuição se aplica para todas as sociedades estudadas.  Não importa se os países eram nações pré-social-democratas (antes de 1900), nem a localização geográfica ou o quão socialistas eles são.  A mesma distribuição existe.  Até hoje, nenhuma pessoa foi capaz de oferecer uma explicação convincente para tudo aquilo que não corresponde à teoria econômica ou social que ela defende.

Os socialistas atacam o capitalismo por causa de sua desigual distribuição de riqueza.  Porém, todas as vezes que os socialistas chegaram ao poder, essa distribuição não foi alterada.  Portanto, eles se recusam a discutir Pareto.  Em contraste, os defensores do livre mercado insistem em dizer que o capitalismo tende à equiparação de riqueza.  Até hoje, isso ainda não aconteceu.  Portanto, eles também não falam sobre Pareto.

Trata-se de uma omissão deliberada.  A apresentação matemática de Pareto, conhecida como o grau de ótimo de Pareto, é adorada por economistas defensores do estado assistencialista.  Toda a sua apresentação é conceitualmente falha, pois ela assume que a sua escala de valores econômicos é igual à minha e igual à de todos os outros cidadãos.  Murray Rothbard refutou essa ideia ainda em 1956, mas até hoje o teorema de Pareto é discutido com grande relevância.

Sempre que você ler algum relatório sobre a perversidade da distribuição de riqueza no capitalismo, e esse relatório citar algum recente estudo sobre essa desigualdade, pode estar certo de que ele não vai citar nenhum estudo sobre alguma nação socialista ou de alta carga tributária.  O autor provavelmente não imagina que a distribuição de riqueza é Pareto-normal, independente da estrutura econômica do país.  Ele quer apenas persuadir os eleitores a apoiar as reformas que ele defende.

O que é realmente perturbador é que a regra 20—80 de Pareto se aplica a todos os tipos de estatística institucional que pouco têm a ver com distribuição de riqueza.  Aproximadamente 20% do efetivo de uma força policial faz 80% das prisões.  Aproximadamente 20% daqueles que assinaram uma revista renovam a assinatura ao final do primeiro ano (como nós editores gostaríamos que fossem 80%!).  Aproximadamente 20% dos recebedores de uma e-letter gratuita de fato a lêem (por que não 80%?).  E por aí vai.

Eu gostaria de saber o porquê de ser assim.  Se eu soubesse o motivo, talvez pudesse descobrir uma maneira de ter os 80% ao meu lado... pelo menos até que começassem a me imitar.

Não perturbe o equilíbrio!

Isso significa que a distribuição de riqueza e influência favorece a hierarquia existente.  A distribuição não se altera.  A posição de um indivíduo na hierarquia pode mudar — normalmente para pior.  Afinal, é sempre mais fácil deslizar para baixo do que continuar subindo. 

Se você estivesse no topo dessa pirâmide — entre aquele 1% ou talvez mesmo naquele 0,2% —, você iria querer planejar e gerar intencionalmente uma crise? 

Pense nisso.  Se o sistema lhe transformou no líder, por que você iria querer se arriscar abalando suas fundações?  Por que você iria querer perturbar esse equilíbrio?  Por que você iria querer envolver os governos em pacotes de resgate para as maiores instituições financeiras?

A teoria da crise planejada não faz sentido, quando se considera que a teoria diz que a conspiração foi feita de cima para baixo.  Se aqueles que estão no topo realmente estão no controle, mas correm o risco de perder esse controle, por que eles iriam querer mudar alguma coisa?  A mudança é a inimiga daqueles que estão no topo.

Os teóricos da conspiração dizem que "eles" fizeram isso.  "Eles estão atrás da riqueza do povo!" Porém, "o povo" não tem riqueza o bastante a ponto de estimular sua tomada.  Os 80 % que estão na extremidade inferior da pirâmide possuem apenas 20% da riqueza.

