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Com um simples decreto, Trump expôs a escandalosa natureza do Obamacare
Um programa estatal que é arruinado ao se permitir mais liberdade não pode ser sensato

Desde a década de 1960, os EUA possuem um sistema de saúde altamente regulado pelo governo. Dentre outras coisas, o governo proíbe que uma seguradora de saúde de um estado forneça serviços em outro estado, o que criou uma reserva de mercado tentadora. [É como se a Unimed só pudesse atuar no Rio, a Amil só em São Paulo, a SulAmerica só em MG e por aí vai]

Adicionalmente, as seguradoras sempre foram obrigadas pelo governo a cobrir até mesmo consultas de rotina. Se você fizer algo tão simples e corriqueiro quanto um exame de sangue — que é coberto pelos planos de saúde e pelos programas estatais Medicare e Medicaid —, o hospital cobra um preço astronômico do governo ou da seguradora. Consequentemente, os preços das apólices e mensalidades só aumentavam. (Leia todos os detalhes aqui).

Foi neste cenário de custos em alta que, em março de 2010, o então presidente Barack Obama promulgou o Patient Protection and Affordable Care Act (Lei de Proteção ao Paciente e de Assistência Acessível), que passou a ser popularmente conhecido como Obamacare.

Qual era a essência do Obamacare?

1) Os planos de saúde passaram a ser legalmente obrigados a fornecer cobertura a todos os requerentes, independentemente de seu histórico médico. 

2) As apólices dos planos teriam de atender a padrões mínimos (chamados de "benefícios essenciais de saúde"), o que inclui não haver um limite máximo para indenizações anuais ou vitalícias das empresas seguradoras para uma apólice individual.

3) Absolutamente todos os cidadãos dos EUA passaram a ser obrigados a comprar um plano de saúde. Os mais pobres que se declarassem incapazes de arcar com as mensalidades receberiam subsídios do governo federal. 

4) Empresas com mais de 50 empregados que trabalham em tempo integral (30 horas ou mais por semana) passariam a ter de bancar o plano de saúde deles. Caso contrário, seriam multadas.

Ou seja, o governo Obama obrigou as pessoas a comprarem planos de saúde e obrigou as seguradoras a conceder planos de saúde para todos os requerentes.

A justificativa teórica para essa obrigatoriedade é que, se todos pagassem às seguradoras e se as seguradoras aceitassem todos os requerentes, então aqueles mais pobres que não tinham nenhum plano de saúde poderiam agora ter acesso a um. 

A consequência, no entanto, é que os custos das mensalidades explodiram.

Com o governo estipulando a cobertura mínima que tem de ser fornecida pelos planos de saúde; obrigando todos os cidadãos americanos a adquirir apólices homogêneas e com cobertura completa; e obrigando os planos de saúde a aceitarem pessoas com condições médicas pré-existentes e a cobrarem delas o mesmo prêmio que cobram de pessoas saudáveis, os preços da mensalidade só poderiam ir para o alto.

Em última instância, o Obamacare foi o evento que fez com que os eleitores independentes votassem em Donald Trump.

O decreto

O Obamacare não era apenas financeiramente insustentável. Mais grave ainda, sempre foi intelectualmente insustentável, ainda que este fato tenha demorado a vir à tona. Isso chegou ao fim com o decreto do presidente Trump.

O que faz o decreto? Corta os subsídios das seguradoras ineficientes. Também redefine o significado de coberturas de "curto prazo": de um ano para 90 dias. Mas o que é mais importante, e é isso o que causou um frenesi na mídia: liberaliza as regras para que as seguradoras atendam consumidores.

Nas palavras do jornal USA Today: o decreto proporciona um maior leque de opções, "ao permitir que mais consumidores comprem seguros de saúde, por meio de planos corporativos, de operadoras de outros estados".

Atente para a palavra-chave: "permitir". Não "forçar", não "obrigar", não "coagir". Permitir.

E por que isso seria um problema? Ora, porque permitir essa escolha representa uma severa derrota para a principal característica do Obamacare, que era forçar as seguradoras a aceitar, sob as mesmas condições de preços, pessoas totalmente saudáveis e pessoas pertencentes a grupos de risco. Esse agrupamento homogêneo e indiscriminado entre pessoas saudáveis e pessoas adoentadas jamais seria feito em um livre mercado.

Se você fosse resumir a mudança em uma frase seria essa: ela permite mais liberdade.

O teor dos comentários críticos a esta mudança dá a entender que ela representa uma espécie de ato tirânico. Mas sejamos claros: ninguém é coagido por esse decreto. É exatamente o contrário: ele remove uma fonte de coerção. Ele liberaliza, apenas um pouco, o mercado de seguradoras.

Eis um princípio: se um programa governamental é arruinado ao permitir mais liberdade de escolha, então ele não é sustentável.

O site The Atlantic já prevê tudo:

Tanto os planos corporativos quanto os de curto prazo tenderão a ser menos caros que os planos mais robustos regulados pelo Obamacare. Mas a preocupação, entre os críticos, é que os planos agora irão ser mais seletivos e optarão pelos clientes mais saudáveis, deixando para trás aqueles que já possuem condições pré-existentes. Estes mais doentes ficarão presos nas seguradoras reguladas pelo Obamacare. Assim, os preços para estes irão subir, pois as pessoas seguradas serão as mais adoentadas. As pequenas empresas que optarem pelos planos mais robustos — talvez porque têm empregados com sérias condições de saúde — também lidarão com custos maiores.

Já o site Vox coloca desse jeito:

Os indivíduos mais propensos a fugir dos mercados do Obamacare para planos corporativos serão os mais jovens e mais saudáveis, deixando para trás uma população mais idosa e doente para ser cuidada pelo que restar do mercado do A.C.A. Isso tem todos os componentes de uma espiral da morte, com mensalidades cada vez maiores e seguradoras optando por deixar o mercado completamente.

O The New York Times segue a mesma linha:

Os empregadores que permanecerem no mercado restrito do A.C.A. (Affordable Care Act) oferecerão a seus empregados planos mais caros que a média. Haverá aumento das mensalidades. Somente os mais adoentados permanecerão nos grupos de risco regulados pelo Obamacare após várias rodadas de cadastramento.

