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Quatro consequências inesperadas de se aumentar os impostos sobre os mais ricos
Todas elas afetam diretamente você

Não são poucos os que acreditam que obrigar os mais ricos a pagar mais impostos seja uma política "socialmente justa" e "boa para o país". 

Com efeito, não seria exagero afirmar que, no geral, as pessoas ficariam contentes se terceiros pagassem suas contas. E governos costumam ser ótimos em insuflar este sentimento assistencialista.

O problema é que há vários problemas inevitáveis gerados por um aumento de impostos sobre os mais ricos. Deixando as questões morais de lado — nunca é ético e justo aumentar o confisco sobre os mais bem sucedidos —, eis as quatro principais consequências econômicas desta medida.

1. Aumentar impostos sobre os ricos afeta os mais pobres

O aspecto mais importante a ser observado é que é impossível isolar os custos de qualquer imposto. No caso dos impostos indiretos — os quais absolutamente todas as pessoas pagam — isso é explícito. Mas o que poucos entendem é que isso também é válido para os impostos diretos, principalmente sobre a renda.

A maioria das pessoas pensa que cada indivíduo paga, sozinho, seus impostos diretos.  Mas essa crença é demonstravelmente falsa. 

Se, por exemplo, a alíquota do imposto de renda que incide sobre as rendas mais altas fosse elevada em 30% (valor próximo ao aumento que chegou a ser aventado pelo governo, que queria elevar a alíquota máxima de 27,5% para 35%, o que corresponderia um aumento de 27%), os trabalhadores de renda mais alta reagiriam a isso negociando um aumento salarial. 

Por se tratarem de pessoas que ganham bem, então, por definição, elas são produtivas (não ganhariam bem no setor privado se fossem improdutivas). Logo, por se tratar de pessoas produtivas, elas têm poder de barganha junto a seus empregadores, e irão pleitear esse aumento salarial para contrabalançar o aumento de confisco de sua renda pelo governo.

Se essas pessoas conseguirem um aumento salarial de, por exemplo, 15%, isso significa que praticamente metade do aumento de 30% da carga tributária foi repassada aos seus empregadores.

Essa maior alíquota do imposto de renda reduziu os salários líquidos; o consequente aumento nos salários elevou os salários brutos. Neste ponto, a exata divisão do fardo tributário entre empregados e empregadores vai depender do relativo poder de barganha entre eles no mercado de trabalho. O que interessa é que os empregados de maior renda irão repassar uma parte, se não a maior parte, de qualquer aumento em seu imposto de renda para seus empregadores.

Consequentemente, estes empregadores irão contratar menos empregados — ou tentarão contratar oferecendo salários bem menores, algo difícil —, e irão tentar repassar esse aumento nos custos trabalhistas para os consumidores, na forma de preços maiores.  Esse aumento, no entanto, vai depender do relativo poder de barganha entre o vendedor e seus clientes, bem como do nível de concorrência no mercado.  

Os empresários irão repassar estes maiores custos aos consumidores até o ponto em que possam elevar preços sem sofrer uma relativamente grande perda no volume de vendas. Desta forma, os consumidores que ainda continuarem comprando a estes preços maiores estarão pagando parte do aumento na carga tributária que supostamente deveria afetar apenas os "mais ricos".

Consequentemente, a classe média e os pobres acabarão pagando parte daquele aumento do imposto de renda que visava a atacar apenas os ricos, por causa dos maiores preços dos bens e serviços. 

Qualquer aumento no imposto de renda da camada mais rica da população — seja o 1% mais rico ou os 5% mais ricos — irá acabar por elevar os custos sobre toda a população.

É possível contra-argumentar dizendo que o repasse para os preços desse aumento no imposto de renda seria muito pequeno. Talvez apenas uma pequena porcentagem da elevação do imposto de renda, o qual foi repassado aos empregadores, seria repassada aos consumidores na forma de preços maiores. Só que, se isso ocorrer, o efeito de longo prazo será ainda pior. 

Se os empregadores tiverem de arcar com uma elevação marginal dos custos trabalhistas sem uma correspondente elevação marginal de sua receita, suas margens de lucro diminuirão. Redução nos lucros significa menos investimentos. E menos investimentos inibem um maior crescimento econômico. Um menor crescimento econômico significa menores aumentos nos salários e na renda de toda a população. 

Os efeitos dos impostos sobre o crescimento econômico, portanto, são bem mais indiretos do que se imagina.

Primeira conclusão: ao menos alguma porcentagem dos impostos que foram aumentados sobre os ricos serão repassados a todos os consumidores — e isso prejudicará majoritariamente os mais pobres. Qualquer aumento de impostos sobre um grupo acabará sendo compartilhado por todos. E não há nada que as autoridades estatais possam fazer quanto a isso. Os indivíduos de mais alta renda irão arcar com apenas uma fatia do aumento ocorrido em suas alíquotas. E essa importante constatação quase nunca é reconhecida. E é dessa maneira que um imposto sobre um se transforma em um imposto sobre todos.

Não há como isolar um aumento de imposto.

2. Não existe dinheiro ocioso; toda tributação diminui investimentos

Os mais ricos podem fazer três coisas com o dinheiro que ganham: consumir, investir ou doar para alguma caridade.

Se ele doar, estará ajudando os necessitados. Se ele gastar em consumo, estará garantindo emprego e renda naqueles setores que o servem. Se ele investir, estará estimulando o crescimento econômico e gerando empregos.

A verdade é que, ao contrário do muitos ainda imaginam, o dinheiro dos ricos não fica parado dentro de uma gaveta.  

Em nosso atual sistema monetário e financeiro, todo o dinheiro está inevitavelmente em algum depósito bancário. Não importa se o rico comprou ações, debêntures, títulos, CDBs, LCIs, LCAs ou LCs, aplicou em fundos de investimento ou em fundos de ações: no final, este dinheiro caiu em alguma conta bancária, e será emprestado pelos bancos para financiar investimentos. 

Com efeito, ao comprar títulos privados, ele está diretamente financiando algum investimento.

Portanto, se a preocupação é dar um direcionamento útil ao dinheiro dos ricos, não há por que se preocupar.

Se o governo tributar esse dinheiro, fará apenas que o dinheiro que antes era ou doado, ou direcionado para determinados setores (garantindo emprego e renda), ou investido em coisas produtivas seja direcionado para o mero consumismo do governo, ficando sob os caprichos de seus burocratas e bancando toda a máquina estatal. Isso seria uma simples e direta destruição de capital.  

Logo, impostos que recaem sobre a renda dos mais ricos são um grande obstáculo aos investimentos produtivos, à formação de capital e ao simples bem-estar de terceiros. É deste dinheiro que vem a poupança necessária para os investimentos produtivos.

Aumentar impostos sobre este dinheiro será ainda mais prejudicial para os mais pobres no longo prazo, pois se trata de uma medida extremamente destrutiva para os investimentos e a formação de capital, impedindo o consequente aumento da oferta de bens e serviços na economia, que é justamente o que beneficia os mais pobres.

Por último, mas não menos importante, algumas perguntas retóricas: o seu patrão é mais rico ou mais pobre que você? Se o governo aumentar o confisco do dinheiro dele, seu emprego ficará mais garantido ou menos garantido? Suas chances de aumentos salariais serão maiores ou menores?

3. Ricos não são inertes; eles tendem a proteger seu patrimônio

Um terceiro problema com um aumento de impostos sobre as rendas mais altas é que algumas pessoas irão simplesmente deixar de pagar esses impostos. 

Gerard Depardieu abandonou a França para não ser obrigado a pagar a nova alíquota de 75% instituída pelo então governo socialista. E, dois anos após anunciar a nova alíquota, o governo francês se viu obrigado a revogá-la, pois o aumento da arrecadação foi ínfimo (a alíquota afetava apenas mil pessoas e proporcionou somente 250 milhões de euros a mais de arrecadação).

O que ocorreu com Gerard Depardieu não foi o primeiro e nem será o último caso de um auto-imposto exílio tributário. Nas décadas de 1960 e 1970, o parlamento britânico elevou os impostos incidentes sobre os britânicos mais ricos. A alíquota máxima sobre o imposto de renda foi elevada para 83%. O governo britânico também elevou os impostos sobre ganhos de capital em 15%. 

Qual foi o resultado?

Ringo Starr e Roger Moore se mudaram para Mônaco. David Bowie se mudou para a Suíça. Os Rolling Stones começaram a perambular pelo mundo em busca de paraísos fiscais. Phil Collins, Michael Caine, Pink Floyd, Led Zeppelin, Freddy Mercury, Sting, Frederick Forsyth e Sean Connery deixaram o Reino Unido, pelo menos temporariamente, como exilados fiscais. 

Somente o principado de Mônaco abriga milhares de exilados fiscais britânicos. Nos EUA, vários americanos começaram a renunciar à cidadania americana para evitar impostos.

Trata-se de uma constatação empírica o fato de que as pessoas com os maiores potenciais de ganhos — ou seja, as mais produtivas e que geram mais valor — são também as mais propensas a se mudarem. 

Como bem explicou Thomas Sowell:

No mundo real, só é possível confiscar a riqueza que já existe em um dado momento. Não é possível confiscar a riqueza futura; e é menos provável que essa riqueza futura seja produzida quando as pessoas se derem conta de que ela também será confiscada.

Na indústria, no comércio e nos serviços, as pessoas também não são objetos inertes. Os industriais, por exemplo, e ao contrário dos agricultores, não estão amarrados ao solo de nenhum país. Os financistas são ainda menos amarrados à sua terra, especialmente hoje, quando vastas somas de dinheiro podem ser enviadas eletronicamente, a um simples toque no computador, a qualquer parte do mundo.

Aqueles que sabem que serão o alvo preferencial dos futuros confiscos podem imaginar o que está por vir e, consequentemente, agir de acordo — normalmente, enviando seu dinheiro para o exterior ou simplesmente saindo do país.

E conclui:

Entre os ativos mais valiosos de qualquer país estão o conhecimento, as habilidades práticas e a experiência produtiva — aquilo que os economistas chamam de "capital humano".  

Quando pessoas bem-sucedidas e com um grande capital humano deixam o país [...] haverá um estrago duradouro na economia desse país.

