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A ideia de que os gastos dos consumidores geram empregos atenta contra a lógica
Quem gera empregos são empreendedores que antecipam corretamente o mercado

Comecemos pelo básico: dizer que a economia é conduzida pela demanda (gastos) dos consumidores é o equivalente a colocar a carroça na frente do boi.

O que conduz a economia é a produção. O consumo, por definição, só pode vir depois da produção. A produção deve necessariamente vir antes do consumo.

Para que eu possa demandar (consumir) algo, eu tenho antes de ter produzido algo. Se eu não produzo nada que tenha valor no mercado, não terei renda e consequentemente minha demanda será zero.

A produção, portanto, tem necessariamente de vir antes da demanda (consumo). A demanda é consequência da produção, e não a causa dela.

Os gastos gloriosos

No entanto, não apenas continua popular a tese de que a economia é conduzida pela demanda, como também é quase que universalmente aceita a tese de que são os gastos dos consumidores o que gera empregos. Quanto mais os consumidores gastam, mais empregos são gerados.

Esta tese é ainda mais popular nos meios acadêmicos porque ela dá suporte à ideia keynesiana de que o governo deve "estimular" a economia quando há uma recessão, seja por meio de políticas fiscais ou monetárias. Quanto mais o governo gastar ou quanto mais ele estimular o endividamento das pessoas (por meio de uma política monetária expansiva), mais empregos serão gerados.

Em seu cerne, a ideia é que se os gastos em bens e serviços aumentarem, então mais pessoas serão necessárias para produzir estes bens e serviços. Consequentemente, mais pessoas terão empregos e ganharão salários, podendo então comprar mais bens e serviços, criando assim um moto-perpétuo.

O problema é que, embora esta lógica seja atraente — porque simplista e de fácil entendimento —, ela se baseia em uma pressuposição totalmente falsa. Não existe essa relação entre gastos do consumidor e emprego, a qual os keynesianos juram ser óbvia.

O primeiro erro

Como explicado acima, tratar a economia como se ela fosse conduzida pelos gastos é ver a realidade de maneira invertida.

E tal erro é normalmente cometido por quem não inclui o empreendedorismo em seus modelos econômicos e desconhece o papel dos empreendedores em uma economia. Isso é corriqueiro nas modelagens formais do atual ensino da ciência econômica.

Se pensarmos que a economia é algo mecânico, circular e em constante equilíbrio, então de fato não há motivos para se considerar a figura do empreendedor. Neste cenário, a economia passe a ser como Hamlet sem o príncipe dinamarquês: um sistema destituído de atores e de ação.

Sob este prisma, a economia é como uma máquina em moto-perpétuo, que funciona por meio de gastos que se movem em um fluxo circular, com recursos homogêneos.

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Ou seja, não há uma estrutura do capital complexa, não há varias etapas de produção, não há preferências temporais.  Há apenas gastos, os quais fazem automaticamente o serviço de "gerar emprego e crescimento".

Só que tal visão mecanicista da economia é totalmente irreal. O mercado é um processo dinâmico, e não apresenta "equilíbrio". E o empreendedorismo é a força-motriz deste dinamismo.

O mundo real é dinâmico e está em contínuas mudanças. E é daí que surgem os empregos.

O papel do empreendedorismo

Antes da avalanche keynesiana — que se resume a abolir a visão dinâmica do mercado e a ver toda a economia como um fluxo circular homogêneo —, os economistas tinham a correta visão do funcionamento da economia: o que conduz toda a economia não é a demanda e o gasto, mas sim o empreendedorismo e a produção.

Com efeito, John Stuart Mill, em sua Quarta Proposição Fundamental sobre o capital, já dissera que "a demanda por mercadorias não é o mesmo que demanda por mão-de-obra". Tal constatação é clara quando se passa a levar em conta a função do empreendedor.

Empreendedorismo é perceber oportunidades que não estão especificadas nos dados conhecidos por todos. É o ato de ver uma nova maneira de alocar meios para alcançar um fim. Empreendedorismo não é apenas tentar melhorar algo que já existe; empreendedorismo é criação. Empreendedores criam riqueza ao alocar corretamente recursos escassos para usos mais produtivos. Empreendedorismo, em suma, é descobrir oportunidades ainda não percebidas de lucro, e agir em cima dessas oportunidades.

O que fazem os empreendedores? Eles tentam antecipar quais serão as demandas futuras dos consumidores, e então contratam mão-de-obra, compram maquinário e produzem bens e serviços de acordo com esta estimativa. Em outras palavras, eles contratam mão-de-obra e produzem antecipadamente na esperança de que conseguirão vender, no futuro, estes bens e serviços.

