O sistema bancário de reservas fracionárias
por , terça-feira, 11 de maio de 2010

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N. do T.: Talvez o aspecto mais crucial de qualquer sistema econômico seja o seu sistema bancário.  Entretanto, essa é uma área sobre a qual pouquíssimas pessoas entendem.  Muitos, aliás, sequer conhecem seu funcionamento mais básico — algo que serve apenas para ajudar o regime.  No artigo a seguir, Murray Rothbard não apenas ensina o funcionamento dessa instituição, como também explica por que todo o sistema bancário que funciona sob a regulamentação de um banco central é um cartel por natureza — no caso, um cartel legalizado e fomentado pelo estado.  A história sobre o surgimento dos bancos centrais varia de país para país; porém, sua função de cartelizador do sistema bancário é a mesma, independente do continente.

Obs: dentro da Escola Austríaca, Rothbard é da ala (majoritária) que acredita que o sistema bancário de reservas fracionárias é uma atividade inerentemente fraudulenta.  Outros austríacos não pensam assim.  Amanhã publicaremos um artigo com esse outro ponto de vista.

 

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O sistema bancário é uma parte particularmente hermética e misteriosa do sistema econômico; um dos problemas é que a palavra "banco" engloba muitas atividades distintas, e com implicações muito diferentes.  Durante o Renascimento, os Médici, na Itália, e os Fugger, na Alemanha, eram conhecido como "banqueiros".  Entretanto, seus bancos não apenas eram privados como também surgiram como sendo uma atividade legítima, não inflacionária e altamente produtiva.  Essencialmente, eles eram "banqueiros-mercadores", que começaram sua carreira como notórios comerciantes.  No decurso de sua profissão de comerciante, esses mercadores começaram a conceder crédito a seus clientes, e, no caso específico dessas duas grandes famílias de banqueiros, a parte de suas atividades que mexia com crédito ou operações bancárias passou a ofuscar suas outras atividades comerciais.  Essas empresas emprestavam dinheiro oriundo de seus próprios lucros e poupanças, e cobravam juros sobre esses empréstimos.  Assim, elas canalizavam sua própria poupança para investimentos produtivos.

Quando os bancos limitam-se a emprestar sua própria poupança, ou a mobilizar a poupança de terceiros, suas atividades são produtivas e irrepreensíveis.  Mesmo no atual sistema bancário, se eu comprar um Certificado de Depósito Bancário (CDB) resgatável em seis meses, e ganhar sobre essa aplicação uma determinada taxa de juros, estou apenas pegando minha poupança e emprestando-a ao banco, que, por sua vez, irá emprestá-la a terceiros e cobrar uma taxa de juros maior do que a que ele vai me pagar, sendo essa diferença embolsada pelo banco como recompensa pela tarefa de ter direcionado minha poupança para tomadores de empréstimos produtivos ou dignos de crédito.  Não há problema algum com esse processo.

O mesmo é válido até mesmo para os grandes "bancos de investimento", que se desenvolveram à medida que o capitalismo industrial foi prosperando no século XIX.  Os banqueiros de investimentos normalmente utilizavam seu próprio capital, ou o capital investido ou emprestado por terceiros, para financiar a aquisição de capital de grandes corporações.  Eles faziam isso vendendo títulos a acionistas ou credores.  O problema com os bancos de investimento é que um de seus principais campos de investimento passou a ser o financiamento de títulos do governo.  Isso os mergulhou profundamente no mundo da política, dando-lhes um poderoso incentivo para pressionar e manipular governos para que estes aumentassem impostos, possibilitando assim o pagamento dos títulos governamentais em posse sua e de seus clientes.  Donde advém toda a poderosa e perniciosa influência política desfrutada pelos bancos de investimento nos séculos XIX e XX: em particular os Rothschild, na Europa Ocidental, e Jay Cooke e os Morgan, nos EUA.

Já no final do século XIX, os Morgan tomaram a iniciativa de pressionar o governo dos EUA para que este cartelizasse as indústrias nas quais eles, os Morgan, estavam interessados — primeiro as ferrovias e depois as fábricas.  A intenção era proteger esses setores da livre concorrência utilizando o poder do governo de modo que lhes possibilitasse restringir a produção e aumentar os preços.  Em particular, os banqueiros de investimento haviam se tornado um grupo bastante ativo na busca pela cartelização dos bancos comerciais. 

Em certa medida, os banqueiros comerciais emprestam seu próprio capital e dinheiro adquiridos via CDBs.  Mas os bancos comerciais são, na verdade, "bancos de depósito" que se baseiam em uma fraude colossal: a ideia, na qual a maioria dos depositantes acredita, de que seu dinheiro está de fato no banco, pronto para ser resgatado a qualquer momento.  Se João tem uma conta-corrente de $1.000 em um banco local, João sabe tratar-se de um "depósito à vista", isto é, ele sabe que o banco promete pagar-lhe $1.000 em dinheiro, de imediato, a qualquer momento que ele queira "retirar seu dinheiro".  Naturalmente, os Joões desse mundo estão convencidos de que seu dinheiro está lá no banco, seguro, esperando para ser sacado a qualquer momento.  Portanto, eles pensam em suas contas-correntes como sendo o equivalente a um recibo de armazenagem.  Se uma pessoa coloca uma cadeira em um armazém antes de sair para uma viagem, ela espera recuperar essa cadeira assim que ela voltar e apresentar seu recibo.  Infelizmente, embora os bancos aparentemente funcionem como armazéns, os depositantes na realidade são sistematicamente iludidos.  Seu dinheiro não está lá.

Um armazém honesto garante que os bens entregues a seus cuidados estejam lá, no almoxarifado ou no cofre.  Mas os bancos operam bem diferentemente, pelo menos desde a época de bancos de depósito como o Banco de Amsterdã e o de Hamburgo, ainda no século XVII.  Estes de fato agiam como armazéns, lastreando todos os seus recibos com os ativos que eram nesses bancos depositados, como ouro e prata.  Essa forma honesta de banco de depósito é chamada de sistema bancário com 100% de reservas.  Porém, desde então os bancos assumiram o hábito de criar recibos de armazenagem (na época, notas bancárias; atualmente, depósitos em conta-corrente) sem qualquer lastro.  Essencialmente, eles se tornaram fraudadores que criam falsos recibos de armazenagem que circulam como se fossem genuínos e totalmente lastreados por cédulas de dinheiro.  Os bancos ganham dinheiro ao simplesmente criarem dinheiro do nada — antes, eles podiam criar suas próprias cédulas; hoje, eles criam apenas depósitos eletrônicos. 

