As lições da Nova Zelândia - como reduzir drasticamente o estado e prosperar

Qualquer um que esteja a par das notícias sobre a crise financeira global está dolorosamente ciente de que o mundo como o conhecemos está rapidamente se desestabilizando.  Dívidas insondáveis estão se acumulando como rachaduras numa geleira no verão.

As aflições da dívida europeia golpearam fortemente o euro e as ações dos países asiáticos.  Os pagadores de imposto da zona do euro agora estão extremamente expostos ao crédito de alto risco — o que está levando pânico aos mercados mundiais —, já que os bancos estrangeiros portadores de títulos da dívida grega e portuguesa receberam uma intervenção de emergência do Banco Central Europeu para ajudá-los em suas posições.  O executivo principal do Deutsche Bank disse que seriam necessários incríveis esforços por parte de Grécia para que sua dívida, algum dia, seja quitada por completo.

Diariamente, crescem os temores de que as medidas de austeridade que terão de ser implementadas pelos países problemáticos da zona do euro irão arruinar a recuperação e continuar produzindo manifestações violentas, como aquelas que estouraram em Atenas recentemente.  Portugal, Itália, Grécia e Espanha foram agregados e alcunhados como PIGS, sobrecarregando e oprimindo a União Europeia, uma vez que suas dívidas soberanas incharam além do imaginável e os déficits governamentais já deixaram de ser factíveis.  O euro caiu para seu menor valor em quatro anos em relação ao dólar, como se o dólar fosse uma moeda forte e confiável.

A Grã-Bretanha também está numa encruzilhada.  Como seus líderes políticos não suportam a ideia de não gastar, eles simplesmente pararam de pensar nessa hipótese.  Eles estão falsamente convencidos de que quaisquer cortes nos gastos públicos irão destruir os serviços públicos básicos daquele país e impedir que haja sequer o começo de qualquer recuperação econômica.  Seus economistas entenderam tudo pelo avesso.  A população britânica pode esperar uma tributação cada vez maior sob o jugo de uma burocracia coerciva e custosa, cujas políticas monetárias estão voltadas para servir ao estado e não aos cidadãos pagadores de impostos.

Os EUA, por sua vez, estão na mesma situação.  As finanças da Grécia, de Portugal, da Itália, da Espanha e da Grã-Bretanha não são exemplos singulares.  Os EUA simplesmente não podem jogar pedras na vidraça europeia quando se sabe que sua dívida nacional já atingiu 86% do PIB, praticamente no mesmo nível da espanhola.  Estimativas do próprio governo — por meio Congressional Budget Office — trazem uma previsão soturna para os anos vindouros.  Calcula-se que os déficits não cairão para menos de 3% do PIB sob as políticas de Obama; pior: começarão a crescer rapidamente após 2015.  O orçamento proposto pela Casa Branca acrescentaria mais de $9,7 trilhões à dívida nacional americana ao longo da próxima década.  O próprio Congressional Budget Office admite que a dívida será maior do que essa.

Essas dívidas infindáveis podem ser evitadas?  É possível uma nação reverter sua situação trágica, sair do abismo e voltar a crescer?

Os políticos exigem que as pessoas passem a gastar mais.  Economistas convencionais alertam que poupar em época de crise é o caminho mais curto para as ruínas.  Estariam eles certos?  Alguma nação já tentou não gastar?  Uma já.  Uma nação possui uma história bem documentada para nos contar.  É plenamente possível ouvir sua história e aprender a como desviar do abismo antes da queda trágica.   

Todos os países que hoje estão enfraquecidos pela dívida estatal podem aprender uma ou duzentas coisas com aquele pequeno país que fez o que hoje seria considerado impossível — a Nova Zelândia cortou o tamanho de seu coercivo, regulador e ferozmente tributário governo, e não apenas viveu para contar a história, como também prosperou após isso. 

Ao passo que o mundo caminha hoje para o que parece ser a engorda interminável de seus já obesos leviatãs, a Nova Zelândia tem uma história de como emagrecer acentuadamente o estado por meio de uma dieta saudável baseada na contenção fiscal.  Isso aconteceu em meados da década de 1980, e sob um governo de esquerda.  De uma hora para outra, a Nova Zelândia se livrou de seus parasitas e escancarou as portas da oportunidade para que produtores e empreendedores pudessem criar riquezas e aumentar a padrão de vida de todos os neozelandeses.

Com efeito, a Nova Zelândia operou sua mudança exatamente quando a população passou a demandá-la.  Liderando o processo de redução do estado estava Maurice P. McTigue, ex-ministro do governo trabalhista eleito em 1984.  A palestra educacional de McTigue foi generosamente reproduzida em partes, com permissão da Imprimus, o compilador de discursos da universidade Hillsdale.  Essa cartilha do "como fazer" chama-se Reduzindo o Governo: Lições da Nova Zelândia.

O governo reformista da Nova Zelândia fez apenas duas perguntas básicas a cada uma de suas agências, secretarias e ministérios: O que você está fazendo? e O que você deveria estar fazendo? Ato contínuo, foi dito a cada órgão que ele deveria eliminar tudo aquilo que ele não deveria estar fazendo.  Isso não parece algo muito sensato?  Não parece muito claro?

'Parem de ficar cavando buracos apenas para serem enchidos novamente.  Parem com a gastança.'  Essa simples abordagem, franca e direta, reduziu o número de funcionários públicos no Ministério dos Transportes da Nova Zelândia de 5.600 para meros 53.  Já o número de empregados parasitas no Ministério do Meio Ambiente caiu de 17.000 para apenas 17.

McTigue era ele próprio Ministro do Trabalho.  Ele acabou sendo o único funcionário que restou quando o processo de corte eliminou 28.000 empregados.  Como o próprio McTigue diz, quase tudo que o Ministério fazia era construção e engenharia — mas havia muitas pessoas que poderiam fazer tudo isso sem o envolvimento do governo.

Todos esses empregos foram extintos?  Não.  O que foi extinta foi a tributação do governo sobre cidadãos produtivos.  A demanda por esses empregos continuou existindo.  Empresas privadas, com muita satisfação, empregaram essa mão-de-obra capacitada.  Trabalhando num setor privado agora menos onerado por impostos, cada empregado passou a ganhar três vezes mais e tornou-se 60% mais produtivo.

