O sistema bancário de reservas fracionárias
N. do T.: Talvez o aspecto mais crucial de qualquer sistema econômico seja o seu sistema bancário.  Entretanto, essa é uma área sobre a qual pouquíssimas pessoas entendem.  Muitos, aliás, sequer conhecem seu funcionamento mais básico — algo que serve apenas para ajudar o regime.  No artigo a seguir, Murray Rothbard não apenas ensina o funcionamento dessa instituição, como também explica por que todo o sistema bancário que funciona sob a regulamentação de um banco central é um cartel por natureza — no caso, um cartel legalizado e fomentado pelo estado.  A história sobre o surgimento dos bancos centrais varia de país para país; porém, sua função de cartelizador do sistema bancário é a mesma, independente do continente.

Obs: dentro da Escola Austríaca, Rothbard é da ala (majoritária) que acredita que o sistema bancário de reservas fracionárias é uma atividade inerentemente fraudulenta.  Outros austríacos não pensam assim.  Amanhã publicaremos um artigo com esse outro ponto de vista.

 

O sistema bancário é uma parte particularmente hermética e misteriosa do sistema econômico; um dos problemas é que a palavra "banco" engloba muitas atividades distintas, e com implicações muito diferentes.  Durante o Renascimento, os Médici, na Itália, e os Fugger, na Alemanha, eram conhecido como "banqueiros".  Entretanto, seus bancos não apenas eram privados como também surgiram como sendo uma atividade legítima, não inflacionária e altamente produtiva.  Essencialmente, eles eram "banqueiros-mercadores", que começaram sua carreira como notórios comerciantes.  No decurso de sua profissão de comerciante, esses mercadores começaram a conceder crédito a seus clientes, e, no caso específico dessas duas grandes famílias de banqueiros, a parte de suas atividades que mexia com crédito ou operações bancárias passou a ofuscar suas outras atividades comerciais.  Essas empresas emprestavam dinheiro oriundo de seus próprios lucros e poupanças, e cobravam juros sobre esses empréstimos.  Assim, elas canalizavam sua própria poupança para investimentos produtivos.

Quando os bancos limitam-se a emprestar sua própria poupança, ou a mobilizar a poupança de terceiros, suas atividades são produtivas e irrepreensíveis.  Mesmo no atual sistema bancário, se eu comprar um Certificado de Depósito Bancário (CDB) resgatável em seis meses, e ganhar sobre essa aplicação uma determinada taxa de juros, estou apenas pegando minha poupança e emprestando-a ao banco, que, por sua vez, irá emprestá-la a terceiros e cobrar uma taxa de juros maior do que a que ele vai me pagar, sendo essa diferença embolsada pelo banco como recompensa pela tarefa de ter direcionado minha poupança para tomadores de empréstimos produtivos ou dignos de crédito.  Não há problema algum com esse processo.

O mesmo é válido até mesmo para os grandes "bancos de investimento", que se desenvolveram à medida que o capitalismo industrial foi prosperando no século XIX.  Os banqueiros de investimentos normalmente utilizavam seu próprio capital, ou o capital investido ou emprestado por terceiros, para financiar a aquisição de capital de grandes corporações.  Eles faziam isso vendendo títulos a acionistas ou credores.  O problema com os bancos de investimento é que um de seus principais campos de investimento passou a ser o financiamento de títulos do governo.  Isso os mergulhou profundamente no mundo da política, dando-lhes um poderoso incentivo para pressionar e manipular governos para que estes aumentassem impostos, possibilitando assim o pagamento dos títulos governamentais em posse sua e de seus clientes.  Donde advém toda a poderosa e perniciosa influência política desfrutada pelos bancos de investimento nos séculos XIX e XX: em particular os Rothschild, na Europa Ocidental, e Jay Cooke e os Morgan, nos EUA.

Já no final do século XIX, os Morgan tomaram a iniciativa de pressionar o governo dos EUA para que este cartelizasse as indústrias nas quais eles, os Morgan, estavam interessados — primeiro as ferrovias e depois as fábricas.  A intenção era proteger esses setores da livre concorrência utilizando o poder do governo de modo que lhes possibilitasse restringir a produção e aumentar os preços.  Em particular, os banqueiros de investimento haviam se tornado um grupo bastante ativo na busca pela cartelização dos bancos comerciais. 

Em certa medida, os banqueiros comerciais emprestam seu próprio capital e dinheiro adquiridos via CDBs.  Mas os bancos comerciais são, na verdade, "bancos de depósito" que se baseiam em uma fraude colossal: a ideia, na qual a maioria dos depositantes acredita, de que seu dinheiro está de fato no banco, pronto para ser resgatado a qualquer momento.  Se João tem uma conta-corrente de $1.000 em um banco local, João sabe tratar-se de um "depósito à vista", isto é, ele sabe que o banco promete pagar-lhe $1.000 em dinheiro, de imediato, a qualquer momento que ele queira "retirar seu dinheiro".  Naturalmente, os Joões desse mundo estão convencidos de que seu dinheiro está lá no banco, seguro, esperando para ser sacado a qualquer momento.  Portanto, eles pensam em suas contas-correntes como sendo o equivalente a um recibo de armazenagem.  Se uma pessoa coloca uma cadeira em um armazém antes de sair para uma viagem, ela espera recuperar essa cadeira assim que ela voltar e apresentar seu recibo.  Infelizmente, embora os bancos aparentemente funcionem como armazéns, os depositantes na realidade são sistematicamente iludidos.  Seu dinheiro não está lá.

Um armazém honesto garante que os bens entregues a seus cuidados estejam lá, no almoxarifado ou no cofre.  Mas os bancos operam bem diferentemente, pelo menos desde a época de bancos de depósito como o Banco de Amsterdã e o de Hamburgo, ainda no século XVII.  Estes de fato agiam como armazéns, lastreando todos os seus recibos com os ativos que eram nesses bancos depositados, como ouro e prata.  Essa forma honesta de banco de depósito é chamada de sistema bancário com 100% de reservas.  Porém, desde então os bancos assumiram o hábito de criar recibos de armazenagem (na época, notas bancárias; atualmente, depósitos em conta-corrente) sem qualquer lastro.  Essencialmente, eles se tornaram fraudadores que criam falsos recibos de armazenagem que circulam como se fossem genuínos e totalmente lastreados por cédulas de dinheiro.  Os bancos ganham dinheiro ao simplesmente criarem dinheiro do nada — antes, eles podiam criar suas próprias cédulas; hoje, eles criam apenas depósitos eletrônicos. 

Esse tipo de fraude ou falsificação é dignificado com a alcunha "sistema bancário de reservas fracionárias", o que significa que os depósitos bancários são lastreados por apenas uma pequena fração do dinheiro que o banco promete ter em mãos no momento do resgate.  [Nos EUA, esse valor sempre girou em torno de 10%.  No Brasil, ele era de 36% até outubro de 2008.  Atualmente está em 28%]

Vejamos como funciona o processo de reservas fracionárias na ausência de um banco central.  Eu crio o Banco Rothbard e invisto nele, como capital inicial, $1.000 em moeda física (se é ouro ou cédula de papel não interessa nesse caso).  Então eu "empresto" $10.000 para alguém, que irá ou gastar com consumo puro e simples ou investir em seus negócios.  Agora, como é que eu posso "emprestar" mais do que eu tenho?  Ahh, essa é a mágica da "fração" das reservas fracionárias.  Eu simplesmente crio uma conta-corrente de $10.000 e empresto alegremente esse valor para o senhor José.  E por que José vai querer esse empréstimo de mim?  Por que ele não procura outros meios?  Bom, como eu não preciso poupar $10.000 (apenas $1.000), eu posso cobrar juros menores do que cobrariam aqueles reais poupadores que porventura também estivessem dispostos a emprestar (nesse caso, $10.000 genuinamente poupados).  Eu estou em vantagem; eu posso simplesmente criar dinheiro do nada.  (Nos EUA, durante um período do século XIX, eu poderia emitir minhas próprias cédulas; hoje, o Federal Reserve monopoliza a emissão monetária. Veja mais aqui, em especial a nota 26).

Uma vez que os depósitos à vista no Banco Rothbard funcionam como o equivalente a dinheiro, a oferta monetária do país, magicamente, aumentou em $10.000.  O processo inflacionário e fraudulento começou.

O economista inglês do século XIX, Thomas Tooke, disse que "livre comércio no sistema bancário é o equivalente a um livre comércio de trapaça".  Não obstante isso seja verdade, é válido lembrar que sob um livre mercado genuíno — isto é, um sistema em que não haja uma blindagem governamental ao setor — há obstáculos severos a esse processo fraudulento.  Um sistema bancário totalmente desregulamentado e sem a proteção estatal é chamado de "sistema bancário livre" ou "livre atividade bancária" (free banking).

Nesse sistema, por que alguém deveria confiar em mim?  Por que alguém iria aceitar as promessas de pagamento — isto é, o dinheiro eletrônico na conta-corrente — do Banco Rothbard?  E, mesmo que alguém confiasse em mim, ainda haveria outro problema grave: esse sistema bancário é de livre concorrência, sendo que a entrada no setor é livre.  E o Banco Rothbard está limitado à sua clientela.  Assim, após eu ter criado uma conta-corrente para José, na forma de empréstimo, ele irá gastar esse dinheiro.  Afinal, para que mais ele pediria um empréstimo?  E mais cedo ou mais tarde, esse dinheiro que ele gastou (eletronicamente) será gasto na compra de bens ou serviços de clientes de algum outro banco — por exemplo, do Banco Rockwell.

