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Um plano de governo para o próximo presidente brasileiro

Independente de quem venha a ser o futuro ditador-em-chefe da economia e do povo brasileiro, já sabemos perfeitamente bem quais as coisas que ele não irá fazer.

Entretanto, caso algum excelentíssimo tenha de fato o interesse de trazer desenvolvimento ao país, basta que ele ponha em prática o seguinte plano de governo - perfeitamente dimensionado para os 48 meses que duram o seu mandato - que o Instituto Mises Brasil gentilmente lhe disponibiliza.  Feito isso, é provável que o distinto seja até agraciado com um mandato vitalício.

(Antes, é válido lembrar que estamos lidando, obviamente, apenas com a esfera federal).

 

Mês Um:  A Constituição de 1988, totalmente concebida e redigida por políticos, visando atender aos seus próprios interesses e os de sua base de sustentação (funcionários públicos), é finalmente reconhecida como imoral, escravagista e fomentadora do atraso.  Ela é picotada em praça pública e em seu lugar é adotado o direito natural, bem como a ideia de que a punição deve ser proporcional ao crime.  A liberdade, após 511 anos, finalmente começa a chegar ao Brasil.

Mês Dois:  Sob essa nova lei, assassinos são mortos, estupradores são castrados e seqüestradores são confinados perpetuamente em jaulas a céu aberto, alimentado-se de bananas (ou de qualquer outro alimento mais barato) e bebendo água de chuva.  Ladrões são submetidos a trabalhos forçados até que produzam algo de valor igual ao que roubaram de suas vítimas, restituindo-as.  Desta forma, ladrões de galinha têm uma pena muito mais leve que a de criminosos do colarinho branco.  Políticos tornam-se a maioria dos condenados, vários delas com penas humanamente impagáveis.  Prostitutas estão livres para exercer sua atividade empreendedorial e os traficantes que comprovadamente não estiverem envolvidos em nenhum dos crimes listados acima também estão livres para comercializar seus produtos.  As penitenciárias federais, nada mais do que hotéis caros e ineficientes, e habitadas por burocratas bem pagos e desocupados, ganham o mesmo destino de Alcatraz.

Mês Três:  Os impostos de renda de pessoas física e jurídica são abolidos, gerando uma redução de R$ 195,6 bilhões nas receitas do governo federal (meros 31% do orçamento de 2008).  Um igual corte nas despesas deixa o orçamento ainda igual ao de 2005.  Os inúteis (aliás, nocivos) 37 ministérios começam a ser extintos.  As benesses dos funcionários públicos - que viviam à custa do setor produtivo do país - deixam de ser um (imoral) direito adquirido.  Começam os cortes.  Políticos, burocratas, parasitas e apadrinhados políticos começam a procurar um emprego decente pela primeira vez na vida.

Mês Quatro:  Outros impostos federais são abolidos, incluindo-se o IPI, a CIDE, a COFINS, a CSLL, o IOF, o PIS/PASEP e a CPMF (ainda ativa).  Sem esses impostos, o governo perde mais R$ 319,2 bilhões de receita, cortando um valor equivalente em seu orçamento.  (Apesar de parecer um corte radical, o orçamento total ainda é igual ao de 1997!).  A economia privada - agora desonerada de R$ 514,8 bilhões - apresenta uma expansão sem precedentes.  Como não mais têm de sustentar o mamute federal, as empresas iniciam vários investimentos, contratam mais trabalhadores e dão aumentos salariais invejáveis.  Com a ausência desses tributos, os preços despencam, e as classes D e E passam a consumir mais do que a classe média européia. 

Mês Cinco:  Para conter o alto desemprego dos burocratas e ex-políticos, o salário mínimo é reduzido para zero, remunerando-os ao seu real valor de mercado.  Todas as leis e regulamentações sindicais vão para o lixo.  Todos os encargos trabalhistas, inclusive o INSS, que beneficiam apenas o governo em detrimento do trabalhador, são arquivados.  A taxa de desemprego despenca.  Os trabalhadores competentes e eficientes começam a ser disputados pelas empresas.  Sem empecilhos burocráticos, sem encargos trabalhistas e sem uma descomunal carga tributária, os salários disparam.  Os trabalhadores - que agora recebem seu salário integralmente, e não mais descontado - aplicam seus proventos onde querem e na quantia que desejam.  Não há mais o confisco do INSS.  Os burocratas (o que restou deles) descobrem estupefatos que o povo sabe melhor do que eles como administrar seu salário.

Mês Seis:  O Ministério do Trabalho, o IBGE e todos os outros órgãos estatísticos federais são abolidos.  Como não há mais estatísticas econômicas detalhadas, futuros planejadores econômicos estarão impossibilitados de dirigir a economia.

Mês Sete:  O Banco Central é liquidado.  O preço mais importante da economia - a taxa de juros - é liberado, passando a ser totalmente determinado pela oferta e demanda de poupança.  Começa o processo de liberação definitiva dos preços da economia brasileira.  O sistema bancário, até então totalmente concentrado, passa a sofrer a concorrência de outros bancos - novos e estrangeiros.  Qualquer empresa está autorizada a incorrer em atividades bancárias (liberdade adotada com sucesso na Nova Zelândia).  Com a ausência do banco central, os bancos não mais poderão expandir incontidamente a oferta monetária através de suas reservas fracionárias.  Caso algum banco o faça, os saques serão maiores que os depósitos, e o banco quebrará.  Nesse sistema bancário, a estabilidade da moeda está automaticamente garantida.  A palavra inflação começa a desaparecer do noticiário.  A desigualdade de renda brasileira, resultado do descontrole monetário dos últimos 50 anos, começa a cair com vigor.  Os ciclos econômicos, causados pela manipulação dos juros e pela expansão monetária feita pelo banco central em conjunto com o sistema bancário, tornam-se curiosidades do passado.

Mês Oito:  Dando sequência ao processo de desregulamentação bancária, os bancos agora estão autorizados a empreender quaisquer outras atividades econômicas não-bancárias (como hotéis, companhias aéreas, restaurantes, locação de veículos, etc.), algo que antes lhes era proibido.  A circulação de moedas estrangeiras é liberada, assim como a circulação de moedas privadas, como ouro e prata.  Os brasileiros podem transacionar na moeda que quiserem, fugindo daquelas que estejam se desvalorizando.  Os bancos, por sua vez, também estarão livres para aceitar apenas as moedas que acharem melhor.  A ameaça de uma corrida aos bancos força-os a manterem algo próximo de 100% de reservas para os depósitos em conta-corrente, e um nível prudente de reservas para outros tipos de depósitos.  Bancos à beira da falência não mais serão salvos pelo governo, à custa do contribuinte.  Pela primeira vez na história brasileira, há concorrência no setor bancário.  Os correntistas são aqueles que ficam com o charuto na boca, e os banqueiros são aqueles que servem o cafezinho.

Mês Nove:  A INFRAERO é fechada, a ANAC é abolida e o Ministério da Defesa perde a autoridade sobre o setor aéreo.  A concorrência, pela primeira vez, é legalizada.  Aeroportos privados surgem, alocando eficientemente os horários dos vôos, tornando atrasos coisas do passado.  Empresas aéreas estrangeiras são autorizadas a fazer vôos nacionais.  Todos os controles de preços sobre as passagens aéreas e todas as restrições a serviços e rotas são abolidos.  Os preços são determinados livremente.  Voar durante as horas de baixa demanda é mais barato do que durante as horas de pico.  Sem exceções, os preços das passagens nacionais e internacionais despencam.  Um táxi até o aeroporto é mais caro do que qualquer viagem nacional.

Mês Dez:  O Ministério da Agricultura e o Ministério do Desenvolvimento Agrário viram fungo e são exterminados.  Acaba a cartelização e a concentração da agricultura brasileira.  Subsídios, programas de garantia de preço mínimo e reservas de mercado são abolidos.  O governo cessa o programa de compra de estoques agrícolas de trigo, feijão, milho, arroz e sisal.  Os preços desses produtos desabam.  Os agricultores empreendedores enriquecem.  Os agricultores ineficientes e acostumados a subsídios vendem suas terras para os mais capazes.  Os pobres comem como reis.

Mês Onze:  Cai a linha da ANATEL e a livre concorrência no setor de telefonia fixa e móvel é legalizada.  Empresas do mundo inteiro vêm para o Brasil.  As tarifas vão para o abismo e os serviços melhoram espetacularmente.  Empresas distribuem celulares de graça e oferecem vários outros serviços gratuitos, inclusive Internet, que finalmente torna-se universal.  Os pobres entram em contato com o resto do mundo.  Os call centers tornam-se desnecessários, pois mudar de operadora é algo rápido e gratuito.  O consumidor, pela primeira vez, é quem manda.

Mês Doze:  O Ministério da Educação é reprovado.  Cada escola tem agora a liberdade de escolher seu próprio currículo.  O Homeschooling é legalizado e a obrigatoriedade de diplomas, excrescência imposta pelos Conselhos Federais, é revogada.  As pessoas percebem que é desnecessário ter um diploma para a maioria das profissões.  As universidades públicas federais são abolidas.  As universidades particulares descobrem que, sem essa cartelização do mercado de trabalho imposta pelo governo (a obrigatoriedade de diplomas), a maioria dos seus serviços torna-se inútil.  Há demanda real apenas para cursos como engenharia, medicina e odontologia, que necessitam de laboratórios e atividades práticas.  Os preços das mensalidades despencam, permitindo que os mais pobres tenham acesso a educação de primeira.  Sem a obrigatoriedade do diploma, as pessoas interessadas em outras áreas passam a buscar apenas as matérias que lhe interessam.  Os professores mais capacitados passam a dar aulas para aqueles que têm dificuldades de estudar por conta própria.  Com a internet gratuita e universal, há farto material para as pessoas estudarem autonomamente.  Aquelas que têm dificuldades, recorrem a uma miríade de cursos à distância.  A concorrência entre eles garante os preços baixos.  Os professores bons têm sua clientela aumentada e enriquecem; os ruins aprendem a fazer algo mais útil, como a recauchutagem de pneus.

Mês Treze: O governo federal, desesperado por mais receitas, começa a vender todas as suas terras, liberando dezenas de milhões de hectares para moradias, mineração, agropecuária e quaisquer outras atividades.  As estatais são vendidas para seus próprios funcionários, que pagarão ao governo o valor de mercado delas.  Essas empresas, agora sem a muleta do estado, começam a enfrentar uma genuína concorrência, tendo de provar que são realmente eficientes.  O governo utiliza essas receitas para pagar a dívida interna e outros passivos.  A dívida que está em posse de outros governos e/ou de entidades públicas é revogada.  A dívida em mãos privadas será paga apenas de acordo com as receitas auferidas pelo governo.

Mês Catorze:  Todas as formas de assistencialismos federais - para os pobres e para os ricos - são extintos.  Cada estado torna-se responsável por suas próprias políticas assistenciais.  Como o brasileiro é um povo generoso, e sua renda aumentou acentuadamente graças aos cortes de impostos, a caridade privada explode.  Aqueles incapazes de se manter encontram uma abundância de atividades privadas criadas para torná-los independentes.  Nenhum estado é mais obrigado a dar parte de sua riqueza para outro estado.  Ninguém mais tem o direito de roubar de uma pessoa e dar para outra - e ainda posar de herói.

Mês Quinze:  O Ministério das Minas e Energia entra em curto.  A ANEEL e a ANP são abolidas.  Acaba o planejamento central nos setores de petróleo e de geração de energia.  A livre concorrência é finalmente estabelecida.  A Petrobras é subdividida em várias empresas, cada uma delas sendo comprada por seus respectivos funcionários.  Não apenas elas agora concorrerão entre si, como também terão de concorrer com outras empresas estrangeiras que aqui se estabelecerão.  Não há mais burocracias e nem regulamentações para se extrair petróleo.  Nas cidades, surgem postos de diversas bandeiras.  O preço da gasolina brasileira, um dos maiores do mundo, despenca.  A autossuficiência vira uma realidade.  No setor elétrico, ocorre o mesmo processo.  A Eletrobrás e a sopa de letrinhas por ela coordenada (CEPEL, CGTEE, Chesf, Eletronorte, Eletronuclear, Eletrosul, Furnas), bem como a ONS, a CCEE e a EPE, viram faísca.  Cria-se um livre mercado de energia.  Quem quiser produzir e vender energia elétrica, seja ela hídrica, nuclear ou térmica, está livre para tal.  A produção e a venda de eletricidade torna-se uma atividade comercial como qualquer outra.  Os preços sofrem um blecaute.  Os pobres instalam holofotes em seus terrenos.