Esse tipo de fraude ou falsificação é dignificado com a alcunha "sistema bancário de reservas fracionárias", o que significa que os depósitos bancários são lastreados por apenas uma pequena fração do dinheiro que o banco promete ter em mãos no momento do resgate.  [Nos EUA, esse valor sempre girou em torno de 10%.  No Brasil, ele era de 36% até outubro de 2008.  Atualmente está em 28%]

Vejamos como funciona o processo de reservas fracionárias na ausência de um banco central.  Eu crio o Banco Rothbard e invisto nele, como capital inicial, $1.000 em moeda física (se é ouro ou cédula de papel não interessa nesse caso).  Então eu "empresto" $10.000 para alguém, que irá ou gastar com consumo puro e simples ou investir em seus negócios.  Agora, como é que eu posso "emprestar" mais do que eu tenho?  Ahh, essa é a mágica da "fração" das reservas fracionárias.  Eu simplesmente crio uma conta-corrente de $10.000 e empresto alegremente esse valor para o senhor José.  E por que José vai querer esse empréstimo de mim?  Por que ele não procura outros meios?  Bom, como eu não preciso poupar $10.000 (apenas $1.000), eu posso cobrar juros menores do que cobrariam aqueles reais poupadores que porventura também estivessem dispostos a emprestar (nesse caso, $10.000 genuinamente poupados).  Eu estou em vantagem; eu posso simplesmente criar dinheiro do nada.  (Nos EUA, durante um período do século XIX, eu poderia emitir minhas próprias cédulas; hoje, o Federal Reserve monopoliza a emissão monetária. Veja mais aqui, em especial a nota 26).

Uma vez que os depósitos à vista no Banco Rothbard funcionam como o equivalente a dinheiro, a oferta monetária do país, magicamente, aumentou em $10.000.  O processo inflacionário e fraudulento começou.

O economista inglês do século XIX, Thomas Tooke, disse que "livre comércio no sistema bancário é o equivalente a um livre comércio de trapaça".  Não obstante isso seja verdade, é válido lembrar que sob um livre mercado genuíno — isto é, um sistema em que não haja uma blindagem governamental ao setor — há obstáculos severos a esse processo fraudulento.  Um sistema bancário totalmente desregulamentado e sem a proteção estatal é chamado de "sistema bancário livre" ou "livre atividade bancária" (free banking).

Nesse sistema, por que alguém deveria confiar em mim?  Por que alguém iria aceitar as promessas de pagamento — isto é, o dinheiro eletrônico na conta-corrente — do Banco Rothbard?  E, mesmo que alguém confiasse em mim, ainda haveria outro problema grave: esse sistema bancário é de livre concorrência, sendo que a entrada no setor é livre.  E o Banco Rothbard está limitado à sua clientela.  Assim, após eu ter criado uma conta-corrente para José, na forma de empréstimo, ele irá gastar esse dinheiro.  Afinal, para que mais ele pediria um empréstimo?  E mais cedo ou mais tarde, esse dinheiro que ele gastou (eletronicamente) será gasto na compra de bens ou serviços de clientes de algum outro banco — por exemplo, do Banco Rockwell.

Mas tudo o que o Banco Rockwell recebeu foi dinheiro eletrônico (um recibo de armazenagem em nome do Banco Rothbard). E o Banco Rockwell não está muito interessado em manter uma conta-corrente em meu banco; ele quer ter suas próprias reservas monetárias (moeda física) para que ele próprio possa criar dinheiro em cima dessas reservas (esse ato de criar dinheiro fictício sobre dinheiro real é chamado de 'piramidar', pois trata-se de um pirâmide invertida: a base é menor do que o topo).  Portanto, se o Banco Rockwell receber um cheque ou um depósito eletrônico (via cartão de débito) de $10.000 em nome do Banco Rothbard, ele vai demandar a transferência de $10.000 em moeda física, para que ele possa piramidar em cima dela.

Mas eu, obviamente, só tenho $1.000, e não posso pagar esses $10.000.  Portanto, estou acabado. Quebrado e falido.  Em termos de justiça, eu deveria ir para a cadeia como um fraudador.  E tanto eu quanto a falsa conta-corrente que criei estaríamos fora do jogo e fora da oferta monetária.

Assim, sob um sistema de livre concorrência, e sem o governo para ajudar os fraudadores, haveria um espaço bastante limitado para a prática da falsificação permitido pelas reservas fracionárias.  Os bancos até poderiam formar cartéis para se protegerem mutuamente, mas geralmente cartéis não funcionam bem em um mercado onde não há proteção governamental, onde o governo não suprime e elimina aqueles concorrentes que insistem em quebrar cartel — nesse caso, para quebrar o cartel bastaria que um banco concorrente exigisse o pagamento de algum outro banco que tivesse praticado essa falsificação em larga escala.

Banco Central

Daí é possível entender todo o esforço que os próprios banqueiros fizeram para que o governo cartelizasse sua indústria através de um banco central.  A instituição do banco central começou com o Banco da Inglaterra na década de 1690, espalhou-se para o resto do mundo ocidental nos séculos XVIII e XIX, até que finalmente foi imposto nos EUA em 1913.  Particularmente entusiasmados com a ideia de um banco central estavam os banqueiros de investimento, como os Morgan, pioneiros na ideia do cartel econômico e que, já a essa época, haviam se expandido para o setor de bancos comerciais.

No sistema atual de bancos centrais, o governo concede ao Banco Central o monopólio da emissão de cédulas monetárias, que passam então a ser o "padrão" monetário do país.  Sabemos que os indivíduos usam dinheiro tanto em sua forma física (cédulas e moedas metálicas) como em sua forma eletrônica (depósitos bancários).  Assim, se eu quiser resgatar $1.000 em cédulas de minha conta bancária, o banco tem de ir ao Banco Central e sacar esse dinheiro da conta-corrente que esse banco tem junto ao Banco Central.  Ou seja, Banco Central age como o banco dos banqueiros. 

Essas contas-correntes que os bancos mantêm junto ao Banco Central são obrigatórias e constituem suas reservas compulsórias, sobre as quais eles podem 'piramidar', criando uma quantia fictícia de dinheiro inversamente proporcional à taxa que determina essas reservas compulsórias.  É o Banco Central quem determina o valor dessas taxas.  [Nos EUA, o compulsório é 10% do valor total dos depósitos em conta-corrente, o que significa que os bancos americanos podem criar dinheiro no valor de até 10 vezes o total de reservas compulsórias (1/0,10); no Brasil, como o compulsório atual é de 28%, esse valor é de até 3,6 vezes (1/0,28)]

Veja como esse processo de fraudulência funciona no mundo atual.  Digamos que o Banco Central, como de praxe, decide que quer expandir (leia-se inflacionar) a oferta monetária.  O Banco Central então vai até o mercado (chamado de "open market" ou mercado aberto) e compra um ativo.  Não importa qual ativo ele compra; o ponto importante é que ele vai criar dinheiro eletronicamente, simplesmente apertando teclas em um computador.  O Banco Central poderia, caso quisesse, comprar qualquer ativo que lhe aprouvesse, inclusive ações, edifícios ou moeda estrangeira.  Na prática, ele compra títulos do Tesouro.

Suponhamos que o Banco Central queira comprar $10.000.000 em títulos do Tesouro.  Esses títulos estarão em posse de um dealer "aprovado" pelo governo. [Dealers são instituição credenciadas para efetuar essas operações de mercado aberto.  No Brasil, os dealers são os principais bancos do país. Veja a lista deles].  Nesse caso, o Banco Central vai simplesmente acrescentar eletronicamente $10.000.000 na conta-corrente que esse dealer tem junto ao BC (o compulsório) em troca dos títulos do Tesouro.  De onde o BC tirou os $10.000.000 para pagar o dealer?  De lugar nenhum.  Ele criou esse dinheiro do nada.  O dealer (um banco qualquer) agora está com excesso de reservas depositadas junto ao BC.  A "oferta monetária" do país aumentou em $10.000.000; nenhuma outra conta-corrente sofreu qualquer decréscimo.  Houve um aumento líquido de $10.000.000.

