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Um experimento socialista

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo'.

O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas." Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas'.  Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...

Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D".  Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para sua total surpresa.

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.

Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado. "Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.

Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."


Adrian Rogers, (1931-2005)

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autor

Equipe IMB

  • Pescador  21/01/2010 13:43
    Adorei esse texto. Bem feito para os alunos socialistas, hahaha!

    O socialismo nivela por baixo. É uma desgraça. Acho incrível que existam pessoas defendendo esse sistema absurdo, improdutivo e acima de tudo IMORAL.
  • Bruno Soares Jardim  06/10/2014 22:05
    Gosto muito do Mises, mas esse artigo me decepcionou. Se fosse um experimento socialista mesmo todos iriam tirar nota A pq o dito-cujo que não o fizesse iria seria enviado para a Sibéria pelo ditador!
  • GB  09/10/2014 19:57
    Muito pelo contrário, na antiga URSS acontecia bem o que aconteceu nessa sala de aula, ninguém queria se esforçar ou estudar mais para melhorar de cargo pois receberia a mesma recompensa independente do esforço, tando que deu no que deu.
  • Tom  21/01/2010 14:23
    Esse experimento é descrito pelo Nozick em sua obra clássica "Anarchy, State and Utopia". O exemplo é realmente esclarecedor.
  • Felipe  26/01/2010 09:13
    Excelente texto. Ensina a mesma lição, embora de forma bem mais resumida, de Atlas Shrugged.
  • João Drummond  13/02/2010 22:50
    A idéia de trazer fenômenos das relações sociais e das leis de mercado para um universo simplificado é uma interessante forma de se observar e entender os fatores e os vetores envolvidos, a partir de um ponto de vista privilegiado.
    Só que nestes casos estes modelos podem fornecer uma perspectiva simplista ao desconsiderar elementos importantes que são recorrentes no campo da realidade que estes modelos tentam simular.
    A experiência relatada acima confronta dois sistemas que dividem a economia mundial e que repercutem em todos os campos da atividade humana. Consideram ainda uma singeleza de comportamento do ser, que na pratica não se observa.

    Imaginemos que na experiência relatada acima, ao se igualar as notas, alguns alunos entenderam que deveriam continuar se esforçando, porque este era seu padrão e porque afinal o grande desafio os esperava ao termino do curso, no mercado de trabalho, onde atitude preguiçosa e indolente seria fatal para as futuras carreiras.
    Outros que se valiam como regra geral, pela buscas de atalhos e facilidades resolveram que independente das notas, continuariam colando nas provas e enganando nas aulas, coisas que pelo habito transportariam para a vida profissional.
    Alguns mais bonzinhos e comportados contavam sempre com a simpatia e beneplácito do professor (sistema), que sempre dava uma força para eles, mesmo que não tivessem tanto talento e se nem esforçassem tanto.
    Alguns alunos talentosos, mas encrenqueiros sabiam que continuariam a contar com a desconfiança e desmerecimento do mestre, que era quem detinha na classe a prerrogativa de discriminar sobres valores e competências.
    Uma dupla, que agia sempre as margens das regras, mesmo sabendo que suas notas seriam igualadas, continuou invadindo a secretária da escola furtivamente para roubar os resultados das provas e quem sabe vendê-los aos colegas.


    Reflexão:

    "Assim como não se pode fazer prosperar o pobre punindo o rico pela sua competência, nenhum sistema pode ser considerado justo se não consegue detectar e coibir os seus vícios, permitindo de um lado a formação de Oasis de consumo e de outros campos de penúria e falta de perspectivas.
    Afinal quem pode resolver se para o bem comum, um empresário ou um músico são mais importantes?
    Quem pode definir o conceito "prosperidade" que sirva melhor a marcha da evolução: um banqueiro ou um escritor?
    E afinal pode um sistema, (capitalista ou socialista) se sobrepor ao próprio Homem dentro de um conceito maior do sentido da existência?"


    João Drummond, 2010

  • mauricio barbosa  14/01/2013 18:06
    A ilustração mostrada neste artigo serve de exemplo sim por uma questão de princípios, hora nos países socialistas da cortina de ferro o mercado negro era uma realidade(até a bíblia era traficada),portanto o individuo sempre irá burlar sistemas autoritários visto ser racional e inteligente o suficiente para buscar novos caminhos visando prosperar ou seja os empreendedores florescem em quaisquer circunstâncias sendo que em um ambiente de liberdade muito mais.
    OBS: Jesus usava parábolas para esclarecer o povo das promessas e verdades divinas,portanto o IMB usa o mesmo esquema visando esclarecer a todos,inclusive você senhor João Drummond.
  • João Carlos Machado  16/09/2014 20:45
    José das Couves, como todo bom socialista, mente e distorce os fatos para justificar o seu fanatismo como remotamente válido.

    Empresas como a Apple se tornaram o que são justamente por conta de uma posição agressiva de competitividade em busca do "pomo de ouro", assim como os países de economia liberal são os campeões em processos de troca de tecnologia e formação de parcerias.

    Videm a relação entre EUA e Canadá, em contraponto às relações sempre bambas dos países da AL, ou mesmo o conjunto produtivo(Notem: Produtivo) da UE, em relação à zona que são os países não-alinhados europeus.

    Mais uma vez, o que se vê é um lindo texto cheio de palavras, mas vazio de argumentos...

    Volte para a sala de aula; seu professor socialista te ensinou muito mal...
  • Cristiano  22/09/2015 18:42
    Teu contra exemplo dos alunos sendo prejudicados pelo professor cai em desuso a partir de que o professor está no sistema e não "trabalhando bem" perderá seu emprego ...
    O mundo não é flores amigão...
  • Rafael Crivelli  13/02/2010 23:39
    João Drummond, para ser simplista, eu poderia dizer que o bom aluno simplesmente não continuaria a estudar porque, sendo este um 'experimento socialista', não haveria nenhum incentivo no mercado de trabalho, que sendo controlado totalmente pelo Estado, nenhuma "atitude preguiçosa e indolente seria fatal para as futuras carreiras".

