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A Previdência Social foi uma criação genial - para os políticos
Poucas medidas foram tão eficazes em enfraquecer os laços familiares e criar dependência do governo

A instituição da família possui implicações econômicas. Ao longo da história, em todas as sociedades até o advento do Ocidente moderno, os filhos sempre sustentaram seus pais quando os pais se tornavam enfermos.

Isso sempre fez parte do processo da herança. Os pais criam os filhos, mas sabem que poderão se tornar dependentes deles quando envelhecerem. Os pais sempre tiveram um incentivo econômico para fornecer aos filhos um preparo e uma capacidade suficientes o bastante para permitir que eles lhes sustentem na velhice.

Este cálculo sempre foi básico para a civilização, desde os seus primórdios. Filhos supostamente devem ajudar seus pais na velhice. Entre a fase produtiva e a morte, há ameaças. As pessoas envelhecem e ficam menos produtivas. Ocasionalmente, também ficam enfermas. Elas podem se tornar um ônus financeiro para os filhos. E os filhos devem se sacrificar pelos pais quando estiverem nos anos mais produtivos de suas vidas. Eles têm de arcar com o fardo de ter pais que não mais são produtivos. Ao mesmo tempo, eles também têm de treinar os próprios filhos a serem produtivos. Trata-se de uma dupla responsabilidade.

O mundo moderno, começando por volta de 1800, foi continuamente reduzindo este fardo econômico. Primeiro, entre 1780 e 1820, a riqueza per capita começou a crescer. Foi a primeira vez na história que isso ocorreu. E não mais parou de crescer. Segundo, a expectativa de vida também começou a crescer. Consequentemente, à medida que os pais envelheciam, eles não se tornavam enfermos quando seus filhos estavam tendo filhos. Eles poderiam se tornar enfermos aos 70 ou 80 anos de idade; porém, a esta altura, seus filhos já estavam bem avançados no processo de criar a própria família.

Ao redor do mundo, os pais normalmente morriam muito cedo. E eles se tornavam um fardo ainda muito cedo. À medida que a expectativa de vida foi aumentando, ao redor do mundo, homens e mulheres foram se mantendo produtivos por mais tempo. Consequentemente, eles tiveram mais anos para acumular capital com o qual se sustentar na velhice. Deixar uma herança para seus filhos passou a ser algo cada vez mais comum. Já nos anos 1880, as famílias no Ocidente já haviam reduzido, a níveis inauditos, o fardo de ter de sustentar os pais na velhice.

Surge Bismarck

Na década de 1880, Otto von Bismarck era o ministro-presidente da Prússia e chanceler da Império Alemão. Ele era a liderança do movimento político conservador. Os socialistas já começavam a ganhar espaço politicamente. Eles clamavam por pensões bancadas pelo estado (ou seja, pelos pagadores de impostos). Para solapar os socialistas e reduzir seu apelo, Bismarck também passou a defender o mesmo.

Em 1889, ele estabeleceu o primeiro sistema previdenciário estatal do mundo. Os pagamentos começavam aos 70 anos de idade, o qual representava o famoso limite estabelecido por Moisés (Salmos 90:10). Bismarck rotulou esse seu programa previdenciário de "cristianismo prático". E é fato que esse programa estatal de bem-estar social minou as chances políticas dos socialistas.

O princípio era claro: o estado, e não mais a família, passava a ser o responsável legal por cuidar dos idosos, caso estes houvessem exercido trabalho assalariado. Mesmo se os filhos não honrassem suas obrigações para com seus pais, o estado seria fiel. Todo e qualquer trabalhador aposentado poderia, dali em diante, confiar no estado para sustentá-lo.

Esta transferência de responsabilidade para o estado substituiu o personalismo da família pelo impersonalismo do estado. Não mais seriam os laços familiares que garantiriam os cuidados aos pais idosos. Dali em diante, burocratas do estado seriam os responsáveis por gerir e aplicar a lei previdenciária — desde que a papelada e os documentos estivessem em ordem.

O sistema previdenciário surgiu, assim, baseado inteiramente nas leis civis, e não no amor familiar, nos sentimentos, nos costumes ou na culpa. Havia agora um acordo jurídico, e este acordo era público. O estado cuidaria dos idosos. E tal acordo era totalmente passível de ser exigido nos tribunais.

Este programa foi copiado em todo o Ocidente. Ele se tornou praticamente universal.

Impraticável no longo prazo

Trabalhadores pagam impostos ao longo da vida. Ao se aposentarem, recebem uma pensão do governo.

Mas há um grande problema nesta contabilidade: os impostos pagos são legalmente distintos das pensões coletadas. O dinheiro não é o mesmo. Não há um 'contrato de anuidade' que seja legalmente executável. O dinheiro que o trabalhador paga para o sistema previdenciário é imediatamente gasto pelo governo.

O dinheiro não é investido pelo governo em um fundo no qual ele fica rendendo juros. Esse dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que já está aposentada. É também utilizado para bancar vários outras despesas correntes do governo.

Trata-se de um sistema de repartição direta: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria. Não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Vale a pena repetir: todo o dinheiro que o trabalhador hoje direciona para o sistema previdenciário — a título de garantir sua aposentadoria futura — é imediatamente gasto pelo governo. Não há nenhuma poupança.

Consequentemente, todos os governos nacionais prometeram enormes benesses futuras aos aposentados. Mas o dinheiro para isso não existe hoje. Ele terá de ser totalmente coletado no futuro.

Mas isso só será possível se: 1) o número de trabalhadores pagando impostos for muito maior que o número de aposentados; 2) as pessoas que estiverem trabalhando se aposentarem cada vez mais tarde, de modo que elas paguem impostos por mais tempo; e 3) os aposentados não terem uma expectativa de vida muito alta.

Ou seja, na prática, todo o esquema será inteiramente dependente da demografia. Por isso, diz-se que a previdência social é programa cujos passivos não têm como ser financiados. São passivos sem fundo. São passivos a descoberto. Simplesmente não há como o governo cumprir todas essas obrigações no futuro. (Para detalhes específicos sobre o Brasil, veja este artigo).

Por isso, a previdência social será o programa que levará os governos à falência. Isso ocorrerá para todos antes do fim do século XXI. A maioria já estará falida antes de 2050.

