O problema com os gastos do governo

 

Muito se fala sobre o problema da carga tributária e a necessidade imperativa de se cortar impostos para desonerar o setor produtivo da economia.  Toda essa exigência é indiscutivelmente correta, porém é preciso deixar claro quem é o verdadeiro vilão que deve ser atacado (e que poucos se dão conta): os gastos do governo.

Um corte de impostos não irá beneficiar de fato os cidadãos de uma economia a menos que os gastos do governo sejam cortados.

Mesmo em uma economia cujo governo apresente superávit em suas contas, se os gastos do governo continuarem subindo, então nenhuma redução efetiva de impostos será possível.  Caso haja uma redução de impostos sem o concomitante corte nos gastos, o governo terá de se financiar tomando dinheiro emprestado junto ao público (vamos desconsiderar, por enquanto, o pior dos métodos de financiamento, que é a simples emissão de moeda).  Ao fazer isso, ele estará sugando a poupança disponível para o financiamento dos reais produtores de riqueza da economia.

A única contribuição significativa qu e o governo pode fazer para melhorar o padrão de vida dos indivíduos de uma economia é reduzir seus gastos reais.  Essa redução tem de ser em termos absolutos, e não em termos da enganosa razão Gastos/PIB.

Em um sentido macroeconômico, todos os projetos de investimento que o governo empreende podem ser classificados como desperdício de riqueza.  O fato de o setor privado não ter se interessado por esses projetos indica que eles são de baixa prioridade para os indivíduos.  A implementação desses projetos pelo governo irá debilitar o bem-estar desses indivíduos, pois eles serão financiados à custa de outros projetos de maior prioridade que teriam sido empreendidos pelo setor privado caso não tivesse ocorrido esse desvio de recursos para as obras governamentais.  Ademais, sempre que os produtores de riqueza comercializam seus produtos entre si, essa troca é voluntária.  Cada produtor abre mão dos bens sob sua posse trocando-os por outros bens os quais ele acredita irão elevar seu padrão de vida. 

O ponto essencial é que toda a troca tem de ser voluntária.  Caso ela não seja, os agentes estarão piores do que antes.

As atividades do governo, entretanto, são de natureza coerciva; seu financiamento se dá pela violência.  Os produtores de riqueza são obrigados, por meio de impostos, a ceder parte de sua riqueza para financiar serviços governamentais pouco desejáveis.  Os produtores de riqueza são forçados a trocar mais por menos.  Obviamente, isso diminui seu bem-estar.

Suponhamos que o governo decide construir uma pirâmide, e que a maioria das pessoas considere isso como sendo algo de baixa prioridade.  As pessoas empregadas nesse projeto precisam ter acesso a vários bens e serviços para poder se sustentar.  O problema é que, como o governo não é um produtor de riqueza, ele terá de impor taxas sobre os reais geradores de riqueza da sociedade - aqueles indivíduos que produzem bens e serviços de acordo com as prioridades dos consumidores - para poder financiar a construção dessa pirâmide.

Quanto mais pirâmides o governo resolver construir, mais riqueza real será confiscada dos geradores de riqueza.  Disso, podemos concluir que o nível de impostos - isto é, a riqueza real roubada do setor que gera riquezas, o setor privado - será diretamente determinado pelo tamanho das atividades do governo.

Se as atividades do governo pudessem gerar riqueza, elas seriam autofinanciadas e não iriam requerer confisco algum de recursos dos outros geradores de riqueza.  E a questão dos impostos jamais surgiria.  Mas dada a sua natureza, o governo não é capaz de fazer qualquer contribuição para a poupança interna de um país, aumentando o conjunto da poupança real - isto é, dos recursos disponíveis para o financiamento de alguma atividade econômica.  As atividades do governo consomem riqueza. 

O dinheiro arrecadado pelos impostos será transferido para os vários indivíduos que são direta e indiretamente empregados pelo governo.  Esses empregados do governo poderão agora trocar esse dinheiro de impostos por vários bens e serviços.  Isso significa que eles estarão consumindo riqueza real sem que tenham feito qualquer contribuição para a real formação de riqueza da economia.

O governo utiliza vários métodos para tomar a riqueza daqueles que a produzem e desviá-la para suas próprias atividades.  Esses métodos, que podem ser chamados de "tributação efetiva", são: taxas e impostos diretos e indiretos; impressão monetária via banco central; e empréstimos contraídos junto ao setor privado.

O método que ele vai utilizar para desviar a riqueza real é de importância secundária.  O que importa aqui é que a riqueza real está sendo confiscada dos produtores de riqueza.  Quanto maior for o volume da riqueza confiscada, maior será a tributação efetiva imposta ao setor privado, que é o setor que gera a riqueza de uma economia.

Uma visão mais superficial poderia argumentar que empréstimos junto ao setor privado não podem ser considerados tributação.  Entretanto, quando o governo incorre nessa prática, ele não tem como repagar essa riqueza real que obteve como empréstimo.  Apenas aqueles que produzem riqueza têm essa capacidade.  Somente produtores de riqueza podem utilizar sua produção futura de riqueza para pagar juros e principal.  Tudo o que o governo pode fazer para pagar sua dívida é (1) imprimir dinheiro, (2) criar mais impostos, ou (3) pegar mais empréstimos, com isso empobrecendo ainda mais os reais produtores de riqueza.

Similarmente, quando o governo imprime dinheiro por meio do banco central, esse novo dinheiro será utilizado para adquirir bens que, de outra forma, seriam utilizados pelo setor privado.  Isso significa que o setor privado está perdendo recursos.  O governo obteve bens em troca de nada, sem ter criado riqueza alguma (estamos desconsiderando o problema da inflação aqui).  Pode-se também argumentar que o governo poderia obter empréstimos externos, desta forma reduzindo o fardo sobre o setor privado.  Entretanto, como o governo não é um gerador de riquezas, será novamente o setor privado que ficará com o ônus do serviço dessa dívida. 

