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A União Europeia é um arranjo tão esdrúxulo, que até mesmo os separatistas são incoerentes
Ninguém se entende naquele balaio de gatos

Você já ouviu falar em Deutsch Jahrndorf? Não? Eu não lhe culpo. Esse pequeno vilarejo austríaco, situado a pouco mais de cinco quilômetros do rio Danúbio, não tem nenhum atrativo específico, exceto pelo fato de que fica exatamente na fronteira de três países.

Ao leste está a Eslováquia. Ao sul está a Hungria. Assim, a uma mera distância de caminhada, ha três povos que falam idiomas completamente ininteligíveis. A Áustria pertence ao grupo das línguas germânica ocidentais; a Hungria, ao grupo das línguas fino-úgricas; e a Eslováquia, ao grupo das línguas eslavas ocidentais.

Esta incrivelmente rica tapeçaria de idiomas, culturas, costumes e nacionalidades européias me veio à mente enquanto assistia ao lamentável espetáculo de confronto entre a polícia espanhola e os separatistas catalães na ruas de Barcelona. Por gentileza, alguém me explique como é possível a União Europeia unir aquilo que a história separou?

A loucura da União Europeia

O presidente francês Emmanuel Macron recentemente declarou — o que lhe valeu clamores quase que universais — que a União Europeia precisa de mais unidade, o que inclui a criação de "um orçamento voltado especificamente para a zona do euro, gerenciado por um Parlamento criado especificamente para a zona do euro e supervisionado por primeiro-ministro exclusivo para a zona do euro".

A necessidade de ainda mais centralização de poder nas mãos de Bruxelas é, aparentemente, a única solução encontrada pelo establishment da União Europeia após o resultado do referendo britânico que optou pela saída do Reino Unido da UE.

Com efeito, imagine por um momento que você seja um cidadão britânico ainda um tanto cético em relação ao Brexit. Você liga a televisão e vê o Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmar o seguinte:

  • Que os 27 países da União Europeia devem adotar o euro e fazer parte do Acordo de Schengen até 2019.
  •  Que a Europa precisa de um super-ministro para gerenciar a economia e as finanças, o qual deve ser também o vice-presidente da Comissão Europeia e o presidente do Eurogrupo.
  • Que um Fundo Monetário Europeu deve ser criado.
  • Que "não somos ingênuos defensores do livre comércio".

Provavelmente, naquele momento, qualquer eventual ceticismo seu já estaria dissipado. Você provavelmente diria: "Graças a Deus que caímos fora disso!"

O discurso de Juncker, feito dia 13 de setembro, não buscou encontrar elementos para um acordo com o Reino Unido, mas sim fortalecer o atual modelo da zona do euro, quaisquer que sejam os custos. Foi apresentado como uma oportunidade para relembrar a todos que seu verdadeiro projeto para a União Europeia é claramente baseado no dirigisme econômico e financeiro da França, e muito distante do modelo mais economicamente livre do Reino Unido, da Irlanda e da Holanda.

E esse é o grande problema. Todas as mensagens que remetem a "mais Europa" sempre significa "mais intervencionismo".

Há algumas semanas, a Comissão Europeia afirmou triunfantemente que "a Europa saiu da crise graças à ação decisiva da União Europeia". Ou seja, em vez de tentar entender por que a hiper-regulada e maciçamente burocratizada Europa demorou mais que o triplo do tempo em relação a outros países para sair da crise, somos brindados com a clássica afirmação de que tudo ocorreu bem graças ao poder burocrático.

De acordo com Juncker e demais burocratas em Bruxelas, se a Europa cresce menos, cria menos empregos, e demora mais que o resto do mundo para sair da crise, não é porque há muita burocracia e regulação, mas sim porque há muito pouca.

