O caso de um herói

Cleber Nunes leciona seus filhos Davi e Jonatas
Neste fim de semana, no I Seminário de Escola Austríaca no Brasil, ocorrido em Porto Alegre, tivemos o imenso privilégio de assistir à palestra de Cleber Nunes, pequeno empreendedor mineiro, agora residindo numa cidadezinha interiorana, que retirou seus filhos da escola para aplicar o método de homeschooling, ou ensino domiciliar.  O ensino domiciliar é um tradicional e incomparável método nos EUA, porém considerado crime por esta terra avessa à liberdade e tão necessitada da tutela oficial do estado em praticamente todas as esferas da vida.  A tragédia da educação no Brasil praticamente não altera nossa concepção.

O sucesso do homeschooling nos EUA em relação ao ensino transmitido nas escolas regulares (sejam públicas ou privadas) tem tornado esta prática cada vez mais popular em todo território americano.  A principal razão disso é a vertiginosa queda na qualidade do ensino daquele país, que se acentua à medida que ele se torna cada vez mais controlado pelo Ministério da Educação.

Mas, voltando ao Brasil, o caso dos garotos Davi e Jonatas, hoje com 16 e 17 anos, é emblemático.  Durante uma conversa antes de sua palestra, Cleber relatou que ele e sua esposa foram condenados pelos magistrados por cometerem crime de abandono intelectual (Estatuto da Criança e do Adolescente).  Detalhou que, nas entrevistas que seus filhos prestaram ao promotor na presença dos membros do Conselho Tutelar, o magistrado frequentemente pressionava-os psicologicamente, insistindo em perguntar se os pais lhes coagiam a estudar em casa e a não frequentar a escola.  Insatisfeitos pela tranquilidade e maturidade com que os garotos respondiam as questões - reafirmando a disposição voluntária e realçando todas as vantagens comparativas no ensino domiciliar - as autoridades apropriadamente resolveram aplicar uma prova para testar os conhecimentos dos garotos, já há dois anos fora da escola.

Então, recentemente, o Ministério Público encomendou da Secretaria da Educação uma bateria de provas que versava desde a análise de uma obra de arte de Da Vinci até questões teóricas de educação física, além das disciplinas tradicionais do ensino.  Para espanto das autoridades, segundo relata Cleber: os meninos "detonaram".

Infelizmente os burocratas são insaciáveis.  Além de apelarem para insinuações de que os pais eram desequilibrados e coisas do gênero, o veredicto condenou os pais dos garotos por um crime que nem existe na Constituição Brasileira, apenas no ECA - acredite se quiser.

Ora, nitidamente tal crime atenta contra a sensibilidade paternal do estado, esta entidade tão inclinada e competente para proteger e educar nossas crianças - muito mais competente que os pais, evidentemente.  Claro que o excelente resultado que Jonatas e Davi obtiveram nas provas foi um vexame para as autoridades estatais. Vergonhoso porque expõe - também deste ângulo - o fracasso do monopólio do Estado em controlar a educação. Com todas as linhas, os garotos mostraram que não apenas é possível, mas muito superior o ensino domiciliar não submetido ao cabresto da burocracia educacional.

Não posso deixar de mencionar que Cleber Nunes e sua esposa têm sofrido muita pressão de familiares e amigos, sem falar da própria sociedade.  Todavia, sustentou que seus filhos não estão dispostos a voltar para a escola, e ele tampouco os obriga a isso.  Ao contrário, encoraja-os fornecendo todo apoio para estudarem em casa e desenvolverem proveitosamente suas habilidades que seriam tolhidas no ambiente escolar.