E quando há um superávit nas contas públicas?  Ora, isso significa que está entrando mais dinheiro no Tesouro do que saindo.  Trata-se de um superávit monetário, apenas isso.  Esse superávit produz o mesmo efeito de uma política monetária contracionista. 

[No Brasil, criou-se por imposição do FMI dois tipos de superávit: o superávit primário e o superávit nominal.  A diferença entre eles é que o primeiro não leva em conta o pagamento de juros.  Nesse caso, quando há um superávit primário, pode estar havendo um déficit nominal, que é quando a despesa total do governo - inclusive pagamento de juros da dívida - é maior que a arrecadação.  Nesse cenário, obviamente, não está havendo um superávit efetivo nas contas.  Portanto, o superávit equivalente ao exemplificado no parágrafo acima é o superávit nominal, raríssimo no Brasil].

Sobre essa questão dos superávits, Ludwig von Mises escreveu:

A restrição dos gastos do governo pode certamente ser uma boa medida.  Mas tal medida não provê os fundos de que o governo precisará mais tarde quando voltar a expandir suas despesas.  Um indivíduo pode proceder assim; pode acumular poupança quando sua renda é alta e gastá-la mais tarde quando sua renda diminuir.  Mas a situação não é a mesma quando se trata de uma nação ou do conjunto de todas as nações.  O Tesouro pode guardar uma parte considerável das abundantes receitas fiscais que são arrecadadas no período do boom econômico.  Enquanto ele mantiver esses fundos fora de circulação, sua política de fato estará sendo deflacionária e anticíclica, e poderá enfraquecer o boom econômico criado pela expansão do crédito.  Mas esses fundos, quando forem novamente postos em circulação, alterarão a relação monetária e gerarão uma tendência de queda do poder aquisitivo da unidade monetária.  De forma alguma esses fundos poderão prover os bens de capital necessários à execução das obras públicas planejadas.

Contrariamente à visão amplamente aceita, um superávit orçamentário não irá automaticamente abrir espaço para um corte nos impostos.  Independente dos superávits, os impostos não serão efetivamente baixados enquanto os gastos governamentais - de qualquer espécie - não forem reduzidos, isto é, enquanto o governo não diminuir o número de pirâmides que planeja construir.

E se, ao invés de um corte, houvesse uma taxa menor de crescimento nos gastos?  Isso permitiria uma redução efetiva nos impostos?  Não há dúvidas de que uma taxa menor de crescimento nos gastos governamentais é preferível a uma taxa maior.  Contudo, ainda estará havendo um confisco do conjunto real da riqueza e dos fundos do setor privado - os gastos do governo ainda estão aumentando, só que a uma taxa menor.

Somente um corte real e absoluto nos gastos do governo resultará em um corte efetivo de impostos.  Tudo o mais constante, um corte de impostos simultâneo a um aumento nos gastos governamentais irá apenas fazer com que o governo imponha um ônus cada vez maior sobre os produtores de riqueza, seja por meio de mais taxas, mais impostos indiretos, mais empréstimos contraídos pelo governo (mais juros a serem pagos), ou mais inflação monetária.  Um desses - ou uma combinação desses - certamente será implementado em algum momento futuro. 

[Como exemplo, o governo Bush cortou impostos ao mesmo tempo em que aumentou pornograficamente os gastos.  O resultado não foi nada invejável.  Esse site, que calcula o PIB real da economia americana, mostra que não houve crescimento econômico algum durante o governo Bush.  Veja a linha azul entre 2000 e 2008].

A única maneira de tornar autêntico um corte de impostos é casando-o com um corte de gastos.

0 votos

SOBRE O AUTOR

Frank Shostak
é um scholar adjunto do Mises Institute e um colaborador frequente do Mises.org.  Sua empresa de consultoria, a Applied Austrian School Economics, fornece análises e relatórios detalhados sobre mercados financeiros e as economias globais.

Tradução de Leandro Roque


Ué, se a Vale era essa barbada toda, então por que esse cara não está rico? As ações foram vendidas livremente na bolsa, o que significa que ele poderia comprá-las livremente. No mínimo, poderia formar uma sociedade com vários amigos, comprar as ações, e então ficar rico com sua valorização.

Por que não fez isso?

Dizer que a empresa se valorizou após a privatização e daí afirmar que ela foi vendida a preço de banana é impostura intelectual. Quem afirma isso não sabe como funciona mercado e nem conhece a diferença entre gerência estatal e privada. E tem também de explicar por que não enriqueceu, já que sabia perfeitamente que a empresa estava subvalorizada.

Aliás, o grupo liderado pelo Votorantim perdeu o leilão de privatização da Vale. Antônio Ermírio de Moraes perdeu a oportunidade do século de ficar podre de rico. Se era tão óbvio que a mineradora estava desvalorizada, por que cargas d'água o então homem mais rico do país não ofereceu mais pelas bananas?

Detalhes:

1) O governo detinha apenas 42% do capital votante. Ou seja, o que foi a leilão não foi a empresa inteira, mas apenas 42% do capital votante. A empresa inteira estava avaliada em aproximadamente US$ 8 bilhões, sendo que a fatia vendida valia US$3,34 bilhões.

2) O leilão se deu na bolsa de valores, a preço de mercado. Qualquer um poderia ter participado. Logo, o Armando está correto. Quem hoje esperneia que a venda foi barata tem a obrigação de explicar por que não participou da venda. Se a empresa estava "a preço de banana", então o sujeito tinha a certeza de que a empresa iria se valorizar enormemente no futuro. Por que não montaram um consórcio e compraram ações? Era dinheiro certo. Não fizeram isso por quê? Odeiam dinheiro?

