A medicina socializada e as leis econômicas

N. do T.: o debate nos EUA sobre a estatização do sistema de saúde torna-se a cada dia mais agressivo.  Diariamente ocorrem protestos contrários a essa proposta, com o governo americano classificando-os como "protestos nazistas".  O artigo a seguir faz uma análise econômica dos problemas da medicina socializada, tomando como exemplo a menina dos olhos do governo Obama: o sistema de saúde canadense.  É interessante constatar que os problemas que afligem os canadenses são muito parecidos àqueles que fustigam os usuários do nosso SUS.  O que não é nada surpreendente, aliás.  Afinal, as leis econômicas são as mesmas, independente da latitude.

 

O primeiro passo do governo americano em sua tentativa de criar um monopólio estatal do sistema de saúde foi propor uma lei que iria, ao fim e ao cabo, abolir a indústria privada de seguro de saúde.  O plano do governo é criar impostos adicionais e impor custos obrigatórios sobre as empresas de seguro-saúde, ao mesmo tempo em que uma burocracia estatal de seguro-saúde será criada ostensivamente para "concorrer" com as empresas privadas.  O resultado final esperado é um enorme monopólio estatal que, assim como todos os monopólios estatais, irá operar com toda a eficiência dos Correios e todo o charme e compaixão da Receita Federal.

Obviamente, é muito difícil competir com um rival que tem todo o seu capital e custos operacionais pagos pelo contribuinte.  Sempre que o governo decide "concorrer" com o setor privado, ele trata de garantir que a competição seja francamente injusta, criando regulamentações e impostos em cascata sobre as empresas privadas, ao mesmo tempo em que se isenta a si próprio de todos esses entreveros.  É por isso que as "empresas apadrinhadas pelo governo" Fannie Mae e Freddie Mac foram tão lucrativas durante vários anos.  É por isso também que muitas escolas "públicas", cujos resultados são escabrosos, se mantêm em existência por décadas, não obstante seu fracasso absoluto em educar as crianças.

O FUTURO DA MEDICINA AMERICANA

Alguns anos atrás, o economista ganhador do Prêmio Nobel Milton Friedman estudou a história da oferta de serviços de saúde nos EUA.  Em um estudo de 1992 publicado pela Hoover Institution, intitulado Input and Output in Health Care (Insumo e Produto no Sistema de Saúde), Friedman observou que, em 1910, 56% de todos os hospitais dos EUA eram de gerência privada e voltados para o lucro.  Após 60 anos de subsídios direcionados aos hospitais geridos pelo governo, esse número havia caído para 10%.  Demorou décadas, mas no início dos anos 1990 o governo já havia tomado o controle de quase toda a indústria hospitalar. 

Aquela pequena porção da indústria que ainda permanece voltada para o lucro é regulada de modo tão extraordinariamente violento pelos governos federal, estaduais e municipais, que a maioria das decisões tomadas pelos administradores desses hospitais tem mais a ver com o cumprimento das regulamentações do que com a oferta lucrativa de serviços ao pacientes/clientes.  E é o lucro, obviamente, o que possibilita que os hospitais do setor privado tenham os meios para ofertar seus serviços de saúde.

A conclusão primordial de Friedman foi que, como em todos os sistemas burocráticos estatais, o sistema de saúde gerido ou controlado pelo governo criou uma situação em que um aumento dos "insumos" - tais como gastos em equipamentos, infraestrutura e salários dos profissionais médicos - levou na realidade a uma queda nos "produtos" (no caso, em termos de quantidade de serviços médicos ofertados).  Por exemplo, ao passo que os gastos médicos estatais subiram 224% no período 1965-1989, o número de leitos hospitalares por 1.000 habitantes caiu 44%, e o número de leitos ocupados declinou 15%.  Da mesma forma, durante esse período de quase completo domínio governamental sobre a indústria hospitalar (1944-1989), os custos por paciente-dia subiram quase 24 vezes, ajustados pela inflação.

Quanto mais o governo gastou dinheiro no sistema de saúde por ele gerido, menos serviços de saúde foram ofertados.  Esse tipo de resultado é geralmente válido para todas as burocracias estatais, pois elas não estão submetidas a nenhum mecanismo de mercado; não há o mecanismo de retroinformação via sistema de preços.  Como no setor estatal não há lucros em um sentido contábil, não há, por definição, nenhum mecanismo que premie a boa performance e puna a má.  Com efeito, em todos os empreendimentos estatais vale o oposto: a má performance (incapacidade de atingir resultados ostensivos, ou de satisfazer os "clientes") é tipicamente premiada com maiores orçamentos.  O fracasso em educar crianças faz com que o governo despeje mais dinheiro nas escolas públicas.  O fracasso em reduzir a pobreza leva a maiores orçamentos para as burocracias assistencialistas.  Isso certamente acontece também com a medicina socialista.

