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“O socialismo só irá funcionar quando for pleno! Até lá, nunca houve socialismo nenhum!”
A mesma lógica, porém, não se aplica ao liberalismo laissez-faire

Os socialistas já tentaram, e várias vezes, colocar sua ideologia em ação. O socialismo foi aplicado na União Soviética, em Cuba, na China (antes de Deng), na Coreia do Norte, no Camboja, na Etiópia e no Zimbábue e em vários outros regimes menos famosos.

Em cada caso, sem exceção, o resultado foi miséria econômica e autoritarismo político.

Mas os socialistas mais obstinados se recusam aceitar. "Não julgue o comunismo com base apenas nestes resultados!", dizem eles. "O socialismo verdadeiro simplesmente nunca foi tentado."

O socialismo não funciona, a menos que seja o socialismo puro

Recentemente, ninguém menos que Noam Chomsky veio a público dizer que o regime da Venezuela — o mesmo que implantou controle de preços, estatizações, expropriação de propriedade privada, generosos programas assistencialistas e planejamento centralizado (ver aqui) — não tem absolutamente nada de socialista:

"Eu nunca descrevi o modelo de capitalismo de estado de Chávez como 'socialista'; nem sequer insinuei algo tão absurdo assim. O regime não tinha nada a ver com o socialismo. O capitalismo privado permaneceu livre ... Os capitalistas continuaram livres para solapar a economia de todas as maneiras, como por meio de uma maciça exportação de capital."

Portanto, o raciocínio dos socialistas é o seguinte: o socialismo só irá funcionar se ele for progredindo até chegar ao ponto do "socialismo total". Qualquer outro arranjo que não seja o socialismo pleno — no qual não haveria uma única padaria privada — é inaceitável. Nenhum esforço parcial será suficiente.

E todos os experimentos socialistas só fracassaram porque alguns elementos do "capitalismo privado" continuaram funcionando. Enquanto ainda existir qualquer aspecto econômico que não seja de socialismo pleno, então o regime não é socialista.

Mais ainda: o fracasso das políticas socialistas do regime venezuelano — tais como a expropriação de empresas privadas (até mesmo hotéis) e a expansão de indústrias estatais — deve ser atribuído ao capitalismo, e não ao socialismo.

Naturalmente, conclui o raciocínio, se o socialismo pudesse chegar ao seu estágio pleno — com todos os elementos do capitalismo eliminados — saberíamos que este sim seria o socialismo de verdade porque estaríamos vivendo em uma sociedade marcada por uma prosperidade sem precedentes e por uma igualdade total.

Pouco importa que, para todos os propósitos e intenções, Lenin de fato alcançou a quase completa e total estatização da economia durante a Guerra Civil da Rússia em 1922. Como as pessoas começaram a morrer de fome logo em seguida, Lenin recuou e, em vez do socialismo pleno, adotou o socialismo parcial, sob a sua assim chamada "Nova Política Econômica".

Este exemplo prático de Lenin é, claro, firmemente ignorado. E socialistas inflexíveis, como o próprio Chomsky, vivem repetindo que meras medidas parciais não funcionam para o socialismo, e que apenas o socialismo total pode funcionar. Qualquer coisa que não seja socialismo pleno, ao que tudo indica, irá entrar em colapso, como mostra a Venezuela.

Sim, o governo pode até estatizar e confiscar várias empresas, fábricas, indústrias e até mesmo pontos de comércio, como aconteceu na Venezuela. No entanto, a menos que o estado confisque absolutamente cada lojinha e mercearia, não há socialismo real. Consequentemente, não se atreva a culpar o socialismo quando toda a economia, após todas essas medidas, entrar em colapso. Toda a culpa deve ser atribuída aos resquícios de capitalismo.

A mesma lógica não precisa ser aplicada ao liberalismo laissez-faire

Observe, no entanto, que isso não é um problema quando ocorre na direção oposta. Se pegarmos uma economia que sofre intervenções do estado e começarmos a introduzir reformas liberais parciais, isso por acaso fará a economia entrar em colapso?

Certamente não. Com efeito, a própria análise empírica mostra que, quanto menos relativamente socialista for uma economia, menor será a pobreza e maior será a prosperidade.

Historicamente, isso é óbvio. Os países que adotaram mais cedo o livre comércio, a industrialização, e as instituições de uma economia de mercado são hoje as economias mais ricas do mundo. Isso também ocorreu na Europa do pós-guerra, onde as economias relativamente mais pró-mercado, como as da Alemanha e do Reino Unido, são mais ricas e têm um padrão de vida maior do que as economias mais socialistas do sul da Europa, como Grécia e Espanha. Com efeito, isso também vale até mesmo para os países escandinavos, como a Suécia, que enriqueceram ao longo da história adotando regimes bem próximos ao laissez-faire.

E tudo isso fica ainda mais evidente quando comparamos a Europa Ocidental com o Leste Europeu.

Em nenhum destes casos encontramos uma economia de livre mercado puro ou uma totalmente socialista. O que observamos, no entanto, é que, quanto mais mercado e menos socialismo há em um país, maior o padrão de vida, menor a desigualdade, e muito menos brutal é a pobreza geral.

Dito de outra forma, naqueles países que se inclinam mais para o mercado, tudo é melhor e mais desenvolvido.

Isso também é válido para a Ásia. Coréia do Sul e Japão estão longe de ser economias puramente de livre mercado. As economias de ambos os países são caracterizadas por uma grande variedade de restrições comerciais, ligações corporativistas entre governo e grandes empresas, e um maciço aparato regulatório. No entanto, Coreia do Norte e Vietnã, que são muito mais pobres, sempre tiveram uma participação estatal muito maior na economia — com o governo sendo o proprietário de várias empresas no Vietnã e de todas na Coreia do Norte — e um setor privado muito menor em relação aos do Japão e da Coreia do Sul.

E, ainda assim, pela lógica dos socialistas, o problema com a Coreia do Norte e com o Vietnã é que eles não têm socialismo pleno. Se tais países ao menos pudessem se livrar dos poucos capitalistas que, como disse Chomsky, "ainda estão livres para solapar a economia", então a Coreia do Norte finalmente irá se tornar próspera, e o Vietnã passará a rivalizar com o Japão em termos de produtividade e riqueza.

É claro que isso é um contra-senso total. Se a Coreia do Norte quiser ter menos pessoas passando forme, ela tem reduzir substantivamente o socialismo em sua economia, como fez a Coreia do Sul.

Mesmo reformas incompletas e parciais funcionam em economias de mercado

Ao contrário do socialismo, reformas de mercado não precisam ser totais, completas ou utópicas para que seus benefícios sejam reconhecidos.

É por isso que defensores de uma economia de mercado não precisam dizer que "as reformas de mercado não funcionaram no País X porque aquele país nunca alcançou o estágio do capitalismo pleno, puro e verdadeiro! Se ao menos todos os socialistas tivessem sido liquidados e todas as políticas remotamente semelhantes ao socialismo tivessem sido abolidas, aí sim o verdadeiro capitalismo seria adotado!"