    Mas você mesmo me poupou do trabalho de argumentar mais alguma coisa, me dando uma pergunta que devolvo a ti: "Afinal quem pode resolver se para o bem comum, um empresário ou um músico são mais importantes?" Seria então o Estado?
    Esse é o valor da liberdade, onde cada um define se prefere um violino ou uma fábrica.
  • Júlio Barros  05/05/2017 11:32
    Muito bom o nível das postagens. É sempre importante respeitar as opiniões diferentes. Tenho 60 anos de idade e pude conhecer e viver as duas situações, ou seja: fui bancário do Banco do Brasil durante 20 anos onde o Plano de Carreira do funcionalismo era predominantemente socialista e depois de sair no Programa de Demissões Voluntárias, em 1995, ingressei por conta própria no Mercado Imobiliário onde pude aprender o que significa Empreendedorismo. Vivi as duas realidades. Sinceramente eu concordo com o último parágrafo do texto acima de Adrian Rogers, (1931-2005):

    "É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

    É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

  • Júlio Barros  14/05/2017 17:27
    A minha postagem anterior foi postada indevidamente como resposta ao Sr Rafael Crivelli, por isso repostei hojenovamente como comentário simplesmente. Obrigado. Júlio Barros.
  • Júlio Barros  23/05/2017 22:36
    Uma explicação/complementação da minha afirmação DE 14/05/2017: ...:fui bancário do Banco do Brasil durante 20 anos onde o Plano de Carreira do funcionalismo era predominantemente socialista...

    O Plano de Carreira do Banco do Brasil tratava todos os funcionários como números ou matrículas e o salário VP e o lucro ou gratificação semestral era igualmente dividido entre todos os funcionários independentemente do comprometimento/produtividade que cada um tinha na Empresa. Na minha singela visão era um modelo comunista mesmo. Não foi por acaso que o Sindicato dos Bancários se fortaleceu principalmente sob as lideranças de funcionários do BB. Outra coisa que testemunhei e todos sabem: nos malotes do BB o PT SE alastrou pelo País de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Na verdade aquele sentimento patriótico e nacionalista dos funcionários foi contaminado pela Esquerda que tomou o Banco e deu no que deu...
  • João Drummond  14/02/2010 16:18
    Rafael Cristelti, isto é uma questão de opinião. prerrogativa do Estado Democratico e de Direito, e não do Estado Capitalista ou Estado Sociaista,(ambos fracassaram). Acho que o aluno com visão de longa distância e pés no chão continuaria estudando porque sabe que após o experimento vem vida pra valer.
    Ambos os regimes citados depreciam o Homem e a humanidade, um em favor do capital outro do Estado.
    E creio que num Estado imaginário onde a Democracia funcionasse de verdade e não como mera utopia todos teriam seu valor: o empresário, o musico, o banqueiro, o escritor, o lixeiro, o ser humano etc...
    Se no socialismo o Estado é mandatário, no capitalismo quem manda é o dinheiro, e ganhar dinheiro tem menos a ver com trabalhar e mais com saber ganhar dinheiro. O problema não está nos regimes mas no proprio Homem que os corrompe.
  • Lucas Dayrell  17/10/2012 13:03
    Isso só evidencia uma questão, que o problema não está no sistema ser capitalista ou socialista, e sim no homem. É uma questão muito mais complexa, o ser humano tem que agir de acordo com seus incentivos e interesses ou vontades, mas o dinheiro muitas vezes não é esse incentivo, a forma como nos comportamos nesse mundo materialista de hj que nos fez acreditar nisso,ora, a vida é muito mais que isso, mas muitas pessoas só conseguem enxerga-la por esse lado.E tem um lado também que quase ninguém percebe,o socialismo iria nos fazer valorizar outras coisas na vida além de dinheiro e bens materiais, e se o crescimento em uma sociedade capitalista é maior, isso se deve a apenas um simples fato, ele é concentrado, e nâo homogêneo.É muito fácil voçe mostrar a riqueza de uma cidade como Nova York para um país comunista, mas já viu alguém mostrar a etiópia, um país onde as pessoas já nascem condenadas à extrema pobreza e falta de recursos, estrutura e oportunidades para saírem da situação que se encotram.É quase que uma compensação, um lugar é rico e desenvolvido as custas de outro, alguém esta pagando o preço.No caso do comunismo, como seria um crescimento homogêneo e comum a toda sociedade, ele seria mais demorado, porém comum a todos.É só pensar assim, no capitalismo se contrói um Nova York em 50 anos, mas se contrói lugares como etiópia, angola, haiti...No caso do comunismo, demoraria 150 anos para ter a mesma estrutra social e rica de uma nova york, mas seria para todos, e é simples, demora mais pq a distribuição é por toda a sociedade, e nâo teriam etiópias, angolas e haitis...Só falta uma coisa para se compreender o socialismo, paciência, o capitalismo é uma riqueza concentrada feita as pressas, nem vcs capitalistas podem discordar disso, já um socialismo é uma riqueza distribuida lentamente.É muito fácil mostrar uma foto de Nova York e uma de Cuba e comparar as 2, mas ninguém nunca mostra uma foto da África.Se antes de nascerem vcs pudessem escolher, se escolher capitalismo vc pode nascer ou na etiópia ou em nova york, 50% de chance, e se escolher o socialismo ira nascer em Cuba.Qual vcs escolheriam?
    Correr o risco de nascer em um lugar onde suas chances de se ter uma vida tranquila e que tem chance de sobrevivência quase igual a zero, ou escolher um lugar que vc tem 100% de certeza que terá pelo menos a estrutura mínima para uma vida onde terá saúde, comida e sua sobrevivência garantida?
  • Marcus Benites  17/10/2012 20:41
    Coitado... Ainda pensa que capitalismo é o atual arranjo governo/setor privado, gerador de privilégios, monopólios, oligopólios, grandes corporações e totalmente contrário ao real capitalismo de livre mercado... Como sugeriu o Catarinense, vá ler um pouco mais e depois volte. Quando voltar, por favor, estou ansioso para sua explanação sobre a relação entre "pobreza da Etiópia" e "riqueza de NY". Confesso que me escapa... Até porque se jogarmos uma bomba em NY (já fizeram isso?) e a destruirmos, daqui a 50 anos a Etiópia ainda será pobre... Mesmo que não se erga nenhuma outra NY, a Etiópia ainda será pobre... Mesmo que nunca tivesse existido uma NY, a Etiópia ainda seria pobre... Fantasio a imensurável quantidade de etíopes erguendo os prédios de NY de forma escrava, mas a imagem real mais próxima disso é a da construção das pirâmides, sob o poder do Faraó/deus/estado...
  • Neto  17/10/2012 23:28
    Se tem uma coisa que a Africa não é é capitalista
  • Juliano  18/10/2012 05:53
    A Etiópia era comunista durante sua maior crise alimentar. \r
    \r
    Até onde me consta, não existiu nenhum país assumidamente comunista que não tenha passado por períodos de racionamento de comida, com vários casos de milhares morrendo de fome.\r
  • mauricio barbosa  14/01/2013 23:16
    Este papo de que pais pobre é explorado por pais rico é outra bobagem de esquerdista,afinal é um apelo emocional que até eu acreditava,o fato é que se fosse assim a Arábia saudita seria um pais miserável igual o continente africano,mas a diferença entre este pais e o continente africano está na conduta política da realeza saudita ou seja a estabilidade do regime saudita favorece o investimento doméstico e estrangeiro ao passo que na áfrica acontece o oposto,a maioria dos países vivem um clima de instabilidade política,onde milicias armadas estão em constantes conflitos entre-se e com os exércitos nacionais,sendo estes comandados por ditadores golpistas,enfim uma lástima,os esquerdistas logo apontam as multinacionais mineradoras como aquelas que fomentam tal clima,ora se isso fosse verdade e lucrativo,então elas fomentariam milícias em qualquer lugar do mundo,até mesmo no Brasil,portanto o que acontece é o contrário,elas são vítimas de extorsão destes grupos armados,acho que o continente africano está fadado a este destino de ser saqueado por suas elites estatistas,lição aprendida com os ex-colonizadores(potências ocidentais).
  • Catarinense  17/10/2012 18:38
    Não, Lucas, a questão não é complexa. Ou você admite que o roubo é justificável, ou admite que não. Se você acredita que não, você obrigatoriamente precisa defender o capitalismo de livre-mercado. O socialismo nada mais é do que o roubo sistematizado. Você rouba de quem trabalha e é produtivo, e dá pra quem não trabalha nem produz. \r
    \r
    Você aparentemente é novo por aqui, gaste algum tempo vasculhando os artigos, e verá que muitas de suas afirmações são falaciosas.
  • Eduardo R., Rio  12/01/2013 19:47
    Retirado do filme de 2010 "I Want Your Money", de Ray Griggs, este pequeno vídeo explica uma das falsas premissas do socialismo.
  • Bezerra  13/01/2013 14:59
    Muito bom esse texto. Já tinha ouvido. É um exemplo lógico. Um experimento real foi os paises da cortina de ferro. Eles colapsaram devido a incapacidade do socialismo criar riqueza. O socialismo incentiva a preguiça e a inveja. Não é por acaso que os povos primitivos, onde a propriedade é bem comum, são os povos mais atrasados econômica e tecnologicamente. Sem a propriedade não é possível civilização.