O estado é um falso herdeiro. Ele assumiu a responsabilidade legal associada ao legado familiar. Ao longo da história, os filhos e seus cônjuges sempre estiveram prontos para arcar com a responsabilidade de bancar seus pais idosos. Os pais sabiam que seu sustento era retirado do orçamento de seus filhos. Eles também sabiam que seus filhos herdariam os imóveis e as terras da família. Ou seja, era uma relação que envolvia uma troca de favores, um compensação, um retorno.

Porém, à medida que o estado foi continuamente assumindo a função econômica dos herdeiros biológicos, os pais passaram a utilizar a política como forma de conseguir um maior suporte financeiro em sua aposentadoria. E este suporte financeiro passou a ser extraído do bolso comum de toda a nação.

Consequentemente, virtudes como a poupança, a frugalidade e a visão de longo prazo perderam a importância. Não mais fazia sentido levar uma vida financeiramente comedida visando à aposentadoria futura. Dado que a sua aposentadoria já estava garantida pelo estado, e seria bancada por terceiros desconhecidos, não mais fazia sentido acumular capital para, no futuro, viver à base deste capital acumulado. A sua aposentadoria passou a ser um passivo para terceiros desconhecidos, os pagadores de impostos. Não é mais responsabilidade sua nem de seus familiares.

E por que os pagadores de impostos — os terceiros desconhecidos — aceitam este arranjo? Simples: porque eles, no futuro, também esperam estar no lado recebedor do esquema. A maioria imagina que aos 62 anos de idade já poderá começar a receber suas pensões mensais. A maioria espera poder viver duas décadas com esta fonte de renda. Tais pessoas esperam não ter de ir morar com seus filhos, genros e noras. Os filhos e os genros e noras também esperam que isso não ocorra.

No Ocidente, a obrigação moral de honrar pai e mãe foi rompida pelos programas de previdência compulsória. O laço pessoal da aliança familiar foi rompido. Os mais velhos trocaram a segurança dos laços familiares pelas promessas dos políticos. Só que nenhum destes políticos estará na vida pública quando a crise fiscal se abater.

Os filhos dos aposentados ainda imaginam que, ao se aposentarem, terão a mesma vida financeira de seus pais, que recebem subsídios do governo. Só que os impostos necessários para sustentar os pais aposentados estão consumindo o capital do país. Isso irá reduzir o crescimento econômico futuro. Consequentemente, irá reduzir o fluxo de renda no futuro, inclusive os impostos necessários para bancar a própria previdência. O capital da nação está sendo consumido. Este será o maior legado de todos.

Politicamente, as pessoas que estão recebendo as pensões irão resistir a toda e qualquer redução nas pensões. "Nós pagamos a previdência social! Temos o direito de receber o dinheiro de volta! Por lei!". Tal pressão política garante a continuidade — e a expansão — do programa. Essas pessoas votam. Políticos temem sua fúria na próxima eleição. Simultaneamente, os trabalhadores que hojem pagam impostos também resistem a qualquer mudança. Eles querem passar a ser recebedores de dinheiro no futuro. Igualmente, eles não querem se tornar responsáveis por bancar seus pais caso o governo saia de cena.

Ninguém olha para a realidade fiscal e suas consequências inevitáveis: a falência futura. Os passivos sem fundo não serão honrados.

E por que todos ignoram isso? Porque as pessoas são inerentemente imediatistas. Elas não olham para o futuro distante. Pensam apenas no curto prazo. Há uma tendência a ignorar notícias ruins sobre o futuro mais distante. Elas também são otimistas em relação ao estado. Elas gostam de ouvir notícias boas sobre o futuro próximo, como a de que a previdência é sustentável. Elas querem que o programa previdenciário estatal continue.

Conclusão

Em vários países, o programa se chama Seguridade Social. Mas o programa não é social; é político. E o programa não é seguro; ele depende da política.

A criação da previdência social estatal solapou a estrutura familiar do Ocidente. Os pais esperam menos de seus filhos. Os filhos esperam gastar menos com a velhice de seus pais. A ampla aceitação da moralidade das pensões distribuídas pelo governo com o dinheiro dos outros aboliu todo o sentimento de obrigação e culpa dos filhos para com os pais.

Mais: os filhos alegremente defendem — e votam por — mais programas assistenciais para os mais velhos. Eles também querem receber o seu no futuro. Mas eles não contabilizam o custo destas operações futuras para seus respectivos governos. Eles não entendem que os passivos a descoberto do programa levarão a um calote geral em todas as promessas assistenciais.

O programa estatal de previdência compulsória criado por Bismarck em 1889 criou um precedente para o Ocidente. Outros países copiaram. Isso levou a uma séria fiscalmente insustentável de programas previdenciários estatais no Ocidente. As promessas dos políticos, em algum momento, irão se revelar desconectadas da realidade fiscal. Haverá calotes universais em vários programas assistenciais. Isso irá solapar a confiança nos governos. Irá também acabar com a legitimidade deles perante os eleitores.

"Mas vocês prometeram!", dirão os desesperados sem aposentadoria. "Desculpe, calculamos mal", dirão os políticos em resposta.

No final, os filhos voltarão a ter de sustentar os pais. Só que eles não estão preparando seu orçamento para isso.

___________________

Nota do Editor

Se você tem menos de 35 anos, não conte com o INSS para a sua aposentadoria. E isso nada tem a ver com a "competência da gestão" do programa. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, e não houvesse um único centavo desviado ou malversado, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo.

E por causa da demografia.

No Brasil, em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entra 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. (Veja o gráfico aqui).

Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Para a previdência continuar solvente, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa (uma impossibilidade biológica, por causa das atuais taxas de fecundidade) ou excessivamente tributada (algo que não é duradouro). 

Conclusão: comece imediatamente a poupar e a investir. Não conte com nenhuma solução mágica criada por políticos.

Eis um artigo inteiramente sobre isso:

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência

E outro:

A Previdência Social brasileira - um esquema fraudulento de pirâmide

19 votos

autor

Gary North
é Ph.D. em história, ex-membro adjunto do Mises Institute, e autor de vários livros sobre economia, ética, história e cristianismo. Visite seu website

  • anônimo  27/07/2017 15:42
    Não aguento mais esse tal de Estado.
    "Joguem o Estado do trem"
  • Marcus Aurelio  27/07/2017 16:11
    Sobre a Previdência, nenhuma reforma, de qualquer tipo que seja, e por mais bem pensada que seja, irá funcionar a contento.

    Sabem por quê?

