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Os gastos do governo são o grande inimigo do crescimento econômico
Três razões por que eles emperram a economia

Imagine que você tenha um primo que mora muito longe, a uns 2 mil quilômetros de distância. No entanto, por algum motivo, ele consegue se apropriar de 40% de sua renda mensal. Consequentemente, ele é o responsável por 40% dos gastos totais de sua família.

Vivendo tão longe, e com tão pouco interesse em melhorar sua qualidade de vida, os resultados esperáveis de tal esquema são fáceis de serem previstos. Sua família não apenas terá problemas para se manter, como também estará bastante desmotivada para produzir, pois sabe que terá de sustentar esse primo folgado que vive às suas custas.

Substitua 'primo' por 'estado' no relato acima e o raciocínio se mantém.

O governo toma dinheiro do setor produtivo e gasta com o suposto intuito de gerar bens públicos. Do ponto de vista keynesiano, este sistema é benéfico para a economia, pois, segundo tal escola de pensamento econômico, o gasto do governo estimula a demanda e isso gera crescimento econômico por meio do famoso "multiplicador keynesiano".

Mas não apenas a teoria do multiplicador keynesiano é falsa (clique aqui para entender por quê), como também a realidade é mais parecida com a do nosso primo.

Para começar, a diferença de um governo para uma família é que suas receitas são auferidas de maneira coercitiva, sendo confiscada de todos aqueles trabalhadores assalariados e empreendedores que atuam no setor produtivo da economia. 

Neste sentido, um aumento dos gastos do governo significa, de maneira muito simples, que o governo ou aumentará os impostos para fazer frente a esses novos gastos ou irá se endividar ainda mais — o que significa que, dado que o governo está tomando mais crédito, sobrará menos crédito disponível para financiar empreendimentos produtivos. 

Há uma terceira hipótese, que seria a simples criação de dinheiro pelo Banco Central para financiar diretamente o governo.  Sempre que essa medida foi utilizada — como no Brasil da década de 1980 —, o resultado foi a hiperinflação.

Portanto, tendo em mente que o governo só pode gastar aquilo que ele antes confiscou de alguém, a ideia de que gastos do governo estimulam a "demanda agregada" e geram crescimento econômico equivale a dizer que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode enriquecer a todos. Para se utilizar uma metáfora, tal ideia significa dizer que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.

Consequentemente, os gastos do governo não apenas não podem "estimular a demanda", como também geram uma maior carga tributária, um maior endividamento do governo e uma maior inflação.

E dado que os gastos do governo são financiados via impostos e endividamento do governo, eles desestimulam a poupança, a produção e o investimento.

Mas piora: o gasto do governo é inevitavelmente de má qualidade. Há três problemas incontornáveis em relação aos gastos do governo, os quais impedem que ele possa ter efeitos benéficos.

Problemas de incentivos

A relação negativa entre gasto público e crescimento econômico (comprovada empiricamente) tem várias explicações. A primeira é que o governo enfrenta o inevitável problema dos incentivos.

Como explicava de maneira bem simples Milton Friedman, existem quatro maneiras de gastar dinheiro.

1) Gastar o seu dinheiro com você mesmo: neste caso, você procurará o menor custo e a máxima qualidade.

2) Gastar o seu dinheiro com os outros: você almejará o menor custo e a mínima qualidade.

3) Gastar o dinheiro dos outros com você: o maior custo e a máxima qualidade serão seu objetivo.

4) Gastar o dinheiro dos outros com os outros: você não terá nenhum preocupação com custo e qualidade.

Para Friedman, a maneira mais eficiente de gasto é a primeira. Ali, você se preocupa com o custo do que compra e também com a qualidade. Já a última maneira, por sua vez, é a menos eficiente de todas. O comprador não se preocupa com os recursos, pois não são dele, e também não se preocupa com a qualidade do que é comprado, pois o receptor também não será ele. O resultado será uma compra cara e de má qualidade.

Quando o governo gasta, ele utiliza uma combinação das maneiras 3 e 4, gerando ineficiência na economia. O governo gasta o dinheiro alheio (dos impostos) com os outros (funcionalismo público, subsídios para grandes empresários amigos do regime, obras públicas feitas por empreiteiras ligadas a políticos, artistas e eventos culturais etc.) e consigo próprio (salários, benefícios e mordomias para políticos; ministérios, agências reguladoras, secretarias e estatais; campanhas eleitorais; contratação de apadrinhados; propagandas etc.).

Nenhum desses gastos está ligado à maximização do bem-estar social.

Outra consequência não-premeditada dos gastos do governo são os incentivos adversos que ele gera. De acordo com uma recente publicação do britânico Institute of Economic Affairs:

Os gastos do governo em consumo tendem a diminuir o crescimento. O gasto em programas sociais mal desenhados pode ser especialmente nefasto, uma vez que reduz os incentivos ao trabalho e à produção.

O governo simplesmente não possui os incentivos corretos para gastar de maneira eficaz. E muito menos pode gastar de modo a maximizar o crescimento econômico. Ademais, seu gasto distorce os incentivos da sociedade, reduzindo-os.