3) À época, ninguém imaginava que haveria um súbito e intenso boom no preço global das commodities, o que elevou o preço do minério de ferro para a estratosfera e impulsionou fortemente o valor da Vale.

Portanto, quem diz que a Vale foi vendida a "preço de banana" revela, com toda a sinceridade, profunda ignorância econômica.
Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor),

Se a Petrobrás, a IMBEL, Eletrobrás(Furnas), Copel... são empresas eficientes, por que o governo usa o protecionismo para coibir concorrentes(até mesmo internacionais)? E mais, por que subsidiam essas empresas se elas são tão eficientes?

Em uma economia liberal, nunca vamos saber se aquela empresa é realmente de fato eficiente como você afirma. Para sabermos se ela realmente é eficaz deveríamos defender o mercado livre. Você está se baseando apenas em lucros que a empresa teve ao longo dos anos, mas lucros as custas do povo que paga impostos, porque o BNDES injetou dinheiro ao longo da era petista, e lucro em cima do entrave de novos concorrentes que o nosso governo pratica ao longo desses anos.

"Dê uma passeada pelos nossos corredores e veja se tu não vais te arrepiar. Conceição Tavares, Belluzzo, Aloísio Mercadante, Márcio Pochmann, duvido achar uma outra faculdade que ostente colossos tão imponentes no mundo acadêmico. Isso sem falar dos nossos ''filhos adotados'' como o Bresser, Celso Furtado, João Sayad, entre outros. Ah, aqui foi a casa do Plano Real, só para lembrar."

Sem comentários. Parece uma piada.

"Paliativo é ficar brincando de elevar as taxas de juros ou de sobrevalorizar o câmbio."

Nós nunca brincamos de elevar as taxas de juros, pelo contrário, acreditamos que os juros é redigido pelo mercado, e não em uma canetada como os economistas da UNICAMP(letras garrafais, por favor) defendem.
Sobrevaloriza o câmbio? De novo. Parece uma piada.
Pesquisa sobre Currency Board e depois conversamos.

"No setor agrícola para amenizar a inflação de alimentos, no setor energético(que é o principal culpado por essa inflação tão alta), isso sim são medidas concretas."

Inflação de alimentos é aumento de preço localizado, como foi o caso do feijão e do tomate. A melhor medida para combater a carestia gerada essencialmente pelo governo, é reduzir os impostos e LIBERAR O MERCADO PARA A ENTRADA DE CONCORRENTES. Com a burocracia estatal que é formada para obter uma reserva de mercado, garante que os empresários que estão sob proteção do governo, possa praticar qualquer preço sem qualquer tipo de concorrência que faria com que ele perdesse fatia do mercado por uma outra empresa que com medidas eficientes pudesse reduzir o preço dos alimentos.
Por mais que abaixasse o imposto, ele poderia praticar qualquer tipo de preço sem ser incomodado. E essa redução do imposto, esse mesmo empresário teria lucros maiores que poderia ter sob a reserva de mercado.

Setor energético culpado pela inflação? É isso que estão ensinando na UNICAMP(com letras garrafais, por favor)?

Bem que o Roberto Campos avisou: "O Brasil acaba com os economistas da Unicamp, ou eles acabam com o Brasil.
Bastaram cinco anos de assessoria direta de economistas da Unicamp à Presidente Dilma Rousseff, para a previsão de Roberto Campos se tornar realidade: expansão monetária, corporocracia, expansão das obras públicas, expansão dos cargos e salários públicos, intervenção estatal em toda a economia, corrupção e protecionismo comercial.
Provavelmente nenhuma economista fez tão mal ao Brasil quanto Maria da Conceição Tavares, mas além dela podemos destacar, em tempos recentes, o mais nocivo professor do país: Luiz Gonzaga Belluzzo.
Belluzzo nunca acerta qualquer previsão econômica, e é obcecado por gastos públicos. Como principal conselheiro econômico de Dilma Rousseff, convenceu-a a enterrar a bem sucedida matriz econômica "meta de inflação/câmbio flutuante/responsabilidade fiscal" por uma matriz heterodoxa "juros baixos, câmbio desvalorizado e aumento de gastos públicos". Foi, sem dúvida, um responsável direto pelo caos econômico que vivemos.
Agora, repetindo o que Lula falou há dois meses, Belluzzo tem a desfaçatez de dizer que a crise econômica é culpa de um suposto ajuste fiscal que Joaquim Levy estaria fazendo. Segundo Belluzzo, precisamos gastar mais ainda para sair da crise."
https://www.institutoliberal.org.br/blog/previsao-de-roberto-campos-e-o-ajuste-que-nunca-aconteceu/

"Quer dizer que a empresa desde 1953 é referência nacional, mas por causa de um governo ruim ela vira ''um grande cabide de empregos''? Aliás, esse tipo de problema acontece na esfera privada também."

Cabide de emprego na esfera privada? Você desconhece qualquer atividade empresarial para falar tal bobagem, nunca um empresário faria da sua empresa um cabide de emprego, ele opera com sistema de lucro e prejuízo, ele não pode se dar ao luxo de encher a empresa de empregados ineficientes.
Palavras de um empresário.

"Não, apenas defendo que as nossas empresas não fiquem vulneráveis à imperialistas que jogam sujo contra nós. "

Eles jogam tão sujo, que em países no ranking de abertura comercial, a população paga pelo melhores produtos pelo menor preço. Parece que a UNICAMP(com letras garrafais, por favor), está doutrinando os seus alunos a ter sentimentos nacionalistas que acaba prejudicando justamente quem eles querem proteger: a população.