Já a CNBC coloca a questão sobre a duração do plano nos termos mais estranhos e irônicos:

Se o governo liberaliza as regras sobre a duração dos planos de saúde de curto prazo e, em seguida, também torna mais fácil para as pessoas se esquivarem das dificuldades inerentes à obrigatoriedade do Obamacare, isso pode fazer com que pessoas saudáveis e que não precisam de benefícios abrangentes optem por se inscrever em massa na cobertura de curto prazo.

Dá para imaginar? Deixar as pessoas fazerem aquilo que mais as beneficia? Um horror!

Tão logo você entende os detalhes, a verdade cruel sobre o Obamacare se torna explícita. O Obamacare não criou um mercado. Ele destruiu o mercado. Até mesmo a permissão de apenas um pouco de liberdade destrói o programa por completo.

Sob as regras até então vigentes, pessoas saudáveis eram forçadas (eram pesadamente tributadas caso negassem) a pagar por quem já não estava saudável. Os jovens eram obrigados a pagar pelos idosos. E qualquer indivíduo tentando levar uma vida saudável era obrigado a bancar os mais permissivos.

Esta sempre foi a grande verdade oculta a respeito do Obamacare. Nunca foi um programa para melhorar a cobertura médica. Era um programa para redistribuir coercitivamente a riqueza dos saudáveis para os doentes. E o programa fez isso forçando o agrupamento homogêneo entre pessoas saudáveis e pessoas adoentadas, algo que contraria por completo a lógica da própria instituição do seguro, que sempre se baseou em mensalidades de acordo com os riscos. O Obamacare imaginou que seria fácil usar a coerção para abolir toda a lógica da existência de um seguro. Não funcionou.

E, assim, o decreto de Trump introduz um pouco de liberalidade, aumentando as opções. E os críticos estão gritando que isso é um desastre. Você não pode permitir a escolha! Você não pode permitir mais liberdade! Você não pode permitir que produtores e consumidores se arranjem sozinhos! Afinal, isso desafia o cerne do Obamacare, que era obrigar as pessoas a fazer aquilo que não fariam em sã consciência.

Essa revelação é, como se costuma dizer, um tanto constrangedora.

Eis a principal lição do fracasso de Obamacare: nenhuma quantidade de coerção pode substituir a racionalidade e a produtividade de um mercado competitivo.

Mesmo com o decreto liberalizando um pouco o setor, ainda há um longo caminho a percorrer. Todo o mercado de saúde precisa de uma liberalização maciça, com o governo saindo de cena e permitindo a livre concorrência total entre seguradoras e médicos, e uma total liberdade de escolha e de interação entre pacientes e médicos.

Liberdade ou coerção: só há estes dois caminhos. O primeiro funciona; o segundo, comprovadamente, não.

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30 votos


  • João  17/10/2017 14:26
    Mas continua sendo ruim. Era um lixo, agora é menos lixo. Um "pouco menos" de interferência estatal não significa liberdade.
  • Marcos  17/10/2017 14:33
    Claro. Por isso a repetitiva ênfase do autor no termo "pouco".

    "Ele liberaliza, apenas um pouco, o mercado de seguradoras."

    "Até mesmo a permissão de apenas um pouco de liberdade destrói o programa por completo."

    "E, assim, o decreto de Trump introduz um pouco de liberalidade"

    "Mesmo com o decreto liberalizando um pouco o setor,"

    Não dava para ser mais insistente e claro do que isso.
  • Joao  17/10/2017 15:35
    pois é
  • Arthur  17/10/2017 17:43
    Por isso ele disse que continua sendo um lixo. Não da pra ser mais claro que isso.
  • anônimo  17/10/2017 15:35
    ????
  • Pobre Paulista  17/10/2017 15:32
    Obama don't care
  • não é o ponto, mas...  17/10/2017 17:24
    obama doesn't care
  • Capital Imoral  17/10/2017 20:16
    Obama is the father of the poors.
  • WDA  18/10/2017 12:10
    Obama é o imoral do capital!
  • Pobre Paulista  17/10/2017 21:07
    Ouch...
  • VINICIUS SILVA  23/10/2017 11:43
    Só o fato do cara colocar o nome do programa, parte de seu próprio nome, já diz muito sobre sua pessoa e escancara seu narcisismo.
  • Ricardo  17/10/2017 16:17
    Agora as seguradoras irão recusar os mais velhos e doentes. Quanto sentimento de humanismo nessa atitude.
    Parabéns Neoliberais.
  • Felipe  17/10/2017 16:35
    Recusar? Só se forem muito burras e odiarem dinheiro (ou seja, só se forem anti-capitalistas).

    Grupos de risco são os que pagam os prêmios mais altos (como tem de ser, aliás, para qualquer seguro). Sendo assim, quanto maior o grupo de risco, mais dinheiro eles geram para as seguradoras. Se eu fosse dono de seguradora, daria prioridade aos grupos de risco. Aliás, aqui no Brasil, cujo mercado de seguros funciona um pouco melhor que o americano, sempre foi assim.

    Já os intervencionistas ignorantes em economia (com o perdão do pleonasmo) juram que economia é algo que funciona inteiramente na base da emoção e do coitadismo, e não da lógica e da razão. Eles querem que uma pessoa que fumou a vida inteira e que tem câncer possa adquirir um seguro saúde que cubra tudo e que tenha o mesmo preço de um seguro de uma pessoa totalmente saudável. Na prática, querem que todos possam adquirir um seguro após dar perda total no carro. E querem que tudo seja baratinho e funcione bem.

    Gênios.

    Na prática, o Obamacare não só fodeu todo o mercado, como ainda encareceu as apólices das pessoas saudáveis, tornando-as proibitivas. Ah, e ainda elegeu Trump.

    Quando é que vocês irão conseguir tirar os membros superiores do chão?
  • daniel  18/10/2017 16:48
    Caro Felipe,

    Eu ajudei na tradução desse artigo voluntariamente, portanto é de se esperar que estejamos de acordo em nossas opiniões. Porém, há menos de 2 anos atrás, meu posicionamento se alinhava com o do José, o qual você indiretamente chamou de quadrúpede.

    Só gostaria de lhe pedir, humildemente, que se abstenha de ofender os comentaristas nesse espaço. Se eu mudei de opinião ao longo desses dois anos, foi porque encontrei libertários educados, que se dispuseram a explicar o que eu não sabia. Exemplo: o Raphaël Lima, do Ideias Radicais, que já me disse ter convertido PSOListas. Durante os hangouts, ele sempre respondeu pacientemente às minhas perguntas, por mais absurdas que fossem.