Só pra constar, conheci Jonatas e Davi.  Pasmem, os garotos não me pareceram como ETs. Ao contrário, são simpáticos e muito espontâneos.  Possuem amigos como qualquer garoto da sua idade, com quem gostam de andar de skate nos horários de folga dos estudos.   Entretanto, quero enfatizar que não acho que a falta de simpatia e de espontaneidade, ou mesmo a preferência por estudos ao invés esportes, tenham em si alguma relevância que possa impugnar o ensino domiciliar.  É que é comum os inimigos da liberdade fazerem tal apelo, como que zelando pela importância insubstituível da escola convencional em favorecer o convívio social e a tessitura do caráter moral do indivíduo.  Não nego, porém, que possa haver vantagens relativas nas escolas, mas, francamente, acho que se houver são próximas de nula.  Se, entretanto, admitirmos que possa haver, estas de modo algum chegam a se sobrepor às vantagens do ensino domiciliar ao ponto de as autoridades terem motivos para criminalizarem esta prática.

Convenhamos: o que está em jogo é a transferência de poder - das famílias e indivíduos para o estado.  Num mundo em que os indivíduos são tratados pelo estado cada vez mais como mentecaptos incapazes de fazerem escolhas (para escolher políticos, todavia, somos sábios desde os 16 anos) torna-se inadmissível que os pais ensinem seus próprios filhos.  Por isso o teor despropositado do veredicto.

A família de Cleber está travando uma luta admirável e que merece todo o nosso apoio. Talvez poderíamos começar por pedir que nosso Presidente da República realizasse as provas a que Jonatas e Davi foram submetidos. Que tal?

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Leia mais detalhes em: O Homeschooling nos EUA (e no Brasil)

Sobre a educação: A obrigatoriedade do diploma - ou, por que a liberdade assusta tanto?


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SOBRE O AUTOR

Lucas Mendes
é economista e mestre em Filosofia pela UFSM.  É dono do blog Austríaco.


www.mises.org.br/Article.aspx?id=454

[link www.mises.org.br/Article.aspx?id=306[/link]
Para começar, sua afirmação é falsa. No entanto, ainda que ela fosse verdadeira, isso seria imaterial.

Essa questão da Previdência brasileira é um assunto bastante interessante pelo seguinte motivo: talvez seja a única área da economia que não está aberta a opiniões ideológicas.

Não importa se você é de esquerda ou de direita; liberal, libertário ou intervencionista. Também pouco importa se você acredita que a Previdência atual seja superavitária (como alguns acreditam). O que importa é que o modelo dela é insustentável. E é insustentável por uma questão puramente demográfica.

E contra a realidade demográfica não há nada que a ideologia possa fazer.

Comecemos pelo básico.

Ao contrário do que muitos ainda pensam, o dinheiro que você dá ao INSS não é investido em fundo no qual ele fica rendendo juros. Tal dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que está aposentada. Não se trata, portanto, de um sistema de capitalização, mas sim de um sistema de repartição: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria.

Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Por motivos óbvios, esse tipo de esquema só pode durar enquanto a fatia trabalhadora for muito maior que a fatia aposentada. Tão logo a quantidade de aposentados começar a crescer mais rapidamente que a fatia de trabalhadores, o esquema irá ruir.

Portanto, todo o arranjo depende inteiramente do comportamento demográfico da população. A qualidade da gestão do INSS é o de menos. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo caso a demografia não cooperasse.

E, no Brasil, ela já não está cooperando. Segundo os dados do IBGE, em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entra 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos.

Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Aí fica a pergunta: como é que você soluciona isso? Qual seria uma política factível "de esquerda" ou "de direita" que possa sobrepujar a realidade demográfica e a contabilidade?

Havendo 10 trabalhadores sendo tributados para sustentar 1 aposentado, a situação deste aposentado será tranquila e ele viverá confortavelmente. Porém, havendo apenas 2 trabalhadores para sustentar 1 aposentado, a situação fica desesperadora. Ou esses 2 trabalhadores terão de ser tributados ainda mais pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá menos (bem menos) do que lhe foi prometido.

Portanto, para quem irá se aposentar daqui a várias décadas e quer receber tudo o que lhe foi prometido hoje pelo INSS, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa (uma impossibilidade biológica, por causa das atuais taxas de fecundidade) ou excessivamente tributada (algo que não é duradouro).