    É interessante os comentários dos socialistas neste artigo. Eles não conseguem aceitar o fato que o socialismo é contrario à civilização e, também, à natureza humana. E para isso eles querem mudar o ser humano, criando o novo homem. Tornando um ser passivo, dependente, fraco, reclamão, que ao invés de se preocupar em ser uma pessoa melhor, está preocupado em transformar o mundo é um lugar melhor. Para isso transformam-se em pessoas que pedem cada vez mais intervenção na vida dos outros, tornando-se cada vez mais totalitários.
  • jairo  02/05/2016 16:00
    Interessante seus apontamentos, Sr. Bezerra.

    Vc cita nos seus comentários, de forma implícita, uma certa "ordem natural das coisas", ao dizer "o socialismo é contrario à civilização e, também, à natureza humana".

    É estranha esta afirmação, pois dá a entender que a formação das civilizações humanas, da cultura, da sociedade, dos modelos de educação, trabalho, produção e organização social, em vez de serem um substrato do trabalho do homem forjando a natureza e a própria realidade em que vive (em virtude dele próprio ter sido forjado em um meio físico e social há muito tempo alterado de seu estado original), é, ao contrário disso, o reflexo de uma realidade supostamente "natural", que existe "desde os primórdios", ao qual nunca coube ao homem alterar ou modificar. Digo, essa afirmação de que o "socialismo" é contrário à civilização ressoa estranho porque o advento da civilização, o surgimento dos primeiros grupos de homens organizados em sistemas rudimentares ou tribais, e posteriormente a evolução progressiva disso para sociedades mais complexas, não se faz sobre algo dito "natural". Alias, a nossa própria sociedade não é natural. Nada do que vemos e vivemos hoje é natural. Nem sequer a realidade que conhecemos pode ser classificada como algo "natural".

    Tampouco a natureza humana do ser animal homem é algo natural. Nossos sentimentos mais intrínsecos podem ser latentes na nossa natureza enquanto potencial, enquanto predisposição, mas não são naturais. Nossos sentimentos, emoções e nossa própria "natureza" humana não é algo natural, digo, natural com a acepção de "coisa da natureza". Tudo em nós é forjado por milênios de trabalho progressivo do homem sobre a natureza, alterando esta natureza e a ajustando aos seus anseios.

    Quanto ao que você chama de "intervenção na vida das pessoas", acho que vc deveria ler mais um pouco sobre as "dimensões do direito constitucional". Paulo Bonavides é um bom professor, e poderá te ajudar a entender o porquê de haver intervenção na esfera privada. Posso te dizer, em termos essencialmente filosóficos, a razão da referida intervenção e o porquê desta se fazer necessário.
  • Marcelo Luis Raimann  20/02/2013 01:20
    Isso resume o que o governo PT vem fazendo no Brasil nos últimos anos, com bolsas famílias, bolsas escola e todo tipo de bolsa esmola, pois esses que não trabalham e ganham, muitos já tiveram oportunidade de trabalhar mas não sentem a mínima vontade de fazer isso e ficaram super felizes que a esmola veio do governo, incentivando eles a continuarem a não trabalhar.

    Pelo contrário, que trabalha e sua o dia todo, viu seu esforço ser cada vez menos recompensado, com escolas precárias, saúde, transporte e desenvolvimento em péssimas condições e seu salário cada vez mais taxado, pois cada vez que recebe mais, mas IR paga, sabiam? Eu mesmo mudei de faixa e ví meu dinheiro indo pro ralo (governo, pra dar bolsa esmola pra vagabundo).

