Sem pé nem cabeça
25/10/2009 por
19112005-25.jpgRecentemente o Ministro da Fazenda impôs IOF de 2% sobre a entrada de dólares.

Uma medida fadada ao fracasso; o dólar vai continuar caindo.

Os defensores da medida não conseguiram, até agora, produzir um único argumento que a justificasse. 

Porém, Luiz Gonzaga Belluzzo (aquele mesmo do abilolado Plano Cruzado) superou todos no non sense.  Ao ser questionado, saiu-se com as seguintes respostas em uma curta entrevista no jornal Folha de S. Paulo. Tentem entender:

FOLHA - Qualquer intervenção no câmbio parte do pressuposto de que existe uma cotação correta e outra errada. Qual seria a correta?

BELLUZZO - Quando o dólar foi a R$ 2,50, estava muito bom para a maioria das empresas. O problema é que deixaram o real se valorizar.

FOLHA - De onde o sr. tira a convicção de que intervenções do governo no câmbio funcionam, a médio e a longo prazos?

BELLUZZO - Não funcionam? Eu não sabia. Então vai ver que é um problema de temperatura. Só não funciona nos trópicos, no Brasil. Só funciona nos climas temperados. É isso.

Cristiano Fiori Chiocca é economista, empresário e vice-presidente do Instituto Mises Brasil.

postado por Cristiano Fiori Chiocca | 25/10/2009
tags:  câmbio,  
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3 comentários

Leandro
De acordo com o preclaro, R$ 2,50 é o nível ótimo para os exportadores. Mas por que parar por aí? Por que não R$ 3,50, R$ 4,70 ou R$ 6,90? Já que só os exportadores são seres humanos, por que não fazer uma política voltada apenas para eles? É uma delícia ver esses iluminados falando que apenas eles, e mais ninguém, sabem qual o valor ideal do dólar. Como eles conseguem saber o valor correto de uma variável tão complexa é algo que me escapa. Acho que o Belluzzo deveria se preocupar mais é com o Palmeiras.
Publicado em 26/10/2009 04:55:06
Núbia
O Belluzzo deveria cuidar mais do Palmeiras e falar menos de economia. Só diz asneiras, impressionante.
Publicado em 26/10/2009 10:21:30
Fernando
As perguntas do entrevistador foram excelentes. Parece até se tratar de um conhecedor da ciência econômica. Completamente diferente do entrevistado.
Publicado em 26/10/2009 10:43:37

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