Os custos sempre explodem toda vez que o governo se envolve em algo - e os governos sempre mentem sobre isso.  Em 1970, por exemplo, o governo americano previu que a parte do Medicare [programa que reembolsa hospitais e médicos por tratamentos fornecidos a indivíduos acima de 65 anos de idade] que cobre os seguros hospitalares seria de "apenas" $2,9 bilhões por ano.  Considerando-se que as despesas reais foram de $5,3 bilhões, houve aí uma subestimação de custos de nada menos que 79%.  Em 1980, o governo previu que esses gastos seriam de $5,5 bilhões; os gastos reais foram mais de quatro vezes essa quantia - $25,6 bilhões.  Essa explosão dos custos burocráticos fez com que o governo tivesse de criar 23 novos impostos nos primeiros 30 anos do Medicare. (Veja Ron Hamoway, "The Genesis and Development of Medicare", in Roger Feldman, ed., American Health Care, Independent Institute, 2000, pp. 15-86).  A administração Obama alega que a transferência do sistema de saúde para o controle estatal irá, de alguma forma, reduzir magicamente os custos.  É claro que tal insensatez não deve ser levada a sério.  O governo nunca, jamais, em lugar algum, reduziu os custos de se fazer algo.

Todos os monopólios estatais dos serviços de saúde, sejam eles no Canadá, no Reino Unido ou em Cuba, vivenciaram uma explosão tanto nos custos quanto na demanda - uma vez que os serviços são "gratuitos".  A medicina socializada não é de fato gratuita, é óbvio; os verdadeiros custos estão meramente escondidos, já que são pagos por impostos.

Sempre que algo tem um preço explicitamente zero associado a ele, a demanda do consumidor irá aumentar substancialmente - e os serviços de saúde não são exceção.  Ao mesmo tempo, as malversações burocráticas irão garantir que as ineficiências grotescas piorem a cada ano.  À medida que os custos vão ficando fora de controle e começam a constranger os políticos que prometeram aos cidadãos um "almoço grátis" no sistema de saúde, eles recorrem àquilo que todos os governos sabem fazer tão bem: impor controle de preços, provavelmente sob algum eufemismo do tipo "controle global do orçamento"

Controle de preços - ou as leis que forçam os preços a ficarem abaixo do seu nível de equilíbrio de mercado (onde oferta e demanda se igualam) - artificialmente estimulam a quantidade demandada pelos consumidores ao mesmo tempo em que reduzem a oferta, pois fazem com que não seja lucrativo ofertar a mesma quantidade de antes.  O resultado de um aumento na demanda e uma redução na oferta é a escassez.  O racionamento de produtos torna-se necessário.  Isso significa que são os burocratas do governo - e não os indivíduos e seus médicos - que passam a determinar quem irá e quem não irá receber tratamento médico, que tipo de tecnologia médica estará disponível, quantos médicos haverá, e por aí vai.

Todos os países que adotaram um sistema de saúde socializado sofrem da doença da escassez induzida pelo controle de preços.  Se um canadense, por exemplo, sofrer queimaduras de terceiro grau em um acidente automobilístico e precisar de uma cirurgia plástica reconstrutora, o tempo médio de espera pelo tratamento será de mais de 19 semanas, ou aproximadamente cinco meses.  O tempo de espera para uma cirurgia ortopédica no Canadá também é de quase cinco meses; para uma neurocirurgia é necessário esperar três meses completos; e leva-se mais de um mês para uma cirurgia cardiovascular (veja a publicação do think-tank canadense Fraser Institute, Waiting Your Turn: Hospital Waiting Lists in Canada).  Pense nisso: se o seu médico descobrir que suas artérias estão entupidas, você terá de esperar na fila por mais de um mês, com a possibilidade iminente de uma morte por ataque cardíaco.  É por isso que tantos canadenses vão para os EUA em busca de tratamento médico.

Todos os grandes jornais americanos (bem como toda a grande mídia mundial) aparentemente se tornaram nada mais do que líderes de torcida do governo Obama, por isso é difícil encontrar alguma informação sobre a falência da medicina estatal canadense.  Mas se regredirmos alguns anos, as informações se tornam bem mais abundantes.  Um artigo no The New York Times de 16 de janeiro de 2000, intitulado Full Hospitals Make Canadians Wait and Look South [Hospitais Lotados Fazem os Canadenses Esperar e Olhar Para o Sul], escrito por James Brooke, fornece alguns bons exemplos de como o controle de preços no Canadá criou sérios problemas de escassez.

  • Uma senhora de 58 anos esperava por uma cirurgia cardiovascular no saguão de um hospital de Montreal junto a outros 66 pacientes.  As portas elétricas abriam e fechavam durante toda a noite, permitindo a entrada de correntes de ar com temperaturas em torno de -18°C.  Ela estava em uma lista de espera de cinco anos para sua cirurgia.
  • Em Toronto, em um único dia, 23 dos 25 hospitais da cidade deixaram suas ambulâncias paradas por causa de uma escassez de médicos.
  • Em Vancouver, ambulâncias permaneciam abandonadas por horas enquanto vítimas de ataques cardíacos aguardavam dentro delas, à espera de serem adequadamente atendidas.
  • Pelo menos 1.000 médicos canadenses e dezenas de milhares de enfermeiras canadenses migraram para os EUA para evitar o controle de preços sobre seus salários.

Escreveu o jornalista, "Poucos canadenses recomendariam seu sistema como modelo de exportação".

