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Dica aos empreendedores: o preço já está dado. Agora, escolham seus custos
Empreendedores que não entenderem isso só irão prosperar em mercados protegidos

Foi ainda em minha juventude que, ao dialogar com um amigo, tive uma constatação que alterou para sempre a minha visão de mundo sobre a economia.

Este amigo queria abrir um restaurante simples. Como eu cursava economia, ele me pediu dicas.

Automaticamente, fiz a ele duas perguntas:

— Quanto você acha que as pessoas estarão dispostas a pagar pelo seu serviço?

Em seguida:

— O que você consegue fornecer a este preço?

Isto ocorreu ainda antes de eu descobrir a Escola Austríaca de economia e todas as suas implicações. Para mim, tal abordagem simplesmente parecia ser o método mais lógico e racional. Você simplesmente não conseguirá vender algo se as pessoas não concordarem com o preço. Consequentemente, você não pode estipular um preço que as pessoas não estão dispostas a pagar.

Donde se conclui que não é o empreendedor quem determina os preços dos bens e serviços, mas sim o consumidor. O consumidor estipula o quanto ele está disposto a pagar por um bem ou serviço, cabendo ao empreendedor se virar para tentar fornecer este bem ou serviço a um custo operacional que viabilize sua operação.

Consequentemente, o empreendedor bem-sucedido será aquele que, de um lado, consiga vender aquilo que seu público consumidor está disposto a comprar e, de outro, faça isso a um custo operacional que viabilize lucros.

Custos de produção não determinam preços

Ao contrário do que muitos imaginam — inclusive vários empreendedores —, os preços não são determinados pelos custos de produção. Com efeito, é exatamente o contrário: os custos de produção são incorridos de acordo com o preço do produto final.

Os consumidores determinam quanto estão dispostos a pagar por cada bem e serviço ofertado, cabendo então ao empreendedor saber ofertá-los a este preço e a um custo operacionalmente viável.

Mais especificamente, os preços não são estipulados por empreendedores e empresas; eles são descobertos por eles. Já os custos, por sua vez, são escolhidos e assumidos pelos produtores: os produtores irão escolher aquele processo de produção cujo custo eles estimam ser menor que o preço final pelo qual eles imaginam que seu produto será vendido no mercado.

Como sempre enfatizou Mises, o empreendedor é, na realidade, é um especulador, alguém que possui uma estimativa quanto às futuras condições do mercado e, baseado nessa estimativa, realiza empreendimentos que, caso antecipem corretamente as futuras demandas dos consumidores, irão resultar em lucros. Disse ele:

Um empreendedor tem de estar sempre estimando quais serão os preços futuros dos bens e serviços por ele produzidos. Ao estimar os preços futuros, ele irá analisar os preços atuais dos fatores de produção necessários para produzir estes bens e serviços futuros. Caso avalie que os preços dos fatores de produção estão baixos em relação aos possíveis preços futuros de seus bens e serviços produzidos, ele irá adquirir estes fatores de produção. Caso sua estimativa se revele correta, ele auferirá lucros.

Portanto, o que permite o surgimento do lucro é o fato de que aquele empreendedor que estima quais serão os preços futuros de alguns bens e serviços de maneira mais acurada que seus concorrentes irá comprar fatores de produção a preços que, do ponto de vista do estado futuro do mercado, estão hoje muito baixos.

Consequentemente, os custos totais de produção serão menores que a receita total que o empreendedor irá receber pelo seu produto final.

Por isso, os custos operacionais são, para cada empreendimento, uma escolha baseada no julgamento do produtor.

Vale também observar que os preços finais dos bens e serviços, e os custos operacionais incorridos em sua produção, nem sequer são determinados pelos mesmos agentes econômicos. Os preços são determinados pelos consumidores; os custos, escolhidos pelos produtores.

Portanto, a crucial escolha sobre ofertar ou não um bem ou serviço segue duas etapas: primeiro, o empreendedor tem de antecipar corretamente qual preço poderá ser cobrado pelo produto final (o preço determinado pelo consumidor); segundo, o empreendedor tem de ver se será capaz de produzir este bem a um custo suficientemente baixo, de modo a tornar o empreendimento viável (sua escolha de custo).

