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O socialismo inevitavelmente requer uma ditadura
Seres humanos não se transformam facilmente em algo que não são

A ideia do socialismo — o compartilhamento comum das propriedades produtivas e de sua produção — é tão antiga quanto os gregos.

Sua primeira concepção surgiu ainda sob Platão e sua ideia da República ideal: nela, os guardiões vivem e trabalham comunalmente sob a presunção de que uma mudança radical no arranjo das instituições sociais irá transformar os indivíduos, fazendo com que eles deixassem de ser indivíduos motivados pelo interesse próprio e se transformassem em abnegados servidores altruístas, concentrados em satisfazer algumas necessidades prementes da sociedade como um todo.

Isso ressalta a fundamental diferença de concepção do indivíduo que há no liberalismo clássico e no socialismo. Teria o indivíduo uma natureza humana básica e invariável, a qual pode ser multifacetada e complexa, mas ainda assim invariável em certas qualidades e características? Ou seria a natureza humana uma substância amplamente maleável e que pode ser remodelada como uma argila nas mãos do escultor, perfeitamente adaptável a arranjos sociais radicalmente diferentes?

Os liberais clássicos sempre argumentaram em prol da primeira, afirmando que os seres humanos basicamente são aquilo que são: seres razoavelmente sensatos, dotados de interesse próprio, e movidos pelo objetivo de melhorar sua situação pessoal e material, sendo que essa melhoria é definida diferentemente por cada um.

Para os liberais clássicos, o dilema social para uma sociedade humana, justa e amplamente próspera é: como estimular uma ordem institucional política e econômica que faça com que aquela invariável qualidade da natureza humana seja usada para estimular o aperfeiçoamento humano geral em vez de ser transformada em uma ferramenta de esbulho.

A resposta liberal-clássica para esse dilema é basicamente o sistema proposto por Adam Smith: a liberdade natural com sua ordem baseada em um mercado livre, aberto e concorrencial.

Sob este arranjo, mesmo o mais egoísta e insensível dos indivíduos terá — para alcançar seus objetivos — inevitavelmente de beneficiar terceiros no mercado, fornecendo-lhes bens e serviços, e esperando que estes, voluntariamente, consumam estes bens e serviços. E para que consumam estes bens e serviços fornecidos pelo egoísta, estes têm de ser de qualidade.

Desta forma, o egoísmo do indivíduo é domado e direcionado para a cooperação com terceiros, fornecendo-lhes mais opções de consumo e bem-estar, e beneficiando-lhes como resultado desta interação. Assim, uma economia de mercado é capaz de domar as pessoas mais egoístas, ambiciosas e talentosas da sociedade, fazendo com que seja do interesse financeiro delas se preocuparem dia e noite com novas maneiras de agradar terceiros.

Já os membros daquele movimento que surgiu no fim do século XVIII e início do século XIX, e que viria a ser o movimento socialista, argumentavam exatamente o oposto. Eles insistiam que se os indivíduos fossem egoístas, gananciosos, indiferentes e insensíveis às circunstâncias de seus semelhantes, tudo era causado pela instituição da propriedade privada e pelo sistema de associação humana baseada no mercado, o qual era gerado pela propriedade privada.

Para eles, mudar a ordem institucional na qual os seres humanos vivem e trabalham criaria um "novo homem".

Com efeito, eles defendiam, como sendo o supremo ideal da sociedade humana, um mundo no qual o indivíduo viveria e trabalharia apenas em prol do coletivo, da sociedade como um todo, e não visando a melhorar a sua situação e as suas próprias circunstâncias. Para os socialistas, o indivíduo que age visando a melhorar a sua situação está fazendo à custa de todos os outros da sociedade. O socialismo, portanto, dizia proclamar a ética do altruísmo.

A literatura socialista é variada e os defensores do coletivismo não concordam entre si quanto à sociedade ideal. Alguns ansiavam por um paraíso mais agrário e rural; outros contemplavam um futuro industrial para a humanidade no qual a produtividade teria alcançado um ponto em que as máquinas fariam virtualmente todo o trabalho. Em todas essas versões, porém, a humanidade estaria livre — e aqui recorro a uma versão das imagens de Karl Marx — para caçar pela manhã, pescar à tarde, e sentar-se perante a lareira à noite para discutir filosofia socialista com outros camaradas, os quais também teriam sido libertados do fardo do trabalho e da preocupação.

E tudo isso seria possível pela abolição da escassez, uma façanha criada pela adoção do paraíso na terra: o socialismo.

Mudar a natureza humana requer uma "ditadura do proletariado"

Mas o cerne da concepção desta chegada do paraíso socialista na terra é o de que a natureza do homem pode e deve ser mudada.

Em alguns escritos de Karl Marx ele de fato chega a discutir sobre as instituições e o funcionamento da sociedade socialista que surgiria após a derrubada do capitalismo. Um destes escritos é a sua obra de 1875, Crítica do Programa de Gotha, referente à agenda política de um grupo socialista rival do qual Marx discordava profundamente.

O dilema, explicava Marx, é que, mesmo após a abolição do sistema capitalista, ainda haveria alguns resíduos deste sistema, os quais poderiam contaminar a nova sociedade socialista e, assim, atrapalhar todos os esforços. Primeiro, haveria as sobras humanas do agora descartado sistema capitalista. E dentre estas sobras humanas estarão aqueles que irão querer restaurar o sistema de exploração do proletariado visando aos seus próprios lucros imerecidos. Igualmente problemático seria o fato de que a "classe trabalhadora", embora agora libertada da "falsa consciência" de que o sistema capitalista — sob o qual ela foi explorada — era justo, ainda carregaria consigo resquícios daquela psicologia capitalista que visa ao interesse próprio e aos ganhos pessoais.

Consequentemente, seria necessário criar — e dotar de plenos poderes — uma "vanguarda revolucionária" composta exclusivamente por socialistas dedicados, visionários e ideologicamente inflexíveis, os quais liderariam "as massas" rumo ao belo e brilhante futuro do socialismo. E os meios institucionais de se fazer isso, disse Marx, seria pela "ditadura do proletariado".

Em outras palavras, para que as massas sejam libertadas daquela mentalidade individualista e capitalista — que dominava o mundo no qual nasceram e que os forçou a agir segundo seus próprios interesses —, elas terão de ser "reeducadas" por uma elite política iluminada, onisciente e, principalmente, auto-nomeada para a função. Essa elite seria composta por indivíduos que já conseguiram libertar suas próprias mentes da falsa consciência de classe criada pelo capitalismo no passado.

Em nome da nova era da "liberdade socialista", portanto, será necessário haver o reinado de uma ditadura comandada por homens que sabem como a humanidade deve pensar, agir e se associar — tudo isso enquanto se preparam para a chegada do comunismo pleno, o qual inevitavelmente aguarda toda a humanidade.

Ao mesmo tempo, a ditadura é necessária para suprimir não só toda e qualquer tentativa dos antigos exploradores capitalistas de restaurar seu já findado poder sobre as — agora socializadas — propriedades que a eles pertenciam, como também para suprimir as vozes do passado capitalista, as quais devem ser impedidas de se manifestar, pois elas falariam apenas mentiras interesseiras sobre por que a liberdade individual é moralmente correta, ou por que a propriedade privada traz melhorias para todas em uma sociedade (inclusive para os trabalhadores), ou por que a liberdade significa aquelas virtudes "burguesas" como liberdade de imprensa, de expressão ou de religião.

As massas, em suma, devem ser doutrinadas e inculcadas com a "verdadeira" consciência, a saber: que a liberdade significa propriedade coletiva dos meios de produção e a abnegada dedicação de cada indivíduo aos interesses do coletivo. E quais são os "interesses do coletivo"? Qualquer coisa que a vanguarda socialista revolucionária que está no comando determinar.

Isso também explica por que a fase socialista da "ditadura do proletariado" — a qual antecede o comunismo pleno — jamais chegou ao fim em qualquer regime revolucionário de inspiração marxista que foi tentado ao redor do mundo nos últimos cem anos. A natureza humana não é algo que pode ser remodelada como argila, de modo a adquirir uma nova forma e conteúdo. Humanos não são seres autômatos programados para ser eunucos desinteressados, desprendidos e puramente altruístas.

Consequentemente, o interesse próprio sempre comandará as condutas de cada indivíduo. Logo, se o objetivo é abolir tal comportamento, então é necessário haver uma força política altamente violenta e dotada de um grande poderio militar para continuamente reprimir esta inevitável manifestação do comportamento humano, tentando constantemente extingui-lo.

Adicionalmente, enquanto houver inimigos capitalistas em qualquer lugar ao redor do mundo, a ditadura do proletariado terá de ser isolada e preservada do contato externo para garantir que as mentes reeducadas das massas que tiveram a sorte de viver sob o socialismo não voltem a ser infectadas pelas idéias capitalistas que estão vindo de fora do paraíso coletivista popular. Logo, uma "cortina de ferro" de censura e controle de pensamento torna-se necessária nas regiões marxistas do mundo, para o bem das pessoas sob o controle da vanguarda revolucionária.