As escassezes induzidas pelo controle de preços no Canadá também se manifestam no escasso acesso à tecnologia médica.  Per capita, os EUA têm oito vezes mais máquinas de ressonância magnética, sete vezes mais unidades de radioterapia para tratamentos de câncer, seis vezes mais unidades de litotripsia, e três vezes mais unidades de cirurgia cardiovascular.  Existem mais scanners de ressonância magnética no estado de Washington, cuja população é de cinco milhões de pessoas, do que em todo o Canadá, cuja população é de mais de 30 milhões de indivíduos (Veja John Goodman e Gerald Musgrave, Patient Power).

Da mesma forma, no Reino Unido - graças à nacionalização, ao controle de preços e ao racionamento governamental dos serviços de saúde - milhares de pessoas morrem desnecessariamente a cada ano por causa da escassez de unidades pediátricas de tratamento intensivo, de máquinas de diálise, de marcapassos e até mesmo de máquinas de raios X.  Esse será o futuro da América caso a "medicina obâmica" se torne uma realidade.

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Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde

A saúde é um bem, não um direito


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Henrique Zucatelli
Bom dia
Sei que ter capital, fundos, poupança é importante mas:
Será que os consumidores quererão os meus produtos e serviços.
Se ninguém se interessar em comprar meus produto ou serviço que eu estou vendendo?
Se surgir uma oportunidade de negócios vou perder?
Meus concorrentes oferecerem melhores produtos e serviços que eu vou ter que aprimorar meus produtos ou serviços senão vou pra falência.
Isso estou vendo do lado do produtor, fornecedor de produtos e serviços.
Do lado do consumidor:
Será que preciso desse produto ou serviço?
Se preciso vou pagar a vista ou a prazo?
Caso eu compre à vista vou ter de poupar para adquirir o produto ou serviço que quero.
Caso eu compre à prazo vou ter de calcular quanto do meu ganho posso desprender para gastar.
Qual é melhor comprar a prazos curtos ou longos?
E finamente o que não se deve fazer:
Vou tomar empréstimo para comprar bens de consumo.
Vou compra itens no cartão de débito\crédito mesmo que não tenha fundos para cobrir o mesmo.
Vou Tomar empréstimo para pagar o cartão.
Isso do lado do consumidor.
Do lado do produtor\finacista e fornecedor de serviços:
Vou produzir itens em grande quantidade, mesmo que não consiga vender tudo.
Vou me associar a políticos para que tenha venda cativa de produtos e serviços para o governo cobrando acima do mercado e oferecendo produtos e serviços ruis
Vou toma empréstimo do governo para especular a compra e venda de empresas, mesmo que não entenda o que elas produzem ou serviço que elas oferecem.
Criarei lobis junto ao governo para que os meus interesses sejam atendidos.
Se falir terei AMIGOS no governo e me dá uma mãozinha.

O item 4 é contraditório com o item 10.
O professor Mueller tem uma visão um tanto equivocada com respeito à lógica.
Tanto a lógica aristotélica, quanto a lógica simbólica, incluindo a teoria dos conjuntos, são sistemas de ordenação argumentativa orientados na direção dedutiva nos quais a inferência está ligada necessariamente às premissas.
Para que o valor seja logicamente subjetivo, temos que incluir o valor campo dos objetos predicados por subjetivo.
Ora, vejam:
Para que isso ocorra, temos de recorrer às definições desses termos, pensando no método geométrico, as definições deveriam anteceder às teses, não estar incluídas nelas. Se ocorrer essa inversão lógica, o argumento é falacioso, chamada de Petição de Princípio (vide ORGANON - Aristóteles; COPY - Manual de Lógica; pesquisem sobre método geométrico)
Além disso, para que não haja inconsistência entre os itens 4 e 8 o trabalho deveria ter sido definido, tal como o valor o foi, como subjetivo. Senão o item 8 cria uma ambiguidade na passagem (por si só) que, do ponto de vista lógico, é um condicionante. Sem tal definição, o valor parece ter uma parte subjetiva e outra objetiva e, pior ainda, somente o condicionante do valor parece ser subjetivo. Se o trabalho não for caracterizado como subjetivo, o valor é efetivado objetivamente e, portanto, é objetivo.

Uma reordenação não viciada desses itens deve começar supondo o item 4, isto é, ser uma hipótese (eliminação do item 10). Posteriormente, definir o trabalho ou, por extensão ampliativa, incluir o trabalho no item 4.
"Se "4" e o trabalho for subjetivo, então "1""2""3""5""6""7""8""9""

Outro problema, mais grave, é usar o termo subjetivo e, por extensão, objetivo como predicados lógicos, i. é., características de coisas. A distinção entre subjetivo e objetivo é maior, isto é, anterior no processo de conhecimento, do que aquilo sobre o qual a lógica trata: as relações entre enunciados. Digamos, em termos mais simples, subjetivo não é uma característica de coisas, mas de afirmações, frases (vide POPPER - Lógica da Pesquisa Científica; RUSSELL & WHITEHEAD - Principia Mathematica; TARSKI - A Concepção Semântica da Verdade). Para incluir subjetivo e objetivo no vocabulário é necessário realizar uma metalinguagem que, por definição, exigirá a suspensão e a revalidação das definições. Dizer o por que tais definições devem ser aceitas.