Isso nunca precisará ser dito porque até mesmo medidas parciais em direção a uma maior liberdade de mercado melhoram a economia e o padrão de vida.

Vimos isso na Alemanha Ocidental após a Segunda Guerra Mundial com as reformas efetuadas por Ludwig Erhard, as quais levaram a um período de acelerado crescimento econômico, mesmo com as reformas tendo sido apenas parciais. Ao abolir os controles de preços e outras restrições impostas pelo governo à economia, a Alemanha decolou ao passo que outras economias mais socialistas — como a do Reino Unido à época — ficaram estagnadas. Já a Alemanha Oriental, socialista, viu seu padrão de vida encolher ao longo deste mesmo período de tempo. 

A Alemanha Ocidental não adotou um capitalismo "puro e pleno". Os alemães adotaram um arranjo economia relativamente mais laissez-faire que o resto da Europa. E a economia cresceu forte. Com efeito, as reformas de mercado feitas pelo governo da Alemanha Ocidental ocorreram quase que por acidente. E, ainda assim, chamamos os resultados de "o milagre alemão".

Outro exemplo moderno é a América Latina. Quando olhamos para a região como um todo, vemos seguidas vezes que os regimes que adotaram reformas pró-mercado até mesmo parciais e incompletas — como Chile, Peru e Colômbia — são os países que vivenciaram as maiores taxas de crescimento econômico da última década.

Enquanto isso, aqueles países que mais entusiasmadamente adotaram a "onda vermelha" — cujos governantes eram aliados do chavismo e seu bolivarianismo — tiveram as piores taxas de crescimento (2014-2015):

Latin_america_economy4 (1).png 

[N. do E.: sobre Equador e Bolívia, que utilizam, respectivamente, o dólar e uma moeda atrelada ao dólar (na prática, refutando a própria retórica anti-imperialismo) e dão bastante liberdade para o mercado informal, veja aqui).

Mas qual é a desculpa para a falta de crescimento econômico na Argentina, no Brasil e na Venezuela? Todos esses países, na última década, adotaram o populismo econômico: mais ativismo estatal, mais regulação estatal, mais intervenções estatais, e mais controle estatal sobre a economia. Logo, por que estes países não ultrapassaram os outros países latino-americanos mais voltados para o mercado?

De acordo com a lógica socialista, o verdadeiro problema é que nenhum destes países adotou o socialismo total.

Isso é muito gostoso: toda vez que algumas reformas socialistas são tentadas — e fracassam —, a ideologia já tem uma justificativa pronta: o socialismo só irá funcionar quando for implantado por completo.

Agora, apenas imagine qual seria a situação da humanidade se o mesmo raciocínio fosse válido para uma economia de mercado. Dado que nenhuma ideologia jamais será implantada por completo, isso significa que a humanidade estaria condenada a viver para sempre na mais abjeta e sórdida pobreza.

Felizmente, reformas de mercado meramente parciais e casuais já conseguem melhorar nossa situação. Infelizmente, governos estão sempre comprometidos em nos empurrar para a direção errada, com sua manipulação da moeda e do crédito, seus controles de preços, e suas crescentes regulações e tributações.

Os ataques aos mercados são contínuos e generalizados. Felizmente, todo o necessário para melhorar a situação novamente é um movimento de contra-reação que leve a economia de volta em direção a mercados mais livres.

Todos faríamos bem em estudar e aprender as lições do Leste Europeu, da Alemanha Ocidental, da América Latina e de todos os outros regimes que, de forma relutante ou voluntária, saíram da frente e deixaram o mercado funcionar com mais liberdade.

Os socialistas podem continuar sonhando com a maneira como seu prometido paraíso será realizado no dia em que o socialismo pleno e puro for alcançado. Enquanto isso, na vida real, a economia de mercado continuará aprimorando a situação e o padrão de vida de bilhões de pessoas.

 

15 votos

autor

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.


  • Kaio  02/06/2017 15:31
    Ótimo artigo.
  • Rui Costa Pimenta  02/06/2017 15:34
  • anônimo  02/06/2017 16:16
    Em que mundo esse povo vive?
  • Zucatim  02/06/2017 16:49
    Deve ser por isso que tem tanta gente se mudando pra la...

    Não pera
  • JPBRM  02/06/2017 18:57
    Esse assunto sobre os comunas e socialistas já passou dá hora de ser tratado apenas da perspectiva econômica e política, há muito tempo isso é caso de psiquiatria e psicologia. Esses caras têm que ser diagnosticados como doentes mentais. Ponto.
  • Rodrigo Melo  05/06/2017 14:17
    Vale lembrar que essa doença é contagiosa, algo novo na medicina moderna. Psi-contagiosas.
  • david duarte  03/06/2017 13:27
    Gente essa aqui é simplismente inacreditável!!!
    www.vermelho.org.br/noticia/296851-1
  • Rodrigo Melo  05/06/2017 14:19
    Tentei comentar na página vermelha, mas página é sempre direcionada para home sempre, liberdade!
  • Paulo Francis  05/06/2017 14:51
    A melhor propaganda anti-comunista é deixar um comunista falar.
  • Lel  03/06/2017 15:52
    Pelo menos foram machos o suficiente para manter o artigo no ar.
  • Marcelo  05/06/2017 17:39
    Inacreditável a alienação da realidade dessa gente.
  • anônimo  02/06/2017 15:43
    Então vão ficar esperando pra sempre. Se o socialismo completo for atingido, todo mundo vai ter morrido de fome.
  • Ex-microempresario  02/06/2017 16:00
    Tem a história do cara que estava treinando seu cavalo para viver sem comida. A cada semana, ele diminuía a quantidade de ração para o cavalo se "acostumar" com a menor quantidade, até chegar ao ponto em que ele se acostumaria a viver sem comida alguma. O experimento estava indo muito bem. Infelizmente, quando estava quase chegando ao fim, o cavalo morreu.
  • João de Alexandria  02/06/2017 16:04
    É a teoria batida;

    Esquerdistas não levam em conta a livre iniciativa. Na era do Fogo todo mundo aprendeu a fazê-lo...mas só alguns pensaram em como o fogo podia ser feito mais rápido, mais forte e mais duradouro...enquanto houverem situações assim, não vai existir socialismo.Ponto.
  • Manuel Leão   02/06/2017 16:28
    O capitalismo é um sistema centralizador, na medida que necessita que seja imposta uma ordem jurídica que crie um ambiente de segurança legal e previsibilidade. Nesse sentido, o intervencionismo, ao contrário de uma política socialista é uma politica capitalista, porquanto assegura que dentro de determinadas regras de previsibilidade o capitalismo cresça e se desenvolva com segurança.
    O mercado é um ente jurídico proposto e posto pelo Estado e será tanto mais "livre" quanto forem adequados ao interesse dos grandes capitalistas (Big Business / Establishment). O mercado não é um ente natural, fruto da espontaneidade de troca e venda de mercadorias.

    - A Ordem Econômica na Constituição de 1988, por Eros Roberto Graus.

