Palavras em defesa da Liberdade

Milhares de anos atrás, a tecnologia limitava severamente a quantidade de palavras que a média dos indivíduos instruídos poderiam ler durante suas vidas. Manuscritos estavam disponíveis apenas para aqueles que eram privilegiados o bastante para ter acesso a edições copiadas manualmente (e demos graças a elas). E então vieram as impressoras. Mesmo assim, há apenas dois séculos, era possível ler quase tudo que era impresso em seu próprio idioma em um dado ano. Hoje, no entanto, vivemos em uma era de palavras: blogs, sites, ensaios, newsletters, e uma abundância de revistas, e mais de um bilhão de livros vendidos aos consumidores americanos, sendo que a biblioteca do Congresso Americano mantém um acervo de mais de 26 milhões de livros.

Apesar de haver uma espantosa proliferação de palavras atualmente, há uma escassez drástica de algo que é essencial à sobrevivência da civilização: a defesa da liberdade contra seus inimigos onipresentes e contra seu principal inimigo, o estado. Os princípios essenciais têm em si o poder de perpassar e desmascarar bilhões de outras palavras triviais e falaciosas. Apesar de não termos o número suficiente de soldados e de armas em nosso front, acreditamos no poder das idéias para fazer a diferença. É por isso que os libertários escrevem.

Uma reação comum a um bom artigo é dizer ao autor: você deveria escrever um livro! Ouvi isso durante anos, mas pelo que pude ver desses esforços, a maioria dos artigos deve permanecer artigos. Examinando toda a coleção de escritos na tradição austríaca, desde o século passado até os mais recentes publicados pelo Mises Institute, há livros mais do que suficientes disponíveis, contendo exposições sistemáticas sobre teoria e história, que precisam ser lidos e estudados. Não há nada que eu possa dizer sistematicamente em um livro que iria adicionar algo aos artigos que eu escrevo semanalmente. Artigos e livros constituem gêneros literários independentes, cada um tendo o seu passo e propósitos distintos.

O mesmo vale para discursos públicos não-acadêmicos. Eles não têm a intenção de fazer uma exposição sistemática de idéias, mas, sim, de fazer uma introdução das idéias e aplicá-las ao momento atual de tal maneira que prenda a atenção do público. A prosa tem um formato diferente do artigo ou do livro. Ela é mais imediata e mais retórica no sentido clássico do termo. Tive o prazer de fazer vários desses discursos nos últimos anos para estudantes, patrocinadores e defensores do Mises Institute, profissionais financeiros, e outros. Agora eu os coletei, com poucas mudanças, em um volume único: Speaking of Liberty ("Falando de Liberdade", Mises Institute, 2004).

Esse material permanecerá para sempre relevante por dois motivos. Primeiro, os princípios que ele defende são sempre os mesmos. Segundo, os eventos tendem a se repetir constantemente. Por exemplo, assisti recentemente a um vídeo sobre o Fed, produzido pelo Mises Institute em meados dos anos 1990. Ele descrevia o ambiente de recessão daquele momento. Vendo-o novamente em 2003, ele parecia ainda mais atual. (E agora em 2008, ele assume ares de profecia). É por esse motivo que chamamos esse fenômeno de ciclos econômicos.

Lendo toda a coleção de ensaios, encontramos temas comuns em todos eles: a corrupção dos políticos, a universalidade e a imutabilidade das idéias da liberdade, o papel central de uma moeda forte e da livre iniciativa, o imperativo moral da paz e do livre comércio, a importância da esperança e da tenacidade na luta pela liberdade, e a necessidade de que todos se juntem nessa briga intelectual. Esses são os temas que eu espero ter transmitido em meus discursos no passar dos anos.

Pessoalmente, encontro valor nesse gênero literário, as coletâneas. Espero que você também. Principalmente, espero que você apóie as idéias que me levaram a escrevê-las e propagá-las.

Nessa época de proliferação literária, aprendemos que devemos ser leitores discriminadores. Algumas palavras importam mais que outras. E se realmente nos preocupamos com o bem-estar de nossos filhos e netos, palavras em defesa da liberdade são as mais importantes de todas.

 

Trechos

Ao livre mercado devemos toda a nossa prosperidade material, todo o nosso tempo de lazer, nossa saúde e longevidade, nossa enorme e crescente população e praticamente tudo o que chamamos de vida em si. O capitalismo, e somente o capitalismo, salvou a humanidade da pobreza degradante, das enfermidades desenfreadas, e da morte prematura.

