A democracia não é a solução; é o problema

Imagine um governo mundial, democraticamente eleito de acordo com o princípio — também em escala mundial — do 'um homem-um voto'.  Qual seria o provável resultado dessa eleição?  O mais provável é que teríamos uma coalizão governamental entre chineses e indianos.  E o que tal governo estaria mais propenso a fazer com o intuito de agradar seus partidários e ser reeleito?  Ele provavelmente iria achar que o chamado mundo ocidental tem riqueza em excesso e que o resto do mundo, em particular a China e a Índia, tem pobreza em excesso — e que, portanto, uma sistemática redistribuição de renda e riqueza seria necessária.

Ou imagine, no seu próprio país, que o direito ao voto fosse ampliado para crianças de sete anos.  Embora o governo eleito provavelmente não viesse a ser formado por crianças, suas políticas certamente iriam refletir as "demandas legítimas" das crianças, que passariam a ter um "adequado" e "igual" acesso a hambúrgueres, refrigerantes e videogames "gratuitos".

À luz desse 'experimento mental', há algo a se estranhar em relação às consequências do processo de democratização que começou na Europa e nos EUA na segunda metade do século XIX e que se tornou uma realidade quase mundial desde o fim da Primeira Guerra Mundial?  A sucessiva expansão do privilégio ao voto, e finalmente o estabelecimento do sufrágio universal, fez dentro de cada país o que uma democracia mundial faria com todo o globo: ativou um movimento aparentemente permanente em direção à redistribuição de riqueza e renda.

O princípio do 'um homem-um voto' combinado com a 'livre entrada' no aparato governamental — democracia — implica que cada indivíduo e sua propriedade pessoal estão ao alcance — e à disposição — de todo o resto da população.  Uma 'tragédia dos comuns' é assim criada.  Em tal cenário, é de se esperar que a maioria formada por aqueles que 'têm pouco' irão implacavelmente tentar se enriquecer à custa da minoria formada por aqueles que 'têm muito'.  Não se está dizendo que haverá apenas uma classe dos que têm pouco e uma classe dos que têm muito, e que a redistribuição será uniformemente feita dos ricos para os pobres.  Ao contrário.  Embora seja verdade que a redistribuição dos ricos para os pobres irá sempre ter um papel proeminente em todos os países, seria uma gafe sociológica imaginar que essa seria a única, ou mesmo a predominante, forma de redistribuição.

Afinal, os 'permanentemente' ricos e os 'permanentemente' pobres geralmente são ricos ou pobres por uma razão.  Os ricos são caracteristicamente perspicazes e laboriosos, e os pobres são tipicamente tolos, preguiçosos, ou ambos.  Não é muito sensato imaginar que os broncos, mesmo que sejam a maioria, irão sistematicamente enganar uma minoria formada por indivíduos perspicazes e dinâmicos, e se enriquecer à custa deles. 

Não.  Na realidade, grande parte do processo redistributivo ocorrerá dentro do grupo dos 'não pobres', sendo que frequentemente os mais ricos é que conseguirão ser subsidiados pelos mais pobres.  Apenas pense na quase universal prática de se oferecer uma educação universitária 'gratuita', na qual a classe trabalhadora, cujos filhos raramente frequentam universidades, é obrigada a pagar pela educação dos filhos da classe média!  Ademais, é de se esperar que haja muitos grupos de interesse e coalizões tentando se dar bem à custa de terceiros.  Haverá várias mudanças nos critérios que definem o que é que torna uma pessoa rica (isto é, que merece ser pilhada) e o que é que torna uma pessoa pobre (que merece receber a pilhagem).  Ao mesmo tempo, os indivíduos passarão automaticamente a fazer parte de uma profusão de grupos subdivididos em 'ricos' e/ou 'não-ricos', perdendo em alguns pontos e ganhando em outros, tudo dependendo de suas características momentâneas, sendo que alguns indivíduos terminarão como perdedores líquidos e outros, como vencedores líquidos desse processo de redistribuição.

Portanto, o reconhecimento da democracia como um mecanismo de redistribuição popular de riqueza e renda, em conjunto com um dos princípios mais fundamentais de toda a ciência econômica — que diz que os subsídios sempre criam mais daquilo que está sendo subsidiado — é a chave para se entender o presente estado das coisas.

Toda redistribuição, independente do critério no qual se baseia, envolve o 'confisco' dos proprietários e/ou produtores originais (os 'abonados') e a consequente entrega do butim aos não proprietários e não produtores (os 'desprovidos' de algo).  O incentivo para ser um proprietário ou produtor original da coisa em questão é reduzido, e o incentivo para ser um não proprietário e não produtor é aumentado.  Consequentemente, como resultado de se subsidiar indivíduos porque eles são pobres, haverá mais pobreza.  Ao se subsidiar pessoas que estão desempregadas, mais desemprego será criado.  Dar auxílios a mães solteiras utilizando dinheiro do contribuinte levará a um aumento desse tipo de maternidade, da 'bastardia' e do divórcio.  Ao se proibir o trabalho infantil, a renda é transferida de famílias que têm crianças para pessoas sem filhos (como resultado da restrição legal da oferta de trabalho, os salários irão subir, expulsando os mais necessitados do mercado de trabalho).  Consequentemente, a taxa de natalidade irá cair.  Por outro lado, ao se subsidiar a educação de crianças, cria-se o efeito oposto.  A renda é transferida daqueles que não têm filhos para aqueles que têm muitos filhos.  Como resultado, a taxa de natalidade irá crescer. 

No entanto, o valor das crianças irá novamente cair, e as taxas de natalidade irão declinar, como resultado do Sistema de Seguridade Social, pois ao se subsidiar os aposentados (os velhos) por meio de taxas impostas sobre os atuais assalariados (os novos), a instituição da família — o elo intergeracional entre pais, avós e filhos — é sistematicamente debilitado.  Os idosos não mais precisam depender da assistência de seus filhos caso não tenham feito provisões para sua própria velhice, e os jovens (que tipicamente têm menos riqueza acumulada) é que passam a ter de sustentar os mais velhos (que tipicamente têm mais riqueza acumulada) ao invés de ser o contrário, como é típico dentro das famílias.  O desejo dos pais por mais filhos, e a consideração dos filhos por seus pais, irão declinar, a decomposição familiar e as famílias disfuncionais irão aumentar e a postura frugal — poupança e formação de capital — irá cair, levando a um aumento do consumismo.  

Ao se subsidiar os malandros, os preguiçosos, os vagabundos, os neuróticos, os descuidados, os alcoólatras, os viciados, os aidéticos e os deficientes mentais e físicos por meio de regulamentações sobre os seguros-saúde e da saúde pública compulsória, haverá mais doenças, mais malandragem, mais vagabundagem, mais preguiça, mais neurose, mais descuidos, mais alcoolismo, mais vícios, mais aidéticos e mais retardo físico e mental.  Ao forçar os não criminosos, incluindo aí as vítimas de crimes, a pagar pelo aprisionamento dos criminosos (ao invés de fazer os criminosos compensarem suas vítimas e pagarem o custo total de sua própria apreensão e encarceramento), a criminalidade irá aumentar.  Ao se forçar os empreendedores, por meio de programas de 'ação afirmativas' ('não discriminação'), a empregar mais mulheres, homossexuais, negros, ou outras 'minorias', do que eles gostariam, haverá mais minorias empregadas, menos empregadores e menos empregos para homens, heterossexuais e brancos.  Ao se obrigar, por meio de legislações ambientais, os proprietários privados de terra a subsidiar ('proteger') 'espécies em extinção' que residem em suas terras, o número de animais aumentará e eles estarão em melhor estado, e os humanos decrescerão e ficarão em pior estado.

E o mais importante: ao se obrigar os proprietários particulares e/ou aqueles que ganham seus proventos no mercado (produtores) a subsidiar 'políticos', 'partidos políticos' e 'servidores públicos' (políticos e empregados do governo não pagam impostos, mas são pagos por impostos), haverá menos formação de riqueza, menos produtores e menos produtividade, e cada vez mais desperdícios, parasitas e parasitismo.

Empreendedores (capitalistas) e seus empregados só conseguem obter uma renda caso eles produzam bens ou serviços e os vendam no mercado.  As compras, nesse caso, são todas voluntárias.  Ao comprar um bem ou serviço, os compradores (consumidores) demonstram que preferem esse bem ou serviço à soma de dinheiro que eles devem entregar para adquiri-los.  Em contraposição, políticos, partidos políticos e servidores públicos não produzem nada que seja vendido no mercado.  Ninguém compra 'bens' ou 'serviços' do governo.  Eles são produzidos, e incorre-se em custos para produzi-los, mas eles não são vendidos e comprados. 

Por um lado, isso sugere que é impossível determinar seus valores e descobrir se tais valores justificam ou não seus custos.  Como ninguém os compra, ninguém de fato demonstra considerar bens e serviços do governo algo digno de seus custos.  Mais ainda: como ninguém os compra, ninguém de fato demonstra dar a eles qualquer valor em absoluto.  Do ponto de vista da teoria econômica, é portanto inteiramente ilegítimo assumir — como sempre é feito na contabilidade da renda nacional — que os bens e serviços do governo valem aquilo que custa para produzi-los, e então simplesmente adicionar esse valor ao valor dos bens e serviços 'normais' produzidos privadamente (comprados e vendidos) para, com isso, se chegar ao produto interno (ou nacional) bruto, por exemplo.

Pode-se muito bem assumir que os bens e serviços do governo não valem nada, ou mesmo que eles não são sequer "bens", mas sim "males"; portanto, pode-se assumir que o custo dos políticos e de todo o serviço público deveria ser subtraído do valor total dos bens e serviços produzidos privadamente.  De fato, pensar assim seria muito mais justificável.  Pois, por outro lado, quanto às suas implicações práticas, subsidiar políticos e servidores públicos equivale a um subsídio para se 'produzir' com pouca ou com nenhuma consideração para com o bem-estar de seus supostos consumidores e com total consideração para com o bem-estar dos 'produtores' — isto é, dos políticos e dos servidores públicos.  Seus salários permanecem os mesmos, não importando se sua produção satisfaz ou não os consumidores.  Consequentemente, como resultado da expansão do emprego no setor público, haverá um aumento da preguiça, da negligência, da incompetência, do desserviço, dos abusos, do mau atendimento, do desperdício, e mesmo da destruição — e ao mesmo tempo mais arrogância, demagogia e mentiras ('trabalhamos pelo bem público').

Após menos de cem anos de democracia e redistribucionismo, os resultados previsíveis estão aí.  O 'fundo de reserva' que foi herdado do passado está aparentemente exaurido.  Por várias décadas, o real padrão de vida estagnou ou até mesmo caiu no Ocidente.  A dívida 'pública' e o custo da atual seguridade social e do sistema de saúde criaram o prospecto de um iminente colapso econômico.  Ao mesmo tempo, quase todas as formas de comportamento indesejável — desemprego, dependência assistencialista, negligência, temeridade, incivilidade, psicopatia, hedonismo e criminalidade — aumentaram, e os conflitos sociais e a dissolução da sociedade atingiram níveis perigosos.  Se a tendência atual continuar, é seguro dizer que o estado de bem-estar social (a social democracia) do Ocidente irá desmoronar assim como o socialismo do Oriente (de estilo russo) desintegrou no final dos anos 1980.

Entretanto, o colapso econômico não leva automaticamente a melhorias.  As coisas podem piorar ao invés de melhorar.  O que é necessário além de uma crise são ideias — ideias corretas — e homens capazes de entendê-las e implementá-las tão logo surja a oportunidade.  Em última instância, o curso da história é determinado pelas ideias, sejam elas verdadeiras ou falsas, e por homens atuando sobre — e sendo inspirados por — ideias verdadeiras ou falsas.  A atual bagunça também é resultado de ideias.  É o resultado da aceitação avassaladora, pela opinião pública, da ideia da democracia.  Enquanto essa aceitação prevalecer, uma catástrofe será inevitável, e não haverá esperança de melhorias mesmo após sua consumação.  Por outro lado, uma vez que a ideia da democracia seja reconhecida como falsa e malévola — e ideias podem, em princípio, ser mudadas quase que instantaneamente — uma catástrofe pode ser evitada.

A principal tarefa aguardando aqueles que querem mudar as coisas e impedir um completo colapso é a 'deslegitimização' da ideia da democracia, apontando-a como a raiz do presente estado de progressiva 'descivilização'.  Para esse propósito, deve-se começar apontando a dificuldade de se achar muitos proponentes da democracia na história da teoria política.  Quase todos os grandes pensadores tinham verdadeiro desdém pela democracia.  Mesmo os Pais Fundadores dos EUA, atualmente um país considerado o modelo de democracia, se opunham estritamente a ela.  Sem uma única exceção, eles viam a democracia como sendo nada mais do que uma oclocracia.  Eles se consideravam membros de uma 'aristocracia natural', e, ao invés de uma democracia, eles defendiam uma república aristocrática. 