A reforma liberou para o setor privado aquelas atividades que o governo vinha fazendo sem que houvesse qualquer motivo para que ele as fizesse.  A decisão da Nova Zelândia de sair do abismo do endividamento resultou em uma enorme venda de ativos estatais.  Telecomunicações, empresas aéreas, esquemas de irrigação, serviços de informática, gráficas governamentais, empresas de seguro, bancos, ações, hipotecas, ferrovias, serviços de ônibus, hotéis, empresas de navegação, serviços de assessoramento agrícola, e muito mais foram vendidos.  A produtividade disparou; os custos caíram.

Esse encolhimento do governo determinou que as agências governamentais remanescentes fossem geridas tendo o lucro como objetivo e pagando impostos como qualquer empresa privada.  As reformas transformaram o sistema de controle de tráfego aéreo em uma empresa autônoma, cujos objetivos eram obter uma taxa de retorno aceitável e pagar impostos.  Mais ainda: ficou determinado que ela não receberia qualquer capital de seu proprietário (o governo).  Essa mesma reforma foi estendida para outras 35 agências — agências que até então custavam ao setor produtivo um bilhão de dólares por ano passaram a produzir um bilhão de dólares por ano em receitas e tributos.

A instituição de altos níveis de transparência foi prometida e de fato cumprida na Nova Zelândia.  As consequências da incompetência administrativa do governo geraram o seguinte: o tamanho do governo foi reduzido em 66%, medido pelo número de funcionários públicos; a fatia do governo no PIB, que era de 44%, caiu para 27%; o governo passou a produzir superávits orçamentários; estes foram utilizados para saldar a dívida; a dívida, que estava em 63% do PIB, caiu para 17%; o que sobrava do superávit de cada ano era compensado pela redução de impostos; o imposto de renda foi reduzido pela metade e vários impostos indiretos foram eliminados.

Como o próprio McTigue escreveu:

É preciso reconhecer que o principal problema com os subsídios é que eles tornam as pessoas dependentes; e quando você torna as pessoas dependentes, elas perdem sua criatividade e toda sua capacidade de inovação, tornando-se ainda mais dependentes.  As reformas acabaram com todos os subsídios que o governo dava aos criadores de ovelhas da Nova Zelândia.  Tal processo alterou a posição desses fazendeiros: antes, 44% de sua renda vinham dos subsídios do governo; depois, zero.  Em 1984, o mercado de cordeiros estava em $12,50 por carcaça.  Já em 1989, produzindo um produto diferente, processado de maneira diferente, e sendo vendido para mercados diferentes, o preço já estava em $30.  Em 1991, o produto já estava valendo $42; em 1994, $74; e em 1999, já valia $115.    

O encolhimento do governo obrigou a indústria de ovelhas da Nova Zelândia a ir ao mercado encontrar pessoas dispostas a pagar preços mais altos por seu produto.  Essa reforma fez com que apenas 0,75% dos empreendimentos agropecuários apresentassem prejuízos e quebrassem — e essas eram pessoas que sequer deveriam estar no ramo.  Em vez de uma expansão na agropecuária corporativa, foi a agropecuária familiar que se expandiu.  Todos viraram empreendedores.  A liberdade demonstrou que, quando você dá às pessoas a opção de serem criativas e inovadoras, elas encontram soluções.

Com uma visão diferenciada sobre a função do governo, a Nova Zelândia eliminou todo o Ministério da Educação.  Cada escola passou a ser administrada por um conselho de gestores eleitos pelos pais das crianças daquela escola, e por ninguém mais.  Sob esse novo método, cada escola passou a receber dinheiro de acordo com o número de estudantes matriculados nela, sem impor condições especiais.  Todas as escolas foram convertidas a esse sistema no mesmo dia.  Escolas privadas passaram a ser financiadas da mesma maneira.  Repentinamente os professores perceberam que, se eles perdessem alunos, perdiam o financiamento; e se eles perdessem o financiamento, perderiam seus empregos.  O nível educacional da Nova Zelândia, que até então era 15% inferior ao de seus pares internacionais, tornou-se 15% superior.

O governo reformista da Nova Zelândia decidiu também que fornecer serviços sociais para tentar alterar comportamentos não era algo exequível dentro de um sistema tributário racional.  Ato contínuo, eles escolheram apenas dois métodos de obter receitas — um reduzido imposto sobre a renda e um imposto "flat" sobre o consumo.  E só.  Todas as outras formas de tributação foram eliminadas. Ponto.

Os responsáveis pela desregulamentação reescreveram os estatutos sobre os quais se baseavam todas as regulações.  Todas as leis ambientais, códigos tributários, decretos agrícolas, leis sobre saúde e segurança ocupacional — todos os calhamaços, cada um deles.  Leis que tinham mais de 60 cm de espessura foram reduzidas a meras cem páginas.  Novos estatutos revogaram todos os antigos.  O objetivo era apenas criar o melhor ambiente possível para que a indústria pudesse prosperar.

E, ao que tudo indica, as indústrias prosperaram.  Em vários lugares é possível ver anúncios vigorosos sobre a Nova Zelândia. "A Nova Zelândia é hoje uma usina geradora de empreendedorismo" é parte de um dos convites para que as pessoas invistam e morem lá. 

Alegações de que o país "está na melhor posição para lidar com a tempestade global", "é o primeiro no ranking dos menos corruptos", "é a quarta economia mais livre do mundo", e "é o primeiro do mundo na proteção aos investidores" — tudo isso mostra um grande e jubiloso grito de mercados e pessoas que conseguiram sair do precipício por conta própria.

A Nova Zelândia disse não ao endividamento.  Alguém vai imitar?

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Veja também: Déficits, incerteza e keynesianismo - como um orçamento equilibrado gera crescimento econômico


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SOBRE O AUTOR

Floy Lilley
é membro adjunto do corpo docente do Mises Institute.  Ela já ocupou a cátedra de Livre Iniciativa da Universidade do Texas, em Austin, e já foi advogada no Texas e na Flórida.


"No caso de justiça privada, com investigação privada, os custos deveriam ser pagos pelas partes envolvidas."