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Na ausência da economia capitalista e de todas as suas instituições essenciais, a população mundial iria, com o passar do tempo, definhar até uma pequena fração do seu tamanho atual, sendo que o que sobrasse da raça humana seria sistematicamente reduzida à subsistência, comendo apenas o que pudesse ser caçado ou recolhido. A instituição que é em si a fonte da palavra civilização - a cidade - depende das trocas e do comércio, e não poderia existir sem isso.

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Todos os inimigos do capitalismo agem como se sua eliminação não gerasse conseqüências maléficas para nossas vidas. Nas salas de aula, na televisão, nos filmes, somos continuamente apresentados a um quadro que mostra o quão perfeito e alegre o mundo seria se apenas pudéssemos nos livrar daqueles que ganham a vida através da criação, da especulação e da acumulação de riqueza. Por centenas de anos, de fato, a classe intelectual exigiu a expropriação e até mesmo o extermínio dos capitalistas expropriadores. Desde os tempos antigos, os comerciantes e suas atividades foram considerados ignóbeis. E, na verdade, a ausência deles nos reduziria ao barbarismo e à absoluta pobreza.

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A economia de livre mercado tem um histórico ímpar de oferecer progresso econômico para todos, não importa qual a sua situação na vida. No entanto, ela não oferece igualdade de resultados e nem mesmo igualdade de oportunidade. O livre mercado não oferece uma sociedade sem classes, mas oferece algo de muito maior valor: a liberdade em si. A lição geral que podemos extrair é que economia é, na verdade, apenas uma palavra elegante para designar a qualidade de nossas vidas, e que a maior ameaça à qualidade de nossas vidas são os governos que tentam restringir nossa liberdade econômica.

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Processos envolvendo direitos civis estão diariamente quebrando vários pequenos negócios. Muitos capitalistas em potencial decidem não abrir seus negócios por temor das políticas de igualdade definidas pelo governo. Pequenas empresas rotineiramente fazem tudo que esteja dentro da lei para evitar anúncios de contratações. Por quê? Porque o governo, em todos os seus níveis, agora envia examinadores disfarçados com o intuito de armar uma cilada para as empresas que cometerem o crime de simplesmente contratar a pessoa mais qualificada para o trabalho, independente da cor da pele e de outras deficiências. Tenho dó do pobre agente imobiliário e do dono dos imóveis alugados, que diariamente andam sobre esse campo minado que constitui os direitos civis. Se alguma dessas pessoas demonstrar mais lealdade ao consumidor do que ao governo, eles arriscam levar seus negócios à ruína financeira.

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Nunca nos esqueçamos da grande verdade que nossos pais fundadores se empenharam tanto para nos conceder: a tirania destrói, enquanto a liberdade é a mãe de tudo que é bonito e verdadeiro no nosso mundo. Eu não peço desculpas por ser um defensor da prosperidade e de sua fonte, a economia de livre mercado. É ela que dá à luz a civilização em si. Está na moda rejeitar inquietações a respeito da economia sob o pretexto de que se trata de coisas rasas e desinteressantes, um interesse meramente burguês.  Se essa atitude vier a prevalecer, temos fortes motivos para nos preocupar com nosso futuro. Se, por outro lado, pudermos nos educar sobre o funcionamento das forças econômicas, e sobre como elas realmente são os alicerces da liberdade e da paz, não apenas sairemos da futura recessão preparados para entrar em um novo caminho de crescimento, mas, também, estaremos mais aptos a nos proteger de futuros ataques ao nosso direito de sermos livres.

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Se a propriedade privada está garantida, podemos contar com todos os outros aspectos da sociedade para sermos livres e prósperos. A sociedade não pode se administrar a si própria a menos que seus membros realmente controlem suas propriedades; ou, inversamente, se a propriedade está nas mãos do estado, ele vai administrar a sociedade gerando os resultados catastróficos que já conhecemos tão bem.

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Os benefícios monetários de um padrão-ouro são muito claros, e eles incluem uma vida sem inflação, o fim dos ciclos econômicos, o cálculo econômico racional para a contabilidade e para o comércio internacional, o estímulo à poupança, e a destituição da elite financeira que tem conexões com o governo. Mas são também considerações políticas que levam as pessoas a apoiar o padrão-ouro. O ouro limita o poder do estado e restitui o poder às mãos do povo.

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Desde que vivemos neste mundo, há certas relações fixas de causa e efeito que não podem ser repelidas. Dentre elas está o fato de que uma economia aditivada por crédito artificial irá eventualmente entrar em recessão. Quando isso vai ocorrer e quais serão os efeitos são questões em aberto. Mas que a recessão ocorrerá é um fato que não pode ser contestado.