O planejamento econômico socialista equivale a controlar pessoas

Tão logo a propriedade privada é abolida por meio da socialização dos meios de produção e colocada sob o controle e a direção do governo socialista, criar um plano econômico centralizado passa a ser essencial. Dado que agora não há empreendedores individualistas no comando de empresas privadas, produzindo para satisfazer os consumidores, sendo movidos pelo lucro e sendo guiados pelo sistema de preços, então alguém terá de determinar o que será produzido, onde, como, em que quantidade, e para quais propósitos.

A direção dos meios de produção coletivizados "pelo povo" requer um planejamento centralizado, o qual terá de decidir todos os detalhes de absolutamente cada processo de produção. Em seguida, terá de impor essas suas decisões sobre cada indivíduo, e tudo para o bem da sociedade como um todo. Isso significa que não só objetos como madeira e aço terão seu uso estipulado para cada setor específico da sociedade socialista, como também cada pessoa será direcionada pela vanguarda revolucionária para trabalhar em um setor específico. As agências estatais de planejamento centralizado irão determinar quais pessoas serão direcionadas para quais habilidades e especialidades, onde elas serão empregadas e quais trabalhos farão.

Em suma, é a vanguarda revolucionará quem decidirá o que cada indivíduo deve fazer, e não o próprio. Consequentemente, trabalhadores serão alocados para trabalhar em áreas nas quais não possuem nenhuma vantagem comparativa. Agricultores serão enviados para trabalhar em fábricas, alfaiates serão enviados para trabalhar em minas e advogados trabalharão na produção de tratores. Vários trabalhadores estarão em linhas de produção erradas tendo de lidar com máquinas e ferramentas que desconhecem.

E dado que o estado lhe educou, lhe atribuiu um trabalho e passou a ser seu único empregador, ele também irá determinar onde você irá morar: não somente a cidade ou vilarejo, mas também em qual apartamento de um conjunto residencial construído pelo estado. Instalações recreativas, locais de descanso e férias, quais bens de consumo serão produzidos e distribuídos onde e para quem: tudo isso será determinado centralizadamente pelas agências de planejamento socialista, e sempre de acordo com as ordens da ditadura do proletariado.

Absolutamente nenhum aspecto da vida cotidiana — sua forma, conteúdo, qualidade ou características — estará livre do controle e das determinações do abrangente e todo-poderoso estado socialista. Sua forma e implantação serão, inevitavelmente e por definição, totalitárias.

Atribui-se a Benito Mussolini, o pai do fascismo, a frase que diz que "totalitarismo" significa "tudo dentro do estado, nada contra o estado, nada fora do estado". No entanto, em nenhum regime isso foi mais explícita, coerciva e insistentemente imposto do que nos países socialistas.

Além de altamente homicida, o socialismo é uma ideia falida, tanto na teoria quanto na prática.

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Leia também:

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A defesa do socialismo é, inescapavelmente, uma apologia da violência

Se o socialismo é economicamente inviável, por que ele dura tanto tempo?

14 votos

autor

Richard Ebeling

leciona economia na Northwood University de Midland, Michigan, é um scholar adjunto do Mises Institute e trabalha no departamento de pesquisa do American Institute for Economic Research.


  • Historiador Minimim  04/09/2017 15:17
    Finalmente o Livre Mercado acertou: Crianças estão sendo proibidas de adentrar em estabelecimentos comerciais.

    Tenho diversas críticas ao capitalismo e ao livre mercado, mas quando o grande Capital acerta, e isso acontece raras vezes, eu tenho que trazer uma nota alertando sobre este avanço na sociedade.

    Você sabe o que é "childfree"?
    No Brasil e no mundo, formou-se um nicho de espaços que rejeitam a presença de crianças, com a justificativa de garantir a tranquilidade dos demais clientes.
    O nicho vem na esteira do movimento "childfree" - "livre de crianças" -, que existe desde os anos 1980 nos Estados Unidos e no Canadá para agrupar adultos que se sentiam discriminados pela sociedade por não terem filhos. - Eu pessoalmente sempre me senti muito mal perto de crianças, não é atoa que desejo proibir o sexo físico entre heterosexuais.- Mas vamos dar continuidade a excelente matéria da BBC:

    "Hoje, porém, parte desse movimento childfree vai além do "não quero ter filhos" e adota o discurso de "não gosto de crianças" ou "não quero crianças por perto" e ganha corpo nas redes sociais.
    "Não sou obrigada a aguentar crianças mal-educadas que não sabem se comportar", "muitos pais não impõem limites" e "os estabelecimentos têm o direito de escolher quem vão servir" foram alguns dos argumentos citados por leitores da BBC Brasil ao serem questionados, no Facebook, se achavam correto o limite imposto à presença de crianças em determinados locais."

    O que eu acho de tudo isso?
    Eu acho isso maravilhoso. Isso é um indício que estamos evoluindo. Nunca me senti tão feliz durante anos na minha vida. Eu só gostaria de colocar um complemento: No futuro quando as crianças forem feitas via inseminação artificial controlado por um banco central de crianças; elas devem conviver distante dos adultos, em áreas controladas pelo governo. Não irá mais existir o conceito de pai e mãe, já que tudo será produzido em um ambiente científico, logo não há necessidade haver convívio misturado. Obrigado livre mercado por nos ajudar nessa empreitada, espero semelhante ajuda com relação à ciência.

    Eu sou um adepto do childfree e veja como sou feliz. Sempre que converso com minhas plantas, eu vejo o quão superior elas são com relação às crianças. Somente elas podem entender minhas teorias e me amarem de verdade. Neste mundo cruel marcado pelo monstro conhecido como ser humano, somente a mãe natureza pode nos entender.
    Como o ser humano é um monstro por natureza, logo é um perigo crianças conviverem com adultos, pois crianças além de trazer um incômodo que nos torna excessivamente humanos, também podem produzir verdades que carregam preconceitos linguísticos ou ofensas sociais. Finalmente, o Livre mercado acertou em alguma coisa.

    Fonte: www.bbc.com/portuguese/salasocial-40784489

    Historiador Minimim é Filósofo, Professor de história, Escritor e já refutou Mises.
  • WDA  08/09/2017 19:43
    KKK Muito bom. Esse historiador Minimim deve ser irmão do Capital Imoral! E os dois devem ser da mesma família de gênios como: Marx, Keynes e Leandrinho Karnaval, ou melhor, Karnal.
  • Lel  04/09/2017 15:48
    Nenhum país seguiu à risca tão bem o Socialismo que a URSS stalinista e a China maoista.

    Não à toa, foram os países que mais mataram pessoas na história, a maioria por exaustão devido ao trabalho forçado na Sibéria e por fome.
  • Fabrício  04/09/2017 15:57
    O socialismo não é natural, não é espontâneo. O capitalismo é. Imagine o esforço monumental que seria necessário para planificar economicamente o próprio universo? Eis aí o custo do socialismo. E tudo para quê? Para destruir a ordem espontânea. Desejo de gente ruim e ruim de matemática.
  • Régis  04/09/2017 16:00
    O raciocínio é simples: imagine que você tenha uma casa, onde você mora com sua esposa/marido e filhos. É a casa onde você passou bons e maus momentos, deixou seu suor, riu, chorou.

    Aí aparece uma tal de "revolução socialista" e eles determinam, sem te consultar nem nada, que você e sua família DEVEM deixar esta casa e passar a viver em uma fazenda coletivizada, trabalhando de sol a sol com um monte de gente que você nunca viu na vida.

    Vai reagir passivamente? Claro que não! A casa é sua, é sua propriedade, terá derramamento de sangue e lutará com a última de suas forças para proteger você, sua casa e sua família. Mas age dessa maneira porque é reacionário, capitalista, egoísta? Agimos dessa maneira, protegendo nossa propriedade, da mesma maneira que o cão dá a vida pelo dono, da mesma maneira que o leão, o lobo ou qualquer animal age quando percebe que seu território foi invadido.

    Agora, troque "casa" na narrativa acima por qualquer outra propriedade, inclusive, e principalmente, sua riqueza financeira. Muda algo? Absolutamente nada.

    Nenhum sistema, por mais bem intencionado que seja, irá nos retirar este "instinto animal"...
  • brunoalex4  04/09/2017 18:00
    Ótima colocação!!!
  • Fabio Silva  05/09/2017 19:14
    Vou até salvar sua analogia, é realmente muito explicativa.
  • Primo  06/09/2017 15:17
    Regis,Você simplesmente acabou de provar que o socialismo é superior ao capitalismo e destroçou todos os argumentos do texto.

