O seu estado é um pagador ou um recebedor de impostos federais?
por , terça-feira, 11 de maio de 2010

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Mapa-Brasil-Estados1.jpgA tabela a seguir mostra quanto cada estado pagou de impostos federais em 2009 e quanto cada estado recebeu do governo federal a título de transferência de recursos (dinheiro destinado ao governo do estado e aos municípios desse estado) também em 2009.

Os impostos federais calculados são: imposto sobre exportação, imposto sobre importação, IPI, IRPF, IRPJ, IRRF (retido na fonte), IOF, ITR, CPMF, COFINS, PIS/PASEP, CSLL, CIDE-combustíveis, contribuições para o FUNDAF e outras receitas administradas.

O resultado final para cada estado aparece na coluna da direita.  Os resultados em azul indicam que o estado é recebedor líquido de impostos federais.  Os resultados em vermelhos indicam que o estado é um pagador de líquido de impostos federais.

Cada um tire suas próprias conclusões.

(Os estados foram elencados por região. Começa com a região Norte, depois Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e, finalmente, Sul).

 

 

 

Quanto paga ao governo federal

 

Quanto recebe do governo federal

Resultado final

Acre

244.750.128,94

 

2.656.845.240,92

 

2.412.095.111,98

Amazonas

6.283.046.181,11

 

3.918.321.477,20

 

— 2.364.724.703,91

Amapá

225.847.873,82

 

2.061.977.040,18

 

1.836.129.166,36

Pará

2.544.116.965,09

 

9.101.282.246,80

 

6.557.165.281,71

Rondônia

686.396.463,36

 

2.488.438.619,93

 

1.802.042.156,57

Roraima

200.919.261,72

 

1.822.752.349,69

 

1.621.833.087,97

Tocantins

482.297.969,89

 

3.687.285.166,85

 

3.204.987.196,96

Alagoas

937.683.021,32

 

5.034.000.986,56

 

4.096.317.965,24

Bahia

9.830.083.697,06

 

17.275.802.516,78

 

7.445.718.819,72

Ceará

4.845.815.126,84

 

10.819.258.581,80

 

5.973.443.454,96

Maranhão

1.886.861.994,84

 

9.831.790.540,24

 

7.944.928.545,4

Paraíba

1.353.784.216,43

 

5.993.161.190,25

 

4.639.376.973,82

Pernambuco

7.228.568.170,86

 

11.035.453.757,64

 

3.806.885.586,78

Piauí

843.698.017,31

 

5.346.494.154,99

 

4.502.796.137,68

Rio Grande do Norte

1.423.354.052,68

 

5.094.159.612,85

 

3.670.805.560,17

Sergipe

1.025.382.562,89

 

3.884.995.979,60

 

2.859.613.416,71

Goiás

5.397.629.534,72

 

5.574.250.551,47

 

176.621.016,75

Mato Grosso

2.080.530.300,55

 

3.864.040.162,26

 

1.783.509.861,71

Mato Grosso do Sul

1.540.859.248,86

 

2.804.306.811,00

 

1.263.447.562,14

Espírito Santo

8.054.204.123,9

 

3.639.995.935,80

 

— 4.414.208.188,1

Minas Gerais

26.555.017.384,87

 

17.075.765.819,42

 

— 9.479.251.565,45

Rio de Janeiro

101.964.282.067,55

 

16.005.043.354,79

 

— 85.959.238.712,76

São Paulo

204.151.379.293,05

 

22.737.265.406,96

 

— 181.414.113.886,09

Paraná

21.686.569.501,93

 

9.219.952.959,85

 

— 12.466.616.542,08

Rio Grande do Sul

21.978.881.644,52

 

9.199.070.108,62

 

— 12.779.811.535,9

Santa Catarina

13.479.633.690,29

 

5.239.089.364,89

 

— 8.240.544.325,4


Atualização: o Distrito Federal, por pura displicência deste que vos escreve, ficou de fora da lista.  Eis os dados:

Quanto paga ao governo federal: 50.454.719.368,50

Quanto recebe do governo federal: 7.356.318.744,45

O que dá um déficit de — 43.098.400.624,05

O resultado parece estranho?  Mas não é.  Trata-se de uma enorme distorção.  O DF, como é sabido, possui a maior concentração de funcionários públicos federais — incluindo-se aí os nobres membros do congresso e dos ministérios — por quilômetro quadrado.  Quando o dinheiro do salário deles (que vem de todo o Brasil) cai em suas contas bancárias, o imposto de renda retido na fonte é contabilizado como arrecadação federal.  O mesmo é válido para o imposto de renda pago por todas as estatais, inclusive BB e CEF, que possuem sede em Brasília.

Ou seja, o dinheiro que é espoliado de todo o resto do Brasil vai para o DF, cai na conta dos funcionários públicos e políticos e, em decorrência do IR que estes pagam, uma parte desse mesmo dinheiro é contabilizada como carga tributária que o DF paga ao governo federal.  Bonito.

Ainda assim, os repasses federais para o governo do DF são vultosos (maiores que os de Santa Catarina, por exemplo), o que mostra o quão privilegiada é a região.

 

Fontes:

Quanto cada estado paga ao governo federal:  http://www.receita.fazenda.gov.br/Historico/Arrecadacao/PorEstado/2009/default.htm

Quanto cada estado recebe do governo federal:  http://www.portaltransparencia.gov.br/PortalTransparenciaListaUFs.asp?Exercicio=2009&Pagina=1


Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

postado por Leandro Roque | 11/05/2010

258 comentários
258 comentários
LUIZ OLIVEIRA 11/05/2010 11:09:16

Se a maioria dos paulistas entendessem esses números teriam vontade de fazer outra Revolução Constitucionalista. Os cariocas, ao invés de reclamarem da mudança da capital federal para Brasília, iriam querer se tornar independentes. Talvez tivéssemos um outro país: SampaRio. São Paulo e Rio carregam o Brasil nas costas. É uma carga muito pesada. Que os libertários me perdoem, mas vou parafrasear Marx: Paulistas e cariocas uni-vos. Nada tendes a perder, senão vossos grilhões.

Responder
Reinaldo 26/05/2012 16:04:33

Rio de Janeiro e Espírito Santo estão no azul se deduzirmos o que recebem de royalties pelos dinossauros que morreram a milhões de anos. Alias, que azul !

Seria interessante alguém fazer esse cálculo, mas sem contar o período de de obras para panamericano (2007), copa do mundo e olimpíadas, porque neste período você já pode colocar ai 40% do orçamento federal. Fácil.

Responder
fernando 18/10/2012 11:40:36

Não sabe o que diz. Os roayalties não são integralmente captados pelo estado...devia saber que que é dividido entre as cidades produtoras e aquelas de alguma forma evolvidas e o estado, além do governo federal...Cidades e estado ficam com quase o mesmo valor no ES, e detalhe: no ES os royalties são usados em parte para redistribuição às cidades que não recebem royalties. E mais: está previsto na constituição como se deve usar o dinheiro dos royalties...e diferente da maioria desse povo desinformado não é possível aplicá-lo conforme o bel prazer do gestor, o que engessa a possibilidade que um governo "honesto" de gastar bem esse dinheiro...Resumindo: os royalties ajudam pouco na capitalização do estado meu caro!

Responder
mauricioajordao 23/04/2013 00:57:24


Em seu Comentário vc esqueceu de citar que a União recebe 45% dos royalities e participações especiais.

Essa parte é dividido pelo FPE , Outra coisa A receita do ICMS do petróleo é no destino ou seja o estado que consome é quem se beneficia do imposto.

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Odilon Silva 26/04/2013 15:05:43

O mais importante nesta história toda é como estamos longe de uma solução. Independencia de Sao Paulo, Rio e mais alguns superavitários é irreal. Mudar via lei é dificil, pior é que já são 50 anos do fundo de estados e municipios sempre aumentando o % que vai para ele, e os estados que recebem continuam na mesma situação (por que será?) quem viu o Jacques Wagner, governador da Bahia, em entrevista no Roda Viva, uns 20 dias atrás, ficou maravilhado. Terno Armani, relógio maravilhoso, anéis de ouro puro, parecia um galã. E a Bahia pelo que ele falava era uma verdadeira Suiça, Savador tá com o nome errado, deveria ser Genebra.
É de dar dó.
Voces já repararm que quando um figurão de Brasilia é entrevistado (do Congresso ou mesmo executivo) o sotaque é na maior parte das vezes lá de cima?
Já repararam que o Presidente do Senado recebeu 200.000 votos no seu estado e nossos senadores de Sp receberam milhões de votos, é muito injusto, estes nortistas decidirem o destino do nosso dinheiro do sul/sudeste. O discurso de que precisamos proteger os estados pobres, já tem 50 anos e nunca funcionou, é que nem a Sudam e Sudene.

Petróleo - quem tiver tempo tente ler
PETROLEO: REFORMA E CONTRARREFORMA DO SETOR PETROLIFERO BRASILEIRO
editora campus, ou procure dados na internet. Este livro mostra bem o que a ideologia da Estatizaçao e intervenção fez com o sertor no Brasil. São 4 anos desde 2008/2009 sem leilão de areas e sem investimentos estrangeiros no setor. Perdemos não 5 anos de prospecção, perdemos muito mais. Perdemos atrasos e contas para nossos filhos e netos pagarem no futuro. Alguem lembrado Ufanismo gritado aos 7 cantos em 2008 do pré-sal?? O présal é de todos os brasileiros. Não podemos permitir que seja mal utilizado. Mudaram o marco regulatório. Criou-se a briga dos royalties, o setor parou, várias empresas estrangeiras do setor sairam do Brasil. Resultado saimos da autosuficiencia para importar de novo petroleo. As areas em prospecção cairam mais de 70% em 4 anos.
Quanto estrago!!! Serão 10 anos ou mais de atraso no setor. É só ver a Petrobrás manipulada pelo governo, cabidão de emprego, dobrou os funcionários em 9 anos, e deu no que deu, valor de mercado caiu pela metade. Tornou-se uma vergonha no setor.
Quantos empresários perderam dinheiro por acreditar no discurso incosequente do poder executivo e dos politicos que votaram a nova regulamentação.

Temos que batalhar urgente.:
- Voto distrital total sem quantidade minima de deputados por estado ou distrito
- Redução da quantidade de senadores e deputados
- Endurecer a lei do ficha limpa e crimes contra o erário, acatada a denuncia, esta afastado do cargo e do mandato.
- Teto real de vencimentos para funcionários públicos e politicos na constituiçao em salários minimos da Previdencia.
- Regime de contratação de funcionários públicos só CLT, acabar com a contratação atual.
- Acabar com os fundos de pensões das estatais. Passam para a gestão privada e contribuição só dos funcionários.
- Tenho certeza que tem muito mais idéias por aí afora.

Responder
brendo 13/08/2015 18:10:11

Os cariocas não pediram por pan-americano nem olimpiadas. Quem pediu para concorre foi o governo: federal, estadual e municipal

Responder
Thiago 15/10/2013 23:55:31

Se SP recebesse o mesmo que produz, o país inteiro migraria pra cá, não adiantaria nada

Responder
anônimo 30/05/2014 21:19:08

Sim, São Paulo estaria cheia de dinheiro e sem comida nenhuma!! Viva o SUL

Responder
Daniel 29/08/2015 05:59:50

E o Sul estaria cheio de comida e sem dinheiro, ô jumento. Se você não entende que separatismo não é isolamento não deveria militar sua causa.

Responder
carlos 26/08/2016 01:22:07

isso mesmo amigo, seremos grandes parceiros comerciais, VIVA SÃO PAULO, VIVA O PAIS DO SUL.

Responder
carlos 26/08/2016 01:19:31

São Paulo vai ser o pais mais rico e desenvolvido da América Latina e será um grande parceiro econômico e cultural do futuro Pais que esta nascendo no sul do brasil, temos interesses em comum, separados sim, inimigos nunca, chega de enviar nosso suado dinheiro pra brasilia e receber esmola de volta, desperta povo paulista...

Responder
Valmir 22/12/2013 17:39:18

Apoio a independência paulista, sem o Rio de Janeiro.
Não temos nada a ver com os cariocas.

Responder
Vinícius Oliveira 13/02/2014 06:42:07

*Fluminenses

Responder
anônimo 29/10/2014 10:11:17

água e óleo... /vide eleições..

Responder
sissibrasileira 02/12/2014 22:00:06

Fluminenses.

Responder
Vinícius S. Oliveira 10/05/2016 11:57:44

Valmir, já eu apoio a independência do Rio, mas sem São Paulo ou qualquer outro estado. Nós, fluminenses (vou soletrar: F.L.U.M.I.N.E.N.S.E.S.), somos pagadores, como você pode ver na coluna acima. Temos o 2º maior PIB do Brasil, não dependemos de ninguém! Ademais, o Estado do Rio é o maior produtor de petróleo do país, com mais de 87% das reservas.

Responder
Carlos 03/08/2016 17:07:15

Verdade...veja a Venezuela...também é cheia de Petroleo...hahahahaha

Responder
Edson Pinto 26/08/2016 18:23:23

Pelo que sei, eram proprietários só dos royals sobre petróleo(RJ) Estado lindo que acolhe a todos e também paga muito mais que recebe de volta. Estado esta quebrado e petróleo hoje é sinônimo de roubalheiras e escândalos, preço internacional caiu e vai cair mais. O pré sal que enganou os trouxas e acirrou o direito a todos os estados(direito legítimo)O Oceano é do Brasil e não só dos cariocas amados rsss. Penso diferente, trabalho, educação, politização etc..IDH etc.. Os três estados do Sul dão de relho. País que seria 1º mundo= PR. SC. RS e teríamos o RJ como nossa colônia de férias. Nunca fui a favor dos separatistas mas hoje a coisa esta horrível. Estadecos elegem 3 senadores safados e coronéis com 200 mil votos, já nos estados do Sul precisam de mais de 3 milhões de votos, guerra fiscal etc.. Hoje sou a favor da República do Sul. Seriamos a parte boa da Europa com certeza.

Responder
keia 27/10/2014 19:49:10

Não esqueça a região Sul que tb mais paga do que recebe.

Responder
Roberto Chiocca 11/05/2010 11:46:19

Leandro,
vc podia adicionar a este artigo aquele mapa dos estados onde o Lula ganhou e os que Geraldo ganhou, me parece que a divisao ficou exatamente comprovando a frase de George Bernard Shaw: "A government which robs Peter to pay Paul, can always count on the support of Paul."

Responder
andre 11/05/2010 11:47:56

Muito em breve teremos uma guerra civil se continuar assim.

Responder
andre 11/05/2010 11:49:37

Isso preocuopa, pois é formula basica para uma guerra civil.....

Responder
Edik 11/05/2010 11:59:17

Eu busquei dados da população de alguns estados no site do IBGE e pude constatar que os cariocas pagam mais do que recebem em relação aos paulistas por habitante:
SP - População: 39.827.570 paga mais R$4.554,00 de imposto do que recebe
RJ - População: 15.420.375 paga mais R$5.574,40 de imposto do que recebe
RS - População: 10.284.503 paga mais R$1.242,62 de imposto do que recebe


Realmente nós paulistas e cariocas estamos carregamos em certa medida o Brasil nas costas. E esse peso na realidade deve ser bem pior porque nessa conta não entra gastos realizados diretamente pelo governo federal, e podemos presumir que eles são mais intensos nas outras regiões do Brasil.

Responder
patricio 14/09/2014 01:54:45

o RJ paga muito por herança de ex capital. Imposto de renda da peroba por exemplo, é computado para o RJ...

Responder
Luiz Lopes 28/10/2014 18:19:02

Na verdade amigo, o Sul e Sudeste carregam o país inteiro nas costas, com exceção do Amazonas (acredito que seja por causa da Zona Franca de Manaus) os outros estados só sugam..

Responder
Unizer 12/02/2015 03:07:24

Os estados pobres compram o que é produzido nos estados ricos, assim o pobre dinheirinho dos pobres sempre acaba na mão dos ricos.
Seria bom que os estados ricos se tonassem países independentes e assim teriam que pagar tarifa para exportar para o resto do Brasil, então as empresas iriam abrir filiais nos estados consumidores, gerando mais emprego e o dinheiro não iria todo para os estados ricos

Responder
Fernando Chiocca 11/05/2010 12:04:36

Sejam bem-vindos à DEMOcracia.

Responder
Marco de Tropoja 25/08/2016 00:49:39

Democracia é coisa do DEMO!

Responder
Juliano Camargo 11/05/2010 12:11:27

Bravo Leandro, muito bom.

Essa é uma área que nós podemos ajudar muito no Brasil. Visualização e interpretação de dados oficiais que da forma colocada e analisada em sites oficiais não geram muita discussão.

O Impostômetro é uma boa iniciativa, mas não quiseram mostrar estas diferenças regionais.

Dei uma olhada nos dados do BNDES, e você vai achar muitos dados de investimentos diretos do banco, a maioria em grandes obras e grandes empresas. Eles agora são obrigados a publicar isso, e com certeza ajuda muito a nossa causa.

Há outras coisas que complicam a análise de quem recebe o quê. Sabemos que o protecionismo industrial protege majoritariamente a indústria do país, instalada em São Paulo, Paraná, Santa Catarina...

São Paulo sustenta as contas do governo federal. Mas PT é de lá, o PSDB também. São Paulo está no poder. Não que isso beneficie em alguma coisa a população de São Paulo, é claro...

Responder
mauricioajordao 23/04/2013 01:03:10

O poder está no congresso , onde todos os outros estados roubam a arrecadação dos demais.

Infelizmente ninguem do nordeste e nordeste quer atrair investimento crescer para que?

è mais fácil votar uma lei para retirar de quem arrecada.

Responder
Eduardo C. 11/05/2010 12:18:46

Parabéns pelo quadro, explica bem os motivos do nordeste estar com o governo mesmo mediante à escândalos diários.

Responder
Helio 11/05/2010 12:26:27

Fantástico!\r
\r
Pelo exposto acima, percebe-se que o governo federal é a abominável máquina de tirar de Pedro (cerca de R$220bi) e dar a João (menos de R$70bi), e claro, ficar com o troco.\r
\r

Responder
Helio 11/05/2010 12:29:50

Sorry, eu quis dizer que o governo federal tira de Pedro R$320bi, dá a João menos de R$70bi, e fica com o troco...

Responder
Roberto Chiocca 11/05/2010 12:39:14

Este seria o mapa,( www.duplipensar.net/diario/uploaded_images/eleicoes-brasil-2006-03-717909.jpg ) algumas exceções como o Rio de Janeiro votando com Lula e Roraima com Alckmin, mas dá para se ter uma idéia do poder que o repasse de verbas tem na percepção do povo.
"It's illegal to say to a voter "Here's $100, vote for me." So what do the politicians do? They offer the $100 in the form of Health Care, Social Security, Unemployment Insurance, Food Stamps, tobacco subsidies, grain payments, NEA payments, and jobs programs."

Responder
Helio 11/05/2010 13:07:05

Na linha do que o Eduardo C. sugere, seria fantástico ter uma tabela com a quantidade de senadores, deputados, e população; por estado e por região. O Nordeste aparecerá com um poder político muito maior que sua população.

Responder
Silvio 03/02/2011 16:48:49

Isso foi feito durante a ditadura militar. Também o exercito no Sul, e comandado por Generais do Norte, para que assim não exista nenhuma oportunidade,de que se intente, a separação que queriam os estados do sul.Na reforma política tem que ser proporcional a seus habitantes.Não e possível que Sarney com 2000 votos no Amapá foi senador, e para ser deputado por São Paulo se necessitem 100,000 votos.

Responder
Daniel M. 11/05/2010 13:25:59

Leandro, permita-me sugerir outros indicadores que poderiam ilustrar ainda mais como o federalismo no Brasil é uma ficção.

1. Da massa tributária arrecada no país, quanto é controlado por cada ente (união, estados e municípios);

2. Percentual de municípios que não conseguem se manter com recursos próprios;

3. Considerando a distribuição da população nos estados, comparar a atual distribuição de deputados federais e a que realmente deveria ser.

parabéns pelo trabalho de vocês.

abç

Responder
anônimo 11/05/2010 14:00:55

Do ponto de vista dos estados do Sul e Sudeste, me parece que há um pacto f*derativo.\r
\r

Responder
Fabiana 11/05/2010 14:12:36

MEU DEUS ! São Paulo é uma COLÔNIA da metrópole Brasil !!! Que escravidão ! Que humilhação ! Que discrminação !
Isto, além de internamente sustentar migrantes que o saqueiam, absorvendo todos seus recursos.

Até quando esta humilhação e escravismo ?

Responder
Charlton Heslich Hauer 09/07/2013 23:34:47

Fabiana, antes de você fazer essa pergunta, penso que você deveria perguntar sobre a humilhação e o escravismo dos Homens para com as mulheres. Mulheres possuem (e sempre possuíram) infinitos privilégios à custa da escravização de Homens. O eterno lema "mulheres e crianças, primeiro" fez com que, em toda a história da humanidade, os Homens fossem obrigados a se sacrificarem pelas mulheres; entregar sua identidade, seu ser e sua vida em prol das mulheres.

Portanto, antes de qualquer coisa, você deveria perguntar: "meu Deus, até quando veremos a expropriação dos recursos dos Homens para as mulheres?".

Ok, senhora "aposentadoria precoce"?

Responder
Leo Oldani 11/05/2010 14:26:56

Chioccas,

Esse estudo não cabe.Imposto tem que ser comprado com PIB, santa mâe de Deus!!!!
Arrecadação regional não tem nada a ver com pib regional.
Enquanto o PIB de SP representa de 33% do PIB brasileiro(pode olhar no IBGE), a arrecadação de SP representa 65% do total arrecadado.Por Que?

É óbvio que boa parte do que SP arrecada não lhe pertence.


Entes de fazer alarmismo é preciso entender os números, senão não passa de panfletagem.

P.S. As transferência para SP estão de acordo com o PIB paulista, cerca de 32% do total repassados aos estados.

Faça um estudo descente e tire essa merda do ar!!!!!!






Responder
Renzo 05/12/2011 12:13:33

Engraçado , o mesmo termo utilizado para o DF, teria que ser utilizado em estados como o RJ, afinal é uma 2º brasília de órgão públicos, com inúmeras estatais.

É ridículo contar o valor de brasilia pelos seus funcionários público somente, a maior parte esta na centralização de estatais na capital federal, assim como no RJ.

Em SP o valor vai muito tb da contabilização de empresas sediadas na capital, como Bradeco, Itaú e inúmeras outras, ambas de atuação em todos os estados do país.

Responder
Leandro 05/12/2011 12:49:31

Nada contra seu raciocínio, Renzo. Com efeito, o fato de estados como Rio de Janeiro e São Paulo serem sede de grandes empresas que atuam em todo país estimula bastante a quantidade de impostos paga por estes estados. Tal raciocínio, aliás, gera uma consequência interessante: se por um lado ele diminui um pouco do real fardo que pesa sobre SP e RJ, ele aumenta, em termos proporcionais, o fardo sobre MG, ES, PR, SC e RS. Afinal, se SP e RJ são sede de várias empresas nacionais, o mesmo não acontece com estes outros estados, que devem ser sede de no máximo uma ou duas grandes empresas nacionais. Logo, os tributos que eles pagam são realmente originados por próprios, e não em outros estados.

Por fim, só não entendi por que você rejeitou esse mesmo raciocínio para Brasília, cidade povoada quase que exclusivamente por marajás que vivem com o dinheiro alheio.

Grande abraço!

Responder
João 07/03/2013 15:34:48

Brasília povoada quase que exclusivamente por marajás? Uau, 2,5 milhões de ricos hein!
Só ignorou a grande maioria da população que mora em cidades colocadas estrategicamente longe da capital por abrigarem gente pobre. Outras são próximas por serem antigas favelas que foram derrubadas e reconstruídas ao longo da história do DF.
E esquece que boa parte desses políticos são colocados pelos estados da federação, não só Brasília elege todos.

Responder
Maurício 11/05/2010 14:35:18

Muito bom, Leandro,\r
\r
Ações como esta ajudam a disseminar a cultura de consulta e ANÁLISE das informações divulgadas pelo governo.\r
\r
Vou começar a olhar mais de perto estes dados...\r
\r
Excelente sugestão, Roberto.\r
\r
Abraços

Responder
Maurício 11/05/2010 14:48:05

Porque o Distrito Federal não entra na conta?

Responder
Fernando Chiocca 11/05/2010 14:55:56

E não tem que colocar estes 250 bi na conta também para aí sim ter o resultado final?
Afinal, eles vão para algum estado. Ou melhor dizendo, eles vão para determinadas pessoas que estão em algum estado.

Responder
Thiago Bezerra 11/05/2010 15:12:19

Merece até um trabalho científico falando sobre implicações de uma suposta separação.

Responder
Leandro 11/05/2010 15:14:36

Prezado Leo Oldani, muito prazer! Sou eu o autor do "dejeto" e não os Chioccas. Aviso também que não sou paulistano e nem paulista, tampouco tenho raízes nesse estado.

Dito isso, algumas considerações sobre sua gentil missiva:

Esse estudo não cabe.Imposto tem que ser comprado com PIB, santa mâe de Deus!!!!

Raciocínio esse que absolutamente em nada invalida o resultado final da conta: saber se um estado é pagador ou recebedor líquido de impostos.

Arrecadação regional não tem nada a ver com pib regional.

E daí? Sequer foi mostrada a arrecadação regional nessa tabela, tampouco se está falando de PIB. Qual o ponto?

Enquanto o PIB de SP representa de 33% do PIB brasileiro(pode olhar no IBGE), a arrecadação de SP representa 65% do total arrecadado.Por Que? É óbvio que boa parte do que SP arrecada não lhe pertence. .

A resposta é essa? Se "boa parte do que São Paulo arrecada não lhe pertence", então pertence a quem? Por que a arrecadação de São Paulo "não lhe pertence" e, ao mesmo tempo, um estado como o Maranhão, por exemplo, pode não apenas receber de volta tudo o que pagou ao governo federal, como também tem o privilégio de receber um adicional de quase 8 bilhões sobre o que pagou?

Por que essa diferença de tratamento? Por que São Paulo não pode ser dono de sua produção, mas o Maranhão pode não apenas ser o dono de tudo o que produz (em termos líquidos) mas também tem o privilégio de ser o dono de boa parte da produção alheia?

Entes de fazer alarmismo é preciso entender os números, senão não passa de panfletagem.

Fica aí a dica pro senhor.

P.S. As transferência para SP estão de acordo com o PIB paulista, cerca de 32% do total repassados aos estados.

Tá na hora de trocar a HP. Os repasses do governo federal para São Paulo totalizam 11% do total repassado aos estados. Logo, de acordo com seu próprio conceito, o valor repassado para SP está 65% abaixo do "correto".

Saudações.

Responder
Anonimvs Anonimatvm 22/01/2012 12:20:12

Eis um sintoma curioso do nosso centralismo burocrático. São Paulo detém 33% do PIB, mas paga 65% dos tributos arrecadados. Qual a razão? As grandes empresas ali sediadas arcam com boa parte desses 65%. E devido a quê tamanha concentração em São Paulo?

