Por que o socialismo sempre irá fracassar
O socialismo e o capitalismo oferecem soluções radicalmente diferentes para o problema da escassez: já que é impossível que todos tenham, imediatamente e ao mesmo tempo, tudo aquilo que querem, como então podemos decidir de modo eficaz quem irá controlar os recursos que temos? 

A solução que for escolhida trará profundas implicações.  Ela pode significar a diferença entre prosperidade e empobrecimento, trocas voluntárias e coerção política, liberdade e totalitarismo.

O sistema capitalista soluciona o problema da escassez ao reconhecer o direito à propriedade privada honestamente adquirida.  O primeiro a utilizar um determinado bem torna-se o seu proprietário.  Outros podem adquiri-lo por meio de trocas e contratos voluntários.  Mas até que o dono da propriedade decida fazer um contrato para comercializar sua propriedade, ele pode fazer o que quiser com ela - desde que ele não interfira na propriedade alheia, danificando-a fisicamente.

O sistema socialista tenta solucionar o problema da propriedade de uma maneira completamente diferente.  Assim como no capitalismo, as pessoas podem ser donas de bens de consumo.  Mas no socialismo, diferentemente do capitalismo, as propriedades que servem como meios de produção são coletivizadas, não possuindo proprietários.  Nenhuma pessoa pode ser dona das máquinas e dos outros recursos utilizados na produção de bens de consumo.  É a humanidade, por assim dizer, a dona desses recursos. 

Apenas um tipo de pessoa pode comandar os meios de produção: os "zeladores" do sistema, aqueles que controlam todo o arranjo socialista.

As leis econômicas garantem que a socialização dos meios de produção sempre irá gerar efeitos econômicos e sociológicos perniciosos.  Qualquer experimento socialista sempre acabará em fracasso, por cinco motivos.

Primeiro, o socialismo resulta em menos investimentos, menos poupança e um padrão de vida menor.  Quando o socialismo é inicialmente imposto, a propriedade precisa ser redistribuída.  Os meios de produção são confiscados dos atuais usuários e produtores, e entregues à comunidade de "zeladores".  Mesmo que os proprietários e usuários tenham adquirido os meios de produção via consentimento voluntário dos usuários anteriores, os meios serão transferidos a pessoas que, na melhor das hipóteses, tornar-se-ão usuárias e produtoras de coisas que elas não possuíam anteriormente.

Sob esse sistema, os proprietários e usuários anteriores são penalizados em prol dos novos donos.  Os não-usuários, não-produtores e não-contratantes dos meios de produção são favorecidos ao serem promovidos à posição de zeladores de propriedades que eles não utilizaram, não produziram ou não alugaram para usar.  Assim, a renda dos não-usuários, não-produtores e não-contratantes aumenta.  O mesmo é válido para o não-poupador que se beneficiou à custa do poupador cuja propriedade poupada foi confiscada.

Torna-se claro, portanto, que, se o socialismo favorece o não-usuário, o não-produtor, o não-contratante e o não-poupador, ele necessariamente eleva os custos sobre os usuários, os produtores, os contratantes e os poupadores.  É fácil entender por que haverá menos pessoas exercendo essas últimas funções.  Haverá menos apropriações originais dos recursos naturais, menos produção de novos fatores de produção e menos contratantes.  Haverá menos preparação para o futuro porque todos os investimentos secarão.  Haverá menos poupança e mais consumo, menos trabalho e mais lazer.

Isso significa menos bens de consumo disponíveis para trocas, o que leva a uma redução do padrão de vida de todos.  Se as pessoas estiverem dispostas a se arriscar para obtê-los, elas terão de ir para o mercado negro e para a economia informal, onde poderão tentar contrabalançar essas perdas.

Segundo, o socialismo resulta em escassez, ineficiências e desperdícios assombrosos.  Essa foi a grande constatação de Ludwig von Mises, que ainda em 1920 já havia descoberto que o cálculo econômico racional é impossível sob o socialismo.  Ele mostrou que, em um sistema coletivista, os bens de capital serão, na melhor das hipóteses, utilizados na produção de bens de segunda categoria; na pior, na produção de coisas que não satisfazem absolutamente nenhuma necessidade.

A constatação de Mises é simples, porém extremamente importante: como no socialismo os meios de produção não podem ser vendidos, não existem preços de mercado para eles.  Assim, seu "zelador" não pode determinar os custos monetários envolvidos na fabricação ou na modificação das etapas dos processos de produção.  Tampouco pode ele comparar esses custos à receita monetária das vendas.  E como ele não tem a permissão de aceitar ofertas de outros empreendedores que queiram utilizar seus meios de produção, ele não tem como saber quais as oportunidades que está perdendo.  E sem conhecer as oportunidades que está perdendo, ele não tem como saber seus custos.  Ele não tem nem como saber se a maneira como ele está produzindo é eficiente ou ineficiente, desejada ou indesejada, racional ou irracional.  Ele não tem como saber se está satisfazendo as necessidades mais urgentes ou os caprichos mais efêmeros dos consumidores.

Ou seja, a propriedade comunal dos meios de produção (por exemplo, das fábricas) impede a existência de mercados para bens de capital (por exemplo, máquinas).  Se não há propriedade privada sobre os meios de produção, não há um genuíno mercado entre eles.  Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços legítimos.  Se não há preços, é impossível fazer qualquer cálculo de preços.  E sem esse cálculo de preços, é impossível haver qualquer racionalidade econômica — o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada. 

Sem preços, não há cálculo de lucros e prejuízos, e consequentemente não há como direcionar o uso de bens da capital para atender às mais urgentes demandas dos consumidores da maneira menos dispendiosa possível. 

No capitalismo, o livre mercado e o sistema de preços fornecem essa informação ao produtor. A propriedade privada sobre o capital e a liberdade de trocas resultam na formação de preços (bem como salários e juros), os quais refletem as preferências dos consumidores e permitem que o capital seja direcionado para as aplicações mais urgentes, ao mesmo tempo em que o julgamento empreendedorial tem de lidar constantemente com as contínuas mudanças nos desejos dos consumidores. 

Já no socialismo, não há preços para os bens de capital e não há oportunidades de trocas voluntárias.  O "zelador" fica à deriva e no escuro.  E como ele não conhece a situação de sua atual estratégia de produção, ele não sabe como melhorá-la.  Quanto menos os produtores podem calcular e fazer aprimoramentos, maior a probabilidade de desperdícios e escassezes.  Em uma economia na qual o mercado consumidor para seus produtos é muito grande, o dilema do produtor é ainda pior. 

Desnecessário dizer que, quando não há um cálculo econômico racional, a sociedade irá afundar em um empobrecimento progressivamente deteriorante. Qualquer passo rumo ao socialismo é um passo rumo à irracionalidade econômica.

Terceiro, o socialismo resulta na utilização excessiva dos fatores de produção — até o ponto em que eles se tornam completamente dilapidados e vandalizados.  Um proprietário particular em um regime capitalista tem o direito de vender seu fator de produção no momento em que ele quiser, e manter para si as receitas da venda.  Sendo assim, é do seu total interesse evitar perdas no valor de seu capital.  Como ele é o dono, seu objetivo é maximizar o valor do fator responsável pela produção dos bens e serviços por ele vendidos.

A situação do "zelador" socialista é inteiramente diferente.  Como ele não pode vender seu fator de produção, ele tem pouco ou nenhum incentivo para fazer com que seu capital retenha valor.  Seu estímulo, ao contrário, será aumentar a produção sem qualquer consideração para com as consequências disso sobre o valor de seu fator de produção — o qual, por causa do uso constante e desmedido, só irá cair. 

Há também a hipótese de que, caso o zelador vislumbre uma oportunidade de utilizar seus meios de produção em benefício privado — como produzir bens para serem vendidos no mercado negro —, ele terá o incentivo de aumentar a produção à custa do valor do capital, consumindo completamente o maquinário.  Afinal, ele não tem nada a perder e tudo a ganhar.

Não importa como você veja: quando não há propriedade privada e livre mercado — ou seja, quando há socialismo —, os produtores estarão propensos a consumir o capital até sua completa inutilização.  O consumo de capital leva ao empobrecimento.

Quarto, o socialismo leva à redução da qualidade dos bens e serviços disponíveis ao consumidor.  Sob o capitalismo, um empresário pode preservar e expandir sua empresa apenas se ele for capaz de recuperar seus custos de produção.  E como a demanda pelos produtos de sua empresa depende da avaliação que os consumidores fazem do preço e da qualidade (sendo o preço um critério de qualidade), a qualidade dos produtos tem de ser uma preocupação constante para os produtores.  Isso só é possível se houver propriedade privada e trocas voluntárias de mercado.

Sob o socialismo, as coisas são diferentes.  Não apenas os meios de produção são coletivamente geridos, como também é coletiva a renda obtida com a venda de toda a produção.  Isso é outra maneira de dizer que a renda do produtor tem pouca ou nenhuma conexão com a avaliação que os consumidores fazem do seu trabalho.  Todos os produtores, obviamente, sabem desse fato.

Assim, o produtor não tem motivos para fazer um esforço especial para melhorar a qualidade do seu produto.  Em vez disso, ele irá dedicar menos tempo e esforço para produzir o que os consumidores querem e gastar mais tempo fazendo o que ele quer.  O socialismo é um sistema que incentiva os produtores a serem preguiçosos.

Quinto, o socialismo leva à politização da sociedade.  Dificilmente pode existir algo pior para a produção de riqueza.

O socialismo, pelo menos em sua versão marxista, diz que seu objetivo é a completa igualdade.  Os marxistas observam que, uma vez permitida a propriedade privada dos meios de produção, está permitida a criação de diferenças sociais.  Se eu sou o proprietário do recurso A, isso implica que você não é — logo, nossa relação com o recurso A torna-se diferente e desigual. 

Ao abolir de uma só vez a propriedade privada dos meios de produção, dizem os marxistas, todos passarão a ser co-proprietários de tudo.  E isso seria o mais justo, pois estaria refletindo a igualdade de todos como seres humanos.

A realidade, porém, é muito diferente.  Declarar que todos são co-proprietários de tudo irá solucionar apenas nominalmente as diferenças de posse.  Mas não irá resolver o real e fundamental problema remanescente: ainda existirão diferenças no poder de controlar o que será feito com os recursos.

No capitalismo, a pessoa que é dona de um recurso pode também controlar o que será feito com ele.  Em uma economia socializada, isso não se aplica, pois não mais existem proprietários.  Não obstante, o problema do controle continua.  Quem irá decidir o que deve ser feito com o quê?  No socialismo, só há uma maneira: as pessoas resolvem suas desavenças a respeito do controle da propriedade sobrepondo uma vontade à outra.  Enquanto existirem diferenças, as pessoas irão resolvê-las por meios políticos.

Se as pessoas quiserem melhorar sua renda sob o socialismo, elas terão de ascender a posições mais valorizadas dentro da hierarquia dos "zeladores".  Isso requer talento político.  Sob tal sistema, as pessoas terão de despender menos tempo e esforço desenvolvendo suas habilidades produtivas e mais tempo e esforço aprimorando seus talentos políticos. 

