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Suíça e Cingapura são ricas por causa de seu sistema financeiro?
Invertendo causa e consequência

Suíça e Cingapura são duas das economias mais ricas do planeta em termos per capita. Em 2016, a renda per capita da Suíça foi de 58.600 dólares (em termos de paridade do poder de compra), ao passo que a de Cingapura chegou a impressionantes 85.200 dólares.

Para se ter uma ideia, a da Finlândia foi de 41.120 dólares, a da Dinamarca foi de 45.700 dólares, a da Alemanha foi de 46.900 dólares, e a da Suécia foi de 47.900 dólares.

À exceção da Alemanha, que possui 81,4 milhões de habitantes, todos os demais países acima têm um número populacional semelhante. A Suíça tem 8,2 milhões de habitantes. Cingapura tem 5,6 milhões. Dinamarca, 5,7 milhões. Finlândia, 5,5 milhões. Suécia, 10,1 milhões.

E, ainda assim, Suíça e Cingapura vencem com folga em termos de riqueza per capita.

E por que faço esta introdução? Porque virou rotina social-democratas e intervencionistas de todos os tipos dizerem que os exemplos de Suíça e Cingapura não servem a ninguém porque a riqueza destes dois países se deve essencialmente a seu "hipertrofiado setor financeiro". Segundo tais pessoas, ambos os países seriam apenas um receptáculo fiscal de todo o capital estrangeiro; meras caixas-fortes para onde os magnatas do resto do mundo enviam seu dinheiro para fugir do fisco de seus respectivos países.

Consequentemente, sempre segundo tais pessoas, ambos os países apresentam bons números apenas por causa desta peculiaridade, de modo que suas economias reais são inexistentes. Suíça e Cingapura seriam apenas os banqueiros do mundo, e não exemplos a serem copiados de economias reais produtivas e competitivas.

De um lado, até é verdade que o peso do setor financeiro na Suíça e em Cingapura seja superior aos de Finlândia, Suécia, Dinamarca e Alemanha. No entanto, não é substantivamente superior de modo a explicar as significativas diferenças de renda per capita entre ambos os grupos de países: afinal, o setor financeiro suíço representa apenas 9,5% de sua economia, e o de Cingapura, 13,7%.

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Agora vem o mais importante: se, de um lado, mantivermos constante a atividade dos outros setores econômicos e, de outro, aumentarmos o tamanho do setor financeiro de Finlândia, Suécia, Dinamarca e Alemanha até que tenham, em relação ao PIB, o mesmo peso do suíço, a renda per capita da Finlândia subiria para 44.250 dólares, a da Dinamarca iria para 49.400 dólares, a da Alemanha, para 50.000 dólares, e a da Suécia, para 50.800 dólares.

Ou seja, as diferenças de renda per capita em relação à Suíça (58.600 dólares) continuariam notáveis.

Se fizermos o mesmo para Cingapura, a renda per capita da Finlândia subiria para 46.300 dólares, a da Dinamarca iria para 51.800 dólares, a da Alemanha, para 52.500 dólares, e a da Suécia, para 53.250 dólares. Ou seja, se estes países adotassem o mesmo peso do setor financeiro de Cingapura, eles não apenas continuariam muito longe da renda per capita de Cingapura (85.200 dólares), como ainda nem sequer alcançariam a Suíça.

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Logo, parece óbvio que as economias de Suíça e Cingapura são muito mais que seus respectivos setores financeiros. Suas economias reais existem e são complexas e gigantescas.

Não em vão, os maiores setores de ambas as economias são o industrial (que opera sem nenhum protecionismo; a tarifa de importação é zero para Suíça e Cingapura) e o comercial, muito à frente do setor financeiro.

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Com efeito, Suíça e Cingapura estão entre os maiores exportadores de mercadorias do mundo (estou desconsiderando totalmente a exportação de serviços, para assim excluir a influência do setor financeiro).

Apenas Cingapura, por exemplo, exporta mais materiais eletrônicos em relação ao seu PIB (38,5% do PIB) do que exportam, em relação a qualquer produto, Finlândia, Suécia, Dinamarca ou Alemanha.

E, evidentemente, tão proeminente competitividade também se reflete em um enorme superávit no setor externo (balança comercial e conta-corrente): de 11,9% do PIB para a Suíça e de 19% do PIB para Cingapura). O país que mais se aproxima é a Alemanha, com 8,4% do PIB.

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Causas

Definitivamente, a prosperidade de Suíça e Cingapura não gira em torno de — e nem muito menos está ligada exclusivamente ao — seu setor financeiro. Muito pelo contrário: ambos os países possuem economias reais extraordinariamente desenvolvidas, modernas e competitivas.

As razões que explicam este impressionante desenvolvimento são as mesmas que, historicamente, explicam o crescimento de qualquer outra economia: segurança jurídica e institucional, respeito à propriedade privada, população produtiva, baixos impostos, livre comércio com os estrangeiros, abertura total a investimentos estrangeiros, poucas regulações, facilidade de empreender, e leis confiáveis e estáveis.

E, acima de tudo, estabilidade monetária e moeda forte: o franco suíço e o dólar de Cingapura estão entre as moedas mais estáveis do mundo; elas continuamente se apreciam em relação ao dólar (vide os links anteriores). Consequentemente, ambos os países apresentaram as mais baixas taxas de inflação das últimas décadas.

Nada fomenta mais investimentos do que segurança jurídica, moeda estável e baixos impostos e regulações. Quando a moeda é estável, quando há segurança jurídica, quando há facilidade de se empreender e quando há a garantia de que os frutos do seu empreendimento poderão ficar com você, investidores de todo o mudo têm mais incentivos para se arriscar e financiar ideias novas e ousadas, e mais disponibilidade para financiar a criação de uma riqueza que ainda não existe. O investimento em tecnologia é maior. O investimento em soluções ousadas para a saúde é maior. O investimento em infraestrutura é maior. O investimento em ideias para o bem-estar de todos é maior. 