Infelizmente, nossos estados não possuem autonomia para estabelecer suas próprias políticas fiscais, tendo que se submeter aos mais tenebrosos abusos da parte do poder central. Redistribuir não é produzir. Não existe competição neste aspecto, quando muito, esparsos subsídios. Junto com uma infra-estrutura de transporte e comunicações ineficientes e que não operam em condições de livre mercado, é muito mais vantajoso estabelecer a sede de uma empresa em São Paulo que, digamos, em Belém ou Manaus. Sem falar na produção de capital científico, que depende prioritariamente da boa-vontade do estado, e não das demandas do mercado, outro fator que leva as empresas a São Paulo.

A título de exemplo, nos EUA, os empreendimentos, mesmo os de grande porte se mantém espalhados pelo território, senão situados no local de origem. O Wal-Mart continua em Bentonville (Arkansas), e a Microsoft em Redmond (Washington). Claro, caso seja interessante, a empresa muda de sede. Mas no Brasil, todos os caminhos convergem para São Paulo, pois não há autonomia nem condições de livre competição.

Todos perdemos com isso.
São Paulo, com o desfalque dos tributos, e todo o Brasil, engessado no estado inflado.

Responder
mcmoraes 11/05/2010 15:30:59

Léo Oldani, o que vem a ser um "estudo descente" (pt.wiktionary.org/wiki/descente)? Por acaso você está pedindo para o Autor do texto descer ao nível em que vc se encontra?

Responder
Malthus 11/05/2010 15:38:23

Aliás, os números do Maranhão comprovam que a Famiglia Sarney não brinca em serviço. O repasse é quase 700%(!!!) maior que os impostos pagos.

Responder
Fernando Ulrich 11/05/2010 16:48:14

Ótima tabela Leandro.\r
\r
Ainda estou um pouco perplexo.\r
\r
Independente de qual Estado ganhe ou perde, no final das contas, toda a sociedade sai empobrecida, fora a elite governamental.\r
\r
Me faltam adjetivos...

Responder
Juan 11/05/2010 18:38:00

Considero um absurdo o que estão fazendo principalmente com Rio e São Paulo,cara,se for ver a porcentagem de dinheiro dado,e dinheiro recebido,fico sem palavras,o pior é,nosso dinheiro vai embora,mas os problemas de quem suga continua,acho muito injusto isso ai,sinceramente,acho que alguns estados deverião fazer uma convenção muito seria p/ discutir isso,e caso nada seja resolvido,separação seria o melhor,viver sendo sustentado deve ser bom,agora quem paga a conta,ai com certeza não gosta,acho que o povo não tem conhecimento nenhum sobre esses n°,pois creio q se tivessem não estariam calados.

Responder
FDP Safado ou Inocente do Cérebro-Lavado 11/05/2010 19:24:33

Juan, vc está desconsiderando a seguinte verdade: se o governo não redistribuísse a grana sabiamente como ele sempre fez, o país estaria em uma situação pior do que já está. Você está desconsiderando todas as pessoas que só podem comer, todas as crianças que só podem aprender a ler e a escrever e todos os velhinhos que só podem receber um atendimento digno nas filas do INSS graças à intervenção bem intencionada dos nossos governantes. Falar em separação só mostra que vc é um ingrato de visão curta que não consegue entender que, muitas vezes, para fazer o bem, é preciso fazer o mal em primeiro lugar. Todos temos que tomar nossa dose de sacrifício para contruir um país melhor. Lembre-se do velho ditado: "Primeiro o bolo deve crescer, depois a gente divide ele.".

Responder
Francisco Pompeu 11/05/2010 19:51:11

Grande Leandro,\r
A contabilidade pública no Brasil é muito precária. Embora as conclusões gerais de seu trabalho provavelmente sejam válidas, gostaria de lembrar algumas dificuldades para classificar e contabilizar os impostos arrecadados e os gastos orçamentários. Do lado da arrecadação, por exemplo, os impostos pagos por grandes empresas são classificados no local da sede da empresa. Muitos gastos são orçamentariamente classificados como nacionais, mas são, na realidade, regionais. Um outro ponto que muitas vezes escandaliza quem ignora estas dificuldades contábeis é o fato da renda per capita de Brasília ser a maior do Brasil e o dobro do segundo colocado São Paulo. É que os lucros de empresas como BB e Caixa são considerados na sede, o que introduz uma distorção que compromete qualquer conclusão.\r
Grande abraço e meus parabéns pelos seus trabalhos.

Responder
Felippe 11/05/2010 19:57:39

Vocês falam muita besteira, aqui é um país, e vocês hajem de forma regionalista, todo brasileiro tem direito de ir e vir para qualquer região do seu país e trabalhar nesse mesmo local, se nessa determinada região (leia-se, ESTADO) florescem empregos, e em outras regiões não, (seja por um movimento histórico-cultural de subdesenvolvimento ou por políticos que travam a região) nada mais que certo que as pessoas corram para essas regiões causando um inchaço populacional, então o que o governo deve fazer? Pegar mais impostos de regiões mais frutíferas e jogar dinheiro em regiões menos frutíferas, impondo a essas mesmas regiões (infrutíferas) que utilizem-se de políticas fiscais que atraiam o conglomerado industrial até chegar o ponto de desenvolvimento que não se precise mais investir tanto nessas áreas, assim, não sendo mais necessário pegar tantos impostos das regiões frutíferas, pois, todos estaram em estado de desenvolvimento. Por favor, Leiam OSKAR LANGE.

Responder
Leandro F 11/05/2010 20:17:07

Ótimas informações, parabéns Leandro!

Responder
Angelo 11/05/2010 21:27:54

É o que cada gaúcho sente no lombo, todo dia. Os que produzem sustentam os improdutivos. Como é que se muda este sistema, fazendo com que o dinheiro gerado numa região fique ali? Federalismo? Como o próprio nome de nossa República determina? Não é com dinheiro injetado de impostos, ainda mais de outros estados, que se cria condições de desenvolvimento econômico em uma determinada região mais atrasada. Um bom começo seria a desburocratização real da atividade empresarial, a facilidade de contratação de mão de obra produtiva, e a desoneração real dos consumidores, para que se gere mais consumo nestas regiões com mais dinheiro no bolso das pessoas consumidoras e das produtoras, não dos burocratas sanguessugas. O grande papel que o governo destes estados perdulários poderia fazer era o de sair da frente dos cidadãos para que estes possam tomar sua próprias decisões de consumo, daí sim criando um mercado livre e legítimo, onde preços, oferta e demanda sejam naturalmente equilibrados pelas tão faladas e tão pouco observadas leis de mercado. Senão eu tomo um chimarrão inflacionado por impostos aqui no RS, porque tenho de ajudar um cearense a comer uma buchada de bode, inflacionada também, pois a disponibilidade de dinheiro fácil no Ceará é produzida pelo meu chimarrão taxado e inflacionado aqui. Nada é de graça, Senhores! Não é regionalismo nem xenofobia gaúcha, é so excesso de impostos, o que, por si só, já é má administração do dinheiro público. Dinheiro público bem gerido, só se for pouco. Governos têm de sentir fome!

Responder
Ygor 11/05/2010 22:43:42

Bom, você sabe: Governo Federal, da Federação, da União Federal. Portanto, os repasses levam em conta interesses e necessidades da Federação, e não dos Estados. Para esses (embora reconheça que o sistema tributário necessita de avanços porque há ainda muita dependência do Estado em relação à União), há diversos impostos que são exigidos diretamente por eles e servem tão-somente aos interesses, necessidades e conveniências dos Estados.

Afora a necessária discussão sobre o sistema tributário ainda ser muito centralizado e se dever dar mais autonomia aos Estados (ao menos em teoria, porque isso teria que ser debatido bastante dadas as especificidades do Brasil), é inútil falar em "superávit" ou "déficit" nos repasses do Governo Federal aos Estados, porque se trata aí de um repasse feito tendo em conta diversos princípios fundamentais e regras da ordem tributária e financeira do Estado que perpassam questões federativas, e não estaduais, e é assim que deve ser a não ser que seu Estado venha a achar que é melhor ele formar um Estado-nação sozinho (o que, não sei porquê, acho que não interessa no momento a SP nem ao RS).

Responder
Ygor 11/05/2010 22:51:32

Senão eu tomo um chimarrão inflacionado por impostos aqui no RS, porque tenho de ajudar um cearense a comer uma buchada de bode, inflacionada também, pois a disponibilidade de dinheiro fácil no Ceará é produzida pelo meu chimarrão taxado e inflacionado aqui.

Disponibilidade de dinheiro fácil no Ceará? Não me faça rir, meu caro. Até você viver ao menos um mês em alguma das cidades mais pobres deste País, você não me parece nem um pouco indicado a falar em disponibilidade de dinheiro fácil em regiões de baixíssimo PIB per capita e parquíssimas possibilidades de crescimento econômico devido a limitações educacionais e mesmo ambientais que não só não são devidamente resolvidas pelo Estado como de fato são difíceis de contornar, como é o caso do semiárido nordestino.

Não deixo de atribuir a maior parte do atraso do Nordeste, é verdade (assim como ao de outras regiões pobres do país), à corrupção e à ineficiência, mas simplesmente é faltar com a verdade falar em larga disponibilidade de dinheiro em um Estado que, efetivamente, não sabe o que é ter dinheiro para investir em obras de maior porte sequer há mais de 30 anos, enquanto certamente o seu RS do chimarrão há um século já contava com investimentos federais e estaduais de maior parte, daí seu maior desenvolvimento atualmente.

Procure ver, apenas como exemplo, as listas de mortalidade infantil no Brasil entre os anos 40 e hoje: quando você perceber que foram feitos investimentos em saúde pública e saneamento no Sul que permitiram sua mortalidade cair pela metade ou até menos entre 1940 e mais ou menos 1970, enquanto o Nordeste amargou um minúsculo decréscimo com condições de vida praticamente iguais às de décadas anteriores, aí você perceberá que se trata de uma questão de desenvolvimento nacional e que não há, em uma perspectiva histórica (mesmo de curto prazo), "disponibilidade de dinheiro fácil" em qualquer Estado do NE.

Responder
Ygor 11/05/2010 22:57:58

MEU DEUS ! São Paulo é uma COLÔNIA da metrópole Brasil !!! Que escravidão ! Que humilhação ! Que discrminação !
Isto, além de internamente sustentar migrantes que o saqueiam, absorvendo todos seus recursos.

Até quando esta humilhação e escravismo ?


Simples, caríssima Fabiana: até o dia em que vocês, corajosos e trabalhadores paulistas, no exercício da soberania popular, decidirem lutar contra o Brasil e declarar sua independência, formando um Estado unitário separado. Seria perfeitamente legítimo, embora a Constituição brasileira proíba isso, o que provavelmente geraria uma situação de conflito bem grave.

De qualquer forma, apenas me parece claro que vocês teriam disposição e bravura para lutarem pela separação, dado que vocês paulistas sofrem de tamanho sofrimento pela escravidão e pelo saque de migrantes (aliás, migrantes de quem descende boa parte da população que hoje se chama "paulista", basta vocês fazerem uma arvorezinha genealógica).

Bom, é isso: ou para de reclamar e assume que está numa Federação, onde cabe o princípio da solidariedade e o federativo entre os membros da República, ou então mãos à obra, garra na luta e bem-vindo ao novo mundo do Estado unitário em que não vai haver mais desculpas para os problemas de seu Estado. Gostaria mesmo de ver no que daria isso: meu Deus, a quem culpar agora pelo fato de "nosso Estado" ter renda per capita alta e ainda assim ter um IDH menor que o do México???

Responder
Fernando Bessa 11/05/2010 23:20:55

Estranho o montante pago pelo estado de São Paulo se comparado ao Rio de Janeiro.
SP estado 3x maior em área, 3x maior em população, 3x maior na economia e só contribui com 204 bilhões.... e o Rio 101 bilhões.

Assim fica a ideia que a economia de SP é apenas o dobro do RIO.


Tem alguém pagando muito e alguém escondendo o jogo.

Nesse filme parece que quem morre feio no final é o RIO.

Responder
gabriel 23/02/2013 16:51:38

Pra voce ve como SP fica mais dispensavel a cada dia, é uma tendencia desde os anos 80.
Com sorte voces se tornam independentes em 2030 quando SP contribuir com 10% do pib Br.

Responder
mcmoraes 12/05/2010 08:35:17

Ygor, obrigado por expressar sua opinião, que é coerente com a de alguém que acredita que a existência de governos é justificada moralmente e necessária para o desenvolvimento de uma sociedade de indivíduos. Não concordo, mas respeito. Acho que seus 3 comentários foram consistentes, partindo das premissas que você usou, com exceção da última frase: "...Gostaria mesmo de ver no que daria isso: meu Deus, a quem culpar agora pelo fato de "nosso Estado" ter renda per capita alta e ainda assim ter um IDH menor que o do México???". Não entendi porque você disse isso. Teria sido apenas um apelo emocional ou existiria alguma justificativa racional para essa suposição? Já adianto que não nasci nem nunca morei em SP :)

Responder
Daniel M. 12/05/2010 12:58:32

Gostaria de comentar dois dos argumentos mais utilizados por aqueles que não sentem náusea ao ver a tabela acima.

1. Existem muitas pessoas com renda insuficiente nos estados "azuis" e, portanto, é necessário que a união cumpra seu papel redistributivista. Muitos evocam o "contrato social" rousseauniano.

2. Os estados "superavitários" são menos desenvolvidos economicamente. Tais transferências se justificam para que regiões menos desenvolvidas incrementem sua infra-estrutura e atraiam investimentos.

Sobre o primeiro, é absolutamente inegável que existem famílias pobres no Brasil. E pobreza não é nada agradável. Só não concordo com as soluções adotadas, principalmente no que diz respeito à forma. Porquê o estado usa do instrumento da força para tentar solucionar esse problema? Por trás de toda a baboseira de impostos federais, estaduais, transferências etc etc, o fato concreto é que famílias são obrigadas a ajudar outras, sejam elas vizinhas ou a 3 mil quilômetros de distância. Aqueles que entendem que a ajuda é necessária (e não são poucos), deveriam montar associações para transferir recursos voluntariamente. No final das contas, se transferência direta de renda é tão boa e necessária, por quê ela deve ocorrer sob a égide da força e da compulsão?

No caso do segundo argumento, brevíssimas preliminares. A história do mundo é a história das migrações. Não sei quem disse isso, mas acertou na mosca. Nos últimos cento e poucos anos é que começaram a criminalizar a mobilidades das pessoas... Ou seja, nos dias de hoje é quase uma dádiva divina morar num país territorialmente extenso. Se as pessoas não estão satisfeitas com determinado local podem simplesmente mudar para outro lugar. Não precisam aprender outra língua, não precisam de passaporte nem converter sua riqueza em outra moeda. Milhões de pessoas já fizeram isso no Brasil e melhoraram de vida consideravelmente. Obviamente que a classe política não tolera a idéia da migração. Além de ser um atestado de incompetência, os indivíduos que migram representam menos votos e menos pagadores de impostos.

Responder
Recruta Zero 20/11/2013 13:20:31

"Se as pessoas não estão satisfeitas com determinado local podem simplesmente mudar para outro lugar. Não precisam aprender outra língua, não precisam de passaporte nem converter sua riqueza em outra moeda. Milhões de pessoas já fizeram isso no Brasil e melhoraram de vida consideravelmente. Obviamente que a classe política não tolera a idéia da migração. Além de ser um atestado de incompetência, os indivíduos que migram representam menos votos e menos pagadores de impostos."

Soma-se a esse comentário o fato de que os que migram, com grande frequencia, são aqueles de maior potencial produtivo da região de origem. São os proativos, criativos e inteligentes o suficiente para não aceitar viver nas condições impostas por essas regiões.

Isso acentua a distorção, pois cria uma especie de "seleção natural" perversa, onde na região de origem restam apenas os de potencial menos produtivo (e que por isso geram menos riquezas para o Estado). E aqueles que tem a capacidade de mudar a região, fogem para outra que lhe darão subsidio para tal (gerando mais riqueza nessa outra).

Isso também ocorre no Brasil em relação ao mundo, onde nossos jovens mais brilhantes acabam indo para países mais desenvolvidos, negando essa capacidade produtiva ao país tupiniquim. Esses jovens são espertos o suficiente para negarem-se a pagar quase metade do que produzem em impostos e receber praticamente nada em troca.

Ao Brasil, resta apenas os menos produtivos para o Estado explorar. E como a tendencia é produzir cada vez menos, a solução óbvia é o aumento de impostos. Daí se vê porque passamos de 20% de impostos no PIB para quase 50% em pouco mais de 20 anos.


Responder
Felipe 12/05/2010 13:17:37

Falar em separação só mostra que vc é um ingrato de visão curta que não consegue entender que, muitas vezes, para fazer o bem, é preciso fazer o mal em primeiro lugar. Todos temos que tomar nossa dose de sacrifício para contruir um país melhor.\r
\r
Os fins nunca justificam os meios.

Responder
Felipe Sola 12/05/2010 13:53:05

Quanta bobangem marxista desse povo aí de cima! hunf -.-

Responder
Juliano Camargo 12/05/2010 14:49:39

Eu enxergo o nosso arranjo político-regional da seguinte maneira: a elite política do sudeste se catapultando ao nível nacional e comprando o apoio dos estados mais pobres. Como sempre foi.

Isso é bom para o paulista? Claro que não. Mas São Paulo é que é o berço dos movimentos políticos atuais. Não questiono a legitimidade disso, mas só queria apontar para este fato. Justamente a riqueza econômica de São Paulo é que dá asas para estes movimentos políticos ampliarem seu raio de ação para todo o Brasil.

Coronéis do norte e nordeste possuem raio local e seriam incapazes de liderar um movimento político-ideológico hoje em dia. Eles apenas cobram a conta. E dessa conta com certeza fazem parte os numerozinhos azuis acima, além de muitos investimentos estatais feitos por BNDES e empresas com influência estatal.

Mas, ao final, quem traça nossa 'política industrial'? Políticos do sudeste e sul.

Quanta perda econômica isto causa nos estados menos industrializados? Não saberia calcular.

De onde é proveniente a elite política atualmente no poder?
Majoritariamente Sudeste e Sul. Norte e nordeste participam do nosso arranjo através de seus coronéis, das esmolas, e de uma massa de desassistidos sendo conduzidos rumo às urnas para 'validar' quem tenha sido alçado para nível nacional.

A situação no Rio nessa tabela mostra como é precipitado tomar isso separadamente de outras transferências. Pois o Rio é o maior gasto federal com funcionalismo. E há sede de estatais. Com todo o respeito a quem trabalha no setor produtivo no Rio, mas eu morei lá e sei a quantidade de estatais e o legado de elefantes-brancos que eles tem. O Rio ainda está tentando se posicionar de maneira produtiva na economia brasileira depois de ter perdido seu status político.

Então acho que não é uma questão de uma região contra outra. É difícil fazer a conta.

O Ygor cita por exemplo:

'Disponibilidade de dinheiro fácil no Ceará? Não me faça rir, meu caro'

E ele tem razão no sentido que o nosso mercado financeiro se concentra em São Paulo e Rio. Ora, isso também é uma das 'jóias da coroa' que ficam com a região sudeste. Pois o mercado financeiro, como sabemos, é alavancado por todos nós. Claro que eles investem no Brasil todo, mas as sedes destas empresas privilegiadas são no Sudeste.

No final, acho que se fôssemos fazer a conta direitinho, é capaz do centro-oeste ser uma das regiões mais prejudicadas, pois não recebe 'esmola' e não dá as ordens na esfera financeira e de intervenção econômica.

Para finalizar, gostaria de ressaltar que sou completamente contra esse 'tratado federativo', se é que essa picaretagem merece este nome. Só acho que análise foi bem intencionada, mas não pode ser analisada separadamente das outras tranferências.

Responder
Daniel 12/05/2010 15:03:38

Qualquer um que tenha uma noção razoável de orçamento público percebe que esse artigo é tendenciosamente tosco. É o perfeito exemplo de utilização de dados
verdadeiros para enganar os trouxas. Vou analisar apenas alguns pontos, mas acho que será interessante aprofundar a análise num possível artigo não só para refutar essas comparações estúpidas, mas também para afirmar a excessiva concentração de recursos públicos federais em poucas regiões do País.

Em primeiro lugar, vamos para as despesas, pois esse é o ponto mais simples de refutar. Consta do Portal da Transparência que R$ 202.782.352.196,86. Mas que
estranho! Pouco mais de 200 bilhões de reais de despesa num país que tem 40% do PIB de carga tributária (PIB de 2 trilhões de dólares)? E o resto do que foi arrecadado foi para onde? Não foi gasto? Foi mandado para o exterior? Não! A maior parte foi gasta em algum canto! O óbvio deve ser dito: as transferências são uma parte mínima da despesa total do orçamento da União e outras despesas foram feitas em algum lugar desse país. Não sei procurei ver que tipo de despesa está sob a égide de "transferências", mas imagino que sejam apenas as transferências feitas pelo ministérios, por meio de convênios. Os vencimentos e verbas remuneratórias dos servidores federais da ativa e inativa que atuam nos Estados e Municípios, as obras feitas diretamente pelo governo federal nos Estados, o investimento nas estatais não são contados. Muito provavelmente as transferências obrigatórias também não estão sendo contadas nesse bolo. Ou seja, o autor do artigo não considera uma série de despesas que são feitas nos Estados, nos Municípios e no Distrito Federal, mas apenas repasses feitos diretamente aos cofres dessas entidades federativas. Uma abordagem honesta sobre "Estado ganhador ou perdedor" demandaria uma análise de todas as despesas - e todas as receitas - que constam do Orçamento, para que se possa verificar de onde os recursos federais vêm e para onde eles vão.

Em segundo lugar, muito embora o autor tenha deixado a cada um tirar suas próprias conclusões, a tabela apresentada, claramente, pretende ser uma representação de dois grupos de Estados: o grupo dos Estados que geram riqueza e outro dos que se aproveitam das riquezas geradas. De fato, é muito difícil que um sistema tributário concentrado na União não gere ganhadores e perdedores expressivos, considerando arrecadação e despesa. Mas não tenho dúvida que uma análise que foca na arrecadação para mirar a riqueza é falaciosa. Arrecadação não pode ser interpretada como riqueza originária, riqueza produtiva. A menos que se sustente a tese de que Estado produz riqueza com a tributação. O Estado somente pode produzir riqueza através das estatais, isto é, da atividade econômica. E aqui não se está a discutir a (in)eficiência do Estado-empresário. Faz-se uma análise puramente abstrata, considerando o conceito financeiro de riqueza originária e riqueza derivada. A riqueza originária é aquela que parte da atividade econômica propriamente dita, seja ela realizada pelo Estado seja ela realizada por particulares. A riqueza derivada é a que surge a partir da tributação. Arrecadação é expressão de riqueza derivada. Tem relação com a riqueza originária, mas essa relação não é tão simples. Ao considerar que um Estado que arrecada muito tributo é um "pagador" pretende-se induzir os leitores a acreditar que este Estado estaria perdendo alguma coisa para o resto do país, o que não é necessariamente verdadeiro.

Veja-se o exemplo do Distrito Federal. O DF tem a receita tributária de R$ 50.454.719.369,00. Já Minas Gerais tem a receita tributária de 26.555.017.385,00.
isso significa dizer que mais riqueza é produzida no Distrito Federal que em Minas Gerais? Definitivamente, não. Então, por que se recolhe tanto tributo no Distrito Federal? Para responder a essa pergunta, é só olhar a tabela de arrecadação: Imposto de Renda retido na fonte no DF totalizou mais de 19 bilhões de reais. O que isso significa? O pagamento de servidores públicos federais, membros de poderes, etc., gera uma receita tributária enorme. Simples assim: o DF é um grande pagador de tributos federais porque é um grande recebedor de verbas públicas federais para pagar pessoal. De IOF o DF paga mais de 3 bilhões de reais. Mais do que natural, já que parte considerável das grandiosas operações financeiras de bancos estatais são feitas em Brasília e não nos Estado para onde o dinheiro é emprestado. Mesmo que o dinheiro emprestado pelo BNDES financie projetos no Pará, o tributo será recolhido no DF. Ocorre que esse banco foi criado a partir da riqueza produzida pelo setor privado do país e não pelos candangos. Outro exemplo: as estatais são sediadas em Brasília. Então, elas recolhem IRPJ no DF. E por aí vai... Curiosamente, a tabela do autor do artigo omite o Distrito Federal. Por que será? Porque o DF é um grande arrecadador e
recebe pouco em transferências, o que destoaria da tese geral que está por trás da tabela de que o Sudeste é quem produz riqueza e o resto do País, inclusive o DF, é que as toma.

O Estado que arrecada tributo não é necessariamente o que produz toda a riqueza sobre a qual o tributo é calculado para depois ser recolhido. Por isso, o raciocínio feito no parágrafo anterior não é válido apenas para o DF. São Paulo é disparado o Estado que mais recolhe IRPJ. Porém, as sedes das maiores empresas do país, que operam em todo o país, produzindo riqueza em todo país (vale enfatizar), recolhem o referido imposto na Receita Federal de São Paulo. O porto de Santos é o maior do País. Lá são cobrados Impostos de Importação, Exportação e IPI. Isso não significa que toda a riqueza que passa pelo porto de Santos foi produzida no Estado de São Paulo. É bastante evidente que São Paulo é o Estado que mais perde riqueza para o resto do País, no balanço entre o que é arrecadado e o que é revertido pela ação estatal, não duvido disso. Mas o balanço representado na tabela não é realista e não tem qualquer significado além de documento de panfletagem regionalista sem qualquer cunho científico.

Uma comparação muito mais realista seria entre o PIB dos Estados e todos os recursos federais, a qualquer título, gastos dentro deles. Ainda assim, o PIB de um Estado pode exprimir uma riqueza que não é originária, mas sim derivada (o PIB do DF é alto porque a União remunera bem e a muitos por lá).

Responder
anônimo 12/05/2010 15:26:13

Francisco Pompeu disse: "... A contabilidade pública no Brasil é muito precária. Embora as conclusões gerais de seu trabalho provavelmente sejam válidas, gostaria de lembrar algumas dificuldades para classificar e contabilizar os impostos arrecadados e os gastos orçamentários ..."

Ygor disse: "... é inútil falar em "superávit" ou "déficit" nos repasses do Governo Federal aos Estados, porque se trata aí de um repasse feito tendo em conta diversos princípios fundamentais e regras da ordem tributária e financeira do Estado que perpassam questões federativas, e não estaduais ..."

Juliano Camargo disse: "... Quanta perda econômica isto causa nos estados menos industrializados? Não saberia calcular ..."

Me parece que a "impossibilidade" de se tirar qualquer conclusão quantitativa em relação aos impostos neste país enobrece ainda mais a atitude do autor do texto. Pelo menos existe alguém com coragem e motivação suficiente para tentar abordar esse assunto "misterioso e complicado".

Responder
Leandro 12/05/2010 15:36:54

Prezado Daniel,

Você parte de argumentos corretos, porém faz lambança em suas conclusões finais. Permita-me, por gentileza, clarificá-lo ponto a ponto.

Em primeiro lugar, sua revolta em relação aos números, dizendo que se trata de "comparações estúpidas", mostram que você já começa errando o alvo. Primeiro que não se trata de comparação, mas meramente divulgação. Você quer enforcar o mensageiro para abafar a mensagem. Segundo, que os números são genuínos e longe de qualquer maquiagem. Se você não gostou deles, não é problema meu.

Em seguida, você escreve várias linhas apenas para dizer o básico: transferências não totalizam as despesas do governo. Ora, é claro que não. E em momento algum o artigo dá a entender outra coisa. Já de cara ele deixa claro que está falando apenas de transferências.