Eis o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada.

A não ser mudar totalmente o sistema.

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência
"Faltou incluir o custo administrativo, o lucro e os impostos da empresa terceirizada."

Abordados explicitamente no artigo (o qual, pelo visto, você nem sequer leu).

"Lembremos que os custos sempre são repassados ao consumidor (nesse caso, seria a empresa contratante)."

Errado. Não tem como empresas repassarem integralmente seus custos ao consumidor. Isso é básico de economia.

Se você tem uma padaria, e repentinamente seus custos sobem (por exemplo, sua conta de luz subiu), você não tem como simplesmente repassar esse custo adicional ao consumidor. Se você fizer isso, perderá fatia de mercado para as padarias concorrentes. Se você aumentar seus preços, perderá clientes para as padarias vizinhas.

Outra coisa: se fosse tão simples assim sair aumentando preços para repassar custos, então por que as empresas não fazem isso (aumentam preços) agora mesmo? Afinal, não é necessário esperar que haja um aumento de custo para haver aumento de preços. Basta aumentar o preço agora mesmo. Por que elas não fazem isso?

Pois é, porque não é tão simples assim.

Aumentos de custos são sempre, em última instância, arcados pela própria empresa. Fosse realmente tão simples assim sair repassando aumento de custos para os preços, então nenhuma empresa jamais quebraria na história.

P.S.: o único mercado em que é possível "repassar custos" -- e, mesmo assim, com parcimônia -- é o mercado de postos de gasolina, que é um mercado extremamente regulado, com baixíssima entrada de novos concorrentes (por causa das regulações estatais, é caríssimo abrir um posto de gasolina), e vendendo um produto cuja demanda é inelástica. E, mesmo assim, isso só funciona em cidades pequenas, em que há poucos postos à disposição.

"Com isso o custo de se terceirizar torna-se maior."

Embora você nada tenha explicado de correto para chegar a essa conclusão, o fato é que, se você realmente acredita que o custo irá se tornar maior, então você nada tem a se preocupar. Absolutamente ninguém irá querer terceirizar.

(O engraçado é que a esquerda diz justamente o contrário: todo mundo vai querer terceirizar porque o custo vai cair. Favor entrarem num consenso).

"E mesmo se a terceirizada conseguir ser mais eficiente (pois isso depende da área de atuação), a empresa contratante não vai economizar em nada, somente na dor de cabeça com a justiça do trabalho."

Então, de novo, você absolutamente nada tem com o que se preocupar. Ninguém vai querer terceirizar. Logo, tal lei será completamente inócua. Nem sei por que você está perdendo tempo com ela.

"Fui orçamentista em uma terceirizada da construção civil. Como nossas atividades tinham que acompanhar as demais atividades, tínhamos que manter nossos operários até o final da obra. Com isso os custos eram os mesmos da empresa contratante se ela tivesse contratado diretamente os operários. Na verdade eram até maiores, porque no nosso preço final estavam embutidos o nosso custo administrativo, o lucro e os impostos."

Ou seja, não apenas a empresa que contratou os seus serviços era completamente imbecil (aumentou os próprios custos), como você próprio perdeu uma grande oportunidade de lucro: caso tivesse você próprio feito essa empreitada no lugar dessa empresa, teria ganhado um belo dinheiro.

Por que não fez? Odeia dinheiro?

"Portanto não vejo vantagem na ideia de terceirização para a empresa contratante."

Então, pela terceira vez, você nada tem com o que se preocupar. Ninguém irá terceirizar. A lei será inócua. Agora, seja coerente, vá a campo e acalme toda a esquerda. Eles estão estressados com nada. Certo?
Acabariam por voltar aos mesmos padrões de corrupção, eventualmente.

Veja bem, a idéia do sistema de freios e contrapesos foi criada justamente com esse intento. Que, ao dividir os poderes governamentais em três, impediriam que o estado fosse abusivo. A idéia funciona, em teoria, mas na prática o que acaba acontecendo é que os três poderes eventualmente acabam se aliando e legitimando um monopólio de poder. (Esse raciocinio está presente no livro do Rothbard, A anatomia do estado).