    "O raciocínio é simples: imagine que você tenha uma casa, onde você mora com sua esposa/marido e filhos. É a casa onde você passou bons e maus momentos, deixou seu suor, riu, chorou. " [Régis 04/09/2017 16:00]

    Ora, a casa, o lar doce lar, é um belo exemplo da cultura socialista na pratica. O micro cosmo da casa tem divisões interna e espaços regulamentados de maneira dinâmica com espaços públicos e privados convivendo em harmonia e com divisão de trabalho sem exploração do homem pelo homem. É inimaginável que um pai cobre aluguel do filho por ele ocupar um quarto da bela casa, o que de fato aconteceria se o ser humano fosse invariavelmente capitalista por natureza. O espaço privado é apenas um espaço e não é tratado com uma propriedade privada para obtenção de lucro a qualquer custo. Na casa as decisões são tomada para sair de uma estado de menor satisfação para um estado de maior satisfação de toda a família. A casa é o local onde todo homem retorno para dormir em paz.
  • Estudioso  06/09/2017 15:31
    Apesar de ter sido uma clara ironia -- e foi até boa --, vale enfatizar que esta família, sob o socialismo, simplesmente não teria o que comer, de modo que ela não duraria muito e, consequentemente, "não passaria bons momentos" e nem "riria". Mas "suaria" e "choraria" muito.

    Agora, falando mais seriamente, não são poucos os intelectuais que evocam o arranjo da família para dizer que ele representa o ápice do socialismo. Afinal, famílias também possuem um planejamento centralizado e o chefe da família também faz planos que restringem as atividades e o uso que outras pessoas podem fazer de seu conhecimento privado.

    Só que essa observação não apresenta nenhum desafio: sob o socialismo, a propriedade privada está ausente; já as famílias, ao contrário, se baseiam exatamente na instituição da propriedade privada. Sem propriedade privada não há família.

    O que distingue categoricamente o socialismo do arranjo das famílias não é a existência de um conhecimento centralizado ou a ausência do uso do conhecimento descentralizado, mas sim a ausência de propriedade privada -- e, por conseguinte, de preços. As famílias só sobrevivem porque compram bens externos (produzidos fora do lar), e conseguem fazer isso por causa do sistema de preços capitalistas. No socialismo, com o sistema de preços abolido, essa família nada teria para comprar.
  • Igor  06/09/2017 18:04
    "O micro cosmo da casa tem divisões interna e espaços regulamentados de maneira dinâmica com espaços públicos e privados convivendo em harmonia e com divisão de trabalho sem exploração do homem pelo homem. É inimaginável que um pai cobre aluguel do filho por ele ocupar um quarto da bela casa, o que de fato aconteceria se o ser humano fosse invariavelmente capitalista por natureza."

    Que legal...

    Mas daí o filho cresce, suas necessidades de consumo aumentam e o mesmo se recusa a trabalhar para suprir suas necessidades e ajudar na casa. O que o pai vai fazer? Ora, é inimaginável que o pai, em sua bela casa na Imagine City, vá deixar seu filho morrer de fome, né?! Logo, o pai trabalha e o filho colhe os frutos, o que importa em... exploração do homem pelo homem!

    Claro, Marx e Engels não eram burros, e previram isto. Daí o que eles impõem como solução? Trabalho obrigatório. Claro, uma norma só tem eficácia quando você encontra um meio de persuadir a pessoa em executá-la. E o que fazer se o filho na linda casa disser não ao trabalho obrigatório? Bem, se é obrigatório, você irá obrigar o rapaz a trabalhar de alguma maneira, seja pela ameaça de deixá-lo morrer de fome (o que seria "inimaginável"), seja pela violência. E, claro, o fruto do trabalho do rapaz será tomado pelo pai (a quem podemos chamar de poder central) para suprir as necessidades da casa e a do filho.

    Muito superior esse socialismo, não?! É uma pena que já vimos isto durante nossa história, e se chama... anh... deixa eu ver... servidão! Que evolução é essa que usa meios tão antigos de persuasão, não?!

    No capitalismo o próprio mercado incentivaria o filho a trabalhar! Isto porque ele não vai trabalhar obrigado porque tem que contribuir na bela casa, mas sim porque ele pode acumular capital e ter todas as coisas boas que ele gostaria de ter, fora se sustentar. Provavelmente ele poderá ter sua bela casa, e não um simples quarto que, na sua mente, é "inimaginável" cobrar aluguel (mas quando acordar para a realidade, verá que isto acontece aos montes). É por isto que na vida real, longe desse devaneio chamado socialismo, os filhos, em geral, acabam saindo de casa e indo trabalhar. No capitalismo o capital lhe incentiva, enquanto no socialismo o Estado lhe obriga!
  • Igor  06/09/2017 22:15
    Ah, deixei uma coisa passar despercebida: não é porque a pessoa tem natureza capitalista que ela irá cobrar aluguel do quarto para o filho. O capitalismo se dá em relação ao mercado, e não necessariamente na relação familiar. Um capitalista pode -- e provavelmente vai -- acumular riqueza justamente para prover o bem de sua família. No socialismo, o Estado lhe impedirá de fazer isto!
  • Breno Andrade  04/09/2017 16:04
    Socialismo é dor, é sofrimento, é morte. A máxima não é "quem não trabalha não come", e sim "quem não obedece não come e se brincar ainda morre".

    Igualdade não existe em lugar nenhum do mundo. E, nos países socialistas, a desigualdade é elevada aos píncaros: existe o estamento burocrático poderoso, com vida luxuosa, e com livre acesso a bens importados, e existe o populacho faminto, mas igual em seu esfaimamento.

    No mais, nem num mesma ambiente familiar existe duas pessoas iguais. O ser humano já nasce individualista, único, e egoísta.

    No Camboja, a ditadura socialista matou pessoas pelo simples fato de usarem óculos ou serem professores ou por terem um diploma. Isso denotava uma inaceitável "desigualdade intelectual".

    Dor, sofrimento, fome e miséria física e mental são subprodutos do socialismo. Socialismo é incompatível com a vida e com a dignidade das pessoas.
  • Eric  04/09/2017 18:43
    Nem existirá igualdade nunca, as pessoas naturalmente buscam se destacar, ser melhor do que os outros em determinadas coisas, as pessoas buscam por si mesmas a desigualdade. Pergunte para qualquer um se ele gostaria de ser o mais rico da atualidade ou empatar com o atual, nunca responderam a mim o empatar, ou seja, é obvio que não dará certo o socialismo, já que para alguém fazer algo é necessário motivação, e isto vai além de sobreviver, é viver, é prosperar.
  • Teodoro  04/09/2017 16:10
    Uma característica do pensamento e do discurso político contemporâneos é o triunfo da conotação sobre a denotação. Corresponde a dizer que os sentimentos ou emoções provocados pelas palavras tornaram-se mais importantes, muito mais importantes, do que qualquer significado pelo qual elas estejam vinculadas ao mundo fora de nossas mentes.

    Está acima de meu objetivo sugerir a razão pela qual isto pode ser assim, mas penso que será prontamente admitido que, se isto é assim, é um desenvolvimento que não pode senão impedir o pensamento claro.

    Nesta palestra, o médico e escritor Theodore Dalrymple argumenta como o mito da igualdade de oportunidades não apenas é inalcançável como também indesejável para o desenvolvimento de uma sociedade livre e próspera, analisando os motivos pelos quais o desejo pelo igualitarismo é tão forte entre certas pessoas.

  • André Luiz   05/09/2017 11:18
    Excelente vídeo. Quem puder assista. Dr Theodore expõe de forma visceral a gênese psicológica da ideia de igualdade de oportunidade, um dos mantras socialistas hoje em dia. Sempre acreditei que o que move psicologicamente/espiritualmente o socialismo era a inveja, este vídeo reforçou minha crença.
  • Delis Matin  04/09/2017 16:16
    Texto é bom, mas de pouca utilidade, é oração para convertidos, pois socialista em geral não tem neurônios para absorver tal texto, tenho uma empresa de divulgação que usa muito as redes sociais e consequentemente muitos jovens no quadro, e quase todos autodeclarados socialistas, jogo todos na corrida dos ratos, incentivando a adquirirem dívidas altas comprando carros populares brasileiros, viagens toscas e aptos de 44m², agora estão todos preocupadinhos se o próximo presidente vai ser economicamente sensato para que eles não percam o emprego.
  • Edson  04/09/2017 17:21
    Ué, por que então você pelo menos não repassa esse texto para os "muitos jovens do quadro" da sua empresa, "quase todos autodeclarados socialistas"?