Seu argumento, entretanto, está certo nos quatro pontos a seguir:

* Sim, as transferências são uma parte mínima da despesa total do orçamento da União.

* Sim, é verdade que os vencimentos e verbas remuneratórias dos servidores federais da ativa e inativa que atuam nos estados e municípios, bem como as obras feitas diretamente pelo governo federal nos estados e o investimento das estatais NÃO estão inclusos nesse quesito transferência.

* Sim, uma abordagem completa sobre "estado ganhador ou perdedor" demandaria uma análise de todas as despesas - e todas as receitas - que constam do Orçamento, para que se possa verificar de onde os recursos federais vêm e para onde eles vão.

* E sim, o pagamento de servidores públicos federais gera uma receita tributária em decorrência do Imposto de Renda Retido na Fonte, o que significa que um estado pode ser um grande pagador de tributos federais apenas por ser um grande recebedor de verbas públicas federais para pagar pessoal.

Até aí, perfeito.

Porém...

Quais as implicações de todos esses argumentos? O que aconteceria se incluíssemos todos os gastos do governo, inclusive pagamento de funcionários públicos?

Ora, simples. Os estados que são recebedores líquidos obteriam um "superávit" ainda maior. Certo? Isso é uma questão puramente contábil. Por exemplo, voltemos ao estado do Maranhão. Ele paga 1,9 bilhão em impostos e recebe transferências de 9,8 bilhões. Se incluirmos agora todos os gastos governamentais nesse estado, o único e inevitável efeito contábil disso será um aumento considerável do "superávit" desse estado - isto é, sua condição de recebedor líquido ficará ainda mais explicitada. Certo? Questão puramente contábil. Não há como essa introdução dos gastos do governo reduzir o superávit desse estado. Se há, confesso que não consigo imaginar qual seria.

Por outro lado, peguemos um estado como São Paulo, por exemplo. Ele paga 204 bilhões de impostos e recebe 22 bilhões de transferência. Se incluirmos agora todos os gastos governamentais nesse estado, inclusive pagamento de funcionários públicos, o efeito realmente seria o da redução do "déficit" desse estado, fazendo com que sua condição de pagador líquido fosse atenuada. Concordo com você quanto a isso.

Entretanto, agora vêm dois problemas em cascata, incontornáveis:

1) Para comprovar sua tese de que os números estão exagerados, e que na verdade os estados pagadores líquidos não estão sendo tão espoliados assim, você teria de mostrar que a esmagadora maioria dos gastos do governo federal se concentra nesses estados - a saber, São Paulo, Rio, Paraná, RS e MG. Também teria de mostrar que a imensa maioria dos funcionários públicos federais está nesses estados. Em resumo, os gastos governamentais nos estados pagadores líquidos teriam de ser enormes para atenuar essa condição de pagadores líquidos. É possível você comprovar esse fato? Possível, é. Só que...

2) ... isso geraria outro problema, de ordem contábil: essa redução do déficit nesses estados pagadores líquidos INEVITAVELMENTE teria de reduzir o superávit dos estados recebedores líquidos. Certo? Afinal, se esses estados estão diminuindo sua condição de pagadores líquidos, então os outros estados inevitavelmente também teriam de reduzir sua condição de recebedores líquidos. Isso, enfatizo, não é uma mera opinião minha; trata-se de uma regra contábil incontornável.

Porém, qual a implicação disso tudo? Simples. Apenas repetindo: caso incluíssemos todas as despesas do governo federal, apenas uma coisa poderia acontecer aos estados recebedores líquidos: seu superávit iria aumentar. Não haveria a possibilidade de qualquer outro resultado. Portanto, na pior das hipóteses, o superávit desses estados seria EXATAMENTE aquele que está na tabela. Não teria como ser menor. A inclusão das despesas governamentais faria apenas com que esse superávit fosse aumentado. Impossível qualquer outro resultado.

Entendida esse pré-condição, vemos que ela entra em choque com o item 2 do parágrafo acima. Ou seja, a inclusão dos gastos do governo nos estados pagadores líquidos não teria como reduzir o superávit dos estados recebedores líquidos. De novo, isso é mera questão contábil, não é opinião minha.

Donde se conclui que, o que foi mostrado na tabela para os estados recebedores líquidos é, na verdade, a pior situação possível para eles. Na realidade, o superávit é ainda maior do que o mostrado. Discordar disso seria renegar um axioma da contabilidade.

Tendo entendido tudo isso, resta-nos apenas analisar o que poderia atenuar os números dos estados pagadores líquidos. Façamos isso.

Peguemos, novamente, São Paulo. Pagou 204 bilhões em impostos. Vários milhões desses impostos devem ter vindo do IRRF do funcionalismo público federal e de estatais federais, é verdade. Sendo assim, é óbvio que, descontados esses impostos, houve uma entrada líquida de dinheiro federal no estado, o que atenuaria sua condição de pagador líquido.

Porém, isso novamente entra em conflito com o que foi dito acima: essa redução do déficit em São Paulo inevitavelmente implicaria a redução do superávit dos estados recebedores líquidos -- algo que, como vimos, é impossível.

A conclusão, portanto, é que a única mudança possível na tabela acima se daria entre os estados pagadores líquidos: por exemplo, o déficit de São Paulo diminuiria e os de RJ e MG aumentariam, por exemplo. Não há outra hipótese, lamento. Não há como o déficit desses estados serem reduzidos em decorrência de uma redução no superávit dos estados recebedores líquidos.

Portanto, aqueles que dizem que o déficit de São Paulo está exageradamente alto estão na verdade falando que os déficits dos outros estados pagadores líquidos são na verdade maiores. Isso é possível, claro.

Porém, o que é impossível é dizer que o superávit dos estados recebedores líquidos são menores do que o apresentado. Isso seria, repito, uma impossibilidade contábil.

Conclusão geral: se os déficits de São Paulo e Rio são na realidade menores do que o mostrado na tabela (algo perfeitamente possível), isso significa apenas que os déficits de RS, MG, PR, SC e AM são maiores do que o apresentado. Não há como reduzir o superávit dos estados recebedores líquidos.

Espero que tenha ficado claro.

Responder
Mario 27/09/2011 00:02:54

Não me convenceu. A questão vai muito além de funcionários públicos.
E a situação (muito comum) de algo produzido em um estado e imposto pago em outro estado?
Só a título de exemplo: Existem verdadeiras guerras entre municípios para disputar onde é pago o ICMS (município produtor ou município sede da empresa).

Responder
Maurício 12/05/2010 16:21:59

Excelente replica, Leandro. Vc podia combinar esta sua replica com a tabela e transformar num artigo, colocando numeros nos argumentos para ficar mais didatico para o publico em geral.\r
\r
Mas ficou muito bom!\r
\r
Abracos

Responder
anônimo 12/05/2010 17:45:55

Leandro disse: "... em seguida, você escreve várias linhas apenas para dizer o básico ..."

A acabo de constatar que, em geral, os tiranóides tendem a ser prolixos. Talvez isso ocorra em consequência da aplicação de alguma técnica baseada no cansaço ou na dispersão, com o objetivo de acabar com a discussão sem levantar a bandeira branca.

Outra característica dos tiranóides é a agressividade e o uso de adjetivos e expressões emocionalmente enfáticos, como fez o Leo Oldani em seu comentário.

Responder
Paulo Jose 12/05/2010 18:24:54

Mais um ditado que pode ser ou não verdade: "Quem ganha o peixe não aprende a pescar"

Os comunistas, social-democratas acima podem até discordar que a distribuição seja injusta.

Mas aceitar a carga tributaria do Brasil e acreditar que nossos politicos são capacitados e bem intencionados já é um pouco demais.

As vezes pra se ganhar uma discussão agente acaba defendendo algo em que não acreditamos, ou será que algum dos "discordantes" acima acredita na benevolencia de nossos governantes.

abraço e sorte para todos que lutam pela real liberdade!

Responder
Daniel M. 13/05/2010 10:01:26

Reproduzo um trecho d'O Caminho da Servidão, de Hayek (extraído do capítulo 10 - Por que os piores chegam ao poder)

"Há três razões principais para que um grupo numeroso, forte e de idéias bastante homogêneas não tenda a ser constituído pelos melhores e sim pelos piores elementos de qualquer sociedade. De acordo com os padrões hoje aceitos, os princípios que presidiriam a seleção de tal grupo seriam quase inteiramente negativos.

Em primeiro lugar, é provavelmente certo que, de modo geral, quanto mais elevada a educação e a inteligência dos indivíduos, tanto mais se diferenciam os seus gostos e opiniões e menor é a possibilidade de concordarem sobre determinada hierarquia de valores. Disso resulta que, se quisermos encontrar um alto grau de uniformidade e semelhança de pontos de vista, teremos de descer às camadas em que os padrões morais e intelectuais são inferiores e prevalecem os instintos mais primitivos e "comuns". Isso não significa que a maioria do povo tenha padrões morais baixos; significa apenas que o grupo mais amplo cujo valores são semelhantes é constituído por indivíduos que possuem padrões inferiores. É, por assim dizer, o mínimo denominador comum que une o maior número de homens. Quando se deseja um grupo numeroso e bastante forte para impor aos demais suas idéias sobre os valores da vida, jamais serão aqueles que possuem gostos altamente diferenciados e desenvolvidos que sustentarão pela força do número os seus próprios ideais, mas os que formam a "massa" no sentido pejorativo do termo, os menos originais e menos independentes.

Se, contudo, um ditador em potencial tivesse de contar apenas com aqueles cujos instintos simples e primitivos são muito semelhantes, o número destes não daria peso suficiente às suas pretensões. Seria preciso aumentar-lhes o número, convertendo outros ao mesmo credo simples.

A esta altura entra em jogo o segundo princípio negativo da seleção: tal indivíduo conseguirá o apoio dos dóceis e dos simplórios, que não têm fortes convicções próprias mas estão prontos a aceitar um sistema de valores previamente elaborado, contando que este lhes seja apregoado com bastante estrépito e insistência.

Serão, assim, aqueles cujas idéias vagas e imperfeitas se deixam influenciar com facilidade, cujas paixões e emoções não é difícil despertar, que engrossarão as fileiras do partido totalitário.

O terceiro e talvez mais importante elemento negativo da seleção está relacionado com o esforço do demagogo hábil por criar um grupo coeso e homogêneo de prosélitos. Quase por uma lei da natureza humana, parece ser mais fácil aos homens concordarem sobre um programa negativo - o ódio a um inimigo ou a inveja aos que estão em melhor situação - do que sobre qualquer plano positivo. A antítese "nós" e "eles", a luta comum contra os que se acham fora do grupo, parece um ingrediente essencial a qualquer ideologia capaz de unir solidamente um grupo visando à ação comum. Por essa razão, é sempre utilizada por aqueles que procuram não só o apoio a um programa político mas também a fidelidade irrestrita de grandes massas. Do seu ponto de vista, isso tem a vantagem de lhes conferir mais liberdade de ação do que qualquer programa positivo. O inimigo, seja ele interno, como o "judeu" ou o "kulak", seja externo, parece constituir uma peça indispensável no arsenal do líder totalitário."

Responder
mcmoraes 13/05/2010 10:39:20

Daniel M., citando Hayek disse: "A antítese "nós" e "eles", a luta comum contra os que se acham fora do grupo, parece um ingrediente essencial a qualquer ideologia capaz de unir solidamente um grupo visando à ação comum."

Isso de dizer "nós aqui e eles lá" sempre me soou estranho. Após ouvir Pink Floyd, não tenho mais dúvida: é estranho!

Us, and them
And after all were only ordinary men.
Me, and you.
God only knows it's noz what we would choose to do.
Forward he cried from the rear
And the front rank died.
And the general sat and the lines on the map
Moved from side to side.
Black and blue
And who knows which is which and who is who.
Up and down.
But in the end it's only round and round.
.
Down and out
It can't be helped but there's a lot of it about.
With, without.
And wholl deny it's what the fightings all about?
Out of the way, it's a busy day
Ive got things on my mind.
For the want of the price of tea and a slice
The old man died.

Responder
JZ 13/05/2010 11:12:42

É preciso muito cuidado na hora de tocar neste assunto. Mostrando esses dados assim até parece que quem recebe todo esse dinheiro é necessariamente o povo de cada estado, muito embora sejam estes os pagadores.

Responder
Leandro 13/05/2010 11:24:10

É um bom ponto, JZ.

É claro que a esmagadora maioria desse esbulho vai para a classe política e para os poderosos grupos de interesse com boas conexões políticas.

O que apenas torna a coisa ainda mais aviltante: os pobres do sudeste e do sul são roubados para sustentar os coronéis do Nordeste, as ONGs do Norte e os grandes produtores rurais do Centro-Oeste

Responder
mcmoraes 13/05/2010 11:26:55

JZ, o título do texto é "O seu estado é um pagador ou um recebedor de impostos federais?". Confundir o estado com o o povo de cada estado seria um erro tão básico quanto confundir o verme com o hospedeiro.

Responder
Silas 13/05/2010 15:17:38

Há dois pontos que não foram respondidos e que considerei profundamente pertinentes.

Os dois foram colocados pelo Francisco Pompeu:

(...). Do lado da arrecadação, por exemplo, os impostos pagos por grandes empresas são classificados no local da sede da empresa. (...) Um outro ponto que muitas vezes escandaliza quem ignora estas dificuldades contábeis é o fato da renda per capita de Brasília ser a maior do Brasil e o dobro do segundo colocado São Paulo. É que os lucros de empresas como BB e Caixa são considerados na sede, o que introduz uma distorção que compromete qualquer conclusão.
(...)

Quer dizer que se uma empresa posusi sede em São Paulo, mas oferece produtos e serviços por todo o país, o importo será cobrado na sede. Então irá parecer que o dinheiro está saindo do estado de São Paulo quando, na verdade, está saindo de todo o país.

Também achei muito estranho que o Distrito Federal não esteja na lista.

O que vocês têm a dizer sobre isso?

Responder
Leandro 13/05/2010 15:25:55

Silas, esses pontos do Francisco foram também abordados pelo Daniel (aquele que estava meio bravo) e eu os respondi (ver, por gentileza, minha penúltima postagem, sem contar com essa).

uanto ao Distrito Federal, foi um lapso total meu. Eu simplesmente me esqueci (completamente) do entulho. Vou acrescentá-lo na tabela.

Porém, ainda em relação ao Distrito Federal, o próprio Daniel (o bravo) apresentou uma boa explicação para seu resultado.

Responder
Silas 13/05/2010 15:55:06

Dei uma lida na resposta que você deu, e parece que seus argumentos se focam no dinheiro que é distribuído aos estados:

"Ora, simples. Os estados que são recebedores líquidos obteriam um "superávit" ainda maior. Certo? Isso é uma questão puramente contábil. Por exemplo, voltemos ao estado do Maranhão. Ele paga 1,9 bilhão em impostos e recebe transferências de 9,8 bilhões. Se incluirmos agora todos os gastos governamentais nesse estado, o único e inevitável efeito contábil disso será um aumento considerável do "superávit" desse estado - isto é, sua condição de recebedor líquido ficará ainda mais explicitada. Certo? Questão puramente contábil. Não há como essa introdução dos gastos do governo reduzir o superávit desse estado. Se há, confesso que não consigo imaginar qual seria."

Aqui fica bem claro o seu ponto e parece razoável pra mim.

Depois você continua desenvolvendo esse argumento:

"Para comprovar sua tese de que os números estão exagerados, e que na verdade os estados pagadores líquidos não estão sendo tão espoliados assim, você teria de mostrar que a esmagadora maioria dos gastos do governo federal se concentra nesses estados - a saber, São Paulo, Rio, Paraná, RS e MG. Também teria de mostrar que a imensa maioria dos funcionários públicos federais está nesses estados. Em resumo, os gastos governamentais nos estados pagadores líquidos teriam de ser enormes para atenuar essa condição de pagadores líquidos. É possível você comprovar esse fato? Possível, é. Só que..."

No segundo item, você reforça o mesmo ponto:

"isso geraria outro problema, de ordem contábil: essa redução do déficit nesses estados pagadores líquidos INEVITAVELMENTE teria de reduzir o superávit dos estados recebedores líquidos. Certo? Afinal, se esses estados estão diminuindo sua condição de pagadores líquidos, então os outros estados inevitavelmente também teriam de reduzir sua condição de recebedores líquidos. Isso, enfatizo, não é uma mera opinião minha; trata-se de uma regra contábil incontornável."

Durante todo o comentário você apenas demonstra um argumento que não critiquei porque apoio.

No entanto, eu falava do dinheiro que o Governo recolhe dos estados, que é o mais relevante para esse "abismo" que deixa São Paulo com um Deficit de 200 bilhões. Ora, no caso de a maioria das empresas que oferecem produtos e serviços no Maranhão (por exemplo) terem sua sede em São Paulo, isso quer dizer que o dinheiro de lá vai para o Governo Federal através da sede. Noutras palavras, os impostos de outros estados estariam sendo pagos através de São Paulo, e por isso parece que o Estado está perdendo e os outros ganhando.

No caso de Brasília, temos o Banco do Brasil, como já foi citado, que possui sua sede lá mas está espalhado pelo país: o imposto sobre a arrecadação à nível nacional é cobrado da sede em Brasília. Isso infla o "Quanto paga ao governo federal" que o estado terá nessa tabela sem que ele perca com isso na realidade.

A não ser que meu julgamento seja falho por alguma razão técnica (se você puder apontar agradeço), isso quer dizer que esses dados são, na realidade, reduzidos em dois aspectos: por um lado, sai de um estado o que é referente à vários ou a todos, então poderíamos desconsiderar que é o estado sozinho que paga os impostos, por outro, esse dinheiro aumentaria o "Quanto paga ao governo federal" dos demais estados.

Se eu não tiver encontrado no seu argumento uma resposta a isso por negligência, poderia "copicolar" pra mim?

Responder
Juliano Camargo 13/05/2010 15:56:48

Além do DF, outros estados com grandes distorções são Amazonas e Rio de Janeiro. O primeiro, desfruta do regime da Zona Franca de Manaus, que é um peso enorme no bolso do brasileiro, mas é mostrado como alta arrecadação do estado do Amazonas.

O Rio é sede de estatais e principal destino de pagamentos e pensões do funcionalismo público. Acima mesmo de Brasília. Provavelmente seja deficitário, como é de se esperar para uma ex-capital.

Acho que ficou claro que os críticos não negam que há uma grande transferência de recursos, e que São Paulo provavelmente seja o motor que carrega nas costas a ambição política nacional dos seus movimentos políticos.

Vamos precisar investir no futuro em um estudo que com métodos próprios que não caiam nesta armadilha contábil que os dados do governo mostram bem no caso do Distrito Federal. Talvez uma análise estatística partindo da contabilidade de indivíduos? Não seria mais coerente para libertários, ao invés de usar agregados? Pensei um pouco, mas nunca achei nenhum ponteiro sobre isso.

Outro racha forte não evidenciado por esta análise é entre capital e resto do estado. Quase todas as capitais na média sugam mais recursos do que produzem. As capitais estaduais replicam a estrutura federal, muitas vezes se transformando em mini-brasílias.

Responder
Leandro 13/05/2010 16:38:19

Silas,

Seu argumento procede no seguinte aspecto: se uma empresa possui sede em São Paulo, mas oferece produtos e serviços por todo o país, o imposto será cobrado na sede, o que fará com que a arrecadação advinda de São Paulo seja alta.

Isso é verdade, porém, salvo raríssimas exceções (as quais eu não conheço), todas as empresas com sede em São Paulo também ofertam bens e serviços em São Paulo. Não faria sentido elas terem sede em São Paulo mas trabalhar apenas com outros estados, uma vez que os impostos estaduais de São Paulo não são dos menores. Ademais: onde será que ela tem mais receita: no estado de São Paulo ou no Maranhão? Ou seja, continua havendo um esbulho dos paulistas (reafirmo que não sou paulistano nem paulista, nem carioca nem fluminense).

Os impostos recolhidos por essa empresa seriam menores caso não ofertassem bens e serviços em outros estados? Sem dúvida. Sendo assim, a arrecadação extraída de São Paulo seria menor? Com certeza.

E qual seria consequência dessa menor arrecadação? Ora, menores repasses para todos os outros estados. Impossível ser diferente disso.

Ou seja, ficamos na mesma.

Responder
Silas 13/05/2010 16:58:27

"Isso é verdade, porém, salvo raríssimas exceções (as quais eu não conheço), todas as empresas com sede em São Paulo também ofertam bens e serviços em São Paulo. Não faria sentido elas terem sede em São Paulo mas trabalhar apenas com outros estados, uma vez que os impostos estaduais de São Paulo não são dos menores. Ademais: onde será que ela tem mais receita: no estado de São Paulo ou no Maranhão? Ou seja, continua havendo um esbulho dos paulistas (reafirmo que não sou paulistano nem paulista, nem carioca nem fluminense)."

No caso, poderíamos considerar um exemplo fictício onde, digamos, 30% dos ganhos de um empreendimento ocorrem em São Paulo, mas os impostos pagos de lá englobam os outros 70% referentes aos demais estados. Isso significaria que São Paulo parece estar pagando mais do que realmente paga, pois o empreendimento desconta o imposto de todos os estados, apenas usando São Paulo como o ponto de entrega do tributo.

Noutras palavras, pode haver ao menos 5% no Maranhão que é contado como se fosse de São Paulo porque a sede da empresa fica lá. Isso diminui a quantidade de dinheiro, nessa tabela, que o estado do Maranhão paga como imposto pro Governo, mas na prática o que São Paulo "pagou" veio de lá e isso não foi considerado na tabela. Não que isso faça com que o Maranhão seja um contribuidor excelente, mas certamente minimiza o GAP entre ele e São Paulo, que toma para si a carga tributária que deveria ser distribuída em proporção aos demais estados.

Fica tranqüilo que suas origens não estão sendo consideradas no argumento. Não vejo relevância pra esse assunto.

Responder
JZ 13/05/2010 20:00:48

"JZ, o título do texto é "O seu estado é um pagador ou um recebedor de impostos federais?". Confundir o estado com o o povo de cada estado seria um erro tão básico quanto confundir o verme com o hospedeiro."

Essa confusão não é nada incomum na verdade, e justamente por isso, aqui em São Paulo, fervilha grupelhos nazi-skin e movimentos como o bizarro "São Paulo Pátria", que quer um país só de brancos... em São Paulo!(???)

Responder
Alessandro Oliveira 17/05/2010 11:56:40

bem..\r
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Leiam o art. 3º, III, o art. 170, VII da nossa magna carta..( além de outros tantos..)\r
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Logo tá explicado, é em razão disso que se tem "desigualdades". No entendimento literal, tudo está perfeito. Analisem... Não temos nem argumentos pra quebrar. Os estados mais desenvolvidos sao responsáveis solidários com os menos desenvolvidos, assim é, e assim será..( assim com eu e vc pagamos INSS e nao usamos o sistema de saúde pública, nao almoçamos em restaurantes populares(pq a fila é grande). Pagamos para os que nao tem condiçoes de pagar..isso é vero) \r
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Na verdade eu nem gosto de falar disso pq todo mundo fala e mete o pau...tendo ou nao embasamento.\r
Entao, deixei apenas a indicaçao de leitura/estudo acima para podermos questionar alguma coisa com a gente mesmo, e com isso, discutir de forma possível e coerente. \r
Simplesmente soltar o verbo nao farei pq isso todo mundo faz. A maioria tem discurso pronto de que político nao presta, de que o Brasil é uma m****, que em outros países tudo é limpo, que nao tem gente na rua, que nao pagam tanto imposto...bla, blá, blá.\r
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Responder
mcmoraes 17/05/2010 16:41:54

Alessandro Oliveira,

Seu comentário me parece um tanto fatalista. Vc recomenda a leitura de um artigo da constituição e imediatamente conclui que a injustiça indicada pelo artigo está explicada e justificada. E ainda adiciona com tom conformista: "assim é, e assim será". Depois dá a entender que somente pessoas com embasamento poderiam/deveriam criticar a injustiça. Ora, não é necessário muito para embasar a crítica à injustiça identificada pelo artigo: uns estão fornecendo dinheiro para outros à força. Qualquer um que seja contrário à escravidão pode criticar livre e embasadamente. Você continua o comentário insinuando que uma discussão "possível e coerente" deve se basear na leitura/estudo do artigo da constituição. Eu te pergunto: por que vc insinua isso? Por acaso uma discussão que use premissas distintas daquelas que os constituintes usaram passa a ser automaticamente "impossível ou incoerente"? Para concluir, vc afirma que não fará como um grande número de pessoas, que apenas solta o verbo, repetindo o mesmo bla bla bla. Ao fazer isso, vc está fazendo como um outro grande número de pessoas, que fica calado, sem opinião própria, apegado às "verdades" da constituição que automaticamente deveriam servir de premissas para qq discussão válida. Saiba que o seu comportamento é, ná prática, tão efetivo quanto o de alguém que defenda abertamente a injustiça indicada pelo artigo.

Responder
alessandro 18/05/2010 10:05:37

Mcmoraes;\r
obrigado pelo seu questionamento;\r
\r
o que quis dizer é que embora eu tenha a noção de que muita coisa está errado, nao vou espernear muito, vou tomar as atitudes que cabem a mim para resolver essas questões. Exemplo disso é diálogo coerente com as pessoas que se dispõem a diálogos.É na hora de eu votar que tentarei mudar as coisas, nas atitudes minhas do dia a dia, nas minhas relações profissionais,etc..assim eu mudarei as coisas que me interessam e que interessam aos outros.\r
\r
quando me referi em tom fatalista ao seu modo de ver, nao quis dizer que tudo está ótimo e que aceito tudo, mas que se olharmos na questão política que é de onde as coisas descem tudo está correto pra eles, aos olhos deles; me entenda nesse sentido. E por isso a dificuldade de reverter situaçoes injustas como a que estamos discutindo.\r
\r
Nao estou passivo na história, nem quero estar. \r
Outro detalhe é sobre o que falaste das pessoas com conhecimento para opinar, isso pra mim é indispensável porque de comentários vazios vc encontra a todo momento e em qualquer lugar, isso deixa farto qualquer cidadão e desmotiva, por exemplo, conversar com gente que só reclama da saúde mas nao sabe dizer ou indicar erros importantes que levam a isso. O clamor do povo que precisa é notado, e é válido, claro. Mas me refiro que a quem cabe discutir com fundamento nao deve ser pessoas que reclamam e nao embasam suas opiniões.\r
\r
\r
Em resumo, a questão administrativa/política tá mal..e é por erros "nossos" que assim está..aqui é democracia, eles sao nossos representantes por nossa vontade, a pena que a minha vontade e a tua nem sempre será atingida pq nem sempre seremos ou pensaremos como a maioria.\r
\r
\r

Responder
mcmoraes 18/05/2010 10:26:28

Alessandro, sei que já fiz essa citação de Lysander Spooner em um comentário de um outro artigo, mas acho que a confusão que vc está fazendo merece uma repetição:

"eles [os funcionários eleitos do governo] não são nossos empregados, nossos agentes, nossos procuradores e nem nossos representantes . [pois] nós não assumimos responsabilidade pelos seus atos. Se um homem é meu empregado, agente ou procurador, eu necessariamente assumo a responsabilidade por seus atos realizados dentro dos limites da autoridade que eu conferi a ele. Se eu depositei nele, como meu agente, uma autoridade absoluta, ou qualquer autoridade que seja, sobre as pessoas ou propriedades de outros homens que não eu mesmo, eu com isso necessariamente me torno responsável perante estas outras pessoas por quaisquer danos que ele possa causar a elas, desde que ele aja dentro dos limites da autoridade que eu concedi a ele. Porém nenhum indivíduo que possa ter sofrido danos sobre sua pessoa ou propriedade, através dos atos do Congresso, pode ir aos eleitores individuais e afirmar que eles sejam responsáveis pelos atos de seus supostos agentes ou representantes. Este fato demonstra que estes pretensos representantes do povo, de todo mundo, são na realidade os representantes de ninguém."

