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Como a escola acaba com a criatividade e com o raciocínio próprio
O verdadeiro aprendizado sempre ocorre fora da sala de aula

Em 2006, o educador e autor de livros Ken Robinson proferiu uma palestra para a TED intitulada "Será que as escolas matam a criatividade?". Com mais de 45 milhões de visualizações, esta continua sendo a palestra mais visualizada da história da TED.

A premissa de Robinson é simples: nosso atual sistema educacional acaba com a criatividade e a curiosidade naturais dos jovens ao forçá-los a se configurar dentro de um molde acadêmico unidimensional. Esse molde pode funcionar bem para alguns — principalmente, como diz ele, para aqueles que querem se tornar professores universitários.

Porém, para a maioria de nós, nossas paixões e habilidades inatas são, na melhor das hipóteses, ignoradas. Na pior, são prontamente destruídas pelo sistema educacional moderno.

Em sua palestra na TED, Robinson conclui:

Creio que nossa única esperança para o futuro é a adoção de uma nova concepção de ecologia humana, uma em que começamos a reconstituir nossa concepção da riqueza da capacidade humana. Nosso sistema educacional explorou nossas mentes como exploramos a terra: em busca de um recurso específico. E, para o futuro, isso não serve. Temos de repensar os princípios fundamentais em que baseamos a educação de nossas crianças.

Educação pela força

Robinson estava apenas ecoando as preocupações de vários educadores que acreditam que o atual modelo de escola compulsória solapa a vibrante criatividade das crianças e as obriga a suprimir seus instintos auto-educativos.

Em seu livro Livre para Aprender, o doutor Peter Gray, professor de psicologia do Boston College, mostra que todas as crianças adoram aprender e avidamente exploram o mundo ao seu redor com grande entusiasmo e dedicação. Mas tudo isso acaba quando entram na escola.

Em suas pesquisas sobre crianças que não entraram no sistema de educação em massa e foram para formas alternativas de educação, o doutor Gray descobriu que a curiosidade humana e o comprometimento para com o aprendizado se manteve até muito além do início da infância.

Em seu artigo "A escola é uma prisão e está destruindo nossas crianças", ele diz:

Esta incrível vontade de aprender e esta enorme capacidade de aprendizado não são desligadas quando a criança faz 5 ou 6 anos de idade. Nós é que as desligamos por meio de nosso coercitivo sistema de educação compulsória. A maior e mais duradoura lição trazida pelo nosso sistema escolar é que aprender é algo maçante, que deve ser evitado ao máximo possível.

Mas esta observação do doutor Gray não é nenhuma novidade. Décadas atrás, o conhecido educador e defensor do ensino doméstico (homeschooling) John Holt escreveu em seu livro — hoje best-seller — Como as Crianças Aprendem:

Queremos acreditar que estamos enviando nossas crianças para a escola para que elas aprendam a pensar. Mas o que realmente estamos fazendo é ensinando-as a pensar de maneira errada. Pior: estamos ensinando-as a abandonar uma maneira natural e poderosa de pensar e a adotar um método que não funciona para elas e o qual nós mesmos raramente usamos.

Ainda pior do que tudo isso: nós tentamos convencê-las de que, ao menos dentro da escola, ou mesmo em qualquer situação em que palavras, símbolos ou pensamento abstrato estejam envolvidos, elas simplesmente não podem pensar. Devem apenas repetir.

Por meio deste processo de educação compulsória e massificada, a curiosidade infantil e o impulso natural pelo aprendizado são continuamente substituídos por um sistema de controle social que ensina às crianças que seus interesses e observações não mais importam.

Ainda segundo o doutor Gray:

Em nome da educação, estamos cada vez mais roubando das crianças o tempo e a liberdade de que necessitam para se educarem por conta própria por meio de seus próprios métodos. Criamos um arranjo educacional no qual as crianças devem suprimir seus instintos naturais — os quais as estimulam a estar no controle do próprio aprendizado — para, em vez disso, simplesmente seguirem automaticamente métodos e caminhos criados para elas por adultos, e os quais não levam a lugar nenhum.

Criamos um sistema educacional que está literalmente enlouquecendo jovens e tornando-os incapazes de desenvolver a autoconfiança e as habilidades necessárias para as responsabilidades da vida adulta.

Sobre isso, pesquisas convincentes mostram que, quando se permite que as crianças aprendam naturalmente, sem instruções coercitivas vindas de cima para baixo, o aprendizado é mais profundo e muito mais criativo do que quando as crianças são passivamente ensinadas. A professora Alison Gopnik, da Universidade de Berkeley, Califórnia, descobriu em seus estudos com crianças de quatro anos de idade, bem como em estudos similares feitos pelo MIT, que o aprendizado direcionado a si próprio — em oposição à instrução coerciva — elevam a criatividade, a capacidade de pensar e a própria qualidade do aprendizado.

As pesquisas de Gopnik envolveram crianças novas aprendendo a como manipular um brinquedo específico, o qual emitiria determinados sons ou exibiria determinadas figuras em uma certa sequência.

Ela descobriu que, quando as crianças eram diretamente ensinadas a como usar o brinquedo, elas conseguiam replicar os resultados e rapidamente chegavam à "resposta certa" por conta própria ao apenas imitar o que a professora demonstrava. Porém, quando, em vez disso, as crianças tinham a liberdade de aprender sem qualquer instrução direta — brincar livremente com o brinquedo, explorar livremente suas características, e descobrir seus recursos por conta própria —, elas conseguiam chegar à "resposta certa" mais rapidamente (em menos etapas) do que as crianças ensinadas.

Estas crianças que fizeram o "aprendizado direcionado a si próprio" também descobriram outras partes e características do brinquedo que podiam fazer coisas interessantes — as quais as crianças ensinadas não descobriram.

Gopnik resumiu essa pesquisa em um artigo para a revista Slate dizendo:

A instrução direta talvez possa ajudar as crianças a aprender fatos e habilidades específicas. Mas e quanto à curiosidade e à criatividade — capacidades estas que, no longo prazo, são ainda mais importantes para o aprendizado?

Ao passo que aprender com um professor pode ajudar as crianças a obter uma resposta específica mais rapidamente, tal método também faz com que elas sejam menos propensas a descobrir informações novas sobre um problema e a criar novas e inesperadas soluções.

Aprendendo, e não doutrinando

A conformidade e a submissão podem ter sido os objetivos sociais e econômicos dos arquitetos do modelo escolar compulsório criado no século XIX, feito para funcionar de cima para baixo. Mas a economia do século XXI exige criatividade e adaptação. Hoje, acima de tudo, é necessário um modelo voltado para o aprendizado, que privilegie a capacidade de raciocínio próprio e a criatividade, e não um modelo de ensino compulsório voltado para escola.

Como disse o antigo CEO da Google, Eric Schmidt, "a cada dois dias criamos o mesmo volume de informações que foi criado desde o surgimento da humanidade até 2003".

É impossível acreditar que um modelo arcaico de ensino forçado pode se adaptar às exigências de uma nova economia saturada de informações e cada vez mais voltada para a tecnologia, a qual requer agilidade, inventividade, colaboração e um contínuo compartilhamento de conhecimento. Um modelo educacional verdadeiramente transformador para o século XXI é aquele que cultiva e estimula, e não esmaga e abole, a criatividade humana.