    Garanto que não seria "oração para convertidos".
  • Delis Matin  04/09/2017 17:48
    Como já descrito no comentário, não possuem neurônios para absorver este texto, e é capaz de eu tomar um processo trabalhista por assédio. E estou bastante feliz com minha própria experiência de engenharia social, choram pedindo aumento para pagar as prestações, os que se rebelam tentam ir para outra empresa e seus novos empregadores ligam pedindo referência as quais eu dou as piores possíveis, e acabam pedindo penico aqui mais uma vez, não tenho compaixão com socialistas, eles não têm compaixão com empresários.
  • Dalton C. Rocha  04/09/2017 16:24
    Há quase 100 anos atrás, o escritor português Fernando Pessoa (1888 – 1935) escreveu: "O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema — o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós." > conservadores.com.br/o-anticomunismo-de-fernando-pessoa/

    "Eu me pergunto sempre: "Quais são as pessoas que curtem a esquerda e, em espécie, o comunismo?" Geralmente os fracassados, aqueles que nunca iriam conseguir chegar onde sonhavam sem a ajuda de uma corrente política que precisa de acólitos." > minutoprodutivo.com/internacional/entrevista-medico-romeno-conta-como-era-viver-num-pais-socialista

    "Porém o suprassumo da cretinice é contestar a fidelidade de Lula ao comunismo mediante a alegação de que é um larápio, um corrupto. Qual grande líder comunista não o foi? Qual não viver como um nababo enquanto seu povo comia ratos? Qual partido comunista subiu ao poder sem propinas, sem desvio de dinheiro público, sem negócios escusos, sem roubo e chantagem?" > www.dcomercio.com.br/categoria/opiniao/el_mayor

  • frommars  04/09/2017 16:50
    Socialismo é uma religião sem Deus, maligna e assassina, travestida de sistema político e econômico, só isso.
  • Luis  04/09/2017 17:09
    Eu pegaria sua frase para postar no Facebook, se eu tivesse uma conta.
  • Sempre mais do MESMO  04/09/2017 18:27

    O deus Socialista é o ESTADO!

    Vejamos:

    - Um deus é um ser fantástico a quem se faz pedidos de justiça, de concessões, de saúde, de emprego e ETC..
    ...Ao Estado se pede estas coisas e tal e qual ao s deuses imagina-se pagar com adoração, orações, sacrifícios e SUBMISSÃO.

    - Um deus é um ser fantástico ao qual se deve adoração e REVERÊNCIA que são ostentadas em cultos/RITUAIS, a quem dedicamos ORAÇÕES ou HINOS de louvor. Representa-se o deus com imagens-SÍMBOLOS mesmo quando o deus não possui face.
    ...Ao Estado os patriotas devem se sacrificar (rima com idiotas, sobretudo qdo morrem nas guerras para o luxo de seus líderes que não vão às batalhas em campo).
    ...Há BANDEIRAS e BRASÕES que simbolizam o Estado e a estes, PERANTE estes SIMBOLOS "divinos" dedicamos HINOS de louvor, como se orações. Há REVERÊNCIA na forma de POSIÇÃO de SENTIDO e de CONTINÊNCIA em vez do CURVAR-SE ou FAZER o SINAL da CRUZ. Cantamos HINOS ou ORAÇÕES e sempre acreditamos que os deuses é que nos PROTEGERÃO dos MALES.

    O Estado é ou não é um MITO DIVINO???? ...só uma modernização mais palatável de um MITO que justifique o PODER de uma HIERARQUIA INTERMEDIADORA, NOVOS SACERDÓCIOS DESTITUÍDOS de INTERESSE PRÓPRIO e VOLTADOS para a adoração à ENTIDADE MÍSTICA com ABSOLUTO DIREITO SOBRE os humanos.

    Pense bem se não é assim! ...Nada se julga com base na idéia de justiça, mas com base em ALEGADOS OBJETIVOS SUPREMOS ou FINS REDENTORES que a tudo justificam se em seu nome praticado.
  • Pensador Consciente  04/09/2017 17:00
    O socialismo é uma ideia linda no papel,mas na prática não funciona,pois ninguém quer ser escravo do outro e um sistema econômico que prega o paraíso na terra onde tudo é produzido para ser dividido sem cobranças está fadado ao fracasso.

    Um sistema que para ser implantado precisa de um comitê organizador que dá ordens para os demais está fadado ao fracasso e com o tempo todos percebem que estão sendo escravizados por esta cúpula e nem com arsenais atômicos iguais ao da ex-União Soviética serão capazes de segurar a fúria da massa revoltada e desmotivada para o trabalho comunitário,enfim só a liberdade e a livre-negociação produzem resultados auspiciosos e sustentáveis no tempo e no espaço,capitalismo é o nome que se deu a este processo de produção e ideias,mas muito além de ideologia o capitalismo é ação humana em seu estado mais avançado...

    Socialismo,uma ideia que já deveria estar enterrada nos porões da história,mas que infelizmente suas viúvas os pensadores(intelectuais) parasitas vivem querendo ressuscitar,mas estaremos alertas para exorcizar-mos esse demônio da história
  • Sempre mais do MESMO  04/09/2017 18:42

    caro Pensador,
    concordo com qse tudo que escreveu, menso que o Socialismo seja uma idéia linda. NÃO É!!!

    Trata-se apenas de propaganda e nada mais. Uma propaganda moral ou, melhor dizendo, uma moral propagandeada como ideal e alegada como ideal universal: UM DOGMA! ...que como tal não deve ser debatido se é ou não universalmente um ideal para todos.

    A UTOPIA de Thomas More foi propagandeada como algo IDEAL. Porém, basta ler para perceber que seria um lixo, embora o autor até tentasse uns arroubos de justiça como tornar as fazendas transitórias em seu uso. Afinal, não existem DOIS LOTES ABSOLUTAMENTE IGUAIS (essa é de NIETZSCHE).
    Na Utopia de More havia ESCRAVIDÃO, MUTILAÇÃO de escravos e presos, proibição da LIVRE EXPRESSÃO.

    Esta é a bem dita Utopia de T. More. Certamente não é um ideal universal.
    Para se IMPOR ALGO, SEMPRE deverá existir alguém ou um grupo que comandará a FORÇA DETRUTIVA para AMEAÇAR com MAL AINDA MAIOR aos pretensos DESOBEDIENTES.

    Socialismo é apenas uma palavra besta e sem significado preciso, um MITO.

    Esse MITO então passa a justificar a gigantesca difereça de uns em nome da igualdade dos outros

    IDEOLOGIAS, todas elas, SÃO APENAS pretensas justificativas para o PODER de uma classe hierarquizada, onde os membros da classe exploram as demais classes.

    Eis aí a real LUTA de CLASSES:

    CLASSES RECEBEDORAS de IMPOSTOS x CLASSES PAGADORAS de IMPOSTOS
  • Pensador Consciente  05/09/2017 16:25
    OK!!!
  • Minerius  04/09/2017 17:46
    Estou com um profundo ódio do meu professor que, era para ser de administração, mas basicamente só quer pregar o marxismo e outras bobagens.

    Um canalha que no mínimo merece ser processado por fraude. Ele é o típico perfil de quem defende uma ideologia como essa: um fracassado vagabundo que nunca se deu bem no mercado ("estudou" eCUnomia na URSS), então ele decide entrar num cargo estatal por concurso, mamar pelo tempo que quiser e falar mal do mercado que o sustenta, além de achar que os outros são obrigados à se sacrificarem por eles.

    Fala tanto de escravidão de salários, do capital e afins e que nas sociedades indígenas eles são mais avançados por não possuírem propriedade privada, quero ver se ele tem coragem de ir pessoalmente passar a vida toda morando em uma tribo qualquer e, claro, coletivizar e socializar seus bens e sua esposa.

    É até surpreendente de um sujeito que cita Adam Smith e David Ricardo...

    E isso num curso de gestão empresarial de uma FATEC. Não consigo imaginar como é numa universidade federal em um curso de ciências humanas e sociais.

    Meu conselho: se tiver oportunidade, fuja do ensino superior controlado pelo MEC (principalmente se for uma área com pouca regulação estatal como tecnologia da informação). Mesmo que você seja libertário, essas infecções coletivistas e marxistas podem fazer mal para a sua saúde.
  • Sempre mais do MESMO  04/09/2017 18:10

    Show de video!!!

    Há algo que já não mais preocupa quase ninguém, sejam socialistas ou conservadores.

    Esse "algo" é a idéia de JUSTIÇA.

    Não se ouve ou vê quem quer que seja questionar: "ISSO É JUSTO?"

    Os debates e proposições são sempre de caráter positivo ou no sentido de AGIR para IMPOR o "BEM COMUM" e Não no sentido de AGIR para IMPEDIR o MAL INDIVIDUAL.

    A ausência do MAL é em si o BEM. Portanto se a ninguém for imposto qualquer mal, TODOS estarão bem.

    A questão é que o "BEM" é julgado SUBJETIVAMENTE e o "meu bem" eu considero como o "bem geral". Ou seja aquilo que subjetivamente considero bom, tendo a considerar bom para todos. Porém nem todos percebem o mundo como eu e aquilo que para mim é bom, para outros pode ser mau.

    Porém somente o próprio indivíduo pode dizer o que é mau ou bom para si. Ou seja, BEM e MAL é sempre algo SUBJETIVO. Logo, a pretensão de fazer um pequeno mal em nome do bem pode revelar-se a ambição de apenas generalizar o mal para o próprio bem.