Mês Dezesseis:  O DNIT cai no buraco.  A construção de estradas e a concorrência entre elas estão liberadas.  Torna-se comum mais de uma autoestrada ligando duas cidades.  Os preços dos pedágios caem.  Usando de tecnologia moderna, motoristas recebem as faturas uma vez por mês. Caloteiros e motoristas imprudentes são barrados das estradas.  Aqueles que não dirigem não mais são obrigados a subsidiar com estradas "gratuitas" aqueles que possuem carros.  Alemães vêm ao Brasil tentar aprender como se constroem estradas boas e baratas.

Mês Dezessete:  O Ministério dos Transportes e a ANTT vão para o ferro-velho.  Empresas de transporte de carga, que não mais têm seus preços tabelados, enfrentam a concorrência de novas empresas.  O preço do transporte de mercadorias, uma atividade essencial para a economia, vira vapor - principalmente quando se considera a diminuição no preço da gasolina.  Novas empresas de ônibus surgem para concorrer com as antigas.  Preocupados com o preço baixo das tarifas aéreas, as empresas de ônibus têm de se virar para agradar seus clientes.

Mês Dezoito:  O Ministério da Saúde e a ANVISA contraem febre amarela e perecem.  Com o fim da ANVISA, as grandes empresas farmacêuticas não mais estarão protegidas da concorrência.  A importação de remédios bons e baratos é liberada.  Os preços dos remédios, principalmente para os idosos, atualmente proibitivos, ficam iguais aos de uma aspirina.  O setor de planos de saúde é desregulamentado.  As seguradoras agora podem rejeitar pacientes que considerem mais arriscados, oferecer vários tipo de contrato e discriminar livremente qualquer tipo de indivíduo.  Indivíduos sexualmente depravados, drogados e beberrões agora podem ser recusados pelas seguradoras.  As políticas de seguridade para as coberturas remanescentes aumentam.  Os preços passam a refletir os riscos reais de cada apólice e, no geral, caem drasticamente. A responsabilidade de cada um por sua própria saúde é restaurada.

Mês Dezenove: Os ministérios da Fazenda, do Planejamento e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ficam restritos ao Manifesto Comunista.  Com o fechamento dessa GOSPLAN, finda-se todo o tipo de planejamento econômico.  A partir de agora, perguntar qual será a política industrial faz tanto sentido quanto perguntar qual será a política de distribuição de celulares, computadores e TVs.  Os brasileiros finalmente entendem que, quanto mais se planeja alguma política econômica, pior ela é.  Acabam as barreiras burocráticas para o comércio exterior.  As empresas exportadoras crescem.  A indústria, livre de políticas paralisantes, expande-se vigorosamente.  A base industrial nacional finalmente torna-se robusta e competitiva.

Mês Vinte:  A ECT (Correios) é subdividida em várias empresas e vendida aos seus funcionários, da mesma forma que a Petrobras.  O monopólio é quebrado.  Imediatamente surgem várias empresas ofertando serviços de entrega de mercadorias e cartinhas de amor.  Concomitantemente, o setor cargueiro aéreo ganha mais concorrência.  FedEx, DHL, UPS e TNT entram no mercado.  Greves nos correios, algo que emperra toda a economia, tornam-se folclore.  Os preços entram em queda livre.

Mês Vinte e Um: A guerra às drogas vira pó.  Após décadas, o governo federal finalmente entende o óbvio: nenhuma burocracia é capaz de abolir o mercado e muito menos de coibir os desejos individuais, algo por si só imoral.  Sempre que se proíbe algo, um mercado negro para esse produto é criado, fazendo com que apenas os mais poderosos sobrevivam, sempre através da violência.  Com a abolição da irracional guerra às drogas, os preços caem e a criminalidade urbana some.  Assaltos nos semáforos tornam-se raros.  Os rufiões perdem poder e empobrecem.  A hierarquia socioeconômica natural é restaurada.

Mês Vinte e Dois: Aprofundam-se os cortes no orçamento federal (ainda igual ao de 1997).  A previdência do setor público é abolida.  Os funcionários inativos, com dinheiro de sobra em decorrência de seus nababescos proventos, não têm dificuldades em redirecionar sua poupança para outros investimentos.  Aqueles que foram perdulários, terão de arranjar alguma ocupação para obterem alguma renda.  Como o mercado de trabalho está livre, há uma abundância de empregos para os menos qualificados.

Mês Vinte e Três: O Ministério da Previdência é finalmente aposentado.  Recursos adicionais são retirados do setor público - de preferência da aposentadoria dos militares, do judiciário e de todos os políticos, tanto os ativos quanto os inativos - para garantir a aposentadoria dos inativos do INSS.  Aqueles que estão entrando no mercado de trabalho, estarão livres para fazer o que quiser com seus salários.  Aqueles que já estão no mercado de trabalho, receberão de volta a quantia que lhes foi confiscada.  Ninguém precisa se preocupar com a perda de poder aquisitivo da moeda, pois, como explicado, a inflação tornou-se coisa rara.

Mês Vinte e Quatro: A Receita Federal é confiscada.  O dossiê financeiro de cada brasileiro, mantido pelo governo em seus computadores, é deletado. O povo faz uma incursão pelos luxuosos escritórios federais para se certificar disso, reprisando as visitas que o povo de Berlim Oriental fez aos quartéis-generais da Stasi.  Todos os seus prédios, em todas as cidades do Brasil, são leiloados, bem como todos os ativos de seus funcionários, desde carros e apartamentos, até utensílios domésticos.  Pessoas que vivem da prática do roubo não podem ser tratadas com condescendência.  As penas aplicáveis aos ladrões, descritas no mês dois, são válidas.  As quantias auferidas são restituídas aos contribuintes que foram pilhados pelo INSS, dando sequência ao procedimento do mês anterior.

Mês Vinte e Cinco: Cumprir a tarefa de restituir os usuários do INSS não é fácil, e o governo é obrigado a achar mais bens para vender.   O Zoológico Nacional - também conhecido como Brasília, Detrito Federal - é passado no cobre.   Suas instalações nababescas viram hotéis, museus ou são simplesmente demolidas.  Várias viram prostíbulos.  O Congresso Nacional é implodido, para evitar que algum dia seja reativado.  Os trabalhadores do setor produtivo da sociedade registram o momento com lágrimas de felicidade nos olhos.  Os escombros são vendidos para colecionadores privados.  Deputados e senadores, cargos que nunca deveriam ter existido, entram para os livros sobre a história do totalitarismo.  Os estados tornam-se autônomos, sendo cada um responsável por suas políticas internas.  Nada mais de um estado utilizar o sistema político para pilhar a população de outro estado.   

Mês Vinte e Seis:  Com a implosão do Congresso e a venda de todos os outros edifícios, Brasília, pela primeira vez em sua história, passa a desenvolver atividades produtivas, como a agropecuária.  Porém grande parte de seu solo é destinado à plantação de maconha, cocaína e papoula, uma vez que o terreno é comprovadamente fértil para o surgimento de drogas.

Mês Vinte e Sete:  A Voz do Brasil é substituída por estática, levando a aumentos expressivos em sua audiência.  Os brasileiros finalmente estão livres da tormenta de escutar noticiário político em plena hora do Rush.  O estado perde sua propriedade sobre o espectro de radiofrequência.  Empresas de rádio e televisão podem surgir livremente, sendo cada uma dona de sua própria frequência.  A mídia deixa de ser submissa ao governo, pois não mais precisa se preocupar com a renovação de seu contrato de concessão.

Mês Vinte e Oito:  O Ministério do Meio Ambiente entra em extinção.  Ar e água tornam-se propriedade privada.  Brasileiros prejudicados pela poluição estão livres para processar os poluidores, que não mais estão protegidos pelo governo federal.  As indústrias com boas influências políticas não mais podem utilizar regulamentações ambientalistas para impor custos proibitivos a potenciais concorrentes, impedindo que estes entrem no mercado.  A Amazônia torna-se propriedade privada.  Seus donos cobram para que madeireiras possam explorar o terreno.  Como visam o lucro, tal prática garante uma constante preservação e reflorestamento das áreas exploradas.  Nunca mais se ouve gritarias sobre o fim da Amazônia.

Mês Vinte e Nove:  Os brasileiros ganham o direito irrestrito de comprar, vender e portar armas de fogo.  O comércio de armas sai da ilegalidade - onde apenas os mais fortes se impõem - e torna-se corriqueiro (exatamente como era no Brasil até a década de 1970).  Os preços das armas caem.  Armas e munições são vendidas livremente.    A criminalidade urbana - cometida por criminosos que, ao contrário das vítimas, tinham acesso a armas no mercado negro e que era resultado da irracional guerra contra as drogas - despenca.  Assaltantes não mais se aventuram contra casas, automóveis ou estabelecimentos comerciais, pois sabem que a chance de os cidadãos estarem armados é de quase 100%, exatamente como na Suíça.

Mês Trinta:  Com o fim da guerra às drogas, da guerra às armas e com a revogação da sonegação (afinal, manter os frutos do seu trabalho é um direito natural), a Polícia Federal perde sua razão de ser.  Suas suntuosas instalações são encerradas.  O armamento é vendido à população, arrecadando mais fundos para o governo cobrir o rombo do INSS.  Os ex-policiais e agentes, que foram treinados para invadir propriedades, algemar ricos e apreender maconha e cocaína nos aeroportos, migram para Moscou, tentando arrumar emprego na Máfia Russa.

Mês Trinta e Um: Após 60 anos concentrando riqueza, o BNDES torna-se insolvente.  Encerram-se os empréstimos subsidiados para as grandes empresas.  Os empresários com conexões políticas agora têm de se virar, pegando empréstimos às taxas de juros de livre mercado, sem mais subsídios e privilégios à custa de seus concorrentes.  Os pequenos empresários, já há muito acostumados com a dureza implacável do mercado, passam a concorrer com os grandes, até então virgens e acostumados à vida fácil patrocinada pelo dinheiro alheio.

Mês Trinta e Dois:  A CVM, criada no governo Geisel, fecha o capital.  Acaba a cartelização do mercado financeiro em prol das grandes.  Pequenas empresas lançam ações sem qualquer burocracia, o que as permite crescer e concorrer com os gigantes comerciais e industriais.  A concorrência nos mercados de commodities e futuros é liberada.  A bolsa é para todos.

Mês Trinta e Três:  Direitos iguais são garantidos a todos os brasileiros, de todas as cores, credos e posição social.  Não há mais ações afirmativas, não há mais cotas racistas, não há mais obrigatoriedade de contratar determinados indivíduos, de determinada cor, para determinados cargos.  Não há mais leis que proíbem estabelecimentos privados de excluir os clientes que quiser.  Propriedade privada e liberdade de associação são totalmente restabelecidas.  Cabe a cada estabelecimento decidir se os clientes podem ou não fumar e usar drogas.  125 anos após a abolição da escravidão, os donos de estabelecimentos comerciais estão livres.  Além de definirem as regras, eles podem contratar, demitir e promover quem quiser em suas propriedades.

Mês Trinta e Quatro:  Apagam-se as luzes do Ministério da Cultura e da ANCINE.  O cinema deixa de ser uma atividade subsidiada pelo estado e torna-se uma atividade empreendedorial como qualquer outra.  A maioria dos burocratas surpreende-se ao constatar que os brasileiros não estão interessados em filmes medíocres e sem conteúdo, que fazem apologia da criminalidade e ataques baratos ao "sistema opressor".  Para cobrir os prejuízos - algo com que até então nunca precisaram se preocupar, como bem sabem Guilherme Fontes e Norma Bengell - alguns burocratas passam a fazer malabarismos nos semáforos.  Outros, mais empreendedores, se aventuram no cinema pornográfico, e descobrem que aí está a grande rentabilidade do setor.

Mês Trinta e Cinco:  Todas as outras agências reguladoras e todos os outros ministérios que restaram são abolidos, inclusive o Ministério da Justiça.  Os estados passam a ser os responsáveis por seus próprios tribunais.  A lei, porém, é universal, sendo a mesma para todos os estados, pois o Direito Natural é, por definição, algo aplicável igualmente para todos, independentemente do tempo e do espaço.  (Da mesma forma que ninguém pode revogar a gravidade e inventar um outro fenômeno físico em seu lugar, ninguém pode abolir as leis naturais e criar outro conjunto de leis arbitrárias).  Com isso, acaba-se o "jeitinho".  Nada de uns terem mais privilégios e direitos que outros.  Tribunais estaduais passam a sofrer a concorrência de cortes privadas, uma atividade empreendedora como qualquer outra.  Aqueles juízes - de cortes privadas ou estaduais - que desobedecem as diretrizes do direito natural são denunciados por juízes concorrentes, de tribunais privados, que arrebanham os clientes daqueles.  Cidadãos de um estado podem livremente se tornar clientes de tribunais privados de outros estados.