Errado. Poderiam também ser pagos por qualquer um que se voluntariasse a pagar em nome de terceiros. Seria, tenho certeza, o seu caso em relação ao catador de papelão.

"Suponhamos que um senhor que cata papelão (e outros recicláveis) na rua seja atropelado por um motorista bêbado que, depois de atropelar e matar o tal senhor, fugiu da cena sem prestar socorro e se escondeu rapidamente (para tentar continuar sua vida como se nada tivesse acontecido)."

Isso ocorre diariamente no arranjo estatal em que vivemos. E nunca o atropelador é punido.

Aliás, houve um caso em que uma adolescente e modelo foi atropelada em Belo Horizonte, num bairro chique. Ela ficou aleijada (teve a perna amputada) e a motorista embriagada teve apenas uma multa de R$ 1,5 mil.

www.em.com.br/app/noticia/gerais/2014/12/29/interna_gerais,603237/jovem-atingida-por-carro-na-raja-gabaglia-tem-perna-amputada.shtml

www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/04/20/interna_gerais,639299/a-superacao-de-paola.shtml

revistaglamour.globo.com/#/noticia/Na-Real/noticia/2015/11/modelo-que-perdeu-perna-posta-foto-de-biquini-e-recebe-elogios-dos-fas.html

Que bela justiça estatal!

Ou seja, o pior cenário que você vislumbra num ambiente anarcocapitalista já ocorre rotineiramente no arranjo de justiça estatal em que vivemos.

Já no caso do catador de papelão, haveria ao menos uma chance: você poderia começar uma campanha nas redes sociais para coletar o dinheiro necessário para processar é punir o motorista. Seria até fácil.Se hoje as pessoas arrecadam dinheiro até para abrir hamburgueria, certamente não faltariam doadores para ajudar nesta causa tão mais nobre.

Solução tem pra tudo; o que é realmente difícil é nêgo conseguir pensar fora da Matrix estatal a qual foi condicionado.
Aos que acompanham Instituto Mises Brasil:
Deixo aqui uma pergunta para reflexão dos que acompanham esta página. Para haver justiça, é necessário investigação.
No caso de justiça privada, com investigação privada, os custos deveriam ser pagos pelas partes envolvidas (e não por um Estado).
Suponhamos que um senhor que cata papelão (e outros recicláveis) na rua seja atropelado por um motorista bêbado que, depois de atropelar e matar o tal senhor, fugiu da cena sem prestar socorro e se escondeu rapidamente (para tentar continuar sua vida como se nada tivesse acontecido).
Suponhamos também que a vítima vivia em uma casa extremamente simples, sozinho (por ter abandonado o contato com a família há muitos anos), e que seus escassos bens fossem insuficientes para cobertura de gastos de investigação e justiça privadas.
Neste caso, para que a investigação descubra a autoria do crime e a sociedade possa vislumbrar a possibilidade de justiça, quem arcaria com os custos? Quem faria a opção pelo tribunal que poderia julgar a causa? Quem acompanharia a causa para que fosse devidamente solucionada?
Lembrando que o motorista irresponsável teria fugido e não deixado vestígios suficientes (à princípio) para ser encontrado e responsabilizado pelo ato.
A sociedade que consistisse em justiça e investigação privadas (com custos 100% privados) não se importaria com a elucidação e punição em casos como o descrito acima? Ficaria o motorista embriagado livre, mesmo tendo atentado contra a vida de outro?
Na suposição, usei como exemplo um catador de papelão, mas a análise serviria para qualquer possível vítima de injustiça que não dispusesse de recursos suficientes para cobrir os custos de investigação e justiça privadas.
O que acham?
É uma dúvida real. Gostaria de verificamos possíveis respostas com educação e respeito.
Grato!
Eu morei 5 anos em Paris. Lá, a educação é gratuíta, obrigatória, e vai de 7 da manhã ás 17:00, De segunda à sexta, menos na quarta-feira. Esse é o dia do "se vire" para os pais, quando eles têm que ficar com os filhos de uma forma ou de outra. Uns levam para o trabalho, outros deixam em creches, outros arrumam uma babá por um dia.

As crianças são obrigadas a decorar poesias. O vestibular é feito no final do segundo grau, pra avaliar o quanto aprenderam, e filosofia é obrigatória. As provas não são de múltipla escolha. São feitas na forma de redações com 4 folhas de papel almaço. Se chama Bacalaureat, ou BAC, como todos chamam.

E por isso os franceses arrumam emprego em qualquer lugar do mundo onde vão, em geral chegam no estrangeiro e criam a próprias empresas. //existe ensino profissionalizante em todos os níveis, os professores, assim como todos, fazem reciclagens e avaliações constantes. é um sistema mais complexo, criado por pessoas com muita cultura. Sem falar que os franceses leem mais de 20 livros por ano. Existe a divisão que existia antigamente no segundo grau, exatas, biomédicas, humanas, artes... Se houvesse mais estudos no Brasil, saberíamos estudar os sistemas de ensino mais adequados para nosso país, na situação que se encontra. Poderíamos copiar as técnicas de sucesso destes países, ou mesmo daqui, de escolas que trazem sucesso aos alunos. Mas quando o povo não tem estudo, e confunde cultura popular com cultura geral, esquizofrênicos delirantes como o Carlos Magno dos pobres fazem um impichement, e ditam regras toscas como suas mentes delirantes, pois acham que ao poder é algo que deve ser conquistado por conchavos de ordens discretas. Me refiro ao presidente em exercício, que é maçom.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Filipe  27/05/2010 13:17
    Arretado saber que AINDA existe esse tipo de mentalidade!!!
  • Mohamed Attcka Todomundo  31/07/2014 20:33
    a n. zelandia é um estado minimo? se encaixa em algum conceito de minarquia? alguem pode me responder isso ou me passar algum artigo preu ler sobre?
  • catarina  07/10/2014 18:32
    Ai como eu quero jogar na cara dos meus amigos estatistas esse artigo.
  • Pedro Ivo  08/10/2014 11:46
    Atire uns ovos podres também.
  • Ali Baba  08/10/2014 13:09
    @Mohamed Attcka Todomundo 31/07/2014 20:33:42

    a n. zelandia é um estado minimo? se encaixa em algum conceito de minarquia? alguem pode me responder isso ou me passar algum artigo preu ler sobre?