Mas isso é apenas o início do processo inflacionário e fraudulento.  O banco que recebeu esses $10.000.000 ainda está com esse dinheiro parado em suas reservas compulsórias junto ao BC.  Isso significa que suas reservas cresceram $10.000.000 e que — a menos que haja alguma elevação da taxa do compulsório — o banco pode agora 'piramidar' sobre elas.  Esse banco pode agora criar novas contas-correntes baseadas nessas reservas e, à medida que esse dinheiro recém-criado vai vazando para outros bancos (como aconteceu com o Banco Rothbard), cada um desses outros bancos, através do mesmo processo, pode montar seu próprio esquema inflacionário, até que o sistema bancário como um todo tenha aumentado seus depósitos à vista em $100.000.000, dez vezes a compra original de ativos feita pelo BC [nesse exemplo, a taxa de compulsório foi de 10%.  No Brasil, como uma taxa de 28%, o valor final seria de aproximadamente $35.700.000].

Quando o sistema bancário pode manter reservas que totalizam apenas 10% de seus depósitos, como no exemplo acima, o "multiplicador monetário" — a quantia de depósitos que os bancos podem expandir sobre suas reservas — é 10.  Uma compra de ativos no valor de $10 milhões feita pelo BC gera um aumento de dez vezes — $100 milhões — na oferta monetária do sistema bancário como um todo.

Curiosamente, todos os economistas concordam com a mecânica desse processo, ainda que eles, obviamente, discordem fortemente quanto à avaliação moral ou econômica desse processo.  Mas infelizmente, o público em geral, não iniciado nos mistérios do sistema bancário, segue acreditando que seu dinheiro permanece "no banco".

Dessa forma, o Banco Central age como o criador e o xerife de um gigantesco cartel bancário protegido pelo governo; o BC, além de socorrer aqueles bancos que estão em dificuldades, ainda centraliza e coordena todo o sistema bancário de modo que todos os bancos possam inflacionar conjuntamente.  Sob um sistema bancário livre e desregulamentado, um banco que inflacionasse mais do que seus concorrentes estaria em eminente perigo de falência.  Porém, quando há um banco central, todos os bancos podem confortavelmente inflacionar em conjunto.

Por fim, suponhamos que, amanhã, todo o público repentinamente se desse conta da fraude que é o sistema bancário, corresse para os bancos e, em uníssono, exigisse a retirada de seu dinheiro.  O que aconteceria?  Os bancos instantaneamente se tornariam insolventes, pois possuem apenas uma pequena fração de todo o dinheiro que devem aos seus perplexos clientes.  Uma opção seria implementar um enorme aumento nos impostos para ressarcir esses correntistas.  Porém, é óbvio que tal medida não seria muito palatável.  Assim, a única coisa que o BC poderia fazer — e isso seria exclusivamente de sua competência — seria imprimir uma quantia suficiente de dinheiro para pagar todos os correntistas.

Desnecessário dizer que os correntistas, agora encorajados por esse gigantesco socorro, irão prontamente redepositar essa enorme quantidade de dinheiro nos bancos, aumentando o total de reservas bancárias e possibilitando uma imediata expansão da oferta monetária, seguindo os mesmos preceitos já descritos.  Uma inflação rampante e a destruição total da moeda seriam as conseqüências inevitáveis.

Murray N. Rothbard (1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute e do Center for Libertarian Studies.



49 comentários
49 comentários
Cristovam 15/05/2010 09:33:34

É incrível como a junção entre governo e cartéis, monopólios, oligopólios...fraudam o público incauto e ignorante destas falcatruas.

Responder
Caio Augusto 21/05/2010 10:14:08

Há tempos, eu queria saber como o Banco Central carteliza o sistema bancário... Agora eu sei. =)

Responder
Marcelo Costa 08/07/2010 00:10:49

Leandro, o que você acha sobre as teorias conspiratórias, sobre a escravidão da população por meio do sistema monetário, apresentadas no filme Zeitgeist?

Ele fala sobre o sistema bancário de reservas fracionárias também.

www.youtube.com/watch?v=VOPl1ECZnIo&NR=1

Se não assistiu, vale a pena. É bem instigante rs

Responder
Thiago 04/11/2010 14:25:43

faça me favor.. Zeitgeist é uma piada, aqui, estamos conversando sobre uma escola economica muito bem conceituada e embasada, ao longo de séculos, enquanto zeitgeist é repleto de mentiras, fontes duvidosas, e só instiga a juventude que ao inves de lê, fica vendo filme que bombardeiam com informação e não conseguem verificar a legitimidade de tais informações!\r
Esse cara aqui, escreve ponto por ponto, critica todo o sistema por tras do movimento zeitgeist. \r
conspiracyscience.com/articles/zeitgeist/part-one

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Fernando Chiocca 04/11/2010 16:28:47

Este documentario na realidade acerta em alguns pontos, pois a escravidão da populção através das conspirações dos bancos centrais é real. Mas, sem base em uma teoria economica válida, acabam falando um monte de outras besteiras.
Este vídeo mostra os pontos falhos e acertados: Stefan Molyneux Zeitgeist Addendum Review

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MARCELO 08/02/2011 15:58:44

Em relação ao Zeitgeist, concordando ou não com o que a obra expõe, é um filme que deve e merece ser visto.
Zeitgeist tem na essência uma preocupação com o ser humano, é absolutamente contestação sem interesse corporativo por trás.
E independente do que o ser pensante ache das conclusões dos filmes(todos 3), sob o aspecto audiovisual é uma grande obra, usa uma linguagem envolvente, acertada e inovadora, uma trilha sonora muito bem acertada, produzida pelo proprio diretor.
Algumas coisas que vemos em Zeitgeist são incostestáveis, como a escravização que a população mundial sofre, em benefício de algumas instituições. Está aí no dia a dia da nossa população. Só não consegur vêr quem está muito alto na piramede.
Todas as informações contidas no filme tem referencias SIM, e podem ser encontradas no site do movimento Zeitgeist.

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Fernando Chiocca 08/02/2011 16:54:58

E o Zeitgeist não aprendem mesmo. É marcelo, eles continuam acertando em uns pontos, mas falham miseravelmente em outros. Fizeram um outro filme e cometeram erros crassos novamente. A parte que citam Mises é uma grande piada. Ou são desonestos ou jamais leram uma linha do que Mises escreveu. E a proposta deles não é novidade alguma, é o mal e velho socialismo que tantas mortes geraram ao longo da história. No fim das contas o Zeitgeist não passa da defesa do assassinato em massa, da fome endemica e da miséria geral.

E o Molyneux fez o favor de perder o tempo dele e responder este novo filme também:

A resposta

A réplica

A tréplica

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Yves 04/04/2016 00:04:59

A discussão é antiga, mas há no Youtube um vídeo com o esse cara de sobrenome francês e o diretor do Zeitgeist. Depois de duas horas de debate, a conclusão é: Não tem nada de teoria econômica profunda e etc, é só visões ideológicas de mundo diferentes.