Problemas de informação

Um segundo problema é a questão da informação. A maneira como o setor privado utiliza as informações de mercado disponíveis é diferente da maneira como o setor estatal as utiliza.

O setor privado é guiado pelo sistema de preços, o qual permite todo o cálculo econômico. Os preços informam o que está sendo demandado pelos consumidores, quais produtos estão em falta, quais estão em excesso, e permitem o cálculo dos lucros e prejuízos.

Acima de tudo, os preços ajudam os empreendedores a alocar recursos escassos de maneira eficiente. Se o preço de algo está demasiado alto, isso significa que os consumidores estão necessitando de uma maior quantidade deste bem, o que estimula os empreendedores a aumentarem a produção. Sob este arranjo, produz-se aquilo que gera benefício econômico, e este benefício decorre da melhor satisfação das necessidades dos consumidores.

Já o setor público não tem como produzir seguindo este critério do benefício econômico. Com efeito, se algum empreendimento estatal gera perdas financeiras, isso é prontamente justificado pela tese de que o governo busca "objetivos sociais". Os gastos do governo até podem almejar objetivos amorfos, como solidariedade e igualdade, mas o fato é que eles são ineficientes do ponto de vista econômico e, consequentemente, reduzem o crescimento.

Por exemplo, dado que o governo não se guia pelo sistema de preços e nem pelo critério de lucros e prejuízos — pois o dinheiro vem de impostos ou é tomado emprestado (sendo que essa dívida também será paga com impostos) —, é provável que ele construa uma ponte que ligue o nada a lugar nenhum, e faça tal obra utilizando materiais caros e pagando preços superfaturados (os fornecedores, por saberem que o governo não tem preocupação com custos, irão cobrar o máximo possível por seus materiais).

Neste caso, é óbvio que estes mesmos recursos poderiam ter sido mais bem utilizados pelo setor privado, o qual tem de se preocupar com custos e com o sistema de lucros e prejuízos.

Por causa deste problema de informação enfrentado pelo governo, seu gasto é menos eficiente e faz uma pior alocação dos recursos escassos da sociedade. Aquilo que é utilizado em um setor será necessariamente retirado de outro setor. Se os gastos do governo concentraram recursos em um setor, então outros setores ficaram sem estes mesmos recursos.

A consequência será um menor crescimento econômico. Não há crescimento econômico genuíno se os gastos são ineficientes e não se preocupam com o sistema de lucros e prejuízos.

(Para entender com mais detalhes por que até mesmo obras públicas subtraem riqueza da população, veja este artigo).

Mais gasto é mais imposto

Este é o mais óbvio, mas é também amplamente ignorado.

Maior gasto público significa, a curto ou longo prazo, maior carga tributária. Tudo o que o governo gasta foi antes retirado da sociedade. O dinheiro do gasto, como já dito no início, é oriundo ou de impostos ou de endividamento. Quando é oriundo de impostos, o confisco é direto. Pessoas e empresas ficam com menos dinheiro para que o governo tenha mais. Já quando o dinheiro é oriundo de endividamento, isso significa que, em algum momento futuro, o dinheiro de impostos será utilizado para pagar o serviço desta dívida.

E isso gera maiores incertezas: se o governo está se endividando continuamente para gastar, então essa dívida terá de ser futuramente quitada com mais impostos. Essa mera possibilidade de aumentos de impostos futuros já serve para inibir investimentos produtivos. Como investir quando não se sabe como serão os impostos no futuro?

Portanto, os impostos são a contra-partida dos gastos do governo, e seus efeitos sobre os incentivos a poupar, a investir produtivamente, a abrir empresas e a produzir são deletérios.

Os impostos são como uma mochila pesada nas costas dos reais criadores de riqueza da sociedade, e aumentá-los em decorrência de um maior gasto público é a receita garantida para que a economia fique estagnada.

Conclusão

O gasto público é o inimigo do crescimento econômico. E tanto argumentos teóricos quanto empíricos sustentam esta afirmação. Para que uma economia se reative, o governo tem de seriamente considerar reduzir seus gastos.

O melhor e mais recente exemplo é a Irlanda, que, de 2010 a 2015, reduziu os gastos do governo de incríveis 65% do PIB para "apenas" 29,5% do PIB. Como consequência, isso fez os investimentos dispararem, e o crescimento econômico foi junto: nada menos que 13,4% em dois anos.

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Leia também:

O exemplo irlandês - como a redução dos gastos do governo impulsionou o crescimento da economia

Aviso a Meirelles: os déficits do governo nos empobrecem; mas os gastos são ainda piores

Gastos públicos, lucros privados


16 votos

autor

Iván Carrino
é analista econômico da Fundación Libertad y Progreso na Argentina e possui mestrado em Economia Austriaca pela Universidad Rey Juan Carlos, de Madri.