Responder
Roberto Artigalás 06/07/2010 13:41:40

Óbvio que os estados mais desenvolvidos do país pagam mais imposto! Foi o dinheiro da UNIÃO que financiou toda a infraestrutura dessas regiões! Isso se chama dívida pública a qual todos os estados mais desenvolvidos estão atolados!
Que balela...

Responder
Joel Pinheiro 06/07/2010 17:35:44

Roberto Artigalás:

E de onde veio o "dinheiro da UNIÃO" que financiou a infraestrutura dos estados mais ricos? Do Piauí e do Acre é que não foi.

Essa "distribuição de renda" inter-estatal é ruim para todos. Ruim para os estados que pagam, que perdem seus recursos, e ruim para os que recebe, nos quais os recursos vindos de fora ajudam a sustentar estruturas e políticas fiscais intrinsecamente insustentáveis, o que impede qualquer progresso.

Parabéns ao Instituto, e ao Leandro Roque em particular, pelo artigo. Informativo, direto ao ponto, relevante e com consequências radicais.

Responder
Lucas 24/07/2010 19:50:41

Amigos libertários, não briguem, já somos minoria, e ainda se ficarmos assim... FODE NÉ... kkkkkkkk

Entendo que é realmente ruim para os Estados com o déficit na comparação, mas devemos levar em conta, para a análise dessa tabela, uma preliminar e supra importante noção histórica evolutiva.

Durante a maior parte da história do Brasil, os Estados de SP e RJ foram os que receberam a maior parte das verbas federais... os outros os sustentaram, agora estes o sustentam.

Responder
Lucas 24/07/2010 19:55:40

Os comentários do Daniel são realmente esclarecedores, um "must" que deve ser lido junto ao "gráfico".

Responder
Wilson 27/07/2010 01:13:07

Ridículo os comentários acima, na sua maioria, fazem contas bestas de 3º série do primário!
O tal de luis oliveira chegou a dizer que sp-rio carregam o Brasil nas costas, também com essa visão com viseira de cavalo, não poderia ter outra idéia.
Primeiro em vez de pensar que rio-sp sustentam o Brasil, concluir que eles exploram o Brasil seria no mínimo mais justo, se os observadores fossem mais racionais que emocionais, coisa típica de brasileiro do sul.
Há décadas o Amazonas tenta fazer estradas para ter melhor escoamento de seus produtos e SP não deixa, e temos dinheiro pra isso! Há décadas tenta-se asfaltar a transamazônica e SP não deixa. Há décadas tenta-se criar hubs fora do eixo rio-sp. Mas rio-sp não deixam. Desde que a internet se tornou realidade, tenta-se trazer uma banda larga de qualidade com alta velocidade pra região, mas interesses de SP não deixam. Há décadas tenta-se trazer universidades de ponta pra região, mas SP não deixa. Por que? Porque lá é geográficamente o cú do mundo e a Amazônia e parte do nordeste é o centro. Isso quer dizer que se as coisas nesses lugares fossem fáceis, todos esqueceriam o fim do mundo e talvez fossem pra lá apenas pra turismo exótico, pois é longe de tudo, da Europa, da América, da Ásia. O único lugar mais próximo do sul do Brasil é a Argentina e a África.
Recado ao seu luiz, se sp-rio se separassem do Brasil iam morrer de fome, pois não teriam as mamatas outorgadas pelo governo federal para explorar o resto do Brasil. O que pra nós seria excelente!

Responder
Matheus 06/12/2012 13:05:56

Vale sempre lembrar: onde está localizada a maior parte da chamada "indústria nacional"? Rio-SP! Quem se beneficia com a demanda Norte-Nordeste pelo protecionismo brasileiro? Ora, a "indústria nacional"! Só acabar com imposto de importação e exportação que você veria a contribuição de São Paulo ir diminuindo.

Responder
Renê 27/07/2010 09:15:44

Wilson\r
\r
Você reclama racionalismo dos comentaristas, mas teu próprio comentário foi extremamente emocional, além de chulo e agressivo.\r
Senão, comprove essa influência que SP e RJ tem para impedir o desenvolvimento de outros estados.\r
Ficar só no xororô enraivecido não acrescenta nada ao debate.

Responder
Wilson 27/07/2010 12:41:12

Não tô chorando nem enraivecido com a situação, até porque não me preocupo com o Brasil e sim com a Amazônia. Vale lembrar que a verdade dói, não fui emocional, fui verdadeiro! E o que foi dito nesses comentários 99.99% é mentira, pois é baseada em matemática de 3º série primária. O que me deixa fora do sério não são os comentários em si, mas a ignorância desse povo, e ignorância não é exclusividade de ninguém. Agora não vou me dar ao trabalho de ficar provando algo. Corre atrás como eu fiz. Pois nunca me convenci do que li ou me falaram, mas sim de fatos reais. Mas te dou uma pista: Nesse país nem tudo que é importante passa no Jornal Nacional ou na Veja. Há muitos segredinhos que só quem vai mais a fundo alcança! Só que isso dá trabalho...
Sds,

Responder
Indivíduo Questionador 27/07/2010 17:21:50

@Wilson "Agora não vou me dar ao trabalho de ficar provando algo."

Se vc não quer se dar ao trabalho de provar, pq vc se dá ao trabalho de comentar?

Responder
Felipe Kirsch 27/07/2010 18:03:35

Há um outro ponto.
Além de haver um roubo, tampouco esse dinheiro destinado aos Estados mais pobres os ajuda a se desenvolverem.
Os Estados que recebem mais do que arrecadam não se desenvolvem de maneira alguma. Todo o dinheiro que chega a eles é destinado para pagar a ~excelente~ rede de serviços públicos, ao assistencialismo (um pão por um voto) e ao bolso dos governantes.
Se esses Estados não recebessem esses recursos, os governantes seriam forçados a melhorar a administração, o setor privado se desenvolveria mais e a sua qualidade de vida seria muito melhor que a que tem atualmente.
Isso me lembra o caso do estudo do FMI nos anos acho que 60 ou 70 indicando Brasil como um dos países com melhor perspectiva de crescimento. Isso levou a que o Fundo fizesse um vultuoso empréstimo, sendo que ao mesmo tempo não via futuro na Coréia do Sul...hoje a situação desses países revela o quanto os empréstimos ao setor público pioram a sua situação.

Responder
Wilson 27/07/2010 18:44:00

Essa é moleza de responder: Porque comentar não dá trabalho, é fácil, e provar dá trabalho. Um processo que aprendi em anos de pesquisas, conversas, provas cabais, não dá pra simplesmente ser provado através de comentários em blog. Mas dou mais uma pista: Vc acha que as doenças que ocorrem no mundo são casualidades... gripe suína, gripe não sei do que...Vc acha que a transamazônica não foi finalizada por causa da queda do petróleo em 79?...Vc acha que o Brasil realmente merece e tem condições de sediar copa do mundo e olimpíadas?... Vc acha que tudo o que aprende na faculdade é o máximo da cultura, ou tem outros conhecimentos que são proibitivos nas academias? E as guerras? Dei vários exemplos bem diferentes entre si, pra vc pelo menos se questionar a próxima vez que ouvir uma notícia qualquer...pergunta antes quanto de dinheiro está envolvido no negócio e quem são as partes favorecidas e prejudicadas na notícia...já é um bom começo!

Responder
Indivíduo Desiludido 27/07/2010 19:24:53

Acusar sem provar deve ser realmente moleza ... para um fofoqueiro.

Responder
Diogo 27/07/2010 19:44:12

Por favor Wilson, compartilhe o seu conhecimento conosco! Todos estão em busca da verdade! Você não precisa transcrever o conteúdo das suas fontes, basta citá-las! E para facilitar o seu trabalho desenvolvi um pequeno formulário. Basta preenchê-lo e dar um Ctrl C, Ctrl V:

1) Há décadas o Amazonas tenta fazer estradas para ter melhor escoamento de seus produtos e SP não deixa. [sua fonte aqui]

2) Há décadas tenta-se asfaltar a transamazônica e SP não deixa. [sua fonte aqui]

3) Há décadas tenta-se criar hubs fora do eixo rio-sp. Mas rio-sp não deixam. [sua fonte aqui]

4) Desde que a internet se tornou realidade, tenta-se trazer uma banda larga de qualidade com alta velocidade pra região, mas interesses de SP não deixam. [sua fonte aqui]

5) Há décadas tenta-se trazer universidades de ponta pra região, mas SP não deixa. [sua fonte aqui]

6) Recado ao seu luiz, se sp-rio se separassem do Brasil iam morrer de fome, pois não teriam as mamatas outorgadas pelo governo federal para explorar o resto do Brasil. [sua fonte aqui]

Responder
Carlos Santos 27/07/2010 21:53:09

Gostaria de compartilhar, mais para entretenimento do que para contribuir para a discussão, trecho de uma matéria publicada na revista Super Interessante de Fereveiro deste ano intitulada: "E se... São Paulo se separasse do Brasil?":\r
\r
(Obs.: Vou ficar só nos maravilhosos infográficos, marca registrada da revista, tanto para evitar problemas legais quanto por preguiça de digitar mesmo...)\r
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NOVOS PIBS:\r
13º - México: US$ 1,08 trilhão\r
14º - Novo Brasil*: US$ 1,05 trilhão\r
15º - Austrália: 1,01 trilhão\r
...\r
18º - República de São Paulo: US$ 550 bilhões\r
19º - Polônia: 526 bilhões\r
\r
* Para a reportagem, o Brasil sem São Paulo deve se chamar 'Novo Brasil'.\r
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DOIS EM UM\r
Brasil e São Paulo formariam países respeitáveis mesmo separados. Mas as perdas para os dois iriam da economia ao futebol.\r
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POLÔNIA TROPICAL\r
São Paulo representa quase 1/3 do PIB brasileiro, que é o 8º do mundo, com US$ 1,6 trilhão, entre a Itália e a Rússia. Sem SP, o Brasil cairia para o 14º lugar, entre México e Austrália. A república paulista, com seu PIB atual de US$ 550 bilhões, ficaria em 18º lugar, logo abaixo da Turquia. No quesito renda per capita, ela ficaria em 50º. Seriam US$ 13 mil anuais por habitante (como a Polônia).\r
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PRÉ-SALINHO\r
O pré-sal ficaria com o Brasil\r
Mas SP roubaria um tantinho\r
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As jazidas mais promissoras do pré-sal estão no litoral fluminense. Mas 1/4 dele fica em águas paulistas. Não se sabe a quantidade exata de óleo nesse quinhão. Mas, com sorte, os paulistas conseguiriam tirar algo comparável a produção atual do Brasil, de 2.250 barris por dia, o que faria do país um pequeno exportador de petróleo.\r
\r
-\r
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CHURRASCO IMPORTADO\r
Faltaria carne para a cidade com mais churrascarias.\r
\r
A capital paulista é a cidade com mais churrascarias no mundo: são 140. O apetite carnívoro da república paulista levaria para os açougues o equivalente a 3 milhões de bois por ano. Para manter os churrascos de fim de semana, São Paulo teria de importar pelo menos 1 milhão de cabeças de gado. E o Brasil, que já é o maior exportador do mundo, ganharia um novo cliente.\r
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PAÍS DA VITAMINA C\r
São Paulo é responsável por metade dos produtos industrializados do país. O novo país exportaria para o Brasil derivados de cana e frutas. A república paulista, por sinal, seria o maior produtor mundial de laranja, uma espécie de reserva global de vitamina C, que hoje exporta US$ 60 bilhões anuais de suco para o resto do mundo.\r
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-\r
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MAIS DO MESMO\r
IDH do novo Brasil: 0,80\r
IDH nacional hoje: 0,81\r
IDH da República de São Paulo: 0,83\r
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O IDH, índice que avalia educação, expectativa de vida e bem-estar social dos países, varia sempre entre zero (um lixo) e 1 (perfeito). O Brasil, 75º colocado no mundo, tem 0,81 (nível Colômbia). Sem São Paulo, cairia para 0,80 (nível Colômbia). E SP ficaria com a 65º posição (nível Colômbia). Quer dizer: não nasceria um país de primeiro mundo.\r
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SELEÇÃO TRICOLOR\r
São Paulo roubaria Luís Fabiano (Campinas) e Robinho (São Vicente) da seleção brasileira, mas não contaria com ídolos que se fizeram no estado como o brasiliense Kaká. Já na F-1 a vantagem paulista seria grande: dos 6 brasieliros que venceram pelo menos uma corrida, 5 são paulistas. Para a memória do Brasil, sobraria Nelson Piquet, um carioca criado em Brasília.\r
\r
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- FIM -\r
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\r

Responder
Leo 26/12/2010 01:31:57

Muito interessante essa reportagem da revista, mas uma coisa importante ela deixou de frisar em relação ao IDH: se Sao Paulo dosse uma república, todo o imposto ficaria pro "novo pais", ou seja, arrecadaria 10 vezes mais !!!! Ou seja, seria um pais com dinheiro pra investir em metrô, trens, educação, saúde, etc ....imaginem só:dinheiro de retorman em 20 anos viria em 2 anos !!! dinheiro de 50 anos viria em 5 anos !!! Imagine q país rico seria em menos de 1 década.
Eu li uma reportagem (desculpem-me, mas não lembro onde, q O estado de Sao Paulo seria economicamente e socialmente como a França.

Responder
Clayton 03/07/2011 00:28:57

Não é verdade porque SP (e eu sou paulista) deixaria de ser o centro das empresas do Brasil que passariam para outro lugar, com o tempo SP seria com o Chile, o Peru ou no máximo a Argentina já que as empresas importantes passariam para os demais estados remanescente. SP não teria o mercado cativo que lhe dá escala. Mas toda esta discussão é de uma macaquisse ímpar.

Responder
Isaias Barbosa 03/07/2011 12:17:40

Para isso existe a liberdade econômica.

Responder
void 03/07/2011 19:52:18

Mas SP é o principal mercado dentro do Brasil, e justamente por isso muitas empresas se instalam aqui. Isso não deixaria de ser verdade se SP se separasse. E ainda imagino que sem o peso do (governo do)Brasil a demanda por capital em São Paulo até aumentaria, o que poderia atrair investimento estrangeiro. Talvez alguma indústria fosse perdida, mas isso dependeria das políticas adotadas em São Paulo e no Brasil.

Responder
Clayton our 04/07/2011 01:58:40

Sp e 33 do Pib e 25 por cento da população! Mas a questão do segracionismo êh mais uma questão de atraso cultural e económico racismo oculto do que uma questão de inteligência econômica! Três estados fundaram o Brasil atual (comtodos os defeitos e qualidades que tem) minas sp e rio! Os demais só aderiram ao plano! Basicamente todos os fundadores são lusomineiros porque foram os mineiros que colonizaram modernamente sp e rj! Alem disso os estados mais desenvolvidos o foram para nos proteger da "ameaça" platina! E os estados do nordeste foram subdesenvolvidos para evitar o segregacionismo! Já que na independência eles queriam permanecer portugueses! Acho que as pessoas se baseiam muito em preconceitos e dados errados e estudam pouco! E uma opinião não êh uma agressão

Responder
Clayton our 04/07/2011 02:59:27

Claro em tese as vantagens são muitas por isso estamos cercados de paisecos ricos e desenvolvidos! O Brasil e invenção dos paulistas mineiros e cariocas! Curioso e que os maiores beneficiários e criadores desta estrutura se achem prejudicados! Êh claro que não o somos (como disse sou paulista) muito deste atual preconceito êh fruto de uma insatisfação momentânea por ter que partilhar um pouco a renda concentrada! Mais isso passara logo! Assim com Sp foi colonizado e desenvolvido pelos fazendeiros cariocas e mineiros as outrasregioes o serão nos próximos anos! Êh de se lembrar que o Brasil foi mantido pelas riquezas do Oriente ate 1580! Da cana de açúcar de 1580 ate 1700 do ouro de mg go mt ate 1850! Da borracha e do café ate 1930! Durante os ultimo anos a atividade de todos os brazucas se concentrou um sp! Veja o que eu disse de todos os brazucas porque os brasileiros sempre se movimentaram no território para explora-ló! Acho que êh um pouco de ignorância achar que sp caiu do céu com paulistas apenas! Os ricos fazendeiros que fizeram a industria em sp eram originalmente os portugueses que se tornaram mineiros cariocas baianos e pern
ambucanos!

Responder
Wilson 27/07/2010 23:21:43

Não, não, não vou provar nada, não preciso, vc's não vão mexer com meu ego. Seria muito ingênuo se caísse nessa conversa fiada. De novo: Uma coisa que aprendi foi nunca acreditar em tudo que me falam, em tudo que leio e principalmente esperar alguém PROVAR alguma coisa pra mim só por que não acredito. Quando quero saber algo, vou até o fundo doa a quem doer, vou na fonte, pesquiso, investigo, se algo me atiçou vou até o fim e isso dá trabalho e pode até ser perigoso. Mas é melhor do que ficar implorando pra alguém sentado: me prove...eu só acredito se me provares. Mas entendo, brasileiro é assim, acomodado, quer tudo na mãozinha. Tudo é longe, tem que pegar avião, 2 ônibus, atravessar a cidade, dormir tarde, acordar cedo...dá trabalho...é longe de casa...tem que estudar...tem isso...tem aquilo...enfim é melhor ficar com a televisão e com a revistas que dá tudo mastigadinho.
Conselho: saiam da caixa...parem de ficar acreditando em papai noel...substituam quantidade por qualidade...parem de assistir novela...big brother, torcer pro verdão, de repente com a mente menos desocupadas vc's consigam enxergar algo além das cortinas que embotam a mente de vc's e os tornam zumbis andando para um lado e para o outro sem saber o que tá fazendo. Apenas cumprindo o instinto animal, nascer, crescer, trabalhar, se reproduzir e morrer. Não necessariamente nessa mesma ordem.
Não vou provar nada, digo que apenas sei dessas coisas e sei muito mais, porque corro atrás, sorte minha que sou assim, se quiserem acreditar, acreditem, senão, esqueçam e fiquem pensando que rio sp é isso é aquilo, que é o maior não sei o que, melhor não sei o que. Azar é o de vc's. Enquanto não tiverem vergonha disso, vão continuar assim.
P.S.: O ser humano tem o péssimo hábito de preferir macular o outro a ter que se auto-melhorar, é mais fácil.

Responder
Carlos 29/09/2010 17:25:11

Uma contribuição muito interessante para reflexão e debate. Diferenças regionais à parte, o assunto interessa a todos os brasileiros, que pagam muito e recebem pouco em troca!
Para quem não prestou atenção, os dados "de saída" se referem à arrecadação de tributos administrados pela Receita Federal do Brasil, realizada de forma centralizada no estabelecimento matriz das empresas. As "entradas" se referem a repasses do governo federal. Qualquer discussão dos resultados deve levar em conta a origem dos dados.
Essa é uma velha tradição brasileira, a redistribuição geográfica de renda -- possível porque não somos uma verdadeira federação e o poder smpre foi muito centralizado...
Simplificando os números:
Os estados mais pobres recebem entre R$ 1,03 (Goiás) e R$10,86 (Acre) sobre cada R$ 1,00 que arrecadam. A exceção é o Amazonas, que recebe R$ 0,62 por R$1,00 arrecadado (principalmente impostos sobre empresas).
Os estados do Sul e Sudeste recebem entre R$ 0,11 (São Paulo) e R$ 0,64 (Minas Gerais) para cada R$ 1,00 que vai para o governo federal
A exceção geral é o DF, que recebe apenas R$ 0,07 por R$ 1,00 de arrecadação, provavelmente porque concentra a maior renda per capita do país em um território pequeno.
São fatos, e não adianta tapar o sol com a peneira da ideologia e das teorias da conspiração de quem não precisa citar fontes porque "sabe de tudo"...

Responder
anônimo 23/11/2010 21:34:22

Eu estou com essa dúvida martelando há algum tempo e não consigo achar uma resposta:

Qual a justificativa para essa discrepância entre o desenvolvimento dos estados do sul/sudeste do país em relação aos estados do norte/nordeste?? Até onde sei - corrijam-me se eu estiver errado - as regulamentações, a carga tributária, o excesso de burocracia, enfim, o nível de liberdade econômica é o mesmo em todo o território nacional, sendo assim o que explicaria essa diferença da qualidade de vida entre uma região e outra??

(achei que o lugar mais adequado para tirar essa dúvida fosse aqui mesmo no site, mas não necessariamente nesse artigo)

Responder
9x.9K 25/11/2010 12:38:49

Gostaria de adicionar algo à pergunta:

Eu poderia dizer que a centralização governamental/administrativa desequilibra a "balança do desenvolvimento" para aqueles centros que primeiro passaram da economia rural para a industrial, e que por isso ocorre essa situação colocada pelo anônimo (me parece com o que ocorreu com a China após a "revolução capitalista" dos anos 80)? Se sim, isso pode se aplicar também aos movimentos migratórios em sentido a estes centros e ao crescimento populacional desproporcional das cidades?

Responder
mcmoraes 25/11/2010 14:26:23

Anônimo, não posso tirar a sua dúvida, nem acho q exista uma resposta genérica para ela, pela seguinte razão: supondo, como você, que o nível de liberdade econômica seja realmente o mesmo em todo o país, alguém capaz de justificar a discrepância entre regiões quaisquer deveria ser capaz também de justificar a discrepância entre estados, zonas dentro de estados, cidades, bairros, ruas, famílias e, no extremo, entre indivíduos.

Acho q vale a pena dar uma conferida em dois ensaios indiretamente relacionados à sua pergunta (aqui e aqui), em q o autor tenta descobrir se é possível reproduzir o Vale do Silício em outras partes do mundo.

Responder
Clayton our 04/07/2011 02:30:17

A minha tese êh que os mineiros são os fundadores do Brasil moderno (eles colonizaram modernamente SP -Pr fazia parte de Sp- Rj e Mg). O Sul aderiu a independência e era estratégico para nos defender (sou paulista) da Argentina (a Argentina tinha a pretensao de restaurar o antigo território de vice reino do rio de prata - atuais Bolívia paraguay Uruguai e Argentina) a Argentina insuflou a cisplatina contra o Brasil (mas o Brasil conseguiu evitar que voltassem para a Argentina criando o uruguay) depois os argentinos tentaram sublevar o rio grande e santa Catarina então o Brasil (qdo falo Brasil leia sempre Sp Mg Rj estados fundadores) sublevou corrientes entre rios e reconheceu a independência do paraguay! Conseguiu derrubar o governo argentino emarchou em buenos Aires no mesmo dias que 20 anos antes a Argentina-uruguaios comemoravam a vitoria na batalha de Rosário do sul que foi crucial para separar o uruguai! Após a guerra do Paraguai a Argentina queria incorporar o Paraguai, mas o Brasil foi contra e ameaçou incorporar de a Argentina tentasse algo! O Brasil também manipulou para manter a independência da Bolivia que já fez parte do Peru e do vice reino do Prata! Os estados fundadores dos Brasil (sp mg rj) não queria incentivar o desenvolvimento do nordeste porque eles foram fieis a Portugal! Eles expulsaram praticamente sozinhos os holandeses e tinham um projeto próprio em Pe Pb Rn Ce de pais! Portanto as razoes que levaram aos estados fundadores desenvolver o Sul foram as mesmas que os levaram a não desenvolver o Ne e os levaram a desenvolver mais recentemente o Amazonas e o centro oeste! Sempre preservando o que os Portugueses construíram a duras penas! Pagando os espanhóis e ingleses para garantir um território maior! Ta tudo nos livros de história que você leu desde crianças, mas muitos tolinhos aqui não entendem as entrelinhas! As tabelas são mal feitas e estão sendo usadas ideologicamente de forma incorreta, por maldade ou ignorância mesmo! Agora a arrecadação se vir sob a perspectivas histórica êh centralizada nos estados fundadores SpMg e Rj porque nos somos os estados fundadores do Brasil a estatua de d Pedro i esta em sp! Por que? O museu da independência esta em sp! Por que? D Pedro i eh odiado em Pe! O mais êh puro racismo e ignorância de outros povos que imigraram para o Brasil tão pobres quanto os nordestinos e ficam fazendo intrigas e racismos como o que matou milhões de europeus na 2 guerra Por questões económicas e de ódio preconceituoso estúpido!

Responder
Daniel BS 27/11/2010 13:39:06

Pq a Europa dava certo? Paises pequenos, onde cada um cuidava do que é seu.\r
Pq a Europa não dá mais certo? Pq cada europeu pode ir trabalhar ou morar em qq\r
país da União sem precisar de visto/autorização.\r
\r
Tenho certeza que se fizerem uma pesquiza perguntando se cada estado quer virar um pais independente aqui no Brasil (ex.: São Paulo quer virar país? Mas só paulistas podem responder) com certeza, o mapa seria bem diferente.\r
\r
SP não precisa de mais nenhum outro estado pra se sustentar. SP pra país! Chega de sustentar os outros!!!\r
\r
Quer números?\r
Área: 248.209,426 km² (+/- Grã Bretanha)\r
População: 41.384.039 Habitantes (+/- Espanha)\r
PIB: 902.784 bi (+/- Austrália)\r
\r
Resumindo: Temos números de país desenvolvido. Nosso IDH não acompanha pq temos que sustentar outros estados!!!\r
\r
Isso é democrático? Nos foi perguntado se queremos sustentá-los?\r
Não e Não.\r
\r
Portanto, isso não é democracia.

Responder
Eduardo 31/08/2011 17:11:13

Concordo inteiramente com você! Aliás, meu caro, se é por falta de tchau, como diria Paulo Francis, ADEUS!

Responder
Raphael Auto 31/08/2011 19:25:37

Moro em Belém e concordo que São Paulo tem que se separar.

Responder
Mario 27/09/2011 00:27:16

"Pq a Europa dava certo? Paises pequenos, onde cada um cuidava do que é seu.
Pq a Europa não dá mais certo? Pq cada europeu pode ir trabalhar ou morar em qq
país da União sem precisar de visto/autorização. "

Então como você explica os EUA?

Responder
Felipe Barbosa 01/12/2011 10:57:58

Os estados unidos eram dezenas de pequenos estados unidos por um pequeno governo federal, na época eram mais independentes do que hoje são os cantões da suiça, que cada um chegam a adotar linguas diferentes.