Ademais, mesmo entre os poucos defensores teóricos da democracia, como Rousseau, por exemplo, é praticamente impossível encontrar alguém que defenda que a democracia seja expandida para além de comunidades extremamente pequenas (vilarejos ou cidades).  De fato, nas pequenas comunidades, onde todo mundo conhece todo mundo pessoalmente, a maioria das pessoas reconhece que a posição dos 'abonados' é normalmente baseada em suas superiores conquistas pessoais, assim como a posição dos 'desprovidos' é explicada por sua inferioridade e deficiências pessoais.  Sob essas circunstâncias, é muito mais difícil se safar tentando despojar as outras pessoas de sua propriedade para benefício próprio.  Em distinto contraste, nos grandes territórios que abarcam milhões ou mesmo centenas de milhões de pessoas, em que os potenciais saqueadores não conhecem suas vítimas, e vice versa, o desejo humano de se enriquecer a si próprio à custa de terceiros não esta sujeito a quase nenhuma contenção.

Ainda mais importante, é preciso deixar claro novamente que a ideia de democracia é imoral e antieconômica.  Quanto ao status moral do governo da maioria, devemos mostrar que tal arranjo permite que A e B se unam para espoliar C, C e A por sua vez se juntem para pilhar B, e então B e C conspirem contra A, etc.  Isso não é justiça e sim uma afronta moral.  E ao invés de tratar a democracia e os democratas com respeito, eles deveriam ser tratados com aberto desprezo e ridicularizados como as fraudes morais que são. 

Por outro lado, em relação à qualidade moral da democracia, deve-se enfatizar inflexivelmente que não é a democracia, mas sim a propriedade privada, a produção e as trocas voluntárias as fontes supremas da civilização humana e da prosperidade.  Em particular, e contrariamente aos mitos já difundidos, deve ser salientado que a ausência de democracia nada teve a ver com a falência do socialismo de estilo russo.  Não foi a falta do princípio da seleção de políticos que constituiu o problema do socialismo.  O problema estava na política e nas tomadas de decisões políticas.  Ao invés de cada produtor privado decidindo autonomamente o que fazer com recursos particulares — como ocorre em um regime de propriedade privada e contratualismo —, com os fatores de produção parcial ou totalmente socializados, cada decisão só podia ser tomada após a permissão de outra pessoa.  É irrelevante para o produtor como serão escolhidos aqueles que irão dar as ordens.  O que importa é que ele, de uma forma ou de outra, terá de ir atrás de alguém em busca de permissão.  Enquanto uma situação como essa perdura, os incentivos que os produtores têm para produzir serão reduzidos e o empobrecimento será o resultado inevitável.

A propriedade privada é tão incompatível com a democracia quanto o é com qualquer outra forma de domínio político.  Ao invés de democracia, tanto a justiça quanto a eficiência econômica requerem uma sociedade pura e irrestritamente baseada na propriedade privada.  Em tal sociedade — também chamada de 'anarquia de produção' — ninguém reina sobre ninguém, e todas as relações de produção são voluntárias, portanto mutuamente benéficas.

Por fim, quanto às considerações estratégicas, no intuito de se aproximar do objetivo de uma ordem social não exploradora — isto é, da anarquia da propriedade privada — a ideia do majoritarismo deve ser jogada contra o próprio modelo de governo democrático.  Sob qualquer forma de governo, inclusive a democracia, a 'classe dominante' (políticos e servidores públicos) forma apenas uma pequena proporção da população total.  Conquanto seja possível que cem parasitas levem uma vida confortável à custa da produção de mil hospedeiros, mil parasitas não podem viver à custa de cem hospedeiros. 

Baseando-se no reconhecimento desse fato, parece ser possível persuadir a maioria dos eleitores de que eles estarão piorando a situação se deixarem que aqueles que vivem à custa dos impostos pagos por outras pessoas tenham influência em determinar como devem ser esses impostos.  Uma vez entendido esse detalhe crucial, esses eleitores deveriam decidir, democraticamente, acabar com o direito ao voto de todos os empregados do governo e de todos aqueles que recebem benefícios do governo, sejam eles os recebedores de assistencialismo ou empreiteiras que ganham contratos para obras públicas.

Além disso, junto a essa estratégia é necessário reconhecer a avassaladora importância da secessão e dos movimentos separatistas.  Se as decisões da maioria estão sempre 'corretas', então a maioria de todas as possíveis maiorias — uma maioria mundial e um governo democrático mundial — deve estar supremamente 'correta', sendo as consequências disso aquelas previstas no início desse artigo.  Em contraste, a secessão sempre envolve a ruptura de grandes populações em pequenas populações.  É portanto um voto contra o princípio da democracia e do majoritarismo.  Quanto mais profundo for o processo de secessão — ao nível de pequenas regiões, cidades, distritos, povoados, vilarejos, chegando até, em última instância, a famílias individuais e associações voluntárias de famílias e firmas —, mais difícil será manter o atual nível de políticas redistributivas.

Ao mesmo tempo, quanto menores forem as unidades territoriais, maior será a probabilidade de que alguns poucos indivíduos — baseando-se no reconhecimento popular de sua independência econômica, extraordinários feitos profissionais, vida pessoal moralmente impecável, superior capacidade de julgamento, coragem e bom gosto — irão ascender na hierarquia das elites naturais e voluntariamente reconhecidas, e emprestar legitimidade à ideia de uma ordem natural formada por pacificadores, juízes e jurisdições sobrepostas — como existe mesmo atualmente na arena do comércio e do turismo internacional —, todos eles concorrenciais (não monopolistas) e voluntariamente financiados. 

Essa seria uma sociedade puramente privada — anarcocapitalista —, e uma resposta à democracia e a qualquer forma de governo político (coercivo).


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SOBRE O AUTOR

Hans-Hermann Hoppe
é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.




"ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores não pode ser redução de salário?"

Não. Ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores significa produzir e vender exatamente aquilo que o consumidor quer. Se o empreendedor vai pagar salário astronômico ou mínimo para a mão-de-obra, isso é totalmente irrelevante para o consumidor.

"o trabalho não é fator de produção (um dos)"

Sim.

"o trabalho é um recurso escasso?"

Mão-de-obra é, por definição, algo escasso. Por isso mesmo, sempre haverá mais demanda por mão-de-obra do que mão-de-obra efetivamente disponível.

Falta mão-de-obra para tanto emprego disponível.

Sendo assim, a taxa de desemprego sempre deveria ser zero e os salários dos empregados sempre tende ao aumento. E por que o desemprego não é zero?
Por causa disso.

"demanda pode ser "criada" pelo marketing?"

Desejo pode ser criado pelo marketing, não demanda. Demanda significa aquisição. Eu tenho desejo por uma mansão, por um helicóptero e por uma Ferrari, mas não tenho como demandá-los porque não tenho o poder aquisitivo para os três. E não há marketing que me faça demandar esses três itens. Resta-me apenas desejar.

"sobre o trabalho escravo, nem entrei no mérito e na discussão sobre quando havia mais lucro e riqueza. Mas, o trabalho escravo é um fato que ainda existe. Existe por interferência governamental ou porque tem muitos empresários gananciosos e que buscam o lucro a qualquer custo (humano inclusive)?"

Ué, ainda existe trabalho escravo? Não sabia. Ainda existem pessoas trabalhando sem salário, sob chicotadas, proibidas de pararem de trabalhar e proibidas de pedirem demissão? Não sabia. Manda aí um link, por favor.

Até onde sei, nenhum indivíduo sai escravizado de sua casa e é levado a contragosto para trabalhos compulsórios. Um indivíduo, por definição, encontra trabalho porque saiu à procura de trabalho. Sua intenção sempre é melhorar de vida. Ele faz isso porque quer; porque a situação atual (sem trabalho) não lhe é atraente. Se ele está disposto a "trabalhar muito" é porque ele acha que assim ficará em situação melhor do que aquela em que se encontrava até então.

A menos que você comprove que o indivíduo está sendo [u]obrigado[u] a trabalhar sob a ameaça de um chicote, sem a opção de sair do emprego quando quiser, tal escolha sempre será benéfica para ele.

E se ele se sujeita a condições que para nós parecem degradantes é porque, para ele, aquilo ainda é melhor do que a situação econômica em que ele se encontrava antes. Cabe a você provar que esse indivíduo foi seqüestrado, levado a um emprego e ali mantido em cativeiro, contra sua vontade, sendo proibido de parar de trabalhar. Caso isso não tenha acontecido, então a única conclusão empírica é que esse indivíduo ainda prefere seu atual trabalho (assalariado) ao desemprego.
Errado.

Na economia, conhecemos a causa de tudo, pois a ação humana, ao contrário do movimento das pedras, é motivada. Sendo assim, é possível construir a ciência econômica partindo de axiomas básicos -- como a existência incontestável da ação humana e as implicações lógicas da ação --, axiomas estes que são originalmente reconhecidos como verdadeiros.

Destes axiomas, podemos deduzir passo a passo várias leis que também são reconhecidas como incontestavelmente verdadeiras. E este conhecimento é absoluto, e não relativo, exatamente porque os axiomas originais já são conhecidos. Eis alguns exemplos:

• Sempre que duas pessoas, A e B, se envolvem em uma troca voluntária, ambas esperam se beneficiar desta troca. E elas devem ter ordens de preferência inversas para os bens e serviços trocados, de modo que A valoriza mais aquilo que ele recebe de B do que aquilo ele dá para B, e B avalia as mesmas coisas do modo contrário.

• Sempre que uma troca não é voluntária e ocorre em decorrência de uma coerção, uma parte se beneficia à custa da outra.

• Sempre que a oferta de um bem aumenta em uma unidade, contanto que cada unidade seja considerada idêntica em utilidade por uma pessoa, o valor imputado a esta unidade deve ser menor que o da unidade imediatamente anterior.

• Entre dois produtores, se A é mais eficiente do que B na produção de dois tipos de bens, eles ainda assim podem participar de uma divisão de trabalho mutuamente benéfica. Isto porque a produtividade física geral será maior se "A" se especializar na produção de um bem que ele possa produzir mais eficientemente, em vez de "A" e "B" produzirem ambos os bens autônoma e separadamente.

• Sempre que leis de salário mínimo forem impostas obrigando os salários a serem maiores do que os salários que vigorariam em um livre mercado, um desemprego involuntário será o resultado.

• Sempre que a quantidade de dinheiro na economia aumentar sem que a demanda por dinheiro também seja elevada, o poder de compra da moeda irá diminuir.

Por outro lado, não existem elementos simples ou "fatos da natureza" na ação humana; os eventos da história são fenômenos complexos, os quais não podem "testar" nada. Eles, por si sós, somente podem ser explicados se forem aplicadas várias teorias relevantes aos diferentes aspectos de um determinado "fato" complexo que está sendo analisado.

Por que a matemática é tão útil na física? Exatamente porque os próprios axiomas utilizados, bem como as leis deles deduzidas, são desconhecidos e, com efeito, sem significado. Seu significado é exclusivamente "operacional", uma vez que eles são significantes somente na medida em que podem explicar determinados fatos.

Por exemplo, a equação da lei da gravidade, por si só, não tem sentido nenhum; ela só adquire sentido quando nós humanos observamos determinados fatos que a lei pode explicar. Consequentemente, a matemática, que efetua operações dedutivas sobre símbolos por si só inexpressivos (sem significado), é perfeitamente apropriada para os métodos da física.

A ciência econômica, por outro lado, parte de um axioma que é conhecido e possui significado para todos nós: a ação humana. Dado que a ação humana, em si própria, possui significado (o que não quer dizer que ela sempre será avaliada como racional e correta), todas as leis deduzidas passo a passo da ação humana são significativas.

Esta é a resposta para aqueles críticos que exigiram que Mises utilizasse métodos da lógica matemática em vez da lógica verbal. Ora, se a lógica matemática tem de lidar com símbolos inexpressivos, então seu uso iria destituir a economia de todo o seu significado.

Por outro lado, a lógica verbal permite que toda e qualquer lei tenha sentido quando deduzida. As leis da economia já são conhecidas aprioristicamente como significativamente verdadeiras; elas não têm de recorrer a testes "operacionais" para adquirir significância. O máximo que a matemática pode fazer, portanto, é converter laboriosamente símbolos verbais em símbolos formais inexpressivos e, então, passo a passo, reconvertê-los em palavras.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1690
O melhor a fazer, no caso de dúvida, é perguntar a quem conseguiu sobreviver à Cuba, ou imigrou de certa forma. Conheci uma cubana que imigrou há alguns anos, formada em Teologia por lá. Ela contou, e parecia ter medo de falar ou vergonha, que muitos do que vivem em Cuba, necessitam dois empregos para conseguirem viver pelo menos dignamente. Como ela fazia. E quanto aos médicos tão bem falados na boca dos brasileiros, têm de ir de bicicleta para o trabalho e chegam com as mãos tremendo para realizar cirurgias.
O que me faz questionar como seria se o mundo todo fosse socialista e Cuba não tivesse sido isolada tantos anos pelo embargo econômico americano. E por esta mesma linha de pensamento me perguntou porque não olhamos para países como Zimbabwe. A solução não está na mudança drástica para o socialismo, mas em uma evolução gradual do capitalismo que minimize as diferenças tão abruptas que temos em nosso mundo. Será possível um hemisfério sul e norte com os mesmo índices de desenvolvimento humano ? Fico nessa dúvida.