  • Rafael  05/07/2017 16:02
    Essa questão dos gastos do governo privilegiarem uns poucos à custa de todos me lembrou de uma frase que vi recentemente:

    "Brasil: país em que a definição de "cidadania" é sair às ruas pra protestar para que políticos corruptos lhe prometam serviços públicos péssimos e "grátis" pagos com o dinheiro roubado de você mesmo."
  • Andre  05/07/2017 16:15
    Também tem exercer a cidadania ao votar, votar em quem vai devorar as ovelhas, o lobo ou o leão.
  • Ronaldo  05/07/2017 18:32
    Enquete: O que é mais fácil?

    A) Votar nos governantes certos para administrarem todo o aparato estatal de forma razoavelmente eficaz.

    B) Acertas as 6 dezenas da mega.
  • Bruno  05/07/2017 16:05
    Estive em Brasília no Carnaval e fiz uma visita guiada ao Congresso. Obtive a informação de que apenas lá trabalhavam 8 MIL SERVIDORES! É insustentável.
  • Infiliz  11/07/2017 20:51
    Acho que a primeira mudança a ser feita e com custo baixíssimo é trocar a nomenclatura "servidor" por "mamador"
  • Thiago Ramos  05/07/2017 16:06
    O Estado precisa superar a ideia de impostos, os quais são retirados sem qualquer prestação direta estatal em favor da pessoa. Nesse sentido, realmente, a doutrina jurídica minoritária está correta ao afirmar que contribuições são impostos. Não há uma contraprestação estatal para a pessoa, ela paga por usar um serviço no qual o Estado exige um "pedaço" apenas por ser Estado: é uma transação financeira, entre particulares, mas o Estado usa de força coercitiva para obter uma porção dos valores para si.

    Eu costumo sempre fazer a provocação: se o Estado é realmente o melhor arranjo social, qual o medo dele em eliminar os impostos e somente cobrar por serviços efetivamente prestados para as pessoas, dentro de um regime de concorrência com a iniciativa privada?

    Ora, se o Estado é realmente bom, é óbvio que seu serviço de segurança será melhor do que o serviço de segurança privado; que seu serviço de saúde será melhor prestado do que o da iniciativa privada; seu serviço de educação será melhor do que o da iniciativa privada, e assim sucessivamente: solução de conflitos, etc.

    Dizer que "tem que ser o Estado prestando tais serviços, do contrário não seria possível" é uma afirmação vaga demais.

    O que eu vejo é uma ausência de reflexões das pessoas sobre esses temas.

    Não se pode, p.ex., proteger uma empresa de refrigerante sob o argumento de que permitir que outras forneçam o mesmo produto "não daria certo": ora, se não der certo é evidente que a concorrente irá "fechar as portas", quebrar e vida que segue!

    Não faz sentido nenhum, em minha visão sobre um sistema da qualidade de vida para as pessoas, dizer-se que somente o Estado pode prestar serviços de solução de conflitos para todas as causas. Dirão: "empresas de solução de conflitos decidirão de forma corrupta." Não faz sentido. Se a empresa decidir de forma corrupta todos irão notar que o Estado é o único que presta o melhor serviço de solução de conflitos e ninguém irá contratar uma empresa privada para esse serviço.

    Os ocupantes do Estado não possuem o conhecimento necessário para implantar essas reformas:

    Quantos mais setores diversos de empreendimento uma sociedade tiver, sempre, eu repito, sempre essa sociedade terá mais opções para encontrar os produtos e serviços que precisa para o cotidiano.

    Elevar impostos em vez de reformar o sistema, permitindo ingresso de empresas privadas nos serviços atualmente prestados pelo Estado é uma agressão brutal à sociedade. Se o Estado não tem dinheiro, permita que o capital privado, em regime de livre concorrência, preste os mesmos serviços: será um serviço a mais, um empreendimento a mais na sociedade.

    Deixai fazer, deixai ir, deixai passar! Pois, tendo liberdade, nenhuma atividade mal prestada se manterá.
  • Miss Rand  05/07/2017 17:24
    Como diria John Galt: - Saiam da minha frente!
  • Crys   12/07/2017 00:56
    ?? está de parabéns pelo seu ponto de vista..
  • anônimo  05/07/2017 17:00
    A mudança de sistema não vai vir pela democracia porque o nosso sistema burocrático e nacional-desenvolvimentista não veio pela democracia.
  • Fabiano  05/07/2017 17:20
    Vale a pena gastar tributando e se endividando se for pra investir na extração de nióbio e na produção de grafeno.
  • Tarabay  06/07/2017 13:57
    Claro que não, pois irá acontecer o mesmo que na Petrobras em relação a exploração de petróleo, onde uma empresa pública que só dá prejuízo e serve como cabide de empregos para apadrinhados.

    O ideal é SEMPRE DEIXAR COM A INICIATIVA PRIVADA.
  • Rafael  05/07/2017 17:24
    Prezados,

    Assunto fora do tópico:

    Existe algum artigo no mises sobre a origem e desenvolvimento da escrita?

    Entendo que se originou organicamente, no entanto foi necessário o Estado (Egito, China, etc) para unificá-la. Quais foram os prós e contras desta unificação?

