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A ideia de que, no capitalismo, os trabalhadores são “explorados” atenta contra a lógica
Por que não faz sentido exigir que o trabalhador receba o "valor integral" de sua produção

Foi Karl Marx quem popularizou a ideia de que os capitalistas exploram os trabalhadores. E os capitalistas fazem isso se "apropriando" de uma parte do trabalho de seus empregados. 

O argumento é relativamente simples: o capitalista remunera o trabalhador com $100. Este trabalhador gera mercadorias, e essas mercadorias são vendidas por $120. Segundo Marx, este lucro só é possível de ocorrer porque uma parte do trabalho não foi remunerada pelo capitalista — no caso, os $20.

Esses $20 seriam exatamente a "mais-valia", que é a mensuração da "exploração laboral".

Ou seja, o trabalhador prestou um serviço para o capitalista e não obteve a "devida" remuneração. Sua remuneração foi menor do que o valor total que ele gerou para o capitalista.

Consequentemente, o capitalista, que não efetua trabalho físico, reteve para si uma parte do valor dos que os trabalhadores produziram, e ele consegue fazer isso graças ao seu monopólio dos meios de produção (a fábrica e as máquinas que o trabalhador utilizou para produzir o bem).

Logo, estando estes bens de produção em propriedade do capitalista e não do trabalhador, o trabalhador tem de se sujeitar às demandas do capitalista, aceitando entregar ao capitalista uma fatia daquilo que sua mão-de-obra produz — caso contrário, morrerá de fome no frio.

Desta maneira, ao pagar ao trabalhador um salário menor que o valor total por ele produzido, o capitalista está "roubando" uma parte da mão-de-obra do trabalhador.

Esta é a origem da noção marxista de "renda imerecida", que seria a renda que não decorre de ter de trabalhar e produzir, mas simplesmente de se ser o proprietário de um negócio privado que emprega trabalhadores, que são aqueles que realmente fazem todo o trabalho.

O capitalista, nesta concepção, não faz nada. Apenas vive da exploração do trabalho dos outros, enquanto fica sentado em seu escritório, com seus pés sobre a escrivaninha, fumando um charuto.

A solução de Marx?  Confiscar os meios de produção da burguesia e repassá-los aos trabalhadores para que estes possam reter o produto integral do seu trabalho sem que haja intermediários capitalistas que se apropriem de parte do suor dos trabalhadores.

Sem o capitalista, não há mão-de-obra bem remunerada

Começando pelo básico

De onde vêm os empreendimentos nos quais os trabalhadores são empregados?

Como a fábrica ou a empresa foi construída? De onde vem o capital — as máquinas, ferramentas e equipamentos — das fábricas e empresas, com o qual os trabalhadores contratados realizam seu trabalho para produzir os bens que eventualmente estarão disponíveis para os consumidores comprarem?

De onde vêm os recursos que garantem o pagamento dos salários dos trabalhadores?

Alguém necessariamente teve de poupar uma parte dos rendimentos obtidos no passado para, então, utilizar esses recursos poupados na construção da empresa e no seu aparelhamento com todos os bens de capital necessários — sem os quais o trabalho de qualquer trabalhador seria consideravelmente muito menos produtivo, com muito menos quantidades produzidas, e muito mais imperfeito em sua qualidade.

O empreendedor que inicia um empreendimento tem necessariamente de ou ter economizado os fundos necessários para cobrir suas próprias despesas de investimento ou ter tomado emprestado de outros que pouparam o necessário.

Logo, sem o capitalista para financiar e sem o empreendedor para empreender, o trabalhador não teria à sua disposição as máquinas, as ferramentas e todos os bens de capital que possibilitam seu trabalho, que o tornam mais produtivo, e que aumentam seu valor.

Mas isso ainda é o de menos.

A incontornável questão da preferência temporal

Eis a questão mais crucial de todas: os trabalhadores que os empreendedores e capitalistas empregam não precisam esperar até que os bens sejam produzidos e realmente vendidos para receberem seus salários.

Os capitalistas adiantam bens presentes (salários) aos trabalhadores em troca de receber — somente quando o processo de produção estiver finalizado — bens futuros (retorno do investimento). Existe necessariamente uma diferença de valor entre os bens presentes dos quais os capitalistas abrem mão (seu capital investido na forma de salários e maquinário) e os bens futuros que eles receberão (se é que receberão).

São muitas as pessoas que não entendem corretamente esse conceito de que os capitalistas adiantam bens presentes para receber, após muito tempo, bens futuros. No entanto, basta verificar os balancetes de qualquer empresa para verificar esse fenômeno. Por exemplo, a General Electric investiu (adiantou) US$685 bilhões para recuperar, na forma de fluxo de caixa anual, aproximadamente US$35 bilhões. Ou seja, os capitalistas da GE abriram mão de US$685 bilhões (e seu equivalente em bens de consumo que eles poderiam ter adquirido no presente) para receber, anualmente, uma receita de US$35 bilhões. 

