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Quer reduzir a pobreza de maneira definitiva? De início, eis as 12 políticas que têm de ser abolidas
Como um verdadeiro livre mercado ajudaria os mais pobres

No Brasil, empreender e empregar legalmente são atividades extremamente onerosas.

Para abrir uma empresa são necessários 107 dias, em média.

Pagar impostos requer 2.600 horas apenas para preencher formulários (mais do que o dobro do segundo colocado, a Bolívia).

Empregar alguém traz um custo extra de 103% do salário só com impostos e outros encargos trabalhistas. Isso significa que, além do salário, você tem de pagar o equivalente a outro salário só com impostos, encargos sociais e trabalhistas. (Coisas como imposto sindical ou contribuição para a reforma agrária são comuns).

E existem nada menos que 93 impostos diferentes.

Não sendo viável nem empreender legalmente e nem ser contratado legalmente, só resta às pessoas irem buscar outros meios de sobrevivência, como a informalidade, na qual não contam com nenhuma segurança jurídica.

Mas tudo isso ainda é o de menos. Há várias outras medidas e intervenções do governo que não apenas impedem que os pobres deixem de ser pobres, como ainda agravam ainda mais a pobreza.

Caso a intenção realmente seja criar riqueza e reduzir ao máximo a pobreza, todas essas medidas e intervenções deveriam ser abolidas.

A seguir, uma lista de algumas delas.

Salário mínimo e encargos sociais e trabalhistas

A imposição de um salário mínimo é uma política na qual o governo proíbe que os empregadores paguem um salário menor que um piso estipulado por políticos. Na prática, trata-se de um controle de preços.

Considere um jovem pobre, sem instrução e sem habilidades, cuja produtividade seja de R$ 600 por mês no mercado. O que acontecerá se o governo aprovar uma lei exigindo que a ele sejam pagos $ 937 por mês? O empregador que o contratar perderá $ 337 por mês.

Os deficientes, os adolescentes, as minorias, os destreinados, os pouco qualificados, e os pouco produtivos — todos estes estarão na mesma situação. Estão proibidos, pelo governo, de serem empregados legalmente.

Só que, além do salário, o empregador também tem de arcar com vários outros tributos e taxas que incidem sobre a folha de pagamento. São os encargos sociais e trabalhistas.

Como já dito, no Brasil, empregar alguém traz um custo extra de 103% do salário só com impostos e outros encargos sociais e trabalhistas. Coisas como INSS, FGTS, PIS/PASEP, salário-educação, Sistema S, 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado, rescisão contratual, vale-transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios fazem com que, além do salário, o empregador tenha de pagar o equivalente a outro salário só com estes custos.

Encargos sociais e trabalhistas representam um custo de produção. Logo, estipular artificialmente um salário mínimo e agravá-lo com encargos sociais e trabalhistas significa elevar o custo de produção sem que a produtividade do empregado tenha aumentado.

Na prática, salário mínimo e encargos trabalhistas proíbem os mais pobres e menos produtivos de serem legalmente empregados.

Leis contra o trabalho infantil

Há muitos trabalhos que requerem pouco treinamento — cortar gramas e lavar carros, por exemplo — e que são perfeitos para jovens pobres que querem ganhar algum dinheiro.

Além dos ganhos, trabalhar também ensina a esses jovens o que é ter um emprego e como administrar o próprio dinheiro.

Mas, no Brasil, o governo proíbe quem tem menos de 16 anos de idade de exercer qualquer tipo de trabalho (um adolescente de 15 anos não pode nem mesmo ter um carrinho de limonada na esquina). E proíbe também quem tem menos de 18 anos de idade de exercer vários tipos de trabalho. (Fonte)

Ou seja, na prática, o governo discrimina os adolescentes e os impede de participar do sistema de livre iniciativa. E quem eventualmente quiser dar emprego a esses jovens irá para a cadeia.

Políticas monetárias expansionistas e subsídios

A moeda, que está sob o total controle do governo, perde poder de compra continuamente devido às políticas inflacionistas do governo.

Para piorar, o governo estimula o setor bancário, principalmente os bancos estatais, a expandir o crédito e conceder empréstimos baratos para grandes empresas com ligações políticas. Isso faz com que a inflação de preços se mantenha continuamente alta.  

Os mais ricos conseguem se proteger desta perda do poder de compra por meio de aplicações bancárias e financeiras. Já os pobres, que não têm acesso a esses mecanismos, sofrem integralmente com a carestia gerada.

Políticas monetárias expansionistas e empréstimos subsidiados a grandes empresas intensificam a redução do poder de compra dos mais pobres.

Políticas fiscais expansionistas

Quando o governo gasta mais do que arrecada, ele incorre em um déficit orçamentário. Para cobrir este déficit, ele tem de tomar dinheiro emprestado (se endividar). Bancos e investidores emprestam esse dinheiro para o governo.

Dinheiro que poderia estar indo para investimentos e empreendimentos — que não só dariam emprego e renda para os mais pobres, como também produziriam mais bens e serviços para eles — acaba sendo desviado para financiar a burocracia do governo.

E, no final, esse endividamento será pago com o dinheiro de impostos, que asfixiam o empreendedorismo e a renda dos mais pobres.

Tarifas protecionistas

O governo impõe tarifas protecionistas para encarecer artificialmente a importação de produtos estrangeiros e, com isso, proteger a reserva de mercado do grande baronato industrial.

Essas tarifas impedem que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior, forçando-os a comprar apenas os produtos nacionais mais caros. Isso afeta toda a sua renda disponível.

Tendo de pagar mais caro por produtos nacionais, sobra aos pobres menos dinheiro para gastar em outras áreas. Isso é um ataque direto ao seu padrão de vida e bem-estar.

Crédito imobiliário subsidiado

Os ricos, por causa de sua menor propensão ao calote, têm acesso fácil a financiamento imobiliário barato e subsidiado pelo estado, via bancos estatais. (Os empréstimos dos bancos estatais são baratos porque o Tesouro repassa dinheiro de impostos a esses bancos, o que permite que eles cobrem juros menores)

Isso eleva a demanda por imóveis e faz os preços subirem.

Com os imóveis mais caros, os pobres são empurrados para o "Minha Casa Minha Vida", um programa estatal criado exatamente para tentar remediar os efeitos inflacionários nos imóveis causados pela expansão do crédito estatal. Trata-se de um programa para tentar facilitar a aquisição de imóveis pelos mais pobres por meio do endividamento destes perante os bancos.

Na prática, o governo criou um programa (Minha Casa Minha Vida) para remediar os efeitos causados por outro programa (crédito barato de bancos estatais para a compra de imóveis, utilizado pelos mais ricos).

Ao incentivar a demanda por imóveis do MCMV, os preços destes também sobem.

No final, tudo ficou mais caro.

E a consequência é que os pobres ficam ou sem capacidade de adquirir uma casa (indo para as favelas) ou endividados para o resto da vida.