    Sugestões sobre artigos ou livros sobre o assunto?

    Agradeço desde já.
  • Tarabay  06/07/2017 14:08
    "Existe algum artigo no mises sobre a origem e desenvolvimento da escrita?"

    No Mises nunca lí, mas como um bom descendente de libanês, posso lhe afirmar que foram os Fenícios quem a inventaram. Os mesmos também inventaram o comércio e a escrita serviu como forma de comunicação entre vendedores e compradores.

    "Entendo que se originou organicamente, no entanto foi necessário o Estado (Egito, China, etc) para unificá-la. Quais foram os prós e contras desta unificação?"

    ERRADO, como já havia dito, quem inventou a escrita foram os Fenícios, com intuito de facilitar o comércio.

    "Sugestões sobre artigos ou livros sobre o assunto?"

    www.sohistoria.com.br/ef2/fenicios/

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Fen%C3%ADcia

    www.infoescola.com/civilizacoes-antigas/fenicios/

    historiadomundo.uol.com.br/fenicia/


    "Agradeço desde já."

    É um prazer falar dos meus ancestrais.
  • Eduardo  06/07/2017 17:20
    Na verdade, o primeiro povo a desenvolver a escrita foram os sumérios, alguns milênios antes dos fenícios...
  • Tarabay  06/07/2017 18:14
    Correto, foram os Sumérios mesmo, parece que eu confundi escrita com alfabeto.
  • Andre  06/07/2017 18:47
    Mais antiga evidência de escrita cabe aos povos mesopotâmicos, aos fenícios cabe provavelmente a escrita semântica, muito mais eficiente.

    https://www.britannica.com/topic/writing/History-of-writing-systems
  • Dalton C. Rocha  05/07/2017 17:29
    " Não falta quem se esforce para destruir minhas esperanças no país



    05/07/2017 02h00



    Em artigo para lá de interessante, Caio Farah Rodriguez defende que uma das consequências da Lava Jato seria a imposição do capitalismo ao empresariado nacional por força dos acordos de leniência, que criariam uma governança severa para as empresas, supostamente as impedindo de continuar com as práticas expostas ao público de 2014 para cá.

    É um argumento bem formulado, e, juro, bem que queria acreditar, mas não estou convencido de sua validade.

    Não é de hoje que o capitalismo brasileiro vai mal das pernas. Louvada em verso e prosa em alguns círculos, a industrialização do país se deu sob o manto protetor do governo, à base de subsídios, crédito artificialmente barato, proteção desmedida e outras formas de intervenção.

    Com raras exceções, a indústria nacional se mostrou incapaz de competir na arena global, e —a despeito dos protestos de neodesenvolvimentistas, novo-desenvolvimentistas, velho-desenvolvimentistas e o diabo— não há taxa de câmbio que compense a baixa produtividade.

    E que não se diga que esse problema se deve à presumida concentração em setores pouco produtivos.

    Trabalho recente da FGV ("O Brasil em Comparações Internacionais de Produtividade: Uma Análise Setorial" ) revela que esse fenômeno explica fração modesta do hiato entre o país e a fronteira tecnológica; a maior parcela se deve à distância existente em todos os setores da economia nacional com relação aos países desenvolvidos.

    Em outras palavras, não jogamos mal porque nossos atletas estão na posição errada; o plantel é que é ruim mesmo...

    Parte disso reflete a qualidade lamentável da educação nacional, visível em qualquer comparação internacional, como os resultados do Pisa. Outra parte resulta da nossa má organização institucional.

    Como chamei a atenção há alguns meses, sob o arranjo institucional brasileiro, o empresário, como regra, não vai ficar rico pela inovação, mas pela sua capacidade de cultivar as ligações corretas com os donos do poder.

    Se restasse alguma dúvida (a mim, não, há muito tempo), esta teria se dissipado com a revelação das conversas entre o presidente Temer e o inefável Joesley.

    Uma empresa de proteína animal foi elevada às maiores do país não por qualquer coisa que cheirasse a competência empresarial, mas porque teve acesso a toda sorte de favores governamentais. E, como fica claro pelo acordo de leniência, tais favores não foram obtidos gratuitamente, muito pelo contrário...

    Iremos mudar esse estado de coisas?

    Não, a depender de políticos como a senadora Vanessa Grazziotin, que aqui mesmo na Folha cometeu um artigo defendendo a Zona Franca de Manaus, mamata que apenas em renúncias fiscais consumiu algo como R$ 28 bilhões/ano entre 2012 e 2016 (pouco mais que o Bolsa Família) e foi prorrogada para 2073, na expectativa de que nos próximos 56 anos consiga atingir o que não obteve nos últimos 50.

    Se quem se pretende defensor dos desvalidos promove mecanismos tão óbvios de captura e concentração de renda, com efeitos nefastos sobre a produtividade e crescimento, o que esperar do mundo político?