    O que vocês acham galera?
  • Joaquim Tigre  02/06/2017 16:44
    Que Eros Grau é totalmente contraditório. Ele diz que um mercado, para ser livre, precisa da intervenção do governo; mas, logo em seguida, reconhece que essa liberdade de mercado não é do interesse de empresário, que querem justamente um governo interventor para protegê-los da livre concorrência e garantir reservas de mercado.

    Trocentos artigos exatamente sobre isto neste site:

    Odebrechts, Eikes e Joesleys: como surgem os bilionários no Brasil?

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    Explicando todo o problema com o nosso sistema político - em 2 minutos


    E sobre Eros Grau:

    Por que juízes britânicos do século XVI eram mais inteligentes que os atuais Ministros do STF
  • Mais Mises...  02/06/2017 17:04
    "O mercado é um ente jurídico proposto e posto pelo Estado e será tanto mais "livre" quanto forem adequados ao interesse dos grandes capitalistas (Big Business / Establishment). O mercado não é um ente natural, fruto da espontaneidade de troca e venda de mercadorias."

    Putz grila! Quanta bobagem em duas frases! Eros Grau... guardarei esse nome para não ter o desprazer de ler nada ligado ao campo da economia vindo dele.
  • Pobre Paulista  02/06/2017 21:37
    Eros estava no Grau quando escreveu isso
  • Manuel Le%C3%83%C2%A3o  03/06/2017 17:57
    Ele foi ministro do STF. Escreveu diversas obras jurídicas. Ele é eloquente, mas sua investigação é interessante em certa medida quando ele, sob a perspectiva marxista, discorre sobre o que nós liberais/libertários já sabemos: existe um capitalismo de estado (capitalismo de compadrio/ de quadrilhas).
    O erro dele é justamente tomar a espécie pelo gênero. O capitalismo de compadrio é uma subversão do capitalismo puro porque se apoia no Estado para obter vantagens. Essa situação é tão institucionalizada que o governo se confunde muita das vezes com os grandes conglomerados que ele mesmo produziu (VIDE: JBS, Odebrecht).
    Autores marxistas, como David Harvey, têm denunciado essas práticas, mas eles atribuem a culpa ao capitalismo e não ao Estado, pois na ideologia de esquerda o capitalismo vem antes do Estado. Isso mesmo, o estado é obra e criação do capital.
    Já nós libertários sabemos que o capitalismo puro rechaça o Estado de modo que ele é anti-estado e não o contrário. O Estado é repressor e expropriador. Essas considerações me levam acreditar em um anarcocapitalismo, na medida que o Estado sempre agregará um classe política-empresarial em desfavor da liberdade.
  • Manuel Le%C3%83%C2%A3o  03/06/2017 18:06
    "O mercado é um ente jurídico proposto e posto pelo Estado e será tanto mais "livre" quanto forem adequados ao interesse dos grandes capitalistas. O mercado não é um ente natural, fruto da espontaneidade de troca e venda de mercadorias".

    Ele quer dizer que quanto mais regulação mais será benéfico para quem tem o poder político e econômico de se beneficiar dessa regulação, ao contrário da concorrência de empresas menores que não tem lastro financeiro para fazer lobby no Planalto e no Congresso. Veja o caso de venda de medidas provisórias e essas leis que beneficiam, por exemplo, com isenção fiscal empresas que financiam as multimilionárias campanhas políticas.

    Nesse ponto, o autor está certo. Nós liberais/libertários conhecemos esse tipo de conduta como capitalismo de compadrio e vc mesmo disponibilizou links para artigos sobre o assunto. O problema é que ele acusa o capitalismo desse conluio maldito e não o Estado. Nesse ponto, ele confunde alho com bugalhos.
  • Manoel Eliton  02/06/2017 16:42
    Artigo muito bom.
    No BRASIL tivemos raras ocasiões de liberdade na economia. Sempre tivemos um Estado muito forte (energia, petróleo, telefonia, Saneamento, telefones, infraestrura-estradas, portos, ferrovias, aeroportos, etc) e um estado inchado que consome 5 meses de nosso trabalho e sem um retorno adequado.
    Se queremos outro resultado, não podemos repetir o que não deu certo em toda República.
  • Minarquista  02/06/2017 17:33
    Caros:

    Só por curiosidade, baixei a planilha do Heritage Index, que mede a liberdade econômica dos países.

    A correlação entre Renda per Capita e a pontuação de liberdade econômica é impressionante: 63% !
    Notem que a correlação é um número que varia de -100% a +100%.
    63% é uma correlação muito forte...

    Sei que correlação não é prova de causa e efeito, mas neste caso é um indício fortíssimo.
    Dá para afirmar de forma muitíssimo objetiva que quanto mais economicamente livres os países, maior a renda per capita.

    []s
  • Mikael  02/06/2017 17:40
    OFF:
    Dizem que o nosso agronegócio só é pujante por causa que o setor tem uma pouca intervenção estatal, isto é verdade?

    Mas em contradição, dizem que a Embraer é produtiva por causa do protecionismo do governo brasileiro, isto é verdade?
  • Eudes  02/06/2017 18:03
    Qual o protecionismo voltado para a Embraer? Desconheço.

    Aliás, a Embraer é boa exatamente porque foi uma das poucas empresas a ser privatizadas corretamente: o governo simplesmente vendeu tudo e se retirou de cena. Não criou agência reguladora, não regulou preços, não exigiu políticos em seu quadro administrativo, e não impôs metas.

    Exatamente como tem de ser.
  • Wilbur  02/06/2017 23:20
    "Qual o protecionismo voltado para a Embraer? Desconheço."

    Para começar, tem o BNDES. Comece a ler por aqui: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2407

    E depois navegue pelos links a seguir:

    congressoemfoco.uol.com.br/noticias/odebrecht-e-embraer-concentram-81-do-credito-do-bndes-para-o-exterior/
    exame.abril.com.br/negocios/embraer-tera-r-1-411-bi-do-bndes-para-novos-jatos/
    exame.abril.com.br/negocios/bndes-confirma-exportacao-de-40-avioes-embraer-a-china/
    exame.abril.com.br/revista-exame/quem-ganha-afinal/

    E ainda há o setor de defesa:
    www2.valor.com.br/empresas/4087114/governo-mantem-recursos-para-o-kc-390-e-o-gripen

    exame.abril.com.br/economia/bndes-cria-financiamento-para-exportacao-de-bens-de-defesa/

    "o governo simplesmente vendeu tudo e se retirou de cena."

    Bem diferente disso.
    Na privatização, cerca de 20% do Capital continuou nas mãos da União, e boa parte das ações foram parar com os fundos Previ (do Banco do Brasil) e do Sistel (fundo da Telebrás).

    Leia aqui: www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/12/08/brasil/23.html

    "Não criou agência reguladora"
    Se há algo que não temos carência no Brasil é de Agências Reguladoras.
    Hoje temos a ANAC, criada bem depois da privatição. Mas antes havia o DAC.

    Veja em https://pt.wikipedia.org/wiki/Ag%C3%AAncia_Nacional_de_Avia%C3%A7%C3%A3o_Civil.