Se irá de fato haver ou não demanda para os bens e serviços produzidos por este empreendedor é algo que dependerá totalmente dos consumidores e da maneira como eles irão avaliar os bens e serviços oferecidos (o preço cobrado está de acordo?). Irá depender também de quais outros bens e serviços concorrentes os consumidores poderão comprar (e se os preços da concorrência forem menores e a qualidade maior?). Igualmente relevante é como será o comportamento futuro dos consumidores, pois em algumas situações eles preferirão poupar a consumir.

Portanto, eis o que ocorre: primeiro, o empreendedor tem de antecipar corretamente a demanda dos consumidores; depois, ele tem de antecipar corretamente qual preço poderá ser cobrado pelo produto final; finalmente, o empreendedor tem de ver se será capaz de produzir este bem a um custo suficientemente baixo, de modo a tornar todo o empreendimento viável.

Em outras palavras, os empreendedores arcam com todas as incertezas de seu empreendimento. Eles tentam antecipar como os consumidores irão valorar seus bens e serviços, e, baseando-se nesta estimativa, eles estimam os preços. Tais preços, por sua vez, irão determinar se todo o processo de produção será viável ou não. Se o custo operacional for maior que o preço final estimado, nada feito.

Empreendedores criam empregos, e o gasto dos consumidores é irrelevante neste processo

O que tudo isso significa é que os empreendedores especulam sobre o futuro, que é quando irão efetivamente colocar seus bens e serviços à venda. Consequentemente, todo o investimento para a produção e toda a contratação de mão-de-obra ocorrerá independentemente de haver gastos no mercado.

Empreendedores não tomam decisões de investimento e produção baseando-se nos gastos de hoje, mas sim baseando-se em como eles prevêem que será o futuro. A produção é algo que leva tempo, de modo que as condições vigentes de consumo (os gastos dos consumidores) quando uma decisão de investimento é tomada não são muito relevantes, pois elas podem mudar repentinamente. Assim, o que realmente importa é o futuro: como será o mercado quando o processo de produção estiver concluído.

Essa constatação solapa completamente as bases da visão keynesiana da economia, pois, no mundo real, o empreendedor irá empregar pessoas antes de a demanda ser conhecida — com efeito, antes até mesmo de a demanda poder ser conhecida.

Isso vale para qualquer área.

Quando uma incorporadora contrata mão-de-obra e compra maquinários para fazer a terraplenagem de um local para ali construir um condomínio ou mesmo um shopping, não houve nenhum gasto do consumidor para gerar aqueles empregos. A incorporadora apenas estimou a demanda futura para seu produto final e, com base nessa estimativa, pediu empréstimos, contratou mão-de-obra, investiu e produziu. Nenhum fluxo de gastos do consumidor criou aqueles empregos.

Quando uma fabricante de automóveis constrói uma planta para fabricar carros, nenhum gasto do consumidor gerou aqueles empregos. Os empregos foram criados com base na estimativa dos empreendedores em relação à demanda futura.

Quando um comerciante abre uma loja de roupas, ele contrata vendedores com base na sua estimativa de como serão suas vendas. A contratação de vendedores ocorre sem que um único centavo dos consumidores tenha sido gasto. O mesmo raciocínio se aplica a um restaurante e toda a contração de cozinheiros e garçons.

Portanto, temos que, de início, empregos são criados sem que tenha havido nenhum gasto dos consumidores. Tudo se baseou na expectativa dos empreendedores quanto à demanda futura. Quando os consumidores finalmente começam a gastar comprando esses bens e serviços produzidos, os empregos já estavam criados.

Ok. Mas, e depois?

Bom, se o empreendedor fracassar — o que significa que não houve demanda suficiente para gerar receitas para cobrir os custos —, o empreendimento ainda assim terá empregado trabalhadores.

É verdade é que se o empreendedor não acreditar que a situação ruim irá mudar, esses trabalhadores poderão perder seus empregos. Mas o ponto é que os empregos foram criados independentemente dos gastos do consumidor.

Por outro lado, se o empreendedor for bem-sucedido — o que significa que os bens e serviços serão eventualmente vendidos a um preço que cubra os custos de produção — haverá uma relação entre gastos dos consumidores (naqueles bens e serviços) e a lucratividade do empreendimento. E isso é tudo o que pode ser dito ao certo. Não há nenhuma teoria que diga que o empreendedor irá manter os empregos que ele criou. Ele pode perfeitamente demitir e automatizar, por exemplo. Ou pode ele próprio assumir as funções do empregado demitido. O fato é que nada garante que os empregos criados pelo empreendedor serão mantidos pelos gastos dos consumidores.

Mas, e se a demanda for muito maior que a esperada? O empreendedor não terá de contratar mais pessoas?

Não necessariamente. Com efeito, o exemplo do empreendedor bem-sucedido apenas fortalece ainda mais o argumento de que os gastos em consumo não conduzem o emprego. Se o empreendedor descobre que a demanda por seus bens e serviços era muito maior do que ele antecipara, isso não necessariamente irá gerar mais empregos. Não há nada que comprove que um aumento da demanda fará com que o empreendedor empregue mais trabalhadores.