Nesse ritmo, serão necessários 20 anos apenas para recuperar todo o capital adiantado. 

A pergunta é: os capitalistas que adiantam $685 bilhões — que se abstêm de consumi-los e que incorrem em risco para recuperá-los — não deveriam receber nenhuma remuneração por isso? Será que durante os próximos 20 ou 30 anos eles deveriam se contentar apenas em recuperar — isso se tudo der certo — tão-somente os $685 bilhões de que abriram mão, sem receber nenhuma remuneração pelo seu tempo de espera e pelo risco em que incorreram?

Quem pensa assim está, na prática, dizendo que ter $1.000 hoje é o mesmo que ter $1.000 apenas daqui a 500 anos (e assumindo zero de inflação de preços).

E este é exatamente o raciocínio por trás de toda a análise marxista da exploração capitalista.  O que há de errado, portanto, com a teoria da exploração é que ele não compreende o fenômeno da preferência temporal como uma categoria universal da ação humana.

A "mais-valia" não é a apropriação de um tempo de trabalho não-remunerado, mas sim o juro derivado do tempo de espera e do risco assumido até que o processo produtivo esteja concluído.

Os capitalistas, ao adiantarem seu capital e sua poupança para todos os seus fatores de produção (pagando os salários da mão-de-obra e comprando maquinário), esperam ser remunerados pelo tempo de espera e pelo risco que assumem.  Por outro lado, os trabalhadores, ao receberem seu salário no presente, estão trocando a incerteza do futuro pelo conforto da certeza do presente.

O fato de o trabalhador não receber o "valor total" da produção futura nada tem a ver com exploração; simplesmente reflete o fato de que é impossível o homem trocar bens futuros por bens presentes sem que haja um desconto. O pagamento salarial representa bens presentes, ao passo que os serviços de sua mão-de-obra representam apenas bens futuros.

A relação trabalhista, portanto, é apenas uma relação de troca entre bens presentes (o capital e a poupança do capitalista) por bens futuros (bens que serão produzidos pelos trabalhadores e pelo maquinário utilizado, mas que só estarão disponíveis no futuro).

O economista austríaco Eugen von Böhm-Bawerk expressou tudo isso de maneira bem mais resumida: "Parece-me justo que os trabalhadores cobrem o valor integral dos frutos futuros do seu trabalho; mas não é justo eles cobrarem a totalidade desse valor futuro 'agora'."

Empreendedores e capitalistas arcam com a incerteza de planejar para o futuro

Os trabalhadores e todos os demais ligados ao processo de produção recebem seu pagamento enquanto o trabalho está sendo feito. Já o empreendedor arca com toda a incerteza sobre se irá ganhar ou não o suficiente com a venda de seus produtos para cobrir todas as despesas nas quais incorreu.  Ele, aliás, nem sequer sabe se conseguirá vender seu produto.

Ao pagar aos seus empregados os salários que foram acordados por contrato, o empreendedor os alivia da incerteza a respeito de se, no final do processo, haverá lucro, prejuízo, ou se a empresa ficará no zero a zero.

É o empreendedor quem tem de fazer os julgamentos especulativos e criativos sobre o que produzir e a que preços seus produtos poderão ser vendidos. A precisão deste juízo empreendedorial em conseguir antecipar melhor do que seus concorrentes aquilo que seus consumidores podem querer comprar no futuro, bem como os preços que poderão pagar por esses bens, é o que determinará o sucesso ou fracasso de seu empreendimento.

Sem o empreendedor e o capitalista para organizar, financiar e dirigir o empreendimento, seus empregados não teriam trabalho e nem receberiam salários antes que um único produto fosse fabricado e vendido.

Portanto, o empreendedor não é somente o organizador da empresa e o investidor que faz tudo acontecer; ele também é quem irá arcar com as consequências caso não obtenha um lucro pelos seus esforços empresariais.

Conclusão

Por tudo isso, não faz sentido dizer que o capital explora o trabalhador. A realidade é oposta: o capital não só aumenta o valor da mão-de-obra do trabalhador — ao fornecer as máquinas e ferramentas de que ele necessita para produzir bens e serviços que os consumidores valorizam e compram voluntariamente — como ainda o alivia da incerteza do futuro.

Não fosse o capital disponibilizado pelos capitalistas e empreendedores (maquinário, ferramentas, matéria prima, insumos, instalações etc.), a mão-de-obra não teria como produzir estes bens de demandados pelos consumidores. Consequentemente, os trabalhadores nem sequer teriam renda — ao menos, não tão alta quanto a possibilitada pelos capitalistas.