Por tudo isso, empresas que aplicam o método da "adição do custo" — que estipulam o preço de acordo com custo total mais uma margem de lucro — estão abrindo mão de serem empreendedoras. Elas simplesmente assumem que os custos já estão dados e, com isso, "escolhem" o preço final do produto de acordo com o custo (utilizando uma aritmética simples, do tipo "custo mais 15% de lucro").

Embora o método seja consideravelmente mais rápido, a empresa que o adota corre o risco de ir mais rapidamente à falência.

O preço baseado no custo pode acabar se revelando alto demais (consequentemente não satisfazendo um número suficiente de consumidores) ou baixo demais (consequentemente reduzindo o lucro possível).

A chance de se estipular o preço correto ao simplesmente acrescentar uma margem de lucro sobre o custo é muito pequena.

O preço está certo - agora, escolha seu custo

Empreendedores frequentemente desperdiçam uma enorme quantidade de tempo tentando decidir o preço de seus produtos — ou, pior ainda, escolhendo qual o método para precificá-los. O problema é que, não importa o quanto eles tentem lutar contra, o fato é que eles nunca têm controle sobre quanto os consumidores estão dispostos a pagar.

E isso se aplica inclusive para grandes empresas.

Em 1983, a Apple apresentou o computador Lisa, gabando-se de que ele iria dominar todo o mercado de computadores da época e prometendo que ele levaria a concorrente IBM à falência. A Apple estipulou que Lisa teria um preço de varejo de US$ 9.995 (quase US$ 24.000 em valores de hoje).

Ninguém comprou. O fracasso desta máquina foi um dos maiores da história da empresa. A Apple tentou estipular o preço do seu equipamento baseando-se no custo de US$ 50 milhões que a empresa teve para desenvolvê-lo, mas o público discordou. Isso deixou a empresa com um prejuízo enorme (para a época).

Já a Mulberry, a famosa empresa especializada em elegantes bolsas de couro, optou recentemente pelo caminho oposto. A empresa estava perdendo receitas e os lucros estavam caindo anualmente. E então, ela decidiu reduzir os preços de suas bolsas de couro para torná-las mais acessíveis para sua clientela. Apesar de agora ter um lucro menor por bolsa, o maior volume de bolsas vendidas fez com que as receitas da empresa voltassem a subir.

A estipulação arbitrária de preços é um mito. Em última instância, você não tem com estipular o preço de mercado de seus produtos. Somente os consumidores podem fazer isso. O preço que eles estipulam é o único que vale. Como empreendedor, tudo o que você pode fazer é descobrir quanto os consumidores estão dispostos a pagar por seu produto e então avaliar se há como você forneça-lo a um custo que viabilize o empreendimento. Se você cobrar caro, não vai vender muito; se cobrar barato, não terá lucro.

O problema com os monopólios e cartéis protegidos pelo estado

No entanto, há uma exceção a esta regra.

Ela ocorre sob um arranjo de grande intervencionismo estatal, no qual uma grande empresa opera dentro de um mercado regulado e protegido pelo governo, blindada da concorrência. Empresas telefônicas, companhias aéreas, postos de combustíveis, empresas de ônibus, bancos e grandes indústrias (como a automotiva) são exemplos de empreendimentos que operam em mercados protegidos por agências reguladoras ou por tarifas de importação.

Mercados regulados são diferentes de mercados abertos e livres porque possuem barreiras artificiais à entrada de concorrentes. Consequentemente, tais mercados "redistribuem" seus custos operacionais: como a entrada de novos concorrentes é burocraticamente protegida pelo governo, os eventuais novos entrantes têm de arcar com custos artificialmente altos caso queiram entrar no mercado. Essa barreira artificial protege as empresas já estabelecidas — as quais têm maior poder de estipular preços — e permite que elas imponham seus custos operacionais aos eventuais (e poucos) novos entrantes.

Em outras palavras, há menos empresas e, consequentemente, menos concorrência.

Sob esse arranjo intervencionista, as empresas nem sempre precisam descobrir os preços corretos para seus produtos, pois a ameaça de novos empreendedores se aproveitarem desta ineficiência e entrarem no mercado é muito pequena. Consequentemente, sob este arranjo, o método da "adição do custo" pode funcionar. A concorrência não irá solapar sua escolha de preços, ao contrário do que ocorreria em um mercado livre.