Cornucópia regulatória

De acordo com o espanhol Foro Regulación Inteligente e com os dados oficiais da União Europeia de 2015, os países membros estão sujeitos a mais de 40.000 regras pelo simples fato de pertencerem a instituições da UE. No total, incluindo regras, diretivas, jurisprudência, e especificações setoriais e industriais, estima-se que haja aproximadamente 135.000 regras compulsórias.

Mais: a alíquota média de impostos que incide sobre os trabalhadores é de 44,9%. A tributação total representa 41% do PIB da zona do euro. Consequentemente, um cidadão comum da UE tem de trabalhar quase metade do ano apenas para bancar seus governos.

A facilidade de se empreender continua menor (mais difícil, cara e burocrática) que a das principais economias do mundo. A burocracia é asfixiante. A União Europeia aprova, em média, 80 diretivas, 1.200 regulações e 700 decisões por ano.

Até mesmo as principais (mais ricas) economias da UE continuam significativamente atrás das líderes em termos de liberdade econômica. Os custos da hiper-regulação e dos impostos excessivos sobre os investimentos, a criação de emprego e a inovação são evidentes. A União Europeia tem uma taxa de desemprego que é praticamente o dobro da dos outros países desenvolvidos, e a tributação afeta severamente o crescimento das pequenas e médias empresas: a proporção de desenvolvimento das pequenas e médias empresas em relação às grandes é metade da dos EUA.

Para Bruxelas, fazer uma "harmonização fiscal e tributária" dos países-membros significa elevar impostos, regulamentações e gastos de todos os países. Na prática, o corpo burocrático exige que as outras nações da UE tentem alcançar os números da França. Bruxelas não questiona a asfixia econômica que ocorre na França ou em outros países. Ela exige que as outras nações alcancem a média de impostos, regulações e gastos que a França, sozinha, eleva desproporcionalmente.

Frequentemente, as recomendações da Comissão Europeia não procuram reduzir os desequilíbrios e promover a competitividade, a atração de capital e os investimentos produtivos. O que elas fazem é perpetuar um modelo dirigista copiado da França, o qual apenas gera estagnação e maior descontentamento. No final, na União Europeia, as políticas públicas são cada vez mais direcionadas a tributar os produtivos para subsidiar os improdutivos.

Separatismos

No entanto, e curiosamente, toda essa cornucópia burocrática ainda não estimulou movimentos separatistas em relação à União Europeia. Por enquanto, o Reino Unido foi o único.

Eis a grande esquizofrenia: regiões querem se separar de países, mas querem continuar apegadas à União Europeia. De um lado, as pessoas ao longo de todo o continente querem maior autonomia. De outra, cada movimento separatista declara seu apoio ao projeto de unificação européia.

Na Catalunha, milhões de pessoas querem se separar da Espanha e já votaram a favor disso. Uma das principais reclamações é que o orçamento da Catalunha é influenciado por Madri. Mas ainda não se viu manifestações dos catalães quanto à União Europeia, muito mais intrometida.

Além da Catalunha, Madri também tem de se preocupar com as aspirações separatistas do País Basco.

Na Itália, a Padânia (região norte) não sente ter muito em comum com a região sul. O sul da Itália sempre foi considerado pelos habitantes do norte — que é mais rico, mais limpo e mais eficiente — como um sorvedouro de recursos.  Os habitantes do norte trabalham para sustentar, via impostos, o dolce far niente dos habitantes do sul. Em 2014, com 89% dos votos a favor, os cidadãos de Veneza decidiriam em um referendo simbólico se separar da Itália. Caso houvesse de fato uma secessão de Veneza, a região da Lombadia e a província de Trento provavelmente fariam o mesmo.

Já a ilha de Sardenha quer se separar da Itália e se tornar uma nova Suíça.

A Córsega também quer se separar da França.

Na Bélgica, a região de Flandres não quer se ver junta aos valões.

Eis uma lista de todos os movimentos separatistas ativos na Europa. Poucos defendem também a secessão em relação à União Europeia.