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16 votos

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Diversos Autores

  • Xerox  14/07/2017 15:32
    Em tempos de "reforma trabalhista" -- totalmente fajuta, daí as aspas --, é sempre bom repetir o óbvio, pois a gritaria do "lado de lá" é sempre a mesma.
  • Emerson  14/07/2017 16:03
    Esse artigo é ouro, deveria ter um lugar fixo no site.

    Eu tenho lido uns livros de esquerda pra "ver qualé" (pura panfletagem) e me embasar melhor intelectualmente contra o marxismo, mas depois de ler esse artigo (e a Escola Austríaca no geral) eu vejo que nada nessa ideologia faz sentido pois tudo deriva desse princípio mentiroso de exploração do trabalho e luta de classes.
  • Juliano Lima Freitas  14/07/2017 16:05
    O investidor precisa remunerar o capital e o tempo/risco do negócio. Se o trabalhador auferir toda renda gerada pelo produto de seu trabalho, de onde o investidor irá tirar sua remuneração?

    A matemática não fecha, simplesmente.

    Todas essas teorias marxistas e suas derivadas são apenas tolices sem fim de uma mente doentia.
  • André  14/07/2017 16:08
    Ótimo artigo, e que dificilmente entrará na cabeça dos marxistas. Esses dias estava discutindo e debatendo com um, mostrando as malezas do estado e do banco central. Depois de tudo discutido, ele entra com um papinho de que é contra o lucro, que não aceita de maneira nenhuma o dono da fabrica ganhar 50.000,00, e o trabalhador 1.000,00 , e o culpa por exploração.

    Qual seria a melhor forma de rebater esse argumento entre lucro x salário?
  • L. Resende  14/07/2017 16:19
    Quem é contra o lucro é contra o desenvolvimento e a inovação. E quem é contra o desenvolvimento e a inovação é a favor da perpetuidade da pobreza. Logo, quem é contra o lucro é a favor da manutenção dos pobres na pobreza.

    Em uma economia de livre mercado, nenhum lucro é "excessivo" - por definição

    Condenar o lucro é defender o retrocesso da humanidade

    A propriedade privada dos ricos beneficia a todos e é responsável direta pelo nosso bem-estar

    A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários


    Sobre "discrepâncias" entre salários de donos de empresa e salários dos empregados, há duas questões:

    1) Essa fábrica trabalha em algum setor regulado pelo governo ou protegido por tarifas de importação? Se sim, então não há nada que possa ser feito. Sendo a entrada de concorrentes proibida, não há como os concorrentes competirem pela mão-de-obra, que é o que geraria aumentos salariais.

    Em um mercado livre, essa discrepância salarial faria com que vários indivíduos decidissem também investir neste ramo, em busca desses altos lucros. Isso não apenas diminuiria a margem de lucro das empresas ali operantes, como aumentaria os salários da mão-de-obra, pois haveria maior disputa por elas.

    2) Se porventura tal fábrica opera em um setor desregulamentado -- o que, por se tratar de fábrica, duvido bastante --, então os dados que ele chutou (sem nenhuma fonte) estão errados. Tal setor já estaria sob intensa concorrência hoje, com salários bem mais altos.
  • Tommy Jarvis  14/07/2017 16:10
    Esse tipo de artigo faz de idiota quem o lê...

  • John Holmes  14/07/2017 18:03
    Por favor, geme mais alto, que ainda não tá dando pra ouvir direitinho. Quero ter mais prazer com a sua dor.
  • Adauto  14/07/2017 18:18
    A argumentação desse Tommy Jarvis foi tão profunda que só mesmo o John Holmes poderia dar um jeito nela.
  • Netto  15/07/2017 15:33
    Para chegar a essa conclusão, você teve que lê-lo.
    OU você concluiu isso sem ler?

    Segundo a sua premissa, se você o leu, a regra se
    aplica a você, então logo você é um idiota.