    Outro dia, eu troquei 150 mensagens nos comentários de um vídeo do Youtube com um esquerdista. A discussão se prolongou porque nenhum de nós faltou com o respeito um com o outro.

    Se o seu interlocutor insistir com a grosseria, não comente mais. Você fez sua parte. Discutir com idiotas é se rebaixar ao nível deles. Mas se a grosseria parte de você, isso pode resultar num desperdício de aliados, como o que eu me tornei.
  • Felipe  17/10/2017 16:37
    Ei, não deixem passar incólume esse vilipêndio supremo que foi feito pelo Ricardo!

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2542
  • José  17/10/2017 17:54
    Concordo com o comentário do Ricardo.
    Quer dizer Felipe que devemos deixar nossos velhos, doentes e deficientes a merce do livre mercado.
    Economicamente é uma tese sustentável. Humanamente pensando é deplorável.
  • Campineiro  17/10/2017 18:47
    Concordo plenamente.

    Os velhinhos a mercê do livre mercado (restaurantes a quilo, lojas de roupa, produtos tecnológicos, e todos os tipos de estabelecimentos comerciais e de ofertantes de serviços) são tratados de maneira totalmente desumana.

    Já os velhinhos a mercê do estado (SUS, fila do INSS, hospitais públicos, transportes públicos, saneamento básico nas regiões pobres, aposentadorias) são tratados com grande humanismo e dignidade. O mundo seria muito melhor se tudo fosse como os Correios, o DETRAN e todas as repartições públicas.

    No entanto, esses malditos apologistas do livre mercado querem que tudo funcione como a Amazon, o Cabify e a Uber, e que as pessoas sejam tratadas como são em uma loja da Apple, em uma churrascaria rodízio e em um jantar no Outback. Não dá!

    Mais Correios, DETRAN, SUS e INSS, e menos Apple, Uber, Outback e SulAmérica. Esse é o caminho do humanismo.
  • José  17/10/2017 19:19
    Campineiro, mas nos já temos planos de saúde privados no Brasil e me parece que não são tão bons assim.
    E os bons custam uma fortuna inviável para os padrões econômicos brasileiros.
  • Thiago   17/10/2017 20:17
    Claro. Entenda por quê:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2699
  • João  17/10/2017 19:13
    Pense que agora com o dinheiro que sobra aos saudáveis por pagar menos nos seguros de saúde eles podem ajudar os que precisam.

    Caridade é um qualidade individual e não deve ser obrigado através da violência.
  • saoPaulo  18/10/2017 10:29

    "José 17/10/2017 17:54"
    Concordo com o comentário do Ricardo.
    Quer dizer Felipe que devemos deixar nossos velhos, doentes e deficientes a merce do livre mercado.
    Economicamente é uma tese sustentável. Humanamente pensando é deplorável.

    Subentende-se, por este comentário, que o José está cagando e andando para os velhos, doentes e deficientes. Se o estado não os ajuda e eles não tem dinheiro para contratar seguros de saúde, eles estão f*didos... Pois ele não acha que as famílias devam ajudar, muito menos ele.
    Isso sim é deplorável.
  • Jose  18/10/2017 13:12
    É São Paulo alguns tratamento de saúde são caros.
    Espero que seu cunhado esteja disposto a lhe ajudar.
  • saoPaulo  18/10/2017 13:53
    Jose 18/10/2017 13:12
    É São Paulo alguns tratamento de saúde são caros.
    Espero que seu cunhado esteja disposto a lhe ajudar.

    Pode ter certeza que não apontarei uma arma para a cabeça dele exigindo ser ajudado.
    Já você...
    E ainda vem falar em desumanidade.
  • Double  19/10/2017 01:57
    Pense da seguinte forma: se um indivíduo com 30 anos e saúde perfeita não precisar pagar 600 reais num plano que custaria 50, ele vai poder gastar menos e, como consequência, acumular e expandir seu capital e, quando tiver 70, poderá pagar 1000 ao invés de 600. Isso é uma coisa. Outra, é o seguinte: estamos falando dos EUA, onde as pessoas não são exatamente pobres, né? E para quem é idoso, pobre, doente e não acumulou capital porque teve que pagar por outras pessoas quando jovem? Bem, famílias, amigos e igreja. E se nem esses conseguirem? Aí sim, em último caso, dinheiro de impostos (assistência social). Assistência social viável, porém por última opção. Nunca primeira.
  • WDA  18/10/2017 12:23
    E por que o nosso querido Ricardo não está lá cuidando de graça dos velhinhos doentes?

    Quanto em dinheiro você tem enviado para cuidar dos velhinhos de lá, ou mesmo dos daqui? Por que os velhinhos doentes são frequentemente rejeitados por médicos estatais no Brasil, que alegam não estarem recebendo seus salários em dia, que estão sobrecarregados, ou que simplesmente batem o ponto e faltam ao trabalho porque não serão facilmente demitidos?

    Porque a expectativa de vida é menor aqui? Por que na Venezuela a saúde é pior ainda? Por que é comum, no Brasil e na Venezuela, encontrar velhinhos doentes largados no chão de hospitais, ou nas filas dos mesmos, em condições precárias e sem o devido atendimento?