Para começar, se o empreendedor acreditar que esta maior demanda irá durar para sempre (o que seria uma mera especulação), ele irá investir em aumentar sua produção. Ele de fato pode simplesmente redobrar a aposta no atual processo, contratando mais pessoas, mas o mais provável é que ele faça investimentos em automação. Volumes de produção maiores fazem com que seja mais fácil cobrir os custos fixos iniciais do maquinário. E os lucros são muito mais afetados por custos variáveis, como salários e encargos sociais e trabalhistas. Ademais, empregar mais pessoas requer mais gastos com o treinamento de trabalhadores.

Entretanto, mesmo se desconsiderarmos essa constatação de que máquinas podem substituir a mão-de-obra (pois torna o trabalho mais produtivo), e assumirmos que o empreendedor irá simplesmente dobrar a aposta no processo de produção inicial e contratar mais mão-de-obra, ainda assim a visão keynesiana de que a demanda gera empregos não se sustenta: afinal, a contratação de mais mão-de-obra e o investimento para aumentar a produção ainda continuam ocorrendo em antecipação à demanda futura — e não em resposta à demanda atual.

Um eventual aumento na demanda hoje não necessariamente será duradouro. Pode acabar amanhã, pode acabar mês que vem, ou ano que vem. Impossível saber. Consequentemente, qualquer decisão de contratar mais mão-de-obra hoje será meramente uma especulação em relação à demanda futura.

Conclusão

Quem cria empregos são empreendedores e investidores, e eles fazem isso de acordo com suas expectativas quanto à demanda futura (o que depende das condições econômicas esperadas para o futuro).

Simplesmente não há como escapar do fato de que a produção precede o consumo. E isso é algo fundamental: o empreendedor incorre em sua produção e contrata mão-de-obra antes de saber se será capaz de vender os bens e serviços produzidos.

O eventual gasto dos consumidores naquele bem ou serviço produzido ocorrerá após a produção e a geração de empregos, e não o contrário. O gasto dos consumidores não cria empregos para as pessoas. O que cria empregos são o investimento e a produção feitos pelos empreendedores.

Não faz nenhum sentido pensar que gastos dos consumidores precedem a produção e o emprego. Reduza a economia a apenas duas pessoas e veja se seria possível o gasto de A causar a produção feita por B.

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14 votos

autor

Per Bylund

foi consultor de negócios na Suécia e hoje é Ph.D em economia pela Universidade do Missouri e professor na Hankamer School of Business, da Baylor University, no Texas.



  • Carlos Nascimento Duarte  28/09/2017 13:48
    Na verdade, qualquer empreendedor minimamente capaz sabe disso. Apenas economistas acadêmicos (majoritariamente keynesianos) que nunca gerenciaram uma carrocinha de pipoca é que não sabem.

    Quando você abre uma sorveteria self-service (meu caso) e contrata funcionários, você faz tudo isso de maneira puramente especulativa. Você não faz a mínima ideia de se haverá qualquer demanda e nem mesmo se o preço que você vai cobrar será aceito pelas pessoas. É tudo na base da estimativa.

    Aí, quando você abre o estabelecimento e o primeiro cliente chega pra comprar o primeiro sorvete, os empregos já foram criados.

    Se por acaso a demanda for boa e você decidir contratar mais pessoas, ainda assim sua decisão de contratar mais será meramente especulativa. Você está tomando por base o cenário atual de boa demanda e especulando que ele continuará assim no futuro. Aí você contrata mais pessoas. Mas tudo é na base da pura especulação. Se você estiver errado e a demanda não se concretizar, você ainda assim terá criado empregos (que durarão pouco). Se você estiver certo e a demanda se concretizar, você criou empregos baseado em uma especulação que se provou correta no futuro.
  • Magno  28/09/2017 13:54
    O grande Walter Williams certa vez disse: o gerente do supermercado não sabe o que eu quero, quando irei querer, e em que quantidade. Mas tudo tem de estar lá exatamente quando eu quiser. Se eu aparecer lá e não encontrar o que eu quero e na quantidade que eu quero, vou para a concorrência.

    O que vale ressaltar nesse insight é que tudo já tem de estar produzido (e com pessoas empregadas) antes de eu gastar um único centavo naquele produto.

    Dizer que o meu gasto naquele produto é que irá causar a sua produção e empregar pessoas é algo absolutamente insensato e uma inversão da realidade. Quando o cara empregou alguém para produzir aquele produto, ele nem sabia se eu realmente ia querer gastar naquilo.
  • Gabriel  28/09/2017 14:25
    Leandro em OFF

    Pelo sistema de reservas bancárias e compulsórios, o saldo em conta corrente bancário poderia ser considerado um ativo do ponto de vista do cliente? Do banco eu imagino que seria um ativo.
  • Leandro  28/09/2017 14:52
    Pergunta meio confusa, pois mistura dois conceitos. Mas digo o seguinte:

    As reservas e compulsórios são um ativo dos bancos e um passivo do Banco Central.