Mas tudo o que o Banco Rockwell recebeu foi dinheiro eletrônico (um recibo de armazenagem em nome do Banco Rothbard). E o Banco Rockwell não está muito interessado em manter uma conta-corrente em meu banco; ele quer ter suas próprias reservas monetárias (moeda física) para que ele próprio possa criar dinheiro em cima dessas reservas (esse ato de criar dinheiro fictício sobre dinheiro real é chamado de 'piramidar', pois trata-se de um pirâmide invertida: a base é menor do que o topo).  Portanto, se o Banco Rockwell receber um cheque ou um depósito eletrônico (via cartão de débito) de $10.000 em nome do Banco Rothbard, ele vai demandar a transferência de $10.000 em moeda física, para que ele possa piramidar em cima dela.

Mas eu, obviamente, só tenho $1.000, e não posso pagar esses $10.000.  Portanto, estou acabado. Quebrado e falido.  Em termos de justiça, eu deveria ir para a cadeia como um fraudador.  E tanto eu quanto a falsa conta-corrente que criei estaríamos fora do jogo e fora da oferta monetária.

Assim, sob um sistema de livre concorrência, e sem o governo para ajudar os fraudadores, haveria um espaço bastante limitado para a prática da falsificação permitido pelas reservas fracionárias.  Os bancos até poderiam formar cartéis para se protegerem mutuamente, mas geralmente cartéis não funcionam bem em um mercado onde não há proteção governamental, onde o governo não suprime e elimina aqueles concorrentes que insistem em quebrar cartel — nesse caso, para quebrar o cartel bastaria que um banco concorrente exigisse o pagamento de algum outro banco que tivesse praticado essa falsificação em larga escala.

Banco Central

Daí é possível entender todo o esforço que os próprios banqueiros fizeram para que o governo cartelizasse sua indústria através de um banco central.  A instituição do banco central começou com o Banco da Inglaterra na década de 1690, espalhou-se para o resto do mundo ocidental nos séculos XVIII e XIX, até que finalmente foi imposto nos EUA em 1913.  Particularmente entusiasmados com a ideia de um banco central estavam os banqueiros de investimento, como os Morgan, pioneiros na ideia do cartel econômico e que, já a essa época, haviam se expandido para o setor de bancos comerciais.

No sistema atual de bancos centrais, o governo concede ao Banco Central o monopólio da emissão de cédulas monetárias, que passam então a ser o "padrão" monetário do país.  Sabemos que os indivíduos usam dinheiro tanto em sua forma física (cédulas e moedas metálicas) como em sua forma eletrônica (depósitos bancários).  Assim, se eu quiser resgatar $1.000 em cédulas de minha conta bancária, o banco tem de ir ao Banco Central e sacar esse dinheiro da conta-corrente que esse banco tem junto ao Banco Central.  Ou seja, Banco Central age como o banco dos banqueiros. 

Essas contas-correntes que os bancos mantêm junto ao Banco Central são obrigatórias e constituem suas reservas compulsórias, sobre as quais eles podem 'piramidar', criando uma quantia fictícia de dinheiro inversamente proporcional à taxa que determina essas reservas compulsórias.  É o Banco Central quem determina o valor dessas taxas.  [Nos EUA, o compulsório é 10% do valor total dos depósitos em conta-corrente, o que significa que os bancos americanos podem criar dinheiro no valor de até 10 vezes o total de reservas compulsórias (1/0,10); no Brasil, como o compulsório atual é de 28%, esse valor é de até 3,6 vezes (1/0,28)]

Veja como esse processo de fraudulência funciona no mundo atual.  Digamos que o Banco Central, como de praxe, decide que quer expandir (leia-se inflacionar) a oferta monetária.  O Banco Central então vai até o mercado (chamado de "open market" ou mercado aberto) e compra um ativo.  Não importa qual ativo ele compra; o ponto importante é que ele vai criar dinheiro eletronicamente, simplesmente apertando teclas em um computador.  O Banco Central poderia, caso quisesse, comprar qualquer ativo que lhe aprouvesse, inclusive ações, edifícios ou moeda estrangeira.  Na prática, ele compra títulos do Tesouro.

Suponhamos que o Banco Central queira comprar $10.000.000 em títulos do Tesouro.  Esses títulos estarão em posse de um dealer "aprovado" pelo governo. [Dealers são instituição credenciadas para efetuar essas operações de mercado aberto.  No Brasil, os dealers são os principais bancos do país. Veja a lista deles].  Nesse caso, o Banco Central vai simplesmente acrescentar eletronicamente $10.000.000 na conta-corrente que esse dealer tem junto ao BC (o compulsório) em troca dos títulos do Tesouro.  De onde o BC tirou os $10.000.000 para pagar o dealer?  De lugar nenhum.  Ele criou esse dinheiro do nada.  O dealer (um banco qualquer) agora está com excesso de reservas depositadas junto ao BC.  A "oferta monetária" do país aumentou em $10.000.000; nenhuma outra conta-corrente sofreu qualquer decréscimo.  Houve um aumento líquido de $10.000.000.

Mas isso é apenas o início do processo inflacionário e fraudulento.  O banco que recebeu esses $10.000.000 ainda está com esse dinheiro parado em suas reservas compulsórias junto ao BC.  Isso significa que suas reservas cresceram $10.000.000 e que — a menos que haja alguma elevação da taxa do compulsório — o banco pode agora 'piramidar' sobre elas.  Esse banco pode agora criar novas contas-correntes baseadas nessas reservas e, à medida que esse dinheiro recém-criado vai vazando para outros bancos (como aconteceu com o Banco Rothbard), cada um desses outros bancos, através do mesmo processo, pode montar seu próprio esquema inflacionário, até que o sistema bancário como um todo tenha aumentado seus depósitos à vista em $100.000.000, dez vezes a compra original de ativos feita pelo BC [nesse exemplo, a taxa de compulsório foi de 10%.  No Brasil, como uma taxa de 28%, o valor final seria de aproximadamente $35.700.000].

Quando o sistema bancário pode manter reservas que totalizam apenas 10% de seus depósitos, como no exemplo acima, o "multiplicador monetário" — a quantia de depósitos que os bancos podem expandir sobre suas reservas — é 10.  Uma compra de ativos no valor de $10 milhões feita pelo BC gera um aumento de dez vezes — $100 milhões — na oferta monetária do sistema bancário como um todo.

Curiosamente, todos os economistas concordam com a mecânica desse processo, ainda que eles, obviamente, discordem fortemente quanto à avaliação moral ou econômica desse processo.  Mas infelizmente, o público em geral, não iniciado nos mistérios do sistema bancário, segue acreditando que seu dinheiro permanece "no banco".

Dessa forma, o Banco Central age como o criador e o xerife de um gigantesco cartel bancário protegido pelo governo; o BC, além de socorrer aqueles bancos que estão em dificuldades, ainda centraliza e coordena todo o sistema bancário de modo que todos os bancos possam inflacionar conjuntamente.  Sob um sistema bancário livre e desregulamentado, um banco que inflacionasse mais do que seus concorrentes estaria em eminente perigo de falência.  Porém, quando há um banco central, todos os bancos podem confortavelmente inflacionar em conjunto.

Por fim, suponhamos que, amanhã, todo o público repentinamente se desse conta da fraude que é o sistema bancário, corresse para os bancos e, em uníssono, exigisse a retirada de seu dinheiro.  O que aconteceria?  Os bancos instantaneamente se tornariam insolventes, pois possuem apenas uma pequena fração de todo o dinheiro que devem aos seus perplexos clientes.  Uma opção seria implementar um enorme aumento nos impostos para ressarcir esses correntistas.  Porém, é óbvio que tal medida não seria muito palatável.  Assim, a única coisa que o BC poderia fazer — e isso seria exclusivamente de sua competência — seria imprimir uma quantia suficiente de dinheiro para pagar todos os correntistas.

Desnecessário dizer que os correntistas, agora encorajados por esse gigantesco socorro, irão prontamente redepositar essa enorme quantidade de dinheiro nos bancos, aumentando o total de reservas bancárias e possibilitando uma imediata expansão da oferta monetária, seguindo os mesmos preceitos já descritos.  Uma inflação rampante e a destruição total da moeda seriam as conseqüências inevitáveis.

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SOBRE O AUTOR

Murray N. Rothbard
(1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute e do Center for Libertarian Studies.



Ué, se a Vale era essa barbada toda, então por que esse cara não está rico? As ações foram vendidas livremente na bolsa, o que significa que ele poderia comprá-las livremente. No mínimo, poderia formar uma sociedade com vários amigos, comprar as ações, e então ficar rico com sua valorização.

Por que não fez isso?

Dizer que a empresa se valorizou após a privatização e daí afirmar que ela foi vendida a preço de banana é impostura intelectual. Quem afirma isso não sabe como funciona mercado e nem conhece a diferença entre gerência estatal e privada. E tem também de explicar por que não enriqueceu, já que sabia perfeitamente que a empresa estava subvalorizada.

Aliás, o grupo liderado pelo Votorantim perdeu o leilão de privatização da Vale. Antônio Ermírio de Moraes perdeu a oportunidade do século de ficar podre de rico. Se era tão óbvio que a mineradora estava desvalorizada, por que cargas d'água o então homem mais rico do país não ofereceu mais pelas bananas?

Detalhes:

1) O governo detinha apenas 42% do capital votante. Ou seja, o que foi a leilão não foi a empresa inteira, mas apenas 42% do capital votante. A empresa inteira estava avaliada em aproximadamente US$ 8 bilhões, sendo que a fatia vendida valia US$3,34 bilhões.