Os teóricos da conspiração superestimam sua própria importância — politicamente, economicamente e socialmente.  Eles pensam que podem tomar o controle da situação caso exponham os conspiradores.  Porém, os custos de se fazer tal coisa são astronômicos.  Ademais, o efeito de tal revolução seria apenas o de mudar as pessoas no topo.  As massas não se beneficiariam.

O que realmente funciona?  Crescimento econômico.  Uma maré ascendente que levante todos os barcos.  E só a liberdade propicia crescimento econômico.

O que as pessoas precisam — "pessoas" aqui definidas como aquelas representando os 80% da extremidade inferior — é de liberdade.  A distribuição de riqueza não vai mudar.  A ética do enriquecimento deveria, portanto, ser essa: "Não roubarás!" — ao invés de ser "não roubarás, exceto pelo voto da maioria".

Conclusão

Os globalistas não planejaram e deliberadamente provocaram essa crise econômica, exceto na medida em que eles utilizaram os bancos centrais para elevar suas posições hierárquicas.

Um sistema monetário gerido por bancos centrais inevitavelmente padecerá de crises financeiras recorrentes.  Os bancos centrais tentam evitar crises econômicas inflacionando, depois estabilizando, depois inflacionando de novo, e assim por diante — e, ao procederem assim, eles geram crises.  Esse foi o ensinamento de Mises.  Uma intervenção leva a outras.

Os globalistas planejaram a crise de 2008 no sentido de que foram eles que criaram esse sistema monetário em 1914, com a criação do Banco Central americano, o Fed.  Eles estão encurralados.  Nós também.

A máquina monetária vai quebrar.  A ordem política vai mudar quando a máquina monetária quebrar.  Haverá pessoas diferentes no topo após a máquina monetária ter sido substituída.  Cabe a nós não deixarmos que a nova máquina monetária seja colocada sob o controle de alguma agência governamental. 

Que o livre mercado escolha a unidade monetária.  Que os correntistas determinem livremente quais bancos devem sobreviver e quais bancos devem perecer.  Em suma, que o governo seja completamente retirado do negócio de fabricar dinheiro.

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autor

Gary North
, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história. Visite seu website

  • Carlos Santos  30/08/2010 12:29
    Olavo de Carvalho precisa muito ler este artigo.
  • Yogagt  10/11/2013 14:11
    Meu caro amigo acho que vc que precisa ler os artigos do OC,quando ele disse que a crise foi planejada se referia sobre a Estratégia Cloward-Piven, criada por uma dupla de socialistas radicais, Richard Andrew Cloward e Frances Fox Piven, professores da Universidade de Columbia e lançado na revista the Nation , em resumindo a estratégia:
    ´´É forçar uma mudança política através da crise orquestrada. A "Estratégia Cloward-Piven" procura acelerar a queda do capitalismo ao sobrecarregar a burocracia governamental com uma enchende de demandas impossíveis, arrastando então a sociedade para uma crise e um colapso econômico.``
  • Brenner  10/06/2014 15:52
    Leiam este artigo:

    www.americanthinker.com/2008/09/barack_obama_and_the_strategy.html
  • Luiz HC  29/05/2015 21:01
    Mas é verdade esse plano criado por Richard Andrew Cloward e Frances Fox Piven realmente existe, é uma estratégia para criar um colapso e avançar no controle sobre a população. O que o PT tem defendido ultimamente? Mais centralização, reformas políticas, reformas tributárias, impostos, etc.