Além de ser o meio de troca, a moeda é a unidade de conta que permite o cálculo de custos de todos os empreendimentos e investimentos. Se essa unidade de conta é instável — isto é, se seu poder de compra cai contínua e rapidamente, principalmente em termos das outras moedas estrangeiras —, não há incentivos para se fazer investimentos. Logo, não há como haver grande progresso.

Com efeito, todas estas características constituem exatamente os principais pontos fortes para que estes dois países tenham se convertido nos refúgios prediletos da poupança global: estas economias são ricas e prósperas não porque seu setor financeiro é hipertorfiado; seu setor financeiro é pujante porque estas economias são ricas e prósperas.

E elas são ricas e prósperas, e seu setor financeiro é pujante, exatamente porque estes países respeitam a propriedade privada (inclusive a moeda) muito mais do que qualquer outra região do planeta.

Conclusão

Por tudo isso, Suíça e Cingapura — dois países culturalmente muito diferentes, mas com resultados econômicos muito semelhantes — proporcionam, sim, lições valiosas para todos os países do mundo: quem quer mais crescimento e mais prosperidade deve apostar — exatamente como vem fazendo a Irlanda — em menores impostos, regulações e burocracia, maior segurança jurídica, mais estabilidade monetária, e livre comércio pleno.

Tal arranjo sempre estimula a livre concorrência, a qual leva ao aumento da produção e da oferta de bens e serviços, gerando todo um aumento no padrão de vida da população.

Realmente, não é necessário muito mais do que isso para multiplicar o bem-estar de todos os cidadãos.

____________________________________________

Leituras complementares e imprescindíveis:

Lee Kuan Yew, o homem responsável pelo que Cingapura tem de melhor e de pior

Você sabe quem é o presidente da Suíça?

Se o objetivo é limitar os gastos do governo, há um exemplo prático a ser copiado: a Suíça

Como ocorreu o milagre econômico de Hong Kong - da pobreza à prosperidade

O crescimento econômico é fácil e natural - basta o governo permitir


16 votos

autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


  • anônimo  11/08/2017 15:14
    Essa alegação do sistema financeiro é quase tão repetida quanto a do tamanho do governo.
  • Imigrante Iminente  11/08/2017 15:22
    Eu visitei Cingapura no ano passado. Com certeza é um dos melhores países do mundo. O único problema é o calor.

    Essas foram as coisas que mais chamaram minha atenção:

    Shoppings: Tem uma avenida com 10 shoppings, um ao lado do outro

    Comida: A variedade é impressionate. Eu almoçava em um dos melhores shoppings do mundo por 10 SGD

    Zeladoria Urbana: Impressionante. Em 12 horas o jardim de um quarteirão foi todo reconstruído

    Ruas e asfalto: Parece uma pista de corrida, sem nenhum buraco. Pedágio urbano por 0.80 SGD.

    Transporte Público: Passei frio dentro do ônibus com ar condicionado

    Moradia: Ninguém mora na rua. O governo contruiu uns 2.000 prédios públicos.

    Comércio: Os melhores produtos do mundo são vendidos. A variedade é impressionante.

    Segurança: Nada é blindado e ninguém é assaltado

    Engenharia: Os prédios mais bem construídos do mundo

    Escolas: Nenhum escola com teto caindo ou parecendo caixa de sapato

    Hospitais: Nenhum hospital com teto caindo ou com filas

    Polícia: O prédio da polícia é um dos mais bonitos do país

    Limpeza: Os bairros ricos são tão limpos quanto os dos pobres.
  • Eduardo  11/08/2017 15:28
    Eu nunca entendi por que levam a sério essa tese de que um país é rico porque recebe "dinheiro sujo".

    Pra começar, Uruguai, Porto Rico (quebrado), Costa Rica, Guatemala, Panamá e Vanuatu também são "paraísos fiscais". Idem para Seychelles, Bahamas e Líbano.

    Por essa lógica, deveriam ser potências suíças. Se simplesmente ser um paraíso fiscal gerasse prosperidade, tais países seriam potências econômicas. No entanto, de todos esses países, apenas as Bahamas (e ainda assim com muitas ressalvas) são de fato é um bom país, mas principalmente por causa do turismo.

    Ah, sim, ainda por essa "lógica", podemos dizer o seguinte: nas décadas de 1980 e 1990, Colômbia, Peru e Bolívia "recebiam muito dinheiro sujo". Todos os consumidores mundiais de cocaína enviavam dinheiro para esses países.

    E o volume total de dinheiro fazia com que as contas suíças parecessem meros trocados.

    Por que isso não contribuiu para o desenvolvimento desses países?
  • Rodrigo  11/08/2017 19:07
    Ainda sobre isso, vale chamar a atenção para como os estatistas se contradizem.

    Se tais país só são ricos porque são "paraísos fiscais", por que então não defendem que o Brasil vire também um paraíso fiscal e se torne igual à Suíça? Não é possível que eles não querem que o Brasil tenha um padrão de vida suíço, sendo que a única coisa necessária para isso acontecer é aumentar a privacidade das contas bancárias.

    Mais: chamam esses países de paraísos fiscais, mas esquecem que para existir "paraíso fiscal" deve hever, por definição, um "inferno fiscal".