Por isso, grandes empresas que operam protegidas em economias mistas e intervencionistas não necessariamente precisam ser geridas por administradores com grande tino empreendedorial. Sua operação pode rapidamente se tornar burocratizada.

(Já em mercados altamente inovadores, como o de tecnologia, os administradores das grandes empresas já estabelecidos têm continuamente de assumir o papel do empreendedor: eles têm de descobrir novos produtos, os quais requerem novos processos de produção. Por exemplo, a decisão da Apple de produzir o iPhone foi necessariamente empreendedorial — e foi empreendedorial não porque Steve Jobs não recorreu ao método da "adição do custo", mas sim porque não havia informação disponível relevante para este novo tipo de produto.)

O método da "adição do custo", em outras palavras, só "funciona" quando há pouca inovação (dinamismo) no mercado: ou seja, só funciona em mercados intervencionistas e com grandes barreiras artificiais à entrada de concorrentes. E, ainda assim, ele está atrelado ao (limitado) julgamento empreendedorial do administrador: o método da adição de custo só pode realmente ser utilizado pelas empresas quando o preço final assim calculado não é obviamente exorbitante.

Um óbvio exemplo prático do método da "adição de custo" — e, consequentemente, de falta de empreendedorismo — ocorre quando os preços de bens importados mudam abruptamente de acordo com súbitas variações da taxa de câmbio. Em um mercado sem barreiras à entrada (mas com taxas de câmbio flutuantes), os preços dos bens de consumo nas lojas não subiriam com uma desvalorização do câmbio, ou vice-versa. Afinal, as preferências dos consumidores não se alteraram neste curto espaço de tempo.

Assim, em um mercado livre e sem protecionismos, flutuações na taxa de câmbio não seriam refletidas — ao menos não imediatamente — nos preços dos produtos nas lojas. Um empreendimento em um arranjo competitivo iria ajustar a única coisa que é realmente variável: sua estrutura de custos. Eles não seriam capazes de aumentar os preços.

Por tudo isso, o uso do método da "adição de custo" para a escolha de preços é um claro sintoma de uma ausência de forças concorrenciais de mercado — ou então é apenas falta de conhecimento empreendedorial do administrador. Quando tal método é utilizado em um mercado livre e concorrencial, o empreendedor rapidamente é expulso do mercado pelos consumidores. O único arranjo em que tal método parece sensato é em mercados que não são livres, pois os empresários que o praticam, mesmo sem entender o mercado, conseguem se safar sem sofrer grandes punições dos consumidores.

O método da "adição de custo" representa o exato oposto de uma verdadeira precificação de mercado, colocando o poder nas mãos do empresário burocratizado e blindando-o dos consumidores. Neste arranjo, a satisfação do consumidor é algo totalmente secundário.

Conclusão

Mercados protegidos pelo governo concedem um passe-livre a empreendedores ineficientes e de mau juízo empreendedorial, os quais têm grande liberdade para estipular preços. Já mercados concorrenciais — como são os mercados em que operam as micro, pequenas e médias empresas — não permitem erros na estipulação dos preços.

O pequeno ou médio empreendedor, tão logo descobre o preço do seu bem ou serviço, possui algum controle sobre seus lucros. Ele tem de escolher os custos que ainda permitam um lucro líquido sem reduzir a qualidade de seu produto. Isso pode até incluir alterações no peso e no volume do produto, mas não deve envolver alteração no preço nominal.

Estipular preços com base nos custos de produção é, em mercados concorrenciais, a receita para o desastre. Em vez de agir assim, a primeira pergunta que o empreendedor deve se fazer é: quanto os consumidores estão dispostos a pagar pelo meu bem ou serviço? Depois: é possível manter os custos baixos de modo a viabilizar o empreendimento?  Se a resposta é 'sim', então esse empreendedor está no jogo.

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Leia também:

O que realmente faz com que os preços subam continuamente? Eis a explicação para o Brasil


7 votos

autor

Per Bylund

foi consultor de negócios na Suécia e hoje é Ph.D em economia pela Universidade do Missouri e professor na Hankamer School of Business, da Baylor University, no Texas.



  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  07/08/2017 15:28
    Buy from the USA using the Bank of Brazil S.A.
    Comprar dos EUA usando o Banco do Brasil S.A.
  • Rafael Lopes Cambraia  07/08/2017 15:56
    Recentemente eu tive um debate sobre isso em meu MBA.