    Ando pessimista com o país há mais do que gostaria, mas não falta quem se esforce para confirmar meus piores temores e destruir as poucas esperanças que me restam." > Autor: Alexandre Schwartsman > Artigo da Folha de São Paulo de 5 de julho de 2017 > www1.folha.uol.com.br/colunas/alexandreschwartsman/2017/07/1898376-nao-falta-quem-se-esforce-para-destruir-minhas-esperancas-no-pais.shtml
  • Leandro  05/07/2017 18:51
    O Alexandre Schwartsman, de quem gosto bastante, deu uma bola fora num trecho deste artigo que você postou. Ele critica a Zona Franca de Manaus dizendo que é mamata e que o certo é o governo tributá-la.

    Isso é errado. Ele está cometendo o clássico erro de confundir isenção com subsídio. Subsídio é o governo tomar dinheiro de Paulo e repassar a Pedro. Já isenção é o governo não tributar Paulo.

    Subsídio é errado, imoral e economicamente ineficiente. Já isenção é o governo retirar uma barreira que ele próprio erigiu e que nem sequer deveria existir. Isenção é exatamente a política a ser adotada (o ideal seria o governo expandir a isenção para todos, e simplesmente desaparecer).

    O governo tem de acabar com os subsídios, e não com as isenções. Ao defender o fim das isenções e o retorno da tributação, Schwartsman faz o jogo da esquerda. Tiro n'água.

    O que realmente tem de ser feito é impor concorrência estrangeira à Zona Franca, baixando acentuadamente (de preferência, abolindo) as tarifas de importação.


    Isenções tributárias não são subsídios; por isso, devem ser mantidas e até mesmo expandidas

    A sociedade voluntária, os impostos, e os subsídios
  • Fabiano  05/07/2017 21:49
    Falando sério agora, acho que ele critica o tratamento distinto. Uns são tributados demais; outros, de menos. Ele erra na mão a propor um meio termo em vez de expandir a isenção pra geral.
  • Kaio  22/07/2017 06:07
    Erro clássico.
  • Dúvida  05/07/2017 18:37
    Qual seria exatamente a diferença, em termos econômicos gerais, de uma obra feita pelo estado e de outra feita voluntariamente pela iniciativa privada?
  • Leandro  05/07/2017 18:43
    1) Se a obra é estatal -- isto é, se ela é feita de acordo com critérios políticos --, então não há como saber que ela está sendo genuinamente demandada pelos consumidores. Não há como saber se ela realmente é sensata ou não, se ela é racional ou não. (Vide os estádios da Copa na região Norte do país). O que vai predominar serão os interesses dos políticos e de seus amigos empreiteiros, ambos utilizando dinheiro de impostos. Não haverá nenhuma preocupação com os custos.

    2) Se a obra é estatal, haverá superfaturamento. (Creio que, para quem vive no Brasil das últimas décadas, isso não necessariamente é uma conclusão espantosa). Havendo superfaturamento, os preços desses insumos serão artificialmente inflacionados, prejudicando todos os outros consumidores. Os preços, portanto, subirão muito mais ao redor do país.

    3) Por outro lado, se é o setor privado -- e não o estado -- quem voluntariamente está fazendo a obra, então é porque ele notou que há uma demanda pelo projeto. Ele notou que há expectativa de retorno. (Se não houvesse, não haveria obras). Consequentemente, os preços dos insumos serão negociados aos menores valores possíveis. Caso contrário -- ou seja, caso houvesse superfaturamento --, a obra se tornaria deficitária, e seria muito mais difícil a empresa auferir algum lucro.

    Isso, e apenas isso, já mostra por que os efeitos sobre os preços dos insumos são muito piores quando a obra é estatal. Tudo é bancado pelos impostos; não há necessidade de retorno financeiro para quem faz a obra (o governo e suas empreiteiras aliadas); não há accountability; os retornos são garantidos pelos impostos do populacho.

    Já em uma obra feita voluntariamente pela iniciativa privada, nada é bancado pelos impostos; a necessidade de retorno financeira pressiona para baixo os custos; há accountability; os impostos da população não são usados para nada.

    Dentre esses dois arranjos, o estatal pressionará bem mais os preços dos insumos, prejudicando todos os outros empreendedores do país.
  • Victor  05/07/2017 19:07
    Uma obra feita pelo governo vai usar recursos que não são dele. Isso faz com que, COMO JÁ DITO NO TEXTO, não exista a mínima preocupação com o controle no uso dos recursos. Aqui você já tem um ponto:
    1)obras privadas tendem a ser mais baratas

    obras públicas são geralmente usadas para desvio de dinheiro """""público""""". esse dinheiro saiu da economia, onde pessoas HONESTAS trabalharam por ele, e agora não podem mais atender suas demandas com esse dinheiro, e vai ir pra mão de políticos, que atenderão as próprias demandas privadas (viagens de primeira classe, carrões, mansões, etc). então você tem aí o segundo efeito nefasto pra economia:
    2)desbalanço total na disponibilidade de bens e serviços para o civil comum