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O Homeschooling nos EUA (e no Brasil) 

16 votos

autor

Kerry McDonald
é formada em economia pela Universidade Bowdoin, no Maine, e possui mestrado em política educacional pela Harvard. Mora em Cambridge com seu marido e quatro filhos que nunca foram à escola. Confira seu website: Whole Family Learning


  • Dalton C. Rocha  14/06/2017 15:41
    Escola pública nunca prestou, nem prestará, no Brasil. Se algum governador ou prefeito deste país quiser mesmo, melhorar a educação, no seu estado ou município; então que faça isto:
    1- Privatize todas as escolas públicas.
    2- Dê o direito aos pais de escolherem em qual escola particular, eles querem matricular seus filhos, por meio de bolsas de estudo.
    O resto é só demagogia eleitoreira. Você acha que as escolas públicas funcionam gratuitamente? Enquanto nas escolas particulares, cerca de 70% dos funcionários são professores, nas escolas públicas esta percentagem não passa nem de 40%. O resto é burocracia; corrupta, incompetente e lenta. Sai mais barato e melhor, se usar dinheiro público, para pagar uma mensalidade numa escola particular, que jogar dinheiro fora em escolas ditas "públicas", mas de fato da CUT, da corrupção e da incompetência.
    Em resumo. Com escolas sob o controle de marxistas, estaremos fadados a vivermos num país pobre, falido, corrupto e endividado.
    Tornar um país pobre, num país rico é raridade, mas a Coréia do Sul conseguiu tal feito, graças aos governos de dois generais de 1961 a 1988. Peço a você, que veja a palestra que começa aos seis minutos e vários segundos do site https://www.youtube.com/watch?v=axuxt2Dwe0A
  • Marcelo  14/06/2017 15:50
    Não interessa se a escola é pública ou privada. É tudo a mesma porcaria, pois quem está no real controle são os burocratas do Ministério da Educação. E o governo obriga os pais a colocarem os filhos sob o controle desses burocratas. Se não o fizerem, vão pra cadeia.

    Se a escola é sustentada por impostos ou por mensalidades é irrelevante. O crime já foi cometido: é o estado quem está no controle da educação. E o objetivo do estado é exatamente o de criar crianças dóceis e obedientes à sua autoridade.

    Por isso ele tem pânico de homeschooling e manda prender qualquer pai que não submeter seu filho ao jugo de um burocrata.
  • João RS  14/06/2017 18:31
    Concordo.

    Inclusive essa ideia era defendida pelo Milton Friedman e pelo Friedrich Hayek.

    Hayek no Livro "Os Fundamentos da Liberdade":

    "Conforme mostrou o professor Milton Friedman, hoje seria plenamente viável custear as despesas de educação com fundos públicos sem manter escolas do governo, dando aos pais vales que cobrissem os custos da educação de cada criança e que pudessem ser usados para pagar as escolas de sua preferência. (..) no que se refere à grande maioria da população, certamente seria possível deixar que a educação fosse inteiramente organizada e administrada pela iniciativa privada, incumbindo-se o governo apenas do financiamento básico e de fixar um padrão mínimo para todas as escolas onde os vales fossem utilizados. Outra significativa vantagem desse plano é que os pais não se defrontariam mais com o problema de ou aceitar o tipo de educação proporcionado pelo governo ou ter de arcar com os custos totais de uma educação diferente e um pouco mais cara; e, no sistema proposto, caso os pais escolham uma escola que não seja do padrão comum, eles terão de pagar apenas o custo adicional."

    Esse site, Mises Brasil, fez um artigo sobre o tema, embora estranhamente não citaram o Friedman nem o Hayek: "Vouchers escolares: o caminho mais "eficiente" para a socialização da educação"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1942
  • Ives Martinez  14/06/2017 22:52
    Discordo, porque existe algumas escolas públicas fora do baralho e que possui ensino excelente. Um exemplo é o Coluni, uma escola federal integrada a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e que possui uma das mais conceituada sistema de ensino ( ver classificação de escolas públicas ). Se todas universidades públicas seguissem o exemplo da UFV, teríamos excelentes escolas de nível secundário para grande parte da população.
  • Rafael  14/06/2017 23:43
    Essa escola é boa porque os alunos são bons ou os alunos são bons porque a escola é boa?

    Por exemplo, as universidades públicas são consideradas boas porque os melhores alunos do país, oriundos de famílias ricas e de classe média, e que estudaram nos melhores colégios particulares do país, compõem a esmagadora maioria de seus alunos.

    Oriundos de escolas particulares boas e caras, estes alunos são os mais qualificados e aptos a estudarem muito para passar no vestibular para então ter de 4 a 5 anos de universidade "gratuita".

    Universidades públicas são boas porque possuem os melhores alunos do país, os quais advêm majoritariamente das melhores e mais caras escolas particulares do país.
  • Marcelo Freitas  21/06/2017 03:18
    Justamente o contrário!
    Torne todas as escolas públicas. A hora que ricos e pobres estiverem estudando na mesma escola, com certeza a participação e a pressão da comunidade pra elevar a qualidade do ensino vai ocorrer.
    Na França, que tem o melhor sistema de saúde do mundo segundo OMS (público), e um sistema educacional excelente, não há escolas particulares.
    É mais ou menos como aquela citação, o nível de desenvolvimento de uma sociedade não ocorre quando pobres estão andando de carro, mas sim quando ricos estão usando transporte coletivo.
  • Emerson  21/06/2017 04:32
    Duas mentiras cabeludas em um único comentário.

    1) Há várias escolas particulares na França. E são muito baratas.

    www.justlanded.com/english/France/France-Guide/Education/Private-schools-in-France

    2) E o melhor sistema de saúde do mundo é o da Coréia do Sul. A França está em 9º lugar.

    www.numbeo.com/health-care/rankings_by_country.jsp

    E lá a "saúde pública" exige pagamento adiantado do paciente ao médico que irá atendê-lo. E toda a população é obrigada pagar planos de saúde. Ou seja, ela é "menos socialmente justa" que o SUS.

    en.wikipedia.org/wiki/Health_care_in_France

    Informe-se melhor. Ou vá sacar em outro lugar.

    "Torne todas as escolas públicas"

    Seria realmente um sonho ver a escola da minha filha sendo gerida como um Detran ou como os Correios, e totalmente controlada pelos sindicatos dos funcionários públicos. Sairiam vários Newtons e Einsteins dali...

    É cada infeliz que despenca por aqui...

  • Konrad  14/06/2017 15:42
    O modelo atual de escola foi inventado pelo exército alemão para garantir que todos os jovens funcionassem como engrenagens perfeitamente conectadas durante o esforço de guerra. Esse jovens aprendiam matemática básica (para calcular soluções para o poder de fogo da artilharia), o básico da alfabetização (para entender e repassar ordens) e, é claro, educação física. Até hoje este formato em quase nada mudou. Houve apenas algumas alterações superficiais nos currículos escolares para fazer com que todos se tornassem engrenagens perfeitamente conectadas agora no setor industrial (o qual, felizmente, já está quase que todo automatizado).
  • Sobrevivente do socialismo  14/06/2017 15:55
    A internet é o maior "livro" do mundo.

    Enquanto o governo não nos bloquear, teremos acesso ilimitado ao conhecimento.

    Os livros do governo são limitados, restritos a ideologias e afundam a vida das pessoas com total esquecimento sobre trocas voluntárias.

    O governo nunca ensinou capitalismo aos futuros capitalistas.

  • antonio  14/06/2017 16:22
    E quando os alunos não querem aprender, querem a doutrinação, pois pensar pode causar angustia e insegurança do mundo.
    Aturo isso direto enquanto dou aulas de calculo pratico (cálculos que se usam não teoria), não vejo neles a vontade de se aprimorar apenas vontade de ter um papel na parede.
    Triste esse meu Brejil.
  • Sobrevivente do socialismo  14/06/2017 16:52
    Eu sempre fui rebelde no colégio. Parece que eu fiz a coisa certa quando avacalhava as aulas.

    Eu queria produzir coisas, mas me ensinavam milhões de porcarias.

    Quando me "ensinavam" história, só faltava eu dizer que não me interessava o que esse monte de canalhas haviam feito.

    Eu nasci capitalista e engenheiro. Eu era feliz quando alguém me chamava para produzir alguma coisa e triste quando ia para escola para ser doutrinado.

    Esse texto me trouxe uma boa reflexão sobre a minha vida. Parece que foi escrito direcionado para mim.
  • Mídia Insana  14/06/2017 18:03
    A boa notícia: há hoje educação gratuita, de qualidade e privada.

    Coursera

    Khan Academy

    Academic Earth

    Assim como hoje você pode produzir, divulgar, publicar e acessar conteúdo de mídia com custos dispensáveis (somente o acesso à internet / lan-house) na internet, você também pode obter uma educação.

    E não é surpresa.