    Já o dinheiro em conta-corrente é um ativo do correntista e um passivo dos bancos.

  • Político  28/09/2017 14:54
    Basta o governo liberar crédito que famílias incautas sem nenhuma instrução financeira o tomam acima de suas possibilidades para consumir, os empreendedores que já atuam no mercado notarão o aumento no faturamento e reforçarão a produção.
    O objetivo disso tudo não é progredir nada, é só fazer a economia parecer boa, melhorar o bem estar momentaneamente para conseguir votos.
    Pobre nasceu para trocar voto por migalha, a classe média para pagar a conta e os outros para comandar, há uns liberais revoltados no meio por aí mas não têm poder de nada, maioria é funcionário público colaboracionista, economistas de pouca expressão ou da classe média cheio de boletos para pagar.
  • Leandro  28/09/2017 15:17
    "famílias incautas sem nenhuma instrução financeira o tomam [crédito] acima de suas possibilidades para consumir, os empreendedores que já atuam no mercado notarão o aumento no faturamento e reforçarão a produção."

    Sem dúvida há vários que farão isso. Mas mesmo essa medida seria uma mera especulação da parte dos empreendedores: como eles viram que o consumo deu uma aquecida hoje, eles imaginam que tal aquecida continuará no futuro. E então, com base nessa expectativa, eles decidem contratar mais trabalhadores. O bom momento (artificial) de hoje os ludibriou a contratar mais mão-de-obra pensando no futuro.

    Porém, como todo esse arranjo da expansão de crédito é artificial (como você corretamente mencionou), quando o futuro chegar estes empregos revelar-se-ão desnecessários e mal alocados. Os trabalhadores serão demitidas, pois a expectativa positiva dos empreendedores quanto ao futuro não se concretizou.

    Isso foi exatamente o que ocorreu do governo Dilma até hoje. Essa é causa básica dos ciclos econômicos: empreendedores, baseando-se no bom momento (artificial) do presente, criado pela expansão (artificial) do crédito, aumentam sua produção e contratam mão-de-obra levados pela expectativa de que o futuro será igualmente promissor.

    Mas quando o futuro chega e toda aquela artificialidade finalmente se revela falsa, começa todo o processo de correção, com falências e demissões. Os empreendedores, no final, leram a situação de maneira errada e fizeram estimativas incorretas. Mas, mesmo assim, foram eles que criaram empregos (ainda que de curta duração).
  • Demolidor  29/09/2017 05:31
    Famílias com a renda comprometida com financiamentos, sem grandes margens para consumo, correto?

    Consumo sobe no início, quando todos estão pegando dinheiro emprestado (inclusive empreendedores expandindo rápido para dar conta da demanda), e declina abruptamente ao final do ciclo, quando o orçamento começa a apertar. Daí para descambar em crise, perda de emprego, orçamento ainda mais apertado e posterior calote é consequência. Correto, também?

    Me pergunto se não seria menos danoso simplesmente imprimir dinheiro e distribuí-lo por helicópteros.

    Se simplesmente tivéssemos uma economia livre, inclusive com possibilidade de diminuição de salários, com moeda forte, onde os preços seguiriam sua tendência natural de cair continuamente, teríamos, isso sim, um aumento contínuo na produtividade (o aumento no consumo seria consequência). Não sou só eu quem está dizendo isso, é o próprio BIS.

    Problema é que deflação é ruim para quem está endividado, especialmente aqueles cronicamente nesta situação (como o governo), além de dificultar a coleta de impostos.
  • Andre  28/09/2017 16:47
    Realidade nua e crua. Prevejo políticos tradicionais faturando votos de liberais em 2018.
  • Paulo Henrique  28/09/2017 19:30
    Será que é mesmo culpa apenas da incapacidade financeira dessas pessoas? O fato de todo um mercado cair de cabeça nos ciclos econômicos, empresários com uma visão razoável de contabilidade, etc.. Veja o incentivo de ganhos que uma bolha imobiliária trás, mesmo para um austríaco familiarizado com os ciclos econômicos, e que tenha identificado a bolha. Os ganhos de entrar nela e saber sair pode ser recompensador. Mesmo que isso seja incentivar ainda mais o tamanho da bolha.

    É possível imaginar uma sociedade que as pessoas simplesmente se recusem a tomar crédito mesmo com incentivos de ganhos no curto prazo? Acho que isso exigiria muita visão social da parte dela. Ou exigiria uma tradição de poupança muito forte , e o Brasileiro não tem ela..