Responder
Erik Frederico Alves Cenaqui 26/12/2010 14:39:04

Prezado Leandro\r
\r
O texto e o estudo demonstram um sentimento difuso que eu tenho a alguns anos: as pessoas produtivas da região sul/sudeste sustentam os caciques políticos do região norte/nordeste.\r
\r
As pessoas sem contatos políticos que moram na região norte/nordeste nem conseguem ver este dinheiro, que vai para o Jose Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, dentre outros menos conhecidos.\r
\r
Lamentável a constatação do estudo.\r
\r
Abraços

Responder
Clayton our 04/07/2011 03:14:06

Esqueça êh puro preconceito seu! Sou paulista também e o que vejo eh que os ricos com medo do comunismo no século passado resolver fazer uma ditadura! Ainda bem não sou nem gosto do comunismo! Mas para manter a ditadura foi necessário partilhar poder com os estados mais pobres! Aí fica esta impressão que a centralização do dinheiro em sp rj mg êh ônus e não beneficio destes estados! Na previdência só Sp e as capitais são superavitarias! A questão de fundo e que e sempre traumático dividir a renda, mas êh necessário! A despeito destes preconceitos pontuais isso e que alavancou o desenvolvimento dos EUA! A Europa tb só ficou mais igualitária recentemente fazendo o mercado comum e integrandose aos EUA ! Na Rússia comunista graças a deus certo! Ena China vai chegar o dia que vão ter que dar direitos para o povo tb! bobagem e esta discussão separatistas dos estados fundadores e mal administradores do Brasil ! Democracia êh difícil mesmo mas o EUA provou que funciona! Aqui ainda vai ser melhor ...

Responder
George . Manaus 28/03/2011 22:29:12

Só sei que meu AMAZONAS é o único do Norte, Nordeste e Centro-Oeste que mais paga impostos a Federação do que recebe. O AMAZONAS, aliás, quase não recebe nada da federação, nós mais pagamos do que recebemos e ainda vem sulistas e sudestinos que ousam falar que todo o norte é sustentado por vós. Opsz! Espera aí... Amazonas não entra nessa lista.

Enfim! Vcs Paulistas limitem-se ao sudeste pq do Norte, Nordeste e Centro-Oeste o Amazonas cuida e representa muito bem. Se for pra vcs falarem e soltarem a garfe que "carrega a parte de cima do Brasil nas costas", pensem 3 vezes antes de generalizar pq o AMAZONAS não é carregado por ninguém, e sim carrega.
Não ficamos no Vermelho, e somos o maior estado da federação e não precisamos de esmola de ninguém, vivemos com nossas próprias pernas e estamos cansados de receber migrantes indesejáveis que não vem contribuir com nada aqui, mas só pra dar despesas a maior metrópole da Amazônia e ao maior Estado deste País, inclusive migrantes da parte de baixo do Brasil que vem matar a fome em Manaus.
EU TENHO ORGULHO DE SER AMAZONENSE!!! AMAZONAS MEU PAÍS, BRASIL É O CONTINENTE.
Ninguém carrega o Amazonas nas costas nós nos sustentamos por nós mesmo. E pasmem! se não gostarem ou concordarem, pesquisem sobre a potência do Norte do País que mais paga impostos ao Brasil e depois venham falar baseado em fatos. Pq ninguém conhece o AMAZONAS mais do que um amazonense, e sabe o quanto o estado cresce, em população, infraestrutura, saneamento, obras e mais obras, moradia, hospitais, escolas etc. Não adianta alguns falarem do que não sabem, Pq eu sei a marca da "canoa" que eu piloto, da "carroça" que eu dirijo, do "jacaré" que é meu amigo, da "onça" que é minha vizinha, do "cipó" que é meu transporte, do "artesanato" que é produzido na "aldeia", nessa "oca" considerada o maior Pólo Industrial tecnológico desse País. kkkkk Me poupem! Não me venham com ignorância que eu mando procurar um curso intensivo de geografia urgente. EVITE VERGONHA ALHEIA!!!

Responder
Ângelo Arkell 29/03/2011 01:49:22

Senhores,\r
cuidado com o conceito de nacionalismo (e seus equivalentes a Estados). Percebam que a definição da unidade da federação nada mais é que um arranjo político e geográfico arbitrário ou, em outras palavras, sem fundamento na liberdade. Pelo contrário, a própria definição do Estado, relacionada à área de influência de um poder político (Governo), é uma distribuição das riquezas e servos entre os diversos poderosos. \r
\r
Percebam que em princípio, não há diferença entre uma pessoa em São Paulo (paulista), no Amazonas (amazonense) ou na Suécia ou Bangladesh. Por que motivo consciente eu preferiria um ao outro (bom, cada um tem a liberdade de preferir, mas conscientemente, a nacionalidade ou onde habita uma pessoa deveria ser muito menos importantes do que os valores que esta traz consigo e pratica - por exemplo, simpatizo muitíssimo por aqueles que entendem e praticam valores de liberdade em Samoa ou no Irã, enquanto abomino vizinhos meus que subjugam outras pessoas através de coerção e Estados de poder. Alguém concorda comigo?)\r
\r
Para finalizar, qual é o valor que se está defendendo quando se pratica qualquer forma de nacionalismo? É a preferência arbitrária por pessoas e coisas de um país ou região, independente do valor real destas pessoas e coisas. Este conceito é bastante útil para as pessoas que detêm o controle do Estado. A reflexão é: Qual o valor que se está defendendo?\r
\r
Minha posição pessoal: minha nação são pessoas boas e que buscam liberdade com sabedoria e consciência. Ela se extende por todo o globo, onde quer que uma pessoa com tais características se encontre, indistintamente. Defendo minha nação (estas pessoas) contra uma nação estrangeira e poderosa (pessoas pró coerção). \r
\r
Minha sugestão é que troquemos o conceito de nação, nos abstraindo dos arbitrários limites geográficos e políticos e tomando por essenciais fronteiras de valores e idéias. Faz sentido?\r
\r
Ângelo Arkell

Responder
Angelo Arkell 29/03/2011 02:24:13

Quero complementar ainda uma coisa: há tanta discussão, inclusive parte dos comentários defendendo a existência do Estado (ainda preferindo um acima do outro). Não sei quantos leitores entendem a proposta Libertária, à qual o Instituto Mises muito bem representa, mas em muitos comentários falta aprofundamento para entender que o Estado (Governo) é uma instituição que empobrece e priva a sociedade produtiva de seus direitos e propriedades. Então, ao invés de concentrar o debate em se São Paulo sustenta Maranhão ou se Estados do Sul deveriam propor separação, quando o entendimento do conceito Libertário é aplicado, a própria existência deste Estado coercivo deixa de existir. Portanto, aos que entendem a liberdade como um direito deveriam se opor tanto ao Estado dse São Paulo como ao do Amazonas, Bahia ou Rio Grande do Sul. São indistintamente Estados controlados através da coerção e sustentados pela expoliação da sociedade. \r
\r
Quanto à existência de uma sociedade mais pobre no Nordeste ou Norte do Brasil, eu me compadeço. E me compadeço pela sociedade do Centro-Oeste, Sul e Sudeste, que também são empobrecidos pelos Governos Federal, Estadual, Municipal e outras formas de Governo não declarados. A sociedade como um todo está sendo empobrecida. Lutemos pois não uns contra os outros, defendendo conceitos obscuros de nação, mas todos por um valor ético que, proponho, seja a liberdade e o respeito, tal qual os valores que o Instituto Mises, em seus mais de 900 artigos propõe e esclarece. Sejamos conscientes: deveríamos mesmo estar discutindo quem é mais e quem é menos explorado, ou deveríamos nos posicionar em uníssono contra a exploração?\r
\r
É verdade, além da grande Elite de Poder, há dentre as pessoas normais aqueles que têm vantagens devido à existência do Estado como está, o que é clara estratégia de "compra" do apoio popular. Se consideramos propina anti-ético, porque o uso do dinheiro público para conquistar apoio popular deveria ser considerado saudável? O argumento é que não se trata de compra de apoio popular, mas de auxílio aos pobres, mas a pobreza vem justamente e primariamente da exploração do Estado! Imaginem, se não houvesse expropriação, certamente a pobreza não seria endêmica e profunda neste país (ou no mundo) - para este argumento, novamente, estudar artigos deste mesmo site.\r
\r
Ângelo Arkell

Responder
Clayton our 22/07/2011 02:56:20

Li, entendi, mas não vi operacionalidade pratica nisso! O conceito de bom e ruim e relativo! E claro que o ser humano se identifica independente de pais! As pessoas são mais iguais do que diferentes! Você esta falando do judeus e ciganos que tem uma identidade diferente da noção de pais! Porém acho que há uma subavaliacao da aceitação dos iguais nos diversos países porque o que se considera virtude e executado de forma diferente em cada pais! A nação tem um ponto de história comum independente de serem bons ou ruins, há uma identidade de grupo social! A nação brasileira e assim considerado porque e um povo oriundo de uma miscigenação inicial índio português holandês formada no nordeste que migrou para o sudeste recebeu um acréscimo de africanos e português intenso na época de mineração e colonizou sp acrescentando diversos outro elementos europeus escolhidos apropriadamente para não incidirem com a composição inicial e conforme pensou Andrade cujo elemento agregador e que todo são absolutamente diferentes entre si (o sinal de identidade e pluralidade desta nação e este). O que você propõe e que vc que pertencer ao grupo do judeu virtuoso, do iraniano virtuoso , do chinês virtuoso, mas não dos que lhe parecem maus! Porém aqueles podem não querem vocês juntamente por conta do fato de que por você não ter as mesmas características você não possuir a alegada virtude! Com os judeus ocorre muito isso, a falta desta característica já retira muito da virtude, para chineses, indianos, vale o mesmo! Acho que há uma subavaliacao do grupo nacional e da identidade histórica neste processo por sua parte! A história não e ensina para decorrarmos datas mas para entendermos o que já nos trazemos como bagagem inata! Por mais que a natureza humana seja comum o bicho homem segrega se em subgrupos e isso tem mais a ver com uma história comum do que com um espaço geográfico ou virtude! O virtuoso iraniano chinês inglês japonês indianos (leia estes conceitos como nação) não querem fazer a virtude com você! Das duas uma oi você migra para aquela nação ou você não participa dela! A Europa esta tentando criar um conceito de nação europeia todos diferentes mas tentando achar o ponto comum uma identidade comum! A alemanha e a franca estão bancando muito isso! Ira funcionar? Pode ser para os continentais que julgarem que tem esta estória comum! Para os ingleses há relutância porque eles preferem ser como os judeus (eles em varios paisos ingleses canda Austrália EUA)! Penso que menosprezar a identidade cultural para separar o que achas bom do ruim não tem muito praticidade)

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Guilherme (Guirma) 31/03/2011 19:36:18

Federalismo no Brasil - Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Poucos anos após a substituição de Deodoro da Fonseca na presidência da República, foi possível que paulistas e mineiros, através de um pacto que combinava poder econômico a força eleitoral, deram início à política do café-com-leite. Essa política consistia em manter no poder federal, em alternância, somente políticos mineiros e paulistas. Desta forma, estes dois estados, os mais ricos da época, concentravam o poder, mas não só isso.

Em um sistema federalista, os impostos recebidos pelos estados são repassados para o Governo Federal, que então os redistribui de maneira proporcionalmente igualitária entre as unidades federativas. Com a política do café-com-leite, São Paulo e Minas Gerais, tendo em suas mãos o poder, deixaram de repassar grande parte de sua arrecadação ao Governo Federal, que empobrecia e, portanto, não fazia a correta distribuição de renda entre os estados e Distrito-Federal. Neste período, o crescimento econômico, tanto de São Paulo, quanto de Minas Gerais, foi estrondoso, aumentando também sua população e seu poder político. Assim, quando da chegada de Getúlio Vargas à Presidência da República em 1930, as mudanças feitas durante a política do café-com-leite haviam sido tão profundas, que, para pôr fim à Revolução Constitucionalista de 1932, o próprio presidente teve de se curvar e se comprometer a pagar a dívida externa contraída por São Paulo.[carece de fontes?]

Como resultado da diminuição na distribuição de renda durante a política do café-com-leite, estados do Norte e Nordeste empobreceram consideravelmente.[3] Assim, sua população faminta migrou em massa para a região Sudeste, desbalanceando ainda mais a distribuição da população no país e criando-se a grande concentração populacional que se vê hoje. Em conseqüência da concentração populacional e de recursos que houve nesse período, o crescimento econômico no Brasil como um todo ficou ainda mais afetado e limitado a uma parcela da população e a uma região do país, uma vez que a infra-estrutura brasileira é muito inconsistente de estado para estado, faltando em regiões como a Nordeste a estrutura mínima para seu desenvolvimento.

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Eduardo Jose Jankosz 22/05/2011 20:33:05

Deputados federais do Norte e do Nordeste se articulam para a criação de pelo menos mais cinco estados no Brasil. Eles seriam gerados por subdivisões do Pará, Piauí, Maranhão e Bahia.\r
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Veja quais são eles:\r
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Carajás e Tapajós - Ambos nasceriam de divisões do Pará. A Câmara já aprovou a realização de um plebiscito sobre o desmembramento.\r
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Gurgueia - O novo estado englobaria 87 municípios do Sul do Piauí. Já há projeto sobre a divisão na Câmara.\r
\r
Maranhão do Sul - Abrangeria 49 municípios do Maranhão. Também há proposta sobre o tema em análise.\r
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São Francisco - o estado seria criado no oeste da Bahia, com 35 municípios. O deputado Oziel Oliveira (PDT-BA) já tem projeto sobre o assunto e deve formalizá-lo nos próximos dias.\r
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***\r
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A pergunta que fica é: o que você, cidadão de outro estado, tem a ver com isso? Tudo. As mudanças afetam a partilha de recursos federais e a composição do Congresso Nacional. De cara, caso todos os cinco estados vinguem, seriam mais 15 senadores. Isso é bom? Deixe abaixo a sua opinião.\r
\r
Fonte www.gazetadopovo.com.br/blog/conexaobrasilia/\r
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COMENTARIOS, por favor!

Responder
augusto 22/05/2011 23:35:09

Pois eh, complicado... O assunto pode ser abordado pelo angulo do "direito de secessao" - se voce nao esta satisfeito com o Estado, separe-se dele. Ou seja, se os Maranhenses estao cansados do Sarney, entao criam um novo estado, mudam-se pra la, e os Sarneys podem continuar controlando o que sobrar. Por esse angulo, a proposta eh absolutamente razoavel e se encaixa bem na visao de mundo de qualquer um que nao seja um anarco-capitalista-rothbardiano.\r
\r
Mas a gente sabe bem, por experiencia e pelas declaracoes de quem esta articulando esse movimento, que o objetivo eh aumentar o servico publico. O artigo que voce mencionou ai fala de 15 senadores. Mas esses cinco novos estados podem resultar na criacao de mais uns 80 deputados estaduais. E tome de construir assembleias legislativas, palacios de governo, predios para o judiciario estadual, alem dos milhares e milhares de cargos em orgaos publicos - secretaria de fazenda, secretaria de seguranca, etc, etc, etc.\r
\r
Por isso, vai ser muito dificil achar qualquer um que seja contra essa medida...\r
\r
Ja eu andaria no caminho oposto: acabar com todos os Estados, cortar a Constituicao Federal em cerca de 75%, e aumentar bastante a autonomia dos municipios.

Responder
Angelo T. 23/05/2011 09:02:37

Se não me falha a memória, no nível federal não há direito de secessão no Brasil. Só com acordo ou guerra.
No nível estadual não sei.

Responder
Augusto 23/05/2011 10:57:46

Você quer dizer, um Estado ou Minicípio declarar sua independência e constituir um novo país? Não, isso é expressamente vetado pela constituição e punido de acordo com o fixado na Lei 7170 (Lei de Segurança Nacional):\r
\r
"Art. 11 - Tentar desmembrar parte do território nacional para constituir país independente. Pena: reclusão, de 4 a 12 anos."\r
\r
Na Teoria do Estado, há uma diferença entre federação (onde as partes, uma vez unidas, não podem se desunir) e confederação (as partes podem se separar a qualquer momento). A confederação mais famosa é a Confederação dos Estados Americanos. Em vários períodos históricos, alguns estados constituiram países independentes. A chamada República do Texas durou bastante, teve três ou quatro presidentes, se não me engano. (admito que posso estar misturando períodos históricos diferentes aqui)\r
\r
A única Confederação ainda existente e reconhecida internacionalmente é, surpresa, surpresa, a Confederação Helvética, também conhecida como Suíça. O Canadá, embora formalmente uma federação, tem uma lei que estabelece os parâmetros para secessão das províncias.\r
\r
Por outro lado, o desmembramento dos Estados e dos Municípios, para constituição de novas unidades administrativas, é permitido. Uma vez aprovado o projeto pelo Congresso Nacional, um plebiscito deve ser convocado. Salvo engano, apenas a população da área que deseja se separar é convocada para votar. Observe que não se trata aqui de secessão, mas meramente de desmembramento.\r
\r
Também, salvo engano, não há previsão legal para a reunificação de áreas sob uma mesma administração. Uma vez separado, o novo município não pode voltar atrás e se juntar a nenhum outro.

Responder
Thales 28/05/2011 11:09:06

A maioria dos comentários tem caráter bairrista. Uma pena.

Responder
Felix 06/09/2011 07:59:29

Exatamente,
Este Ufanismo não tem nada de libertário...

Responder
Fusca 26/06/2011 17:24:31

Caro Leandro, esse trabalho é muito importante e agora está sendo replicado até pelos chamados Hackers LulzSecBrazil, alegadamente puxando dados do governo na internet. Importante é a tabela comparativa que fez, provavelmente copiada da página de vocês. São dados importantíssimos aos quais o povo não tem acesso objetivo como no site de vocês, e é revoltante saber que alguns estados trabalhadores sustentam a corja do (des)governo federal e o resto vai para os demais estados. Não encontrei dados mais atuais do que 2009, e seria hora de atualizar com dados de 2010. Já é possível?
Será um grande serviço ao público eleitor alfabetizado (parcela cada vez menor devido à sistemática desinformação promovida pelo governo chavista-estatizante que se instalou no poder e não pretende largá-lo).

Responder
Gustavo 21/07/2011 01:10:29

Artigo citado pelo jornal(eco) 180graus (Teresina, PI): tinyurl.com/3pc7zg8

Responder
void 29/09/2011 10:08:00

Acho que vale a pena dar uma olhada neste link. Se eu entendi direito, o tal Jorge Maranhão é colocado como diretor do IMB.

(Na verdade nem conheço este senhor. Ele é mesmo?)

Responder
Maxwell 06/09/2011 03:15:34

pô, adicionem um fator aí, embora não elimine as discrepâncias..a
a população do estado de são paulo é praticamente a mesma do nordeste inteiro. nordeste tem apenas uns 15% a mais em relação a população do estado de sp.

Responder
Assis 28/09/2011 16:35:18

Se os 21 bilhões de impostos que o RS paga para o governo federal voltasse eu estaria feliz!!!!

Responder
Assis 28/09/2011 17:06:34

Olha pessoal não sei se o pessoal sabe mais eu vivo no RS e a situação daqui é critica por causa que a nossa Presidenta ABANDONOU nosso estado:
As reivindicações de Salários melhores são tão grandes que se o nosso governador aceitar elas, ele não vai mais governar e sim pagar salários dos funcionários.
Os impostos são tão grande que as empresas estão fechando suas fabricas e indo para os Estados do Norte.
As favelas crescem mais a cada dia e a segurança publica de Porto Alegre é igual a do RJ para pior.
Os Hospitais estão superlotados que é necessario TRIPLICAR o numero de leitos.
E ainda os Impostos estão tão caros que ninguém mais aceita que ele aumente.
Para o pessoal do norte que esta nadando no recebimento de impostos deve estar bom agora aqui esta cada dia pior.

Responder
Renato 06/11/2011 10:50:54

Todos mesquinhos, pessoas sem visão, sem conhecimento que entram na internet pra se revoltar nem sabem com o que. Não estão contentes no estado onde moram, acham que todo mundo é sustentado lá no norte/nordeste? Então vão pra lá ver como é.

Eu já fui, por isso posso falar. Antes que falem, não sou de lá, sou de bem longe.
Se for perder tempo escrevendo abobrinha achando que está coberto de razão, está desgastando seu teclado a toa.


Revoltados sem causa!

Responder
Carlos Araujo 06/11/2011 19:44:27

Renato, acho que você é que está revoltado sem causa. Se conheçesse os propósitos do site, saberia que ninguém aqui quer defender "Sudeste/Nordeste" ou qualquer coisa desse tipo.
O texto mostra apenas ps estados que pagam mais e os que pagam menos, e como o parágrafo acima do gráfico menciona, "cada um tire suas conclusões".
Ninguém acha que as pessoas no Norte e Nordeste são sustentados pelo restante do país. Que não produzem. O próprio estado do Amazonas é um pagador de impostos, mas, se o Nordeste e Norte no geral, recebem mais impostos que pagam, são os fatos. Fazer o que?

Abraço.

Responder
Lívia Barthalo 13/11/2011 22:38:41

Irmãos brasileiros,


Quando deixarmos de bairrismos e egos bobos compreenderemos o quanto somos roubados e ainda aplaudimos tudo...

Sim, é claro e nítido que os Estados que são recebedores não são povoados pelos sanguessugas do Brasil... E sim por UM sanguessuga... Segundo o texto, o Maranhão seria o Estado que mais recebe do Governo... Mas não vemos um bom Estado para se viver, só a família do Sarney que bem vive... A grana vai toda pra eles e o resto fica na miséria... Isso causa o êxodo para os já saturados Estados que pagam mais impostos...


Amor e Compreensão... É o que desejo para o coração de cada brasileiro... Somos uma grande nação, só basta assumirmos isso e pararmos de infantilidades cívicas...


boa semana a todos!

Responder
anônimo 01/12/2011 13:54:15


Vamos utilizar dados relativos, pra ficar mais justo. Sou de Pernambuco, estado que recebe cerca de 53% a mais do que paga ao governo federal. Pernambuco é um estado que está em pleno desenvolvimento econômico, que não tem uma economia sólida e tradicional como a de São Paulo ou a do Rio de Janeiro, por exemplo. Mas que, futuramente, de acordo com o atual cenário, é um grande candidato a pagar mais do que arrecada. Pode-se ver pelos dados que, depois de Goiás, que apresenta um certo equilíbrio entre pagar e arrecadar, Pernambuco caminha para o grupo dos "deficitários". Pode-se também notar que há uma certa relação inversa entre o déficit e o desenvolvimento industrial de cada estado, ou seja, os que mais levam prejuízo são os mais industrializados. Quando meu estado passar a arrecadar menos do que paga ficarei satisfeito, porque saberei que este estará desenvolvido. Cabe a nós deixar de bairrismos e pensar no Brasil como um todo. É esse tipo de pensamento que ocorre no Rio de Janeiro, por exemplo, com relação aos royalties do petróleo. O petróleo é do Brasil e não do Rio de Janeiro. Um país que tem as maiores reservas de Urânio do mundo, 98% de todo o Nióbio explorável do mundo, não se desenvolve também, por causa desses bairrismos que remontam à epoca do império. Duvido que esses mesmos que protestam pelos royalties do petróleo não estariam chorando, reclamando uma melhor distribuição dos royalties do urânio ou do nióbio, que beneficiariam, em tese, os estados detentores das reservas que se situam no Norte ou no Nordeste. Hipocrisia pura.

Responder
Antonino Martins 01/12/2011 14:21:16

Não sei porque ficou anônimo... Meu nome é Antonino, não gosto de escrever anonimamente.

Responder
Antonino 01/12/2011 14:26:56

onde se lê "relação inversa" leia-se: "relação direta"

Erro meu.

Responder
Catarinense 01/12/2011 14:34:40

Sensacional. Meu estado se desenvolveu basicamente sozinho, e além disso precisa arcar com o desenvolvimento do seu ( que magicamente **agora** vai se desenvolver ). Muito justo, realmente.

Responder
Antonino 05/12/2011 07:49:56

Seu estado se desenvolveu com a chegada dos imigrantes, principalmente os alemães. Estes têm muito mais senso administrativo e acima de tudo, educação, que eu acho fundamental. Nunca abandonaram suas raízes. Há dezenas de fatores que contribuíram e contribuem para que o seu estado seja muito bem desenvolvido. Como a República Juliana, infelizmente, não foi pra frente tanto como a Confederação do Equador, só nos resta lamentar...

E voltando ao assunto de taxas, e olhe que eu nem mencionei o troco que fica com a União...

Responder
Eduardo 10/03/2012 00:45:46

A profusão de comentários imbecis neste tópico mostra que, quando o espírito de tribo é meramente discutido, a coisa descamba para o confronto no qual a racionalidade dos argumentos é mandada às favas em nome da ânsia de derrotar "o vizinho cuja grama parece crescer mais verde".

Afinal, esses sujeitos se deram ao trabalho de verificar que estão comentando em um site de um instituto libertário?

Essa mentalidade depressiva se revela na cantilena carregada de desejo ao butim da derrama, na qual o que importa é que os "meus" ponham a mão na grana, e não a discussão mais relevante e moralmente pertinente, a de que a tal grana jamais deveria ter sido roubada da vítima-"contribuinte", em primeiro lugar. E, em segundo, que a sua "redistribuição regional" é apenas mais uma das consequencias perversas que apenas reforçam o caráter depravado da tributação em si.
Minhas estimas de resiliência ao articulista e aos demais do instituto ao insistir em pregar a ética libertária num cenário de filme de horror desses, em que pessoas supostamente esclarecidas se lambuzam numa discussão pérfida que toma por base o confisco tributário generalizado do patrimônio dos cidadãos como um fato da vida.

Responder
Catarinense 05/12/2011 08:12:37

Antonino, e você acha justo que o dinheiro deste povo ( o catarinense ) seja retirado a força e entregue a outros povos ( estados )? Não interessa a justificativa ou pretexto, roubo é roubo. E o que é pior, o desenvolvimento catarinense é utilizado, desta maneira, para sustentar o subdesenvolvimento dos outros estados. Não seja inocente, enquanto esta "ajuda" não cessar, seu estado nunca irá se desenvolver.



Ps. Sinta-se a vontade para substituir Santa Catarina no contexto por qualquer outro estado que paga mais do que recebe, e Pernambuco por qualquer outro estado que recebe mais do que paga.

Responder
Antonino Martins 05/12/2011 13:58:12

Em nenhum momento eu disse que era justo... Mas é assim que funciona o sistema de federação. Fazer o quê... Cabe a vocês cobrarem do governo federal isso... O problema é: Que governo?

Responder
Antonino Martins 05/12/2011 14:16:35

Ou então, junta a população do estado, cria uma guerra e sai da federação. Já foi tentado algumas vezes. Por parte do meu estado posso citar Confederação do Equador e Revolução Pernambucana de 1817, por exemplo. Mas não deu muito certo...

Responder
Catarinense 05/12/2011 14:58:59

Ok, mas pelo seu primeiro comentário, sou levado a entender que você pensa que está tudo bem em aceitar este dinheiro do governo, já que "agora" o seu estado vai se desenvolver. Ou você é da opinião que o estado de Pernambuco negue este dinheiro extra? Afinal, você concordou comigo que não é justo um estado receber menos do que contribui. Da mesma maneira, não pode ser justo que um estado receba mais do que contribui. E já que estamos falando em justiça, não seria mais justo, e moralmente correto, que o seu estado devolvesse esta quantia recebida injustamente?

Responder
Carlos Araujo 05/12/2011 16:21:28

Justo mesmo seria deixar o dinheiro com os cidadãos.

Responder
Catarinense 05/12/2011 16:29:36

Deixar com os cidadãos do estado originário do dinheiro, presumo. Neste caso, concordo plenamente.