    Não. A Nova Zelândia não é um estado mínimo. Não é um exemplo de minarquia. É um exemplo e como a redução do estado gera eficiência e prosperidade. Na realidade, a Nova Zelândia atual poderia ser tida como um exemplo do primeiro passo rumo a um estado-mínimo.

    Se a redução drástica do estado pela qual a Nova Zelândia passou foi tão boa, por que não ir ainda além e reduzir o estado a ZERO?
  • catarina  09/10/2014 17:21
    Contei a história da NZ pros meus amigos e eles disseram que não vale pro Brasil porque lá eles são mais desenvolvidos e estão preparados pra diminuir o estado, enquanto aqui ainda não. Eu disse que a economia segue as mesmas regras lá ou aqui, portanto funcionaria sim, mas não consegui convencer ninguém. Alguém tem algum argumento melhor pra defender que aqui funcionaria também?
  • Pedro Ivo  10/10/2014 18:42
    A NZ 1º diminuiu o estado, depois se desenvolveu. Leia o artigo + uma vez para relembrar esta nuance: a população demandou diminuição do estado.

    Se você ler os artigos sobre Países Nórdicos do IMB, verá argumentos que mostram que estas nações 1º se desenvolveram, e só após enriquecerem puderam se dar ao luxo de aventuras estatistas e intervencionistas. Leia-os também

    A lógica é simples: a renda renda que fica no bolso do cidadão ele ou consome ou poupa. O consumo remunera empreendimentos alheios, a poupança financia empreendimentos.
  • Pedro Ivo  10/10/2014 19:25
    Quase me esqueço Catarina: esta entrevista também é útil ao seu debate.
  • catarina  10/10/2014 20:04
    Valeu Pedro!!
  • Pedro Ivo  21/10/2014 16:48
    Catarina, olha Mais este artigo sobre escandinavos: El mito de Suecia. Se prefere em inglês...

    Pena não foi publicado em português.
  • Mohamed Attcka Todomundo  29/05/2015 16:23
    s/ kerê me gambá, mas no meu blog tb tem umas coisas sobre os nordicos:

    - suécia X
    - suécia IX
    - suécia VIII
    - suécia VII
    - suécia VI
    - suécia V
    - suécia IV
    - suécia III
    - suécia II
    - suécia I
    - ÿslândia II
    - ÿslândia I
    - como a çüéssia ficou $$$$$$$
  • anônimo  30/05/2015 07:55
    Esse seu blog é impagável! :)
  • Mohamed Attcka Todomundo  30/05/2015 21:04
    Esse seu blog é impagável! :)

    ñ é ñ. ta a vebda. hehehe
  • Mrs Pikka  23/03/2015 18:25
    Sra Catarina, pessoas que dão esse tipo de explicação-resposta pra essas questões são desinformadas, não aceitam o que é fato. Esse papo de que "ahhh mas lá é primeiro mundo bébébé..." é conversinha de quem não quer ver mudança. Preferem viver com a roubação na cara, prefere andar de ônibus o dia todo e chegar em casa estressado e reclamando das coisas... Elas pensam que o Brasil é atrasado e, normalmente e necessariamente, vai demorar, e muito, pra prosperar. Mas isso não é verdade: vide Hong kong, Chile...
    Eu leio demais sobre esses assuntos e quando vou debater com minha irmã, que é uma ingênua, ela não aceita esses fatos que fica argumentando essas coisa aí. E quando eu rebato com argumentos mais sólidos ela inventa outro argumento escroto para falar. Isso é muito comum nesse tipo de pessoa.
  • Emanuel Nunes Silva  22/08/2015 10:47
    ? Nova Zelândia é uma Monarquia Constitucional Parlamentarista, tendo como Monarca a Rainha Isabel II do Reino Unido. O Estado Brasileiro Livre e Independente após ao Grito do Ipiranga de 1822, foi fundado em 1824 como Império do Brasil, e sua Monarquia Parlamentar Representativa Imperial foi derrubada com em 15 de novembro de 1889, por meia dúzia de traidores golpistas discípulos da Seita Positivista. A república no Brasil abortada defunta na ilegalidade inaugurou a primeira Ditadura Militar da História do Brasil, cujas suas predadoras consequências se estenderam pelo futuro reinventando novas ditaduras... Nos conduzindo pela 6ª vez (Nova República) a um grande nada. Em qualquer país do mundo um governo que se mantém com 7% de aprovação é caracterizado como uma Ditadura. Nem nos terríveis "Anos de Chumbo" os presidentes militares chegaram a ter menos de 50% de aprovação. Não há a menor chance do Brasil imitar o exemplo da Nova Zelândia sem antes restaurar a sua Monarquia Parlamentar Representativa Imperial.

    ? No Flagelo Republicano Brasileiro, não importa o lado que escolhas... Qualquer que seja a Facção Política eleita nessa moralmente ilegítima República, o resultado final sempre será um grande nada. É assim que tem sido e sempre será. Enquanto a alienígena Bandeira da Seita Positivista que representa a criação do primeiro Estado de Exceção da História do Brasil tremular em seu território continental, indiferente às nossas raízes históricas e a legítima Identidade Nacional, não for descartada e substituída pelo Pavilhão Original, que simboliza as origens do Respeitado Estado Brasileiro Independente e Soberano que existiu até 1889; jamais a Nação Brasileira reencontrará o seu destino de grandeza interrompido por uma Traição.