  • Leandro  28/09/2017 21:27
    Prezado Paulo Henrique, você tocou num ponto crucial: quando há uma expansão artificial do crédito, mesmo um empreendedor que entenda perfeitamente a mecânica dos ciclos econômicos e sabe que aquilo não se sustenta não pode se dar ao luxo de "ficar fora da festa".

    Se ele não se alavancar e expandir seus negócios, será devorado pela concorrência e perderá fatia de mercado. Com efeito, seus concorrentes poderão fazer uso do crédito farto para "roubar" a mão-de-obra qualificada deste empreendedor prudente, oferecendo salários maiores.

    Sendo assim, não lhe resta alternativa senão embarcar na farra.

    Tudo pode ser resumido na seguinte frase: durante um boom artificial gerado pelo crédito artificialmente barato, não são os empreendedores que se tornam tolos; os tolos é que se tornam empreendedores.

    E nisso causam um grande desarranjo.
  • Ademir  28/09/2017 21:22
    Acho que esse é um dos melhores artigos do site (e olhe que já li bastante) porque ele esclarece conceitos importantes e ajuda entender as consequências nefastas de se tentar manipular essa realidade. Toda a dinâmica dos ciclos econômicos pode ser entendida pela simples constatação trazida por este artigo.

    Como bem colocou o Leandro, quando há uma expansão artificial do crédito e o cenário econômico se torna artificialmente melhor, vários empreendedores passam a acreditar que este bom momento atual não será temporário mas sim duradouro. E aí saem aumentando a produção e contratando mão de obra. Eles foram ludibriados pela expansão do crédito.

    Aí quando o futuro chega e revela que toda a economia estava sobre um castelo de areia, tudo desmorona, inclusive os empregos (que nem deveriam ter sido criados). "Os empreendedores, no final, leram a situação de maneira errada e fizeram estimativas incorretas".
  • Juan  28/09/2017 15:18
    Capitalismo é o oposto de consumismo. Aqueles que crêem que o capitalismo se sustenta sobre o consumismo desconhecem a própria raiz da palavra "capitalismo". Capitalismo advém de capital. Capitalismo é acumulação de capital. E capital é aquela fatia do nosso patrimônio que aumenta a nossa riqueza futura. Capital é toda a riqueza acumulada — que pertence a empresas ou a indivíduos — e que é utilizada para o propósito de se auferir receitas e lucros futuros.

    Capital, em suma, é aquilo que cria riqueza futura para nós mesmos e para o resto da sociedade.

    Para acumular capital é necessário poupar. E para poupar é necessário restringir o consumo.

    O capitalismo não depende do consumo, mas sim da poupança. Uma sociedade que consome 100% da sua renda será uma sociedade nada capitalista. Não haveria um único bem de capital existente: não haveria moradias, não haveria fábricas, não haveria infraestruturas, não haveria meios de transporte, não haveria maquinários, não haveria escritórios e imóveis comerciais, não haveria laboratórios, não haveria cientistas, não haveria arquitetos, não haveria universidades, não haveria nada.

    Simplesmente, todos os indivíduos estariam permanentemente ocupados produzindo bens de consumo básicos — comidas e vestes — e não dedicariam nem um segundo para a produção de bens de capital, que são investimentos de longo prazo que geram bens futuros. Por definição, se uma sociedade consome 100% da sua renda, ela não produz nenhum outro bem que não seja de consumo imediato.

    Por tudo isso, sociedades ultra-consumistas são necessariamente sociedades de subsistência. Uma tribo africana consome 100% de sua produção (renda). Como não consegue poupar, não consegue acumular capital. Sem capital acumulado, não consegue aumentar sua produtividade. Sem aumento de produtividade, não sai da pobreza. Nada é mais anti-capitalista que uma sociedade ultra-consumista.
  • Alexandre   28/09/2017 16:51
    O capital é o trabalho utilizado como uma renúncia do presente em favor do futuro.
  • Marcelo  28/09/2017 17:31
    Bom ponto. Na Venezuela, as pessoas saem no braço para conseguir um saco de arroz. E a escassez é geral (o que significa, por definição, que tudo o que foi produzido foi consumido). Na prática, lá nada fica sem ser consumido.

    Pela lógica daqueles que dizem que capitalismo é consumismo, a Venezuela deve ser um capitalismo selvagem então.
  • Pobre Paulista  28/09/2017 17:15
    Sobre o "até os empreendimentos que fracassam geram empregos":

    "You're right, I did lose a million dollars last year. I expect to lose a million dollars this year. I expect to lose a million dollars next year. You know, Mr. Thatcher, at the rate of a million dollars a year, I'll have to close this place in… 60 years." - Citizen Kane
  • Haroldo Beria  28/09/2017 17:26
    Muito obrigado pelo artigo! Esclareceu uma dúvida que eu sempre tive e com explicação cristalina.
  • Andre  28/09/2017 18:04
    Se os gastos dos consumidores geram empregos eu não sei. A decisão de contratar alguem de fato cabe ao empreendedor.