  • Marcelo Sommer  12/08/2017 10:10
    O Uruguai, ainda o melhor país da América do Sul em qualidade de vida e equidade, era chamado de "Suíça da América". Meu velho pai, nascido na fronteira, contava que em Rivera perguntavam aos brasileiros, nas lojas, se pagariam a compra "com papel ou com ouro". Lá nos anos 60. Adivinhe o que era o "papel". Infelizmente as coisas mudaram e a posição relativa deste pequeno grande país - ainda ha tempo de reverter -, se deteriorou bastante. Existe uma emigração de cérebros e capitais. Só o sentido de pertenência e o crony capitalism são motivos de ficar. E os políticos ficam se batendo em busca de explicação e lamentando que o Estado dá o estudo para os jovens aportar seus talentos em outras bandas... Desconfio que aqui nem a educação é como já foi... Pensam que entregam ao mundo, de forma gratuita, grandes talentos... Um talento bom, sim, mas grandes?
  • Fábio Amaral  11/08/2017 15:42
    Uma dúvida técnica que sempre tive: como exatamente o dinheiro é enviado para a Suíça? E isso não ajudaria a economia daquele país?
  • Thomas Jordan  11/08/2017 15:46
    Nem tem como. Essa, aliás, é uma afirmação típica de pessoas que não sabem como funciona o sistema bancário suíço.

    Não existe, em termos práticos, isso de "dinheiro enviado para a Suíça". Você acha que, por exemplo, Eduardo Cunha enviou centenas de milhões de reais para a Suíça? Diga-me, por favor, o que um banqueiro suíço fará com reais, uma moeda que só é transacionada no Brasil?

    Não existe isso de "enviar dinheiro para a Suíça". Vou lhe explicar como ocorre, passo a passo:

    1) Eduardo Cunha rouba 500 milhões de reais.

    2) Eduardo Cunha decide enviar este dinheiro para a Suíça.

    3) Eduardo Cunha não tem como mandar reais para a Suíça, pois a Suíça não trabalha com reais.

    4) Eduardo Cunha tem, então, de converter reais em dólares (sim, em dólares, e não em francos suíços; você já vai entender por quê);

    5) Como Dudu faz isso?

    6) Exatamente como faz qualquer exportador-importador.

    7) Como faz um exportador-importador? É simples.

    8) Quando um brasileiro exporta laranja para a Suíça, não entram francos suíços na sua conta bancária aqui no Brasil. O franco suíço não é moeda corrente aqui. Sendo assim, o franco suíço não "entra" no Brasil via sistema bancário e nem muito menos sai do sistema bancário americano.

    O que ocorre na prática é que o importador suíço possui uma conta bancária, num banco americano, em dólares. Por que num banco americano e em dólares? Porque o dólar é a moeda internacional de troca. Os países negociam em dólares, e não em suas respectivas moedas nacionais.

    9) Prosseguindo, o exportador brasileiro, ao vender laranja para um suíço, irá adquirir, deste importador suíço, a titularidade de uma conta bancária, em um banco americano, em dólares.

    Ato contínuo, esse exportador brasileiro pode decidir entre:

    9-a) vender a titularidade dessa conta bancária americana para outra pessoa (normalmente para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro, que então depositará reais na conta do exportador brasileiro em um banco brasileiro); ou

    9-b) manter a propriedade dessa conta em dólares, decidindo investir esses dólares na própria economia americana (comprando ações, debêntures ou até mesmo títulos do governo americano).

    10) Normalmente, escolhe-se a opção a.

    11) Perceba que, neste exemplo, os francos nunca saíram da Suíça. E nenhum real saiu do Brasil. Nenhum dinheiro "atravessou fronteiras". Houve apenas uma troca de titularidade de uma conta bancária num banco americano.

    12) O que houve foi que o importador suíço transferiu a propriedade de sua conta bancária americana para o exportador brasileiro.

    13) Muito bem, tendo entendido isso, voltemos a Eduardo Cunha. Como procederá nosso herói?

    14) O intrépido Cunha será exatamente a pessoa que irá pagar esse exportador brasileiro em reais. Mais especificamente, Cunha venderá seus 500 milhões de reais para esse exportador de laranja em troca de dólares nesta sua conta bancária americana, e essa conta bancária americana em dólares estará agora -- a pedido de Cunha -- em nome de um banco suíço (ou, mais especificamente, em nome de uma pessoa qualquer que represente este banco), o qual cobrará uma taxa para cuidar desse dinheiro.

    15) Ou seja, cunha adquiriu a titularidade da conta bancária americana e a repassou para um banco suíço, que será o responsável por cuidar desses dólares, em troca de uma taxa. E ninguém saberá que este dinheiro está em nome de Cunha (justamente por causa do respeito à privacidade observado pelos bancos suíços).

    16) Todo este dinheiro roubado por Cunha, ao fim e ao cabo, foi convertido em dólares em uma conta bancária americana e provavelmente foi aplicado em títulos do Tesouro americano. Toda a movimentação deste dinheiro é acompanhada por um gestor de um banco suíço que cobra uma taxa por isso.

    Fim.

    A pergunta final é: exatamente como essa operação explica a Suíça ser um país rico e desenvolvido? Não entrou dinheiro na Suíça. Os dólares de (ou os reais roubados por) Eduardo Cunha não estão sendo usados na Suíça. O banco suíço está prestando apenas um "serviço de armazenagem e gerenciamento", e está cobrando por isso. Nenhum cidadão comum suíço foi beneficiado (e nem prejudicado) por isso. Isso não gerou expansão do crédito na Suíça. Isso não gerou abertura de empreendimentos. Isso não gerou empregos.

    No final, quem realmente ganhou foi o governo americano, que encontrou mais um financiador para sua dívida.
  • Pensador Consciente  11/08/2017 17:22
    O que ocorre na prática é que o importador suíço possui uma conta bancária, num banco americano, em dólares. Por que num banco americano e em dólares? Porque o dólar é a moeda internacional de troca. Os países negociam em dólares, e não em suas respectivas moedas nacionais.

    Este importador também pode não ter conta em um Banco Americano,mas ele negocia com um Banco Suíço que tem conta em um Banco Americano.