    Se entretenimento gratuito é tão abundante embora seja uma necessidade secundária na vida dos indivíduos, é óbvio que algo com custos equivalentes como ensino que é universalmente visto como o caminho para uma vida melhor será oferecido gratuita e fartamente.
  • Hayek  14/06/2017 21:42
    E essa realmente é gratuita. Ninguém coagiu um terceiro a custear a educação de outrem.
  • Andre  14/06/2017 18:08
    Sem esperanças no sistema educacional, principalmente no Brasil, por aqui professor é a típica profissão de fracassado, 99% se soubesse algo útil para ensinar estaria fazendo dinheiro com o que sabe e não batendo ponto em escolas nos locais mais barra pesada da cidade, ensinando inutilidade a alunos mais incapazes de executar contas simples e em horários horríveis, tudo para fazer uns trocados pra pagar contas.
  • Lorivaldo  18/06/2017 00:21
    Concordo amigo e vou além: Educação geral até a 4ª série. Da quinta em diante, seria necessária uma prova para passar (como era antigamente). Só ficaria quem quisesse aprender e ainda os recursos seriam focalizados na melhoria estrutural.
  • João de Alexandria  14/06/2017 18:47
    A escola pra mim era um tormento sem fim...

    Com o tempo descobri que :

    Os professores mais autoritários eram os que menos sabiam alguma coisa;

    Os melhores eram caçados pela burocracia escolar;

    Não uso na vida um terço do que eu aprendi;

    Não tem melhor escola do que a vida;

    E encontros de ex-alunos são deprimentes.
  • Aniceto Ferreira de Carvalho  14/06/2017 19:27
    ISTO É AUTENTICAMENTE VERDADE
    (Só para quem gosta de ler)
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2704
    Para um indivíduo da minha idade que acaso tenha o privilégio de uma boa memória, comparar a escolaridade, a meninice e a liberdade do meu tempo, na década de 40 do Século passado, com este arremedo de crescimento a que as crianças de hoje estão submetidas, não passa pela cabeça nem de um aleijado mental mais desprovido de massa cinzenta.
    As coisas mantiveram-se, cerca de trinta nos mais tarde não era muito diferente.
    Depois veio um tal 25 de Abril.
    Aniceto Carvalho
  • Miriam Guzella  14/06/2017 23:31
    Fiz meu ensino médio todo em casa e agradeço MUITO aos meus pais por terem feito isso. Na escola eu simplesmente não tinha nenhum estímulo para aprender, em casa eu aprendi a amar matérias que antes eu repudiava.
  • Marcello   14/06/2017 23:38
    Taí um assunto que quero aprender mais. Como você fez isso? Como que funciona legalmente se quisermos fazer uma faculdade, p. ex.? Hoje vc encontra barreiras hoje por ter passado por isso?
  • Miriam  14/06/2017 23:45
    Eu fiz o supletivo. Na verdade eu não tinha nem terminado a oitava série, então fiz o supletivo para ensino fundamental e depois para o médio. Você recebe o diploma de uma escola pública. Não tive nenhum problema de realizar meu curso de graduação depois disso.

    Eu não sei se já é permitido estudar em casa, na minha época não era, mas leis imorais devem ser desobedecidas e combatidas!

    P.S.: Nem eu e nem meus irmãos fomos matriculados e deu tudo certo. Só não pode ter denúncias.
  • professor q apoia o ensino domiciliar  15/06/2017 01:17
    Então, conheço várias pessoas que fazem ensino domiciliar, principalmente em Itapema (Santa Catarina), mas também em Brasília e interior de São Paulo. Normalmente os pais usam a aprovação no enem como instrumento para entrar na faculdade, pois a aprovação no enem se equivale a conclusão do ensino médio (é o q eles dizem, mas nunca conferi pessoalmente a legislação). Nesse caso, eles teriam que esperar até os 18 anos, mas já existe casos de pessoas que fizeram o ensino domiciliar e entraram na faculdade antes: no Distrito Federal uma menina de 17 anos que fazia ensino domiciliar passou no vestibular da UnB e conseguiu entrar: zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/educacao/noticia/2015/05/decisao-judicial-abre-debate-no-pais-sobre-educacao-domiciliar-e-desescolarizacao-4757352.html


  • Luciano  15/06/2017 11:59
    Também concluí o meu ensino em supletivo - tanto o fundamental quanto o médio. Fui execrado por metade da minha família, ameaçaram de conselho tutelar e tudo, mas mantive o pé na minha decisão.

    Engraçado que eu só concluí o ensino médio depois que passei na universidade. Fui num supletivo, fiz as provas e em um dia e meio já estava "formado". Entrei na faculdade e fiz meu curso sem problemas - até sair depois que vi o lixo que são as universidades públicas.

    Nesse ano vou fazer enem e tentar uma faculdade privada, por pura falta de opção. Como quero psicologia e essa é uma área altamente regulada, não tem jeito.

    Não aprendi quase nada de útil na escola. Inglês? Tudo o que sei vem do mundo dos games. Aprendi matemática fazendo sudoku, raciocínio lógico jogando Silent Hill. Biologia? Mega Man X (sério mesmo!)

    Não indico escola para ninguém. Estude em casa, faça um supletivo e tenha seu diploma na hora. Muito melhor do que passar mais de 10 anos enclausurado em um ambiente que não estimula quase nenhum avanço.
  • Luciano  15/06/2017 12:06
    Aprendi a ler fora da escola, graças a um programa chamado Roletrando (valeu, Silvio Santos!).

    Aos 6 anos dei a minha primeira fala em público, sobre a dengue, quando a doença ainda era pouco conhecida. Como estudei pra isso? Peguei alguns livros, li umas reportagens e fui pra praça da minha cidade falar.

    Todo mundo na escola dizia que eu era acima da média, "superdotado". Hoje sei que só diziam aquilo porque o nível escolar era muito baixo e a maioria dos alunos não se sentiam estimulados a aprender nada em casa.

    Terminei meu ensino fundamental e médio no supletivo, depois de 7 anos em uma escola. Foi quando percebi que o ambiente escolar tem ZERO contribuição para o estímulo da aprendizagem.

    Se um dia eu tiver filhos, jamais os deixarei chegar perto de uma escola. Vou criar contas pra eles no Coursera, Khan Academy e Duolingo e deixá-los estudar por lá mesmo. Depois fazem o supletivo e pegam o pedaço de papel que precisam para "provar" que sabem algo.

    A escola quase destruiu meu interesse por aprender. Não permitirei que faça isso com mais ninguém próximo a mim.
  • Carolina Schmidt   14/06/2017 23:32
    Concordo plenamente. Aprendi a ler e escrever em casa, aos 4 anos já escrevia fluentemente. Entrei na escola e aquilo tudo nunca fez sentido. O que eu fazia era voar nas aulas e estudar em casa, lendo, sozinha, antes das provas. Sempre fui uma aluna mediana, padrão, no que se tratava de escola/faculdade, já quando tinha algo voltado ao raciocínio lógico eu era ótima. Então, creio que a escola, nesse padrão atual de aulas e provas, nivela por baixo. É falação, perda de tempo... Não sabe lidar com crianças autodidatas ou que fujam do padrão comum. Hey, teacher, leave them, kids, alone.
  • Jaboatão   14/06/2017 23:35
    O mais humano a se fazer é acabar com o ensino público, "gratuito" e obrigatório. Dá o dinheiro dos impostos para os pais e deixem eles decidirem o que é melhor para seus próprios filhos.
  • Pobre Paulista  15/06/2017 01:41
    Escola = Prisão infantil
  • edimar  15/06/2017 01:45
    99% das escolas públicas não prestam. 90% das privadas também não prestam. São fábricas de diplomas e de delinquentes. Os 1% de escolas públicas que prestam os alunos passam por teste seletivos. Os 10% das escolas privadas que prestam são escolas internacionais e que ousam contra o MEC mesmo sofrendo depois processos. A escola brasileira e de até países desenvolvidos está doente: repleta de problemas, adota um modelo criado por alemães na Segunda Guerra como Moderno e esquece o autodidatismo.
  • Igor  15/06/2017 02:50
    Quanta coisa inútil aprendi na escola, tanta na pública quanto na particular: biologia, história, geografia, física, química...