Obrigado por vir até aqui e comprovar que Roberto Campos sempre esteve certo tanto da UNICAMP(com letras garrafais, por favor) quanto na petrossauro.

Abraço Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor)
Olá amigos, sou um estudante do ensino fundamental e eu tenho interesse em economia, tenho um irmão mais velho que acompanha o site e sempre me disse que esse era o melhor site para aprender sobre meu interesse. Portanto, gostaria de aprender mais sobre as questões abaixo:
Obs: Gostaria de respostas curtas para maximizar meu aprendizado de forma que eu não acumule muito conteúdo de primeira. Eu tenho um conhecimento prático e limitado sobre a economia, justamente pelos ensinamentos do meu irmão.
Vamos começar.

Questão 1) O que é inflação de demanda?

Questão 2) O que é demanda agregada?

Questão 3) Inflação é sempre decorrente de expansão de crédito?

Questão 4) O que é base monetária?

Questão 5) O que define a taxa de juros em um livre mercado?

Questão 6) Como é definido a taxa de juros atualmente no Brasil?

Questão 7) Aumento na taxa de juros é pelo "risco país"?

Questão 8) Como é determinado o câmbio?

Questão 9) Qual o melhor sistema de câmbio?

Questão 10) Li recentemente em um site que temos 19 montadoras no Brasil, não seria livre mercado(pelo menos no setor automotivo)? (Sei que temos monopólio de fabricante de peças)
Cade acusa Fiat, Ford e VW de monopólio em fabricação de peças

Questão 11) Temos candidatos a presidente que tem como um slogan sob a sua campanha "Abaixar os juros" por um decreto? Isso seria uma decisão ruim ou boa? Não há uma contradição pela questão 7? Dilma dizia que abaixaria os juros e acabou não ocorrendo, pelo contrário, ela aumentou? Por que seria diferente com esse candidato?

Questão 12) Por que abolir o CVM? Qualquer empresa poderia entrar na bolsa sem burocracia estatal, de modo que impulsionaremos nossa economia com as empresas estrangeiras que abririam capital na nossa bolsa? Seria uma medida que o micro-empresário poderia rivalizar com os mega-empresários?

Questão 13) Por que abolir a infraero?

Questão 14) Por que abolir ANVISA?

Questão 15) Qual o potencial do Brasil?

Questão 16) Nióbio ajudaria no nosso desenvolvimento?

Questão 17) Exportação x Importação? Qual o melhor? Por que balança comercial é importante para economistas?
Importação é produtos do estrangeiro que vieram ao Brasil para serem vendidos, mas até onde sei até chegar a loja esses produtos ainda não foram vendidos? Por que os ataques histéricos com essa balança se nem ao menos sabem se o produto foi vendido(até mesmo pelo preço pela taxa de importação)?

Questão 18) Na China existe o trabalho escravo? Encontrei essa matéria de chineses apanhando por mau desempenho no trabalho

Questão 19) Por que a China vai explodir economicamente? Todos dizem que vai ser a maior economia do mundo até 2050, vocês acreditam?

Questão 20) Pelo que obtive do meu irmão, a Índia está fazendo algumas reformas liberais, apesar de tímidas estão ajudando a economia a crescer? Índia não poderia passar a China com essas reformas?

Questão 21) Acumulação de capital x consumismo(explique seus conceitos e qual o mais importante em uma economia)?

Questão 22) O que gera recessão?

Questão 23) O que torna um país rico?

Questão 24) Existe algum limite de crescimento que um país possa se ter? Exemplo do Japão que é do território do MS(Mato Grosso do Sul) pudesse dobrar a sua economia?

Questão 25) Por que a Irlanda cresceu 26% em um ano? Milagre econômico ou livre mercado?

Questão 26) Por que os países de livre mercado são taxados de paraísos fiscais? Hong Kong, Cingapura, Panamá, Ilhas Cayman, Suíça, Luxemburgo e outros? Austrália e Nova Zelândia entrariam nesse conceito?

Questão 27) Por que o Brasil cresceu apenas 4% na média na década passada?

Questão 28) O renminbi poderá passar o dólar como a moeda de troca internacional?

Questão 29) Existe zona de livre comércio em Xangai?

Questão 30) Por que a China tem esse "poderoso" PIB? Como ela conseguiu o tal "milagre"?

Questão 31) Por que o estado mínimo não é necessário?

Questão 32) Forças Armadas estatal x Forças Armadas privada(Qual o melhor e por que)?

Questão 33) Por que a Africa é pobre?

Questão 34) Somália é anarcocapitalista?

Questão 35) Milton Friedman é importante nas matérias econômicas(o que podemos aprender com ele?)?

Questão 36) Mises foi o mais importante economista do século 20?

Questão 37) Keynes x Mises e Keynes x Milton Friedman(maiores diferenças entre eles)?

Questão 38) Keynes é comunista, socialista ou capitalista interventor?

Questão 39) O que causou a Grande Depressão?

Questão 40) Explique o conceito de ciclos econômicos?

Questão 41) Qual a contribuição da Escola Austríaca(EA) nas ciências econômicas?

Questão 42) Qual a posição da EA na colonização de planetas? Ouvi dizer que podemos praticar atividades econômicas nesses planetas com agricultura e mineração(depois da terraformação)?

Questão 43) Meio ambiente x livre mercado(Qual o papel do livre mercado na conservação do meio ambiente)?

Questão 44) Amazônia poderia se internacionalizada por não protegemos nosso patrimônio? Não é agressão internacional para com o nosso país? Estão atrás da preservação ou das riquezas que nós temos no território?