    o fato dessas obras acontecerem com dinheiro roubado também causa um desbalanço na oferta de materiais (cimento, aço, tijolo, etc). como essa demanda surge do nada, o mercado não está preparado. ou seja, o estado vai pagar mais do que o normal, porque não aconteceu ANTES todo o ciclo de crédito que iria permitir o nascimento de empresas de matérias-primas (poupança, que gera crédito barato, que permite abrir empresas que o mercado tem condições de sustentar). ou seja, não basta que o estado vai gastar MUITO MAIS material do que deveria, afinal dane-se, ele nunca fica no prejuízo, ele também vai pagar mais caro por cada unidade do material. isso na prática é drenar recursos das pessoas pequenas (afinal imposto é SEMPRE no pobre, por DEFINIÇÃO), pra dar pros barões já estabelecidos do setor de construção civil. ou seja, temos outro efeito
    3)aprofundamento da desigualdade (que, adivinha, é uma das coisas que o estado jura combater)

    outro ponto, derivado desse, é que como haverá desperdício de material, mais terá que ser produzido e transportado, gerando assim mais uso de recursos naturais, mais emissão de gases, mais desperdício de água. temos aqui mais um ponto:
    4)agressão aumentada ao meio ambiente, que o estado vai usar pra justificar novos impostos e regulações atravancando a economia

    outro ponto é que com essa demanda forte e repentina do estado, o material vai subir de preço também para as pessoas comuns. e como não houve aquele aumento de crédito prévio que eu mencionei lá atrás, não surgirão novos concorrentes pra se aproveitar desse novo cenário de preços, mantendo assim a concorrência restrita apenas aos poucos barões que já estão no mercado. temos aqui outro efeito, que é:
    5)aumento do preço dos materiais de construção para os civis

    se é o estado que tá fazendo, ele não vai se preocupar com os custos de manutenção, nem com otimização de espaço. ou seja, se é do estado, com certeza poderia ser menor, ter menos salas, com menos iluminação, menos refrigeração. temos aqui outro efeito:
    6)aumento da quantidade de energia demandada da rede.

    citei aqui só seis, mas tem muitos mais, como a desapropriação forçada que o estado sempre promove antes de construir alguma coisa, o que seja prejuízos pros antigos donos. ou ainda o fato de que, já que o estado não paga a conta de nada, será mais um prédio pra "precisar" de reformas o tempo todo, gerando novas licitações fraudadas, que geram, entre outros, novos recursos pra compra de votos. etc, etc, etc
  • Taxidermista  05/07/2017 21:34
    Capítulo IV de Hazlitt:

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=25
  • Paulo Henrique  05/07/2017 21:36
    Não concordo que todo e qualquer gastos tenham os mesmos prejuízos sobre a sociedade. Alguns são piores que os outros.. Se é pra torrar meu dinheiro, o seu, acho que ainda é mais racional um setor publico que tente imitar minimamente o setor privado, do que um que se comporte irracionalmente erguendo piramides e pontes para todos os lados..

    Um exemplo muito claro de gasto pior que os outros gastos (tipo em educação, ciência) é as guerras, já que destrói o setor produtivo, literalmente.
    Então mesmo que eu concorde com essa incerteza, não acho que de pra falar que todos os gastos são igualmente ruins..

    Um governo que gasta em escolas e pesquisas cientificas ainda é melhor que um que faz pontes e piramides ou entra em guerras ..

    Fora que ele pode ''imitar'' o comportamento do setor privado, olhando como ele faz, e tentar emular a coisa. Isso talvez também ajude a reduzir a ineficiência. Governos que não fazem isso creio que tenham gastos piores que os que fazem..

    Se vc levar em consideração isso, talvez explique pq algumas economias aguentam uma expansão de gastos publícos maiores que as outras..

    O Brasil é o pior tipo, gastou com lobbysta, BNDES, Consumismo em crédito barato, obras superfaturadas, funcionalismo e salários fora da realidade. Mas o orçamento em ciência é um gota no oceano.
  • Borges  05/07/2017 22:02
    "Um governo que gasta em escolas e pesquisas cientificas ainda é melhor que um que faz pontes e piramides ou entra em guerras"

    O governo brasileiro (municipais, estaduais e federal) gasta com escolas, universidades e pesquisas científicas. Como resultado, o país está continuamente no último lugar de todos os rankings mundiais de educação.

    Ao se arrogar a tarefa de educar e financiar pesquisas, ele impede que o próprio setor privado o faça (escolas e universidades particulares nem sequer podem ter um currículo próprio; todas são obrigadas a seguir o currículo especificado pelo MEC).

    Fora o fato de que as escolas e universidades públicas nada mais são do que fábricas de marxistas e militantes de esquerda. O sujeito entre normal e sai burro, sem saber nada de importante.

    Comparado as isso, um governo gastar com argamassa, cimento, pontes e rodovias é muito melhor. Pelo menos sai algo de minimamente útil (ainda que bastante ineficiente). Ao poupar a mente dos jovens da doutrinação (e do emburrecimento) marxista, o estrago para o país é muito menor.

    Entre pontes e pirâmides, ou humanas da USP e Unicamp, fico com a primeira sem titubear.