Proibição de títulos de propriedade em favelas

O governo impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, auferir renda, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo.

Em seu livro "O Mistério do Capital", de 2001, o economista peruano Hernando de Soto mostra como os pobres são impedidos de gerar riqueza porque o governo não reconhece seus direitos de propriedade. Segundo de Soto, os pobres da América Latina, só nas terras que possuem de fato mas não de direito, estavam sentados em cima de quase 10 bilhões de dólares. Sem título de propriedade, não podiam capitalizar em cima desse valor.

De Soto estimou que 80% da propriedade nos países em desenvolvimento está totalmente na informalidade.  Isso significa que há dezenas de milhões de famílias no continente que simplesmente não podem utilizar sua propriedade como garantia para nada. Se a casa ou o terreno de uma família pobre não são formalmente seus (como no caso das favelas brasileiras), não há nenhuma medida econômica que possa compensar tudo isso.

Impostos indiretos

Esse é o mais evidente de todos.

O governo tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia. Assim, ele confisca grande parte da renda dos mais pobres.

Agências reguladoras

Agências reguladoras cartelizam o mercado internoprotegendo grandes empresários contra a concorrência externa em vários setores da economia.

Com isso, garantem preços artificialmente altos para as empresas protegidas e serviços de baixa qualidade, prejudicando principalmente os mais pobres.

INSS e FGTS

O governo confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba de volta essa fatia que lhe foi roubada (e totalmente desvalorizada pela inflação).

Muito melhor seria se esse trabalhador simplesmente pudesse ficar em posse da totalidade do seu salário.

Leis anti-ambulantes

Leis contra vendedores ambulantes impedem pessoas de vender comidas e produtos para pessoas que querem comprá-los.

Em grandes cidades, os mais vociferantes apoiadores das leis anti-ambulantes são os grandes restaurantes e as lojas de departamento.

Burocracia e regulação

Com tudo isso, começar um pequeno negócio acaba sendo a única maneira que sobra para os pobres conseguirem sobreviver honestamente.

Só que empreender legalmente significa ter de lidar com um emaranhado de papeis, taxas, cobranças, cartórios, filas, carimbos, licenças e encargos, além de todas as propinas exigidas por fiscais — os quais, se não receberem o arrego, não liberam a documentação.

Os governos, de todas as esferas, são muito eficientes em esmagar micro-empreendimentos.

Daí essas pessoas são empurradas para o mercado informal, que é onde elas encontram algum oxigênio.

E então todo o ciclo se reinicia.

Conclusão

Após fazer de tudo para manter os pobres na pobreza, o governo cria programas para aliviar a pobreza (como Bolsa-Família).

Não seria mais lógico, em vez de tentar remediar o problema criando novas intervenções, simplesmente abolir as causas da perpetuação da pobreza?

E várias pessoas ainda dizem que, se não fosse o governo, a pobreza seria muito maior.


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Diversos Autores

  • Bruno  13/09/2017 15:30
    Por trás de tudo isso, para as pessoas que veem o Estado como soldado de reserva, que garante o mínimo aos pobres em caso de necessidade extrema, está a falta de confiança no ser humano em se organizar e negociar livremente.

    Assim, passa a ser necessário um ente abstrato que pense no interesse público, pois largar "tudo" na mão das pessoas seria muito arriscado. Para sair desta lavagem cerebral feita desde as nossas infâncias é necessário muito estudo, raciocínio e honestidade intelectual.
  • Fernando  13/09/2017 15:42
    EXATO! Tocou no ponto que explica exatamente o motivo de as pessoas quererem estado.

    O estado não é necessário, é sim conveniente.

    O estado é uma apólice de seguro para a maioria das pessoas. Se eu não atingir meus objetivos posso ter seguro-desemprego, cargo público, aposentadoria, e até mesmo amizade com político....

    Estado é só isso. Mais do que amor aos pobres.
  • sandro mattar  20/09/2017 19:33
    Eu concordo, mas confesso que uma sociedade sem estado me parece um sonho ou objetivo distantes demais. Espero que consigamos, um dia.
  • Felipe Feliziani  28/10/2017 20:47
    Os problemas sociais e políticos são evidentes e de fácil resolução, mas existe um poder operando atrás de tudo isso que faz malograr todo e qualquer esforço no intuito de melhora e solução...
  • Raphael  29/10/2017 01:06
    eu lembro que nao fez muito tempo que uma pesquisa encomendada pela propria esquerda mostrou que os pobres consideram o merito, querem prosperar na vida, e querem menos estado na vida delas... o status quo que resiste em mudar vem de cima, de todo mundo que de alguma forma ganha com a situacao.
    outro dia conversando com um amigo, torneiro mecanico, acabou me perguntando sobre a reforma da previdencia. ele apesar de humilde eh muito aberto a novas ideias, entao antes de dizer o que eu pensava a respeito perguntei se ele sabia como funcionava na pratica, e depois de uma desenhada da situacao expus a ele que eu nao concordava com coisas que estavam sendo propostas, mas que eh impossivel continuar como ta por simples questao matematica.
    ao final da conversa ele coçou a cabeça e disse que nao saberia como ia chegar no trabalho no dia seguinte e dizer aos colegas que era a favor de mexer na previdencia. simplismente pq ele tambem entendeu a sacanagem que era, mesmo que nao entendesse a maioria dos termos que eu tentei explicar.
    particularmente passei dos 30 anos e ate uns tempos pra ca eu sequer pudia criticar o governo, os governantes, hoje em dia eu paro em qualquer fila e as pessoas fazem isso por conta propria
    impossivel nao reconhecer tambem a lavagem do tipo "se nao for o governo quem vai construir as estradas", pois se isso nao for desfeito primeiro nao tem como abrir espaço pra novas ideias, ate por isso muitas pessoas desinformadas sao relutantes com outras perspectivas, pois eh tao enraizado algumas coisas que eh como se fizessem parte delas, mas sempre tem tambem aquelas com pre disposicao a aceitar outros argumentos, como o meu amigo foi ao perguntar sobre a previdencia
  • Marcos  29/10/2017 13:18
    Sim, e essa pesquisa foi comentada aqui. Confira:

    www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=2667
  • Aurélio  13/09/2017 15:30
    Sem contar que o estado não consegue ver alguém que encontrou alguma forma de ganhar dinheiro honestamente sem ir lá correndo ver se dá para regulamentar alguma coisa e tirar a parte dele.

    Na verdade o estado pode até distribuir umas migalhas aqui e ali, mas ao mesmo tempo faz de tudo para dificultar o trabalho das pessoas.