Questão 45) Zona franca de Manaus funciona(qual o papel dela na economia brasileira)?

Questão 46) Empregos se tornam obsoletos enquanto outros surgem, qual a visão dos leitores e dos autores sobre a mineração espacial, internet das coisas e viagem espacial?

Questão 47) Pobreza diminuindo com a expansão do capitalismo, até quando a pobreza absoluta poderá ser erradicada?

Questão 48) De acordo com a revista Veja, se toda a água do planeta fosse representada por 200 litros, 195 litros seria de água salgada. 5 litros seria de água doce, mas a maior parte da água doce está nas geleiras ou em depósitos subterrâneos de difícil acesso, a humanidade tem a sua disposição para consumo apenas o equivalente a 20 mililitros de água. Qual o papel da iniciativa privada nessa questão abordada? Existe o processo de dessalinização em alguns países, mas em mãos do estado. Pelo que eu pude estudar tem inventores que poderiam mudar radicalmente a forma dessa dessalinização tornando a água abundante. Por que o estado não deixa os empresários disponibilizarem essa água para a população?

Questão 49) Os que defendem o controle populacional tem como uma das formas de culparem o capitalismo por tal descontrole. Ma em um país capitalista essa questão é exatamente ao contrário. Por que esses mesmo defensores não defendem o capitalismo, já que se provou um "controle" populacional?

Questão 50) Culpam o capitalismo pela fome do mundo, mas em países capitalistas uma das doenças que mais matam é a obesidade. Não é uma contradição? São hipócritas ou aparentemente sem limites de burrice para denegrir o sistema capitalista?

Questão 51) Já leram o Livro Negro do Capitalismo? É realmente culpa do capitalismo ou ações governamentais que são os verdadeiros culpados? Se é culpa do capitalismo, como um dono de um restaurante em Ohio possa ser culpado pelas mortes no Iraque?

Abraços e em breve farei mais algumas perguntas.
"Concordo que a desigualdade econômica possa ser benéfica socialmente. Porém ainda há pessoas que nem 0,50 centavos tem para sobreviver"

Então a sua preocupação é com a pobreza absoluta e não com a pobreza relativa.

"e mesmo com as políticas assistencialistas do governo não os permitem colocar em condições de consumidores para que possam consumir os serviços ofertados e muitas vezes trabalha não da forma que gosta e sim porque precisa sobreviver."

Essa frase contradiz a primeira. Primeiro você disse que a pessoa não tem nem 1 centavo (0,50 centavo é menos que 1 centavo), e agora diz que ela trabalha naquilo que não gosta.

A pessoa trabalha e não tem nem 1 centavo? Caramba....

Qualquer catador de papel e malabarista de semáforo consegue tranquilamente uns 10 reais por dia.

"Levando em conta que as máquinas tomaram boa parte do trabalho humano"

Desde o século XVIII isso acontece. E novas e mais agradáveis formas de trabalho foram descobertas. E é isso o que continuará acontecendo.

Ou você tem a arrogância da achar que não há mais empregos a serem descobertos e que tudo o que poderia ser inventado já o foi?

"um meio de adaptação seria o "trabalho intelectual""

Não necessariamente. Há hoje vários trabalhos que não podem ser substituídos por máquinas e nem dependem de "trabalho intelectual". Esportes, por exemplo. Professor de ioga. Chef de cozinha. Operador de máquina.

"No entanto contamos com um governo que não oferece ensino público gratuito e outras estratégias para que possam lançar os menos favorecidos ao mercado de trabalho."

Ué, não sei de onde você está teclando, mas, aqui no Brasil, o que não falta é ensino público "gratuito". Do maternal à pós-graduação. E toda a grade curricular é controlada pelo governo. É uma bosta? É. Assim como tudo que o governo faz.

E as pessoas ainda querem mais governo?

"Como então poderia ser resolvida essa questão, preservando a desigualdade econômica mas que possam colocar todos em condições de consumo?"

Explicado no próprio artigo. Quanto maior a oferta de bens e serviços, menores serão os preços deles. Isso está acontecendo desde a década de 1970 nos países ricos. Os preços das coisas só caem. No Brasil isso também poderia acontecer,
mas o nosso governo não deixa.

Se a sua preocupação é com a pobreza absoluta, então você tem de defender medidas que aumentem a quantidade de bens e serviços oferecidos, de modo que os preços deles caiam a ponto de permitir que qualquer um tenha acesso a eles.
"será que o verdadeiro motivo de se combater a acumulação de riqueza (tirando a mera inveja) não seria pelo fato de conhecermos a velha cobiça e ganância que degenera o homem com excesso de poder?"

Deixe-me ver se entendi. Você está dizendo que para combater "a velha cobiça e ganância" temos de dar poderes a políticos e burocratas (que são os seres mais gananciosos e cobiçosos do planeta), os quais irão tomar o dinheiro dos outros e redistribuir este dinheiro entre si? É isso mesmo?

Faz muito sentido.

"O Estado Democrático não mínimo, para fazer frente ao poderio econômico, não seria o mal mínimo preventivo desta desconfiança da "singularidade" da acumulação dos recursos financeiro-econômicos?"

A empiria lhe refuta.

Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

Artigos para você sair desse auto-engano:

Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

Grandes empresas odeiam o livre mercado

Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

Monopólio e livre mercado - uma antítese

O mito do monopólio natural

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • amauri  26/02/2010 13:09
    Li certa vez que o Superavit primario é o volume de dinheiro economisado para pagar juros da divida. Que o superavit nominal, como o artigo escreve, é quando o gasto é menor que a arrecadação. Caso o governo não pague o juro total da divida, a divida aumenta, e a despeza do governo diminui, favorecendo um superavit nominal. quando ele imprimi dinheiro a arrecadação aumenta, o superavit nominal tambem. É mais ou menos isto?
  • Leandro  26/02/2010 15:10
    Prezado Amauri,

    Permita-me ser mais claro.