Responder
Antonino 30/11/2013 22:40:41

Como eu falei... Agora meu estado é pagador...

robertolbarricelli1.wordpress.com/2013/11/30/impostos-estados-pagadores-x-estados-recebedores/

Responder
Fernando Araújo 10/12/2011 11:15:00

Já tinha recebido estes dados por e-mail antes e posso dizer que são uma tremenda bobagem. Os dados da primeira e segunda coluna são verdadeiros, conforme os links demonstram, mas os da terceira são pura invenção. Explico:
Primeiro: se vocês entrarem no primeiro link, poderão ver que os valores referem-se a quanto os estados ARRECADAM no total(aí incluídos tributos municipais, estaduais e federais), e não quanto eles pagam ao governo federal. O que é pago ao governo federal são somente os tributos federais (valores estes, não discriminados na tabela). Os tributos municipais e estaduais ficam com os respectivos entes que os arrecadam. Portanto, dizer que toda a arrecadação é paga ao governo federal é uma absurda distorção.
Segundo: a segunda coluna diz respeito a quanto a União repassa aos estados e municípios, formados principalmente por Fundos (Fundo de participação dos Estados, Fundo de participação dos municípios, etc), além de repasse de parcelas obrigatórias de tributos federais. De forma alguma representa as despesas dos estados. Aliás, estes repasses já vem inclusos nos valores contabilizados na primeira coluna - são parte dos tributos federais arrecadados pelos estados. O que ocorre de fato, é que a distribuição destes fundos não foi feita com base em justiça fiscal, mas por meio de politicagem. Isto justifica que os grandes coronelatos (Maranhão vem a mente) terem abocanhado parcelas desproporcionais de receitas comparado ao quanto arrecadam.
Terceiro: a terceira coluna, como já mencionei, é pura invenção. Não sei de onde o sujeito que fez a tabela tirou que, subtraindo os repasses da união (que não são despesas) da arrecadação dos estados (que não são receitas), obtém-se um suposto déficit ou superávit dos estados.
A única conclusão possível de se tirar destes dados é que estados que arrecadam menos, acabam recebendo mais repasses da união. Isto não significa necessariamente que sejam deficitários. Somente uma análise dos seus orçamentos permitiria concluir isto. O problema verdadeiro é a injustiça na distribuição dos "fundos".

Responder
Leandro 10/12/2011 12:24:36

Prezado Fernando Araújo, perdoe-me a franqueza, mas o senhor ou está mal intencionado ou realmente é incapaz de olhar dados simples.

O senhor diz que "se vocês entrarem no primeiro link, poderão ver que os valores referem-se a quanto os estados ARRECADAM no total(aí incluídos tributos municipais, estaduais e federais), e não quanto eles pagam ao governo federal. O que é pago ao governo federal são somente os tributos federais (valores estes, não discriminados na tabela)."

É mesmo? Eis aqui o link. Pode clicar. A tabela lida exclusivamente com tributos federais. Em momento algum listou-se tributos municipais e estaduais -- justamente o contrário do que você disse no resto de sua mensagem. Problemas de leitura?

Pra piorar, sobre o tributos federais, o senhor disse que "valores estes, não discriminados na tabela". Não? Quais são aqueles tributos listados no link ali em cima? ICMS?

Eu sinceramente não sei o que pensar diante disso. Aliás, é até mesmo um grande preconceito de sua parte achar que, por exemplo, a população de Alagoas pagou "apenas" R$ 937 milhões de impostos totais. Esse valor é apenas de impostos federais, meu caro. A população pagou muito mais do que isso se consideramos impostos estaduais e municipais.

E o show continua. O senhor diz que "a segunda coluna diz respeito a quanto a União repassa aos estados e municípios, formados principalmente por Fundos (Fundo de participação dos Estados, Fundo de participação dos municípios, etc), além de repasse de parcelas obrigatórias de tributos federais. De forma alguma representa as despesas dos estados." Ué, e quem disse o contrário? Só você, que talvez movido pelo desejo da calúnia, quis entender isso.

E pra finalizar: a terceira coluna, como já mencionei, é pura invenção. Não sei de onde o sujeito que fez a tabela tirou que, subtraindo os repasses da união (que não são despesas) da arrecadação dos estados (que não são receitas), obtém-se um suposto déficit ou superávit dos estados.

Essa eu realmente nem sei por onde começar. Se repasses da União "não são despesas" e se a arrecadação dos estados "não são receitas", então o mundo em que vivemos não existe de verdade e as palavras que utilizamos para nos comunicar não mais têm significado algum. Só têm significado aquelas palavras que Fernando Araújo define como úteis ou não.

E quem é que está falando em "suposto déficit ou superávit dos estados"? A operação matemática da subtração -- que aparentemente você achou demasiado complexo -- nada mais é do que uma forma de mostrar um resultado líquido entre dar ao governo federal e receber do governo federal.

Volte quando tiver algo mais substantivo.

Grande abraço!

Responder
Clayton our 18/02/2012 07:06:33

A forma como a arrecadação federal e feita centralizada na matriz Nao permite identificar a origem real da produção: em qual estabelecimento foi gerada a riqueza! Eh diferente da arrecadação por exemplo da previdencia que faz o cotejo da GPS com a Gfip do estabelecimento!
A Receita faz assim porque Nao importa para nos de qual estado eh a produção!
O que esta estatística pega eh apenas por onde o $ entra no cofre federal e Nao onde ele foi produzido.
Analisar isso eh mais difícil.
Acho que talvez os dados do PIB do ibge possam dizer!
Outra coisa a tributação esta moldada de forma a beneficiar estados com Sp Rj Mg (deriva do nosso poder político) explico: a tributação as vezes eh no local da produção, as vezes no local do consumo!
Grande parte da tributação da industria eh concentrada na industria local de produção para simplificar a arrecadação: isto beneficia Sp (meu estado) porque parte das vendas para os demais resultam na arrecadação em Sp!
A tributação de outro lado eh no consumo para itens como energia elétrica e petróleo, porque a produção destes itens era feita em grande parte fora de Sp ( lógico que com o pre sal e centralização da arrecadação nas distribuidoras também muito desta arrecadação passou a ser nos estados Sp rj Pr que tem as refinarias).
Por isso alguns acham importante fazer a refinaria nos outros estados para "distribuir" melhor a arrecadação.
Acho que o assunto precisa ser melhor estudado, porque só esta gerando apoio para idiotas de toda espécie falar mal de outros compatriotas pela sua situação geográfica no lugar de servir aos propósitos do site...
Mas que a legislação e a tributação sao feitas de forma a beneficiar os estados mais ricos, disso eu Nao tenho duvida, basta ler a constituição e saber um pouquinho de história...

Responder
Catarinense 21/02/2012 06:25:40

(...)Mas que a legislação e a tributação sao feitas de forma a beneficiar os estados mais ricos, disso eu Nao tenho duvida(...)

Eu também não. Afinal, o fardo de receber todo este dinheiro é absurdo. Imagine só, o que esses estados fariam com todo este dinheiro que fazem jus? Com tanto ladrão por aí, só ia dar problema! Imagina a estrutura necessária pra proteger tudo isso? Melhor mesmo é distribuir com os outros estados, afinal, se os ricos já estão tão bem, não vão se incomodar de ajudar aqueles que não estão tão bem, não é mesmo? É bom cuidar um pouco também do social.

Responder
Mauro Ricardo 10/12/2011 12:28:41

É cada coitado que cai aqui de pára-quedas jurando ter descoberto a pólvora que é até difícil não nos compadecermos por eles, mas não sem antes sermos tomados por aquele inevitável sentimento da vergonha alheia.

Responder
Thomas Korontai 11/12/2011 07:38:58

Quando o Brasil se tornar uma Federação plena das autonomias estaduais e municipais, dentro do Principio da Subsidiariedade, como estamos propondo, os estados que não tiverem condições de se manterem como tal, deverão se transformar em territórios federais - na prática, vários já o são.

E os que têm condições deixarão de ser extorquidos pelo Governo Central. Não há outro caminho senão o Federalismo pleno. O que propomos está em www.federalista.org.br e será preciso deixar de lado o ranço político-partidário para que, pela política, e de modo inteligente, se consiga transformar o País em uma Nação de verdade.

Os interessados em ações objetivas podem acessar www.federalista.org.br e fazer contato comigo - presidente@federalista.org.br. Vamos fazer acontecer de uma vez? Ou continuar a reclamar? Vamos acontecer, é a opção da solução. Juntos, nós podemos.

Saudações Federalistas
Thomas

Responder
Giancarlo 17/02/2012 12:13:48

Leandro,

Esse artigo merecia uma reedição, acabei de ler um livro interessante do Leandro Narloch, "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil" e tem um capítulo totalmente dedicado ao ACRE. Muito interessante, o brasil tentou empurrar o Acre para a Bolívia mais de um vez, e nem de graça a Bolívia quis, hilário.

Mas o tragicômico é que só o Acre é uma despesas de R$ 400 milhões por ano, mais R$ 155 milhoes de despesas com os políticos do referido. No total, todo ano, o sudeste gasta MEIO BILHÃO só com esse estadinho.

Em 2000, segundo o tal do IBGE, o deficit do Norte e Nordeste somou R$ 42,3 Bilhões! que foram bancados por nós.

Imagina o quanto que os estados que pagam poderiam estar melhor se o dinheiro que o governo rouba na forma de impostos fosse ao menos reinvestidos nos estados de origem.

Republiquem por gentileza!

Saudações.

Responder
Ricardo 20/02/2012 11:51:41

Mande um quinto das industrias de SP para o Acre e veja se ainda continuará um estadinho!!! É triste ver verdadeiros "idiotas" comentando e conclamando uma guerra civíl sem antes mesmo conhecerem a verdadeira questão dos problemas.

Responder
Catarinense 21/02/2012 06:20:05

Tire as esmolas que o estado recebe e então, finalmente, ele terá o incentivo para dar as condições necessárias para o desenvolvimento de seu parque industrial. Enquanto ficar recebendo esmolas, o cenário não vai mudar nunca, não importa quanto dinheiro você mandar pra lá. Pior que os "idiotas" comentando e conclamando a guerra civil são aqueles que misturam causa e feito e acham que tá tudo bem com a roubalheira atual - ou pior, que a mesma é justificável e vai solucionar os problemas.

Responder
Clayton our 22/02/2012 05:36:13

A proposta do misses para mim lembra um pouco a proposta comunista uma sociedade que se auto-organiza sem estado, assim como o comunismo eh algo irreal e impossível de ser atingido. As pessoas esquecem de sua próprias deficiências propondo algo baseado na selvageria, e se acham os donos da verdade... Os comunistas também se achavam e desapareceram da face da terra ou agonizam em Cuba...

Responder
Daiane 28/10/2014 13:21:35

Então protestem por mais investimentos .. Não é justo trabalharmos pagar nossos impostos, e ao invés de serem investidos em serviços para os estados que geraram este valor .. Boa parte deste valor nem é investida em melhorias para o povo .. Fica na mão de políticos corruptos.

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Clayton our 22/02/2012 05:58:39

O conceito de roubo e propriedade eh um conceito legal estatal! Sem o estado Nao existe propriedade ou mesmo o roubo existe a barbárie, no qual quem eh mais forte toma o que quiser do mais fraco, vc se garante como mais forte ate o fim da vida como o mais bárbaro dos seres humanos? Quem segue a lei Nao rouba porque isso eh um conceito legal e Nao natural! O conceito natural Nao permite que nada seja apropriado por ninguém isto eh o antinatural...
Quanto ao Acre, o mentor do autor do livro eh Willian Waack aquele que consta no Wikileaks como incumbia de plantar na imprensa brasileira mensagens pro América e contrária aos ímpetos locais (basta pesquisar)!
Os angloamericanos pretendiam o Acre para eles, a borracha que tornou Am e Pá os estados mais ricos no inicio da republica (veja que a estreou há do Pa acima da faixa!
Queriam tanto que mandaram uma canhoneira para lá invadindo o Purus rio acima e sorte que Nao estávamos perto como o espoliado México, para os Americanos os latinos tem um problema insuperável sao latinos! Seus filhos para eles só servem para lavar os pratos oumorrer na guerra: saiba quem você defende e quem esta do seu lado!
A borracha saia do Acre e num ato de pirataria típico dos anglos roubaram as seringueiras plantando na Malásia (desmatando as florestas locais)!
O Narloch fala que o livro eh provocativo, Nao a verdade, para as pessoas repensarem os motivos históricos Nao para aceitarem a sua proposta, basicamente a população do local Nao eh diferente dos demais braseiros e isso por si só justifica que eles estejam onde estão o restantes de suas famílias no Brasil! O resto eh idiotice sim de achar que alguns brasileiros sao melhores ou piores que os outros!
Pelo menos o Narloch levantou uma nova discussão sobre o ciclo da borracha etc
Fico puto que o governo da época ainda cedeu 80 mil km² para o Peru para calar a boca deles, mas Nao tinha brasileiros na area pelo menos!

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Clayton our 22/02/2012 06:15:09

Acho que a intenção Nao eh guerra civil mas a típica reclamação sobre o excesso de impostos, o raciocínio mais simples eh sempre atacar os vizinhos, os judeus, os diferentes, para justificar, mas a maior despesa do Governo eh a dos juros (isqueis custeiam os brasileiros que tem conta bancaria e investimentos)! Ou seja a principal preocupação do estado atual eh pagar juros para os (digamos assim ricos) muitos dos quais Nao trabalham ou produzem nada vivem pendurados na teta do governo! Nao aplicam em produção Nao trabalham Nao deixam o juros baixar para Nao terem que pensar em qual atividade produtiva investir e tem a cara de pau de virem a publico dizer que Nao recebem servico algum do estado que os beneficia em detrimento daqueles que realmente trabalham e produzem! Qual mais servico essa corja queria receber alem dos pousos serviços da divida? Precisa de mais algum? Será que eles Nao podem ao menos pagar os demais para quem trabalha e produz ter alguma chance?
Esta discussão para mim Nao tem pe nem cabeça,'enquanto o estado financiar os juros mais altos do mundo os tributos serão altos, os estão os investidores Nao eh possível identificar qual estado eh mais beneficiado com isso? Eu diria que eh o meu Sp! Aqui realmente o povo inclusive os que vieram dos demais estados e paises tem capacidade para pagar muito então o dinheiro eta afluindo para ca!

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Giancarlo 24/02/2012 09:08:45

Ricardo,

Só me explique como isso é justificativa? "Mande um quinto das industrias de SP para o Acre e veja se ainda continuará um estadinho!!!"

Há alguma diferença quanto a capacidade intelectual dos cidadãos do Acre e dos cidadãos de SP? Porque ao que me consta o quinto das empresas que queres no Acre não existiram desde sempre em São Paulo, são frutos de anos de trabalho de empreendedores que mesmo com altas cargas tributárias seguiram em frente. Logo, se o dois povos têm a mesma disposição física e intelectual, então o mínimo é que o povo do seu estado crie suas próprias empresas.


Outra questão, ninguém falou em guerra civil, exceto você, acredito que um plebiscito seria pacífico e justo. O idiota aqui desconhece "a verdadeira questão dos problemas" que faz com que esse estadinho, seja um estadinho tão atrasado a ponto de precisar de 0,5 Bilhão de esmola por ano pago com dinheiro que o governo furta dos empresários do sul e sudeste. Me conte.

Um abraço meu caro.

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Anderson 29/02/2012 06:43:37

A conclusão é: muuuuiiito investimento federal foi realizado no Sul/Sudeste no passado, e isso gera esses impostos vultuosos ao governo federal. Hoje os investimentos miram o Norte/Nordeste. Por isso quem paga imposto é a turma do trópico de capricórnio e quem usa é a galera da linha do equador.

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Catarinense 29/02/2012 07:02:19

Aham, muitíssimos investimentos. O pessoal da linha do Equador também, afinal, desde os anos 60/70 vem recebendo gordos investimentos. A qualquer momento o retorno esperado e o desenvolvimento vão aparecer. O pessoal do governo já tá com os carros fortes prontos, só esperando a receita entrar, já para aplicar na próxima área social em necessidade. Não deve faltar muito agora.

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anônimo 29/02/2012 08:26:20

Olha, me desculpe, mas aqui em São Paulo praticamente não se vê investimento federal.
Eu mesmo, em toda a minha vida, entre a cidade de São Paulo e a região de Campinas nunca vi nada pessoalmente. Talvez mais pro interior haja algo. Talvez alguma bolsa família ou umas moedas pras universidades federais de São Carlos e São Paulo. É provável que existam tais investimentos, mas como eu disse, eu nunca vi. Será propaganda fraca?

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Clayton our 29/02/2012 14:52:37

Indo para Campinas por exemplo tem o Rodoanel financiado em parte pelo GF, no Sul temos Itaipu que foi construída para alimentar Sp basicamente! O olhar do preconceito impede que as pessoas vejam com sabedoria... O pior cego eh o que nao que ver. Isso deixaria o próprio Misses irritado, rsrs. Sou paulista, mas antes de tudo brasileiro!

Responder
Catarinense 29/02/2012 08:45:31

Já viram este infográfico? Os dados são de 2008, mas a comparação é interessante.

www.economist.com/content/compare-cabana

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Thiago 01/03/2012 14:30:19

Por estes dados o Distrito Federal seria o 3º mais injustiçado... completamente tendencioso...

Responder
Leandro 01/03/2012 14:41:05

O que é tendencioso? Uma tabela formada exclusivamente por números genuínos, cujas fontes são órgãos do próprio governo? Estaria o governo sendo tendencioso em prol de determinadas regiões do país? A acusação é sua. A tendência está em quem interpreta números.

Sobre o Distrito Federal, sua posição "injustiçada" foi devidamente explicada logo abaixo da tabela.

Responder
Clayton our 01/03/2012 18:53:07

Leandro, eh tendencioso porque a forma que a arrecadação federal eh feita (centralizada na matriz) Nao permite que se chegue a conclusão proposta! Pelo mesmo critério o Df seria uma unidade mais rica do que ela eh de fato! Vc mesmo rejeitou esta "conclusão" que os dados dessa tabela deu (mostrando que Nao eh ela que forma sua convicção e sim que vc já tem uma tese preconcebida de como o mundo eh e Nao de como ele eh realmente)!
Por exemplo os dados previdenciarios sao captados por estabelecimentos, talvez dessem uma idéia melhor de onde a riqueza eh efetivamente produzida! A União Nao eh tendeciosa para ela simplesmente Nao importa por onde o dinheiro entra, nem para onde ele vai em termos de Estado, ate porque os paulistas (como eu quem sao? Mineiros e nordestinos que recolonizaram o estado a partir de 1850 ou um terço de nordestino que migraram a partir de 1940?) quer dizer para União Nao existe esta "divisao" pq basicamente somos o mesmo povo! Para União ela quer centralizar na matriz para facilitar a arrecadação e ponto...
Da mesma forma que a sede do Bb e cef puxam arrecadação para bsb, os bancos estarem em Sp puxa a arrecadação para Sp!
Outro exemplo o Supermercado de Montes Claros mg tem arrecadação centrada em Sp no nível federal, isso Nao quer dizer que a receita foi gerada em Sp!
Talvez um dados comparativo melhor seja mesmo a arrecadação do icms estaduais, talvez a distorção seja menor, ou Nao, temos que procurar...
Agora este eh um fato bem nítido com relação ao Df pq vc o nega peremptoriamente para Sp
Como disse um dos comentaristas a função aqui no Mises eh defender a diminuição da carga e Nao a discórdia entre estados...
Em especial porque Sp Nao eh prejudicado, quando Covas quis incentivar o produto paulista a própria industria paulista xiou pq eram mais barato trazer de outro estado do que pegar em Sp mesmo, como exemplo o que vem de Manaus com beneficio da Zona Franca pe.
Bom, em suma, eh tendencioso pq apresenta um dado que Nao foi tratado para isso como se fosse uma verdade absoluta, mas de fato eh falho

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Leandro 02/03/2012 03:30:12

Prezado Clayton, tenha bondade de dizer onde é que eu tenho uma "uma tese preconcebida de como o mundo é e não de como ele é realmente" (seja lá o que signifique essa maçaroca de palavras).

Tenha a bondade também de apontar onde é que eu "nego peremptoriamente para São Paulo" o que falo sobre o DF.

Tenha também a bondade de explicar por que apresentar uma tabela formada exclusivamente com dados fornecidos publicamente pelo próprio governo "é tendencioso porque apresenta um dado que não foi tratado para isso como se fosse uma verdade absoluta, mas de fato é falho" (de novo, seja lá o que significa todo esse esperanto).

Por acaso agora publicar uma tabela contendo números fornecidos publicamente pelo próprio governo é algo "tendencioso"? O brasileiro agora ficou tão delicado assim ao ponto de nem mais sequer suportar ver números? Aliás, por gentileza, aponte também onde foi que fiz quaisquer considerações quanto aos números.

A única coisa que fiz foi publicar uma tabela contendo números. Só. A interpretação ficou por conta de cada um, e eu não tenho responsabilidade alguma sobre isso. Se o governo, por exemplo, divulga o número de pessoas atendidas pelo bolsa-família ou o número de funcionários públicos que ganham mais de R$10.000 por mês, é culpa minha a maneira como as pessoas irão interpretar tais números?

Caso não consiga apontar o que eu pedi, gentileza ter a hombridade de se retratar deste falso testemunho.

Abraços!

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Clayton our 02/03/2012 06:15:48

Prezado Leandro,
A tabela que vc criou e pretende esabelecer uma medição de quanto cada Estado "contribui" para a arrecadação e estabelece uma relação liquida desta arrecadação! No entanto os dados que vc compara nao foram apurados para isso... A introdução da tabela da a tônica da sua interpretação do que o motivou... O que a receita divulga e por onde entra o dinheiro e o que vc quer mostrar (pela introdução) eh o esforço de cada Estado para arrecadação, tanto eh assim que vc desqualificou a entrada de dinheiro pelo Df (o que contrariaria a tese que sua tabela pretenderia mostrar) dizendo que o DF se beneficia da "centralização" dos esforços de todo o Br. O problema eh que para Sp e Rj (bancos e Petrobras) também ocorre a mesma distorção, o que demonstra que os dados apresentados Nao se prestam para vc medir o real esforço de cada Estado na arrecadação e recepção de recursos!
Vc diz no texto que cada um tire as suas conclusões, mas quando a conclusao eh mostrar que a relação de comparação que vc criou Nao se presta a mostrar o que vc pretende, e que ficou tendencioso desta forma vc se irrita com a conclusao...
Veja bem a receita quer saber por onde a arrecadação entra porque ali ela terá o maior número de funcionário, Sp tem a maior qtde de funcionários da Receita (tenho que trazer a fonte deste dado)... Agora, Nao estou desqualificando que vc possa fazer uma medição do esforço de cada estado... Só estou dizendo que os dados comparados necessariamente Nao retratam o esforço para arrecadação liquida que cada Estado faz...
No seu comentário sobre o Df eh que se fixou a tendenciosidade do artigo, ao vc tentar desqualificar a "riqueza" do Df
Vc deixou explicito que vc acha preconceituosamente que o Df Nao merece ser considerado um "estado" pagador porque supostamente a "riqueza" Nao foi gerada nele...
A interpretação eh de cada um e estou concordando com o compatriota que disse que a relação estabelecida na tabela eh tendenciosa porque ela acaba Nao retratando o que sr propõe (pode ate ser que os dados estaduais do icms por exemplo venha a confirmar) mas o esforço fiscal Nao pode ser medido por estes dados! E uma opiniao só isso... Como a sua... Abraços e continue com suas analises!

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anônimo 02/03/2012 11:02:05

"te porque os paulistas (como eu quem sao? Mineiros e nordestinos que recolonizaram o estado a partir de 1850 ou um terço de nordestino que migraram a partir de 1940?)"

Não tem nada a ver com o assunto do artigo, mas poderia me citar a fonte que diz que São Paulo foi recolonizada por mineiros e nordestinos a partir da segunda metade do século XIX? É que essa versão me é nova, já que a história que eu conheço é que boa parte do Brasil central (e inclusive do sul com os Birivas) começou a ser explorado a partir de São Paulo (por bandeirantes portugueses e caboclos nativos) - caminho muito bem documentado, diga-se -, o que inverte totalmente a ordem dos acontecimentos apresentados por você(embora num trecho ínfimo do seu post), e a migração de outras partes do país para o estado começaram bem depois, aliás, depois das imigrações em massa vindas da Europa e do oriente-médio(essas sim, segundo o que me conta da história da minha terra, seriam responsáveis pela "recolonização"(sic) do estado) da segunda metade do século XIX e começo do século XX.

Aliás, segundo o que pude ver em Sérgio Buarque, a formação de São Paulo é composta de portugueses e indíos e, a partir daí, se desenvolveram os caipiras - bandeirantes sedentarizados - ao mesmo tempo das outras regiões consideradas mais antigas no país, majoritariamente no nordeste, recebendo grande influência logo em seguida de negros libertos. Posteriormente, a "recolonização"(sic) oriunda das imigraçõe vindas do outro lado do atlântico e só então das outras regiões do país(a partir dos anos 1940/50).

Até entendo a necessidade de alguns paulistas de se "reautoafirmar" como parentes de sangue de todo o Brasil já que no mínimo metade(ou mais?) do país deve nos odiar(mais do que odeiam seus verdadeiros inimigos em Brasilia), também não nego que o estado é amplamente conectado ao restante do país hoje, mas essa história que contou é real?

Desculpe, o interesse nas fontes é verdadeiro, já que nunca soube de tal mobilidade populacional no país anterior ao século XX, principalmente ocorrido numa época em que a população do país era tão baixa e pouco densa. Peço a informação pois pareceu muito tendenciosa sua colocação, se não ignorante acerca da própria história. Espero estar errado e poder aumentar minha cultura com novas informações.

pt.wikipedia.org/wiki/Migração_nordestina

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Clayton Our 02/03/2012 15:28:37

Estou fazendo uma pesquisa sobre colonização das terras do sul e oeste paulista a partir de 1840 e norte do paraná. As cidades destas regiões foram em grande parte fundadas e colonizadas por famílias oriundas do sul de minas ou em parte de fluminenses. Entre os povoados dos tropeiros do RS e SP existiam grandes extensões de terras vazias e ainda habitadas pelos índios até 1850. Embora Raposo Tavares e sua trupe tivessem desbaratado com as reduções espanholas do Guaíra (PR e Sudoeste SP) nos anos 1600, estas terras permaneceram "vazias" até as famílias mineiras/fluminenses e do vale começarem a migrar e ocupar de fato a região. Por isso, faço menção a "recolonização do estado de SP". Os bandeirantes mandavam expedições para outras partes, mas os contingentes deles eram mais indigenas do que de portugueses. É interessante lembrar que Minas Gerais, por seu turno, foi predominantemente colonizada pelos portugueses de Portugal e do Nordeste (que desbarataram os bandeirantes originais das minas). Vieram em larga escala durante o Ciclo do Ouro (os portugueses de Portugal na mesma proporção dos negros da Africa, segundo a Wiki...).\r
Ainda não estendi a pesquisa para a região noroeste de SP, mas algumas cidades que eu acabei vendo também foram originadas destas famílias (mineiras que saiam de lá com os agregados, escravos e tudo mais). É claro que depois vem os demais imigrantes... italianos, novos portugueses, árabes e espanhóis (galegos e andaluzes majoritariamente)... Mas estes vinham mais para trabalhar com os "desbravadores".\r
Isto explica um pouco o sotaque da população destes locais ser semelhante aos dos mineiros do sul, penso eu...\r
Estou vendo as histórias e datas de fundação das cidades pela Wikipedia (não sei se são fidedignas, mas olhando diferentes versões chega-se mtas vezes em histórias aproximadas), o engraçado é que as vezes tem mais detalhes dos fundadores/colonizadores na seção "história" em cidades menores... Avaré, Apiaí (onde uma familia mineira tranformou-se em influente "paulista" durante o século XVIII), do que nas maiores Botucatu (por exemplo) que não tem nada etc... As familias nesta época não preciso dizer tinham mtos filhos...\r
Pensei em fazer um "mapa" com as datas de surgimento das cidades para mapear melhor isso estas migrações mais antigas, mas os aplicativos que encontrei na WEB foram difíceis de manejar... Ainda estou trabalhando (nos tempos livres nesta "pesquisa").\r
Com relação à SP, me equivoquei ao falar paulistas, quando deveria ser paulistanos:\r
CTN – Centro de Tradições Nordestinas\r
abril 25, 2009 às 7:25 pm (Expressões Culturais) \r
"São Paulo possui hoje, uma população de aproximadamente 7 milhões de paulistanos de origem nordestina, um número maior do que de muitos estados da Região Nordeste. Sendo assim, o nosso principal objetivo é trazer um pouquinho da cultura e dos costumes da terra natal destas pessoas, cultivando as características dessa enorme população que por motivos diversos se afastou de lá..."\r
Bom, como minha intervenção não tem nada a ver com o post e vai sucitar mais pedradas, porque liberdade é algo difícil de administrar, encerro por aqui... Já tirei meu e-mail para não receber mais posts desta matéria, porque os animos ficaram acirrados aqui. Desculpe.\r
Obrigado...