    O que me dizem, da vontade ainda de lutar e ser alguém? Sendo que quanto mais vagabundo mais o governo ajuda! Não tenho nenhum tipo de recompensa pelos meus esforços.
  • José de Oliveira   03/03/2013 04:50
    Analisando o case do professor, cheguei a seguinte avaliação: a proposta apresentada no case, não reflete à prática humanitária do socialismo. Pois, no socialismo não existe ausência de liderança na execução da tarefa!
  • Malthus  03/03/2013 15:13
    José, no exemplo dado, não há ausência de liderança. O líder é o professor. Analisou mal.
  • Ricardo  04/03/2013 19:50
    Muito bom o texto, feliz ou inelizmente ele reflete uma realidade. Estados ou dinheiro mandando não corraboram para a auto realização dos cidadãos do mundo.
    Gostaria de saber a fonte do texto. Quem era o professor e qual universidade etc.
    Grato
  • qdureza  22/04/2013 19:31
    Acho que esbarrei no teclado. Bom, eu dizia que as notas da classe têm teto máximo e as notas de dinheiro não possuem esse padrão de comportamento. Então o experimento partiu de uma premissa falsa, o que desautoriza a conclusão. Notem que eu sou contra o Socialismo, mas quero chamar a atenção para o fato de um professor universitário querer comparar notas de dinheiro (que você pode ganhar quantas puder, sem limite), e notas de classe, que por melhor aluno que você seja, nunca vai passar de um "A"; quando muito vai receber o mesmo que eu: algum "A+", mas nada que altere o boletim no final do ano. Aliás, se eu pudesse passar minhas sobras de notas para meus filhos, seriam hoje todos doutores rsrsrs! Ao menos pude deixar muitas notas de dinheiro kkkkk kkkkkkkkk.
    Ficou alguma dúvida? Quem for capaz que descubra exemplo melhor.
  • Luci  24/06/2014 01:54
    Bem pessoal não adianta espernear, ainda não se encontrou e acredito que não se encontrará um sistema ideal, o gênio que criar e implantar um sistema que tire todos da linha de pobreza e atenda a elites, se eternizará como Cristo, Buda e......??? fui clara???
  • José das Couves  25/11/2013 16:43
    Um professor de economia em uma Universidade russa disse que nunca havia reprovado ninguém. Até que reprovou uma turma inteira. Isso aconteceu quando ele teve uma classe, repleta de leites-com-pera que acreditavam ingenuamente na livre-competição e no espírito do capitalismo. Quando se negaram a fazer trabalhos em grupo, e criticaram a didática do professor - toda pautada na coeeperação e colaboração entre os alunos, este disse então: "Turma, vamos fazer um experimento capitalista. Temos 50 alunos nessa turma. Porém, teremos apenas uma nota A, duas notas B, cinco notas C, uns dez ficam com D e a maioria vai ficar com F." Um dos alunos retrucou: "Mas professor, isso não me parece muito justo...". O professor lhe disse: "Criança, capitalismo não tem nada a ver com justiça e sim com competição. Esse discurso sobre justiça é para aqueles que não são capazes de competir e são preguiçosos". Assim, imediatamente expulsou o aluno de sala e o reprovou sumariamente. E ainda disse que qualquer outro que mantivesse relações com aquele aluno teria o mesmo tratamento, afinal aquele discurso meloso sobre justiça era ameaçador ao experimento. Eles não sabiam, mas aquilo ali já fazia parte das regras do jogo.

    A corrida começou. A prova se aproximava e cada minuto era importante. A pressão parecia boa, pois instigava os alunos a estudarem cada vez mais. Porém, alguns logo perceberam que só estudar poderia não ser suficiente, pois a concorrência era forte e as oportunidades desiguais. Um dos alunos, invadiu a biblioteca à noite e roubou todos os livros daquela matéria, para que os outros tivessem mais dificuldade. Outros alunos invadiram as casas dos colegas para roubar-lhes os livros e anotações. Outros organizavam materiais com informações erradas e distribuíam, fingindo estar ajudando. Os mais estudiosos eram ameçados pelos valentões da turma a entregarem todas as suas anotações de aula...Todo dia surgiam novas ideias para prejudicar os outros ou para se beneficiar de forma ilícita, como novas formas de colas. Ninguém estudava em grupo nem se dispunha para tirar dúvidas ou de qualquer forma ajudar sem ser ajudado em troca. Todos se viam como inimigos ou, no máximo, "aliados estratégicos".

    O dia da prova chegou. A maioria dos alunos mais estudiosos faltaram, pois foram chantageados, ameaçados ou até mesmo agredidos. Os que apenas estudaram fizeram até uma boa prova, mas não ficaram com o A ou com o B. Estas notas ficaram com aqueles que, além de estudar muito pouco, foram desonestos, colaram, roubaram e inventaram diversas artimanhas para prejudicarem os demais.

    Depois do experimento, e de reprovar todos aqueles que conseguiram boas notas por falta de ética profissional, o professor citou três frases para complementar a lição: "por trás de toda grande fortuna há sempre um grande crime", Mario Puzo; "os ricos se sentem cheios de mérito", Mason Cooley; "a razão de chamarem a isso sonho americano é porque você precisa estar adormecido para acreditar", George Carlin.
  • Leandro  25/11/2013 17:24
    Prezado José as Couves, sua nota é 5 em 10. Sua descrição foi acurada, mas você se equivocou completamente nos conceitos. Você descreveu perfeitamente como funcionam o corporativismo e o capitalismo de estado, mas disse que estava descrevendo a livre concorrência e o livre mercado.

    Erro grave e amador. A nota 5 fica como consolo pela acurácia da descrição.
  • Mauricio.  25/11/2013 18:16
    Zé das Couves, vai plantar batatas naqueles sitezinhos patrocinados por estatais. Aqui o papo é pra gente que sabe ler e escrever.
  • Mauricio.  25/11/2013 18:19
    Leandro, este trecho aqui, pra mim, ficou muito parecido com os governos do PT: "Outros alunos invadiram as casas dos colegas para roubar-lhes os livros e anotações. Outros organizavam materiais com informações erradas e distribuíam, fingindo estar ajudando."
  • Fransérgio Delgado  10/03/2014 16:41
    O artigo já vai ficando antigo, e novos exemplos de países cujo socialismo chegou ao limite vão surgindo. A Ucrânia explodiu, e a Venezuela já acendeu o pavio...
  • Fernando M  10/04/2014 21:40
    Achei estranho que viesse assinado como Adrian Rogers, já que conheço um pouco de sua trajetória e sei que ele nunca deu aula de economia em Texas Tech. Bom, talvez Adrian Rogers seja o autor da citação final, o que faria sentido. Ou, ainda, talvez seja quem contou esta história. Enfim, curioso que sou, procurei bastante sobre a tal experiência... gostaria muito de saber quem é o professor que fez isto. Não encontrei. É muito estranho não saber o nome do professor, pelo menos, já que esta história é muito disseminada não só em português como em inglês. Mas, enfim, achei esta análise muito bem fundamentada da história, deixando claro que muito provavelmente é fake.