À medida que as pessoas vão abandonando seus papeis de produtoras e usuárias de recursos, percebe-se que suas personalidades vão se alterando.  Elas deixam de cultivar a capacidade de antecipar situações de escassez, de aproveitar oportunidades produtivas, de estar alerta a possibilidades tecnológicas, de antecipar mudanças na demanda do consumidor e de desenvolver estratégias de marketing.  Elas perdem a capacidade da iniciativa, do trabalho e da resposta aos anseios de terceiros.

Nesse cenário, as pessoas passam a desenvolver a habilidade de mobilizar apoio público em favor de suas próprias posições e opiniões, utilizando-se de artifícios como demagogia, poder de persuasão retórica, promessas, esmolas e ameaças.  Sob o socialismo, as pessoas que ascendem ao topo são diferentes das que o fazem sob o capitalismo.  Quanto mais alto você olhar para uma hierarquia socialista, mais você encontrará pessoas excessivamente incompetentes para fazer o trabalho que supostamente deveriam fazer.  Não é nenhum obstáculo para a carreira de um político-zelador ser imbecil, indolente, ineficiente e negligente.  Só é necessário que ele tenha boas habilidades políticas. 

Isso é uma receita cera para o empobrecimento de qualquer sociedade.


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SOBRE O AUTOR

Hans-Hermann Hoppe
é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.




Ué, se a Vale era essa barbada toda, então por que esse cara não está rico? As ações foram vendidas livremente na bolsa, o que significa que ele poderia comprá-las livremente. No mínimo, poderia formar uma sociedade com vários amigos, comprar as ações, e então ficar rico com sua valorização.

Por que não fez isso?

Dizer que a empresa se valorizou após a privatização e daí afirmar que ela foi vendida a preço de banana é impostura intelectual. Quem afirma isso não sabe como funciona mercado e nem conhece a diferença entre gerência estatal e privada. E tem também de explicar por que não enriqueceu, já que sabia perfeitamente que a empresa estava subvalorizada.

Aliás, o grupo liderado pelo Votorantim perdeu o leilão de privatização da Vale. Antônio Ermírio de Moraes perdeu a oportunidade do século de ficar podre de rico. Se era tão óbvio que a mineradora estava desvalorizada, por que cargas d'água o então homem mais rico do país não ofereceu mais pelas bananas?

Detalhes:

1) O governo detinha apenas 42% do capital votante. Ou seja, o que foi a leilão não foi a empresa inteira, mas apenas 42% do capital votante. A empresa inteira estava avaliada em aproximadamente US$ 8 bilhões, sendo que a fatia vendida valia US$3,34 bilhões.

2) O leilão se deu na bolsa de valores, a preço de mercado. Qualquer um poderia ter participado. Logo, o Armando está correto. Quem hoje esperneia que a venda foi barata tem a obrigação de explicar por que não participou da venda. Se a empresa estava "a preço de banana", então o sujeito tinha a certeza de que a empresa iria se valorizar enormemente no futuro. Por que não montaram um consórcio e compraram ações? Era dinheiro certo. Não fizeram isso por quê? Odeiam dinheiro?

3) À época, ninguém imaginava que haveria um súbito e intenso boom no preço global das commodities, o que elevou o preço do minério de ferro para a estratosfera e impulsionou fortemente o valor da Vale.

Portanto, quem diz que a Vale foi vendida a "preço de banana" revela, com toda a sinceridade, profunda ignorância econômica.
Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor),

Se a Petrobrás, a IMBEL, Eletrobrás(Furnas), Copel... são empresas eficientes, por que o governo usa o protecionismo para coibir concorrentes(até mesmo internacionais)? E mais, por que subsidiam essas empresas se elas são tão eficientes?

Em uma economia liberal, nunca vamos saber se aquela empresa é realmente de fato eficiente como você afirma. Para sabermos se ela realmente é eficaz deveríamos defender o mercado livre. Você está se baseando apenas em lucros que a empresa teve ao longo dos anos, mas lucros as custas do povo que paga impostos, porque o BNDES injetou dinheiro ao longo da era petista, e lucro em cima do entrave de novos concorrentes que o nosso governo pratica ao longo desses anos.

"Dê uma passeada pelos nossos corredores e veja se tu não vais te arrepiar. Conceição Tavares, Belluzzo, Aloísio Mercadante, Márcio Pochmann, duvido achar uma outra faculdade que ostente colossos tão imponentes no mundo acadêmico. Isso sem falar dos nossos ''filhos adotados'' como o Bresser, Celso Furtado, João Sayad, entre outros. Ah, aqui foi a casa do Plano Real, só para lembrar."

Sem comentários. Parece uma piada.

"Paliativo é ficar brincando de elevar as taxas de juros ou de sobrevalorizar o câmbio."

Nós nunca brincamos de elevar as taxas de juros, pelo contrário, acreditamos que os juros é redigido pelo mercado, e não em uma canetada como os economistas da UNICAMP(letras garrafais, por favor) defendem.
Sobrevaloriza o câmbio? De novo. Parece uma piada.
Pesquisa sobre Currency Board e depois conversamos.

"No setor agrícola para amenizar a inflação de alimentos, no setor energético(que é o principal culpado por essa inflação tão alta), isso sim são medidas concretas."

Inflação de alimentos é aumento de preço localizado, como foi o caso do feijão e do tomate. A melhor medida para combater a carestia gerada essencialmente pelo governo, é reduzir os impostos e LIBERAR O MERCADO PARA A ENTRADA DE CONCORRENTES. Com a burocracia estatal que é formada para obter uma reserva de mercado, garante que os empresários que estão sob proteção do governo, possa praticar qualquer preço sem qualquer tipo de concorrência que faria com que ele perdesse fatia do mercado por uma outra empresa que com medidas eficientes pudesse reduzir o preço dos alimentos.
Por mais que abaixasse o imposto, ele poderia praticar qualquer tipo de preço sem ser incomodado. E essa redução do imposto, esse mesmo empresário teria lucros maiores que poderia ter sob a reserva de mercado.

Setor energético culpado pela inflação? É isso que estão ensinando na UNICAMP(com letras garrafais, por favor)?

Bem que o Roberto Campos avisou: "O Brasil acaba com os economistas da Unicamp, ou eles acabam com o Brasil.
Bastaram cinco anos de assessoria direta de economistas da Unicamp à Presidente Dilma Rousseff, para a previsão de Roberto Campos se tornar realidade: expansão monetária, corporocracia, expansão das obras públicas, expansão dos cargos e salários públicos, intervenção estatal em toda a economia, corrupção e protecionismo comercial.
Provavelmente nenhuma economista fez tão mal ao Brasil quanto Maria da Conceição Tavares, mas além dela podemos destacar, em tempos recentes, o mais nocivo professor do país: Luiz Gonzaga Belluzzo.
Belluzzo nunca acerta qualquer previsão econômica, e é obcecado por gastos públicos. Como principal conselheiro econômico de Dilma Rousseff, convenceu-a a enterrar a bem sucedida matriz econômica "meta de inflação/câmbio flutuante/responsabilidade fiscal" por uma matriz heterodoxa "juros baixos, câmbio desvalorizado e aumento de gastos públicos". Foi, sem dúvida, um responsável direto pelo caos econômico que vivemos.
Agora, repetindo o que Lula falou há dois meses, Belluzzo tem a desfaçatez de dizer que a crise econômica é culpa de um suposto ajuste fiscal que Joaquim Levy estaria fazendo. Segundo Belluzzo, precisamos gastar mais ainda para sair da crise."
https://www.institutoliberal.org.br/blog/previsao-de-roberto-campos-e-o-ajuste-que-nunca-aconteceu/

"Quer dizer que a empresa desde 1953 é referência nacional, mas por causa de um governo ruim ela vira ''um grande cabide de empregos''? Aliás, esse tipo de problema acontece na esfera privada também."

Cabide de emprego na esfera privada? Você desconhece qualquer atividade empresarial para falar tal bobagem, nunca um empresário faria da sua empresa um cabide de emprego, ele opera com sistema de lucro e prejuízo, ele não pode se dar ao luxo de encher a empresa de empregados ineficientes.
Palavras de um empresário.

"Não, apenas defendo que as nossas empresas não fiquem vulneráveis à imperialistas que jogam sujo contra nós. "

Eles jogam tão sujo, que em países no ranking de abertura comercial, a população paga pelo melhores produtos pelo menor preço. Parece que a UNICAMP(com letras garrafais, por favor), está doutrinando os seus alunos a ter sentimentos nacionalistas que acaba prejudicando justamente quem eles querem proteger: a população.

Obrigado por vir até aqui e comprovar que Roberto Campos sempre esteve certo tanto da UNICAMP(com letras garrafais, por favor) quanto na petrossauro.

Abraço Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor)
Olá amigos, sou um estudante do ensino fundamental e eu tenho interesse em economia, tenho um irmão mais velho que acompanha o site e sempre me disse que esse era o melhor site para aprender sobre meu interesse. Portanto, gostaria de aprender mais sobre as questões abaixo:
Obs: Gostaria de respostas curtas para maximizar meu aprendizado de forma que eu não acumule muito conteúdo de primeira. Eu tenho um conhecimento prático e limitado sobre a economia, justamente pelos ensinamentos do meu irmão.
Vamos começar.

Questão 1) O que é inflação de demanda?

Questão 2) O que é demanda agregada?

Questão 3) Inflação é sempre decorrente de expansão de crédito?

Questão 4) O que é base monetária?

Questão 5) O que define a taxa de juros em um livre mercado?

Questão 6) Como é definido a taxa de juros atualmente no Brasil?

Questão 7) Aumento na taxa de juros é pelo "risco país"?

Questão 8) Como é determinado o câmbio?

Questão 9) Qual o melhor sistema de câmbio?

Questão 10) Li recentemente em um site que temos 19 montadoras no Brasil, não seria livre mercado(pelo menos no setor automotivo)? (Sei que temos monopólio de fabricante de peças)
Cade acusa Fiat, Ford e VW de monopólio em fabricação de peças

Questão 11) Temos candidatos a presidente que tem como um slogan sob a sua campanha "Abaixar os juros" por um decreto? Isso seria uma decisão ruim ou boa? Não há uma contradição pela questão 7? Dilma dizia que abaixaria os juros e acabou não ocorrendo, pelo contrário, ela aumentou? Por que seria diferente com esse candidato?

Questão 12) Por que abolir o CVM? Qualquer empresa poderia entrar na bolsa sem burocracia estatal, de modo que impulsionaremos nossa economia com as empresas estrangeiras que abririam capital na nossa bolsa? Seria uma medida que o micro-empresário poderia rivalizar com os mega-empresários?

Questão 13) Por que abolir a infraero?

Questão 14) Por que abolir ANVISA?

Questão 15) Qual o potencial do Brasil?

Questão 16) Nióbio ajudaria no nosso desenvolvimento?

Questão 17) Exportação x Importação? Qual o melhor? Por que balança comercial é importante para economistas?
Importação é produtos do estrangeiro que vieram ao Brasil para serem vendidos, mas até onde sei até chegar a loja esses produtos ainda não foram vendidos? Por que os ataques histéricos com essa balança se nem ao menos sabem se o produto foi vendido(até mesmo pelo preço pela taxa de importação)?