    "Exatamente como tem de ser."

    Quer mais governo do que isso?
  • Michel Pinheiro  02/06/2017 23:47
    Wilbur, seus dados são pertinentes, mas misturam alhos com bugalhos.

    1) Sim, financiamento do BNDES para exportação é totalmente condenável, mas não necessariamente configura um protecionismo. Protecionismo, por definição, é restringir importações para garantir reserva de mercado para uma empresa. Este não é exatamente o caso da Embraer. (Mas, sim, o uso do BNDES é condenável, e por isso ele deve ser fechado.)

    2) A composição acionária da Embraer no final de 1994 é bem diferente da de hoje. Veja o gráfico "distribuição de capital por mercado":
    www.embraer.com.br/pt-BR/ConhecaEmbraer/EmbraerNumeros/Paginas/Home.aspx

    3) A ANAC não tem absolutamente nada a ver com a Embraer. Tampouco tinha o DAC. A ANAC controla o mercado de linhas aéreas, estipulando quais rotas as cias. aéreas podem fazer, em quais horários e em quais aeroportos. Isso nada tem a ver com a Embraer, que não possui linhas aéreas. Ela apenas fabrica aviões.
  • Wilbur  03/06/2017 00:11
    Caro Michel, respondendo aos seus comentários:

    1) Concordo. Estiquei "um pouco" o conceito de protecionismo para "ajuda governamental", ao focar no comentário do colega Eudes que diz que o governo saiu de cena após as privatizações.

    2) Você está correto, mas minha intenção foi mostrar que a privatização da Embraer não foi isenta de participação do governo como dito no comentário que deu origem á minha resposta.

    3) Neste caso você está errado. A ANAC é responsável por emitir um "alvará" que diz que os aviões fabricados pela Embraer estão "seguros" para voar. É um tal de Certificado de Tipo. Veja www2.anac.gov.br/certificacao/Produtos/EspecificacaoList.asp?OrgCodi=000332
  • Jim  03/06/2017 01:12
    Mikael, o agronegócio brasileiro SEMPRE foi muito forte. SEMPRE.
    Nunca precisou de estímulos do governo e sempre foi a força motriz do Brasil muito antes do desenvolvimentismo de Vargas entrar em cena.

    Lixos Gomes da vida que afirmam isso estão invertendo a causa e efeito. Ignoram como estava o setor antes dos anos 30 e mentem que o setor é produtivo por causa do governo.
  • Jarbas Profeta  06/06/2017 20:02
    Não entendi. Há pouca intervenção estatal no agronegócio no Brasil?

    E a manipulação das taxas de importação quando convém? www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/02/23/internas_economia,849689/te-mer-bar-ra-importacao-de-ca-fe-do-vi-e-t-na.shtml
    E a CONAB controlando estoques e preços? www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2017/03/conab-vende-mais-de-8-mil-toneladas-de-cafe-arabica

  • Rodrigues  14/06/2017 01:06
    "Não entendi. Há pouca intervenção estatal no agronegócio no Brasil?"

    Não entendeu mesmo, hein. Nenhum dos comentaristas disse isso.

    Os desenvolvimentistas são realmente muito engraçados. Quando um setor (que sempre foi o setor principal desse país de terceiro mundo) está prosperando em relação aos outros, é graças ao governo. Mas um outro setor igualmente importante está sucateado e falido, é falta de governo. Mesmo que o governo, atualmente E historicamente, sempre interviu e estimulou muito mais o setor da indústria do que o setor do agronegócio.
  • Jaiminho  02/06/2017 17:42
    O que dizer para aquelas pessoas que dizem que antes de maduro ser o líder da Venezuela, ou seja, quando Chaves o era, a Venezuela era um "paraíso socialista "?
  • Andre  02/06/2017 18:52
    Preço do petróleo, ditaduras comunistas vivem da venda de recursos naturais, já que são incapazes de produzir qualquer coisa útil, e você faça sua lição de casa e pesquise "oil glut 1985"
  • Mídia Insana  02/06/2017 19:31
    Simples. Você pega o Google News, clica na aba 'Ferramentas', aperta em 'Recente' e muda a classificação temporal para qualquer período antes de 5 de Março de 2013 (Morte do Chavo del Ocho). Então digita escassez Venezuela lá encima e aperta enter.

    E olha qual o primeiro resultado que aparece:
    g1.globo.com/mundo/noticia/2013/01/em-meio-incerteza-politica-venezuela-tem-escassez-de-alimentos.html

    Já escassez de alimentos.

    Em 2012:
    ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/2012-04-24/longas-filas-e-prateleiras-vazias-refletem-escassez-de-alimentos.html

    Já escassez de papel higiênico. Mas não de dinheiro.

    Em 2010:
    g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1444283-9356,00-VENEZUELA+FECHA+LOJAS+QUE+ELEVARAM+PRECOS+APOS+DESVALORIZACAO.html

    Chavez já estava fechando lojas que ousaram (absurdo) aumentar os preços com aumento da quantidade de dinheiro em circulação e custos.

    Conclusão:

    Nenhum país morre em um dia.

    E outra: que utopia ruim criou esse pessoal, onde basta um político aparecer e o paraíso se perde?

    O próprio fato de ser necessário um esforço intelectual hercúleo para justificar a miséria nos países socialistas é prova de que há uma falha bem fundamental no produto que os socialistas vendem.

    Eles vivem do fale e não mostre. Porque os socialistas não tem nada de bom a mostrar. A única coisa que não é escassa no socialismo são as desculpas.
  • Guilherme  02/06/2017 17:53
    "Os socialistas podem continuar sonhando com a maneira como seu prometido paraíso será realizado no dia em que o socialismo pleno e puro for alcançado."

    Os socialistas não buscam nada disto, o seu único objetivo é poder, para que assim eles possam controlar a população e viver suas vidas de nababos.

    O artigo é excelente, mas já passou da hora de tratar socialistas/comunistas/esquerdistas como "coitadinhos enganados que querem o bem da humanidades mas nunca acertam". Essas pessoas são monstros morais, verdadeiros psicopatas e como tal, devem ser expostos e combatidos.
  • Pobre Paulista  02/06/2017 17:57
    Deturparam Marx ™
  • Carlos Guilherme  02/06/2017 18:51
    Acredito que o socialismo encontre terreno fértil na ausência de uma educação voltada para o ensino dos pilares econômicos e das leis de mercado.

    Muitas pessoas, da qual me incluía e até certo ponto posso permanecer incluso, não dominam economia como deveriam. E isso abre espaço para especulações amadoras de toda ordem do que deveria ser feito para um mundo melhor.

    Se ao invés de "doutrinação desastrada" fosse ensinado economia e história de fato, em escolas, o socialismo já estaria morto. E poderíamos rumar a um modelo econômico sustentável e em plena adaptação as demandas do mundo moderno.

    Mas desejar algo assim, uma educação pura, sem lastro ideológico visando unicamente o desenvolvimento do indivíduo é utópico nesse mundo em que vivemos.