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Dificilmente alguém quer falar sobre os efeitos irreconciliáveis das escolas públicas: o que elas fizeram e continuam fazendo com o caráter dos alunos. Abarrotar milhares de crianças em um ambiente semelhante a uma penitenciária solapa seu vigor intelectual e inevitavelmente dá ao mais forte o comando, como resultado da omissão - exatamente como ocorre em uma penitenciária. Mas um sinal encorajador é o aumento das alternativas, seja através de mais escolas privadas ou através do homeschooling, que, por sua vez, está sendo cada vez mais usado pelas pessoas mais espertas. Não causa nenhuma estranheza que membros da elite do poder estejam defendendo a idéia de vouchers governamentais. A intenção é fazer com que essas ilhas de genuíno aprendizado fiquem permanentemente vinculadas ao estado, impedindo que este perca o controle total da situação.

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As mais absurdas pesquisas de opinião pública são aquelas sobre impostos. Se tem algo que sabemos sobre impostos, é que as pessoas não querem pagá-los. Se elas quisessem pagá-los, não haveria necessidade de impostos. As pessoas alegremente descobririam quanto do seu dinheiro o governo necessitaria e, em seguida, elas simplesmente mandariam essa fatia. Mas, ainda assim, constantemente ouvimos pesquisas de opinião que revelam que o povo está satisfeito com o nível atual de impostos, e que poderia até gostar que ele fosse maior. Extrapolando, o próximo passo será nos dizer que o público acha que a criminalidade está muito baixa, ou que ele realmente gostaria que houvesse mais acidentes rodoviários.

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Temos que rejeitar os princípios que governam a medicina socializada. Dentre esses temos as idéias de igualdade e de serviços ilimitados mandados pelo estado, bem como a concepção de que é responsabilidade das empresas, e não do indivíduo, pagar os custos dos planos de saúde. Acima de tudo, precisamos superar essa idéia de que cuidados médicos são um direito. Não são. Trata-se de um serviço como qualquer outro.

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SOL-cover.gifA ênfase duradoura da velha tradição liberal a respeito de guerras é essa: mesmo o vencedor perde. Em uma guerra, perdem-se recursos. Perde-se o dinheiro dos impostos. Perdem-se relacionamentos comerciais e a boa vontade em todo o mundo. Acima de tudo, perde-se a liberdade. E eis aí o maior custo da guerra para nós, pois não há como manter um livre mercado - que é a base da prosperidade - ao mesmo tempo em que se tenta criar um planejamento central militar em escala global. Um governo inchado lá fora é incompatível com um governo pequeno em casa. Se aplaudimos a guerra, estamos aplaudindo o socialismo doméstico e a nossa própria destruição como civilização.

* * * * *

Como cidadãos desse país, como parte do nosso dever civil, se não como a soma total do nosso dever civil, temos que fazer nosso melhor para denunciar e restringir nossos tiranos. Não podemos parar a carnificina em Ruanda ou o conflito étnico na Turquia, mas nossas vozes podem fazer diferença naquilo em que o nosso próprio governo pretende se safar. Quando um regime que governa em nosso nome se envolve em alguma forma de assassinato em massa, a questão primordial que nos será feita é: você se pronunciou contra isso? Você fez tudo o que podia para parar isso? Ou você ficou em silêncio?

* * * * *

Mises compreendeu que, não importa o quão desanimadoras sejam as presentes circunstâncias, o futuro pode ser bem diferente. Mesmo com o mundo em total colapso ao seu redor, ele acreditou que a liberdade poderia triunfar, contanto que as idéias certas emergissem na vanguarda da batalha intelectual. Ele estava convencido de que a liberdade tinha uma chance de vitória, e - essa é a parte crucial - que ele tinha uma certa responsabilidade pessoal em fazer essa vitória acontecer.

* * * * *

Ao contrário de Mises, não nos confrontamos com obstáculos que parecem desanimadoramente altos. Devemos à sua memória nosso comprometimento em nos atirarmos por completo nas batalhas intelectuais para fazer da liberdade não só uma esperança, mas uma realidade em nossa era. Adotemos como nosso lema as palavras que Mises sempre utilizou em toda a sua vida. "Não se entregue ao mal, mas proceda ainda mais audaciosamente contra ele."

