Explicando o livre mercado para um ignorante econômico

N. do T: o artigo a seguir apresenta aquela que talvez seja a melhor e mais clara explicação sobre o que é realmente o livre mercado - esse arranjo econômico tão vilipendiado e deturpado pelo establishment acadêmico e midiático, não obstante ambos não tenham a mínima ideia do que ele seja.

 

Todos nós já nos deparamos, ao navegar pela internet, com algumas postagens de blog completamente ignaras.  Na maioria das vezes, você simplesmente ignora o ignorante.  Afinal, você poderia passar o resto da sua vida corrigindo esses robôs automatizados que são incapazes de apresentar algum pensamento original ou inconvencional não importa o quanto você os estume.  Todas as bobagens que o professor da sétima série os ensinou continuam absolutamente intactas em suas mentes.

Entretanto, ocasionalmente, para o bem da sua própria consciência e para o bem daqueles leitores que suspeitam que toda a ladainha está errada, mas que não sabem exatamente onde está o erro, você vai à forra e solta uma resposta completa.  E é isso que estou fazendo aqui em resposta a um tópico chamado "Peter Schiff: Os Usuários do Medicare [espécie de seguro-saúde financiado pelo governo dos EUA] São Preguiçosos que se Recusam a Pagar Pela Própria Saúde"

Este artigo é um pouco mais longo do que os meus artigos tradicionais, mas espero não testar demasiadamente a paciência do leitor.  Em negrito estão as palavras do autor da postagem, que se identifica a si próprio, curiosamente, simplesmente como "Che".

iCheSmall.jpgAqui vamos nós.

Adoro quando economistas de direita falam sobre "forças de mercado" e "deixar o livre mercado gerir a economia."  Eles fazem parecer como se o livre mercado fosse algum ser altruísta que sempre sabe exatamente o que fazer e quando fazer.

Eu não conheço ninguém que endosse essa caricatura típica de ginasial.  Em primeiro lugar, nenhum economista pró-livre mercado é idiota o suficiente para usar uma frase como "deixar o livre mercado gerir a economia."  O livre mercado é simplesmente uma matriz onde os indivíduos praticam trocas livres e voluntárias.  Como pode uma matriz onde há essa liberdade de trocas "gerir" alguma coisa?

Segundo, nenhum economista pró-livre mercado crê que o mercado "sempre sabe exatamente o que fazer e quando fazer".  Se esse fosse o caso, como esses economistas iriam explicar o fenômeno das falências empresariais?

O verdadeiro argumento defendido pelos economistas pró-livre mercado é que, no livre mercado, as decisões relativas a (1) o que produzir, (2) em quais quantidades, (3) utilizando quais métodos e (4) em quais locais, são tomadas visando satisfazer às mais urgentes demandas dos consumidores.  As empresas, desde que operando em ambiente concorrencial, descobrem rapidamente o que os consumidores querem e o que eles não querem - e elas ajustam suas decisões de produção em conformidade com esses desejos manifestados pelos consumidores.

Quando uma determinada indústria aufere lucros, isso significa que ela está utilizando seus fatores de produção de uma maneira que agrada aos consumidores.  Como resultado, a produção naquela indústria tende a expandir.  Da mesma forma, quando uma indústria está tendo prejuízos, isso significa que seus fatores de produção estão sendo empregados em linhas de produção que não estão satisfazendo os consumidores adequadamente.  Logo, essa indústria está destruindo riqueza.  A única solução que lhe resta é deslocar seus fatores de produção para outras linhas de produção que possam produzir algo mais em sintonia com o real desejo dos consumidores.

Há ilimitadas maneiras de as empresas combinarem seus fatores de produção de modo a produzir um igualmente ilimitado arranjo de bens.  Felizmente, o mercado faz com que as empresas não tenham de tatear no escuro, sem saber quais dessas trilhões de decisões devem ser tomadas.

Se o processo de produção implantado por elas utiliza um determinado insumo que está sendo mais urgentemente demandado em outra linha de produção, esse insumo lhes custará mais caro, o que as obrigará a encontrar um substituto.  Se elas produzirem algo em excesso, os prejuízos resultantes irão induzi-las a produzir menos, o que irá liberar recursos para a produção de algum outro bem que os consumidores estejam desejando mais urgentemente.  A todo o momento, os recursos estão sendo direcionados - de acordo com os desejos dos consumidores - para aqueles processos de produção em que eles são mais urgentemente demandados.

Portanto, não, os mercados não sabem "exatamente o que fazer e quando fazer" - uma caricatura infantil.  Porém, as respostas fornecidas pelos consumidores, que com suas decisões escolhem o que consumir e o que não consumir, estão constantemente levando os mercados a uma utilização mais eficiente dos recursos limitados.

O governo, por outro lado, não tem uma base racional para determinar o que produzir, em quais quantidades, com quais métodos, e daí por diante.  Ele não adquire seu dinheiro fornecendo algum bem que as pessoas voluntariamente escolhem comprar; ele adquire seu dinheiro simplesmente confiscando os fundos de sua população vassala.

Dado que o governo não precisa seguir as respostas fornecidas pelo mecanismo de lucros e prejuízos, cada decisão que ele toma sobre algum processo de produção é inteiramente arbitrária, e necessariamente implica o desperdício de recursos.  Ele opera completamente no escuro.  Ele não pode se ajustar às demandas do consumidor, uma vez que não há como o governo calcular qual a melhor e menos esbanjadora maneira de produzir.  Mais do que isso, ele nem mesmo pode saber o que produzir.

iCheSmall.jpgO livre mercado não é uma entidade sem emoção e que sabe de tudo.  Ele é controlado por humanos suscetíveis à ganância, à corrupção e à exploração.  O livre mercado é tão puro quanto os falíveis seres humanos que o controlam.

Como vimos, o livre mercado é apenas uma matriz de trocas.  Portanto, ninguém em seu perfeito juízo o descreveria como algum tipo de "entidade", seja ela "sem emoção", "que sabe de tudo" ou "amarela com pontinhos roxos".

Vamos lidar com a questão da "corrupção" e da "exploração" mais abaixo.  Mas no que tange a encantadora devoção de Che ao governo, ele parece não considerar que seus próprios funcionários podem estar suscetíveis à ganância, à corrupção e à exploração.  Mais adiante ele sugere que os políticos corruptos podem simplesmente ser retirados de seus cargos por meio do voto (Ei, Che, na sua opinião, como essa ideia vem funcionando até agora?).  Ele não considera a possibilidade de que as empresas que não produzem aquilo que os consumidores querem podem, da mesma forma, ser democraticamente iCheSmall.jpgretiradas da economia - bastando para tal que os consumidores se abstenham de comprar seus produtos.

Se os princípios de livre mercado pudessem atuar desimpedidamente, como Schiff preconiza, o que ocorreria é que tudo seria baseado na maximização do lucro.

Nesse ponto todos nós supostamente deveríamos arregalar os olhos, aterrorizados com tal panorama.  Afinal, tanto Michael Moore quanto nosso professor da sétima série já nos alertaram para a perversidade dos "lucros".  De fato, o que mais há para ser dito?

Porém, como vimos acima, o lucro é simplesmente a maneira de a sociedade aprovar as decisões de produção adotadas por uma empresa.  O lucro indica aquilo que os consumidores querem, bem como - por meio do processo de imputação [teoria que diz que os preços dos fatores são determinados pelos preços dos produtos] - o melhor processo para se produzir tal bem ou serviço.

Os lucros atraem mais investimentos para uma dada linha de produção.  Isso vai levar a um aumento dos bens produzidos.  Tal processo vai continuar ocorrendo até que esse aumento da oferta de bens naquela indústria acabe por trazer a taxa de retorno de volta ao nível existente em outros setores da economia.  É assim que garantimos que nossos limitados recursos não serão desperdiçados, e que os bens mais urgentemente desejados serão produzidos.

Na ausência do lucro como força motriz, como exatamente Che gostaria de ver os recursos sendo alocados?  Podemos ou permitir que as preferências dos consumidores guiem a produção, ou deixar que as preferências pessoais de um monopolista (ou seja, o governo) determinem o que deve ser produzido e como.  Quando a questão é colocada dessa forma, a escolha torna-se muito clara - e é exatamente por isso que a questão nunca é formulada dessa maneira.

Só de curiosidade, será que Che preferiria basear as decisões econômicas na maximização dos prejuízos?  Será que tal arranjo seria melhor?

iCheSmall.jpgSurgem dois grandes subprodutos quando o único interesse de uma economia é o lucro.

1. A qualidade diminui porque as arestas precisam ser aparadas a fim de se poupar dinheiro e poder competir (veja a China)

Che, pense nisso por um minuto.  Suponha que você tenha uma economia na qual o lucro não desempenhasse absolutamente nenhuma função.  A qualidade aumentaria nesse caso?  Será que desfrutaríamos de produtos de qualidade crescente caso as empresas não tivessem de satisfazer o público consumidor (que é o que 'obter lucros' significa) para poderem continuar operando no mercado?

Você não acha que se as empresas fossem liberadas da necessidade de obter lucros elas se tornariam preguiçosas ou indiferentes às demandas do consumidor?  Você acha que elas trabalhariam horas extras para fazer produtos de alta qualidade apenas pelo bem da humanidade, ou da pátria-mãe ou de qualquer outra abstração que o regime viesse a inventar?

Se os consumidores querem mercadorias de alta qualidade, os produtores irão competir entre si para atendê-los.  Se todas as empresas estiverem produzindo porcarias de baixa qualidade, haverá aí uma enorme oportunidade de lucro à espera daquele que entrar no mercado e simplesmente melhorar a qualidade do produto.  Você não crê que essas diabólicas corporações iriam agarrar essa chance de lucro?  Por que, em seu imaginativo cenário, esses personagens perversos, maliciosos e gananciosos repentinamente perdem sua motivação de obter lucros?

Você dirá que os consumidores não pagariam preços mais altos por mercadorias de qualidade.  Mas de onde vem tão arbitrária declaração?  Se eles não vão pagar os preços mais altos, então isso significa que eles estão satisfeitos com o atual nível de qualidade, e que o dinheiro que eles poderiam gastar com esses produtos aperfeiçoados será, na visão deles, melhor utilizado caso seja gasto em outras coisas - em produtos básicos e sem luxo, por exemplo.