A tentativa de criar leis em uma ciência que sejam a priori não funcionou nem na Física (vide KANT - Crítica da Razão Pura), mesmo na matemática (vide o embate entre FREGE e HILBERT) a tentativa foi, em parte, frustrada. Esse tipo de posição, chamada de Fundacionista, é uma visão, sinto informar, ultrapassada. A exigência de indicações empíricas e construções não totalizantes é regra fundamental para alcançar qualquer teoria saudável no pensamento científico atual.

PS. Desculpem-me o tecnicismo, não tenho o hábito de escrever para leigos. Devo melhorar nesse aspecto.
Bom dia Vladimir, como vai?

Que bom que começou a entender o começo da história. Agora falta a outra metade.

Não tem como prevermos a inovação. Pode parecer pleonasmo, mas inovar é fazer o novo, algo que ninguém fez até hoje. E isso pode dar certo (ou não). Claro que quando pensamos em inovações sempre vem a mente exemplos de sucesso como Apple, Microsoft, Ford e outros. Mas nos esquecemos que estes foram os vencedores. Em seus respectivos momentos, existiram dezenas (ou até centenas) de concorrentes brigando para saber quem iria se perpetuar, e a maioria caiu no caminho, foi absorvida ou simplesmente esquecida.

Se quiser entender mais como funcionam todos esses sentimentos de um grande inventor nos primórdios de sua carreira, recomendo que leia um livro muito bom (meu de cabeceira) do próprio Henry Ford- Os princípios da prosperidade . Tenho um exemplar da primeira edição, com o autógrafo do tradutor, ninguém menos que Monteiro Lobato. É um tesouro que guardo com muito carinho.

Voltando ao assunto, como toda inovação é nova (!), precisará de uma dose maciça de confiança de quem produz, aliado ao fato de que são recursos direcionados a esse projeto, com pouca ou nenhuma certeza de que irá dar certo. Repito à exaustão: quando olhamos invenções consagradas damos um valor a elas que não existia na época.

Justamente por esse princípio, é necessária a existência de poupança para financiar esses projetos. Sem poupança, sem inovação, por melhor que seja a ideia. Se tiver interesse nesse assunto, recomendo um ótimo livro de Peter Schiff - Como a economia cresce, e por que ela quebra .

Inclusive está a venda aqui no IMB:
www.mises.org.br/Product.aspx?id=55 .

Para finalizar, é melhor entender um pouco mais sobre como funciona o socialismo, e porque ele está sempre fadado ao fracasso. Como bem ilustra a Venezuela, os defensores do socialismo desconhecem uma lei básica da economia

Um grande abraço, e ótima semana para ti.










"só consigo comprar um IPhone por 'apenas' R$ 2000,00 porque ele é produzido aos milhões. Caso grande parte da população deixasse de comprar IPhone essa economia seria menos efetiva e com certeza cada IPhone custaria mais para ser produzido. Exemplo canônico: quase ninguém compra uma Ferrari e isso não faz ela ser mais barata, muito pelo contrário, ela seria muito mais barata se todo mundo comprasse uma: seria produzida na China e se chamaria Jac. :D"

Existem duas maneiras de um produto baratear, isto é produzir em larga escala com preços reduzidos ou produzir em larga escala com preços reduzidos e não houver demanda para tal produção, isso significa que pessoas estão se abstendo do consumo ou estão em crise. Portanto, as pessoas que pouparam ontem, hoje podem estar consumindo Iphones e ferraris ou investindo em bens de capital e assim aumentando ainda mais a abundância dos produtos.
Essa situação da demanda aconteceu recentemente com o consumo reduzindo e os preços acompanhando essa redução do consumo praticando menores preços.

"Além da economia de escala existe outro fator que você desconsiderou, as indústrias de bens não são facilmente reconfiguradas para produzir bens para as quais não foram inicialmente projetadas."

Para produzir bens tem que haver capital e o último advém de poupança. Contudo, para haver poupança para a população, os impostos sempre terão que ser baixos e isso possibilitaria empresas de várias partes do mundo vir produzir aqui pelas novas medidas do governo. As indústrias vindas do exterior automaticamente estaria trazendo seu conhecimento e técnicas para tal trabalho, isso significa que o país poderá produzir bens que não eram bons. Essa situação ocorreu na Coreia do Sul, Hong Kong, Taiwan, Japão e Singapura.
Coreia do Sul não tinha LG, SAMSUNG e Hyundai, e em pouco tempo pelos investimentos estrangeiros obteve conhecimento necessário para produzir o que não sabiam, produtos de alta tecnologia e carros.
Hong Kong seria tecnologia.
Taiwan idem de Hong Kong.
Japão acho que seria o setor automobilístico.
Singapura seria produtos de alta tecnologia.
Até tempo atrás não eram bons no que fazem hoje, e em pouco tempo conseguiram a façanha de realizarem tal ato.


ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • rodrigo  11/08/2009 19:45
    Muito interessante, mas absolutamente enviesado. Gostaria de ver aqui uma análise liberal relativa ao mercado de seguro saúde, sua regulamentação atual, e como andou a saúde na américa durante o período desregulamentado (89-09), justamente aquele que aumentou o clamor popular por reformas. Cabe lembrar que defender as idéias liberais, como defendemos todos, não implica em defender mudanças radicais na prática que, sim, são necessárias, mas que nunca seriam aceitas se apresentadas desta forma, nem mesmo na américa. Acho um absoluto exagero dizer que a saúde nos estados unidos está sendo socializada, que eles terão lá um sistema similar ao canadense ou ao brasileiro, ou mesmo um monopólio estatal da saúde. Talvez eu não conheça o suficiente (ainda), mas me parece algo muito longe disso. Não será um 'Canadá', pois sempre haverá opção privada, seja para seguro, seja para o tratamento. Não será um 'Brasil' pois, por mais que muitos estados tenham assumido a entrega de serviços de saúde (hospitais, etc), a idéia da reforma de seguridade implica na utilização da infra-estrutura privada, necessariamente, dado que nem todo estado possui uma infra-estrutura estatal adequada. Concordo absolutamente que eles irão apanhar bastante deste novo modelo, mas ainda acho-o melhor do que eles têm hoje: um sistema de seguridade absolutamente desregulado, sem concorrência (3 ou 4 gigantes HMOs, que controlam cerca de 90% ou mais do mercado... número antigos), cheio de subsídios e incentivos, que se torna cada vez mais caro e ineficiente. O estado meter o bedelho não me parece a melhor solução, mas deixar do jeito que está também não dá. E se a discussão está acalorada, tanto melhor. Taí algo que nenhum liberal deve ter medo, mesmo os mais radicais.
  • rodrigo feijão medeiros  11/08/2009 20:10
    Acrescentando ao assunto, retirei de uma matéria da economist: "The working group has courageously rejected several reform proposals popular with senior Democrats (including the president) and is considering including other measures that are unpopular with influential lobbies. If these bold ideas make it into the group's final compromise the Gang of Six may yet come up with a version that will win strong bipartisan support and form the backbone of any final reform bill. The working group is edging towards rejecting two shibboleths of the left, both present in the current House proposals: a public plan and an employer mandate. Mr Obama has banged on about the need for a government-run insurance scheme to compete against rapacious private insurers, but moderates argue that reforming private insurance markets (as other countries including Switzerland and the Netherlands have done) offers a better solution. Labour activists have demanded a "pay or play" provision that would force companies to pay a hefty fine if they did not offer coverage, but many economists think such a provision would end up taxing low-skilled workers and destroying jobs." matéria completa: http://www.economist.com/world/unitedstates/displaystory.cfm?story_id=14140485 ou seja, o assunto é sério, importante, e deve ser tratado desta forma. Nestas horas, uma visão liberal radical (e como disse, um tanto enviesada) aumenta a emoção e reduz a razão... justamente o que parece estar faltando em washington.
  • fabio  18/11/2010 16:27
    Boas observações, Rodrigo. Alguns amigos que moram lá nos USA disseram que os preços cobrados para tratamentos simples são inviáveis, absurdamente caros.
  • Marcelo Assis  14/03/2010 10:12
    O Deus Estado, realmente, traz notáveis progressos... \r
    E o mais interessante é que as pessoas estão tão contaminadas pelas ideologias socialistas que não percebem a relação entre causa (o Estado provedor de bens "gratuitos") e efeito (escassez, serviços horríveis e diminuição no padrão de vida), pois suas mentes não conseguem conceber algo diferente daquilo que se lhes foi doutrinado ("a saúde em Cuba, no Canadá, na Europa welfarista é PERFEITA!"). \r
    Eis o resultado prático do Bem Comum... \r
  • Eduardo  24/11/2010 23:39
    Alguém assistiu aquele documentário do Michael Moore - Sicko? Ele fala justamente sobre o sistema de saúde dos eua e compara com canadá, fança, inglaterra, etc...

    são informações conflitantes, opostas... Pelo documentário, o sistema do canadá é uma maravilha... no site do mises é o contrário... nem sei em quem acreditar
  • André Stone  24/11/2013 03:25
    KKKK
    Michael Moore é o socialista mais hipócrita dos EUA! Ele é como os esquerdistas mentirosos aqui no Brasil.
    Mises tem fontes,pode pesquisar.

    Sou médico, neurocirurgião. Aqui no Brasil, é tão difícil oferecer componentes da cirurgia de coluna e afins que pessoas que poderiam pagar (não fossem impostos terríveis sobre o produto) ficam eternamente doentes. Morrem sofrendo.

    Não é qualquer um que pode pagar R$ 80 mil por um conjunto de placas, mais uma equipe altamente especializada(que não chega nem perto de cobrar o valor das peças).

    O SUS só faz esse tipo de procedimento,na maioria da vezes, por via política. Explico: Quase não há material para esses procedimentos, os administradores, ordenados por políticos é claro, têm a tarefa de decidir os "sortudos" que farão a cirurgia. Os outros pacientes, sem conhecidos, ou que não podem pagar a propina ficam na fila por anos e anos. Muitos falecem antes por outro motivo, e garanto que sua vida não foi fácil até o momento da morte.