    Link: dailymull.com/book/export/html/1371

    O curioso é ver tanta gente, de direita e de esquerda, debatendo o que é claramente um falso experimento.
  • Jorge Eduardo  18/12/2014 01:19
    Prezado Fernando,

    Também fiquei curioso sobre o autor e resolvi pesquisar. Na verdade não se trata de um fake. Não encontrei o nome do professor mas achei um trecho do artigo no próprio site da universidade. O senhor Adrian simplesmente utilizou-o como exemplo em suas palestras. Segue abaixo o Link. Só é uma pena não abrir o texto completo.

    today.ttu.edu/2009/10/socialism-in-the-classroom/

  • Helder  31/08/2014 13:27
    Eu só não percebo porque se dão ao trabalho de fazer experimentos...
    Basta olhar para a realidade, para os factos concretos existentes.
    Se o socialismo é bom, então porque estão a colapsar todos os países socialistas?
    Grécia, Espanha e Portugal têm constituições socialistas e estão a vir por aí abaixo,
    para não falar do estado em que estão os restantes países socialistas. Não consigo vislumbrar um País socialista que esteja bem!

    Para mim não tem nada a ver com ideologias e experiências, tem a ver com a prática.
    Se eu tenho um shampoo "A" que me faz mal ao cabelo e outro "B" que me faz bem, então obviamente eu vou usar sempre o "B".
    Se os países capitalistas estão melhor que os socialistas então eu escolho o capitalismo.

    Contra factos não há argumentos!
  • Mathes Rocha  01/12/2014 23:22
    Só vamos lembrar que levar vantagem encima do próximo vem de ideologia capitalista e não comunista !
  • Marta Rocha  01/12/2014 23:50
    Ué, não foi isso que a prática demonstrou. Nas sociedades comunistas, cada indivíduo inevitavelmente considera todos os outros indivíduos como fonte de tormento e miséria. A existência de outras pessoas representa uma constante reivindicação sobre sua riqueza e sobre seu tempo — e, assim, sobre sua capacidade de desfrutar sua vida. Em tais circunstâncias, o indivíduo facilmente chega à conclusão de que estaria melhor caso essas outras pessoas não existissem. Nesse caso, ele estaria livre de todo o fardo que elas lhe impõem.

    O fato é que a maioria das pessoas não irá se sacrificar voluntariamente em prol de desconhecidos; certamente não a uma intensidade que seja suficiente para satisfazer as demandas dessas pessoas.

    Um grande exemplo disso foi bem exemplificado por uma história que era amplamente contada na União Soviética. É a história do russo para quem Deus concedeu o privilégio de poder pedir algo que ele gostaria que Deus fizesse por ele, sob a concordância de que, o que quer que Deus fizesse por ele, Ele faria em dobro para seu vizinho. Após ouvir essa oferta, o russo sem pestanejar pediu a Deus que arrancasse um de seus olhos, para que seu vizinho consequentemente perdesse os dois. (Essa história foi relatada por Hedrick Smith, em seu livro The New Russians, New York: Random House, 1990, p. 204).

    Já em uma sociedade genuinamente capitalista, os ganhos obtidos com a divisão do trabalho fazem com que cada indivíduo tenha um interesse racional e egoísta na existência e no bem-estar de outras pessoas, bem como na liberdade individual delas e no seu direito de buscar a própria felicidade. Esse é o arranjo que progressivamente aumenta a oferta de bens e serviços em uma economia, aumentando assim a qualidade de vida de todos.

    Sob esse arranjo, cada indivíduo está apto a utilizar sua mente da maneira que mais lhe aprouver. Seus esforços são quase sempre enormemente auxiliados pela cooperação com outros indivíduos, que são os ofertantes de tudo que ele compra, os consumidores dos bens que ele vende ou os empregadores da sua mão-de-obra. Sob o capitalismo de livre mercado, cada indivíduo obtém a cooperação de outros por meio de um processo de trocas voluntárias, no qual ambos os lados ganham.

    E então, o que você dizia?
  • 2"  02/12/2014 03:58
    Interessante. Seu comentário me lembrou de algo que eu havia escrito em outros dois comentários recentemente aqui mesmo no IMB. Veja só:

    Posso estar enganado, mas creio que você comunga da religião do mal, o marxismo. Se não é praticante, ao menos aceita muitos de seus dogmas, ou seja, é uma socialista, social-democrata ou uma porcaria do gênero.
    Um conselho sincero: vença esse seu ódio contra a Humanidade e abnegue da religião [do] mal. Abrace sua humanidade e veja o óbvio, veja que o ser humano não é uma praga maldita. O homem não é um vírus que ameaça destruir a Terra e, portanto, não deve ser eliminado nem mesmo controlado a 'níveis seguros'.


    e

    Seu problema é que você está pensando a coisa como um socialista. Você, tal como um socialista*, está vendo o ser humano como uma fonte de aporrinhação. Sendo assim, nada mais lógico do que nos livrarmos dessa encrenca evitando o aparecimento de novos humanos ou mesmo provocando o desaparecimento dos existentes.


    Uma coisa que sempre me assustou nos socialistas/comunistas foi a raiva, sobretudo a raiva deles contra o próprio ser humano. Nunca entendi direito essa raiva toda até o dia do debate presidencial entre o Lula e Geraldo Alckmin, quando este disse àquele: "não me meça com a sua régua!". Mesmo ambos sendo socialistas, essa frase finalmente me permitiu entender a razão da raiva dessa turma contra a própria raça da qual eles são espécimes.

    Os socialistas/comunistas odeiam os seres humanos porque imaginam que o resto da Humanidade é tão desprezível quanto eles próprios. Se os socialistas/comunistas acham que a Humanidade é uma doença e as pessoas são parasitas é justamente porque no fundo eles sabem que não passam de parasitas com um parafuso a menos e se convencem a crer que o resto de nós padece desse mesmo mal. Em suma, tudo não passa de uma simples projeção.