    Quanto ao resto da explicação está impecável.
  • richard stallman  11/08/2017 19:01
    Este sistema é péssimo, concentra poder demais nos USA. Não estou a fim de pagar pedágio pra americano.
  • Pensador Consciente  11/08/2017 19:42
    Então migre para o bitcoin...
  • cmr  12/08/2017 14:41
    Isso significa que a economia americana não é tão sólida quanto muitos acreditam.
    A economia americana não é nada mais do que uma pirâmide de débitos. (com os EUA no topo)

    É só o pessoal migrar para outra moeda, ou até mesmo cripto moedas, e veremos o "grande império" americano se esfacelar.
    É claro !, os mais de 20 porta aviões, não sei quantos mil caças, não sei quantos mil bombardeiros, etc... Estão espalhados pelo mundo para tentar impedir isso, e não para "garantir a liberdade dos seus aliados".

    Escrevi bobagem ?

  • MB  12/08/2017 17:22
    Não! Você escreveu e a narrativa dos esquerdistas condenando o imperialismo norte-americano e nisto eles tem razão pois os EUA parasitam o sistema financeiro internacional,agora a solução apontado por eles é que é terrível pois sonham e querem implantar o imperialismo comunista,uma troca que seria benéfica só na cabeça oca deles,afinal nem o próprio Karl Marx defenderia tal absurdo pois ele defendia a extinção da burguesia e depois a extinção do estado,mas ele nunca conseguiu definir como seria essa mudança visto ela ser impossível na prática,agora a esquerdalha atual só quer parasitar o setor produtivo,pois sabem que não tem competência para dirigir as empresas e sonham serem os dirigentes da economia...
  • MB  12/08/2017 22:23
    Com certeza cmr esse aparato de guerra foi montado para garantir a democracia e a Liberdade nos países aliados e garantir sua hegemonia monetária,enfim seu monopólio de moeda internacional de reserva desbancando a libra esterlina inglesa...Os esquerdistas condenam o imperialismo americano por causa disto,mas não tem uma solução para isto pois querem colocar no lugar o rublo ou o yuan chinês,mas o mercado já criou o bitcoin...
  • Mais Mises...  12/08/2017 23:20
    De forma alguma, estimado cmr! Certo professor na USP disse uma vez que se Wall Street falhar, o Pentágono não falha! rsrsrs
  • Fernando  11/08/2017 15:51
    Fui a Cingapura no final do ano passado. Passei 12 dias muito bons.

    O calor é extremante alto e úmido. Parece o clima de Manaus. A temperatura não ficou abaixo de 28 graus, mas sempre nublado.

    As ruas estão lotadas de Mercedez, Porsches, Jaguars, BMWs, Mazerattis, Ferraris, etc.

    A quantidade de shoppings e lojas é absurda. Parece que se todo mundo gastar todo o dinheiro do país, ainda vai sobrar coisas pra comprar. O país é um "mar" de lojas.

    Os prédios são inacreditáveis. Parece uma competição de quem faz o prédio mais alto e mais bonito.

    Também tem centenas de prédios construidos pelo governo. Não existe favelas em Cingapura, porque não tem como calcular o número de prédios que o governo construiu. Quase 80% da população aluga ou compra os imóveis do governo. O governo levantou um "mar" de prédios públicos.

    As ruas e calçadas são extremamente arborizadas. O país parece uma floresta cheia de prédios.

    As ruas são extremamente limpas e não faltam lixeiras do governo.

    Os pobres de Cingapura tem uma vida extremanente digna. Todos tem apartamento, transporte coletivo com ar-condicionado, escolas públicas muito boas, ruas limpas e arborizadas até nas periferias, segurança, comida muito barata, empregos, etc.

    Os supermercados são excelentes. Tem coisas do mundo inteiro com preços extremamente acessíveis.

    O choque de capitalismo é impressionante. O ar condicionado das lojas chegam a jorrar vento frio nas ruas.
  • Crítica  11/08/2017 17:58
    Mas as maiores empresas de Cingapura recebem recursos públicos do fundo soberano do governo. E a Suíça está controlando o câmbio.
  • Lim  11/08/2017 18:14
    Duplamente errado.

    1) O governo de Cingapura de fato possui dois fundos de investimento: a Temasek Holdings (com míseros 380 funcionários), que compra ações de várias empresas asiáticas, e a Government Investment Corporation, que investe as reservas internacionais do país (exatamente como faz o Banco Central brasileiro).

    Na Temasek Holdings -- que, como dito, é um fundo de investimentos do governo cingapuriano -- toda a diretoria é formada por quadros puramente técnicos, e a única ordem dada à empresa pelo governo é justamente ter lucros. A Temasek tem ações de uma empresa telefônica (existem 3 em Cingapura, que é uma cidade, além de 7 provedoras de internet) e da Singapore Airlines (55%).

    Nenhuma dessas duas empresas tem qualquer monopólio sobre nada. Também desconheço a existência de privilégios. E sua gerência é privada. E, até onde se sabe, têm fins lucrativos (como a própria Temasek Holdings).

    Ou seja, na prática, o governo de Cingapura (que é o mesmo há décadas) coloca alguns corretores para cuidar de suas reservas e dá a ordem: tragam lucros.

    Na prático, isso nem sequer pode realmente ser considerado uma empresa estatal. Certamente, não nos nossos moldes. Mas isso é o de menos. O fato é que se o governo brasileiro fizesse isso -- ou seja, em vez de gerenciar estatais, criasse um fundo de investimentos gerido por profissionais privados que aplicasse dinheiro em empresas e cobrasse retorno -- já seria um grande avanço.

    Topa?