    Como deixar de ser pobre assim?
  • Frederico  13/09/2017 15:34
    Uma pergunta: quando o governo tem um programa de crédito subsidiado, ele transfere dinheiro do Tesouro para os bancos públicos. Isso pode configurar expansão do crédito? Afinal, a operação é feita com recursos arrecadados, então isso não geraria inflação de demanda, certo? Ou o simples fato dos juros serem subsidiados para determinadas áreas escolhidas pelo governo gera maus investimentos?
  • Leandro  13/09/2017 15:39
    Há expansão do crédito, sim.

    Os bancos estatais, mesmo recebendo subsídios do Tesouro, criam dinheiro ao conceder empréstimos (não confundir empréstimos com transferências, que é o que ocorre, por exemplo, com Bolsa-Família).

    Eis como funcionam os empréstimos subsidiados:

    1) O Tesouro confisca R$ 100 meus.

    2) O Tesouro repassa esses R$ 100 meus para o Banco do Brasil.

    3) Em condições normais (isto é, sem este repasse do meu dinheiro), o BB emprestaria R$ 1.000 para um mutuário do Minha Casa, Minha Vida e cobraria, digamos, R$ 150 de juros em um ano (taxa de juros de 15% ao ano).

    4) Porém, com o meu subsídio de R$ 100, o BB pode agora emprestar R$ 1.000 e cobrar, em vez de R$ 150, apenas R$ 50 de juros em um ano (taxa de juros de 5% ao ano). Ele pode se dar a esse luxo de cobrar R$ 50 em vez de R$ 150 simplesmente porque já ganhou R$ 100 meus.

    Observe que, no final, o ganho nominal do BB foi o mesmo (R$ 150). Mas as taxas de juros cobradas caíram de 15% para 5%.

    Observe também que, com ou sem subsídios do Tesouro, o banco criou R$ 1.000 em crédito. E com ou sem subsídios, ele cobrará um total de R$ 150 a título de juros.

    Houve criação de dinheiro e haverá investimentos errôneos. E estes serão intensificados pelo fato de os juros serem subsidiados.
  • Minerius  13/09/2017 15:34
    "Burocracia e regulação

    Com tudo isso, começar um pequeno negócio acaba sendo a única maneira que sobra para os pobres conseguirem sobreviver honestamente.

    Só que empreender legalmente significa ter de lidar com um emaranhado de papeis, taxas, cobranças, cartórios, filas, carimbos, licenças e encargos, além de todas as propinas exigidas por fiscais — os quais, se não receberem o arrego, não liberam a documentação.

    Os governos, de todas as esferas, são muito eficientes em esmagar micro-empreendimentos.

    Daí essas pessoas são empurradas para o mercado informal, que é onde elas encontram algum oxigênio.

    E então todo o ciclo se reinicia."


    Eu sou um típico masoquista brasileiro, que ainda sonha em poder abrir o seu negócio legalmente ou, ao menos, não ter que operar por baixo dos panos e com um certo medo dos bandidos fardados (que são os que cumprem as ordens criminosas, prontos para matarem a própria mãe se assim um político ou burocrata mandar).

    Vou pegar um exemplo de algo que acontece por baixo dos panos e eu já sei como funciona: peixes ornamentais e afins. Os Correios praticamente proíbem, mas quase ninguém cumpre e liga. Teoricamente precisaria de um documento imbecil, o Guia de Transporte Animal, no qual um pseudoveterinário estatal vai avaliar as condições dos organismos, pagando taxa e ainda contando com a boa vontade deles (fim de semana esses vagabundos não trabalham). Hoje eu só conheço uma loja que faz o envio de peixes e outros organismos totalmente legalizado, mas o frete fica tão caro que muita gente prefere ir por outros meios.

    Apesar dos bandidos fardados ocasionalmente fazerem o seu trabalho sujo (tomara que eles façam greve e nunca mais voltem, são piores que ladrões de roubo de carga que, ao menos, não vão te aplicar uma multa impagável e uma ameaça maior após o assalto), eles não dão conta. Procure pelo Mercado Livre. O pessoal manda camarão, minhoca, peixe, larva de besouro, planta viva, tudo por Correios (se for coisa menor mandam por carta registrada pelo "jeitinho). Mesmo lojas sérias do segmento aquarístico fazem isso. Eu suponho que no fundo o próprio pessoal dos Correios sabe disso e faz uma vista grossa (eles já ofereceram parceria com um estabelecimento que envia organismos). Até porque esse dinossauro já acumula prejuízos e eles vão perder uma boquinha se simplesmente decidirem denunciar todo mundo. Enquanto isso, nos EUA uma pessoa consegue receber uma tartaruga íntegra por correio...

    Se simplesmente todo mundo cumprisse absolutamente toda a legislação existente aqui (e pagasse TODOS os impostos), ia morrer mais gente de fome no Brasil do que na Venezuela agora.

    A melhor coisa é sair do país mesmo.
  • James  13/09/2017 15:36
    Quem gasta 8 bilhões por ano em publicidade estatal ?

    Quem criou exame médico admissional, demissional e periódico para trabalhadores, retirando milhares de médicos do atendimento emergencial ?

    Quem cobra imposto sobre trabalho ?

    Quem confisca fgts, aposentadoria e fat dos trabalhadores ?

    Quem cobra ipva e não asfalta as ruas ?

    Quem fornece serviços de educação que forma 40% de analfabetos ?

    Quem gasta 10 bilhões por ano em um congresso federal ?

    Quem gasta 1 bilhão em fundo partidário ?

    Quem gasta 400 bilhões por ano com juros de dívidas ?

    Quem fornece serviços de saúde e deixa os pacientes morrerem na fila ?

    Quem gasta 30 bilhões com jogos olímpicos ?

    Enfim, mesmo se o estado fosse apenas um tranferidor de renda e não prestasse nenhum serviço, temos a certeza de que muito dinheiro iria sumir.

    Os assaltos ao bolsa família, Incra, obras públicas, estatais e concessões, transformaram o governo no maior assaltante do mundo. Esse é a maior violação aos direitos humanos da face da terra.

    O socialismo é o inferno na terra.
  • Wendel  13/09/2017 15:47
    Muito bom o artigo. A políticas públicas em torno do "pobre" só aumentam a pobreza. São políticas intervencionistas que impedem a atividade fim e a prosperidade do pobre.
  • Capital Imoral  13/09/2017 16:01
    Melinda queria ser médica mas o MBL não quer deixar.

    Melinda mora com sua mãe e seus 6 filhos na favela do Vidigal. Atualmente, ela encontra-se divorciada, porém, seu Marido Wellingson que está preso, não tem condições de bancar uma pensão para as crianças. Melinda simplesmente está por sua própria sorte.Mas não pense que ela vai desistir. Mulher batalhadora, Melinda está estudando para o Vestibular; Ela quer ser médica, e quem sabe dar uma melhor condição de vida para seus filhos.

    A vida não é fácil meu amigo.

    Melinda acorda às 5 horas da manhã; toma um café ralo com pão duro e vai pegar 4 conduções para chegar no centro do Rio de Janeiro. Obviamente, ela tem que passar rápido pelos morros, caso contrário, pode ser estuprada e roubada.