    Porque não existem soluções coletivas. Há apenas soluções individuais.

    Eu, por exemplo, tenho a solução para a minha previdência. (Não contribuo para INSS e faço exatamente o que sugere o artigo; e estou feliz). Mas eu não tenho a solução para a Previdência de todos. Por mais que eu queira genuinamente ajudar, sei que tem gente que não quer.

    E o pior problema é que a esmagadora maioria dos brasileiros desconhece até mesmo coisas básicas, como juros compostos (ensinado no primeiro grau da escola). Eles perdem a oportunidade de se aposentar cedo tirando proveito dos maiores juros reais do mundo, e ainda imploram para políticos cuidarem deles.

    Não serei eu quem irá esquentar cabeça para ajudar essa gente.

    O que é meu tá resolvido. Tenho a solução para mim e para meus filhos. (E talvez netos). Mas não tenho a solução para meus vizinhos e nem para meus parentes. Nada posso fazer por eles.
  • Sergio Christofoli  27/07/2017 20:04
    Agora estou curioso para saber qual é esse seu plano de aposentadoria, poderia explica-lo para mim?
  • Marcus Aurelio  27/07/2017 20:17
    Sou autônomo, muito competente em minha aérea (o que sempre me garantiu bons proventos), nunca trabalhei por CLT (o que me permitia reter 100% dos meus ganhos), sempre fui muito poupador e sempre fui estudioso de investimentos.

    Faço apenas aplicações conservadoras. Aplico em Tesouro Direto, CDBs, LCIs e LCAs de bancos pequenos (que têm ótimas rentabilidades garantidas pelo FGC), Debêntures e Letras de Câmbio. Ou seja, só renda fixa. (Investimentos esses gratuitos e acessíveis a qualquer pessoa com internet).

    Exceto contas, pago tudo no cartão de crédito (o que faz com que eu tenha de dar baixa em meus investimentos apenas uma vez por mês).

    Faço isso desde 2005. O que já tenho acumulado me permite parar de trabalhar completamente hoje, viver sossegadamente de renda, e ainda garantir uma boa vida para meus dois filhos (5 e 8 anos de idade) por um bom período de tempo.

    O Brasil tem os juros reais mais altos do mundo, e beira o inacreditável o quão pouco as pessoas se aproveitam disso. Aqui, se o cara for poupador e bom investidor -- além de competente naquilo que faz (o que lhe garantirá bons salários) -- já dá pra ele se aposentar bem após 15 anos de trabalho. Se tanto.

    Desconheço outro país no mundo em que recompense tanto ser poupador quanto o Brasil. E, incrivelmente, pouquíssimos se aproveitam disso.
  • anônimo  27/07/2017 20:31
    Ótimas colocações, Marcus Aurelio. Sou do seu time. A primeira coisa que faço com meu salário é aplicá-lo integralmente. Uma fatia (a menor possível) vai pra liquidez diária, a qual será usada para pagar contas futuras e a fatura do cartão de crédito. O restante (a grande parte) vai para investimentos de menor liquidez, que pagam juros maiores.

    De minha parte, apenas surfo na ignorância do povo: o país tem as maiores taxas de juros do mundo, ninguém se aproveita delas, e aí sobra muito ativo para mim.

    Por mim, que continue tudo exatamente como está. Que a reforma da Previdência seja barrada, que esse arranjo fraudulento continue sendo a alegria do povo, e que ninguém se preocupe em poupar e investir (pois os idiotas acreditam em esquema de pirâmide). Aí sobram mais títulos a juros altos para mim. Como o governo terá de gastar e se endividar cada vez mais, eu estarei ali para financiá-lo a juros altos. E os próprios idiotas crentes na Previdência terão de pagar impostos cada vez mais altos para bancar os juros dos meus títulos.

    De novo: acho ótimo que o povão continue ignorante e que a demanda por ativos financeiros continue baixa (e, logo, seus juros continuem altos). Meus rendimentos continuarão sensacionais (na NTN-B Principal, "apenas" 60% em um ano).
  • Jorge Luiz Guedes  28/07/2017 09:49
    Exatamente isso Marcus Aurélio. Se os brasileiros fossem educados financeiramente certamente não necessitaríamos das benesses do estado e, ainda, contribuiríamos para o crescimento econômico, já que pouparíamos mais e consequentemente investiríamos mais. Aqueles que souberem surfar a onda de juros altos dos títulos públicos ou os gordos dividendos de empresas sólidas não têm que lamentar o peso da demografia.
  • Felipe Lange S. B. S.  29/07/2017 10:50
    Marcus, eu sou o único da família que tem esse hábito de se abster (meus avós tinham, mas hoje são falecidos), eu faço pequenos investimentos em bitcoin (infelizmente hoje sou informal em uma pequena feira da cidade). Que conselho você daria para investir nesses títulos de bancos (quero à longo prazo)? É algo que um leigo conseguiria fazer?
  • Marcus Aurelio  29/07/2017 14:49
    Abra conta em corretoras (Easynvest, XP etc.) e faça seus aportes mensais, inclusive em Tesouro Direto. Abra conta também em bancos pequenos, como Intermedium e Sofisa.

    Você faz absolutamente tudo de graça e sem sair de casa. Só com um smartphone.

    Se você está mirando o longo prazo, sem necessidade de resgate antecipado, mais fácil ainda. Compre títulos atrelados à inflação e aqueles que pagam acima de 118% do CDI (tudo é garantido pelo FGC).
  • Elder  29/07/2017 14:46
    Quais bancos são esses?
    Como é que investe? Pelo App do próprio banco eu acho?
    Tem alguns anos que pesquiso, mas nunca fui adiante nesses investimentos. Tem dois anos que contribuo com o INSS, mas quero parar logo e alocar o valor em investimentos.
  • Marcus Aurelio  29/07/2017 14:59
    Saia do INSS o mais rápido possível. E considere que todo esse dinheiro que você deu foi uma mera doação. Você não o terá de volta.
  • Gustavo Mello  27/07/2017 16:17
    Perfeita a abordagem da rebentação dos laços familiares. É isso mesmo. Hoje, ninguém quer mais saber de prover para si próprio para o futuro. O imediatismo e o consumismo são a base de tudo.

    Poupar para o futuro e viver abaixo de suas posses passou a ser vista como comportamento de otário (os keynesianos e sua defesa dos gastos e sua crítica à poupança são um dos grandes culpados).