    Deixe de ser cretino! E neoliberal é o fiofó da senhora sua mãe!
  • Dam Herzog  17/10/2017 16:42
    A saude é um serviço como qualquer outro. Então tem que ser visto sob a ótica das trocas voluntárias. Um consumidor combina um plano de saude com uma operadora e há troca de serviços por dinheiro e todas as partes saem ganhando, num jogo cuja soma é diferente de zero. Não é uma troca involuntaria como o Obamacare, que agia com a força coerciva da lei caracteristica do socialismo, para obrigar trocas não desejadas. O campo de operação das seguradoras deveria ser extendido para toda a area geografica dos EUA para que a oferta de serviços de saude fosse feito em escala e com ausencia da presença do estado na interação consumidor da saude e seguradora.A liberdade é criativa e sempre inovadora. Desregulamentação é essencial, para o governo parar de atrapalhar os consumidores de saude. A base do sistema do Obama não podia deixar de ser a força coercitiva impedindo as trocas voluntárias já que ele é totalmente socialista e a base do socialismo é a coerção. O mercado e a competição ou a competição do mercado resolve qualquer problema de escassez que se apresente. Alias o mercado é o maior processo espontaneo de produção de bens e serviços que a humanidade conheceu. No Brasil as pessoas de 74 anos que não tem plano de saude são recuzadas por todas as operadoras exceto ao plano de saude de firmas. Estes idosos são deixados para os SUS cujo nivel está abaixo do anus. Qualquer coisa na vida para dar certo tem que existir, liberdade, respeito a propriedade privada, principio da não agressão e ambiente institucional (regras do jogo) bem definido. Socialismo sempre foi e será sinonimo de força bruta obrigando as parte a fazer o que elas não querem. A natureza humana exige liberdade, palavra ultimamente quase em desuso.
  • Bolsonaro 2018  17/10/2017 16:45
    Grande Trump, vamos desregulamentar algumas coisas por aqui também com Bolsonaro presidente 2018.
  • Dorival  19/10/2017 01:37
    Por gentileza, você poderia me enviar algum link com as propostas de governo do candidato? O pouco que encontrei na internet até agora não me ajudou.

    Obrigado.
  • Cleriston Magalhães  22/10/2017 15:00
    https://www.youtube.com/watch?v=6TROVCuFp1g&t=317s
  • Fabio Viana  19/10/2017 13:40
    Bolsonaro, não obstante parecer o candidato menos ruim entre aqueles com chances reais, é estatista, e não liberal. Não vejo nele tendência a desregulamentar coisa alguma.

    Se puder apontar alguma fonte ou proposta concreta nesse sentido, ajudaria a desfazer essa impressão.
  • anônimo  19/10/2017 14:19
    Eu já falei nos comentários para o Instituto procurar Dória ou Bolsonaro antes das eleições para enfiar na cabeça deles ideias de Livre Mercado.

    Nenhum dos dois melhores são liberais, um é milico estatista e o outro é social-democrata light. Estamos perdidos.
  • Bolsonaro 2018  19/10/2017 15:33
    Com prazer, Bolsonaro está buscando entender os ideais liberais:

    https://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/09/1923113-bolsonaro-quer-mostrar-nos-eua-que-e-um-liberal.shtml

    https://www.oantagonista.com/brasil/bolsonaro-agrada/
  • Dorival  22/10/2017 01:01
    Mas esses links possuem informações muito rasas, pra não dizer inúteis sobre os interesses do candidato.

    Eu não sei, pode ser que seja muito cedo pra alguma informação mais completa sobre o real plano de governo que ele pretende pôr em prática e a maneira como irá executá-lo, eu sei que não temos o costume de falar sobre os planos com muita antecedência mas como as eleições do ano que vem são extremamente importantes eu gostaria que houvessem mais informações a respeito.

    Dizem que ele pretende exterminar muitos ministérios, mas cá entre nós quase todos eles pretenderam isso em um certo ponto das campanhas, eu não vejo o que faria ele conseguir.

    Dizem que ele defende a liberação das armas.

    Dizem que ele defende a pena de morte, mas sei lá, a pena de morte não acaba custando milhões aos cofres públicos dos países onde ela é liberada? Ele também defende penas mais rigorosas, ou seja, mais tempo do bandido na cadeia, mas isso não significa mais tempo do cidadão ocioso comendo às custas de nossos impostos? E com o índice de reincidência criminal brasileiro será que mais tempo é a solução?

    Dizem que ele abomina a legalização da maconha, mas isso não seria uma oportunidade perdida?

    E as questões LGBTQ?

    No entanto é bem provável que seja eleito se um possível segundo turno entre ele e Lula ocorrer.

    Estamos ferrados, pra variar.
  • Fabio Viana  19/10/2017 13:46
    Como "principiante" no liberalismo, ainda tenho algumas dúvidas.

    Claro que há vantagens no livre mercado, especialmente em relação ao que temos visto e experimentado em setores altamente regulados ou (pior ainda) com monopólio estatal. E me parece que no caso do sistema de saúde americano, com o mercado menos regulado a tendência seria uma queda geral de preços. Mas mesmo com preços menores, permanece há o problema daqueles que não tem condições de arcar com o plano de saúde. Como ficam os idosos, os desempregados, os moradores de rua e demais pessoas que precisarem de atendimento médico e não puderem pagar pelo plano ou (muito menos) pelo atendimento particular?

    E trazendo para a nossa realidade: Claro que o nosso SUS é um CAOS, mas qual seria a solução liberal? Vouchers, como no caso da educação?
  • Rafael  19/10/2017 14:30
    Para começar, libertários defendem uma radical redução do estado, o que por definição levaria a uma radical redução da carga tributária. Hoje, os pobres têm quase que metade da sua renda mensal confiscada por impostos (federais), estaduais e municipais. A outra metade é levada pela inflação, que também é causada pelo governo (Banco Central).

    Neste cenário de destruição causada pelo estado, é claro que os pobres não têm chance nenhuma. Eles próprios bancam o SUS via impostos, e vão pra lá pra morrer. E os "humanistas" dizem que qualquer outro arranjo que não seja este é totalmente desumano.

    Realmente, vivemos no mundo da moral invertida.

    Como seria em um arranjo libertário? Para começar, os pobres teriam, de imediato, um brutal aumento de sua renda disponível. Sem impostos confiscando 50% de sua renda, haveria muito mais renda disponível para eles.

    Adicionalmente, a total liberdade de entrada no mercado para seguradoras e para hospitais reduziria acentuadamente os preços e melhoria enormemente a qualidade dos serviços. Afinal, é isso o que a genuína livre concorrência sempre faz: reduz preços e melhora a qualidade dos serviços. Não há um exemplo prático em contrário; não há um exemplo de arranjo que tenha piorado ao sair de um monopólio e adotar a livre concorrência.

    Adicionalmente, vale também lembrar que, há algumas décadas, antes de o estado se intrometer na saúde, a Igreja mantinha hospitais de excelente nível, fornecendo vários serviços gratuitos -- serviços estes que eram financiados por doações, inclusive de ateus caridosos.

    No entanto, desde que o estado entrou em cena para mostrar todo o seu amor aos pobres, a Igreja perdeu doações, pois as pessoas pensaram: "Eu já pago muitos impostos e o estado já faz o serviço; não preciso mais contribuir para serviços caritativos".