Questão 18) Na China existe o trabalho escravo? Encontrei essa matéria de chineses apanhando por mau desempenho no trabalho

Questão 19) Por que a China vai explodir economicamente? Todos dizem que vai ser a maior economia do mundo até 2050, vocês acreditam?

Questão 20) Pelo que obtive do meu irmão, a Índia está fazendo algumas reformas liberais, apesar de tímidas estão ajudando a economia a crescer? Índia não poderia passar a China com essas reformas?

Questão 21) Acumulação de capital x consumismo(explique seus conceitos e qual o mais importante em uma economia)?

Questão 22) O que gera recessão?

Questão 23) O que torna um país rico?

Questão 24) Existe algum limite de crescimento que um país possa se ter? Exemplo do Japão que é do território do MS(Mato Grosso do Sul) pudesse dobrar a sua economia?

Questão 25) Por que a Irlanda cresceu 26% em um ano? Milagre econômico ou livre mercado?

Questão 26) Por que os países de livre mercado são taxados de paraísos fiscais? Hong Kong, Cingapura, Panamá, Ilhas Cayman, Suíça, Luxemburgo e outros? Austrália e Nova Zelândia entrariam nesse conceito?

Questão 27) Por que o Brasil cresceu apenas 4% na média na década passada?

Questão 28) O renminbi poderá passar o dólar como a moeda de troca internacional?

Questão 29) Existe zona de livre comércio em Xangai?

Questão 30) Por que a China tem esse "poderoso" PIB? Como ela conseguiu o tal "milagre"?

Questão 31) Por que o estado mínimo não é necessário?

Questão 32) Forças Armadas estatal x Forças Armadas privada(Qual o melhor e por que)?

Questão 33) Por que a Africa é pobre?

Questão 34) Somália é anarcocapitalista?

Questão 35) Milton Friedman é importante nas matérias econômicas(o que podemos aprender com ele?)?

Questão 36) Mises foi o mais importante economista do século 20?

Questão 37) Keynes x Mises e Keynes x Milton Friedman(maiores diferenças entre eles)?

Questão 38) Keynes é comunista, socialista ou capitalista interventor?

Questão 39) O que causou a Grande Depressão?

Questão 40) Explique o conceito de ciclos econômicos?

Questão 41) Qual a contribuição da Escola Austríaca(EA) nas ciências econômicas?

Questão 42) Qual a posição da EA na colonização de planetas? Ouvi dizer que podemos praticar atividades econômicas nesses planetas com agricultura e mineração(depois da terraformação)?

Questão 43) Meio ambiente x livre mercado(Qual o papel do livre mercado na conservação do meio ambiente)?

Questão 44) Amazônia poderia se internacionalizada por não protegemos nosso patrimônio? Não é agressão internacional para com o nosso país? Estão atrás da preservação ou das riquezas que nós temos no território?

Questão 45) Zona franca de Manaus funciona(qual o papel dela na economia brasileira)?

Questão 46) Empregos se tornam obsoletos enquanto outros surgem, qual a visão dos leitores e dos autores sobre a mineração espacial, internet das coisas e viagem espacial?

Questão 47) Pobreza diminuindo com a expansão do capitalismo, até quando a pobreza absoluta poderá ser erradicada?

Questão 48) De acordo com a revista Veja, se toda a água do planeta fosse representada por 200 litros, 195 litros seria de água salgada. 5 litros seria de água doce, mas a maior parte da água doce está nas geleiras ou em depósitos subterrâneos de difícil acesso, a humanidade tem a sua disposição para consumo apenas o equivalente a 20 mililitros de água. Qual o papel da iniciativa privada nessa questão abordada? Existe o processo de dessalinização em alguns países, mas em mãos do estado. Pelo que eu pude estudar tem inventores que poderiam mudar radicalmente a forma dessa dessalinização tornando a água abundante. Por que o estado não deixa os empresários disponibilizarem essa água para a população?

Questão 49) Os que defendem o controle populacional tem como uma das formas de culparem o capitalismo por tal descontrole. Ma em um país capitalista essa questão é exatamente ao contrário. Por que esses mesmo defensores não defendem o capitalismo, já que se provou um "controle" populacional?

Questão 50) Culpam o capitalismo pela fome do mundo, mas em países capitalistas uma das doenças que mais matam é a obesidade. Não é uma contradição? São hipócritas ou aparentemente sem limites de burrice para denegrir o sistema capitalista?

Questão 51) Já leram o Livro Negro do Capitalismo? É realmente culpa do capitalismo ou ações governamentais que são os verdadeiros culpados? Se é culpa do capitalismo, como um dono de um restaurante em Ohio possa ser culpado pelas mortes no Iraque?

Abraços e em breve farei mais algumas perguntas.
"Concordo que a desigualdade econômica possa ser benéfica socialmente. Porém ainda há pessoas que nem 0,50 centavos tem para sobreviver"

Então a sua preocupação é com a pobreza absoluta e não com a pobreza relativa.

"e mesmo com as políticas assistencialistas do governo não os permitem colocar em condições de consumidores para que possam consumir os serviços ofertados e muitas vezes trabalha não da forma que gosta e sim porque precisa sobreviver."

Essa frase contradiz a primeira. Primeiro você disse que a pessoa não tem nem 1 centavo (0,50 centavo é menos que 1 centavo), e agora diz que ela trabalha naquilo que não gosta.

A pessoa trabalha e não tem nem 1 centavo? Caramba....

Qualquer catador de papel e malabarista de semáforo consegue tranquilamente uns 10 reais por dia.

"Levando em conta que as máquinas tomaram boa parte do trabalho humano"

Desde o século XVIII isso acontece. E novas e mais agradáveis formas de trabalho foram descobertas. E é isso o que continuará acontecendo.

Ou você tem a arrogância da achar que não há mais empregos a serem descobertos e que tudo o que poderia ser inventado já o foi?

"um meio de adaptação seria o "trabalho intelectual""

Não necessariamente. Há hoje vários trabalhos que não podem ser substituídos por máquinas e nem dependem de "trabalho intelectual". Esportes, por exemplo. Professor de ioga. Chef de cozinha. Operador de máquina.

"No entanto contamos com um governo que não oferece ensino público gratuito e outras estratégias para que possam lançar os menos favorecidos ao mercado de trabalho."

Ué, não sei de onde você está teclando, mas, aqui no Brasil, o que não falta é ensino público "gratuito". Do maternal à pós-graduação. E toda a grade curricular é controlada pelo governo. É uma bosta? É. Assim como tudo que o governo faz.

E as pessoas ainda querem mais governo?

"Como então poderia ser resolvida essa questão, preservando a desigualdade econômica mas que possam colocar todos em condições de consumo?"

Explicado no próprio artigo. Quanto maior a oferta de bens e serviços, menores serão os preços deles. Isso está acontecendo desde a década de 1970 nos países ricos. Os preços das coisas só caem. No Brasil isso também poderia acontecer,
mas o nosso governo não deixa.

Se a sua preocupação é com a pobreza absoluta, então você tem de defender medidas que aumentem a quantidade de bens e serviços oferecidos, de modo que os preços deles caiam a ponto de permitir que qualquer um tenha acesso a eles.
"será que o verdadeiro motivo de se combater a acumulação de riqueza (tirando a mera inveja) não seria pelo fato de conhecermos a velha cobiça e ganância que degenera o homem com excesso de poder?"

Deixe-me ver se entendi. Você está dizendo que para combater "a velha cobiça e ganância" temos de dar poderes a políticos e burocratas (que são os seres mais gananciosos e cobiçosos do planeta), os quais irão tomar o dinheiro dos outros e redistribuir este dinheiro entre si? É isso mesmo?

Faz muito sentido.

"O Estado Democrático não mínimo, para fazer frente ao poderio econômico, não seria o mal mínimo preventivo desta desconfiança da "singularidade" da acumulação dos recursos financeiro-econômicos?"

A empiria lhe refuta.

Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

Artigos para você sair desse auto-engano:

Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

Grandes empresas odeiam o livre mercado

Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

Monopólio e livre mercado - uma antítese

O mito do monopólio natural

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Bruno  11/11/2009 23:53
    O problema é o socialismo real. Foi uma coisa medonha, um pesadelo na maioria dos países, a ponto de fazer George Orwell quase um profeta.
  • Thomas  14/02/2015 16:55
    Orwell era socialista
  • marcos  19/02/2015 17:06
    Era. Mas nada como um socialista, com liberdade para escrever (somente em países capitalistas....), para descrever com maestria o presente sombrio.