    O Paulo Kogos até fala dessa estratégia aqui nesse Vídeo

  • rica  30/08/2010 13:19
    \r
    i aiatolavo jamais vai ler esse artigo, pois ele está muito ocupado com o novo governo mundial que esta sendo criado. rs rs
  • E. Goldstein  30/08/2010 13:23
    .
    E desde quando os idiotas banqueiros detêm o "poder do intelecto" e participam de um "comitê planejador central"?
    .
    Se os banqueiros imbecis até hoje não entenderam a teoria miseana dos ciclos econômicos, é até crueldade pretender que eles compreendam uma operação de engenharia social bem mais vasta para aumentar o controle do estado não só sobre a economia, mas sobre todas as áreas da vida humana.
    .
    O problema é que o autor vê tudo somente pelo prisma econômico. Ele não entende que existem pessoas que estão pouco se lixando se um banqueiro imbecil vai perder rios de dinheiro.
    .
    Veio a crise e o que aconteceu? O poder do estado aumentou ou diminuiu? Aumentou, não foi? Então os "conspiradores" conseguiram o que queriam. Quem pensa que eles estão interessados em papel pintado é, no mínimo, um boboca.
    .
    Confundir peças do jogo, os banqueiros, com os jogadores, os "conspiradores" é um erro brutal.
    .
    .
    Carlos Santos, se o Olavo de Carvalho ler esse artigo, vai se acabar de tanto rir.
  • Leandro  30/08/2010 13:51
    Prezados, a discussão foi desviada. O foco do artigo é um só: atacar a noção de que a crise econômica foi planejada. Apenas isso.

    Não se está negando, de modo algum, que haja vários grupos poderosos no âmbito global com a intenção de criar um governo mundial. A existência da ONU, do FMI, do Banco Mundial, da Comissão Trilateral, do CFR, dos Rothschild, dos Rockefeller, do Grupo Bilderberg ou do Greenpeace já falam por si.

    O fato de os bancos terem sido socorridos pelo estado, em detrimento de todo o resto do setor produtivo, apenas confirma o que diz o artigo: quem está lá em cima, no 1%, não sairá de lá, a menos que o sistema monetário seja mudado. Essa é a principal questão.

    Peço que, por favor, não desviem o conteúdo para agressões.
  • Rafael Fernandes  12/01/2014 02:16
    " Por que os banqueiros planejariam uma crise que destruiu o maior banco da terra? " Numa analise economicista realmente parece ilogico. Mas o artigo não ve que muitos banqueiros são também politicos e não dão a minima para economia. Pois estando no controle, derrubando seus adversários, estaram sempre c o poder das instituições politicas nas mãos. Ja vi grandes artigos do Gary, mas esse parece um ataque quase desesperado ao conservadorismo. Ainda mais esse pretexto bobo da esquerda de teoria conspiratoria. Conspirações existem e quem estuda as conhece. Não são perfeitas como os que usam esse termo, acha que os conservadores pensam, MAS EXISTEM. Politico ta se lixando para economia. Politico gosta é de miseria. Fica tudo mais barato, minerio barato, aliados baratos, mulheres baratas. Homens de poder não pensam muito economicamente. Quem usa o termo teorico da conspiração, deveria ler A MENSAGEM DO COMITE CENTRAL A LIGA DOS COMUNISTA. La a gente ve a crise economica e não so economica planejada nos minimos detalhes, pela revolução.
  • Rodrigo Constantino  30/08/2010 14:00
    "O conservador adepto de teorias da conspiração compartilha com o socialista e com o comunista uma enorme confiança no poder do intelecto em dirigir as relações da sociedade."\r
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    Acho que o alerta vale para certos "libertários" também, que adoram uma teoria conspiratória contra o estado, "eles", como se fosse um grupo monolítico, organizado, coeso, e não uma entidade sobre inúmeras influências conflitantes. Sim, vamos bater no estado, que pode ser uma grande ameaça para a liberdade! Mas vamos evitar a visão simplista (maniqueísta) de "nós contra eles", a moderna "luta de classes", que ignora a enorme complexidade da vida em sociedade.
  • Bernardino  30/08/2010 14:41
    Bom dia à todos, \r
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    Nem seria necessàrio de lembrar que esse artigo começa mal (pra não dizer mesmo hilariamente) e termina com reivindicações que não são sérias, pois absurdas não somente para o atual momento e realidade economica que vivemos, mas irrealisàveis à longo prazo. \r
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    "A sequência de quebras bancárias em 2008 chamou a atenção do público para o fato de que os banqueiros eram na verdade idiotas. Eles foram totalmente enganados por entidades que vendiam ativos".\r
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    Realmente motivo de risadas.\r
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    "Que o livre mercado escolha a unidade monetária. Que os correntistas determinem livremente quais bancos devem sobreviver e quais bancos devem perecer. Em suma, que o governo seja completamente retirado do negócio de fabricar dinheiro"\r
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    Todos sabemos que, mesmo se a théoria austriaca (Hayek- moedas paralelas) nos permite de envisajar uma maneira interessante de sair do impasse de existencia da Instituição Banco Central, ela não é réalisàvel e cai em contradição com suas proprias hipoteses de funcionamento. Ela cai também na peça do construtivismo.\r
    \r
    Esperamos que outras proposições mais sérias, e não somente repetição da literatura monetaria austriaca como esta feita no artigo, sejam feitas para que possamos envisajar uma saida para o impasse da existencia do Banco Central.
  • Leandro  30/08/2010 14:47
    Prezado Bernardino, dar risadinhas afetando superioridade está longe de ser uma argumentação, quiçá um debate sério. Nem sei por que o senhor perdeu seu tempo. Por gentileza, volte quando tiver algo concreto, nem que seja uma crítica. Dispensamos bazófias nesse espaço.
  • Os pais da crise  30/08/2010 15:11
    Se a folha de realizações criminosas dos movimentos revolucionários nas democracias não pode, por definição, concorrer com o desempenho deles nas áreas que dominam, nem por isso ela deixa de ser a causa principal de distúrbios e sofrimentos, seja no Terceiro Mundo, seja nas nações desenvolvidas. Não há crise, não há fome, não há violência, não há fracasso para o qual a proposta revolucionária, nua e crua ou numa de suas inumeráveis versões camufladas, não tenha dado sua contribuição essencial. Talvez o exemplo mais evidente esteja em nosso próprio país, onde as gangues de criminosos jamais teriam chegado a derramar o sangue de 40 mil brasileiros por ano se não fosse pela ajuda, indireta e direta, que receberam dos revolucionários, primeiro mediante a instrução em técnicas de organização e guerrilha, recebida dos terroristas presos na Ilha Grande na década de 70, segundo pela sucessão de leis que esses mesmos terroristas, anistiados e transfigurados em políticos, criaram para proteger os criminosos e dificultar a ação da polícia, terceiro pela assistência técnica e treinamento militar que as Farc hoje dão às quadrilhas nacionais.