    O curioso é que absolutamente ninguém toca nesse assunto. Ninguém comenta como os serviços caritativos da Igreja auxiliavam as pessoas no passado e hoje perderam espaço para o SUS.

    As igrejas ajudavam bastante e voltariam a ajudar ainda mais caso recebessem doações de pessoas como você, preocupadas com os desvalidos. O problema, infelizmente, é que a esmagadora maioria das pessoas querem apenas vociferar indignação e delegar tal tarefa exclusivamente ao estado (que deve tomar o dinheiro dos outros, e nunca delas próprias). Por exemplo, vá ver quantas dessas pessoas fazem doações a instituições de caridade ou mesmo para as igrejas. E ainda fazem pose superior de preocupação para com os destituídos.

    Aliás, e você? O que tem feito de prático para ajudar os mais pobres?

    Sobre o SUS: www.mises.org.br/Article.aspx?id=923
  • Fabrício  17/10/2017 16:49
    Assim como o desarmamento, o Obamacare nunca foi sobre saúde ou planos de saúde. Ele sempre foi sobre controle e poder. Era o estado e sua burocracia quem passaria a determinar como e com quem as pessoas iriam se tratar.

    Desarmamento é a mesma coisa: nunca foi sobre segurança público, mas sim sobre a glória de mandar e controlar.
  • Eliseu  17/10/2017 16:53
    Toda e qualquer intervenção estatal em todo e qualquer mercado serve apenas para restringir a liberdade de escolha dos consumidores e privilegiar alguns poucos produtores. Mesmo no caso do Obamacare, os maiores ganhadores foram as grandes seguradoras, que passaram a contar com um mercado cativo e de adesão compulsória.

    A United Healthcare (UNH:NYSE) foi a maior vencedora. Suas ações, desde a promulgação do Obamacare, subiram 737%.
  • Luciano  17/10/2017 16:56
    Toda regulação estatal é a mesma coisa: uma arma apontada para o consumidor e a imposição de ele fazer exatamente aquilo que o burocrata quer. Or else.
  • Ulysses  17/10/2017 17:04
    "Se um programa governamental é arruinado ao permitir mais liberdade de escolha, então ele não é sustentável."

    Essa frase é sensacional.
  • Hans  17/10/2017 17:09
    Essa frase destrói praticamente tudo relacionado a governo. Afinal, tudo relacionado a governo se resume a restringir a liberdade de escolha.

    E tem uma frase famosa (e irônica) que é um corolário dessa sua: "é tão bom que é obrigatório".
  • José  17/10/2017 17:37
    A lógica econômica deste artigo é impecável.
    Entretanto humanamente é deplorável.
    Me parece algo do tipo os jovens e saudáveis vamos em frente.
    Os velhos, fracos e doentes, que se danem.
    É essa desumanidade da lógica liberal que eu não concordo.
    Se é para pensarmos somente na economia qual a vantagem de vivermos em uma sociedade?
    O próprio termo sociedade significa, agrupamento de seres que convivem em estado gregário e em colaboração mútua.
  • Amante da Lógica  17/10/2017 18:01
    É exatamente esse falso humanismo seu que gerou tantas desgraças para a humanidade. O comunismo, por exemplo, utilizava a mesmíssima lógica sua. "Ah, o capitalismo funciona bem, mas não é humano. Humano é abolir os meios privados de produção e garantir o acesso de tudo a todos." Centenas de milhões de cadáveres.

    Aliás, um exemplo prático desse seu humanismo está acontecendo agora, neste exato momento, na Venezuela.

    O que realmente impressiona é que mesmo pessoas inteligentes só enxergam solução dentro do estado, e nunca fora do estado. Tudo que não venha do estado é "humanamente deplorável".

    Se a produção e distribuição de comida fosse estatizada, e várias pessoas estivessem morrendo de fome por causa disso, e alguém então propusesse a privatização da produção e da distribuição como solução, você também estaria lá gritando que isso seria "humanamente deplorável"? Pela lógica, sim.

    Gente que acha que economia funciona na base do coitadismo, do vitimismo e das afetações de indignação sempre serão as maiores causadores das tragédias humanas deste mundo.

    Quer que fumantes, cocaineiros e pessoas de comportamento devasso tenham seguros de saúde? O mercado irá fornecer, sem problemas. O mesmo vale para idosos e pessoas com câncer já avançado. Mas os prêmios serão mais altos. Inevitavelmente. Agora, querer que tais pessoas paguem a mesmíssima mensalidade que um indivíduo de 35 anos extremamente saudável, ah, aí eu quero ver qual é a sua mágica. Estou bastante curioso para ver um plano assim funcionar. Ninguém nunca apresentou. Quem sabe você seja o primeiro.

    Nenhum tipo de seguradora em nenhum lugar do mundo faz isso. Na prática, você quer que o dono de um Porsche conversível no Capão Redondo pague o mesmo preço de um seguro total que o dono de um fusca no interior de Santa Catarina. E o argumento que você tem para isso são apenas afetações de indignação.

    De novo: gentileza explicar como você faria tudo isso funcionar coercitivamente, de maneira ótima, sem efeitos colaterais e, principalmente, mantendo os custos baixos e os serviços ótimos. É exatamente de inovações assim que o mundo precisa.
  • José  17/10/2017 18:51
    Amante da Lógica.
    Não tenho uma receita magica e universal para resolver a questão.
    Mesmo porque talvez essa receita nem exista.
    Mas acredito que um dos ônus de vivermos em sociedade é a necessidade de protegermos os mais fracos.
    O bônus é acreditar que quando estivermos fracos os mais fortes nos protegerão.
    Com certeza o Obamacare da forma como foi imposta foi um erro, o próprio Obama afirmou que o programa
    necessitava de ajustes.
    Não me considero um estadista muito menos socialista. Mas acredito que um mínino de regras são necessárias para vivermos em sociedade e não acredito que o livre mercado resolva tudo sozinho.
  • Eduardo  17/10/2017 18:03
    Ué, José, o Obamacare piorou tudo para os mais pobres (tanto é que Hillary só ganhou em estado rico), que votaram maciçamente em Trump. E você está dizendo que o fim do Obamacare vai "ser desumano" para com os pobres? Parece que eles próprios discordam de você.