Mês Trinta e Seis:  Grupos terroristas passam a ser encarados como aquilo que realmente são, e não como "movimentos sociais".  Invasão e destruição de propriedade deixam de ser vistos como "reações normais dos oprimidos" e passam a ser tratados adequadamente.  Terroristas que invadem a propriedade são expulsos à força. Caso reajam, são mortos legitimamente, pois representam uma ameaça à vida do proprietário.  Terroristas que destroem a propriedade são condenadas a trabalhos forçados até o valor destruído ser restituído à vítima.  Terroristas que matam, são mortos.  A punição sempre se dá de acordo com o crime.  O terrorismo rural desaparece.

Mês Trinta e Sete:  Com o fim do Ministério da Justiça, a Secretaria de Direito Econômico (o seu braço antitruste) vai a bancarrota.  Empresas grandes ou pequenas estão livres para se fundir - vertical ou horizontalmente.  Acionistas podem comprar qualquer outra empresa ou vender suas ações para quem quiser.  Como cartéis só existem em mercados regulados e dumping é uma prática que não dura muito tempo - e que sempre traz prejuízos a quem o pratica -, tais comportamentos passam a ser vistos como aquilo que realmente são: estratégias válidas para se sobreviver em uma economia de mercado.  De modo algum são passíveis de punição, e nem poderiam ser.  Empresas ineficientes agora não mais podem lutar contra suas concorrentes com armas burocráticas.

Mês Trinta e Oito:  O Supremo Tribunal Federal é condenado.  Sem uma constituição feita por políticos, e com todo o poder concedido aos estados, a toga federal perde a razão de ser.  Seus burocratas altamente bem pagos - que adoram aparecer na mídia batendo boca, excitando grupos ideológicos - fazem as pazes e tiram férias permanentes no Havaí.

Mês Trinta e Nove:  A Justiça do Trabalho aposenta.  Empregados não mais podem processar seus patrões por estes terem-lhes pedido cinco minutos a mais de trabalho.

Mês Quarenta: O Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça, o Superior Tribunal de Justiça e os Tribunais Regionais Federais penduram a beca.  Suas suntuosas instalações são transformadas em teatros.

Mês Quarenta e Um:  O Itamaraty é deportado.  Os parasitas - tecnicamente chamados de 'embaixadores' - extremamente abastados, que vivem em mansões luxuosas com um séquito de ajudantes pessoais, são substituídos por máquinas de fax - que surpreendentemente fazem o mesmo serviço por um preço irrisório.

Mês Quarenta e Dois:  Todas as tarifas de importação remanescentes são finalmente abolidas.  Os brasileiros agora podem comercializar com qualquer pessoa no mundo, sem barreiras ou subsídios.  Os preços de laptops e de outros produtos tecnológicos mergulham.  O preço de um Sony Vaio completo cai de R$ 7.400 para R$ 1.600.  BMWs, Mercedes, Jaguares e Porsches tornam-se comuns.  Várias Ferraris são vistas nas cidades mais ricas.  As montadoras nacionais, não mais sujeitas a uma pesada carga tributária e aos encargos trabalhistas, importam maquinário barato e aumentam sua produção, aprimorando seus produtos e diminuindo seus preços.  Palio e Gol, completos, são vendidos por cerca de R$ 10 mil.  O Tata Nano é importado da Índia por R$ 4 mil.  Os pobres acostumam-se com carros novos e cheirosos.

Mês Quarenta e Três:  Todas as leis de falências são repelidas; devedores que se recusam a pagar suas dívidas são tratados como virtuais ladrões.  A alienação fiduciária - nada mais que a retomada de uma propriedade pelo seu dono - torna-se algo inapelável.  As taxas de juros caem ainda mais, pois os riscos de calote tornam-se virtualmente nulos.

Mês Quarenta e Quatro:  Para proteger sua soberania e independência, o Brasil se retira em definitivo do Banco Mundial, do FMI e da ONU.  Nada mais de burocratas estrangeiros fazendo intervenções keynesianas na nossa economia e ditando regras educacionais e politicamente corretas.

Mês Quarenta e Cinco:  Dando continuidade ao processo de soberania, o Brasil se retira da Organização Mundial do Comércio, da Organização Mundial da Saúde, da Organização Mundial do Trabalho e do Banco Interamericano de Desenvolvimento.  Seus prepotentes burocratas terão de pregar suas cantilenas intervencionistas em outras bandas.

Mês Quarenta e Seis:  O presidente é reeleito espontaneamente pelo povo, sem fazer qualquer propaganda.

Mês Quarenta e Sete:  O fluxo de imigrantes para o Brasil é intenso.  O mercado de trabalho, entretanto, por ser totalmente livre, não tem dificuldades em alocar essa nova mão-de-obra.

Mês Quarenta e Oito: No último mês de seu primeiro mandato, com a popularidade nas alturas e sem muito o que fazer, o presidente junta toda a sua equipe - não mais do que 5 pessoas, incluindo mulher e filhos - e parte para um longo cruzeiro pelas Bahamas, seguido de Ilhas Gregas e Taiti.  Toda a sua viagem é voluntariamente paga pelos membros produtivos da sociedade, que querem garantir que o elemento tenha uma jornada duradoura, de não menos do que quatro anos.  O presidente agradece a gentileza e promete atender ao pedido.

 

Achou radical?  Pois não é.  Lembre-se que as estruturas estaduais seguem intactas, porém com muito mais capital e riqueza do que antes.  Os estados tornaram-se apenas entes autônomos e independentes de uma autoridade central, que tudo lhes tirava e pouco dava em troca.  Será mesmo que este modelo é impossível?

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5 votos

autor

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

  • Marcelo Boz  13/05/2009 09:57
    Concordo com praticamente tudo, menos com o fim da PF e com a liberação das dogras.
  • Ainnem  18/06/2015 11:52
    belo plano mas soh tem 1 problema: será que a CULTURA BRASILEIRA está preparada, ou deseja, um liberalismo como tal? O plano é técnico, mas a população é humana, pode simplesmente rechaçar o quê é melhor a ela e preferir o que é pior. Sim, estamos no Brasil.
  • Eduardo  02/02/2016 13:55
    Ainnem,


    Foi exatamente o que eu pensei.
  • Daniel Carlos Richa  13/05/2009 11:20
    Hehe, malucao mas legal. e o pior eh que eu concordo com tudo. Da uma boa plataforma pra um partido.
  • RODRIGO RAMIRO FERREIRA PEREIRA  13/05/2009 12:37
    Tenho 30 anos, dos 16 aos 26 dedicados à idéias comunistas, como pode ver, não tenho mais estrutura para lidar com utopias. Passei a admirar o realismo da Economia Austríaca depois que larguei a visão estatista/socialista mas ler esse besteirol utópico todo me dá náuseas. Gostaria muito que o ser humano tivesse a dignidade toda que esse seu programa de governo requer para que dê certo, mas sei que esta é a origem de toda utopia. Chega de utopia. Seja mais pragmatista e acho que mais pessoas descobrirão o valor de se lutar pela liberdade, mas sem esquecer o realismo, o pé no chão. De qualquer forma a leitura foi um bom exercício de reflexão e provocação.
  • Samuel  13/04/2014 23:38
    e desde quando o Livre Mercado não é utopia?
  • Silvio  16/09/2014 21:35
    E desde quando o livre mercado é utopia?
  • Alexandro Zambrana  11/10/2015 15:41
    O texto poderia ter sido um ensaio de como realizar uma transição ordeira num mundo real, mas passou longe disso. Desconsidera que é realmente necessário um plano de transição, dada a posição iminentemente instável em que o sistema é mantido artificialmente. Foi, além de ingênuo, deselegante. Deixou transparecer um ressentimento, quase uma raiva, para com uma parte da população que apenas segue as regras que hoje são correntes. Que culpa eles têm? Agindo dessa forma, não seria a reprodução do mesmo tratamento que os comunistas dispensaram aos burgueses na revolução socialista?

    Estou dando um desconto por ser um texto de 2009. Acho que você, Leandro, já deve ter amadurecido mais. Gosto dos seus textos técnicos e dos podcasts, mas recomendo fortemente que não entre mais por esse caminho, pois isso mina sua credibilidade e compromete a propagação das idéias libertárias. Eu até sugeriria que retirasse esse artigo do acervo, mas acho que não seria honesto. Um mea culpa público seria muito mais íntegro e demonstraria um senso de responsabilidade.

    Não sei se vai liberar este texto, mas sei que irá lê-lo. Se não postar, vou saber que este é um espaço que só espera aplausos e o respeito que tenho pelo seu trabalho terá se esvaído.

    Essa é uma crítica de quem está entrando agora nessa discussão e, apesar de concordar com a ideia central que é o fim do intervencionismo do Estado na vida do cidadão, não concordo com a forma que essa ideia é veiculada neste post. Atrapalha mais a vinda de novos adeptos do que ajuda.
  • Marcelo Guimarães Rosa   11/10/2015 17:22
    Pois eu tenho a certeza de que o Leandro está preocupadíssimo com essa sua opinião muito bem embasada, fundamentada em argumentos, sem nenhum afetação emotiva, e repleta de sugestões construtivas. E com toda a certeza do mundo ele vai atender ao pedido de um ilustre como você e vai retirar este belo texto do ar só para lhe agradar, tão preocupado ele está em seguir ordens de desconhecidos invejosos.