Você, Che, não está em posição de julgar a decisão deles.  Se os consumidores estão dispostos a pagar preços mais altos, então empresas mais sofisticadas irão atender aos anseios deles - e caso você faça um mínimo de esforço e consiga olhar ao seu redor, verá que é exatamente assim que a economia de um país minimamente livre funciona.

Afinal, não há um limite para a potencial qualidade das mercadorias.  Por exemplo, uma pessoa pode comprar uma casa toda feita de ouro.  Mas isso não significa que todas as outras pessoas que não querem viver em uma choça de palha só irão se contentar com moradias banhadas a ouro.  Há inúmeras possibilidades para um meio termo.  Não há uma maneira - que não seja totalitária - de decidir qual deve ser a proporção entre qualidade e acessibilidade que as pessoas podem escolher.  Apenas os gastos voluntários praticados pelos consumidores, bem como as decisões de produção baseadas nesses gastos, podem fazer essa decisão.

De qualquer forma, mais uma vez tudo o que precisamos fazer é olhar ao redor para encontrarmos a refutação para essa estranha afirmação de Che.  Os automóveis de hoje são de pior qualidade do que eram em, digamos, 1977?  Será que alguém hoje se disporia a trocar seu Blu-ray por um videocassete de 1981?  Eu poderia acrescentar que o Blu-ray também custa um pouquinho menos, em termos reais, do que o videocassete custava em 1981.  Acredito em você quando diz que há algo de perverso em tudo isso, Che, mas eu simplesmente não consigo ver.

iCheSmall.jpg2. Os salários diminuem, pois a ânsia de lucro da parte dos empregadores coloca os trabalhadores em luta entre si.  Por exemplo, se não houver regulamentações trabalhistas, eu posso pagar significativamente menos a uma mulher para ela fazer o mesmo trabalho de um homem.  Isso força os salários para baixo, pois agora um homem terá de aceitar um salário menor caso ele queira um emprego.

É por isso que aqueles que não entendem de química não escrevem sobre química, e os não botânicos ficam longe da botânica.  Nesse ponto, nosso autor está simplesmente criando coisas.

Uma enormidade poderia ser dita aqui, inclusive o fato óbvio de que, embora os trabalhadores realmente compitam entre si (assim como o fazem todos os fatores de produção), os empregadores têm de competir pelos trabalhadores, assim como eles têm de competir pelo aço ou por qualquer outro insumo.  Porém, para uma simples réplica à alegação de que sob condições concorrenciais os salários vão cair, façamos a seguinte pergunta: isso de fato ocorreu?

Nos EUA, por exemplo, durante o século XIX, sem que houvesse nenhuma das instituições que Che acredita serem indispensáveis para fazer os salários subirem, os salários reais quadruplicaram.  Isso não poderia ter acontecido, de acordo com ele - a concorrência entre os trabalhadores deveria ter derrubado os salários.  Mas em quem você vai acreditar, em Che ou em seus próprios olhos?

Mas agora prossigamos para a segunda afirmação: em um livre mercado, Che poderia pagar a uma mulher menos do que a um homem, o que significa que consequentemente os homens teriam de aceitar salários mais baixos.

Não me surpreende que Che creia que os salários são determinados pelos caprichos arbitrários dos empregadores - este é, afinal, o pensamento convencional que perpassa o público em geral, e seria inimaginável se afastar dele.  Evidentemente, devemos nos apegar incontestavelmente a tudo aquilo que nosso professor de ciências sociais nos ensinou.

Mas, se em um genuíno livre mercado as empresas podem arbitrariamente diminuir os salários das mulheres, política essa que logo depois inevitavelmente se estenderia aos homens, por que então elas não diminuem os salários de ambos hoje mesmo?  A legislação que impõe igualdade de pagamento para ambos os sexos não diz nada sobre a diminuição dos salários; portanto, por que os empregadores não vão adiante e utilizam seus poderes mágicos para reduzir os salários agora mesmo?  Por que eles deveriam esperar que a legislação de igualdade de pagamento seja repelida para só então seguir o convoluto caminho de Che (primeiro diminuir os salários da mulheres e então obrigar os homens a também aceitar os salários mais baixos?)

A resposta óbvia é que os salários não são arbitrários.  Se as empresas tentassem fazer aquilo que Che propõe, o resultado não seria a redução dos salários dos homens.  A disputa pela mão-de-obra iria inevitavelmente voltar a elevar os salários das mulheres.[1]

Não há razão em fingir que o nível de pagamento que os trabalhadores usufruem atualmente tem alguma coisa a ver com o salário mínimo ou com os sindicatos; a vasta maioria dos americanos, por exemplo, ganha bem acima do salário mínimo, e os sindicatos sempre foram um fator negligenciável nos EUA.  Por toda a história, os salários dos trabalhadores americanos sempre superaram os salários dos países europeus, muito mais fortemente sindicalizados.  Che não consegue explicar nada disso; segundo sua lógica, todos deveriam estar ganhando salário mínimo.

Também, completamente negligenciada na análise de Che está a tendência de os salários reais aumentarem no livre mercado.

Como ocorre esse processo?  Quando as empresas aumentam e melhoram os equipamentos e maquinários à disposição dos trabalhadores, sua mão-de-obra torna-se mais produtiva.  Imagine uma pessoa utilizando suas próprias mãos para empilhar paletas ao invés de uma empilhadeira; ou produzindo livros com uma impressora do século XVI ao invés de equipamentos mais modernos.  A quantidade de produção da qual a economia é capaz é dessa forma aumentada, de maneira quase sempre acentuada, e esse aumento na produção pressiona para baixo os preços dos bens de consumo (em relação aos salários).

Contudo, não há nada de natural ou de inevitável quanto à disponibilidade desses bens de capital capazes de intensificar a produção.  Eles não caem do céu.  Eles advêm da decisão dos perversos capitalistas de se absterem do consumo.  Ao se absterem do consumo (pouparem), eles estão liberando capital para outras atividades.  E é essa realocação dos recursos não consumidos que será transformada em investimentos em bens de capital.

Esse processo é a única maneira de possibilitar um aumento geral do padrão de vida.  Apenas dessa maneira pode o trabalhador comum aumentar sua produtividade.  Como conseqüência, apenas dessa maneira pode ele ser capaz de consumir mais daquilo que ele está acostumado a consumir.  Pois o aumento da produtividade da mão-de-obra, possibilitada pelo capital adicional, reduz os preços dos produtos em relação aos salários.  Como?  Ao se aumentar a quantidade de bens produzidos, passa a haver uma maior quantidade de bens de consumo em relação à oferta de mão-de-obra.  Colocando de maneira mais simples, melhorias no processo de produção que levem a um aumento da oferta de produtos tornam esses produtos mais baratos e mais fáceis de serem adquiridos pelas pessoas.

É por isso que, para se ganhar o dinheiro necessário para a aquisição de uma grande variedade de bens, são necessárias hoje menos horas de trabalho do que eram no passado.  Graças aos investimentos em bens de capital, que é o que as empresas fazem quando seus lucros não lhes são confiscados (para delírio de pessoas como nosso amigo Che), as economias de hoje são muito mais fisicamente produtivas do que costumavam ser, e, como consequência, os bens de consumo existem hoje em uma abundância muito maior e são correspondentemente menos caros do que antes.

Em 1950, por exemplo, um americano tinha de trabalhar seis minutos para ganhar o dinheiro suficiente para uma unidade de pão; em 1999, esse tempo havia caído para três minutos e meio.  Para poder comprar uma dúzia de laranjas em 1950, eram necessários 21 minutos de trabalho.  Em 1999, esse tempo já havia caído para 9 minutos.  Pagar por 100 quilowatts de eletricidade requeria duas horas de trabalho em 1950, mas apenas 14 minutos em 1999.  Uma pessoa, no ano de 1900, teria de trabalhar nove horas para comprar uma calça jeans.  Em 1950, esse tempo havia caído para quatro horas; e em 1999, para três horas.  Para um frango de 1,4 kg, eram 160 minutos em 1900, 71 em 1950 e 24 em 1999.[2]

Quando Che quer tributar as empresas, como você pode ter certeza de que ele quer, ele está defendendo a sabotagem aberta do processo que permite aumentar o poder de compra de todos os indivíduos de uma sociedade.  As sociedades mais industrializadas de hoje seriam muito mais ricas caso as alíquotas mais altas de seus respectivos impostos de renda tivessem sido menores ao longo de todo o século XX.

Caso os governos não tivessem confiscado tantos recursos para em seguida desperdiçá-los em gastos de consumo, esses recursos estariam livres para investimentos que teriam tornado as economias permanentemente capazes de produzir mais riquezas do que as atuais.  Como resultado, o padrão de vida de todos seria hoje muito maior.

iCheSmall.jpgSe não há regulação das "forças de mercado" pelo governo, você essencialmente coloca o poder nas mãos de executivos que não têm de prestar contas a ninguém, exceto a seus acionistas.  E para manter os acionistas satisfeitos, o lucro deve ser maximizado por qualquer método possível.  Se isso significar exploração e corrupção, então que assim seja.

Como "exploração" e "corrupção" não foram definidos, não há como saber do que Che está falando.  Por "exploração" ele presumivelmente está se referindo à teoria marxista de que uma concorrência intensificada leva a menores salários, uma besteira que já abordamos.

Por "corrupção" ele pode ter querido dizer uma de duas coisas.  Ele pode estar se referindo ao uso da fraude, do roubo ou de alguma outra violação da lei.  Se esse é o caso, então ele não mais está falando do mercado livre e desimpedido, que pune comportamentos criminosos e antimercados como esses.  Portanto, seu comentário seria irrelevante.  Se alguém viola a lei, ele deve ser punido.  Se esse alguém é culpado, mas não é punido, isso dificilmente seria culpa do mercado - afinal, quem monopoliza a oferta de tribunais e de serviços policiais? (Vou lhe dar uma dica: não é o livre mercado).

Ele pode também estar se referindo ao uso de lobistas para se conseguir privilégios especiais do governo, ou para prejudicar os concorrentes.  Mais uma vez, ele não está realmente criticando o livre mercado, ainda que pense estar.  Nesse caso sua crítica não cabe ao livre mercado, mas sim ao próprio governo.