    Isso só torna mais relevante a prosa dele
  • Fernando  01/06/2016 20:01
    O problema do Socialismo é a dissolução de pensamentos e atitudes. A Filosofia se assemelha muito a um mundo de insetos, onde existe poucas castas de população. Háa classe dos trabalhadores, resignados em produzir, há a casta de soldados e há a fonte: A Raínha que gera essa Filosofia. O ser Socialista deve se encaixar em apenas duas opções: ou ser trabalhador ou ser soldado. Para ser a Raínha ou líder, acaba caindo no conceito de sangue, Monarquia e Hierarquia, o que se traduz num paradoxo não verificado pelas classes dominadas. Ou seja, todo socialista, age como um inseto, sem questionar a liderança de nada, apenas um inseto e nada mais.
  • augusto nasser  12/11/2009 00:46
    como assim? quer dizer que existe um socialismo de mentira, e com esse tipo de socialismo não há problema nenhum? independente do que você tenha querido dizer, o socialismo, de qualquer "tipo", sempre leva à escassez. A diferença é em quanto tempo o caos toma conta.
  • Figueroa  12/11/2009 01:36
    Como de costume, texto absolutamente estupendo do professor Hoppe! Os parágrafos finais explicam direitinho a mentalidade de certos tipos no Brasil, os funças.
  • Isaura  11/11/2014 12:20
    Bem no alvo, Figueroa. O texto disserta com grande precisão a respeito da pífia qualidade e da ridícula ineficiência dos nossos serviços públicos e seu tradicional sistema preguiçocrático/vagabundocrático. Quanto pior é, mais altos cargos ocupa. O socialismo já é aqui!
  • Bruno  12/11/2009 01:53
    O socialismo enquanto está só no livro é inofensivo. Assim como é inofensivo o liberalismo contido apenas nos livros.
  • Bruno  12/11/2009 01:56
    Espero mesmo que experiências como o socialismo real não volte a ocorrer. Quanto a escassez, sempre vai ter enquanto um tocar o terror no outro, independente do sistema político-econômico.
  • Bla  12/11/2009 12:47
    "Assim como é inofensivo o liberalismo contido apenas nos livros."\n\nPoderia argumentar ou apontar algum lugar que defenda o seu ponto de vista?
  • augusto nasser  13/11/2009 00:08
    na verdade, eu me expressei mal. escassez sempre há, nós lidamos com recursos escassos no dia-a-dia. o que eu quis dizer é que o socialismo leva a má alocação de recursos.
  • Marcus Sampaio  18/11/2009 12:48
    Nesta semana fui comprar pão num supermercado de marca (daqueles supermercados multinacionais), quando me deparei com uma funcionária recolhendo um carrinho de supermercado cheio de pães vencidos. Sabem qual o motivo pelo qual estes pães, simplesmente, irem para o lixo? Ah, nada mais óbvio. O preço do quilo de pão (dependendo da diferenciação, chocolate ou coco ralado) varia entre R$ 7,00 e R$ 15,00. Sendo assim, não foi possível vender a produção. Provavelmente, deve ser mais barato para o supermercado jogar todos os produtos perecíveis (estragados) e não vendidos no lixo do que reduzir seu preço - afinal, devem ter lucro suficiente a este preço com os consumidores de alta renda. Alguém teria outra explicação? Posso citar outro exemplo, outro dia conferi uma promoção de granola, o preço 'normal' era de R$ 4,67, na promoção ficava R$ 1,99, motivo: o produto estava prestes a vencer. Com um pouco de astúcia, podemos imaginar o montante de frutas e legumes, cereais, laticínios, carnes etc., perecíveis em geral, que simplesmente estão lá, de forma ABUNDANTE, nos supermercados e que simplesmente não conseguem serem vendidos. Por que tanto desperdício? O fato é que podemos enumerar n exemplos de produtos que são descartados pelo sistema capitalista ou que necessitam do aval do crédito para poderem ser consumidos. Afinal, permanecem por muito tempo caros e, portanto, inacessíveis - sem encontrar sua demanda; ou para encontrá-la necessitam do artifício do cartão de crédito ou financiamentos. Até a própria mercadoria 'crédito' não conseguem ser perfeitamente alocada, dada a péssima distribuição da riqueza. Nisto é natural o oferecimento de cartões de crédito sem a necessidade de comprovação de renda, gerando-se posteriormente o problema do nome sujo pela inadimplência. Também o elevado preço do crédito, pelo juro abusivo, serve para justificar esta prática. Trocando em miúdos, o sistema capitalista tem a capacidade de ampliar enormemente a produção (gerando o problema da superprodução), mas não é capaz de remunerar o trabalhador dignamente, de modo que possa consumir parcela digna dessa produção. Também o sistema é incapaz de dar esmolas, afinal, não ser eficiente é sinônimo de ser vagabundo ou preguiçoso, deixa morrer. Como o objetivo é tão somente a acumulação e maximização (redução de custos e aumento dos lucros), então, dane-se o resto. Para ser um bom capitalista é só seguir a lógica, aumento da poupança para mais expansão, por meio de investimentos (ou aquisições), para mais acumulação, e assim sucessivamente. Sendo assim, não é de modo algum, necessário remunerar dignamente quem realmente produz a riqueza, então é melhor matar de fome do que vender o pão. Em realidade, no sistema capitalista não há escassez, o fato é que a oferta não consegue encontrar sua procura, pois a riqueza não pode ser distribuída, devendo permanecer concentrada (afinal, eu sei "acumular" e você não, eu sou eficiente e você é preguiçoso, essa é a desculpa fajuta). Todavia, a lei do sistema capitalista é a da exclusão, do desperdício natural e dos excessos - para não falar na degradação do meio-ambiente. Realmente, sai muito mais barato e eficiente não repartir, porque assim eu fico com tudo. Em outras palavras, para que vender o pão mais barato, se já controlo o mercado e tenho elevado grau ou poder de monopólio nas mãos? Já alcancei o pódio da eficiência e acumulação máxima. E isso é quase a perfeição. Ah, falta levar toda essa riqueza por céu ou sei lá, fazer como os antigos egípcios: entocar tudo numa pirâmide!?\nNão sei se conseguir explicar porque o capitalismo é uma porcaria?
  • augusto  13/05/2011 14:29
    "O preço do quilo de pão (dependendo da diferenciação, chocolate ou coco ralado) varia entre R$ 7,00 e R$ 15,00. Sendo assim, não foi possível vender a produção. Provavelmente, deve ser mais barato para o supermercado jogar todos os produtos perecíveis (estragados) e não vendidos no lixo do que reduzir seu preço - afinal, devem ter lucro suficiente a este preço com os consumidores de alta renda. Alguém teria outra explicação? Posso citar outro exemplo, outro dia conferi uma promoção de granola, o preço 'normal' era de R$ 4,67, na promoção ficava R$ 1,99, motivo: o produto estava prestes a vencer."\r
    \r
    Traducao: se o supermercado nao abaixa o preco do produto e prefere jogar fora, o supermercado pratica desperdicio de alimentos, contribuindo para que pessoas passem fome, etc., etc. etc. Mas se o supermercado baixa o preco do produto que esta prestes a vencer, o supermercado esta praticando uma discriminacao perversa contra os pobres, que so podem comprar o produto quase estragado...\r
    \r
    O cara tambem parece ter esquecido da montoeira de leis que na pratica impedem qualquer supermercado de vender produtos "no limite da validade", e que se o supermercado resolver doar, ainda pode ser processado caso alguem coma o produto e passe mal (nota: essa lei pode ter mudado recentemente, ouvi falar).
  • anônimo  13/05/2011 18:27
    "Provavelmente, deve ser mais barato para o supermercado jogar todos os produtos perecíveis (estragados) e não vendidos no lixo do que reduzir seu preço - afinal, devem ter lucro suficiente a este preço com os consumidores de alta renda. Alguém teria outra explicação?" (Marcus Sampaio)

    Existem várias explicações bastante simples Marcus, o mercado errou ao oferecer pães em demasia, produziu um pão de qualidade inferior, não foi ágil em definir um preço de venda adequado (normalmente o preço do kilo do pão está em torno de R$ 7,00 reais, se você diz que podem ter cobrado R$ 15,00, nem precisa pensar muito sobre o que deu errado).
    A sua hipótese - a de jogar fora o pão ao invés de vender mais barato - é meio tola, me desculpe a sinceridade.
  • Guilherme  06/06/2013 19:38
    "Provavelmente, deve ser mais barato para o supermercado jogar todos os produtos perecíveis (estragados) e não vendidos no lixo do que reduzir seu preço - afinal, devem ter lucro suficiente a este preço com os consumidores de alta renda. Alguém teria outra explicação?" (Marcus Sampaio)

    Essa afirmação é verdadeiro afronte a lógica, se existem consumidores de alta renda dispostos a pagar pelo pão caro, qual seria a razão de produzir em demasia para descartar depois, seria mais fácil e barato produzir a quantidade necessaria reduzindo custos com mão-de-obra e produção e potencializando lucros, o descarte do pão evidência a ineficiência estratégica empregada pelo supermercado, que monta então uma estrutura ineficiente, ou seja, não foi mais barato produzir mais pão e vender mais caro.
  • Paulo Sergio  21/05/2012 03:04
    'Não sei se conseguir explicar'

    é, isso explica muita coisa mesmo
  • Angelo Viacava  11/11/2014 11:28
    Na tua visão: culpado por ter cachorro, culpado por não ter cachorro.
  • implante  16/11/2014 02:58
    Marcus: "Todavia, a lei do sistema capitalista é a da exclusão, do desperdício natural e dos excessos - para não falar na degradação do meio-ambiente. Realmente, sai muito mais barato e eficiente não repartir, porque assim eu fico com tudo. "

    O Sistema capitalista tem regulação auto suficiente, por oferta demanda, se houver excesso de produção e desperdício, as informações devem orientar a nova compra de pães para que não sobrem. Isto nada tem a ver com exclusão dos mais pobres, somente com controle administrativo. Não cabe ao supermercado suprir os pobres de alimentos por caridade, isto seria função do governo.


    Marcus:"Trocando em miúdos, o sistema capitalista tem a capacidade de ampliar enormemente a produção (gerando o problema da superprodução), mas não é capaz de remunerar o trabalhador dignamente, de modo que possa consumir parcela digna dessa produção."
    Isto acontece no Brasil, porém em sociedades de primeiro mundo, o capitalismo é socializante e a renda é muito bem distribuída. Mesmo os de menor renda conseguem ter acesso a bens materiais. O Governo é eficiente e pouco corrupto devolvendo à população o que pagaram em caros impostos.
  • Valdir  07/08/2015 09:51
    Faco um desafio a voce, va morar por um ano na Venezuela e depois venha debater sobre o capitalismo. Eh muito facil falar sobre se voce nunca conviveu com o socialismo. Sempre viveu em um pais capitalista. Entao faca o que eu disse e depois venha dissertar sobre.
  • Silvio  27/09/2015 14:18
    Ele não precisa ir para a Venezuela, o Brasil já é um pais socialista. E já é uma grande porcaria justamente por causa disso. A bem da verdade, não há países capitalistas, há países mais ou menos socialistas. Mesmo em países mais socialistas, como Cuba e Venezuela, há um capitalismo que tenta sobreviver em meio às tentativas de planejamento do poder central. Assim sendo, resta saber se o país é mais socialista do que a média. E, nesse caso, não restam dúvidas de que o Brasil é sim um país socialista.
  • anônimo  28/09/2015 14:19
    O Brasil não é socialista, o Brasil é populista e desenvolvimentista.

    A Venezuela está na transição entre populismo e socialismo. Já dando sintomas claros de escassez típico de países com um planejamento central. Em outras palavras, é proto-socialista.

    Cuba é socialista.

    Você está levando à sério os "ad hominens" presentes aqui no IMB feitos na brincadeira de chamar qualquer intervenção na economia de socialismo.

    Não existe apenas anarcocapitalismo ou socialismo. Não é apenas 8 ou 80.
  • Affonso  28/09/2015 14:54
    Sim, é socialista, só que na acepção moderna do termo:

    O que é realmente o socialismo e qual o seu maior problema
  • anônimo  28/09/2015 21:30
    Só que a "acepção moderna do termo" está errada.

    Socialismo é quando o Estado controla quase todas as empresas ou quando controla o preço de vários produtos básicos.

    A Suécia, que é chamada de socialista por esquerdistas, não é socialista, é social-democrata.
    É um sistema parasita (igual o socialismo também é), mas não é socialista, pois os preços são determinados pelo mercado, a maioria das empresas estão em mãos privadas e os empresários possuem bastante autonomia de investir seus recursos, empregar sem muitas leis trabalhistas enchendo o saco e ajustar os preços como bem entenderem.

  • Genuíno  28/09/2015 21:41
    "Socialismo é quando o Estado controla quase todas as empresas"

    No Brasil já é assim. Por meio do BNDES -- que detém 40% de todo o crédito no Brasil --, o estado já participa de todas as grandes empresas do país.

    Essa reportagem, que é de 2010, já deve estar bem desatualizada (de lá pra cá o BNDES praticamente duplicou sua presença na economia), mas ainda assim dá pra ter uma ideia do descalabro.

    "ou quando controla o preço de vários produtos básicos"

    No Brasil, o estado controla o preço da gasolina, da luz, do telefone, dos remédios, dos planos de saúde, dos pedágios, da TV a cabo, das tarifas de ônibus, de vários produtos agrícolas e até mesmo do café.

    Em que planeta você mora para não saber disso?
  • anônimo  29/09/2015 01:49
    Controlar 40% do crédito para grandes empresas não é controlar 95% das grandes e pequenas empresas.