As políticas confiscatórias de Fidel Castro fizeram com que vários cubanos bem-sucedidos fugissem para a Flórida, vários deles deixando grande parte da sua riqueza física para trás. Mesmo refugiados e completamente destituídos, eles cresceram e voltaram a prosperar na Flórida, tornando-se uma das comunidades mais ricas daquele estado. Já a riqueza que eles deixaram para trás em Cuba não impediu que as pessoas de lá se tornassem indigentes no governo de Fidel. A riqueza duradoura que os  refugiados levaram consigo era o seu capital humano. A riqueza material que ficou para trás foi consumida e não foi replicada.

Qualquer tentativa do governo de jogar o fardo tributário exclusivamente sobre os mais ricos fará apenas com que cada vez mais ricos deixem o país. E fará com que os mais pobres, que trabalhavam para estes ricos, fiquem desempregados. Os Rolling Stones podem se mudar para onde quiserem; já os técnicos de som e as pessoas que trabalhavam nos estúdios da banda permanecem no país original, e agora sem trabalho.

Na mais branda das hipóteses, tais pessoas simplesmente passarão a mandar mais dinheiro para o exterior.

Em nenhum país ocidental os ricos arcam exclusivamente com os impostos; quem realmente fica com o grande fardo é a classe média. Não há, em nenhuma sociedade, um número grande o bastante de ricos que possam custear sozinhos os gigantescos gastos efetuados pelos estados assistencialistas ocidentais. É ingenuidade crer que as pessoas mais ricas irão simplesmente quedar inertes e aceitar pagar alíquotas mais altas.

4. Os gastos do governo aumentam de acordo com a receita

O quarto problema com o aumento de impostos é que isso simplesmente gera uma reedição da Lei de Parkinson: o professor Cyril Northcote Parkinson afirmou que, em uma burocracia estatal, "os gastos sobem de encontro à receita."

Sempre que o governo eleva impostos, ele eleva seus gastos correntes. Os gastos do governo sempre sobem junto com o aumento das receitas. Isso é uma empiria observada ao redor do mundo. Veja o gráfico para o Brasil, em valores nominais mensais. (O gráfico foi descontinuado em dezembro de 2014 pelo Banco Central).

parkinson.png

Fonte: Banco Central

O gasto público sempre cresce concomitantemente à receita, como mostra o gráfico acima. Não há nenhum motivo para crer que "desta vez será diferente", e que um aumento dos impostos sobre os ricos será efetivo e definitivo.

Ademais, todo aumento de impostos sempre se traduz majoritariamente em mais benesses para políticos, burocratas e todo o inchado setor público, sem nenhum benefício líquido para o povo, que agora estará com menos dinheiro no bolso. Um aumento de impostos consolida a hipertrofia da burocracia estatal, aumentando ainda mais seu peso sobre o setor produtivo e, consequentemente, afetando ainda mais o crescimento econômico e a criação de riqueza.

E, como mostra a história, não há absolutamente nenhum motivo para crer que um aumento de impostos sobre os ricos será direcionado exclusivamente para o fim anunciado, qualquer que seja ele.

Conclusão

Vale repetir: não há, em nenhuma sociedade, um número grande o bastante de ricos que possam custear sozinhos os gigantescos gastos efetuados pelos estados ocidentais. 

É ingenuidade crer que as pessoas mais ricas irão simplesmente quedar inertes e aceitar pagar alíquotas mais altas.

No mais, é impossível estruturar a carga tributária (ou os gastos do governo) de maneira neutra e isolada. A imposição de novos impostos altera preços e salários de maneiras impossíveis de serem previstas e difíceis de serem mensuradas mesmo após o fato já consumado. Tentativas de "fazer os ricos pagarem mais" irão apenas aumentar o fardo tributário mutuamente compartilhado por todos, por meio de uma maior tributação indireta e oculta.  

De resto, tentativas de resolver os problemas fiscais do governo por meio de aumento de imposto são fúteis. A carga tributária no Brasil não é baixa; os gastos é que são altos demais. A única solução realista para o problema fiscal é obrigar o governo a cortar na própria carne, abolindo ministérios, secretarias, autarquias, agências reguladoras, deputados e senadores, e reduzindo subsídios e repasses a grupos de interesse. 

Para começar, ele deveria cancelar todos os aumentos programados para o funcionalismo público (a casta mais privilegiada do país) e congelar os salários de funcionários do alto escalão da República.

O governo federal vem notoriamente desperdiçando dinheiro em corrupção, em programas ineficientes que só servem para beneficiar determinados grupos de interesse, e na boa vida de seus membros. Por que alguma classe social — qualquer classe — deveria pagar mais impostos apenas para que os funcionários do estado e seus amigos continuem embolsando esse dinheiro? 

O desperdício de dinheiro público jamais deveria ser tolerado por uma sociedade minimamente civilizada. No Brasil, o desperdício já chegou a níveis calamitosos.  Propostas para elevar impostos sobre indivíduos ricos equivalem, na mais educada das hipóteses, "a rearranjar as espreguiçadeiras do Titanic".

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Leia também:

Os efeitos nefastos de um ajuste fiscal baseado no aumento de impostos

Os "Panama Papers", os refúgios fiscais e os hipócritas que defendem impostos mas não arcam com eles

A propriedade privada dos ricos beneficia a todos e é responsável direta pelo nosso bem-estar

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Diversos Autores

  • MB  09/08/2017 15:31
    Os comunas não querem entender essa explicação seja por cegueira (preguiça de estudar) ou por canalhice (vagabundagem pura), ambos comportamentos condenáveis e injustificáveis.
  • Francisco  09/08/2017 15:47
    A estarrecedora cobiça fiscal do governo somente se iguala à sua ignorância econômica.

    Aqui um excelente exame prático de tudo que é defendido no artigo utilizando a realidade dos EUA: (recomendo com ênfase).

  • Raphael  09/08/2017 15:49
    Um gráfico que vale mais do que mil palavras!

    Alguém sabe em que site/programa foi elaborado este gráfico?

    Texto com timing excelente! Obrigado!
  • Leandro  09/08/2017 15:53
    Séries temporais do site do Banco Central:

    www.bcb.gov.br/?SERIESTEMP
  • Régis  09/08/2017 15:55
    Sim, gráfico mais claro impossível!

    Também costumam falar em noticiários sobre como sonegadores de impostos são terríveis para a sociedade porque eles fazem outras pessoas terem que pagar mais impostos para cobrir a sonegação. Que se os sonegadores pagassem, daria para reduzir o imposto de todo mundo. Pffff hahahaha.

    É necessária muita ingenuidade ou síndrome de Estocolmo para não perceber que se os sonegadores pagassem, o governo iria simplesmente passar a consumir esse dinheiro adicional e o resto da população continuaria pagando a mesma coisa. Ambos sujeitos a mais e mais aumentos futuros.
  • Tulio  09/08/2017 16:00
    Sobre isso, uma informação interessante: segundo o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), em 2014, o país deixou de arrecadar R$ 501 bilhões por conta da sonegação. O que pouco se fala, no entanto, é que, caso esse valor tivesse sido de fato pago pelos pagadores de impostos, o governo teria arrecadado impressionantes 2,3 trilhões de reais no período: 46% do nosso PIB, que ficou em R$ 5,5 trilhões ano passado de acordo com o IBGE.

    Com uma carga tributária tão alta, tomaríamos o 3ª lugar na fila dos países que mais cobram impostos no mundo, perdendo somente para a Eritréia (50%) e a Dinamarca (48%).

    Isso, claro, excluindo-se os dois países que são pontos fora da curva na arrecadação de impostos: a Coreia do Norte (100%) e o Timor Leste, que arrecadou 227% do PIB.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2150
  • Nertuuis  09/08/2017 22:05
    Como é possível um país arrecadar 227% do seu PIB?
  • bernardo  10/08/2017 00:57
    Quer dizer que no período de 3 anos teria arrecadado 250% do PIB anual.
  • Afrânio   10/08/2017 01:08
    Em tese, isso ocorre quando a máquina de arrecadação é muito mais eficiente do que o instituto que faz a contabilidade do PIB, o qual não inclui toda a economia informal em seus cálculos (sendo que a economia informal também paga os impostos indiretos que já estão embutidos em todo e qualquer produto que compram para revender).
  • PJM  10/08/2017 22:31
    "O dinheiro dos ricos não fica parado dentro de uma gaveta". Essa passagem já disse absolutamente tudo.

    É quando o "mais é menos": "mais" dinheiro retirado em forma de tributos (só para garantir a roubalheira e pagar os altíssimos e obviamente injustos vencimentos dos servidores públicos) é "menos" dinheiro fazendo a economia funcionar.

    O triste é que, mesmo se "desenhar", muitos não entenderão isso. Porque são burros. Ou então, mal intencionados.
  • José Roberto Pinheiro Costa  09/08/2017 16:14
    Outra babaquice inominável é tributar herança.

    Eu trabalho duro a vida inteira, junto dinheiro, poupo e me esforço para dar uma vida digna para meus filhos apenas para que um vagabundo chegue, tome meu dinheiro e o repasse para Sarney, Renan Calheiros, André Vargas, Lula, Dilma, Collor, Eduardo Cunha, Temer, Moreira Franco, Rodrigo Maia e canalhas afins. E, segundo a esquerda, isso é "justiça social".

    Durante todo o meu processo de acúmulo de riqueza por meio de trabalho duro e honesto já pago vários impostos. E aí eu morro e vem um burocrata estipular que devo pagar ainda mais além de tudo o que já paguei?

    Você paga impostos diretamente e indiretamente durante toda sua vida e realiza um planejamento no qual beneficiará seus herdeiros. E então vem o governo dá mais uma mordida. Seus filhos pagarão impostos durante toda a vida até que passem o patrimônio aos seus netos, e mais uma vez, a herança é tributada.

    Siga este ciclo por algumas gerações e seus descendentes precisarão de bolsa-família.

    Nós acumulamos riqueza com o objetivo de não corrermos atrás delas. Quando poupamos e investimos, temos o objetivo de algum dia (talvez apenas na velhice) vivermos dos lucros desse dinheiro. Essa é a meta. A outra opção seria não economizar nada e confiar no INSS para sustentá-lo na velhice (e isto não seria nada prudente).

    Aí, após uma vida inteira juntando patrimônio, você é "recompensado" com mais um imposto sobre sua fortuna, pois você foi muito egoísta ao tentar se precaver na velhice.

    Negar o direito de herdar o seu patrimônio é o mesmo que proibir a caridade. As pessoas são livres para presentear e doar o que quiserem de seus bens (o governo já faz o contrário, toma tudo por meio de achaque).