    Se você o prejulgou sem lê-lo, ou julgando pelo título,
    então demonstra também não ter muita inteligência.
  • Leigo  17/07/2017 14:02
    Por qual motivo?
  • Pedro  14/07/2017 16:18
    Cerca de 60% das médias e pequenas empresas fecham até o segundo ano. Isso quer dizer que os empegados dessas empresas receberam pelo trabalho efetuado e o capitalista SIFU! O risco empresarial é grande. Dentre as pequenas, praticamente todas quebram aos longo dos anos.
  • John Maynard Keynes  14/07/2017 16:25
    Conheci as ideias de Mises e outros liberais em geral a relativamente pouco tempo. Passei os primeiros 30 anos da minha vida absorto na social-democracia (e olha que me achava meio de "direita"). Os artigos postados no IMB, seja de autores brasileiros ou do exterior desmontam de forma cabal as premissas dos socialistas.
  • Confuso  14/07/2017 16:27
    Por que, para Marx, o capitalista que não trabalha explora o trabalhar com a mais-valia e deve ser extinto, mas alguém incapacitado de trabalhar que recebe subsídios não?
  • Gerson  14/07/2017 16:33
    Existe uma questão mais relevante do que a que foi abordada e que tem sido ignorada na questão. A luta capital trabalho tem um novo componente no século xxi chamado consumidor, sendo que a empresa tornou-se um ente que deve operar e transferir praticamente todo o montante da mais valia não ao patrão ou ao empregado, mas ao consumidor, na forma de produtos melhores e mais baratos, sob pena de nao o fazendo, sucumbir a concorrência. Essa transferência ao consumidor se da pelo reinvestimento da mais valia no próprio sistema de a produção. Ignorar isso leva a destruição do meio de produção. Achar que o dono do meio de produção pode ficar para si com a mais valia, ou que o empregado tem direito a ela é mostrar desconhecimento total do funcionamento do mercado e do direito do consumidor a se apropriar da mais valia. A transferência da mais valia ao patrão ou ao empregado importa na destruição do meio de produção.
  • Rodrigo  14/07/2017 16:40
    A sua observação está correta, mas deslocada em termos temporais. O consumidor não apenas sempre existiu, como também sempre foi o objetivo final de todo e qualquer processo produtivo. Logo, não faz sentido dizer que é só agora "no século XXI" que o consumidor entrou em cena e alterou a balança.

    O consumidor, de novo, sempre existiu e sempre foi o destinatário dos processos de produção.
  • Jorge Pontes  14/07/2017 17:18
    Se ele fosse reaplicar a mais-valia toda no negócio não faria sentido ele investir e correr riscos. O investido trabalha de modo que tenha o máximo de ganho.
  • Marcos  14/07/2017 16:59
    Se Mises tivesse vivo, ele seria contra ou a favor de trabalhadores do Pará em que o fazendeiro contrata jagunços para impedir que os trabalhadores saiam da fazenda sem pagar a trazida destes para a fazenda(escravidão por dívida)?

    ( )Sim

    ( )Não
  • Mises  14/07/2017 18:04
    Terceira opção: ele explicaria exatamente como funciona o arranjo que levou a este tipo de situação: um mercado de trabalho completamente engessado por encargos sociais e trabalhistas, os quais encarecem sobremaneira o preço do trabalho legal.

    Se o governo faz com que empreender e gerar empregos legalmente seja proibitivo em termos de custos, então a mão-de-obra de qualidade mais baixa não encontrará nenhum emprego formal, e só conseguirá ganhar alguma coisa e sobreviver se se rebaixar a humilhações.

    Enquanto empreender e empregar legalmente no Brasil for muito caro, a mão-de-obra menos qualificada será a que mais irá sofrer, tendo de se humilhar para conseguir algo.

    No Brasil, para abrir uma empresa são necessários 107 dias, em média. Pagar impostos requer 2.600 horas apenas para preencher formulários (mais do que o dobro do segundo colocado, a Bolívia). Empregar alguém traz um custo extra de 103% do salário só com impostos e outros encargos trabalhistas. Há um estudo da FGV que fala em até 183%.

    Ou seja, além do salário, o empregador legalizado tem de pagar o equivalente a outro salário só com impostos, encargos sociais e trabalhistas. (Coisas como imposto sindical ou contribuição para a reforma agrária são comuns).

    Não bastasse isso, ainda é necessário arcar com nada menos que 93 impostos diferentes.

    Não sendo viável nem empreender legalmente e nem ser contratado legalmente, só resta às pessoas nesta situação irem buscar outros meios de sobrevivência. E é no mercado informal que elas encontram algum oxigênio. E lá deles estarão sujeitos tudo apenas para sobreviver.

    A informalidade é o único refúgio de quem quer sobreviver em uma economia asfixiada pelo estado



    É isso o que Mises explicaria. Mas não sem antes se desesperar perante a ignorância econômica de algumas pessoas, as quais ainda pedem mais estado engessando tudo. Isso é o mais desesperador de tudo.
  • ELCIO CETNAROWSKI  15/07/2017 04:13
    Perfeito!!!
  • Weslen  14/07/2017 17:06
    Excelente artigo! Bem básico e de fácil entendimento para pessoas como eu que não absorvem muita informação de uma só vez.