    Custo: valor em que você incorre para fazer um produto

    Preço: valor pelo qual esse produto pode ser vendido


    A diferença sinaliza se tal empreendimento deve continuar.

  • Captain Obvious  07/08/2017 16:21
    E quanto maior o lucro, melhor
  • Dono de empório  07/08/2017 16:06
    O modelo da "adição do custo ao preço" é confortável e gostoso, mas para quem está em um mercado concorrencial, ele não funciona. Eu lido com isso diariamente. Tenho fornecedores que o tempo todo tentar aumentar seus preços justificando que tiveram de contratar um novato (e isso tem custos de aprendizado) ou que o sindicato está exigindo aumentos ou que a justiça do trabalho acabou de aplicar uma multa.

    Eu simplesmente respondo que ele que se vire para cortar custos em algum lugar, caso contrário vou para o concorrente. (Sei que os irmãos Klein da Casas Bahia sempre foram mestres em fazer isso).

    No final, todos os seus custos são completamente desimportantes se você não conseguir convencer o consumidor a pagar aquilo que você quer ou "acha justo". O empreendedor é que tem que se virar (a menos, é claro, que ele opere em mercado protegido pelo governo; ou então que o consumidor seja trouxa).
  • Alfredo  07/08/2017 16:10
    Sim, o consumidor não está nem aí para seus aumentos de custos operacionais. Se ele não estiver disposto a pagar mais caro pelo seu produto você vai à falência.

    Várias empresas brasileiras quebraram nesta recessão por isso: os custos aumentaram (por causa de lambanças do governo), os preços foram repassados, mas aí ninguém consumiu (porque não tinha dinheiro, porque tava endividado, porque tava sem emprego). Custos maiores e receitas menores. Falência.
  • Capital Imoral  07/08/2017 16:13
    O que o artigo não diz: Hora de Consciência Social.
    È algo muito bonito alguém chegar para você e dizer: Ei, eu tenho a solução para você ficar rico. leia este texto. Mas será mesmo que fazer parte do jogo sujo chamado livre mercado é a solução? A respostas é não.

    João que perdeu um dos braços e não sabe ler, queria ser empreendedor e estar "dentro do jogo", mas o jogo não quer que ele participe. Primeiro, porque ele não sabe ler, logo não pode ter acesso a "informação" que define quem irá escravizar quem. Logo, percebe-se que esse jogo não é igual para todo mundo; existe um elitismo do Capital. Como João vai determinar os custos, se ele recebe 300 reais de aposentadoria? Não dá nem para comer.

    Temos dois problemas portanto: João não sabe ler, portanto, não pode ter acesso a informação para determinar os custos; e o fato dele não saber ler, o impede de praticar comunicação e fazer negócios. O segundo problema é que joão não tem condições sociais para fazer parte do jogo do capital. A conclusão que chegamos é que a natureza do Capital é a desigualdade social, pois o jogo de oportunidades não é igual para todos.

    Isso revela a sujeira do livre mercado. Não deve existir livre mercado enquanto joão não estar nas mesmas condições sociais que Mark zuckerberg ou Abilio Dinis. Se isso é impossível então o livre mercado é impossível, portanto, o estado deve acabar com o Capitalismo e implantar o Socialismo para o bem de João.

    O homem traiu o homem.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Arnaldo  07/08/2017 20:13
    que se foda joão
  • Fã do Capital Imoral  07/08/2017 20:13
    Fiquei com pena do João, aparentemente ele precisa dos braços para ler
  • Derfel Cadarn  10/08/2017 21:40
    Lá vem a velha história de que "o socialismo nunca foi implantado". Onde houve a "tentativa", só gerou miséria e morte (mas, contraditoriamente, seus implantadores, que deveriam ser os primeiros a vivê-lo efetivamente, levavam a vida rica e boa enquanto o resto da população perecia). Se o socialismo só funciona se for implantado no mundo inteiro, então ele não funciona e nunca será implantado efetivamente. E por um motivo simples: é uma ideia muito bonita, mas que vai contra a própria natureza humana, de se diferenciar e buscar recompensa e reconhecimento pelos seus feitos.
    No livre mercado é lógico que haverá desigualdade: a capacidade de iniciativa, a proatividade, a inteligência, a criatividade e a disciplina não são iguais em todas as pessoas. E incrivelmente existem pessoas como o João, ou até em pior situação (já conheci pessoalmente) que conseguiram ir para frente desenvolvendo e mostrando seu valor. Afirmar que o João está condenado eternamente por que não tem um braço (e assim não pode aprender a ler (!)), além de ser um absurdo, expressa um preconceito contra o deficiente físico, como se ele fosse um inútil, o que não é verdade.
  • Patricia Moura  12/08/2017 12:11
    Procure no goggle por silas da conceição e veja o que uma pessoa não alfabetizada é capaz de fazer...
  • Capitalista  07/08/2017 16:17
    Off topic..