    Alguém defender isto, sendo pobre ou rico é uma estupidez incalculável. Por coerência, tal pessoa tem de estar desde já fazendo um testamento legando tudo para Michel Temer e Lula.
  • Eduardo  09/08/2017 16:58
    Abra um CNPJ e compre bens através dele.
  • Captain Obvious  09/08/2017 17:33
    Quer coisa mais absurda que pagar imposto de renda sobre investimentos no tesouro?
  • Político  09/08/2017 18:06
    "Eu trabalho duro a vida inteira, junto dinheiro, poupo e me esforço para dar uma vida digna para meus filhos apenas para que um vagabundo chegue, tome meu dinheiro e o repasse para Sarney, Renan Calheiros, André Vargas, Lula, Dilma, Collor, Eduardo Cunha, Temer, Moreira Franco, Rodrigo Maia e canalhas afins. E, segundo a esquerda, isso é "justiça social"

    Sim!! Você é a vaca dócil pronta para ser ordenhada, chame isso do que quiser, vai pagar tudo que a administração pública determinar e obedecer as leis quer queira quer não, qual sua opção? Sonegar? Bom, vamos jogar toda a culpa da crise em sonegadores gananciosos que não cumprem suas obrigações e apertar os controles. Emigrar? Perfeito assim sobram menos críticos neoliberais e ficam os menos capazes de mover a discussão política para a direita e a discussão econômica para o neoliberalismo.
  • WDA  09/08/2017 19:51
    Essa fala do "Político", só poderia mesmo sair da boca de um político muito hipócrita. Exatamente este que é o típico político brasileiro!
  • Alexandre  10/08/2017 15:10
    Compre toda sua herança em bitcoins, antes de morrer, e repasse a senha para seus filhos, e vrau 0% de imposto
  • Bruno Feliciano  09/08/2017 16:17
    Por qual motivo o mercado prefere carros nas cores preto, prata, branco, cinza?

    Pode olhar na sua garagem, no estacionamento, galera só compra carro nessa cor e isso é no mundo todo parece..
  • John  09/08/2017 21:14
    Cores sólidas são mais baratas. Além de ser cultural também. Pessoas não gostam de carros laranjas, amarelos, etc, a não ser que sejam esportivos, onde possam ser destacados com estas cores.
    O interior dos carros da JAC são brancos, mas para o mercado brasileiro tiveram que mudar, pois brasileiro não compra carro com interior branco. Cultura, só isso.
  • Tarantino  12/08/2017 18:25
    Porque são mais fáceis de vender...o que eu acho uma idiotice, pois se eu compro um carro, eu compro para me satisfazer, não para satisfazer o segundo dono. Mas se for o caso de uma locadora, por exemplo, aí faz sentido.
  • Daniel Galvao  09/08/2017 16:17
    Primeiramente, o Governo tem que tomar medidas internas antes de entrar no assunto da seara: "novos impostos". Dito isso, concordo plenamente em taxar as maiores fortunas de forma progressiva. O que fica a alheia a esta discussão toda é a questão do pagamento da dívida pública brasileira. Chega de pagar pela irresponsabilidade do Governo aos banqueiros, ou vamos para o mesmo caminho da Grécia. Uns míseros 1 trilhão de reais investidos na área social deste país transformariam o Brasil em paós de primeiro mundo em uma década. Paralelamente, não entendo o choro dos detentores das grandes fortunas do Brasil. O pobre pode pagar e eles não podem?
  • Amante da Lógica  09/08/2017 16:23
    Vamos desconstruir seu raciocínio.

    "O que fica a alheia a esta discussão toda é a questão do pagamento da dívida pública brasileira. Chega de pagar pela irresponsabilidade do Governo aos banqueiros, ou vamos para o mesmo caminho da Grécia."

    Tradução: você é contra a gastança do governo (afinal, toda a dívida foi feita justamente para financiar a gastança; não haveria dívida -- e não haveria juros da dívida -- se o governo não tivesse incorrido em gastança).

    Até aí, perfeito.

    "Concordo plenamente em taxar as maiores fortunas de forma progressiva"

    Aí, incoerentemente, é a favor de o governo arrumar novas maneiras de aumentar sua arrecadação, o que o permitiria aumentar ainda mais sua gastança.

    Gênio.

    Não faz sentido você vituperar contra a dívida pública (gerada pela gastança) e, ao mesmo tempo, defender novos canais para o governo aumentar suas receitas (o que levaria a ainda mais gastança, como mostra o gráfico do artigo),

    "Uns míseros 1 trilhão de reais investidos na área social deste país transformariam o Brasil em paós de primeiro mundo em uma década. Paralelamente, não entendo o choro dos detentores das grandes fortunas do Brasil."

    Uau! Que teoria mágica é essa? Gostei. Fale-me mais sobre ela, por favor. É simples assim? A gente despeja um trilhão "na área social deste país", e em dez anos viramos a Suíça? Aceito. É barato demais.

    O orçamento anual do governo federal é de quase 3 trilhões de reais. Aceito jogar um trilhão "na área social deste país" em troca da abolição de políticos, ministérios, agências, secretarias e caralhadas afins. É uma barganha.

    A única coisa chata é que um valor infinitamente maior do que esse já foi gasto "na área social deste país" ao longo das últimas duas décadas. E parece que ainda não viramos primeiro mundo...


    P.S.: ah, sim: você não apresentou argumentos contrários aos apresentados no artigo. Como você planeja tributar os ricos sem que eles fujam e sem que isso piore a situação da classe média e dos mais pobres? Fala aí pra gente.
  • Ex-microempresario  09/08/2017 16:48
    O que seria "investir na área social", Daniel ?

    Distribuir dinheiro através de bolsa-isso e bolsa-aquilo ?

    Pagar mensalidades superfaturadas de faculdades privadas através do FIES, para produzir milhões de sociólogos, pedagogos, filósofos e outras inutilidades similares ?

    Distribuir o dinheiro para universidades federais pagarem salários nababescos a "intelectuais" e "professores doutores" que passam a vida escrevendo artigos que ninguém lê ?

    Bancar ONGs que tem como única atividade a política partidária, promovendo passeatas de apoio ao candidato A e contra o candidato B, através da distribuição de mortadela aos pobres (enquanto seus dirigentes viajam de jatinho e se hospedam em hotéis cinco estrelas, claro) ?

    Distribuir bilhões para os municípios "investirem em saúde e educação", o que significa que mais dinheiro será desviado através de licitações fraudulentas, obras inúteis e funcionários fantasmas ?

    Criar novas "agências" e "órgãos reguladores" que contratarão mais alguns milhares de funcionários públicos com a missão de se intrometer ainda mais na vida de todos e de dificultar ainda mais que se produza algo no país ?


    Finalmente, se vc "não entende o choro dos detentores das grandes fortunas", tente reler o artigo com bastante atenção, até entender (a menos que vc tenha algum problema cognitivo). Dica: não tem nada a ver com "poder pagar" e não tem nada a ver com "o pobre paga". Ricos já pagam mais imposto que os pobres. A progressão nas alíquotas de IPTU para os que tem o "descaramento" de morar em uma casa decente chega a ser ridícula.
  • Valderi Felizado da Silva  11/08/2017 15:19
    Concordo com a opinião do Amante da Lógica.
    .
    Esse negócio de colocar bilhões ou até trilhões em área social, sem antes educar corretamente o brasileiro, é jogar pérolas caríssimas aos porcos.
    .
    Tente fazer essa experiência em uma favela. Dê 500 mil reais a cada favelado e volte àquela favela um ano depois. A grande parte ainda morará na favela, com esgoto passando pela porta, mas com TV de Plasma, Carro importado com IPVA atrasado, smartphone de cinco mil reais, e churrasco toda semana.
    .
    É essa a lógica no Brasil.
  • Tarantino  12/08/2017 18:32
    Não creio que os tais "favelados" a quem você se refere sejam vagabundos e encostados...o que mais se vê é classe média andando de carrão e devendo até as calças para os bancos. Já os pobres se esforçam mais para manter o maior patrimônio que têm, o nome limpo.
    Aliás, o empreendedorismo nas favelas é surpreendente.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2114
  • Eduardo  09/08/2017 17:01
    "Chega de pagar pela irresponsabilidade do Governo aos banqueiros, ou vamos para o mesmo caminho da Grécia."
    -> Falando assim, vou achar que 'os banqueiros' meteram o pé na porta do governo federal e falou 'ai, toma alguns bilhões e me pague x de juros ao ano', quando na verdade foi apenas o oposto, o governo gasta mais do que arrecada e precisa pedir dinheiro emprestado.
  • FL  09/08/2017 16:42
  • Aquiles  09/08/2017 17:09
    Ótimo artigo. Comecei a ler as matérias do Instituto Mises recentemente, buscando conhecimento sobre economia e liberalismo. Ao ler outros artigos me deparei com as seguintes duvidas:
    1. As montadoras de automóveis no Brasil não exercem competitividade entre si? Ou a concorrência entre VW, Chevrolet e Ford por exemplo, não é suficiente para reduzir os preços praticados e melhorar a qualidade?
    2. Se o setor automobilístico é regulado, como dito aqui , de que forma acontece a regulação, é diferente do setor de telefonia em que há uma agencia reguladora (Anatel)?
    3. Ultima duvida eu já ouvi varias vezes: As grandes montadoras, apesar de se instalarem no BR tem a maior parte de seu lucro direcionado para seu pais de origem, e não permanece no nosso pais. O que há de errado nesse argumento?Ele é falso?
    Desculpe a não relação com a questão do aumento da alíquota do IR, agradeço desde já a colaboração da comunidade.
  • Jose  09/08/2017 19:10
    1 - É uma competitividade limitada, é justamente isto que nós combatemos todos os dias. Essas montadoras de automóveis no Brasil estão inseridas num mercado em que é proibido a importação de veículos usados e a importação de veículos novos é altamente tributado pelo II(Imposto de Importação), como você espera um livre mercado com esse cenário totalmente regulado? Como você espera preços baixos com este cenário?
    Apenas uma notícia para você ver como é na realidade uma competitividade limitada: carros.ig.com.br/2016-06-17/cade-acusa-fiat-ford-e-volkswagen-de-monopolio-de-autopecas.html
    2 - Podemos dizer sim que o setor automobilístico é regulado mesmo sem haver uma agência reguladora para tal função, basta apenas o governo decretar tarifas altíssimas para carros importados e proibir a importação de veículos usados. O âmbito da regulação é muito maior do que ter uma agências reguladora, vai de inflação a tais agências. Com o esfacelamento do real perante outras moedas, o país é quase proibido de importar por conta da desvalorização da nossa moeda, isso é uma regulação, só que monetária.
    3 - Nenhum. Só critico a posição que essas grandes montadoras estão usufruindo de um mercado altamente regulado, o fato dela remeter o lucro para o exterior é uma medida normal para qualquer empresa multinacional.
    Assista esta reportagem:

    Num ambiente regulado, o lucro das empresas sempre tendem a serem maiores por conta da falta de competitividade do mercado.
  • Marcelo Ferreira Silva Macedo  10/08/2017 20:59
    Mas e se abrirem o mercado totalmente para a importação de veículos, você não acha que as montadoras iriam embora do país, pois o custo Brasil é inviável para a concorrência global?
  • Consumidor  10/08/2017 21:08
    Isso seria ótimo. Se essas montadoras (protegidas pelo governo e ofertantes de produtos merda) fossem embora não mais haveria motivos para o governo impor tarifas de importação sobre os excelentes automóveis estrangeiros. E aí, finalmente, o brasileiro teria acesso a carros excelentes e baratos.