O livre mercado não possui nenhum mecanismo de coerção capaz de conceder privilégios especiais a algum grupo.  Apenas o governo tem o poder de iniciar coerção.  Você quer que haja uma única e monopolística instituição dotada de plenos poderes para organizar a sociedade da maneira que mais a apeteça, e depois fica surpreso quando ela passa a ser dominada por forças antissociais e iCheSmall.jpganticoncorrenciais?

Se permitissem que as regulamentações governamentais controlassem uma economia, aqueles que instalarem as regulamentações podem ser responsabilizados caso as regulamentações sejam muito intrusivas.

Peguemos novamente o exemplo dos EUA.  Existe um calhamaço chamado Code of Federal Regulations, que lista todas as regras e regulamentações vigentes no país.  A cada ano, esse registro federal acrescenta mais de 70.000 páginas de detalhadas regulamentações federais.  Pela lógica, se apenas uma dessas páginas fosse eliminada, todos os americanos morreriam instantaneamente.  Afinal, as regulamentações foram criadas para mantê-los a salvo!  De acordo com Che, nenhuma dessas regulamentações pode ser considerada "muito intrusiva" - pois se fosse, certamente ela já teria sido revogada!

Isso me lembra de uma aluna que tive certa vez e que, ao descobrir que o Job Corps [programa de treinamento vocacional e educacional administrado pelo governo americano] era um completo e absoluto fracasso sob todos os parâmetros imagináveis, inocentemente perguntou por que ele não havia sido revogado.  Eu não culpo a aluna - com essa pergunta ela estava começando a descobrir as coisas pela primeira vez.  Já Che gerencia um blog sem jamais fazer uma única pergunta atípica.

No mundo de Che, toda a literatura sobre a "captura" de agências reguladoras, que descreve como as indústrias e as grandes empresas influenciam as regulamentações para benefício próprio, não existe.  A regulação está ali unicamente para o bem público.

Na caricatura típica, se você defende o livre mercado, então você defende a poluição e várias outras formas de invasão de propriedade.  Mas a realidade, obviamente, é oposta.  Alguém que acredita no livre mercado se opõe a essas coisas porque elas danificam a propriedade alheia sem o consentimento de seus donos.  Isso não significa que a única solução é a "regulamentação".  Eis um aqui uma maneira genuinamente pró-livre mercado de se pensar nessas questões.

Che também pode estar se referindo às regulamentações dos mercados financeiro e bancário, as quais são bastante rígidas, não obstante toda aquela conversa sobre "desregulamentação".  A desregulamentação é quase sempre falsa, como quando as instituições financeiras são autorizadas a fazer apostas arriscadas ao mesmo tempo em que o governo segue garantindo seus depósitos.

Reclamações sobre falta de regulamentação também são irrelevantes.  Se você tem um castelo de cartas desmoronando, você não precisa de cola ou fita adesiva - o equivalente a "mais regulação".  Você precisa é de uma casa nova, construída sobre fundações solidas.  Em outras palavras, você precisa de um sistema monetário rígido que não possa ser manipulado por governos ou por seus bancos centrais.  Essa opção não existe no mundo de Che, já que em seu mundo o sistema existente já é um de livre mercado.

Ademais, os atuais reguladores não viram nada de errado com a maneira como o modelo de securitização estava funcionando.  E, com efeito, várias instituições financeiras estavam de acordo com as várias exigências de capital propostas pelos padrões regulatórios internacionais.  O próprio sistema regulatório deu aos bancos incentivos para praticar a securitização de empréstimos, elevando os riscos inerentes a essa prática.  Seria a solução acrescentar mais reguladores?  Ou será que há algo de errado com o próprio sistema - um sistema em guerra com o livre mercado, um sistema que gera a extrema alavancagem e a enorme instabilidade que periodicamente observamos?

Outra questão óbvia e rotineiramente negligenciada nesse contexto é: por que um regulador sem nenhuma participação financeira em uma empresa saberia melhor como satisfazer a demanda dos consumidores do que um legítimo proprietário empreendedor cuja riqueza depende de seus acertos?  Quão supersticioso você precisa ser para acreditar nisso?

Entretanto, comentaristas ignorantes que clamam por mais regulação atribuem poderes mágicos a pessoas que, no mundo real, são indignas desses encarecimentos.  Como Robert Higgs explicou, "Tivessem eles sido agraciados com maiores poderes, orçamentos e equipes, qual feitiçaria iria transformar os reguladores em defensores obstinados e sagazes do interesse público, ao invés dos parasitas servis e protetores das empresas reguladas que eles sempre foram?"

Quantos formandos de faculdades de administração ou de outras áreas ambicionam se tornar reguladores?  Vamos colocar as coisas de forma generosa e apenas observar que são os mais lentos que acabam indo para as agências reguladoras, e são os mais brilhantes que acabam se tornando empreendedores de sucesso.  É de se esperar que um sujeito que se formou na posição #505 de uma turma com 508 pessoas tenha seus cadarços amarrados por um sujeito que se formou em #12?

Por último, o livre mercado não injeta dinheiro e derruba as taxas de juros a níveis que promovem bolhas insustentáveis.  Sem um Fed, não teria havido uma bolha imobiliária.  E sem essa bolha, não haveria o atual colapso.  O livre mercado pune os tomadores de risco imprudentes, ao passo que o governo os socorre (algo que, por sua vez, os encoraja a assumir riscos maiores no futuro).  Foi do Fed, e não do livre mercado, que emergiu a "Doutrina Greenspan" - a promessa implícita de sempre socorrer os grandes players de Wall Street.  O Financial Times alertou que essas garantias estavam estimulando investimentos perigosamente arriscados.

O livre mercado não proporciona tais garantias, o que consequentemente cultiva uma classe mais iCheSmall.jpgcuidadosa e sensata de empreendedores.  Será que há alguma lição aqui?

Responsabilizar o governo por suas ações chama-se Democracia. 

Responsabilizar um presidente de empresa por suas ações chama-se impossível.

Difícil algum outro raciocínio superar esse em termos de comicidade involuntária.  Che absorveu toda a propaganda que lhe foi infundida na escola sem um pingo de pensamento independente.  Nossos sábios servidores públicos estão genuinamente preocupados com o bem comum, e qualquer coisa que eles porventura venham a fazer contra os interesses do povo são aberrações desafortunadas - uma mera "corrupção" que pode ser punida na próxima eleição.  Afinal, o nosso sistema político democrático mantém o governo subordinado ao povo!

O Banco Central, que desfruta de um monopólio dado pelo governo sobre a criação de papel-moeda de curso forçado, criou as condições que geraram a atual crise econômica.  (Apresentei alguns dos contornos teóricos aqui).  Alguém foi "responsabilizado" por isso?  Aliás, quem no governo americano foi responsabilizado por qualquer coisa relacionada à crise financeira?

Você está nos dizendo que os pacotes de socorro do governo foram um exemplo de virtuoso espírito público ao invés de um explícito "presentinho" dado para os amigos e aliados do regime?  Os socorros, na realidade, foram um exemplo de intervenção estatal com o intuito de impedir que o livre mercado responsabilizasse e punisse os executivos incautos.

Quer manter um executivo ou presidente de empresa subordinado a você?  Pare de comprar seus produtos.  Agora me diga: como eu paro de comprar os "produtos" do governo?  Ah, sim, eu havia me esquecido, eu não os compro - o dinheiro para financiá-los é confiscado de mim.

Existe um mercado para o controle das corporações, diga-se de passagem.  Porém, as mesmas pessoas que reclamam ruidosamente sobre executivos subordinados a nada e a ninguém, tendem a ser as que mais se opõem e mais criam barreiras contra as aquisições corporativas.  Aqui, mais uma vez, temos o governo impedindo o mercado de fazer suas tentativas de corrigir as más alocações de recursos.

Agora, você pode dizer que estou sendo muito duro com Che.  O pobre garoto está apenas repetindo o que aprendeu no ensino fundamental.  Como posso culpá-lo?  É esse tipo de propaganda que ensinam às crianças, e não podemos criticar Che por estar simplesmente repetindo tudo aquilo que seu professor falou.

Eu o culpo apenas por ser tão incorrigivelmente apático e desinteressado.  Os garotos mais perspicazes são capazes de perceber que estão sendo alimentados pelo tipo mais grosseiro e óbvio de propaganda, a qual é esquematizada para torná-los pequenos servos obedientes a seus senhores supremos, que alegam estar protegendo-os daqueles maléficos exploradores sobre os quais eles lêem em seus livros-texto.  Os garotos perspicazes vão em busca da verdade e descobrem que os reais exploradores são os próprios senhores supremos, parasitas da economia produtiva, e que vivem dos frutos do trabalho alheio ao mesmo tempo em que dizem que os resultantes malefícios sociais são culpa dos vários espantalhos que as crianças foram ensinadas a odiar.

Os garotos mais lentos, em contraste, apenas se limitam a memorizar toda a logorréia vomitada por seus professores, a transcrever roboticamente tudo em suas provas e a repetir monotonamente todas essas parvoíces pelo resto de suas vidas.

_________________________________________________

[1] A precificação dos fatores no mercado, inclusive de fatores originais como mão-de-obra, ocorre por meio de imputação reversa: da valoração que os consumidores fazem do produto final.  A teoria da produção é coberta por Murray Rothbard em Man, Economy, and State: A Treatise on Economic Principles (Auburn, Ala.: Ludwig von Mises Institute, 1993 [1962]), caps. 5-9.  Os vários mitos sobre a desigualdade do poder de barganha da mão-de-obra e sobre a importância dos sindicatos para o bem-estar material dos trabalhadores são discutidos em meu livro The Church and the Market (Lanham, Md.: Lexington, 2005), pp. 73-78.

[2] Michael Cox and Richard Alm, Myths of Rich and Poor (New York: Basic Books, 1999), p. 43.