    Imagine que em um determinado período de tempo (por exemplo, um ano), o governo federal apresente o seguinte balancete (simplificado):

    * Arrecadação: 100

    * Gastos gerais (custeio, pessoal, investimentos), exceto juros: 95

    * Gastos exclusivamente com juros: 10


    Nesse cenário, o superávit primário foi de 5 (arrecadação menos gastos gerais). Mas houve um déficit nominal também de 5 (arrecadação menos total de gastos).

    Até aqui, nada difícil.

    Porém, suponha que o banco central esteja expandindo a base monetária (e, consequentemente, a oferta monetária). Ele faz isso comprando títulos em posse dos bancos (leia nosso artigo sobre a Selic para entender bem esse processo).

    Consequentemente, a quantidade de dinheiro na economia aumenta.

    E, consequentemente, a arrecadação do governo também vai aumentar, mesmo que ele não tenha feito qualquer aumento de impostos. O simples fato de haver mais dinheiro na economia fará com que isso se transforme em maior arrecadação.

    Assim, dando continuidade ao nosso exemplo, no período de tempo seguinte (no ano seguinte), o governo poderia apresentar uma arrecadação de, digamos, 105 - mesmo que ele não tenha aumentado impostos.

    Como consequência dessa "maior" arrecadação, ele poderá agora gastar mais, ou até mesmo pagar mais juros, reduzindo a dívida do setor público.

    De certa forma, é isso que vem ocorrendo no Brasil. Em janeiro de 2010, a base monetária foi 16,4% maior do que estava em janeiro de 2009. O M1, ainda mais importante, cresceu 12,7%. É esse aumento da oferta monetária que faz com que o governo bata sucessivos recordes de arrecadação, mesmo que não esteja havendo aumento de impostos. (Essa mágica só não ocorre em períodos de recessão, quando o recuo da atividade econômica é tão grande que, mesmo com uma maior oferta monetária, a arrecadação não sobe).

    Por fim uma observação técnica: o governo não pode abater toda sua dívida simplesmente recorrendo ao método de imprimir dinheiro porque, como haveria uma inevitável inflação de preços, os próprios juros sobre os títulos iriam subir (os compradores dos títulos do Tesouro iriam exigir retornos maiores). Sendo assim, o governo estaria enxugando gelo. Afinal, quanto mais ele imprimisse, mais ele teria de pagar de juros.
  • amauri  27/02/2010 07:34
    Bom dia Leandro\nObrigado pela atenção e explicação.\nSei que existe formas de maquiar dados. Me ajude sobre estes dados, se houver uma engenharia para se chegar a eles.\nSuperávit do setor público\nPor Marcos Doniseti\n\nAlem do fim da isenção de impostos para alguns produtos e da elevação dos compulsórios para o nível pré-crise, a elevação do superávit primário, que passou de 6% do PIB em Janeiro, para 3,3% em 2010, também irá contribuir para impedir o aumento da Selic.\n\nAliás, o superávit primário em Janeiro foi tão elevado que o Governo teve superávit nominal, ou seja, arrecadou mais do que gastou mesmo quando se inclui na conta os gastos com o pagamento da dívida pública.\n\nE com isso a dívida líquida do setor público caiu de 42,9% do PIB para 41,7% do PIB.\nDa Folha Online\nSetor público tem primeiro superavit nominal em 15 meses\n\nLORENNA RODRIGUES\nda Folha Online, em Brasília\n\nAs contas da União, Estados e municípios registraram superavit de R$ 16,18 bilhões em janeiro, o melhor resultado desde outubro passado, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central. Em dezembro, o setor público havia tido superavit de R$ 275 milhões. Em janeiro do ano passado, R$ 7,35 bilhões.\n\nNo mês passado, o setor público pagou R$ 13,98 bilhões em juros. Com isso, descontado esse valor, as contas públicas registraram superavit nominal de R$ 2,2 bilhões no mês, contra deficit nominal de R$ 13,94 bilhões em dezembro e de R$ 7,49 bilhões em janeiro de 2009. Foi o primeiro superavit nominal desde outubro de 2008, ou seja, há 15 meses.\n\nEm janeiro, a economia para pagar os juros da dívida -o chamado superavit primário- corresponde a 6,07% do PIB (Produto Interno Bruto). Nos últimos 12 meses, o superavit corresponde a 2,32% do PIB.\n\nO resultado positivo nas contas do setor público foi conseguido por conta do superavit do governo central, que teve um resultado positivo de R$ 13,53 bilhões, contra superavit de R$ 1,83 bilhão em dezembro. Já os Estados e municípios tiveram deficit de R$ 3,7 bilhões, contra superavit de R$ 1,83 bilhão registrado em dezembro.\n\nAs estatais registraram superavit de R$ 946 milhões em janeiro. Em dezembro, o superavit foi de R$ 1,16 bilhão.\n\nA relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB -principal medida de endividamento do setor público- caiu de 42,9% em dezembro para 41,7% em janeiro. O total da dívida chegou a R$ 1,31 trilhão.
  • Leandro  27/02/2010 14:14
    Amauri,

    Não há nada de mais, nem de novo, nesses dados. Superávits nominais ocorrem sazonalmente, sempre em alguns meses específicos. O que o governo ainda não conseguiu fazer é apresentar superávit nominal durante um ano.

    O fato de ter havido superávit nominal em janeiro pode ser decorrente de inúmeros fatores - inclusive o forte aumento da oferta monetária -, mas não me aventuraria a especular nada.