Responder
João Marcelo Soares 03/08/2010 14:33:56

Esse artigo é simplesmente fantastico Murray. Muito dificil achar bons artigos nessa area em português. Parabens!!
Eu estou fazendo mestrado em finanças em uma universidade Australiana e surpreendemente o sistema fracionario nunca foi mencionado. Sou grande fã da Escola Austríaca, se você tiver qualquer livro para iniciantes para me sugerir, ficaria honrado!
Grande abraço

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mcmoraes 05/11/2010 15:02:40

João, vale a pena dar uma olhada na seção p/ iniciantes do IM.

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jonathan s rodrigues 24/10/2011 17:38:11

interessantíssimo esse artigo,explica muito bem o enriquecimento rápido e como tudo gira em torno de mentiras no mundo financeiro

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ricardo 19/03/2012 16:52:05

Tenho uma dúvida...Sobre o final do texto.

Porque ocorreria uma enorme inflação? Eu entendo que a criaçao de moeda causa inflação, mas nesse caso ela não se somaria a um valor que já existia na economia, ela seria apenas pra repor o que se havia o que os bancos não tinham fisicamente, mas que na prática, fazia parte dos ativos dele.

Responder
ricardo 19/03/2012 17:31:50

Outra dúvida, como em um sistema bancário com 100% de compulsório, o banco pode ter lucro? Se ele tem que guardar no cofre tudo que ele recebe dos correntistas, como ele vai imprestar esse dinheiro e obter o juros?

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JC 19/03/2012 20:30:44

Um banco 100% é em geral um modelo de negócios bem mais modesto para os bancos, e muitos economistas diriam que nem é mais um banco, ou chamariam de 'banco de custódia'.

Este modelo de banco não ganha no spread. Estes bancos de custódia se mantém exclusivamente das taxas, sejam taxas anuais de custódia, como no caso de corretoras de títulos, ou taxas de armazenamento de metais, que giram em torno de 1% ao ano.

Também ganham no spread do câmbio, quando você troca o metal ou ações ou moeda por outra coisa. Em um sistema lastreado por metais, poderiam ganhar da mesma maneira que as bandeiras de cartão, cobrando taxas dos lojistas e dos clientes, pelo uso do 'e-gold', compensando cheques e intermediando transações eletrônicas.

Também há algumas variantes, como bancos de custódia onde apesar das contas dos clientes serem segregadas, você tem depósitos fungíveis, ou seja, qualquer barra de ouro ou ação é igual às outras, e serve para mostrar que o banco tem 100% de reservas para suas contas, ou 100% da carteira dos clientes cobertas.

Para os mais preocupados com eventuais disputas sobre os ativos do banco, há também a opção de manter contas completamente segregadas com ativos individuais, como número de série das barras ou papéis. Talvez a coisa mais segura para um 'gold-bug' que ainda não investiu no seu próprio bunker :). Veja aí casos como o do MF Global que mostram que esta preocupação é extremamente válida.

Mas, como explicado no texto, existem outros modelos bancários sustentáveis. É possível que um banco não seja 100% e também seja honesto e transparente, aceitando depósitos à termo, onde você se compromete a deixar o dinheiro por 6 meses, 1 ou mais anos, rendendo juros. Uma espécie de CDB onde você não tem o direito de sacar a qualquer momento, mas sim conforme a disponibilidade do banco. Um sistema destes é mais barato, e completamente seguro contra corridas bancárias.

Responder
Leandro 19/03/2012 20:39:38

Ricardo, se um enorme volume de correntistas fosse aos bancos sacar seu dinheiro, não haveria dinheiro para todos. Ato contínuo, o BC iria imprimir este dinheiro faltante (que só existe eletronicamente) para satisfazer os desejos de saque dos correntistas. Observe que, até aí, a única coisa que houve foi que dinheiro eletrônico foi transformado em dinheiro físico. Não houve absolutamente nenhuma deflação e nenhum sumiço de dinheiro. E, principalmente, os bancos ainda mantiveram suas mesmas reservas de antes (por exemplo, 10% do valor total das contas-correntes, pois não foram todas as contas-correntes que foram sacadas).

Após isto, caso os correntistas re-depositassem esse dinheiro físico em suas contas-correntes, o total de reservas bancárias iria disparar. E sobre este total, os bancos poderiam criar ainda mais contas-correntes, que é o que geraria este descontrole hiperinflacionário.

Quanto à lucratividade dos bancos em um modelo com 100% de reservas, além de tudo o que disse o JC, um banco também poderá lucrar fazendo a intermediação entre depósitos a prazo e empréstimos. Apenas os depósitos a prazo poderiam ser emprestados. Os bancos ganhariam dinheiro fazendo esta intermediação entre poupadores e tomadores de empréstimos. E também poderiam cobrar -- embora eu acredite que isso não iria acontecer, por causa da concorrência -- pela manutenção das contas-correntes, as quais não rendem juros.

Comentei este assunto de passagem neste podcast.

Abraços!

Responder
Stefan Carrao Pinto 28/04/2013 18:02:39

Leandro
Em relação à sua observação: "Após isto, caso os correntistas re-depositassem esse dinheiro físico em suas contas-correntes, o total de reservas bancárias iria disparar. E sobre este total, os bancos poderiam criar ainda mais contas-correntes, que é o que geraria este descontrole hiperinflacionário."
Diante da solução que você mesmo deu na sua resposta ao Rene mais embaixo ("Logo, o que o BC pode realmente fazer para evitar a hiperinflação neste caso é justamente aumentar a taxa do compulsório, de modo a impedir que este novo dinheiro depositado nos bancos possa servir de lastro para a multiplicação de empréstimos."), a previsão de Rothbard de que "inflação rampante e a destruição total da moeda seriam as conseqüências inevitáveis" não seria exagerada?

Responder
Leandro 29/04/2013 19:06:43

Prezado Stefan, tendo a concordar com você, mas por outros motivos.

O Banco Central elevar o compulsório para 100% não seria uma atitude politicamente aceitável e tampouco seria algo provável de ocorrer -- lembre-se que um Banco Central existe para atender a interesses dos bancos, para protegê-los e cartelizar o setor; um Banco Central raramente contraria os interesses de banqueiros.

Em minha opinião, a preocupação quanto a uma hiperinflação é descabida por outros motivos: não é do interesse dos banqueiros gerar uma hiperinflação. É verdade que o atual arranjo financeiro e monetário produz inflação contínua, porém não creio que ele possa levar à hiperinflação, e pelo simples fato de que não é do interesse dos bancos gerarem hiperinflação.

Imagine que você seja um banqueiro. Você fez vários empréstimos. Você espera que todos esses empréstimos sejam quitados. Mais ainda: você espera que esses empréstimos sejam quitados com uma moeda que tenha poder de compra. Sendo assim, torna-se óbvio que, se você produzir uma hiperinflação, o maior prejudicado será você próprio: todos os seus empréstimos serão quitados com uma moeda cujo poder de compra não vale mais nada. Quando você concedeu o empréstimo, a moeda valia alguma coisa; quando você recebeu o pagamento do empréstimo, a moeda não valia mais nada. Consequentemente, seus ativos (empréstimos pendentes) perderão a maior parte do seu valor, seu balancete irá para o vermelho e você quebrará.

Adicionalmente, há também o fato de que banqueiros também querem se aposentar. Logo, eles também possuem investimentos em planos de previdência. Se gerarem uma hiperinflação, eles também serão duramente afetados. Sua poupança não mais valerá nada.