    Mas chega de afetações. Quero saber a sua solução. Como você faria para garantir planos de saúde baratinhos para idosos e para pessoas com câncer, com serviços de ótima qualidade, e sem destruir todo o mercado? Nem estou exigindo detalhes, não. Pode esboçar uma solução bem por alto. Se você conseguir, há um Nobel lhe esperando.
  • Economista da Unicamp  17/10/2017 18:11
    "Como você faria para garantir planos de saúde baratinhos para idosos e para pessoas com câncer, com serviços de ótima qualidade, e sem destruir todo o mercado?"

    Obrigando, ué. Tudo que envolve coerção funciona perfeitamente (vide URSS e Venezuela). E tudo que envolve mais liberdade é uma desgraça e não funciona (vide Suíça).

    Por exemplo, se você obrigar as seguradoras a fornecer seguro de carro após a batida, e obrigar que o dono de um Fusca pague o mesmo valor de seguro que o dono de um Porsche, tudo vai funcionar perfeitamente para todos. Os seguros serão baratinhos e todos os serviços serão excelentes. Se há uma coisa que o mundo -- e principalmente o Brasil -- já ensinou é que controle de preços e gerencialmente estatal funcionam maravilhosamente e fazem muito pelo social.
  • José  17/10/2017 19:03
    Eduardo.
    Não conheço nenhuma receita magica para que todos paguem baratinho um Plano de Saúde.
    O próprio Obama afirmou que o Obamacare precisava de ajustes.
    Mas um Plano de Saúde pressupõe que os que estão saudáveis pague a despesas dos doentes.
    É o preço que pagamos para vivermos em sociedade. No caso dos Planos de Saúde não deixa de ser um arranjo social.
  • Amante da Lógica   17/10/2017 20:32
    "Mas um Plano de Saúde pressupõe que os que estão saudáveis pague a despesas dos doentes."

    Errado. Um plano de saúde pressupõe que cada um pague de acordo com seu atual estado de saúde e de acordo com suas propensões de saúde futura. Todo seguro se baseia em probabilidades e estatísticas. Cada segurado paga seus prêmios de acordo com sua probabilidade de doença e morte.

    Não existe isso de rico pagar pelo pobre, saudável pagar pelo doente, jovem pagar pelo idoso.

    Sua afirmação revela total desconhecimento sobre ciências atuariais. Sugira fazer estudos básicos sobre "probabilidades de caso" e "probabilidades de classe".

    Pode começar por aqui:

    Nem todos os problemas de saúde são seguráveis

    "É o preço que pagamos para vivermos em sociedade."

    Cidadãos, a matemática, a economia e , principalmente, as ciências atuariais não são revogados pelo fato de "vivermos em sociedade".

    Efusões de coitadismos não abolem realidades.

    "No caso dos Planos de Saúde não deixa de ser um arranjo social."

    Sensacional! A ciência atuarial agora virou um "arranjo social"! Quer dizer então que a Unimed que eu pago é um arranjo social? Poderia me explicar como?
  • José  18/10/2017 10:21
    Me responda você o que fará então com as pessoas com doenças de tratamento caro?
    Vai deixá-las morrer sem tratamento?
    Em momento algum questiono a logica matemática e econômica deste artigo.
    Estou questionando a questão humana nele, estou questionando a lógica econômica inserida em um contesto social.
    É essa desumanidade da lógica liberal que eu não concordo.
    Vocês liberais acham que a economia molda a sociedade e isso não é verdade.
  • Rodrigo  19/10/2017 09:52
    Poucas coisas me dão mais pavor que esse raciocínio. "Minha intenção é boa, se o resultado é uma tragédia, não importa. As intenções bastam".
  • saoPaulo  18/10/2017 11:05
    Que tal eliminar todos os impostos sobre remédios e todos os demais produtos relacionados a saúde?
    Que tal eliminar imposto de renda sobre todos os profissionais de saúde?
    Que tal permitir 100% de dedução do imposto de renda para doações para instituições como APAE e Santas Casas?
    Que tal eliminar todas as barreiras impedindo o atendimento médico direto, sem a necessidade de um seguro de saúde intermediário?
    Que tal eliminar todas as barreiras regulamentárias que impedem novas empresas de entrarem nos mercados de saúde?
    Que tal eliminar todas as reservas de mercado para profissionais de saúde?
    Etc, etc, etc.
    Mas não, a solução genial do José é obrigar um saudável gaúcho da fronteira a arcar com os custos de um acreano que fumou a vida inteira, o qual o gaúcho nunca viu na vida... Solução esta que comprovadamente nunca funcionou...
    JE-NI-AL!
    E o José ainda se acha um bastião de humanidade, o defensor dos velhos, deficientes e doentes.
    Claro que somente ele, por ser uma pessoa superior, se preocupa com estas pessoas. Todos nós aqui é que não damos a mínima para eles... Artigos e artigos, comentários e comentários, discutindo melhores maneiras de se ter saúde acessível e de qualidade, e somos nós que queremos que "os velhos, fracos e doentes, que se danem." Não, tudo isso é apenas economês sem sentido, são os sentimentos e afetações do José que trarão assistência aos necessitados. Logo ele, que deixa subentendido que a responsabilidade é do estado. Responsabilidade do José ou das famílias? Jamais! Mas somos nós que queremos que os doentes se danem...

    - Sr. D'Anconia – disse a mulher dos brincos -, não concordo com o senhor!
    - Se a senhora puder refutar uma só frase que eu disse, madame, lhe agradecerei.
    - Ah, não posso responder ao senhor. Não tenho respostas, minha mente não funciona assim, mas eu não sinto que o senhor tenha razão, portanto sei que o senhor está errado.
    - Como a senhora sabe disso?
    - Eu sinto. Não me guio pela cabeça, mas pelo coração. Sua lógica pode estar certa, mas o senhor não tem coração.
    - Minha senhora, quando as pessoas estiverem morrendo de fome ao nosso redor, seu coração não vai ajudá-las em nada. E, já que não tenho coração, eu lhe digo: quando a senhora gritar "Mas eu não sabia!", não terá perdão.
  • Everaldo  17/10/2017 18:59
    Ei, José, em vez de se debulhar em lágrimas pelos ricos idosos americanos, o que você está fazendo de efetivo pelos pobre idosos brasileiros, que vivem exatamente no sistema que você defende?