    2) Sobre a Suíça, ela de fato atrelou o franco ao euro. Mas por muito pouco tempo. Isso ocorreu de agosto de 2011 a janeiro de 2015. Como o euro era muito mais inflacionista que o franco, o BC suíço percebeu (burocratas sempre são lentos) que havia feito burrada e repentinamente liberou o câmbio. Em um só dia, o franco se apreciou quase que 30%.

    Foi o primeiro caso na história do mundo em que, quando um câmbio atrelado foi liberado, ele se valorizou em vez de afundar.

    Artigo inteiro sobre isso, publicado à época:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2010


    De resto, eis aqui o gráfico do franco suíço em relação ao euro.

    www.google.com/finance?q=chfeur&ei=kfKNWdGMAZe_eoP4kZgO

    E em relação ao dólar:

    www.google.com/finance?q=chfusd&ei=ofKNWdH3B8Ofef6csbAK

    Favor apontar onde está o câmbio controlado.


  • Gabriel  11/08/2017 18:28
    Esses argumentos são os feitos em certos blogs de esquerda. Muito bom que eles sejam devidamente esclarecidos e refutados por aqui. Parabéns, IMB.
  • Captain Obvious  11/08/2017 18:01
    Mas na cabeça de esquerdóide, CUBA é muito melhor
  • Luiz Moran  11/08/2017 19:14
    estão preferindo a venezuela agora
  • Luiz Moran  11/08/2017 19:13
    Agora vamos a composição do PIB brasileiro por setores:

    Indústria: 4%

    Agropecuária: 8%

    Financeiro: 16%

    Governo fascista 72%
  • Alexandre Nascentes Schmitt  11/08/2017 22:54
    Leandro poderia me responder uma pergunta?
    Sei que o corporativismo é um desastre para nosso país, vide como exemplo JBS, Odebrecht, EBX e entre outros. Mas você não acha que o Estado contribui com o desenvolvimento tecnológico? Empresas com Apple, Microsoft, Samsung, Hyundai, Sony receberam subsídios e isso ajudou em desenvolvimento para vários setores, sem esses susídios talvez não poderiamos ter alguns avanços...portanto nesse caso não seria viável para desenvolver para o bem de toda a ciencia e humanidade?
  • Substituto  12/08/2017 00:56
    "Sei que o corporativismo é um desastre para nosso país, vide como exemplo JBS, Odebrecht, EBX e entre outros."

    Pronto. Se você já entendeu isso, então entendeu que não faz o mais mínimo sentido defender conluio entre estado e grandes empresas, seja por meio de subsídios diretos, seja por meio de protecionismo.

    Corrupção, ineficiência e desperdícios são as consequências inevitáveis deste arranjo.

    O que, por exemplo, o Brasil ganhou de positivo com o financiamento do BNDES a grandes conglomerados? Fora a corrupção, tivemos apenas concentração de mercado, preços maiores e queda na qualidade dos produtos.

    Um arranjo que envolve um conluio entre governo e grandes empresas, no qual ambos operam com ganhos mútuos e totalmente blindados das demandas dos consumidores, sempre descamba para a corrupção, o clientelismo e o protecionismo. Sempre. E isso é o exato oposto de capitalismo e de livre mercado, e sim a total consolidação do corporativismo e do mercantilismo.

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    Explicando todo o problema com o nosso sistema político - em 2 minutos

    Por que o BNDES deve ser abolido

    Odebrechts, Eikes e Joesleys: como surgem os bilionários no Brasil?

    "Mas você não acha que o Estado contribui com o desenvolvimento tecnológico? Empresas com Apple, Microsoft, Samsung, Hyundai, Sony receberam subsídios e isso ajudou em desenvolvimento para vários setores"

    Falso para Apple e Microsoft.

    Essas empresas não receberam subsídios federais. O que você irá encontrar -- e provavelmente está repetindo isso sem saber, pois não pesquisou -- é que essas empresas já foram contempladas com isenções fiscais por alguns governos estaduais e municipais para que elas se instalassem em seus territórios e com isso gerassem empregos.

    E isenção é completamente diferente de subsídio. Subsídio é o governo tomar dinheiro de A para repassar a B. Já isenção é simplesmente o governo não espoliar A.

    Isenção nada mais é do que o governo retirar uma barreira que nem sequer deveria existir. Jamais confunda isenção com subsídio. Subsídio é imoral; é retirar dinheiro de Paulo para dar a Pedro. Já isenção é simplesmente não espoliar Paulo.

    Aliás, aproveitando a deixa, a Amazon, Apple e Microsoft são exemplos que destroças essa teoria: todas elas, no máximo, receberam isenções pontuais de governos estaduais. Já a indústria brasileira não só é protegida por tarifas protecionistas, como ainda recebeu subsídios diretos do governo (via BNDES), exatamente como você defende.

    Por que não somos pujantes?

    Utilizando a sua mesma lógica, será que não seriamos atrasados exatamente por termos empresas protegidas e subsidiadas pelo governo?

    Por fim, quanto à Samsung (da qual eu particularmente nunca gostei; sempre considerei os japoneses muito melhores), quem foi beneficiado pelo arranjo (os trabalhadores e executivos da empresa) certamente se deu muito bem. Aqui no Brasil, os magnatas da JBS e da Odebrecht também riram à toa por um bom tempo. Isso foi bom para a população? Os produtos da JBS são bons? A própria carne da Friboi é uma bela duma porcaria, e ela não existiria sem os subsídios do BNDES. E não troco nenhuma televisão japonesa por uma Samsung. Já os sul-coreanos têm de comprar da Samsung porque o governo manda. Isso é invejável?

    Prefiro ser um americano. Compro a televisão que quero, barata, e sem ter de ficar subsidiando "indústria nacional".

    "sem esses susídios talvez não poderiamos ter alguns avanços"

    Avanços?! De novo, quais avanços tivemos com todos os subsídios do BNDES? Com todo o protecionismo do governo? Aqui no Brasil há subsídios e protecionismos desde que inventaram o governo, e quando foi que melhoramos de vida exclusivamente por causa deles?