Vale lembrar que, até hoje, todos os fenômenos de hiperinflação que o mundo vivenciou ocorreram em um arranjo em que o Banco Central imprimia dinheiro e o injetava diretamente na economia, sem depender do sistema bancário. Naquela época, os bancos centrais podiam comprar títulos diretamente dos respectivos Tesouros, algo que hoje não pode mais.

O BC imprimia dinheiro, dava para o Tesouro e dali o dinheiro já entrava na economia. Hoje, o arranjo é diferente. Os BCs não podem mais financiar diretamente o Tesouro. Eles podem apenas comprar títulos do Tesouro que estão em posse dos bancos. Isso significa que o dinheiro só entra na economia se os bancos concederem empréstimo.
Alemanha na década de 1920, Hungria no pós-guerra, Brasil, Peru, Bolívia e Argentina na década de 1980, Zimbábue recentemente -- tudo obra de um Banco Central que podia monetizar diretamente a dívida do governo.

Atualmente, apenas países mais avacalhados (Argentina e Venezuela, por exemplo) continuam com este sistema de financiamento direto das contas do governo.

Portanto, ficamos assim: o antigo arranjo financeiro, em que o BC podia jogar dinheiro diretamente na economia, tendia a gerar hiperinflações recorrentes. Já o atual arranjo financeiro, em que o BC depende do sistema bancário para que o dinheiro entre na economia, não tende a produzir hiperinflação, mas produz uma contínua e "moderada" inflação de preços (no Brasil, entre 4 e 10% ao ano). Produz também os ciclos econômicos, algo que o primeiro arranjo não gerava (ele já ia diretamente para a hiperinflação, destruindo a divisão do trabalho).

Abraço!

Responder
Stefan Carrao Pinto 30/04/2013 03:25:47

Obrigado, Leandro, o seu esmero nas respostas me surpreende.
Duas coisas:
1) posso concluir que a única hipótese de os BCs, no quadro atual (exceto Argentina, Venezuela & cia.), imprimirem cédulas é para cobrir eventuais resgates de compulsório por bancos exclusivamente para atenderem a saques de titulares de contas-correntes?; e
2) seria possível acrescentar aos textos as datas de suas elaborações originais?
Abraço.

Responder
Leandro 30/04/2013 12:51:38

Correto, Stefan.

Sempre tenha em mente que o Banco Central faz apenas duas coisas: cria dígitos eletrônicos nas reservas bancários e estipula o valor do compulsório. Isso é tudo o que um Banco Central faz. Quando destituído de toda a pompa e magnificência que o cercam, toda a atividade do BC se resume a isso: acrescentar dígitos nas reservas bancárias e estipular o valor do compulsório. Só.

Quem imprime as cédulas bancárias é a Casa da Moeda. Sempre que um banco avisa ao Banco Central que terá de transformar parte de suas reservas em dinheiro -- para manter seus caixas eletrônicos abastecidos e para satisfazer a demanda por saques de seus clientes --, o BC autoriza a Casa da Moeda a imprimir essa quantidade de cédulas. É assim que o sistema funciona.

Recomendo este artigo, que é mais completo:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387

Abraço!

P.S.: as datas estão logo embaixo do título do artigo, ao lado do nome do autor.

Responder
Stefan Carrao Pinto 30/04/2013 14:07:42

Obrigado pela resposta precisa.
Eu digitei diretamente imprimir porque estava com o art. 10, I, da L. 4.595/1964 na minha frente (sou advogado, né?, hehe...), mas eu já havia lido aqui no site sobre esse procedimento. A minha dúvida era apenas quanto a essa única situação dos saques, e você a resolveu.
O texto que você recomendou (O sistema bancário brasileiro e seus detalhes quase nunca mencionados) é justamente o que estou lendo no momento, apesar da dificuldade em entender balancetes.
Quanto às datas originais, vejo que Rothbard faleceu em 1995, mas esse texto consta como recente (2010), assim como os de Mises, Hayek e etc., pelo que presumo que é a data da tradução.
Abraço.

Responder
JC 19/03/2012 21:27:21

"Após isto, caso os correntistas re-depositassem esse dinheiro físico em suas contas-correntes, o total de reservas bancárias iria disparar."

É mesmo, não tinha atentado para este detalhe interessante. Acho que é quase garantia de que viria mensagem presidencial em rede nacional e um pacote no dia seguinte mudando as regras e o multiplicador para conter a dinheirama.

Responder
Marc... 18/05/2012 08:47:39

Simulador de reservas fracionárias:
www.activistpost.com/2012/05/frackin-reserve-fractional-reserve.html

Responder
Rene 04/09/2012 15:57:55

Leandro,
Sou estudante de engenharia,porém nos ultimos dias venho me interessando muito por economia e tenho aprendido muito com esse site.
Tenho algumas dúvidas:

"Desnecessário dizer que os correntistas, agora encorajados por esse gigantesco socorro, irão prontamente redepositar essa enorme quantidade de dinheiro nos bancos, aumentando o total de reservas bancárias e possibilitando uma imediata expansão da oferta monetária, seguindo os mesmos preceitos já descritos. Uma inflação rampante e a destruição total da moeda seriam as conseqüências inevitáveis."

Para o mercado(excetuando os bancos,devido ao efeito piramidar), não houve mudanças na "quantidade "de dinheiro certo? apenas agora eu tenho fisicamente. Oque não significa que eu vou gastá-lo mais ou de modo diferente de quando eu tinha digitalmente, ou seja, a relação oferta/demanda e poder de compra não alterou. Depois que as pessoas tivessem redepositado o BC não poderia "destruir" esse dinheiro para que voltasse ao estágio anterior? todo dinheiro existente é de depósito compulsório ( de outros bancos) ou existe dinheiro pertencente ao BC?
Uma última pergunta: porque a responsabilidade de pegar o dinheiro é do BC? Já que foram os bancos que "arriscaram" criar esse dinheiro, eles não deveriam simplesmente falir??

Talvez haja erros conceituais, como disse estou estudando por conta própria não faz mto tempo.

Atenciosamente,

Responder
Leandro 04/09/2012 16:21:26

Prezado Rene, o BC "destruir" o dinheiro que foi redepositado nos bancos significa reduzir a quantidade de reservas bancárias, por definição. Se ele fizer isso, a relação "reservas bancárias/depósitos em conta-corrente" ficaria muito abaixo do compulsório que ele próprio determinou.

Portanto, para o BC reduzir as reservas bancárias ele terá também de reduzir as contas-correntes. Caso contrário, o compulsório estará sendo violado. Mas como reduzir as contas-correntes das pessoas?

Logo, o que o BC pode realmente fazer para evitar a hiperinflação neste caso é justamente aumentar a taxa do compulsório, de modo a impedir que este novo dinheiro depositado nos bancos possa servir de lastro para a multiplicação de empréstimos.

Leia minha resposta acima ao leitor Ricardo para entender melhor este mecanismo.

Quanto aos bancos falirem, de fato é isso o que deveria acontecer. Mas o Banco Central existe justamente para proteger o sistema bancário contra falências. Só que ninguém parece entender isso. Todo o sistema é um enorme cartel protecionista.