    Felizmente, o Brasil não se tornou uma Venezuela. E se bem lutarmos para isso, talvez nunca se torne. Ainda há liberdade, mesmo que forças doentias se levantem em uma tentativa desesperada de ceifá-la.

    Ironicamente, o maior inimigo da esquerda tem sido a liberdade de informação. Nunca antes se viram surgir tantos liberais, por causa da censura e doutrinação em sala de aula. Mas a internet mudou tudo... talvez, por isso, o maior sonho dos ditos "progressistas" seja "regular" a internet.
  • Conservador Latino Americano  03/06/2017 13:17
    Parabéns, Carlos Guilherme.

    Acho que não foi somente eu que percebi, que as instituições de ensino são especialistas em fraude intelectual. Essas escolas e universidades são especialistas em enganações, mentiras, fraudes, maracutais e crimes contra a inteligência das pessoas.

    Depois que eu terminei a faculdade, prometi que nunca mais iria fazer um curso em uma instituição de ensino.

    O resultado não poderia ter sido melhor. Hoje eu estudo 50 vezes mais do que nos tempos de aluno.
  • Sociólogo da USP  02/06/2017 18:57
    Esse é o título mais verdadeiro deste site.
  • Padawan  02/06/2017 18:59

    Quando seu organismo estiver totalmente doente, ele será plenamente saudável.
  • MB  02/06/2017 19:38
    Uma das desculpas que tem circulado na internet diz que o socialismo puro,100% estatizado,sem propriedade privada e sem estado só será realidade crível quando todos os países virarem socialistas\comunistas,o mundo todo virar um mapa-múndi vermelho,ou seja uma revolução mundial da classe proletária.E aí Leandro Roque como contradizer tal absurdo?
  • Leandro  03/06/2017 00:02
    A pergunta é jocosa, né? Mas, já que você quer uma refutação, então eu recorro a ninguém menos que Nikita Kruschev, o sujeito que realmente pilotou uma economia socialista:

    "Quando todo o mundo for socialista, a Suíça terá de continuar capitalista, para que possa dizer a todos nós os preços de tudo."
    en.wikiquote.org/wiki/Talk:Nikita_Khrushchev


    Meu caro, o socialismo pleno é uma impossibilidade prática, por motivos já longa e repetidamente explicados neste site:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2348
  • MB  03/06/2017 00:23
    Valeu Leandro Roque!!! Sempre brilhante...
  • saoPaulo  03/06/2017 10:17
    Sem falar que esta linha de argumentação sugere que o socialismo puro seja altamente instável, exigindo constantes e absolutos controle e monitoração para que nenhuma nação "regrida" para o capitalismo.
    Hoje, mesmo com os constantes ataques dos Estados modernos contra o capitalismo, este ainda assim é robusto o suficiente para permitir a convivência pacífica de sociedades capitalistas com sociedades socialistas, desde Cuba e Coréia do Norte até Venezuela e Kibbutz em Israel.
    Agora o socialismo puro se desintegraria sob a menor ameaça de existência de qualquer tipo de comunidade organizada sob propriedade privada? Que raios de sistema frágil é este que ainda exige constantes conflitos contra qualquer comunidade que pense diferente? Isso é o que se chama de equilíbrio instável, ou seja, algo que, sob a menor perturbação, tende a deixar seu estado de equilíbrio. Como um lápis equilibrado sobre sua ponta, o mínimo sopro já é suficiente para fazê-lo colapsar.
    Não entendi se este deveria ser um argumento a favor ou contra o comunismo...
  • Andre Fernandes  02/06/2017 20:03
    Pessoal do IMB, se alguém puder ajudar.

    Pegando o gancho do autor que citou as Alemanhas, alguém sabe me dizer o que aconteceu com o mercado imobiliário pós-queda do muro?

    Pergunto isso pq imagino que após a queda, muitos do lado Oriental podem ter buscado a migração para o lado Ocidental e duvido que o inverso tenha acontecido em volume significativo.

    Houve alguma pressão inflacionária nos preços dos imóveis do lado Ocidental? Ou talvez em outros setores da economia...

    Tem algum texto no site que trate de como foi o desenvolvimento do lado Oriental pós queda? E de como essa abertura impactou o lado Ocidental?

    Obrigado!
    André
  • Andre  03/06/2017 17:53
    O filme "Adeus Lenin" retrata muito bem como foi essa unificação do ponto de vista das pessoas comuns.
    Aí que você fica surpreso, apesar da unificação física ter ocorrido em novembro de 1989, a dissolução do estado da RDA só ocorreu 11 meses depois, então houve uma corrida de pessoas e empresas indo se instalar nos prédios e terras com aluguéis e preços artificialmente mais baixos controlados da RDA, mas esse efeito foi temporário, já que Berlin Ocidental era fisicamente muito menor que a RDA que a circundava, não havia capitalistas suficientes para compensar tanto coletivismo, e até hoje as diferenças entre oeste e leste em toda Alemanha são visíveis:


    https://www.washingtonpost.com/news/worldviews/wp/2014/10/31/the-berlin-wall-fell-25-years-ago-but-germany-is-still-divided/?utm_term=.cec6528238eb
  • Igor  02/06/2017 21:14
    O que os socialistas crentes (aqueles que não são liderança) não conseguem entender é que o socialismo real é justamente o socialismo na prática. O que ocorreu na URSS, Camboja, China, Cuba e Venezuela é o socialismo colocado em prática e suas consequências seguintes. E isto sempre vai ocorrer, pois, em maior ou menor grau, ou em maior ou menor velocidade (no caso dos países que seguem a estratégia gramsciana da guerra de posição, isto demora mais), vai haver estatização dos meios de produção, e as demandas da sociedade (tal como do mercado) vão ser suprimidas para virar demanda do estado (e, mais ainda, dos seus líderes).

    Agora, há uma imprecisão no artigo: a primeira grande fome causada pelo socialismo, levando ao óbito cinco milhões de pessoas, ocorreu entre 1921 e 1922, onde Lênin – daí sim – elaborou a Nova Política Econômica. Mas não demorou muito para ocorrer outra grande fome na URSS...
  • Lombardi  03/06/2017 01:14
    Mas a segunda fome, sob Stalin, foi feita de propósito.
  • Igor  07/06/2017 17:55
    Sim, mas o artigo se refere à fome provocada na época de Lênin, e não Stalin.