Mas, neste quesito, nada supera a Escócia. Em 2014, o país votou a favor de continuar junto ao Reino Unido. Em 2016, votou maciçamente contra o Brexit. Agora, quer fazer outro referendo para se separar do Reino Unido e permanecer na União Europeia.

Porém, essa postura pró-União Europeia não é exclusividade da Escócia. Até mesmo a mais radical Liga Norte, que defende a secessão do norte da Itália, também é a favor da União Europeia.

O fato é que não faz sentido que pessoas insatisfeitas com Madri, Roma, Paris e Londres queiram que suas vidas seja decidida por Bruxelas. Por exemplo, será que os catalães, que não querem mais saber de subsidiar os agricultores da Andaluzia, não vêem problema nenhum em continuar subsidiando os camponeses poloneses da Baixa Silésia? Os italianos do norte, que não querem mais bancar o dolce far niente dos calabreses, não vêem problema nenhum em subsidiar os eslavos?

Falando em Bruxelas, a cidade não apenas é a sede da cada vez mais disfuncional União Europeia, como também é a capital de Flandres, que quer se separar da Bélgica.

Como dizem os adolescentes em relação a seus relacionamentos, "é complicado".

Conclusão

Dado este arranjo conformista em relação à ultra-burocratizada e centralizadora União Europeia, tudo pode acontecer no continente. Inclusive nada.

16 votos

autor

Bill Mantum
é homeschooler de três filhos e autodidata em economia.

  • Constatação  11/10/2017 15:40
    Queria saber o que passa na cabeça da quase metade dos britânicos que votaram contra pular fora dessa canoa furada chamada Zona do Euro.
  • Francisco  11/10/2017 15:49
    Zona do euro, não. União Europeia. O Reino Unido não usava o euro -- se bem que, como disse o Juncker, os membros da UE terão de adotar o euro até 2019, o que significa que o Reino Unido acabaria entrando também para a zona do euro.
  • Aloisio Siscari  11/10/2017 15:49
    A união europeia no sentido de livre mercado e câmbio de mão de obra entre os países é uma ideia brilhante e deve ser aprimorada.
    O problema é o Euro passar a ser moeda única, cada país perder sua soberania e ter responder a um banco central que imprime dinheiro em Bruxelas.
    Um mercado comum com isenção ou baixas alíquotas de impostos é maravilhoso. Mas que cada nação e seu povo continue decidindo o que é melhor pra si, em vez de responder aos donos do mundo.
  • Getulio  11/10/2017 16:03
    Não, o problema não é o euro. O problema é a imposição de uma harmonização tributária (tendo por base a França) e a contínua criação de regras e regulamentações, que versam até mesmo sobre qual deve ser a curvatura do pepino.

    As causas do Brexit, a história da União Europeia e suas duas ideologias conflitantes

    Não é à toa que o continente estagnou. Tire a Alemanha dali e nada sobra.
  • Aloisio Siscari  11/10/2017 19:25
    Leia o livro A Tragédia do Euro, tem grátis aqui no Instituto Mises.
  • Marcelo  11/10/2017 16:08
    Para haver livre mercado e câmbio de mão de obra entre os países não é necessário criar uma superestrutura burocrática, poderosa e centralizadora em Bruxelas. Isso é o equivalente a dizer que, para haver livre mercado e câmbio de mão de obra entre São Paulo e Bahia é necessário criar uma máquina burocrática em Brasília, com vários políticos e reguladores cuspindo regras e regulamentos.