2) O leilão se deu na bolsa de valores, a preço de mercado. Qualquer um poderia ter participado. Logo, o Armando está correto. Quem hoje esperneia que a venda foi barata tem a obrigação de explicar por que não participou da venda. Se a empresa estava "a preço de banana", então o sujeito tinha a certeza de que a empresa iria se valorizar enormemente no futuro. Por que não montaram um consórcio e compraram ações? Era dinheiro certo. Não fizeram isso por quê? Odeiam dinheiro?

3) À época, ninguém imaginava que haveria um súbito e intenso boom no preço global das commodities, o que elevou o preço do minério de ferro para a estratosfera e impulsionou fortemente o valor da Vale.

Portanto, quem diz que a Vale foi vendida a "preço de banana" revela, com toda a sinceridade, profunda ignorância econômica.
Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor),

Se a Petrobrás, a IMBEL, Eletrobrás(Furnas), Copel... são empresas eficientes, por que o governo usa o protecionismo para coibir concorrentes(até mesmo internacionais)? E mais, por que subsidiam essas empresas se elas são tão eficientes?

Em uma economia liberal, nunca vamos saber se aquela empresa é realmente de fato eficiente como você afirma. Para sabermos se ela realmente é eficaz deveríamos defender o mercado livre. Você está se baseando apenas em lucros que a empresa teve ao longo dos anos, mas lucros as custas do povo que paga impostos, porque o BNDES injetou dinheiro ao longo da era petista, e lucro em cima do entrave de novos concorrentes que o nosso governo pratica ao longo desses anos.

"Dê uma passeada pelos nossos corredores e veja se tu não vais te arrepiar. Conceição Tavares, Belluzzo, Aloísio Mercadante, Márcio Pochmann, duvido achar uma outra faculdade que ostente colossos tão imponentes no mundo acadêmico. Isso sem falar dos nossos ''filhos adotados'' como o Bresser, Celso Furtado, João Sayad, entre outros. Ah, aqui foi a casa do Plano Real, só para lembrar."

Sem comentários. Parece uma piada.

"Paliativo é ficar brincando de elevar as taxas de juros ou de sobrevalorizar o câmbio."

Nós nunca brincamos de elevar as taxas de juros, pelo contrário, acreditamos que os juros é redigido pelo mercado, e não em uma canetada como os economistas da UNICAMP(letras garrafais, por favor) defendem.
Sobrevaloriza o câmbio? De novo. Parece uma piada.
Pesquisa sobre Currency Board e depois conversamos.

"No setor agrícola para amenizar a inflação de alimentos, no setor energético(que é o principal culpado por essa inflação tão alta), isso sim são medidas concretas."

Inflação de alimentos é aumento de preço localizado, como foi o caso do feijão e do tomate. A melhor medida para combater a carestia gerada essencialmente pelo governo, é reduzir os impostos e LIBERAR O MERCADO PARA A ENTRADA DE CONCORRENTES. Com a burocracia estatal que é formada para obter uma reserva de mercado, garante que os empresários que estão sob proteção do governo, possa praticar qualquer preço sem qualquer tipo de concorrência que faria com que ele perdesse fatia do mercado por uma outra empresa que com medidas eficientes pudesse reduzir o preço dos alimentos.
Por mais que abaixasse o imposto, ele poderia praticar qualquer tipo de preço sem ser incomodado. E essa redução do imposto, esse mesmo empresário teria lucros maiores que poderia ter sob a reserva de mercado.

Setor energético culpado pela inflação? É isso que estão ensinando na UNICAMP(com letras garrafais, por favor)?

Bem que o Roberto Campos avisou: "O Brasil acaba com os economistas da Unicamp, ou eles acabam com o Brasil.
Bastaram cinco anos de assessoria direta de economistas da Unicamp à Presidente Dilma Rousseff, para a previsão de Roberto Campos se tornar realidade: expansão monetária, corporocracia, expansão das obras públicas, expansão dos cargos e salários públicos, intervenção estatal em toda a economia, corrupção e protecionismo comercial.
Provavelmente nenhuma economista fez tão mal ao Brasil quanto Maria da Conceição Tavares, mas além dela podemos destacar, em tempos recentes, o mais nocivo professor do país: Luiz Gonzaga Belluzzo.
Belluzzo nunca acerta qualquer previsão econômica, e é obcecado por gastos públicos. Como principal conselheiro econômico de Dilma Rousseff, convenceu-a a enterrar a bem sucedida matriz econômica "meta de inflação/câmbio flutuante/responsabilidade fiscal" por uma matriz heterodoxa "juros baixos, câmbio desvalorizado e aumento de gastos públicos". Foi, sem dúvida, um responsável direto pelo caos econômico que vivemos.
Agora, repetindo o que Lula falou há dois meses, Belluzzo tem a desfaçatez de dizer que a crise econômica é culpa de um suposto ajuste fiscal que Joaquim Levy estaria fazendo. Segundo Belluzzo, precisamos gastar mais ainda para sair da crise."
https://www.institutoliberal.org.br/blog/previsao-de-roberto-campos-e-o-ajuste-que-nunca-aconteceu/

"Quer dizer que a empresa desde 1953 é referência nacional, mas por causa de um governo ruim ela vira ''um grande cabide de empregos''? Aliás, esse tipo de problema acontece na esfera privada também."

Cabide de emprego na esfera privada? Você desconhece qualquer atividade empresarial para falar tal bobagem, nunca um empresário faria da sua empresa um cabide de emprego, ele opera com sistema de lucro e prejuízo, ele não pode se dar ao luxo de encher a empresa de empregados ineficientes.
Palavras de um empresário.

"Não, apenas defendo que as nossas empresas não fiquem vulneráveis à imperialistas que jogam sujo contra nós. "

Eles jogam tão sujo, que em países no ranking de abertura comercial, a população paga pelo melhores produtos pelo menor preço. Parece que a UNICAMP(com letras garrafais, por favor), está doutrinando os seus alunos a ter sentimentos nacionalistas que acaba prejudicando justamente quem eles querem proteger: a população.

Obrigado por vir até aqui e comprovar que Roberto Campos sempre esteve certo tanto da UNICAMP(com letras garrafais, por favor) quanto na petrossauro.

Abraço Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor)
Olá amigos, sou um estudante do ensino fundamental e eu tenho interesse em economia, tenho um irmão mais velho que acompanha o site e sempre me disse que esse era o melhor site para aprender sobre meu interesse. Portanto, gostaria de aprender mais sobre as questões abaixo:
Obs: Gostaria de respostas curtas para maximizar meu aprendizado de forma que eu não acumule muito conteúdo de primeira. Eu tenho um conhecimento prático e limitado sobre a economia, justamente pelos ensinamentos do meu irmão.
Vamos começar.

Questão 1) O que é inflação de demanda?

Questão 2) O que é demanda agregada?

Questão 3) Inflação é sempre decorrente de expansão de crédito?

Questão 4) O que é base monetária?

Questão 5) O que define a taxa de juros em um livre mercado?

Questão 6) Como é definido a taxa de juros atualmente no Brasil?

Questão 7) Aumento na taxa de juros é pelo "risco país"?

Questão 8) Como é determinado o câmbio?

Questão 9) Qual o melhor sistema de câmbio?

Questão 10) Li recentemente em um site que temos 19 montadoras no Brasil, não seria livre mercado(pelo menos no setor automotivo)? (Sei que temos monopólio de fabricante de peças)
Cade acusa Fiat, Ford e VW de monopólio em fabricação de peças

Questão 11) Temos candidatos a presidente que tem como um slogan sob a sua campanha "Abaixar os juros" por um decreto? Isso seria uma decisão ruim ou boa? Não há uma contradição pela questão 7? Dilma dizia que abaixaria os juros e acabou não ocorrendo, pelo contrário, ela aumentou? Por que seria diferente com esse candidato?

Questão 12) Por que abolir o CVM? Qualquer empresa poderia entrar na bolsa sem burocracia estatal, de modo que impulsionaremos nossa economia com as empresas estrangeiras que abririam capital na nossa bolsa? Seria uma medida que o micro-empresário poderia rivalizar com os mega-empresários?

Questão 13) Por que abolir a infraero?

Questão 14) Por que abolir ANVISA?

Questão 15) Qual o potencial do Brasil?

Questão 16) Nióbio ajudaria no nosso desenvolvimento?

Questão 17) Exportação x Importação? Qual o melhor? Por que balança comercial é importante para economistas?
Importação é produtos do estrangeiro que vieram ao Brasil para serem vendidos, mas até onde sei até chegar a loja esses produtos ainda não foram vendidos? Por que os ataques histéricos com essa balança se nem ao menos sabem se o produto foi vendido(até mesmo pelo preço pela taxa de importação)?

Questão 18) Na China existe o trabalho escravo? Encontrei essa matéria de chineses apanhando por mau desempenho no trabalho

Questão 19) Por que a China vai explodir economicamente? Todos dizem que vai ser a maior economia do mundo até 2050, vocês acreditam?

Questão 20) Pelo que obtive do meu irmão, a Índia está fazendo algumas reformas liberais, apesar de tímidas estão ajudando a economia a crescer? Índia não poderia passar a China com essas reformas?

Questão 21) Acumulação de capital x consumismo(explique seus conceitos e qual o mais importante em uma economia)?

Questão 22) O que gera recessão?

Questão 23) O que torna um país rico?