Responder
Mateus 21/05/2013 23:53:45

Eu sou do Noroeste Paulista e minha família assim como a família de todos os meus amigos são Paulista, não há qualquer coligação com Mineiros. Acho engraçado como as pessoas de outros estados querem, que querem colocar seu dedo no desenvolvimento de São Paulo, meu caro, o Estado de São Paulo se desenvolveu por conta própria, inclusive já guerreamos o brasil inteiro por conta própria e conseguimos o que queríamos.

Responder
Leandro 02/03/2012 06:43:57

"A tabela que vc criou e pretende esabelecer uma medição de quanto cada Estado "contribui" para a arrecadação e estabelece uma relação liquida desta arrecadação!"

Frase sem sentido. "O que é relação líquida desta arrecadação"? A arrecadação ali é a arrecadação bruta, sem descontos. Mas não inclui a arrecadação da Previdência, a qual seria indiscutivelmente mais alta no sudeste e no sul, que é onde estão os maiores salários.

Quanto ao fato de estados como Rio de Janeiro e São Paulo serem sedes de grandes empresas que atuam em todo país e isso de fato estimular bastante a quantidade de impostos paga por estes estados, isso apenas gera uma consequência interessante: se por um lado isso diminui um pouco do real fardo que pesa sobre SP e RJ, ele aumenta, em termos proporcionais, o fardo sobre MG, ES, PR, SC e RS. Afinal, se SP e RJ são sede de várias empresas nacionais, o mesmo não acontece com estes outros estados, que devem ser sede de no máximo uma, duas ou três grandes empresas nacionais.

Logo, os tributos que eles pagam são realmente originados por eles próprios, e não em outros estados. Sim, isto também vale para os estados recebedores líquidos, mas seria contabilmente impossível que eles se transformassem em pagadores líquidos, pois, para isso, todos os estado magicamente ficariam vermelhos na tabela. Portanto, no fundo, o que você está dizendo é que o fardo sobre outros estados que não SP e RJ são, na prática, ainda maiores.

[i]"Vc diz no texto que cada um tire as suas conclusões, mas quando a conclusao eh mostrar que a relação de comparação que vc criou Nao se presta a mostrar o que vc pretende"[i]

E o que é que eu pretendo, senhor Clayton? Já pedi para você apontar onde eu disse estar "pretendendo" alguma coisa que não seja a simples exposição de dados (que parecem lhe ofender tanto, como se isso fosse um problema meu), e a única coisa que você se limita a fazer é uma obstinada interpretação das reais intenções malignas do meu cérebro. E sobre o que eu falei sobre o DF, por que seria desqualificação? Apenas mostre se e por que eu estou errado.

Por gentileza, volte apenas quando tiver alguma substância. E, por favor, pare de poluir o site com chiliques.

Responder
Alx 13/06/2012 04:57:55

No ano passado, o Rio repassou, em forma de impostos e contribuições de pessoas físicas e empresas, R$ 141 bilhões para o governo federal. Em troca, recebeu de volta apenas R$ 14,7 bilhões em repasses constitucionais obrigatórios, investimentos e royalties do petróleo. É como se cada cidadão fluminense destinasse à União R$ 8.824 ao ano, mas recebesse de volta somente R$ 918, ou 10% do total.

O estudo mostra que, considerando os repasses totais de cada estado para a União, Rio e São Paulo são os que mais transferem recursos para o governo federal. São também as unidades da Federação que, junto com o Distrito Federal, proporcionalmente menos recebem de volta.

No caso de São Paulo, o valor dos repasses e investimentos da União representa apenas 4% do que foi transferido. Para o Distrito Federal, volta menos de 1%. Receitas da Previdência não foram consideradas.

Em fevereiro de 2010, o STF decidiu que o rateio do FPE, em vigor há mais de duas décadas, tornou-se inconstitucional porque não garante a igualdade na receita dos diferentes estados do país. Ele estabelece que 85% dos recursos devem ir para os estados de Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e 15%, para Sudeste e Sul. A revisão desses percentuais, que deveria ter ocorrido em 1991, nunca foi feita.


Responder
Alexandre Hahn 17/07/2012 10:11:51

Não tá fácil pra ninguém!

Responder
Rafael 17/07/2012 11:48:00

Minha opinião é essa...
"Sou separatista e não nego... Brasil é grande demais isso geograficamente. Isso que propicia a roubalheira. O povo em geral, digo, paulistas, baianos, cariocas, pernambucanos, gaúchos, enfim todos,trabalham e não vêem a cor do dinheiro e se vem é com investimentos inapropriados, na tabela da pra ve que mais de 250 milhões sumiram e foram pro bolso de um déspota qualquer um investimento desnecessario ou um famoso e ja conhecido caixa 2 isso ninguem levo enconta. Acho que todos os estados deveriam se unir em prol de suas próprias federações dividindo em partes assim averia restribuição de lucros e ate de prejuizos... ."
-Viava a República Federativa dos Pampas! TCHE-
"Sirvam nossas façanhas de modelo à toda a terra..."

Responder
beto dias 27/07/2012 17:34:01

O QUE SE PODE OBSERVAR É QUE O GOVERNO FEDERAL DESTINA MAIS VERBAS A ESTADOS GOVERNADOS POR SEUS ALIADOS,POIS COM POUCAS EXCEÇÕES,QUASE TODOS QUE ESTÃO EM VERMELHO SÃO TUCANOS OU ALIADOS.

Responder
Dirceu 05/08/2012 21:50:29

Alguém pode postar os dados da dívida dos estados com a União ?

Responder
Caio 07/08/2012 11:18:54

Bem, os estados que mais arrecadam na sua maioria são os que tiveram grandes subsídios governamentais no passado, graças aos senhores Vargas e ditadura Militar. No entanto, há o mérito de São Paulo em ser o pioneiro em empreendedorismo no país e o Sul do Brasil (tanto pela questão de comércio fronteriço e bem como por uma cultura que não buscava ser tão dependente); de fato seriam estados mais ricos que a média nacional ainda que não houvesse tantos subsídios no passado.

Porém a mente estatista brasileira invés de pensar em solucionar essas desigualdades com maior federalismo e competividade entre os entes federados utiliza da força e do nivelamento por baixo. E a população apoia essa divisão!

Ideia popular: Que nada mermão. Tem que constuir refinaria aqui da Petrobras véi. Vai gerar emprego e sair do estado rico. E se não dê certo, vamo viver de bolsa-família.

Um dos maiores empecilhos é a concentração de impostos na União, regulamentação e estatais para servir X estados. O pior é o salário minímo, como é que um trabalhador no Piauí poderá ganhar o mesmo de Santa Catarina se a produtividade é menor?

Solução para a União: Aumentar mais o salário minímo e lutar pela unificação do ICMS.

Responder
Mateus 21/05/2013 23:56:43

As ditaduras de Vargas e dos militares (cariocas) não fizeram nada a não ser tentar acabar com São Paulo, inclusive, foi durante a ditadura militar que São Paulo deixou de representar mais do que 50% do PIB nacional.

Responder
George Queiroz 18/08/2012 18:45:42

Não li todos os comentários, mas todos os comentários que li são equivocados. As pessoas ignoraram um fator importantíssimo que causa a distorção dos números publicados aqui. São Paulo é o estado mais industrializado do Brasil, mas a maior parte do que é produzido por fábricas paulistas é vendida em outros estados. Uma fábrica de automóveis, por exemplo, paga 30% do valor total de um veículo em impostos federais. Se eu compro aqui no meu estado, a Bahia, um veículo fabricado em São Paulo, esses 30% são contabilizados lá e não aqui. Entretanto, sou eu quem efetivamente paga esse imposto. Por esse mesmo motivo, caso São Paulo se separasse do Brasil, o novo país quebraria imediatamente. Como um novo país, São Paulo não teria mercado consumidor para tudo que produz. Teria que reduzir a sua produção ou enfrentar barreiras alfandegárias pesadas para vender para o novo Brasil. Tenho certeza que os maiores empresários de São Paulo são contra as ideias separatistas. Afinal de contas, essa separação seria extremamente prejudicial aos paulistas.

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Lincon 09/11/2012 11:39:08

Perfeito. Sem falar no ICMS, imposto estadual, que SP arrecada. Porque, no Brasil, a tributação do ICMS sobre os produtos industrializados é na origem (estados produtores), mas a energia é cobrada por quem consome (estados com produção de bens industrializados) Ou seja, os estados mais industrializados recebem nas duas pontas uma vez que vendem muito, e consomem muita energia para produzir.

Então, as tranferências diretas são uma forma do GF equilibrar as coisas. Caso não fosse assim, os estados consumidores quebrariam.

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jacinto sorato 06/05/2013 18:01:00

discordo....logicamente, a relação econômica seria mantida ou, no mínimo, haveria uma adequação. Logicamente, SP exportaria e importaria produtos, carne, etc, etc,,...assim como MS, MG, PE, RS.....
Mas, com a secessão, o custo inútil BRASILIA seria eliminado...dando oportunidades de real crescimento para todos e, certamente, muitos estados iriam se desenvolver e alavancaria toda a economia da região.
Da maneira atual, todos nós iremos morrer afogados abraçados......
Esse argumento econômico é fraco e simplista...
Ex.: Eslováquia, que mesmo sendo a parte fraca da ex-república, conseguiu grandes avanços econômicos após a secessão.....

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Lucas Paraiba 28/08/2012 17:31:26

Como muitos falaram de São Paulo, acho interessante vocês lerem outro percepção. São Paulo é resultado de imigrantes de fora do Brasil e do próprio Brasil. O seu PIB é em torno de 35% do PIB do Brasil, da mesma forma sua população que é também em torno deste percentual. Falar hoje em guerra fiscal, é também falta de conhecimento. A tendência natural é toda empresa que vier ao Brasil é pensar primeiro lugar em São Paulo, pois quando se inciou a política industrial do Brasil no governo militar apoiado por São Paulo. Foi exatamente, este Estado escolhido para abrigar as indústrias que vieram ao Brasil. Assim que chegaram estas indústrias começou-se a desencadear uma série de outras industrias, fazendo assim uma cadeia produtiva. Vamos mirar numa indústria automotiva e refinaria que são indutores de complexos industriais. Na instalação de uma indústria automotiva vem junto outras 40 industrias dos chamados sistemistas. A mesma coisa é para a uma Refinaria. Agora vamos vê quais as idades das indústrias automobilísticas e da refinaria de São Paulo.. Aí se explica este Frankeinstein criado no Brasil por políticos presidentes desta própria região. Vejam hoje, um caso interessante no Brasil. Em Pernambuco está se instalando uma Refinaria, Fábrica de Automóveis e Estaleiros. Vejam a mudança de sua economia.. em 2003 PIB de 40 Bilhões, em 2012 PIB previsto de 110 bilhões.. E ainda nem sequer entraram em operação a fábrica da FIAT e da Refinaria.. A previsão do PIB para 2014 é de 200 bilhões isto daria uma renda per capita em torno de 22.000 reais pois a população é de 8.7 milhões.. Ou seja, já se aproxima do PIB de São Paulo. Detalhe, as indústrias lá foram incentivadas (ou "direcionadas") pelo governo Lula que é pernambucano. Assim, meu caros, dizer que São Paulo é competente e o resto do Brasil não é.. É mais um discurso facista que inteligente.. Devemos ter cuidado com estas xenofobias regionais.. São Paulo é o que é pela oportunidade que teve.. e se levarmos em conta a saúde e educação está no mesmo nível que Estados mais pobres.. É só verificar o IDEB que uma diferença de 4.4 (sudeste) para 3.7 (nordeste) é nada,.. É pífio para qualquer sociedade, uma vez que o coeficiente para um nível educacional razóvel seria 7.0. E da mesma forma a saúde pública que em todo o Brasil, independente do PIB, é pífia. Assim, a classe política brasileira é uniforme no sentido de administração pública, incompentente!

Responder
clayton 30/10/2012 07:32:31

Resumindo tudo o Brasil é um câncer para o Estado de São Paulo,a população em geral não da muito valor a politica e a estes números. Sabem quando vão dar valor?
Quando perderem seus filhos e seus pais, nesses Depósitos de cadáver chamado de "SUS",onde o ser-humano é tratado pior que qualquer coisa no mundo...
Ou na mão de algum marginal que tira a vida consciente que não sera punido por isto.
Se este valor de impostos retornasse para O estado de SÃO PAULO , os hospitais brigariam para atender os pacientes ...
Infelizmente a maioria da população não tem conhecimento desses números,temos que ter esperança que algum dia isto mude..

Responder
Leonardo Cordeiro 21/11/2012 18:26:17

Quem lê uma matéria assim e não possui pensamento crítico facilmente se ilude com este tipo de coisa. A questão é que tais dados, de apenas um ano, são apenas uma das muitas faces de um contexto maior, político-econômico e social por via de consequência.

Vou tomar como exemplo o caso de São Paulo, como a maior parte dos pseudo-intelectuais gostam de usar. São Paulo faz parte do eixo RJ-SP-MG, que durante quase 300 anos monopolizou economicamente o país. Isto vem desde a época do Brasil colônia. Tudo isso fez com que houvesse uma discrepância histórica no crescimento de tal região em detrimento das demais até, eu diria, meados da década de 70, quando a ditadura se viu forçada a intervir, ainda que de forma incompetente.

O fato é que o desenvolvimento de São Paulo no século XX se deu em grande parte por conta do imigrante, que 'sujou' a paisagem da cidade com as favelas mas encheu os bolsos dos industriais com sua mão-de-obra barata e em grande quantidade. Hoje, no entanto, o que se vê é apenas um período aonde os investimentos no restante do país estão se intensificando, e não para o desespero dos governantes do eixo rico do país, pelo contrário. Se a França (ícone de desenvolvimento e da beleza arquitetônica) teve de reduzir investimentos para a sua capital Paris, ao mesmo tempo, desenvolveu outras cidades como Montpellier e Lyon para que a imigração descontrolada parasse de ocorrer, por que o Brasil não poderia fazer o mesmo?

E para os que acreditam que São Paulo ou Rio de Janeiro poderiam sobreviver por conta própria, lembrem-se que a indústria de São Paulo (e todas as outras cadeias produtivas do estado) dependem de matéria-prima de outros estados, e hoje elas chegam até o estado de vocês com impostos baixíssimos se comparados ao que teriam de pagar se fossem importar de uma outra nação. Também não teriam como produzir energia elétrica suficiente em seus estados e teriam de comprar quase toda a energia que utilizam do Brasil, nem tampouco possuem potencial energético suficiente para suas demandas exageradas. Além disso, o abastecimento de água de uma cidade como São Paulo, controversialmente, corre uma série de riscos. Enfim, no geral, São Paulo (e qualquer outro estado do Brasil) precisa tanto dos outros quanto os outros precisam dele próprio.

Portanto, antes de sonharem com ideais utópicos de revolução e independência com justiça social para todos, lembrem-se de que todos nós fazemos parte de um contexto muito maior do que um mero apurado de tributos pagos e recebidos pelo país (que não contam o balanço real de cada estado e nem contam os investimentos nas últimas décadas, por exemplo) em um ano como 'a verdade que o Jornal Nacional não quer que você saiba'.

Pensem, acordem, sejam cidadãos críticos e não meros clubistas de Internet.

Responder
Odilon Silva 20/02/2013 21:37:08

Leonardo,

Vamos ser um pouco mais criticos.
Estes dados referem-se ao fundo de estados e municipios provavelmente, criado na decada de 60. A ideia era que parte do IR e IPI fossem para este fundo que beneficiaria os estados mais pobres. Logo de inicio foi 6% dos 2 impostos depois foi para 12% voltou para 6%. Dai então de 1970 para frente só subiu. Hoje aproximadamente 50% dos 2 imposstos vão para o Fundo, e SOMEM. Já é sábido que o que vem facil vai fáccil. Vejamos de 1970 para 2013 são 43 anos, meio século, neste modelo e Acre, Maranhao, Para continuam pobres. O dinheiro quase sempre é mal gasto. O modelo esta errado.
As nossas bancadas do Norte Nordeste e outros estados pobres fizeram isto, chegando aos 50%, como o sul sudeste é minoria, passa tudo. A situaçao se agravou com a Constituiçao de 1988 que obrigou a União a gastos em % do PIB na saude e educação, qual a saida criar impostos fora da lei do Fundo (CSSL, PIS, Cofins, etc...) Isto gerou este absurdo tributário, é um dos itens do custo brasil e perda de Produtividade da nossa economia (Não conseguimos exportar mais nada industrializado, nem calçados).
E pasmem ainda querem criar mais estados.
Nossos politicos precisam mudar o nome do Brasil, eles criaram um novo país, AA BELTIOPIA, arrecadaçao em cima do PIB da Belgica e serviços de governo a nivel de Etiópia.
É óbvio que este modelo do Fundo de Estados e Municipios precisa de revisão urgente e de regras muito claras de prestação de contas, somos 5.000 municipios, o TCU nao consegue auditar no que e como é gasto o dinheiro do repasse. No caso de verbas de educação fazem por amostragem, aproximadamente 50 municipios por ano. Segundo reportagem que li de alguns anos atrás 90% dos casos é desvio (compra de livros para bibliotecas que nao existem, reforma de telhados ficticias, etc...).
Para que funcione os crimes contra o erário público deveriam ter punição severa. A lei do ficha limpa, mudada para suspensão de mandato e suspensão de cargo, quando o juiz de primeira instancia acatar a denuncia. Não se pode permitir que um servidor ou politico exerça suas funcóes com dezenas ou centenas de processo em andamento até o primeiro ser julgado por um colegiado. É o bode tomando conta da horta. O povo não pode correr este risco.
Concluindo, mas que 50% do IPI e IR é muito, é muito mesmo, tem que ser reduzido.
Isto só vai ocorrer com voto distrital não tem jeito. E ainda temos uma falha a regra de formação de um Estado não leva em conta a sua capacidade de arrecadação e temos o Senado onde não existe força de votos do Povo em peso, o voto de um Senador de Sao Paulo teria que valer muito mais do que o Senador do ACRE.

oDILON sILVA

Responder
Neumanne 22/11/2012 01:58:25

O brasileiro é tão adestrado e submisso que a primeira coisa que vem à cabeça dele quando se fala em secessão de Brasília são as tarifas de importação entre dois estados (veja esse tal Leonardo Cordeiro acima). E depois passaportes entre Bahia e Maranhão. Simplesmente não passa pela cabeça do cidadão que essas duas coisas são justamente criações de governos e não precisam existir. O estado que as impuser irá passar fome.

Quanto a dizer que São Paulo e Rio irão se estrepar caso se separem de Brasília, ora, então por que não os deixam se estrepar? Já que nêgo falo em tom de ameaça e ódio, então apóiem a secessão e vejam ambos irem à miséria. Que incoerência.

P.S.: não sou paulista e nem fluminense, tampouco tenho qualquer simpatia por esses estados. E nada contra também.

Responder
Leonardo Cordeiro 22/11/2012 18:55:52

Gostaria, de verdade, de saber qual a lógica do seu post, haja vista que não possui qualquer argumento, apenas um 'criticismo' gratuito e sem fundamento aparente.

Governos, quer você, eu ou quaisquer outros indivíduos queiram, existem e não irão evaporar de hoje para amanhã. E impostos estaduais são, e sempre serão, menos onerosos do que impostos internacionais e, sim, eles existem. Gostaria que buscasse responder um comentário como o meu com algo melhor do que palavras insípidas como as usadas acima.

Responder
anônimo 01/12/2012 02:55:45

Tem argumento sim, você que não entendeu
Se a seceção é tão ruim assim pro estado que quer sair, então porque é que brasília se incomoda tanto? É ruim pra ele, quem vai se lascar é ele, problema dele ora.

Responder
Jefferson 30/11/2012 17:53:57

SP é roubado na cara dura.

Responder
George Queiroz 01/12/2012 05:39:53

Recomendo que leia o meu comentário anterior para evitar fazer comentários equivocados como o que você fez.

Responder
Orfeu 26/12/2012 14:19:03

Devem se unir os Estados do Sul e Sudeste, do Rio Grande do Sul ao Espírito Santo para acabar com as injustiças dos repasses federais. Que o Brasil seja de fato uma Federação com a autonomia total dos Estados e sem subserviências ao poder central ou SEPARATISMO, JÁ!

Responder
Mateus - SP 22/02/2013 23:08:54

Não entendo por que o que é destinado do Sul / Sudeste para o Norte / Nordeste (em regra) não muda, afinal não é propraganda do atual governo federal que as regiões do norte estão ótimas e crescendo, sendo assim, deveríamos ver uma mudança na atual distribuição e, por sinal, quem falou sobre ICMS saiba que a maioria dos estados destinos também cobram o imposto, ou seja, é cobrado duas vezes tanto no estado origem quanto no estado destino.

Responder
Marcos 27/02/2013 14:41:00

Não creio que a separação seja a solução, a não ser que não haja outra alternativa. Mas melhor do que isso é instituir um sistema realmente federativo, sem o excesso de centralismo do governo federal. Isso sim resolveria o problema, pois daria a autonomia suficiente para cada estado cuidar de seu próprio destino.

Somos uma federação só no nome, pois os estados não tem autonomia para praticamente nada.

Responder
walter 16/03/2013 12:47:55

O problema não é o repasse feito a esses Estados, o problema que nessa região está impregnado o maior desvio de recursos repassados pela União,se todo o dinheiro que já foi mandado para estes estados, fossem bem aplicados , já estaria resolvido metade dos probemas existentes nessas areas, e consequentemente gerariam mais receitas para investir em si próprios ,não ficariam tão dependentes de outros Estados, mas isso é pedir muito para os nossos politicos nordestinos, escravizam o povo para tirar proveito próprio, nada contra o povo sofrido do norte/nordeste, mais como as coisas são conduzidas por estas bandas, vão ficar mais quinhentos anos dependendo do sul/sudeste do País.

Responder
Lucas SP-RJ 21/03/2013 05:24:00

O DF me dá nojo!É nítido que o sul e o sudeste são muito mais desenvolvidos que o restante.SP e RJ são potências,que têm as melhores estradas,as melhores infraestruturas,o melhor saneamento,as maiores rendas,as cidades com os maiores IDHs encontram-se nesses estados.Sou contra a separação,apesar das diferenças,mas verdade seja dita:os políticos nordestinos são muito mais corruptos que os do sul/sudeste(que não fogem a regra também).Se não fossem as migrações(Só no RJ e em SP há 9,5 milhões de nordestinos),SP e RJ seriam ainda melhores.Pra mim,dez estados estão muito acima dos demais em desenvolvimento,são eles em ordem:SC,DF(roubando),SP,RJ,RS,PR,MG,ES,GO,MS.

Responder
anônimo 22/03/2013 10:47:15

'Se não fossem as migrações(Só no RJ e em SP há 9,5 milhões de nordestinos),SP e RJ seriam ainda melhores'

Parece conversa daqueles americanos loiros de olhos azuis que se revoltam com os estrangeiros roubando o magnífico emprego deles de pedreiro, de gari ou de limpador de bosta.
Aqui pra você:
Cearenses são sucesso no ITA
veja.abril.com.br/noticia/brasil/cearenses-sao-sucesso-ita

Fortaleza desbanca são josé em número de aprovados no ITA
www.ovale.com.br/nossa-regi-o/fortaleza-supera-s-jose-em-aprovados-para-o-ita-1.370176

Responder
Lucas SP-RJ 23/03/2013 03:01:32

Olha,Anônimo,não culpo os nordestinos pelos problemas de SP-RJ,culpo os políticos e as desigualdades regionais,onde não há oportunidade para todos.Os nordestinos ajudaram(e muito)a desenvolver SP-RJ,mas,infelizmente,a migração ajudou a aumentar(ela não é causa,já que os problemas já existiam).Isso é fato!Mas,amo o nordeste,assim como amo o Brasil.Desculpe se você se sentiu ofendido,ou qualquer outro cidadão nordestino.Eu sei que o pessoal aí é trabalhador e guerreiro,que dribla as adversidades pelo sistema sujo deste país.Amo o Ceará e,pra mim,este é o melhor estado do nordeste(se eu fosse morar no nordeste,moraria aí).É isso!

Responder
Ayrton 28/03/2013 01:52:13

Há uma razão simples para isso:
A bancada toda do congresso nacional é nortista e nordestina... ou seja, eles fazem as leis, comandam e destinam tudo o que nós do sul e sudeste produzimos para seu próprios bolsos...
Estão por cima da "carne seca" e não vão largar nunca... pois são eles mesmos que votam as leis em proveito próprio...

Responder
William Campo 05/04/2013 21:21:38

Leandro

Muito interessante as informações coletadas sobre se um estado é pagador ou recebedor líquido de tributos.

Gostaria de fazer um exercício semelhante sobre a Previdência Social (RGPS). Sabe se a Receita Federal divulga estes dados por estado?

Obrigado,
William

Responder
jacinto sorato 05/05/2013 11:19:09

Bem, faltou colocar brasilia e as somas dos repasses ....

mas, isto prova aquilo que eu digo: separados de Brasília todos viveriam melhor.....verifica-se que no geral repassamos muito e recebemos pouco, ou seja: pagamos para manter uma estrutura corrupta, ineficiente, injusta para com todos...Mesmo os estados que recebem mais do que repassam reclamam que o dinheiro repassado não chega à população.

Precisamos rever o pacto federativo, no mínimo para um país confederado, ao moldes do Canadá.
Como uma lei penal, ambiental ou civil pode ter a mesmo eficácia no RS, em SP, no MS ou no PI?
está tudo errado...Desta forma, todos estão perecendo.

Responder
Roberto 21/05/2013 01:00:07

Destaque para o campeão dos recebedores, o Maranhão da suga-suga famnília Sarney.