    Mas outro exemplo, não menos significativo, é o da crise econômica americana. Especulações quanto às causas desse fenômeno pululam por toda a mídia internacional, mas é um erro metodológico monstruoso buscar explicação em supostas tendências gerais da economia e da sociedade quando se pode pôr à mostra a seqüência precisa e determinada de ações individuais e grupais que produziram o efeito. Muito da pretensa "ciência social" contemporânea consiste em camuflar as causas concretas sob universais abstratos. Não espanta que, na totalidade dos casos, os explicadores sejam ou os próprios agentes posando de observadores externos, ou suas vítimas idiotizadas, empenhadas em anestesiar-se mediante auto-injeções de pseudociência para não ter de enxergar a verdadeira identidade de seus opressores.

    Deixar-nos iludir por essa camuflagem é ainda mais inaceitável quando os agentes do processo daninho não têm sequer de ser investigados a posteriori porque eles mesmos legaram ao historiador a exposição escrita de seus planos e métodos. No caso em questão, a derrubada da previdência social americana e do sistema bancário que a sustenta não foi o efeito de uma confluência involuntária de fatores anônimos, não foi nem mesmo o resultado de uma longa colaboração de inépcias, mas foi a simples realização de um plano traçado desde a década de 60 por estrategistas de esquerda inspirados por Saul Alinksy, mais tarde o mentor de um jovem estudante de Direito, Barack Hussein Obama.