    Posso falar que em Toronto e em Londres, a maioria das pessoas que tem alguma condição financeira, quando precisam de serviços mais complexos de saúde voam para os EUA e recorrem aos médicos liberais tão demonizados na obra de Michael Moore.

    Isso você terá de pesquisar pois não sei exatamente de uma fonte oficial. Mas, por experiência própria, esse tipo de coisa ainda sai muito mais barato nos EUA do que nas grandes cidades que eu citei. Muita gente reclama dos planos, pois realmente o governo americano estimulou um sistema de cartel no país inteiro. É semelhante analisar o sistema de transporte coletivo no Brasil, é "privado" mas completamente controlado pelo governo.

    Em suma, eu como profissional da área gostaria de fazer mais. O que eu faço é minha vida. Atendo em emergência por puro prazer, garanto. Mas não faço eletivas pelo SUS, isso não existe. E o particular fica caro mesmo, é o que resta de dignidade na profissão. Se eu não puder garantir isso saio do país. E certamente uma grande parte dos bons profissionais também.

    O que eu digo, não posso fazer que com que acredites, mas estou convicto, e tenho muitos motivos para isto, de que bons profissionais não se sujeitam a uma vida comoa que o governo deseja que tenhamos, então as pessoas nesse país sempre serão reféns de um serviço porco, com profissionais sem o estímulo do mercado, o governo só usa a saúde para se promover, enquanto as pessoas acreditarem em medicina socializada, elas estarão sempre doentes.

    Se você realmente precisa de algo, você tem que pagar, e é melhor que seja no preço de mercado, com alta qualidade e preços de concorrência. Porque se as coisas estiverem nas mãos do governo, você vai precisar de muito, mas muito dinheiro pra pagar um serviço de qualidade. Pois esses serviços servem aos grandes parasitas do povo, os que se alimentam dos seus impostos. No socialismo é assim, um grande discurso de bondade, e uma grande elite vivendo às custas de todos.

    Sorte em tudo, espero que encontre as respostas.
    Continue lendo e pesquisando.
    Não há nada melhor que a liberdade.

  • Eduardo  24/11/2010 23:53
    Lembro que em uma parte do filme, onde um remédio custa uns 120 dolares no EUA, em Cuba, esse mesmo remédio, custava centavos...
  • Leandro  24/11/2010 23:58
  • Fernando Chiocca  25/11/2010 01:10
  • Fernando Chiocca  24/11/2010 23:59
    Essa foi a maior ofensa que já vi contra o "site do mises". Comparar nossa credibilidade com a de um embusteiro profissional como o Michael Moore foi dose.
    E eu assisti uma parte desse "documentário" (= propaganda marxista deslavada) outro dia no gnt. Foi uma das coisas mais ridículas que eu já vi.
    Mas se está na dúvida de em quem acreditar, pode acreditar totalmente nas leis economicas, e as consequencias de interveções governamentais, como as expostas no artigo acima, pois a leis econômicas são verdades absolutas.
  • Alan Denadary  06/01/2012 06:52
    Enquanto isso, jornalistas continuam a apelar para emoção:

    colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/01/06/liberaloides-e-individualistas/?cp=2#comment-256181
  • Leandro  06/01/2012 07:25
    A sua paciência é invejável, prezado Alan. Muito boa a sua explicação. Para complementar o tema, sugiro também este artigo: Como Mises explicaria a realidade do SUS?.

    Grande abraço!
  • Hay  06/01/2012 08:47
    É incrível pensar que ele ainda é levado a sério depois de escrever uma bobagem fenomenal como essa. O fato de um texto tão sem nexo não ser motivo de piada já dá uma noção da enorme decadência intelectual do brasileiro.
  • Cleiton  24/11/2013 11:47
    A grande verdade é que os esquerdistas brasileiros estão desesperados com o surgimento de liberais/conservadores escrevendo em grandes jornais e revistas.
    Não sabem como reagir, pois não tem capacidade intelectual para um debate sério e acabam partindo para ridicularização, a grande arma da esquerda quando se ve sem argumentos.
  • Pedro Ivo  06/01/2012 10:33
    Durante a faculdade de psicologia, sempre que eu cursava alguma matéria na área de saúde, Canadá, Inglaterra e Suécia eram citados como países que haviam oferecido respostas sólidas (ou ao menos válidas) para a questão da medicina socializada. Era afirmado que nestes locais os salários dos profissionais de saúde eram atraentes, que eles tem possibilidade de manter reciclagem da formação, e que os serviços prestados são eficientes e modernos.

    Tudo "máquina e maquiagem de propaganda acadêmica". Hoje vejo como a maior parte de meus professores eram farsantes. Eu acreditava no que eles diziam, porque afinal, eles são pesquisadores. Eu imaginava que eles falavam com base no que estudavam; que havia fundamentos; que eles viajavam a estes lugares para congressos e retornavam com informações de trocas de experiências. E só não pedia as referências bibliográficas porque não me interessava pela área de saúde, e não me aprofundei nela.

    Lêdo engano meu: nunca foram nada senão prostituídos fazendo propaganda de suas ideologias. Como dói saber disto: não por eles, mas por mim. Boa parte de minha formação foi um engodo.