    Aliás, fome ocorreu na maior parte da história da URSS socialista. Temos que considerar que as políticas de requisição e de racionamento faziam a população viver comendo pouco, ou seja, com fome. Isso leva à mortalidade por outras formas, que acabam não sendo contadas como "morte por fome".
  • Capitalista Keynes  02/06/2017 23:16
    Muito bom...então deixem o Brasil só com as 5 estatais mais poderosas BB,Petrobras,Caixa,BNDES e Eletrobrás ...o resto privatiza tudo. nos Estados privatiza tudo. Reforma trabalhista tirem o emprego hora zero (intermitente), o home office , a proibição incorporação de função gratificada (ex. gerente de setor) após 10 anos e mais umas coisinhas ali e deu...Reforma da previdência idade minima de 62 e não 65. Imposto de Renda só para quem ganha acima de 20.000 por mês. Pronto temos um liberalismo nem tão ferra trabalhador, meia boca e todos ficam felizes, esquerda e liberais.
  • Andre  03/06/2017 17:42
    Melhor comprar uma cama pra esperar isso tudo.
  • Marcelo Leite  02/06/2017 23:55
    Então o socialismo pleno seria a ausência de Estado? Porque para que a igualdade seja de fato plena, total, não pode existir uma única pessoa com mais poder. Aí eu pergunto: os interessados em implantar o socialismo estão dispostos a levantar de suas cadeiras, abdicar de seus salários, para que tenhamos o socialismo pleno?
  • Igor  07/06/2017 18:11
    Na verdade, o socialismo é uma etapa para alcançar o comunismo, que, dai sim, extingue o estado. Para Marx e Engels, o estado divide a sociedade em classes e passa a privilegiar uma minoria. Além disso, seria o estado quem cria a divisão social do trabalho. Logo, seria o estado um criador de desigualdades (não o único).

    Mas daí qual seria a solução? Os "ungidos" líderes marxistas tomarem o poder, se comprometendo "de boca" que não iriam se valer do privilégio estatal, e passariam este poder aos proletariados. É por isto que Lênin, Stalin, Mao Tse Tung, Che Guevara e família Castro, dentre outros, empoderaram os proletários... só que não...
  • Pobre Paulista  07/06/2017 19:47
    E o mais irônico disso tudo é que o próprio Bakunim foi um dos primeiros a denunciar essa contradição.
  • Etibelli  03/06/2017 12:17
    "Isso é muito gostoso" Claramente um juízo de valor emitido por um neoliberal que se delicia ao perceber as cagadas que o Estado faz
  • anônimo  03/06/2017 16:51
    É verdade que a Islândia se recuperou da crise com keynesianismo?
  • Lars  03/06/2017 18:31
    Não.

    Irlanda versus Islândia - quem se saiu melhor após a crise financeira de 2008

    Keynesianismo, por definição, gera crise. Ele não tira de crise.
  • Leonardo  03/06/2017 21:23
    Concordo que keynesianismo só gera crise. É que eu tinha visto recentemente amigos meus de esquerda compartilhando uma noticia que dizia que a Islândia se recuperou por que se opôs a programas de austeridade. Gostei do artigo, mas ele é de 2013. Nada mudou nesses últimos 4 anos?
  • Companheiro Camarada  03/06/2017 20:25
    Uma coisa é certa: escolha você acreditar em qualquer coisa que queira acreditar, w você vai encontrar dados que apoiem suas crenças.

    Se, por exemplo, eu levanto a tese de que defender a Escola Austríaca é uma atividade estressante e que faz mal à saúde, tanto que a maioria de seus teóricos e estudiosos são mais carecas que os de outras escolas, não duvidem que eu vou encontrar estatísticas e dados históricos que comprovem a minha tese. Igualmente, se alguém resolve rebater e afirmar o contrário, também encontrará dados que comprovem sua tese. Por isso que eu adoro as estatísticas. Tem estatísticas para todo mundo.

    Parece piada, mas é assim que as coisas funcionam. Não são necessariamente os fatos que irão mudar as mentes. Escolher, ou uma ideologia ou uma filosofia, é uma opção de vida e é impossível uma unanimidade sobre quem está certo.

    Mas, voltando ao meu instituto de pesquisas não oficiais, não científicas e não acadêmicas, se há uma coisa que deve fazer muito mal à saúde essa coisa é ser socialista. Deve ser muito frustrante saber que o socialismo de verdade nunca foi tentado, sempre foi solapado por capitalistas e somente o socialismo pleno funciona. E nesse ponto, o McMaken foi perfeito. Qualquer abertura de mercado, por menor que seja, já é válido para demonstrar como liberdade econômica melhora a vida das pessoas. E qualquer defensor do livre mercado praticamente já comemora.

    Vou fazer esta pesquisa, e comprovar que o socialismo faz mal à saúde.
  • Mídia Insana  04/06/2017 00:43
    Na DCE não tem debate sobre a necessidade do extermínio da burguesia cristã. Todo mundo concorda. Até há discussão sobre por onde começar o assassinato. Uns preferem começar pelo bolso com inflação e impostos; outros preferem começar pela cabeça com transformação cultural e há aqueles da velha escola que começam pelo coração, mesmo. Mas não há discordância fundamental. Logo, acho que se você não quiser estresse como esquerdista, basta fazer o que seus professores fizeram: refugiar-se nas suas fortalezas e esperar décadas até alguém contrabandear uma ideia liberal lá para dentro.

    Já vi professores multi-decanos no quadro negro levantando as sobrancelhas ao ouvir um argumento à direita de Che Guevara. Assim é fácil ser ideólogo.

    Agora sobre aquele comentário da existência de fatos empíricos para provar qualquer tese...

    Estamos esperando desde 1917 (100 anos) para ver o socialismo acabar com a miséria.

    Já a folga para livre-mercado de '78 (39 anos) na China já colecionou o impressionante dado de 800 milhões saídos da pobreza. Quem diria que se deixadas sozinhas, as pessoas descobririam como servir umas às outras melhor que uma turba de burocratas na capital?
  • Conservador Latino Americano  04/06/2017 11:38
    Eu acredito que existe um pouco de ingenuidade no liberalismo.

    Essa coisa de defesa do livre mercado por todas as pessoas, parece o pensamento esquerdista de que as pessoas precisam gostar do socialismo.

    Sempre existiu lobbies e maracutaias contra o livre mercado, realizadas pelos próprios empresários e capitalistas. São os próprios capitalistas que bloqueiam o livre mercado. Os melhores exemplos são a FIESP, CNI, etc.

    Eu sempre fui capitalista e sempre vou ser. O único detalhe é que eu não acretido em boa vontade, fair play e ética. A única forma de proteger o capitalismo é fazendo boicote contra empresas corruptas, fraudulentas e sem ética.

    Os lobbies sempre existiram e sempre vão existir. Por mais que empresários usam esquerdistas para ter arrêgos no livre mercado, não dá para esconder os lobbies de muitos capitalistas.

    Como nós sempre dissemos: O preço da liberdade é a eterna vigilância.