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SOBRE O AUTOR

Thomas Woods


O IR se encontra todo desonesto. Em principio não se exclui uma só pessoa que não teria direito de buscar todo o seu imposto ou parte dele contra a Receita. Só possui forma e aspecto de honesto. Em primeiro lugar a declaração desenvolvida não abrange situações individuais. Estaria ferindo o principio da individualização do tributo ou capacidade tributária. Mais do menos, não combina os ítens da cesta básica, nem as garantias da saúde, dando um tiro ao vento, alvejando quem possa. Em faixas menores desatende ao principio constitucional do piso mínimo legal.É valentemente ou leão contra a distribuição de renda, pois fixa e presume gastos com educação de parcela dedutiva não real. Só exemplo e o mesmo vale para vários itens. Covarde, o IR financia trapaças dos economicamente mais fortes, vertendo isenções de todo gênero, fazendo gracinhas a título de incremento ao desenvolvimento. Atua como bancos, pegando o dinheiro dos desfavorecidos, e atua como os salários de países pobres, não havendo igualdade de direitos e proporcionalidade nas bocadas. As declarações obrigatórias anualmente são falaciosas e preguiçosas invertendo o ônus da prova, o que contraria o principio da dignidade humana. Se torna medida de Príncipe, não permitida pela Constituição Federal, existente somente em casos de graves prejuízos à ordem econômica e social, o que seria só permitido com o respaldo do congresso. Para quebrar um pouco essa fuga dos objetivos éticos de Estado, até se poderia cogitar da sua apresentação de cinco em cinco anos. É feito guerra,e possui até armísticio pois dispo e de uma série de princípios que permite o ladrão sair pela porta da frente, via atitudes de prescrições e decadência. Só governos e juristas sabem engendrar um galope desses.
Sim, é o poder de compra. E apenas o poder de compra.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2402

Fluxos cambiais atípicos afetam o câmbio no curtíssimo prazo, coisa de um dia. No longo prazo, o que determina o câmbio é pura e simplesmente o poder de compra.

Prova empírica disso é que, em 2015, o fluxo cambial para o Brasil foi positivo, mas o dólar subiu de 2,30 para 4,20.

br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0UK1WC20160106
"Leila 10/11/2016 14:38
Cobrança de impostos realmente atrapalha a economia.
"

Prove! Prove com raciocínios lógicos e não com argumentos emotivos. A linha de raciocínio de Hope em
The Economics of Taxation é que o imposto atrapalha a formação de longas cadeias de produção, partindo do pressuposto que o produtor arca com o custo do imposto. Eu aceito esse argumento, mas há uma ligação direta em aceitar esse argumento e aceitar a existência da mais-valia. Quando você lê o artigo de Hope, e por alguns instantes pensa na mais-valia, verá que tem uma grande semelhança com os argumentos de Karl Marx. Ora, se existe a mais-valia, uma sociedade sem imposto não estará livre da coerção econômica. Logo, o imposto se justifica por si.
Essa é pra você, Dementador:

Em 2015, a Seguridade Social recebeu R$ 2,5 bilhões em repasses das loterias da Caixa para garantir benefícios previdenciários.

www.loterias.caixa.gov.br/wps/portal/loterias/landing/repasses-sociais/

Como disseram os outros acima -- para desespero seu -- toda a conta do Seguridade Social só fecha por meio do desvio de rubricas.

Eu sabia que a Previdência era deficitária, mas eu jurava que a Seguridade Social era superavitária. Nem isso.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Filipe Celeti  13/10/2009 12:49
    Comecei a semana pós-feriado lendo um ótimo texto!
  • André   13/10/2009 13:19
    Texto sensacional, assim como o Woods
  • Mauro Ricardo  14/10/2009 14:29
    Estupendo! Vou imprimir e distribuir pra alguns conhecidos cultores do atraso.
  • Thiago  15/01/2010 02:10
    Excelente texto! É triste frequentar a Faculdade de Economia da Universidade Federal da Bahia e constatar que boa parte dela é composta de "Ches".
  • Xico  15/01/2010 17:23
    De fato, ótimo texto.\n\nGostaria de ver, no entanto, o "outro lado".\n\nAssim, pergunto, onde posso encontrar a teoria marxista que embasa o seguinte trecho: "Por "exploração" ele presumivelmente está se referindo à teoria marxista de que uma concorrência intensificada leva a menores salários, uma besteira que já abordamos." ?
  • Tiago RC  15/01/2010 18:37
    Xico, só para avisar, toda a teoria marxista está embasada numa premissa falsa, a de que o valor de algo é proporcional ao trabalho aplicado para produzir esse algo.\nMas enfim, se ainda assim quiser perder teu tempo lendo marxismo, não vai faltar conteúdo na internet.
  • Pedro  14/03/2013 16:07
    Tiago RC, somente complementando, os verdadeiros marxistas acham que o valor de algo é definido pelo trabalho escravo de outras pessoas, cujas posses foram sumariamente tomadas pelo Estado. O Estado é a entidade representada por poucos selecionados do alto escalão dos "Komintern", que bebericam vodka e comem caviar em palacetes que não são deles, enquanto fabricam propaganda reversa e números falsos para justificar uma economia falida e a miséria do povo.
  • PC Gusmão  14/09/2016 23:38
    Apenas complementando, a exploração, na teoria marxista, vem como atributo da mais valia, em sua forma absoluta e relativa. Os comentários do Tiago RC e do Pedro estão totalmente equivocados nesse sentido (teórico). O Tiago afirma que o valor de algo é proporcional ao trabalho aplicado para produzir esse algo, o que não é necessariamente correto, ao menos não de forma direta, uma vez que quando se refere a trabalho Marx fala do "trabalho socialmente necessário", portanto, o trabalho na sua forma geral e abstrata. Também não se trata de uma mera premissa, haja visto que a análise parte das relações sociais de produção, que são históricas, a partir da troca de valores de uso por outros valores de uso. Portanto, não se refere ao trabalhador individual. Pedro afirma que "os verdadeiros marxistas acham que o valor de algo é definido pelo trabalho escravo de outras pessoas, cujas posses foram sumariamente tomadas pelo Estado". Essa afirmação não tem qualquer base marxista, visto que tanto no O Capital quando nos Grundrisse fica claro que o trabalho escravo não faz parte do modo de produção capitalista, pelo simples fato de que os escravos também são mercadoria; eles mesmos, portanto, poderiam ser explorados até à exaustão que não entrariam numa relação assalariada. O trabalho escravo foi, no máximo, no regime escravocrata, o que permitiu a acumulação de riquezas (atenção, riquezas é diferente de capital) que aumentou o poder político e econômico de uma classe burguesa (a dos burgos), que mais tarde levou às revoluções burguesas. Mas, na sociedade capitalista, trabalho escravo não tem como entrar nas relações de exploração.
    Respondendo à questão do Xico, também não há uma relação direta na teoria marxista de que uma concorrência intensificada leva a menores salários. Ela pode ser uma das consequências. Mas a exploração, em tese, já existe e, repito, a teoria da exploração em Marx não é sobre concorrência intensificada e diminuição de salários. Não obstante, o excesso de mão de obra e, portanto, a facilidade do descarte de um operário por outro, pode ser um dos elementos para a desmobilização de sindicatos e arrefecimento de melhores condições de trabalho. Veja, Marx analisava a Europa do século XIX, com jornadas de trabalho de 16 horas, com insalubridade e sem direitos ou garantias trabalhistas. Essas eram as bandeiras dos primeiros sindicatos, redução da jornada de trabalho, melhores condições de salário (estamos falando das minas do século XIX que movimentavam a Revolução Industrial), entre outros. A abundância da mão de obra, na época, como hoje, pode levar a uma estagnação de salários, dentro da lei de oferta e procura de mão de obra (um operário pode não estar disposto a ganhar 50 reais de salário por semana, mas outro mais miserável sim). Ela não ocorre de modo explícito ou disseminado porque no decorrer do século XX a maioria dos países adotou um conjunto de leis e regulações que asseguram certos direitos ao trabalhador. Em todo caso, vale lembrar o livro I do Capital, em que Marx demonstra que a contratação da força de trabalho do operário pelo capitalista é justa, portanto, não é aí que reside as relações de exploração.
    Abraço
  • Luciano Garrido  16/01/2010 21:35
    Texto magnífico! De um didatismo extraordinário!
  • Patrick  18/01/2010 12:43
    Texto Ecelente.Realmente, é triste frequentar a Faculdade de Economia da Universidade Federal da Bahia e perceber que está infestada de " Ches".
  • Felipe  15/04/2010 16:46
    Caramba! Esse artigo tem de ser divulgado para o maior número de pessoas possível!

    Não é à toa que o Woods é um grande palestrante: seu domínio teórico e sua segurança são invejáveis.

    Mais, por favor, mais!
  • Filipe Souza  15/04/2010 17:57
    bom texto
  • Diego  18/01/2011 20:36
    apesar da plausibilidade do texto na maioria das abordagens, parece mais um recado para aqueles que se deixam levar pela teoria marxista. esse texto fala tanto da galera do ensino fundamental, como se o autor ja nascesse com nivel superior.
  • Evelyn  25/05/2011 02:08
    Sugiro que (re?)leia os últimos 3 parágrafos do texto.

    Abraço!
  • Felipe Barbosa  19/11/2011 22:35
    e ae gatinha? você vem sempre aqui?
  • olivia  20/01/2011 23:36
    Nunca li um texto tão autoritário como esse.
    Em que não existe argumentação contrária.
    achei péssimo.
  • Fernando Chiocca  20/01/2011 23:41
    Aguardamos ansiosos uma argumentação contrária de sua parte. Ou a refutação de qualquer ponto exposto no artigo.

  • Matheus de Souza  24/05/2011 01:13
    Aguardamos ansiosos uma argumentação contrária de sua parte. Ou a refutação de qualquer ponto exposto no artigo. [2]
  • Augusto  24/05/2011 07:17
    O primeiro parágrafo do texto foi especificamente sobre as regras do debate, ou seja lógica. Sinta-se à vontade para apresentar o argumento contrário - desde que baseado nas mesmas regras.
  • Erick Skrabe  29/01/2012 06:43
    Aguardamos ansiosos uma argumentação contrária de sua parte. Ou a refutação de qualquer ponto exposto no artigo. [3]
  • Bernardo Emerick  29/01/2012 06:47
    De fato, é um texto autoritário! Autoritário, no seu sentido eminente, vem de "possuir autoridade". Autoridade, também no seu sentido eminente, vem de "autor". Na Idade Média, havia o escriba (scriptor), o compilador (compilator), o comentador (commentator) e, finalmente, o autor (auctor) - só o autor é aquele que fala com voz própria.

    Sim, o texto realmente é autoritário, no sentido de ser um texto de um verdadeiro autor, no sentido empregado pelos medievais.