    Mas tomemos como exemplo a sorveteria do Carlos. Se ele observar que a loja está consistentemente cheia, esta observação irá influenciar a sua decisão relativa a reposição dos estoques. Ou seja, se ele observar que o movimento da loja está aumentando nos finais de semana e pode faltar produto porque o fornecedor dele não faz entrega nestes dias, pode decidir comprar um pouco mais produto.

    Uma empresa que planeja aumentar a produção toma esta decisão com base na sua estratégia e seu planejamento de negócios, decisão esta que tem sempre um componente especulativo sobre o futuro mas também leva em consideração a demanda presente e histórica.

    No caso de produtos ou serviços novos, para os quais não há histórico, empresas rotineiramente fazem uso de mercados de teste, para avaliar a demanda, antes de partir para um investimento e uma expansão em maior escala.

    Ê certo que empreendedores que estão na fronteira da inovação assumem um risco maior sobre a demanda futura mas, mesmo nestes casos, há um mínimo de planejamento que leva em conta a demanda observada no presente.

    Quem cria empregos são empreendedores e investidores, e eles fazem isso de acordo com suas expectativas quanto à demanda futura (o que depende das condições econômicas esperadas para o futuro) e de acordo com suas observações sobre a demanda presente e passada.

  • Felipe  28/09/2017 18:19
    Concordo com tudo o que você falou e penso estar correto. Só não consegui ver exatamente onde está um contra-argumento ao que foi apresentado no texto.

    No final, você próprio concordou que o empreendedor faz tudo baseando-se em suas próprias estimativas. Observar "a demanda presente e passada", e então contratar mão-de-obra na expectativa de que a demanda futura continuará boa, é apenas mais um exemplo de empreendedor contratando mão-de-obra hoje com base puramente em suas expectativas quanto ao futuro.

    Exatamente como diz o texto.
  • Andre  29/09/2017 01:25
    Felipe,

    O que eu sugeri foi que os empreendedores tomam decisões de investimento com base, em parte, na demanda presente (consumo). Investimento pode resultar em contratação de pessoas. Por esta razão, concluir que consumo gera emprego não parece tão fora de propósito como o autor afirma.

  • Emerson  29/09/2017 12:44
    Há de se observar que o empreendedor, quando especula um aumento de demanda futura ou continuação de uma demanda atual, pode simplesmente escolher aumentar os preços ao invés de aumentar a produção. Ou seja, aumento da oferta monetária, não necessariamente aumenta a produção de bens e serviços, taopouco postos de trabalho.
  • Igor  29/09/2017 02:25
    Nem é questão de ser fora de propósito. É questão de ser completamente irreal é ilógico mesmo.

    Este seu exemplo nada mais é do que um empreendedor tomando uma decisão com base em como ele estima que será a demanda futura. Pouco importa se ele está se deixando levar pela demanda presente ou passada. O que interessa é que a decisão presente ocorre exclusivamente visando a como ele acha que será o futuro.

    Você pode estar vivenciando o melhor momento da sua empresa em termos de receitas. Mas se você acredita que as coisas irão piorar no futuro, você não irá contratar.
  • Ninguem Apenas  28/09/2017 18:27
    Eu sei que é meio off, mas o instituto parou de traduzir livros?

    Algum motivo específico?
  • Ombud  28/09/2017 19:12
    Muito pelo contrário. Hoje mesmo está tendo lançamento.

    "O Dia Mises na Leitura, realizado em 28 de setembro de 2017, quinta-feira, de 19:00 às 21:00 horas, é uma iniciativa da LVM Editora, em parceria com o Instituto Ludwig von Mises Brasil (IMB) e a Livraria Leitura.

    Na ocasião estaremos celebrando o lançamento dos sete primeiros volumes da Coleção von Mises pela LVM Editora e os dez anos de fundação do Instituto Ludwig von Mises Brasil (IMB).

    O evento ocorrerá simultaneamente em diferentes cidades, nas quais, em lojas da Livraria Leitura, haverá um bate-papo de professores e formadores do opinião com a audiência, discutindo a vida e a obra de Ludwig von Mises, por conta de seu nascimento em 29 de setembro de 1881, além de se debater a importância deste pensador para as novas perspectivas econômicas, políticas, culturais e sociais de nosso país.

    Encontre o evento mais próximo e participe:"

    Campinas: www.facebook.com/events/1484947061566496/

    RJ: www.facebook.com/events/405925479810137/

    BH: www.facebook.com/events/489226731450130/

    CE: www.facebook.com/events/425697291159010/

    GO: www.facebook.com/events/266679337174861/

    DF: www.facebook.com/events/1581083155285385/



    E amanhã será um dia ainda mais especial. Serão 24h de ofertas, todos os títulos disponíveis e até 60% de desconto. Livros começando em R$ 7,90. Somente no site da Amazon.