Entidades privadas policiando governos estariam sempre sob ataque dos mesmos, pois é raro um governo permitir ser controlado por uma entidade externa, já que a lógica governamental é que são entidades supremas em seus respectivos territórios e não aceitariam ter seu poder reduzido. O governo:

A) Iria recusar a entidade.
e/ou:
B) Tentaria ativamente corrompe-la ou sabota-la.

No nosso arranjo atual, a solução mais viável (não é a melhor, mas que é possivel implementar) seria que entidades internacionais (em um mercado irrestrito e de livre entrada) efetuassem ratings do governo baseado em dados já existentes (como IDH e indice de liberdade econômica, indice de corrupção). É a mesma ideia das notas de investimento, mas para estilos de governo, mas isso só funcionaria em um mercado de livre entrada que não fosse subsidiado por governos, pois assim, as empresas desonestas seriam desqualificadas pelos consumidores e perderiam seu mercado.

Embora eu pessoalmente não sei dizer quem seria o consumidor desse tipo de arranjo.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Marco  15/04/2010 12:29
    Hilário.\r
    \r
    Se ele conseguir elaborar uma redação de 10 linhas sem a expressão "nunca antes na história deste país" , já tá até de bom tamanho.
  • Marcos Phelipe  16/06/2013 06:53
    kkkkkkkkkkkkkkkkk Sensacional cupanhêro
  • Rafael Hotz  15/04/2010 12:34
    A palestra do Cléber foi a única que tive condições de acompanhar via web (o sistema funcionou com alta qualidade, parabéns a organização)... De fato foi excelente, para causar revolta mesmo...

    O Cléber poderia ter argumentado quando perguntado sobre a sociabilização que seus filhos desenvolveriam ao não irem nas escolas regulamentadas pelo governo (aprender dezenas de mentiras e inutilidades), que teriam na verdade uma sociabilização superior. Podem usar seu tempo (escasso) para, por exemplo, ingressarem em grupos de esportes, línguas, para trabalhar (isto é, se nossos burocratas não fiscalizarem),e frequentar quaisquer locais nos quais ninguém foi obrigado a ir.

    As escolas estatais e as privadas reguladas mostram cada vez mais casos de violência física e bullying. Professores são ameaçados e agredidos, assim como alunos. As instalações cada vez mais se precarizam na esfera puramente estatal. Em todas as esferas o conteúdo é regulamentado, sendo ineficiente e doutrinador. Será este o ambiente ideal desejado pelos burocratas para o desenvolvimento do jovem?

    Portanto, aqueles que se consideram partidários da liberdade e acham que o governo deve "prover educação para todos para criar igualdade de oportunidades", vocês são responsáveis pelo atraso dessa put*** de país... Depois da separação entre Igreja e Estado, a separação de ensino e Estado é a coisa mais urgente a ser feita, e fico feliz que o IMB compre essa bandeira como prioridade.