    Um masoquista ou um sádico têm opiniões diferentes das pessoas naturais. Diogo naturais porque o prazer da dor não é natural. Já que esta existe para que o indivíduo fuja da dor e assim se PRESERVE. O prazer da dor é algo autodestrutivo e ANTINATURAL.

    Não é possível haver IGUALDADE nem de oportunidade, que dirá uma igualdade material. A ínica igualdade possível é de IGUALDADE de TRATAMENTO ou RECIPROCIDADE.

    RECIPROCIDADE é EXATAMENTE a idéia de JUSTIÇA.

    Não se há que tentar impor a castidade, a hegemonia hierarquizada da familia, a fé, a crença, a heterosexualidade ou a homosexualidade, a prosperidade, a cultura ou lá o que se ACHAR BOM, mas apenas deixar os indivíduos LIVRES para tentarem conquistar a vida que acharem mais desejável. Certamente uns alcançarão, outros chegarão perto e outros se distanciarão dos seus ideais ou mesmo mudarão suas IDEALIZAÇÕES sobre o que seria seu ideal.

    Se todos desejarem morar, habitar, o MESMO PONTO DA PRAIA ou da MONTANHA, será impossível que tal igualdade se realize. Assim todos os discriminados pleitearão uma igualdade impossível, mas os espertalhões habitarão os melhores pontos das prais e das montanhas em nome da luta que empreenderão em sua alegada busca da igualdade.
  • João  04/09/2017 18:54
    Escravidão é viver no capitalismo, onde eu posso viajar e comprar o que eu quiser desde que eu tenha dinheiro para tal.

    Liberdade é viver em um regime autoritário de coletivismo e mutualismo, onde eu sou obrigado a trabalhar pelo bem da sociedade.

    Eis o pensamento socialista in a nutshell.
  • Marko  04/09/2017 19:39
    O socialismo, na prática, nada mais é do que uma ditadura. Não há igualdade em lugar nenhum, aliás, se há, é por baixo, todos na miséria...
  • Pedro  04/09/2017 20:24
    É preciso lembrar também que os regimes comunistas são uma "ditadura perfeita", pois o Estado ocupa todos os espaços e remove qualquer possibilidade dos cidadãos se manifestarem. Você conseguiria rebelar-se contra alguém que é, ao mesmo tempo, o seu governante, o seu patrão, o seu locador, o dono da escola onde seu filho estuda e o proprietário do jornal que você lê?

    Por conseguinte, apenas o colapso causado pela falência absoluta da economia pode derrubar os regimes comunistas. Governos comunistas não são derrubados, desabam feito prédio condenado.
  • Rothbard  04/09/2017 20:32
    Antes de Ludwig von Mises expor o problema do cálculo econômico no socialismo, em seu celebrado artigo publicado em 1920, socialistas e não-socialistas já haviam percebido que o socialismo sofria de um grave problema de incentivos.

    Se, por exemplo, todos os indivíduos em um sistema socialista fossem receber uma mesma renda — ou, em sua variante, se todos fossem produzir "de acordo com suas capacidades", mas recebessem "de acordo com suas necessidades" —, então, parodiando aquela famosa pergunta: quem, no socialismo, fará o trabalho de recolher o lixo? Ou seja, qual será o incentivo para se efetuar os trabalhos sujos? Mais ainda, quem fará esses trabalhos? Ainda pior: qual será o incentivo para se trabalhar duro e ser produtivo em qualquer emprego?

    No entanto, a singularidade e a crucial importância do desafio de Mises ao socialismo é que seu argumento estava totalmente dissociado desse problema do incentivo. Mises, com efeito, disse: muito bem, vamos supor que os socialistas tenham sido capazes de criar um poderoso exército de cidadãos genuinamente ávidos para seguir todas as ordens de seus mestres, os planejadores socialistas.

    Fica a pergunta: o que exatamente esses planejadores mandariam esse exército fazer? Como eles saberiam quais produtos seus escravos deveriam produzir? Em qual etapa da cadeia produtiva cada exército deveria trabalhar? Quanto de cada produto deve ser produzido em cada etapa da cadeia de produção? Quais técnicas ou quais matérias-primas devem ser utilizadas na produção como um todo? Qual a quantidade de matérias-primas a ser utilizada? Onde especificamente fazer toda essa produção? Como eles saberiam seus custos operacionais ou qual processo de produção é mais eficiente?

    Mises demonstrou que, em qualquer arranjo econômico que seja mais complexo do que o exemplo de Robinson Crusoé sozinho em uma ilha, o comitê de planejadores socialistas simplesmente não teria como saber o que fazer. E nem como responder a essas perguntas vitais.

    Ao explicitar esse poderoso conceito do cálculo econômico, Mises demonstrou que o comitê de planejamento central não tinha como responder a essas perguntas porque o socialismo não dispõe daquela indispensável ferramenta que só existe em uma economia de mercado, e a qual empreendedores utilizam para fazer cálculos e estimativas: existência de preços livremente definidos no mercado.

    Sob o socialismo, os meios de produção (fábricas, máquinas e ferramentas) não possuem proprietários definidos (eles pertencem ao estado). Se os meios de produção pertencem exclusivamente ao estado, não há um genuíno mercado entre eles. Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços legítimos. Se não há preços, é impossível fazer qualquer cálculo de preços. E sem esse cálculo de preços, é impossível haver qualquer racionalidade econômica, o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada.

    Sem preços, não há cálculo de lucros e prejuízos, e consequentemente não há como direcionar o uso de bens de capital para atender às mais urgentes demandas dos consumidores da maneira menos dispendiosa possível.

    Dado que a própria essência do socialismo é propriedade coletiva dos meios de produção, e dado que tal arranjo não permite o surgimento de preços de mercado, e dado que sem preços não há o mecanismo de lucros e prejuízos, que é o que traz racionalidade para qualquer processo produtivo, o comitê de planejamento central não seria capaz nem de planejar nem de tomar qualquer tipo de decisão econômica racional.

    Suas decisões necessariamente teriam de ser completamente arbitrárias e caóticas. Consequentemente, a existência de uma economia socialista planejada é literalmente "impossível" (para utilizar um termo que foi muito ridicularizado pelos críticos de Mises).
  • Cláudio Mariano Rocha  04/09/2017 21:20
    Eu já desisti, não tem como convencer um marxista que o socialismo é um regime falido. A lavagem cerebral é muito forte. A retórica da vez é que deturparam Marx, que traíram os ideais socialistas.

    Quantas "deturpações de Marx" (entre aspas mesmo) esses bitolados ainda terão que ver, quantos mais líderes "traindo os ideais socialistas" (entre aspas também) eles terão que ver para finalmente aceitar que o socialismo é um fracasso miserável?
  • Eliseu  04/09/2017 21:27
    Você pode não convencer o marxista, mas pode convencer o cidadão comum. É neles que devemos focar, até chegar ao ponto de que o fundamentalista se verá isolado e incapaz de provocar grandes estragos.

    Tenho absoluta certeza de que cada leitor deste portal possui capacidade de convencer pelo menos 5 pessoas de seu círculo social de que este sistema é um engodo.
  • Rene  04/09/2017 21:27
    Vale lembrar que somente uma fração dos defensores do socialismo realmente acreditam nele. Os idiotas úteis acreditam naquilo que falam, não naquilo que veem. Logo, são imunes a argumentos racionais. Mesmo que argumentemos tudo isso com eles, o máximo que conseguiremos será ser chamados de "fascistas" por eles, por mais contraditório que isso possa ser.

    Outra fração está em busca do poder apenas. Pouco lhes importa se o socialismo irá trazer miséria para a população. Eles não possuem a capacidade de oferecer serviços ou produtos para serem consumidos voluntariamente pela população. A única maneira que eles dispõe de obter ganhos é através da expropriação de riquezas alheias. E para tanto, estas pessoas não se importarão de convencer terceiros de uma ideia que eles mesmo sabem que não irá funcionar. Para estes, a argumentação é ainda mais inútil, pois o interesse
  • Roberto  04/09/2017 21:21
    O socialismo se contrapõe a características inatas: a competitividade, a ambição, a inovação, a criatividade, a liberdade, a livre iniciativa e o livre arbítrio.
  • Nico  04/09/2017 21:28
    Eu sou alemão ocidental, mas vi como funcionava a Alemanha Oriental. O pessoal trabalhava todo igual ao funcionário público brasileiro (no sentido pejorativo!): Fazia o mínimo esforço, já que o seu salário estava garantido.

    Não havia nem interesse nem iniciativa, o que, aliás, levou a grandes dificuldades para eles após a unificação das duas Alemanhas. Pois agora, quem não queria crescer dançava.
  • Janot  05/09/2017 01:32
    A maioria das pessoas em países comunistas não eram funcionários públicos por um motivo muito simples: se todos fossem funcionários públicos a economia teria falido muito rapidamente, já que não existiria quem sustentasse os funças. Até os comunistas de carteirinha perceberam isso na prática.