    A vida não é fácil meu amigo.

    Quando chega de noite, mais ou menos às 9 horas da noite, Melida tem que dar um aconchego nas crianças, fazer comida, lavar a louça e dar um jeito na casa. Mais ou menos a meia noite, ela começa a estudar para o vestibular. Sim! Melinda mal sabe a diferença entre um adjetivo Explicativo e um adjetivo Restritivo. Mas mesmo assim, ela fica estudando até às três horas da manhã.

    A vida não é fácil meu amigo.

    Quando o assunto é Matemática então a situação piora e muito. Mas ela não deixa de sonhar, é tudo que sobrou; o resto é apenas um fetichismo do grande capital, que fica te vendendo uma ilusória felicidade paga com suor e sangue. Quer descobrir a armadilha estética do Capitalismo? Tente ser produtivo na sociedade. Todos empreendedores irão te olhar com olho torto; - Porque este maldito concorrente? Eles só te tratam bem porque você é consumidor, meu amigo.- Um eterno consumidor-

    A vida não é fácil meu amigo.

    Melida descobriu que a única solução é ser funcionário público e lutar contra o capitalismo. Mas não pense que os donos do Capital vão deixar isso passar barato; o Movimento dos playboys Livres estão planejando privatizar à USP e proibir Melinda de ser médica. Eles querem que Melinda se torne um eterno consumidor de Funk. Pois saiba que nós do socialismo e liberdade não vamos deixar. Melinda vai ser médica sim!

    Um desafio para o Neoliberal
    Eu desafio o neoliberal a fazer a seguinte afirmação: "Eu não sou obrigado a pagar pela faculdade de Melinda! Se ela quiser fazer faculdade, que ela trabalhe e pague por conta própria."... Obviamente ninguém terá coragem de fazer está afirmação, pois sabemos que isso é desumano. Temos consciência social de que Melinda é pobre e temos a obrigação de pagar pela faculdade dela.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Arnaldo  13/09/2017 20:04
    fiquei com dó só pelo nome, Wellingson
  • Assalariado  15/09/2017 11:54
    Melinda sonha em ser médica, mas teve 6 filhos. Você só mostrou que a razão dela se manter pobre é culpa dela mesmo.
  • Capital Imoral  15/09/2017 14:48
    Você está afirmando que a culpa de Melinda ser pobre é dela mesmo? Isso é desumano. Eu imputo a pobreza de Melinda a sociedade conservadora, Eu imputo a pobreza de Melinda ao MBL.

    Isso sem contar que o fato dela ter liberdade sexual não pode ditar a condição social de Melinda. Por que só rico pode ter 6 filhos e continuar feliz? Por que Melinda, Obrigatoriamente, tem que ter uma vida conservadora, sem liberdade sexual e de reprodução? Este mundo é muito injusto. Maldito seja o Capital.

    Capital Imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.
  • José  16/09/2017 11:27
    Melinda pode fazer o que quiser.
    Desde que ela seja responsável pelos seus atos.
    Agora querer jogar para a sociedade a responsabilidade sobre suas atitudes já é outra história.
  • Alexandre Kraemer  17/09/2017 20:15
    Que tal você levá-la para sua casa e a ajudar, por livre e espontânea vontade, dando o exemplo primeiro, ao invés de exigir dos outros que o façam em seu lugar antes de você?
  • Marcio  13/09/2017 16:33
    É normal a nossa economia estar ruim e a bolsa de valores ficar no nível atual, apontando para cima?
    Se a nossa economia não está no nível anterior a crise e a nossa bolsa bate recordes, é otimismo com a ecoomia ou efeito da queda dos juros? Mas qual o motivo da inflação estar tão baixa? É um efeito Temer?
  • Economista   13/09/2017 17:28
    "É normal a nossa economia estar ruim e a bolsa de valores ficar no nível atual"

    O atual nível da bolsa é simplesmente o mesmo de maio de 2008.

    Ou seja, voltamos para onde estávamos há 9 anos.

    Nada de anormal nisso. Muito pelo contrário. É simplesmente o início de uma recuperação de tudo o que foi perdido.

    "Se a nossa economia não está no nível anterior a crise e a nossa bolsa bate recordes"

    A renda per capita está no nível de 2010 e a bolsa está no nível de 2008.

    De novo, absolutamente nada de anormal.

    "Mas qual o motivo da inflação estar tão baixa? É um efeito Temer?"

    Explicado em detalhes:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2663

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2694
  • Luiz Rufin  15/09/2017 16:43
    Eles mantém seus privilégios as custas do povo, são verdadeiros psicopatas, já dizia Olavo
    essa gente é psicopata, com tanta gente na linha da miséria, esse povo ainda tem coragem
    de manter seus privilégios e desviar dinheiro público.
  • david  13/09/2017 16:36
    Prezados. Boa tarde.
    Poderiam indicar dados ou fontes que fundamentam a afirmação de o programa minha casa minha vida ser uma nova intervenção pensada para remediar as consequências de intervenções anteriores no mercado imobiliário?
    Sempre pensei no programa como uma intervenção keynesiana, nos moldes do PAC por exemplo, de estimular setores na esperança de eles criarem crescimento econômico.

    obrigado,
  • Aqui  13/09/2017 17:23
    "Reduzir o deficit habitacional, garantir o acesso à casa própria e melhorar a qualidade de vida da população são os objetivos que norteiam as ações do Minha Casa, Minha Vida."

    www.brasil.gov.br/infraestrutura/2011/09/pac-minha-casa-minha-vida
  • Leandro  13/09/2017 17:50
    Vale lembrar também o que gerou o fenômeno das favelas. Mario Henrique Simonsen, em seu livro 30 Anos de Indexação, fez um excelente compêndio. Tudo começa com a destruição do poder de compra da moeda.

    Com a inflação monetária e a consequente carestia se tornando galopantes ainda no fim da década de 1950, a contabilidade das empresas e dos bancos tornou-se extremamente distorcida (fenômeno detalhado neste artigo). Por causa do rápido aumento dos preços, as receitas se tornavam nominalmente maiores em um curto período de tempo e, consequentemente, prejuízos operacionais se transformavam em lucros ilusórios, os quais eram pesadamente tributados. Simultaneamente, o próprio custo de reposição de ativos aumentava acentuadamente. Isso foi aniquilando o capital de empresas e bancos.

    Como consequência, os bancos reduziram a oferta de crédito, principalmente para a aquisição de moradias, chegando ao ponto de, em 1963, a concessão de um financiamento para a compra de um pequeno apartamento pela Caixa Econômica Federal depender da expressa autorização do presidente da República.

    Com isso, os edifícios residenciais passaram a ser construídos por meio do autofinanciamento dos condôminos, fenômeno que se manteve até meados da década de 1990. Nesse arranjo, os prazos de término das obras eram continuamente esticados, o que encarecia seus custos.