    Ainda sobre o capitalista/empreendedor e sobre os meios de produção, é correto afirmar que uma economia de meios de produção socializados não funciona por não haver capitalistas e empreendedores criando novos negócios e, assim, "reabastecendo" a economia com novas empresas(visto que certamente empresas irão à falência) e assim ter na economia um número cada vez menor de empreendimentos(recesão) e que, dado que os líderes têm um conhecimento limitado, não podem prever as futuras demandas dos consumidores presentes na economia tal qual os capitalistas?

    Isso não é bem uma pergunta, é só um pensamento que cheguei baseado no que li aqui e acolá, se alguém disser se está certo ou errado agradeceria.
  • Leandro  14/07/2017 20:12
    Correto, mas tudo isso que você descreveu é conseqüência de outro problema ainda mais diretamente relacionado à ausência de propriedade privada dos meios de produção: a impossibilidade de se fazer qualquer tipo de cálculo econômico.

    Vamos supor que os socialistas tenham sido capazes de criar um poderoso exército de cidadãos genuinamente ávidos para seguir todas as ordens de seus mestres, os planejadores socialistas.

    Fica a pergunta: o que exatamente esses planejadores mandariam esse exército fazer? Como eles saberiam quais produtos seus escravos deveriam produzir? Em qual etapa da cadeia produtiva cada exército deveria trabalhar? Quanto de cada produto deve ser produzido em cada etapa da cadeia de produção? Quais técnicas ou quais matérias-primas devem ser utilizadas na produção como um todo? Qual a quantidade de matérias-primas a ser utilizada? Onde especificamente fazer toda essa produção? Como eles saberiam seus custos operacionais ou qual processo de produção é mais eficiente?

    Em qualquer arranjo econômico que seja mais complexo do que o exemplo de Robinson Crusoé sozinho em uma ilha, o comitê de planejadores socialistas simplesmente não teria como saber o que fazer. E nem como responder a essas perguntas vitais.

    E por um motivo muito simples: o socialismo não dispõe daquela indispensável ferramenta que só existe em uma economia de mercado, e a qual empreendedores utilizam para fazer cálculos e estimativas: existência de preços livremente definidos no mercado.

    Sob o socialismo, os meios de produção (fábricas, máquinas e ferramentas) não possuem proprietários definidos (eles pertencem ao estado). Se os meios de produção pertencem exclusivamente ao estado, não há um genuíno mercado entre eles. Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços legítimos. Se não há preços, é impossível fazer qualquer cálculo de preços. E sem esse cálculo de preços, é impossível haver qualquer racionalidade econômica, o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada.

    Sem preços, não há cálculo de lucros e prejuízos, e consequentemente não há como direcionar o uso de bens de capital para atender às mais urgentes demandas dos consumidores da maneira menos dispendiosa possível.

    Dado que a própria essência do socialismo é propriedade coletiva dos meios de produção, e dado que tal arranjo não permite o surgimento de preços de mercado, e dado que sem preços não há o mecanismo de lucros e prejuízos, que é o que traz racionalidade para qualquer processo produtivo, o comitê de planejamento central não seria capaz nem de planejar nem de tomar qualquer tipo de decisão econômica racional.
    Suas decisões necessariamente teriam de ser completamente arbitrárias e caóticas.

    Consequentemente, a existência de uma economia socialista planejada é literalmente "impossível".
  • Weslen  15/07/2017 19:41
    Obrigado pela resposta esclarecedora.
  • Jorge Pontes  14/07/2017 17:06
    O fato de descobrir que a mais-valia é na verdade juros em decorrência do tempo e do risco não elimina o fator taxa de exploração. Altas taxas de retorno em juros em qualquer forma de empréstimo é ruim não só para quem o contraiu, mas pode afetar a sociedade inteira. Salários baiximos puxa a economia para baixo. E assim todos perdem.
  • Lindomar   14/07/2017 18:20
    "O fato de descobrir que a mais-valia é na verdade juros em decorrência do tempo e do risco não elimina o fator taxa de exploração."

    Vejamos seu argumento.

    "Altas taxas de retorno em juros em qualquer forma de empréstimo é ruim não só para quem o contraiu, mas pode afetar a sociedade inteira".

    Ou seja, aqui você está do lado do empreendedor, que é quem se endividou.

    E outra coisa: em que cenário os juros são altos? Aliás, por que os juros são altos? Até onde se sabe, quem estipula a taxa básica de juros da economia é o governo.

    Artigos para você:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1094

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532

    "Salários baiximos puxa a economia para baixo"

    E por que os salários são baixos? O que puxa os salários para baixo? O que impede que eles sejam altos? Maldade do capitalista? Você acha que uma faxineira só não ganha R$ 10 mil por mês porque "o patrão é mau"?