    01 ¦ 50 razões para se resgatar nossa vocação de grandeza interrompida por uma traição
    ?emanuelnunessilva.blogspot.com.br/2014/01/26-razoes-para-resgatar-nosso-destino.html
  • Rafael  27/05/2010 15:57
    Pois é. Alguém consegue imaginar 10% disso acontecendo no Brasil? Duvido. Infelizmente.
  • Erik  27/05/2010 20:50
    Aproveito a oportunidade para pedir a equipe do IMB que faça textos como este sobre outros paises que tem procurado rejeitar o estatismo.\r
    \r
    Por exemplo, lembro de um texto do IMB falando sobre a suiça.\r
    \r
    Abraços
  • Bruno  27/05/2010 21:53
    Excelente artigo, ótima tradução.
    Seria ótimo se isso acontecesse aqui, mas o Estado brasileiro ainda não sabe nem as três primeiras letras desse alfabeto. A Nova Zelândia, acredito, jamais teve de se preocupar com algo como a profusão de cargos em comissão, por exemplo...
  • Cristiano  27/05/2010 23:42
    Gostaria de saber como esta a situação hj. Qual o tamanho da divida? qual o tamanho do Estado? Carga tributária, reglamentações, esse surto de liberdade perdura até hj? houve retrocesso? pq não houve avanço?
  • Marcelo Boz  28/05/2010 09:48
    Por favor, alguém sabe como é o sistema de saúde lá?\r
  • Marcelo  20/07/2013 06:22
    Público
  • marcos  22/07/2013 12:34
    Misto

    "From an essentially fully public system in the early 20th century, reforms have introduced market and health insurance elements primarily in the last three decades, creating a mixed public-private system for delivering healthcare."

    Publico para tratamentos gerais, privado para tratamentos mais complexos e caros

    en.wikipedia.org/wiki/Health_care_in_New_Zealand
  • Rodolfo Rost  03/02/2015 21:15
    Morei lá 2 anos... me machuquei fazendo rafting e o Estado pagava meus salários (no início 80% e depois 100% das 50h/semana que eu trabalhava). Além disso, pagavam todos os custos de sessões de quiropraxia, acupuntura e massagens. Pagaram ainda meu exame de ressonância magnética (NZ$ 900), que por ser distante da cidade onde morava, pagavam ou minha passagem ou a gasolina, com tabela que cobria o número de km rodados (meu carro era beberrão e a tabela ainda assim cobriu mais do que a verba que gastei com combustível). Com a constatação de lesão e recuperação não satisfatória, cogitaram me colocar em cirurgia na coluna, para uma discectomia (acho que é isso... cortar um pedaço do disco pra não pinçar o nervo ciático) com todo o processo, com anestesia peridural ou geral e recuperação custeados pelo governo neozelandês. Acabei voltando ao Brasil e não fui operado...
  • Mrs Pikka  23/03/2015 18:34
    Não entendi. Você voltou pra ser operado no Brasil? Porque não continuou lá pra operar? Conte-nos mais.
  • ANTONIO   28/05/2010 16:40
    ESTE É REALMENTE UM EXEMPLO QUE PRECISAMOS SEGUIR.PARABENS PELO ARTIGO,MAS PRECISAMOS QUE O IMB PEGUE ESTE GANCHO E TRAGA MUITO MAIS INFORMAÇÕES DEPOIMENTOS,PARA PODERMOS DIVULGAR.
  • Daniel M.  28/05/2010 20:35
    Prestem atenção na seguinte notícia:

    Anatel vai controlar ofertas de atacado e varejo em cerca de três mil municípios
    "O Plano Geral de Metas de Competição - previsto desde 2005 para ser implementado - está em fase adiantada de discussões técnicas na Anatel e entre as boas notícias para a sociedade é que ele irá trazer definições mais precisas sobre os mercados relevantes dos serviços de telecomunicações sobre os quais as empresas com poder de mercado devem ter regras mais rígidas de atuação."

    matéria completa aqui
    www.telesintese.com.br/index.php?option=content&task=view&id=14960&Itemid=10

    Às vezes eu acho que esse negócio de "regulação" não passa de um delírio orwelliano. Competição precisa de um plano geral de metas. Ainda, ela virá com "regras mais rígidas de atuação". A burocracia de Brasília não entende absolutamente nada de economia de mercado.

    Liberdade é escravidão
    Competição é monopólio
  • Fernando Osorio  06/06/2010 11:12
    Sem dúvida alguma, este é um artigo extremamente útil.\r
    Todos nós, cidadãos brasileiros "comuns" - e chamo de cidadãos comuns a aqueles que não pertencem ao grupo que dirige o Brasil, sejam eles públicos ou privados - temos a responsabilidade de divulgar este tipo de matéria.\r
    Lamentávelmente, para muitos é uma matéria "difícil" e "chata", por causa da educação medonha e manipulada que receberam, mas, podemos torná-la de fácil, rápida e amena leitura, que é o que a maioria dos brasileiros (e falo maioria mesmo) gosta de ver.\r
    Quem sabe, se a Rede Globo colocá-se uma novela das oito com personagens neozelandezes? ou divulgasemos este artigo em forma de "fofoca"? talvés coloquemos uma sementinha na cabeça das pessoas para iniciar um processo parecido ao da Nova Zelândia daqui a algumas decadas.\r
    Ou será que eu, assim como quem achou o artigo interesante e útil, somos "dreamers"?\r
    \r
    Imagine... \r
    \r
    Eu farei o seguinte: publicar em todo que é méio aos quais tenho acesso, o link deste artigo do IMB
  • Indivíduo Motivado  06/06/2010 11:42
    Fernando Osório, na minha humilde opinião, um esforço de marketing seria muito útil.
  • Juliano Torres  19/11/2010 13:18
    O artigo está enganado sobre a Inglaterra, ou foi escrito antes da posse do partido conservador.
  • Leandro  19/11/2010 13:29
    O Partido Conservador -- por quem eu pessoalmente nutro grandes simpatias -- tomou posse no dia 11 de maio, com um Paralamento "emperrado", sem maioria definida. De lá pra cá, houve muito falatório. Ações concretas, por enquanto, nenhuma -- embora, sem dúvida, a retórica ao menos já seja muito superior àquela dos horrendos anos Brown.