    Aliás, os próprios pais, que deveriam dar o exemplo, são os primeiros a incentivar os filhos a incorrer em gastos (comprar carro e apartamento), a "contribuir" para o INSS, a viajar, e a começar a trabalhar tarde.

    Os pais que hoje conseguiram se aposentar -- e bem -- juram que seus filhos terão o mesmo destino. E os filhos juram que se aposentarão daqui a 30 anos e viverão como seus pais hoje.

    Todos estão in for a big surprise.
  • Dermeval Franco   27/07/2017 16:21
    Tenho 32 anos, contribuo há 10 anos para previdência, pago previdência privada há 6 anos, faço alguns investimentos e mesmo assim não me sinto seguro quanto a minha aposentadoria futura. O Brasil é um país muito incerto. Já houve calote, confisco de poupança, hiperinflação, congelamento de preços, quebra de contratos, há leniência com grupos terroristas que invadem propriedades, etc.

    O brasileiro tem uma mentalidade estatista e vota em quem promete gastar mais. Falar em reduzir os gastos públicos é como se estivesse xingando a mãe. Se a economia não voltar a crescer até 2018 não duvido cairmos novamente nas mãos de outro populista, que vai aumentar os gastos, intervir ainda mais e ser leniente com a inflação/destruição da moeda.

    O ideal é, quem pode, fazer uma poupança no exterior, investir num país estável, com longo histórico de respeito pelas instituições e estabilidade da moeda: EUA, Inglaterra, Suíça, etc. Ainda não confio no bitcoin como um investimento seguro a longo prazo e nem acho que o ouro seja investimento para formar patrimônio, é bom para proteção, mas não rende juros.

    Confiar no real e na mentalidade de repartição do brasileiro não é viável a longo prazo.
  • Dermeval Franco  27/07/2017 16:24
    Fora que tem trabalhador rural que nunca viu uma foice, pois mora na cidade. Ele consegue um contrato de comodato de um lote rural qualquer, algumas testemunhas e temos um segurado que nunca vai contribuir com um puto para a previdência. Tudo isso respaldado por sindicatos rurais picaretas. Vai trabalhar na informalidade eternamente. Se esse salafrário se acidentar, geralmente de motocicleta, vai receber auxílio-doença. Quando velho vai poder se aposentar e acumular com a pensão da esposa. Isso é insustentável.

    O pior é que não existe a opção do cidadão trabalhador formal não contribuir, ou optar por gerir sua própria poupança para aposentadoria, pois é obrigatório o recolhimento. Quando falam em reforma, aparecem sindicalistas gordos, com abdomes protusos de batráquio, um Paulo Paim da vida. O tipo de gente que não gosta de trabalhar, mas tem lobby forte para impedir qualquer reforma que acabe com sua boa vida.
  • Italiano  27/07/2017 16:29
    A melhor reforma da previdência foi a "não reforma" da italia. O sistema quebrou de fato, não foi reformado, todo mundo sabe que ninguém receberá a aposentadoria e aí todos já sabem que devem poupar.

    Foi privatizada de fato!
  • Joao  27/07/2017 19:19
    Não conheço esta história e me interessei pelo assunto. Fiz uma rápida busca no google e não encontrei informações
    Pode me indicar algum texto ou artigo sobre isso (Se possível, em português ou inglês. Na falta, pode ser em italiano mesmo que tento me virar com um tradutor)?
    Grato
  • Jones  27/07/2017 19:32
    Posta algum link sobre a previdência italiana, estou curioso. Mas vamos supor que faliu, os aposentados voltaram a trabalhar? Os trabalhadores ainda continuam pagando a previdência?
  • Matheus Penha  27/07/2017 19:41
    Também li sobre isso numa recente edição da The Economist (e não, não serei eu quem sairá procurando e colando links).
  • Humberto  27/07/2017 19:52
    blogs.lse.ac.uk/europpblog/2012/11/02/italy-pension-system/

    https://www.wsj.com/articles/its-matteo-renzis-turn-to-tinker-with-italys-pensions-1466105487

    https://www.ssa.gov/policy/docs/progdesc/ssptw/2012-2013/europe/italy.html
  • Dianari  27/07/2017 16:36
    São necessários mais artigos mostrando justamente que a Previdência é uma das maiores imoralidades já criadas pelo governo.

    Hoje, eu sou obrigado a sustentar um aposentado que eu nunca vi na vida (ao mesmo tempo em que a família dele esta desincumbida disso) apenas para que, no futuro, eu tenha o mesmo direito de igualmente escravizar outra pessoa para que ela me sustente.

    E o fato de todo mundo achar isso lindo, moral e inegociável é o que é realmente pavoroso.
  • Leigo  28/07/2017 14:35
    Já tem muito artigo nesse sentido. Só falta a gente sair imprimindo esses artigos e distribuir por ai haha
  • Rennan Alves  27/07/2017 16:36
    Já saiu até "relatório" da CPI da previdência.

    portal.andes.org.br/imprensa/noticias/imp-ult-733587212.pdf
  • Capital Imoral  27/07/2017 16:37
    Sobre a necessidade de abolir o sexo físico entre Heterossexuais

    Uma questão muito importante para o futuro do Socialismo e para o futuro da humanidade, se encontra na necessidade, obrigatória, de abolir o sexo heterossexual no futuro. Este pequeno texto pretende fazer uma introdução sobre está questão.

    O mundo atual encontra-se à beira da extinção, temos pesquisas que indicam que se o homem continuar a produzir esta quantidade altíssima de CO2, em menos de uma geração, já não haverá possibilidades de viver na terra. Cientistas renomados como Pirula, já confirmaram que o Aquecimento Global realmente existe e que ele é causado pelo ser Humano. Torna-se necessário fazer algo.

    Muito se tem discutido sobre ações políticas para evitar um futuro catastrófico; Houve diversas tentativas de trazer conscientização social para sociedade, na tentativa de levar o ser humano a ter ações minimalistas, dou exemplos: Não comer Carne, Não fazer churrasco, não usar o carro ou meios de transportes poluentes, como caminhões por exemplo. Mas esta sociedade hipócrita não quer colaborar.