    Uma vez esclarecido este ponto, Dr. Woods provavelmente lhe teria em alta estima...
  • Francisco Amado  29/01/2012 07:22
    Se tu nunca leu um texto tão autoritário, isto já denuncia que tua leitura é pifia.
    Que tipo de livro você costuma ler, romances?
    Refute o artigo ponto por ponto, e partilhe com todos seu saber, por gentileza.
  • francisco alberto  24/10/2013 19:21
    Texto autoritário? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk a piada do ano....kkkkkkkkkkkk
  • Kety  24/10/2013 22:30
    Primeira vez que tenho contato com esse site ou mesmo esse autor. Gostei do texto.

    E em resposta à quem achou-o "autoritário e sem argumentação contrária", não deve ter reparado que na verdade o texto já se propõe como um contra-argumento, uma resposta às afirmações de Che, que por si só já seriam a tal "'argumentação' de oposição".
  • bruno   29/01/2012 12:34
    Brilhante texto....é o que penso...liberdade econômica.Precisamos melhorar o nivel dos professores das Universidades....a maioria com viés esquerdista em pleno século XXI..ACORDEM BRASILEIROS.......
  • João Coimbra  23/08/2012 10:57
    Mercado é uma invenção para iludir e convencer as pessoas, que faz com que elas fiquem imobilizadas diante desse deus, esta entidade, ser extraterreno, imponderável, indefinível, inalcansável, incompreensível. \r
    Não proteste, não discuta, não participe, é uma imposição do mercado. Na verdade o nercado é um grande embuste para calar-nos. \r
    O mercado é muito bem conhecido, muito bem controlado pelos poderosos, que sabem tudo do mercado e controlam a economia para obter vantagens.
  • Leandro  23/08/2012 14:14
    João, fiquei confuso. Por gentileza, me explica melhor algumas coisas. Quando eu saio de casa, atravesso a rua, vou à padaria e compro vários alimentos baratos à minha disposição, como exatamente isso seria "uma invenção para iludir e convencer as pessoas"?

    Quando vou ao restaurante a quilo da esquina e almoço fartamente a um preço irrisório, ou quando vou a uma churrascaria rodízio e como de maneira que um aristocrata do início do século XX jamais imaginaria um dia ser possível, como exatamente estou imobilizado "diante desse deus, esta entidade, ser extraterreno, imponderável, indefinível, inalcançável, incompreensível"?

    Quando entro na Amazon.com e tenho à minha disposição uma infinidade de bens a preços baixíssimos (que se tornam caros justamente quando o governo entra em cena e cobra tarifas de importação de mais de 100% do preço em conjunto com os serviços de m.... dos Correios estatais), como exatamente eu estou diante de "um grande embuste para calar-nos"?

    Em todos estes exemplos, desde a padaria da esquina até a Amazom.com, quem são os "poderosos" que estão no controle?
  • Fernando Chiocca  23/08/2012 14:26
    É verdade, o mercado é uma invenção.

    Clicando aqui podemos ver como e porquê ele foi inventado.

    Que grande embuste mesmo....
  • anônimo  02/10/2012 04:51
    O João Coimbra possui o mesmo "pensamento" que foi refutado no texto. Não apresentou nem mesmo um argumento lógico que justifique essa sua fé na sabedoria do professor de ciências sociais da 4ª série.

    Esse tipo de pessoa merece ser ridicularizada, mesmo. Ignorância é uma coisa, mas esses aí tem é orgulho de serem estúpidos.
  • Elias Ramon  24/10/2013 21:50
    Brilhante!
  • Samuel  10/11/2013 17:29
    Entendo... mas faltou alguns contrapontos:

    Onde entra a Obsolescência Programada, nesse contexto?
    Onde entra a quantidade de bugigangas inúteis que compramos iludidos pela TV?
    Onde entra a escassez de recursos naturais, e o desejo insaciável de consumo?
    Onde entra a bolha imobiliária e a crise europeia?

    Ford uma vez disse: se eu perguntasse o que as pessoas queriam, elas me responderiam "cavalos mais rápidos".
    Proponho a algumas questões:
    Será que o carro particular deveria ser o ideal meio de transporte de apenas uma pessoa?
    Será que Londres não tem um melhor exemplo de mobilidade com sua malha de metrô?
    Será que deveríamos ter abandonado as ferrovias no Brasil para movimentar a economia com a indústria automobilística?

    Por diversas questões similares a essas, penso que o livre mercado ainda não é o "modelo" ideal.
    Mas aguardo abertamente respostas a cada item acima.
  • Moderador  10/11/2013 18:46
    "Onde entra a Obsolescência Programada, nesse contexto?"

    A questão da obsolescência programada - quanto tempo as coisas devem durar?

    "Onde entra a quantidade de bugigangas inúteis que compramos iludidos pela TV?"

    Não entendi. Você quer me proibir de comprar bugigangas?

    "Onde entra a escassez de recursos naturais, e o desejo insaciável de consumo?"

    O próprio livre mercado e seu sistema de preços se encarrega de resolver qualquer desequilíbrio. Desequilíbrios só ocorrem justamente quando o mercado não tem liberdade de precificar as coisas.

    "Onde entra a bolha imobiliária e a crise europeia?"

    Explicando a recessão europeia

    "Será que o carro particular deveria ser o ideal meio de transporte de apenas uma pessoa?"

    Essa decisão é puramente individual. O que você realmente quis dizer, mas não deve a hombridade para falar explicitamente, é que você acha que é você quem deve escolher o meio de transporte que as pessoas devem usar. Típico dos totalitários.

    "Será que Londres não tem um melhor exemplo de mobilidade com sua malha de metrô?"

    Em relação a qual cidade? Utilizando quais critérios e parâmetros de comparação? Seja mais explícito em vez de apenas usar lugares-comuns.

    "Será que deveríamos ter abandonado as ferrovias no Brasil para movimentar a economia com a indústria automobilística?"

    Isso foi uma decisão puramente de governo. Foi o governo JK quem concedeu incentivos à indústria automotiva, o que tornou inviável qualquer investimento na indústria ferroviária. Atribua a culpa à entidade correta.

    "Por diversas questões similares a essas, penso que o livre mercado ainda não é o "modelo" ideal."

    Quais questões? Todas as que você citou, principalmente a última acima, envolvem intervenção e totalitarismo. Livre mercado passou longe. De novo, atribua a culpa às entidades corretas.

    "Mas aguardo abertamente respostas a cada item acima."

    Já teve. Aguardemos agora sua retratação.
  • Samuel  16/11/2013 07:29
    Eu sei o quanto o livre mercado é importante para a economia e para o 'desenvolvimento' de um país.
    Contudo, levo a discussão para um outro caminho, o impacto ambiental e a ilusão de bem estar social.

    Vivemos para trabalhar, e trabalhamos para comprar e recomprar o que não precisamos, apenas queremos.
    E não há mal nenhum em querer algo inútil, principalmente quando a única função é se destacar socialmente em países com um abismo de desigualdade social como o Brasil, onde um iPhone 5S dourado é símbolo de status.

    Será ideal o "modelo de vida" dos chineses com seus trabalhos escravos e suas cidades sob a poeira das fábricas de produtos "inúteis" ou com durabilidade intencionalmente reduzida e já com o novo projeto do 'mesmo' produto em mãos?
    Será ideal o desmatamento da amazônia em prol do mercado e "desenvolvimento"?

    Não tenho o "modelo ideal de vida sustentável", mas somos uma sociedade, e isso pode ser discutido.

    Eu li o texto que você indicou sobre Obsolescência Programada, concordo em partes. O computador está em rápido desenvolvimento e não vale a pena ser duradouro (tudo bem que a "Intel", "Apple", "Samsung" já tem projetos para se fabricar em quase uma década... mas vamos ignorar isso), quanto à uma lâmpada, as que já existem no mercado para uso doméstico já não são suficientes? Precisamos de "mais tecnologia" pra continuarmos reduzindo o tempo de vida dela? Sejamos sensatos.

    Precisamos fazer países africanos de lixo eletrônico? Precisamos de banqueiros fraudulentos desequilibrando a economia mundial? Precisamos de guerras para se tornar e manter uma potência mundial? Inúmeros suicídios na crise de 29 são de um "mero desequilíbrio" econômico? Sei que você conhece bem a economia americana e a história desde a Primeira Guerra Mundial, passando pelo crash da bolsa, a Segunda Guerra, a insanidade que o Japão se transformou após os 7 anos de adequação da economia aos moldes da americana, e o declínio de uma cultura milenar ao troco de uma competição inútil. Agora, procure vídeos de trabalhadores japoneses, de chineses; crianças fabricando nossos tênis na Índia, Paquistão, Bangladesh...

    Entende que vou para uma extensão da questão, que pede uma consciência de consumo?
    Não dá pra ser um Estado Totalitário, que é terrivelmente falho.
    Assim como também não dá pra defender o Livre Mercado como o modelo ideal.
    Proponho discussões além da quantidade desses pedaços de papéis coloridos que usamos pra viver na Terra.
    Como chegarmos a uma boa consciência do que produzimos e como produzimos?

    Aqui segue um bom documentário sobre Obsolescência Programada, vale pra você contra-arqumentar naquele post.
    vimeo.com/69855210
  • Guilherme  16/11/2013 18:21
    "Contudo, levo a discussão para um outro caminho, o impacto ambiental e a ilusão de bem estar social."

    Qual o impacto ambiental causado pelo livre mercado? Pelo que se sabe, é justamente quando há livre mercado que a natureza é genuinamente protegida. Veja aqui exemplos práticos:

    O eco-socialismo, o socialismo real e o capitalismo - quem realmente protege o ambiente?

    Propriedade privada significa preservação

    Se você gosta da natureza, privatize-a

    Sobre "ilusão de bem estar social", o que é isso senão a sua própria percepção subjetiva de algo? Que arrogância é essa de pensar que a maneira como você enxerga o mundo tem de ser igual para todas as outras pessoas?

    "Vivemos para trabalhar, e trabalhamos para comprar e recomprar o que não precisamos, apenas queremos."

    Só os idiotas e preguiçosos pensam assim. Eu adoro trabalhar e não sou nada consumista. Poupo cada centavo do que ganho. Sou mentalmente forte para não cair no consumismo. Logo, não estou inserido nessa sua generalização infantil. Mais uma vez você comete o erro de projetar sobre todas as pessoas as suas opiniões individuais. Isso é típico dos totalitários.