    Na faculdade idem, diria que apenas a parte estatística, financeira e contábil e um pouco de marketing tem alguma serventia/utilidade prática - o resto foi inútil. Na faculdade também há esse "one size fits all" horrível. Se pudesse voltar no tempo teria falsificado um diploma e estudado sozinho, teria poupado tempo, dinheiro e energia.

    O pior é quando o aluno é inteligente e criativo, faz as coisas bem feitas e a escola/faculdade fica com o crédito, aí os outros dizem: "A escola/faculdade tal é boa". Como diz o ditado: "Se o aluno é inteligente o professor fica com o crédito".

  • Roberto Castro Viana  15/06/2017 11:12
    Então na minha opinião será melhor a volta do regime Militar no caso , INTERVENÇÃO MILITAR urgente , devemos estudar e procurar saber sobre esses 22 anos do melhor governo que o BRASIL ja teve ao longo de sua existência peço que os ainda não sabem sobre esse governo que estudem e ricurem saber e irão concordar comigo, SELVA BRASIL acima de tudo
  • Bode  15/06/2017 13:08
    A tese do autor é irrefutável. Meu pai me disse, ainda criança, que o Conde de Leautréamont chamou a escola de mansão do embrutecimento. Ele, desde sempre, cultivou ideal libertário, e defende a educação em casa. Chegou a cogitar que eu, e cada um de meus irmãos, abandonasse a escola. Me lembro de ter sido um devorador de livros da biblioteca paterna, e ter mente inventiva e especulativa, rapidamente tolhida na escola por professores especialistas em sepultar talentos. Hoje tenho curso superior, e sou apenas mais um egresso no mar da mediocridade. Certamente teria destino mais faustoso, tivesse dado ouvidos a meu pai.
  • RICARDO S. I  15/06/2017 17:17
    Bom, meu relato sobre a escola é um pouco diferente dos outros posts.. Eu concordo sim que a escola não favorece em nada a criatividade (em relação ao que é ensinado formalmente pelos professores) ... É um sistema coercitivo, ineficiente e ultrapassado... E deveria ser remodelado.

    Mas preciso dizer... Ao contrário dos demais que odiavam a escola. Me diverti a beça nos tempos de escola... Fiz grandes amizades, conheci e aprendi a conviver com pessoas muito diferentes, aprendi matérias que não teria escolhido aprender, mas que no final foram interessantes...

    Sobre o ensino... Não acho que o que aprendi nas aulas de português, matemática, biologia, história, geografia e todas as outras tenha sido em vão...

    Além de um pouco mais de visão do todo, permitiu que eu identificasse com certeza o que eu gostava e o que não gostava... Hoje eu trabalho com TI e ainda não precisei usar na prática equações de segundo grau, classificar uma planta, entender a diferença entre planície e planalto, etc... Por outro lado posso compartilhar isso que aprendi com a minha filha, o que abre um leque de possibilidades para ela... E ela poderá conhecer e gostar de matérias que por ventura eu não goste.

    Na época de escola fui um "aluno modelo"... Um tipico "cdf" (era disciplinado, obediente, tirava boas notas e aprendia com facilidade)...

    E ainda que o texto tenha razão que o mercado de trabalho moderno exigirá pessoas ainda mais criativas e críticas. Ao mesmo tempo, aqui no Brasil, pelo menos.... Boa parte das empresas ainda têm um formato "quadrado e antigo" e que prefere ver pessoas como engrenagens...

    Prefiro pensar na escola como um "treino" para o que virá depois... E o que vem depois é um sistema mais coercitivo, que poda a liberdade, é (infelizmente) extremamente regulado e com pouca abertura para criatividade... Sob este prisma, aprender a se adaptar a esse cenário... Me parece útil. Pelo menos, para mim foi....

    Eu sou totalmente a favor da liberação de se educar em casa, mas, ao contrario dos defensores da liberdade, eu acredito que o mínimo de português e matemática devesse ser exigido mesmo nesses ambientes... Para mim liberdade não está acima de tudo... Tô mais para um "eficientista" (podem jogar as pedras)...

    Mesmo se fosse liberado o ensino em casa, ainda assim, provavelmente eu obrigaria minha filha a ir para uma escola pelo menos até a nona série... E se eu acreditasse que ela tivesse maturidade para decidir nessa idade ... Deixaria que ela escolhesse como ela optaria fazer o segundo grau...(Isso também porque eu posso pagar e escolher uma escola para ela... Se não pudesse... Não sei se a obrigaria a ir para uma escola pública que não confiasse)

    Em tempo... Ótimo artigo.
  • Mídia Insana  16/06/2017 01:19
    Olá, Ricardo. Tudo bem?

    Mas preciso dizer... Ao contrário dos demais que odiavam a escola. Me diverti a beça nos tempos de escola... Fiz grandes amizades, conheci e aprendi a conviver com pessoas muito diferentes, aprendi matérias que não teria escolhido aprender, mas que no final foram interessantes...

    Sobre o ensino... Não acho que o que aprendi nas aulas de português, matemática, biologia, história, geografia e todas as outras tenha sido em vão...


    Não tenho dúvidas de que aprendeu coisas úteis para sua vida. O ponto é que você poderia ter obtido o mesmíssimo conhecimento por métodos diferentes. Você, garanto, não aprendeu economia na escola (felizmente. Olhe o que os educadíssimos economistas brasileiros fizeram com o país). Entretanto, aprendeu por iniciativa própria e curiosidade em sua leitura de livros e na internet.

    Não tenho dúvidas de que seu conhecimento foi útil e eu não posso, nem vou tentar educá-lo sobre sua própria experiência na escola. Só testemunho eu mesmo que "aprendi" mil e uma coisas na escola. 45% foi completamente irrelevante e tomou tempo que eu poderia ter usado para aprender algo relevante. 30% consistia em dados puramente falsos e tive de desaprender para que não afetassem minha vida e minhas escolhas. E os outros 25% eram ciências exatas.

    Não tenho dúvidas de que eu poderia ter aprendido mais com 750 horas inúteis (a lei no meu estado prevê 1000 horas no ano escolar). Sim, um aluno leigo não é sozinho capaz de determinar que matérias tem de aprender e como aprendê-las. Daí existem órgãos como eu citei na minha postagem acima como o Khan Academy que formam um currículo para você e constantemente o retificam e atualizaram por mera pressão da competição. Eles valorizam seu tempo enquanto a Lei Federal 9394/1996 foi um devaneio político completamente imune ao fracasso. Afinal, os legisladores não vão à falência se passarem leis ineficientes. Eles não tem clientes ou doadores.

    Além de um pouco mais de visão do todo, permitiu que eu identificasse com certeza o que eu gostava e o que não gostava... Hoje eu trabalho com TI e ainda não precisei usar na prática equações de segundo grau, classificar uma planta, entender a diferença entre planície e planalto, etc... Por outro lado posso compartilhar isso que aprendi com a minha filha, o que abre um leque de possibilidades para ela... E ela poderá conhecer e gostar de matérias que por ventura eu não goste.

    Não tenho dúvidas. Garanto que na sua vida o senhor também viu gêneros de filmes e teve de descobrir o que gostava e não gostava fora da esfera escolar. Apesar da ânsia dos legisladores em sequestrar por ainda mais tempo as crianças, elas ainda têm mais horas não-escolares que escolares (por pouco tempo. Olhem o ensino integral!); garanto que nesse tempo você teve a oportunidade de experimentar coisas diversas na sua vida das quais também poderá falar à sua filha.

    Novamente, a experiência escolar (que é compulsória) não é pré-requisito. É um sequestro.

    Na época de escola fui um "aluno modelo"... Um tipico "cdf" (era disciplinado, obediente, tirava boas notas e aprendia com facilidade)...

    E ainda que o texto tenha razão que o mercado de trabalho moderno exigirá pessoas ainda mais criativas e críticas. Ao mesmo tempo, aqui no Brasil, pelo menos.... Boa parte das empresas ainda têm um formato "quadrado e antigo" e que prefere ver pessoas como engrenagens...


    É. É complicado trabalhar em empresas quando metade do seu tempo não é gasto vendendo e produzindo seus produtos, mas calculando ICMS, imprimindo documentos e pagando as múltiplas guias necessárias nos sites do governo e bancos.