    Em tempo Leandro, achei ótimo o texto mas ele tem o grave defeito de ser moderado demais. Pô quatro anos pra extinguir o governo federal? E os governos estaduais ainda se mantem intactos? E o elemento acima, claramente um novato no site, ainda vem dizer que o texto (em tom claramente humorístico, tanto é que foi postado no blog, e não na seção de artigos) é radical? Mande um mais hoppeano da próxima vez. Não é necessário mais do que um ano pra abolir governos federal e estaduais.
  • Leandro Roque  13/05/2009 14:40
    Prezado Rodrigo, obrigado pelo comentário e por sua franqueza. Permita-me, porém, discordar em dois pontos. 1) Você não pode entregar os pontos fácil assim!; 2) Se você pensar no Brasil como uma federação de estados autônomos e independentes, verá que o governo federal é algo inútil, desnecessário e caro. Não há a menor justificativa para mantê-lo. Os estados podem muito bem viver sem ele. Aliás, viveriam melhor. Pense nos vários países da Europa Ocidental, cujo território tem tamanho semelhante ao do Brasil. A Suíça, por exemplo, não segue ordens da UE. Ela comercializa com eles direitinho, mas não é boba de dar sua renda para uma autoridade central. O mesmo vale para o Brasil. Os estados seriam autônomos e comercializariam normalmente entre si, mas não precisariam entregar sua renda para um poder central e tampouco utilizariam o poder central para roubar de outros estados. Da mesma forma que hoje o comércio entre os estados brasileiros é anárquico (será que SP se preocupa com sua balança comercial em relação a MG?), assim continuaria sendo sem um governo federal. E cada estado seria livre para adotar suas políticas governamentais. Juro que não consigo entender como alguém pode ser contra isso. Abração!
  • Rafael Hotz  13/05/2009 19:18
    Ótimo texto, só três colocações: 1 - Você não deixa explícito esse modelo de federalismo, se ao abolir o governo central os governos estaduais/municipais caem por terra junto 2 - discordo que seja necessário que os trabalhadores das estatais comprem os ativos estatais após a divisão, pois eles o "homestedearam"... 3 - você parece que ficou com medo de falar na parte de saúde que o enforcement de patentes seria abolidao, reduzindo os custos dos remédios ao estimular a concorrência... o Mises Brasil deveria fazer que nem o americano e abrir uma sessão de comentários nos artigos... continuem o ótimo trabalho!
  • Rhyan Fortuna  13/05/2009 20:08
    Melhor texto da brasileiro da internet!
  • Fabio Matias  13/05/2009 20:11
    Olá Leandro Roque. achei interessante o seu texto, porém estou com um pé atrás sobre a questão das drogas. Se forem liberadas, os usuarios -de drogas- não podem querer roubar dinheiro ou objetos dos familiares, ou pior ir contra a vida destes familiares para poder comprar a droga. Li na revista Veja que a Holanda está querendo rever a politica de drogas, ou seja, querendo endurecer. Outra questão -envolvendo a Holanda- é sobre a prostituição, que está envolvida cada vez mais com mafia do leste Europeu
  • Maurício  31/08/2014 22:05
    Nem sei o caso da Holanda, mas a droga foi legalizada pelo órgão central que deve ter criado uma infinidade de burocracias que privilegiam somente os mais fortes capazes de vender a droga dentro de tais burocracias. Ou o próprio Estado deve ter se colocado como quem deveria vender drogas. Partindo destes pontos é fácil perceber que este marco regulatório não legalizou a droga e sim descriminalizou, aferindo limites para sua produção por meio de regulação o que gera um aumento do preço do produto e um monopólio que não passa de um imposto disfarçado.
    Para o consumidor isto afeta no tocante da demanda se poucas empresas produzem a droga e ela não possui muita demanda a classe mais pobre não conseguirá compra-la. Este agente talvez por pensar que está sendo oprimido socialmente por grandes capitalistas iria roubar para conseguir a droga. Poderíamos pensar também no surgimento de um mercado negro de venda da drogas de qualidade inferior ou até mesmo superior, porém que não cumpre o que o Estado determina e mesmo se tratando de um produto superior e com custo benefício melhor se o Sr.Bonzinho do Estado te ver comercializando tal droga você irá preso.
    Poderia citar infinitas opções que a regulação irá atrapalhar, mas no geral quero só mostrar que no caso da Holanda a comercialização não é livre e sim coagida, o Estado autoriza sim o uso da droga ( DESCRIMINALIZA ), porém você só pode comprar de quem o Estado permite, e isto vai totalmente contra uma ideia de livre mercado, pois aqui percebemos a força da mão pesada do Estado te obrigando a consumir um produto.
    E quando você gera privilégios a um setor e concorrência desleal para a entrada de novos empreendedores no mercado, (empreendedores os quais pelo óbvio significado da palavra entram para inovar com ideias afim de tornar o produto mais viável e barato economicamente para que o cliente prefira o seu produto), promovendo tais atos você prontamente estará criando um ciclo os quais aqui na EA fica de fácil acesso você perceber as consequências devastadoras que acontecem quando o governo tenta por meio de regulações controlar o mercado e a economia.
  • Fabio Matias  13/05/2009 20:14
    Continuando com o post anterior. Qual seria a sua sugestão sobre o caso citado acima. Sem querer torrar a paciencia. Qual a sua opnião sobre os exércitos. eles seriam privatizados como a policia?
  • Alexandre  13/05/2009 22:06
    Leandro, Concordo com quase tudo que você. Como servidor público, sei bem como as coisas não funcionam. Somente tenho uma ressalva quanto ao teor do artigo. No meu ponto de vista, é excessivamente otimista. Até acho que isso vá acontecer, mas em um prazo consideravelmente mais longo. A população brasileira está acostumada demais com a regulamentação estatal, pode se dizer que desde 1500. Acho que o início do processo será bem traumático: uma terrível desorganização até que a sociedade aprenda a se organizar sem a ajuda do Estado. Sem contar com a terrível propaganda dos estatistas. E, convenhamos, a cultura brasileira não é exatamente fã do livre mercado, mas do compadrio e do assistencialismo. Enfim, o que você calcula para acontecer em quatro anos, talvez demore gerações até que realmente aconteça. No mais, a ideia é muito boa e merece ser espalhada. Abraços, Alexandre
  • Luiz Mário Brotherhood  13/05/2009 23:35
    Senhor Leandro Roque, muitos parabéns, e muito obrigado pelo texto!
  • Leandro Roque  14/05/2009 16:03
    Rhyan e Luiz, obrigado pela gentileza! Alexandre, obrigado pela sensatez. Sem otimismo, não há disposição pra nada. Rafael, bem lembrada a questão das patentes. Quanto aos estados, não vejo por que eles cairiam juntos. Infelizmente. Obrigado pelo elogio. Fábio, a questão das drogas é difícil discutir aqui. Procure o artigo "Drogas e Adultério" neste site. Outra coisa: lembre-se que a Máfia só existe para fornecer bens e serviços proibidos pelo governo. Logo, ela é uma invenção do governo. Mesmo máfias pequenas e menos poderosas trabalham no fornecimento de algo que, no mínimo, foi encarecido pelo governo - seja através de impostos altos ou tabelamento de preços. Artigo: "A Máfia e o Cinema". Por último, os exércitos: tem muita literatura em inglês sobre isso. Procure por "The Myth of National Defense", no site do mises.org. Aqui no site, leia também o artigo "Israel x Palestina". Abraços!
  • Artur  26/12/2011 07:22
    Enquanto houver outros países com Exércitos e não adeptos da solução de Paz e Livre Mercado, se faz necessário sim a manutenção de Forças Armadas... Do contrário essa sociedade livre não estaria segura.
  • Rafael R  15/05/2009 18:08
    Bom... Parece pra caramba com a Somália. Não entendia antes quando os críticos diziam que "a Somália já seria um paraíso Libertário", mas agora entendo. Não acho que o Movimento Libertário deva ser dessa forma.
  • Marco Aurélio  15/05/2009 19:31
    Prezado Rafael R., creio que sua afirmacao é errada, bem errada. nao da pra ser igual a Somalia um país que mantem os governos estadual e municipal intactos e ha um codigo de leis a ser seguidas. Bom, pelo menos foi isso que entendi do testo.
  • Rafael R  16/05/2009 02:41
    Citei hoje num debate um exemplo do porquê regulamentação federal em certos assuntos não é SEMPRE ruim. Aliás, Ron Paul é talvez o principal nome libertário dos nossos tempos e quando ele advoca quanto à drogas, por exemplo, diz que não se deve proibir o uso de regras, mas que o uso deve ser regulamentado. Mas de volta aos exemplos. Recentemente, o governo de Santa Catarina aprovou o desmatamento das margens dos rios do estado para que seus agricultores pudessem aumentar o plantio. Todos vimos o quão terrível foi a catástrofe das enchentes de Santa Catarina, como afetou não só a economia catarinense como toda a economia do Sul, do Centro-Oeste e em última extensão, a paulista; era de se esperar que o governo catarinense seria o último a pensar, apenas alguns meses depois da última catástrofe, a adotar uma medida insana como essa. Como há regulamentação federal (do Ministério do Meio Ambiente), o ministério público pôde entrar em instância federal contra a medida do governo estadual de Santa Catarina. Uma coisa é dizer que é preciso que se diminua a regulamentação, que o governo federal não deveria ter o poder de taxar a poupança, que não deveria existir um banco central nos moldes que temos o nosso. Outra é dizer que devemos acabar com toda e qualquer regulamentação federal, extinguir a polícia federal quando nenhuma organização criminosa atual trabalha reclusa à uma fronteira. Enfim, a interpretação descrita aqui poderia levar à um estado de controle bem pior que o vil e iminente estado mundial que hoje se configura.
  • Rafael R  16/05/2009 03:06
    E outra, quando se defende que cada estado terá sua própria legislação, mas que todas seguirão o "direito natural", a própria natureza humana é ignorada: as pessoas não pensam igual. É por isso que nos USA há estados em que a pena de morte existe, e em outros, não. E não é que não exista regulamentação federal sobre o que os estados podem legislar: um estado não pode, por exemplo, legislar a favor da tortura, porque isso vai contra a legislação federal. E quem julga esse tipo de questão? Um juiz federal - em um orgão equivalente ao nosso Ministério da Justiça. Quanto a Suíça, bom, a Suíça é grande em seu pequeno estado, sim, é. Mas sua economia é toda baseada em taxação, e lá o governo é um tanto "grande e inchado" para que sirva de exemplo para o libertarianismo. Outra questão não abordada aqui é a questão do trust. Essa foi a razão da criação das primeiras agências reguladoras, para início de conversa. Empresas, no geral, agem sem escrúpulos - principalmente porque é possível que os membros da mesa diretora vivam e criem seus filhos longe da atuação das empresas que comandam. Trust, Cartel, Monopólio, utilização predatória dos recursos (inclusive naturais) de um estado, enfim. Sem regulamentação, é quase impossível controla-las. Regulamentação estadual causa o problema de que se um estado decide permitir que a empresa X jogue seu lixo no rio que desagua em outro estado, o outro estado sai atingido. O problema disso é o mesmo que leva nações a guerrearem umas com as outras: ou prevalesce a vontade do estado com maior poder de barganha, ou os dois estados entram em guerra. Da forma como foi proposto aqui, a solução (era pra ser solução) libertaria acabaria agravando os problemas já existentes. E não nos esqueçamos que os governos são feitos de pessoas, eles não existem por si só. É mais fácil para o lobby dos agricultores de Santa Catarina fazer com que este governo tome medidas que lhe favoresça, ainda que destruam tal estado (lembrem-se que o dono da fazenda não precisa morar em Santa Catarina - o objetivo de qualquer empresa é o lucro), do que, para tal lobby, conseguir aprovar tal medida (prejudicial à vários outros estados) em instância federal. Menos governo, sou todo a favor. Governo nenhum é anarquia - e ai, sou contra.
  • Leandro  16/05/2009 04:16
    Prezado Rafael, obrigado pelo debate. Permita-me, porém, apontar dois erros conceituais em que você incorre. Primeiro erro: você diz que regulamentações são necessárias para evitar cartéis e monopólios. O problema é que são justamente as regulamentações que geram os cartéis e monopólios. Não existe exemplo de um monopólio ou cartel que tenha surgido naturalmente sem o dedo do estado. Nenhum exemplo. O estado gera cartéis, mas não é ele quem os quebra; é o livre mercado, o qual defendemos irrestritamente. Outra problema que você citou corretamente é a questão do lobby. Ora, as pessoas fazem lobby justamente porque há um governo poderoso que pode satisfazer suas vontades. Sem um governo capaz de taxar uns para repassar para outros, não há como haver lobby. Quem gera lobby é o estado, que detém todo o dinheiro e poder atrás dos quais todos correm. Assim, apesar de defender regulamentações baseando-se numa boa intenção, você certamente estaria piorando a situação. Segundo erro: você está confundindo regulamentações com leis. Absolutamente ninguém é contra a existência de leis. Leis são extremamente necessárias. O seu exemplo do lixo jogado no rio é um claro exemplo de invasão de propriedade, algo já previsto no direito natural. E é exatamente para evitar problemas de desrespeito às leis que é preciso haver concorrência no setor jurídico. Assim, se um tribunal defender os interesses do poluidor (num claro ato de desrespeito à propriedade), ainda há a chance do prejudicado recorrer a um tribunal concorrente e fazer valer a lei. Agora, se você entregar o monopólio da justiça ao estado, aí sim você estará completamente refém dos poderosos, que têm o estado no bolso. Com concorrência judiciária, você pelo menos tem chance. Sem concorrência, você não tem nenhuma. É isso. Continue aprofundando seus estudos na teoria libertária para sanar outras dúvidas que inevitavelmente surgirão. Abração e escreva sempre!
  • André Luiz de Freitas Paranhos  16/05/2009 09:16
    Texto interessante, Lenadro. Porém, discordo da sua idéia de como deveria ser a "proporcionalidade" de uma pena em relação ao crime cometido. Não precisamos agir como animais para punir quem age como animal.
  • Renan Merlin  20/09/2016 03:40
    Isso aqui é Instituto Mises Brasil não Instituto Maria do Rosario. Nunca tenha pena de bandido pois ele não tem pena de ninguém. Pra roubar 50 reais pra ele comprar sua maconha ele é capaz de matar alguém que destroi toda uma familia.
  • Arnaldo  24/07/2017 15:27
    hahaha te matar pra comprar maconha.
  • Rafael R  16/05/2009 15:45
    Caro Leandro, antes de mais nada, agradesço por não me chamar de Nazi, como fez o último libertário radical com o qual debati. Interesso-me genuinamente pelas ideias libertárias, mas percebo agora o quão tênue é a linha entre Capitalísmo Libertário e anarquia (ou Comunismo Libertário, como era originalmente chamada). Voltemos ao debate então. -) Concorrência no setor jurídico? Novamente: o mundo não é feito de governos, mas sim de pessoas. Aqueles com maior poder de capital obterão sentenças favoráveis com maior frequencia. Soa bastante como corrupção institucionalizada. Não só isso, mas, se um tribunal X me dá uma sentença desfavorável, recorro ao tribunal Y, a mim favorável. Ai meu adversário re-recorre ao tribunal Z, favorável a ele, e eu depois ao J, favorável a mim. Quem decide qual sentença é válida? Por que diabos um tribunal teria maior validade que outro? Isso pra mim é Comunismo Libertário, isto é, Anarquia. -) Não há referências a cartéis e monopólios sem a influencia de governos? Bom, vejamos quanto a isso. Qual a primeira menção a Monopólio na história? Aristóteles descreve como Thales de Mileto obteve rapidamente, quando desafiado, monopólio sobre a produção de azeite. E isso na época das cidades-estado gregas. E ai? É monopólio, e não há ali intervenção/interferência de estado algum. Argumentar que meu erro é conceitual parece-me, desculpe-me a franqueza, pura retórica. -) Quanto a regulação e leis, existe um termo para isso: leis regulatórias. É regulação, mas se você faz questão que as chamemos de leis, que assim seja. Agências reguladoras são, em teoria, aqueles que devem policiar para que sejam cumpridas as leis quando ninguém mais está policiando. -) E lobby, exclaresçamos, é criado quando um determinado detentor de capital - uma empresa privada - usa todos os meios à sua disposição para que sejam eleitos aqueles que defenderão seus interesses. Depois de estarem no poder é que o estado é usado pelo lobby. A única excessão a isso é o setor bancário, justamente porque orgãos privados comportam-se como governamentais. - ) E é por essas e outras que é perigoso radicalizar algo que foi teorizado tendo em vista algo tão específico; aplicar tal teoria invariavelmente a todas as esferas existêntes pode levar à resultados catastróficos, em que os grandes empresários assumiriam todos os papéis hoje assumidos pelo estado, e isso é exatamente o contrário do que creio deva ser o capitalísmo libertario... -) E pode deixar, escreverei sempre sim, pois vejo a boa vontade do movimento; encaro-o como em estado embrionário, acho que muito ainda deve ser debatido e formulado. Se alguém tiver interesse, adicione-me no msn. Abraços