    Até que Caiu do céu uma reportagem que traz a solução para este problema gravíssimo. A reportagem traz o seguinte título: "Ter menos filhos é ação mais eficaz contra aquecimento global, diz estudo", Eles ainda afirmam: "Wynes e Nicholas concluem, por exemplo, que ter um filho a menos contribuiria para uma redução média de 58,6 toneladas de CO2 na atmosfera por ano, uma quantidade muito maior que as outras três principais alternativas recomendadas: viver sem carro (2,4 toneladas), evitar viagens de avião (1,6) e adotar uma dieta vegetariana (0,8)."

    Com base nesta reportagem, Eu gostaria de sugerir ações políticas que visam proibir o sexo entre Heterosexuais. Primeiro que sexo entre homem e mulher é algo que me incomoda, pois remonta a um tempo passado onde os homens eram banais e grosseiros - Como Adão e Eva; Segundo que os tempos atuais, exigem, obrigatoriamente, um novo estilo de vida focado no minimalismo e no sexo intelectual; Terceiro que é para o bem da humanidade, logo torna-se necessária criar um Banco Mundial de bebes, pois a reprodução do futuro será via inseminação artificial. Existirá um Grande Banco Mundial que vai decidir a taxa de bebês que devem nascer no mundo. O Socialismo triunfará e o Mundo será belo e organizado.

    Você sabia?
    O que é sexo intelectual?
    Sexo intelectual será o futuro do sexo entre seres humanos. Neste futuro o homem irá ler um trecho de poema ou livro para mulher, ao qual será o bastante para se satisfazer sexualmente. È importante lembrar que não deve haver toque, no máximo olhares. Nenhum dos dois devem tirar as roupas; a satisfação do libido sexual deve ser feita exclusivamente por palavras.
    Fonte: BBC www.bbc.com/portuguese/geral-40595729

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Pobre Paulista  27/07/2017 17:20
    Sei que não devia, mas entrei no link e me surpreendi que exista quem realmente pense assim.
  • Realista  27/07/2017 17:26
    Me pergunto como os moderadores dessa página permitem esse tipo de comentário. Não tem nada haver com o tema proposto, nada agrega. Comentário estúpido apenas para tumultuar.

    Se é ou não um troll, não interessa, eu jamais permitiria isso (é apenas um pitaco pessoal). Tente comentar em "páginas esquerdistas", qualquer contradição ao pensamento deles, é sumariamente censurado, então porque dá espaço a esses canalhas aqui?
  • Tarabay  27/07/2017 20:31
    "Me pergunto como os moderadores dessa página permitem esse tipo de comentário. Não tem nada haver com o tema proposto, nada agrega. Comentário estúpido apenas para tumultuar."

    R: Porque os moderadores são libertários e, por óbvio, defendem a liberdade de expressão do indivíduo, mesmo que seja usada para defecar pelos dedos.

    Se é ou não um troll, não interessa, eu jamais permitiria isso (é apenas um pitaco pessoal). Tente comentar em "páginas esquerdistas", qualquer contradição ao pensamento deles, é sumariamente censurado, então porque dá espaço a esses canalhas aqui?

    R: Primeiramente, não somos iguais a eles e a partir disso, ao tratar socialistas com censura estaríamos fazendo o mesmo que eles, descendo o nível intelectual ao agir feito criança. Segundo, não se vence um debate deletando um comentário inoportuno, vence-se utilizando a lógica e a dialética.

    Espero ter ajudado.

  • vanderlei  17/08/2017 01:51
    Colocar numa mesma variável, militar, civil, rural, urbano, favelado, desempregado.
    Não dá certo, para quem paga não dá prejuízo, mas não fornecem o extrato.
    Piramide é coisa de comunista.
    Agora, você depende de seu vizinho, se ele estiver desempregado, você não recebe a sua aposentadoria.
  • anônimo  27/07/2017 17:29
    Capital, é só o homem se casar com a mulher que acaba o sexo hoje as pessoas tem tido muitos filhos pq não se casam, têm filhos antes do casamento.
    Depois que me casei q tive a primeira filha minha frequência de sexo caiu pela metade, depois de ter o segundo filho a frequência caiu para zero.

  • Burocrata  27/07/2017 17:51
    Tá. E a previdência?
  • Arnaldo  27/07/2017 19:57
    Assim que é socialista, quer meter o estado até onde você enfia o pinto.
  • Esron  27/07/2017 21:09
    Acho que a troça que o Capital Imoral faz é bem válida pois mostra exatamente como os intelectuais socialistas pensam. O texto deixa a gente perplexo com tais possibilidades mas, é importante sabermos o que essa gente pensa. Muito embora concorde com o colega que o comentário nada tem a ver com o artigo; desse modo convém certa moderação por parte do Imoral capitalista. Que já refutou mises.
  • Luiz Moran  28/07/2017 14:08
    Capital Imoral, estou curioso em saber uma coisa sobre você: Como você conseguiu nascer ? Precisa ter cérebro para isso.
  • Viking  28/07/2017 16:55
    lembrei do filme do Stallone, aquele das tres conchinhas
  • FL  27/07/2017 17:02
    Conheci o IMB há alguns anos lendo este artigo sobre o esquema de pirâmide na previdência brasileira do Bernardo Santoro. Posso tranquilamente dizer que foi uma das melhores coisas que me aconteceu. Aquilo literalmente abriu meus olhos para diversas coisas que eu simplesmente não entendia, por pura falta de interesse de ir atrás e por nunca ter achado um conteúdo tão claro. A partir dali, começar a ler outros artigos sobre diversos temas foi um processo natutal (e sem retorno).

    Esse artigo do Leandro Roque (sempre ele) com uma proposta para a previdência é absurdo. Já mostrei para várias pessoas - para aqueles que eu sei que jamais leriam o artigo todo, eu simplesmente simulo a conta com o salário de R$1.000, inclusive instalei uma calculadora financeira simples no celular para fazer o cálculo do FV. É absolutamente impagável ver a reação das pessoas (imagino que essa foi a minha cara quando li tudo pela primeira vez).
  • Leigo  28/07/2017 14:40
    Partilho do mesmo sentimento.
  • Amilcar  27/07/2017 17:50
    Proibimos então a previdência privada no Brasil, visto que bancos privados tb vão a falência, aposto como o raciocínio muda...
  • Martins  27/07/2017 18:20
    1) Na previdência privada, nenhum terceiro é espoliado para bancar o aposentado. O dinheiro não advém do confisco de terceiros.

    2) Se o banco quebra, quem se estrepa é o investidor. E só ele. O resto da sociedade permanece numa boa.

    3) Achar que os dois arranjos são iguais, inclusive em termos morais e econômicos, demonstra suprema ignorância.