    Dos produtos que você citou, o Estado brasileiro apenas controla o preço da gasolina e da luz.

    Todos os outros produtos há um Corporativismo entre o governo e suas empresas favoritas de não deixar entrar concorrência no Mercado. Além de cobrar altos impostos para empresas menores não conseguirem competir e saírem rapidamente do mercado.

    Isso o que você descreveu é Desenvolvimentismo. É uma das características de uma economia fascista.

    Lógico, a economia brasileira está muito mais próxima de uma economia socialista do que de uma economia de livre mercado. Mas não é socialista, é desenvolvimentista e populista desde os tempos de Getúlio Vargas.
  • Antônimo  29/09/2015 02:56
    O socialismo não tem interesse em controlar pequenas empresas. Entre controlar a Vale, a Petrobras, a JBS, as telefônicas etc. ou o boteco da esquina, quem você acha que o estado vai escolher?

    Vale enfatizar que nem mesmo a URSS controlava biroscas. Ao contrário, o estado fazia vista grossa para esses empreendimentos (aliás, até incentivava, pois sabia que era impossível existir uma economia sem nenhum empreendimento privado).

    Portanto, não: para ser socialista, um estado não tem de "controlar 95% das empresas grandes e pequenas" (aliás, de onde você tirou esse percentual?). Basta ele controlar as grandes. Tendo controlado as grandes, o grosso do PIB já está em suas mãos.
  • José Mujica  29/09/2015 03:35
    Não é um interruptor de ligado/desligado (socialista/não-socialista).

    É um gradação de infinitos graus entre a liberdade e o totalitarismo.
  • anônimo  29/09/2015 21:59
    Eu sei muito bem que a economia soviética não era 100% estatal. Mas, o Estado controlava TODAS as grandes empresas. Portanto, controlava pelo menos uns 75% do PIB soviético.

    Se no Brasil o Governo controlasse todas as grandes empresas ou pelo menos a maioria delas, o Brasil seria socialista. Mas como o Governo é a entidade que "conduz" o processo de crescimento do país (e não deixa a livre iniciativa fazer isso) através de 40% de subsídios e crédito fácil para empresas e construtoras grandes, então o Brasil é desenvolvimentista.

    Tenho minhas verdadeiras dúvidas sobre o que é mais destrutivo para uma economia: o socialismo ou o desenvolvimentismo herdado de Getúlio Vargas.
    No socialismo não há bodes expiatórios, enquanto no populismo e desenvolvimentismo há os grandes empresários como bode expiatório do Governo.
  • anônimo  29/09/2015 11:11
    Se algum estado controlar 95% das suas empresas então pode ter certeza que nesse país a população está passando fome.
  • Anarquista de mercado  09/03/2016 17:45
    O Imediatismo do Socialista
    O problema reside no fato de os socialistas terem uma visão muito imediatista para os problemas sociais, o que a torna profundamente equivocada. De um lado, eles olham uma massa de pessoas com recursos insuficientes para se sustentarem dignamente. Do outro lado há alguns poucos ricos, abastados. Então ao ver essa disparidade de rendas e posses, ele se angustia, se apavora e atribui a miséria dos pobres ao sistema capitalista, ao mercado (malvadão por sua própria natureza), sistema este de onde aqueles poucos ricos extraem e acumulam suas riquezas, como se o capitalismo fosse a causa (e não um efeito).
    O equivoco imediatista do socialista reside no fato de que esse problema em relação às posses não é problema do capitalismo. Se olharmos bem na história humana, se trata de um problema que antecede o próprio capitalismo. Por exemplo, na Grécia Antiga, essa relação poucos ricos versus maioria pobre já existia (e não se tinha sistema capitalista aqui, pelo menos no sentido moderno e contemporâneo do termo). Na Roma Antiga, da mesma forma havia também poucos ricos contra uma maioria pobre. No sistema feudal, do mesmo jeito ocorria. Então não é o sistema capitalista o culpado de alguém ter muitas posses e outros não (entenda-se posse aqui numa acepção bem ampla: propriedade de bens móveis e imóveis e acesso a serviços).
    Se quisermos ser coerentes e honestos intelectualmente, devemos mesmo reconhecer que no sistema capitalista, o acesso a alguns bens e serviços foram barateados. Basta ver a quantidade de atendimentos à saúde que as pessoas passaram a ter acesso, lembrando que se você vivia na grécia antiga e não era rico (ou não tinha alguns "cobres"), então teria que apelar mesmo era para um "chazinho" e algumas palavras mágicas para os seres das florestas (que ninguém nunca via), dos mares, dos rios, do Olimpo. O mesmo se pode afirmar quanto a veículos, viagens, livros, dentre outras posses.
    Portanto, os aspectos positivos do capitalismo acabam sendo turvados pela visão imediatista e angustiada que o socialista tem sobre a questão da diferença de posses na sociedade.
    O problema dessa disparidade entre as posses parece ter outra causa que não o capitalismo, até porque a mesma causa parece estar presente também nas formas de organização antecedentes ao capitalismo.
    De uma maneira bem simplista e idealizada, tomemos o exemplo da Grécia antiga: suponha-se uma sociedade de 2 cidadãos gregos, proprietário de 10 escravos cada. O primeiro coloca todos os seus escravos para trabalhar em uma mina de ouro, com produção individual de 2kg de ouro. O segundo cidadão coloca 8 escravos nas minas e os outros 2 em outros afazeres domésticos. Os referidos cidadãos também requisitam 4h dos serviços de um artesão da pólis, remunerado por seu trabalho com 2kg de ouro o turno, sendo que num turno trabalharia para o primeiro cidadão e no outro, para o segundo, ao final do dia teríamos a seguinte pirâmide de acumulação: no topo, 1º cidadão grego com 18 kg de ouro; logo abaixo, o segundo cidadão com 16 kg de ouro, mais abaixo, o artesão com 4kg de ouro; e na base, os escravos... com zero de riqueza acumulada. A projeção dessas relações ao longo dos tempos (supondo-se ausência de revoltas, confiscos, assaltos, dentre outros infortúnios) implicaria que alguns poucos cidadãos teriam uma riqueza acumulada muito enorme, enquanto outros nem tanto, e outros ainda nem teriam nada. Veja-se que apenas os cidadãos gregos e os artesãos dispõem de alguma liberdade quanto ao tempo que possuem para desenvolver suas atividades. O escravo não dispõe de liberdade alguma sobre a parcela de tempo útil que poderia dispor para acumular alguma riqueza (em geral 8h diárias... não estou falando das jornadas de 10, 12, 14, 16 ou mais horas de trabalho a que os escravos e trabalhadores em geral nos diversos períodos históricos são submetidos, mas a um tempo útil que o dia possui e que pode ser quantificado por turno para uma produção de riquezas, sem prejuízo de outros afazeres). O mesmo raciocínio vale para Roma antiga.
    Se expandirmos a referida hipótese ao período feudal, com as devidas adequações referente aos respectivos agentes e momento histórico, encontraríamos a mesma relação: uns teriam mais outros menos e uma grande maioria teria bem pouco. Também aqui apenas os senhores feudais e o clero disporiam de alguma liberdade para acumular riquezas, alguns artesãos e os servos sofreriam restrições quanto ao controle de seu tempo de trabalho, já que tinham que trabalhar para si e para aqueles (tenho a impressão que esse controle de tempo aqui não era nem tão absoluto quanto o atual).
    Veja-se que até aqui, há dois problemas que, em regra, perpassam por aquelas sociedades antigas: a não remuneração (ou mesmo baixa remuneração) de quem efetivamente está inserido na atividade produtiva (escravos, servos), além do controle de tempo que os mesmos dispõem para atividades produtivas de riqueza (as ditas 8h úteis de trabalho), ou seja, o problema não reside no fato de haver algumas pessoas muito ricas e outras pobres, mas no controle remunerativo e de tempo dos reais produtores de riqueza. Se vai haver diferenças de posses, isto não é o problema, até porque isto tem pouco a ver com um sistema produtivo em si, mas sim com a forma que cada cidadão interage individualmente com o seu tempo produtivo e acumulo ou dispêndio das riquezas produzidas. Como exemplo simples, voltemos ao caso dos cidadãos gregos antigos, se os dois gregos gastassem parte de sua riqueza com festas (14 kg cada), a pirâmide sofreria alteração na ordem dos acumuladores. Um dos gregos teria 4kg, o artesão teria 4kg, seguido pelo segundo grego com 2kg e os escravos com nada.)
    Portanto o problema não é haver diferença entre quem tem mais ou menos posses, mas sim em quem dispõe de mais ou menos controle de seu tempo produtivo para obtenção de riquezas.
    Restaria saber, se no capitalismo as referidas relações penetraram em sua estrutura, ou seja, se há pessoas não remuneradas (ou mal remuneradas) e se elas dispõem de liberdade quanto ao seu tempo produtivo.
    Os fatos parecem indicar que, no capitalismo, a maioria dos trabalhadores recebe salário, mesmo se admitindo que ainda seja necessária alguma correção, mas que há um grande avanço em relação aos sistemas produtivos anteriores, isso não se pode negar. Quanto ao quanto ao controle de tempo me parece aqui residir o problema principal, já que este se mostra como uma constante em todos os sistemas, de forma que em nenhum deles se abriu mão de tal controle, o que deixa claro que este ainda precisa de correção significativa. Deveria ser este o foco dos ditos socialistas.
    Ironicamente, se um socialista luta por essa liberdade (flexibilidade) quanto ao tempo para produção de riqueza, de trabalho, na verdade estaria lutando pela própria aniquilação, já que, um de seus pressupostos é de que esse controle se faz necessário para o atingimento de seus fins, pois se ele não controla os agentes inseridos no mercado, então este não é planejado, se almejar controlar, deverá oprimir via seguintes mecanismos: controle do tempo, controle do montante possível de adquirir, dentre outros). Na verdade, não seria propriamente uma aniquilação, mas sim um conversão tácita a uma das modalidades anárquicas, ainda que se queiram denominar de socialistas. Isto a nosso ver é o que inviabiliza o socialismo enquanto contraposto ao capitalismo. Na verdade, antes mesmo de se contrapor, o mesmo se mostra mais como uma submodalidade do capitalismo que pensa combater, já que não abandona o mercado (o que a nosso ver é impossível: alguém tem que plantar algo, alguém tem que criar algo, alguém sempre desejará algo de que não é capaz de plantar ou criar), mantém o controle do tempo do trabalho produtivo, e controla o acumulo de riqueza, ou seja, se mostra mais alinhado do que imagina com o "famigerado capitalismo". Em um capitalismo aristocrático (ou oligárquico ou monopolista) o controle do tempo se faz necessário. Em um sistema socialista, o controle do tempo também se faz necessário. Se abandonarmos esse controle, temos o anarquismo. E se alguém prestou bem atenção, percebeu que o mercado está presente em todas as modalidades aqui citadas, do capitalismo monopolista ou oligárquico, passando pelo socialismo e finalizando no anarquismo, o que demonstra uma sociedade sem mercado é algo impossível e se controlamos o mercado, o que implica o controle de todos os agentes deste, então temos uma forma de opressão (o que seria contrário ao socialismo), mas se o mercado fica sem controle, o que inclui os agentes realmente produtivos, então temos o anarquismo.
  • Leandro  18/11/2009 17:11
    Prezado Marcus, o senhor está um tanto agitado. Quer dizer que o fato de um supermercado estar jogando pão fora configura um defeito do sistema, que gera superabundância?