    O documento que o atesta acima de qualquer possibilidade de dúvida nada tem de secreto. Foi publicado em 1966 na prestigiosa revista The Nation e até hoje consta da lista dos dez artigos mais lidos da publicação desde sua fundação em 1886 (v. Richard A. Cloward e Frances Fox Piven, "The Weight of the Poor: A Strategy to End Poverty", The Nation, 2 de maio de 1966; uma cópia do artigo em PDF pode ser obtida por três dólares na página de arquivos da revista; um excelente resumo comentado encontra-se no artigo de James Simpson, "Barack Obama e a estratégra da crise orquestrada", traduzido para o português em cavaleirodotemplo.blogspot.com/2009/01/barack-obama-e-estratgia-da-crise.html).

    Os autores, Cloward e Piven, buscavam aí colocar em ação a regra ensinada por Saul Alinsky, que ele mais tarde enunciaria por escrito em seu livro Rules for Radicals, de 1971 (Vintage Books): "Faça o inimigo pôr em prática seu própria manual." A regra antecipa uma das táticas mais notórias da "guerra assimétrica". David Horowitz assim a interpreta:

    "Quando pressionada a honrar cada palavra de cada lei e estatuto, cada princípio moral judaico-cristão e cada promessa implícita do contrato social liberal, a ação humana é inevitavelmente deficiente. O fracasso do sistema em 'pôr em prática' o seu manual de regras pode então ser usado para desacreditá-lo completamente e para substituir um manual capitalista por um socialista." (V. www.discoverthenetworks.org.)

    A estratégia proposta por Cloward e Piven consistia, segundo Horowitz, em "forçar uma mudança política através da crise orquestrada, ... procurava acelerar a queda do capitalismo ao sobrecarregar a burocracia governamental com uma enchente de demandas impossíveis, arrastando então a sociedade para uma crise e um colapso econômico". Mas não pensem que isso é interpretação proposta por Horowitz. O texto original de Cloward e Piven é de uma clareza absolutamente cínica:

    "É nosso propósito pôr em ação uma estratégia que forneça a base para uma convergência de organizações... Se essa estratégia for implementada, o resultado será uma crise política que poderá levar a uma legislação que garanta uma renda anual e portanto acabe com a pobreza."

    Cloward e Piven prosseguiam explicando que havia "um abismo de diferença entre os direitos nominais assegurados pela previdência social e o número de pessoas que desfrutavam efetivamente desses direitos. Se fosse possível localizar e organizar esses beneficiários inatendidos e usá-los para pressionar os institutos de previdência, estes não teriam dinheiro para atender à demanda e entrariam fatalmente em colapso." A proposta de uma legislação socialista surgiria então, com aparente espontaneidade, como natural solução do problema. Nas décadas que se seguiram, a estratégia foi aplicada à risca, arregimentando milhões de beneficiários potenciais para que exigissem seus direitos em massa e produzissem a crise. Na liderança desse movimento estava o grupo de ativistas formado por Alinsky, entre os quais Barack Hussein Obama. A pletora de créditos imobiliários fornecidos pelos bancos, sob pressão dos ativistas, a solicitantes desprovidos das mínimas condições de pagar os empréstimos, foi a causa direta da crise bancária eclodida em setembro de 2008.

    Dois pontos essenciais do plano Cloward-Piven chamam imediatamente a atenção do observador externo. De uma lado, a diferença entre duas concepções da previdência social. No sistema capitalista, a previdência social é, por natureza, um último recurso a que os cidadãos só devem recorrer em casos de extrema necessidade. A prosperidade geral do sistema, esperava-se, deveria prover por si o sustento das famílias, reduzindo a um mínimo as filas nos guichês da previdência. Cloward e Piven reconhecem essa obviedade em teoria mas adotam como estratégia ignorá-la na prática, forçando o direito virtual expresso em lei a tornar-se uma garantia de atendimento imediato a todos os pretendentes reais e potenciais, necessitados ou não. Entravam instantaneamente na fila, portanto, desde os miseráveis genuínos (um número insignificante) até pessoas de classe média baixa meramente insatisfeitas com a sua situação modesta:

    "Para cada pessoa nas listas da previdência, há pelo menos mais uma que preenche os critérios de legibilidade mas não está recebendo assistência. Essa discrepância não é um acidente que emerga da ineficiência burocrática. É um traço inerente do sistema previdenciário, o qual, se desafiado, precipitará uma profunda crise financeira e política. A força para esse desafio, e a estratégia que propomos, é um esforço maciço para recrutar os pobres e colocá-los nas listas da previdência."