    Rafael.
  • Francis Tadeu Leite  15/04/2010 14:00
    "Não basta dizer ao homem que é seu dever trabalhar, é preciso ainda que aquele que tem de prover a existência com seu trabalho encontre com que se ocupar, o que nem sempre acontece. Quando a falta do trabalho se generaliza, toma proporções de um flagelo como a miséria. A ciência econômica procura o remédio no equilíbrio entre a produção e o consumo; mas esse equilíbrio, supondo-se que seja possível, não será contínuo, e nesses intervalos o trabalhador precisa viver. Há um elemento que não se costuma considerar, sem o qual a ciência econômica torna-se apenas uma teoria: é a educação. Não a educação intelectual, mas a educação moral; não ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar o caráter, que dá os hábitos: porque educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. Quando se pensa na massa de indivíduos lançados a cada dia na torrente da população, sem princípios nem freios e entregues aos próprios instintos, devem causar espanto as conseqüências desastrosas que resultam disso? Quando essa arte for conhecida e praticada, o homem trará hábitos de ordem e de previdência para si e para os seus, de respeito pelo que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar menos angustiado os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que uma educação bem conduzida pode curar; aí está o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, a garantia da segurança de todos." O Livro dos Espíritos, parte terceira capítulo 3 - Lei do Trabalho - Allan Kardec\r
    \r
    Fraterno abraço a todos!
  • Cristiano  15/04/2010 16:36
    Espetacular. Cleber against the state!
  • Eduardo  15/04/2010 19:37
    O Cléber e os meninos são HERÓIS! Chega de opressão, deixem cada um ser feliz em PAZ.
  • Arkad  16/04/2010 12:25
    Lucas, ok, concordo que pais capazes e responsáveis possam dar uma educação muitas vezes melhor do que o Estado. Porém, minha pergunta é: como conseguirão entrar numa universidade sem diploma de conclusão do ensino secundário? Existe um meio?\r
    Abraço,
  • Lucas Mendes  16/04/2010 13:03
    Caro Arkad,\r
    \r
    No caso desta questão empregatícia que os meninos virão a enfrentar em breve, o Cleber sustentou que nem ele nem os garotos estão muito preocupados com a questão do diploma formal, pois anseiam em ser empreendedores autônomos, como é o caso do próprio Cleber que, formalmente, não tem ensino médio e é designer. Aliás, muitas pessoas se fizeram na vida sem diploma, mas fornecendo valores à sociedade, enquanto muitos diplomados são incapazes de agregar valor de forma autônoma, restando a alternativa de conseguir um emprego. Não que isto seja um demérito, mas envolve opções, valores, talentos e escolha pessoal. O Cleber e os meninos parecem estar convictos que serão capazes de se fazerem na vida sem a necessidade de diploma. Nisso, não vejo problema algum, ao contrário, reconheço todo o mérito pela coragem empreendedora e 100% libertária da família. \r
    \r
    Abraço,\r
    Lucas
  • Eduardo  16/04/2010 13:14
    Arkad,\r
    \r
    Imagino que se os meninos mudarem de ideia no futuro, passam numa ridícula prova de supletivo mesmo que exijam uma mão nas costas, um olho fechado e uns 2 comprimidos de gardenal antes.
  • anônimo  16/04/2010 13:29
    Prezados Arkad,Lucas Mendes e Eduardo.Quando eles tiverem 18 anos, ele poderão fazer o ENEM(Exame Nacional do Ensino Médio) e se tirarem uma determinada nota, conseguirão UM certificado de conclusão do Ensino Médio.É o que diz o MEC.
  • Fênix Felipe  16/04/2010 15:51
    Sou totalmente a favor da extinção do MEC
  • Tiago  16/04/2010 16:57
    A luta pela liberdade na Educação implica em confronto direto com aqueles que desfrutam do estado atual das coisas: professores incompetentes, alunos vagabundos, sindicatos corruptos, parasitas da área educacional, empreiteiras responsáveis pelas obras superfaturadas das escolas, editoras dos livros doutrinários, escolas particulares temerosas de concorrência e mais a casta política que representa os interesses destes.

    Todos são influentes (leia-se endinheirados) e muito bem organizados para reagir, juntos, diante de qualquer ameaça em perder sua fonte de poder e riqueza.
  • Roberto Chiocca  16/04/2010 21:54
    O Cleber é um herói mesmo, ama seus filhos e tem a certeza que pode dar ele mesmo coisa melhor que o estado. Não é dificil dar algo melhor aos filhos que a porcaria que o estado dá, e Cleber não se limita a ensinar as baboseiras que o estado obriga o filho dos outros mas ensina muitas outras coisas valiosas que a maioria das escolas nao ensina, mas mais do que matérias, a lição principal que Cleber ensina aos seus filhos é a soberania do indivíduo.
    Parabéns Cleber, e não vamos deixar barata esta injustiça, vamos falar dela sempre que possível, e esfregá-la na cara daqueles que a defendem.