    O curioso é que eu tenho certeza de que, se o supermercado estivesse vendendo esse pão estragado a preços baixos, algumas pessoas iriam acusar o estabelecimento de estar praticando um "capitalismo malvado e predatório", que abusa dos pobres apenas para tomar seu dinheiro.

    Outro: granola vendida a R$ 1,99 configura maldade do sistema? Mesmo um sujeito completamente destituído de tudo, com dois minutos de esmola no semáforo já é capaz de coletar dinheiro suficiente para tal. Isso é ruim?

    Quanto à remuneração dos trabalhadores, trata-se de algo que já foi amplamente discutido aqui. Por que será que no Brasil a remuneração é baixa? É porque os empreendedores são malvados ou é porque existe um ente que suga 40% da riqueza nacional para benefício próprio e, com isso, impede que haja capital para a melhoria da remuneração? Colocando de outra forma: será que o fato de existir uma entidade que confisca 40% da renda dos brasileiros não exerce o mínimo efeito sobre a distribuição dessa renda?

    Quanto aos preços, se o senhor os quer baixos, passe a defender a livre concorrência, algo que só é possível com desregulamentação, desburocratização e destributação.

    Acho que o senhor, na ânsia de provar uma ideologia, está sendo precipitado no apontamento das reais causas dos problemas. O problema está justamente na existência daquele a quem você clama por solução.
  • Isaura  11/11/2014 12:41
    Lendo este vomitório do Marcus Sampaio lembrei-me da entrevista do Ives Gandra no Jô Soares, recentemente. De todas as inestimáveis informações que ele nos concedeu, um dado me pareceu muito importante, aparentemente óbvio, mas ainda assim alarmante: estas pessoas - que elaboraram e defendem o PNDH - ACREDITAM que Cuba é um exemplo de democracia, que a Venezuela é um exemplo de democracia representativa.

    Discussões à parte com relação ao nosso apreço pela democracia, esta maneira distorcida de olhar a realidade me parece um traço preocupantemente comum entre os defensores destes regimes bolivarianos.
  • Tiago RC  19/11/2009 07:17
    Marcus,\n\nPosso supor então que você se propôs a comprar todos os pães que viu serem desperdiçados e oferecê-los aos esfomeados, certo?\n\nAh propósito, acredito que se você doa alimentos a alguém e essa pessoa tem problemas de saúde pela doação, o governo te agride. E não há maneira de fazer a pessoa se responsabilizar pelo risco, a responsabilidade cai sobre o doador.
  • mauricio barbosa  10/11/2014 12:12
    Esse Marcus Sampaio ou é um tremendo cara de pau ou um tremendo ignorante em economia,pois rapaz houve desperdício nesse caso,é lógico que houve e este custo sai baixíssimo para a sociedade no máximo 3% do preço final e consequentemente do faturamento deste supermercado e o que passar disso irá diminuir o lucro do malvado,lobo do homem o proprietário sacana sei lá mais qual adjetivo que vocês comunas gostam de usar para condenar quem só quer trabalhar em paz e voltando a vaca fria,este seu exemplo mostra também que se este supermercado continuar a produzir pães em excesso ele irá ter prejuízos atrás de prejuízos e o lobo do homem o malvado capitalista não é burro de ficar desperdiçando material desta forma ou seja ele irá sabiamente diminuir ou paralisar essa produção visto ela não estar sendo rentável, agora seus amigos estatistas só sabem dar prejuízos em suas respectivas gestões ou seja nós precisamos do serviço público igual precisamos das mercadorias de um supermercado mas ai eis a diferença,o gestor privado procura trabalhar minimizando os prejuízos enquanto o gestor público trabalha buscando ganhar o máximo de eleitores desperdiçando nossos suados impostos com gastos supérfluos e desvios ilegais numa sucessão de erros e mutretas solapando até mesmo a consciência das pessoas que apóiam essas mazelas em troca de esmolas enfim migalhas e isso você acha correto só porque acredita nessa teoria furada de comunismo que vivem dizendo que numca foi realizada na prática pois o que foi realizado na extinta União Soviética foi simplesmente a estatização de todas as formas de propriedade pois bem é por isso que ela numca se tornará realidade pois só com propriedades privadas tal desejo de destruir a burocracia se tornará realidade pois só aquilo que é lucrativo move as pessoas a agirem e lutarem pelos seus ideais agora transferir tal missão para líderes carismáticos isso é atestado de incompetência e covardia,portanto lute contra a burocracia abraçando a causa libertária,trabalhe e ganhe honestamente seu sustento e patrocina com dinheiro ou com manifestações de apoio essa obra de conscientização do povo e das massas é um conselho que te dou e ai você verá por que uma Suíça por exemplo rejeitou o aumento de salário mínimo e por ai vai...
  • André Luis   13/05/2011 12:01
    comunismo, keynesianismo, socialismo, nazismo, facismo, nacionalismo etc. são DOENÇAS.
  • charles hertz da silva  07/03/2013 17:26
    faltou você mencionar os anarquistas de esquerda que são tão ridículos quanto todos os outros citados!
  • Alexandre  07/06/2015 04:22
    Só vejo comentario de coxinhas da direita , centados no ar condicionado .
  • anônimo  08/06/2015 09:52
    E segundo sua lógica, provavelmente ar condicionado impede as pessoas de pensar.
  • André  31/08/2015 02:11
    Prefiro ser coxinha de direita, do que ser um socialista,melhor, esquerda caviar, que ainda por cima, tem coragem de escrever sentados COM "C". Reveja seus conceitos sobre o capitalismo amigo, pois o socialismo é uma grande farsa, vai ver se em uma nação socialista como Cuba, Fidel Castro vai na fila do pão com sua fichinha junto a população, não vai né.Amigo faça o seguinte, vai morar na Venezuela ou em Cuba, e veja que grande beleza que é, realmente vocês são muito ignorantes mesmo.
  • luis  11/01/2016 15:29
    centados
  • Juliana  24/06/2016 18:53
    Eu sou coxinha de direita por que já trabalhei como funcionária do Estado e como funcionária em iniciativa privada e conheço outras pessoas que também tiveram as duas experiências. Posso afirmar: Trabalhar para iniciativa privada é muuuuuito melhor do que trabalhar para o Estado. Não me importo que haja uma classe superior a minha economicamente falando, contanto que eu seja respeitada no meu trabalho pelos meus superiores. Garanto que o Estado é o pior patrão que já tive na vida.
  • anônimo  26/06/2016 10:03
    Trate-os da forma correta: eles são PARASITAS e não 'superiores economicamente'.
  • Juliana  27/06/2016 12:39
    São pessoas que lutaram para estar onde estão. Pelo menos os patrões e chefes que já tive. Eles não são parasitas, eles são muito mais hospedeiros. Tem que cumprir compromissos fiscais pesadíssimos e arcar com as minhas responsabilidades trabalhistas. Até acho que a qualidade de vida deles nem é tão diferente da minha, visto que com tantas responsabilidades financeiras, a renda está bem distribuída. Você não acha que quanto maior a responsabilidade, maior deve ser a remuneração? Eu acho justo.
  • anônimo  27/06/2016 21:21
    'São pessoas que lutaram para estar onde estão.'

    O que não justifica absolutamente nada.
    Uma pessoa só merece ganhar muito dinheiro quando faz algo que os outros aceitam VOLUNTARIAMENTE pagar por aquilo.

    Eles não são parasitas, eles são muito mais hospedeiros. Tem que cumprir compromissos fiscais pesadíssimos'

    Irrelevante.Se no fim das contas o dinheiro dele é arrancado da iniciativa privada, é parasita sim.
  • Juliana  28/06/2016 11:57
    Olha, por tudo que já vi nas histórias de vários países, o socialismo não é a melhor opção para o Brasil. Pois, ao invés de termos classes A, B, C etc, teremos apenas uma classe: A classe pobre. E ninguém terá condições de ajudar ninguém nas suas dificuldades, pois todos estarão em situação ruim. O socialismo pode funcionar teoricamente ou talvez nem teoricamente. Eu já testemunhei pessoas saindo da pobreza por meio de seus próprios esforços, pagando VOLUNTARIAMENTE por serviços que queriam e ainda assim conseguirem mudar de classe. Assim como vi PARASITAS (na sua opinião) pagarem VOLUNTARIAMENTE impostos e outros serviços dos quais precisavam e caírem de classe.
    Não acredite nestes professores doutores comunistas. Eles sabem que o comunismo não é bom para o povo, só é bom para a liderança, mas eles precisam do apoio do povo para conseguir seu objetivo, eles serão a liderança e estão enganando o povo com ilusões.
    Me desculpe, sei que é muito difícil apagar uma lavagem cerebral feita por essas pessoas, tenho certeza que minhas palavras foram em vão para você, mas eu precisava expor minha opinião. Obrigada!
  • renato luis calloni  20/05/2012 09:56
    Resumindo todo o artigo acima:
    O socialismo nada produz, só distribui as riquezas de acordo com a conveniência de seu gestor. Este sistema pune o competente e beneficia o incompetente no acesso as riquezas, cargos e vantagens da sociedade. Promove a corrupção através do mercado paralelo, inibe a descoberta de novos avanços em toda cadeia do conhecimento e sobretudo expolia as riquezas adquiridas pelo trabalho alheio. Felizmente o socialismo acaba quando termina o dinheiro dos outros.
  • Nairon Taquita  20/05/2012 17:52
    renato luis calloni, só queria dizer eu não teria certeza de que o socialismo acabaria junto com o dinheiro da "massa". Em Cuba o terror socialista existe a mais de 50 anos!!!
  • Rene  21/05/2012 05:46
    Acontece que Cuba costuma receber algumas "ajudas de custo". Como o petróleo da Venezuela ou US$ 1,37 bilhões de nossa república das bananas.\r
    \r
    blogs.estadao.com.br/jt-radar/em-cuba-dilma-trata-de-negocios-e-libera-emprestimo/
  • so  08/06/2015 18:32
    Cuba quer o dinheiro do capitalismo (dos coxinhas) mas não gosta do mesmo. Vai entender essa burrice, ou esperteza?!
  • Emerson Luis, um Psicologo  04/04/2014 19:11

    "...reduzidos níveis de investimento e poupança, má alocação de recursos, utilização excessiva e consequente destruição dos fatores de produção, e qualidade inferior dos produtos e serviços..."

    Descrição do Brasil!

    O socialismo vai contra as leis naturais da realidade.