    É aguardar pra ver o comportamento futuro do governo. Mas o fato é: superávit nominal em um mês não é algo inédito, tampouco espetacular.
  • antonio  01/12/2012 22:10
    Leandro

    Uma dúvida, como é a questão de superavit nominal no mundo ?, a maioria dos países consegue fechar essa conta ?
  • amauri  01/03/2010 09:18
    Bom dia Leandro, mais uma vez obrigado. Encontrei o artigoabaixo: acabei dando por terminada a questão do apoio de proeminentes liberais como Hayek ao Chile, mas percebi que o "furo é mais embaixo".\n\nEncontrei uma citação, ao contrário, isto é, o mesmo Hayek que achava "um erro" intervir de forma autorirária, é descrito em Milton Friedman and the Economics of Empire:The Road from Serfdom by GREG GRANDIN nestes termos:\n\n"Friedrich von Hayek, the Austrian émigré and University of Chicago professor whose 1944 Road to Serfdom dared to suggest that state planning would produce not "freedom and prosperity" but "bondage and misery, " visited Pinochet's Chile a number of times. He was so impressed that he held a meeting of his famed Société Mont Pélérin there. He even recommended Chile to Thatcher as a model to complete her free-market revolution. The Prime Minister, at the nadir of Chile's 1982 financial collapse, agreed that Chile represented a "remarkable success" but believed that Britain's "democratic institutions and the need for a high degree of consent" make "some of the measures" taken by Pinochet "quite unacceptable."\n\nLike Friedman, Hayek glimpsed in Pinochet the avatar of true freedom, who would rule as a dictator only for a "transitional period, " only as long as needed to reverse decades of state regulation. "My personal preference, " he told a Chilean interviewer, "leans toward a liberal dictatorship rather than toward a democratic government devoid of liberalism." In a letter to the London Times he defended the junta, reporting that he had "not been able to find a single person even in much maligned Chile who did not agree that personal freedom was much greater under Pinochet than it had been under Allende." Of course, the thousands executed and tens of thousands tortured by Pinochet's regime weren't talking.\n\n\nFica claro que Hayek, mudava de opinião conforme os ventos e o pendor de quem o defende...\nQual sua opinião?
  • Leandro  01/03/2010 09:51
    Amauri,

    Na verdade Hayek nunca escondeu que preferia uma ditadura economicamente liberal (estilo Pinochet) a uma democracia destituída de liberalismo econômico (como a de Allende).

    Em termos exclusivamente chilenos, é fato que havia mais liberdade sob Pinochet do que sob Allende, e em todos os sentidos. Afinal, Allende nacionalizou indústrias, confiscou terras, nacionalizou e centralizou a educação e a saúde, distribui assistencialismo para seus aliados políticos e inflacionou a oferta monetária - o que destruiu toda a economia, gerando uma enorme dívida e uma subsequente moratória, uma inflação de 140%, supermercados com prateleiras vazias e uma revolta de todos os empreendedores do país.

    Comparado a todo esse sofrimento, o fato de você ter uma ditadura em que há liberdade de empreendimento e cuja única proibição é falar mal do regime acaba sendo quase que um paraíso.

    Portanto, eu confesso não estar preparado para descartar de pronto essa posição de Hayek. Tomando-se o exemplo do Chile, eu concordaria com Hayek.

    Para um texto extremamente interessante e controvertido sobre Pinochet, veja este do George Reisman.

    http://blog.mises.org/archives/006032.asp
  • amauri  01/03/2010 13:45
    Leandro, novamente obrigado
  • Bruno  01/03/2010 15:21
    "...Comparado a todo esse sofrimento, o fato de você ter uma ditadura em que há liberdade de empreendimento e cuja única proibição é falar mal do regime acaba sendo quase que um paraíso..."\n\nsem comentários.
  • Malthus  01/03/2010 16:23
    Excelente o texto do Reisman indicado no link. Merecia uma tradução. Me fez rever alguns (pré)conceitos que eu tinha quanto ao extremo pacifismo - ao contrário desse tal Bruno, que devia achar uma maravilha o regime de Allende em relação ao de Pinochet.
  • Leandro  02/03/2010 13:01
    Amauri,

    Coincidentemente, acaba de sair a explicação do porquê da "melhora" das contas públicas. Veja que maravilha:

    "Ao adiar por até quatro meses o pagamento de R$ 9 bilhões que deve a cidadãos e empresas que conquistaram na Justiça, em caráter definitivo, o direito de receber esses valores, o governo Lula demonstrou, mais uma vez, o pouco respeito que tem por seus credores - comportamento que, em parte, foi convalidado pela Emenda Constitucional nº 62, de dezembro de 2009, não sem razão apelidada de "a emenda do calote". Mas conseguiu o que queria: melhorou o resultado de suas contas.

    A fragilidade dessas contas, em razão da queda da arrecadação provocada pela crise e pelos benefícios tributários concedidos no ano passado, provocava dúvidas sobre a sustentabilidade da política fiscal nos investidores que aplicam em papéis da dívida pública. Em janeiro do ano passado, por exemplo, o superávit primário do governo central ficou em R$ 3,977 bilhões e, em dezembro, em R$ 1,699 bilhão.

    A evolução das contas do governo, com a lenta recuperação das receitas - apesar dos artifícios utilizados nos últimos meses, como a contabilização de depósitos judiciais como receitas correntes - e o crescimento ininterrupto das despesas, especialmente com a folha de pagamentos, apontavam para a deterioração da política fiscal.