Alguns fatos sobre Zimbabwe.
Desde 2000 encontra-se em uma profunda crise, além da hiperinflação, há um alto índice de desemprego, pobreza e uma crônica escassez de combustíveis, alimentos e moedas estrangeiras.

A hiperinflação vem destruindo a economia do país, arrasando com o sector produtivo. Uma medida governamental congelou os preços, causando desabastecimento, fortalecimento do mercado negro e prisão de comerciantes contrários à medida.[3]

Em Julho de 2007, foi lançada a cédula de 200 mil dólares zimbabweanos, que apesar do elevado valor de face, é capaz de comprar pouco mais do que um quilo de açúcar. No mercado paralelo, a moeda era cotada a 1 dólar americano.[2] Em maio de 2008, foi lançada a cédula de 500 milhões[4] e em julho do mesmo ano foram lançadas cédulas com valores a partir de 100 biliões de dólares zimbabweanos.

Houve uma reforma monetária que entrou em vigor em agosto deste mesmo ano, no entanto, a taxa inflacionária parece não ceder, havendo projeções de que haja a necessidade de nova reforma em breve.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Figueroa  25/09/2009 17:23
    Putz, melhor texto do site!
  • Uilson de Jesus Carvalho  25/09/2009 20:11
    Rio de Janeiro, 25/set/2009 De : Uilson de Jesus Carvalho. Parabéns ao Leandro Augusto Gomes Roque pela tradução do ótimo texto de Hans-Hermann Hoppe. Em complemento cito a proposta de Hayek chamada Demarquia ou governo subordinado à verdadeiras leis do estado de direito, que deveria ser implementada paulatinamente nos países e particularmente no Brasil como um processo evolutivo. Na demarquia a constituição uma norma de organização do governo, deveria necessariamente LIMITAR CLARAMENTE OS PODERES DOS GOVERNANTES; estabelecer quais a propriedades formais que as leis deveriam possuir para serem legítimas, ou seja serem normas gerais, iguais para todos , abstratas e prospectivas e o governo ao limitar a liberdade dos indivíduos deveria estar também limitado pelas mesmas normas de conduta justa; o direito privado deveria ter precedência sobre o direito público; o sistema tributário deveria limitar claramente os tributos em número e percentuais, de modo a serem moderados e não prejudicarem sensivelmente a vida dos indivíduos, famílias e empresas, possibilitando investimentos no mercado aberto de capitais, assegurando assim oo direito à propriedade legitimamente adquirida. Deveria haver a separação de poderes de pessoas e funções, onde o executivo atuaria com a câmara dos deputados nas políticas a serem realizadas; o legislativo seria o senado com coetâneos eleitos para mandatos de 15 anos para legislar com base no estado de direito; e separado deste dois poderes o judiciário seria independente e imparcial nas questões que a ele fossem submetidas. O Dr. Henry Maksoud escreveu a "Proposta de constituição para o Brasil" inspirado nestas idéias de Hayek, dentro da idéia de que uma constituinte deveria ser apartidária, pois seriam votadas disposições que diziam respeito ao legislativo. A proposta que foi apresentada na comissão de sitematização da constituinte pelo Deputado Cunha Bueno de São Paulo, foi rejeitada em favor da atual constituição. Em face de já haverem sido rejeitadas uma constituição monárquica e seis constituições republicanas por não levarem em conta a idéia da liberdade individual no Brasil, pela primeira vez teríamos uma sociedade aberta no Brasil, com efetiva separação e limitação entre as fontes de poder e as fontes de riqueza. Uilson de Jesus Carvalho.
  • Bruno  26/09/2009 02:35
    A conclusão é triste.\n\nQuem controla os recursos e o dinheiro controla as pessoas seja no anarco-capitalismo, comunismo, social-democracia... \n\nNão importa. O importante é tornar os recursos tão abundante a ponto de qualquer pessoa ter, então não haverá relação de dependência.
  • Luis Almeida  26/09/2009 11:43
    Só um completo débil mental como este bruno que comentou acima pra achar que é tudo a mesma coisa e nao ver a diferença funtdamental entre uma sociedade voluntária e uma onde a violencia e as trocas coercitivas imperam.\n
  • Bruno  26/09/2009 17:41
    Demente é você Luis que acha que há trocas voluntárias entre um indivíduo e um assaltante. Enquanto houver armas, vai ser assim, TUDO IGUAL.
  • Van Gomes  26/09/2009 18:33
    Realmente Leandro,este artigo parece que é atual, não tivesse sido inteiramente destruido pelos argumentos de Ludwig von Mises ao longo de todas as suas obras, há muitos e muitos anos atrás. Mas aqui e acolá, como que completamente alheio a existencia do bom velhinho, ele ressurge com linguagem nova e necessariamente empolada, e sempre arrancando novos e insuspeitos aplausos, como os seus e de mais alguns, como se pode notar. Ninguem pode negar que continua forte o empenho em se negar o capitalismo e exaltar o socialismo, de uma forma ou outra, com um nome ou outro,de modo que embriagado nesta atmosfera as pessoas nem se tocam que ainda se encontram prisioneiros dos dogmas do socialismo, como se pode demonstrar neste artigo bem como outros publicado neste site, e seus admiradores entusiasmados. O argumento desta vez é servido pelo ilustre H.H.H. e vai pela linha do Anarquismo que aqui posa com outro nome-Anarcocapitalismo.Convém aqui trazer Ludwig von Mises com suas próprias palavras. 1-(http://files.libertyfund.org/files/1820/Mises_1359_EBk_v4.pdf) pag.69-76 2-(http://files.libertyfund.org/files/1151/0674_Bk.pdf)pag.34-46 Há outras obras do bom velhinho que poderiamos também usar para confrontar e ver como é insustentável a argumentação de H.H.H. Mas estes dois podem muito bem servir para este propósito de início. Esbora o assunto seja de fácil entendimento - Mises é sempre claro, objetivo e didático - requer entretanto tempo e esforço intelectual,ou seja,leitura mesmo. Infelizmente não se conhece outra maneira de se vencer o assunto, a não se os levianos de sempre que tem sobre tudo opinião formada que nem se dão o luxo e o trabalho de uma boa leitura. Mas quem quer que queira encarar de frente e sério o problema não poderá correr deste fato Deleite-se com que Mises fala sobre Democracia,Governo,Estado,e os Anarquistas.
  • LÍVIO OLIVEIRA  28/09/2009 12:17
    "Por outro lado, em relação à qualidade moral da democracia, deve-se enfatizar inflexivelmente que não é a democracia, mas sim a propriedade privada, a produção e as trocas voluntárias as fontes supremas da civilização humana e da prosperidade" Essa afirmação soa muito bem arrazoada e verdadeira, mas não é. Ela representa um argumento facilmente refutável. HHH se esquece, como os demais anarquistas, de um pequeno mas fundamental detalhe: os homens não são criaturas angelicais. Foi isso que ensinou o grande Mises. Meus caros, se no próprio céu, existe um sistema de governo, onde Deus é o Soberano (não estou aqui me importando se ateus ou agnósticos possam desmerecer isso) imagine-se a necessidade que os seres humanos, com todo o seu potencial de maldade, têm de um governo que se preste à sua única e verdadeira finalidade: a proteção da propriedade privada, dos indivíduos e dos contratos. Se os anarquistas acreditam na bondade humana, e que todos os seres humanos são sábios ao ponto de se prescindirem de qualquer forma de governo, estão concordando com as utopias assassinas socialistas. As doutrinas e as idéias, nesse caso, só mudam de nome, embora pareçam estar em campos opostos. Rosseau acreditava que todo ser humano nasce bom. Mas Rosseau era um insensato consumado, por isso que afirmou essa estultice. Já o Marxismo propõe uma sociedade sem Estado. Percebam: os socialistas acreditam na bondade natural do ser humano e que se deve abolir o Estado. Na verdade, o anarquismo cai no mesmo erro básico das doutrinas comunistas. Apenas soa mais humano e racional, embora esteja propondo algo em comum com a doutrina socialista: a abolição de todo tipo de governo e a crença de que os seres humanos estão mais próximos aos anjos do que de bestas feras. O erro principal dessa gente é ignorar a maldade latente e potencial de todo o ser humano e na salvação pelo conhecimento. O fator determinante da ascensão da civilização ocidental foi o judaico-cristianismo. A própria teoria subjetiva do valor elaborada pela Escola Austríaca, de forma sofisticada, foi estabelecida por um frade franciscano, chamado Pierre de Jean Olivi (1248-1298) e foi discutida nos escritos econômicos dos escolásticos tardios, como Luís Saravía de La Calle, Juan de Lugo e Luís de Molina. Leiam o livro "Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental" de Thomas Woods Jr. A própria Escola Austríaca é tributária do pensamento escolástico tardio e isso é reconhecido por ninguém menos que Schumpeter, que em, sua História da Análise Econômica, afirmou que os escolásticos foram aqueles que mais se aproximaram de ser os verdadeiros fundadores da ciência econômica, embora muitos pensem que foi Adam Smith o autor do feito. E o que não dizer de Murray Rothbard que, em sua história do pensamento econômico, analisou as contribuições dos escolásticos? HHH e outros anarquistas como ele, na minha humílima opinião, que só tomei contato há pouco tempo com a Escola Austríaca de Economia, lendo principalmente Mises, a quem, quanto mais leio, admiro, precisam ler e estudar mais o "bom velhinho" , como indicou Van Gomes (ver comentário acima), Schumpeter e Rothbard. Do contrário, irão continuar vendendo peixe estragado como se fosse filé de primeira. E muitos irão morrer envenenados com esse tipo de ração intelectual.
  • Leandro  28/09/2009 13:19
    Prezados Van Gomes e Lívio: muito obrigado pelo alto nível das contribuições. Permitam-me apenas algumas considerações gerais (voltadas mais para os outros leitores, pois certo estou de que ambos já sabem perfeitamente disso que vou falar):\n1) Mises era um defensor da propriedade privada; Rothbard e Hoppe são defensores radicais da propriedade privada.\n2) Se por propriedade privada entendemos tudo aquilo que possuímos, e se por roubo entendemos qualquer confisco involuntário da propriedade, então é óbvio que qualquer tipo de taxação, independente de qual seja seu destino, configura roubo puro e simples - logo, é um atentado à propriedade.\n3) Donde se constata que qualquer regime (mesmo o minarquista) que sobreviva apenas da taxação involuntária dos cidadãos é um regime incompatível com a propriedade privada.\n4) Mises de fato não via problemas com a taxação voltada para a segurança nacional e para os serviços de proteção policial. Rothbard e Hoppe, por sua vez, não fazem tal tipo de concessão. Se o roubo é moralmente condenável, então qualquer regime baseado nele deve ser combatido. \n5) De certa forma - e agora estou entrando num terreno pantanoso - não creio que se Mises estivesse vivo hoje e tivesse testemunhado no que a democracia descambou, ele defenderia tal regime. No mínimo, não creio que ele advogaria o monopólio dos serviços de defesa nas mãos do estado. Porém, enfatizo, essa é uma opinião puramente minha - e, portanto, arriscada.\n6) A ideia de que é preciso haver um estado para impedir que nos matemos uns aos outros é tão absurda quanto dizer que, se não houvesse o Congresso, eu seria incapaz de comer tomate e alface no meu almoço em um restaurante a quilo - e que, portanto, devo rezar em agradecimento a Sarney, por ele ter feito com que a comida chegasse à minha mesa. Caso estejam interessados, procurem no nosso blog a postagem "Seção anarcocapitalismo" e leiam os textos ali indicados. \n7) Por fim, os senhores serão mais do que bem vindos caso estejam dispostos a escrever um texto atacando as ideias de Hoppe e mostrando onde ele erra e por quê. Iremos publicá-los.\nAgradecemos novamente a participação dos senhores, a qual, repito, foi de alto nível.\n
  • LIVIO OLIVEIRA  28/09/2009 15:27
    "A ideia de que é preciso haver um estado para impedir que nos matemos uns aos outros é tão absurda quanto dizer que, se não houvesse o Congresso, eu seria incapaz de comer tomate e alface no meu almoço em um restaurante a quilo - e que, portanto, devo rezar em agradecimento a Sarney, por ele ter feito com que a comida chegasse à minha mesa". Leandro, nesse caso você está misturando coisas diferentes. Não sou partidário da teoria hobesiana, que afirma a necessidade do Leviatã para evitar o estado de guerra de todos contra todos. Hobes serve muito bem à causa intervencionista e isso eu não defendo. O governo não se destina simplesmente a evitar que nos matemos uns aos outros. Isso seria simplismo. Nem suponho que a oferta de tomate e de alface em restaurantes a quilo deve ser atribuída à clarividência do Congresso ou de Sarney. Isso seria um disparate completo. O fato é que o próprio Mises disse que liberalismo é algo completamente distinto do anarquismo (inclua-se aí o anarcocapitalismo. Ver The Foundations of Liberal Policy, p. 37) Um site com o nome do grande mestre austríaco deve se destinar, fundamentalmente, a divulgar o pensamento de Mises. O pensamento anarcocapitalista não representa o que é de fato o liberalismo, pelo menos na acepção do próprio Mises. A única possibilidade de se prescindir de um governo protetor da propriedade privada e das liberdades individuais, teoricamente, seria no caso de as pessoas, sem exceção, terem um nível de moralidade, individualmente, e de ética, coletivamente, tão elevados, mas tão elevados, que a força de auto-restrição e de auto-limitação de suas consciências fosse suficiente para que os mais fortes nunca cedessem à tentação de tirar vantagens dos mais fracos. Evidentemente, o judaico-cristianismo aponta para a solução desse problema, ao indicar que o amor deveria estar na base de qualquer tipo de relação ou de troca social, isto é, nunca se fazer aos outros o que não se quer para si mesmo. Mas estamos longe disso. Isso é o estado angélico. Não é o que vemos na sociedade. A não ser que você pense que a simples supressão de qualquer forma de governo tornaria automaticamente qualquer sujeito, por mais corrupto e agressivo que fosse, no próprio Sócrates (o filósofo não o jogador, claro) em pessoa, para não falar em um ser angélico ou no próprio Jesus Cristo. A corrupção não reside no Estado ou no governo em si. Estes entes não são como idéias puras abstratas flutuando no ar. São formados de pessoas. A fonte inicial da corrupção do ser humano não tem origem externa, mas interna. A fonte da corrupção está no coração das pessoas. As pessoas é que são más, como ensinou o próprio Cristo. Enquanto não forem regeneradas, e os seus valores não forem elevados a um novo e alto patamar, a corrupção, os abusos e os crimes irão continuar. Agradeço pela sua boa acolhida à minha participação. Vou pensar na possibilidade de enviar um artigo.
  • Leandro  28/09/2009 15:43
    Prezado Lívio, observe a sua frase: "A única possibilidade de se prescindir de um governo protetor da propriedade privada e das liberdades individuais, teoricamente, seria no caso de as pessoas, sem exceção, terem um nível de moralidade, individualmente, e de ética, coletivamente, tão elevados, mas tão elevados, que a força de auto-restrição e de auto-limitação de suas consciências fosse suficiente para que os mais fortes nunca cedessem à tentação de tirar vantagens dos mais fracos." Você dá a entender que, não apenas os seres humanos são necessariamente ruins, como (o que é pior) o governo milagrosamente é povoado por pessoas íntegras, probas, retas, ilibadas e honestas, e que vão nos guiar e nos ensinar como devemos nos portar. Sem elas, chafurdaríamos na opressão e na incivilidade. Obrigado, mas passo. E mantenho a proposta de você escrever um artigo elaborando melhor seus pontos.
  • Luis Almeida  28/09/2009 15:47
    "As pessoas é que são más, como ensinou o próprio Cristo. Enquanto não forem regeneradas, e os seus valores não forem elevados a um novo e alto patamar, a corrupção, os abusos e os crimes irão continuar." Vixe Maria! Entao eh o governo que tem de corrigir isso? Imagine o nosso congresso e o nosso presidente nos guiando ate a alta moralidade? Que delícia... E que real! E que sociedade nos teriamos!