    Não tem descanso contra os lobistas.
  • marcos A. k.  04/06/2017 13:46
    O socialismo total, puro é utópico. Um controle absoluto de tudo pelo estado, além da imaginação. Mas há lugares onde o Comunismo (socialismo) sempre funcionou sem problemas, há muito tempo e esta em presente entre nós. Sim, funciona há milhões de anos, em nossa casa, ali no jardim. Sim, sociedades de INSETOS, abelhas, formigas, cupins, vespas e marimbondos são exemplos que mostro onde o comunismo deu certo! Cada um pode ser mostrado como um pais em que funciona! São modelos em que os "membros" a sua volta trabalham p/ a comunidade, sempre existe nestas sociedades de artropodos uma abelha rainha, uma formiga rainha, etc, onde seus "membros" continuamente mantém funcionando. E funciona sem problemas. Essas sociedades quase não evoluem, mantendo a filosofia intocada. Pois é, como esses socialistas querem implantar uma igualdade entre seres humanos? Não somos como insetos e muito menos "androides" programáveis.
    Como visto atrás, se refletirmos, uma sociedade puramente comunistas (socialista) será possivel em uma sociedade de andróides comandada por um computador central, coisa de ficção cientifica (MATRIX).
  • lorivaldo  04/06/2017 14:53
    O maior perigo, em boa parte das vezes, não são nem os políticos e sim essa classe dita "Intelectual" formadas por jornalistas, professores dentre outros.
  • Conservador Latino Americano  04/06/2017 15:12
    Infelizmente, as frases abaixo são verdadeiras:

    Precisamos salvar o capitalismo dos capitalistas.

    Precisamos salvar o socialismo dos socialistas.

    Esse é o principal ponto. Sempre existirá pessoas querendo destruir o sistema.

    No socialismo, sempre haverá socialistas roubando, massacrando, destruindo os "direitos humanos", roubando remédios dos pobres, roubando marmita de crianças, etc.

    No capitalismo, sempre haverá capitalistas suborbando governantes, destruindo a concorrência, vendendo coisas com defeitos, etc.

    Os países que cresceram mais, foram os capitalistas que são mais honestos, mais justos, mais competitivos, etc. Essas malandragens socialistas ou capitalistas não fazem a economia crescer.

    O socialismo nunca vai dar certo, porque as pessoas não são burras o suficente para serem escravos por muito tempo.
  • Felipe Lange S. B. S.  04/06/2017 19:40
    Leandro, por que estatais como a USP são melhores que universidades particulares?Lembrei desse artigo. Segundo meu professor de geografia do cursinho, é porque nas estatais os alunos são mais dedicados e estudam mais por conta própria e porque os professores sempre vão ganhar dinheiro. Isso tem sentido?

    Meu professor credita a recuperação japonesa no pós-guerra a desvalorização do iene e ao investimento em educação (com que dinheiro?). Tem um artigo sobre o Japão aqui no Instituto?
  • Intruso  05/06/2017 12:21
    "por que estatais como a USP são melhores que universidades particulares?"

    Porque os melhores alunos do país, oriundos de famílias ricas e de classe média, e que estudaram nos melhores colégios particulares do país, compõem a esmagadora maioria de seus alunos.

    Oriundos de escolas particulares boas e caras, estes alunos são os mais qualificados e aptos a estudarem muito para passar no vestibular da USP, para então ter de 4 a 5 anos de universidade "gratuita".

    É espantoso que ainda haja qualquer dúvida a este respeito. Universidades públicas são boas porque possuem os melhores alunos do país, os quais advêm majoritariamente das melhores e mais caras escolas particulares do país.

    "Segundo meu professor de geografia do cursinho, é porque nas estatais os alunos são mais dedicados e estudam mais por conta própria"

    O que apenas confirma o que foi dito acima.

    "e porque os professores sempre vão ganhar dinheiro. Isso tem sentido?"

    Essa parte não faz sentido nenhum.

    "Meu professor credita a recuperação japonesa no pós-guerra a desvalorização do iene e ao investimento em educação (com que dinheiro?)"

    Que desvalorização?! O iene se valorizou brutalmente desde a Segunda Guerra!

    Em 1971, por exemplo, um dólar comprava 400 ienes. Em 1990, 130 ienes.

    Ver segundo gráfico deste artigo.

    Aliás, o iene foi uma das moedas que mais se valorizou no século XX.
  • Guardiano  05/06/2017 13:45
    Sem contar com o custo dessas universidades. A USP tem como principal fonte de receita (principal, não a única) 6% do ICMS paulista. Em 2016, o total arrecadado com esse imposto foi de 122 bilhões, 360 milhões e 600 mil reais (https://portal.fazenda.sp.gov.br/acessoinformacao/Paginas/Relat%C3%B3rios-da-Receita-Tribut%C3%A1ria.aspx).

    Tomando 6% desse valor, dividindo-o por 12 e depois dividindo-o pelos 130.000 alunos da USP (incluindo mestrado e doutorado) dá quase 5.000 reais por mês por aluno.

    As faculdades privadas têm que se virar para angariar 1/5 desse valor.
  • Felipe Lange S. B. S.  06/06/2017 23:47
    "Porque os melhores alunos do país, oriundos de famílias ricas e de classe média, e que estudaram nos melhores colégios particulares do país, compõem a esmagadora maioria de seus alunos.

    Oriundos de escolas particulares boas e caras, estes alunos são os mais qualificados e aptos a estudarem muito para passar no vestibular da USP, para então ter de 4 a 5 anos de universidade "gratuita".

    É espantoso que ainda haja qualquer dúvida a este respeito. Universidades públicas são boas porque possuem os melhores alunos do país, os quais advêm majoritariamente das melhores e mais caras escolas particulares do país."


    Isso deve mudar com as cotas sociais, que reservam vagas à estudantes de escolas estatais que queiram entrar no ensino superior estatal, de modo a diminuir o nível do universitário brasileiro? Este dado de 2012 já mostra algo curioso entre os alunos no ensino superior. Então em tese também o fato de receberem mais verbas não correlaciona com a qualidade, correto? Você teria o link de uma pesquisa que mostra que apesar do aumento dos gastos estatais com educação estatal, a educação só caiu de qualidade, realizada nos EUA?
  • Fernando  05/06/2017 13:34
    As faculdades públicas eram boas, porque não eram inclusivas. Ou seja, quem não estudava, tomava bomba e nem entrava no curso. Era uma concorrência que funcionava.

    A educação de qualidade nunca deve ser inclusiva. As escolas públicas são um bom exemplo. Como ninguém é forçado a estudar, a qualidade cai muito. As escolas públicas bateram todos os recordes de analfabetismo com essa cultura da inclusão.

    O resultado é que um pobre que quer entrar numa faculdade, vai ter que estudar muito mais do que um aluno de escola particular. Ou então, um pobre honesto vai ter que estudar junto com traficantes que foram socialmente aceitos nas escolas.

    Sem contar que universidade pública é política social reversa. Eles tiram dinheiro dos pobres, para pagar curso para os ricos.
  • anônimo  14/06/2017 03:49
    Amigão, pesquise a diferença de receita por aluno entre uma USP e uma faculdade particular "normal" e "boa" no Brasil.