    É claro que isso é só uma hipótese minha, um mero psicologismo, mas a máxima de Lênin corrobora meu ponto de vista: xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz.
  • saoPaulo  02/12/2014 01:55
    Dizem que socialista só dura até pagar seu primeiro imposto de renda...
  • Gustavo  02/12/2014 02:41
    Interessante, e se eu colocar 100 pontos no total da sala e pedir para os alunos lutarem por ele? Partindo da premissa que todos tem as mesmas oportunidades, seria justo, pois de certa forma segue uma lógico neo-liberal.
  • saoPaulo  20/12/2014 09:48
    Melhor

    A) coloque uma arma no canto e encarregue 3 alunos de usá-la para distribuir mais "justamente" as notas entre a sala, enquanto nenhum outro aluno poderá ter armas.
    Isto se chama governo.

    B) a cada bimestre, faca uma encenacao, onde poda a sala escolherá qual destes 3 alunos guardará a arma.
    Isto se chama democracia.

    B) depois crie um sistema onde 51% poderao escolher que os alunos mais inteligentes -- a natureza lhes deu um maior QI injustamente -- e que nao trabalham -- a sociedade lhes deu pais mais abastados injustamente -- devam compartilhar sua notas, pelo bem social. Digamos que a média pra passar seja 50%, todo o excedente irá para o grupinho armado fazer o que bem entende.
    Isto se chama imposto de renda.

    C) Agora, dê ao grupinho armado o controle sobre o sistema de notas. Eles poderiam criar pontos do nada, ao custo de aumentar a escala. Por exemplo:
    - eu tenho 4,5 pontos e nao vou "passar" nesse bimestre, pois a escala vai até 10: 4,5/10 < 50%;
    - o governo cria um ponto extra do nada e me dá, fico com 5,5;
    - o custo é aumentar a escala de TODOS os alunos da sala em um ponto: de 10 para 11, agora a média pra passar é 10,5;
    - vamos ver, minha média agora é 5,5/11 = 50%. Passei! Glória Dilma!
    - note que os demais alunos ficaram com o mesmo número de pontos enquanto a escala aumentou. Seus pontos passaram a valer menos.
    Deixe o grupinho armado fazer isso indefinidamente, escolhendo quem serao os beneficiados.
    Isto se chama inflacao.

    D) Dê ao grupinho armado, também, a oportunidade de emprestar notas da turma do ano que vem sem que estes possam fazer nada!
    Isto se chama dívida compulsória.

    E) Por fim, crie mecanismos onde a nata da nata da sala poderá se aliar ao grupinho armado. Crie regras obscuras compiladas em milhares de páginas explicando casos específicos onde se pode ganhar pontos extras através de inflacao de pontos.
    Isto se chama capitalismo de compadres.

    Gostou deste sistema? Bem vindo ao mundo real.
  • Rafael (mais um)  20/12/2014 12:54
    Espetacular!
  • Indignado  13/03/2015 19:14
    Muito bem este professor! Ótima aula. Vou aplicar isso com meus alunos.

    Mas vou ensinar também sobre o sistema capitalista. Dividirei a classe em duas turmas, uma comunista e outra capitalista. Na comunista, dividirei as notas entre os alunos.

    Na capitalista, deixarei os alunos pagarem adiantado pela produção de notas dos outros alunos. Assim um aluno que tirou 9 na primeira prova, pode pagar 1 ou 2 pontos desta prova para o aluno que tirou nota menor, por exemplo 3. Na prova seguinte, o aluno que estava com nota 9, mas pagou dois pontos para o outro aluno, fica com todas as notas do segundo aluno. Se o aluno que vendeu a sua produção de nota toda quiser ter alguma nota, ele terá de comprar do aluno para o qual vendeu, talvez usando a nota da prova anterior. Vocês acham que assim dá certo e consigo provar para os meus alunos que o capitalismo é melhor do que o comunismo?
  • Ex-microempresario  15/05/2017 17:27
    Ainda a mais-valia ? Já estamos no século 21.

    Se um aluno quiser efetuar trocas voluntárias com outro, trocando dois pontos na nota por uma maria-mole e uma grapete, por exemplo, não vejo nada de mau. Alunos que são loucos por maria-mole talvez se esforçem mais para tirar boas notas, para ter mais pontos para trocar.

    Para o seu exemplo funcionar, é imprescindível assumir de antemão que um dos alunos é um "coitadinho", "explorado" e "vítima".
  • Ronan Grings  20/03/2016 19:16
    Participei do 7° Congresso da Bolsa, e uma das palestras me chamou muito atenção. Ela mostra que a produtividade no Brasil vem decaindo, será um reflexo da cultura instalada?

    Estudo: congresso.bmfbovespa.com.br/media/JoseA_Scheinkman_ApresentacaoJASBMFtemplate.pdf


  • Luiz Bezerra  15/04/2016 12:19
    O problema é que o socialismo só vai dar certo quando o ser humano passar a ter, entranhados em si, a honestidade, o trabalho, a autossuficiência e a noção de como se deve viver em/contribuir para a sociedade. Mas isto nunca vai acontecer, apenas quando Cristo voltar.

    De resto... é o que vemos hoje: milhões de pessoas sustentadas pelo Bolsa Família que não tem um pingo de vontade de trabalhar, já que seu dinheiro já está garantido.
  • Hugo  15/04/2016 13:26
    "O problema é que o socialismo só vai dar certo quando o ser humano passar a ter, entranhados em si, a honestidade, o trabalho, a autossuficiência e a noção de como se deve viver em/contribuir para a sociedade."

    Errado. Mesmo que todos os homens do planeta fossem genuínos anjos, mesmo que não houvesse maldade nenhuma em seus corações, e mesmo que todos eles estivessem dispostos a trabalhar duro e a produzir, ainda assim o socialismo não teria como funcionar.

    O socialismo é uma impossibilidade prática.

    Entenda por quê:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2348
  • Luiz Bezerra  15/04/2016 13:50
    Artigo interessante e esclarecedor, obrigado! Mas, na verdade, eu havia me expressado muito mal. Eu me referia somente à questão do exemplo citado no texto, a de todos receberem o mesmo salário, ignorando as demais facetas do socialismo.