Questão 24) Existe algum limite de crescimento que um país possa se ter? Exemplo do Japão que é do território do MS(Mato Grosso do Sul) pudesse dobrar a sua economia?

Questão 25) Por que a Irlanda cresceu 26% em um ano? Milagre econômico ou livre mercado?

Questão 26) Por que os países de livre mercado são taxados de paraísos fiscais? Hong Kong, Cingapura, Panamá, Ilhas Cayman, Suíça, Luxemburgo e outros? Austrália e Nova Zelândia entrariam nesse conceito?

Questão 27) Por que o Brasil cresceu apenas 4% na média na década passada?

Questão 28) O renminbi poderá passar o dólar como a moeda de troca internacional?

Questão 29) Existe zona de livre comércio em Xangai?

Questão 30) Por que a China tem esse "poderoso" PIB? Como ela conseguiu o tal "milagre"?

Questão 31) Por que o estado mínimo não é necessário?

Questão 32) Forças Armadas estatal x Forças Armadas privada(Qual o melhor e por que)?

Questão 33) Por que a Africa é pobre?

Questão 34) Somália é anarcocapitalista?

Questão 35) Milton Friedman é importante nas matérias econômicas(o que podemos aprender com ele?)?

Questão 36) Mises foi o mais importante economista do século 20?

Questão 37) Keynes x Mises e Keynes x Milton Friedman(maiores diferenças entre eles)?

Questão 38) Keynes é comunista, socialista ou capitalista interventor?

Questão 39) O que causou a Grande Depressão?

Questão 40) Explique o conceito de ciclos econômicos?

Questão 41) Qual a contribuição da Escola Austríaca(EA) nas ciências econômicas?

Questão 42) Qual a posição da EA na colonização de planetas? Ouvi dizer que podemos praticar atividades econômicas nesses planetas com agricultura e mineração(depois da terraformação)?

Questão 43) Meio ambiente x livre mercado(Qual o papel do livre mercado na conservação do meio ambiente)?

Questão 44) Amazônia poderia se internacionalizada por não protegemos nosso patrimônio? Não é agressão internacional para com o nosso país? Estão atrás da preservação ou das riquezas que nós temos no território?

Questão 45) Zona franca de Manaus funciona(qual o papel dela na economia brasileira)?

Questão 46) Empregos se tornam obsoletos enquanto outros surgem, qual a visão dos leitores e dos autores sobre a mineração espacial, internet das coisas e viagem espacial?

Questão 47) Pobreza diminuindo com a expansão do capitalismo, até quando a pobreza absoluta poderá ser erradicada?

Questão 48) De acordo com a revista Veja, se toda a água do planeta fosse representada por 200 litros, 195 litros seria de água salgada. 5 litros seria de água doce, mas a maior parte da água doce está nas geleiras ou em depósitos subterrâneos de difícil acesso, a humanidade tem a sua disposição para consumo apenas o equivalente a 20 mililitros de água. Qual o papel da iniciativa privada nessa questão abordada? Existe o processo de dessalinização em alguns países, mas em mãos do estado. Pelo que eu pude estudar tem inventores que poderiam mudar radicalmente a forma dessa dessalinização tornando a água abundante. Por que o estado não deixa os empresários disponibilizarem essa água para a população?

Questão 49) Os que defendem o controle populacional tem como uma das formas de culparem o capitalismo por tal descontrole. Ma em um país capitalista essa questão é exatamente ao contrário. Por que esses mesmo defensores não defendem o capitalismo, já que se provou um "controle" populacional?

Questão 50) Culpam o capitalismo pela fome do mundo, mas em países capitalistas uma das doenças que mais matam é a obesidade. Não é uma contradição? São hipócritas ou aparentemente sem limites de burrice para denegrir o sistema capitalista?

Questão 51) Já leram o Livro Negro do Capitalismo? É realmente culpa do capitalismo ou ações governamentais que são os verdadeiros culpados? Se é culpa do capitalismo, como um dono de um restaurante em Ohio possa ser culpado pelas mortes no Iraque?

Abraços e em breve farei mais algumas perguntas.
"Concordo que a desigualdade econômica possa ser benéfica socialmente. Porém ainda há pessoas que nem 0,50 centavos tem para sobreviver"

Então a sua preocupação é com a pobreza absoluta e não com a pobreza relativa.

"e mesmo com as políticas assistencialistas do governo não os permitem colocar em condições de consumidores para que possam consumir os serviços ofertados e muitas vezes trabalha não da forma que gosta e sim porque precisa sobreviver."

Essa frase contradiz a primeira. Primeiro você disse que a pessoa não tem nem 1 centavo (0,50 centavo é menos que 1 centavo), e agora diz que ela trabalha naquilo que não gosta.

A pessoa trabalha e não tem nem 1 centavo? Caramba....

Qualquer catador de papel e malabarista de semáforo consegue tranquilamente uns 10 reais por dia.

"Levando em conta que as máquinas tomaram boa parte do trabalho humano"

Desde o século XVIII isso acontece. E novas e mais agradáveis formas de trabalho foram descobertas. E é isso o que continuará acontecendo.

Ou você tem a arrogância da achar que não há mais empregos a serem descobertos e que tudo o que poderia ser inventado já o foi?

"um meio de adaptação seria o "trabalho intelectual""

Não necessariamente. Há hoje vários trabalhos que não podem ser substituídos por máquinas e nem dependem de "trabalho intelectual". Esportes, por exemplo. Professor de ioga. Chef de cozinha. Operador de máquina.

"No entanto contamos com um governo que não oferece ensino público gratuito e outras estratégias para que possam lançar os menos favorecidos ao mercado de trabalho."

Ué, não sei de onde você está teclando, mas, aqui no Brasil, o que não falta é ensino público "gratuito". Do maternal à pós-graduação. E toda a grade curricular é controlada pelo governo. É uma bosta? É. Assim como tudo que o governo faz.

E as pessoas ainda querem mais governo?

"Como então poderia ser resolvida essa questão, preservando a desigualdade econômica mas que possam colocar todos em condições de consumo?"

Explicado no próprio artigo. Quanto maior a oferta de bens e serviços, menores serão os preços deles. Isso está acontecendo desde a década de 1970 nos países ricos. Os preços das coisas só caem. No Brasil isso também poderia acontecer,
mas o nosso governo não deixa.

Se a sua preocupação é com a pobreza absoluta, então você tem de defender medidas que aumentem a quantidade de bens e serviços oferecidos, de modo que os preços deles caiam a ponto de permitir que qualquer um tenha acesso a eles.
"será que o verdadeiro motivo de se combater a acumulação de riqueza (tirando a mera inveja) não seria pelo fato de conhecermos a velha cobiça e ganância que degenera o homem com excesso de poder?"

Deixe-me ver se entendi. Você está dizendo que para combater "a velha cobiça e ganância" temos de dar poderes a políticos e burocratas (que são os seres mais gananciosos e cobiçosos do planeta), os quais irão tomar o dinheiro dos outros e redistribuir este dinheiro entre si? É isso mesmo?

Faz muito sentido.

"O Estado Democrático não mínimo, para fazer frente ao poderio econômico, não seria o mal mínimo preventivo desta desconfiança da "singularidade" da acumulação dos recursos financeiro-econômicos?"

A empiria lhe refuta.

Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

Artigos para você sair desse auto-engano:

Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

Grandes empresas odeiam o livre mercado

Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

Monopólio e livre mercado - uma antítese

O mito do monopólio natural

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Cristovam  15/05/2010 09:33
    É incrível como a junção entre governo e cartéis, monopólios, oligopólios...fraudam o público incauto e ignorante destas falcatruas.
  • Caio Augusto  21/05/2010 10:14
    Há tempos, eu queria saber como o Banco Central carteliza o sistema bancário... Agora eu sei. =)
  • Marcelo Costa  08/07/2010 00:10
    Leandro, o que você acha sobre as teorias conspiratórias, sobre a escravidão da população por meio do sistema monetário, apresentadas no filme Zeitgeist?

    Ele fala sobre o sistema bancário de reservas fracionárias também.

    www.youtube.com/watch?v=VOPl1ECZnIo&NR=1

    Se não assistiu, vale a pena. É bem instigante rs
  • Thiago  04/11/2010 14:25
    faça me favor.. Zeitgeist é uma piada, aqui, estamos conversando sobre uma escola economica muito bem conceituada e embasada, ao longo de séculos, enquanto zeitgeist é repleto de mentiras, fontes duvidosas, e só instiga a juventude que ao inves de lê, fica vendo filme que bombardeiam com informação e não conseguem verificar a legitimidade de tais informações!\r
    Esse cara aqui, escreve ponto por ponto, critica todo o sistema por tras do movimento zeitgeist. \r
    conspiracyscience.com/articles/zeitgeist/part-one
  • Fernando Chiocca  04/11/2010 16:28
    Este documentario na realidade acerta em alguns pontos, pois a escravidão da populção através das conspirações dos bancos centrais é real. Mas, sem base em uma teoria economica válida, acabam falando um monte de outras besteiras.
    Este vídeo mostra os pontos falhos e acertados: Stefan Molyneux Zeitgeist Addendum Review
  • MARCELO  08/02/2011 15:58
    Em relação ao Zeitgeist, concordando ou não com o que a obra expõe, é um filme que deve e merece ser visto.
    Zeitgeist tem na essência uma preocupação com o ser humano, é absolutamente contestação sem interesse corporativo por trás.
    E independente do que o ser pensante ache das conclusões dos filmes(todos 3), sob o aspecto audiovisual é uma grande obra, usa uma linguagem envolvente, acertada e inovadora, uma trilha sonora muito bem acertada, produzida pelo proprio diretor.
    Algumas coisas que vemos em Zeitgeist são incostestáveis, como a escravização que a população mundial sofre, em benefício de algumas instituições. Está aí no dia a dia da nossa população. Só não consegur vêr quem está muito alto na piramede.
    Todas as informações contidas no filme tem referencias SIM, e podem ser encontradas no site do movimento Zeitgeist.
  • Fernando Chiocca  08/02/2011 16:54
    E o Zeitgeist não aprendem mesmo. É marcelo, eles continuam acertando em uns pontos, mas falham miseravelmente em outros. Fizeram um outro filme e cometeram erros crassos novamente. A parte que citam Mises é uma grande piada. Ou são desonestos ou jamais leram uma linha do que Mises escreveu. E a proposta deles não é novidade alguma, é o mal e velho socialismo que tantas mortes geraram ao longo da história. No fim das contas o Zeitgeist não passa da defesa do assassinato em massa, da fome endemica e da miséria geral.