* * * * *

Qualquer um que trabalhe no ou para o Mises Institute pode confirmar que nossa meta nunca foi somente o crescimento próprio, nem somente a atenção geral, nem somente fazer relações públicas, nem somente promover conferências grandiosas. Nunca intencionamos criar uma grande instituição que fosse um fim em si mesma. A meta, a paixão que move o Mises Institute, tem sido a de criar as condições para que a verdade seja dita, para disponibilizar um arranjo onde a liberdade é valorizada e praticada. À medida que olhamos para frente, graças ao Mises Institute e àqueles que o apoiaram, não precisamos nos desesperar, mas, sim, considerar um futuro em que a liberdade e o aprendizado triunfam contra todas as probabilidades. Sua fé é a evidência da liberdade ainda inobservada, mas, Deus tal o permita, nossas crianças, nossos netos, e cada geração posterior, irão vivenciá-la e respirá-la. Que eles nunca a considerem como garantida.


 

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SOBRE O AUTOR

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.




Ciclos econômicos? Tá aqui pra quem quiser refutar a teoria e a prática:

Como a crescente estatização do crédito destruiu a economia brasileira e as finanças dos governos

Sobre a crise de 1929 e a Grande Depressão - esclarecendo causa e consequência


P.S.: li o que o cidadão do link acima escreveu e não consegui encontrar absolutamente nada de concreto. Além de mal escrito, está mal organizado e mal concatenado. O que ele realmente quis dizer?
"O sistema de repartição só funcionava bem antigamente, quando muitos trabalhavam para alimentar um fundo que sustentava poucos aposentados. Até a década de 60, para cada brasileiro aposentado havia outros seis trabalhando. Hoje, essa relação é inferior a dois para um. Isto acontece porque a população está envelhecendo e há cada vez mais aposentados para receber e menos trabalhadores para contribuir.

Com a promulgação da Constituição de 1988, o INSS levou o último grande baque. Sob a justificativa de que estavam fazendo justiça social, os constituintes aprovaram uma lei concedendo o benefício da aposentadoria a todos os brasileiros com mais de 60 anos, no caso das mulheres, e de 65 anos, para os homens, mesmo aos que nunca contribuíram. Mais de 5 milhões de ex-agricultores passaram a receber aposentadoria, e o aumento de despesas foi na ordem de 15 bilhões de reais por ano.

O sistema oficial de previdência foi inventado em 1923 e desde então vem sendo dilapidado. Juscelino Kubitschek tomou 6 bilhões da Previdência para construir Brasília.
Os militares usaram dinheiro da Previdência para fazer a ponte Rio-Niterói e a Transamazônica. O dinheiro jamais foi devolvido."

Revista Veja, edição 1786, de 22 de janeiro de 2003


Comentado também aqui:

www.amb.com.br/index_.asp?secao=artigo_detalhe&art_id=1098

E aqui:

www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/2011/04/795/7/


P.S.: não foi "INPS nordestino". Ninguém disse isso. Foi a Previdência geral.



"E qual país se desenvolveu sem grandes obras públicas?"

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804
"Foram mal abordados, muito mal abordados.

"imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado" Eua imprime dólar, UE imprime Euro, Japão imprime Iene."


Eis um trecho do artigo:

"Há três respostas: ou o governo aumenta impostos; ou ele toma dinheiro emprestado de bancos, pessoas e empresas; ou ele simplesmente imprime dinheiro.

Não é preciso ser um profundo conhecedor de economia para entender que nenhuma dessas três medidas cria riqueza."


Você fala como se estivesse rebatendo alguma afirmação, que o próprio artigo mostra como é falsa; mas essa afirmação quem criou foi você próprio, sabe-se lá de onde.

É surreal você dizer que isso advêm da perda de consumo da população, a inflação desses países é próxima de zero há muito tempo. (não quero dizer que isso funcionária em todos os países do mundo)

Você está falando de "inflação de preços", aumento no preço de diversos produtos na economia geral; o artigo está falando de
inflação monetária, aumento da oferta monetária, dinheiro em circulação na economia. É possível haver baixa "inflação de preços" ou mesmo "deflação de preços" onde há inflação monetária. Basta que o aumento em produtividade e outros fatores (que diminuem preços) seja maior que o aumento dos preços por conta da inflação monetária.

Agora, se você acha que não há relação alguma entre oferta monetária e aumento de preços, creio que você descobriu o Paraíso na Terra -- podemos simplesmente imprimir dinheiro à rodo e dar para todos, e não haverá efeito colateral algum nisso.

"EUA tirou o país de uma recessão enorme em 2008 com as práticas Keynesianas, existem vários e vários exemplos da prática aplicada e funcionando, em nenhum momento é perfeita e sem qualquer tipo de ônus, mas é o melhor que pode ser feito."

Sim, o Keynesianismo tirou os EUA da recessão -- causada por esta mesma ideologia e suas taras por expansões artificiais:

Como ocorreu a crise financeira americana
Explicando a recessão europeia
Herbert Hoover e George W. Bush: intervencionistas que amplificaram recessões (1ª Parte)
A geração e o estouro da bolha imobiliária nos EUA - e suas lições para o Brasil

Creditar a teoria Keynesiana por tirar os EUA da recessão se resume à isto: o que seria de nós, se após quebrar nossas pernas, o Estado não nos desse muletas?