Responder
Jorge Henrique 18/06/2013 13:37:53

Gente,
O Brasil deveria ser dividido em SÃO PAULO e RIO DE JANEIRO.
Pagamos muitos impostos para esses canalhas.
Fariamos um país forte.

Como seria a separação do Brasil , pra RJ e SP ?
Alguém tem uma dica ai ?

Responder
George 18/06/2013 16:17:39

É muita ignorância achar que São Paulo e o Rio de Janeiro "carregam o Brasil nas costas".

Responder
Odilon Silva 18/06/2013 15:38:51

Isto foi tentado em 1932. Hoje e' praticamente impossivel. O mailson da nobrega em um artigo alguns meses atras retratou bem o que 'e esta redistribuicao de riquesa. O fundo dos estados e municipios comecou acho que na decada de 1970 com 6% do IR e do IPI. Hoje com as alteracoes dos nossos politicos do norte e nordeste e' 50% de cada um.
Vale salientar que o pior e' que este dinheiro em grande parte e' mal gasto e muito desviado.
Acho que o inicio da solucao seria a sociedade exigir um reforma politica urgente com voto distrital puro e voto opcional.
Os Estados populosos do sudeste teriam maior representacao. Com o voto opcional acho que a peneira sobre os politicos seria melhor.
A sociedade deveria cobrar que o gasto deste fundo e outros como o Fundeb sejam vigiados pelo TCU. O TCU deveria ser subordinado nao ao executivo e sim a outro poder, nunca ao legislativo, sobra o Judiciario, de preferencia o STF. O TCU teria que ter uma estrtura de informacao pesada para controlar estes gastos.

Mas o que e' ruim sempre pode ficar pior.
O grande Lula mudou a lei do petroleo de 1998. Na lei antiga, quando um poco era de alta producao, tirado os custos 40% do dinheiro virava do poder publico, divindo metade para a uniao e metade para os estados e municipios produtores este valores em 2011 eram altos beneficiando ES e RJ. Agora com o pre-sal iriam beneficiar tambem SP.
O que Lula fez, transformou estes 40% em regime de partilha em vez de ser dinheio sao 40% dos barris, tirando os custos, e pasmem, vai tudo para a Uniao, nada para os estados e municipios produtores. E pior criou uma estatal nova para isto. Podem imaginar 40% de todo o petroleo tirado do pre-sal sendo vendido por uma Estatal 100% da uniao sem acoes. Vai ser o maior cabide de emprego da historia. O maior objetivo e' centralizar na uniao uma verba preciosa para comprar prefeitos e governadores em pre eleicao, que esta ocorrendo agora.

Responder
Mauri 27/06/2013 01:45:26

Como mudar a distribuuição destes valores?
se os grandes beneficiados sao os marajas do norte e nordeste?
se a maioria dos estados que dao prejuizo sao os beneficiados e tem maioria no congresso???
quem sabe saindo as ruas e protestando ate mudar isto.
ate quando as familias vao preferir viver do bolsa-preguiça a ter um emprego???
quantos milhoes do bolsa-familia sao usados pra compra de cigarro e cachaça??
vc conhece alguem que recebe o bolsa familia que nao bebe e nao fuma??

Responder
Juliano 27/06/2013 03:02:15

OK, sob certo ponto de vista o artigo tem razão. Mas achar que SP e RJ devem ter retorno de todo imposto recolhido é no mínimo uma inocência. Primeiro porque há diversas distorções nas estatísticas de arrecadação. Muitas empresas sediadas em SP, RJ e DF tem geram riquezas por todo país mas arrecadam impostos em suas sedes que ficam nestes estados. Exemplos: Vale, Petrobras, Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica, para ficar em poucos exemplos.

Outro aspecto: SP é a maior base industrial do país. Produz muito para outros estados consumirem. O que seria de SP se não houvesse todo este mercado consumidor. E se SP produzisse só para seu próprio mercado consumidor, seria deste tamanho? Arrecadaria tanto?

Como já dito acima, comparação menos injusta seria baseada no PIB.

De qualquer forma o autor do estudo está de parabéns pois há pouquíssimas informações disponíveis sobre arrecadação e gastos de nossos governos disponíveis. As disponíveis ainda trazem as distorções tão d

Responder
Marco Zelic 30/06/2013 12:51:42

A grande verdade é que devido a falta de transparência nas contas públicas, complexidade e imprecisão das leis associado a esta divisão absurda de governo federal, estadual e municipal, temos sempre uma "ideia do que se arrecada".
Nós paulistas, é um fato que pode ser inclusive demonstrado com esta estimativa, somos uma colônia deste governo federal. O processo é idêntico ao Brasil colônia.
Transfere-se a riqueza ao conquistador e este transfere seus problemas ao conquistado.
Apesar do artigo ser de 2009 é muito atual. Neste momento em que a maioria de nós brasileiros se manifesta, tem este tema a maior importância. E para o Brasil ser independente de fato, precisa combater o roubo do dinheiro dos impostos através de repasses imorais. (Não são ilegais porque a lei foi feita e aprovada pelos ladrões!)

Responder
Alex 01/07/2013 23:24:04

A nova proposta do FPE aprovada pela Câmara, mas ainda volta pro Senado p/ análise das emendas. (PDF, página 10)

www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=113218

Responder
Jeferson 09/07/2013 14:34:52

Seria este um bom momento pra republicar esta tabela atualizada?

Abraços!

Responder
Jorge Henrique 14/07/2013 23:29:56

Rio de Janeiro e São Paulo, carregam esse país nas costas.
Como paulistano, sempre soube disso, desde quando estudei na infancia.
O Brasil deveria ser dividido.
Um pais chamado Riopaulo.

Se a maioria dos paulistas entendessem esses números teriam vontade de fazer outra Revolução Constitucionalista. Os cariocas, ao invés de reclamarem da mudança da capital federal para Brasília, iriam querer se tornar independentes. Talvez tivéssemos um outro país: SampaRio. São Paulo e Rio carregam o Brasil nas costas. É uma carga muito pesada. Que os libertários me perdoem, mas vou parafrasear Marx: Paulistas e cariocas uni-vos. Nada tendes a perder, senão vossos filhos , não fogem a luta.

Lutaremos,
acho que seria impossivel, mais deveriamos ser um país.

Responder
Lucas 17/07/2013 16:34:13

Pena,Jorge que os estragos que as pessoas dos outros estados fizeram são quase irreversíveis.Constroem 999999999999999999 favelas e ainda reclamam da forma que são tratados.Mas ainda SP e RJ,principalmente SP têm um dos melhores índices sociais do país.Se separarmos do país,o país morre de fome e não tornaríamos o melhor país da América Latina,junto com o sul e MG.

Responder
Alex 12/08/2013 22:16:41

Fiz uma tabela atualizada de 2012.
Colocando somente os saldos:
SP -R$ 262,6 Bi
RJ -R$ 120,4 Bi
DF -R$ 57,8 Bi
PR -R$ 28,4 Bi
RS -R$ 22,2 Bi
MG -R$ 18,7 Bi
SC -R$ 17,6 Bi
ES -R$ 7,9 Bi
AM -R$ 3,8 Bi
GO -R$ 2,2 Bi
MS R$ 0,4 Bi
PE R$ 0,6 Bi
MT R$ 0,8 Bi
RO R$ 1,7 Bi
RR R$ 1,9 Bi
AP R$ 2,3 Bi
AC R$ 2,6 Bi
SE R$ 3,1 Bi
RN R$ 3,7 Bi
TO R$ 3,7 Bi
PB R$ 4,6 Bi
AL R$ 4,9 Bi
CE R$ 4,9 Bi
PI R$ 5,4 Bi
BA R$ 8,0 Bi
PA R$ 8,1 Bi
MA R$ 8,2 Bi

Responder
Leonardo Regazzini 10/12/2013 16:33:36

Leandro, temos um probleminha técnico aí. Me ajude a entender porque.
O total de recursos pagos ao governo federal totaliza R$ 497 bi. Já o total de recursos recebidos, R$ 202 bi. Menos da metade!
Assim não há comparação de gastos e receitas por estados que faça sentido! Quem ficar negativo, vai ficar MUITO negativo (como está acontecendo com São Paulo na sua tabela).

Responder
Leandro 10/12/2013 17:23:26

Prezado Leonardo, acho que você pulou o primeiro parágrafo do texto.

Uma coisa é o total geral de impostos federais que cada estado pagou, ou seja, o dinheiro total que cada estado enviou para o governo federal em 2009. Outra é o total que cada estado recebeu do governo federal em programas de transferências de recurso (que é o dinheiro destinado aos governos estaduais e municipais).

É óbvio que esta conta não tem por que fechar, pois a rubrica "programas de transferências de recurso" não representa os gastos totais do governo federal. Isso não é nenhum probleminha técnico.

Responder
Valmir 22/12/2013 17:45:41

É um absurdo o que SP paga e recebe.
Ainda por cima temos que acolher migrantes em nosso estado.

Responder
Carlos Braga 26/12/2013 20:36:49


Seria mera coincidência ou forte lobe político, o fato de os estados do norte e nordeste aparecerem na condição de maiores recebedores ?

Responder
Odilon Silva 13/01/2014 21:20:52

Temos um sério problema.
Hoje a bancada do norte - nordeste já é enorme.
Alguns anos atrás, segundo ouvi do Delfin Neto, em entrevista havia uma forte pressão para a criação de mais 3 estados, dividindo Para, Goias, o outro não lembro, com isto passariam 50% no congresso, podendo propor e aprovar qualquer mudança constitucional.
Historicamente o fundo de estados e município para onde hoje vai 50% do IPI e IR, foi concebido na década de 60-70 com 6% e chegamos onde estamos. Um dinheiro que vem fácil para o prefeito e mal gasto, não tem regra. Nunca deveria ser para pagar funcionário, mas usam para isto.
O Fundeb, ensino básico, é outro, sem regras claras os prefeitos montam comitivas com secretários e amigos para viajar e participar de seminários internacionais de educação e depois dão uma esticadinha. Isto é investir em educação.
Fora isto os deputados federais do norte e nordeste valem mais de 10 vezes em votos dos que os nossos, devido ao limite mínimo e máximo por estado e pelo coeficiente eleitoral. Em voto distrital puro o sul - sudeste teria maioria absoluta na câmara removendo estas distorções.

Responder
RENATO ARAÚJO 29/01/2014 18:50:38

Reclamam dos deputados do Norte e Nordeste, mas elegem Tiririca, cantor de forró e outras figuras bizarras. Relaxa e goza, rapaz! Pior que tá não fica!
O gaúcho diz que sustenta o nordeste, a buchada do cearense, mas esquece que o seu principal cliente, principalmente de móveis, é o Nordeste. Não pararam para estudar que alguns governantes travaram tais regiões e entrou governo do partido A ou do partido B, mas o Sarney mamou e mamará? Por que de tanta coisa errada e mal administrada?
Será que a questão é rever e discutir decisões políticas e tributárias ou aproveitar para colocar de fora o fascismo? Lamentável!

Responder
Jorge 17/01/2014 11:30:38

Eu fico admirado, como existe paulista revoltado com o Rio de Janeiro.
Morei em São Paulo, durante 8 anos e voltei para o Rio de Janeiro.
Em São Paulo, você não vê um carioca, trabalhando, vivendo, morando, pedindo emprego.
Somente eu, funcionário estatutário , de uma autarquia federal.
Agora, no Rio de Janeiro , existem muitos paulistas afim das cariocas, curtindo o turismo frequentemente, trabalhando ( Não que o paulista venha por causa do trabalho e sim pela qualidade de vida ), outros trabalhando devido as filiais de suas empresas.

Aí eu não sei que ódio é esse. O RJ é cercado de favelas , o carioca é favelado, mais inumeras favelas em São Paulo pegando fogo, morrendo gente em Diadema, capão redondo, pirituba e etc..., a maior facção criminosa do país é de SP.

Um preconceito bobo que tem que terminar.
É gente do Sul querendo se dissipar do país, gente do nordeste sendo esculaxada por paulistas, mineiro sendo humilhado pelo sotaque.

E o carioca é a unica comunidade que não discrimina ninguém. E nem deve e nem você devem fazer isso.

Nos EUA, Inglaterra, nos outros países o povo é unido. Enquanto não tirarmos essa indiferença infantil, nosso país não cresce e fica na mão desses corruptores, bandidos, marginais políticos. E garanto que é meia duzia de paulistanos bobos, porque nas manifestações, cariocas e paulistas estavam juntos puxando o carro. Agora no ROLEZINHO, cariocas e paulistas novamente juntos.

Tem que parar com essa palhaçada e ver que o RJ e SP, pagam muitos impostos que não voltam pra população. Não adianta ficar com sua bunda gorda na cadeira, no sofá e ficar criticando. Faça algo e cale-se.

O RJ, tem inúmeras favelas devido a migração nordestina acelerada , devido ao seu relevo todo de morros e não ter espaço físico plano, devido ser a capital do Brasil.

Então, parem com essa palhaçada e infantilidade de ficar dizendo de SP e RJ, porque MOREIRA FRANCO continua na POLITICA, JUNTO DE JOSÉ SARNEY e vocês estão preocupados com cidade pequena, grande, favela e pobreza.

Pronto !

Responder
Jorge 17/01/2014 11:39:48

E outra !
Sou carioca, funcionário publico federal , moro na Gloria e posso morar em São Paulo a hora que eu quiser novamente.
O paulista ou paulistano vem na minha casa e é bem tratado e sempre será.
Não existe preconceito bobo, da parte dos cariocas.

E se fica com essa bobeirinha que paulista trabalha mais, segue uma pauta do ultimo senso feito, pela FOLHA DE SÃO PAULO::::

Veja: www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u104694.shtml

e se fala que somos natureza, estão enganados.
Somos o estado mais poluido.

Veja: veja.abril.com.br/noticia/ciencia/ar-do-rio-de-janeiro-e-mais-poluido-que-o-de-cubatao-e-sao-paulo-afirma-organizacao-mundial-de-saude

Não estou inventando não. Esta escrito.
Se liberte desse preconceito bobo.
Somos pagadores de impostos até a morte.
O politico adora essas brigas, essa desunião da população na hora do voto.
PSDB, PT, PFL , DEM , PMDB, são tudo oligarquias do mal.

O paulistano fala mal do Lula, critica o bolsa familia, mais seu prefeito é do PT, sua ex prefeita era do PT. Vai entender isso.

Povo desunido. Prefeito PT, governador PSDB. A desunião é aí.

Responder
RENATO ARAÚJO 30/01/2014 14:08:31

Concordo!

Responder
Antonio 21/03/2014 01:59:11

A ideia que passa é que São Paulo e Rio de Janeiro principalmente sustentam a maior parte do Brasil. Mas já pensou se o Nordeste que aparece como região sustentada resolvesse fechar as portas como segundo maior mercado consumidor do Brasil? O que aconteceria seria uma abertura de todas a indústrias que estão em São Paulo Rio e outras , para o Nordeste, e consequentemente uma queda fatal na receita de São Paulo principalmente, e uma quebradeira do estado.Pois a maioria das grandes empresas de São Paulo são multinacionais e elas só abrem num lugar se for mais comodo. São Paulo durante décadas se beneficia nesse jogo de concentrar, e ter o Brasil a sua disposição.É uma politica inclusive estimulada pelos EUA que evitam asism que o Brasil se desenvolva e siga como um país concorrente a eles, é a mesma coisa na Colombia, ,Bolivia , Venezuela, México, todos seguem esse padrão. O pais que quer se desenvolver tem que resolver isso expandindo pra todas as regiões e nao concentrando. Pernambuco hoje é um exemplo onde o investimento no polo industrial fará ser um estado em equilibrio nos impostos e consequentemente mais rico.O Governo Federal investe de modo a tornar o estado independente , com insdustria , gerando emprego e acabando com uma politica de submissao.

Responder
mauricio barbosa 30/10/2014 02:12:02

Caro Antonio que bobagem é essa de estados unidos quer assim quer assado,deixa de tolice no mesmo estados unidos o nordeste(Região de Nova York)é rica e os estados do sul é pobre,deixa de ideologia barata e acorda para a realidade ou então prove por A mais B seu argumento e só falta você dizer que é pobre por causa dos eua e ai eu te pergunto quem ganha na megasena tem de ter autorização de Obama só me faltava você afirmar tal disparate.

Responder
Rafael Moreno 20/01/2014 18:16:58

Eu sou paulista e não consigo entender o porquê ainda não tentamos de novo o que foi tentato em 32. Não há sentido nenhum em continuar fazendo parte do Brasil.

Responder
Anderson Reis 29/01/2014 19:29:05

A questão não é identificar quem "sustenta" o país, a independência de alguns estados tambem não seria a solução, isso é pensamento de gente que só olha para o próprio umbigo, problema maior do nosso país.
O ponto a ser discutido é a melhor utilização desses valores arrecadados, o povo paga imposto sim, e muito, mas se o retorno fosse na mesma proporção a situação seria diferente, obviamente que uma região sempre irá se sobressair sobre a outra, mas infelizmente são as desigualdades de um país tão grande, o problema é pensarmos de forma individualista.

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Odilon Silva 30/01/2014 14:29:36

O problema não é pensarmos de forma individualista e sim fazer justiça, trabalho fazem quase 50 anos, nasci e sempre trabalhei em SP.
A situação só piorou, saímos de uma carga tributária menor de 20% e já batemos 50%, alguém dúvida? Somos enganados, a grande maioria das empresas paga impostos com atraso com multas e correções. Para o cálculo da carga o governo não leva isto em conta, usa não o fluxo de caixa e sim o de competência. Os 50% já foram ultrapassados faz tempo, afirmação de alguns economistas.
O fundo de estados e municípios dá um dinheiro fácil para os prefeitos que desviam ou gastam mal.
O TCU não consegue fiscalizar.
O percentual do IR e IPI (50%) que vão para o fundo é muito alto, começou em 6% e se bobear aumentam mais.
Não se exige nem ensino básico de um prefeito.
O governo federal como expremido criou impostos fora do fundo (CSSL, PIS, COFINS).
Como mudar isto se a bancada de deputados de SP que deveria ser 170 deputados é só 60 devido a excrecência do limite máximo por estado.
A falta de impunidade dos desvios dos prefeitos abre espaço para mais desvios e mal uso.
O FUNDEB para uso na educação é muitas vezes usado pelos prefeitos e secretários para fazerem turismo alegando que estão em eventos internacionais de educação, pode?
Ao final como os números mostram, 50% do Norte-Nordeste vivendo do bolsa família e não querendo estudar nem trabalhar a idéia do Rafael acima infelizmente começa a fazer sentido.
Ou os políticos mudam tudo colocando a moral e a representatividade acima de tudo punindo os desvios, criando voto distrital ou só vai piorar, logo emplacamos 55% de carga e retorno de serviços da Etiópia pelo estado.

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Renato Araújo 30/01/2014 16:09:57

Odilon, tu te prendes muito a questão de quantidade de políticos, mas o paulistano sabem votar? Olha os deputados eleitos por São Paulo... Tiririca era a solução? E no Rio? Com poucos, conseguem isso, imagina com muitos? O brasileiro não sabe votar, meu nobre! Não é questão de quantidade de políticos por região. Essa 'injusta' distribuição de fundos do governo é cultural, e é assim desde que começaram a centralizar industrias, investir em portos, somente na região Sudeste e Sul, principalmente Sudeste! A culpa é dos governantes que escanteavam as regiões Norte e Nordeste.Excerto o Maranhão do Sarney e da Bahia com o Sr. ACM, que ainda receberam algumas 'ajudas' à mais. Não só do PT! Entra partido e sai partido, 'ideologias' e criticas, mas todos se prostituem para o rei do Brasil, o Sr. Sarney. Não estou querendo falar que o Nordeste é coitadinho, pois é outra região que também não sabe votar. É só questão da história do nosso país! Consequência! Um pouco que fizeram e Pernambuco tem a taxa de crescimento maior do que o Brasil e já apelidada de China brasileira. É uma região de grande potencial, mas pouco explorada!
Temos que pensar em políticas que favoreçam a todos e cobrar, mas essa história de separatismo, mais políticos para tal região... Não será a solução!

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Alexandre 21/03/2014 23:38:20

Existe algum acompanhamento desta distribuição ou alguma versão de anos mais recentes desta tabela ?

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Eduardo R., Rio 18/05/2014 05:15:16

"Solidariedade com o dinheiro alheio", artigo do advogado Rodrigo Mezzomo.

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Emmanuel Carvalho 27/06/2014 23:23:13

Claro que é um absurdo a quantidade de impostos arrecadados em SP e no RJ . Porém a independência de estados só traria mais problemas, uma vez que seria ainda mais tributada a circulação de mercadorias entre diferentes regiões.

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Robson 08/10/2014 16:01:22

Nossa esse pessoal precisa de aula de História, certas regiões como Centro-Oeste mantiveram e por muito tempo o Império de Portuga e do Brasil seja por meios extrativistas como por minérios preciosos hj o Centro-Oeste contribui com A balança comercial de exportação e não deixa o Brasi ir ao vermelho e tem gente que fala abobrinha...

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Fubiou 29/10/2014 07:50:40

A metodologia é boa, porém está esquecendo por que historicamente o Sul é desenvolvido e o Norte não. Se lembrarmos como era na época do império, a estratégia era desenvolver o núcleo (que era o Sul) e naturalmente "o resto do Brasil se desenvolveria". Enquanto isso as demais capitanias estavam lá abandonadas pelo Estado maior defendendo fronteiras. O tempo passou e tivemos a República da Espada onde a estratégia era a mesma e assim o governo militar. Já na década de 60, Delfin Netto, economista formado na USP, triplicou nossa dívida para desenvolver apenas o Sul e alegava

"fazer o bolo crescer, para depois dividi-lo" (Ato Institucional 5)

A mesma estratégia do tempo do império e que não deu certo. Recentemente um dos componentes da equipe econômica do PSDB falou ao Globo News

"Nossa estratégia é engordar o núcleo e fazer o Brasil florescer".

Então, o Norte do Brasil permaneceu "se virando", já virou bolsão de pobreza baseado nessa lógica e finalmente está recebendo algumas migalhas. Não estou defendendo PT nem ofendendo PSDB mas nos séculos que essa política aconteceu, o tal bolo parece que não cresceu, acho que é melhor mudar de estratégia.

Em tempo, a única medida que pareceu similar a "dividir o tal bolo" foi a Zona Franca de Manaus. O reflexo está aí. Então vamos, é justo o pensamento? Se o Sul cresceu, não foi por superioridade racial, não foi por condições da terra, não foi pelo clima, foi por conta de uma política desenvolvimentista que provou-se equivocada.

Repito Não estou defendendo PT nem ofendendo PSDB ou a Esquerda ou a Direita, só estou pedindo pra revisitar a história e tentar entender os motivos do que acontece, lembrando que o Estado brasileiro fez questão de que cada estado da federação estivesse junto, independente de ter um mínimo de atenção com cada um deles, independente de dar crédito, independente de dar uma parte justa, independente de levar o Estado às regiões mais remotas, independente de fazer o Banco do Brasil funcionar decentemente (que até os anos 90, não parecia funcionar lá por cima).

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Rodnei Cardozo Moreira 29/10/2014 22:07:14

Sou amazonense e morei durante 12 anos em Manaus, posso falar algo a respeito.

A Zona Franca não é nada mais que um perfeito exemplo onde menos de impostos geram mais arrecadação e desenvolvimento.
Manaus é uma cidade enorme (quase 2 milhões de habitantes, não tem nenhuma cidade satélite) isolada no meio da mata, onde seus únicos acessos são por rio, avião e por uma estrada que leva até a Venezuela e o Caribe (a BR-319, que liga à Porto Velho e ao restante do país, é intransitável).
Vis a vis, não faria sentido pra quase nenhuma empresa se instalar lá, existem inúmeras cidades no país com infraestrutura e logística muito melhor.
Mas a simples isenção de alguns impostos (de importação e exportação), 10 anos sem cobrança de IPTU e um desconto no ICMS conseguiram atrair várias empresas, e fazer a capital falida do período da borracha se transformar numa metrópole rica (e quente!).

Qual é o meu ponto então?
Ao invés de criticar Manaus e tentar tirar dela seus "benefícios" (a velha história de São Paulo querer as indústrias de lá), não seria melhor estender às outras capitais ou a todo Brasil as mesmas isenções? Não é este o ponto do Mises, menos impostos?

Mas é claro que nenhum político fará isso, pois no início (o que se vê) a arrecadação diminuiria e ele teria que cortar algumas tetas, o que é bem impopular, e o crescimento da arrecadação e o desenvolvimento se dariam bem depois (o que não se vê), quando ele já tivesse saído do governo.
Bem democrático.

Responder
Malvino 30/10/2014 00:57:35

Quem está criticando isenção de impostos, meu caro?! Certamente não o artigo. Não faça estas acusações infundadas e precipitadas, por gentileza.

Responder
Rodnei Cardozo Moreira 30/10/2014 17:03:37

Malvino, guarde seu rancor e releia os comentários, (sei que são muitos). Sua resposta está lá e não no artigo.

Há um lobby, mesmo que velado, pra acabar com a Zona Franca, para que as empresas lá instaladas migrem para SP e levem seus lucros e impostos pra lá.
Sem as isenções não faria sentido continuar em Manaus, e sim migrar para SP onde a logística é muito melhor.

Responder
Rafa Santos 30/10/2014 02:49:21

O Governo devolve quase o Dízimo do que arrecada de SP, é brincadeira!

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Erandur of Dawnstar 30/10/2014 05:14:13

Fica claro que o melhor programa social possível, e criar uma "Zona Franca" em cada estado NO MÍNIMO.
É coincidência que o unico estado do norte que sai no preju é justamente o AMAZONAS? Por que não estou surpreso?

Responder
Felipe R 30/10/2014 13:19:43

Alerto aos leitores e ao autor do artigo que esta conta está INCOMPLETA, pois não foram contabilizados os GASTOS DIRETOS DO GOVERNO. Infelizmente o Portal da transparência não oferece esta informação por Estado/DF. Não procurei no sítio da STN. Caso não tenha, basta uma consulta no e-SIC, que é o Serviço de Informação ao Cidadão.

De qualquer forma, o resultado final deve manter o caráter redistributivo, conforme previsto na Constituição.

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Alex 12/11/2014 00:52:46

Que beleza... Agora além de partilhar os impostos federais, também será o ICMS.


Câmara aprova em 1º turno projeto que muda ICMS de comércio na web.
Por se tratar de proposta que modifica a Constituição, o texto ainda terá de ser votado em segundo turno na Câmara e depois em mais dois turnos no Senado.
Pela proposta, o ICMS do comércio eletrônico, nas compras feitas por internet ou telefone, passa a ser dividido, de forma gradual, entre os estados de origem das mercadorias e os estados que as recebem.

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Silvio 12/11/2014 02:13:19

Opa, esse projeto foi feito do jeitinho certo para fornicar com o estado de São Paulo. Projeto perfeito, afinal, vamos punir o estado que mais produz riqueza neste país, uma vez que, por culpa dele, o Brasil ainda não está tão avançado quanto Cuba e Venezuela.

Responder
Anti-getulista 23/05/2016 08:35:05

Separatismo já!

Responder
Edson Pinto 23/08/2016 17:01:50

Aberração pura!!! E nos enfiam goela a baixo 3 senadores por micro estado com força igual aos estados pagadores das distorções e roubalheiras. Vejam Maranhão vergonha, estado mais pobre do Brasil e Alagoas...Mandam roubam e nada acontece. BASTA!!!

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