    E, se você acha que estou exagerando, saiba que Nova Zelândia, Chile, Suíça, Irlanda, Islândia e vários outros países ricos não têm nenhuma montadora em seu território, importam 100% de seus carros e, como consequência, sua população tem muito mais carros que a brasileira (em termos per capita). E baratos e de ótima qualidade.

    Veja todos os detalhes aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2617
  • Jose  10/08/2017 23:52
    Marcelo Ferreira Silva Macedo

    "Mas e se abrirem o mercado totalmente para a importação de veículos, você não acha que as montadoras iriam embora do país, pois o custo Brasil é inviável para a concorrência global?"

    Embora tende a concordar com o comentário do Consumidor, acredito que posso te responder de um outro jeito.

    A produção de veículos no Brasil não se torna apenas viável para o mercado interno e sim o externo. Por conta desses estímulos todos que esses governantes fizeram, em nada contribuíram para analisar o real problema da nossa indústria.
    A General Motors (GM) do Brasil tem perdido contratos de exportação para Chile, Colômbia, Equador e Venezuela, cujos mercados passaram a ser abastecidos pela China, Coreia do Sul e Tailândia. Um exemplo citado pelo ex-presidente da GM na América do Sul é o da picape S10, exportada da Tailândia para esses mercados a preços entre 20% e 30% mais baixos do que os do Brasil. "A ironia é que a
    S10 foi desenvolvida aqui no Brasil", disse o executivo. Ou seja, ficamos até sem o que nasce da nossa criatividade. Alguém mata nosso progresso potencial, passando rasteiras sucessivas no progresso potencial da indústria brasileira. A montadora Renault deixou de vender para o México 7 mil unidades ao ano do compacto Sandero produzido no Paraná. "A Colômbia passou a ser a fornecedora do modelo, pois tivemos uma evolução desfavorável de custos e nossa competitividade se degradou muito", disse o então vice-presidente para as Américas da Renault, Denis Barbier. A fábrica local da Renault em Medellín recebe as peças do Sandero de diversas partes do mundo, como Brasil, França e Romênia, e apenas monta o carro localmente. A trágica ironia é que os automóveis produzidos no Brasil vão ficando obsoletos por falta de estímulos competitivos, em relação aos produzidos no México, por exemplo, e que vão tomando nossos espaços nos mercados americano e europeu. Os veículos brasileiros têm destino preferencial na vizinha Argentina, sempre que esse país lhes permite a entrada.
    O problema sempre foi o câmbio desvalorizado e as taxas de importação. Nossa indústria além de atender a demanda interna, abastece o mercado externo mesmo com esse cenário burocrático e caro, exporta principalmente para vizinhos latino-americanos. Logo em um cenário de câmbio valorizado e nenhuma taxa ou burocracia de importação, a produção acredito que até aumentaria no Brasil para abastecer não apenas o mercado interno, mas o externo.

    E mesmo que nada disso aconteça, a única alternativa é o que falou o Consumidor.
    "Se essas montadoras (protegidas pelo governo e ofertantes de produtos merda) fossem embora não mais haveria motivos para o governo impor tarifas de importação sobre os excelentes automóveis estrangeiros. E aí, finalmente, o brasileiro teria acesso a carros excelentes e baratos."
    E antes que diga que isso causaria desemprego, tenha isso em mente, os países mais abertos para o mundo são os que obtém a menor taxa de desemprego, o que aconteceria seria que esses trabalhadores seriam realocados para outros setores, agora recursos escassos seria melhor utilizado e assim a economia se torna mais dinâmica e competitiva.
    Cabe a você escolher qual o melhor arranjo, proteção com carros péssimos e caros ou mercado aberto com carros bons e com preços atrativos.
  • Paulo  09/08/2017 19:17
    1. Muito pouca, e apenas em coisas circunstanciais, como itens de série e alguns apetrechos. Como elas operam em um mercado completamente fechado e protegido pelo governo, não há por que haver qualquer concorrência.

    Os impostos sobre importação, IOF e ICMS chegam a 130% do preço original do carro. Acrescente a isso a taxa de câmbio desvalorizada e o fato de que é proibido importar carro usado, e você tem um mercado totalmente fechado pelo governo.

    A tudo isso, adicione o fato de que há milhões de otários sem nenhuma educação financeira dispostos a se endividar junto a bancos e financeiras para comprar um carro "com cheirinho de novo", e você tem toda a equação.

    2. Explicado no item 1.

    3. Falso. Se elas remetessem para fora todos os seus lucros, não haveria como elas fazerem investimentos, produzir mais carros e contratar pessoas. Questão de contabilidade básica.

    Agora, há um detalhe irônico: só pode se dar ao luxo de remeter lucros -- ou seja, não usar os lucros para novos investimentos -- empresas que operam sem concorrência em mercados fechados e protegidos pelo governo. Já em um livre mercado, onde a concorrência é feroz, não só os lucros são pequenos como ainda têm de ser integralmente reinvestidos para melhorar os produtos. Caso contrário, a empresa é devorada pela concorrência.

    E a esquerda, que é quem critica essas supostas remessas de lucro, defende mercados fechados e protegidos, sendo contra o livre mercado -- que é exatamente o arranjo que desestimula as remessas de lucro.

    Vá entender.
  • Jose  09/08/2017 19:50
    Paulo

    As montadoras não remetem TODO o lucro para o exterior, mas sim uma parte dele.

    https://carros.uol.com.br/noticias/redacao/2014/01/28/montadoras-voltam-a-ser-campeas-em-envio-de-lucros-ao-exterior.htm
    economia.estadao.com.br/noticias/geral,montadoras-remetem-menos-lucro-para-suas-matrizes-no-exterior-imp-,891701
    https://br.motor1.com/news/134929/fabricantes-remetem-so-us-86-milhoes-em-lucros-ao-exterior/
    foundrygate.com/br/noticias/ver/2839/montadoras-brasileiras-choram-mas-remetem-lucro-bilionario-para-matrizes
    www.viomundo.com.br/denuncias/estadao-montadoras-remeteram-u-146-bi-em-tres-anos-e-meio.html
    jornalggn.com.br/blog/luisnassif/os-incentivos-as-montadoras-e-as-remessas-ao-exterior
  • Paulo  09/08/2017 20:01
    Ué, exatamente o que escrevi.

    Só podem se dar ao luxo de remeter lucros empresas que operam sem concorrência em mercados fechados e protegidos pelo governo. Já em um livre mercado, onde a concorrência é feroz, não só os lucros são pequenos como ainda têm de ser integralmente reinvestidos para melhorar os produtos. Caso contrário, a empresa é devorada pela concorrência.
  • Jose  09/08/2017 20:18
    A minha objeção foi você ter falado que a afirmação do aquiles é falsa, ele foi bem claro em colocar o cenário brasileiro em questão, logo não há sequer chance de colocar no contexto de livre mercado. E ainda por cima, ele ainda perguntou o que há de errado das empresas se instalarem no Brasil e remeterem a maior parte de seus lucros para o país de origem.

    O resto de seu comentário assino embaixo.
  • Edson  11/08/2017 00:32
    E boa parte dos lucros remetidos para o exterior acaba voltando em forma de investimentos em ações, títulos da dívida do governo e outros invesrimentos.

    No caso brasileiro atual, vêm majoritariamente na forma de especulação (embora esta ajude a financiar novos negócios e empresas nascentes, ao contrário do que esquerdistas pensam). Na década passada, ao contrário, o Brasil era destino de investimentos maciços diretamente em criação de novas fábricas, redes de distribuição, lojas etc. Eram empresas de outros países, especialmente os mais ricos, que remetiam lucros para cá, não o contrário.

    Querer barrar o envio de lucros para o exterior é uma das piores medidas que um governo pode tomar. Medida certa para espantar quem quer investir e estimular estrangeiros a liquidar seus negócios e ir embora. Vide Argentina e Venezuela.

    Melhor criar um ambiente livre, onde o investidor entra e sai livremente, com impostos baixíssimos (na verdade o ideal seria nenhum) para passar mais segurança para que tragam seu capital. Vide Suíça.
  • Mateus Renan  09/08/2017 18:08
    Sempre vejo nos artigos do IMB, a questão do aumento de salários. Com o crescimento econômico, os salários aumentam. Como estou começando agora a entender um pouco mais de economia, queria que tirassem uma duvida:

    "Como os salários aumentam? A partir do momento que você está inserido em uma empresa, e essa empresa apresenta desenvolvimento, o salário ainda nao dependeria da sanção do meu chefe? Eu não teria que solicitar o aumento mediante aquela lei da oferta e demanda de mao-de-obra, algo como "Eu sou bom no que faço, aumente meu salario, ou trabalharei pra outra pessoa" ?

    O nucleo da duvida é: "O salário aumentaria necessariamente?"
  • James  09/08/2017 19:42
    Calma!

    "Sempre vejo nos artigos do IMB, a questão do aumento de salários. Com o crescimento econômico, os salários aumentam."