    A constituinte do Maduro acabou de expropriar as fazendas, estatizou todas as empresas, estatizou os bancos, expropriou os imóveis de quem possui mais de um, pediu para a população entregar os dólares ao governo, estatizou escolas privadas, cancelou todos os documentos da população, controlou todos os salários, etc.

    Agora o socialismo foi implantado na sua forma mais radical.
  • Pobre Paulista  07/08/2017 17:04
    Tem alguma fonte de informações segura a respeito disso?
  • Capital Imoral  07/08/2017 17:10
    O socialismo não foi implantado.
    È um absurdo uma pessoa fazer uma afirmação dessa em pleno ato de boicote do mundo inteiro contra a Venezuela. O socialismo só vale quando acontece no mundo inteiro e ao mesmo tempo, meu amigo. Para dizer que o socialismo foi implantado seria necessário que estás mesmas condições citadas acontecesse em todos países do mundo ao mesmo tempo. (no futuro irá acontecer).

    O grande Capital está em pleno boicote contra as tentativas de iniciativa que vá no sentido de implementar o socialismo no mundo. Só porque o pai dos pobres decidiu proteger seus filhos contra o grande capital; o mundo todo já fica apavorado e começa a boicotar.

    Conclusão
    O socialismo não foi implementado por dois Motivos: Primeiro existe um boicote do mundo inteiro contra a tentativa de socialismo de um único pais.. Segundo que existe uma alienação dentro da Venezuela de pessoas que ainda defendem o neoliberalismo.
  • Pensador Consciente  07/08/2017 19:48
    É mesmo capital imoral,quer dizer que a culpa do socialismo ser um fracasso é o boicote internacional liderado pelo imperialismo norte-americano?

    Investimento em tecnologia civil é zero e investimento em armas 100%,não é atoa que até hoje a Rússia é uma potência atômica apesar da queda da União soviética.Sem falar que no seio marxistas não existe consenso,uns falam inspirados em Karl Marx que deve-se implantar o socialismo a força e os revisionistas e Antônio Gramsci deve-se ser implantado democraticamente e em etapas.

    Os estados sejam"burguês ou proletário"no jargão marxista são duas cabeças da mesma serpente,ou seja essa entidade do mal e parasitária só sabe explorar seus hospedeiros e nada mais...

    Não precisamos de salvadores da Pátria,mas sim de Liberdade com responsabilidade seu capital imoral.

    Eu refutei Capital Imoral.
  • Capitalista  07/08/2017 22:48
    Segue o vídeo com o pronuncioamento da maluca que está comandando a contituinte.

  • Cesar Oleskovicz  08/08/2017 17:30
    As pessoas estão comendo pombos e cachorros nas ruas.... E ainda temos quem defende isso e ainda diz que a culpa é dos alienados que defendem o neoliberalismo. O único nome que ele sabe culpar e pronunciar... Esse artigo está justamente atacando o neoliberalismo em favor do Liberalismo Clássico...

    Mas não deixa de ser engraçado ler os comentários do Capital Imoral...
  • anônimo  07/08/2017 16:22
    Qual é a diferença do McGiver americano para o McGiver da União Soviética?
  • Captain Obvious  07/08/2017 18:30
    Na União Soviética a solução improvisa VOCÊ
  • Jack Dalton  07/08/2017 19:16
    Ok, vou morder a isca. Qual é?
  • anônimo  07/08/2017 19:40
    O McGiver americo com um chiclete e um clip de papel faz um avião.