    "E não há mal nenhum em querer algo inútil, principalmente quando a única função é se destacar socialmente em países com um abismo de desigualdade social como o Brasil, onde um iPhone 5S dourado é símbolo de status."

    Blá-blá-blá típico de militante do DCE. Conteúdo zero.

    "Será ideal o "modelo de vida" dos chineses com seus trabalhos escravos e suas cidades sob a poeira das fábricas de produtos "inúteis" ou com durabilidade intencionalmente reduzida e já com o novo projeto do 'mesmo' produto em mãos?"

    Eu nunca tive nenhum interesse em ser igual à China. Quem sempre venerou a China são os socialistas e comunistas.

    "Será ideal o desmatamento da amazônia em prol do mercado e "desenvolvimento"?"

    A Amazônia está sob total controle do governo brasileiro. Se ela está sendo desmatada, então está claro que o governo é um fracasso.

    "quanto à uma lâmpada, as que já existem no mercado para uso doméstico já não são suficientes? Precisamos de "mais tecnologia" pra continuarmos reduzindo o tempo de vida dela? Sejamos sensatos."

    Ué, pergunte isso aos governos. Foi ele quem baniu o uso de lâmpadas incandescentes e está obrigando todo mundo a usar as horríveis fluorescentes. Neste quesito, os governos estão fazendo justamente o que você quer. Não há por que reclamar.

    Ademais, de novo fica evidente sua propensão ao totalitarismo: quer controlar até mesmo o tipo de lâmpada que eu devo ter em minha casa. Experimente vir aqui me impor as suas regras.

    "Precisamos fazer países africanos de lixo eletrônico?"

    Não entendi nada.

    "Precisamos de banqueiros fraudulentos desequilibrando a economia mundial? Precisamos de guerras para se tornar e manter uma potência mundial? Inúmeros suicídios na crise de 29 são de um "mero desequilíbrio" econômico?"

    Sobre banqueiros e guerras, este site tem vários artigos contra. Sobre suicídios na crise de 29, não entendi absolutamente nada. Como entraram na história? No que mais, você deve ter gostado. Todo ambientalista ejacula ao saber de uma diminuição do número de seres humanos.

    "Sei que você conhece bem a economia americana e a história desde a Primeira Guerra Mundial, passando pelo crash da bolsa, a Segunda Guerra, a insanidade que o Japão se transformou após os 7 anos de adequação da economia aos moldes da americana, e o declínio de uma cultura milenar ao troco de uma competição inútil. Agora, procure vídeos de trabalhadores japoneses, de chineses; crianças fabricando nossos tênis na Índia, Paquistão, Bangladesh..."

    Sua linha de raciocínio é mais tortuosa do que um filme de Luis Buñuel. Vamos fazer o seguinte: primeiro você define sobre exatamente o que você quer debater. Aí então, só então, eu perco meu tempo com você aqui. Justo? Acho que sim.
  • Samuel  16/11/2013 19:34
    Calma Guilherme,
    Não leve para o lado pessoal, por favor.
    Perdão se coloquei muita informação em pouco texto.

    Minha discussão está sobre as sutilezas do óbvio.
    Não venho com a verdade, tampouco quanto o comportamento "ideal" humano.

    Assista ao documentário que passei por favor (vimeo.com/69855210), dá pra entender melhor esse texto meu bagunçado acima.

    Em resumo, a impressora do rapaz tem um chip que conta páginas até parar de funcionar.
    As lâmpadas possuíam vida longa até descobrirem que não se faz dinheiro se elas não queimarem.
    Há uma lâmpada que continua acesa por mais de 100 anos nos EUA.
    E muito dos restos eletrônicos vão para Africa contaminando o solo e as pessoas com minérios pesados.

    Apenas proponho uma reflexão sobre o livre mercado.


    Seria sensato eu usar da minha liberdade e desmatar uma área suficiente para provocar um grande impacto ambiental, apenas para adquirir um exorbitante lucro, enquanto pago miséria aos trabalhadores?

    Devemos evitar isso? A liberdade minha é acima de todas as coisas?
    Onde inicia e onde termina minha liberdade?
    Até onde o Estado deve interferir? Ou NUNCA deve interferir.

    E lembre-se, é só uma reflexão. Não leve isso a sério.

    P.S.: por favor não me mande o post de liberdade que eu já li rs, quero uma resposta espontânea, já que é uma questão que os filósofos se contorcem pra responder! rs)
  • Samuel  25/11/2013 00:08
    O que me diz a respeito do aumento do número de suicídios em crises econômicas?

    revistaforum.com.br/blog/2013/08/suicidios-a-face-radical-da-austeridade/
  • Guilherme  25/11/2013 10:28
    Em primeiro lugar, tenha em mente que "austeridade" significa, na prática, aumento de impostos:

    O mito da austeridade europeia

    Os três tipos de austeridade

    Em segundo lugar, entenda como realmente ocorreu a crise, seus motivos e consequências:

    Explicando a recessão europeia

    Em terceiro lugar, entenda que não há surpresa alguma em perceber que pessoas que haviam se acostumado à boa e fácil tende a recorrer a medidas covardes e derrotistas quando percebem que a bonança era artificial e chegou ao fim.

    Por último, explique por que a Suécia, o paraíso social-democrata, possui uma das mais altas taxas de suicídios entre os países ricos da Europa.

    inequality.org/fresh-perspective-inequalitys-suicide-defense/
  • Pobre Paulista  25/11/2013 12:04
    Suicidas são covardes incapazes de resolver os problemas causados por eles próprios. Não tenho pena alguma de um suicida.
  • francisco alberto  07/12/2013 22:13
    A vida moderna é o grande símbolo do capitalismo, seja na sua face liberal ou na de Estado. Dentre essas duas formas de capitalismo, a que mais atinge gravemente o meio ambiente é de Estado. Vejam o caso da Petrobras quando há vazamento de petróleo: ela foi multada? foi; a multa foi paga? Entretanto, uma virtude do capitalismo é clara: a capacidade de propor soluções para males que ele mesmo tenha criado. Estaria enganado?
  • Guilherme  09/12/2013 21:30
    Prezado Francisco, você caiu em uma dolorosa contradição. Ao mesmo tempo em que você -- muito corretamente -- acusa o "capitalismo de estado" de cometer vários males, você inexplicavelmente atribuiu ao capitalismo de livre mercado a autoria destes males, dizendo que ele propõe soluções para os males que ele próprio cria. Pois bem, quais são os males criados pelo capitalismo de livre mercado? Atentai para o genuíno significado de capitalismo de livre mercado.

    As diferenças essenciais entre uma genuína economia de livre mercado e uma economia intervencionista
  • Claudio  04/03/2014 20:52
    E quanto a crise de 2008, gostaria de lembrar que o motivo da crise foi como diz no artigo

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1514

    começou com a alavancagem do crédito nessas economias, mas que ao contrário do que diz o artigo, não foram os Bancos Centrais que liberaram ele mais crédito. Os Bancos Centrais, ao contrário, apenas reduziram os mecanismos de controle sobre esses bancos privados, impedindo um maior controle da economia pelo Estado, e os bancos, eles, pela falta de controle do Estado começaram a emitir os seus ativos em títulos "podres" que eram negociados como moeda com investidores, e culminou na bolha de 2008/9. Os Estados então compraram os bancos com seus ativos - aí sim, a real estupidez da história, que aumentou a dívida pública desses Estados absurdamente, a níveis incontroláveis. Não foi pela interferência dos Bancos Centrais, e sim pela FALTA de interferência - regulação - dos mesmos.

    E ainda assim, apesar da crise, que acabou por afetar praticamente todos os países do mundo, vale lembrar que as melhores e mais fortes economias do planeta, aonde a população é mais feliz e a qualidade de vida é mais alta são em países como Noruega, Dinamarca, Suécia e mesmo Islândia (que sofreu enormemente com a crise, mas ao contrário dos outros países endividados até hoje, ela não resgatou os bancos), França, países com maior quantidade de impostos do mundo, que chegam a até 75% da renda sobre grandes fortunas, mas com os menores índices de desigualdade social, o que chamamos de política de "bem estar social" e alto nível de investimento do Estado.

    A França e a Dinamarca e Noruega são ótimos exemplos mesmo: impostos de até 55% da renda (75% na França para as grandes fortunas) e, apesar disso, os franceses pagam felizes seus impostos pois sabem que tem retorno social. São muito mais ricos do que os Estados Unidos (numa comparação justa de PIB per capita), que desde 1990, coincidindo com a maior desregulação do setor bancário defendida pelo livre mercado, vem aumentando cada ano mais a desigualdade social e junto com ela, diversos problemas sociais como aumento da criminalidade, desemprego em alta, etc, que ainda levará muito tempo para voltar ao estágio pré-desregulatório.

    Viva a economia 100% livre mercado e desregulada.

    Intervencionismo = regulação da economia de livre mercado. O difícil é achar o equilíbrio, mas esse equilíbrio é o fundamental.
  • Leandro  04/03/2014 21:15
    Tudo errado. Recomendo que você leia o artigo específico sobre a crise americana, e entenda todos os fatores que desencadearam tudo. Você vai se surpreender:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1696

    Sobre a piada relativa aos franceses pagarem felizes seus impostos (lembrando que nada impede que você dê mais do seu dinheiro para o Tesouro):

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1719
  • Claudio  05/03/2014 12:12
    Você já foi pra França? Eu moro na França, e posso afirmar categoricamente o que eu to falando, tanto aqui como nos países nórdicos em geral (e no resto da Europa), os Franceses pagam felizes seus impostos - óbvio que as vezes questionam os gastos do governo, mas de uma maneira ampla, apoiam em quase a totalidade os altos impostos que permitem que toda a sociedade viva a política de bem estar social. Sequer isso é discutido, isto é, acabar ou manter os impostos.

    A questão é simplesmente resolvida da seguinte maneira: venha para a França e abra seu Macbook Pro sem medo no metro, e depois me diz se não vale a pena investir em igualdade social através de impostos que distribuem renda e políticas públicas.
  • Ricardo  05/03/2014 12:29
    Duh! Olha o critério do cidadão: impostos são excelentes porque me permitem abrir meu Mac no metrô sem ter medo!