    Depende. Se a inflação for maior do que o crescimento econômico, os salários REAIS não aumentaram. Digamos que o Brasil cresceu 3% em um ano e a inflação desse ano foi de 1,5%, neste caso houve aumento de 1,5% do salário REAL. Em uma situação totalmente oposta, seria o Brasil crescer 3% ao ano e ter uma inflação de 7%, nesse caso houve perda do salário real de 4%, apenas lembre do ano de 2015 quando isso realmente aconteceu, com tudo encarecendo e o nosso padrão de vida ladeira abaixo.

    Deixe-me colocar de um outro modo:
    Pense que você ganhe um salário de R$800, a inflação do país foi de 8% e o crescimento no ano foi de 5%.
    Se a inflação for de 8%, para um produto que custe R$10, no próximo ano o valor será reajustado pelo valor de R$10,80. Como o crescimento econômico é de 5%, colocando o salário nominal aumentando em 5%(o valor do crescimento econômico do país), ainda sim o salário REAL teve perda de 3%.
    Então vamos aos valores:
    R$800 reajustado em 5% dá um total de R$840(800*0,05 + 800), agora faça uma divisão simples.
    Compare quantos produtos você comprava com o salário anterior e o seguinte.
    Ano anterior - R$800 com o produto custando a R$10,00 dava para comprar exatos 80.
    Ano seguinte - com salário e preço reajustado - R$840 com o produto custando R$10,80 dá para comprar aproximadamente 77. Mesmo com o aumento do salário nominal, no ano seguinte você compra uma quantidade menor de produtos por conta que o salário real se desvalorizou. Conseguiu entender a diferença agora?

    A solução para você é começar a entender como acontece o crescimento econômico e entender o que é inflação.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2498
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=738
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1050
  • Ex-microempresario  09/08/2017 20:19
    Na minha ex-empresa, eu sempre pagava um pouco acima da média dos meus concorrentes para os funcionários que eu queria manter (ou seja, os bons). Esperar que o funcionário venha pedir aumento é esperar demais; quando um funcionário pede aumento é porquê ele já tem outra oferta e está barganhando.

    Por outro lado, aqueles que eu não fazia questão de manter ganhavam apenas o que a CCT determinava; se ele achasse pouco e pedisse a conta, melhor. Eu economizava o aviso prévio, a multa, e ainda posava de patrão bonzinho que não demite ninguém. (nem sempre dá certo).

    Quando trabalhei como empregado, sempre ganhei aumentos sem precisar pedir. Na verdade, uma vez meu chefe imediato me chamou e disse: "Eu sei que seu salário está baixo, mas está difícil convencer o gerente. Queria te avisar que vou dizer a ele que vc ameaçou pedir a conta." Dois dias depois, o gerente geral me chamou e disse que eu havia sido promovido. Desculpe a falta de modéstia.
  • Diego  09/08/2017 18:09
    Apenas gostaria de fazer um complemento no excelente artigo.

    Aconteceu outra coisa na França devido à essas medidas, "os pequenos produtores rurais tiveram suas propriedades extremamente valorizadas em algumas regiões e muitos que se tornaram milionários "no papel", sofreram com o governo socialista de François Hollande. Muitos agricultores aposentados que recebem pensões de cerca de € 600 mensais, receberam contas de até € 5 mil sobre suas propriedades avaliadas em cerca de 1 milhão de euros. É cerca de 70% de toda a renda deles! Agora veja só, na França esse imposto é chamado de L'impôt de solidarité sur la fortune (ISF). Em português, "imposto de solidariedade sobre a riqueza". Bela solidariedade tomar mais da metade da renda do cidadão!
    Ainda existe um imposto sobre propriedade na França que é de 0,5% ao ano que valem € 1 milhão. Viu o estrago?"
    www.investidorinternacional.com/2017/04/23/imposto-heranca-grandes-fortunas/
    www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/france/11187602/The-wealth-tax-a-tax-on-the-rich-that-cripples-the-poor.html

    Um bastante famoso que teve a mesma atitude que o ator francês foi o bilionário Bernard Arnault. www.jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/louis-vuitton-foge-dos-impostos-de-francois-hollande

    Abç
  • Ricardo  09/08/2017 18:15
    Parem de mentir: economia.ig.com.br/2013-02-25/nem-todo-milionario-foge-dos-impostos.html
  • Teixeira  09/08/2017 19:03
    O mais legal deste link seu é que ele, involuntariamente, confirma tudo o que o artigo disse: ele cita uma porrada de famosos que se mudaram, e aí, em seguida, diz que não há como provar que as pessoas se mudam por causa de impostos (!!!). E a "prova" disso é que Gerard Depardieu raramente é visto dando um rolé com o Putin! (Sério, tá escrito isso lá).

    O autor da matéria deve ou ser bipolar ou estar de zoeira.

    De resto, como o artigo deixa claro, não é necessário o cara se mudar fisicamente. Basta ele mandar o dinheiro dele pra fora. Todos os milionários da América Latina já fazem isso. A tributação iria apenas acelerar o processo.
  • frommars  09/08/2017 18:17
    Sobre tributar herança é só transformar o patrimônio em Bitcoin.
  • Pedro  09/08/2017 18:47
    Seria muito mais eficiente o povo pedir a redução do Estado, diminuição da burocracia, e taxar menos o consumo. Parece que nós trabalhamos para sustentar ou fazer a manutenção do próprio Estado. É por isso que quando as contas estão deficitárias, se aumenta impostos. Os gastos exorbitantes com burocracia, e outras coisas não tão importantes no Brasil, é que me fazem como um liberal, não acreditar na efetiva utilização desses recursos que serão cobrados dos mais ricos.
  • WDA  09/08/2017 19:40
    Mais um excelente artigo! Extremamente importante para ajudar a dissuadir esta péssima idéia de taxação de grandes fortunas, o que só iria prejudicar a economia do Brasil em geral e a todos os cidadãos.

    O que tem de ocorrer e a imediata redução dos tributos, bem como dos gastos do governos.
  • Hugo  09/08/2017 19:50
    Baita texto!!
  • Wasabi  09/08/2017 20:02
    Muito difícil isso acontecer, afinal de contas quem financia os politicos são justamente estes.
    Afinal de contas fico neste país é quem não paga imposto ou dá um jeito de não pagar.
    É suframa, liminar para nao pagar IPI de produtos importados etc...
    Sem falar na porrada de Lobbies.
  • Aluno Austríaco  10/08/2017 11:50
    Eu estou desconfiado, que socialismo deve ser causado por alguma droga injetável. Os caras viram verdadeiros zumbis.

    O Antonio Gramsci pedia democracia, porque foi preso pelos fascistas. Os comunistas brasileiros pediam democracia, porque foram presos pelos militares. Os petistas pedem democracia, porque foram presos pelo Sérgio Moro.

    Enfim, o próprio Karl Marx fez teorias fraudulentas, sem o mínimo de coerência. As próprias teorias do Marx parecem ser uma espécie de manipulação, de propaganda enganosa, ou de qualquer coisa sem o mínimo de coerência.

    O Marx deve ter deturpado as teoria de outra pessoa.
  • Anti-Estado  10/08/2017 12:15
    Criptomoedas, pessoal! Bitcoin, DASH, Litecoin, etc. E Deus abençoe as poucas pessoas de bem deste mundo que têm ideias iluminadas, e que nos ajudam a fugir das quelíceras venéficas do Estado!
  • Luiz Moran  10/08/2017 12:40
    O Brasil é um país de cultura socialista, a CF é a prova disto.

    Temos uma população que adora um Estado-Babá (nas palavras de Tocqueville) e que ainda hoje engole com todas as letras o discurso marxista.

    Além disso, o capitalismo passou longe daqui: não existe e nunca existiu, pelo menos desde Nov/1889.

    Nosso modelo econômico é o fascista: centralizado em Brasilia e que "funciona" na base do patrimonialismo tosco, abarcando alguns empresários com boas conexões políticas.

    Não temos a menor chance, somente uma grande ruptura desse modelo nos possibilitará crescimento.

    Imposto sob "fortuna" no Brasil soa como uma piada de mau gosto.
  • Não funciona  10/08/2017 13:46
    Até a democracia do estado é ineficiente.

    O estado já possui nossa impressão digital nas carteiras de identidade e motorista, mas é necessário fazer nova biometria para as urnas eletrônicas.

    Ou seja, o estado não se comunica com o estado.

  • Ex-microempresario  10/08/2017 17:03
    Por quê fazer uma só licitação para comprar equipamentos e criar um só departamento cheio de funcionários, quando se pode ter três ?
  • Without Rules  10/08/2017 14:31
    Pessoal,

    Existe previsão do curso de investimento sob a perspectiva austríaca ser feito de forma online?

    Tenho muito interesse, mas não tenho como ir até SP;

    Obrigado!
  • James  10/08/2017 16:59
    Without Rules

    Se for do RJ, tem no IBMEC de forma presencial. Agora seria uma boa se tivesse o curso online.
  • Felipe Lange S. B. S.  10/08/2017 14:31
    Leandro, ontem eu vi uma notícia de 2003 por algo que foi supostamente uma reforma previdenciária durante o primeiro governo Lula. Foi uma reforma de fato ou só uma gambiarra? Vi que provocou reações de membros do próprio partido e demais esquerdistas na época.
  • Leandro  10/08/2017 15:49
    Foi meia-boca (mas melhor do que nada). À época, o governo apenas endureceu um pouco os critérios para que funcionários públicos na ativa pudessem continuar se aposentando recebendo salário integral. E estipulou que os que entrassem a partir de 2004 não mais pudessem se aposentar com salário integral (o que foi um avanço). Já os que já estavam aposentados recebendo salário integral (ou seja, 100% dos funcionários públicos aposentados) continuam na bonança até hoje.
  • San Francisco  10/08/2017 17:55
    Srs.,

    Alguém saberia me explicar o resultado ou indicaria algum artigo que explicasse o resultado de uma taxa de juros nominal ajustada em valores diferentes do que o mercado espera?

  • Bruno  10/08/2017 18:18
    Sim: ciclos econômicos.

    Eis um caso prático aplicado ao Brasil:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466
  • Eduardo Mendes  10/08/2017 20:19
    "Por se tratarem de pessoas que ganham bem, então, por definição, elas são produtivas (não ganhariam bem no setor privado se fossem improdutivas). Logo, por se tratar de pessoas produtivas, elas têm poder de barganha junto a seus empregadores, e irão pleitear esse aumento salarial para contrabalançar o aumento de confisco de sua renda pelo governo."