  • Fernando Chiocca  28/09/2009 16:06
    Livio, você está criticando algo que não conhece nem o básico. O anarcocapitalismo não espera que todos os indivíduos sejam virtuosos e o crime desapareça, sendo que foi este o tipo de anarquismo ingenuo que Mises, em suas breves considerações sobre o assunto, levou em conta. Isso é uma atitude lamentável. \nSó não foi pior do que a participação de Van Gomes.. É realmente o Hoppe precisa ler mais Mises.. Gente como o David Gordon, por exemplo, tem preguiça de ler, por isso são anarcocapitalista. (SIC)\nFora isso, nenhum deles colocou (ou apontou algo que Mises disse) que refute uma vígula do texto de Hoppe.
  • Bruno  28/09/2009 16:18
    No atual momento histórico eu não acredito no vácuo de poder. As armas são fatores de poder e coerção. E coerção do estado ou de outro indivíduo é coerção do mesmo jeito. Só muda quem está te colocando contra a parede.\nOutra coisa é que acredito no conceito de "Tabula Rasa". O ser humano não nasce mal, simplesmente nasce como uma folha em branco e ao longo da vida vai absorvendo preceitos, conceitos e preconceitos.
  • LIVIO OLIVEIRA  28/09/2009 17:24
    "Você dá a entender que, não apenas os seres humanos são necessariamente ruins, como (o que é pior) o governo milagrosamente é povoado por pessoas íntegras, probas, retas, ilibadas e honestas, e que vão nos guiar e nos ensinar como devemos nos portar. Sem elas, chafurdaríamos na opressão e na incivilidade. Obrigado, mas passo. E mantenho a proposta de você escrever um artigo elaborando melhor seus pontos." Não sou eu que dou a entender isso. É Cristo quem afirma. E eu acredito Nele, meu grande Mestre. A Bíblia afirma isso. O Decálogo afirma. Não se diria: "Não matarás, não roubarás..." se cada ser humano, potencialmente, não fosse capaz de fazer essas coisas. Peço que entenda isso: quando Cristo afirma que as pessoas são más, refere-se à sua deficiência natural para a prática irrestrita do bem. É esse o sentido bíblico do termo. Repito, quem acredita que o ser humano é bom, isto é, que são plenamente capacitados para evitar sempre o mal e escolher sempre o bem, acredita em ROSSEAU, em quem os socialistas e comunistas acreditam. Eu, de minha parte, rejeito o que eles pensam. Segundo Cristo, só existe uma única pessoa realmente boa que é Deus. Ponto. Não afirmei em nenhum lugar que o governo "é povoado por pessoas íntegras, probas, retas, ilibadas e honestas, e que vão nos guiar e nos ensinar como devemos nos portar". Pedir que governos socialistas, como o que temos no Brasil, sejam formados por pessoas assim seria acreditar que a ficção surrealista é a própria realidade. Por outro lado, eu também não acredito que um governo, que mereça esse nome de fato, seja formado apenas por pessoas sem caráter, corruptas, transgressoras e desonestas. Isso aí não seria governo, mas uma quadrilha organizada. Gostaria de frisar uma questão: as pessoas que estão nos governo vieram de onde? São de outro planeta? Evidente que não. Se a grande maioria dos cidadãos de um país é corrupta e desonesta (e aqui não estou salientando o grau ou escala de desonestidade ou de corrupção dessa população) poderia se esperar que se tivesse um governo formado por seres angelicais? O grande problema é que os governos, praticamente sem exceção, foram infectados pelo vírus do comuno-socialismo. O que fazer? Eliminar o vírus ou destruir o paciente? Marx disse que se deveria eliminar o Estado para se implantar o comunismo, a sociedade sem Estado. Para isso seria necessária a etapa intermediária, o socialismo. Só que o vírus do socialismo não elimina o "Estado burguês". Transforma ele em um monstro. Foi assim na União Soviética. É isso o que temos hoje. Quando vejo pessoas que se dizem liberais tentando atribuir a um ente coletivo, o governo, a fonte de todos os males, percebo que caíram numa armadilha, porque esse argumento se aproxima do pensamento comunista e socialista que atribui ao "Estado burguês" a gênese da maldade. Caminhos diferentes, objetivos idênticos. Destruam o Estado e todos os seus problemas terão se acabado. Elimine-se qualquer tipo de governo e teremos o paraíso na terra. Será isso mesmo? Ora o que é o "Estado burguês" senão a metáfora comunista para o governo baseado em valores judaico-cristãos? Será que não percebem que os governos que temos são qualquer outra coisa menos isso? Aponte-me um único governo atual baseado naqueles princípios. Quando me refiro à necessidade de existir um governo que proteja tão somente a propriedade privada e as liberdades individuais é a esse tipo de governo que me refiro. Um governo baseado nos princípios que plasmaram a civilização ocidental, que hoje está sendo arruinada pelo esquecimento ou mesmo pela rejeição, zombaria ou ódio a esses mesmos princípios. Quando falo da necessidade de um governo protetor de liberdades individuais e da propriedade privada, NUNCA me refiro a governos socialistas ou comunistas, os quais governam hoje grande número de países, incluindo aí o Brasil. Também não me refiro a governos totalitários ou intervencionistas, sejam de direita ou de esquerda. Esses não são governos, mas desgovernos. Evidentemente, esperar que governos socialistas, comunistas ou totalitários dêem proteção a liberdades individuais e favoreçam a propriedade privada é pedir ao demônio que seja bonzinho com as pessoas e as leve ao caminho do bem. Será que consigo me fazer entender? "Sem elas, chafurdaríamos na opressão e na incivilidade" Isso é hobesianismo. Já disse que não sou hobesiano, mas você parece que não atentou para isso. Além disso, você não respondeu à questão do porquê um site que deveria apenas ressaltar o pensamento liberal, principalmente o de Mises, propagar idéias anarquistas, que, segundo o próprio Mises, nada tem a ver com o liberalismo. "Vixe Maria! Entao eh o governo que tem de corrigir isso? Imagine o nosso congresso e o nosso presidente nos guiando ate a alta moralidade? Que delícia... E que real! E que sociedade nos teriamos!" Luís Almeida , leia melhor o que escrevi e verá que não afirmei nada disso. É o típico argumento "homem de palha". Atribuir ao interlocutor o que este não afirmou. Não seja assim tão apressado. Não contribui em nada com o debate.
  • Leandro  28/09/2009 17:35
    Ok, Lívio, mas veja só: se as pessoas são más, então inevitavelmente também serão más aquelas que ocuparem cargos no governo, certo? Seria uma contradição negar isso. Logo, por que darmos esse poder insano a essas pessoas? É óbvio que elas irão nos tiranizar - o que, aliás, é exatamente o que está ocorrendo hoje, como bem vaticinou o Cristo. Eu prefiro me arriscar em uma sociedade voluntária a entregar minha liberdade para tiranos. E você?
  • LIVIO OLIVEIRA  28/09/2009 17:55
    Não Leandro. Evidentemente que não quero entregar minha liberdade para tiranos. O governo que defendo é uma ARISTOCRACIA que deve, necessariamente, para cumprir sua verdadeira função de proteger a propriedade privada e as liberdades individuais, ser formado pelos melhores, a nata , o escol dos indíviduos. Não sou defensor da democracia. As maiorias raramente têm razão. Foi uma maioria que pediu que se soltasse a Barrabás e que se crucificasse a Cristo. Foi uma maioria que levou gente como Hitler ao poder. Foi uma maioria que elegeu Lula.
  • Leandro  28/09/2009 18:00
    Bom, mas o Hoppe também defende a aristocracia como a second-best solution. Então você concorda com ele na essência, conquanro discorde em alguns detalhes.
  • LIVIO OLIVEIRA  28/09/2009 18:13
    "Isso é uma atitude lamentável. Só não foi pior do que a participação de Van Gomes.. " Prezado Fernando Chioca, me desculpe se o que disse de alguma forma causou tanto desgosto ou desconforto a você. Não pretendia que a minha participação fosse melhor ou pior do que a de ninguém. Não estou aqui em um campeonato para a escolha de argumentos. Não pretendia levar um prêmio. Apenas expressei uma opinião. Só isso. É que estou ainda aprendendo sabe? Tomei contato há relativamente pouco tempo com a Escola Austríaca, principalmente com o pensamento de Mises. Mesmo que eu dominasse todo o pensamento da Escola Austríaca e todo o pensamento econômico, jamais iria me considerar o dono da verdade econômica e nem acharia que um argumento com que eu não concordasse fosse uma atitude lamentável, porque nas Ciências Sociais sempre existe espaço para algo que muitas vezes os seus teóricos se esquecem, que se chama incerteza.
  • LIVIO OLIVEIRA  28/09/2009 18:17
    Na verdade meu amigo Leandro, eu defendo a ARISTOCRACIA dos melhores como a first best solution.
  • Van Gomes  28/09/2009 19:27
    Chiocca- Eu apontei dois Links em que você pode passar o dia lendo e verificando por vários ângulos que HHH apenas tenta reviver um argumento surrado já tratado por Mises. Vá lá e leia que é de graça, diferente do estado por quem se tem que pagar um preço.Aproveite o embalo e se delicie sobre parte deste assunto no cap.XV da livro Ação Humana. Leandro-Tente reparar na diferença. HHH diz que a propriedade é incompativel com a democracia.Desde daí já chuta a canela do velho Mises que deixa bem claro que a democracia é o corolário político da economia de mercado, e embre ainda, que não seria possivel sem a propriedade privada que é a base da cooperação pacifica, esta mesma cooperação pacifica que o estado tem como função defender tanto quanto a propriedade privada, seus frutos e a integridade física de seus individuos. Tudo sendo um conjunto que estão em correspondencia de forma que a alteração de um terá consequencia no outro.Mises também alerta para a armadilha de se dar vida aos conceitos, que são ferramentas criada pela mente humana que os individuos utilizam para atingir seus propositos. Neste pacote estão os conceitos de democracia, estado, Lei, governo, religião,e outros. Mises alerta que eles em si não existem. Sua existencia só é possivel através da ação humana. Só o indivíduo age, só o individuo pensa.Mises tambem alerta que, pelo fato do homem ser imperfeito, estes conceitos levados à prática, refletirá esta imperfeição. Diz ele que não tem jeito. Será uma dilema eterno que o homem terá que lider porquanto venha a existir. Ele também alerta para as pessoas que querem encontrar no estado, democra, lei, governo, a perfeição. Neste afã poderão receitar o fuzilamento para elimina-lá, e que poderão até realiza-los, mas não terão sucesso também.Chiocca que com sua impaciencia, a quem a todos ele chama de imbecil e outros adjetivos precisa refletir isso antes que chegue a esta receita. Já do LÍvio, gostaria que ele explanasse melhor sua afirmação do "O fator judaico-cristão" e comparasse com a afirmação Misesiana do fator "mercado", na formação da cicilização humana. Esta observação acho pertinente pelo fato de que a tradição religiosa aludida, tem mais ou menos uns cinco mil anos no total, desde o velho, o novo, até nossos dias, e a pratica humana atravás do mecanismo de mercado, remonta a muitos mais tempo, milhares e milhares, o que suscitou de Montesquieu a afirmação de que livre comercio trouxe o homem das cavernas até a nossa época. Há muitas outras considerações a serem feitas a proposito dos comentário e deste fantástico artigo de HHH, que parece frango de supermercado-sem pé e sem cabeça. E leandro, por fim, leia os ensaios de Mises de nº 9,10,11, compilados no livro de nome Money,Method, and the Market Process selecionado por Margit von Mises que se encontra no Mises.org, e veja que na entrada HHH. é que está desatualizado, e não Mises. Por falar nisso, desatualizado, Mises, é a mesma ideia de Olavo de Carvalho.
  • Fernando Chiocca  28/09/2009 23:31
    Ahh, no Ação Humana? Não conhecia este livro, vou dar uma olhada. Obrigado pro vir divulgar isto aqui. Vou aproveitar e mandar uma email para o Hoppe pra avisar ele que um estudioso de Mses do Brasil encontrou textos que refutam tudo que ele diz sobre a democracia ser algo medonho para a liberdade. \nE Livio, sim, seu comentario me causou desgosto. Considero que vc sujou este maravilhoso artigo do Hoppe com um comentario onde (vc mesmo admitiu e concordou com isso) desfila toda sua ignorância sobre um assunto. Ignorãncia essa que não é algo de maneira alguma pejorativa. Todos são ignorantes sobre muitos assuntos. Eu sou ignorante sobre muita coisa, mas muita coisa mesmo.. só tento me eximir de fazer afrimações sobre estes assuntos.\nMas a culpa não é sua, acho que este espaço de comentários em artigos algo péssimo e vou solicitar para que a diretoria estude excluir este espaço daqui.\nAbs
  • LÍVIO OLIVEIRA  29/09/2009 10:16
    "E Livio, sim, seu comentario me causou desgosto. Considero que vc sujou este maravilhoso artigo do Hoppe com um comentario onde (vc mesmo admitiu e concordou com isso) desfila toda sua ignorância sobre um assunto." Olha Fernando Chioca, não sabia que expressar uma opinião era "sujar " um artigo de outra pessoa. Vivendo e aprendendo. Se você acha o artigo do HHH maravilhoso isso é uma opinião sua. Não sou obrigado a concordar com ninguém. Mas vejo que você simplesmente não aceita opiniões que não sejam as suas. Tanto que diz que "vou solicitar para que a diretoria estude excluir este espaço daqui". Lamento. As pessoas estão aqui trocando idéias. Mas tiveram a infelicidade de expressar suas opiniões justamente em um espaço onde Fernando Chioca sente desgosto por se deparar com argumentos que não concorda. "só tento me eximir de fazer afrimações sobre estes assuntos." E mesmo assim opinou. Vejo que você é um liberal ou anarcocapitalista que se sente desconfortável pela liberdade de opinião alheia, quando esta não é exatamente a sua. E assim vai pedir à "diretoria" que exclua esse espaço de comentários do site. Você está de parabéns. Continue assim, defendendo a liberdade alheia dessa forma sui generis. Vá em frente. Os comunistas, socialistas e defensores do totalitarismo agradecem aos liberais e anarcocapitalistas que pensam como eles sobre essa questão da liberdade alheia. E assim vai caminhando a humanidade, com supostos liberais ou anarcocapitalistas, defendendo que as pessoas, mesmo querendo aprender, não tenham mais direito de expressar aquilo que pensam. Desse jeito, o pensamento totalitário vai ganhando cada vez mais força, sendo alimentado justamente por aqueles que deveriam combatê-lo.
  • Helio  29/09/2009 12:58
    "Um site com o nome do grande mestre austríaco deve se destinar, fundamentalmente, a divulgar o pensamento de Mises." pensa o Livio. Não é este o objetivo do IMB - ver seção Sobre Nós.
  • Helio  29/09/2009 13:05
    No Human Action, Mises afirmou: "A democracia garante um sistema de governo de acordo com os desejos e planos da maioria. Mas não pode impedir que a maioria defenda ideias erroneas ou que adote políticas inapropriadas que não somente deixem de atingir os objetivos propostos mas também acabem em desastre." Mises, portanto, não defende a democracia; muito pelo contrário, enfatiza o papel das ideias em tornar a sociedade próspera ou pobre, independente da democracia.
  • CR  10/06/2010 08:05
    Perfeita análise. A democracia tem sido tolerada porque tomada como mal menor do que as ditaduras, mas ela sói conservar os mesmos instrumentos.
    Engraçado alguém sair de casa dirigindo um carro modelo A. Imagine nós andando num veículo desenhado há 2.500 anos atrás! Coisa de louco, tchê!
  • Filipe Rangel Celeti  10/06/2010 11:50
    "Afinal, os 'permanentemente' ricos e os 'permanentemente' pobres geralmente são ricos ou pobres por uma razão. Os ricos são caracteristicamente perspicazes e laboriosos, e os pobres são tipicamente tolos, preguiçosos, ou ambos. Não é muito sensato imaginar que os broncos, mesmo que sejam a maioria, irão sistematicamente enganar uma minoria formada por indivíduos perspicazes e dinâmicos, e se enriquecer à custa deles."