    Falta então explicar como é que tal fenômeno (segurança) ocorre com ainda mais intensidade na Suíça, em Cingapura, em Hong Kong e em vários outros paraísos fiscais europeus cuja carga tributária é bem menor que a francesa. E olha que a segurança em Paris, ao menos em determinados subúrbios, está longe de ser essa utopia aí. Aliás, o que já ouvi de brasileiro dizendo que já foi furtado em Paris...

    Sinceramente, é cada coitado que despenca aqui sem saber onde está pisando.
  • Andre Cavalcante  05/03/2014 13:07
    Pois é Cláudio...

    Bem que eu gostaria de ter um Mac Book Pro aqui no Brasil mesmo, mas com 100% de impostos sobre o produto...

    Sobre os 75% de impostos sobre grandes fortunas: www.portugues.rfi.fr/franca/20121019-aprovado-na-franca-imposto-de-75-sobre-grandes-fortunas:

    "Desde a chegada dos socialistas ao poder na França, após a eleição de François Hollande em maio, muitas vozes vindas da direita e do patronato vêm alertando para o risco de exílio fiscal das grandes fortunas. Em junho, o premiê britânico, David Cameron, chegou a dizer que o Reino Unido estava pronto para acolher esses exilados. Cameron também lembrou que o seu governo inclusive abaixou os impostos das grandes fortunas britânicas."
  • Emerson Luis, um Psicologo  30/12/2013 13:41

    Este "Che" cometeu diversos outros erros de lógica. Um deles foi confundir "correlação" com "causalidade".

    Um bom exemplo é que as estatísticas mostram que em média as pessoas mais altas recebem remunerações maiores do que as mais baixas.

    Em primeiro lugar isso é uma média. Não significa que toda e qualquer pessoa mais alta recebe mais do que toda e qualquer pessoa mais baixa.

    Em segundo lugar, mesmo que haja uma correlação entre A e B, isso não significa que A causa B. Pode ser que B cause A ou que tanto A quanto B sejam causados por C, um terceiro fator não considerado.

    Nenhum indivíduo recebe mais que outro só porque é mais alto. O que acontece neste caso é que as pessoas mais altas em geral tiveram melhor alimentação e melhores oportunidades de estudo e trabalho. Ou seja, tanto A quanto B são causados por C.

    E o que provoca (ou deixa acontecer) isso não é o livre-mercado e sim o intervencionismo.

    * * *
  • Claudio  04/03/2014 20:23
    Questões escapam ao livre mercado e não podem ser bem explicadas por ele:

    Capacidade de planejamento e estratégia em conjunto para o bem social: em serviços básicos para a sociedade, como pode o livre mercado prestar serviço de excelência? Não que a resposta seja necessariamente o inverso, mas qual é a resposta do livre mercado para, por exemplo, transporte público em grandes cidades? Todo mundo vai ter um carro? Certo. Nesse caso, quem constrói ruas e calçadas para tanto carro? As ruas e calçadas de uma cidade seriam entregues ao livre mercado também? Nesse caso, se uma empresa comprasse minha rua, e eu não gostasse da administração dela, eu simplesmente mudaria de rua? Quero dizer com isso que nem tudo pode ser privatizado, entregue ao livre mercado. Apenas para ilustrar essa questão, vale lembrar como funcionava o sistema de transporte no Rio de Janeiro até 1950, numa pura economia de livre mercado: não existiam itinerários fixos e nem linhas específicas: surgia-se ônibus de péssimas condições segundo a necessidade que operavam um trajeto e em determinado momento, faliam, ou não viam mais razões de explorar o serviço e simplesmente, de um dia para o outro paravam de passar. Pessoas que precisavam do serviço não tinham informações. Trajetos que não eram de grande rentabilidade não eram feitos. Metro é outro exemplo. Metrôs são, naturalmente, monopólios. Não tem como ter duas linhas de metro que operam a mesma linha, então são monopólios. Numa economia de livre mercado, monopólios são uma real ameaça.

    Outra questão refere-se sempre a outros tipos de serviços públicos: como gerir interesses de linhas de barcas (mais uma vez em referência ao rio de janeiro) que passam por uma baía com capacidade limitada de transporte, e sendo isso uma necessidade básica, inevitável, como impedir a não formação de cartéis e monopólios dentro desse sistema sem algum tipo de regulação?

    Lixo: qual é a sugestão do livre mercado para a gestão de lixo? Por uma questão de preço, que é sempre fundamental, cada empresa compraria seu próprio terreno e existiriam centenas de aterros sanitários ao redor das cidades? Esse esquema do lixo hoje em dia é facilmente visualizável, principalmente no Brasil: embora existam as companhias de serviço público que executam serviços, algumas empresas simplesmente pegam o lixo e jogam em outro lugar que não o aterro apropriado, gerido pelo Estado, que causa sérios problemas ambientais. Apesar de não se tratar apenas do livre mercado, pois nesse caso estamos falando de um crime ambiental previsto em lei, vale lembrar que ainda assim, quem escolhe o lugar dos aterros é necessariamente o Estado, de acordo com o interesse público, e ainda que escolhessem 100 lugares de aterros diferentes e depois vendessem à iniciativa privada, a impossibilidade de existência de novos aterros possibilitaria, mais uma vez, a existência de monopólios e cartéis, havendo necessidade portanto da criação de algum tipo de regulação governamental.

    Outra questão é as empresas de telefonia, rádio e televisão. Ou vocês acreditam que seja possível a criação de quantas faixas de telefonia e televisão disponíveis? Vale lembrar que o setor de televisão especificamente é atualmente, no mundo quase inteiro, uma perfeita economia de livre mercado. Paga-se pelo conteúdo e assiste-se o canal que dá na telha, se quiser, e mesmo assim, é um monopólio absurdo que controla a quase totalidade dos canais de televisão, Sony, Warner Channel e Fox. Não estou falando da TV Globo, embora também seja um exemplo digno.

    Energia elétrica: cada empresa que quiser vai começar a escavar uma rede de eletricidade pelas cidades para prestar serviço? E se ela falir, aí todo mundo fica no apagão? Cada rua teria 8 postes lado a lado de cada empresa? E no interior do país? Fica sem energia mesmo porque não é rentável para as empresas ou vai ter que pagar uma fortuna para ter energia elétrica?

    Especulação imobiliária: dessa eu acho que nem preciso falar nada né.

    Defensoria pública: Direitos Humanos sem Estado presente não existe. Advogado não trabalha de graça (salvo exceções, com as quais não se pode contar) e o Estado tem de garantir assistência jurídica a todos que necessitem.

    Seguridade Social: é bonito ouvir dos bancos privados que devemos fazer nossos planos de seguridade privados, mas se o banco vai à falência, quem pagou a vida inteira não recebe nada. Já o Estado tem sempre suas obrigações.

    E por último, um dos mais importantes pontos é a respeito da educação: Como colocar a educação nas mãos de empresas privadas e entregá-las ao livre mercado? Esse processo ocorreu já em vários países dentre os quais o Brasil. Naturalmente, uma empresa assume um serviço se tiver lucro, portanto, o sistema educacional precisa ser lucrativo. Até aí tudo bem. Entretanto, como permitir que esse sistema não excluiria da rede educacional alunos de baixa renda, sem capacidade de pagar escolas? Esse é realmente um ponto chave, pois não existe em NENHUM lugar do mundo e demonstra a importância do Estado em determinadas funções. Quem educa o cidadão é o Estado. A concorrência com escolas privadas por outro lado, como acontece aqui, é benéfica, evidentemente, pois se complementam. Outra questão é a das Universidades. No Brasil há o livre mercado no setor de ensino superior há anos, e no geral, o desempenho é ridículo. As melhores universidades são as públicas indiscutivelmente, aqui e no mundo inteiro. O setor privado não é um bom gestor da educação (e se as escolas públicas no Brasil são ruins não é porque elas não são privadas, e sim porque o Estado não investe o suficiente nelas, embora ainda assim haja MUITAS escolas públicas muito boas).

    Resumindo, quando não se trata de vender produtos, isto é, para setores de primeira necessidade - energia elétrica, água potável, esgotamento sanitário, coleta de lixo, transporte público, educação pública, manutenção de espaços urbanos, etc... a responsabilidade deve sempre ser assumida pelo Estado, e não pela iniciativa privada. São setores que não dão lucro e portanto não podem estar incluídos numa economia de livre mercado. E quanto as concessões então, essa é a mais complexo. Porque aí o Estado esta abdicando do que seria sua função primária, dessas coisas não lucrativas aí em cima, e entregando a iniciativa privada, que com a certeza de uma remuneração lucrativa, farão sempre o pior serviço possível para obter mais lucro. E sim, eu sei que esse último ponto não se enquadra no que poderíamos classificar como livre mercado, apenas me deixa muito indignado.

    O Estado precisa conviver com economia de livre mercado sim! Mas precisa encontrar o equilíbrio entre isso e proteção social, além de desempenhar suas funções intransferíveis.
  • Samuel  04/03/2014 23:10
    Haja arrogância de alguns nesse site.
    Sempre que alguém questiona o livre mercado aqui, alguns respondem com links de artigos.
    Me desculpe, mas boa parte deles são questionáveis ao saírmos do ponto de vista econômico.

    Alguém aqui pode me dizer países em que o livre mercado (com TOTAL ausência de Estado) promove cuidados sociais à sua população?


    Por favor, não me venha APENAS com links do próprio site demonstrando arrogância, li muito dos artigos aqui, além de Smith e do próprio Von Mises, e até agora não se resolve questões sociais.
    Vivemos um mundo cada vez mais artificial onde se cria soluções para problemas que nunca tivemos.

    Eu respeito aos estudiosos de economia aqui, apenas acrescento que lhes falta estudo em sociologia, psicologia e filosofia.
  • Guilherme  05/03/2014 00:42
    É engraçado isso. Nêgo chega aqui questionando, cheio de pompa, aí recebe exatamente a resposta que procurava, e acha ruim!

    Ora, o sujeito pediu respostas para várias perguntas. Recebeu as respostas para todas elas no formato de vários artigos (dica: um site de internet produz artigos), e acha que houve desrespeito. Como assim? Como deveriam ser as respostas para as inúmeras perguntas feitas?

    Esse Samuel agora inventou um novo método. Ele chega a um site de economia, faz perguntas, mas não quer receber respostas em formato de artigos. Não, ele quer um tratado escrito na seção de comentários. Ou seja, em vez de links, ele provavelmente quer que os artigos sejam transcritos aqui na seção de comentários.