    E o Molyneux fez o favor de perder o tempo dele e responder este novo filme também:

    A resposta

    A réplica

    A tréplica
  • Yves  04/04/2016 00:04
    A discussão é antiga, mas há no Youtube um vídeo com o esse cara de sobrenome francês e o diretor do Zeitgeist. Depois de duas horas de debate, a conclusão é: Não tem nada de teoria econômica profunda e etc, é só visões ideológicas de mundo diferentes.
  • João Marcelo Soares  03/08/2010 14:33
    Esse artigo é simplesmente fantastico Murray. Muito dificil achar bons artigos nessa area em português. Parabens!!
    Eu estou fazendo mestrado em finanças em uma universidade Australiana e surpreendemente o sistema fracionario nunca foi mencionado. Sou grande fã da Escola Austríaca, se você tiver qualquer livro para iniciantes para me sugerir, ficaria honrado!
    Grande abraço
  • mcmoraes  05/11/2010 15:02
    João, vale a pena dar uma olhada na seção p/ iniciantes do IM.
  • jonathan s rodrigues  24/10/2011 17:38
    interessantíssimo esse artigo,explica muito bem o enriquecimento rápido e como tudo gira em torno de mentiras no mundo financeiro
  • ricardo  19/03/2012 16:52
    Tenho uma dúvida...Sobre o final do texto.

    Porque ocorreria uma enorme inflação? Eu entendo que a criaçao de moeda causa inflação, mas nesse caso ela não se somaria a um valor que já existia na economia, ela seria apenas pra repor o que se havia o que os bancos não tinham fisicamente, mas que na prática, fazia parte dos ativos dele.
  • André Lima A.S.A.  01/09/2016 18:11
    Inflacionaria porque as pessoas iriam redepositar a quantia retirada (Impressa pelo BC) e o esquema piramidal se repetiria, mas agora muito maior (10x, no caso dos EUA).
  • ricardo  19/03/2012 17:31
    Outra dúvida, como em um sistema bancário com 100% de compulsório, o banco pode ter lucro? Se ele tem que guardar no cofre tudo que ele recebe dos correntistas, como ele vai imprestar esse dinheiro e obter o juros?
  • JC  19/03/2012 20:30
    Um banco 100% é em geral um modelo de negócios bem mais modesto para os bancos, e muitos economistas diriam que nem é mais um banco, ou chamariam de 'banco de custódia'.

    Este modelo de banco não ganha no spread. Estes bancos de custódia se mantém exclusivamente das taxas, sejam taxas anuais de custódia, como no caso de corretoras de títulos, ou taxas de armazenamento de metais, que giram em torno de 1% ao ano.

    Também ganham no spread do câmbio, quando você troca o metal ou ações ou moeda por outra coisa. Em um sistema lastreado por metais, poderiam ganhar da mesma maneira que as bandeiras de cartão, cobrando taxas dos lojistas e dos clientes, pelo uso do 'e-gold', compensando cheques e intermediando transações eletrônicas.

    Também há algumas variantes, como bancos de custódia onde apesar das contas dos clientes serem segregadas, você tem depósitos fungíveis, ou seja, qualquer barra de ouro ou ação é igual às outras, e serve para mostrar que o banco tem 100% de reservas para suas contas, ou 100% da carteira dos clientes cobertas.

    Para os mais preocupados com eventuais disputas sobre os ativos do banco, há também a opção de manter contas completamente segregadas com ativos individuais, como número de série das barras ou papéis. Talvez a coisa mais segura para um 'gold-bug' que ainda não investiu no seu próprio bunker :). Veja aí casos como o do MF Global que mostram que esta preocupação é extremamente válida.

    Mas, como explicado no texto, existem outros modelos bancários sustentáveis. É possível que um banco não seja 100% e também seja honesto e transparente, aceitando depósitos à termo, onde você se compromete a deixar o dinheiro por 6 meses, 1 ou mais anos, rendendo juros. Uma espécie de CDB onde você não tem o direito de sacar a qualquer momento, mas sim conforme a disponibilidade do banco. Um sistema destes é mais barato, e completamente seguro contra corridas bancárias.
  • Leandro  19/03/2012 20:39
    Ricardo, se um enorme volume de correntistas fosse aos bancos sacar seu dinheiro, não haveria dinheiro para todos. Ato contínuo, o BC iria imprimir este dinheiro faltante (que só existe eletronicamente) para satisfazer os desejos de saque dos correntistas. Observe que, até aí, a única coisa que houve foi que dinheiro eletrônico foi transformado em dinheiro físico. Não houve absolutamente nenhuma deflação e nenhum sumiço de dinheiro. E, principalmente, os bancos ainda mantiveram suas mesmas reservas de antes (por exemplo, 10% do valor total das contas-correntes, pois não foram todas as contas-correntes que foram sacadas).

    Após isto, caso os correntistas re-depositassem esse dinheiro físico em suas contas-correntes, o total de reservas bancárias iria disparar. E sobre este total, os bancos poderiam criar ainda mais contas-correntes, que é o que geraria este descontrole hiperinflacionário.

    Quanto à lucratividade dos bancos em um modelo com 100% de reservas, além de tudo o que disse o JC, um banco também poderá lucrar fazendo a intermediação entre depósitos a prazo e empréstimos. Apenas os depósitos a prazo poderiam ser emprestados. Os bancos ganhariam dinheiro fazendo esta intermediação entre poupadores e tomadores de empréstimos. E também poderiam cobrar -- embora eu acredite que isso não iria acontecer, por causa da concorrência -- pela manutenção das contas-correntes, as quais não rendem juros.

    Comentei este assunto de passagem neste podcast.

    Abraços!
  • Stefan Carrao Pinto  28/04/2013 18:02
    Leandro
    Em relação à sua observação: "Após isto, caso os correntistas re-depositassem esse dinheiro físico em suas contas-correntes, o total de reservas bancárias iria disparar. E sobre este total, os bancos poderiam criar ainda mais contas-correntes, que é o que geraria este descontrole hiperinflacionário."
    Diante da solução que você mesmo deu na sua resposta ao Rene mais embaixo ("Logo, o que o BC pode realmente fazer para evitar a hiperinflação neste caso é justamente aumentar a taxa do compulsório, de modo a impedir que este novo dinheiro depositado nos bancos possa servir de lastro para a multiplicação de empréstimos."), a previsão de Rothbard de que "inflação rampante e a destruição total da moeda seriam as conseqüências inevitáveis" não seria exagerada?
  • Leandro  29/04/2013 19:06
    Prezado Stefan, tendo a concordar com você, mas por outros motivos.

    O Banco Central elevar o compulsório para 100% não seria uma atitude politicamente aceitável e tampouco seria algo provável de ocorrer -- lembre-se que um Banco Central existe para atender a interesses dos bancos, para protegê-los e cartelizar o setor; um Banco Central raramente contraria os interesses de banqueiros.

    Em minha opinião, a preocupação quanto a uma hiperinflação é descabida por outros motivos: não é do interesse dos banqueiros gerar uma hiperinflação. É verdade que o atual arranjo financeiro e monetário produz inflação contínua, porém não creio que ele possa levar à hiperinflação, e pelo simples fato de que não é do interesse dos bancos gerarem hiperinflação.

    Imagine que você seja um banqueiro. Você fez vários empréstimos. Você espera que todos esses empréstimos sejam quitados. Mais ainda: você espera que esses empréstimos sejam quitados com uma moeda que tenha poder de compra. Sendo assim, torna-se óbvio que, se você produzir uma hiperinflação, o maior prejudicado será você próprio: todos os seus empréstimos serão quitados com uma moeda cujo poder de compra não vale mais nada. Quando você concedeu o empréstimo, a moeda valia alguma coisa; quando você recebeu o pagamento do empréstimo, a moeda não valia mais nada. Consequentemente, seus ativos (empréstimos pendentes) perderão a maior parte do seu valor, seu balancete irá para o vermelho e você quebrará.

    Adicionalmente, há também o fato de que banqueiros também querem se aposentar. Logo, eles também possuem investimentos em planos de previdência. Se gerarem uma hiperinflação, eles também serão duramente afetados. Sua poupança não mais valerá nada.

    Vale lembrar que, até hoje, todos os fenômenos de hiperinflação que o mundo vivenciou ocorreram em um arranjo em que o Banco Central imprimia dinheiro e o injetava diretamente na economia, sem depender do sistema bancário. Naquela época, os bancos centrais podiam comprar títulos diretamente dos respectivos Tesouros, algo que hoje não pode mais.