    Sob esse aspecto, a mera entrada em ação da campanha Alinsky-Cloward-Piven já modificava radicalmente a natureza do sistema, transformando o Estado liberal-capitalista num Estado previdenciário pré-socialista - e a falência deste último seria então denunciada como crise do anterior.

    De outro lado, o objetivo último proclamado - garantir uma renda anual estatal a todos os pobres - se autodesmascarava imediatamente como farsa, pelo enunciado mesmo do plano: se a previdência não tinha dinheiro nem para atender os direitos já existentes no papel, como poderia tê-lo para arcar com um gasto imensamente maior? "Acabar com a pobreza" não era o objetivo do plano: era apenas o pretexto moral para gerar a crise. Esta era o único objetivo real, e não resta a menor dúvida de que foi alcançado. Neste caso, como em muitos outros, o discurso revolucionário apela a um objetivo utópico inatingível para viabilizar o esforço por um objetivo prático perfeitamente atingível, só que propositadamente desastroso. Se olharmos para a situação atual da economia americana, com o sistema bancário agonizante e o desemprego crescendo dia após dia, e notarmos que tudo isto foi feito sob a desculpa de "acabar com a pobreza", é impossível deixar de perceber que os autores da idéia jamais acreditaram nessa desculpa, assim como os propugnadores de leis criminais mais brandas não acreditavam em diminuir a criminalidade e os defensores da educação sexual nas escolas não acreditavam em diminuir os casos de gravidez adolescente. Todas essas medidas e muitas outras similares visam tão-somente a destruir o sistema capitalista por meio de políticas assistenciais socialistas, calculadamente formuladas sob a lógica do prejuízo. Não há nenhum motivo razoável para supor que os danos resultantes fossem o puro efeito da inépcia ou da má administração. Foram resultados calculados, alcançados mediante uma engenharia social notavelmente eficaz. Trata-se, sempre e invariavelmente, de fazer o "sistema" pagar pelas culpas de seus agressores.
  • Bernardino  30/08/2010 15:25
    Prezado Leandro, \r
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    Garanto que não tenho a intenção de mostrar qualquer superioridade que seja. Se sua interpretação foi essa, eu peço desculpas. Mas acho que o senhor deva aceitar a critica, pois correta. Não é por que feita contra alguém deste instituto que não seja fundada. \r
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    Se me faz rir é por que creio haver imediatamente percebido a intenção do escritor ao reivindicar que os Bancos "desconheciam" dos mecanismos dos subprimes e de como esses produtos financeiros ofereciam risco. \r
    \r
    Minha argumentação não pretende de forma alguma superioridade, mas legitimidade.\r
    Garanto também que não conhecemos a resolução para o impasse da existência da Banca Central. Se posso colaborar com algo concreto seria justamente denunciando informações irregulares ou que não passem de "interpretações inexatas" de uma realidade complexa. \r
    \r
    Aliàs jà comentei mais precisamente por quê à teoria de moedas paralelas não é realisavel num outro artigo. \r
    \r
    Boa semana \r
  • LUIIZ OLIVEIRA  30/08/2010 17:36
    O artigo Os Pais da Crise é de autoria do Prof. Olavo de Carvalho e pode ser lido em www.olavodecarvalho.org/semana/090305dc.html

  • Daniel Marchi  30/08/2010 18:09
    Com base na matéria abaixo fica claro que o presidente do FED ignora (ou finge ignorar) os ensinamentos da escola austríaca de economia.