    O link será liberado às 23:59 de hoje (dia 28) na página do IMB no Facebook (a qual todos aqui deveriam seguir, pois lá são divulgados de dois a três artigos por dia).

    www.facebook.com/MisesBrasil/
  • Dan Nobumi  28/09/2017 20:59
    Estou traduzindo voluntariamente "It's a Jetsons World", do Jeffrey Tucker. Vamos ver se o IMB aceita.
  • Ninguem Apenas  29/09/2017 18:34
    Po cara vc é um Herói kk eu não sei inglês e já tentei ler esse livro no google tradutor e não deu mt certo kkk

    espero que vá adiante nisso! k
  • Karl Marx  28/09/2017 19:36
    O mero instrumento do consumo é uma percepção de comprar necessariamente aquilo que não lhe irá agregar mais ou menos do que um produto similar com preços inferiores, o caso da Apple é um bom exemplo argumentativo que a burguesia inventa essa necessidade de consumo de seu produto para lhe conferir status, portanto temos hoje uma sociedade se desvirtuando dos valores tradicionais. Seja qual for a sua cultura, sua religião, é visível o perigoso aumento da caracterização individualista e egoísta da sociedade, hoje em dia, é mais importante ser socialmente aceito nas redes sociais do que buscar (e ter) a própria felicidade do convívio natural e pessoal, na URSS, pessoas queriam ser astrólogas, cosmonautas, cientistas, na Rússia de hoje querem apenas a carreira profissional que lhe dá mais dinheiro, essa cultura egoísta, centrada na valorização do status, ou a tão celebrada ostentação, como gostam de chamar, plantou a semente do endividamento na mente de pessoas que possuem a necessidade de se mostrarem melhores, ou mais importantes, do que as outras, o consumismo é uma realidade. Vocês do IMB são grandes culpados por essa semente que foi plantada na sociedade e que hoje são colhidas e instaurou esse mundo onde a super valorização do status é mais importante do que ter uma carreira profissional que lhes traga felicidade, ao invés do egoísmo individualista implementado no mundo atual sob a camuflagem de capitalismo.

    "Consumismo é o ato de comprar o que você não precisa, com o dinheiro que você não tem, para impressionar pessoas que você não conhece, a fim de tentar ser uma pessoa que você não é."

    Na URSS, os jovens queriam ser astronautas, cientistas espaciais, por isso a União Soviética foi a verdadeira ganhadora da Guerra Fria se tornando pioneiros na exploração espacial, os grandes avanços conquistados pela humanidade no século passado se devem aos soviéticos, portanto nada mais justo do que condecorar o comunismo em detrimento do capitalismo na vitória da Guerra Fria.
    https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/por-que-a-uniao-sovietica-foi-a-verdadeira-ganhadora-da-corrida-espacial-e-nao-os-eua.ghtml

    Karl Marx é filósofo e escritor, e não foi refutado pelo Mises.
  • Ninguem Apenas  29/09/2017 20:45
    Não sei qual é a maior ironia, o fato de que a URSS era capaz de fabricar enormes foguetes espaciais e ao mesmo tempo incapaz de fabricar eletrodomésticos que prestassem ou uma concorrência entre países para saber qual deles tem a melhor estatal.
  • Hideki  29/09/2017 14:23
    No Brasil não fazemos uma coisa e nem outra.
    Se aumenta o imposto sobre o consumo, mais sindicatos, juízes trabalhistas.

    No final vale mais a pena montar uma fábrica na China ou Paraguai.
  • anônimo  30/09/2017 02:30
    Brasil sempre importou os piores tipos de ideias.

    Na década de 30 importou o Fascismo sem esse nome "pavoroso".
    Logo depois do fim da ditadura militar, importou a Social-Democracia que promete mundos sem fundos.
    E nos anos 2000 importou o Progressismo que a imensa maioria dos brasileiros não suporta.