    Simplismo descarado. No mundo dele não existem pessoas perspicazes e laboriosas sem o fator SORTE. E também não há preguiçosos sortudos. Parágrafo típico de argumentação pró classe média. Tem horas que este tipo de abordagem me cansa!
  • Indivíduo Papagaio (sobre a sorte)  10/06/2010 12:03
    "A sorte para ter talento não é suficiente, é preciso também ter talento para a sorte. " -- Hector Berlioz
    "Sorte é o que acontece quando a preparação encontra a oportunidade." -- Elmer Letterman
    "O encontro da preparação com a oportunidade gera o rebento que chamamos sorte." -- Anthony Robins
    "Quando a sorte nos exime de trabalho, a natureza nos presenteia com tempo." -- Antoine Rivarol
    "A sorte faz os parentes, a escolha faz os amigos." -- Padre Jacques Delille
  • Renê  10/06/2010 12:51
    Filipe Rangel Celeti \r
    \r
    O fator sorte não muda nada. Não esqueça que o autor do texto enfatizou a característica de permanência em determinada situação. \r
    Um pobre que ganhe uma fortuna e a perca em poucos anos, prova que é pobre de verdade.\r
    Um pobre que ganhe uma fortuna e a partir de então se mantenha permanentemente rico, só estava em situação temporária de pobreza, sairia dela com ou sem a ajuda da sorte. \r
    O autor só esqueceu de um detalhe. Você pode enriquecer sendo um perspicaz laborioso ou um perspicaz velhaco.
  • Lucas Mendes  10/06/2010 15:40
    Como sempre, o Hoppe incendiando por onde passa. ehehehe
  • Pedro Mundim  10/06/2010 21:11
    Perdão, mas não entendí a afirmação de Hans-Hoppe segunda à qual a "propriedade privada é incompatíve com a democracia". Desse jeito, fica parecendo que os comunistas estariam corretos ao afirmar que haveria uma falsa dicotomia entre propriedadeprivada x Estado de Direito.

    O Estado Democrático de Direito refere-se aos direitos do indivíduo, e não às propriedades. Não há nenhuma incompatibilidade entre a democracia e a propriedade privada. Se eu sou dono de meu corpo, de minha consciência, porque não posso ser dono de meu negócio?

    Não admira que democracia rime tão bem com o mercado, pois a definição de ambos é bastante análoga: democracia é a liberdade no terreno político, e mercado é a liberdade no terreno econômico. Como disse Mises, a Economia de mercado é nada mais do que a democracia econômica, expressa nos desejos coletivos dos consumidores. Tanto a eleição como o mercado são a expressão do desejo coletivo das massas. Pelo candidato preferido, pelo produto preferido.
  • Lucas  11/04/2015 19:42
    Na economia, cada cidadão escolhe individualmente o produto que prefere.

    Na política, se 2 cidadãos escolhem A, o terceiro eleitor é obrigado a conviver com A, mesmo que prefira B.

    Portanto, é equivocado dizer que "democracia é a liberdade no terreno político". A democracia impõe a vontade das massas sobre a vontade individual. A liberdade é quando a liberdade individual não depende da vontade das massas, ou seja, dos desejos dos outros.

    Aproveito para adicionar outra constatação, mudando um pouco o tema: não entender que a economia é formada unicamente pelas escolhas individuais é o maior erro dos keynesianos, por exemplo. Por isso eles erram tanto as suas previsões.

    Se um keynesiano coletar dados do trânsito de São Paulo no horário de pico e analisar para tentar compreender o comportamento daquela massa de pessoas, ele vai concluir que se trata de um "passeio aleatório": cada veículo se move em uma direção e não há como modelar isso nem mesmo com os melhores modelos econométricos, pois não parece existir uma tendência. É isso que eles fazem com os preços das ações da Bolsa e com indicadores da economia de modo geral.

    Porém, se você partir da motivação individual de cada um, como fez Mises, perceberá que existem motivações por trás de cada movimento. Cada pessoa está indo para algum lugar porque deseja melhorar as suas condições atuais, seja trabalhando, seja estudando, seja ajudando outras pessoas a fazer algo, etc. A partir disso, você consegue entender cada motivação individual, para depois entender a grande massa. É por isso que um liberal clássico consegue prever os ciclos econômicos e costuma ter maiores retornos na Bolsa também.
  • Contra o Anarquismo  10/06/2010 21:20
    Em seu livro, "Liberalismo", Mises disse que os minarquistas não defendem um "anarquismo". Para Mises o Estado teria a função de proteger a propriedade e garantir a paz e a ordem social.
  • Contra o Anarquismo?  10/06/2010 22:23
    "If it were in any way possible to grant this right of self-determination to every individual person, it would have to be done." - LvM (Liberalism, pp. 109-10)
  • Diogo Siqueira  11/06/2010 00:45
    Caro Pedro Mundim, tenho más notícias:

    1) Você não é dono do seu corpo;
    2) Você não é dono da sua consciência; e
    3) Você, definitivamente, não é dono do seu negócio.

    Para explicar cada uma das assertivas acima, primeiro um breve esclarecimento. A palavra "democracia" pode ser usada em duas acepções: a) como meio de escolha dos governantes e b) como regime de governo orientado às aspirações da maioria.

    Pois bem, a Constituição dos EUA, por exemplo, ao adotar o termo vinculou-o à alínea "a", ou seja, exclusivamente como meio de escolha dos governantes. Os fundadores dos EUA repudiavam com todas as forças o termo "democracia" na acepção "b", e por isto instituíram uma República, onde o Estado estava limitado estritamente ao poderes conferidos a ele pela Constituição, ou seja, "faça somente isso e se abstenha de qualquer interferência na vida e na propriedade dos indivíduos". Logo, conclui-se que, independentemente de quem fosse eleito democraticamente em um Estado balizado por esta Constituição, os indivíduos residentes neste país poderiam ficar despreocupados - a maioria nem sequer se daria ao trabalho de participar da "festa da democracia" - pois seus direitos individuais estariam à salvo de toda e qualquer intromissão estatal; salvo quando estes lesarem a vida e a propriedade alheias, onde, então, o Estado de Direito atuaria para corrigir o injusto.