    Um idoso do interior do Piauí está mais bem atendido pelo SUS do que um rico idoso americano que tem de pagar (oh, céus!) plano de saúde?
  • Pedro  18/10/2017 12:42
    Não tenho pavor maior do que esse alegado "humanismo", pois é o discurso responsável pela morte e destruição de inúmeras nações.

    Até porque esses ideiais "humanistas" (leia-se, socialistas) são sempre postos em pratica as custas da liberdade e da individualidade dos cidadãos, "o individuo é nada, o coletivo é tudo".
  • Trampe  17/10/2017 17:47
    Grande Trampe, o estadista/intervencionista que consegue se passar por liberal. O dia que ele for liberal (não no sentido promíscuo) e não um estadista, eu vou engolir minhas palavras.
  • Pedro  18/10/2017 12:44
    Com certeza ele não é liberal, porém entre o Trump e George W. Bush, Barack Obama, Hillary Clinton e etc... sem dúvida eu fico com o Trump.
  • Me too  18/10/2017 14:14
    éééé, tipo, entre ele e Hilary, sem dúvidas... Mas é complicado ter que ficar com ele por falta de "opção" melhor.
  • Demolidor  17/10/2017 19:49
    O nome "Affordable Care Act" é uma piada pronta hahaha. O programa "barato" será o mais caro de todos.

    Eu não sei se dou mais risada disso, da "República Democrática da Alemanha" ou da "universidade pública, gratuita e de qualidade". A esquerda merece mesmo nosso escárnio e desprezo.
  • Pedro   18/10/2017 05:29
    Artigo muito bem escrito na forma, mas de argumento altamente ideológico. Falta a explicação de como é que um sistema de saúde altamente regulado pode então funcionar na Europa, por exemplo na Alemanha e na Escandinávia.
  • Paulo  18/10/2017 11:20
    É porque em sua pressa e ânsia de criticar, você nem sequer viu os links complementares listados ao final, que respondem exatamente à sua questão.

    As diferenças entre os serviços de saúde da Alemanha e do Canadá

    Verdades inconvenientes sobre o sistema de saúde sueco


    P.S.: é o ápice da insensatez querer que um artigo voltado a um tópico específico se desdobre para falar em detalhes de temas extremamente abrangentes. Querer que um artigo sobre Obamacare explique em detalhes como funciona os sistemas de saúde da Alemanha e da Escandinávia é exigência típica de quem se desesperou com o que leu pois não soube contra-argumentar (como, aliás, você próprio confessou).
  • Pedro  19/10/2017 17:23
    Fui ler os dois artigos que mencionou. Não os leu, pois não? O primeiro conclui, com base em estatística, que o sistema alemão, onde há obrigatoriedade de contribuição, funciona melhor do que o canadense. O segundo é uma coleção de impressões pessoais, não fundamentadas, que só diz "acreditem, o sistema sueco não funciona". Mas para quem acredita no "believe me" de Trump deve chegar, imagino... Ou partiu do princípio que os artigos, por estarem mencionados, apoiavam automaticamente o artigo original?

    A minha crítica mantém-se: artigo de boa forma e fundamento ideológico. Per se não sou contra artigos ideológico, agora não me venham tentar vender ideologia por factos. Há que pensar pela própria cabeça. Que tal começar a fazer isso agora? Ainda vai a tempo.
  • Eduardo  19/10/2017 17:53
    Concordo plenamente. Por isso, quero saber de você, com fatos, sem ideologia e com a "cabeça própria": como uma medicina estatal pode funcionar bem para o povão?

    Perceba que na Alemanha todo mundo tem de pagar (embora seja radicalmente diferente do Obamacare), e obrigar todo mundo a pagar um seguro não é exatamente algo "pró-pobre", como querem os lacrimosos aqui.

    Por isso, por gentileza, diga como você faria para garantir planos de saúde baratinhos para idosos e para pessoas com câncer, com serviços de ótima qualidade, e sem destruir todo o mercado. Nem estou exigindo detalhes, não. Pode esboçar uma solução bem por alto. Se você conseguir, há um Nobel lhe esperando.

    P.S.: você pediu informações específicas sobre a medicina de dois países, e suas reivindicações foram atendidas. E, ao contrário de suas calúnias, ambos os artigos são recheados de fontes, passando longe da "mera impressões pessoais" -- a menos, é claro, que você ainda não saiba o que é um hyperlink (que remetem às fontes de cada afirmação).
  • Pedro  23/10/2017 06:26
    Não preciso de esboçar um plano, ele já existe. Por exemplo, o modelo alemão. Sim, em que toda a gente é obrigado a pagar. Não é perfeito, e não há sistemas perfeitos, mas funciona. Também há pobres na Alemanha, e muitos idosos, e doentes, e para esses funciona a redistribuição. Explique-me porque é que este sistema não é viável no Brasil, por favor. É o sistema em si? Ou é outra coisa?

    Digo-lhe mais: ser obrigado a pagar alguma coisa não é o problema. Nós somos "obrigados" a pagar muitas coisas que são dispensáveis, mas não as vemos como tal. Um carro, por exemplo, quando uma bicicleta chegava. Fórmula para crianças, quando a mulher pode amamentar. E acomodamos essas despesas, a bem ou a mal. O problema é ver a saúde como algo dispensável, como uma escolha de cada um. Não é, em muitos casos, na maioria dos casos. E quando se aceitar que não é uma escolha de cada um, começam as estruturas a ser criadas para que seja possível. Devagar, é certo, porque infelizmente a sociedade tem um momento de inércia enorme. Mas acaba por ser a única direção possível.
  • Eduardo  23/10/2017 10:47
    Ué, se você defende isso, então você é um reacionário anti-pobre: você está querendo que os pobres passem a pagar diretamente por algo que hoje eles não pagam. Pior ainda: você quer que eles passam a bancar as grandes corporações.

    Ou seja, além de todos os impostos que os pobres já pagam (que chegam a morder 45% de sua renda), você quer que eles também sejam obrigados a pagar planos de saúde (sim, este é o modelo alemão), o que seria algo maravilhoso para as grandes empresas provedoras de seguro-saúde. Elas iriam adorar ganhar essa clientela cativa, o que iria aditivar formidavelmente seus lucros. Boa sorte nessa sua campanha.

    Ah, sim: e se eu não quiser pagar plano de saúde (como, efetivamente, não pago). Você vai me obrigar? E se eu recusar, você vai me mandar preso? E se eu resistir à prisão, vai me matar?