    Para completar, o incentivo ao investimento em imóveis residenciais para aluguel foi destruído pelas sucessivas leis do inquilinato, que prorrogavam por prazo indeterminado os contratos de locação residencial, determinando o congelamento ou o semicongelamento dos alugueis.

    O resultado foi a atrofia da indústria da construção civil e a proliferação das favelas, como manifestação ostensiva da crise habitacional gerada pelo estado.

    Isso durou até o fim da década de 1980.

    Hoje, o que empurra para as favelas é exatamante o alto preço dos imóveis, causado pelos subsídios.
  • Viking  13/09/2017 18:30
    Leandro, creio que este tema mereça um artigo, se já não tiver um aqui no site.
  • Rafael  13/09/2017 19:26
    Nada mais paradoxal do que o governo se colocar para resolver ou minimizar os problemas que ele mesmo causa e as pessoas acreditarem nisso.
  • Socialmente consciente  13/09/2017 19:51
    Experimente dizer a um trabalhador que o salário mínimo vai ser abolido.
  • Tulio  13/09/2017 20:06
    Isso é imaterial, pois qualquer que seja a resposta (aprovação ou desaprovação) ela será uma mera demonstração de juízo de valor.

    Certamente há assalariados que gostariam que o salário mínimo fosse de R$ 10.000. E há aqueles que gostariam que fosse R$ 100.000.000. E daí?

    Já um verdadeiro economista não se guia por juízos de valor, mas sim pela lógica. Ele sabe qual a consequência de um valor arbitrariamente estipulado acima da produtividade. Ele não se guia pela emoção, mas sim pela razão.

    Aliás, deixar-se guiar pela emoção e não pela razão é exatamente o que provoca descalabros econômicos. Vide a Venezuela.

  • Leandro  13/09/2017 20:13
    Esse é um debate interessante. A função do economista de fato é apenas explicar as consequências de uma determinada política, e não falar sobre sua moralidade.

    No caso do salário mínimo, por exemplo, sua função é explicar o que acontecerá caso se estipule um valor artificialmente alto. Ele nada tem a dizer sobre a ética e a moral de se aumentar, diminuir ou abolir o salário mínimo.

    Sempre que ele der uma opinião sobre isso ele estará saindo do campo da economia e adentrando no campo da filosofia.

    Até porque há outras coisas que têm de ser consideradas. Por exemplo, suponha que esta entidade amorfa chamada "o povo" tenha se manifestado e tenha emitido uma opinião bem clara: "o povo" quer que salário mínimo e encargos sociais e trabalhistas continuem inalterados.

    "O povo" sabe que isso gera desemprego (impede pessoas menos produtivas de ser contratadas legalmente), mas considera que este é um preço aceitável a ser pago em troca do "bem-estar" de todos aqueles que já estão empregados.

    Nesse cenário, o que fazer? Nada.

    Dado que "o povo" (inclusive a fatia desempregada) deixou claro que sabe as consequências de tais políticas, mas quer mantê-las assim mesmo, então nada resta para o economista fazer ou palpitar.
  • Alexandre Kraemer  17/09/2017 20:19
    Um bom começo seria liberar os Estados para que cada um tivesse o seu próprio salário mínimo totalmente desvinculado do nacional, inclusive com liberdade para revogá-lo.
  • Paulo Henrique  13/09/2017 20:31
    Sobre a questão das favelas, elas muitas vezes são invasão de territórios que previamente possuiam donos? Certamente existe uma razão para não possuírem títulos de propriedade, foram em alguma área publica, alguma área de preservação ambiental, invadiram alguma propriedade privada..

    Aqueles morros do RJ é díficil crer que eram sem dono nenhum, ainda mais pela posição próxima ao mar
  • Amorim  13/09/2017 20:52
    Será? Se tinham dono privado, por que ninguém nunca reivindicou?

    No Brasil, pode ter certeza de que tais territórios eram do estado (ou seja, não eram de ninguém). Pra mim, isso é homesteading, ou seja, apropriação original.
  • Paulo Henrique  13/09/2017 21:39
    Acho que muitas são invasões sim e tiveram reivindicação(mero chute meu, não fui atrás dos dados, até pq isso não é facilmente acessível), o Brasil é reconhecido por não mover um dedo para remover invasores, chegando ao absurdo de se alguém entrar na sua casa, e você não tiver seu documento original de compra, o cara vai ficar ali um bom tempo. (Teve casos assim já)

    Mas certeza que muitas outras são mera invasão de ''reservas ecológicas'' ou coisas semelhantes, aqueles morros do RJ é quase certeza.

  • Amorim  13/09/2017 21:45
    Ok, mas convenhamos que você "achar" e "chutar" não é exatamente um argumento. Muito menos definitivo.

    Se houve invasão de propriedade privada, então realmente não tem de haver certificado. Se não houve, então o argumento de De Soto se mantém.
  • Anonimvs Anonimatvm  16/09/2017 01:36
    A maioria não tinha dono. Não é tão fácil invadir terrenos urbanos quanto o é no campo - e essa fragilização do direito de propriedade é relativamente recente (mais recente que a ocupação de regiões periféricas das grandes cidades).

    É comum, nessas áreas, duas circunstâncias: a) loteamentos desorganizados (não foram devidamente desmembrados, impossibilitando o registro), e b) terrenos públicos (i.e.: que podem passar literalmente séculos sob a posse de particulares, sem que a eles pertençam). De uns anos para cá, têm crescido as invasões urbanas, mas são uma fração irrisória do todo.

    O Brasil tem práticas particularmente nefastas em relação a terras públicas. É muito fácil o estado tomar terrenos, mas é penoso o processo de transferi-los para particulares. Não há usucapião de propriedade pública, para começar. Existem requisitos muito restritos para vender ou transferir os terrenos. Além disso, as aberrantes exigências burocráticas virtualmente impossibilitam o registro de terreno originalmente irregular.
  • Rodrigo Fernandes Moreira  13/09/2017 20:54
    Leandro,

    De um tempo para cá, o governo do Canadá tem promovido grandes elevações nos gastos públicos ao mesmo tempo em que faz pequenos incrementos na taxa de juros.

    No segundo trimestre desse ano, o crescimento do PIB foi de belos 4,5%, valor bem acima dos 3% registrados pelos EUA, mesmo tendo uma economia bem menos pujante que o vizinho ao sul.

    Sem querer uma análise desse caso específico, que certamente demandaria mais tempo e esforço, o que esse quadro geral parece te mostrar?

    Abraço!

    PS: www.zerohedge.com/news/2017-09-13/oh-canada-reflections-economic-experiment
  • Intruso  13/09/2017 21:47
    Só algumas considerações:

    1) O Canadá já possui uma economia mais livre que a dos EUA, segundo a Heritage Foundation e o Fraser Institute. É hoje a economia mais livre de todas as Américas. (Isso foi em resposta a você dizer que a economia canadense é "bem menos pujante" que a americana).