    O BC imprimia dinheiro, dava para o Tesouro e dali o dinheiro já entrava na economia. Hoje, o arranjo é diferente. Os BCs não podem mais financiar diretamente o Tesouro. Eles podem apenas comprar títulos do Tesouro que estão em posse dos bancos. Isso significa que o dinheiro só entra na economia se os bancos concederem empréstimo.
    Alemanha na década de 1920, Hungria no pós-guerra, Brasil, Peru, Bolívia e Argentina na década de 1980, Zimbábue recentemente -- tudo obra de um Banco Central que podia monetizar diretamente a dívida do governo.

    Atualmente, apenas países mais avacalhados (Argentina e Venezuela, por exemplo) continuam com este sistema de financiamento direto das contas do governo.

    Portanto, ficamos assim: o antigo arranjo financeiro, em que o BC podia jogar dinheiro diretamente na economia, tendia a gerar hiperinflações recorrentes. Já o atual arranjo financeiro, em que o BC depende do sistema bancário para que o dinheiro entre na economia, não tende a produzir hiperinflação, mas produz uma contínua e "moderada" inflação de preços (no Brasil, entre 4 e 10% ao ano). Produz também os ciclos econômicos, algo que o primeiro arranjo não gerava (ele já ia diretamente para a hiperinflação, destruindo a divisão do trabalho).

    Abraço!
  • Stefan Carrao Pinto  30/04/2013 03:25
    Obrigado, Leandro, o seu esmero nas respostas me surpreende.
    Duas coisas:
    1) posso concluir que a única hipótese de os BCs, no quadro atual (exceto Argentina, Venezuela & cia.), imprimirem cédulas é para cobrir eventuais resgates de compulsório por bancos exclusivamente para atenderem a saques de titulares de contas-correntes?; e
    2) seria possível acrescentar aos textos as datas de suas elaborações originais?
    Abraço.
  • Leandro  30/04/2013 12:51
    Correto, Stefan.

    Sempre tenha em mente que o Banco Central faz apenas duas coisas: cria dígitos eletrônicos nas reservas bancários e estipula o valor do compulsório. Isso é tudo o que um Banco Central faz. Quando destituído de toda a pompa e magnificência que o cercam, toda a atividade do BC se resume a isso: acrescentar dígitos nas reservas bancárias e estipular o valor do compulsório. Só.

    Quem imprime as cédulas bancárias é a Casa da Moeda. Sempre que um banco avisa ao Banco Central que terá de transformar parte de suas reservas em dinheiro -- para manter seus caixas eletrônicos abastecidos e para satisfazer a demanda por saques de seus clientes --, o BC autoriza a Casa da Moeda a imprimir essa quantidade de cédulas. É assim que o sistema funciona.

    Recomendo este artigo, que é mais completo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387

    Abraço!

    P.S.: as datas estão logo embaixo do título do artigo, ao lado do nome do autor.
  • Stefan Carrao Pinto  30/04/2013 14:07
    Obrigado pela resposta precisa.
    Eu digitei diretamente imprimir porque estava com o art. 10, I, da L. 4.595/1964 na minha frente (sou advogado, né?, hehe...), mas eu já havia lido aqui no site sobre esse procedimento. A minha dúvida era apenas quanto a essa única situação dos saques, e você a resolveu.
    O texto que você recomendou (O sistema bancário brasileiro e seus detalhes quase nunca mencionados) é justamente o que estou lendo no momento, apesar da dificuldade em entender balancetes.
    Quanto às datas originais, vejo que Rothbard faleceu em 1995, mas esse texto consta como recente (2010), assim como os de Mises, Hayek e etc., pelo que presumo que é a data da tradução.
    Abraço.
  • JC  19/03/2012 21:27
    "Após isto, caso os correntistas re-depositassem esse dinheiro físico em suas contas-correntes, o total de reservas bancárias iria disparar."

    É mesmo, não tinha atentado para este detalhe interessante. Acho que é quase garantia de que viria mensagem presidencial em rede nacional e um pacote no dia seguinte mudando as regras e o multiplicador para conter a dinheirama.
  • Marc...  18/05/2012 08:47
    Simulador de reservas fracionárias:
    www.activistpost.com/2012/05/frackin-reserve-fractional-reserve.html
  • Rene  04/09/2012 15:57
    Leandro,
    Sou estudante de engenharia,porém nos ultimos dias venho me interessando muito por economia e tenho aprendido muito com esse site.
    Tenho algumas dúvidas:

    "Desnecessário dizer que os correntistas, agora encorajados por esse gigantesco socorro, irão prontamente redepositar essa enorme quantidade de dinheiro nos bancos, aumentando o total de reservas bancárias e possibilitando uma imediata expansão da oferta monetária, seguindo os mesmos preceitos já descritos. Uma inflação rampante e a destruição total da moeda seriam as conseqüências inevitáveis."

    Para o mercado(excetuando os bancos,devido ao efeito piramidar), não houve mudanças na "quantidade "de dinheiro certo? apenas agora eu tenho fisicamente. Oque não significa que eu vou gastá-lo mais ou de modo diferente de quando eu tinha digitalmente, ou seja, a relação oferta/demanda e poder de compra não alterou. Depois que as pessoas tivessem redepositado o BC não poderia "destruir" esse dinheiro para que voltasse ao estágio anterior? todo dinheiro existente é de depósito compulsório ( de outros bancos) ou existe dinheiro pertencente ao BC?
    Uma última pergunta: porque a responsabilidade de pegar o dinheiro é do BC? Já que foram os bancos que "arriscaram" criar esse dinheiro, eles não deveriam simplesmente falir??

    Talvez haja erros conceituais, como disse estou estudando por conta própria não faz mto tempo.

    Atenciosamente,

  • Leandro  04/09/2012 16:21
    Prezado Rene, o BC "destruir" o dinheiro que foi redepositado nos bancos significa reduzir a quantidade de reservas bancárias, por definição. Se ele fizer isso, a relação "reservas bancárias/depósitos em conta-corrente" ficaria muito abaixo do compulsório que ele próprio determinou.

    Portanto, para o BC reduzir as reservas bancárias ele terá também de reduzir as contas-correntes. Caso contrário, o compulsório estará sendo violado. Mas como reduzir as contas-correntes das pessoas?

    Logo, o que o BC pode realmente fazer para evitar a hiperinflação neste caso é justamente aumentar a taxa do compulsório, de modo a impedir que este novo dinheiro depositado nos bancos possa servir de lastro para a multiplicação de empréstimos.

    Leia minha resposta acima ao leitor Ricardo para entender melhor este mecanismo.

    Quanto aos bancos falirem, de fato é isso o que deveria acontecer. Mas o Banco Central existe justamente para proteger o sistema bancário contra falências. Só que ninguém parece entender isso. Todo o sistema é um enorme cartel protecionista.

    Para entender detalhes específicos sobre como realmente funciona o sistema bancário, sugiro este artigo:

    O sistema bancário brasileiro e seus detalhes quase nunca mencionados

    Para entender como o Banco Central protege o sistema bancário, recomendo este artigo:

    Fazenda ou Banco Central - quem é o responsável pela atual disparada de preços no Brasil?

    Abraços!
  • Bernardo Fachini  01/10/2012 07:27
    Leandro, pegando carona na dúvida do Rene, pergunto-te:

    a) o depósito compulsório que o Banco Rothbard deve manter no Banco Central constitui patrimônio do próprio Banco Rothbard? Ou seja, é um ativo contábil que o dono do Banco (no caso, o próprio Murray Rothbard) pode "reaver" se resolver fechá-lo (e depois de liquidar o passivo)?
    b) esse depósito compulsório tem base física? Existe um cofre no Banco Central onde este estoca as cédulas compulsoriamente depositadas pelo Banco Rothbard? Ou o depósito compulsório consiste em meros dígitos eletrônicos?

    Não posso deixar de agradecer (i) o Leandro Roque pelo incansável trabalho que vem fazendo à frente do IMB e (ii) os seus instituidores e patrocinadores, os quais pouparam recursos no passado que agora permitem que o site funcione e que todos os que nele trabalham tenham renda.
  • Leandro  01/10/2012 08:18
    Prezado Bernardo,

    a) Sim, é um ativo do Banco Rothbard e é especificado em seus balancetes como "reservas". O Banco Central se apropria deste dinheiro apenas para efeito de política monetária. Mas o dinheiro é um ativo é do banco Rothbard.

    b) Estas reservas podem ser tanto na forma de moeda eletrônica quanto na forma de dinheiro físico. O que ocorre na prática é que os bancos depositam moeda eletrônica no Banco Central e direcionam moeda física para seus próprios cofres e para os caixas eletrônicos (ATMs) de suas agências. Este dinheiro físico em caixas eletrônicos também é, como dito, computado como "reservas".

    Sim, existe um cofre no Banco Central para se estocar cédulas, mas tais cédulas são majoritariamente cédulas que serão destruídas (pois estão gastas) ou cédulas recém-impressas que serão distribuídas para as filiais do Banco Central em Belo Horizonte, São Paulo, Rio, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador, Recife e Belém (a sede, obviamente, é em Brasília), como bem mostrou o filme brasileiro Assalto ao Banco Central.