    A maioria das pessoas comuns trabalhavam na informalidade do mercado negro (pelo menos era assim na URSS).
  • Pensador Consciente  06/09/2017 11:13
    Na ex-União Soviética e bem como na maioria dos países socialistas o setor público tinha seus funcionários públicos,nos postos chaves ficavam os figurões do partido comunistas e seus burocratas bajuladores e o povão era empregado das estatais e fazendas coletivas,enfim o comitê central em Moscou orientava tudo,na Coréia do Norte por exemplo impuseram que o corte de cabelo tem de ser igual ao do presidente que mais parece um dinasta do que qualquer oura coisa.

    Os radicais do PT e demais partidos comunistas sonham com essas bizarrices e modelo de governo e estado...Vamos lutar contra isto mostrando que a Liberdade é o melhor caminho,esta linguagem qualquer um entende e o IMB defende sim Liberdade é a melhor coisa da vida abaixo de Deus...
  • Pensador Consciente  06/09/2017 13:36
    Enfim o comitê central em Moscou orientava tudo,na Coréia do Norte por exemplo impuseram que o corte de cabelo tem de ser igual ao do presidente que mais parece um dinasta do que qualquer "OUTRA" coisa.
  • marcela  04/09/2017 23:29
    Não apenas o socialismo deve ser abominado mas também o estado mínimo proposto pelos liberais clássicos. Não existe essa história de opressão limitada e necessária, defendida por minarquistas sem escrúpulos. Roubo é roubo e pronto! É um absurdo o contribuinte americano ter que pagar pelos estragos do furacão Harvey enquanto seus estados tem infraestrutura defasada. A infraestrutura do Kansas por exemplo é considerada insuficiente, e certamente permanecerá assim, pois além do Harvey, o furacão Irma e muitos outros furacões vão causar prejuízos nos EUA que serão pagos por todos. Nunca vai ter dinheiro para o Michigan reconstruir sua infraestrutura obsoleta e devolver a exuberância de Detroit! E o que o Michigan ganha com isso? R:Fazer parte da porra dos EUA! E isso significa que além de pagar por desastres ocorridos em lugares distantes, eles também terão que pagar por guerras como a do Afeganistão e Iraque e gastos militares exorbitantes. Os EUA só são bons em comparação com Cuba, quando comparamos com a Islândia Medieval não passam de uma republiqueta opressora!
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  04/09/2017 23:44
    O socialismo é um crime.
  • Clemente de Alexandria  05/09/2017 01:03
    "Deus criou o gênero humano para a comunicação e a comunhão de uns com os outros, como ele, que começou a repartir do seu e a todos os homens proveu seu Logos comum, e tudo fez por todos. Logo tudo é comum, e não pretendam os ricos ter mais que os outros."
    – Da homilia Quis dives salvetur? ("Que rico se salvará?"), baseada na história de Jesus e o jovem rico (Marcos 10:17-31).

    "De sorte que não é rico aquele que possui e guarda mas aquele que dá; e este dar, não o possuir, faz o homem feliz. Portanto, o fruto da alma é essa prontidão em dar. Logo na alma está o ser rico." (Pedagogo 3, 6).
  • xenon  05/09/2017 10:21
    a riqueza de uma nação não se faz pela extensão do território ou pelos recurso minerais mas sobretudo pelo caráter de seu povo.
  • xenon  05/09/2017 10:23
    a conduta correta e digna define o homem justo
  • xenon  05/09/2017 10:27
    O que lavra a sua terra se fartará de pão; mas o que segue os ociosos é falto de entendimento.
  • Tarantino  05/09/2017 02:18
    O socialismo não funciona por uma única razão. Ele contraria a principal e mais marcante característica humana: não existem dois seres humanos iguais.
  • INTJ  05/09/2017 02:43
    Percebo que há apenas três tipos de pessoas simpatizantes ao socialismo: 1. aquelas mentalmente inaptas para tomar decisões,preferindo obedecer a ordens claras, bem como manter o status quo (esses são o que chamo de "soldadinhos de guerra"; 2. aquelas desprovidas de raciocínio lógico e que acham que todos os seres humanos são igualmente capazes e bondosos por natureza(o porquê de existir pessoas assim eu não sei) e; 3. aqueles que são sedentos por poder e conhecem significativamente a mente humana, manipulando-a a fim de saciar seus propósitos utilitaristas. Enfim, o socialismo é fruto da ignorância, preguiça e ganância, e daí,portanto, não sairá nada de bom.
  • Cristiane de Lira Silva  05/09/2017 03:54
    Nossa... Estou morrendo de medo do governo de Maduro... Ele já está quebrado. Não vai muito longe. Ah, devo pedir desculpas. Li o texto sobre derrubar estátuas de intolerantes e não era contra a esquerda devido ao caso da Virgínia. Vocês mostraram que não são nazistas. Dá até pra perdoar o fato de vocês ficarem falando que nazismo e socialismo é a mesma coisa. Para mim nunca será a mesma coisa. Nunca. Mas, por favor, só não façam a m**** de apoiar de algum modo os neonazistas! Se não querem se engajar contra eles, ok. Mas alguém precisa se colocar ativamente contra isto. Que sejam os progressistas então. Isso sempre foi coisa da esquerda mesmo.

  • Cristiane de Lira Silva  05/09/2017 04:46
    Olha, acho que quando uma pessoa não quer trabalhar 16 horas por dia em um trabalho mal remunerado. Quando ela sente que está sendo "escravizada" e que sua vida está sendo roubada eu duvido muito que ela esteja se preocupando com o coletivo. Muita gente de esquerda fala que se preocupa com o coletivo, mas na verdade isso não passa de discurso bonito. É claro que a preocupação com o bem estar das outras pessoas existe, mas há, principalmente, uma vontade de ter algo melhor para a sua própria vida. Mas eles acreditam que a via para viver melhor seja o aumento do estado. Pensam que o aumento do estado significa mais liberdade. Esquerdistas também são "egoístas", mas não acreditam no caminho que vocês propõe para a satisfação desse egoísmo. Conheço alguns comunistas (sim, os loucos dizem que querem a revolução) que falam que se tivessem escolha seriam ricos! Eles só são "comunistas" porque não enxergam qualquer possibilidade de melhoria na própria vida dentro do capitalismo. E talvez seja difícil mesmo para eles. É apenas isso.
    Vocês usam muitas definições, teorias, pra falar de liberdade. Vocês já se perguntaram se alguma pessoa que se diz "comunista" se sente livre e capacitada para mudar a própria vida. Para ela liberalismo não significa liberdade. Não se trata de ficar teorizando sobre o que é liberdade, mas de como as pessoas se sentem. E não é trabalhando 16 horas por dia a ganhar 200 reais por mês que as pessoas se sentirão livres.
    Achei comentários de vocês no blog da Lola, (ainda tenho dúvidas se é fake!) sobre a moça reaça que processou a professora feminista. P**** Mises! Vocês foram comentar justo no post sobre uma pirralha frustrada porque o próprio casamento não deu certo e que decidiu culpar as feministas por causa disso (e também culpar o feminismo pra ganhar biscoito de homem, é claro!). Mas voltando ao assunto do comentário, vocês explicaram bem o ponto de vista dos liberais a respeito de nazismo/socialismo (ponto de vista do qual discordo), pena que os bons comentários se perderam em meio a um assunto que não valia muito pena.
  • Tyler Durden  06/09/2017 13:11
    Ninguém trabalha 16 horas por dia e ganha 200 reais. Tente novamente mais tarde.
  • Ezequias  05/09/2017 10:06
    A pior coisa para um socialista/fascista é ser governado por socialista/fascista que não são seus amigos. #EzeMises
  • Cristiane de Lira Silva  05/09/2017 10:53
    É muito mais preocupante a crise entre o Trump e o ditador da Coréia do Norte. Reedição no século XXI do velho embate entre nazismo e comunismo. Eles deveriam parar de falar em guerra e participar de alguma competição inofensiva como por exemplo o concurso do homem mais feio do mundo. Os dois disputariam pelo primeiro lugar!
  • Lula 2018  05/09/2017 11:50
    Precisamos retirar dos burgues aquilo que a nois pertence. Nascemos vitimas da sociedade opreçora e acreditemos que temos o direito a usufluir aquilo que foi criado com o suor dos nossos.
    O socialismo é libertador e aquilo que se vê na TV e na internet é montagem. A Venezuela hoje, segundo meus camaradas, é o país mais feliz do mundo.
    Vocês não passam de votadores de Temer e da turma da extrema direita.
  • Embarguador  05/09/2017 12:30
    O grande problema da Venezuela foi a crença nas instituições.

    Enquanto os socialistas aparelhavam todo o governo, o povo ainda estava acreditando na justiça.