    Artigos para você:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1457

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2498

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1654

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1241

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2515


    O grande problema do brasileiro é que ele jura que questões puramente econômicas podem ser resolvidas com meras afetações de indignação e de vitimismo. Quem dera a economia fosse tão simples assim.
  • Ex-microempresario  14/07/2017 20:37
    Antes de afirmar que existe "exploração", tente analisar alguns números. Dizer que o lucro é "excessivo" e que os salários são "baixíssimos" pode ficar bonito em um discurso, mas como argumento é inútil, especialmente quando fica óbvio que o autor do discurso já definiu a priori que o lucro, qualquer que seja, sempre será "excessivo" e o salário sempre será "baixíssimo".
  • Evandro  14/07/2017 20:07
    A relação empregado x empregador é simbiótica.

    A relação pessoa x estado é parasitária.
  • Matheus Lana  15/07/2017 00:25
    Exato. Quem explora o trabalhador é o governo.

    Enquanto o empresário paga por serviços prestados, o governo cobra pelos serviços prestados.

    Além dos impostos cobrados sobre o trabalho, eles ainda confiscam a aposentadoria e fundo de garantia nos bancos públicos. Sem contar a extorsão feita no imposto sindical.

    Falar de economia com os políticos é a mesma coisa que mandar um bêbado dirigir uma carreta de combustível.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  14/07/2017 22:15
    Tudo está interconectado.
  • marcela  14/07/2017 23:03
    Se depois de ler esse maravilhoso artigo você continua demonizando o capitalismo,por favor,mude-se para um estábulo e passe a alimentar-se de capim ao invés de arroz,feijão e carne.
  • Rodrigo  15/07/2017 00:23
    Cabe lembrar que qualquer TRABALHADOR que não estiver satisfeito com essa posição na cadeia produtiva pode virar um EMPREENDEDOR e mudar de papel. Essa é a livre iniciativa.
  • Frederico Paiva  15/07/2017 00:26
    Desafio: explicar isso tudo pra um sindicalista.
    Duvido que o idiota mude de opinião.
  • Trump  15/07/2017 02:02
    Já apareceram alguns aqui. Não sei como. Devem ser masoquistas.
  • Nimrod  17/07/2017 09:43
    Se os sindicalistas estivessem realmente interessados no bem-estar dos trabalhadores e de fato acreditassem no que falam, eles formariam milhões de cooperativas e chamariam os trabalhadores para trabalhar com eles.

    Marxistas inteligentes são patifes. Marxistas honestos são burros. E os inteligentes e honestos nunca são marxistas.
  • Miles  20/07/2017 22:23
    Pessoas assim só estão interessados nos seus gordos salários oriundos do roubo de pessoas produtivas.
  • Wellington  15/07/2017 00:32
    Tem também outro ponto importante: no exemplo do trabalhador que produziu $120 e recebeu $100, deve-se fazer a pergunta de quanto ele produziria nesse mesmo espaço de tempo caso não tivesse à disposição toda infra-estrutura e maquinário disponibilizados pelo empresário/poupador.

    Certamente sua produção seria acentuadamente menor e, consequentemente, sua renda.
  • Netto  15/07/2017 15:23
    Tem outra variável a ser mencionada.
    Mesmo que todos os recursos caíssem do céu, favorecendo igualmente a todos, em pouco tempo as diferenças apareceriam. Pessoas têm habilidades, aspirações e esforços diferentes, de sorte que ao cabo de um período, haveria uns na pobreza e outros na riqueza. A turma da canhota precisa lidar com isso como adultos e sem
    maniqueísmo.
  • MB  15/07/2017 16:51
    Sindicalista não é burro coisa nenhuma,eles na verdade são desonestos principalmente os que são ligados a partidos políticos,lógico que uma parcela é honesta e sensata,mas parece-me que são minoria...
  • SIMPLÓRIOS DA SILVA  16/07/2017 06:19
    A PARTE MAIS DOCE DO CAPITALISMOS BRASILEIRO.
    JURO DE 400% NO CARTÃO: NÃO TEM PREÇO
    super.abril.com.br/blogs/crash/ta-assustado-com-o-dolar-alto-olha-onde-estao-os-juros-do-cartao-no-brasil/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super

    COM CRISE OU SEM CRISE, BANCOS BRASILEIROS TÊM CADA VEZ MAIS LUCRO
    opiniaoenoticia.com.br/economia/com-crise-ou-sem-crise-bancos-brasileiros-tem-cada-vez-mais-lucro/#.Vc42ofuGy7E.facebook

    STF CONFIRMA LEGALIDADE DE MP QUE PREVÊ CAPITALIZAÇÃO DE JUROS
    veja.abril.com.br/noticia/economia/stf-confirma-legalidade-de-mp-que-definiu-juros-sobre-juros-no-mercado-financeiro
    NYT: JUROS NO BRASIL FARIAM AGIOTA AMERICANO SENTIR VERGONHA
    veja.abril.com.br/noticia/economia/nyt-juros-no-brasil-fariam-agiota-americano-sentir-vergonha
    NO CARTÃO, JUROS DE QUASE 1000% AO ANO
    economia.estadao.com.br/noticias/geral,no-cartao-juros-de-quase-1000-ao-ano,176932e