    O McGiver soviético com um avião e um clipe de papel faz um chiclete.
  • Marcelo G.  07/08/2017 19:15
    Como eu costumo dizer, a maior parte dos problemas enfrentados pelos brasileiros hoje são GERADOS pelo governo e não solucionados por ele.
  • Cristyan Kelvin  07/08/2017 19:16
    Muito bom, vou utilizar isso em meu trabalho acadêmico.
  • Dam Herzog  07/08/2017 20:58
    Hayek sempre dizia isto numa frase bem simples: Não é os custos que determinam os preços, mas ao contrario são os preços que determinam os custos. Ou seja devemos fazer uma pesquisa de preços no mercado para os nossos produtos a serem fabricados ou revendidos e estimar os custos desse produto. A diferença entre o preço de mercado e o preço de custo irá determinar a viabilidade do produto.
  • anônimo  08/08/2017 13:05
    No Brasil setores como automobilístico e imóveis além de outros estão com preços inflacionados em 66% por exemplo um carro fabricado aqui e com valor para venda de R$ 100 mil deveria valer R$ 33 mil.
  • Leandro  08/08/2017 14:00
    Sim, graças às tarifas de importação e à proibição de importar usados.

    1) As montadoras brasileiras operam em um mercado protegido pelo governo. A importação de automóveis novos é tributada por uma alíquota de 35%. Já a importação de automóveis usados é proibida;

    2) Com o recente esfacelamento do real perante o dólar, o custo de qualquer importação aumentou sobremaneira. Ou seja, além das tarifas de importação, temos também uma moeda fraca, que encarece ainda mais as importações.

    Ou seja, por causa do governo, as montadoras brasileiras operam em um regime de mercado semi-fechado, sem sofrer nenhuma pressão da concorrência externa. Elas praticamente usufruem uma reserva de mercado criada pelo governo. O brasileiro é praticamente proibido de importar carros, e não tem moeda para isso.

    Na Europa, nos EUA (e na Nova Zelândia e no Chile), não há restrições à importação de carros estrangeiros. A consequência disso é uma maior concorrência, o que faz com que os carros de lá sejam realmente decentes, tenham preços baixos, tenham muito mais opcionais de série e sejam bons. Vá para esses países ver quanto tempo duram os carros (aqueles que são realmente bem cuidados).

    Já aqui, onde o mercado é fechado, não há motivo nenhum para as montadoras cobrarem pouco e oferecerem bons produtos. Não há concorrência externa. Não há nem como o brasileiro comum comprar carros usados do exterior (pois batemos no peito e dizemos que "não somos vira-latas!").

    Agora me diga: quem é que, operando em um regime de reserva de mercado, ofertará produtos bons e baratos?

    Num cenário desse, as montadoras só fariam isso se fossem extremamente idiotas.

    P.S.: Ah, sim: há carros usados brasileiros sendo importados pela Alemanha, o que reduz bastante a oferta no mercado interno, pressionando os preços.

    www.noticiasautomotivas.com.br/brasil-ja-exporta-carros-de-luxo-usados-para-a-alemanha/
  • Leandro  08/08/2017 14:02
    Já no que tange ao setor imobiliário, o buraco é mais embaixo: o governo, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encareceu artificialmente os preços das moradias.

    Mesmo quando a SELIC estava a 14,25% ao ano, a Caixa Econômica Federal oferecia empréstimos para a aquisição de imóveis a juros de 7,14% ao ano. Já o Banco do Brasil cobrava 7,69% ao ano.

    Um banquete para os especuladores imobiliários.

    Quanto mais crédito farto e barato (os empréstimos dos bancos estatais são baratos porque o Tesouro repassa dinheiro de impostos a esses bancos, o que permite que eles cobrem juros menores), maior a demanda artificial por imóveis. Logo, mais os preços sobem.

    Os ricos, por causa de sua menor propensão ao calote, têm acesso fácil a financiamento imobiliário barato e subsidiado pelo estado. Os preços sobem e, consequentemente, os pobres são empurrados para o "Minha Casa Minha Vida", um programa estatal criado exatamente para tentar remediar os efeitos inflacionários nos imóveis causados pela expansão do crédito estatal (ou seja, para tentar facilitar a aquisição de imóveis pelos mais pobres).