    Sinceramente, acho que você dá de barato muitas coisas sem realmente parar para pensar.

    Se o preço para se criar uma grande empresa é o empobrecimento do povo, isto é imoral. E, é claro, nunca é para o bem do povo, mas sim dos grandes empresários, sindicatos e burocratas.

    "portanto nesse caso não seria viável para desenvolver para o bem de toda a ciencia e humanidade?"

    Subsídio estatal para grandes empresas é "para o bem de toda a ciência e humanidade"?! Olha, confesso que nunca vi nem mesmo esquerdista dizer isso. Eles defendem subsídios com base na tese de que isso gera empregos (para sindicalistas), algo um tantinho mais plausível do que essa sua tesa estapafúrdia.

    O fato é que, ao contrário da crença popular, políticas industriais não são uma maneira de escolher vencedores ou "campeões nacionais", mas sim uma maneira de escolher derrotados. Afinal, se fosse tão óbvio saber quais indústrias e empresas serão bem-sucedidas no futuro — como pretendem os políticos —, tais empresas e indústrias teriam acesso fácil e pleno a financiamentos baratos no livre mercado, tanto via emissão de ações e debêntures quanto via empréstimos junto a bancos de qualquer lugar do mundo.

    Logo, ao escolherem empresas que consideram ser merecedoras de ajuda estatal — as quais não conseguiram este mesmo privilégio no mercado —, políticos não estão escolhendo vencedoras, mas sim derrotadas.

    Há, sim, um argumento plausível de que mesmo os mercados — isto é, investidores e consumidores — podem não se dar conta do potencial de uma determinada empresa e indústria, e, com isso, abortar seu crescimento. Sim, isso pode ocorrer. É improvável, mas pode. Porém, qual seria exatamente o argumento a favor da tese de que um grupo de políticos e burocratas, utilizando dinheiro de impostos e sem arriscar nada que seja realmente deles (além de, obviamente, estarem sujeitos a propinas e a todos os tipos de corrupção), teria esta capacidade que faltou a milhões de investidores e consumidores?

    Este processo de escolha política de empresas "vencedoras" sempre será distorcido por oportunismos políticos e pelo poder de lobby das grandes empresas. A consequência inevitável é que tal arranjo criará um incentivo para que estas empresas invistam majoritariamente em fazer lobby e comprar políticos em vez de se dedicar a pesquisa e desenvolvimento.

    Tal política não ajuda a criar vencedores futuros, mas sim a sustentar ineficientes.

    As diferenças econômicas e morais entre ser pró-empresas e pró-mercado
  • Alexandre Nascentes Schmitt  12/08/2017 03:40
    Obrigado pela resposta, foi bem esclarecedora. Porém saiba interpretar bem minha pergunta, pois não defendi protecionismo e corporativismo como você acusou, e sim quis tirar uma duvida. Obrigado e abraços.
  • Fernando  27/08/2017 21:12
    E aí, viram a mais recente lambança da Samsung? Seu chefão foi preso. Acusado de pagar propina a um acessor da ex-presidente da Coreia do Sul, que foi impichada por corrupção.

    www.economist.com/news/business-and-finance/21727769-unlike-other-jailed-chaebol-bosses-he-may-not-be-pardoned-samsungs-boss-sentenced?

    E é este modelo -- exatamente o mesmo adotado por Dilma -- que nossos intervencionistas defendem para o Brasil, agora sob Ciro Gomes. Os idiotas simplesmente não entendem que quando há conluio entre governo e grandes empresas, a corrupção é a consequência inevitável. Só quem ganha são os burocratas do governo (que recebem as propinas) e os chefões das grandes empresas (que ficam com a reserva de mercado).
  • Marcio  12/08/2017 15:45
    Existe protecionismo para os coreanos comprarem apenas da Samsung?
  • Ismael Barros  14/08/2017 13:49
    Cara, desculpe o meio off, mas vc falou que não trocaria uma tv japonesa por uma coreana, eu estou louco para comprar uma tv da Sony, mas nunca tive coragem pq o mercado aqui é praticamente só LG (e algumas poucas samsungs), tanto que eu nunca vi uma Sony na casa de algum amigo.

    Elas são realmente boas?
  • Gustavo Medeiros  14/08/2017 14:10
    A LG e a Samsung são, de longe, as piores televisões que já tive. O som delas é horrível, completamente embaçado. Você simplesmente não consegue entender nada que as personagens de um filme falam. Aliás, nem mesmo de novela você consegue entender.

    Uma TV da Panasonic da década de 1990 era muito melhor que essas coreanas. Aliás, até mesmo uma Philco era melhor.

    Sinceramente, se for pra comprar TV coreana, fique com seu tablet e assista tudo nele com fone de ouvido. Muito melhor.
  • Ismael Barros  14/08/2017 16:24
    vc já teve sony? é boa?
  • Gustavo Medeiros  14/08/2017 19:50
    Sim. Muito melhor que qualquer LG e Samsung.
  • Pobre Paulista  11/08/2017 23:15
    A Suíça é rica por conta de seus chocolates e canivetes, qualquer um sabe disso.
  • Ismael Barros  14/08/2017 14:30
    E o queijo
  • Paulo   12/08/2017 00:27
    O que o brasil precisa pra mudar?

    Se tudo gira em torno de imposto e intervencionismo, por que não mudar isso?

    Entro no site do mises há pouco tempo, confesso que é muita informaçao de uma so vez, mas desde quando eu comecei a ler os artigos to me convencendo do que eu desconfiava no passado! brasileiro e muito inocente
  • Paulo Henrique  12/08/2017 00:28
    Pior é quando citam que cingapura também tem atuação do estado - por exemplo, participação dele em empresas chaves, e que é graças a isso que o país se desenvolveu.