    Agora, passemos à análise do termo "democracia" insculpido na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

    Nossa Constituição, ao contrário da americana, adotou em seu bojo as duas acepções do termo "democracia". Quanto à acepção "a" do termo não é necessário explicações. Entretanto, quanto à acepção "b", os constituintes usaram de um subterfúgio (dentre inúmeros presentes na "Constituição Contradição"), camuflando-o sob o rótulo de "República", inserindo na Carta direitos individuais mitigados e incluindo dentre os objetivos do Estado a busca do "interesse coletivo", da "justiça social" e do "bem comum". Pergunto: como atingir o "bem comum", o "interesse coletivo" e a "justiça social" sem recorrer à vontade da maioria? A resposta a esta pergunta é a indelével constatação de que a nossa República é, na verdade, uma democracia travestida! E, de toda esta confusão trazida por nossos "queridos" constituintes, emerge o termo "Estado Democrático de Direito"; que nada mais é que a aplicação de leis oriundas de um regime democrático de governo, composto por indivíduos democraticamente eleitos, e que se rogam no direito de legislar sobre todos os aspectos da vida de seus súditos, na "gloriosa" busca pela "justiça social" e do "bem comum".

    Em um regime como este - ancorado nos interesses de uma maioria - devo me preocupar com a minha vida e a minha propriedade? Seria prudente, visto que, se a minha vida ou a minha propriedade estiver no caminho do "interesse coletivo", da "justiça social" e do "bem comum", ambas correrão sérios riscos...

    Concluindo: Não há em falar em Estado de Direito em um Estado Democrático de Direito. Não há em falar que os indivíduos, sob a égide deste regime jurídico, são donos do seu próprio corpo, consciência e negócio. Tudo, absolutamente tudo, passa pelas garras do Estado. E o pior, se algo der errado, você é o culpado por não ter escolhido o "produto certo" nas eleições. Sinceramente, me encontrando nesta situação, prefiro não votar a sofrer a ressaca da "festa da democracia". Melhor: dê-me um Estado de Direito e da democracia faço os confetes!
  • Liberalism is not anarchism  11/06/2010 01:09
    There is, to be sure, a sect that believes that one could quite safely dispense with every form of compulsion and base society entirely on the voluntary observance of the moral code. The anarchists consider state, law, and government as superfluous institutions in a social order that would really serve the good of all, and not just the special interests of a privileged few. Only because the present social order is based on private ownership of the means of production is it necessary to resort to compulsion and coercion in its defense. If private property were abolished, then everyone, without exception, would spontaneously observe the rules demanded by social cooperation.

    It has already been pointed out that this doctrine is mistaken in so far as it concerns the character of private ownership of the means of production. But even apart from this, it is altogether untenable. The anarchist, rightly enough, does not deny that every form of human cooperation in a society based on the division of labor demands the observance of some rules of conduct that are not always agreeable to the individual, since they impose on him a sacrifice, only temporary, it is true, but, for all that, at least for the moment, painful. But the anarchist is mistaken in assuming that everyone, without exception, will be willing to observe these rules voluntarily. There are dyspeptics who, though they know very well that indulgence in a certain food will, after a short time, cause them severe, even scarcely bearable pains, are nevertheless unable to forgo the enjoyment of the delectable dish. Now the interrelationships of life in society are not as easy to trace as the physiological effects of a food, nor do the consequences follow so quickly and, above all, so palpably for the evildoer. Can it, then, be assumed, without falling completely into absurdity, that, in spite of all this, every individual in an anarchist society will have greater foresight and will power than a gluttonous dyspeptic? In an anarchist society is the possibility entirely to be excluded that someone may negligently throw away a lighted match and start a fire or, in a fit of anger, jealousy, or revenge, inflict injury on his fellow man? Anarchism misunderstands the real nature of man. It would be practicable only in a world of angels and saints.

    Liberalism is not anarchism, nor has it anything whatsoever to do with anarchism. The liberal understands quite clearly that without resort to compulsion, the existence of society would be endangered and that behind the rules of conduct whose observance is necessary to assure peaceful human cooperation must stand the threat of force if the whole edifice of society is not to be continually at the mercy of any one of its members. One must be in a position to compel the person who will not respect the lives, health, personal freedom, or private property of others to acquiesce in the rules of life in society. This is the function that the liberal doctrine assigns to the state: the protection of property, liberty, and peace. (pp. 36-37)

    [...]

    If I am of the opinion that it is inexpedient to assign to the government the task of operating railroads, hotels, or mines, I am not an "enemy of the state" any more than I can be called an enemy of sulfuric acid because I am of the opinion that, useful though it may be for many purposes, it is not suitable either for drinking, or for washing one's hands.

    It is incorrect to represent the attitude of liberalism toward the state by saying that it wishes to restrict the latter's sphere of possible activity or that it abhors, in principle, all activity on the part of the state in relation to economic life. Such an interpretation is altogether out of the question. The stand that liberalism takes in regard to the problem of the function of the state is the necessary consequence of its advocacy of private ownership of the means of production. If one is in favor of the latter, one cannot, of course, also be in favor of communal ownership of the means of production, i.e., of placing them at the disposition of the government rather than of individual owners. Thus, the advocacy of private ownership of the means of production already implies a very severe circumscription of the functions assigned to the state.

    The socialists are sometimes wont to reproach liberalism with a lack of consistency, It is, they maintain, illogical to restrict the activity of the state in the economic sphere exclusively to the protection of property. It is difficult to see why, if the state is not to remain completely neutral, its intervention has to be limited to protecting the rights of property owners.

    This reproach would be justified only if the opposition of liberalism to all governmental activity in the economic sphere going beyond the protection of property stemmed from an aversion in principle against any activity on the part of the state. But that is by no means the case. The reason why liberalism opposes a further extension of the sphere of governmental activity is precisely that this would, in effect, abolish private ownership of the means of production. And in private property the liberal sees the principle most suitable for the organization of man's life in society. (pp. 37-38)

    8. Democracy

    Liberalism is therefore far from disputing the necessity of a machinery of state, a system of law, and a government. It is a grave misunderstanding to associate it in any way with the idea of anarchism. For the liberal, the state is an absolute necessity, since the most important tasks are incumbent upon it: the protection not only of private property, but also of peace, for in the absence of the latter the full benefits of private property cannot be reaped.

    These considerations alone suffice to determine the conditions that a state must fulfill in order to correspond to the liberal ideal. It must not only be able to protect private property; it must also be so constituted that the smooth and peaceful course of its development is never interrupted by civil wars, revolutions, or insurrections. (pp. 39)
  • Carlos  11/06/2010 01:37
    Olá,
    Gostaria de solicitar uma explicação do nível da taxa de juros do Brasil. Não consigo entender porque a nossa economia possui uma das maiores taxas de juros do mundo, e que por exeplo em 8% já seria suficiente para um superaquecimento.
    Acredito que tal assunto é estremamente importante para compreensão da realidade economica do país.
  • Pedro Mundim  11/06/2010 01:49
    De novo, mais uma vez a falsa dicotomia: democracia x propriedade privada. Devemos ter cuidado com as nossas caracterizações, pois os esquerdistas adoram distorcer as coisas, e lendo estas, eles poderia chegar à conclusão segundo à qual o liberalismo é antidemocracia (aliás, os cmunistas já dizem que a propriedade privada é incompatíve com a democracia, nos termos nos quanis você já sabe). Portanto, devemos ter muito cuidado.

    Proprieade privada e democracia são compatíveis sim. Basta observar o globo e observar as democracias mais sólidas do mundo: Austrália, Nova Zelândia, Suíça, Dinamarca, EUA, Alemanha, Reino Unido... são os países que mais protegem o direito de propriedade. São democracias sólidas, onde as instituições funcionam. O que tipifica o regime democrático é o IMPÉRIO DA LEI, ou seja, a preservação das garantias individuais, e, o mais importante, como definiu Montesquieu, a separação dos poderes, onde os governos eleitos eleitos estão sujeitos à Lei e cabe às instituições zelar pela Lei. Por exemplo, se a Constituição protege a propriedade, um governo cria uma lei confiscatória, mas os juizes da Suprema Corte interferem para evitar que o governo viole a Constituição, mas o governo insiste e descumpre as decisões da Suprema Corte ou intervêm na instituição substituindo juizes, ele é deposto por praticar golpe de Estado contra o Estado de Direito. Foi o que ocorreu em Honduras recentemente com Zelaya (na verdade, ao contrário do que mídia divulga, o golpe foi do Zelaya contra o Estado de Direito). Isso é democracia: é o governo eleito pelo povo sujeito à Lei e as instituições funcionando para zelar pela Lei. Numa democracia com estas características, o direito à propriedade é protegido. Isso já não ocorre em países como o Brasil, onde rola os mensalões. Agora, se você pegar os países totalitários atuais, como Cuba, Coréia do Norte, China, Irã, Venezuela....não há o mínimo direito de propriedade privada. Alguns são até comunistas.
  • Liberalism is not anarchism?  11/06/2010 08:30
    "...These considerations alone suffice to determine the conditions that a state must fulfill (is it possible to any state to fullfil sustainably these conditions?) in order to correspond to the liberal ideal... [but, although I cannot see how], if it were in any way possible to grant this right of self-determination to every individual person, it would have to be done." - LvM (ellipsis and text in brackets and parentheses were added)
  • Indivíduo Ovelha  11/06/2010 09:56
    @Pedro Mundim: "Devemos ter cuidado com as nossas caracterizações, pois os esquerdistas adoram distorcer as coisas, e lendo estas, eles poderia chegar à conclusão segundo à qual o liberalismo é antidemocracia (aliás, os cmunistas já dizem que a propriedade privada é incompatíve com a democracia, nos termos nos quanis você já sabe). Portanto, devemos ter muito cuidado". Ainda bem que temos um "sábio benevolente" por aqui, capaz de identificar os "inimigos" que temos em comum e de nos "orientar" a respeito da melhor forma de nos expressarmos.
  • oneide345  11/06/2010 10:46
    "A democracia não é a solução; é o problema"
    me deu um susto este titulo.
    conceitualizar algo e facil vamo ver na pratica.
    A luz do que ja foi escrito aqui pergunto.
    Como seria um administrado um condominio sobre o regime anarquista?
    A taxa de condomonio não seria um modo de "imposto"e por como tal um roubo?
    O sindico seria o governante eleito?ou seja uma democracia e como tal se aplicaria as considerações dos textos anteriores?seria uma ditadura da maioria?
  • anônimo  11/06/2010 11:22
    oneide345, por que vc se assustou com o título? Idéias são apenas idéias e não deveriam assustar ninguém. Veja que apenas o problema foi apontado pelo texto. A solução não foi. Creio que as suas perguntas sejam mais apropriadas em uma seção de comentários sobre um texto que proponha alguma solução.
  • konteu  11/06/2010 11:51
    oneide345,

    Um condominio seria formado por um acordo voluntário no qual poderia ser concordado que certos tipos de decisão seriam feitos através do voto. Isso é totalmente compatível com o anarquismo.
    Democracia pura condenada pelo artigo seria você ser forçado a viver em certo lugar sobre o regime de um condominio que você não concordou fazer parte simplesmente porque 51% da população quis que você fosse para lá.
  • Tiago RC  11/06/2010 12:56
    Como seria um administrado um condominio sobre o regime anarquista?

    Para um condomínio novo, o criador (proprietário) decide como essa instituição funcionará.
    Para as propriedades comuns (bairros com suas redes de transporte, água, esgoto etc etc) já existentes sob posse do governo, algum critério arbitrário teria que ser definido para que fosse feita a passagem para uma sociedade livre, não tem muito outro jeito. Pra mim o mais justo é criar uma instituição com múltiplos donos, proporcional aos proprietários dentro dos condomínios. Ou seja, não vejo nenhum problema em ser "democrático".

    A taxa de condomonio não seria um modo de "imposto"e por como tal um roubo?