  • Rafael R  16/05/2009 16:08
    Ah sim, perdoe-me os erros causados pela não revisão do texto.
  • Rafael R  16/05/2009 16:09
    Refiro-me a digitação / ortografia. Abraços
  • Roberto Chiocca  16/05/2009 19:54
    Rafael R, primeiramente existe no seu comentario um erro muito grande, chamar um ambiente em que existe o livre mercado e propriedade privada de comunismo. Depois ainda diz que um livre mercado de tribunais seria ruim pq eles seriam desonestos,um tribunal vende justiça e só sobreviveriam no mercado empresas que vendessem o que prometem.Cabe dar uma lida nos trabalhos publicados sobre justiça privada que temos aqui no site do Instituto Mises Brasil.
  • Leandro  17/05/2009 09:00
    Rafael R., fazendo coro ao Roberto, sigo sem entender por que o monopólio da justiça estatal é bom e uma concorrência entre tribunais seria ruim. Passou a impressão que a justiça atual é séria, rápida e sem qualquer resquício de corrupção. Um exemplo de concorrência jurídica que vem dando certo são os tribunais de arbitragem (ou arbitramento). Todo mundo recorre a eles quando quer rapidez e eficiência.
  • Leandro  17/05/2009 09:06
    Quanto a Thales de Mileto, o que houve foi especulação. Segue passagem da wikipedia: "Usando seu conhecimento astronômico e meteorológico (provavelmente herdado dos babilônios), Tales previu uma excelente colheita de azeitonas com um ano de antecedência. Sendo um homem prático, conseguiu dinheiro para alugar todas as prensas de azeite de oliva da região e, quando chegou o verão, os produtores de azeite tiveram que pagar a ele pelo uso das prensas, o que o levou a ganhar uma grande fortuna com esse negócio.". Ou seja, trata-se de um caso onde um sujeito, sem fazer uso da coerção, mas apenas de seus dotes superiores, ganha dinheiro usando-se de especulação. E se ele tivesse feito uma aposta errada? Certamente estaria endividado e empobrecido. Ademais, não sejamos loucos de dizer que naquela época havia capitalismo. Hoje, por exemplo, tal prática seria impensável. Por quê? Ora, porque bastaria abrir o mercado para as importações, tanto de azeite quanto de prensas. Mantenho minha posição quanto aos monopólios. Abração!
  • Rafael R  17/05/2009 19:14
    Caros senhores,, mais uma vez, fica meu pesar pelo uso que fazem da palavra "erro" - da forma empregada, qualquer pessoa que tenha lido o básico das artes retóricas assim o reconhece. É retórica. Isso faz com que eu tenha que usar de recursos parecidos para me defender, o que empobrece qualquer tentativa de debate puramente ideológico; repentinamente o debate vira algo como político. -) Novamente, a aplicação de um uso específico estrapolada para todas as áreas possíveis e imaginaveis. -) "um tribunal vende justiça e só sobreviveriam no mercado empresas que vendessem o que prometem"... O Marketing como ciência existe justamente para desafiar essa lógica; ele dita que o produto a prevalescer não será o melhor, mas aquele que tiver tido o melhor marketing. -) No caso de Aristóteles, levantei o primeiro registro do uso da palavra "Monopólio" para dar um exemplo. Lá temos não só um exemplo de especulação, mas também de Monopólio sobre uma determinada produção. E o que o exemplo deixa claro é que ele tinha conhecimento e cacife suficiente para extender indefinidamente seu monopólio (subentente-se, inclusive por outras cidades) - mas, por ser um sábio, não o fez. E os produtores podiam, em tese, importar das outras cidades-estado, assim como nós importaríamos de outros países no seu exemplo - mas aí há outros fatores que estão sendo completamente desconsiderados, como o da logística. -) A grécia antiga é famosa por ser um exemplo em miniatura do que veio a ser nosso mundo de hoje! Sim, o que eles tinham era sim uma forma primitiva de capitalismo, assim como tivemos em Atenas uma das primeiras formas de democracia. E outros exemplos da idade antiga poderiam ser aplicados, como o do mercado de sal de então (aqui não incluo o mercado da idade média). -) Logística, marketing, sociologia, filosofia, tecnologia e política; todos entram na equação e não podem ser utopicamente desconsiderados. A lei de mercado não é perfeita, e não é toda-poderosa. Creio que o uso aqui feito é uma extrapolação de um conceito que é bom, que é o de que a lei de mercado deveria ser livre para agir quando algo está no âmbito exclusivo do mercado. Nem tudo é mercado e nem tudo é regido pela lei de mercado; economia e sociologia não deveriam andar tão separadas em nenhuma ideologia. -) Caro Roberto, o senhor conhece mesmo a filosofia anarquica? Comunismo libertário é um dos nomes da Anarquia; o senhor pesquisou mesmo o assunto antes de acusar o meu "erro"? Livre mercado é essencial para o Comunismo Libertário. É óbvio que Comunismo Libertário e Capitalismo Libertário são coisas distíntas, e está claro onde fiz extrapolações exemplares no meu texto. Mas a linha é, sim, tênue; o diabo está nos detalhes! -) Obrigado pela atenção. Abraços.
  • raduán  18/05/2009 03:34
    bom texto.. mas uma duvida, como o ar seria privatizado?
  • Leandro  18/05/2009 12:51
    Raduán, o ar sobre sua propriedade é seu. Quem poluí-lo estará atentando contra sua propriedade - logo, deixando-lhe passível de reparações. E como saber se o nível de poluição do seu ar está alto? Ora, confie no mercado para fornecer-lhe os instrumentos adequados. Havendo demanda, sem dúvida surgirá o melhor produto.
  • André Luiz de Freitas Paranhos  22/05/2009 17:45
    O problema, Leandro, é que o ar que está da sua propriedade não permanece nela, então, como proteger algo que não pode ser retido em um lugar específico?
  • Leandro  22/05/2009 21:34
    André, sim, isso sempre confunde as pessoas. Veja que o mesmo problema ocorre com a água. O fluxo de água num rio é constante, certo? Logo, segundo esse raciocínio, o rio que passa em frente a uma propriedade não seria do dono da casa. Portanto, uma indústria estaria livre para poluí-lo. Correto? Sabemos que não. O que fazer no caso do ar? Primeiro, qualquer um teria todo o direito de modificar o ar sobre sua propriedade como quisesse, desde que essa poluição não se espalhasse para o ar alheio. Bom, mas isso seria uma impossibilidade por causa do fluxo de ar. Logo, teria de haver uma maneira de impedir que essas emissões chegassem ao ar alheio. E isso é problema para engenheiros. É lógico que o mercado criaria o aparato específico: pode-se, por exemplo, coletar as emissões em grandes recipientes ou simplesmente criar maneiras de converter as emissões em vapor d'água, o que aliviaria o problema. Haveria sem dúvida alguma maneira de impedir o agravamento da poluição. E sabemos que, se houver demanda e incentivo, haverá solução. E o fato é que as emissões seriam significativamente reduzidas em um livre mercado, onde os indivíduos que emitem poluentes estariam sujeitos a ação judicial. A solução de livre mercado é baseada no cálculo racional; a solução estatal é baseada na permissão da poluição para aqueles com boas conexões políticas. Qual é a que queremos?
  • Calvin  24/05/2009 22:37
    Leandro Roque: "Achou radical? Pois não é." Veja esta LR. Pela História do Brasil (HB) - singularíssima no mundo - o País dos brasileiros avança graças a um "truque" tri esperto que ainda nem foi percebido por todos os historiadores nacionais - nenhum deles (por mais sumidade e mestre que seja) percebeu do que se trata. Os historiadores brasileiros dormem de touca, não estudam pra valer, ficaram cansaditos das mesmices, mosquearam. Acompanha só. A primeira Revolução brasileira (com "R") se deu em 1822 tendo como herói maior o príncipe D. Pedro - Independência. A segunda revolução ("R") se deu em 1889 tendo como herói o duo Deodoro&Floriano - República. A terceira "R" se deu em 1930 com o herói maior GVargas - deposição de WLuiz. A quarta "R" se deu em 1960 com o herói maior JKubitschek - Brasília. Percebeu LR? Na HB se dá um processo cíclico com a aniquilação do Estado carcomido surgindo um novíssimo Estado nunca dantes concebido que obsoleta por completo e de sopetão o existente Estado que já anda pelas caronas, perdidão, sem rumo, rejeitadão. Dá de conjeturar que deverá acontecer a quinta Revolução ("R") devido ao descalabro do atual Estado/DF arruinadão pelo Lula. Só não dá de pensar: quando? onde? como? por quem? pra quê? por quanto? Evidente que após "1960" as revoluções passaram a ser civilizadas, sem traumatismos nacionais - será uma revolução levada numa boa, com embates certamente mas dentro dos normativos republicanos e democráticos. Deu LR? Que vai haver a quinta isso é batata, não há a menor chance de ser evitada - quem viver verá.
  • Leandro  25/05/2009 03:33
    Prezado Calvin, bons pontos. Só discordo da sua afirmação de que em cada revolução aniquila-se um estado e cria-se outro. Na minha opinião, toda a estrutura estatal e todo o aparato de coerção são mantidos; troca-se apenas a gangue que os dirige.
  • Calvin  25/05/2009 08:31
    Veja esta Leandro. Em 1822 o Estado era da Coroa Portuguesa e foi aniquilado. Em 1889 o Estado era do Imperador e foi aniquilado. Em 1930 o Estado estava "república velha" pois surgiu a República Nova. Em 1960 o Estado se confundia com meia dúzia de quarteirões/RIO e foi aniquilado pela nova disposição central no território. Entender "aniquilado" no sentido de obsoleto, já era, acabou, não dá mais no couro, perdeu interação com forças nacionais. A inevitável quinta Revolução (com "R") na HB se dará não por meios traumáticos e, muito menos militares (como foram as quatro revoluções anteriores). O que agora/2009 existe é um Estado/DF em processo acelerado de arruinação - as relações entre os três poderes estão por um fio - e se dará uma revolução essencialmente política: a primeira revolução em que será obsoletizado tão somente os líderes, as pessoas, os envolvidos com política; evidente que haverá alguma pauleira, confrontos de "despejo", dores e lágrimas, mas tudo humanamente toleráveis para a atual época. Anota aí LR: o fator que indica estar "madura" a oportunidade para a quinta-R é a presença do Lula desde 2003 que instalou no Executivo/DF o seu particularíssimo (e mal propositado) Exe/Lula que atua ao jeito (figurado) de um "alien" que alien_a os mais alien_áveis por meio de alien_antes. A reação de recuperar o Estado/DF será no intento de aniquilar com os alien_ados daí consequentemente arruinar o Estado/DF por meio de algumas reformas definidas, decisivas, definitivas.
  • Rolf  09/06/2009 10:33
    achei meio radical demais mas a idéia é valida. o texto também é divertido. parabéns pelo trabalho aí.
  • Calvin  18/06/2009 09:30
    "Achei meio radical" (Rolf): pois então manja só a seguir. O que está a se passar no Senado (e nas bravateadas do Lula) por esses dias não vai pra conta "Requisitos pró revolucionamentos"? Vai claro que sim, né? Há uma situação paradigmática assim: "Ninguém se ergue enquanto a puxar (na vertical) pelos próprios cabelos". Reparar que o Senado passa por "ninguém", os agitos senatoriais por "se ergue enquanto a puxar" e, as propaladas mudanças internas dão "próprios cabelos" ou seja o Senado está literalmente condenado a piorar. E como bem se está a saber a Câmara só vai na pioração desde a denúncia do mensalão. Quanto ao Executivo/DF está mais que evidente que desde 2003 foi instalado um "alien" na forma de Exe/Lula a "alien"_ar o Estado/DF. Coloca tudo na conta, meu! Ocorre que não aparece um vivente a "pedir desculpas à sociedade pelos maus fazimentos" que serviria de freio ao degrado livre, solto e frouxo. Recapitulando: - em 1822 a intervenção no Estado foi por "briga na família"; - em 1889 a intervenção foi por "propósitos militares"; - em 1930 a intervenção foi por "propósitos de autoridades regionais"; - em 1960 a intervenção foi por "propósitos de forças parlamentares". Reparar que há um avanço civilizatório nos tratos, está claro que o abordar temperamental vai sendo trocado pela manifestação racionalizada, já mais compreensível e justificável. Pois então dá de considerar - a se levar em conta o processo de avanço - que a "quinta revolução brasileira" será propositada pela sociedade como um todo: nada de líderes, nada de forças hegemônicas, nada de quebras de institucionalidades. Legal né? Como é possível que os historiadores maiorais brasileiros não se aperceberam do 'modus operandis'- que está dado na História do Brasil - de tal ineditismo dos "ciclos revolucionários" bancado pelas gerações brasileiras? É um mistério!
  • Alexandre  14/08/2009 00:17
    Olá Leandro; realmente é uma idéia bem produzida, mas a impossibilidade de todas essas práticas se resume a uma frase: Enquanto o ser humano for ser humano, isso nunca será possível. rs Pode parecer difícil de entender essa frase, mas eu quero dizer que com a inteligência, pensamento, idéia, concepção, raciocínio que o homem tem por natureza, aliado com a ganância, sede por poder e outras coisas, uma sociedade assim nunca será possível. Esse plano todo seu poderia até acontecer com um milagre sim, mas estaríamos apenas mudando o poder de mãos, pois não demoraria para os grandes do comércio começarem tudo de novo; começariam primeiro unindo empresas, e depois de algum tempo já teríamos o mesmo poder explorador, agora porém na mão do setor privado. Não tem como acabar com esse destino da humanidade, seja no privado ou público, pois o ser humano nunca permitirá. No caso das drogas, você realmente acha que acabaria com o tráfico? Claro que não; os roubos cometidos por viciados continuariam do mesmo jeito, até porque não haveria restrição para o uso. Não adianta pensar que o preço cairia que isso não aconteceria, pois mesmo sendo liberado, você acha que o traficante A iria permitir que o B vendesse pela metade do preço? Nunca. Isso tudo, pelo contrário, traria mais desordem a uma coisa que já é desordenada. Bem, os pontos a se analisar são muitos, mas fico por aqui. Forte abraço!
  • Thiago  15/08/2009 06:30
    Achei o texto meio como de quem acredita em papai-noel. Seguindo a lógica da produtividade, em 10 anos estaríamos sem ar, sem água e sem amazônia, pois tudo teria virado pasto. Privatizando o Judiciário o economicamente mais forte compra, igual ao que já existe e falar em livre-concorrencia permitindo formação de carteis, trustes e fusões é uma piada. \n\nAh! E outra coisa: se é para ser radical, então o seja até o fim: antes de darmos inicio a esse processo, que o presidente destitua toda e qualquer propriedade privada por 1 dia e faça uma corrida. Quem chegar primeiro numa instalação, ou terra ou casa, passa a ser o proprietário dela. Assim pelo menos todos partem do zero, certo?
  • Ricardo Cruz  15/08/2009 08:58
    Thiago, as suas noções econômicas são tão rudimentares, assim como seu conhecimento acerca de livre mercado e homesteading, que é até desanimador postar alguma resposta. Apenas mais estudos. Só uma dica: judiciário privado já existe (os tribunais de arbitragem). E este são muito melhores que o judiciário estatal. Este sim, privilegia os poderosos.
  • Cassio XF  11/09/2009 14:40
    Caro Leandro,\n\nBrilhante.\nVc resumiu em poucas paginas muito daquilo que venho colocando para muitos amigos ha algum tempo alem algo mais que acabei aprendendo e assimilando. Obrigado.\nEh bom saber que temos pessoas que pensam como voce no Brasil.\nVivo no Canada, que apesar de toda boa propaganda, tem diversos problemas e possui um governo social democrata mas "invisivilmente" opressor.\nMeu sonho eh voltar para o Brasil e lutar por pricipios c/ o qual vc defende. Quem sabe...\nAcredito q o Brasil poderia ser um marco para uma revolucao social-economica mundial.\nTudo de bom\nCassio\n
  • Igor Correia Oliveira  17/05/2010 16:02
    O Brasil e os países da América Latina não precisam de revoluções. Passaram suas existências até o final do século XX acreditam nisso e continuam desestruturados. O Brasil precisa é de REESTRUTURAÇÃO. O texto é muito bom, mas tem um ar muito próximo a Utopia, mas o caminho é esse. Primeiro vem a utopia para termos um rumo e depois, com muito pragmatismo, vai elaborando e colocando em prática ações para fins da reestruturação e da modernização do país.