    O maior problema foi a guerra política, enquanto o funcionalismo público estava sendo aparelhado.

    Se a justiça e as forças armadas forem aparelhadas, não adianta ter 100% de apoio no congresso.

    Se eu pudesse, eu já teria feito um embargo contra a China, Vietnam, Cuba e todos os paízes socialistas ou com regimes autoritários.

    Não podemos pagar pelas bombas que serão jogadas sobre nós mesmos.
  • Luiz Moran  05/09/2017 13:28
    O socialismo é a vigarisse no mais alto grau.

    Só defendem essa ideologia os parasitas burocratas pertencentes à elite governante e/ou ao funcionalismo marajá e as ralés militantes subsidiadas: ong's, mov.sociais, jornalistas, professores, intelectuais de esquerda e artistas.

    Não tente debater com alguém que defenda essa latrina, o que se deve fazer é impor ao farsante vigarista uma total desmoralização (se for em seu reduto melhor ainda), e a razão é simples: retórica e dialética sofistas não buscam a verdade.
  • John Maynard Keynes  05/09/2017 13:30
    Mesmo para construir estradas socialistas, pontes socialistas, escolas socialistas, fábricas socialistas, é necessário capital, ou você vai trabalhar de graça? Os socialistas acham que sim, mas é óbvio que as pessoas não o farão por altruísmo, esperando que outra pessoa esteja lá trabalhando para produzir alimento, e que outra pessoa esteja trabalhando para produzir roupa para eu me vestir. O resultado é escravidão, caso contrário a sociedade entra em colapso.
  • Gabriel  05/09/2017 15:19
    OFF: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/28/politica/1503943808_270910.html?rel=cx_articulo#cxrecs_s
  • Realista  05/09/2017 16:07
    Isso é mais que óbvio, o desafio é o Brasil não empobrecer ainda mais.
  • John Maynard Keynes  05/09/2017 17:24
    Estas entrevistas e artigos econômicos destes jornalões mundo afora são de uma ingenuidade...Estes economistas não sabem o que estão falando ou eles não querem chocar os sensos humanitários dos inocentes? Porque eles não tem coragem de dizer que um país emergente como o Brasil jamais poderia ter uma carga tributária próxima a 40% do PIB. Que não tem como o Brasil crescer sustentando uma casta de parasitas e inúteis, que custam o mesmo tanto que os da Noruega, mas os serviços prestados são pífios? Que não tem como crescer com uma legislação trabalhista que praticamente proíbe o trabalho formal. Que não tem como sustentar uma previdência matematicamente e fisicamente impossível de conceber.
  • Assessor de Deputado  05/09/2017 19:06
    A mídia não pode alarmar a população e ela está sempre sendo vigiada, o que acha que as pessoas qualificadas, empreendedoras e com posses deste País fariam ao se darem conta que daqui 20 anos viverão numa Ucrânia da vida? Nem precisam sair todas, bastam os 5% mais produtivo irem embora para que tudo desabe, políticos sabem disto mas vivem constante conflito entre não arrancar demais o couro do cidadão e seus interesses políticos pessoais.
    As reformas econômicas passarão sim, mas quando já for tarde demais, o Legislativo em geral só aprovará medidas impopulares quando ficar claro que o ônus político da crise econômica e paralisação da máquina pública estiver completamente em cima da equipe econômica do azarado próximo Presidente.
    Parte das minhas funções é exatamente cobrar esses jornalistas que publicam reportagens econômicas alarmistas demais, e por isso temos hoje tantos linhas de frente da economia concedendo entrevistas para burlar as pressões políticas.
    Parabéns pelo site e conteúdo, o Brasil precisa de muito mais disto.
  • Igor  06/09/2017 13:18
    Acho engraçado que a revista afirma que em 2012 não se imaginava que iríamos ter uma recessão. Sem noção total: em 2012 já se tinha certeza que o Brasil entraria em crise com uma recessão. O que não se sabia é que a ex-presidente iria fazer de tudo para agravar a crise.
  • Anônimo  05/09/2017 16:06
    Embora a ganância às vezes seja evidente no sistema capitalista, temos que entender que não é por causa do sistema, é porque a ganância faz parte da natureza pecaminosa do homem. A solução não se encontra em mudar o sistema econômico, mas em mudar o coração do homem através do poder do evangelho de Jesus Cristo.
  • John Maynard Keynes  06/09/2017 16:12
    Estas pessoas gananciosas pecaminosas que investem seu próprio dinheiro para produzir algo de útil para outras pessoas, e que tem lucro por causa disso, ui nossa que pecado. Ou aquelas outras pessoas gananciosas que ficam buscando empregos por melhores salários, para ir ao cinema no final de semana, comprar uma calça, um tênis, escova de dente, pasta de dente, sabe, estas coisas supérfluas e desnecessárias que o capitalismo desumano consumista produz.
  • anônimo  05/09/2017 18:05
    nem o socialismo, nem o capitalismo são sistemas justos. ambos são sistemas injustos. eu diria até que o socialismo é a continuação do capitalismo.

    Ricos só pensam em ganhar dinheiro. Jesus já dizia que é mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus.
  • Igor  06/09/2017 13:40
    A diferença é que o capitalismo não se propõe ser justo (que, acredito, você deve estar usando essa palavra no sentido de igualitário), enquanto isto é um mote do socialismo. O que o capitalismo acaba gerando como consequência na prática é a melhoria dos indicadores sociais e humanos que, por sua vez, reduz a sensação de injustiça.

    E não: o socialismo não pode nunca ser visto como uma continuação do capitalismo. No máximo, é um retrocesso ao capitalismo. O socialismo busca negar e/ou engessar elementos da natureza humana, enquanto o capitalismo busca reconhecer e aprimorá-las. O grau evolutivo antropológico do capitalismo é superior ao socialismo!

    Quanto ao rico, porque não olhar para ele com admiração, ao invés de certa reprovabilidade? O Brasil parece ter certo fetiche pela pobreza, colocando como alvo central de estudos e até mesmo glamourizando. É nisto que o socialismo ganha campo. Deveríamos é nos espelhar na riqueza, estudando como produzi-la e colocando nossas metas no enriquecimento. Não há nada de imoral nisto!
  • Natureza  05/09/2017 20:50
    Se eu dono de uma floresta, desmato ela inteira e ai causo uma externelidade negativa(provoco seca em determinada região ou coisa do tipo), como fica essa situação pra vocês.

    SOU 100% a favor de desregular e privatizar, menos as florestas que mantem o equilíbrio do clima e coisa do tipo.

    Isso é ciência e não achismo
  • Empreendedor  05/09/2017 21:16
    Se você for um sujeito anti-capitalista e que odeia dinheiro, você realmente fará isso. Se você for burro e imbecil, também fará isso. Já se você for um genuíno capitalista, você irá conservá-la ao máximo, pois é exatamente este arranjo que lhe trará ainda mais dinheiro.

    Explico.

    Somente quando uma terra tem dono é que este possui vários incentivos para cuidar muito bem dela. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo. Assim, caso você decida, por exemplo, arrendar uma parte da floresta para uma madeireira, você vai permitir a derrubada de um número limitado de árvores, pois não apenas terá de replantar todas as que ceifou, como também terá de deixar um número suficiente para a safra do próximo ano.

    Ao visar ao seu interesse próprio -- sempre ter mais árvores -- você está mantendo a floresta.

    Quando a terra tem dono, ele possui vários incentivos para cuidar muito bem daquela terra. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo. Já quando a terra não tem dono, quem chegar lá primeiro irá esbulhá-la ao máximo, pois sabe que, se não o fizer, outro o fará antes dele. Assim, o incentivo será o de ceifar o máximo de árvores o mais rápido possível antes que outros cheguem.

    O incentivo para se conservar é uma característica inerente à estrutura de incentivos criada pelo mercado

    Se você gosta da natureza, privatize-a

    Propriedade privada significa preservação


    Agora, se você acha que é justamente sob propriedade do governo que a floresta estará mais bem protegida, então o adepto do achismo é você. Aliás, achismo não. Você atenta contra a lógica, mesmo.
  • Natureza  05/09/2017 22:44
    E se eu quiser desmatar tudo pra minerar? Mineração pode ser muito mais lucrativo do que conservar natureza...

    Se eu quiser desmatar pra levantar imóveis?

    Se é meu faço o que bem entender, e você não me respondeu ainda: Se eu desmatar e causar problemas climáticos e toda externelidade negativa, como fica?
  • Yuri  06/09/2017 00:53
    Para começar -- mas isso que vou falar é o de menos -- esse negócio de "problemas climáticos" é pura ilação. Lembro-me perfeitamente: quando São Paulo estava vivenciando aquela seca, em 2014, a Globo fez até uma reportagem especial dizendo que a causa da seca era o desmatamento da Amazônia, o que significava que, pela lógica, jamais voltaria a chover na cidade.