  • Henrique B. Neto  16/04/2010 22:24
    Não pude conferir a palestra via web. Estava viajando.

    Gostaria de saber quando e se vão disponibilizar todas as palestras no Youtube?

    Abraço.
  • Leandro  16/04/2010 22:45
    Henrique, as palestras têm de ser editadas e montadas. A empresa responsável pediu um mês de prazo.
  • Marcelo Werlang de Assis  17/04/2010 11:59
    Meus sinceríssimos parabéns ao Cleber e aos garotos!\r
    \r
    É a mais cabal prova de que a liberdade funciona. De que as pessoas, sim, estão em condições de saberem o que lhes é melhor. De que a violência nada produz, exceto danos. De que, enfim, o Deus Estado é algo tão dispensável quanto o lixo de nossa casa.\r
    \r
    Liberty is always freedom from the government!\r
    \r
    \r
    \r
    Huuuuuuuuuuuuuuugs!!!!!\r
  • Reaumur A. Nunes  17/04/2010 14:29
    Estamos em plena revolução do conhecimento e da tecnologia.\r
    Porque tolhir o desenvolvimento do pais, se o momento nos exige que sejamos mais autônomas e flexíveis do que "superdotados". Por certo não há interesse politico!
  • Fabs  17/04/2010 16:28
    Concordo, que o Estado não deveria obrigar as pessoas a mandar seus filhos para a escola. Somente aquelas que não têm condiçoes ou nao queiram educar os filhos em casa deveriam recorrer ao ensino publico ou privado.
  • Arkad  17/04/2010 18:23
    Obrigado a todos pelas respostas.

    E concordo com a visão da família, principalmente se realmente a prova do ENEM for condição para posse do diploma, pois as visões podem mudar no futuro (deixar de querer ser profissional autônomo e fazer algum curso; a vida nos reserva várias surpresas...).

    O que precisa apenas ter atenção é a possível falta de convivência com a comunidade. Se os meninos possuem essa convivência em outros meios (clubes, cursos e treinamentos, etc) menos mal, pois há coisas que (felizmente) não se aprendem somente com os pais.

    Grande abraço,
  • CR  19/04/2010 08:23
    Libertas qua sera tamem. Desculpe, mas acho oportuna a homenagem a Tiradentes. No caso de hoje, a Cleber Nunes e seus venturosos filhos. Se pudesse voltar no tempo teria tomado atitude semelhante. Na época não avaliava o grau de alienação fornecido pelas escolas, sempre prestes a formar peças ao jogo cujo rei frequentemente é suicida. Os curriculos são montados ao gáudio dos montadores! Agora tem outro detalhe, de natureza jurídica: sendo as ações dos menores de exclusiva responsabilidade dos pais, e nunca do Estado, não cabe a este nada exigir, muito menos estabelecer o que deve ou não ser ensinado aos filhos. É por raiz inconstitucional. Isso numa sociedade democrática. Se formos à Esparta, donde provém nossa magnífica filosofia, bem aí devem os infantes serem mesmo preparados à guerra, sob as bênçãos de Deus.
    Cumprimentos, com o desejo que esta picada abra uma ampla trilha pela qual nossos descendentes poderão escapulir das garras do sempre faminto Leviathan
  • Mark Menoles  25/04/2010 14:01
    Lucas, vale lembrar que o tema homeschooling e vouchers és uma estratégia da igreja para extorquir Money das escolas públicas. \r
    \r
    Alem disso, qual chefe de família teria tempo e condições para educar um filho por conta própria? \r
    \r
    Hoje, no Brasil é comum ver pessoal condenando o estado sem ter sequer um plano base de como atingir esse objetivo. \r
    \r
    Por-favor não aludam o mercado-livre!
  • mcmoraes  29/03/2011 23:18
  • Augusto  30/03/2011 00:11
    Herois.
  • Augusto  30/03/2011 15:53
    Se alguem tiver como passar para as duas familias, uma ideia interessante pode ser de matricular as criancas em algum grupo escoteiro (alias, os proprios pais podem fundar um grupo escoteiro se quiserem).\r
    \r
    Os grupos escoteiros sao reconhecidos de "utilidade publica" e como "instituicao de ensino extra-escolar", por decretos federais, o que deixa o juiz na situacao inconveniente de dizer que as criancas nao tem vida social ou que nao estudam...
  • Rafael  13/08/2011 01:28
    O problemaé que são centros de doutrinação governista... Amor à pátria(leia-se governo), obediência incondicional a legislatura, adoração a guerra... e pronto - troca-se 6 por meia dúzia.
  • Ricardo Sulyak  13/08/2011 01:12
    Admirável Iniciativa! Grato pelo exemplo ímpar de valentia! Parabéns Sr.Cleber Nunes!
  • Marcelo Werlang de Assis  23/02/2012 17:27
    Acho que Tommy Jordan também deve entrar na lista de heróis... =D