    2) Não houve nada de diferente na evolução dos gastos públicos. Eles seguiram crescendo exatamente ao mesmo volume de antes (e, se você considerar a inflação, então é provável que tenha havido queda em termos reais).

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/canada-government-spending.png?s=canadagovspe&v=201709062349v&d1=19970913&d2=20170913

    3) Quanto ao crescimento do PIB, também nada de muito diferente.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/canada-gdp-growth-annual.png?s=cge9yoy&v=201709061651v&d1=19900913&d2=20170913&type=column

    4) Sei que a bolha imobiliária lá está a toda. Os eventuais problemas virão é daí.
  • José  13/09/2017 21:13
    Se é tão fácil, porque não é aplicada?
  • Guimarães  13/09/2017 21:42
    Do que exatamente você está falando?
  • José  14/09/2017 15:26
    Das 12 politicas para reduzir a pobreza Guimarães.
  • Eric  14/09/2017 17:59
    A questão é que é fácil perceber essa porcarias para alguém que ainda tem um cérebro usável, mas vai falar que não deveria ter salário mínimo nem distribuição de renda por aí, pois é, acabou de ficar ridiculamente difícil.
  • Leigo  14/09/2017 11:18
    Por causa dos desonestos e dos desonestos intelectuais.
  • Tarantino  14/09/2017 03:25
    Excelente artigo, porém em relação ao salário mínimo, embora concorde que a imposição de um valor mínimo acabe impedindo que pessoas sem preparo entrem no mercado de trabalho, eu tenho uma dúvida: como mensurar o quanto seria pago, por exemplo, a um varredor de rua (profissão que não exige formação e nem preparo, creio eu) ou a qualquer outra atividade que não necessite maiores talentos? Concordo que pagar $937,00 mensais para certas profissões pode parecer exagerado, mas acho que pagar, por exemplo, $200,00 mensais também não é um valor adequado. Seria a demanda pelo serviço? Ou pela auto regulação do mercado?A não ser que esteja equivocado, trabalhadores que limpam esgotos na França são muito bem remunerados justamente pela falta de oferta de mão de obra.
  • Coppola  14/09/2017 12:23
    "como mensurar o quanto seria pago, por exemplo, a um varredor de rua (profissão que não exige formação e nem preparo, creio eu) ou a qualquer outra atividade que não necessite maiores talentos?"

    Exatamente como você mensura o salário de um garçom (o qual varia de restaurante para restaurante), de um recepcionista de hotel ou de um recauchutador de pneus: oferta, demanda e, acima de tudo, valor criado por ele.

    "Concordo que pagar $937,00 mensais para certas profissões pode parecer exagerado, mas acho que pagar, por exemplo, $200,00 mensais também não é um valor adequado."

    Os R$ 937 nem são o problema em si. Os encargos sociais e trabalhistas é que ferram tudo, pois praticamente duplicam esse valor. Se você abolir os encargos, esses R$ 937 repentinamente parecerão uma pechincha.

    "A não ser que esteja equivocado, trabalhadores que limpam esgotos na França são muito bem remunerados justamente pela falta de oferta de mão de obra."

    Exato.
  • Bunker Anti-comunista  14/09/2017 10:45
    Desconhecer as bases do capitalismo é o primeiro passo para aumentar a pobreza, destruir riqueza e reduzir as trocas voluntárias.

    Ao invés da políticas públicas reduzirem conflitos, elas aumentam cada vez mais a inveja, as expropriações e o desrespeito entre as pessoas. É muito bizarro achar que a sociedade vai enriquecer, porque um governo entregou saúde e educação de qualidade.

    A riqueza só pode ser gerada com capitalismo e respeito ao patrimônio. Eu considero os pontos abaixo como as bases do capitalismo:


    - Garantia da propriedade privada e respeito ao patrimônio alheio
    - Livre concorrência
    - Tudo é precificado e possui um custo
    - Igualdade perante as leis e regras, onde todos pagam a mesmas taxas e impostos
  • Pedro  14/09/2017 11:40
    Da forma como foi colocado a questão dos ambulantes eu não concordo. Devemos levar em consideração que a calçada em frente ao restaurante apesar de ser "publica" é o dono do estabelecimento em frente o responsável pela manutenção, e sabendo que o trabalho que gera a propriedade, logo essa calçada pertence sim ao restaurante e esse possui direito legítimo de querer expulsar o ambulante da porta. O ambulante possui direito de utilizar o espaço da calçada se o proprietário da frente o permitir, ou em espaços "realmente públicos" como parques e praças.
  • Rocha  14/09/2017 12:25
    E se o ambulante estiver na calçada do outro lado da rua?

    Aliás, nem foi isso que (segundo entendi) o artigo quis dizer. Ele está se referindo a ambulantes genéricos, como camelôs e pessoas que vendem roupas e quentinhas em praças e outros pontos "realmente públicos".
  • Juliano  14/09/2017 12:27
    Jamais se esqueçam do que o estado realmente faz com ambulantes:

    Burocratas confiscam a propriedade de uma trabalhadora - e ela morre de parada cardíaca
  • Pobre Paulista  14/09/2017 12:40
    Podemos também dizer que o estado é o "legítimo proprietário das vias públicas" e portanto tem o direito de expulsarem os ambulantes?
  • cmr  14/09/2017 13:00
    Pedro,

    a questão dos ambulantes só poderia ser resolvida com a privatização das ruas e calçadas.
    Com as ruas e calçadas privadas, haveriam aquelas onde os ambulantes seriam proibidos, e aquelas onde os ambulantes pagariam aluguel para atuar.

    Sem isso, não vejo nenhuma solução pacífica para o problema.
  • Pedro  16/09/2017 23:43
    Concordo. Também só vejo assim a solução ideal
  • cmr  14/09/2017 12:55
    No caso específico dos vendedores ambulantes, a única solução que vejo é a de privatizar as ruas e calçadas.

    Aí as grandes lojas de departamentos e restaurantes, poderiam comprar a rua e proibir os ambulantes.
    Os ambulantes teriam o seu lugar em outras ruas, aquelas cujos donos alugam o espaço para os ambulantes.