    Entenda isso: livre mercado não exige a criação de burocracias, mas sim a abolição de todas as burocracias. Para eu transacionar livremente com você não é necessário empregar 748 mil burocratas para supervisionar essa nossa transação.
  • Aloisio Siscari  11/10/2017 19:15
    Exatamente. Tudo ia mais ou menos bem com o mercado comum europeu mas com cada país tendo sua soberania. Com a implantação de uma moeda única, os países estão submissos ao que o banco europeu decide. Quem manda no banco europeu? Quem imprime euros e pra quem vai a maior fatia? O Euro está quebrando o povo e enriquecendo poucos. Logo será uma quebradeira e só a Alemanha com seus Marcos se salvará, talvez a França também.
  • Pobre Paulista  11/10/2017 22:15
    Parece absurdo o que vou dizer, mas segue:

    O livre mercado não necessita regulamentação.
  • Capital Imoral  11/10/2017 15:51
    Bolsonaro e o cigarro do Capital Imoral

    Estava no ponto de ônibus da estação butantã aguardando a chegada daqueles ônibus chic que tem ar condicionado e wifi. Ao meu lado estava meu amigx. Nós dois tínhamos um evento na Usp onde iríamos aprender como bolar um bom baseado. (é uma arte).

    Olhei as horas no meu Iphone 7 e percebi que já passou cinco minutos, e nada do ônibus chegar. Pensei comigo: aquele maldito João dória está acabando com o transporte público, depois vou escrever um artigo no Instituto Mises. Para me acalmar, decidi tirar um maço de cigarro do meu porta cigarros. Aaah! Como eu adoro fumar. Fumar é um arte que poucos homens dominam. Você precisa saber levar à boca o cigarro; saber o momento exato de puxar o ar e o momento exato de expelir o ar. A dignidade de um homem se encontra na maneira como ele maneja seu cigarro. É tão maravilhoso ter o controle do fogo na sua mão; como se você tivesse a própria história da humanidade na palma da mão. Pensei comigo: à séculos atrás os homens utilizavam o fogo para sobreviver, hoje, eu utilizo o cigarro para aguentar viver.

    Fui interrompido pelo amigx: Você viu que estão censurando à arte? Respondi: Sim. Isso tudo é culpa do MBL e daqueles malditos seguidores do Bolsonaro. E o meu amigx teve uma percepção muito interessante: "Você já percebeu que eles sempre utilizam cores fortes nos banners e fonte? veja, por exemplo, o Bolsonaro; as cores giram em torno de um verde escuro e um azul chocante. Parece-me que isso está relacionado à mente fechada do neoconservadorismo." Pensei comigo: E não é que é verdade. Realmente tenho muita admiração pela capacidade intelectual do meu amigx. Uma bela observação, sem dúvida.

    Chegou o nosso ônibus.

    Quando eu entrei no ônibus, eu lembrei: puta que pariu, esqueci de colocar água no Helio Beltrião (Minha plantinha). Ah, deixa disso, quando chegarmos na Usp você liga para sua empregada e diz para ela colocar, afirmou meu amigx. ok.

    "Eu realmente estou com medo, Capital Imoral. O que será de nós LGBTQVXZ quando o monstro psicopata for eleito?" Olhei para os olhos do meu amigx e percebi o medo da perseguição neoconservadora. Não sei o que dizer, pois eu mesmo estava sendo perseguido pelos neoliberais que estavam censurando meus artigos através do livre mercado. A vida está difícil. Voltamos à ditadura. Estão matando à arte. Estão matando tudo. O momento é desesperador. Afirmei para meu amigx: Temos que continuar lutando contra o capitalismo e a opressão do livre mercado; enquanto esses movimentos de extrema-direita existirem nós seremos perseguidos. Não há outra solução exceto acabar de vez com o capitalismo. Somente quando estado máximo for implementado que seremos plenamente respeitados e livres. Meu amigx olhou para mim, e afirmou: É verdade.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Little Brother  13/10/2017 13:39
    "Somente quando estado máximo for implementado que seremos plenamente respeitados e livres." Verdade, tipo os venezuelanos e o povo da Coréia do Norte.
  • Rodrigo  13/10/2017 16:36
    Hahaha! Capital Imoral sensacional!