    Há um excelente artigo no IMB sobre a dificuldade de vender no Brasil.

    Prefiro pensar na escola como um "treino" para o que virá depois... E o que vem depois é um sistema mais coercitivo, que poda a liberdade, é (infelizmente) extremamente regulado e com pouca abertura para criatividade... Sob este prisma, aprender a se adaptar a esse cenário... Me parece útil. Pelo menos, para mim foi....

    Eu concordo que há mal no mundo tanto quanto há sujeira. Concordo que sozinhos não conseguiremos mudar isso. Mas mesmo assim nenhum de nós deve deixar que o mal entre na nossa casa tanto quanto tentamos manter a sujeira do lado de fora. Não dá para acabar com o mal tanto quanto não dá limpar o mundo. Mas é sempre possível manter seu próprio lar salubre. Especialmente pelos nossos filhos.

    Colocá-los 1000 horas ao ano em um ambiente perigoso onde há um adulto para 80 crianças ou mais, onde sua presença é compulsória, onde boa parte do currículo já foi exposta como factualmente falsa ou irrelevante - ou seja, perda de tempo. É crueldade. E considerando o excelente desempenho de crianças educadas em casa até nos exames do governo, é uma crueldade puramente desnecessária.

    O grande desafio para qualquer estatista hoje é explicar porque a criançada estuda 16 anos no lixo de educação deles e mesmo assim é necessário salário mínimo não para atualizar o salário em relação à inflação mas para impedir que os alunos há quase duas décadas sob seus cuidados não recebam salário de fome (e na prática, só negativa o salário deles e os deixa desempregados e / ou substituídos por máquinas) É absurdo. É como dar 16000 horas a um curso de inglês e sair sem falar inglês. Que tipo de pessoa acharia isso uma boa ideia e que não há algo fundamentalmente errado no sistema?

    Mesmo se fosse liberado o ensino em casa, ainda assim, provavelmente eu obrigaria minha filha a ir para uma escola pelo menos até a nona série... E se eu acreditasse que ela tivesse maturidade para decidir nessa idade ... Deixaria que ela escolhesse como ela optaria fazer o segundo grau...(Isso também porque eu posso pagar e escolher uma escola para ela... Se não pudesse... Não sei se a obrigaria a ir para uma escola pública que não confiasse)

    Ricardo, se você está aqui no IMB, acredito que você compartilha do valor de que as pessoas pacíficas não deveriam ser obrigadas a nada. E você certamente não aprendeu isso na escola em que pagar impostos é cidadania. Não sou você, mas receio que se sua filha não aprender em casa sobre a importância de resolver os problemas dela sem violência; não é na escola que onde aprenderá.

    Abraço.
  • Ricardo S.I  17/06/2017 03:11
    Midia Insana,

    Boa noite! Tudo bem! E com você?

    "... O ponto é que você poderia ter obtido o mesmíssimo conhecimento por métodos diferentes. Você, garanto, não aprendeu economia na escola (felizmente. Olhe o que os educadíssimos economistas brasileiros fizeram com o país). Entretanto, aprendeu por iniciativa própria e curiosidade em sua leitura de livros e na internet.
    ...Só testemunho eu mesmo que "aprendi" mil e uma coisas na escola. 45% foi completamente irrelevante e tomou tempo que eu poderia ter usado para aprender algo relevante. 30% consistia em dados puramente falsos e tive de desaprender para que não afetassem minha vida e minhas escolhas. E os outros 25% eram ciências exatas.
    ...Não tenho dúvidas de que eu poderia ter aprendido mais com 750 horas inúteis (a lei no meu estado prevê 1000 horas no ano escolar). Sim, um aluno leigo não é sozinho capaz de determinar que matérias tem de aprender e como aprendê-las. Daí existem órgãos como eu citei na minha postagem acima como o Khan Academy que formam um currículo para você e constantemente o retificam e atualizaram por mera pressão da competição. Eles valorizam seu tempo enquanto a Lei Federal 9394/1996 foi um devaneio político completamente imune ao fracasso. Afinal, os legisladores não vão à falência se passarem leis ineficientes. Eles não tem clientes ou doadores."


    Eu concordo que eu poderia ter absorvido o conhecimento que absorvi de outras formas. Só não tenho certeza se o teria feito. Pois não sei se teria o incentivo correto para fazê-lo...
    Como o formato que recebi me atendeu, para mim, não foi ruim. Mas me lembro que muitos alunos não se adaptaram bem a esse formato "quadrado" da escola... E para estas pessoas, realmente foi menos útil.

    O que quero defender aqui... É que ainda que novas opções devam ser permitidas... Eu, pessoalmente, não descartaria completamente tão rapidamente o ensino atual da forma que ele é feito. Tentaria apenas, torná-lo mais interessante para as crianças.
    Sobre o Khan Academy, e o Coursera... Eu adoro essas plataformas, sou inscrito nas duas e são 2 boas opções... E são mais eficientes em ensinar qualquer matéria acadêmica, para aqueles que realmente estiverem motivados a aprender... O duolingo parece estar um passo a frente no quesito educação infantil, pois tem elementos lúdicos mais interessantes.
    Ainda assim, na minha opinião, no formato em que estão hoje, eles são ótimos complementos e não substitutos para uma sala de aula. E acredito que eles só não evoluíram para serem substitutos completos, porque a regulação não permitiria de qualquer forma (uma pena).


    "...Só testemunho eu mesmo que "aprendi" mil e uma coisas na escola. 45% foi completamente irrelevante e tomou tempo que eu poderia ter usado para aprender algo relevante. 30% consistia em dados puramente falsos e tive de desaprender para que não afetassem minha vida e minhas escolhas. E os outros 25% eram ciências exatas. "

    Assim como você... Eu também não usei mais da metade do que foi ensinado... Mas ao contrário de você não creio 30% do que aprendi seja falso: Matematica, Português, Biologia, Química, Física, educação física, educação artística, geografia... Em nenhuma dessas matérias creio que tenha recebido informações falsas... Talvez, por sorte, também não recebi nenhuma doutrinação exagerada em história e geografia... Se eu recebi 10% de informação falsa, foi muito.

    Na minha opinião, na educação de crianças e adolescentes, eu não acho que a busca pela eficiência seja essencial... A experimentação e o erro, nessa fase da vida, me parecem mais interessantes. Por isso bombardear o jovem com informações superficiais de variadas matérias me parece ser mais interessante que tentar especializá-lo em poucos assuntos.

    "Novamente, a experiência escolar (que é compulsória) não é pré-requisito. É um sequestro. "

    Sim a experiência escolar é compulsória... Mas não acho que as crianças sejam tão maltratadas e doutrinadas assim, como parece nos comentários. Pelo menos, eu não fui... E também acredito que a maioria dos pais se sente e é genuinamente apoiada pela escola na formação de seus filhos.

    "É. É complicado trabalhar em empresas quando metade do seu tempo não é gasto vendendo e produzindo seus produtos, mas calculando ICMS, imprimindo documentos e pagando as múltiplas guias necessárias nos sites do governo e bancos. "

    Eu concordo que as leis tributarias brasileiras são absurdas... Mas este tópico não tem relação com educação... Mesmo se as leis tributárias fossem simplificadas. A estrutura da maioria das empresas ainda continuaria sendo "hieraquizada" e a tomada de decisão ainda seria "comando e controle" e centralizada... Saber se adaptar a esse cenário me parece, no mínimo, útil. E a escola tem um formato semelhante de boa parte de nossas empresas ainda.

    As empresas estão evoluindo... E irão demandar outro tipo de profissional... As escolas terão que reagir a isso.

    "Mas mesmo assim nenhum de nós deve deixar que o mal entre na nossa casa tanto quanto tentamos manter a sujeira do lado de fora.".

    Aqui no próprio site do MISES, recentemente tivemos um artigo de um escritor famoso (Taleb) que escreveu um livro (Antifrágil), nesse livro, entre muitas coisas legais... Ele explica que nossa boa intenção de proteger nossos filhos de tudo que é mal e errado, acaba por torná-los demasiadamente frágeis (a famosa "mãe coruja"). Por isso, a escola, na minha opinião, é importante mais pela sua educação não formal, do que pelo conteúdo programático definido pelos burocratas. (ainda que eu não ache o conteúdo programático tão ruim assim)

    "grande desafio para qualquer estatista hoje é explicar porque a criançada estuda 16 anos no lixo de educação deles e mesmo assim é necessário salário mínimo não para atualizar o salário em relação à inflação mas para impedir que os alunos há quase duas décadas sob seus cuidados não recebam salário de fome..."