    Prefiro aguardar medidas ao invés de já sair aplaudindo os discursos (sem dúvida muito bons) do Primeiro-Ministro.
  • Mohamed Attcka Todomundo  29/05/2015 16:03
  • void  18/06/2011 00:38
    Gente, li no site do Nassif(fonte questionável, eu sei) um artigo de um cara falando sobre uma tal "bolsa família" neozelandesa cujo o valor é suficiente para "pagar aluguel, contas basicas e alimentacao". Alguém sabe algo sobre o suposto programa?
  • Felipe V.  29/05/2015 11:37
    Abaixo sites com relação a alguns dos benefícios oferecidos pelo governo da NZ para seus residentes permanentes e cidadões.

    www.workingforfamilies.govt.nz/tax-credits/payment-table.html

    www.workandincome.govt.nz/
  • anônimo  29/05/2015 13:03
    Vale lembrar que isso foi colocado em prática em 2005, quando o pais já era considerado rico.
  • Marcos Machado  17/07/2013 19:46
    Lindo artigo e uma das melhores historias sobre como as ideias libertárias atuam de forma extremamente positiva na vida do cidadão comum. Temos que dar a maior publicidade possível para esse caso!
  • Marcos  22/07/2013 14:23
    Um ótimo exemplo sobre o que pode ser feito na prática. No entanto, trata sobre medidas substantivas. O maior problema no Brasil é como chegar a um ponto em que a adoção dessas medidas serão possíveis. Talvez seja o caso de estudar como eles conseguiram vencer as resistências por lá.

    Também chamo a atenção para o fato de que o Brasil é um país muito maior e mais complexo. Quaisquer soluções adotadas por lá terão que ser objeto de estudo e adaptação.
  • Bezerra  22/07/2013 14:28
    Fico feliz por ter esse site disponível como fonte de informação. Um texto como esse em português eu nunca veria em nenhum outro lugar senão aqui. É incrível como a grande mídia do nosso país tornou-se propaganda socialista, escondendo os sucessos liberais e os fracassos socialistas.
  • gustavo  05/01/2014 20:51
    ok.....mudemos a Constituição. Paguemos valores de mercado realista sem calculo de propinas embutido para a contratação dos serviços públicos,restrinjamos o numero de postos políticos, eduquemos a população e .......comecemos a falar. Em 500 anos poderíamos ter algum resultado para encarar definitivamente a redução do volume do Estado, mais os anos de redução real da divida publica. Desgraçadamente estamos em um continente que não tem futuro sem modificações profundas das prioridades da população. O Estado administra divida, sua função histórica desde a chegada do Império Português, olhando e cuidando o beneficio dos poderosos..........etc, etc, etc.....
  • Kássio Borba  07/01/2014 19:30
    Não dá pra comparar com o Brasil. Primeiramente tem um território infinitanemte inferior e uma população menor que a do Rio de Janeiro. Lá os serviços públicos certamente estavam bem mais desenvolvidos quando iniciaram a mudança liberal. Aqui, ainda enfrentamos problemas básicos e, não esqueçamos, fazemos parte de uma cultura em que, infelizmente, a corrupção está no DNA e se dar bem em cima dos outros é a praxe. Assim, regulação e fiscalização não são dispensáveis.
  • Mauro  07/01/2014 21:59
    "Não dá pra comparar com o Brasil. Primeiramente tem um território infinitanemte inferior e uma população menor que a do Rio de Janeiro."

    Se o problema é território, pegue a Austrália. E tem até a vantagem do histórico colonial semelhante. Aliás, o da Austrália era ainda pior: o país era para onde o Império Britânico mandava prisioneiros, ou seja, era um mero depósito de criminosos.

    "Lá os serviços públicos certamente estavam bem mais desenvolvidos quando iniciaram a mudança liberal."

    Não, não estavam. Aliás, seria impossível estarem. A economia era totalmente fechada e improdutiva. Economias fechadas e improdutivas não têm a capacidade de gerar serviços públicos de qualidade (exceto, e ainda assim como muita ressalva, educação), pois não há capital para manter esses serviços.

    "Aqui, ainda enfrentamos problemas básicos e, não esqueçamos, fazemos parte de uma cultura em que, infelizmente, a corrupção está no DNA e se dar bem em cima dos outros é a praxe."

    Justamente por haver muita corrupção é que necessário reduzir ao máximo o espaço por meio do qual esta corrupção se manifesta, que é a burocracia e o aparato regulatório do estado. Sem reduzir burocracia e demais ingerências do estado, é impossível reduzir a corrupção.

    "Assim, regulação e fiscalização não são dispensáveis."

    Não apenas a teoria, como também a própria empiria demonstra que quanto mais regulação e fiscalização, mais corrupção e conchavos. Sugiro a leitura do artigo abaixo:

    Regulamentações brasileiras garantem a prosperidade dos vigaristas
  • Emerson Luis, um Psicologo  04/06/2014 12:43

    Esses exemplos brilham como luzes na escuridão! Tomara que o Brasil retome o rumo certo.

    * * *
  • Filó  06/02/2015 01:17
    Ô, coitado! Parece inté que chegô nu Brasil ontem.
  • Um cover do Típico Filósofo  21/10/2014 14:22
    Mas, para quem essa liberdade e empreendedorismo? A riqueza que antes era do governo, logo, do povo, agora tá concentrada na mão do grande capital internacional... E o povo?

  • Danilo  21/01/2015 13:50
    Como assim a riqueza q era do governo tbm era do povo? É a mesma coisa que vc dizer q a riqueza do do governo Brasileiro é do povo, essa riqueza q não vejo em lugar nenhum a não ser em Brasilia ou em paraísos fiscais. A riqueza do povo é ter acesso a educação, segurança e saúde de qualidade, emprego com salario digno e por fim poder consumir. E hj é o que vemos na NZ.
  • Mrs Pikka  23/03/2015 18:42
    Conversinha de vermelhinho.
  • Pablo  24/03/2015 02:34
    Falta uma atualização deste artigo. 5 anos depois, como a NZ está?
  • Mohamed Attcka Todomundo  29/05/2015 16:25
    aposto q decidiram q ja tao ricos o suficuente p/ vestir a roupa de melancia e tao embarcando nalguma aventura progressista de merda. kkkkkkkkk. as pessoas ñ mudam, salvo como ñ devem
  • Felipe Flexa  30/05/2015 02:07
    Segundo o site Australian Centre:

    O país foi considerado pela Forbes (2013) como o melhor país para negócios no mundo. Isso graças ao clima de transparência nos negócios, a sua estabilidade econômica, e liberdade (pessoal, comercial e monetária), a proteção dos investidores, os direitos de propriedade, o desempenho no mercado de ações, bem como a falta de burocracia e corrupção.