    Mas, como fez em outras situações semelhantes, o governo Lula encontrou um meio para esconder resultados fiscais decepcionantes. No mês passado, não pagou os precatórios - como são conhecidas as dívidas do Poder Público reconhecidas judicialmente - devidos no ano e que, desde 2007, vinha pagando em janeiro. O resultado foi um superávit primário muito alto, de R$ 13,906 bilhões, o equivalente a 5,22% do PIB, contra 1,66% do PIB em janeiro do ano passado. O saldo do mês passado cobre mais de três quartos da meta de R$ 18 bilhões para o primeiro quadrimestre.

    Muitos gostaram desse resultado, interpretado como uma possível reversão na tendência das contas públicas. Não se contesta a necessidade do governo de obter resultados fiscais cada vez melhores, para evitar desequilíbrios futuros. O que se põe em questão é o método escolhido pelo governo do PT para apresentar números melhores de suas finanças.

    É preciso, sim, cortar muitas despesas, mas de maneira definitiva, para compensar parcialmente o inevitável crescimento das despesas em razão de medidas adotadas nos últimos anos na área de pessoal, com aumentos reais para todas as categorias que, em algumas carreiras ou funções, chegam perto de 200% nos últimos sete anos.

    Com o adiamento do pagamento dos precatórios, além de utilizar uma medida de efeito temporário, o governo puniu milhares de cidadãos e empresas que legitimamente esperavam dispor em janeiro do dinheiro a que têm direito - e pelo qual esperam há muitos anos.

    A lista dos credores do governo inclui os detentores de créditos alimentícios, ou seja, cidadãos que têm direito a receber salários e aposentadorias atrasados. Na lista estão também os que contestaram na Justiça os valores das indenizações oferecidas pelo governo e ganharam a causa. Todos esperam há muito tempo para receber o que o governo lhes deve, e terão de esperar um pouco mais.

    É mais uma medida prejudicial aos titulares de precatórios, cuja forma de pagamento foi definida pela Emenda Constitucional nº 62. Ela fixou mínimos obrigatórios do orçamento público para o pagamento dos precatórios, o que parece ser uma vantagem para o credor. Mas o mínimo obrigatório é muito baixo, de modo que, em certos casos, o pagamento se estenderá por um prazo longo demais. Além disso, o governo, em qualquer nível, poderá abater, do valor a ser pago ao detentor do precatório, dívida que ele eventualmente tenha com o Tesouro do qual é também credor (do precatório).

    O governo ganhará também com os leilões dos precatórios, nos quais poderá quitar a dívida com grande desconto. Podem participar dos leilões todos os interessados, independentemente do lugar que ocupem na fila do pagamento. Assim, embora mantenha o princípio do pagamento segundo a ordem de apresentação dos precatórios, a emenda permite desrespeitar a ordem.

    Mesmo com tantas vantagens em relação aos credores, o governo Lula não teve dúvidas em puni-los. O acerto das contas públicas é necessário, mas seu custo não pode ser repassado para o mais fraco."
  • Pedro Mundim  18/07/2010 13:58
    o governo não produz riqueza, o governo cobra impostos. Em outras palavras, o governo não pode dar ao povo nada que não tenha dele antes tirado. O governo só pode prover bons serviços quando é rico, e o governo só é rico quando são ricos os cidadãos e as empresas que pagam impostos.
  • anônimo  18/07/2010 14:25
    O estatismo - síndrome do Estado inchado, perdulário, que toma para si todas as funções - deriva da formação patriarcal do nosso povo, que acredita piamente que cabe ao Estado resolver todos os problemas e prover todos os serviços.
  • eduardo  18/07/2010 15:21
    "Em um sentido macroeconômico, todos os projetos de investimento que o governo empreende podem ser classificados como desperdício de riqueza. O fato de o setor privado não ter se interessado por esses projetos indica que eles são de baixa prioridade para os indivíduos."

    Sim, há o desperdício de riqueza, não indicando necessariamente a baixa prioridade concedida pelos indivíduos aos projetos; educação e segurança são bons exemplos, a concorrência desleal do governo encarece a entrada de empreendedores no setor em questão, gerando ineficiência crônica e pedidos de maiores verbas públicas e assim por diante. Obviamente, isso não impede que o setor público seja perito em construir pirâmides Louvreanas...
  • Rhyan Fortuna  19/07/2010 03:51
    Ai eu penso numa questão: \r
    O que fazer com a dívida pública?\r
    1) Cortar gastos, manter impostos e pagar a dívida em alguns anos. Depois de paga, cortar impostos.\r
    2) Calote na dívida e ter liberdade para cortar gastos e impostos.\r
    O que fazer?\r
  • Felipe Kirsch  19/07/2010 10:29
    Rhyan,

    Acho que não é coerente com o pensamento libertário dar calote na dívida (fora que isso traria atritos demais) e também é perfeitamente possível cortar impostos e gastos ao mesmo tempo.
    Devemos começar pelas vias mais fáceis e com resultados rápidos. Desburocratização, simplificação e diminuição de impostos e desestatização de serviços públicos levando ao corte de taxas correspondentes, já levantariam a economia e manteriam um valor de arrecadação de tributos suficientes para manter a máquina estatal, pagar os juros e a própria dívida em pouco tempo.
    Claro que isso tem que atravessar todo o jogo político de Brasília, mas creio que essas idéias não chegarão lá sem passar pelos entes federativos.
  • Rhyan Fortuna  19/07/2010 11:45
    É coerente com o libertarianismo ancap, mas não é coerente com o minarquismo.\r
    \r
    Penso eu...\r
  • Emerson Luis, um Psicologo  24/06/2014 17:35

    Diminuir os impostos sem diminuir os gastos governamentais só faz com que o confisco venha de outras formas. Mas no Brasil ambos crescem continuamente.

    * * *


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.