    Bem que o camarada Kim podia jogar uma bomba nuclear em Brasília.
  • Paulo Henrique Alves  30/09/2017 16:38
    se não há consumo de um determinado produto, porque alguem iria continuar a produzi-lo. quem determina o preço de um prduto é o comsumidor, se ele acredita que o produto não vale o preço ou que ele é inrelevante, o produto saiu do mercado e sua produção acaba
  • cleidisom  01/10/2017 14:44
    Sei que não é o assunto, mas alguém poderia recomendar um artigo com o assunto sobre privatização de escolas em uma sociedade livre, e como faria- mos com os mais pobres que não tem condições de pagar para estudar?
  • Marcelo  01/10/2017 18:32
  • Jonas, Demente  01/10/2017 17:31
    Na abertura de um empreendimento, tenho que concordar que o processo todo se resume a especulação,embora em muitos casos consistente,mas o empresário investe capital em toda a estrutura do estabelecimento sem certeza absoluta.
    Eu entendo o aforisma "consumo gera empregos" da seguinte forma: se os empresários percebem uma boa recepção de seus produtos no mercado, não só possuem provas as quais indicam sucesso em ampliar a produção, como também dispõem de capital para isso. Nesse caso, o consumo teria impacto indireto na ampliação de unidades produtivas e, portanto, na geração de novos empregos.
    A questão é que esse raciocínio se torna obsoleto a partir da Revolução Técnico-Científica-Informacional, pois pode-se ampliar a produção através da automação (vide fábricas da lego na Dinamarca), gerando desemprego estrutural.
  • Igor   01/10/2017 18:39
    "se os empresários percebem uma boa recepção de seus produtos no mercado, não só possuem provas as quais indicam sucesso em ampliar a produção, como também dispõem de capital para isso. Nesse caso, o consumo teria impacto indireto na ampliação de unidades produtivas e, portanto, na geração de novos empregos."

    Este seu exemplo nada mais é do que um empreendedor tomando uma decisão com base em como ele estima que será a demanda futura. Pouco importa se ele está se deixando levar pela demanda presente ou passada. O que interessa é que a decisão presente ocorre exclusivamente visando a como ele acha que será o futuro.

    Você pode estar vivenciando o melhor momento da sua empresa em termos de receitas. Mas se você acredita que as coisas irão piorar no futuro, você não irá contratar.
  • Boku no Piko  01/10/2017 18:59
    O IMB não acha uma boa enfiar na cabeça do Bolsonaro e Dória as ideias desse site antes das eleições?

    https://exame.abril.com.br/brasil/sem-lula-no-pareo-bolsonaro-lidera-intencao-de-votos-para-2018/

    https://www.oantagonista.com/brasil/agenda-de-bolsonaro-nos-eua/
  • Pobre Paulista  02/10/2017 18:04
    Estou com preguiça de dar uma resposta atravessada, queira por obséquio sentir-se ofendido.
  • Scheunemann  05/10/2017 13:46
    Resumindo: empreendedorismo GERA empregos, gastos os MANTÉM.
  • Getulio  05/10/2017 13:59
    Não necessariamente. Se o empreendedor quiser substituir trabalhadores por máquinas, ou então se ele próprio quiser assumir as funções do empregado, os gastos não manterão os empregos criados.

    Quem cria e mantém empregos são os empreendedores e capitalistas. Havendo ou não gastos.
  • Scheunemann  05/10/2017 16:11
    Concordo com seu ponto de vista Getulio, mas se não haver gastos, por quaisquer que sejam os motivos, necessariamente os empregos não se manterão.
  • Armando Júnio  05/10/2017 19:38
    O que mais vejo é gente afundando em grandes financiamentos imobiliários e de veículos no brasil, não sabem sequer calcular os juros do financiamento, coisa que se pode fazer fácil com aplicações gratuitas na internet. As financeiras aproveitam da ignorância da grande maioria para cobrar juros abusivos e faturar alto, enquanto outros se endividam pelo resto da vida.

  • Matheus  12/10/2017 17:53
    Pergunta: Se um determinado nicho de mercado é controlado por um monopólio que institui preços altos, outras pessoas criarão empresas de tal forma a se aproveitar dos altos preços para conseguir lucros. A criação de tais empresas aumentam a concorrência e fazem com que o preço de tal produto diminua, diminuindo assim a taxa de criação de empresas neste nicho... As empresas (e empregos) criadas inicialmente não foram geradas por consequência dos preços iniciais, isto é, pela demanda?
  • Gomes  12/10/2017 18:42
    Não. E você próprio já explicou por quê: os preços altos iniciais nada tinham a ver com a demanda, mas sim com o fato de ser um monopólio. Os preços altos nada tinham a ver com o volume de gastos dos consumidores, mas sim com o fato de ser um monopólio.

    Logo, os empregos naquela empresa monopolista nada tinham a ver com a demanda.

    E observe o detalhe: as outras empresas concorrentes que eventualmente entrarem no mercado contratarão mão de obra antes de realizarem uma única venda. A criação de empregos por essas empresas será puramente especulativa.

    E, mesmo que as vendas não ocorram (por exemplo, não havia demanda genuína naquele nicho), ainda assim empregos terão sido criados.
  • Matheus  13/10/2017 19:22
    Mas e se caso a demanda for alta, de tal forma às empresas deste nicho aumentarem os preços e acabem atraindo mais empreendedores para tal nicho? Os empreendedores estariam criando na especulação de que a demanda continuará alta então?
  • Gomes  13/10/2017 19:30
    Exatamente.
  • Matheus  13/10/2017 19:23
    Mas, fora isso, obrigado pela resposta e por tirar a dúvida


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