    BERNANKE READY TO COMBAT DEFLATION
    Federal Reserve chairman Ben Bernanke said Friday the U.S. central bank will consider printing more money if signs of deflation become evident.

    www.cbc.ca/money/story/2010/08/27/bernanke-deflation.html

    www.msnbc.msn.com/id/38879485/ns/business-eye_on_the_economy/

    abç
  • mcmoraes  30/08/2010 19:53
    Nunca comprei essa teoria de conspiração, por um único motivo: a realidade é muito complexa para que um indivíduo ou grupo de indivíduos tenham qualquer controle a médio e longo prazo. Indivíduos não enxergarão muito além de seus próprios narizes (incluindo os gênios), portanto não podem ter essa capacidade de controlar. Claro que alguns tentam, mas conseguir são outros quinhentos. Como diria o Sr. Jobs, só é possível conectar os pontos olhando para o passado; olhando para o futuro é impossível. O controle da vida está fora do alcance de qualquer um!

    Bastiat: "...for liberty is an acknowledgment of faith in God and His works."

  • mcmoraes  17/02/2011 16:03
    Finalmente descobri um vídeo de "teoria da conspiração" que faça sentido. Começa aos 24:15 da seguinte palestra: O que acontece quando o que tinha um custo fica gratuito?
  • Angelo Noel  31/08/2010 10:49
    Tenho uma pergunta acerca da lei de Pareto:
    Gary North diz que os defensores do livre mercado insistem que há equiparação de riquezas no sistema capitalista mas que ainda não aconteceu, portanto, não podem refutar essa disparidade de renda que acontece.
    Pareto não pode ser contestado pelos adeptos do livre mercado por nunca ter existido, de fato, um mercado genuinamente livre?

    Grande abraço.
  • Leandro  31/08/2010 12:26
    É um bom ponto, Angelo, embora mesmo que o mercado fosse 100% livre seria impossível haver equiparação de riquezas. Não somos iguais (ainda bem!) e algumas pessoas sempre possuirão mais aptidões que outras. E elas enriquecerão mais.

    Agora, se vai continuar havendo essa divisão 20-80, aí eu já não tenho a menor ideia. Porém, dados os outros exemplos não-econômicos fornecidos por North, tudo indica que sim. A diferença é que os 80% serão mais ricos que antes.

    Grande abraço.
  • Wagner  02/04/2013 14:56
    A questão é que a "igualdade" não importa. É melhor viver em um mundo com muita desigualdade onde o pobre viva bem e o rico viva muito bem do que viver em um mundo onde todo mundo é igualmente miserável.

    É a mesma coisa com emprego, é melhor viver em um mundo super produtivo com 90% de desemprego do que viver em um mundo onde 100% das pessoas estão empregadas em ofícios de baixa produtividade (socialismo).