    www.youtube.com/watch?v=lVCNPP2K6gY&feature=related

    Abraços!!!
  • Fernando Silva  29/05/2012 10:18
    Gostaria de entrar em contato com o Cléber, pois nossa família compartilha com seus conceitos. Pode ser e-mail, telefone, qualquer coisa concreta, pois tenho certeza que ele poderá nos orientar quanto a alguns pontos. Muito obrigado!
  • Eduardo Pimenta  07/11/2012 07:01
    O educador Salman Khan mencionou em uma entrevista o quanto o sistema de ensino está defasado. Parece que foi baseado em métodos usados na antiga Prússia que sobreviveram ao tempo atual. Podem ter vantagens, mas certamente não signfica que sejam o ideal. Antigamente o aprendizado era feito de pessoa para pessoa (peer-to-peer) e parece ser um método eficaz. Não vejo por qual razão métodos alternativos são tão discriminados. Acho que a escolha de estudar em casa, de ser autodidata ou outras variações deveriam ser mais respeitadas e melhores absorvidas no sistema atual. Eu sou formado em economia, mas se eu resolver me aperfeiçoar em engenharia civil por conta própria, provavelmente nunca serei capaz de pôr meus conhecimentos de enganharia em prática. Precisaria primeiro perder uns 4-5 anos cursando em uma faculdade e depois ainda me afiliar ao CREA ou algo assim. o_O Acho isso muito chato e desmotivante.\r
    \r
    Excelente artigo.
  • anônimo  07/11/2012 08:03
    'Não vejo por qual razão métodos alternativos são tão discriminados.'

    Mas não é óbvio? Porque vão contra os interesses dos professores!
  • anônimo  07/11/2012 12:16
    E conveniente pro governo, arrancar dinheiro do taxpayer, dar pros professores sob o pretexto de melhorar a educação e o resultado é uma geração de propagandistas socialistas
  • Patrick de Lima Lopes  07/11/2012 09:35
    Brilhante história, a família merece nossas congratulações e são mais um excelente argumento para defendermos a educação em casa.
    Venho aqui compartilhar um vídeo(Um tanto diferente) mas que também aborda um sucesso da liberdade:
    www.youtube.com/watch?v=Q899toGT5DQ
    Somente outro pai, dessa vez pouco instruído mas com mais rigor lógico que 99% dos universitários brasileiros(Vide sua excelente observação a respeito de praxeologia), buscando uma educação melhor para os filhos.
  • Emerson Luis, um Psicologo  21/05/2014 13:00

    Brasileiros em geral só imitam o que os americanos fazem de ruim ou inócuo. Ele imitou algo bom.

    * * *
  • Papizsanszkij  09/08/2016 01:41
    Muito bom.
  • Francisco Seixas  11/02/2017 14:30
    Entire Homeschooling Family Kidnapped by the State: https://fee.org/articles/entire-homeschooling-family-kidnapped-by-the-state/

    OBS.: A formatação para o link, não funcionou a contento: Entire Homeschooling Family Kidnapped by the State


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