    As crianças estudam, de forma obrigatória, dos 6 aos 18 anos (12 anos)... (12 anos x 200 dias letivos x 5 horas = 12000 horas) (Em São Paulo, ensino integral não é obrigatório... É uma opção oferecida a alguns pais). Além disso, você não é obrigado a ir em 100% das aulas... Acho que com 75% você consegue ser aprovado... Então estamos falando de 9000 horas.

    E nessas 9000 horas elas têm acesso a muito conteúdo útil... É muito fácil jogar a culpa de tudo que dá errado na vida dessas pessoas na escola e nos professores... Mas a família e o próprio indivíduo fizeram sua parte? Eu não tenho certeza.

    Além disso, compartilho da ideia, já exposta nesse site... Que o salário mínimo, bem como outros "direitos trabalhistas" não protege ninguém... Apenas impossibilita que os menos capacitados entrem no mercado de trabalho.

    "Ricardo, se você está aqui no IMB, acredito que você compartilha do valor de que as pessoas pacíficas não deveriam ser obrigadas a nada. E você certamente não aprendeu isso na escola em que pagar impostos é cidadania. Não sou você, mas receio que se sua filha não aprender em casa sobre a importância de resolver os problemas dela sem violência; não é na escola que onde aprenderá."

    Creio que o site defenda que pessoas não devem obrigar outras pessoas, que não estejam sob sua tutela (no caso, como pai e provedor, creio sim ter o direito, enquanto ela viver sob meu teto... De tomar algumas decisões pela minha filha). Além disso, apesar de frequentador do site, não sou um ANCAP. Eu gosto, das discussões e das idéias econômicas apresentadas... Não sou um grande estudioso do assunto, mas me definiria como um minarquista.

    Sobre resolver os problemas sem violência... Sim, essa educação vem de casa... Mas em casa ela não seria posta a prova nunca... Na escola, que é um ambiente muito mais caótico e não supervisionado que minha casa... É que ela aprenderá "na prática" a ter "jogo de cintura" na relação com seus amigos e professores . E será um treino importante para o mundo real... Que é ainda mais caótico e menos supervisionado.



    Abraços

  • Henrique Zucatelli  15/06/2017 18:58
    Olá pessoal!

    1000% de acordo. A obrigatoriedade do ensino coletivo e a centralização do conhecimento é mais uma parte da hipocrisia manipuladora estatal que mata a inovação e uma característica pouco comentada, mas essencial a qualquer tipo de genialidade: a inocência.

    Os intelectuais oficiais são, além de míopes e arrogantes, extremamente maliciosos e pervertem uma qualidade em defeito: o ceticismo. A tempo, ser cético é ser coerente, racional e metódico. Porém o limite se encontra quando o desconhecido bate a porta, e a infinitude criada pelo agente oculto se desnuda perante nossos olhos, nos provocando a provar o novo e quebrar paradigmas.

    Para isto é necessário ser inocente. Essa peculiaridade presente em 100% dos gênios que mudaram o mundo com suas descobertas se baseia na capacidade de se desapegar de conceitos já estabelecidos em troca de algo maior. Porém essa nobre virtude sempre esbarra quase sempre naqueles que, dispostos de signos, títulos e autoridade, avançam com agressividade e deboche difamando, punindo e até mesmo levando ao cárcere estes que conseguem ver além da maioria.

    Vou exemplificar:

    - Galileu Galilei e o heliocentrismo
    - Cristóvão Colombo e a descoberta das Américas
    - Louis Pasteur e a teoria da biogênese
    - Isaac Newton e descoberta das Três Leis fundamentais da física
    - Albert Einstein e Max Planck e a formulação da física quântica.

    Onde quero chegar com tudo isso? A monopolização do conhecimento chegou a níveis tão absurdos que hoje, excluindo alguns nichos de pesquisa, basicamente centrados em tecnologia computacional e da informação, nada mais se cria de fato, e não há ruptura.

    Depois da descoberta de um caso de câncer ano passado na família, meu gosto natural por medicina se transformou em uma verdadeira obsessão sadia na busca por uma cura definitiva para esse mal que ceifa milhões de vidas todos os anos, e está se tornando uma das maiores causas de mortalidade mundial, crescendo ano a ano.

    Ao passo que minha pesquisa foi se aprofundando e fui obtendo bases teóricas e resultados de estudos no mundo todo, sem me prender as parcas teorias genéticas facultadas pela cátedra, consegui estabelecer alguns modelos que levaram a conclusões e protocolos de tratamento completamente antagônicos ao que é praticado hoje.

    Vai ser um pouco longo o que escrevi (tentei resumir ao máximo), mas a quem interessar, a furada teoria genética da alteração celular é somente uma desculpa esfarrapada para a pesquisa unilateral de fármacos patenteáveis, pois não é esta a causa - e muito menos a cura do câncer. Desculpem se não fiz as adequadas citações, tudo bem?

    A nova ótica:

    1 – Segundo os geneticistas, a alteração celular, característica comum a qualquer tipo de tumor, é espontânea, e teorizam sobre defeitos em determinados genes que causam má formação mitocondrial ou telomérica. Esta classe médica- beirando ao cúmulo dos abiogenicistas - ou estudiosos da geração espontânea, avança em seus estudos basicamente por observação in vitro de determinadas particularidades presentes apenas na célula, e como um trem desgovernado, atropela qualquer visão científica que se distancie da alteração espontânea de determinadas cadeias de proteínas.
    Pela visão da nova ótica, fazendo ao mesmo tempo um retorno a coerência biogeneticista de Pasteur, dotada de uma aproximação causal da doença, define a causa da alteração celular tumoral por patógenos de estrutura proteica e tamanho equivalente a micro vírus, e que por terem justamente essa diminuta proporção, tem facilidade em ultrapassar a parede celular e se instalar no seu interior, para a partir desse momento começar a se proliferar.
    Já é fato notório que nosso sistema imunológico durante toda a vida, e muitas vezes milhares de vezes durante o dia elimina, seja por absorção através de macrófagos, seja por mecanismos de apoptose células mal formadas, porém nestes estudos não é incluída aí a possibilidade da má formação destas células não ser espontânea, mas provocada.
    Algumas pesquisas recentes da corrente oficial, mesmo sem este intuito acabam por apontar nesta direção com a descoberta dos Príons, nano organismos de ação bioquímica aberrante. São organismos que promovem alteração celular, altamente resistentes a agentes químicos ou a temperaturas extremas, e que se se instalam em determinados tipos de células (mais precisamente neurais) e levam a morte rapidamente. Diferentemente dos agentes patogênicos cancerígenos, os Príons primeiramente se multiplicam para depois se alimentar da própria célula, tendo ação degenerativa agressiva.
    A nova ótica de pesquisa, por observação apresenta de forma simples outra prova cabal da modificação celular por agentes patógenos através do papiloma vírus (HPV), que provoca de maneira externa as famosas verrugas. Sim, esta inocente evidencia traz uma infinidade de possibilidades de reação farmacológica bem mais concretas que as teorizadas pelo estudo do genoma humano.