    De forma alguma. O criador de um condomínio pode definir as regras que quiser dentro de sua propriedade. Se determinar que haverá uma instituição para qual todos os moradores deverão transferir uma soma de dinheiro periodicamente, isso não é roubo, é contrato.
    Claro que, do ponto de vista ético, fica difícil justificar porque as propriedades comuns que antes pertenciam ao governo, agora passariam a ser entidades legítimas. Mas enfim, não tem muito como fugir. De qualquer forma, o simples fato de você poder facilmente mudar de condomínio alivia muito esse problema, graças à competição.
  • Adendo ao comentário do amigo acima  11/06/2010 15:19
    Neste mesmo texto diz: "Ademais, mesmo entre os poucos defensores teóricos da democracia, como Rousseau, por exemplo, é praticamente impossível encontrar alguém que defenda que a democracia seja expandida para além de comunidades extremamente pequenas (vilarejos ou cidades). De fato, nas pequenas comunidades, onde todo mundo conhece todo mundo pessoalmente, a maioria das pessoas reconhece que a posição dos 'abonados' é normalmente baseada em suas superiores conquistas pessoais, assim como a posição dos 'desprovidos' é explicada por sua inferioridade e deficiências pessoais. Sob essas circunstâncias, é muito mais difícil se safar tentando despojar as outras pessoas de sua propriedade para benefício próprio. Em distinto contraste, nos grandes territórios que abarcam milhões ou mesmo centenas de milhões de pessoas, em que os potenciais saqueadores não conhecem suas vítimas, e vice versa, o desejo humano de se enriquecer a si próprio à custa de terceiros não esta sujeito a quase nenhuma contenção."
  • Fernando Chiocca  11/06/2010 15:45


    Democracy is indispensable to Socialism. - V.I. Lenin

    Democracy is the road to Socialism. - Karl Marx
  • oneide345  11/06/2010 17:00
    Eu dei o exemplo do condominio por ser um "mundo" pequeno e fechado e facil de se imaginar.
    Para ser mais especifico imagine um predio com 40 apartamentos todos ja proprietarios definitivos da sua unidade, com áreas e dependências de uso comum a todos os moradores, tais como: playground, jardim, piscina, sala de jogos, etc.
    Temos todos os elementos de um pais em escala menor como a "lei",que eo regulamento interno, os funcionarios publicos que seria os zeladores e seguranças,o sindico seria o governante eleito e assim por diante.
    A mistura de propriedade individual com propriedade coletiva,que torna o exemplo valido.
    E neste condominio que pergunto como seria administrado pela otica anarquista?
    Não a relação do condominio com o mundo exterior e sim entre as partes que ali vivem,seria cada um por si?ou haveria regras de convivencia e se tem regras se presupoem perda de alguma liberdade individual,teria mil perguntas sobre o funcionamento desde "pequeno mundo"anarquista,seria etico o condominio expulsar um inadinplente ja que ele esta digamos explorando os outros condominos?.
  • Lia  11/06/2010 19:44
    "Ao se subsidiar os malandros, os preguiçosos, os vagabundos, os neuróticos, os descuidados, os alcoólatras, os viciados, os aidéticos e os deficientes mentais e físicos por meio de regulamentações sobre os seguros-saúde e da saúde pública compulsória, haverá mais doenças, mais malandragem, mais vagabundagem, mais preguiça, mais neurose, mais descuidos, mais alcoolismo, mais vícios, mais aidéticos e mais retardo físico e mental.(...)
    Ao se forçar os empreendedores, por meio de programas de 'ação afirmativas' ('não discriminação'), a empregar mais mulheres, homossexuais, negros, ou outras 'minorias', do que eles gostariam, haverá mais minorias empregadas, menos empregadores e menos empregos para homens, heterossexuais e brancos. Ao se obrigar, por meio de legislações ambientais, os proprietários privados de terra a subsidiar ('proteger') 'espécies em extinção' que residem em suas terras, o número de animais aumentará e eles estarão em melhor estado, e os humanos decrescerão e ficarão em pior estado."


    Fiquei me perguntando, ao avançar pelo texto após esses trechos, se não teria os entendido mal.
    Esse autor realmente iguala a situação de aidéticos, doentes físicos e doentes mentais à vagabundos e viciados?
    Esse autor realmente crê que proteger espécies em EXTINÇÃO vai ter tamanho impacto no homem e seus quase 7 bilhões de espécimes a ponto de danificar seu estilo de vida e causar fatalidades? Fatalidades?
    E não, essas "cotas de gente grande", cotas para empregos, não seriam de forma alguma uma solução justa ou viável para qualquer problema relacionado estritamente ao fator minoria de uma porção da população, mas novamente o salto de um problema para um cenário surreal ocorre, onde subitamente minorias no mercado subjugam os grupos com maior volume de empregados e o problema apenas se inverte.
    Me parecem pontos fora de órbita no tópico, e rudimentares ainda.





  • Carlos Santos  12/06/2010 15:05
    Não acho correto dizer que a democracia seja uma 'ditadura das maiorias', no sistema democrático que usamos e a maioria dos países nos segue (ou melhor, seguem os EUA), quem realmente manda são os grupos de pressão organizados: sindicatos (de trabalhadores e patronais), ONGs e Associações comerciais e profissionais, que se encarregam de pressionar por reulamentações que protejam o mercado de trabalho para os seus associados. A maioria das críticas do autor se dirigem a um sistema democrático muito mais livre que o nosso, talvez como o sistema de democracia direta da Suíça, o talvez nem esse se aproxime da virtuose do sistema questionado por Hoppe.
  • Leandro Coelho  13/06/2010 23:23
    Não sei se entendi todo o texto, mas, suponho ser no mesmo sentido que Olavo de Carvalho critica a democratização da Educação. Como não existe mestres suficientes para uma educação realmente eficaz para todo mundo, se oferece uma educação medíocre a todos e faz de conta que está tudo bem.

    Quanto ao comentário do Carlos Santos, se o sistema democrático é ruim conforme demonstrado pelo Hoppe, imagine que a falsa democracia é ainda pior. Afinal, as pessoas elegem um prefeito, governador, presidente .... com a crença sincera que esses caras façam aquilo que prometeram e que essas promessas dêem resultados. Porém, simplesmente por motivos desconhecidos aparecem Sindicatos, ONGs, Associações etc... apitando o que fazer e o que não fazer para aqueles caras que o povo elegeu, sendo que os Sindicatos, ONGs etc ... não foram eleitos.
  • norberto weiss  08/07/2012 18:41
    um homem um voto. quando um alcoolatra, desempregado, sujo, fedendo pela falta de higiene pessoal, for votar, provavelmente votara naquele que o levar um litro de pinga. o mais provavel ë que um pilantra o fara. desta forma um homem com bons principios ficara do lado de fora. isto ë demogracia.
  • Lord Keynes  21/02/2011 13:57
    Esses aloprados fãs do Mises são uma piada. No frigir dos ovos, eu concordo com o mago Delfim Neto. Toda vez que o capitalismo quebra, vide em 1929 e 2008, é o comunismo que salva o capitalismo. Ou seja, toda vez que os bacanas e espertos quebram a banca através da total desregulamentação e na ausencia de um estado fiscalizador, a fatura é enviada para os otários de sempre pagar, ou seja a classe trabalhadora. Aí entra os bacanas Misinianos falando que o lance após a crise é deixar quebrar sem piedade, para que o sistema possa se recuperar mais rapidamente e eles possam gerar outra crise para encher os bolsos e fazer a roda girar. A vergonha na cara passou longe desses Misinianos.

    "O comunismo sempre salva o capitalismo"
    sites.google.com/site/honoratox/economia
  • mcmoraes  21/02/2011 14:59
    Por que será a maioria dos contestadores que aparecem por aqui se limitam a fazer afirmações sem justificar nada? Ô "Lórdi Queines", por favor, vê se refuta com argumentos algum dos textos aqui do IMB. Passar bem.
  • Leandro  21/02/2011 14:52
    Prezado Lord Keynes, o senhor sem dúvida é um seguidor contumaz das teses de seu homônimo. Privatização dos lucros para os grandes, socialização dos prejuízos na conta dos pequenos. É só observar o que você próprio escreveu: tem ódio dos misesianos que são favoráveis à quebra de grandes empresas (principalmente bancos) falidas. Como ousam esses insensíveis, não?

    Ademais, quanto à afirmação de que "o comunismo sempre salva o capitalismo", ela é falsa simplesmente porque utiliza conceitos errôneos. O mais correto seria dizer "a socialização dos prejuízos sempre salva a social-democracia e os grandes interesses associados a ela".

    Em um sistema de genuíno laissez-faire -- que é o que defendemos tanto por questões morais quanto por questões de eficiência econômica --, "bacanas e espertos que quebram a banca" já estariam desempregados, falidos e na cadeia há muito tempo.

    Coisas as quais o senhor é contra.

    Grande abraço!
  • Joao  08/06/2012 17:00
    Gostei da comparacao Republica X Democracia

    Daremos um gde passo nessa direcao...a Republica..se for abolido o direito de voto de qualquer um, inclusive parentes proximos, que receba qulaquer tipo de welfare..bolsa familia, aluguel subsidaido, etc
    Baseia se no principio do conflito de interesse..nao posso votar em quem me paga..alem disso impede que o povo seja corrompido... "bribed" com seu proprio dinheiro

    Ja eh um e bom comeco na direcao da liberdade e do estado minimo

  • Carlos Góes  14/07/2012 16:22
    Espanta-me que ninguém tenha comentário o fato de que Hoppe é contrário à proibição do trabalho infantil. Os seguidores de Mises não só acabam negando a obra de seus dois mentores - principalmente Hayek - como também acabam negando o princípio da tradição da liberdade: a ideia de dignidade humana e de valor intrínseco do indivíduo. É por isso que a gente protege os incapazes, como as crianças.
  • Luis Almeida  14/07/2012 16:39
    Explica melhor isso, Carlos. Se eu tenho 15 anos e quero trabalhar de office boy, como meu pai e meu avô fizeram quando tinham esta idade, você apontaria uma arma para minha cabeça e me proibiria de exercer esta liberdade de escolha? É esta a sua ideia de "dignidade humana e de valor intrínseco do indivíduo"? Você, aliás, está dizendo que meu pai e meu avô eram incapazes quando tinham 15 anos?

    Incapaz é você, que fica resmungando, pavoroso de ter de trabalhar.
  • Augusto  21/09/2012 02:40
    Tenho certeza de que nao foi isso que o Carlos quis dizer. A situacao que ele certamente tem em mente eh uma em que a crianca seja forcada - por seus pais ou por outras pessoas - a trabalhar.\r
    A questao que eu imagino que o Carlos tenha em mente seja: onde comeca e onde termina o "poder" dos pais sobre os filhos?
  • Andre Cavalcante  21/09/2012 08:19
    Questão fácil.

    Quanto aos pais:
    Onde começa: na barriga da mãe.
    Onde termina: quando o menino(a) chegar pro pai (mãe) e dizer, já tô farto de vocês e vou tomar meu rumo.

    Quanto ao governo:
    onde começa: em nenhum momento, o filho é meu!
    onde termina: nem deveria começar, leia a questão acima.

    Abraços
  • Anarquistas em Florianópolis  20/09/2012 20:51
    Anarquistas socialistas atacam a democracia em Florianópolis.

    Ao chegar no meu carro, encontrei o seguinte panfleto: [https://docs.google.com/folder/d/0B3sNOaw61O_VRnVaM2tGSnItS3M/edit]link[/link]

    Num primeiro instante achei a iniciativa interessante, entretanto mudei de opinião ao ler o conteúdo defendido. O panfleto prega o repúdio a propriedade privada e ao livre mercado (socialismo).
  • Tiago RC  22/01/2013 13:32
    (Estou escrevendo aqui porque o assunto é democracia, mas não é sobre o texto em si que escrevo - a propósito, fica a dica: um fórum de discussão onde seja possível criar tópicos não relacionados a artigos em específico seria algo legal ;-))

    Existe um "consenso libertário", ou algo próximo disso, no que diz respeito a democracia representativa vs democracia direta? O que é menos pior?

    Eu tenho tendência a pensar que quanto mais direta a democracia, menos susceptível ela é ao fenômeno de custos dispersos e ganhos concentrados, ou seja, tende a ser menos pior. E talvez seja mais fácil convencer eleitores em geral de que a secessão é um direito, do que convencer políticos profissionais que ganham mais poder e dinheiro quanto maior for o governo. Um governo que reconheça o direito à secessão, tanto de indivíduos quando de regiões inteiras (a condição de que o novo governo da região também reconheça esse direito), seria quase que uma instituição voluntária (se ignorarmos o passado desse governo, claro).

    Ou seja, tenho tendência a crer que democracia direta é menos pior do que democracia representativa.

    Mas nunca vi uma boa argumentação, num sentido ou no outro, feita por algum guru austrolibertário aqui no IMB... há alguma?

    Abraços!
  • Mauro  23/01/2013 04:12
    Tiago, isso nada mais é que uma forma de descentralização. O próprio Hoppe falou sobre isso aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1452
  • Tiago RC  23/01/2013 08:41
    Mauro, também vejo como uma forma de decentralização.
    Mas nunca vi nenhuma argumentação aqui no IMB, ou em outro site austrolibertário, específica sobre esse ponto. O texto que você cita não toca nesse assunto em específico.