    Por definição mesmo : tem muita gente improdutiva ganhando bem...mesmo no setor privado...se bem que ganhar bem é algo muitíssimo relativo...até o termo "ganhar" é equivocado : seria receber em troca de... alias o termo "ser produtivo" depende de definição...um gari, um lixeiro é produtivo para a sociedade ou para a empresa de coleta de lixo ? ele recebe por aquilo que produz ?

    Agora, quando o governo fala em aumentar o tributo de quem "ganha" mais de R$ 20.000,00 percebemos o quanto o país é estruturado no setor público : juízes, promotores, políticos, funcionários do mais alto escalão são os que "ganham" mais de R$ 20.000,00 por mês...são esses que bradam " que a sociedade não aguenta mais aumento de impostos"...são esses que são contra a reforma da previdência.

  • Daniel  10/08/2017 21:18
    Ué, se empresa privada paga muito pro cara não fazer nada, então ela rapidamente irá à falência. A menos que você me apresente alguma mágica contábil que mostre como é possível uma empresa gastar muito e de maneira ineficiente e ainda existir.

    Agora, obviamente, se tal empresa opera em um mercado protegido pelo governo, blindada da concorrência, e vendendo produtos cuja demanda é inelástica, então pode até ser que isso ocorra.

    Mas aí, curiosamente, os argumentos do artigo ficam ainda mais fortes: afinal, se a empresa opera em um mercado fechado pelo governo e seus empregados pedem aumento salarial (por causa do aumento do IR), então será ainda mais fácil para essa empresa repassar esse custo para os preços. E aí os pobres se ferram ainda mais.
  • Eduardo Mendes  11/08/2017 14:45
    Não entrei na discussão de administração da hipotética empresa. Mas que existe gente improdutiva muito bem paga na iniciativa privada, isso existe. É que os textos e discussões aqui dividem os mundos : público e privado. Que o público é uma merda, concordo. Mas o privado também tem sua imperfeições. Teoria é teoria. Realidade é outra questão. Escola Austríaca é maravilhosa na teoria. Colocá-la em prática é um enorme desafio.
  • Ex-microempresario  10/08/2017 22:56
    Dois comentários, Eduardo.

    Primeiro, o conceito de "produtivo" em uma empresa privada pode ser diferente de um órgão público, se vc considerar que a "produtividade" se mede em relação a quem paga.

    Se um órgão público tem um funcionário que não produz nada relevante para a população, que é quem paga o salário dele, então ele é improdutivo.

    Mas em uma empresa privada, quem pode julgar se um funcionário é improdutivo ou não, é o dono do dinheiro, ou seja, o dono da empresa. Ele pode pagar um bom salário para o cunhado apenas para não ter que ouvir sua esposa reclamando do irmão desempregado, por exemplo. Claro que isso não é um exemplo de boa administração, mas, de novo, o dinheiro é dele. Em um mercado livre, o que interessa ao consumidor é a relação qualidade x preço. Se cada consumidor quiser "administrar a empresa dos outros", fica inviável.

    Outro comentário é sobre os funcionários do alto escalão serem "os que bradam contra os impostos". Em minha opinião, o problema aí está em nossa imprensa que tem o costume de divulgar toda e qualquer bobagem que alguém "do alto escalão" pronuncia. Na verdade, é quase um monopólio; se duzentos vizinhos se juntarem para reclamar de uma rua esburacada, não é notícia em lugar nenhum, mas se uma "otoridade" escreve um textão reclamando da rua, todos os jornais noticiam como se fosse a notícia mais importante do ano. Naturalmente, em "alto escalão", além de políticos e juízes, incluem-se artistas, celebridades e ex-BBBs.
  • Aloisio   11/08/2017 02:41
    Essa questão que o Eduardo Mendes levantou realmente acontece. Eu trabalhei na parte de produtos agrícolas por quase 30 anos na Bolsa de Mercadorias e Futuros e vivi isso na pele várias vezes. Diretores que nunca produziram nada na empresa ganhavam salários de 6 dígitos e os funcionários que analisavam os produtos e arranjavam os clientes (faziam praticamente tudo) não ganhavam nem perto do que os coçadores de saco ganhavam.

    Mas aqui no Brasil, a culpa é do Estado. O mercado agrícola (principalmente de café e algodão) é estritamente fechado e demasiado nacionalista.
    O café de primeira qualidade é vendido para a Europa e o "resto" é destinado aos brasileiros que não possuem concorrentes estrangeiros.


    A propósito, a BM&F Bovespa mesmo com toda essa gigantesca fatia de mercado está passando por maus lençóis. Não vai falir porque é uma empresa com laços muito fortes com o sistema patrimonialista do nosso governo, mas serve para ilustrar que empresas ineficientes em ambientes regulados dificilmente vão a falência.
  • Automador  11/08/2017 14:00
    Aloisio, o mercado agrícola não é o único que sofre desse mal no Brasil. O mercado automobilístico é ainda pior.
    O mercado agrícola é protecionista, mas paga poucos impostos. O mercado automobilístico é protecionista e ainda precisa pagar os maiores impostos sobre automóveis do mundo.
    Empresas que possuem uma fatia de mercado muito grande e são blindadas de concorrência são cheias desses figurões que devem estar lá por favor.
  • Gilson Moura  11/08/2017 15:13
    "alias o termo "ser produtivo" depende de definição...um gari, um lixeiro é produtivo para a sociedade ou para a empresa de coleta de lixo ? ele recebe por aquilo que produz ?"

    Eu acho que o termo produtivo não depende da definição, e sim da eficiência de recursos produtivos é que acabam definindo o nível de produtividade daquele trabalhador. Vamos pegar o caso do gari ou lixeiro citado por você.
    Eu tenho um artigo e vídeos especialmente para esse caso: A dignidade do lixeiro americano
    O vídeo direto:
    Agora me responda, qual o gari ou lixeiro você acha mais produtivo, o americano ou brasileiro? E mais, qual você acha que recebe um salário melhor? Um lixeiro que pega o lixo com as mãos ou um outro com o emprego de máquinas aumentando sua produtividade?

    Tem um outro aqui para você:
  • Gustavo  10/08/2017 23:23
    Caros,

    acho que já está mais do que na hora da internet se mobilizar para escrever uma nova CONSTITUIÇÃO (de preferencia, separem o país), algo totalmente espontâneo a partir da galera mesmo. Seria um objetivo muito forte, pois o que falta no movimento liberal/libertário é foco e mobilização (soa bem esquerdista essas palavras, mas não os deixem se apropriar do nosso vocabulário).

    Refutar a esquerda não basta mais (aliás, a lógica dos mesmos foi refutada a décadas), não tem um grande impacto. Apenas falar em alto e bom som que o estado forte é horrível, intervenção é estupidez, que imposto é roubo, mais mises menos marx, que o sul devia se separa, que São Paulo deveria se separar, que meu bairro deveria se separar, não adianta se não há nada palpável para se movimentar.

    Agora só há refutações (via blog, vlog etc) e artigos acadêmicos, porem são "ações negativas", pois servem apenas para negar idéias e propostas governamentais, porém, falta "ações positivas", algo que some, que façam as coisas acontecer, uma nova constituição seria o ápice pois reuniria todas as idéias discutidas ao longo de anos.

    Tomara que leiam.
  • xenon  11/08/2017 12:26
    ja tentaram isso em 1989 e, não deu certo como se sabe.
  • anônimo  11/08/2017 13:16
    Xenon, então vamos desistir logo e entregar tudo para os socialistas
  • xenon  11/08/2017 15:44
    a mudança depende de indivíduos empreendedores nunca de grupos políticos, eles só criam obstáculos e dificuldades para se resolver um problema ou situação.
  • anônimo  11/08/2017 17:37
    Só se reduz o estado através da constituição. Tem outra forma?
  • anônimo  11/08/2017 17:44
    O que temos que fazer é um trabalho de mudar a cultura para que isto reflita na política. Hoje temos uma cultura que foi moldada pela esquerda. A esquerda se apropriou do sistema de ensino, das universidades para criar uma cultura esquerdista e conseguiu muito. Hoje as pessoas são socialistas sem perceber, esperam que o estado dê tudo, educação, saúde, justiça e alguns ainda querem mais, transporte, comida etc. Se nós não usarmos esta arma, a cultura, vamos perder e seremos escravos como os venezuelanos estão se tornando.
    As pessoas tem que ser liberais sem perceber, defender o estado mínimo, ou até a sua inexistência sem saber que são conservadores(não no sentido literal) ou liberais.
    Hoje uma parcela pequena da população realmente pensa como nós leitores do mises.org.br, a maioria é social democrata sem saber.
  • Gilson Moura  11/08/2017 14:38
    Gustavo

    Concordo totalmente com você. Deveríamos repensar numa nova constituição, porém isso esbarra em vários problemas. Um deles seria que essa constituição não teria certamente o nível de tributação do anterior, mas o governo precisa cada vez mais do confisco da renda dos brasileiros para sustentarem a pirâmide do estado, se por alguma razão for aprovado essa constituição com o mínimo de tributação, o governo ficaria sem renda e muitos aposentados ficariam a míngua, isso irá ter um enorme peso na tomada de decisões dessa nova constituição. Acredito que isso seja o maior problema de se aprovar uma nova constituição, o governo até pode remediar parte dos casos como entregar a casa financiada aos aposentados e quitar a previdência desses em que receberiam a casa ao invés da renda, mas a maior parte ainda ficaria a míngua.
    Eu defendo uma nova constituição, acredito que o Brasil precisa disso para ontem, mas tem que uma medida extremamente pensada e avaliada em como se dará essa transição a modo de não prejudicar os que infelizmente ainda sobrevivem através do estado, não falo do bolsa-família, mas dos aposentados.
    Sou todo ouvidos.
  • Sim Distritão  11/08/2017 23:52
    O fundão partidário é bizarro. Isso vai turbinar o Fake News.

    O voto no Distritão é melhor do que esse voto proporcional.

    Hoje, o que está ocorrendo, é que os partidos precisam lançar o maior número de candidatos possível. Os partidos precisam fazer uma inundação de candidatos.

    Se um candidato conseguir 500 votos, ele já está ajudando outros candidatos, que o eleitores nem sabem quem é.

    Hoje é um distritão às avessas, onde os ganhadores acabam perdendo.

    Isso fez os partidos lançarem até o Zé da Peixaria como candidato. Qualquer voto vai ajudar o partido.
  • Xenon  11/08/2017 13:08
    As ações so são validas quando indivíduos competentes as aplicam, nunca de grupos políticos, comitês em geral.
  • Aluno Austríaco  11/08/2017 13:50
    A mudança depende de educação, doutrinação, argumentação, etc.