Para entender detalhes específicos sobre como realmente funciona o sistema bancário, sugiro este artigo:

O sistema bancário brasileiro e seus detalhes quase nunca mencionados

Para entender como o Banco Central protege o sistema bancário, recomendo este artigo:

Fazenda ou Banco Central - quem é o responsável pela atual disparada de preços no Brasil?

Abraços!

Responder
Bernardo Fachini 01/10/2012 07:27:50

Leandro, pegando carona na dúvida do Rene, pergunto-te:

a) o depósito compulsório que o Banco Rothbard deve manter no Banco Central constitui patrimônio do próprio Banco Rothbard? Ou seja, é um ativo contábil que o dono do Banco (no caso, o próprio Murray Rothbard) pode "reaver" se resolver fechá-lo (e depois de liquidar o passivo)?
b) esse depósito compulsório tem base física? Existe um cofre no Banco Central onde este estoca as cédulas compulsoriamente depositadas pelo Banco Rothbard? Ou o depósito compulsório consiste em meros dígitos eletrônicos?

Não posso deixar de agradecer (i) o Leandro Roque pelo incansável trabalho que vem fazendo à frente do IMB e (ii) os seus instituidores e patrocinadores, os quais pouparam recursos no passado que agora permitem que o site funcione e que todos os que nele trabalham tenham renda.

Responder
Leandro 01/10/2012 08:18:22

Prezado Bernardo,

a) Sim, é um ativo do Banco Rothbard e é especificado em seus balancetes como "reservas". O Banco Central se apropria deste dinheiro apenas para efeito de política monetária. Mas o dinheiro é um ativo é do banco Rothbard.

b) Estas reservas podem ser tanto na forma de moeda eletrônica quanto na forma de dinheiro físico. O que ocorre na prática é que os bancos depositam moeda eletrônica no Banco Central e direcionam moeda física para seus próprios cofres e para os caixas eletrônicos (ATMs) de suas agências. Este dinheiro físico em caixas eletrônicos também é, como dito, computado como "reservas".

Sim, existe um cofre no Banco Central para se estocar cédulas, mas tais cédulas são majoritariamente cédulas que serão destruídas (pois estão gastas) ou cédulas recém-impressas que serão distribuídas para as filiais do Banco Central em Belo Horizonte, São Paulo, Rio, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador, Recife e Belém (a sede, obviamente, é em Brasília), como bem mostrou o filme brasileiro Assalto ao Banco Central.

Grande abraço e obrigado pelos elogios e pelo reconhecimento.

Responder
Daniel 14/06/2013 14:52:09

Desculpe mas o documentário Zeitgeist já refutou o sistema econômico atual, que, ao criar dinheiro do nada, permite que crises como a de 2008 aconteçam. Note que o resgate bilionário aos bancos só aconteceu porque as pessoas em pânico sacaram seu dinheiro ao mesmo tempo, expondo o "furo" mostrado no documentário, o que obrigou os governos a injetarem dinheiro público para cobri-lo. Enquanto isso, os banqueiros mantiveram suas fortunas intactas, ganhas por meio desse ROUBO legalizado chamado sistema bancário. Quando um banco faz empréstimos, ele está criando dinheiro do nada, sem valor real algum, mas pode tomar bens reais caso os empréstimos de dinheiro de mentira não sejam pagos. O capitalismo está baseado e não poderia sobreviver sem isso. O lucro exige a criação de dinheiro do nada, a partir do momento em que todos tenham que lucrar sempre. Exemplo: eu lhe vendo os periféricos e as partes internas de um computador por, digamos, 1000 reais, e você monta o computador e o revende por 2000 reais. De onde saíram os 1000 reais correspondentes ao seu lucro?

Responder
Rudson 14/06/2013 15:44:35

Não, o capitalismo não depende disso que o zeitgeist critica. Ainda que a crítica inicial dele (sobre como bancos criam dinheiro do nada) coincida bastante com a teoria austríaca - que, diga-se de passagem, notou o problema muito antes dos "teóricos" do zeitgeist - ela se mostra equivocada ao acreditar que isso sempre existiu. O atual arranjo monetário surgiu em 1973, quando o governo americano largou o padrão ouro. Até o final da primeira guerra mundial, a grande maioria dos países adotava o padrão ouro. O padrão ouro evita a criação desmensurada de dinheiro do nada. Num sistema desses, e sem um banco central pra imprimir dinheiro a seu bel prazer, qualquer banco que tente expandir a oferta monetária (criar dinheiro do nada) vai eventualmente quebrar.

Então não, a criação de dinheiro da forma como é feita hoje não é condição necessária para a existência do capitalismo - inclusive, ela é prejudicial.

Quanto a pergunta, no capitalismo não ocorre de "todo mundo lucrar". Capitalismo é feito de lucros E perdas. O lucro de um capitalista no mercado vai advir do fato de que os consumidores preferem o seu produto ao do da concorrência. Quem ta lucrando está, através da competição, "tirando" dinheiro dos seus competidores. O lucro, portanto, indica quais bens e serviços estão em maior demanda e, com isso, leva ao aumento da oferta destes produtos. O prejuízo, por outro lado, mostra que determinados bens não estão sendo demandados de forma a justificar sua produção.

No caso de uma base monetária estática - uma quantidade de dinheiro que nunca aumenta - a tendência é uma queda no valor de todos os bens, fazendo com que tudo seja mais barato. Mas isso não reduz os lucros do empreendedor, já que todo mundo fica relativamente mais rico assim.

Responder
Rudson 14/06/2013 15:54:39

Só pra constar, antes que me corrijam. Eu não disse que a primeira guerra mundial acabou em 1973. Até o final da primeira guerra mundial (1914-1918), praticamente dos os países usavam o padrão ouro. Depois, em razão da guerra, vários países o abandonaram por um tempo e tentaram retornar, como a Grã-Bretanha. Com o final da Segunda Guerra Mundial, os países fizeram um acordo em Bretton Woods (onde o FMI e o BIRD foram criados) determinando que os só o Dolar dos EUA seria conversível ao ouro e todas as outras seriam conversíveis para o Dólar. Ou seja, bem ou mal, um padrão ouro ainda vigorava. Em 1971, Nixon passou a deixar o Dólar flutuar frente ao ouro e, em 1973, acabou com a livre conversibilidade. Portanto, desde 1973 há mais qualquer tipo de padrão ouro

Responder
Renato Souza 02/07/2013 12:05:29

Acho que será mais esclarecedor dizer o seguinte: Quando Nixon abandonou o padrão ouro, em 1973, ele abandonou um sistema já falido, um falso padrão ouro. O verdadeiro padrão ouro exige que exista fisicamente ouro nos cofres do garantidor, e não a simples promessa de compra-lo se for necessário.

Um padrão ouro decente exigiria que tanto governo (ou emissores de papel-moeda) quanto banqueiros tivessem sempre em seus cofres aquilo que prometem entregar.

Responder
Bruno 28/03/2015 15:39:20

Eu acho que não foi intenção dos criadores do filme Zeitgeist se auto intitularem como pioneiros dessas informações, eu acho que o intuito do documentário foi instigar as pessoas a pesquisarem, o que funcionou muito bem.