    Um exemplo (e se fosse verdade, seria a 1ª defesa - mesmo que parcial - do estado válida que já vi): citaram a medicina canadense como uma poupança pública e compulsória. Todos pagavam uma parcela da própria renda em impostos. Daí, qualquer consulta médica e tratamento, até certo valor (digamos, $50.000), metade do valor era arcado pelo estado, metade pelo paciente. A partir de outro valor (digamos, $50.001), o custo era integral de estado. Como o paciente pagaria metade do valor, ele podia procurar o médico que quisesse, com base na qualidade do serviço ou preço. E isto criava uma competição, da parte dos médicos e hospitais, por prestar serviços mais aprimorados (seja na forma de preços + baixos, seja na forma de qualidade destes). Logo, a medicina canadense era privada (não existiria funcionários públicos no setor de saúde, nem hospitais públicos. o estado não gastava capital com instalações. Só geria uma poupança para tornar a medicina acessível a todos), e havia uma poupança pública para custeá-la.

    Ora: pode até ser verdade que esta é a estrutura do sistema canadense, mas com base em depoimentos como deste artigo (e de outros do sítio), vê-se que não funciona como o advogado. Há uma série de passos omitidos entre o raciocínio e a veracidade de sua execução.

    Lastimável
  • Mariana  07/01/2012 19:13
    Esses exemplos dos meses que demoram pra uma cirurgia devem ser das provincias prosperas como Ontario. Como o sistema de saude Canadense é controlado à nivel provincial, as provincias mais pobres como Quebec tem equipamentos mais antigos e tempos de espera mais demorados. Em Quebec se você chega no hospital com uma perna quebrada melhor chegar segurando a cabeça dizendo que caiu e bateu a cabeça, soh assim pra que atendam na hora, fora disso ja escutei historias de esperar até 13 horas. Tenho um amigo que quebrou o joelho jogando futebol, foi ao hospital ficou esperando 13 horas e nao atenderam entao ele foi pra casa e repousou. Quando ele foi ao médico fazer uma consulta, soh conseguiu uma operaçao no joelho dele em SEIS MESES. Ou seja, seis meses sem andar direito.
    Existe tambem muito orgulho com esse sistema. Isso é ensinado na escola com frases como "temos sorte, temos saude gratis e nossos vizinhos americanos tem que pagar muito dinheiro". A ironia de isso tudo é que, morando aqui, a primeira coisa que pretendo fazer quando terminar a faculdade é abrir um seguro médico no Brasil dai se tiver alguma doença grave pego o aviao e faço no Brasil. Sim, ironico, né?
  • Mohamed Attcka Todomundo  15/01/2012 21:58
    bem menos ironoco q possa parecer mariana. no artigo sobre o sistema de saude sueco, nos comentarios, um casal brasileiro disse o mesmo sobre a suecia. disseram q p/ doenças sofisticadas, melhor São Paulo q estocolmo
  • anônimo  16/01/2013 02:16
    Nunca entendi porque dizem que a medicina socializada gera uma "demanda infinita". Alguém me explica?
  • Leandro  16/01/2013 02:58
    Explicado em detalhes aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=923
  • anônimo  16/01/2013 03:41
    Obrigado!
  • Luiz Otávio Fontana Baldin  08/05/2013 20:56
    Leandro, perguntei pra ti pelo face, mas imagino que por aqui vou ter a resposta que eu quero com mais rapidez.

    "Sempre que algo tem um preço explicitamente zero associado a ele, a demanda do consumidor irá aumentar substancialmente - e os serviços de saúde não são exceção."

    Como assim a demanda pela saúde irá aumentar?

    As pessoas vão ficar mais doentes? Não tem como saber.

    As pessoas irão para os consultórios médicos pq querem sem estarem doentes? Parece meio irracional.

    Dá uma luz aí.

    Abraço.
  • anônimo  08/05/2013 22:11
    Se uma vacina custa 100,00 reais, poucos irão atrás. Se ela é de graça, praticamente todos vão procurar, mesmo que não precisem.
  • Henrique Puls  08/05/2013 23:33
    Sr. anônimo, ninguém precisa de vacina até o momento em que tu tem uma meningococcemia e passa a se arrepender de não ter tomado.
    As pessoas não tem conhecimento, por isso elas não sabem que precisam da vacina. E aquelas que tem conhecimento e não tomam a vacina simplesmente não têm acesso a ela.

    O que eu to querendo dizer é que dois meses depois de ter sido infectada pela gripe A a pessoa vai se arrepender pelo estado de saúde que ficou e pela quantia que gastou com o tratamento (porque a quantia que teria gasto com a vacina é muito menor).



    Obs (1).: Meningococcemia é uma infecção sanguínea causada pela bactéria Neisseria meningitidis. É uma doença com caráter fulminante que sem diagnóstico e tratamento precoce mata o paciente em 24h-48h.

    Obs (2).: Qualquer tipo de prevenção é extremamente barata.
  • anônimo  08/05/2013 23:39
    Eu moro na cidade, num apartamento do 12º andar, em São Paulo*. Preciso de vacina contra a febre amarela? Se for de graça, por quê não tomar? Quando as coisas são de graça, as pessoas tendem a abusar delas. Mude vacina por "exame de mama" ou qualquer oiutro serviço.