    4) Nenhum libertário defende ou advoga previdência privada. Isso é do foro íntimo de cada um. O que o libertário realmente defende é o fim do confisco estatal: o fim da obrigatoriedade imposta pelo estado de o sujeito ter de dar dinheiro para o INSS. Cada um deve ter a liberdade de reter todo o seu salário e investi-lo como bem entender, seja em previdência privada, seja em ações, em debêntures, em CDBs, LCIs, LCAs, Letras de Câmbio etc.

    Após ter entendido todo esse básico, palpite novamente.
  • Arnaldo  27/07/2017 18:56
    Previdência privada não é compulsória.
  • Sérgio Moraes  27/07/2017 18:23
    Esse Capital Imoral é sensacional...kkkkkkkkkkkkkk....
  • Guilherme  27/07/2017 19:26
    Talvez eles imprimam a diferença inicialmente, pra postergar o calote.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  27/07/2017 20:26
    No Brasil, a Previdência Social deve ser a prioridade.
  • Arnaldo  28/07/2017 14:09
    Sim, a primeira coisa a abolir quando arrumar o país
  • Bruno Feliciano  27/07/2017 22:52
    Vcs não acham um absurdo a o codigo civil sobre união estavel?

    Sem contrato, tu morou 5 anos com uma pessoa, ai uma pessoa prova que era uniao estavel, ai pronto ela tem direito a metade dos bens construidos durante esses 5 anos.

    Por isso tem um monte de vagabunda dando golpe da barriga, isso ai virou um grande negocio.


    Se tem um contrato, tudo bem não há o que se falar.

    Agora vem ca, sem contrato nenhum, prova-se através de testemunhas que havia união estável, ai a pessoa já tem direito..


    Vocês nunca fizeram um artigos sobre esse absurdo? Isso é um desrespeito aos contratos e os direitos de propriedade.
  • Luiz Moran  28/07/2017 14:13
    É por isso que cada vez mais aumenta o número de putas e puteiros no Brasil.
  • Ex-microempresario  28/07/2017 17:32
    Não fale isso muito alto, senão algum deputado ouve e cria a ANP (Agência Nacional de Putaria) para regulamentar o setor e proteger os cidadãos dos perigos do livre mercado.
  • lorivaldo  29/07/2017 23:16
    Isso mesmo, senão a burocracia encarecerá mais o "produto" e o próprio governo vai ter que criar o "Bolsa Put@" ou "MPMV"!
  • Sálvio Silveira  27/07/2017 23:38
    Esse artigo me provocou uma profunda reflexão.

    Eu estou cuidando do meu pai que está beirando os 70 anos, o levo para o hospital fazer os exames etc. E o que sempre noto é que a maioria dos idosos estão desacompanhados dos filhos. Conversando com uma médica que atendeu meu pai, ela falou que tinham filhos que largavam os pais no hospital e até esqueciam de buscar. Já aconteceu de eu ver uma senhora chorando de dor em uma fila e sem ninguém acompanhando-a.

    É aquila história: Centraliza-se o poder nas mãos do Estado e se separam as pessoas, pois o "Deus Estado" resolverá tudo, desde previdência até até o "tamanho ideal" do pastel de feira (como ocorre na cidade de São Paulo).
  • Vinícius Garcia  28/07/2017 01:02
    É isso aí, Sálvio. Você acabou de ver a teoria acontecendo na prática. Perfeitas sua descrição e conclusão.
  • Nordestino Arretado  28/07/2017 00:23
    Tenho uma dúvida: Na ausência da previdência social, quem irá prover sustento para aquelas pessoas que possuem deficiências físicas que impeçam a atividade laboral, uma vez que os pais irão falecer um dia, e a quantidade de filhos está diminuindo consideravelmente, o que resulta em menos irmãos para prover sustento para às pessoas deficientes?
  • Igor  28/07/2017 01:05
    Para começar, este seu exemplo envolve seguridade social e não previdência (que é o tema do artigo).

    Em segundo lugar, toda pessoa é livre para contratar seguros a esse respeito. Aliás, seguros existem exatamente para isso: para eventos inesperados. Sofrer um acidente é tão inesperado quanto sua casa pegar fogo. Por que o governo tem de cuidar do primeiro mas não do segundo?

    Esse problema que você levantou, portanto, poderia ser equacionado com seguros privados ou até corporativos (por setor da economia).

    Outra coisa que não se pode desconsiderar é a incrível economia que a extinção do RGPS acarretaria com o enxugamento de toda a estrutura utilizada para fiscalizar e executar esse programa ineficiente. Nesse cenário, ou se reduziria impostos, ou sobraria dinheiro para aplicar em outras áreas como essa que você levantou, por exemplo.

    Por fim, caso nada acima baste, sabe quem vai ajudar essas pessoas? Você.

    Você irá fazer doações, você irá agitar nas redes sociais para angariar doações para essas pessoas. Hoje, com a penetração das redes sociais, é impossível uma boa causa passar despercebida e não ter aderentes.

    O problema é que ninguém quer realmente fazer isso. Você, por exemplo, não quer doar e nem quer se dar ao trabalho de fazer a agitação. O que você quer é que outros tenham o dinheiro confiscado.

    É papo de sempre: quero fazer redistribuição de renda, mas quero que apenas a renda dos outros seja distribuída.

    Aqueles que querem distribuir o bolo querem acima de tudo o controle da faca.

  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  28/07/2017 00:25
    A Previdência Social é um direito e não terá fim.
  • Ex-microempresario  28/07/2017 17:41
    Um turista tomou um táxi em Roma. Embora já soubesse da fama do tráfego caótico da Itália, não deixou de se espantar enquanto o motorista "costurava", recebia fechadas e ignorava todas as regras de trânsito possíveis. Até que em um momento, o motorista parou bruscamente em um cruzamento. O motorista perguntou "Mas não temos a preferência neste cruzamento ?" O motorista respondeu:

    "Signore, a preferência não é algo que se tem. É algo que lhe dão. Se não lhe dão, você não tem."

    Substitua "preferência" por "direito" na frase acima caso a metáfora não tenha ficado clara o bastante.
  • News  28/07/2017 02:49
    OFF:
    exame.abril.com.br/mundo/o-comeco-turbulento-de-macron/
  • Adão  28/07/2017 12:55
    É assustador.
  • Wasabi  28/07/2017 13:18
    Sendo realista a previdência só acabará quando a mesma falir.
    Já que os segurados são pagos com o dinheiro de quem paga.