Gostei dos documentários, dos 3, algumas pessoas tendem a criticar o primeiro porque nele eles questionam a mentira da religião, e para entender o sistema monetário, capitalismo e etc, é preciso entender que as religiões são os pilares da sociedade e para a economia, até porque foi durante as Cruzadas que foi estabelecido a primeira forma de sistema bancário, que foi criado pelos cristãos. O sistema monetário atual depende do capitalismo, e o capitalismo depende das religiões, e as religiões dependem da pobreza e da esperança para existir, e isso o capitalismo fornece as religiões, bastante pobreza e desigualdade para que os sacerdotes das religiões ocidentais possam angariar fiéis.

O capitalismo não depende dessa engrenagem, na verdade essa engrenagem que depende do capitalismo. O que o Daniel falou sobre o lucro e de onde vem esse dinheiro é interessante. E a sua explicação evidencia que o lucro serve para tornar pessoas com acesso a determinados recursos cada vez mais poderosas. O capitalismo depende da desigualdade, pois para a sua empresa ser bem sucedida, outra(s) teria(m) que fracassar, ou pior, não ter acesso as mesmas oportunidades que você e ter que trabalhar para você. Vale ainda lembrar que o capitalismo em sua essência já existe há muito mais tempo que o sistema de reserva fracionaria, e sempre existiu desigualdade, fome e miséria, o sistema monetário atual não poderia ser criado sem o capitalismo.

Sem mencionara o fato de que algumas pessoas, que obviamente por não terem acesso a certos conhecimentos e recursos, teriam que apenas ser funcionários (escravos) dessas empresas, o que manteria uma desigualdade, inerente ao fato de existir um sistema monetário igual ao atual.

Então, como opinião pessoal, quando vejo alguém dizendo que o capitalismo não depende na reserva fracionária para existir, a única coisa que vem a cabeça é que essa pessoa está no alto da pirâmide e se sente incomodada quando alguém questiona como o seu estilo de vida foi construído, as custas de pessoas que tem pouco ou quase nada, que nuca terão a mesma oportunidade.

Responder
Stefan Carrão 14/06/2013 17:30:45

Sugiro a leitura de www.mises.org.br/Article.aspx?id=240 (O sistema financeiro é capitalista?) e
www.mises.org.br/Article.aspx?id=188 (O mito de que o laissez faire é o responsável pela crise atual).
Abç.

Responder
Lopes 28/03/2015 17:34:25

Assisti somente ao Zeitgeist: Moving Forward e conheço com alguma superfície o movimento e a proposta do Venus Project, que era aliado a ele (Jacques Fresco e Peter Joseph, na última vez que chequei, tiveram um desentendimento sobre de quem é a ideia do TZM e das cidades especiais e da forma como se unem. É uma batalha por crédito e ego mais do que por teoria e não sei quem venceu).

Em primeiro lugar, a análise do sistema monetário é muito bem feita, porém ela julga que o problema do padrão fiduciário é a usura (a ideia de que como o dinheiro é criado a partir de uma dívida do tesouro [efetivo + juros] e é lançado ao sistema também sob o custo de juros, sempre haverá mais dinheiro em dívida do que sendo pago (afinal, de onde viriam os juros já que só o efetivo é real?); esta confusão se resulta do desconhecimento da relação bem x dinheiro. Sempre que há uma ausência de dinheiro para efetuar um pagamento (seja troco ou quitação de dívida), utiliza-se algum bem de valor equivalente para o receptor à proporção da dívida (por exemplo, quando penhoramos um bem ou colocamos um bem em hipoteca; ou simplesmente quando o vendedor nos dá um troco em balinhas se assim concordarmos.) E assim, a conta fecha.

Dado constante, já em um sistema de padrão sal (não fiduciário), por exemplo, na ausência de tal bem, seria tal pertence substituído por outro que cumprisse as demandas naturais para um lastro (universalmente desejado, não-perecível, uso como insumo [teorema da regressão de Mises], compactável, etc.); aconteceu durante o Império Romano quando o próprio sal, devido à sua crescente escassez, foi sendo substituído pelo ouro.

Em segundo lugar, é uma análise incompleta. O filme (talvez propositalmente pois seu cerne é semelhante ao socialismo do meio econômico no pré-URSS: a crítica à produção mercadológica frente a um hipotético potencial no planejamento central) se ouvida de falar da função do crédito que fora deturpada pelo atual arranjo financeiro: deslocamento temporal da demanda para planos de longo prazo e prevenção contra catástrofes pessoais e materiais - ou em português simples: ninguém poupa por poupar.

Quando eu poupo dinheiro (ou seja, abstenho-me de consumi-lo) é porque desejo ou espero gastá-lo mais tarde. Dado geral, com abundância de dinheiro sendo poupado e podendo ser emprestado, os juros cairão e projetos de longo prazo se tornarão mais lucrativos aos empreendedores em detrimento do curto prazo - como condomínios e bens de capital (há uma relação de soma zero entre ambos que faz parte de um paralelo entre a 4º Proposição de Hume e um trabalho de Hayek, porém afim da simplicidade, não mencionarei aqui). Ou seja, quanto mais rápido um empreendedor notar este deslocamento de demanda gerado por crédito barato (e eles são rápidos: basta ver a velocidade com que expansões imobiliárias surgem quando o crédito fica artificialmente barato), maiores serão suas recompensas e assim, a oferta vai perfeitamente até a demanda.

Em catástrofes, isto é especialmente útil: Suponhamos que você é dono de uma olaria e passou um furacão. Os preços dos tijolos foram ao alto e as pessoas precisam deles para construir suas casas de novo. O problema é que você não tem os insumos em mãos e nem o capital para comprá-los. Nesta situação, você pede um empréstimo para comprar os insumos e produz os tijolos requisitados pela população. O que aconteceu aqui é que o banqueiro e seus poupadores se absteram de gastar dinheiro no passado para que você pudesse gastar no futuro em uma situação de necessidade, sendo eles recompensados pelos juros. Se você e o banco não tivessem existido, o preço do tijolo teria ficado altíssimo (só as olarias que tinham insumos sem usar 'por acaso' é que estariam produzindo tijolos) e a reconstrução teria sido mais custosa e demorada após o furacão.

Daí o temor que sinto ao ver o ataque mundial feito à usura pelos bancos centrais. A civilização está extremamente vulnerável para colapsos produtivos como uma praga extraordinária ou a explosão de um vulcão que bloquearia parte da luz do Sol por um ano ou mais.

Responder
Ali Baba 14/06/2013 15:32:42

@Daniel,

O Zeitgeist é um filme interessante, mas impreciso e (em certos pontos) até mesmo falacioso. Todo o mecanismo de criação de dinheiro do nada foi explicado a exaustão por diversas postagens nesse site e você pode encontrar referência para esses artigos nos comentários anteriores.

Quanto a seu conceito de criação de dinheiro "do nada" com a montagem de um computador, você está seriamente equivocado com relação ao sistema de preços, lucros e prejuízos e ao funcionamento do Livre Mercado. Você consegue, em sua simplificação, ser ainda pior que os Marxistas, que pelo menos atribuiríam esses 1000 reais, que você julga gerados do nada, ao trabalho de quem montou o computador (e até chamariam isso de mais-valia).

Eu sei que ver videos é prático, mas o seu caso requer um pouco de leitura... Essa juventude que quer tudo agora ainda vai acabar nos ferrando.