"Aliás uma pergunta, você já prestou ANPEC alguma vez? acredito que seu conhecimento é bem maior do que as frases feitas que posta aqui no site."

E como sempre, o grande feito para um Brasileiro é passar em concurso.

"Apesar de ter grande admiração por Keynes eu não tenho asco por nenhum grande pensador econômico, seja ele Marx ou Hayek, não é o que acontece por aqui, infelizmente. Inclusive, ressaltei que não é impossível que Keynes esteja errado em alguns pontos, visto o tempo que já se passou."

Não posso falar por todos membros que acompanham este instituto, mas pouco me importo com Keynes, Hayek, Mises, Friedman, quem quer que seja. Apenas me importo com as ideias que estes defendem. Se Marx falar algo correto, defenderei isto. Se for Keynes, também. Mises, mesma coisa.

"Peço mais uma vez que seja exposto para que haja um debate honesto. Pela segunda vez eu estou usando exemplos reais, práticas já aplicadas e com ressalvas de que nada pode ser generalizado, você escreve de forma rasa, com várias teorias que sequer foram testadas e lotado de frases feitas para atingir quem está no topo (Keynes). "

"Nada pode ser generalizado" é algo tão estúpido que eu não acho que seria preciso comentários para mostrar a estupidez desta afirmação.

"Você escreve de forma rasa" -- disse quem credita a teoria Keynesiana como positiva por tirar os EUA da recessão, causada pela mesma.

"Com várias teorias que sequer foram testadas" -- Eis o comentário feito por quem você está criticando:

"1) "Podem vir de emissão de títulos públicos"

E quem paga os juros e o principal destes títulos públicos? De onde vem o dinheiro?

2) "Impostos pagos anteriormente que geraram caixa"

Ou seja, o dinheiro veio da população.

3) "Expansão monetária direta, da forma que é feito na UE, EUA e Japão"

Ou seja, o dinheiro veio da redução do poder de compra da população.

4)"Qualquer financiamento para qualquer tipo de obra" "


Todos estes pontos são lógicos, e não empíricos. Faça um favor a si mesmo, e corra urgentemente para uma livraria e compre qualquer livro iniciante sobre lógica ou argumentação. O seu caso é grave.



Deixe que eu me preocupe com isso. quero saber o seguinte: se um meliante invadir a minha casa, o que você sugere que eu faça?

Os contra armamento nunca respondem essa pergunta e sempre a evitam. Eu vou responder de acordo com a instrução que a policia passa para a população:

1. Se der tempo, ligue para a policia, se você der sorte, eles podem passar por ali antes do bandido conseguir entrar na sua casa.

2. Faça tudo que o bandido manda. Se ele quer seus bens, dê. Se ele quer estuprar você, deixe. NÃO RESISTA DE FORMA ALGUMA.

3. No dia seguinte, faça um boletim de ocorrência e reze para que seu caso seja um dos 8% que são resolvidos no Brasil.

Agora eu tenho algumas perguntas também:

1. Se bandidos querem bens, por que não assaltam o congresso nacional? Ali está reunido várias pessoas milionárias. Enriqueceriam facil! Será que é por que ali tem seguranças armados que não hesitariam em atirar?

2. Por que não assaltam juizes e deputados quando estão fora do congresso? Será que é por que os mesmos dispõem de seguranças armados?

3. Por que não atacam carros fortes que transportam valores toda vez que os mesmos saem da garagem? Será que é por que os guardas estão bem armados?

Quem prega o desarmamento da população não entende que o bandido, seja o de colarinho branco ou o comum, é um ser de mentalidade oportunista. Independente do historico de pobreza (ou não), ele não irá atacar lugares fortemente armados porque o risco/beneficio é muito alto, e eles são inteiramente capazes de fazer esse julgamento (caso não o fossem, os lugares que citei seriam atacados diariamente).

Sabe onde eles atacam? Onde o risco/beneficio é baixo. E adivinha quem apresenta isso? Sim, uma população desarmada e instruida a não reagir de forma alguma.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  22/06/2013 18:01
    O fim do "estado" é a meta diária de todo libertário.
  • daniel  15/09/2014 20:14
    Que assim seja.
  • Emerson Luis, um Psicologo  23/08/2013 18:02
    Grandes palavras, atuais como sempre.

    * * *
  • RichardD  14/09/2015 05:56
    Grande compilação.


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