    Nunca passa pela cabeça que todo o restante da economia muito mais livre e desregulamentada tem um peso muito maior, e sem isso, seria apenas mais um Brasil ou pior , que se foca apenas nas partes do estado ativo, e esquece todo o restante.
  • Escudo Balístico  12/08/2017 01:16
    Eu defendo o embargo econômico contra países comunistas.

    Não podemos financiar as bomas que serão lançadas sobre nossas cabeças.
  • Pedro  12/08/2017 04:54
    Em OFF: Tenho uma dúvida quanto a imigração.
    Quais são as consequências de se ter uma imigração em massa para determinado território, colocando isso em um cenário de livre mercado, isto é sem regulação trabalhista e toda a patife socialista?
    Para exemplificar, os salários abaixariam em todo este território em que a imigração está sendo feita por conta do excesso de mão-de-obra? Se não for excesso, o desemprego para essa nova população será alto? Poderão arrumar emprego rápido e viver dignamente?
    Em resumo, quais são as consequências em todos os âmbitos dessa imigração em massa?

    Um exemplo: www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/08/1907418-colombia-se-prepara-para-receber-ate-2-milhoes-de-venezuelanos.shtml
  • cmr  12/08/2017 14:58
    Em um genuíno livre mercado, só viriam pessoas aptas, qualificadas e dispostas a trabalhar, e a se integrar no novo país. Vide o que ocorreu nos EUA após a sua independência da Inglaterra, aquilo lá era uma terra de ninguém, todos podiam ir para lá, e quem foi ?, só pessoas que realmente interessam. Pois o resto não teria vez lá.

    Mas quando se tem a interferência "divina" do estado, aí tudo muda.
    Só vem vagabundos interessados no estado de bem estar social, gente que não quer se integrar, só subtrair valor.
    Vide a Europa. (hoje uma ditadura politicamente correta)

    Eu mesmo já procurei emprego na Alemanha, arrumei mas tive a minha permissão de trabalho negada pelo maravilhoso e divino estado alemão, pois sou estrangeiro. (mesmo sendo fluente em alemão)
    (O estado alemão tem que proteger os interesses do seu povo, não me permitindo tirar o emprego de um alemão.)

    Já os muçulmanos e africanos entram lá, não geram valor; pelo contrário, só subtraem, não aprendem a língua, não se integram, fazem questão de não se integrar, querem receber tudo do governo e não fazem nada pela Alemanha, até a maldizem.
    Isso sem falar que, abertamente falam em islamizar e destruir toda a civilização cristã européia.
  • Um curioso  12/08/2017 09:25
    Por que não falaram de Hong Kong ? É a economia mais livre do mundo, segundo a Heritage Foundation.
  • Daniel  12/08/2017 14:36
    Há dois artigos inteiros exclusivamente sobre Hong Kong:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1803

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804

    E não foi abordado porque, em relação a Hong Kong, até mesmo a esquerda sabe que o argumento do "paraíso fiscal" não cola.
  • Proletário Rico  12/08/2017 14:55
    Eu acho que o maior problema de um país é a habitação e construção.

    As pessoas "enchegam" o mundo, como ele é visto pelos próprios olhos.

    Se você vê uma cidade com as ruas cheias de buracos, casas velhas, prédios velhos, muros pichados, escolas caindo aos pedaços, hospitais mofados, você não se preocupa em trabalhar sem erros ou com obrigação de entrega, porque vive em um ambiente degradado. A cultura do povo vai se adaptar a degradação do ambiente que é visto pelos próprios olhos.

    Cingapura ficou conhecida na esquerda pelo projeto de habitação do governo. Por isso, por mais que a educação de Cingapura tenha crescido acima da média mundial, a habitação pública é que trouxe a estabilidade que o país precisava na parte do assistencialismo.

    Não adianta ter SUS, com pessoas tomando água contaminada, morando com ratos, tendo a casa alagada, etc.

    O povo precisa mais de uma casa do que esse SUS . Um plano de saúde bom pode chegar a mil reais por mês, enquanto a parcela de uma casa é muito mais cara.

  • Proletário Rico  12/08/2017 15:08
    Não sei se as pessoas perceberam, mas todo o dinheiro dos impostos está sendo direcionado para o próprio estado.

    Se houvesse um programa de habitação agressivo, isso turbinaria a propriedade privada do povo.

    Esse investimento em hospitais públicos, universidades públicas, estradas públicas, etc; só está transferindo renda para o próprio estado.

    Precisamos de mais propriedades privadas e menos propriedades públicas.
  • GLaDOS  13/08/2017 13:03
    (Off)

    Digamos que algum presidente de um país da África, digamos... O Gabão, decida implementar os princípios da Escola Austríaca, e quer saber como fazer isso. Quais seriam os passos para o caminho do desenvolvimento que vocês dariam a ele?
  • Felipe Lange S. B. S.  13/08/2017 13:13
    O Brasil precisa se descentralizar em vários arranjos pequenos imitando a Suíça.
  • reinaldo filho  13/08/2017 16:11
    O mais interessante é que a Suiça passa aquela imagem de país rural, turístico, com bucólicas paisagens de pasto, montanhas e cachoeiras.
    Ninguém lembra de que é uma das mais competitivas economias do mundo.
    Em parte isso ajuda a manter essa imagem de paraíso fiscal e bancário.
  • Douglas  13/08/2017 20:22
    Quem afirma que paraíso fiscal transforma um país em uma potência não conhece a história recente.