Responder
anônimo 01/07/2013 03:27:00

"Mas eu, obviamente, só tenho $1.000, e não posso pagar esses $10.000. Portanto, estou acabado. Quebrado e falido. Em termos de justiça, eu deveria ir para a cadeia como um fraudador. E tanto eu quanto a falsa conta-corrente que criei estaríamos fora do jogo e fora da oferta monetária."

Ele não poderia liquidar a garantia que lhe foi dado por josé e pagar o outro banco?

Responder
Leandro 01/07/2013 23:37:25

Qual foi a garantia dada por José? Na grande maioria dos empréstimos bancários, as garantias fornecidas não possuem liquidez imediata. E o banco que recebeu os dígitos eletrônicos quer a transferência imediata do dinheiro em espécie.

No exemplo em questão, o que o banco teria de fazer seria pedir empréstimos no mercado interbancário. Mas isso seria caríssimo, e os bancos emprestadores poderiam se aproveitar da situação de desespero do banco concorrente e cobrar juros escorchantes. Por isso os banqueiros defendem um banco central, que é quem irá coordenar todo este processo e fornecer contínua liquidez para evitar este tipo de situação.

Leituras recomendadas:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1015

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387

Responder
Samuel Junior 24/09/2013 15:26:34

Pessoal vcs já assistiram o documentário "O Segredo de Oz"? O que vcs acham?

Responder
Bernardo 03/05/2014 16:26:20

Ora, é preciso separar o 1o filme Zeitgeist (que foi por um caminho ruim), dos outros 2, que são bons.

Existe uma série de referências reais, inclusive com o caso de Jerome Daly. Infelizmente o sistema bancário/monetário é obscuro para nós e, obviamente, de maneira proposital.

E quem dera que adolescentes perdessem 6 horas assistindo os 3 filmes Zeitgeist ou talvez 4h, assistindo o 2o e o 3o. Infelizmente um adolescente não está interessado nesse tipo de documentário.

Responder
pedro felipe 04/05/2014 20:22:37

amigo eu queria saber onde encontro a lei de reserva fracionária brasileira, porque não é que discorde da taxa de 28% brasileira que você mencionou, mas apenas quero ter certeza do que está dizendo. desde já agradeço.

https://www.youtube.com/watch?v=mUvLl2iaFO8

https://www.youtube.com/watch?v=duCaiLNG2ZA

https://www.youtube.com/watch?v=75CYO_BNnG4

amigo queria saber sua opinião sobre esses documentários.... um é continuação do outro. se você discordar aponte os pontos por favor... ficaria agradecido sou bem novo, ainda vou entrar na faculdade ainda não tenho tanto conhecimento mas me interessei pelo seu site e vou da uma olhada.

Responder
Mário 04/05/2014 21:39:58

Eis os valores atualizados para depósitos à vista, a prazo e caderneta de poupança:

www.bcb.gov.br/htms/novaPaginaSPB/Resumo_das_normas_dos_compulsórios.pdf

Aproveitando, digo que o melhor artigo sobre o sistema bancário brasileiro é esse:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387

Responder
Antony 21/05/2014 03:34:21

Perfeito esse artigo.
Já li a respeito da reserva fracionária em sites gringos, porém não sabia da existência deste site.
Está de parabéns!

Quanto ao documentário The Zeitgeist, recomendadíssimo o pessoal assistir. Ele abre sua mente para outros problemas que até então não são percebidos para a maioria das pessoas.

Porém não acreditem em tudo que se vê, existem furos no documentário. Porém em geral é excelente.

Alguém aqui já ouviu falar do Projeto Venus?

Responder
Ricardo 21/05/2014 11:45:51

Esse é melhor, mais completo e voltado para o Brasil:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387

Responder
Emerson Luis, um Psicologo 28/05/2014 19:10:03


João deposita $1000 no banco X.

Pedro empresta $1000 do banco X.

João saca os seus $1000 antes que Pedro pague os seus.

Resultado: há $2000 em um mercado onde só havia $1000, sem que nada tenha sido produzido.

* * *

Responder
CÁSSIO 14/06/2014 14:34:36

desculpe acho que não entendi, sera que na verdade as pessoas tendo perdido os bancos, pois imagino que se um banco virasse um simples depósito digamos lastreando 100% do que deposito, ele estaria muito preocupado em fazer empréstimos, realmente preocupado, e as pessoas mesmo vendo que não poderiam pegar emprestimos recorreriam a agiotangem, para consegui-los, por assim dizer fazendo o mesmo papel, pois o que estamos falando e da segurança do que deposita, digamos 3%, 5% porcento de confiança. Acho que é só uma questão então de trocar de palavra, pois a verdade é que as pessoas iriam trocar os empréstimos por contas de seguros, isto mais difícil mesmo, por fim que as pessoas prefiram mesmo essa conta mais arriscada pois é a mais acessível. Queria saber então a opinião de voces, não seria o caso de sabermos antes a capacidade dos bancos emprestarem se tiverem um lastro no padrão ouro.

Responder
Ali Baba 02/12/2014 18:05:41

Uma cooperativa de crédito no Brasil também opera sob o regime de reservas fracionárias?

Responder
Marcelo 28/09/2015 19:49:20

Se cada banco tivesse sua moeda o número de fraudes iria aumentar deixando os prejuízos para a população, tornando esse sistema insustentável e com o tempo formando carteis de bancos "confiáveis" que cedo ou tarde se unificariam, consequentemente com a moeda. O grande problema dos bancos é a falta de transparência, pois a mesma implica em uma redução de seu lucro, um banco central estatal com poder de fiscalização e desmantelamento de monopólios já é o suficiente para regular o mercado. Hoje o FED é dos bancos e a unificação deles só aumenta, imagina quando não há uma regra, a sociedade ia ser refém de monopólios e agiotas.

Não sei que obsessão é essa de achar que o mercado consegue se auto-regulamentar, se um dia a burguesia investiu no rei é justamente porque o lucro é a lógica do comércio, mesmo que seja através do não cumprimento dos seus acordos, assim é necessário de um órgão regulamentador que não siga a lógica do mercado.

Responder
da Nóbrega 28/09/2015 21:32:37

Marcelo, a sua lógica é sensacional. Ei-la:

1) Hoje, os bancos formam cartéis e mandam no Banco Central, cuja existência dá grandes poderes aos bancos. (Correto).

2) É necessário quebrar esse cartel. (Correto).

3) Como? Impedindo que outros bancos surjam e gerem concorrência, pois esses bancos que entrarem no mercado certamente serão escroques (só falta você explicar como é que escroques conseguem se estabelecer no mercado a ponto de roubar clientes dos grandes).

Lógica genial.

Mas o melhor é essa parte: "com o tempo formando carteis de bancos "confiáveis" que cedo ou tarde se unificariam, consequentemente com a moeda"

Ou seja, o pior que você consegue conceber em tal cenário é justamente um retorno ao cenário que já existe hoje!

Gênio.

Responder
Rodrigo 13/11/2015 12:58:24

Um ponto em comum entre os liberais e a Esquerda eles também querem acabar com o sistema de reserva fracionaria.

Responder
Pedro Silva 19/03/2016 00:00:32

Cara, simplesmente amei!!! Parabéns ao criador do artigo!!! Parabéns também ao canal Ideias Radicais que sempre recomenda esses artigos (desse site).

Responder

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