    "Fora que ele pode ''imitar'' o comportamento do setor privado, olhando como ele faz, e tentar emular a coisa. Isso talvez também ajude a reduzir a ineficiência. Governos que não fazem isso creio que tenham gastos piores que os que fazem.."

    Não existe isso. Esse é um dos maiores mitos que já inventaram, o qual é gostosamente repetido por políticos espertalhões que sabem como iludir os incautos. "Vou gerir o governo como se fosse uma empresa" -- isso é absolutamente impossível.

    Mises escreveu um livro inteiro (Burocracia) explicando por que isso é impossível (por mais genuinamente competente e bem intencionado que seja o político).

    Dizer que o governo poderia simplesmente mandar burocratas agirem como se estivessem em uma empresa em busca de lucros, e que operassem da mesma maneira que uma empresa privada, desconhecem princípios básicos de economia e do funcionamento do governo.

    Primeiro, é impossível brincar de empresa. Empreender significa arriscar o próprio dinheiro em um investimento. Burocratas e políticos não têm incentivos reais em desenvolver habilidades empreendedoriais, em se ajustar de fato às demandas do consumidor. Eles não arriscam a perda do próprio dinheiro no empreendimento.

    Segundo, fora a questão dos incentivos, mesmo os mais ávidos administradores estatais não poderiam operar como se fossem empreendedores privados. Independente do tratamento concedido ao empreendimento após ele já ter se estabelecido, tudo é feito com dinheiro de impostos — portanto, por meio da taxação coerciva. Esse empreendimento estatal já nasceu com um grave defeito "enraizado" em seus órgãos vitais. Ademais, quaisquer gastos futuros poderão ser feitos utilizando-se de receitas tributárias, o que faz com que as decisões dos administradores estejam sujeitas aos mesmos vícios. A facilidade de se obter dinheiro irá inevitavelmente distorcer as operações.

    Esqueça essa ideia de "governo imitar empresa privada". Isso é absolutamente impossível.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  05/07/2017 22:28
    Os governos devem simplificar-se sem aumentar ou criar impostos.
  • Kelvin  06/07/2017 15:22
    Leandro, existe uma pesquisa de 2011 falando sobre isso também. Foi publicado no Journal Of Economic Surveys, os economistas suecos Andreas Bergh e Magnus Henrekson(ambos do Research Institute Of Industrial Economics at Lund University) encontraram uma "correlação negativa" significativa entre o tamanho do governo e o crescimento econômico. Especificamente, eles disseram que um aumento no tamanho do governo em 10 pontos percentuais está associada a uma taxa de crescimento anual de 0,5% a 1% menor.

    Existe uma outra pesquisa - The Impact Of High And Growing Government Debt on Economic Growth: An Empirical Investigation for the Euro Area - feita pelo BCE em 2010, Cristina Checherita e Philipp Rother argumentaram que a dívida pública aumentando, o crescimento econômico será menor a longo prazo.

    No "Public Debt Overhangs: Advanced-Economy Episodes Since 1800" por Carmen M. Reinhart, Vincent R. Reinhart, Kenneth S. Rogoff publicado em 2012 - Journal of Economic Perspectives, os autores analisaram 26 casos diferentes. Apesar das muitas diferenças entre os casos, o crescimento econômico caiu em todos, exceto em três dos 26 casos. Todos os casos, que duraram uma média de 23 anos, estão incluídos no documento. Eles descobriram que o crescimento anual médio é 1,2% menor para os países com uma subida da dívida do que para os países sem.

    Em um outro artigo eu tinha te perguntado, mas eu acho que você não respondeu.

    A minha pergunta foi referente a relação entre a dívida pública e privada? Se são correlacionadas, até que ponto chega essa relação?
    Um país como os EUA, com uma dívida privada em 273% do PIB, e a dívida pública em 101% do PIB, no total gerando uma dívida total de 374% do PIB, alguma ação governamental deve ter para chegarem a esse absurdo de dívida.
  • Leandro  07/07/2017 01:01
    Sim, endividamento privado também é uma política de governo, pois é o governo quem incentiva o endividamento privado (para consumo e para investimentos) para aditivar o PIB.

    A questão é qual a composição do endividamento privado. Se ele for majoritariamente voltado para investimentos, então ele é benéfico. Investimentos (bem sucedidos) criam um fluxo de renda futura, e este fluxo ajuda a quitar a dívida. Já se o endividamento for para o mero consumismo, então isso é ruim, pois o consumismo não cria nenhum fluxo de renda futura, e a dívida só poderá ser quitada por meio da redução do consumo futuro.

    Perceba que, no primeiro caso (investimentos), o crescimento econômico é sustentável. No segundo, é temporário. O maior consumismo hoje será contrabalançado pelo menor consumismo amanhã (no Brasil, já estamos no amanhã).