    O estado cria um programa (Minha Casa Minha Vida) para remediar os efeitos causados por outro programa (crédito barato de bancos estatais para a compra de imóveis, utilizado pelos mais ricos).

    Ao incentivar a demanda por imóveis do MCMV, os preços destes também sobem.

    No final, tudo ficou mais caro.

    O mercado imobiliário é, sem dúvidas, uma dos que mais sofre interferência estatal de todos os lados.

    E a consequência é os pobres ficaram ou sem casa (indo pras favelas) ou endividados pro resto da vida.
  • Luiz Novi  08/08/2017 13:18
    Exceto num ambiente de pleno emprego os empreendedores não estariam motivados a reduzir os salários e consequentemente explorar o trabalhador para reduzir os seus custos? Tem lógica este raciocínio?

    Grato pela atenção.

    Abraço.
  • Marcos Considera  08/08/2017 13:54
    Nenhum.

    Pra começar, por essa sua linha de raciocínio, era para todos os funcionários estarem hoje recebendo o salário mínimo. Ninguém deveria ganhar mais que o mínimo. Mas a realidade é que existem muitos (bons) profissionais no setor privado que ganham muito mais que um mínimo (e com salário ascendente), pois seus serviços são disputados por empresas, de tal modo que ele pode escolher onde trabalhar.

    Ademais, nenhuma empresa faz corte de gastos reduzindo salários, e por um motivo muito simples: empresa precisa de funcionário bom, e não se obtém funcionário bom reduzindo salário.

    E eu sei do que estou falando porque sou empreendedor e sei o quão importante é ter uma mão de obra boa é motivada, sem a qual é impossível produzir bons serviços e, consequentemente, se manter no mercado.

    Se o empreendedor quer criar valor para os consumidores, então o mínimo de que ele precisa é ter uma mão de obra capacitada, bem treinada e motivada. Caso contrário, ele não produzirá nada de qualidade e, consequentemente, não conseguirá fatias de mercado. Ao contrário, aliás: produzindo porcarias que ninguém quer, ele rapidamente irá à falência.

    Há ocasiões em que, quando abre uma vaga, você precisa contratar e demitir uns dois ou três funcionários até encontrar um que seja bom. E, quando encontra, tem que tratar bem para não perder. E pagar muito bem. Funcionário bom escolhe onde quer trabalhar e quanto quer ganhar, e empresário inteligente paga com gosto.

    Já funcionário ruim tem que aceitar o que aparece. Esse, de fato, dificilmente vai progredir. Aliás, tem gente por aí que nem sei como consegue emprego.

    Paralelamente, vale ressaltar que, nos EUA, houve deflação anual de preços de 1872 a 1913. O preços caíam, em média, 1% ao ano. Mas os salários não caíam.

    Empresa séria recorre a aumento de produtividade, adquirindo maquinários mais eficientes. E aumento de produtividade equivale a uma redução de custos, inclusive salariais (o funcionário continua ganhando o mesmo, mas produzindo mais).

    Agora, se o governo impede a importação de maquinários mais eficientes, aí realmente ferra tudo. A redução terá de ser salarial. Só que aí é problema do intervencionismo.

    Igualmente, se a empresa é ineficiente e, em vez de elevar produtividade, recorre a reduções salariais, então realmente ela merece quebrar.

    De resto, vale observar, mais uma vez, que quem está no comando é o consumidor. Se ele determinou que uma empresa é ineficiente e deve quebrar, então na há redução de gastos, aumento de produtividade ou reduções salariais que resolvam.

    A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários
  • Pensador Consciente  08/08/2017 17:20
    Luiz novi!

    Empregados de baixa qualificação e que estão sobrando no Mercado terão seus salários diminuídos pacificamente,agora os profissionais em falta sempre terão altos salários,o próprio estado ao abrir concurso faz diferenciação salarial nesta mesma ordem,ofertando baixos salários para profissionais com pouca instrução e qualificação e altos salários para os profissionais com alta instrução e qualificação.