    Fora isso, não vejo uma solução pacífica possível.
  • Esquerdista  14/09/2017 13:57
    brasildebate.com.br/o-caminho-da-fome/
    brasildebate.com.br/sem-democracia-austeridade-e-o-novo-pacto-social-brasileiro/
    brasildebate.com.br/organizacao-aponta-riscos-para-os-trabalhadores-no-brasil/
  • John Maynard Keynes  14/09/2017 15:12
    Minha família e a maioria dos meus amigos pensam exatamente igual a isso. Ler esse tipo de coisa é tortura cognitiva, minhas sinapses chegam a doer. É lunático ao extremo. Conheço esquizofrênicos mais razoáveis que essa turma.
  • Assessor de Deputado  14/09/2017 17:19
    Essa é a turma que entra e sai de gabinetes de deputados espalhando este mantra do estado interventor, e com seus inúmeros títulos acadêmicos são realmente levados a sério, se obtiverem sucesso e conquistarem a mente dos legisladores este país vai virar a Ucrânia.
  • Esquerdista  15/09/2017 11:18
    Não sou um economista, tampouco sei o que é macroeconomia, depois de ler um pouc(ão) sobre o IMB, não faz sentido o que eles dizem. Não que o IMB só poste verdades incontestáveis sobre todos os assuntos, mas por favor, são muito mais sensatos.
  • José  14/09/2017 14:08
    Mas se é tão simples porque esse sistema não é aplicado?
    Minha opinião é que o povo gosta do socialismo.
    O povo vota nos politico populistas keynesianos.
    Quando você fala em privatização, reforma trabalhista,
    redução do estado no Brasil a impressão que tenho é que está
    xingando a mãe de alguém.
    Se a mentalidade do povo não mudar nunca seremos um pais
    Liberal.
  • Fraga  14/09/2017 14:48
    Exato.
  • FL  14/09/2017 18:54
  • Luiz Moran  15/09/2017 11:33
    Gloria Alvarez - essa caribenha bonitinha que roda o mundo criticando o populismo e o socialismo (sabe-se lá com que dinheiro) - gosta mesmo é de uma gigante, guloso e centralizador Estado.
    Explico: Ao mesmo tempo em que ela critica o populismo (como pano de fundo), ela pratica e defende a agenda da ONU, ou seja, a liberalização das drogas, a descriminalização do aborto, a UE, o feminismo, o ecologismo e o ateísmo.
    Essa moça atrai uma legião de pessoas que detestam o socialismo, usa o discurso anti-populismo (que pode ser de direita ou esquerda) e apresenta a agenda da ONU como a melhor solução para o nosso futuro.
    Cá entre nós, que servicinho sujo hein !
  • FL  15/09/2017 14:42
    O bom e velho argumentum ad hominem, sempre presente... não sei nada sobre a moça, e não muda absolutamente nada sobre o que está sendo dito neste vídeo.
  • Pedro Mendes  14/09/2017 14:25
    Mais uma vez eu confirmo: Livre Mercado NÃO VEM através de política pública!
  • PETRONAS  14/09/2017 15:22
    A Petronas é estatal e um exemplo de empresa.

    Desenvolve combustível para FORMULA 1!! E pra uma equipe vencedora, a Mercedes AMG!

    Ou seja, anda na frente de muitas empresas privadas!!!

    Pra Mercedes ter esse tipo de combustível deles e trabalhar com eles nesse desenvolvimento, já demonstra o quão grande é a PETRONAS.


    Porque nossa Petrobras não pode ser uma PETRONAS da vida?
  • Fernando Calazans  14/09/2017 17:39
    Nossa! Agora a meta da esquerda é ser igual à Malásia! Que fundo de poço!

    E o que temos de fazer para ser igual à Malásia? Ter uma estatal de petróleo! E já não temos? A Petrobras é o quê?

    Ah, sim, sobre a Petronas: a estatal é tão eficiente, mas tão eficiente, que o governo malaio tem de gastar 12% do seu orçamento apenas para manter os preços da gasolina -- monopólio da estatal -- artificialmente baixos. (Fonte)

    Ou seja, se o governo não tomar dinheiro dos pobres para repassar para a estatal na forma de subsídios, a Petronas teria de cobrar um custo exorbitante pela gasolina apenas para se manter lucrativa. E, como você sabe, a estatal detém o monopólio de todas as reservas de petróleo do país. E ainda assim precisa de subsídios! Baita eficiência!

    É impressionante a tara da esquerda em tomar dinheiro dos pobres para repassar a sindicalistas de estatais. PQP.
  • Realista  14/09/2017 17:53
    Brasil está tão mal que virar Malásia já não parece uma ideia tão ruim:

    Crescimento do PIB 2016: 4,2%
    PIB per capita 2016: US$9.500
    Dívida pública 2016: 52% do PIB
  • W.W. Barros  14/09/2017 19:03
    A Petrobrás já patrocinou a Williams, de 1998 a 2008
  • BBC  14/09/2017 15:30
    A BBC é uma rede de televisão estatal.

    Melhor que CNN e demais redes privadas de televisão.


    Porque a nossa TV cultura não pode ser uma BBC?
  • Leigo  15/09/2017 11:27
    Deve estar faltando investimento né, vamos aumentar o imposto, quem sabe se a TV Cultura ganhar uns bilhões, melhore.
  • Luiz Moran  14/09/2017 18:02
    Brasil:
    - 700 mil em cargos comissionados (110 mil em DF);
    - 15.300 sindicatos;
    - 65 mil homicídios;
    - 55 mil mortes no trânsito;
    - 15 milhões de desempregados;
    - 50 milhões vivendo do bolsa esmola;
    - Sal. mín. equivalente a US$ 300,00;
    - Inflação endêmica;
    - Juros no cartão de crédito de 450%;
    - Carga Tributária em 1984 = 22% do PIB;
    - Carga Tributária em 2016 = 45% do PIB;
    - A trinca socialista PSDB-PMDB-PT no poder desde 1985.
  • John Maynard Keynes  15/09/2017 13:37
    Este país é um pandemônio econômico, tributário e burocrático. Aí eu vejo esquerdofra falando que é muito capitalismo, o país está muito liberal. Eu nem debato mais, já mando pra aquele lugar direto...
  • Conservador  14/09/2017 20:39
    Excelente artigo.
  • Miguel  15/09/2017 04:52
    Viram a nova da Venezuela?

    Uma das formas de combater a fome no socialismo: https://oglobo.globo.com/mundo/maduro-incentiva-venezuelanos-criar-comer-coelhos-em-meio-crise-21820434

  • Anti-Estado  15/09/2017 13:33
    internacional.estadao.com.br/noticias/geral,prefeito-foge-da-venezuela-para-o-brasil,70001997926

    Destaco o trecho:

    "Meus avós saíram da União Soviética em razão do comunismo. Meu pai saiu de Cuba em razão da ditadura de Castro. Agora, preciso sair da Venezuela", disse Smolansky. "Três gerações que em 90 anos foram vítimas de sistemas autoritários."

    O comunismo é uma maldição que destrói há gerações!
  • Sideshow Bob  15/09/2017 13:52
    É que o socialismo foi deturpado
  • John Maynard Keynes  15/09/2017 15:11
    Socialismo é loucura coletiva. É a bestialização da sociedade.
  • James Bond  16/09/2017 17:31
    Eu estou entrando em novos nichos do mercado empreendedor e fiquei sabendo de uma coisa que por muito tempo já suspeitava.