    É o caso típico do sujeito que, sem ter como refutar, pede para o site reinventar seu formato. Desespero total.

    Ah, sim. Você pergunta onde há livre mercado puro, sem estado. Essa é uma pergunta para a qual os libertários simplesmente não têm resposta.

    Haja desespero de alguns nesse site...
  • Samuel  05/03/2014 01:28
    Me refiro que os artigos não respondem à muitas perguntas.

    Por exemplo, se falarmos de obsolescência programada, o artigo lá é incompleto.
    Se eu cito aqui obsolescência programada como algo que funciona de maneira ecologicamente irresponsável, alguém aqui me mandaria o link do artigo pra ler, como a resposta perfeita para questões não respondidas.
    Lá não vai me dizer o REAL motivo que minha impressora conta as páginas para não mais funcionar. Ou o porquê que minha lâmpada teve suas horas reduzidas para que eu compre mais lâmpadas.
    Mas claro, o motivo é o mercado. É tudo que interessa para os economistas. O mercado.

    E as questões sociais em que o livre mercado ignora?

    O senhor idoso sem estudos, sem comida e água suficientes no sertão terá que esperar o mercado providenciar a solução pra vida dele? É realmente isso que querem defender?

    Acham mesmo que eliminar o Estado é a solução pra esse senhor?

    E os 20 filhos dele? Vão ter que pagar escola particular? Mesmo barateadas pela alta concorrência, eles não têm o que comer direito, assim como o pai, e vão ter que trabalhar na roça. Pois vocês "retiraram" o Estado da vida deles.

    Como disse anteriormente, faltam em vocês economistas estudos complementares em sociologia, psicologia e filosofia.
  • Magno  05/03/2014 02:19
    Por que o fato de você ter de trocar aparelhos velhos por aparelhos é "ecologicamente irresponsável"? Trocar geladeira antiga por geladeira nova, ou carro antigo por carro novo é algo "ecologicamente irresponsável"? Argumente com fatos incontestáveis em vez de apenas repetir chavões politicamente corretos (dica: neste site, você não irá a lugar nenhum com chavões). Cite evidências e não apenas lamentações.

    Sobre as lâmpadas com horas reduzidas de vida -- se é que isso de fato já foi comprovado --, como você sabe que isso não tem absolutamente nada a ver com as próprias regulamentações do governo, que impõe a obrigatoriedade de determinados materiais (mais caros ou menos resistentes, porém mais ecologicamente corretos) no processo de fabricação? Ou será que os fabricantes, por pura maldade, se reuniram e decidiram piorar a qualidade dos seus produtos? Foi isso?

    Mas, se foi isso, por que nenhum deles temeu a concorrência? Será que existe uma genuína livre concorrência neste mercado, ou será que tal mercado já está tão regulado pelo governo, que as empresas já estabelecidas não mais precisam se preocupar com novos entrantes? E você quer ainda mais governo?

    Está na hora de você começar a responder perguntas.

    Sobre o "senhor idoso sem estudos, sem comida e água suficientes no sertão e seus 20 filhos", você irá ajudar. Eles certamente poderão contar com a sua prestimosa ajuda.

    Tenho certeza de que você, aliás, já faz isso hoje. Certamente você já está trabalhando na criação de um grupo filantrópico voltado para fazer doações a essas pessoas. Você certamente está fazendo campanha para arrecadar fundos que serão doados a elas. Com as redes sociais, isso é bem fácil de ser feito. Não me deixe pensar que você é incoerente ou que você só fala as coisas da boca pra fora, fazendo o chamado "ativismo de sofá".

    Assim, com a sua ajuda, com a doação de vários outros ativistas caridosos como você, essas pessoas poderão mudar de vida (e sem pagar pelo despautério de ter tido 20 filhos sem absolutamente nenhuma condição, algo que ele fez de maneira absolutamente voluntária, sem ser coagido por ninguém).

    E aí? A quantas anda a arrecadação? Por gentileza, coloque aqui o link do website que você certamente já criou para ajudá-los. Tenho certeza de que vários leitores aqui irão cooperar de muito bom grado.

    O que você realmente quer fazer, mas não tem a hombridade para admitir, é obrigar terceiros a custear o modo de vida deste cidadão enquanto você próprio fica de braços cruzados, sem fazer nada, apenas arvorando o papel de defensor dos pobres e oprimidos. Conheço muito bem o seu tipo. Já frequentei curso de humanas.
  • Samuel  05/03/2014 03:17
    vai usar o ad hominem Magno? sério mesmo?
    respondendo ao seu ad hominem, pago em torno de 35% de impostos justamente para isso.
    E não são suficientes.

    E me permita corrigí-lo, não é abraçar o papel de defensor dos "pobres e oprimidos".
    Você vive em uma sociedade, e não isolado no topo de uma montanha (acredito eu, me perdoe se vc vive)
    As pessoas que nasceram em péssimas condições de vida, um dia se voltam contra você.
    Um dos principais fatores da violência em forma de roubos, assaltos, sequestros e latrocínios nas grandes cidades é justamente a desigualdade social. O que infelizmente o livre mercado é incapaz de resolver.

    Me permita também usar o ad hominem:
    Se você frequentou curso de humanas; não concluiu, não leu suficiente, ou teve péssimos professores.
    Portanto, por enquanto evite tirar conclusões precipitadas sobre sociologia e filosofia.
  • Thales  05/03/2014 10:41
    E aí, Samuel? Vai continuar fugindo das perguntas do Magno? E as do Carlos logo abaixo? Não vai responder a absolutamente nenhuma delas? Tal postura depõe muito contra você.

    Pelo que entendi, você é daqueles que dizem, cheios de orgulho: "Pago impostos, logo já fiz minha parte! Lavo minhas mãos!". É curioso que justamente alguém tão relapso em relação ao social (não há nada mais anti-povo do que dar seu dinheiro apenas para políticos) esteja exigindo mais ativismo social de terceiros. Afinal, o que é que você faz de concreto para ajudar as pessoas do sertão?

    Isso é de uma hipocrisia que beira a psicopatia.
  • Carlos Garcia  05/03/2014 09:48
    Questões sociais que o livre mercado ignora? Quais?

    Sério que você vai usar como exemplo o sertão? Você já esteve lá antes, pra falar essas sandisses?

    Tudo bem, vamos começar a debater então. E sem referenciar artigos, porque sei que vc é meio avesso à leitura

    -seca no nordeste: nada como criticar o livre mercado como possível provedor de água, ao mesmo tempo em que ignora a situação deplorável da transposição do rio São Francisco. Se o monopólio estatal da oferta de água fosse quebrado, talvez a seca do sertão já tivesse sido abolida, por empreendedores dispostos a VENDER (ó, sacrilégio) água. Mesmo que o preço fosse caro, ainda seria melhor que água nenhuma. E se a livre concorrência pudesse agir, talvez o preço nem fosse tão caro assim.

    -Este senhor e seus 20 filhos talvez tivessem que se preocupar menos com desempregou, se a livre iniciativa fosse liberada no sertão (talvez eles até trabalhassem em uma das fornecedoras de água, revolução industrial 2.0), o que os possibilitaria para até seus estudos.

    -E por fim, vou ser agora um pouco advogado do diabo. O libertarianismo prega: 1)não agressão 2)não coerção 3)propriedade privada 4)RESPONSABILIDADE. O que quer dizer que para ter 20 filhos, é bom que o tal senhor assuma a responsabilidade por eles. E não jogue as suas obrigações sobre os outros pagadores de impostos.

    Sua vez
  • Mesquita  05/03/2014 03:05
    Sobre questão da obsolescência programada, faço um adendo. A entidade que mais faz campanha para as pessoas se livrarem de coisas velhas e comprarem coisas novas é o governo (vide o programa do governo Lula de dar geladeiras novas para os pobres e vide o programa "cash for clunkers" do governo americano). Por que ele escapa da acusação de ser o fomentador da obsolescência programada?
  • Gustavo Cabral  05/03/2014 03:22
    Penso que nunca sairemos do estadismo, pelo simples fato de que nada impede os grupos poderosos (bancos, exportadores, empresários) de coagir financeiramente membros do governo (lobismo) para que os favoreça em detrimento da grande maioria da população. Vivemos em um estadismo corporativista! Talvez uma colossal crise financeira faça a grande massa populacional acordar para a realidade. Mas depois, quando a situação se estabilizar, os grupos poderosos poderão voltar a atuar. É frustante isso, saber que a formula da "riqueza das nações" existe, mas é mantida apenas na teoria.
  • Calisto  23/06/2014 15:54
    Adorei o artigo. Realmente maravilhoso. Curso história na Universidade Federal do Ceará e desde que entrei a um ano e meio percebi que estava em um curral marxista, esquerdista etc, etc, etc. No C.A. chamado Frei Tito de Alencar (teólogo da libertação)tem um quadro enorme do Che. No ultimo ENEH - Encontro Nacional dos Estudantes de História - um dos "homenageados" foi o "saudoso" Hugo Chaves. Estou cansado de esse caras dizerem que o "Chaves é massa e que o Fidel é bom". É ridículo ver essa galerinha militante "lutando" pela educação e passando em A.F. na maioria das cadeiras. É ridículo a bibliografia do curso privilegiar autores de esquerda. Estou cansado de ver o curso que amo ser manipulado. A UFC esta formando professores idiotas e mercenários. No mês passado tive de presenciar, para meu desgosto, uma professora parar a aula para defender o PT, o Genuino e toda a corja petista. E pior defender o massacre do "velho Che e do Fidelzinho". "Eles estavam em uma guerrilha e em uma guerrilha se mata"(palavras da professora). E o que justifica a guerrilha? A revolução do proletário!?. Uma sociedade justa? Um mundo melhor? Por acaso a ditadura CIVIL-MILITAR brasileira também não lutou pelo melhor!!!??... Meu comentário pouco tem de ligação com o artigo, mas, por favor, entenda-o como um desabafo.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  04/04/2015 16:33
    É isso mesmo.
  • Everaldo  25/06/2016 16:06
    Nossa discussões abrasivas aqui!

    Qual sua opinião sobre a ECONOMIA BASEADA EM RECURSOS?

    www.amo.cafe/guru/ideias/economia-baseada-nos-recursos/

    Desde já agradeço!


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