    A ironia sempre será a inteligência no humor...
  • Pobre Paulista  13/10/2017 17:19
    "eu mesmo estava sendo perseguido pelos neoliberais que estavam censurando meus artigos através do livre mercado" Hahahahha... Sagaz!
  • Leitor  13/10/2017 18:02
    O capital imoral tem um talento e tanto para escrever. Eu gostaria de perguntar aos administradores do site quem é o autor por traz do personagem capital imoral?
  • Ombud  13/10/2017 18:36
    Eis o mistério.
  • Alexandre Fetter  13/10/2017 18:29
    Hahahaha.... belo texto!
  • WDA  13/10/2017 18:38
    KKK Texto sensacional! Divertidíssimo! É assim mesmo que funciona a cabeça de muitos desses socialistas de iphone por aí. Mais um bom texto do Capital Imoral. KKK
  • Andre  13/10/2017 18:46
    Salva de aplausos, seu melhor texto.
  • Nordestino arretado  15/10/2017 15:10
    Rachei de rir com a planta "Hélio beltrião" huahuahauahaua
  • Luis  11/10/2017 16:21
    Fora de Topico: Sugiro uma serie de artigos "comemorativos aos 100 anos da revolucao russa".

  • marcela  11/10/2017 17:06
    Sair da Espanha e continuar na UE é o mesmo que um preso fugir da solitária mas continuar dentro do presídio.O povo catalão merece liberdade plena!A Catalunha fora da UE iria receber o mesmo tratamento da Noruega e viver sua vida normalmente.
  • Andre  11/10/2017 17:23
    Não dá para esperar muito de povos ibéricos.
  • reinaldo  11/10/2017 19:53
    Por isso tenho certa simpatia pelo Movimento o Sul é meu País, a ideia deles é se separar totalmente do Brasil, criando até moeda própria (não perguntem em que lastro, nem eles sabem pelo jeito).
    O problema é que aqui no Sul as pessoas também têm uma mentalidade estatista. Se a secessão ocorrer, só vão trocar o problema de lugar
  • cmr  11/10/2017 23:48
    Mas mesmo assim seria bom, como disse o Rafael do idéias radicais, seria um estado novo criado as custas de outro.
    Já significaria uma descentralização do poder.
  • Leonardo Ferreira   12/10/2017 00:11
    Sim, a ideia é essa mesmo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2341

    Aliás, acho que foi daqui que o Rafael tirou a ideia.
  • Dja  11/10/2017 23:18
    Meirelles quer elevar alíquota do PIS/CONFINS. Voltou a sanha exploratória.
  • Eliseu  12/10/2017 00:19
    Mas nunca tinha acabado.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2728
  • Surucucu, a cobra solen%C3%83%C2%B3glifa  11/10/2017 23:57
    Só um comentário sobre a rivalidade entre Norte e Sul Italiano: o próprio processo de independência já ocorreu num território fragmentado e com exércitos diferentes: ao Sul temos o Giuseppe Garibaldi (camisas vermelhas) republicano, enquanto ao Norte temos o Conde de Cavour monarquista (Reino Piemonte e Sardenha), ao centro havia territórios da Igreja (a situação só foi resolvida em 1929 com o Tratado de Latrão entre Mussolini e o Papa, com criação do Vaticano). Após a independência, com guerras contra Áustria, Garibaldi caiu fora pro Brasil de modo a não ocorrer uma guerra civil. Resultado: o poder político está concentrado na monarquia/burguesia industrial do norte, desenvolvido, enquanto o Sul é agrário, muitos camponeses, além do domínio da máfia. Durante a maior parte do governo a desigualdade entre as regiões aumentou, uma vez que os recursos ficaram concentrados em Parma, Veneza e Genova e os impostos sobre os trabalhadores rurais AUMENTOU para financiar as operações no nortistas. Então, do ponto de vista da responsabilidade moral, não sei se seria ético o movimento separatista, a Padânia está querendo se livrar de uma pobreza a qual ajudou a construir.
  • Andre  12/10/2017 00:46
    Responsabilidade moral... defina isto por favor.
  • Daniel  12/10/2017 02:07
    https://noticias.gospelmais.com.br/paises-ricos-menor-numero-pessoas-creem-deus-33936.html