    Infelizmente aqui no Brasil é muito dificil acreditar que algo do tipo vá acontecer, por isso somos um país subdesenvolvivo iludidos achando que já somos primeiro mundo! Aqui é o império da ilusão e não a nação do pragmatismo, da ordem, do progresso e de boas tradições.

    Agora só faço uma pergunta, o século XXI já começou. Será que deixaremos mais 1 século passar e continuar nesse sub-nível de país que continuamos a viver?
  • mcmoraes  16/06/2010 09:34
    Leandro disse: "... Achou radical? ..."

    Sim, achei, mas não tem outro jeito. O hospedeiro está infestado e o vermífugo tem que ser forte.
  • Eduardo  16/10/2011 14:21
    Parabéns por esse texto Leandro!
    Seria um privilégio tremendo ver isso acontecer enquanto estiver vivo...
  • anônimo  16/10/2011 19:37
    \r
    A liberdade não vai vim da boa vontade dos governantes, temo que vou morrer e esse país vai continuar tendo seu direito ditado por essa merda de constituição de 1988, se não por algo pior...\r
    \r
    Alguns países como França, Brasil e Itália não tem mais jeito, em alguns séculos quem sabe.\r
    \r
    Nos EUA o movimento tea party vem muito forte, e tem a simpatida de uma parcela grande da população, Ron Paul lidera a previa do partido repúblicano. Um país que a liberdade um dia terá sua chance após a desgraça economica causada pelos keynesianos. \r
  • Carlos Eduardo  11/07/2012 23:25
    Não tinha lido esse artigo antes, como é que ele foi me escapar até agora? BRAVÍSSIMO!!!
  • Anônimo  27/08/2012 07:24
    Mas Leandro, o que impede destas coisas acontecerem:

    Mês Quarenta e nove: Invejosos estatistas da Venezuela, da Bolívia e da Argentina invadem o Brasil com a justificativa de este ser uma terra de escravos de uma burguesia opressora.

    Mês Cinquenta: Armados com bandidos legalizados e o dinheiro compulsório de pagantes de impostos, milhões de propriedades brasileiras são invadidas por seus "cûmpanhêirô's" estatistas e não há nenhuma forma de a população defender-se de exércitos organizados com tanques.

    Mês Cinquenta e um: Sabendo da tragédia, o presidente volta ao país e descobre que não possui nenhum poder para retirar o dinheiro da população e pagar mercenários para proteger o país.

    Mês Cinquenta e dois: O Brasil é completamente ocupado pelos estatistas enquanto a ONU transforma sua conferência em um churrasco de insultos e "sanções" aos invasores latinos.

    Mês Cinquenta e três: Aproveitando-se da riqueza do setor privado brasileiro, os estatistas ganham ainda mais força e agora o Brasil retorna ao seu estado de 4 anos atrás: Controlado por populistas autoritários, burocratas e leis sem sentido.
  • Leandro  27/08/2012 07:41
    O que impede? Uma coisa chamada mundo real. Você acha que é fácil invadir um país de dimensões continentais cuja população está armada? Um país que não possui um centro de comando a ser tomado pelo invasor? Compare a facilidade com que conquistaram o Iraque (que tem centro de comando bem definido) com a impossibilidade de se conquistar a Somália (que não possui centro de comando).

    Como qualquer estrategista amador sabe, em uma operação de guerra, como uma invasão seguida de tomada de poder, é primordial que o invasor assuma o controle de pontos estratégicos. Como fazer isso em um país de estados independentes? Qual o ponto estratégico a ser tomado? Não há.

    Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços
  • anônimo  15/12/2013 10:14
    Leandro, vc está supondo que eles sempre vão querer um centro para dele controlar todo o resto.Mas se for gente como o MST,(com objetivos parecidos mas com as armas de um país) que só quer tomar uma ou outra fazenda ou recurso natural e deixar o resto em paz,vc acha que todo mundo vai se juntar pra meter bala nesses caras?
    Considerando como as pessoas são no mundo de hoje, ninguém vai querer se meter nesse tipo de problema.Mas se vc acha que eles vão, ótimo, mas então aquela conversa de que o anarco capitalismo não precisa de um 'novo homem', não é bem a verdade.
  • Felipe  12/12/2013 17:04
    A ONU fazendo churrasco? Até parece! Se o Brasil realmente adotasse essa postura a ONU seria a primeira organização a sancionar o bombardeio e a invasão do Brasil pelas "forças democráticas".
  • gilmar  26/09/2012 21:41
    1° Se o Brasil fizesse o que está escrito no item do 2° mês com os criminosos, sofreria sanções dos outros países por falhas gravíssimas nos direitos humanos.
    2° Liberando a droga,o Brasil seria rota preferencial no tráfico internacional visto que tem 3 vizinhos produtores de coca.

    Algumas idéias são interessantes como a parte da concorrência bancária e de abolir o ministério da cultura.

    Se o Brasil algum dia chegar ao nível de liberdade econômica do Chile,já ta bom demais.
  • fabrantes  30/10/2012 18:23
    Gilmar,
    Acredito que o que mais chamaria a atenção dos outros países seria as oportunidades de negócio que surgiriam aqui. Não esqueça de que estes caras, além de estarem sem grana para bancarem uma guerra, ainda mais em um país do tamanho do nosso, ficariam tão atordoados e levariam tanto tempo para decidirem alguma coisa, que até lá já estaríamos todos armados com as armas que eles mesmos nos venderam.

    Quanto aos traficantes, a coisa ficaria bem mais fácil para eles. Não precisariam subornar ninguém e de quebra ainda utilizariam nossos bons serviços de transporte e infra-estrutura em território nacional.

    [ ]!

    PS: Primeira vez que comento aqui! Sejam carinhosos... =)
  • gilmar  01/11/2012 17:40
    Não digo em termos de guerra.Em termo de sanção econômica.Ficaria feio pra nós.
    E quanto ao tráfico, imagina como as autoridades colombianas ficariam incomodadas com o Brasil se tornando um comprador excepcional para as FARC?As FARC cometem crimes como sequestro e assassinato. Acabaríamos financiando eles.
  • fabrantes  02/11/2012 06:33
    Se vc analisar o motivo das sansões econômicas atuais como à Cuba, Coreia do Norte, Irã, Sudão e a calhordice que o Brasil ajudou a impor sobre o Paraguai, perceberá que não tem nada a ver com o que estaríamos fazendo aqui. Pense no caso da China e suas oportunidades de negócio e pq não há uma simples sansão econômica contra eles.

    Além disso, as FARC só são tão "poderosas" assim pq tem políticos apoiando, como o Chaves e o Lula. Lembre-se de que o Brasil já é um comprador excepcional e praticamente tudo consumido aqui vem de lá. Acho que nesse cenário, as autoridades colombianas ficariam mais incomodadas com a concorrência, afinal poderíamos produzir aqui. Veja ainda o mês 29. :-)
  • Caio-SP  21/02/2013 20:25
    Bom texto e ótimas provocações.
    Porém uma variável fica sempre intacta, o ser humano.

    Continuo lendo o site...

    Abraço
  • Lucas  27/06/2013 22:55
    Parei de ler no mês 4.

    Se vcs reduzirem tributação do Brasil dessa maneira, ou mesmo se o próximo candidato a presidente na liderança das pesquisas tiver esse discurso, instantaneamente, quase toda a indústria financeira quebra, levando consigo praticamente toda a indústria nacional, uma vez que o Tesouro Nacional é o principal emissor dos títulos que estão nas tesourarias das empresas brasileiras, além de fazer as taxas dos bonds brasileiros emitidos lá fora dispararem. Antes de reduzirem-se os impostos, é preciso reduzir o fiscal.

    Conclusão: O país entra em colapso, obrigando o presidenciável a ter outro discurso, para acalmar os mercados e evitar a fuga de capital.

    Sou a favor do livre mercado e a redução do Estado, porém, a quebra do mesmo não ajuda em nada ao processo libertário.
  • Ricardo  28/06/2013 18:25
    Ora, mas o objetivo de uma reforma genuinamente liberal é justamente a de privar o governo de receitas. O governo ficará com um histórico de crédito ruim? Ótimo. Menos pessoas emprestarão para o governo -- e consequentemente deixarão de auferir juros fáceis -- e terão agora de investir na economia privada, caso queiram obter algum retorno.