    O turismo tem um papel fundamental da economia neozelandesa. Em 2013, a atividade movimentou mais de US$ 23,9 bilhões na economia do país, sendo que o turismo internacional colaborou com mais US$ 10 bilhões no seu total de exportações. O turismo ainda é responsável por empregar mais de 110.000 pessoas no país.

    https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&cad=rja&uact=8&ved=0CCQQFjAB&url=http%3A%2F%2Fwww.australiancentre.com.br%2Fsite%2Fnovazelandia%2Fcultura.asp&ei=WBtpVfLEEMSQsQTVuILIDg&usg=AFQjCNEDDoxSlyQkzGEofsEyAH4hiqSs4Q&sig2=2uNSzVUpRRzZe1WqWhuimw&bvm=bv.94455598,d.cWc
  • Leo Baeta   30/05/2015 01:14
    Isso é literalmente um sonho... Mas infelizmente não acho que vou viver para ver isso no Brasil
  • Otávio Marshall  05/06/2015 20:41
    Esse artigo contém inúmeros erros, especialmente na leitura ação/resultado. A começar que foi escrito 5 anos atrás... "McTigue era ele próprio Ministro do Trabalho. Ele acabou sendo o único funcionário que restou quando o processo de corte eliminou 28.000 empregados." O Ministério do Trabalho existe atualmente na NZ (www.mbie.govt.nz/), apenas está ornanizado com outras atribuições; duvido que tenha tido 28.000 empregados, mas certamente não tem um só, e não parece que tenha tido um último! Também, casualmente após 2010, o governo neozelandês tem enfrentado contínuos déficits, sendo o maior em 2012 na série histórica (fonte: www.tradingeconomics.com/new-zealand/government-budget).

    A NZ é um exemplo ao mundo em várias áreas, mas essa leitura jornalística baseada em fontes superficiais, não é uma boa referência, que o IMB deveria filtrar antes de bancar a publicidade.
  • Frank Sheriff  05/06/2015 21:22
    "Esse artigo contém inúmeros erros, especialmente na leitura ação/resultado."

    Vejamos então.

    "A começar que foi escrito 5 anos atrás..."

    Nossa! Isso sim é um erro grave!

    Aviso a um mundo embascado: o cidadão Otávio Marshall acaba de revogar absolutamente tudo o que foi escrito há mais de 5 anos. Tudo prescreveu. Se duvidar, até mesmo as leis da física.

    Devo continuar perdendo tempo com esse idiota?

    "O Ministério do Trabalho existe atualmente na NZ (www.mbie.govt.nz/), apenas está ornanizado com outras atribuições;"

    E onde o texto diz que o Ministério do Trabalho foi abolido?!

    "duvido que tenha tido 28.000 empregados, mas certamente não tem um só, e não parece que tenha tido um último!"

    Pois então vá discutir com o McTigue, pois foi ele quem fez tal afirmação, e foi ele quem conduziu esse processo de enxugamento.

    Veja o que ele próprio escreveu:

    When we started this process with the Department of Transportation, it had 5,600 employees. When we finished, it had 53. When we started with the Forest Service, it had 17,000 employees. When we finished, it had 17. When we applied it to the Ministry of Works, it had 28,000 employees. I used to be Minister of Works, and ended up being the only employee.

    É incrível a arrogância do brasileirinho típico: ele lê um fato do qual não gosta, escrito por um sujeito que participou do evento, e já sai atacando o caráter de quem escreveu.

    Pior ainda: jura que simplesmente dizer "duvido" já confere uma refutação inegável a um fato. É por isso que somos esse atraso todo.

    "Também, casualmente após 2010, o governo neozelandês tem enfrentado contínuos déficits, sendo o maior em 2012 na série histórica (fonte: www.tradingeconomics.com/new-zealand/government-budget)."

    Certo. E isso apenas significa que, em 2010, após 17 anos de orçamento equilibrado, o governo deixou de ser tão sério quanto havia sido de meados da década de 1980 a 2010. (Muito embora o atual déficit orçamentário de 1,7% do PIB seja invejável para um país rico).

    E aí? Qual o seu ponto? O ponto do artigo foi o de dizer que o enriquecimento da Nova Zelândia "coincidiu" com a redução do tamanho do estado. Qual é o seu ponto ao dizer que, a partir de 2010, os déficits orçamentários voltaram (embora tenham sido reduzidos desde então)?

    "A NZ é um exemplo ao mundo em várias áreas, mas essa leitura jornalística baseada em fontes superficiais, não é uma boa referência, que o IMB deveria filtrar antes de bancar a publicidade."

    Fontes superficiais?! O relato foi de quem fez a reforma, e os dados utilizados estão plenamente disponíveis na internet, inclusive no site Trading Economics, utilizado por você. Isso é fonte superficial?

    Vá procurar alguma ocupação.
  • Otavio Marshall  06/06/2015 03:40
    Sheriff, Frank (are you the artist?), I was reluctant to respond to someone who calls the author of a comment "idiot". This is a typical behavior of Internet's Joseph Washer*, but let us go anyway.

    NZ has a culture of democracy and freedom dating back to its discovery, promoted by a humanist called James Cook, the first sea explorer to take a scientific staff on board to register discoveries, one of them beer alternative recipes. It is much earlier event than 80's deficits, something improved later in history by several actions of numerous governments of opponent ideologies, not by a libertarian turn to envy Mrs. Thatcher's lectures, as the text implies.

    It is not an isolated event worldwide speaking New Zealand had over-too-much welfare State policies in the seventies-eighties. Many countries had it, as a smart reader like yourself must agree. NZ was a pioneer in things like social security or gender equal rights for voting. When it became too heavy to support welfare State policies, there were not many ways except privatize and keep budget under control. NZ did it, courageously.

    Looking back to the article, this statement "Com uma visão diferenciada sobre a função do governo, a Nova Zelândia eliminou todo o Ministério da Educação. Cada escola passou a ser administrada por um conselho de gestores eleitos pelos pais das crianças daquela escola, e por ninguém mais."- it is shallow, if not false.