    Isso sim só daria certo se todos fossem honestos, amassem trabalhar e valorizassem a autossuficiência, assim contribuindo com a sociedade com o melhor que fosse possível em sua esfera. Ainda assim, o artigo que me indicou me levantou uma questão que eu não havia pensado antes, que é a questão do "trabalho sujo".
  • Anderson d'Almeida  15/04/2016 14:52
    Luiz Bezerra,

    As pessoas receberem rendimentos diferentes não implica injustiça ou coisa parecida, apenas está de acordo com o valor e produção que cada um gera.

    E honestidade nada tem a ver com o socialismo, aliás, é extremamente o oposto, já que o socialismo se propõe a expropriar uns para abastecer outros, o que não é uma ideia e atitude honesta.
  • Luiz Bezerra  15/04/2016 16:14
    Sim, eu concordo com o que você falou com relação ao rendimento ser proporcional à produtividade. Em momento algum eu disse que isso é injusto. Você me interpretou mal... o que eu quis dizer é que a única forma "justa" de todos receberem a mesma coisa seria se todos produzissem na mesma proporção, cada um em sua esfera (ex: o professor dar o melhor de si, o médico dar o melhor de si, o operário dar o melhor de si, etc.)

    Mas nós sabemos que isso nunca vai acontecer: é normal o ser humano querer ganhar mais fazendo menos esforço, como demonstrado neste mesmo artigo.

    Só um adendo: não sou a favor do socialismo e, em meu primeiro comentário, eu me expressei mal, pois estava me referindo somente ao fator "todos receberem igualmente" e ignorando todas as outras facetas do socialismo.
  • jairo  03/05/2016 16:43
    Este experimento é falho por um simples motivo: as notas dos alunos, em escolas públicas e particulares do Brasil, só poderiam chegar até o valor 10, e principalmente porque a diferença entre a menor nota (0) para a maior nota (10) só pode ser justamente o valor 10.

    No atual sistema em que vivemos não há limite desta espécie entre os grupos que auferem os maiores ganhos, pois a possibilidade de auferir valores dentre aqueles que ganham as "maiores notas" (que auferem os maiores lucros) se dá em escala infinita. Ou seja, o sujeito empreendedor, o empresário etc., pode tanto ganhar dez vezes mais como ele pode ganhar mil vezes mais, um milhão de vezes mais em comparação com determinadas categorias de trabalhadores que ganham menos.

    Para que este experimento pudesse lograr êxito, não poderia haver este limite de notas ao valor dez. Ao contrário, as notas deveriam se dar em escala infinita, pois com base na lógica de um mérito que é próprio dos sistemas capitalistas, os alunos mais estudiosos (na comparação com os grandes empresários), ao estudarem e serem avaliados deveriam, eles próprios (os alunos mais esforçados e inteligentes), determinar o tanto de questões que suportariam fazer por meio de critérios subjetivos, próprios do sujeito tais como sua capacidade, habilidades, conhecimentos e limites pessoais, de modo que ao final de seu teste, o tanto de questões que ele próprio escolheu fazer por determinação da sua vontade, e consoante com suas capacidades e limites, pudesse dar a ele a verdadeira dimensão de uma avaliação que levasse em conta seu verdadeiro mérito, a recompensa por um esforço que é fruto de seu próprio trabalho e que lhe auferisse o tanto de pontos que o próprio aluno conquistou ao determinar o tanto de questões que ele julgou que seria capaz e suportaria fazer, podendo esta nota chegar a cem, mil, quinze mil e assim sucessivamente, em escala infinita.

    Não é possível querer comparar o malogro do regime comunista, em comparação ao sistema capitalista, com um sistema de distribuição de notas cuja diferença entre as notas mínima e máxima só podem chegar, sempre, ao valor 10. Porque, repito, dentro desta lógica de mérito do sistema capitalista, não há limite algum entre o salário de quem ganha menos em comparação ao que ganha mais.

    Talvez alguém ofereça como resposta o seguinte, que o limite de valor dez para a maior nota possível se explica precisamente porque o experimento em análise se inicia e se encerra dentro da própria lógica do regime comunista, em que o potencial humano é limitado pelo próprio sistema em si mesmo. Ok. Mas ainda resta uma indagação: se as notas são "distribuídas pelos próprios alunos entre si", em que se diz que, em um primeiro momento a nota dos mais inteligentes foi uma, e depois da distribuição passou a ser outra (devido à fórmula aritmética do professor), então quer dizer que a alusão ao sistema comunista só pode ser feita nesta segunda etapa em que ocorre a distribuição de notas. Mas e no primeiro momento, em que os alunos são avaliados individualmente, antes da distribuição de notas? Que sistema teríamos neste primeiro momento? Ora, parece-me claro que o dito experimento se faz em duas etapas:

    1ª – quando os alunos mais inteligentes, por mérito próprio, recebem as notas mais altas em virtude de seu esforço;

    2ª – quando os alunos menos inteligentes, sem mérito algum, recebem valor a mais em sua nota final em razão desta distribuição.

    A mim ressoa evidente que o primeiro momento diz respeito à lógica de retribuição de recompensa dentro de um sistema capitalista, e que o segundo momento diz respeito ao regime comunista. Isso nos mostra que o referido experimento continua falho, já que ainda continua limitando o maior valor possível ao número dez, e que na comparação com o menor valor (nota), a cifra continua sendo exatamente dez.


    O segundo ponto falho deste experimento é que quem distribui as notas, de modo involuntário e a contragosto, são os próprios alunos entre si por intermédio de uma intervenção do professor que faz essa distribuição através de uma fórmula aritmética. Ora, o professor neste exemplo, seria, ele próprio, a figura e representação do Estado comunista, e os alunos (mais inteligentes e menos inteligentes) uma representação dos trabalhadores dentro deste sistema. Para que houvesse alguma aproximação ou similaridade entre este experimento em sala de aula e o comunismo, cumpre haver o seguinte:

    1ª – nem os alunos mais inteligentes nem os menos inteligentes auferem notas por conta de seu trabalho, esforço, inteligência, capacidade e limites pessoais; ao contrário, eles fazem questões dentro de um quadro pré-estabelecido pelo "professor-Estado", em que todos, sem distinção, fazem o mesmo número de questões, cujo montante total vai todo para o Estado (representado na figura do professor), e este, por sua vez, redistribui a menor parcela de notas, desse montante total, para os alunos que as receberão divididas em valores iguais de acordo com contrato previamente acordado entre as partes (de modo a nunca restar dúvida alguma quanto ao valor a se receber), ficando a maior parcela com o próprio professor, o Estado.