    O "estado benevolente" pratica a mesma lógica que o "Mercado malvadão",ou seja para os adoradores do estado ele parece ser benevolente e o Mercado o malvado,quando na realidade o malvado é o estado leviatã com seus tributos injustos e o Mercado é neutro moralmente,pois os empreendedores são tomadores de preços e negociantes,onde prevalece a" lei da oferta e procura",lei esta natural,todo ser humano tem ela em seu DNA,não precisa ninguém ensina-lo,ela é quase um sentimento e ao longo da vida aprimoramo-lá agregando mais e mais informações para que nossas negociações sejam a mais favorável possível independentemente de questionamentos morais e éticos(Conceitos subjetivos).O PNA,propriedade privada,vida e Liberdade são inegociáveis...
  • Luiz Moran  08/08/2017 13:26
    Essa onda das paletas mexicanas ilustram o que costumeiramente ocorre nas empresas: confundem grosseiramente modismo com tendência de mercado, um erro crasso de avaliação e interpretação.
  • Felipe R  09/08/2017 17:56
    Há lições nesse texto, em especial a que está condensada no título, que é uma das mais importantes em economia, NMO.

    Uma vez eu participei de uma discussão feroz num fórum de automóveis, em que muitos estavam xingando as montadoras por cobrarem o preço que cobram nas nossas "carroças" e/ou agredindo os consumidores que "aceitam" os preços cobrados.

    Tive que passar um bom tempo apenas tentando explicar as diferenças "custo" X "preço desejado pelo vendedor" X "preço desejado pelo comprador"...

    Muito do que aprendo aqui eu tento transmitir adiante. Esse texto em tela é mais um que vai enriquecer minha biblioteca.
  • Samuel  10/08/2017 20:45
    Tenho uma dúvida quanto aos preços, tentei imaginar uma situação de exemplo.

    O custo para a produção de um certo item subiu recentemente para 100.
    O consumidor estava inicialmente disposto a pagar 90, que era o preço de mercado quando seu custo de produção era menor.
    Os produtores estavam dispostos a continuar produzindo o item, não existiam outros métodos para produção, portanto precisaria aumentar o preço para continuar a oferecer o produto e os consumidores aceitaram.

    Eu entendo que na verdade foi descoberto que os consumidores estavam dispostos a pagar mais, porém o que provocou incialmente, ou seja, a causa dessa mudança nos preços, foi o custo de produção.
    Eu gostaria de entender melhor o que realmente acontece nesses casos, se alguém puder me explicar ou me indicar algo para ler sobre isso agradeço.
  • Marcelo  10/08/2017 21:01
    Não existe isso de preços subirem e a demanda continuar inalterada -- a menos, é claro, que a renda da população também tenha aumentado neste período em igual quantidade.

    Em todo caso, seu cenário também foi abordado no artigo: há, sim, ocasiões (raras) em que o empreendedor errou o cálculo (ele é humano), estipulou um preço menor e, por causa de um fator externo, ele eleva o preço e o deixa mais de acordo com a realidade. Em minha opinião, isso ocorre hoje com o Uber.
  • Ex-microempresario  10/08/2017 22:42
    Os consumidores não pensam de forma uniforme. Quanto menor o preço, mais pessoas estarão dispostas a pagar, e vice -versa. Também é improvável que muitos consumidores tenham um limite fixo e imutável, algo como "pago 50, mas jamais pagarei 51".

    É perfeitamente possível que um produto que custava 90 passe a custar 100 e a maior parte dos consumidores aceite pagar o novo preço. Aliás, é possível que, em função de outros fatores (até aleatórios), a redução da demanda não possa sequer ser medida, embora em termos teóricos ela exista.

    Pense em um automóvel que tem um determinado consumo médio. Se vc dirige com a janela aberta, teoricamente o coeficiente aerodinâmico piorou e portanto o consumo aumentará. Mas na prática, é possível que não se possa medir esta diferença, já que outros fatores alteram o consumo de formas imprevisíveis (trânsito, percurso, qualidade do combustível, temperatura ambiente).
  • Emerson Luis  13/08/2017 16:04

    "Os preços são determinados pelos consumidores; os custos, escolhidos pelos produtores."

    Um ponto extremamente importante é que nenhum agente econômico desempenha apenas um único papel: em nossas interações econômicas todos nós somos clientes, fornecedores, concorrentes e complementares.

    Os custos são escolhidos pelo produtor, que para produzir terá que contratar fornecedores de materiais e serviços, para os quais ele será o cliente e escolherá os melhores preços (de acordo com as opções disponíveis e suas preferências) e assim por diante.

    * * *


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