    * * *
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  09/11/2014 17:56
    "socialismo" é a irracionalidade humana elevada a doutrina política. Não merece nenhum tipo de estudo, defesa, acusação, etc. Simplesmente, é loucura coletiva. E loucura não é algo que deva ser comentado por pessoas racionais. Essa chaga chamada "socialismo" deve ser eliminada dos livros e esquecida pelas pessoas que, desgraçadamente(e me incluo nesse grupo, infelizmente), tiveram algum contato/estudo com essa maldita doutrina mentirosa e escravizadora, perdendo seu tempo que poderiam ter dedicado a ajudar(verdadeiramente) a si e aos seus semelhantes, seja trabalhando, criando, produzindo, etc. Um conselho aos futuros pais: Excluam o contato de seus filhos com qualquer doutrina "socialista". Procurem incentivá-los a estudar assuntos mais úteis e práticos.
  • Silvio  09/11/2014 18:20
    E, mesmo que seu sucesso fosse possível, ainda assim deveria ser veementemente combatido, pois o socialismo é imoral.
  • vanildo neto  09/11/2014 23:59
    A exemplo dessa hierarquia que não se é reconhecido pelo seu potencial está o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro.
  • Bob Simpsom  10/11/2014 10:24
    E pra quem ainda tem dúvidas, é só estudar todos os países que fizeram uma experiência socialista.
  • anônimo  10/11/2014 10:39
    Socialismo total sempre vai fracassar, por isso que os governos querem só 50% de socialismo, 40%, 60%, e aí ele vai sobrevivendo e ferrando todo mundo
  • anônimo  10/11/2014 17:50
    Os socialistas entenderam que controlar a economia é impossível, mas acreditam que isso se dá pela existência da individualidade humana. Eles acreditam que a economia planificada não vingou por supostamente haver um impeditivo cultural no homem que o faz ser ganancioso. Por isto o novo "socialismo cultural" visa reformar o homem antes de reformar a economia. Eles acreditam serem capazes de mudar leis econômicas apenas com reengenharia social. Não preciso dizer que é uma completa balela, e que nunca dará certo. Conseguirão no máximo levar ao colapso a civilização em que se instalarem.
  • J. Rodrigues  11/11/2014 10:40
    anônimo, parabéns. A tara dos teólogos do socialismo/comunismo é mudar, torcer, remodelar a natureza humana (dos outros). Eles não gostam da humanidade como ela é porque estão insatisfeitos consigo mesmos, mas não encaram o fato.
  • Alan  10/11/2014 14:38
    Os adeptos do socialismo sofrem de "economofobia", como o ilustre Hayek disse em seu livro O Caminho da Servidão. Um termo mais que atual.
  • Pedro Mundim  10/11/2014 17:33
    Em teoria, a sociedade sai ganhando se os meios de produção forem retirados das mãos de uns poucos (os burgueses) e colocados nas mãos da comunidade, uma vez que os burgueses sempre terão em vista somente os seus interesses particulares, e não os interesses comunitários.

    O problema é que o burguês é uma entidade concreta - um pessoa com nome, sobrenome, peso, altura e personalidade - enquanto a comunidade é uma abstração. Uma abstração não gerencia fábricas. Colocar os meios de produção nas mãos da comunidade nada mais é do que colocar os meios de produção nas mãos dos auto-proclamados representantes dessa comunidade, e esses são pessoas muito parecidas com os antigos burgueses, inclusive no que diz respeito ao gosto pelo luxo, mas com a diferença de que nada entendem do negócio. Pode-se afirmar que, bem ou mal, agora esses novos gestores direcionarão a produção ao bem comum, enquanto que o burguês direcionava a produção a seu próprio bem. Mas o burguês, via de regra, não produz para outros burgueses, e sim para as massas, que constituem um mercado bem mais vasto. Produzir muitos ítens baratos para os pobres sempre deu mais lucro do que produzir poucos ítens caros para os ricos. Por conseguinte, o burguês não tem interesse nenhum em reduzir o consumo dos trabalhadores - muito pelo contrário, quanto mais ele vende, mais ele lucra - e se no quadro econômico atual a produção não consegue satisfazer os desejos de consumo de toda a massa dos trabalhadores, isso se deve a fatores alheios à vontade dos burgueses proprietários dos meios de produção. Esses fatores continuam existindo se os meios de produção forem passados a novos gestores - a geladeira não vai gelar mais se for pintada de verde! Na melhor das hipóteses, a produção sob o comando desses novos gestores socialistas será igual ao que era antes, mas na prática será menor, porque esses gestores carecem dos conhecimentos dos antigos burgueses, bem como não correm risco algum, já que a fonte de seu poder é o partido que os nomeou, e não o sucesso de sua gestão.
  • J. Rodrigues  11/11/2014 10:28
    Eu acho que o Marcus Sampaio prefere viver num sistema em que as pessoas tenham abundância de dinheiro e escassez de alimento/produtos em oferta. Se disser que quer as duas coisas ao mesmo tempo aí já terá de mudar de planeta.
  • Vban Vitor  11/11/2014 12:00
    Solicito ao regulador que me indique os artigos sobre salário e remuneração. Obrigado.
  • Belfort  11/11/2014 12:49
  • Vban Vitor  15/11/2014 16:11
    Encontrei um outro artigo sobre remuneração, ainda mais esclarecedor que aquele que me foi indicado.www.mises.org.br/Article.aspx?id=909&comments=true Agradeço ao Belfort pela ajuda.
  • Primo  11/11/2014 13:45
    O capitalismo funciona bem, o único problema que vejo é a propriedade privada. Assim que resolvermos o problema de quem chegou primeiro a sociedade prosperará. É claro que alguns cortaram caminho por atalhos, é claro que outros tiveram informação privilegiada, é claro que outros se aproveitaram de brechas nas regulamentações mas só precisamos esquecer o passado e reafirmar o presente para a sociedade prosperar no futuro. Não devemos perder a esperança. Temos que ter fé, acreditar em deus e nos libertar dos bens materiais e focar nossos esforços na contemplação da espiritualidade. E assim, depois que finalmente definirmos quem chegou primeiro na propriedade, aquele que chegará por ultimo verá que o socialismo triunfará. Afinal, quem é você para falar quem é dono do que?
  • Tio  11/11/2014 13:56
    "O capitalismo funciona bem, o único problema que vejo é a propriedade privada."

    O avião funciona bem, o único problema que vejo é que ele voa.

    Meu caro, não há capitalismo sem propriedade privada. E, sem propriedade privada, a humanidade simplesmente definharia.

    Sem propriedade privada não há moralidade e nem civilização
  • Silvio  11/11/2014 17:02
    "...quem é você para falar quem é dono do que?"

    Eu sou um ser humano e sou dono do meu corpo.

    Por acaso você discorda disso?
  • Primo  11/11/2014 20:01
    Caro Silvio. Você pode até ser um ser humano, mas você não é dono de nada. Você pode até tentar mas você não controla seu corpo. Certamente queria dar risada, mas estará chorando. Poderia comer um pouco, mas passará fome. Sempre terá fome e quando finalmente a fome acabar você verá que não somos donos de nada.
  • Vban Vitor  15/11/2014 16:35
    Primo,

    A questão da espiritualidade não exclui as relações humanas. O capitalismo nada mais é que relação de trocas entre homens.Você há de convir que os homens não são iguais, mesmo sob os aspectos esporituais. As experiências e as opiniões divergem até quando possuem o mesmo objetivo. O capitalismo e a propriedade privada são aspectos de coerência dentro de uma temática de produção e visão. Teu socialismo pode ser traduzido em caridade para aqueles que nao tem capacidade produtiva. Caridade essa que só é possível se houver um produtor capitalista, acumulando, observando tendências e vendendo. Quem faz mais caridade, o governo ou os mal-ditos capitalistas?
  • anônimo  15/11/2014 17:19
    Ninguém precisa controlar tudo pra ser dono.
    Vc por ex, não controla essa maconha estragada que te faz falar essas besteiras sem sentido, o que não significa que não seja dono dela.
  • Silvio  15/11/2014 17:58
    Depois de ler o seu comentário, queria chorar, mas acabei dando risada. Você poderia simplificar seu argumento dizendo que vou morrer e que, por mais que tente, não vou conseguir evitar isso.

    O problema é que, para existir, a propriedade não requer um controle absoluto, tal como você insinua. O controle absoluto, se você acredita, caberia apenas a Deus e, portanto, apenas a Ele seria possível se dizer proprietário do que quer que seja. Só que, para a propriedade existir, não é necessário que se tenha a capacidade de afastar as leis da natureza, só é preciso que se tenha a capacidade de afastar outras pessoas. Algo é meu porque não é seu e algo é seu porque não é meu.

    Mas, só para confirmar, você queria dizer mesmo que não tenho nem a legitimidade de dizer que eu sou proprietário de meu próprio corpo?
  • Eduardo  16/11/2014 01:02
    Passar fome ou sede não indica que não temos direito de propriedade sob nosso corpo, apenas que nosso corpo não é autossuficiente. Precisamos agir para sobreviver, mas se você não quiser agir e morrer de fome, continua sendo uma opção única e exclusivamente sua.

    Poderia comer um pouco, mas passará fome. Sempre terá fome e quando finalmente a fome acabar você verá que não somos donos de nada.

    Que lógica é essa? Sim, passamos fome, mas porque? Fome é um sinal que nosso corpo precisa de energia, obtida pelo alimento. E porque precisamos de energia? Para mantermos nossas funções vitais funcionando. E porque queremos manter nossas funções vitais funcionando? Porque queremos continuar vivos. Perceba, queremos. É um crime escolher passar fome? Seria o suicídio um crime? Contra quem seria esse crime? Como você pretende proibir alguém de tirar sua própria vida?

    Nós temos o direito de propriedade sobre nosso corpo porque nós o mantemos vivo e funcionando, e somos os únicos capaz de fazer isso. Você pode até oferecer comida e bebida á alguém, mas esse alguém ainda precisa pegar essa comida e essa bebida e ingeri-la, e ainda assim, não tentar vomitar o que foi ingerido.
  • Emerson Luis, um Psicologo  15/11/2014 12:54

    Por que o socialismo sempre renascerá

    01- As pessoas não aprendem com a História e repetem os erros;

    02- Sempre há pessoas que querem controlar a vida dos outros;

    03- Sempre há pessoas que preferem ter suas vidas controladas;

    04- O sucesso alheio gera inveja, que é racionalizada;

    05- As diferenças entre as pessoas geram incompreensão e insegurança;

    06- Pessoas bem intencionadas, mas mal orientadas, pensam que essas ideias são boas;

    07- Entender como a economia e a vida realmente funcionam demanda tempo e esforço mental;

    08- O discurso socialista funciona para populistas cativarem pessoas;

    09- O discurso socialista ostenta as supostas virtudes do discursante;

    10- (...)

    Quem quiser pode completar a lista.

    * * *
  • Pobre Paulista  15/11/2014 15:36
    10 - Roubar é mais fácil do que produzir.
  • Silvio  15/11/2014 17:22
    10 - Sempre há pessoas que preferem jogar a culpa pelos seus próprios fracassos nos outros (os bodes expiatórios são os mais variados: portugueses, ingleses, americanos, judeus, imigrantes, empresários ou até mesmo o Homem-Aranha, como já fez o Maduro)
  • felipe  15/11/2014 17:29
    Não seja pessimista, pessoas agem por ideias, e o que acontece no Brasil e no mundo é que as ideias esquerdista tomaram conta da nossa cultura.