    Grande abraço e obrigado pelos elogios e pelo reconhecimento.
  • Daniel  14/06/2013 14:52
    Desculpe mas o documentário Zeitgeist já refutou o sistema econômico atual, que, ao criar dinheiro do nada, permite que crises como a de 2008 aconteçam. Note que o resgate bilionário aos bancos só aconteceu porque as pessoas em pânico sacaram seu dinheiro ao mesmo tempo, expondo o "furo" mostrado no documentário, o que obrigou os governos a injetarem dinheiro público para cobri-lo. Enquanto isso, os banqueiros mantiveram suas fortunas intactas, ganhas por meio desse ROUBO legalizado chamado sistema bancário. Quando um banco faz empréstimos, ele está criando dinheiro do nada, sem valor real algum, mas pode tomar bens reais caso os empréstimos de dinheiro de mentira não sejam pagos. O capitalismo está baseado e não poderia sobreviver sem isso. O lucro exige a criação de dinheiro do nada, a partir do momento em que todos tenham que lucrar sempre. Exemplo: eu lhe vendo os periféricos e as partes internas de um computador por, digamos, 1000 reais, e você monta o computador e o revende por 2000 reais. De onde saíram os 1000 reais correspondentes ao seu lucro?
  • Rudson  14/06/2013 15:44
    Não, o capitalismo não depende disso que o zeitgeist critica. Ainda que a crítica inicial dele (sobre como bancos criam dinheiro do nada) coincida bastante com a teoria austríaca - que, diga-se de passagem, notou o problema muito antes dos "teóricos" do zeitgeist - ela se mostra equivocada ao acreditar que isso sempre existiu. O atual arranjo monetário surgiu em 1973, quando o governo americano largou o padrão ouro. Até o final da primeira guerra mundial, a grande maioria dos países adotava o padrão ouro. O padrão ouro evita a criação desmensurada de dinheiro do nada. Num sistema desses, e sem um banco central pra imprimir dinheiro a seu bel prazer, qualquer banco que tente expandir a oferta monetária (criar dinheiro do nada) vai eventualmente quebrar.

    Então não, a criação de dinheiro da forma como é feita hoje não é condição necessária para a existência do capitalismo - inclusive, ela é prejudicial.

    Quanto a pergunta, no capitalismo não ocorre de "todo mundo lucrar". Capitalismo é feito de lucros E perdas. O lucro de um capitalista no mercado vai advir do fato de que os consumidores preferem o seu produto ao do da concorrência. Quem ta lucrando está, através da competição, "tirando" dinheiro dos seus competidores. O lucro, portanto, indica quais bens e serviços estão em maior demanda e, com isso, leva ao aumento da oferta destes produtos. O prejuízo, por outro lado, mostra que determinados bens não estão sendo demandados de forma a justificar sua produção.

    No caso de uma base monetária estática - uma quantidade de dinheiro que nunca aumenta - a tendência é uma queda no valor de todos os bens, fazendo com que tudo seja mais barato. Mas isso não reduz os lucros do empreendedor, já que todo mundo fica relativamente mais rico assim.

  • Rudson  14/06/2013 15:54
    Só pra constar, antes que me corrijam. Eu não disse que a primeira guerra mundial acabou em 1973. Até o final da primeira guerra mundial (1914-1918), praticamente dos os países usavam o padrão ouro. Depois, em razão da guerra, vários países o abandonaram por um tempo e tentaram retornar, como a Grã-Bretanha. Com o final da Segunda Guerra Mundial, os países fizeram um acordo em Bretton Woods (onde o FMI e o BIRD foram criados) determinando que os só o Dolar dos EUA seria conversível ao ouro e todas as outras seriam conversíveis para o Dólar. Ou seja, bem ou mal, um padrão ouro ainda vigorava. Em 1971, Nixon passou a deixar o Dólar flutuar frente ao ouro e, em 1973, acabou com a livre conversibilidade. Portanto, desde 1973 há mais qualquer tipo de padrão ouro
  • Renato Souza  02/07/2013 12:05
    Acho que será mais esclarecedor dizer o seguinte: Quando Nixon abandonou o padrão ouro, em 1973, ele abandonou um sistema já falido, um falso padrão ouro. O verdadeiro padrão ouro exige que exista fisicamente ouro nos cofres do garantidor, e não a simples promessa de compra-lo se for necessário.

    Um padrão ouro decente exigiria que tanto governo (ou emissores de papel-moeda) quanto banqueiros tivessem sempre em seus cofres aquilo que prometem entregar.
  • Bruno  28/03/2015 15:39
    Eu acho que não foi intenção dos criadores do filme Zeitgeist se auto intitularem como pioneiros dessas informações, eu acho que o intuito do documentário foi instigar as pessoas a pesquisarem, o que funcionou muito bem.

    Gostei dos documentários, dos 3, algumas pessoas tendem a criticar o primeiro porque nele eles questionam a mentira da religião, e para entender o sistema monetário, capitalismo e etc, é preciso entender que as religiões são os pilares da sociedade e para a economia, até porque foi durante as Cruzadas que foi estabelecido a primeira forma de sistema bancário, que foi criado pelos cristãos. O sistema monetário atual depende do capitalismo, e o capitalismo depende das religiões, e as religiões dependem da pobreza e da esperança para existir, e isso o capitalismo fornece as religiões, bastante pobreza e desigualdade para que os sacerdotes das religiões ocidentais possam angariar fiéis.

    O capitalismo não depende dessa engrenagem, na verdade essa engrenagem que depende do capitalismo. O que o Daniel falou sobre o lucro e de onde vem esse dinheiro é interessante. E a sua explicação evidencia que o lucro serve para tornar pessoas com acesso a determinados recursos cada vez mais poderosas. O capitalismo depende da desigualdade, pois para a sua empresa ser bem sucedida, outra(s) teria(m) que fracassar, ou pior, não ter acesso as mesmas oportunidades que você e ter que trabalhar para você. Vale ainda lembrar que o capitalismo em sua essência já existe há muito mais tempo que o sistema de reserva fracionaria, e sempre existiu desigualdade, fome e miséria, o sistema monetário atual não poderia ser criado sem o capitalismo.

    Sem mencionara o fato de que algumas pessoas, que obviamente por não terem acesso a certos conhecimentos e recursos, teriam que apenas ser funcionários (escravos) dessas empresas, o que manteria uma desigualdade, inerente ao fato de existir um sistema monetário igual ao atual.

    Então, como opinião pessoal, quando vejo alguém dizendo que o capitalismo não depende na reserva fracionária para existir, a única coisa que vem a cabeça é que essa pessoa está no alto da pirâmide e se sente incomodada quando alguém questiona como o seu estilo de vida foi construído, as custas de pessoas que tem pouco ou quase nada, que nuca terão a mesma oportunidade.
  • Stefan Carrão  14/06/2013 17:30
    Sugiro a leitura de www.mises.org.br/Article.aspx?id=240 (O sistema financeiro é capitalista?) e
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=188 (O mito de que o laissez faire é o responsável pela crise atual).
    Abç.
  • Lopes  28/03/2015 17:34
    Assisti somente ao Zeitgeist: Moving Forward e conheço com alguma superfície o movimento e a proposta do Venus Project, que era aliado a ele (Jacques Fresco e Peter Joseph, na última vez que chequei, tiveram um desentendimento sobre de quem é a ideia do TZM e das cidades especiais e da forma como se unem. É uma batalha por crédito e ego mais do que por teoria e não sei quem venceu).

    Em primeiro lugar, a análise do sistema monetário é muito bem feita, porém ela julga que o problema do padrão fiduciário é a usura (a ideia de que como o dinheiro é criado a partir de uma dívida do tesouro [efetivo + juros] e é lançado ao sistema também sob o custo de juros, sempre haverá mais dinheiro em dívida do que sendo pago (afinal, de onde viriam os juros já que só o efetivo é real?); esta confusão se resulta do desconhecimento da relação bem x dinheiro. Sempre que há uma ausência de dinheiro para efetuar um pagamento (seja troco ou quitação de dívida), utiliza-se algum bem de valor equivalente para o receptor à proporção da dívida (por exemplo, quando penhoramos um bem ou colocamos um bem em hipoteca; ou simplesmente quando o vendedor nos dá um troco em balinhas se assim concordarmos.) E assim, a conta fecha.

    Dado constante, já em um sistema de padrão sal (não fiduciário), por exemplo, na ausência de tal bem, seria tal pertence substituído por outro que cumprisse as demandas naturais para um lastro (universalmente desejado, não-perecível, uso como insumo [teorema da regressão de Mises], compactável, etc.); aconteceu durante o Império Romano quando o próprio sal, devido à sua crescente escassez, foi sendo substituído pelo ouro.

    Em segundo lugar, é uma análise incompleta. O filme (talvez propositalmente pois seu cerne é semelhante ao socialismo do meio econômico no pré-URSS: a crítica à produção mercadológica frente a um hipotético potencial no planejamento central) se ouvida de falar da função do crédito que fora deturpada pelo atual arranjo financeiro: deslocamento temporal da demanda para planos de longo prazo e prevenção contra catástrofes pessoais e materiais - ou em português simples: ninguém poupa por poupar.

    Quando eu poupo dinheiro (ou seja, abstenho-me de consumi-lo) é porque desejo ou espero gastá-lo mais tarde. Dado geral, com abundância de dinheiro sendo poupado e podendo ser emprestado, os juros cairão e projetos de longo prazo se tornarão mais lucrativos aos empreendedores em detrimento do curto prazo - como condomínios e bens de capital (há uma relação de soma zero entre ambos que faz parte de um paralelo entre a 4º Proposição de Hume e um trabalho de Hayek, porém afim da simplicidade, não mencionarei aqui). Ou seja, quanto mais rápido um empreendedor notar este deslocamento de demanda gerado por crédito barato (e eles são rápidos: basta ver a velocidade com que expansões imobiliárias surgem quando o crédito fica artificialmente barato), maiores serão suas recompensas e assim, a oferta vai perfeitamente até a demanda.