    Em um sistema de "avaliação e distribuição de notas comunista", poderíamos dizer que todos os alunos - mais inteligentes e mais esforçados ou menos inteligentes e menos esforçados – fariam REPETIDAMENTE as mesmas questões, todos os dias, de maneira mecânica, de modo que o hábito da repetição sobre as mesmas questões tornasse inviável ou até mesmo impossível o erro. Pois assim era o trabalho em um regime comunista: todos os dias se fazia o mesmo de um trabalho que, antes de executado, era treinado. É mais ou menos como o produtor do campo, que antes de colher o trigo de uma plantação aprender a separar o joio, a fazer a colheita e a produzir a farinha. Isto, uma vez aprendido, torna o erro inviável, e ao mesmo tempo dá a certeza de que todos os produtores do campo, ao realizarem suas tarefas, irão tirar, sempre, "as mesmas notas". O mesmo ocorre no trabalho da fábrica, das empresas, grandes indústrias, etc.

    2ª – Outro ponto importante que abordei de forma breve no apontamento anterior, é que o próprio salário (nota) que o trabalhador (estudante) irá receber já é previamente acordado em contrato, onde ele irá receber, sempre, aquele valor por tanto de dias trabalhados. Não apenas ele, mas todos os demais. Numa comparação, poderíamos dizer que o dito estudante comunista faz no total de um mês trabalhado, em regime de oito horas diárias, um total de mil questões para responder perguntas são sempre as mesmas, e repetida diariamente de forma intensa, tornando o erro algo improvável em vista da própria mecanicidade com que as responde, e ao mesmo tempo mostrando que ao final do mês, todos os "estudantes-trabalhadores" irão auferir basicamente a mesma nota. Deste total de mil notas acertadas por cada um destes alunos "comunistas", apenas dez retornam a eles como forma de retribuição pelo trabalho prestado ao Estado comunista, por responder, mês a mês, as mesmíssimas e já manjadas questões, as demais novecentas e noventa questões ficam todas concentradas com o Estado.

    Isso, basicamente, seria um experimento comunista em sala de aula. Os alunos nunca, jamais, ficariam com menos ou mais notas em relação uns aos outros, pois antes de pisar os pés na sala de aula, o "professor-Estado" sentaria com cada um destes alunos para acordar os termos das atividades e assinar contrato em que seria firmado exatamente o tanto de questões que cada aluno teria que fazer e o tanto de notas que receberia em troca por fazer estas questões. E antes mesmo de realizá-las, cada aluno receberia treinamento de modo que pudesse responder a cada uma destas questões com facilidade, e o próprio hábito e a mecanicidade de fazer, sempre, todos os dias, as mesmas questões, tornaria impossível o erro e, consequentemente, a diferenciação de notas, já que em um sistema de produção comunista se tem, basicamente, a realização das mesmas atividades todos os dias da semana.

    Não quis, com essa exposição, tecer um juízo de valor sobre comunismo ou capitalismo baseado nesta dicotomia bom-ruim. Pelo contrário, mostrei que essa suposta e hipotética experiência do tal professor em sala de aula, para tentar reproduzir o malogro do comunismo por meio de uma distribuição de notas entre os alunos, é inconsistente! É falha! Repleta de equívocos que de modo algum se assemelham ao que de fato foi o comunismo enquanto experiência no início do século XX.
  • Paola  29/07/2016 03:03
    Na hora de pagar o imposto de renda toda essa história de socialismo vai literalmente por água a baixo, o experimento é realmente muito interessante.
  • Plínio Medeiros  05/10/2016 11:45
    O texto se trata de uma fábula, porém é real, pois o modelo o qual ela exemplifica não acontece na turma, mas acontece todos os dias com o nosso trabalho, com a economia, com a saúde, com a educação, etc.
    https://felibertaria.wordpress.com/2016/10/04/um-experimento-capitalista/?
  • Júlio Barros  14/05/2017 17:24
    Muito bom o nível das postagens. É sempre importante respeitar as opiniões diferentes. Tenho 60 anos de idade e pude conhecer e viver as duas situações, ou seja: fui bancário do Banco do Brasil durante 20 anos onde o Plano de Carreira do funcionalismo era predominantemente socialista e depois de sair no Programa de Demissões Voluntárias, em 1995, ingressei por conta própria no Mercado Imobiliário onde pude aprender o que significa Empreendedorismo. Vivi as duas realidades. Sinceramente eu concordo com o último parágrafo do texto acima de Adrian Rogers, (1931-2005):

    "É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

    É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."
  • Júlio Barros  07/06/2017 02:01
    Uma explicação/complementação da minha afirmação DE 14/05/2017: ...:fui bancário do Banco do Brasil durante 20 anos onde o Plano de Carreira do funcionalismo era predominantemente socialista...

    O Plano de Carreira do Banco do Brasil tratava todos os funcionários como números ou matrículas e o salário VP e o lucro ou gratificação semestral era igualmente dividido entre todos os funcionários independentemente do comprometimento/produtividade que cada um tinha na Empresa. Na minha singela visão era um modelo comunista mesmo. Não foi por acaso que o Sindicato dos Bancários se fortaleceu principalmente sob as lideranças de funcionários do BB. Outra coisa que testemunhei e todos sabem: nos malotes do BB o PT SE alastrou pelo País de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Na verdade aquele sentimento patriótico e nacionalista dos funcionários foi contaminado pela Esquerda que tomou o Banco e deu no que deu...
  • Ex-microempresario  15/05/2017 20:29
    Dizem que na União Soviética havia uma fábrica de pregos. O comitê central havia determinado que a fábrica devia produzir quinhentas toneladas de pregos por mês.

    O gerente da fábrica, temeroso de ser mandado para a Sibéria se não cumprisse a meta, determinou que os operários produzissem apenas pregos enormes, de quase 30 cm de comprimento e meio quilo de peso. Isso daria menos trabalho que produzir mais unidades de pregos menores.

    Um dia, um membro do comitê central entrou numa loja em Moscou e descobriu que havia escassez de pregos pequenos, e sobravam pregos grandes que ninguém queria comprar. Num surto de percepção, descobriu que a causa podia ser a meta incorretamente estipulada. Logo, o comitê determinou que a produção não seria mais medida em toneladas, mas em unidades: cada fábrica deveria produzir 300.000 unidades por mês.

    No mês seguinte, a fábrica só produziu tachinhas.


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