    Quanto ao sistema bancário, embora a sua preocupação proceda, há um plano de reforma completo para este sistema.

    Propostas para uma reforma bancária completa e estabilizadora

    P.S.: e, da próxima vez, ao menos leia tudo antes de postar dizendo que "Parei de ler em...". Tal postura não é intelectualmente honesta.
  • anônimo  05/08/2013 20:59
    Eu achei esse texto bom, mas me pareceu um pouco radical para apresentar a pessoas mais leigas e menos conhecedoras do liberalismo.

    Por isso, tentei fazer um texo um pouco mais sucinto e plausível dentro do imaginário popular:

    COMO MUDAR O BRASIL

    1 – A Constituição brasileira é rasgada, pisoteada, cuspida e jogada no lixo. Traduz-se a constituição norte-americana para o português. O Brasil vira um país realmente federalista. Os Estados passam a decidir as suas diretrizes políticas. Compete à união exclusivamente a defesa dos direitos individuais e o controle do exército. Adicionalmente, visando proteger a sua soberania, o Brasil retira-se definitivamente de entidades supranacionais, tais como FMI, OMC e, principalmente, a ONU.

    2 – Todos os tributos são sumariamente abolidos, com exceção do Imposto de Renda, que deixa de ser progressivo e passa a ser uniforme de 1% - apenas o mínimo necessário para subsidiar a segurança. As pessoas deixam de precisar trabalhar 150 dias por ano para sustentar a gigantesca máquina pública. Concomitantemente, todos os programas assistencialistas, que apenas criam uma legião de parasitas dependentes de esmolas estatais, são suspensos.

    3 – É decretada a quebra do monopólio dos correios, dos serviços de energia elétrica, de recursos naturais e de todos os outros monopólios estatais. O planejamento central é totalmente abolido. Agências reguladoras, tais como ANVISA, ANATEL, INFRAERO etc, são extintas. Desse modo, grandes empresas farmacêuticas, de telefonia e aviação não mais estarão protegidas da concorrência.

    4 – Quebra-se o monopólio protegido pelo Estado dos serviços de transporte, bem como o processo de licitação. A partir de então, qualquer empresa pode adentrar no ramo e ofertar livremente os seus serviços. Choverão empreendimentos privados para construir imensas redes ferroviárias, movidos pelo lucro, e não pelo altruísmo. Não haverá mais "movimentos passe-livre", tendo em vista que a concorrência deixará os preços praticamente zerados.

    5 - Termina-se com regulamentações e encargos trabalhistas, tais como salário mínimo, FGTS, 13º e outras "conquistas sociais", que em verdade só servem para onerar as empresas e gerar desemprego e queda de produtividade, contribuindo para a queda do padrão de vida geral;

    6 – Abole-se o MEC - responsável pela formação de uma legião de acéfalos - e todas as regulamentações estatais sobre a educação. O Homeschooling é liberado. Qualquer um pode educar o seu filho em casa, da maneira que achar mais conveniente, sem a necessidade da ingerência estatal. O mercado, e não burocratas sentados em escrivaninhas, passará a decidir o que será ensinado Os mais pobres, sem condições de arcar com os custos escolares, poderão receber Vouchers, nos moldes que Milton Friedman defendia. Portanto, as escolas são livres para decidir os seus currículos. Se a demanda for suficiente, as escolas passarão a ensinar agronomia, astrofísica e latim.

    7 – Todos os ministérios são abolidos, com exceção do ministério da justiça. O orçamento federal é drasticamente reduzido. Adicionalmente, 90% dos funcionários públicos são demitidos de seus empregos improdutivos, passando a trabalhar para a iniciativa privada, que gerará mais empregos devido à queda dos impostos, e desse modo finalmente poderão produzir e fazer algo de útil para a sociedade.


    8 – É liberado o direito de portar armas, sem quaisquer requisitos, para se defender de bandidos, assaltantes, assassinos e estupradores. As prisões são privatizadas e os serviços de segurança do livre mercado passarão a concorrer com os serviços de segurança estatais. Qualquer um que adentrar ou invadir a propriedade alheia com intenções criminosas pode ser sumariamente executado. Expressões como "função social" e "bem público" caem em desuso na linguagem popular. A jurisdição civil serve exclusivamente para fazer valer o cumprimento dos contratos, sem "releituras" dos contratos em favor da parte "hipossuficiente", prevalecendo a autonomia da vontade.

    9 – Abole-se o SUS. Todo o sistema de saúde é desregulamentado, de modo que todos os médicos e planos de saúde podem ofertar os seus serviços livremente. Com a alta concorrência, os preços caem, de modo que até os mais pobres tem acesso à saúde de alta qualidade. Além disso, os extremamente pobres podem receber Vouchers. Por fim, se isso ainda não for suficiente, os desamparados serão ajudados através da filantropia privada, que cresce na medida em que as pessoas deixam de ser extorquidas através de impostos.

    10 – Todas as tarifas de importação são simplesmente abolidas. Todo o brasileiro passa a ter liberdade de adquirir produtos do exterior, efetuar trocas voluntárias e melhorar a sua qualidade de vida. Abole-se o BNDES e o Banco Central, entidades que são as verdadeiras responsáveis pelo acúmulo de renda e a desigualdade social, acabando com o monopólio estatal da moeda, passando a vigorar um genuíno padrão-ouro.


    Bem, ao menos tentei.
  • Lucas S.  11/08/2013 01:42
    Sensacional, mesmo lendo 4 anos depois. Esses manual é fantástico. Se todos esses passos fossem seguidos com toda certeza seriamos o melhor país do mundo.
  • Dw  10/09/2013 16:00
    " A Voz do Brasil é substituída por estática, levando a aumentos expressivos em sua audiência."
    kkkk.. Essa foi boa..
  • Emerson Luis, um Psicologo  14/04/2014 14:01

    "Ministério da Agricultura e Ministério do Desenvolvimento Agrário" - Sério que existe mesmo este segundo? Que redundância!

    O texto não citou a FUNAI, mas dá para imaginar.

    Se o próximo presidente conseguisse implementar 5% que fosse dessas medidas, já seria uma melhoria grandiosa. Aécio Neves afirmou que vai reduzir pela metade os ministérios.

    * * *
  • Henrique  21/05/2014 19:20
    "Sob essa nova lei, assassinos são mortos, estupradores são castrados e seqüestradores são confinados perpetuamente em jaulas a céu aberto, alimentado-se de bananas (ou de qualquer outro alimento mais barato) e bebendo água de chuva. Ladrões são submetidos a trabalhos forçados até que produzam algo de valor igual ao que roubaram de suas vítimas, restituindo-as."

    Problema aí é condenar pessoas inocentes à morte e a trabalhos forçados. Só num sistema de justiça próximo da perfeição isso seria possível. Sendo assim, a abolição do sistema estatal de justiça teria que vir antes.

    ---

    IMO, esse presidente aí seria linchado no máximo no 3º mês.
  • Mr. M  09/07/2014 03:04
    Leandro...
    Acho que este é o melhor texto que eu já li na minha vida. Não no site do mises, não na internet, mas em tudo, em toda minha vida.
    Quando podemos lançar sua candidatura?? rsrs
    Abs
  • Realista  20/05/2017 16:21
    Mês Trinta e Nove: A Justiça do Trabalho aposenta. Empregados não mais podem processar seus patrões por estes terem-lhes pedido cinco minutos a mais de trabalho.

    Todos sabemos que nunca são "cinco minutos" a mais de trabalho...
  • Alexandre  30/08/2014 17:47
    É utópico e fantasioso, pois o presidente não consegue simplesmente abolir a constituição. Para isso, só se a maioria esmagadora dos brasileiros tivessem os mesmos ideais. Teria que haver um partido como o Liber (que não consegue sair do papel) com um poder do tamanho do PT e PMDB somados, no mínimo.
  • Célio Azevedo  30/08/2014 19:37
    Muito bom. Excelente texto.
  • Erick  05/09/2014 20:11
    Que coisa magnifica essas propostas! Já imaginaram um candidato, hipotético do Liber, discutindo com os parasitas num debate a presidente? Hahaha
  • Luan  28/10/2014 23:14
    Qual foi a lógica por trás da ordem de cada item? Quais seriam as consequências se tudo isso fosse 'decretado' em um único dia? Seriam mais benéficas ou maléficas pra economia?
  • José Henrique   08/05/2015 18:12
    Acho que só a parte do fim dos impostos, a privatização e a diminuição do tamanho do Estado já faz com que o Brasil melhore uns 80%. Sou contrário algumas ideias expostas, como o fim da Polícia Federal, a legalização das drogas e a prostituição, bem como a questão da ONU, embora acredite que a ONU mais dificulta do que ajuda, ela ainda pode ser útil no futuro, do resto eu faria, talvez até em menos de 24 meses.
  • Schneider  07/06/2015 15:29
    Comentário novo para um texto antigo.... rs

    Aquela parte de "devedores serem tratados como potenciais ladrões" eu simplesmente não consigo concordar... Seguindo a lógica do texto, o devedor teria que trabalhar até produzir um valor igual ao do empréstimo (e, além disso, acrescentando os juros). Isso soa como Escravidão por Dívidas... Ou será que seria razoável supor que o credor lhe pagaria um salário durante esse tempo de trabalho forçado?
    De qualquer maneira, vejo isso como escravidão e com isso não posso concordar.

    Também não ficaria de acordo em relação à prostituição, drogas, justiça privada, fim da PF e, embora você tenha esquecido de colocar no texto, não concordo com o fim do ministério da defesa.

    Mas claro, estas são apenas as minhas opiniões. O restante do texto está bom, embora seja de um nível elevadíssimo de utopia. Mas, afinal, todos podemos sonhar.
  • Lucas Albuquerque  26/07/2015 22:00
    Texto interessante. O que aconteceria com o Tribunal de Contas da União? Pelo que entendi, haveria apenas o imposto de renda, então existiria algum governo a nível "federal", obviamente que muito menor do que o governo federal como o conhecemos. Ou seja, ainda existiria um TCU. Entendi corretamente? Alguém me explique esse detalhe, por favor.
  • Renato  27/07/2015 14:14
    O imposto de renda foi abolido no mês três.
  • Joao Girardi  18/08/2015 14:30
    Perfeito, e isso só na esfera federal! Agora seria impressionante ver o que poderia ser feito nas esferas estaduais e municipais :D
  • Andre Fernandes  11/09/2015 20:26
    Agradeço ao Leandro que me indicou este artigo em resposta a um comentário em outro.

    Independente de as pessoas acharem que o artigo é utópico ou impossível de ser feito, ele é fantástico como ferramenta de raciocínio e aprofundamento de conhecimento.

    Pra quem realmente se interessar nele, fazer um trabalho analisando ponto a ponto e buscando pela internet casos semelhantes em outros países e entendendo os impactos destas ações no mundo real vai trazer um entendimento muito grande da teoria econômica e, claro, de contexto histórico.

    Quem me dera tivessem me passado um trabalho com esse nível de riqueza de detalhes na faculdade...valeria mais do que o semestre inteiro de algumas matérias de economia que fiz (como eletivas, já que sou engenheiro)!

    Parabéns!
  • Tiago Anselmo  13/09/2015 10:32
    kkkk antes do mês 12 o caos é instalado no país, os governantes, supostamente bastiões da verdade, do belo e da melhor forma de viver, se revelam crápulas que não querem largar o poder, como muitos outros (TODOS?) no passado; com o caos, a moeda se esfarela, mais pessoas passam a ter dificuldade em ter atendidas as demandas mais básicas, no mínimo por causa da desorganização na distribuição de alimentos (ah!, ninguém vai saber disso com certeza, uma vez que o IBGE, com todos os defeitos, foi extinto, lembrando as ações dos socialistas do passado...), mas quem se importa com as dificuldades das pessoas? O que importa é que no futuro, essas dificuldades serão justificadas. Se o futuro não chegar, bem, se não chegar... O mais provável é que não chegue, por definição.

    É a primeira vez que leio artigos deste site. Li vários. Fico a pensar que, a despeito de algumas diferenças claras, as ideias divulgadas por aqui têm muito em comum com as utopias de esquerda. Essencialmente o que há em comum nessas ideologias é que elas são secretamente religiosas! Existe um passo a passo para uma salvação/redenção futura; aos pecadores, a condenação! (no caso das esquerdas, pecado é aquilo que não contribui para o futuro utópico, embora não seja completamente detalhado que futuro seja este; no caso do livre mercado, libertários, estado-zero, etc, se alguém de modo passageiro ou permanente não tem como produzir e não possui quem ""legalmente"" seja responsável por ele, esse alguém será abandonado à morte. Oh!, mas há outros valores. Valores morais (?). Se há valores morais em última instância e precisamos recorrer a eles, talvez até em casos mais simples, como por exemplo para justificar a confiança que os indivíduos depositam uns nos outros para, digamos, lubrificar, o mercado, então essas ideologias das quais vocês falam tanto, não passam de conservadorismo, que, se entendida corretamente, ao menos lida com os problemas presente sem um plano mágico. Eu sei, sem plano mágico é chato.