    Um colega contador que trabalha em um grande shopping de SP me disse, em um churrasco, que a imensa maioria das lojas de shoppings aqui no Brasil só conseguem sobreviver porque os donos não dependem do lucro da loja para mantê-la. Quase sempre as planilhas estão no negativo, pois além dos aluguéis serem caríssimos, o consumo é relativamente baixo. E complementou que a conclusão óbvia é que maioria dos donos usam essas lojas como lavagem de dinheiro.

    Quando há uma regulamentação estatal (como proibição ou intensa tributação de produtos) e quando o Estado concentra o poder econômico em suas mãos e faz parcerias diretas ou indiretas com grandes empresários, o nível de corrupção que acontece e sempre aconteceu no Brasil é simplesmente inevitável.

    Muito triste o Brasil ter escolhido logo no início da sua existência o Corporativismo e não o Capitalismo, como os EUA escolheram. E o pior é que nunca vai ser mudado esse sistema brasileiro, há muitos poderosos que não irão deixar.
  • Alexandre  16/09/2017 18:55
    A sua constatação está certa, mas há outros motivos.

    Com a expansão do comércio online, a tendência é que haja cada vez menos lojas físicas. Com a exceção de estabelecimentos voltados para o setor alimentício, a tendência é que os pontos comerciais desapareçam. Ainda vai demorar um pouco, mas a tendência é inexorável.

    Coisas como aluguel, conta de luz e principalmente encargos sociais e trabalhistas, bem como o risco de ser acionado na Justiça do Trabalho, simplesmente não compensam manter um ponto comercial físico. Fazer tudo online é bem mais prático. Só eu conheço 4 pessoas que migraram para essa atividade.

    Quem está no ramo das lojas físicas é bom começar a pensar em outras atividades.
  • James Bond  16/09/2017 19:25
    Sim. As lojas físicas irão precisar se adequar radicalmente à nova realidade se não quererem entrar em extinção.

    Os principais pontos positivos do advento da internet para os negócios foi baratear os produtos para consumidores e desmantelar a Justiça Trabalhista, forçando uma profunda reforma.

    Só destaquei essa questão das lojas em shoppings para mostrar que em uma economia dirigida e engessada pelo Estado, não contente em roubar a população diretamente ou indiretamente, os poderosos também conseguem os melhores pontos comerciais para lavar o dinheiro sujo.
  • Viktor Batista  19/09/2017 17:44
    "Os deficientes, os adolescentes, as minorias, os destreinados, os pouco qualificados, e os pouco produtivos — todos estes estarão na mesma situação. Estão proibidos, pelo governo, de serem empregados legalmente."

    Acho idiotice esse trecho. Deveria se resumir somente a pouco produtivos. Se a pessoa é deficiente, adolescente, minoria, destreinada ou pouco qualificada, que importa? Isso não impossibilita que a sua produtividade seja tão boa quanto a de qualquer outro. Só a produtividade é que importa.

    Acho que colocar minorias, deficientes e adolescentes aí é até preconceituoso.
  • Aurélio  19/09/2017 18:17
    "Se a pessoa é deficiente, adolescente, minoria, destreinada ou pouco qualificada, que importa? Isso não impossibilita que a sua produtividade seja tão boa quanto a de qualquer outro. Só a produtividade é que importa."

    Tá de zoeira, né? Será que você não notou sua própria contradição?

    Como é que um imigrante haitiano que nada fala de português vai ser tão produtivo quanto um nativo? Ele nem sequer entenderá as ordens que lhe forem dadas.

    Como é que um deficiente vai ser tão produtivo quanto uma pessoa apta para o cargo de frentista, por exemplo?

    Como é que um índio vai concorrer em pé de igualdade com os brancos?

    Nas ciências biológicas existem certos animais que são fracos em comparação a outros. Por exemplo, o porco-espinho é indefeso, exceto pelos seus espinhos; o veado é vulnerável, exceto pela sua velocidade.

    Nas ciências econômicas também existem pessoas que são relativamente fracas. Os deficientes, os adolescentes, as minorias, os destreinados, os pouco qualificados, os pouco produtivos são estes agentes econômicos fracos. Porém, assim como os animais fracos na biologia, eles têm uma vantagem compensadora: a capacidade de trabalhar por salários mais baixos.

    No entanto, se o governo entra em cena e estipula um valor mínimo para seu salário, essa vantagem lhes é confiscada. Na prática, é como se os degraus mais baixos de uma escada fossem cortados. É como se o porco-espinho tivesse seus espinhos cortados.

    "Acho que colocar minorias, deficientes e adolescentes aí é até preconceituoso."

    Impressionante como é que, hoje em dia, absolutamente tudo é ofensivo. Sério mesmo, não sei nem como é que as pessoas conseguem sair da cama em meio a tanta "ofensa" às suas delicadezas.
  • Viktor Batista  19/09/2017 19:11
    Cara, confesse apenas que isso é estúpido... O imigrante haitiano é menos produtivo por não falar português? Talvez, mas e o imigrante português? E o imigrante chileno na Espanha? O idioma deixa de ser barreira, não é difícil.

    Desde quando ser adolescente é sinônimo de ser menos produtivo? Um adolescente pode ser até mais produtivo do que um funcionário de longa data.
    Desde quando ser deficiente é sinônimo de ser menos produtivo? Um deficiente visual trabalhando em telemarketing pode ser muito mais produtivo do que qualquer outro.
    "Como é que um índio vai concorrer em pé de igualdade com um branco?" Tá brincando? Desde quando ser "índio" desqualifica alguém perante uma outra pessoa branca? A questão identitária de uma pessoa como índio ou não nada importa ao processo produtivo. O que pode importar, sim, são diferenças no capital.

    Tudo, absolutamente tudo, se resume à produtividade. Não importa se você tem 200 Kg ou 45 Kg, 2,20m ou 1,40m. Utilizar argumentos biológicos pra defender esse tipo de besteira é semelhante a defender um pagamento inferior a um negro por ele ser negro, a uma mulher por ela ser mulher, a um judeu por ele ser judeu...

    "Na prática, é como se os degraus mais baixos de uma escada fossem cortados.". Espero ter entendido errado, mas até onde sei, ser deficiente, adolescente, minoria, destreinado ou pouco qualificado não são degraus inferiores. Endossar esse tipo de pensamento é pura idiotice.

    E não é que tudo seja ofensivo, mas a idiotice é sim.
  • Raphael  29/10/2017 01:19
    idiotice eh nao entender o argumento e ainda sair com um butt-hurt
    num mercado de trabalho extramente dificil e competitivo, um adolescente ou um deficiente tem uma desvantagem enorme perto de outras pessoas, seja por inexperiencia quanto a necessidades especiais de atencao
    a questao nao eh soh o que ele consegue fazer, mas se ele consegue fazer mais e melhor que os outros que competem com ele
    mas pra alguem que sai bravejando idiotia acho que nem desenhar funciona


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