    2- A velocidade de multiplicação se dá a medida que o organismo está sob algumas condições principais. Estes três fatores são totalmente cada vez mais comuns graças ao nosso estilo de vida moderno:

    - PH sanguíneo ácido
    - Altos níveis de açúcar.
    - Baixa imuno modulação

    Nos alimentamos mal, muito mal. A cada dia que passa, a necessidade de produção de alimentos de forma padronizada, com alta conservação e baixo custo leva a utilização compulsória de aditivos mais agressivos, resultando assim em alimentos cada vez mais sintéticos. Ato contínuo, esses aditivos necessitam ser contrabalanceados com corantes e palatizantes para mascarar seu gosto peculiar.
    A água que temos é poluída. Mesmo não bebendo da torneira, ao se banhar somos bombardeados por todo tipo de substâncias excretadas por pessoas e empresas, de solventes a medicamentos que resistem aos tratamentos das estações de filtração. Nosso ar, além de sujo, hoje é permeado 24 horas por dia por ondas das mais variadas frequências, e muito embora se deboche quanto a isso, é cientificamente comprovado que a emissão de ondas provoca alterações diversas nos organismos vivos.
    Boa parte da humanidade não está mais em contato com a natureza na infância como antes, e nosso sistema imunológico cresce destreinado a qualquer tipo de reação mais agressiva. Somos bombardeados desde pequenos com diversos medicamentos que provocam deficiência imunológica, como antibióticos da segunda geração.
    Outro fator pré disposto ainda pouco estudado, mas comum a todos os pacientes acometidos pelo câncer é a depressão. Embora deixada de lado nas pesquisas convencionais, o nosso ser abstrato, pensante e emocional é tanto provocador de cura como de morte. O acometimento da melancolia crônica, da falta da vontade de viver, segundo pesquisas médicas, provoca uma queda imunitária que chega a ser comparável a portadores de HIV.

    Em que pese que o progresso do enriquecimento universal facultou infinitas possibilidades antes impossíveis de viver bem com pouco, criou como efeito colateral desafios para nossa saúde, e a tendência é o aumento exponencial de pacientes com câncer, não por má formação genética provocada pelo péssimo estilo de vida, mas pelo ambiente propício a proliferação de agentes patogênicos cancerígenos.

    3- Ao passo que esta colônia de organismos se multiplica no corpo, a primeira resposta natural do organismo é isolar o patógeno, encapsulando-o. A isto chamamos de tumor. Ele em si não é provocado pelo agente, mas pelo corpo, que visa conter o agressor e elimina-lo.

    Caso o organismo continue propício a multiplicação do patógeno, a colônia aumenta em tamanho e se espalha pelo sangue, estabelecendo colônias em outras partes do organismo mais convenientes, ou seja, fontes de nutrientes contínua, como nossas glândulas, ou áreas que estejam com barreiras imunológicas crônicas ou provocadas por traumas e afecções. A isto chamamos de metástase.

    4- A ação bioquímica destes agentes agressores difere das bactérias e vírus pesquisados até hoje, pois em si a maior parte destes são apenas acidificantes e imuno supressores. Ato contínuo seus mecanismos de ação em si não levam o paciente a óbito, mas abrem as portas para vírus e bactérias "tradicionais", que ao encontrar um organismo ácido e imunologicamente deficitário, fazem verdadeiros estragos em muito pouco tempo. Daí se fecham as pontas nesta linha de pesquisa, pois caso o paciente não faça absolutamente nada, a probabilidade de óbito é gigantesca.

    Finalmente – respostas.

    Seguindo esta linha de pesquisa, a busca por substâncias e protocolos de tratamento se torna muito mais coerente e de fato eficaz, baseada nos seguintes princípios para a eliminação completa destes organismos.

    - Preservação e aumento da resposta imunológica, mesmo em casos de infecção do próprio sistema.
    - Aumento constante do PH sanguíneo, e monitoramento diário do mesmo.
    - Diminuição substancial da ingestão de carboidratos e açúcares.
    - Mudança completa no estilo de vida do paciente, de modo que fatores externos não prejudiquem, e auxílio psicológico ao paciente, para que se cure da depressão.

    E é neste ponto que a eficácia de qualquer protocolo de tratamento baseado nestes princípios entra em conflito com o protocolo convencional de tratamento. Em tempo, é necessário entrar nos detalhes do protocolo tradicional oncológico:

    - Cirurgia de remoção. Embora eficaz a curto prazo, removendo a colônia principal de agentes patológicos, além de não ser eficaz na resolução do problema, que é o ambiente de proliferação dos mesmos, traz riscos altíssimos ao paciente, pois o processo de remoção envolve na maioria dos casos procedimentos que expõem completamente os órgãos, deixando o sistema imunológico já debilitado ainda mais sobrecarregado por infecções de agentes bacterianos tradicionais, presentes em ambiente hospitalar, e mais comprometido, pois os anestésicos são comprovadamente prejudiciais ao sistema imunológico. Junte isso ao esforço de regeneração celular causado pelos cortes, cisões etc, e não raro o corpo agora tem um órgão a menos, logo, uma função a menos no equilíbrio do organismo.

    - Quimioterapia. Seja de primeira, segunda ou terceira geração é baseada na citotoxicidade, ou seja, na morte forçada de células por intoxicação. Os primeiros citotóxicos são baseados na teoria de Fleming, ou seja, são basicamente antibióticos de longo espectro.
    Obviamente, e como já admitido pela própria corrente dominante, os efeitos colaterais deste protocolo são evidentes: embora haja a morte das células já infectadas, todo o organismo é prejudicado também, e na maioria dos casos o paciente falece por intoxicação medicamentosa, e não pela doença em si. A Antraciclina, ou uma variante da Tetraciclina, foi o quimioterápico mais prescrito nos últimos 40 anos, tendo como efeito colateral mais comum ser cardiotóxica. Concluindo o seu pensamento: sim, você atinge a célula, e mata o coração.
    Chega a ser irônico que os sintomas comuns da quimioterapia sejam idênticos ao provocados por venenos comuns, como perca de peso, problemas de visão, falta de apetite e vômito diário etc.

    - Radioterapia. Baseada também no princípio de necrose do tecido afetado, embora seja menos nociva que a quimioterapia, é altamente danosa ao sistema imunológico, pois a radiação do césio é comprovadamente linfo tóxica. O efeito colateral principal é justamente o segundo fator que catalisa a multiplicação do agente patogênico: sem resposta imunológica, a própria formação de tumores é inibida, deixando o agressor livre para se espalhar pelo organismo.
    Não obstante, a reincidência de câncer no mesmo órgão e/ ou em outras partes do corpo após um determinado período de tempo é altíssima, pois o agente está ainda no organismo, porém não rastreável, pois mesmo os métodos de detecção mais avançados, como o PET SCAN não conseguem identificar quantidades mínimas destes agressores.

    Dado o pavor clínico pelo desconhecimento de causa da doença, é levada em conta a eficácia estatística relativa do protocolo tradicional citotóxico a curto prazo, a médio e longo prazo ela se prova inócua, ou melhor dizendo, contraproducente. Acaba com a qualidade de vida do paciente, retira dele recursos financeiros que podem leva-lo a falência, e não há garantia alguma de sobrevivência a longo prazo. Pelo contrário, a taxa de mortalidade por medicação oncológica no primeiro ano de tratamento em determinados casos passa dos 50%.

    E é por estas claras e infelizes razões que não há possibilidade de seguir paralelamente o protocolo tradicional e a nova ótica que está sendo estabelecida pelos milhões de médicos, farmacêuticos, terapeutas e pesquisadores independentes em todo o mundo.
    Voltando a nova forma de abordar o câncer, há diversas metodologias sendo aplicadas com sucesso total, a despeito do deboche da cátedra, e não menos importante, da recusa explícita em sequer considerar qualquer alternativa ao tratamento convencional, não muito diferente de outras épocas no passado.

    Os protocolos mais avançados, no qual eu mesmo sigo:

    - Alcalinização do sangue por via medicamentosa (Cloreto de Magnésio, Bicarbonato de Sódio e Limoneno)
    - Limpeza completa do sistema biliar e renal (Silimarina e Faseolamina)
    - Recuperação do sistema imunológico através de técnicas como Auto Hemoterapia que promovem a criação forçada de macrófagos, catalizadores e coadjuvantes como o Canabidiol e através de imunomoduladores como o colostro animal.
    - Eliminação completa dos agentes patológicos através de compostos anti bióticos pro ativos, de catalizadores de apoptose de células infectadas e de compostos citotóxicos seletivos, como o Acemanan, Artemisinina, a Curcumina em conjunto com a Piperina, a Capsaicina, a Rutina e a Casuariina e Iodeto de potássio.
    - Diminuição substancial da ingestão de carboidratos e açúcares, bem como a sua eliminação medicamentosa via Cassiolamina e Arcabose.
    - Para a dor e sintomas peculiares a infecção é recomendado de forma interna o Canabidiol e a Curcumina+Piperina e para dores locais, Ascaridiol, de preferência em forma natural.
    - Paralelo a isso, mas não menos importante, a fonte de tudo somos nós, e se não houver a reconstrução da vida e auto estima do ser, o paciente ficará dependente de medicamentos enquanto não se curar da patologia invisível, que é a depressão. Para isto há vários métodos indicados, mas o que mais me agrada, e ainda por cima é protagonista organicamente é a homeopatia, que promove a restauração psicológica do ser como um todo, devolvendo a ele a capacidade de funcionamento do seu sistema imunológico. Mas também há o tratamento psicológico formal, a acupuntura etc.