    The Ministry of Education exists (www.minedu.govt.nz/) with strategic and operational functions, as you can check here: www.minedu.govt.nz/theMinistry/AboutUs/AboutTheMinistry.aspx. Their mission was not abolished, not even in 2010. Although there is the Ministry, yes it's true (for decades) that micro regions have great autonomy over schools' budget. Shared responsibility, to be precise.

    Now tell me one thing, artist: do you suppose that I am a "brasileirinho típico" because I supposedly attack the character of those who wrote just 'cause I qualified it is "superficial"? This is not to attack someone's character, I think. It is just an opinion based in facts I interpreted, no more than that.

    Anyway I confess I am a "brasileirinho típico" (have ID and birth certificate), I do not know if this is a cause for shame though. Are you an ashamed Brazilian or just an atypical Brazilian?

    Finally, control your naive irony - decreases anger and add up a little respect + a wider and wizer sight. That is a basic ingredient of any initiative in New Zealand, a land that I'd rather not tell you how much I know and love (laughs)...

    Last, I replied your reply cause I am really doing nothing tonight, you are right. Oh, thank you very much for wasting your time thoroughly criticizing my comment also!

    *Zé Ruela
  • brenda lorraine  09/06/2015 16:01
    já pensou se algum politico tentar implantar isso no Brasil, seria morto.
  • jean robert  09/06/2015 16:05
    Fomos colonizados por Portugueses e não ingleses. Me diz um pais colonizado por Portugal que esta bem?
    Teria que aparecer um politico mão de ferro, corajoso para implementar o exemplo da Nova Zelândia no Brasil.
    Mais que é essa pessoa? Lula, Dilma, Zé Dirceu, quem?
  • jorge  22/07/2015 21:59
    Macau, está bem e foi colonizado pelos Portugueses.
    Agora a culpa é nossa queres ver. Se calhar é minha. Se calhar os quase 200 anos de independência não vos chegaram. Precisas ainda assim de culpar Portugal.
    Me diz um país colonizado pela Espanha que está bem. ou por França ou pela Bélgica. Não existe um único país que tenha sido entregue à população nativa que esteja bem, excepto os casos asiáticos de hong kong, Singapura e Macau. As ex colónias Inglesas em África, ou a Índia estão bem? Os países do médio oriente estão bem? (como é óbvio depende do ponto de vista, e do facto de considerares o facto de nadarem em petróleo culpa dos Ingleses) África do Sul não se enquadra porque esteve entregue aos colonizadores e tem uma grande comunidade branca. Realmente de todos os países em que Portugal esteve, o Brasil é a grande excepção, porque não ficou entregue à população nativa. Ainda assim querer culpa Portugal e os Portugueses pelo facto de o país não andar para frente, é de alguém bem ridículo.
    O Brasileiro tem uma aversão à sua história e ao seu passado em comum com o de Portugal que não encontro nos Angolanos, Cabo-Verdianos, Moçambicanos, Guineenses, São-tomenses, Timorenses, ou nos habitantes de Macau, Goa, Damão e Dio. Espero não me ter esquecido de nenhum povo com ligações fortes a Portugal.
    Um abraço Jean

  • seu  23/07/2015 02:16
    Tens toda a razão. Se nós, brasileiros, não tivemos a capacidade de erigir uma grande nação, a culpa toda é nossa mesmo. Portugueses, ingleses, americanos, extra-terrestres, etc. não são responsáveis pelo nosso estrondoso fracasso. Somos nós que escolhemos não explorar nosso potencial e ficar apontando culpados em todas as direções justamente para aliviar nossa consciência culpada.

    PS: apesar de ser brasileiro, não me envergonho nem um bocado em ter um passado comum com o de Portugal. Aliás, orgulho-me disso e orgulho-me também de ter sangue português.
  • Anderson  10/08/2015 22:41
    Prezado Leandro,


    Saiu uma notícia de que o BC da Nova Zelândia quer "afrouxar" sua política monetária, quer cortar as taxas de juros para "impulsionar a economia do país".

    O bom é que a Nova Zelândia é um país com inflação perto de zero (zero vírgula alguma coisa, quase deflação). Segundo o presidente do BC de lá, eles querem aumentar a inflação para ficar entre 1 a 3%.

    Ainda segundo a matéria, eles só estão fazendo isso por causa, principalmente, da baixa demanda pelos produtos lácteos exportados (que tinha sido bastante demandado ano passado).

    Nesse caso, eles acertaram em baixar os juros (que fora aumentado anteriormente, aparentemente, por causa de uma maior demanda pelos bens neozelandeses) e buscar uma inflação?


    Aqui, a matéria: www.em.com.br/app/noticia/economia/2015/07/28/internas_economia,673130/bc-da-nova-zelandia-deve-afrouxar-mais-sua-politica-monetaria.shtml
  • Leandro  10/08/2015 23:07
    Não.

    E esse gráfico mostra tudo:

    www.tradingeconomics.com/embed/?s=nzdusd&v=201508110000d&d1=20140101&d2=20151231

    O poder de compra dos neozelandeses despencou. Isso é bom?
  • Anderson  11/08/2015 11:19
    É... Despencou mesmo. É que eu tinha raciocinado da seguinte maneira, os neozelandeses exportaram mais produtos lácteos e, com uma reconstrução de boa parte da cidade de Christchurch, o Banco Central aumentou as taxas de juros, só que, agora, a situação não é a "mesma", já que as exportações de lácteos diminuíram (parece que em torno de 60%) e a cidade que fora destruída já está quase que normal (as reformas e restaurações já foram concluídas), então o Banco Central de lá resolveu voltar as taxas ao que eram antes desses acontecimentos. Só que eu não tenho dados para entender isso (como eram as taxas anteriormente). E, sim, não concordo com "crescimento por inflação" (que é sempre insustentável a longo prazo).

    Obrigado pela resposta, Leandro.
  • Danilo Cuzzuol Pedrini  04/12/2015 09:58
    "
    Esse encolhimento do governo determinou que as agências governamentais remanescentes fossem geridas tendo o lucro como objetivo e pagando impostos como qualquer empresa privasa"

    O interessante foi administrar autarquias como empresas privadas. Visando lucro, sem aporte de dinheiro pelo governo, sem interferências


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