    O melhor a fazer é sempre pagar primeiro a si mesmo.
    Retirar uns 10% a 20% do salário e ir guardando. Quando tiver o suficiente investir em tesouro direto, negócio, ações etc.

    Quanto menor o valor melhor, pois a medida que se quebra a cara mais inteligente ficamos para investirmos corretamente.
  • Heinrich  01/08/2017 02:50
    foda é que assalariado não consegue não doar pra porcaria do INSS
  • Wasabi  03/08/2017 17:40
    Por outro lado duvido que o empregador caso não fosse obrigado por lei pagasse o FGTS e muitos não pagam.
    Duvido muito que isso se reverteria em aumento real de salário.
  • Eustáqui  03/08/2017 17:47
    O valor que o patrão paga de FGTS já representa um custo do empregado para ele. Quando você contrata alguém, você já tem de levar em conta esse custo. Portanto, seria muito melhor que o FGTS pudesse ser entregue separadamente para o trabalhador, para que este então pudesse fazer o que quiser com ele.

    Mas sim, de fato nada garante que com o fim do FGTS haveria aumentos salariais.

    Mas, ao menos, haveria espaço para aumentos salariais. Seria possível -- veja bem: seria possível -- haver aumentos. Já no atual arranjo, é impossível haver aumentos. Não há espaço para aumentos.

    Pior ainda: não só não há como haver aumentos, com ainda o trabalhador fica sem parte do seu salário.

    A diferença entre uma hipótese benéfica e uma certeza maléfica é brutal.
  • Ex-microempresario  03/08/2017 19:27
    Porque então o empregador oferece plano de saúde e vale-refeição, já que não é obrigado por lei ?
    E porque paga mais que o salário mínimo, já que não é obrigado por lei ?
    Porque existem aumentos de salário, já que não é obrigado por lei ?

    Enquanto persistir este coitadismo de achar que o "patrão malvado" paga o salário que lhe dá na telha, não há esperança para este país.
  • Luiz Moran  28/07/2017 14:06
    Previdência Social = Pirâmide oficial
  • Filósofo  28/07/2017 14:35
    O artigo não foi uma supresa para mim. Eu já tinha pensado nisso.

    E vou além...Os socialistas querem que o estado seja Deus. A fé no estado é a melhor explicação sobre a crença no estado, mesmo com os políticos fazendo todas essas sacanagens.

    O nosso problema é muito mais profundo. Enquanto igrejas americanas levantam obras gigantescas de hospitais e escolas, os pastores brasileiros ficam pedindo dinheiro apenas para criar mais igrejas, para comprar mansões, carros, etc.

    A fé dos brasileiros não movimentou montanhas. Os brasileiros creem mais no estado do que em Deus.

    A igreja possui um legado libertário. O problema é que os padres e pastores não entenderam, que o estado não é o caminho para manter o poder da igreja. O poder da igreja depende fundamentalmente ações e ajuda motivadas pela fé, e não pela força do estado. A força do estado vai totalmente contra o legado da igreja.

    Eu sou ateu, mas não me vejo vivendo em uma sociedade que não seja judaíco-cristã. É bom viver em uma sociedade que possui a fé Cristã.



  • Joaquim Saad  02/08/2017 00:41
    Eu era ateu até refletir mais profundamente sobre o socialismo e concluir que só pode ser coisa do demônio !
  • Otton di Tibutini  28/07/2017 18:02
    Um País como o Brasil por Ser Trilionário em Riquezas Naturais e mais essa complexa riqueza de geração de recursos comerciais e industriais, deveria seguir um estilo e forma de governo tipo, Gerenciadores Púbicos mas, sem serem votados principalmente por essa população medíocre e indiferente ao que se diz; Patriotismo ou coisas similares.
    Um povo que se habituou a votar em troca de algo pessoal não pode mesmo definir ou mesmo escolher e ainda por cima exigir acompanhando a responsabilidade que é manter uma qualidade de política onde o que nunca se viu nesse País aquilo que se chama de plano de meta. Seja qual for o partido no poder, venha a ter respeito pela continuação nos seguimentos organizadores do futuro.
    Essa enganação de se utilizar da palavras Democracia nos últimos tempos, apesar de que nunca houve, virou caminho para essa de socialistas montarem a desgraça que já estar montada e só dando uma pausa nessa colheita de votos para manterem-se vivos e afundando com o País como vemos e presenciamos.
    Não há nenhum seguimento sendo democrático, hoje, no Brasil.
    Sobre Estado, Igreja e a própria nação, o desfacelamento e o desencontro nutrido de mentiras é o resultado do descaso generalizado.
  • GUILHERME AUGUSTO GONDIM DE ALMEIDA  28/07/2017 22:43
    Eu tenho curiosidade em saber como seria nos países ditos comunistas, onde não há propriedade privada nem sistema financeiro. Alguém teria algo a dizer?
  • José  29/07/2017 12:58
    Mi mi mi a previdência vai quebrar.
    Mi mi mi o Brasil vai quebrar.
    Blá blá blá você precisa ser competente em sua área, ganhar um salario vultuoso, e ai aplicar em CDBs, RDBs, PQPs. Ou seja alem de ser um ótimo profissional em sua área, ser bem remunerado, você ainda tem que ser um economista e torcer para esses papeis em que esta "apostando" o seu dinheiro não venham virar merda no futuro.
    A verdade é que se a previdência social falhar você que investiu em imoveis vai estar fodido, quem tiver dinheiro na poupança também vai sofrer e quem tiver investimentos em ações e outros papeis também vai se ferrar, porque a economia vai entrar em colapso.
    Não é possível perdermos o estado de bem estar social que já conquistamos.
    NÃO SOU SOCIALISTA. Só acho que é necessário uma segurança social minima para que as pessoas não fiquem dependentes de seus familiares ou de instituições financeiras passiveis de fracasso.
  • Marcus Aurelio   29/07/2017 14:43
    Ou seja, você é daqueles que acham que contabilidade e demografia são coisas que podem ser perfeitamente moldadas às suas emoções e desejos. Você acha que economia aceita mágicas, truques e voluntarismos.

    Você, em suma, acha que coitadismo, vitimemos e afetações de indignação resolvem um problema inerentemente contábil, demográfico e econômico.