    Este é o básico. Como disse acima, há inúmero protocolos mais específicos, pois cada caso é um caso, e há pacientes que aceitam melhor determinadas substâncias, outros já vem totalmente debilitados de anos de quimio e radio etc. A particularidade se dá ao paciente, porém a linha de raciocínio é a mesma.

    A boa notícia é que a cada dia estes milhões de nobres pesquisadores descobrem novos compostos e ativos a partir da nossa GIGANTESCA natureza, com propriedades cada vez mais eficazes na cura deste e de outros males, seja através da simples destilação ou fermentação de partes de determinadas plantas, até a sintetização e reação com outras substâncias de forma avançada.
    Dando uma rasa noção de como ainda estamos na infância da pesquisa bioquímica, das 250.000 espécies de plantas catalogadas no mundo, apenas 1% deste total foi estudado de forma apropriada. Isso mesmo: 99% de todas as espécies vegetais no planeta são um completo mistério para nós.
    Se já fazemos maravilhas com o que conhecemos, quantos segredos estão esperando para serem descobertos nos locais mais inusitados? É impossível predizer. É a Ação Humana, descentralizada, livre e inocente em busca de uma vida melhor, saudável e digna para milhões de pessoas.
    Sendo justo com a pesquisa genética, ao contrário do deboche com que perfazem os especialistas na área sobre tudo que não entendem, reconheço as descobertas sobre os mecanismos de oxidação dos genes, do funcionamento da mitocôndria e dos telômeros como uma ponte para a otimização eficácia desses novos compostos e protocolos que vem sendo descobertos e desenvolvidos nessa nova ótica.
    O grande problema no estudo do genoma por simples observação sem considerar a ação de agentes externos é o paradoxo de zeno, ou seja, quanto mais se divide pequenos trechos, mais divisões se encontra, não levando a nada, mas a lugar nenhum. Podemos observar centenas, senão milhares de tipos de reações provocadas pela ação de patógenos que alteram a estrutura celular, e consequentemente estas alterações vão ser marcadas na cadeia proteica do gene. Ato contínuo, se focar apenas nisso vai levar a uma busca infinita para corrigir a consequência, através de caríssimos tratamentos de gene imunizador, que além de limitados, nunca vão eliminar a possibilidade do mesmo agente se multiplicar em outra parte do organismo.
    Para concluir por hora, descrevi uma parte de meu estudo para demonstrar que a centralização do conhecimento remete a mediocridade, e mais especificamente em campos onde a necessidade é imediata como a medicina, a falta de humildade, de visão e de inocência ao aceitar que sabemos muito pouco além de nada é extremamente perigoso e mortal.
    O fruto da ignorância só não foi maior e um dia será eliminado graças à internet, a descentralização total e acesso irrestrito ao conhecimento, onde qualquer pessoa interessada e capaz pode tanto usufruir dos benefícios daqueles que pesquisam, como aqueles que pesquisam podem auxiliar milhões de pessoas sem nem ao menos conhece-las.

    Obrigado por quem leu até aqui, e até outro dia.
  • Pedro_N  16/06/2017 13:05
    Embora eu não seja da área médica, acho isso tudo muito interessante! Lembro-me que certa vez vi um pesquisador falando sobre as causas e tratamento de aftas. A grosso modo, ele citava que um ambiente corporal ácido era propício para o surgimento delas e que o combate seria através da regulação do PH. Lembro-me que ele falou sobre a relação entre o PH sanguíneo e o câncer. De início fui cético, mas agora isso me parecer ter bons fundamentos. Vou pesquisar mais sobre isso.

    Obrigado, Henrique.
  • Thiago Tobog  21/06/2017 23:09
    Muito bom seu texto Henrique Zucatelli, fico fascinado com o nível do intelecto dos libertários!
  • MC Kevinho  15/06/2017 20:03
    Olá a todos do IMB Brasil!

    Como os libertários explicariam a decadência cultural do brasil?
  • Banana  16/06/2017 12:51
    Bananense é preguiça pura, e ser burro é bem mais fácil....
  • Realista  20/06/2017 11:13
    Lei rounet (onde apenas os artistas de esquerda são premiados) e faculdade públicas.
    Acabe com ambas e a cultura lentamente volta a ascender (a cultura voluntariamente demandada pelas pessoas).

    A decadência cultural não é culpa do brasileiro. É de Brasília. E é planejado.
  • Luiz Moran  16/06/2017 12:52
    A lei de diretrizes e base da educação brasileira, promulgada pelo esquerdista FHC em 1997, com base nas idéias do comunista Paulo Freire, vem destroçando várias gerações no Brasil.

    O que temos hoje como resultado:
    - analfabetismo funcional
    - mentalidade coletivista (socioconstrutivismo)
    - nível cultural de avestruz
    - despreparo para a vida
    - insegurança e medo
    - egoísmo e incapacidade
    - culto ao Estado (apego ao menor esforço)
    - repulsa ao empregador/empresário.
  • Marlene mari G Oliveira  17/06/2017 15:25
    Excelente texto, de fato é o que ocorre e vem ocorrendo! A educação brasileira foi pensada para imbecilizar a nação e, por essa razão o Brasil é um país tão rico com pessoas tão pobres, parece um foguete que amarraram no chão.
  • Marcelo  18/06/2017 00:22
    Boa noite
    Sou fã deste site e um empreendedor por natureza ou castigo .
    Sou matemático e educador por força das circunstâncias.
    Estou lançando em agosto no kickstarter uma solução que tem tudo haver com o que foi dito aqui.
    Espero poder contribuir com a evolução da educação
    Por isto peço a quem tiver um tempo olhem e deixem algum comentário principalmente no item que fala sobre aula gravada.
    www.kickstarter.com/projects/124644237/411701712?token=60008dc1
    Obrigado a todos.
  • Rafael  19/06/2017 01:58
    Meus filhos são frequentemente desestimulados a dar sua opinião na escola, pelos próprios professores! E eu estou pagando por isso! Felizmente, já estavam previnidos quanto a isso, e chegam em casa contando o que ocorreu e que procuraram argumentar. Os professores fazem questões abertas, pedindo a opinião sobre algo. Se a resposta for diferente do esperado, alguns tentam impor a doutrinação (nem estou falando de política).

    Exemplo: o que vc achou do livro tal? Minha filha disse que não gostou e foi um escândalo. A professora tratou ela como uma excêntrica, diferentona, e no recreio os colegas a censuraram. E aí vem o ponto mais triste: as crianças, em sua simplicidade, diziam: vc não pode falar o que pensa. Multiplique isso por 200 milhões e temos o Brasil...
  • Mídia Insana  19/06/2017 11:38
    Galera, e esse novo (velho) Ensino Médio? É o governo confessando que seus alunos não aprendem nada em 16 anos e por isso quer dividir o tempo com um curso técnico?
  • Giovana Garcia  20/06/2017 01:50
    Nunca me senti "confortável" em escolas. Hoje na faculdade ainda não me sinto. Adoro aprender coisas novas e sou apaixonada por economia, mas não suporto o curso de ciências econômicas da ufscar, os professores, os alunos... Tudo naquele lugar me irrita. Minha mãe fala que quando eu era criança eu não gostava de crianças kkk percebo que hoje sendo "jovem", não gosto de jovens, não me identifico com pessoas e conversas superficiais, e "juntar" um monte de gente desinteressada e forçar eles a se socializarem e aprenderem alguma coisa é quase tortura psicológica, pra mim sempre foi!


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