    Por mais que seja interessante a conquista do poder, a mudança é de baixo para cima.

    É o que a esquerda faz. A mídia faz um bombardeio de notícias falsas, com o objetivo do povo querer cada vez mais estado e mais coisas sem pagar.

    Capturar o comandante da esquerda é interessante, porque derruba o financiamento dos militontos. Quanto mais bolsistas, subsidiados, financiados e assistidos, mais força a esquerda vai ter e menos liberdade o povo vai ter.

    Socialismo e social democracia é uma coisa bem parecida com a escravidão. O governo de ajuda, mas você trabalha para ele.
  • Democrata  11/08/2017 17:09
    Discordo com o artigo, taxar os mais ricos é a solução e daria certo, vamos refletir:

    Será que uma tributação mais progressiva poderia gerar fuga de capital, ou algo do tipo? Bom, se o governo taxar juros e dividendos isso implica em perdas para o capital. Mas se o capital decide sair do Brasil nesse momento ele ainda irá arcar com ainda mais perdas. A primeira é que se os agentes decidirem se desfazer dos ativos em moeda nacional ao mesmo tempo, o excesso de oferta de ativos fará o preço deles despencar. Pior, após vender os ativos, os agentes têm que fazer a conversão de reais em dólares, e se muitos agentes fazem isso, há forte desvalorização cambial, que demandará mais perdas.

    Então ao invés do agente perder somente com impostos, ele perde com a queda nos preços dos seus ativos e com a desvalorização cambial. Ao invés de um só canal de perda, haveria três canais. E, com base na hipótese das finanças comportamentais, os agentes possuem aversão à perda. Logo, podemos concluir (usando o arcabouço das finanças comportamentais) que não haverá fuga de capitais.

    Um agente qualquer tem um ativo de 1 milhão de reais e dada a cotação do dólar de, suponhamos, US$1 = R$2; esse ativo, em dólar, vale 500 mil dólares. Em um segundo momento o governo resolve aumentar impostos e os agentes decidem se desfazer de seus ativos no Brasil. Se muitos agentes fizerem isso, o preço dos ativos despenca — vamos supor que em 20%. Logo o ativo vai ser vendido não por 1 milhão de reais, mas sim por 800 mil reais. Em um terceiro momento, o agente tem que converter os reais em dólares para sair do país. Mas se muitos agentes fizerem essa conversão ao mesmo tempo, a moeda nacional sofrerá brusca desvalorização — vamos supor que 1 dólar passe a comprar 4 reais ao invés de 2 reais. Nessa linha, o agente irá converter 800 mil reais a uma taxa de câmbio de 4 para 1, ou seja, trocará 800 mil reais por "apenas" 200 mil dólares.

    Além disso, os mais ricos possuem um patrimônio físico no país, incluindo suas próprias empresas e já possuem um mercado consumidor consolidado de seus produtos ou serviços. Se optam por sair do país unicamente porque pagariam mais impostos, sofreriam um enorme prejuízo, porque dificilmente conseguiriam colocar à venda seu patrimônio por um valor vantajoso (lembre-se, nesta hipótese todos os ricos estariam fugindo, logo, quem poderia adquirir seu patrimônio instalado em território nacional?) e estariam trocando seu mercado consumidor por algo incerto, afinal, quem garante que no país com menos impostos ele conseguirá o mesmo lucrativo mercado consumidor diante do competitivo mercado já estabelecido do país para onde pretender "fugir"? Outro fator importante é a infraestrutura existente no país, a qual é essencial para a logística de seus negócios. É por isso que não vemos empresários noruegueses fugindo da Noruega, apesar de lá os mais ricos pagarem muito imposto. O que um empresário norueguês faria na Somália, um país de Estado praticamente inexistente e sem cobrança de impostos, por conseguinte sem infraestrutura, sem mercado consumidor, sem uma legislação que garanta o cumprimento de contratos e a existência do seu negócio?

    Claro, existem casos de ricos que mudam de país para serem menos tributados, mas nunca é um efeito manada e geralmente são milionários que não investem na cadeia produtiva, mas sim têm suas fortunas aplicadas no mercado financeiro. Um caso famoso, que a mídia brasileira fez estardalhaço, foi o do ator Gérard Depardieu na França, que se mudou para Bélgica para pagar menos impostos, e que entra no exemplo do típico milionário que nada tem a perder mudando de país, pois fez sua fortuna no cinema, não é um capitalista cuja fortuna depende de infraestrutura, da propriedade privada dos meios de produção e de um mercado consumidor para ela ser mantida e ampliada. Contudo há também a reação inversa, caso dos milionários alemães em 2009, que chegaram a formalizar uma petição sugerindo ao governo de Angela Merkel um aumento de impostos para os mais ricos, mostrando que mesmo no topo da pirâmide social existem aqueles comprometidos com o desenvolvimento do seu país, mesmo que isso signifique ter que pagar proporcionalmente mais impostos.

    No Brasil, o Paraguai é muito citado, principalmente nos círculos liberais, como exemplo a ser seguido, sobretudo por conta dos baixos impostos corporativos, devido à migração de algumas empresas brasileiras para lá. Na verdade, tais empresas apenas abriram filiais no Paraguai, suas sedes continuam por aqui e recebendo os lucros que suas filiais ganham em território paraguaio.

    Por fim, de acordo com a teoria das finanças comportamentais, que deu o prêmio "Nobel" de Ciências Econômicas a Daniel Kahneman em 2002, provavelmente os agentes não irão correr o risco de migrar para outro país apenas por conta do aumento de impostos. Então, dentro do arcabouço das finanças comportamentais, a hipótese de fuga de capitais é frágil.

    Ainda há um argumento — pouco difundido, é verdade — de que a progressividade poderia gerar efeitos inflacionários. Ora, além de ser um palpite bastante simplista, que parece ignorar questões básicas como a quantidade de bens substitutos do setor afetado e o grau de concorrência, também ignora a elevada capacidade ociosa da economia brasileira, e que tem crescido copiosamente nos últimos anos. Além disso, mesmo considerando que correlação não implica causalidade, é válido atestar — como já mostrado aqui — que praticamente todos os países desenvolvidos possuem sistemas mais progressivos e inflação baixa, tal como alguns emergentes, como o Chile. Via de regra, aumento de imposto é caracterizado como política fiscal contracionista no agregado, ou seja, tem impacto deflacionário.

    Por fim, tais medidas só teriam efeito sobre o crédito se os bancos estivessem no limite da capacidade de emprestar. Além disso, boa parte do crédito foi fomentado pelo próprio Estado, sobretudo os de longo prazo.

    Estou disposto a mudar de posição, aguardo uma resposta inteligente e sensata em um debate democrático.


    ABRAÇOS
  • Amante da Lógica  11/08/2017 17:41
    O comentário já começou todo errado. Taxa de câmbio não é definida por "volume de trocas", mas sim pelo poder de compra relativo de cada moeda envolvido.

    Logo, se um milionário decidir converter reais em dólar, isso não afetará em definitivo a taxa de câmbio.

    Há um artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2402

    E mais outro:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1087

    Quanto ao resto do comentário, não há absolutamente nada que já não tenha sido abordado no artigo e nos outros linkados. Você se concentrou exclusivamente em fazer suposições dizendo que não haveria fuga de milionários (o que é o de menos, pois os outros argumentos e consequências econômicas do artigo é que são o cerne da questão; fuga de milionário seria apenas uma das consequências).

    Por favor, traga coisas novas. Apresente, por exemplo, uma tese original explicando por que um maior confisco estatal irá estimular o investimento e a criação de empregos. Só isso.
  • Edson  11/08/2017 18:59
    Você tem razão quando diz que os agentes têm aversão à perda. Justamente por isso, quando há um aumento de impostos, confusão política, etc., etc., muitos deles se vêem propensos a liquidar seus negócios no país, embolsando alguns poucos meses ou anos de receitas futuras que, em sua visão, vão cair. Ou seja, você não está vendo a questão de fluxo de caixa.

    Vamos supor que a empresa que vale R$ 1 milhão tenha um lucro aproximado de R$ 25 mil por mês, o que daria retorno ao seu fundador em cerca de 3,5 anos. Com a bagunça política e aumento drástico de impostos, e a consequente queda no consumo, seu proprietário tenha a perspectiva de que o lucro caia para cerca de R$ 10 mil por mês, o que poderia comprometer sua permanência no mercado e capacidade de inovação. Ora, num caso desses, se conseguir vender a empresa por R$ 800 mil, estaria antecipando mais de 6 anos de lucro. Poucos agentes pensariam duas vezes antes de vender em uma situação com essa.

    Ocorre que a desvalorização pode ser ainda maior. A Oi, por exemplo, era uma das maiores pagadoras de dividendos do Brasil. Assim que os primeiros resultados ruins começaram a aparecer, as primeiras realizações de lucro em massa ocorreram. Com a crise, que levou a empresa à bancarrota, pedindo recuperação judicial, os investidores, mesmo aqueles que já estavam em prejuízo, começaram a vender desesperadamente antes que os preços desabassem ainda mais. As ações que chegaram a custar mais de R$ 90,00 em 2013 chegaram em 2016 valendo menos de R$ 1,00.

    Ou seja, a perspectiva de perda maior futura leva ao pânico e à consequente venda desesperada de posições, por qualquer preço que se encontre. Não fosse assim, as bolsas de valores simplesmente subiriam continuamente, com investidores segurando posições sem perspectivas de retorno e com possibilidade de diluição do capital seguidamente. Evidente que tal arranjo é impossível, uma vez que todos os agentes precisam de algum fluxo de caixa contínuo, sejam eles "especuladores" em bolsa ou industriais captando dinheiro no mercado. Ou seja, em algum momento terão de liquidar posições perdedoras. Se é estrangeiro, mais pressão no câmbio.

    Portanto, essa situação de tripla perda que você colocou como hipotética, foi real. Foi exatamente isso que ocorreu no Brasil desde 2011, e com maior intensidade entre 2014 e 2016. Investidores liquidando suas posições e saindo do país derrubaram os preços dos ativos (a ponto de ter centro de logística oferecendo aluguel de graça, só com cobertura de despesas de condomínio, para ter alguma receita) e, por consequência, o câmbio, que foi realmente de R$ 2,00 para R$ 4,00 em alguns meses. Eu me pergunto onde você estava (e está no momento), para considerar isso como hipotético. Devo lembrá-lo de que o dólar ainda está acima de R$ 3,00, viu?
  • anônimo  11/08/2017 19:31
    A resposta acima foi para o Democrata e não para o Amante da Lógica.
  • anônimo  11/08/2017 18:12
    Na Alemanha os impostos são mais altos do que aqui no Brasil, e tributa muito muito mais a renda dos ricos do que o Brasil.