    O que importa no fim do dia são os produtos e serviços que estão a disposição da população, quanto mais melhor...
  • Maurício  31/08/2010 13:52
    Olá, Angelo,\r
    \r
    Concordo com o que o Leandro falou e acrescentaria que o fato de haver concentração de riqueza não é o fato mais importante e sim o fato que o livre mercado elimina a pobreza com maior eficiência. Se a renda está mais concentrada mais em algumas camadas do que em outras o que importa é que as condições gerais de vida estão melhores quando se compara um período a outro. Não podemos confundir concentração de renda com pobreza.\r
    \r
    abraços,
  • Rafael Fernandes  12/01/2014 15:27
    VCS sabem qual é o país mais desigual do mundo?
  • anônimo  12/01/2014 17:59
    Existe algum que seja igual?
  • Rafael Fernandes  17/01/2014 01:15
    Esqueça a igualdade, o que interessa a nós é a desigualdade.
    O país mais desigual do mundo em 2010 era os Estados Unidos. E porque a desigualdade la não produz miséria e atrazo lá. Esse é um ponto muito forte para o debate publico. Não existe nenhum país igual, mas todos os que tentaram algo parecido estão na miséria hoje. E varios países onde ha riqueza, prosperidade e quase ausencia de problemas sociais, são altamente concentradores de renda, como os países exportadores de petroleo, Kwait, Bahrein, a Líbia antes da revolta e outros, onde o assistencialismo não alcançou. É um argumento simples baseado num dos artigos desse proprio site. Que pode calar em dois tempos qualquer um desses politicos e intelectuais assistencialistas. Pois se o que eles defendem fosse verdade, teriamos um fenomeno de 100% de coincidencia. Ou seja: a desigualdade é um problema? E porque todos os países muito prosperos, são concentradores de renda?
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  31/08/2010 19:54
    Maurício\r
    \r
    Você tem toda razão no seu comentário.\r
    \r
    A concentração de riqueza no capitalismo é solução, pois as condições gerais da vida melhoram se pessoas possuem propriedade privada.\r
    \r
    Nem todos precisam ser um Bill Gates para que exista a Microsoft.\r
    \r
    A propriedade privada exercida corretamente por uma pessoa beneficia as demais.\r
    \r
    Abraços
  • Angelo Viacava  31/08/2010 21:50
    Até onde sei, conservadores denunciam sim a formação a galope de um governo mundial. Que este governo mundial crie um banco central mundial, juntamente com a moeda mundial, tudo seria muito lógico, e não tão fora de cogitação assim. Sempre li aqui, porém, que os bancos, por estarem na primeira linha dos que têm acesso ao novo dinheiro impresso, sofrem menos impacto inflacionário do que os tomadores de crédito, ou estou errado? Claro que, com a crise perdem todos, inclusive os bancos, mas já não estariam vacinados contra o baque da crise quando esta veio? Vacina esta não disponível a outros entes do mercado. Ops, há os amigos do rei, para estes tem vacina. E vi muitos liberais também denunciarem a mesma crise como formulada pelos bancos, segurando a placa "Eu já sabia" na arquibancada. Aliás, esta placa é ótima saída: disfarça posições tanto otimistas quanto pessimistas, liberais ou conservadoras, morais e imorais, sem que seja necessário a seu portador dizer a que veio antes e depois dos fatos, somente segurar a placa com cara de paisagem. Ah, não quero ter ódio por banqueiros, mas não me peçam pena. Aí já é demais. Quando estão voando lá em cima, todos são águias astutas; quando caem fazem aquela cara de pintinho extraviado que não sabia de nada. Mentira ofende e cansa.
  • Angelo Noel  01/09/2010 08:50
    Leandro e Maurício,

    Obrigado pela resposta!
    Eu tinha desconsiderado o fato de que não só as camadas mais baixas teriam um aumento em sua renda, mas as mais altas também evoluiriam de forma semelhante e a proporção 20-80 continuaria praticamente inabalada.

    Grande abraço.
  • anônimo  10/10/2010 19:37
    a soluçao esta nas off shores o cash existe
  • Fabio  21/01/2013 14:39
    Direto leio e vejo varias teorias de conspirações,nom,e o diabo a quatro.Mais esse povo se esquece de uns detalhes.
    1)Só alguns países participam da ONU.
    2)De todos que participam da ONU,poucos seguem 100% do que a mesma determina.(Vejam o caso do Estados Unidos e do roubo da estatal de gás do Brasil na Bolivia)
    3)Para um governo mundial ser implantado precisa de um estado muito grande e forte,graças a deus ainda estamos longe disso.
    4)A China esta ignorando td isso.
    5)Qeum esta no topo não quer sair.
  • andre  02/04/2013 15:16
    Seria interessante discutir o conhecido video "money masters", que se encaixa nesse contexto.
  • Anônimo  08/03/2014 19:11
    Eu tenho as minhas dúvidas... A estratégia Cloward-Piven se encaixa muito bem no cenário da pré-crise nos EUA. Basta substituir, na estratégia, o termo "previdência social" por "mercado imobiliário" e verá então uma harmonia evidente entre a estratégia de sabotagem do Capitalismo atual e a prática.
  • Emerson Luis, um Psicologo  23/07/2014 21:50

    Que a crise foi causada pelas pessoas na liderança, ela foi. Mas acreditar que foi algo que nasceu da inteligência e não da estupidez deles é superestimá-los!

    * * *


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