    *Situação hipotética.
  • Henrique Puls  09/05/2013 00:03
    É, realmente tu não precisa tomar a vacina, mas quem mora na região oeste e central do teu estado (não sei como é a divisão geográfica de SP) precisa, pois está em área de risco.

    E desmentindo a tua teoria, a vacina é de graça pra ti, tu pode tomar quando tu quiser desde que tu vá viajar para algum local de risco ou que tu dê uma de brasileiro e diga que vai viajar para uma área de risco (não sei como funciona a comprovação e tal).

    Obs.: Moro em Porto Alegre que atualmente não é uma área de risco, conheço a doença, mas não tomei a vacina, simplesmente porque sou educado.
  • Leandro  08/05/2013 22:14
    Prezado Luiz Otávio, para entender a questão da demanda infinita, com exemplos práticos, recomendo este artigo, pois é nele que tal conceito foi definido.

    Caso já o conheça, dou a resposta aqui mesmo.

    Quando bens que são por definição escassos (no caso, serviços e produtos de saúde) passam a ser ofertados gratuitamente, além de não haver qualquer racionalidade na alocação destes recursos, não haverá também nenhuma restrição na demanda. Por que pagar por consultas, testes de diagnósticos, procedimentos, hospitalizações e cirurgias se você pode ter tudo gratuito?

    O que equilibra oferta e demanda é o sistema de preços. Se algo possui demanda garantida e inevitável -- como serviços de saúde --, e sua oferta (que por natureza é escassa) passa a ser gratuita, então é inevitável que haja um grande descompasso entre oferta e demanda.

    Quando se diz que a demanda será infinita, não se está dizendo que todo mundo sairá correndo pra fazer um transplante de coração, obviamente. Está-se dizendo, isso sim, que não há mais qualquer mensurador para racionar a demanda por algo. Seja uma aspirina para dor de cabeça ou um transplante de rim, se a oferta de ambos é gratuita, não haverá limites para a demanda por eles. A oferta será estritamente rígida, mas a demanda será inacabável.

    Assim como a demanda por pão seria infinita se ele fosse "tornado gratuito", a demanda por serviços médicos também será infinita caso seja totalmente gratuita -- guardadas, é claro, as devidas proporções entre demanda por transplantes e engessamento de membros e demanda por pão. Se o pão fosse gratuito, todos correriam para as padarias hoje; se os serviços médicos fossem gratuitos, obviamente não seriam todas as pessoas do país que correriam para os hospitais; porém, no longo prazo, todas as pessoas tenderiam a utilizar os serviços gratuitos de saúde para qualquer eventualidade. É nesse sentido que a demanda seria infinita. Quanto tempo ela demoraria para se manifestar é o de menos. O que a teoria diz é que tal demanda infinita irá se manifestar.

    Caso ainda não esteja convencido, aqui vai um perfeito exemplo deste conceito aplicado aos serviços de saúde:

    veja.abril.com.br/noticia/saude/hospital-federal-tem-fila-quilometrica-para-marcar-consulta


    Grande abraço!
  • Alexandre Melchior  08/05/2013 23:24
    Leandro,

    me manda seu currículo pra eu entregar pro coordenador do curso de economia! hehehehe

    Abração!
  • Leandro  09/05/2013 00:29
    Você quer me enfiar em uma universidade? Para eu viver diariamente cercado de espécimes que deveriam estar ou em um museu ou em um sanatório?

    Mui amigo...
  • anônimo  16/07/2013 22:30
    Conhecem algum país onde a medicina é desestatizada? Se eu não me engano, a medicina do Japão, Hong Kong, Singapura e Suíça é desestatizada...
  • Blah  17/07/2013 17:42
    Não acho que El Salvador seja mais um exemplo. Pelo que eu li, o país está implementando um sistema de saúde pública, e o presidente até mesmo pediu ajuda de Cuba para isso. É claro, os socialistas ficaram felizes da vida, os cubanófilos tiveram orgasmos múltiplos. Como eu nunca vi um socialista cubanófilo que entenda ou mesmo queira entender de economia, e como 100% deles são absolutamente inúteis em lógica elementar e são incapazes de dizer algo que faça sentido quando falam sobre política, economia ou coisas semelhantes, você já pode imaginar que estão todos comemorando.
  • Emerson Luis, um Psicologo  15/03/2014 19:50

    É uma pena ver que um país que já foi tão liberal tornar-se cada vez mais socialista.

    * * *
  • INVS  02/12/2015 14:29
    Estatizar e medicina nacional é simplesmente torná-la ferramenta do governo.

    Aqui no Brasil, assim como em qualquer país com tendências esquerdistas, isso terá impacto devastador para a soberania das pessoas, visto que nossos governos populistas usam qualquer coisa como moeda de troca para ganhar votos.

    Resumindo: estatizar a medicina por aqui é o mesmo que nivelar a saúde do "povão" igualmente, ou seja, muito abaixo do que merecem. Lamentavelmente!


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