    Nos Estados Unidos, New York City, o estado de Nova York, a Califórnia também tributam os ricos. O prefeito de New York City propõe taxar mais os ricos para executar obras de melhoria no metrô.

    E não ví ninguém deixar de investir em nenhum destes lugares. Pelo contrário, New York City co0ntinua sendo a cidade mais rica dos EUA...
  • Michael  11/08/2017 18:42
    Ai, que preguiça! Fico pensando se a pessoa que diz isso realmente fala sério ou quer só zoar.

    1) Para começar, as alíquotas da Alemanha são mais altas, mas incidem apenas sobre rendas extremamente altas. Quão altas? Que tal 500 mil euros (1,85 milhão de reais)?

    www.cfe-eutax.org/taxation/personal-income-tax/germany

    2) Ademais, há uma porrada de itens que podem ser usados como dedução no imposto de renda, o que joga a alíquota efetiva lá para baixo.

    www.cfe-eutax.org/taxation/personal-income-tax/germany

    3) O Imposto de Renda de Pessoa Juridica é menor na Alemanha (29,72%) do que no Brasil (38%). Aguardo seu comentário.

    4) Quem é mais rico e produtivo, e pode se dar ao luxo de bancar seus respectivos governos: o alemão ou o brasileiro?

    5) Atenção agora para este detalhe: os gastos totais do governo federal brasileiro — atenção: apenas do governo federal e excluindo todos os encargos da dívida — em relação ao PIB foram de 20%.

    Esse nosso gasto de 20 do PIB é maior que o de países como Reino Unido e Alemanha (ambos com 19,4%), Itália (19%), Portugal (18,1%), Austrália (18%), e Suíça (11,3%).

    Dados do Banco Mundial. Pode conferir aqui.

    6) Como este site nunca se cansou de explicar, social-democracia é arranjo que só pode durar em país rico. País pobre não pode se dar ao luxo de ser social-democrata simplesmente porque é economicamente impossível.

    Quando uma população pobre (em termos per capita) e pouco produtiva (um brasileiro produz apenas 20% do que produz um americano) tem de sustentar um estado que quer gastar muito e cuidar de tudo, a conta não vai fechar.

    Para gastar muito, o governo inicialmente terá de tributar. Mas como a população é pouco produtiva e de baixa renda, o tamanho desta tributação terá um limite natural. Sendo a tributação insuficiente, o governo terá de se endividar, pegando emprestados, continuamente, centenas de bilhões para poder efetuar todos esses gastos. E ele só conseguirá pegar emprestados todos esses bilhões se pagar caro por isso.

    Ou seja, além de tudo o que toma em impostos, o governo terá também de se endividar continuamente para poder efetuar todos os gastos demandados pelo povo.
    E quem se endivida continuamente -- com a dívida crescendo a um ritmo de 10% da sua renda anual --, terá de pagar juros altos.

    Na prática, é como se o governo vivesse no rotativo do cartão de crédito, se endividando para pagar dívidas geradas por gastos altos.

    É claro que o arranjo é insustentável.

    Por isso, social-democracia é um arranjo que só consegue ter longa duração em países ricos, cuja população é extremamente produtiva e possui alta renda per capita, de modo que ela consegue suportar a alta carga tributária necessária para bancar o estado de bem-estar social.

    A social-democracia é esse paradoxo: apenas populações ricas e produtivas — que em tese não necessitam dela — podem se dar ao luxo de ter uma.

    Em países de população pobre e pouco produtiva, tal arranjo é inexequível no longo prazo. Um povo pobre querendo viver como uma social-democracia escandinava pagará um preço alto. A conta será insuportável no longo prazo, tanto em termos de carga tributária quanto em termos de juros.

    A social-democracia no Brasil entrou em colapso - abandonemos os delírios e sejamos mais realistas


    Por fim, quanto a NY, você está bem por fora.

    nypost.com/2016/09/15/taxpayers-are-fleeing-new-york-in-droves/

    www.zerohedge.com/news/2016-09-16/new-study-finds-taxpayers-are-fleeing-new-york

    https://www.thestreet.com/story/13149153/1/say-goodbye-america-the-rich-are-renouncing-their-citizenship-to-dodge-taxes.html

    Aquele estado e aquela cidade já foram bons e ricos. Hoje, estão em acentuada queda. Mas é claro que, para um brasileiro deslumbrado, que nos EUA só conhece NY e Miami, e que compara a cidade com a roça atrasada em que vive, é claro que lá parece ótimo. Mas vá tentar viver lá com família e tudo. Tente bancar seu custo de vida. Quero ver.
  • Edson  11/08/2017 19:19
    Ótima resposta. Aliás, eu acredito que precisamos rever os conceitos de países desenvolvidos.

    Vou dar meus pitacos de quem já viajou bastante.

    Estive na Europa recentemente. Itália é um país mais pobre e com pior qualidade de vida que o Brasil até. O sul da Itália é tenebroso. Há cidades, como Nápoles, em que parece que todos os prédios estão precisando de reforma. Sem contar os minicarros nas ruas, todos eles com algum amassado ou raspado. E pode esquecer câmbio automático. Isso é coisa de rico.

    Sul da França, igualmente horrível. Marselha chegou a ter o terceiro porto mais movimentado da Europa. Hoje, os antigos armazéns ou estão abandonados ou foram substituídos por conjuntos habitacionais de gosto duvidoso, verdadeiras favelas verticais. A periferia parece a de uma cidade brasileira.

    Quanto a Nova York e Califórnia, também estive por lá. A última ainda é um lugar bom, com bons carros e boas casas. Mas pegar a linha Q do metrô de Nova York para visitar Coney Island, passando por Queens e Bronx, é de abrir os olhos. Nota-se uma cidade em nítido declínio, com vários trechos que parecem favelas (sem contar aquele monte de prédios antigos todos marrons, da mesma cor, realmente horríveis). É o tipo de passeio que não sei se a beleza do destino final compensa o medo.

    No entanto, conheço a Península de Yucatán, no sul do México. Não sei quanto ao norte, mas Cancun é realmente uma cidade moderna e muito bonita. Percebe-se, no centro, que a qualidade de vida é boa. Não é como Miami ou Los Angeles, mas definitivamente é mais desenvolvida que Sul da França, Itália e Brasil.

    Uma ideia para o pessoal seria fazer uma tabela de países por PPR (Produto Privado Remanescente) e sua respectiva medida per capita. Tenho a nítida impressão (minha, uma evidência anedótica, obviamente), de que esta medida é muito mais precisa para se medir a qualidade de vida de um povo. México tem um PPR maior que o da França, e isso é possível de se perceber nas ruas.
  • Tobias  11/08/2017 18:45
    A minha dúvida é: por que este país é assim tão dominado por seres abjetos? Ou seriam eles apenas burros? O cara vê o que os políticos fazem com o dinheiro, vê toda a corrupção, todo o desperdício, todo o desvio e todas as mordomias de políticos e membros do judiciário, legislativo e Ministério Público, e ainda quer dar mais dinheiro (dos outros) para essa gente?!

    Se não é burrice, é inveja e ódio da riqueza alheia. Qualquer que seja a justificativa, não há dúvidas de que estamos perante uma grave patologia.
  • Humberto  11/08/2017 18:48
    Não é patologia, não. Ao contrário: é esperteza. Todos os que aprovam isso estão na ponta recebedora do butim. Mais impostos é garantia de aumentos salariais pro funcionalismo. Pode ter certeza que esse cara acima é um funça doidinho pra meter a mão na grana dos outros.
  • Emerson Luis  13/08/2017 18:33

    "O gráfico foi descontinuado em dezembro de 2014 pelo Banco Central"

    Que estranho! Por que será que descontinuaram o gráfico? Não consigo entender!

    * * *
  • Emerson Luis  19/08/2017 14:43

    Quanto mais impostos, pior para o cidadão.

    Mas o que é ruim para o cidadão muitas vezes é bom para o político e para o burocrata.

    E vice-versa.

    * * *
  • Igor  20/08/2017 05:07
    Divido, creio eu, da opnião da maioria deste site sobre o fato de qualquer imposto ser um roubo. Gostaria que os mais estudados quanto a filosofia das idéias libertárias comentassem sobre esse fragmento do livro "O Capital no século XXI" de Thomas Piketty em que ele defende o imposto progressivo.
    "(...) No fim das contas, trata-se de acabar com esse tipo de renda ou de patrimônio, julgados pelo legislador como socialmente excessivos e estéreis para a economia, ou no mínimo de tornar muito custoso mantê-lo em tal nível a fim de desencorajar fortemente sua perpetuação. O imposto progressivo constitui sempre um método mais ou menos liberal para se reduzir as desigualdades, pois respeita a livre concorrência e a propriedade privada enquanto modifica os incentivos privados, às vezes radicalmente, mas sempre de modo previsível e contínuo, segundo regras fixadas com antecedência e debatidas de maneira democrática, no contexto de um Estado de direito"
    Desde já agradeço a participação de todos!
  • Luis  20/08/2017 13:02
    Ué, comentar o que dessa aberração? O camarada está dizendo que quanto mais a pessoa é bem sucedida e acumula de riqueza, mais ela deve ser punida e ter seus ganhos confiscados e repassados a políticos e burocratas do estado.

    Pior: ele diz que tal esbulho em prol de políticos é uma medida de "justiça social", e totalmente condizente com "a livre concorrência e a propriedade privada".

    Mais cômico ainda: ele diz que tal espoliação em prol de políticos irá estimular as pessoas a produzir ainda mais!

    É ou não é a piada pronta?

    Mas isso aí nem é nada em relação a outras frases contidas no livro desse demente.

    Algumas frases aterradoras contidas no livro de Thomas Piketty

    Outras leituras recomendadas:

    O que houve com os ricaços da década de 1980?

    As "descobertas" de Piketty estão invertidas

    Thomas Piketty e seus dados improváveis

    Os três principais erros de Piketty

    Piketty está errado: mercados não concentram riqueza


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