    Claro, vocês podem gritar que eu não entendi nada de nada, sobre nada... Me expliquem então, por favor.

    Hipótese: Não tenho família, acumulo alguma riqueza na vida até que descubro que tenho uma doença terminal e me resta um ano de vida. Talvez me reste meio ano com relativa boa saúde. Gostaria muito de viajar pelo mundo, mas não tenho tantos recursos. Decido que vou usar de métodos criminosos, no sentido atual, para realizar meu sonho. Pergunta: Eu deveria fazer isso? Se 'sim', essa "sociedade" não duraria muito. Depois de poucos casos bizarros, as pessoas ficariam assustadas o suficiente para criar pequenos estados com sistemas de segurança e punição, e isso demandaria impostos, ou revezamento de agentes de segurança (mas o despreparo desses agentes, ou até casos bizarros envolvendo os próprios agentes, faria com que pessoas fossem selecionadas para a tarefa exclusiva de segurança), ou aumentariam o Estado já existente, com mais segurança!, mais impostos!, e mais do mesmo que conhecemos. Claro que algumas pessoas se arvorariam os guardiões do que é bom, belo e justo, e ditariam o que as outras deveriam nessas circunstâncias fazer, e, em resposta, as outras diriam para as primeiras respeitarem sua liberdade de escolha, lembrando que enquanto debatem ideias, pessoas são roubadas, assassinadas e muito mais (Sim!, não dá pra excluir essas coisas com a leitura de livros, ou artigos de internet, ou ouvindo palestras. É mais fácil aumentar a matança com essas ferramentas, vide história). Se 'não', então parece haver outros princípios mais fundamentais que esses de livre mercado e "correlatos". Se alguém apelar a esses princípios, e eles já existirem, esse alguém é conservador em relação aos mesmos e por esses princípios serem mais fundamentais, eles deveriam ser mais explícitos para que as consequências devidas a eles fossem analisadas.

    Me parece que o problema com os impostos e com o tamanho do Estado - de modo geral, eles só crescem em todo lugar - se dá porque os governantes, praticamente todas as pessoas, principalmente os comerciantes!!!!!, estimulam sentimentos, sensações como medo, ganância, culpa, sede de reconhecimento pelas posses, já que ser reconhecido pelo que se é é mais difícil, etc, umas pessoas nas outras. O medo crescente leva a maior demanda por segurança: polícia e forças armadas. Ganância faz com que pessoas queiram ter lucro a qualquer custo. Isso pode levar a exploração de pessoas que em resposta criam sindicatos, ou algo que o valha. Em pouco tempo temos um líder de sindicato prometendo mundos e fundos... Aquele que tem muitos recursos pode aceitar contribuir para melhorar a vida de outras pessoas por sentimento culpa (ou por medo). Sede de reconhecimento por posses, mais que falta de comida, leva as pessoas a roubar. Isso é claro nos lugares pobres. Pessoas honestas trabalham e tem modo de vida humilde enquanto outros não trabalham, embora tenham as mesmas oportunidades das primeiras, e tem modo de vida extravagante, esbanjando para receberem mais atenção. (Óbvio, em todas as classes e profissões há gente desonesta, por razões variadas. Alguém pode ser um ladrão porque gosta, infelizmente). De qualquer forma, como vocês lidam com as mais diversas formas de defeitos de caráter, que se vocês me permitem dizer, de uma forma ou de outra, em alguma intensidade, vocês também têm? É mais fácil (tentar) criar alguma forma de Estado que se encarregue de resolver nossas disputas pessoais. Como o número de disputas entre seres humanos deve ser proporcional ao número de pessoas... Esse(s) Estado(s) vai (vão) crescer. Aí entra em jogo a safadeza dos populistas, estelionatários, que conhecemos e o Estado não quebra, porque se decide cobrar mais impostos e/ou contrair dívidas. (Sim, há pessoas que se divertem enganando as outras.)

    Também dá pra tentar eliminar aqueles que não aceitam as mudanças, ou que não se encaixam nos planos... Como socialistas já fizeram.

    Outra opção é cada família cuidar de poucos produtos, essencialmente agrícolas ou artesanais, e voltarmos aos feudos. Micro feudos talvez. Confesso que prefiro minha vida como está, apesar dos pesares. Se alguém prefere de outro modo pode partir para viver no campo; oportunidade não falta, mas só vale se for sem internet, melhor, sem energia elétrica, e sem essas coisas modernas que de uma forma ou de outra acabam esbarrando no mínimo em algum mecanismo de regulação estatal, para evitar fraudes. Macbook Pro, então, só para os ETs.

    Saudações, amigos.
  • ... Mais Mises  17/05/2016 02:04
    Você não verá porque já será pó há um tempo, mas caminhamos para isso. É inexorável, meu caro.
  • Killarney  17/05/2016 02:18
    Li hoje, 16/05/2016. 7 anos se passaram e o artigo segue mais atual do que nunca.

    A diferença é que hoje muitas pessoas estão tendo contato com a teoria da Escola Austríaca e é possível discutir diversos 'meses' descritos acima no dia a dia. Vários conhecidos, colegas, amigos e parentes aceitam facilmente a ideia do estado (sobretudo o federal) ser bem menor. Há 7 anos atrás, ainda surfando na onda do dólar desvalorizado e das commodities em alta, seria muito difícil discutir esse assunto.
  • Andre Henrique  16/05/2016 18:14
    Leandro,

    Você pensa em refazer esse passo-a-passo?
    Pergunto pq reparei em algumas oportunidades de melhoria, até pq o mundo evoluiu desde então.

    Darei um exemplo prático ref. a um trecho do mês Mês Nove:
    "...Um táxi até o aeroporto é mais caro do que qualquer viagem nacional."
    A economia compartilhada está mudando esse cenário... e seria muito difícil alguém gastar mais num táxi que numa passagem de avião.

    Ademais, quase tive orgasmos lendo a maioria de suas propostas ao imaginar sendo colocadas em prática.

    Abç,
    AHR
  • Conservador  23/05/2016 08:18
    Excelente artigo.
  • Halvorsen  08/07/2016 02:05
    Passados 7 anos e esse artigo ainda continua atual para a nossa realidade.
  • Enigma  06/09/2016 03:37
    Leandro e cia,

    1) Qual é a capacidade do Brasil de se tornar uma das maiores potências com esse plano de governo apresentado nessa matéria? Em quanto tempo até ser a 1º economia mundial(se for possível quantificar é claro)?

    2) Uma outra questão que fico preocupado é com a questão de uma inevitável guerra, como poderíamos obter uma força que pudesse proteger o povo brasileiro dessa ameaça, já que os impostos são abolidos, seguidamente as forças armadas não vão existir, então como se daria uma possível defesa de nosso povo?

    3) Eu sou otimista, mas também sou realista, esse plano de governo vai demorar a ser implantado com todas essas questões apresentadas na matéria, dependendo da mentalidade da população pode ser cedo ou tarde, a questão que fica é como podemos tornar isso uma realidade enquanto ainda estamos vivos?

    Sem mais perguntas.

    Abraço
  • Charada  06/09/2016 15:24
    1) Não sei. Não é essa a intenção (virar potência e ser a 1ª economia mundial) e nem deveria ser. A intenção é melhorar a qualidade de vida, aumentar a produção e criar mais riqueza. Se vai ou não virar "potência mundial" (seja lá o que isso signifique; a Suíça por acaso é potência mundial?) é algo totalmente secundário.

    2) Governos estaduais e municipais continuam plenamente operantes (daí a reclamação de alguns leitores de o artigo ter sido excessivamente moderado). A responsabilidade pela integridade de seus territórios continua sendo deles. Adicionalmente, os cidadãos agora estarão armados. Na prática, o artigo simplesmente defende um pleno federalismo, algo bastante semelhante ao modelo suíço. Não há invasões à Suíça. Nunca houve sequer tentativas.

    3) Pela difusão das idéias, pelo debate civilizado, pelo convencimento via superioridade intelectual.

    E só.
  • Enigma  07/09/2016 22:28
    Obrigado pela resposta.

    1) Eu perguntei a capacidade do Brasil de se tornar uma das maiores economias, aumentar a produção, melhorar a qualidade de vida nós já sabemos que é a consequência desse plano de governo feito neste artigo, caso algum governo siga esse plano de governo é certo de haver melhoria de qualidade de vida e o aumenta da produção.
    Agora em relação a criação de riqueza, quanto essa riqueza poderia chegar?

    2) Quando perguntei sobre essa situação, eu sabia que iriam responder dessa forma. Governos estaduais não podem se proteger de um ataque internacional e a forças desses estados nem se comparam com outros países. A questão teria que ser nacional e eu perguntei como poderia haver essa defesa. Suiça tem forças armadas para protegerem seus cidadãos e não houve invasões a Suiça ATÉ AGORA.
  • Andre Cavalcante  03/04/2017 22:49
    Já faz muito tempo, mas acho que vale a resposta:


    "1) Eu perguntei a capacidade do Brasil de se tornar uma das maiores economias, aumentar a produção, melhorar a qualidade de vida nós já sabemos que é a consequência desse plano de governo feito neste artigo, caso algum governo siga esse plano de governo é certo de haver melhoria de qualidade de vida e o aumenta da produção.
    Agora em relação a criação de riqueza, quanto essa riqueza poderia chegar?"

    Você próprio respondeu, ao se tornar livre se torna atrativa para o capital estrangeiro e o aumento de produção. Riqueza é exatamente isso. Quando ela chega? Quando se libertar a economia das amarras do estado centralizado agigantado que é o nosso atual.


    "2) Quando perguntei sobre essa situação, eu sabia que iriam responder dessa forma. Governos estaduais não podem se proteger de um ataque internacional e a forças desses estados nem se comparam com outros países."

    Ooops. No estado do Amazonas, jaz a força proteção da Amazônia que conta com vários caças supersônicos. O Rio de Janeiro conta com vários navios e mesmo submarinos. Já São Paulo, nem se fala. Essas estruturas são federais, é correto, mas porque elas não poderiam ser deixadas para os seus respectivos estados? E, o que impediria um estado, como o de São Paulo de construir uma base militar realmente imponente? Ou, o que impediria um estado do nordeste, por exemplo, contratar um exército profissional? Lembre que eles teriam dinheiro pra isso.

    "A questão teria que ser nacional e eu perguntei como poderia haver essa defesa. Suiça tem forças armadas para protegerem seus cidadãos e não houve invasões a Suiça ATÉ AGORA."

    Não, a questão da segurança não tem que ser nacional. E o fato de a Suiça não ser invadida não tem nada a ver com o seu exército, mas com sua população e, principalmente, o fato de que seus vizinhos não tem nenhum interesse nisso. Onde é que os políticos e burocratas da UE iriam depositar o fruto dos seus roubos?
  • Renegado  30/09/2016 15:22
    Este texto é realmente atemporal. volta e meia eu venho aqui novamente.
  • Aprovado  08/01/2017 03:47
    Eu também.
  • mauricio  04/04/2017 19:28
    Leandro, boa tarde. Parabéns. Realmente sou novo no site e somente agora li este artigo. Acho que compreendi a sua intenção: trazer à discussão uma série de entraves burocráticos que impedem a "felicidade geral da nação". O Plano é perfeito, a forma e a velocidade é que acho um tanto inadequadas. Acho que você estava muito radical quando escreveu (2009). Hoje, 2017, já passados dois mandatos presidenciais (8 anos) penso que você está mais...calmo, digamos assim. Mas você é o "cara". Tenho certeza que se você quiser você rediz um Plano de Governo com as mesmas intenções, felicidade geral da nação, mas totalmente factível. Você tem muita luz. Se você elevar seus pensamentos os caras lá de cima te iluminarão. Acho que seria muito difícil rasgar a Constituição, mas uma nova Constituição mais libertária é totalmente exequível. A partir dessa chegar-se-ia ao direito natural. Há muitos brasileiros competente e sérios que se engajariam na política, em prol do Brasil, se o sistema político fosse digno. Eu não sei, mas sei que você sabe ou pode saber, com muito mais facilidade que nós outros, as falhas desse sistema e a solução para torná-lo honrado e probo. Leandro o Brasil precisa de você. Você recebeu a ferramenta, uma inteligência admirável, não deixe de usá-la, Você não a recebeu à-toa. Novamente Parabéns.
  • Nertuuis  29/07/2017 18:05
    O que fim dariam, por exemplo, à Biblioteca Nacional e Arquivo Nacional ?


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