    BRADESCO TEM LUCRO LÍQUIDO DE R$ 4,12 BI NO TERCEIRO TRIMESTRE
    veja.abril.com.br/noticia/economia/bradesco-tem-lucro-liquido-de-r412-bi-no-3-tri

    A FARRA BRASILEIRA DOS JUROS, RAÍZES HISTÓRICAS
    www.desenvolvimentistas.com.br/blog/caleidoscopiobrasileiro/2016/01/09/a-farra-brasileira-dos-juros-raizes-historicas/#comment-3680

    LUCRO SOMADO DE 4 BANCOS BRASILEIROS É MAIOR QUE O PIB DE 83 PAÍSES
    g1.globo.com/economia/noticia/2014/02/lucro-somado-de-4-bancos-brasileiros-e-maior-que-o-pib-de-83-paises.html
  • Landulfo  16/07/2017 11:19
    "Capitalismo brasileiro" é sinônimo de quadrado redondo.

    Quer entender por que os juros no Brasil são altos? Quer fazer algo contra isso? Basta ter honestidade intelectual.

    Como funciona o mercado de cartões de crédito e por que seus juros são os maiores de todos

    Por que os juros são altos no Brasil

    A social-democracia no Brasil entrou em colapso - abandonemos os delírios e sejamos mais realistas
  • Carlos Valente  16/07/2017 06:22
    Olá senhores, um governo Liberal deveria fazer os seguintes atos na minha opinião
    Ter quase nenhuma regulamentação sobre o funcionamento das empresas até para empregar.
    Imposto único para facilitar o pagamento. máxima alíquota de 17 por cento (copiando Hong Kong)
    saúde totalmente privada. sem o governo dizer quem pode ser médico ou quais faculdades possam oferecer o curso de medicina, e deixando qualquer pessoa q fez faculdade na área no exterior entrar para trabalhar.
    importações totalmente livre.
    sem estatais ou monopólios.
    educação privada com o estado financiando educação somente básica, até 2040, desde já podendo as crianças serem educadas em casa.
    Moeda em Padrão Ouro sem curso forçado, (acredito que seria a moeda mais forte do mundo em pouco tempo.)
    Porte e posse de armas de fogo sem restrições nenhuma.
    Polícia somente civil. a militar seria gradativamente retirada, as pessoas poderiam contratar empresas privadas para segurança da sua rua ou bairro.
    Justiça cível totalmente por arbitragem.
    somente governo federal e municipal, governo estadual seria extinto.
    saída da ONU ficando somente na OEA.
    fim de novas pessoas na previdência social, quem tiver menos de 30 anos ficaria excluído também... 30 por cento do salária não seria taxado IR e os lucros desse investimento não seria taxado IR.
    fim da estabilidade e vitaliciedade dos funcionários públicos. quem tivesse menos 30 seria demitido do cargo, ou seria reaproveitado em outra área.
    Cláusula Pétrea impedindo o governo de fazer dívida e gastando só o q rouba.
    Dificuldade de para estrangeiros sem especialização entrar para morar no país por 15 anos, afim de o crescimento econômico alancar os salários.
    70 por cento do imposto único ficaria no município.
    Governo Parlamentarista sendo o país um Império.
    e outras coisas q não lembro agora.....
    Acredito que um país conseguiria sobreviver assim, o que vcs acham seria uma boa base para uma constituição? tá muito soça ainda? ainda botaria uma cláusula pétrea de secessão individual a partir de 2085. quanto tempo as pessoas ficariam reclamando até que os resultados aparecessem? em quanto tempo o choque da mudança terminaria? acredito que o Brasil vai se tornar um país liberal, já está dando uma guinada para o conservadorismo, vendo o capitalismo com bons olhos e o socialismo como doença mental, e com tempo se torne um ancapistão.