    E aí?
  • Leigo  13/10/2017 11:45
    Países ricos acreditam/acreditaram na propriedade privada e menos burocracia.
  • Estevao Miguel  14/10/2017 01:55
    Gente, estou fervilhando com essas novas ideias que descubro a cada artigo lido aqui. Gostaria de agradecer a cada um que publica seus artigos ou que comenta nos mesmos. Eu me lembro que até uns meses atrás, eu ouvia meu professor de cursinho falando que estatais são nosso maior patrimônio e que vendê-las seria entregar nosso pais para os chineses; eu acreditava nesse discurso, isso é o que mais me dilacera hoje. Viva o Livre Mercado.
  • Demolidor  15/10/2017 08:26
    Bom você lembrar ao seu professor que o Burger King foi comprado por um grupo brasileiro. E que muitos brasileiros são sócios do Google, da Apple, do Facebook, da Amazon. Basta comprar ações, mesmo no Brasil, através de ADRs.

    Inclusive, é comum naquelas paragens que empregados importantes recebam ações das empresas onde trabalham. Alguém vê isso acontecer em estatais brasileiras?

    Certa vez li que empresa estatal é propriedade de político, com o estado servindo como laranja. Não ouso generalizar, mas há motivos para crer que isso ocorre em alguns casos: https://spotniks.com/estes-sao-os-politicos-que-mandavam-nestas-cinco-empresas-que-serao-privatizadas/
  • Demolidor  15/10/2017 13:39
    Só me corrigindo: onde escrevi ADR, leia-se BDR. ADR é o contrário (empresa brasileira vendendo ações em Nova Iorque).
  • Demolidor  15/10/2017 03:51
    Vou passar a vocês uma impressão pessoal. Não entendam como algo científico, por favor. É apenas impressão.

    Europa Ocidental já é majoritariamente subdesenvolvida, à exceção de poucas áreas. França e Itália praticamente inteiras (exceto Paris e, levemente, Roma), são hoje países pobres.

    Considero que México aparenta ter uma população mais rica e com maior poder de consumo que a média da Europa Ocidental. Sul do Brasil e São Paulo, idem.
  • Demolidor  16/10/2017 11:55
    Só uma atualização: não é só impressão não. A Itália realmente voltou no tempo. A economia hoje é 6% menor que em 2007. Isso com aumento de participação do govero na economia. O resultado privado é muito pior:

    www.zerohedge.com/news/2017-10-15/italys-parallel-fiscal-currency-all-you-need-know

    5 milhões de italianos se tornaram pobres. Estatistas e esquerdistas não são dignos da menor confiança mesmo.
  • europeu  16/10/2017 13:40
    Depende do seu ponto de vista, do país de origem, do seu segmento no trabalho, e padrão de vida. Aqui em Madrid já vi desde gerente de fábrica no Brasil trabalhando como barman em Malasaña e ficar super feliz e também um casal paraguayo fazer 1800 euros líquidos por mês, um valor familiar até bastante razoável, e voltar para sua terra natal, disseram que lá seu padrão de vida era maior.
    Para a classe média estudada e ambiciosa sua observação pode ser válida, os resultados auferidos podem mesmo chegar a serem melhores do que nos países mais fracos da zona do euro, mas não para os pobres, aqui qualquer emprego simples já paga o suficiente para o pobre alugar uma casa num bairro razoável na extremidade do metrô, dar conta dos gastos básicos, calçados, roupas e se souber pesquisar até umas férias agradáveis num destino barato de moeda fraca. Coisa a classe média de estudos medianos brasileira e mexicana lutam muito para fazer.
    Muita gente me pergunta se vale a pena imigrar para a Europa, o conselho geral é: se é pobre e qualificado venha sem pensar, se é classe média só venha se estiver preparado para uma brutal perda de status.
  • Pagg  16/10/2017 12:23
    Será que uma possível explicação para esses aparentes oxímoros separatistas poderia ser dada por esses movimentos serem mais motivados por richas históricas e regionais do que por motivações econômicas?
  • Rod Silva  16/10/2017 14:26
    George Soros e a extrema-esquerda estão querendo a separação da Catalunha, boa coisa não vai sair dali.