    "Digo-lhe mais: ser obrigado a pagar alguma coisa não é o problema. Nós somos "obrigados" a pagar muitas coisas que são dispensáveis, mas não as vemos como tal. Um carro, por exemplo, quando uma bicicleta chegava."

    Mas, hein? As pessoas são obrigadas a comprar carro? Não sabia dessa. Se comprar um carro é uma obrigação, então eu sou um fora da lei. Não tenho carro. Só me locomovo de Uber e Cabify. Às vezes, pego um metrô.

    E conheço várias outras pessoas que também não têm carro. Elas também são fora-da-lei?

    Quanto contorcionismo verbal você tem de fazer para defender algo imoral.
  • Leigo  18/10/2017 10:32
    Até mesmo dar dinheiro para que os pobres cuidem da própria saúde, é melhor que tais intervenções. Haveria livre mercado e livre concorrência. Haveria agressão com os impostos que seriam repassados para os pobres, entretanto, seria melhor que os tais "obamacare" e "SUS".
  • saoPaulo  18/10/2017 11:38
    Que tal não tirar o dinheiro dos pobres em primeiro lugar?
    #CONTRA_IMPOSTOS_SOBRE_REMEDIOS
  • Político  18/10/2017 12:29
    Os pobres gostam de pagar impostos, batem no peito dizendo "cumpro a minha parte e pago meus impostos então quero meus direitos" a Administração Pública vai lá e fornece os serviços públicos demandados pela população.
    Todo final de semana estou em meu reduto eleitoral fazendo proselitismo e ainda não vi nenhum pobre pedindo menos impostos, quem costuma pedir isso é a classe média que adora pagar os juros mais altos do mundo.
  • Leigo  18/10/2017 13:37
    "Que tal não tirar o dinheiro dos pobres em primeiro lugar?
    #CONTRA_IMPOSTOS_SOBRE_REMEDIOS"

    Maravilha! E parar de regular que remédio entra e sai.
  • Luiz Moran  18/10/2017 10:37
    O falsário Barack Hussein Obama, apelidado de office-boy dos sauditas e que também é admirador do terrorista Saul Alinsky e pupilo do Reverendo Wright, ainda é o queridinho da mídia vermelha mundial ao lado da Hillary, que também é fã do terrorista em questão, e fanática pela famosa eugenista M. Sanger.

    Trump luta sozinho contra os globalistas ao mesmo tempo em que tenta limpar toda sujeira deixada por seu antecessor na CB. O problema é que Trump também está enfrentando o chamado []Deep State[/i] americano, notadamente cheio de inimigos dele e do próprio EUA (ao lada da mídia), e ao que parece preferiu dar foco nas áreas econômicas, questões de imigração e política internacional.

    É fácil deduzir que fica bastante difícil conseguir atingir objetivos tão grandes quando se tem vários inimigos fazendo de tudo para puxar o seu tapete, entretanto parece que Trump acredita que focando primeiro nas questões econômicas estará fortalecido para aí sim buscar se defender e defender os EUA de seus inimigos internos.

    Vamos aguardar.
  • AGB  22/10/2017 22:41
    Barack Obama significa Benedito Torto.
  • Pobre Paulista  18/10/2017 11:17
    José, você é burro assim de nascença ou teve que estudar bastante para se tornar um?
  • Jose  18/10/2017 11:58
    Estudei o bastante para argumentar com as pessoas sem precisar ofende-las.

  • Maikon  19/10/2017 16:17
    Jose entende que o mais eficaz para salvar vidas seja o método coercitivo.
    Enquanto o restante entende que o meio mais eficaz para salvar vidas seja a livre-concorrência.

    Não vejo em que ponto possa se colocar o debate entre: "eu sou um humano legal e vocês querem matar velhinhos", sendo que o produto final esperado por todos em todos os argumentos que vi é sempre o de gerar o maior benefício de saúde possível.
  • Hayek  18/10/2017 12:56
    Muito se fala nos meios de comunicações que as leis de revogação do ObamaCare que não passaram no Senado nesse ano são de autoria da Administração Trump. Essa afirmação não poderia ser mais falsa. Ele apenas endossou as propostas. Lá o Poder Legislativo tem um poder muito maior que aqui no Brasil (Aqui no Brasil o Legislativo é apenas um apêndice do Executivo).
    O primeiro projeto de lei neste ano foi de autoria do Speaker Paul Ryan (republicano) da Câmara dos Representantes e depois que passou na Câmara foi para o Senado e lá o projeto original já chegou morto. Muitos senadores republicanos como John Mccain, Susan Collins, Lisa Murkowski são contrários a revogação completa do ObamaCare, mesmo que em 2015 eles tenham votado (com a exceção da senadora Susan Collins) num projeto de lei revogando-o completamente. A intenção naquela época era apenas política pois quem estava na Casa Branca era o Obama, e eles sabiam que ele certamente vetaria a proposta, como acabou fazendo. Foi pura hipocrisia de alguns republicanos.
    Nesse caso da Ordem Executiva assinada pelo Trump, teve-se a colaboração do senador Rand Paul (proeminente senador libertário, filho do representante Ron Paul) que já tinha apresentado projetos de lei para dar mais liberdade ao sistema de saúde americano.
    O problema para o Trump será os neocons, RINO's que se dizem amantes do livre mercado mas adoram uma intervenção do Estado na economia.
  • anônimo  19/10/2017 18:08
    Se uma pessoa doente fica em coma, por durante 10 anos, vcs acham certo que esta pessoa seja demitida do serviço e fique sem renda, totalmente desamparada?

    Vocês acham que não pode existir um órgão como a previdência social para manter esta pessoa?
  • Antônimo  19/10/2017 18:19
    Não. Eu acho que o certo é que uma pessoa em coma por 10 anos receba regiamente um salário mensal pago por você, durante esses 120 meses (se você morrer nesse ínterim, sua herança deve ir para ela).

    E se você for contra é porque não é humano e despreza a justiça social.

    P.S.: defender que haja "um órgão como a previdência social para manter esta pessoa" é simplesmente uma maneira covarde de dizer que tal pessoa "deve ser ajudada por outras, mas não por mim." Tenha a hombridade de ser mais explícito.
  • anônimo  19/10/2017 20:02
    Mas como vou fazer isso se 100% do meu salário é para a minha sobrevivência (alimentos, roupa) e pagamento de contas?


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