    Em catástrofes, isto é especialmente útil: Suponhamos que você é dono de uma olaria e passou um furacão. Os preços dos tijolos foram ao alto e as pessoas precisam deles para construir suas casas de novo. O problema é que você não tem os insumos em mãos e nem o capital para comprá-los. Nesta situação, você pede um empréstimo para comprar os insumos e produz os tijolos requisitados pela população. O que aconteceu aqui é que o banqueiro e seus poupadores se absteram de gastar dinheiro no passado para que você pudesse gastar no futuro em uma situação de necessidade, sendo eles recompensados pelos juros. Se você e o banco não tivessem existido, o preço do tijolo teria ficado altíssimo (só as olarias que tinham insumos sem usar 'por acaso' é que estariam produzindo tijolos) e a reconstrução teria sido mais custosa e demorada após o furacão.

    Daí o temor que sinto ao ver o ataque mundial feito à usura pelos bancos centrais. A civilização está extremamente vulnerável para colapsos produtivos como uma praga extraordinária ou a explosão de um vulcão que bloquearia parte da luz do Sol por um ano ou mais.
  • Ali Baba  14/06/2013 15:32
    @Daniel,

    O Zeitgeist é um filme interessante, mas impreciso e (em certos pontos) até mesmo falacioso. Todo o mecanismo de criação de dinheiro do nada foi explicado a exaustão por diversas postagens nesse site e você pode encontrar referência para esses artigos nos comentários anteriores.

    Quanto a seu conceito de criação de dinheiro "do nada" com a montagem de um computador, você está seriamente equivocado com relação ao sistema de preços, lucros e prejuízos e ao funcionamento do Livre Mercado. Você consegue, em sua simplificação, ser ainda pior que os Marxistas, que pelo menos atribuiríam esses 1000 reais, que você julga gerados do nada, ao trabalho de quem montou o computador (e até chamariam isso de mais-valia).

    Eu sei que ver videos é prático, mas o seu caso requer um pouco de leitura... Essa juventude que quer tudo agora ainda vai acabar nos ferrando.
  • anônimo  01/07/2013 03:27
    "Mas eu, obviamente, só tenho $1.000, e não posso pagar esses $10.000. Portanto, estou acabado. Quebrado e falido. Em termos de justiça, eu deveria ir para a cadeia como um fraudador. E tanto eu quanto a falsa conta-corrente que criei estaríamos fora do jogo e fora da oferta monetária."

    Ele não poderia liquidar a garantia que lhe foi dado por josé e pagar o outro banco?
  • Leandro  01/07/2013 23:37
    Qual foi a garantia dada por José? Na grande maioria dos empréstimos bancários, as garantias fornecidas não possuem liquidez imediata. E o banco que recebeu os dígitos eletrônicos quer a transferência imediata do dinheiro em espécie.

    No exemplo em questão, o que o banco teria de fazer seria pedir empréstimos no mercado interbancário. Mas isso seria caríssimo, e os bancos emprestadores poderiam se aproveitar da situação de desespero do banco concorrente e cobrar juros escorchantes. Por isso os banqueiros defendem um banco central, que é quem irá coordenar todo este processo e fornecer contínua liquidez para evitar este tipo de situação.

    Leituras recomendadas:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1015

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387
  • Samuel Junior  24/09/2013 15:26
    Pessoal vcs já assistiram o documentário "O Segredo de Oz"? O que vcs acham?
  • Bernardo  03/05/2014 16:26
    Ora, é preciso separar o 1o filme Zeitgeist (que foi por um caminho ruim), dos outros 2, que são bons.

    Existe uma série de referências reais, inclusive com o caso de Jerome Daly. Infelizmente o sistema bancário/monetário é obscuro para nós e, obviamente, de maneira proposital.

    E quem dera que adolescentes perdessem 6 horas assistindo os 3 filmes Zeitgeist ou talvez 4h, assistindo o 2o e o 3o. Infelizmente um adolescente não está interessado nesse tipo de documentário.
  • pedro felipe  04/05/2014 20:22
    amigo eu queria saber onde encontro a lei de reserva fracionária brasileira, porque não é que discorde da taxa de 28% brasileira que você mencionou, mas apenas quero ter certeza do que está dizendo. desde já agradeço.

    https://www.youtube.com/watch?v=mUvLl2iaFO8

    https://www.youtube.com/watch?v=duCaiLNG2ZA

    https://www.youtube.com/watch?v=75CYO_BNnG4

    amigo queria saber sua opinião sobre esses documentários.... um é continuação do outro. se você discordar aponte os pontos por favor... ficaria agradecido sou bem novo, ainda vou entrar na faculdade ainda não tenho tanto conhecimento mas me interessei pelo seu site e vou da uma olhada.
  • Mário   04/05/2014 21:39
    Eis os valores atualizados para depósitos à vista, a prazo e caderneta de poupança:

    www.bcb.gov.br/htms/novaPaginaSPB/Resumo_das_normas_dos_compulsórios.pdf

    Aproveitando, digo que o melhor artigo sobre o sistema bancário brasileiro é esse:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387

  • Antony  21/05/2014 03:34
    Perfeito esse artigo.
    Já li a respeito da reserva fracionária em sites gringos, porém não sabia da existência deste site.
    Está de parabéns!

    Quanto ao documentário The Zeitgeist, recomendadíssimo o pessoal assistir. Ele abre sua mente para outros problemas que até então não são percebidos para a maioria das pessoas.

    Porém não acreditem em tudo que se vê, existem furos no documentário. Porém em geral é excelente.

    Alguém aqui já ouviu falar do Projeto Venus?
  • Ricardo  21/05/2014 11:45
    Esse é melhor, mais completo e voltado para o Brasil:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387
  • Emerson Luis, um Psicologo  28/05/2014 19:10

    João deposita $1000 no banco X.

    Pedro empresta $1000 do banco X.

    João saca os seus $1000 antes que Pedro pague os seus.

    Resultado: há $2000 em um mercado onde só havia $1000, sem que nada tenha sido produzido.

    * * *
  • CÁSSIO  14/06/2014 14:34
    desculpe acho que não entendi, sera que na verdade as pessoas tendo perdido os bancos, pois imagino que se um banco virasse um simples depósito digamos lastreando 100% do que deposito, ele estaria muito preocupado em fazer empréstimos, realmente preocupado, e as pessoas mesmo vendo que não poderiam pegar emprestimos recorreriam a agiotangem, para consegui-los, por assim dizer fazendo o mesmo papel, pois o que estamos falando e da segurança do que deposita, digamos 3%, 5% porcento de confiança. Acho que é só uma questão então de trocar de palavra, pois a verdade é que as pessoas iriam trocar os empréstimos por contas de seguros, isto mais difícil mesmo, por fim que as pessoas prefiram mesmo essa conta mais arriscada pois é a mais acessível. Queria saber então a opinião de voces, não seria o caso de sabermos antes a capacidade dos bancos emprestarem se tiverem um lastro no padrão ouro.
  • Ali Baba  02/12/2014 18:05
    Uma cooperativa de crédito no Brasil também opera sob o regime de reservas fracionárias?
  • Marcelo  28/09/2015 19:49
    Se cada banco tivesse sua moeda o número de fraudes iria aumentar deixando os prejuízos para a população, tornando esse sistema insustentável e com o tempo formando carteis de bancos "confiáveis" que cedo ou tarde se unificariam, consequentemente com a moeda. O grande problema dos bancos é a falta de transparência, pois a mesma implica em uma redução de seu lucro, um banco central estatal com poder de fiscalização e desmantelamento de monopólios já é o suficiente para regular o mercado. Hoje o FED é dos bancos e a unificação deles só aumenta, imagina quando não há uma regra, a sociedade ia ser refém de monopólios e agiotas.

    Não sei que obsessão é essa de achar que o mercado consegue se auto-regulamentar, se um dia a burguesia investiu no rei é justamente porque o lucro é a lógica do comércio, mesmo que seja através do não cumprimento dos seus acordos, assim é necessário de um órgão regulamentador que não siga a lógica do mercado.
  • da Nóbrega  28/09/2015 21:32
    Marcelo, a sua lógica é sensacional. Ei-la:

    1) Hoje, os bancos formam cartéis e mandam no Banco Central, cuja existência dá grandes poderes aos bancos. (Correto).

    2) É necessário quebrar esse cartel. (Correto).

    3) Como? Impedindo que outros bancos surjam e gerem concorrência, pois esses bancos que entrarem no mercado certamente serão escroques (só falta você explicar como é que escroques conseguem se estabelecer no mercado a ponto de roubar clientes dos grandes).

    Lógica genial.

    Mas o melhor é essa parte: "com o tempo formando carteis de bancos "confiáveis" que cedo ou tarde se unificariam, consequentemente com a moeda"

    Ou seja, o pior que você consegue conceber em tal cenário é justamente um retorno ao cenário que já existe hoje!

    Gênio.
  • Rodrigo  13/11/2015 12:58
    Um ponto em comum entre os liberais e a Esquerda eles também querem acabar com o sistema de reserva fracionaria.
  • Pedro Silva  19/03/2016 00:00
    Cara, simplesmente amei!!! Parabéns ao criador do artigo!!! Parabéns também ao canal Ideias Radicais que sempre recomenda esses artigos (desse site).


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