    midiasemmascara.org/artigos/destaques/chavez-chega-a-catalunha/
  • Jefferson  16/10/2017 14:41
    Imaterial. Cada um que decida o que quiser em relação à sua autonomia. Somente os catalães, e ninguém mais, devem decidir sobre isso. Liberdade implica responsabilidade individual. Se eles irão cometer um erro, ótimo: eles aprenderão.

    Por que a Espanha deveria deixar a Catalunha decidir

    Se uma Catalunha independente estará em melhor ou pior situação é algo altamente subjetivo, não cabendo a nenhum de nós decidir. O ponto-chave é a autodeterminação: é isto, e apenas isso, o que deve conduzir toda e qualquer medida política.

    Ademais, Soros ser contra ou favor de algo não deve servir de baliza para nada. Se Soros defender o fim do regime castrista você vai se opor apenas para ficar contra?
  • Aí você acorda e descobre  17/10/2017 01:32
    Hitler:

    1 - Colocamos brancos contra pretos
    2 - Ricos contra pobres
    3 - Norte contra Sul
    4 - Leste contra Oeste
    5 - Empresário contra funcionário

    Com um país dividido, perderão tentando tempo com suas insignificantes diferenças fomentadas por nós

    Assim os neutralizaremos, para que não tenham força para lutar, usando seus "preciosos" tempos com brigas fúteis e banais

    --------------------------------------------------------------------------------------

    Eis aqui o retrado do que está ocorrendo.

    Para intervir mais, se causa contendas de falsa bandeira.

    Todos desesperados, recorreram ao Estado Máximo, abdicando de vossas liberdades, por uma pequena sensação de paz.

    Todos esses movimentos separatistas, já são programados, e com um propósito, e existe gente grande por trás, com interesses escusos.

    E o povo tolo não se toca.

    Como se no Norte e Nordeste não tivessem riquezas, como linda é Manaus, e Natal. Para quem foi por lá, sabe muito bem que eles se sustentam e pagam impostos muitos mais caros que todo o país.

    A luz em Manaus por exemplo, chega a ser R$ 300,00 à 500,00 em uma casa de 02 quartos, enquanto a conta de água de R$ 200 para R$ 300,00.

    Não seria então mais fácil dizer que eles que sustentam o país e não o contrário? Pois lá os impostos são mais caros, por ser uma cidade turística. E que linda cidade.

    Aqui em Curitiba por exemplo, todos se sustentam também, ninguém nos sustenta. Uma coisa chocaante é que, apesar de Manaus ser uma cidade violenta, aqui no Centro de Curitiba, tem a quantidade de trombadinhas, e craqueiros absurdamente maiores, o que não vi em Manaus.


    Estes que fomentam o separativismo como uma solução, não são ingênuos.

    Este movimento foi planejado para este momento, em todos os lugares, para fazerem as pessoas perderem a razão, e as deixarem loucas.

    É proposital.

    Divida para conquistar.

    A fase final do socialismo é a implantação do comunismo.

    Veja a Europa, veja o que aconteceu com a Venezuela e está acontecendo em outros países.

    Veja o que as mídias e esses militantes bem pagos estão fazendo em todas as redes sociais com posts e comentários, nos levando à uma cilada.

    Acordem povo, e acordem quem precisa.

    Se quiserem saber mais sobre isso o que está ocorrendo, procurem no youtube AGENDA- DOCUMENTÁRIO.

    Resumo: O plano final é nos destruir por completo, mas principalmente a Criação.

    Deixem de perder tempo com tolices. Pois vocês serão consumidos indiferente do que esteja ocorrendo.


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