    Nada posso fazer por você. Como já disse acima, o meu já está garantido. Qualquer eventual alteração na Previdência não me fará a mais mínima diferença. Já para você será caso de vida ou morte. Só lamento você ter sido tão imprevidente e acreditado nas promessas de políticos. Nenhuma burrice passa impune.
  • Bitcoiner  29/07/2017 14:44
    Problema seu escravo do estado. Eu to fora deste teu esquema fraudulento. Vai ter bastante mi mi mi seu e dos seus filhos.
  • Hiperinflação  29/07/2017 17:26
    Não se preocupe caro José, eu voltarei em breve para consertar do meu jeito as contas públicas e salvar a previdência sua é de sua família.
  • José Inacio   31/07/2017 01:19
    Somente um aspecto terminologico: "imposto" é uma espécie do gênero "tributo". Assim como o são "taxas" e "contribuições".

    Quando nos referimos aos pagamentos patronais e do empregado ao INSS, ou ao seu correspondente no caso dos servidores públicos, devemos utilizar os termos "contribuição" ou "tributo".
  • Arruda  31/07/2017 01:42
    Contribuição?!

    Até onde eu sei, "contribuição" enseja algo voluntário. E caridoso.

    Agora, se eu aponto uma arma para sua cabeça e digo "passe a grana ou vá pra cadeia", esse seu dinheiro seria uma contribuição?!

    Só otário cai nessa esparrela de chamar imposto de contribuição. Aliás, é impressionante a eficácia da lavagem cerebral feita pelo estado. Os políticos conseguiram até mesmo transformar coerção em caridade.
  • José Inacio  31/07/2017 09:42
    Antes de dar piti
    Porque você não vai estudar um pouco?
  • Andre  31/07/2017 13:00
    Segundo a novilíngua contribuição é:

    Ato ou efeito de contribuir.
    Parte que toca a cada pessoa numa despesa comum.
    Pagamento devido por cada cidadão ao Estado ou à municipalidade; tributo.
    Subsídio de caráter moral ou social.

    Pare de dar piti e vá sonegar impostos, contribuição, taxas seja lá o que for, não pague esta merda.
  • Rossano Rubens  31/07/2017 19:50
    Vejo que algumas pessoas optam por renda fixa, tesouro etc... Mas com uma quebra como relatada no artigos, estes títulos serão os primeiros a não ser honrados, basta saber que como o é a esquerda brasileira o argumento será "tirar dos que tem muito para dar aos menos favorecidos dependentes da previdência". É bom ficar esperto...
  • Regis   31/07/2017 20:02
    Errado. Títulos da dívida do governo jamais serão caloteados. E por um motivo muito simples.

    O governo precisa de dinheiro emprestado apenas para continuar existindo. Logo, ele jamais dará o calote em seus credores. Isso seria de uma burrice inominável.

    Apenas pense: hoje, o governo só consegue se manter porque pega dinheiro emprestado. Tendo um déficit primário — isto é, desconsiderando toda a despesa com juros — de 3% do PIB, o governo não paga nem o funcionalismo público e nem o salário de seus políticos se não tomar dinheiro emprestado.

    Sendo assim, ele precisa se endividar simplesmente para continuar funcionando.

    Ao dar um calote, o governo estaria fechando exatamente aquela fonte de financiamento que sempre lhe esteve aberta e disponível. Mais ainda: estaria acabando exatamente com aquilo que o mantém vivo.

    Ora, você não mata quem sempre lhe empresta dinheiro e que faz com que seja possível você fechar suas contas.

    Adicionalmente, vale ressaltar que nem a Venezuela de Chávez e nem a Argentina dos Kirchner fizeram isso. A Argentina deu o beiço nos credores estrangeiros, mas não nos nacionais.

    Sim, haverá calote no Brasil, mas este não ocorrerá com os títulos públicos em mãos de bancos, fundos de investimento, cidadãos e empresas nacionais. O calote ocorrerá sobre aqueles grupos que têm menos poder político: aposentados, pensionistas, dependentes de assistencialismo etc. Chegará um momento em que estes não mais receberão nada.

    Mas, antes disso, ainda haverá cortes na saúde, na educação e na cultura. Terá de haver. Assim como também terá de haver vendas de ativos. Haverá privatizações, mesmo que a contragosto. Em última instância, o governo preferirá vender todas as suas estatais a calotear a dívida pública (e há muitas estatais a serem vendidas).

    Artigo sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532
  • José Inacio  01/08/2017 02:30
    Meu caro, nunca diga "jamais"
    Os bonds de um país representam, em tese, o investimento livre de risco
    Mas se nem os bonds americanos são risk FREE
    Imagina os brasileiros, argentinos, gregos, turcos, etc
    Pergunta pros mais velhos se eles confiam nisso
    Nós somos a geração do plano real, damos muita confiança a um mero ativo fiduciário, lastreado e "garantido" pelo governo, que sabemos ser indigno de confiança.
    O engraçado é a negada falando mal do Estado mas tuchando 100% de suas economias nele
  • Matheus  31/07/2017 20:56
    É uma pena que muito terão uma péssima surpresa no futuro ao aprenderem isso da pior maneira o possível, mas (creio que sou um tolo por isso), ainda há um raio de esperança, meu colegas e conhecidos quase que imediatamente começam a poupar, ou defender a previdência privada, mesmo que pouco, quando digo a seguinte frase:

    "Se a pessoa não guardou dinheiro a vida toda, por que raios você tem de bancar ela? Cada um com sua grana!"
  • Pedro Mendes  02/08/2017 13:18
    Pessoal do IMB, já estou na época que meus pais estão me falando para abrir uma conta em um banco. Qual a melhor opção de poupança e de rendimento? Não confio em bancos estatais e corporativistas (temo que a poupança seja confiscada novamente).
  • Ricardo Pereira  04/08/2017 16:17
    Investir o seu dinheiro em diversos tipos de aplicação é uma jogada inteligente de se fazer mas nem todos estão educados para o fazer e só é lucrativa mesmo por esse motivo, porque se todos fizessem o mesmo, o retorno acabava por diminuir com em tudo.

    É para essas pessoas que não são tão informadas e que não querem também ter esse peso e responsabilidade que a providência social ou INSS acaba sendo importante, nem que seja a contribuir o mínimo.
  • Emerson Luis  08/08/2017 11:53

    O Estado usurpou os papéis da família, da religião e da sociedade em geral.

    * * *


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