    Peru, Colômbia, Bolívia e, em parte, Paraguai nas décadas de 80 e 90 foram os maiores paraísos fiscais de traficantes e de políticos envolvidos no tráfico. E nem por isso esses países se tornaram países de primeiro mundo. Aliás esses países estão muito melhores agora, 20 anos depois, quando não são mais paraísos fiscais do que naquela época que eram.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  13/08/2017 23:14
    Muitas são as causas da prosperidade desses países.
  • anônimo  14/08/2017 02:24
    Parece que nós tomamos uma facada nas costas do Paulo Rabelo de Castro.

    Pelo que eu escutei, ele está defendo a política econômica dos campeões nacionais.

    Crise em Chicago !
  • Marcus Lobato  14/08/2017 21:09
    Olá pessoal do IMB, sou novo em escola austríaca e fiquei com uma dúvida quanto ao artigo.

    A quantidade de dinheiro que os bancos dos referidos países recebem não aumentaria o volume de empréstimos que eles poderiam fazer, facilitando, assim, o desenvolvimento dos demais setores da economia?

    Porque, caso a resposta seja afirmativa, o sistema bancário teria sido responsável pela prosperidade desses países, indiretamente é verdade, já que são os indivíduos que produzem riqueza não o sistema bancário propriamente dito.

    Desculpem se eu confundi as coisas, mas estou tentando aprender mais sobre economia e agradeço muito a quem responder.
  • Eliseu  14/08/2017 21:38
    Já perguntado e respondido aqui mesmo nesta seção de comentários. Veja a pergunta do Fábio Amaral e a resposta do Thomas Jordan.
  • Juliana  15/08/2017 00:41
    "Nada fomenta mais investimentos do que segurança jurídica, moeda estável e baixos impostos e regulações."

    É incompreensível como não está gritante e claro que essas são as coisas que funcionam no longo prazo. E como são justamente essas as coisas que menos ou nunca são objetos de discussão em debates sobre investimentos sustentáveis no longo prazo (principalmente no Brasil).

    Baixar impostos e regulações é um desejo que já faz parte do senso comum, mas geralemte fala disso de maneira muito superficial, não se passando muito do 'tem que diminuir a burocracia' e do 'a gente paga impostos demais'. Ou seja, nada muito preciso ou concreto. Segurança jurídica ainda é um assunto muito pedreira no Brasil. Quanto à moeda estável, esse é um conceito que precisa ser redefinido ou reensinado no Brasil.

    Mas já que falaram no BNDES, no presidente do banco, etc., em uma das audiências sobre a Medida Provisória 777, que no fim da contas acaba por limitar a capacidade de o BNDES fazer empréstimos subsidiados discricionariamente, o Paulo Rabello de Castro deixou para ser respondida, algo como a pergunta "por que no Brasil, tanto no setor público quanto no setor privado, se investe tão pouco?", e pelo que eu me lembre ninguém teve instintos para enfaticamente defender nenhum desses três pontos. Os que defendem a medida estão divididos em dois grupos: de um lado, estão os que reiteram repetidamente que não são contra os subsídios, que tem sim que haver algum subsídio e que a medida provisória não irá acabar com os subsídios. E do outro lado, o grupos dos que já entenderam que as coisas assim como são não estão funcionando, que entra década e sai década e nós estamos discutindo as mesmas coisas, que tem que se tentar outras coisas... Mas mesmos esses fazem isso muito pisando em ovos.

    Antes de sugerir a alguém que feche o BNDES, tem que aconselhar primeiro que ela se torne Deus.
  • Eduardo  15/08/2017 13:32
    Excelente texto Juan, parabéns!
    A minha pergunta é a seguinte: O que economias como da Suiça e Cingapura fazem para se blindar contra essas ideologias expansionistas do welfare state, que me parecem crescer cada vez mais em muitas economias pelo mundo, através de burocratas corporativistas interessados em controle total do estado??
    Obrigado.
  • Capitalista Keynes  15/08/2017 16:07
    Eu prefiro viver numa sociedade escandinava com 47.000,00 do que em Cingapura com 85.000,00.

    "Uma das consequências dessa mentalidade é que Cingapura é hoje um estado que pratica a tortura de presos, que limita a liberdade de expressão e de imprensa, que mantém um serviço militar obrigatório e que proíbe as relações homossexuais. A ordem pública é mantida rigidamente. Há punições severas para pichações. É proibido até mesmo mascar chicletes (só são permitidos chicletes terapêuticos com receita médica). O governo pode encarcerar criminosos por tempo indefinido e sem julgamento." ( Sinistro, mas é só andar na linha)

    O lado bom de Cingapura é que ela é um tipo de CIDADE -ESTADO onde não há muito em infraestrutura para investir pois há menos km de estradas para fazer e manter ,menos portos, menos aeroportos para construir. Essa é uma vantagem de países pequenos também , assim como Hong Kong. Mas ela funciona e é isso que importa.

    Exemplos de Cingapura

    "Hoje, 82% da população da cidade-estado vivem em imóveis construídos pelo governo em um conceito de cidades compactas, onde emprego, serviços públicos, lazer e moradia estão a poucos quilômetros."

    ...Além disso, 82% da população lá vivem em casas populares..."

    ....Certamente, por só ter um governo, que é nacional e municipal, o processo de tomada de decisões em Cingapura é muito mais rápido".

    ... Nossa cidade não tem guetos pobres nem áreas nobres, diz urbanista que revolucionou Cingapura (Muito legal isso)

    Eu tenho um colega de trabalho que visitou Cingapura e se apaixonou.






  • Columbine  21/08/2017 02:30
    Eu já prefiro morar na Suíça.
  • Emerson Luis  20/08/2017 22:53

    Se a esquerda diz que Suíça e Cingapura são ricas por serem "paraísos fiscais" (meia verdade, conforme o texto explica), então deviam defender que o Brasil imitasse seus exemplos reduzindo impostos e tarifas, abrindo a economia, estabilizando a moeda...

    * * *


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