    Intelectuais, musicos, jornalistas, professores, artistas, escritores, atores, diretores de cinema são quase todos socialistas, ou mesmo que não se identifiquem assim propagam ideias socialistas sem perceber.

    O que tem que ser feito é atacar essa cultura esquerdista, não é facil, pois há 3 motivos para as pessoas acreditarem nas ideias anti-capitalista:
    - Não entendem cono funciona o sistema
    - são sucetiveis a inveja, acham que ganham menos que mereciam
    - São dominadas por um sentimento de igualdade, acham injusto uns ter mais que os outros

    Esses 3 motivos torna facil alguem acreditar na ideia de exploração capitalista.

    Mas como sou otimista acredito que com insistência na propagação das ideias liberais, que são as mais sensatas, conquistarão aos poucos as mente das pessoas, como conquistou a minha, revertendo a cultura esquerdista.
  • Rennan Alves  15/11/2014 18:08
    11 - Não existe escassez, as coisas surgem magicamente na frente das pessoa.

    12 - Os reguladores são os ursinhos carinhosos.

    13 - "você pode estar certo, mas eu estou mais certo que você." - Sociólogo.

    14 - "Você precisa estudar" - Pensador socialista

    15 - "Precisamos pensar no social..." - Iniciante no socialismo

    16 - Monopolização da virtude.

    17 - O coletivo é o que importa.

    18 - Uso da coerção em sua implantação.
  • sonia  06/12/2014 16:37
    16) As pessoas se esquecem de que estão na terra e não no céu. De que são seres humanos imperfeitos e não anjos. De que Deus nos deu livre arbítrio e que aqui na terra quem mais quer mandar são os diabinhos dos piores!
  • F capitalismo  15/11/2014 20:51
    12) Culpar os outros é muito mais facil do que assumir sua própria mediocridade.

    13) Pessoas de valor dão um jeito de vencerem,socialistas preferem lutar para derrubar outras pessoas.

    14) O vitimismo é o caminho mais facil para o socialista.

    15) Ser burro e alienado é bem mais facil do que assumir responsabilidades..

  • Primo  16/11/2014 00:27
    Silvio concordo com você. Ser dono não significa necessariamente ter o controle absoluto. Você pode ser dono de uma obra de arte e não necessariamente tem o direito de quebra-lá, você pode ser dono de um pedaço de terra e não necessariamente tem o direito de plantar, você pode ser dono do seu corpo mas não necessariamente tem o direito de se suicidar. A palavra dono não significa nada, assim como a palavra propriedade privada. O conceito de propriedade privada surge do medo inerente ao homem de enfrentar o futuro. Este conceito está disseminado na sociedade como sendo natural e então burocratas e capitalistas acomodados se apoiam nesse privilégio e extorquem os menos afortunados.
  • Gabriel Sanches  20/02/2015 20:19
    Primo, na verdade, se você é dono de algo, você tem sim o direito de fazer o que quiser com sua propriedade, desde que não interfira na propriedade alheia. Se você tem um quadro, você tem o total direito de quebra-lo; se você tem um pedaço de terra, você tem o total direito de plantar nele; se você é dono do seu corpo então você tem o total direito de se suicidar. Não faz sentido isso que você disse.
  • Paulo  04/12/2014 19:16
    Isso é uma receita CARA para o empobrecimento de qualquer sociedade.
  • Marcos  01/02/2015 13:53
    Enquanto houver inveja haverá socialismo

    Socialismo é o caminho da servidao

    A maioria das pessoas gosta de ser liderada ( responsabilidade é um fardo )

    Qto mais universidades publicas, mais producao massa de planfetarios socialistas
  • anônimo  08/03/2015 00:01
    Muito bom, tanto os textos quanto os comentários, aprendendo muito aqui.
  • HIDERALDO  06/05/2015 18:28
    O Capitalismo, como tudo na vida não é perfeito. Mas, quando o capitalismo é bem empregado, todos ganham: Ganha o governo com os impostos, ganha o povo com emprego e renda, ganham empresários pois tem para quem vender seu produto, ganham até os menos favorecidos, pois sobra dinheiro até para programas sociais e outros auxílios quando necessário... Isso para não falar de infra estrutura (estradas, escolas publicas, aparelhamento policial, portos, aeroportos, etc)
    O comunismo só da certo para formigas e abelhas. o ditado "de todos pela sua capacidade e a todos por sua necessidade" fará, em pouco tempo ninguém querer trabalhar, todos vão querer somente receber tudo de mão beijada. Colocar a culpa do fato de existirem pobres nos ricos que enriqueceram trabalhando é inveja e incompetência dos defensores do comunismo. Não esqueçam que estes "ricos" que o comunismo quer que dividam suas fortunas,são os que dão emprego a população...

  • Valdir  11/08/2015 18:44
    Eh muito facil falar em regime socialista vivendo em um pais capitalista. Va morar em uma economia socialista e depois venha debater sobre.
  • anônimo  31/08/2015 10:22
    Capitalista? Onde?
  • Joao Paulo   25/08/2015 22:09
    Caro administradores do site gostaria de ter o direito de usar o seguinte artigo www.mises.org.br/Article.aspx?id=459 , sem ter de usar o link do site!Obrigado agradeceria muito se me fosse concedido!
  • João Felipe Jucá  25/08/2015 23:22
    Cara,
    os artigos são liberados para divulgação independente de autorização devido ao selo cc 3.0 aqui embaixo.
  • Dirley  06/10/2015 05:03
    Claro que não existe sistema perfeito. Mas o capitalismo na minha opinião é o mais inteligente e racional, quando bem gerido. Agora se eu fosse procurar uma explicacão palpável do porque que o comunismo nunca deu certo em nenhum país eu resumiria em uma simples frase. (MATADOR DE SONHOS).
  • Nenli & Nenlerey  06/10/2015 14:47
    Claro que não existe sistema perfeito.
    Ainda bem que você sabe disso.

    Mas o capitalismo na minha opinião é o mais inteligente e racional, quando bem gerido.
    Não é questão de opinião, o capitalismo de livre mercado é o melhor sistema conhecido até então para criar riqueza e evitar conflitos. O que eu não entendi foi esse "bem gerido". Bem gerido por quem, cara pálida? Pelo estado?

    Agora se eu fosse procurar uma explicacão palpável do porque que o comunismo nunca deu certo em nenhum país eu resumiria em uma simples frase. (MATADOR DE SONHOS).
    O comunismo não dá certo porque não há incentivo para criação de riqueza quando não há a possibilidade de ficar com os frutos de seu trabalho. E é claro que isso implica em matar muitos sonhos.
  • anônimo  12/12/2015 07:35
    Não existe capitalismo 'bem gerido'.Ou o governo está lá pra atrapalhar, ou não.
  • kaki  02/12/2015 13:13
    "Quanto mais alto você olhar para uma hierarquia socialista, mais você encontrará pessoas excessivamente incompetentes para fazer o trabalho que supostamente deveriam fazer. Não é nenhum obstáculo para a carreira de um político-zelador ser imbecil, indolente, ineficiente e negligente. Só é necessário que ele tenha boas habilidades políticas." Incrível como isso acontece no Brasil, sendo uma democrática/capitalista.
  • Nicholas Andrew   11/12/2015 11:54
    Esse site é incrível! Tanto nas postagens como nos comentarios eu estou aprendendo muito. Realmente o socialismo não passa de uma farsa mal inventada, com o único objetivo de concentrar o poder nas mãos de uns poucos. "No socialismo são todos iguais, mas alguns são mais iguais do que outros", é a minha frase preferida sobre o assunto e reflete bem o que acontece de fato em todas as tentativas de implementação de regimes socialistas. Marx era um retardado, ou um homem muito mal intencionado. Aprendi mais sobre o capitalismo de livre mercado e sobre como refutar todo tipo de falácia esquerdista. Muito obrigado por essa aula!
  • Vinicius  11/12/2015 13:33
    Vai gostar desse aqui também: spotniks.com/
  • Nicholas Andrew  21/12/2015 17:36
    Esse eu já conheço! Valeu, cara!
  • fabio reis  23/01/2016 20:05
    O Capitalismo prospera aquele que esforca-se.
    O Socialismo acaba com tudo e poe a culpa nos outros.
  • anônimo  25/01/2016 13:10
    "O Capitalismo prospera aquele que esforca-se. "

    Então um pedreiro e uma diarista não se esforçam muito?

    Não é esforço e nem estudo que trazem prosperidade, mas sim atender as satisfações mais urgentes de um maior número de pessoas.
  • FL  09/03/2016 19:30
    Arrisco dizer que é exatamente o contrário de esforço:

    O capitalismo faz prosperar aquele que consegue entregar o melhor resultado para alguma demanda, utilizando o menor esforço possível.


    Esforço não significa nada, se for inútil. Posso ficar cavando buracos e os tapando infinitamente; será um esforço tremendo, mas sem agregar nenhum valor para ninguém. Ao mesmo tempo, alguém com conhecimento de programação pode estar desenvolvendo um programa de troca de mensagens por celular extremamente simples, que será utilizado por diversas pessoas. Para o programador, pode ser um esforço mínimo (ou não, tanto faz), mas que vai trazer alguma melhoria para a vida de terceiros - e esse sim será recompensado.
  • Bxnxxl  04/02/2016 19:30
    Orwell foi socialista, viu a merda que era e escreveu os livros retratando isso.
  • beto  24/04/2016 19:11
    Alemanha nazista totalitária com Hitler, Italia fascista com Mussolini e o imperialismo nipônico no Japão, foram combatidos na primeira guerra pela Russia, na segunda guerra pela Russia, Estados Unidos e Inglaterra e por seus aliados, durante a guerra fria pela Russia.
    Então logicamente sabemos que todas as vezes que o Totalitarismo,imperialismo e o fascismo quiserem retornar ao mundo, como fez na primeira, depois da segunda guerra e durante a guerra fria eles vão utilizar o contra golpe de ideais ao socialismo, a democracia e ao grupo que emerge com mais clareza que defenda o não totalitarismo para conquistar adeptos e aliados.

    Ideologias AUTORITÁRIAS de extrema direita do regime nazista de Hitler, do intimistas Mussolini e do Império nipônico japones obviamente não morreram definitivamente e sempre estão querendo fugir de suas correntes para ganhar novamente o mundo quando algum poder quer por as garrinhas de fora.É o que está acontecendo hoje nos EUA com o candidato Trump e Hillary Clinton, no Brasil com antigos blocos politicos adormecidos e na europa com o
  • anônimo  01/06/2016 20:47
    Olha o nível de analfabetismo do sujeito.
  • anônimo  02/06/2016 09:13
    Trump é fascista mesmo, qual a mentira aí?
  • Humberto  18/06/2016 04:04
    "extrema direita do regime nazista de Hitler"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2433

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=98
  • Claudia Salia  20/06/2016 14:12
    O capitalismo funciona quando o esforço feito pelo indivíduo pé recompensado de alguma maneira, independente do serviço realizado. Desta maneira, aquele que realiza alguma atividade será recompensado por aquilo.
  • Juliane  29/08/2016 19:38
    Será mesmo? Esta é um ponto a se questionar e estudar profundamente.


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