  • Carlos Neto  16/07/2017 17:45
    ok. Mas reserva de mercado é corrupção, não?
  • Primo  16/07/2017 19:56
    " A ideia de que, no capitalismo, os trabalhadores são "explorados" atenta contra a lógica "

    Nem toda lógica parte de premissas incontestáveis. O mesmo raciocínio feito pelo autor do texto pode ser lapidado para defender o sistema produtivo do antigo povo egípcio. Ora, para um egípcio, é perfeitamente tolerável receber ordens de um faraó para cultivar cevada e construir pirâmides. O egípcio e o faraó envolvido na cultura tem a fé de que esse modo vida o levará a glória e a felicidade eterna no meio social. Um observador externo pode detectar algum tipo de exploração nessa relação social, isso não é um atentado contra a lógica, é a destruição das bases da fé, é um atentado contra o estamento social, construindo uma nova lógica. O capitalismo fez exatamente isso no mundo feudal. O socialismo já está fazendo isso no mundo capitalista.
  • Lel  17/07/2017 00:49
    Se ser um capitalista é tão fácil, por que a maioria dos trabalhadores (principalmente os que possuem uma inclinação esquerdista) não se reúnem para trabalharem em uma Cooperativa?
  • Lisandro Hubris  17/07/2017 07:40
    O Comunismo foi inventado no século XVII pelos RELIGIOSOS puritanos Diggers da Inglaterra, que acreditavam na Utopia de que os trabalhadores sendo os produtores de todas as riquezas, eles não deveriam continuar sendo explorados pelos usurpadores...
    Pois os puritanos Diggers não aceitavam o fato de que "Toda terra tem algum dono".
    E acreditavam que até o mais humilde ser humano deveria ser beneficiado pelo trabalho coletivo produzido pelos operários...

    O Comunismo surgiu depois que terminou a ENCOMIENDA espanhola, que junto com a MITA autorizava escravizar, e catequizar os índios, em Nome de Jesus...
    E após o fim da Escravidão dos negros africanos...
    O MAÇOM Friedriech Engels foi quem financiou e incentivou o PROTESTANTE Karl Marx, (que era neto de um Rabino), escrever e publicar o didático livro "O Capital", que ajudou alastrar o Comunismo.

  • Miranda   17/07/2017 12:34
    O registro mais antigo do que lembra a ideia marxista são dos intelectuais da Grécia Antiga.
    Depois deles, outros grupos tiveram ideias parecidas, mas foi Marx e Engels quem criaram o Comunismo.

    https://mises.org/library/ancient-spartan-communism

    https://www.libertarianism.org/columns/ancient-origins-modern-debate-socialism-plato-aristotle
  • Wasabi  19/07/2017 12:18
    O DNA do Capitalismo é fazer mais com menos.
    Se o dono da fábrica pudesse só teria máquinas, trabalhador só dá dor de cabeça.
    Se compram uma máquina para fazer o serviço de 20 homens, não exitarão em demitir os 20 e contratar 1 que ganhe o salário de 4 para operar a máquina.

    Acima de tudo capitalismo visa LUCRO, mas isso não é algo necessariamente ruim se fecharmos os olhos pois neste sistema os bens de capitais tende se tornar muito baratos. Afinal de contas todo mundo tem geladeira, fogão, televisão, carro, casa e uma enxurrada de produtos supérfluos produzido em países pobres ou utilizando mão de obra semi escrava.
    www.bbc.com/portuguese/brasil-36574637

    Capitalismo é bom para serviços que dependam de mão de obra qualificada e por ser escassa a única maneira de manter bons trabalhadores e não perderem os mesmo para concorrência é pagando salários dignos.

    O fato é que quanto mais selvagem for o capitalismo mais poderoso o país é.

    Inglaterra quando as jornadas de trabalho eram de 12 a 16 horas por dia e os salários baixos foi a senhora absoluta do mundo.

    Estados Unidos seguiu os mesmos passos, seguido por Japão e agora China.

    O fato é que se for bom e barato não importa onde e como foi fabricado.

    E neste ponto os países ricos são bons já que as grandes empresas costumam jogar o serviço sujo que é fabricar para países bem longe de casa.

    https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2015/10/22/ong-denuncia-condicoes-de-trabalho-despreziveis-em-fabrica-da-apple-na-china.htm

    https://www.tecmundo.com.br/produtos/38190-dura-realidade-como-e-um-dia-de-trabalho-em-uma-fabrica-de-eletronicos.htm

    No geral capitalismo é um bom sistema desde que a pessoa queira ser alguém na vida. Já que a grande maioria dos profissionais em qualquer área é medíocre. o truque é não fazer parte da massa já que em qualquer sistema econômico sempre haverá pobres. Em alguns mais e em outros menos.

    Gosto da ideia de diferentes sistemas econômicos funcionando no mundo desde que não more nestes países e no futuro acredito que o próprio Capitalismo acabará se matando já que as máquinas se encarregarão de produzir e matarão a maioria dos empregos de serviços. Hoje você liga para algum lugar e fala com uma máquina, caminhões sem motoristas, carros autônomos, máquinas de auto atendimento, ERP inteligentes entre outras maravilhas.

    Talvez o Estado acabe dando dinheiro para os cidadãos consumirem e manter a economia funcionando. Já o mundo será de meia dúzia de pessoas.
    www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160118_riqueza_estudo_oxfam_fn







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