    Endividamento voltado para o consumo, além de ser um desperdício da poupança da sociedade, solapa o crescimento econômico futuro. Dinheiro emprestado para consumidores é dinheiro que deixou de ser emprestado para investimentos físicos. Ao desperdiçar sua poupança no consumismo, uma sociedade está solapando seu padrão de vida futuro.
  • Cético  06/07/2017 16:47
    No Brasil, anualmente, mais de 50% do orçamento do governo federal fica a cargo exclusivamente da previdência e dos juros e amortizações da dívida. Inclusive em alguns anos é mais de 60%. É impossível cortar estes gastos, desestatizar a previdência é algo que demoraria décadas para ser feito, e não pagar os juros e amortizações da dívida seria um calote que geraria caos econômico. Infelizmente não há o que ser feito, cortes realmente significativos de gastos são impossíveis de ocorrerem. O que vai ocorrer é que, graças à PEC do Teto, o governo vai ser obrigado a cortar os gastos em outros setores quando os inevitáveis déficits da previdência ocorrerem. A estrutura do governo será enfraquecida mas o nível de gastos sempre permanecerá o mesmo.

    www.novascartaspersas.files.wordpress.com/2014/01/carga-tributc3a1ria-6-torta-auditoria-cidadc3a3o-da-dc3advida-pc3bablica.jpg
  • Anos 80  06/07/2017 19:14
    Uma hiperinflação abaixa dívida, gastos com previdência e funcionalismo rapidinho.
  • sheik  06/07/2017 20:24
    Tenho uma notícia não muito boa pra vocês, o apoio a ideias de esquerda cresce no Brasil.
  • Emir  06/07/2017 21:09
    Ué, e alguma vez estiveram em baixa? De onde você acha que vem nosso subdesenvolvimento e atraso?
  • Bruno Feliciano  06/07/2017 22:44
    A Suíça pode ser liberal, mas sabiam que o automobilismo é proibido por la?

    Sim meus caros, você vê que os Suíços são livres porem se for um fã da velocidade a liberdade é muito limitada.

    m dia, porém, as corridas eram permitidas. Inclusive, o Grande Prêmio da Suíça de F1 chegou a ser realizado dentro de seu território de 1934 até 1954, na cidade de Berna. Mas em 1955 foi iniciado o veto. Neste ano, ocorreu um grande acidente nas 24 Horas de Le Mans, tradicional prova francesa. O acidente, em que dois carros colidiram e um atingiu a área em que se localizava o público, matou mais de 80 espectadores , além do piloto francês Pierre Levegh.

    Então, o governo suíço, por considerar o automobilismo muito perigoso, o baniu do país. Esse veto chegou a ser retirado em 2007, porém, em 2009, o senado do país retornou a proibir eventos do tipo.

    Mesmo assim, o país já teve 25 pilotos na Fórmula 1.


  • Bruno Feliciano  07/07/2017 16:55
    Apenas para carros elétricos....
  • Marcio  07/07/2017 01:53
    Entrar na OCDE, é bom? Ruim? Ou não faz diferença para o Brasil?
  • Richard Stallman  07/07/2017 12:49
    Sugiro que o mises faça um matéria intitulada: "Entenda o que é deflação e por que ela é BOA para a economia":

    g1.globo.com/economia/noticia/entenda-o-que-e-deflacao-e-por-que-ela-e-um-problema-para-a-economia.ghtml

    Espero que os preços continue caindo.
  • Leandro  07/07/2017 13:35
    No ar daqui a pouco.
  • Marcio  08/07/2017 01:43
    Alguém pode me indicar matérias sobre o desenvolvimento das economias desenvolvidas, com dados, nunca teria imaginado que no mundo desenvolvido deflação era a norma até a 2°Guerra Mundial.
  • Emerson Luis  29/07/2017 11:58

    "...dado que o governo não se guia pelo sistema de preços e nem pelo critério de lucros e prejuízos..., é provável que construa uma ponte que ligue o nada a lugar nenhum, ... utilizando materiais caros e pagando preços superfaturados (os fornecedores, por saberem que o governo não tem preocupação com custos, irão cobrar o máximo possível)."

    Existe uma norma de se pedir orçamentos a pelo menos três possíveis fornecedores e optar pelo mais barato. Parece bom, mas também pode ser burlado de várias formas e (mesmo que tudo seja feito honestissimamente) induz a erros.

    Como diz o ditado: "o barato sai caro". É comum, p/ex, repartições públicas que atendem diretamente a população receberem canetas de péssima qualidade que logo começam a falhar mesmo com carga cheia e que foram compradas por serem as mais baratas.

    * * *
  • Ricardo Athyla  15/08/2017 02:05
    "3) Gastar o dinheiro dos outros com você: o maior custo e a máxima qualidade serão seu objetivo.
    4) Gastar o dinheiro dos outros com os outros: você não terá nenhum preocupação com custo e qualidade."

    E o instituto da LICITAÇÃO? A lei 8.666 está aí pra tentar barrar os itens acima!
  • Renato  15/08/2017 13:17
    Oi?! Ah, sim, as licitações do governo, sempre probas, ínclitas e imaculadas. Sem nenhuma propina, clientelismo e privilégio.

    O politico recebe a propina da empreiteira, a empreiteira consegue a obra superfaturada do político, e toda a população banca a farra.

    Como isso tem funcionado para você?


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