    Aí o tempo passou, o desmatamento da Amazônia continuou e aumentou, e no entanto já voltou a chover normalmente em São Paulo (a Cantareira subiu e ninguém mais fala nela).

    De resto, e agora vem o mais importante, se você fizer isso, certamente sofrerá um enorme boicote social da parte de todos. As pessoas -- na imprensa e nas redes sociais -- irão pressionar toda e qualquer empresa, banco e imobiliária que fizer negócio com você. Elas serão impiedosamente atacadas pela mídia e pelas redes sociais, perdendo inúmeros clientes. (Se você acha que isso não acontece, então você não está acompanhando o mundo atual). Consequentemente, você se tornará um pária, não conseguindo crédito nem parceiros comerciais. E quem lidar com você perderá clientela. Você não irá conseguir fazer nada.
  • Amazonia  06/09/2017 02:11
    Isso é suposição, se eu oferto bens baratos e de qualidade, se eu tenho certa ''moral'' no mercado, as pessoas não deixarão de fazer bons negócios por isso.

    Você deixaria de comprar um produto mais barato e de boa qualidade em nome do capricho do boicote?

    Visamos o lucro, o que importa é se você esta sendo bom pra min. Eu faço negocio com o Brasil todo, sou lucrativo pra todos, só desmatei uma area que provocou seca em Roraima(por exemplo).
    Até parece que todas as pessoas deixarão de fazer um negocio muito lucrativo comigo por causa disso.
  • Igor  06/09/2017 14:20
    Então você, que está posando de preocupado com a natureza, não deixa de comprar com uma empresa que está desmatando a Amazônia? O que importa é que a empresa tem moral no mercado?

    Eu fico imaginando por qual motivo empresas no mundo inteiro tem gastado bilhões de dólares em pesquisas e tecnologias que agridam menos a natureza ou sejam renováveis. Porque fazem tanto alarde midiático (campanhas em revistas, televisão, redes sociais e etc.) para mostrar que são empresas preocupadas com o meio ambiente. Será que os donos dessas empresas são as únicas pessoas no mundo que, junto com você, estão hiper-preocupadas com a natureza, e o restante do povo não? Opa, peraí... esses capitalistas não deveriam estar preocupados somente com o bolso deles, e dane-se o resto? Estranho...

    Ah, claro: se você é dono de um quinhão da Amazônia, o que importa somente é o lucro, claro! Afinal, o camarada que desmata a floresta e causa alterações climáticas graves não tem que se preocupar com isto, porque a natureza é super boazinha com os desmatadores, criando micro-climas ótimos para se viver somente na casa de quem desmata e nas da família e amigos dele. E também é inútil pensar que tenha algo lá em Roraima que possa ser de utilidade para este desmatador...

    Acho que está precisando se aprofundar mais sobre como funciona o mercado e as ações humanas...
  • Amazonia  06/09/2017 20:39
    Sim, se o dono da amazonia mora na em são paulo por exemplo, ele desmata e causa seca no nordeste somente...

    Iae como fica?

  • Igor  07/09/2017 15:36
    "Iae" que você falou em ciência, em desmatamento, mas ignora que a climatologia que defende a sua linha de raciocínio diz que o impacto não é somente local, mas global.

    Você fica repetindo a mesma pergunta, só escorregando pelas lacunas para tentar sustentar sua tese que já foi refutada!

    Logo, "iae" que o que você criou na cabeça, não procede!!!
  • Victor barreto  05/09/2017 23:15
    Gostaria de pedir um favor aos administradores.estou tentando estudar sobre o funcionamento dos bancos e como eles inflacionar o moeda e a história desde o início do século xx alguém poderia me indicar artigos para compreender melhor o assunto?confesso que estou um pouco confuso
  • Guilherme  05/09/2017 23:35
  • Haroldo Herman  08/09/2017 10:57
    Socialismo requer ditadura??
    Parece-me uma afirmação muito frágil.
    Será que o povo escandinavo sabe disso?
  • André  08/09/2017 12:23
    Ué, não entendi. Como assim?! Quer dizer então que a validade de uma teoria -- no caso do artigo acima, de uma empiria -- depende estritamente do que os escandinavos pensam dela?

    Por que especificamente os escandinavos? Quem os colocou nessa invejável e autoritária posição de ser os jurados de toda e qualquer teoria (ou empiria) ao redor do mundo?

    Poderia me atualizar, por gentileza?
  • Ericsson  08/09/2017 12:29
    Na verdade, o tolinho está querendo dizer que os países escandinavos são "socialistas". Lembre-se: com a debacle da Venezuela (até ontem o país cujo socialismo era um modelo a ser copiado pelo Brasil), à esquerda só restou dizer que o socialismo que eles defendem é o escandinavo.

    Só que tem um probleminha básico: se a Escandinávia é socialista, então eu sou ultra-socialista. Aos dados:

    Segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas,

    1) você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil);

    2) as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil, se você quiser importar pela internet, pagará no mínimo 60%);

    3) o imposto de renda de pessoa jurídica é de 15% (no Brasil, chega a 34%);

    4) o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições);

    5) os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho);

    6) o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego. Não há uma CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nos países nórdicos.

    O único quesito em que os nórdicos superam o Brasil em ruindade é no IRPF, cuja alíquota máxima lá é maior que a daqui.

    Aliás, na classificação do Instituto Fraser, a Suécia e a Dinamarca possuem mais liberdade econômica que os EUA no que diz respeito à estrutura legal e aos direitos de propriedade; a moeda é mais sólida (temos menos inflação), o comércio internacional é mais livre e menos protecionista, e as regulamentações sobre as empresas e sobre o mercado de crédito são mais baixas. Não há uma aquela infinidade de leis que regulamentam profissões e licenças ocupacionais, as quais bloqueiam a concorrência em vários outros países.

    Os países escandinavos tributam pouco as pessoas produtivas da sociedade. O imposto de renda de pessoa jurídica é dos menores do mundo. A alta carga se concentra nos impostos indiretos e também nas pessoas físicas de renda mais alta (o que de pouco adianta, pois tais pessoas sempre conseguem driblar as regulamentações e evadir esses impostos).

    Artigos para você:

    Cinco fatos sobre a Suécia que os social-democratas não gostam de comentar

    Todos os socialistas querem ser a Dinamarca - será mesmo?

    Dois desafios para os social-democratas defensores do intervencionismo estatal e de um estado grande

    Mitos escandinavos: "impostos e gastos públicos altos são populares"
  • John Maynard Keynes  08/09/2017 13:16
    Outro doido que caiu de paraquedas no site do Mises Brasil... Tem dezenas de textos aqui mesmo sobre social-democracia europeia, sobre welfare state, sobre a mitologia do socialismo da Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia.
  • Igor  08/09/2017 17:30
    É tão "frágil" o argumento que o próprio Marx utiliza:

    "Entre a sociedade capitalista e a sociedade comunista medeia o período de transformação revolucionária da primeira na segunda. A este período corresponde também um período político de transição, cujo Estado não pode ser outro senão a ditadura revolucionária do proletariado." (Critica ao Programa de Gotha)

    Já os países escandinavos, eles não são socialistas! O povo escandinavo sabe bem isto, mas o brasileiro socialista é que não sabe. O modelo social-democrata naqueles países é o reformista, que surge com o rompimento de Eduard Bernstein com o marxismo e o socialismo. A social-democracia reformista é capitalista, visto que reconhece os avanços deste e acredita ser o melhor sistema econômico para se viver. Além do mais, prega o dinamismo de estado, e é por isto que os países adotam uma gama enorme de políticas liberais (que, aliás, faz parte da história econômica da maioria daqueles países).

    Mas aqui no Brasil, o marxista "canta de galo" por algo que não tem nada a ver com o que ele defende, ao contrário, chiam por um mínimo de reforma que possa se assemelhar a vida dos nórdicos.
  • Karl Marx  08/09/2017 22:01
    Vou te explicar uma realidade bem assombrosa que está acontecendo recentemente: A burguesia inventou os furacões para vender comida e gasolina.
  • Igor  09/09/2017 15:17
    Não fica falando isto que os ciretes acreditam...
  • Emerson Luis  10/09/2017 12:39

    O socialismo prega que para haver liberdade é necessário que se constitua um Estado totalitário; e que para haver "igualdade", uma elite aristocrática hiperprivilegiada controlando a maioria totalmente desprovida de autonomia e individualidade.

    O ser humano é incrivelmente versátil comparado aos outros animais, mas ele ainda funciona dentro dos parâmetros da biologia, da física, da termodinâmica e da cibernética e sua versatilidade não pode ser expandida além desses limites.

    Logo, TENTAR mudar a natureza humana requer uma "ditadura do proletariado". Mas mesmo com o mais totalitário dos totalitários isso seria impossível. Portanto, jamais se passaria da "ditadura do proletariado" para o novo mundo utópico do comunismo.

    É uma cilada, Bino!

    * * *


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