    Pensei nisso porque recentemente vi isso: https://docs.google.com/document/d/1jidmNJHWAtsPLCUD7EPPm8jOEV93kSXbZOMycqCWOyA/edit?authkey=CN7BnLUG&authkey=CN7BnLUG#heading=h.px2xbkj6rklm

    O autor não é libertário. Mas a proposta é bem interessante, particularmente porque pode ser perfeitamente implementada mesmo em países do tamanho do Brasil. E o mais interessante é o que é dito no último capítulo do texto: é perfeitamente possível implementar isso de maneira gradativa. E tem potencial para "ganhar inércia".
    Pergunto-me se tentar criar um partido com essa bandeira não seria um meio mais rápido de se adquirir mais liberdade do que tentar criar um partido libertário como o Liber, que provavelmente nunca conseguirá muitas cadeiras no congresso de qualquer maneira.
  • Neto  23/01/2013 12:35
    Essa é uma discussão sem sentido.Direta ou indireta, a democracia sempre vai ser a ditadura da maioria anta.
    Numa democracia direta capaz do bolsa esmola ser até maior
  • Tiago RC  23/01/2013 13:47
    É, tem razão Neto, realmente não faz nenhum sentido discutir quais caminhos podem levar mais rapidamente à liberdade.
  • Neto  24/01/2013 09:59
    Tiago você tem uma queda incontrolável por distorcer as coisas que os outros falam.
    É justamente por discutir qual o melhor caminho pra liberdade que os libertários descartaram a democracia, qualquer que seja ela.
  • Tiago RC  24/01/2013 15:48
    Desculpe-me Neto, mas creio que você é que tem algum problema para entender o que é escrito. Desde a minha primeira mensagem eu deixei clara a minha intenção: discutir qual dos dois modelos de democracia seria mais propício à liberdade.
    Se você considera que todas as diferenças entre democracia direta e representativa são irrelevantes nesse quesito, então por que perder tempo postando? Como diria o ditado, muito ajuda quem não atrapalha.

    Ou então no mínimo argumente seu ponto.
    Você acha que o fenômeno dos custos dispersos e ganhos concentrados é igual em ambos os casos? Por que?
    Ou ainda, Hoppe levanta sempre o argumento do zelador vs proprietário, quando compara democracias a monarquias. Numa democracia direta, essa figura do "zelador" muda bastante, já que não há mais parlamentares empossados por um tempo determinado.
    E, finalmente, por que você acha que a população em geral seria tão avessa ao direito à secessão quanto são políticos profissionais? Políticos profissionais têm um interesse óbvio em estar no topo de um governo grande. Qual o interesse para eleitores individuais? Do ponto de vista de eleitores individuais, quanto mais descentralizado o poder melhor, já que o poder de decisão de um voto aumenta quando o número total de eleitores diminui. Eu argumento que eleitores em geral tem uma maior tendência a defender o federalismo, e eventualmente até mesmo o direito à secessão. Qual teu contra-argumento?
  • Neto  25/01/2013 16:16
    Tiago, definitivamente você vive no mundo da lua. O teu 'argumento' não é argumento nenhum, só wishfull thinking, não faz o menor sentido achar que a mesma maioria que bota a PTzada no poder ia votar por federalismo e secessão numa democracia participativa. O cara lá, parasita do bolsa esmola, ia chegar e falar:'é, você quer deixar de me sustentar, quer se separar... ah que ótimo, beleza, pode ir'
    Só mesmo no lindo muundo da imaginação...como diria a Xuxa...
  • Pedro  23/01/2013 14:19

    Li uma comparação de Estado com condominio e fiquei até envergonhado por quem a fez. É certo que trata-se de uma falácia (falsa lógica) nada dificil de se perceber. Afinal, um condomínio e seu sindico e conselho não podem deliberar sobre a vida dos moradores, já que estes são legitimos proprietarios das unidades.
    Vejamos então a absurda comparação entre a "proprietariocracia" e a democracia.

    - Antes um aparte para parabenizar quem levantou BRILHANTEMENTE a questão sobre democracia APENAS como um meio de escolher gestores para uma "empresa" chamada Estado e a TRAGEDIA de se entender democracia como um meio de se escolher a MORAL ou mesmo a ÉTICA (uma moral absoluta, objetiva, baseada na lógica e em principios e não como uma moral arbitrada ideologicamente, "piegasmente sentimentalóide", ou por costumes também, arbitrários). Uma percepção BRILHANTE! Uma eleição pode no máximo escolher os gestores do Estado, mas jamais deliberar sobre direitos e deveres de modo a que os eleitos (legitima ou fraudulentamente) possam deliberar sobre a vida dos governados segundo suas conveniencias de momento e preferencias subjetivas também de momento ou não.

    Vejamos agora a tola comparação, que ja se pode perceber.
    Num condominio os eleitos sindicos e conselheiros APENAS PODEM COLOCAR PROPOSTAS EM VOTAÇÃO PELOS CONDOMINOS, mas jamais deliberar entre si (como soberanos eleitos) oque fazer sobre o condominio e condominos. O sindico não pode conceder privilégios a determinados oradores/proprietários, e com relativa facilidade pode ser processado por má gestão, caso incorra em absurdos. Muito menos um sindico e o conselho podem DESAPROPRIAR qualquer proprietário ou determinar sobre a vida destes dando-lhes ordens para que obedeçam.
    Enfim, uma eleição de gestores de um condominio não cabe ser comparada com a eleição de soberanos estatais que arbitrarão em conluio ou não sobre a vida da população dando-se poderes absolutos sobre todos os habitantes.

    Ou seja, um condominio nem mesmo é gerido autonomamente, já que o Estado e suas leis safadas se intrometem na gestão dos condominios. Contudo, mesmo assim, os moradores (habitantes) não concedem aos eleitos poderes absolutos nem mesmo para decisões que impliquem aumento dos valores. Ou seja, num condominio os eleitos apenas podem gerir o condominio, mas as deliberações dependem de votação dos proprietários, embora sujeitos ao arbitrio da maioria de forma muito LIMITADA.
    No condominio elege-se apenas gestores e numa democracia estatal se elege SOBERANOS que tudo podem deliberar sobre a população, bastando que entre em acordo, o que fazem sempre em beneficio de seus INTERESSES, MANIAS, FRUSTRAÇÕES, AMBIÇÕES e toda sorte de subjetivismo apoiado numa porca eleição de corruptores de setores da população. SEMPRE PROMETENDO VANTAGEM DE UNS SOBRE OUTROS E NUNCA, NUNCA MESMO, PREOCUPADOS COM O QUE É OU NÃO JUSTO.
  • Pedro  23/01/2013 14:28

    Aquilo a que o artigo se refere em nada pode ser comparado a um condominio.
    A democracia tornou-se exatamente uma eleição onde dois lobos e uma ovelha votam para saber qual será o almoço.

    Sendo a eleição democratica um prenso metodo de legitimação moral, tudo pode ser proposto pelos postulantes a soberanos arbitrários. Claro que o interesse destes postulantes a soberanos é o PODER ESTATAL que lhes confere a propriedade sobre tudo e todos. Portanto apenas serão limitados por seus interesses de forma que nada farão que possa prejudicar o PODER ESTATAL que almejam. Ademais, a tendencia é paulatinamente afirmarem seu Poder sobre a população habituando-a ser cada vez mais servil, mais SUBMISSA a HIERARQUIA ESTATAL. Claro que o ADESTRAMENTO PARA SUBMISSÃO se dá através de imposições lesivas cada vez maiores, conforme os SÚDITOS vão aceitando a SERVIDÃO maiores serão as contrariedades que lhe serão impostas até que percam totalmente (ais poucos, paulatinamente) a noção de dignidade e respeito por si mesmo, tornando a população num efetivo rebanho de ovelhas pastoreadas com a ajuda de cães igualmente adestrados para servir aos pastores e seus agregados.
  • Pedro  23/01/2013 14:51

    Ora, o Estado baseia na OBEDIÊNCIA e a população é instada a obedecer por conta de um pretenso acordo coletivo que dá e limita poderes dos pretensos soberanos. As regras atuam psicologicamente sobre os agentes que concretizam o Poder dos soberanos. Assim, havendo leis claras para limitar-lhes o Poder tudo funcionará. Diga-se LEIS CLARAS E OBJETIVAS DECORRENTES DE PRINCIPIOS INVIOLÁVEIS. Assim, qq violação destas por parte dos eleitos implicaria em desobediencia civil (O UNICO TEMOR DOS SOBERANOS = a uma população unida e cooperativa e por tal a politiva é o meio de jogar uns contra os outros inventando inimigos para aliciar amigos).

    Pessoas facilmente se organizam sob bons argumentos e cooperam entre si. Faz-se seguros espontaneamente pagando por eles. Uma população livre de soberanos a escraviza-la certamente que organizaria uma força comum a fim de dar a reciproca resposta a violadores dos direitos naturais e legitimamente adquiridos. Aqueles que se quisessem protegidos por uma força policial certamente pagariam espontaneamente por tal.
    Enfim, não seria dificil uma população que se guiasse pela justiça e não por interesses uns contra os outros. O rigor de uma MORAL BASEADA NA ÉTICA, cobrada ESTÓICAMENTE sem pieguiismo sentimentalóide ou o falso sentimentalismo fariseu, atuaria com grande pressão sobre as personalidades canalhas, dando-se a devida reciprocidades IMPLACÁVEL aos safados. A pressão moral em conjunto com a implacavel reciprocidade contra os violadores do direito alheio seria suficiente para desestimular e eliminar constantemente os violadores e aproveitadores.

    A criminalidade tem crescido por conta do apoio moral que facinoras recebem das "boas pessoas".
    Nas decadas de 30, 40, 50, 60 a escolaridade era muitissimo menor, contudo a criminalidade era incomparável com a atual. A criminalidade prosperou com o apoio moral das ideologias (todas sem exceção), visto que todas as ideologias foram criadas para a manutenção do Poder por um grupo hierarquizado.
    Ou seja, aquilo que tantos alegam como motivo da criminalidade não passa de conversa de safados. A escola, a tão alardeada educação, em nada diminuiu a criminalidade e mesmo passou a justifica-la um tanto moralmente. Decadas atras a pobreza e a carencia de bens e serviços uteis era muitissimo maior e NÃO FOI POR ELA QUE O CRIME PROSPEROU.

    Ou seja, nem baixa escolaridade e nem baixa renda ou carencia de bens e serviços são responsáveis pelo aumento do banditismo e muito menos pelo GRAU de CRUELDADE dos BANDIDOS. A culpa de dezenas de milhares de mortes e familias destruidas por facinoras covardes é o farisaísmo dos "bons moços" ansiosos por exibirem-se "superiores" ao perdoarem, darem a outra face (dos outros), amarem os bandidos e mesmo justifica-los culpando a malvada sociedade, conforme a moral propagandeada, que lhes adoça a vaidade e até interesses de se ostentarem moralmente superiores ...embora eticamente pulhas!
  • Anderson  27/04/2013 01:40
    Parei no primeiro parágrafo, se existisse um governo verdadeiramente global não existiriam chineses e indianos.
  • Silva  27/04/2013 01:52
    Por quê?! Eles seriam aniquilados? Por quem? Como aniquilar 2 bilhões de pessoas? Com trakinas?

    Gênio...
  • anônimo  27/04/2013 03:45
    Não existiriam porque todas as pessoas do mundo seriam cidadãos do mesmo 'país'
    gênio...
  • anônimo  27/04/2013 04:08
    Assim como não existem paulistas, cariocas, cearenses, né?
  • Galdino   27/04/2013 04:10
    Governo mundial não implica a aniquilação de fronteiras e nem de etnias. Bom exemplo disso é a União Européia: quem manda em todos os países é a Troika (haja vista que Mário Monti foi imposto como Primeiro Ministro da Itália), mas as fronteiras, as nacionalidades e as etnias seguem existindo.
  • Anderson  28/04/2013 23:45
    Nacionalidades, fronteiras estão entre as maiores merdas que já inventaram no mundo, qualquer pensamento baseado nisso é lixo.
  • Julio Heitor  24/10/2013 13:39
    "Os ricos são caracteristicamente perspicazes e laboriosos, e os pobres são tipicamente tolos, preguiçosos, ou ambos."

    Como provar esta afirmação a um defensor voraz do bolsa-família que jura que os pobres são coitados ao invés de vagabundos oportunistas?
  • anônimo  12/04/2015 22:26
    É difícil, até porque essa afirmação nem é verdade.
    Um empreendedor, self made man, aí sim, agora ricos...não dá pra generalizar, tem muitos casos de moleques mimados, ricos, que viram a típica esquerda caviar.
    E fora os ricos que ficam ricos trabalhando para ou se associando com o governo, ou seja, roubando.
  • Emerson Luis, um Psicologo  09/06/2014 14:52

    O artigo trata da "democracia" no sentido socialista ou social-democrata. O "estado de bem-estar social" de fato é tão insustentável quanto as ditaduras comunistas.

    Mas a palavra "democracia" também se refere à democracia liberal. Esta pode até ser uma monarquia, mas baseia-se na isonomia, no respeito à propriedade privada, no princípio da subsidiariedade e na liberdade responsável.

    * * *


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