    Mesmo se a USP torrar mais da metade do dinheiro destinado para cada aluno, ainda tem muito dinheiro pra gastar na universidade.
  • Luciano Andrade  05/06/2017 22:09
    Vocês liberais precisam amar mais a verdade e passar ao público leitor os fatos como eles são.
    Marx disse que existem três passos para se chegar ao comunismo: a Ditadura do Proletariado, o Socialismo (o Estado é dono de todas as formas de comércio) e Comunismo (o Estado é dissolvido e as trocas comerciais são feitas entre cooperativas e sindicatos. Um legítimo e justo Livre Mercado)

    Outra coisa: o Equador e a Bolívia são bolivarianos. Como explicar o sucesso destes países? Vocês não podem porque têm a mente fechada e inventam que "eles têm um comércio informal". Ora, é justamente um comércio total que nós comunistas queremos! Sabemos que o comércio gera riquezas como mostra a Teoria das Vantagens Comparativas de David Ricardo. Logo, queremos o comércio total, sem atravessadores, como ocorre no capitalismo. Se o comércio for feito entre sindicatos e cooperativos a riqueza seria melhor distribuída entre toda a população do país.
    Dica: procurem na internet, em inglês, os livros e artigos de Oskar Lange, Paul Cockshott e Cotrell.
  • Emerson  05/06/2017 23:33
    "Marx disse que existem três passos para se chegar ao comunismo: a Ditadura do Proletariado, o Socialismo (o Estado é dono de todas as formas de comércio) e Comunismo (o Estado é dissolvido e as trocas comerciais são feitas entre cooperativas e sindicatos."

    Ué, conta a teoria toda. Por que parou no meio?

    Marx profetizou que o estado desapareceria sob o comunismo. Só que ele nunca explicou como ou por que isso iria acontecer. Sua teoria era bizarra. Ele dizia que, para abolir o estado, era necessário antes maximizá-lo. A ideia era que, quando tudo fosse do estado, não haveria mais um estado como entidade distinta da sociedade; se tudo se tornasse propriedade do estado, então não haveria mais um estado propriamente dito, pois sociedade e estado teriam virado a mesma coisa, uma só entidade — e, assim, todos estariam livres do estado.

    O raciocínio é totalmente sem sentido. Por essa lógica, se o estado dominar completamente tudo o que pertence aos indivíduos, dominando inclusive seu corpo e seus pensamentos, então os indivíduos estarão completamente livres, pois não mais terão qualquer noção de liberdade — afinal, é exatamente a ausência de qualquer noção de liberdade que o fará se sentir livre.

    Igualmente, Marx nunca mostrou como o sistema de produção poderia ser organizado nessa etapa suprema do comunismo, na qual não haveria nem um livre mercado e nem um planejamento centralizado pelo estado. Ele nunca forneceu qualquer detalhe sobre como seria uma sociedade comunista, exceto em uma breve passagem que foi publicada em um livro escrito conjuntamente com Engels e com o homem que os havia apresentado em 1843, Moses Hess. O livro foi intitulado A Ideologia Alemã (1845). Só foi publicado em 1932. Hess jamais ganhou créditos por sua co-autoria, mas parte do manuscrito aparece em sua coletânea de escritos.

    Eis a descrição do comunismo:

    "Assim que a distribuição do trabalho passa a existir, cada homem tem um círculo de atividade determinado e exclusivo que lhe é imposto e do qual não pode sair; será caçador, pescador, pastor ou um crítico, e terá de continuar a sê-lo se não quiser perder os meios de subsistência

    Na sociedade comunista, porém, onde cada indivíduo pode aperfeiçoar-se no campo que lhe aprouver, não tendo por isso uma esfera de atividade exclusiva, é a sociedade que regula a produção geral e me possibilita fazer hoje uma coisa, amanhã outra, caçar da manhã, pescar à tarde, pastorear à noite, fazer crítica depois da refeição, e tudo isto a meu bel-prazer, sem por isso me tornar exclusivamente caçador, pescador ou crítico.

    Esta fixação da atividade social, esta petrificação do nosso próprio trabalho num poder objetivo que nos domina e escapa ao nosso controlo contrariando a nossa expectativa e destruindo os nossos cálculos, é um dos fatores principais no desenvolvimento histórico até aos nossos dias."


    Não obstante o fato de que há aproximadamente 70 volumes das obras de Marx e Engels, essa é a passagem mais longa que descreve o funcionamento de uma sociedade comunista e de como seria a vida sob esse arranjo.

    Tenta de novo.

    "Outra coisa: o Equador e a Bolívia são bolivarianos. Como explicar o sucesso destes países?"

    Sucesso?! É sério isso?

    Em todo caso, eis um artigo inteiro sobre estes dois países, o qual foi linkado no artigo acima, e o qual você não leu porque "tem a mente fechada".

    As diferenças cruciais entre os regimes de esquerda na América Latina

    Tenta de novo.
  • O Conservador  06/06/2017 14:10
    Precisamos proteger o socialismo contra os socialistas.

    As pessoas são assaltadas pelos socialistas, que cobram impostos sobre comida e remédios, pagam universidades para ricos, roubam marmita de crianças, fazem carnaval com o dinheiro dos hospitais, pagam jornalistas com o dinheiro das escolas, querem fazer samba com o dinheiro da polícia, etc.

    Enfim, o socialismo nunca foi tão desrespeitado pelos socialistas.
  • Felipe R  07/06/2017 12:13
    "Em cada caso, sem exceção, o resultado foi miséria econômica e autoritarismo político."


    Esses são os verdadeiros objetivos do Socialismo. E, nesse sentido, a taxa de êxito foi de 100%.
  • Pedro  10/06/2017 20:40
    Desculpe o off, mas eu não concordo que o ''oposto'' sempre tende a eficiência, como se o mercado não necessitasse de nenhuma regulamentação. O exemplo mais óbvio que me vem a mente é as nossas calçadas , cada um cuida da sua, não são padronizadas, e é um lixo completo, mesmo em bairros de classe média, alta. Algumas mais elevadas que as outras, outras esburacadas, etc..
  • Eudes  11/06/2017 01:05
    Meu caro, calçadas são monopólios estatais. Ninguém pode mexer nelas exceto o estado. Se você mexer na calçada por conta própria vai preso. Informe-se.
  • Pedro  11/06/2017 01:16
    No Brasil não. Cada um é responsável pela sua própria calçada . E nos países onde é assim, existe um regulamento padronizando elas.. No Brasil você faz do jeito que quer, contanto que deixe um espaço minimo..
  • Edujtahy  11/06/2017 13:28
    Isto apenas demonstra a sua falta de conhecimento no assunto. Existe uma gama de regulamentações para as calçadas, todas que deveriam seguir o tal "plano diretor".
    E o que ocorre quando uma gama de regulamentações que ninguém conhece, entende ou se preocupa incorre sobre um bem que é de "todos"? Exatamente isso que você falou, uma bagunça.
    Vou reiterar: Ninguém é proprietário de sua calçada no Brasil.
    Agora você quer saber como funciona em um sistema de regras privadas? Pois procure condomínios PRIVADOS perto da sua cidade. Vide a diferença de qualidade e padronização das calçadas quando um grupo de pessoas seguem uma regra privada (condomínio privado) vs a regra publica da prefeitura.
    Agora o que é errado é você querer pegar o exemplo de algo regulado pelo estado (calçadas públicas) e jogar isso como culpa do livre mercado.

    Quer saber como funciona calçada no livre mercado? vá para os condomínios privados.
  • Lel  11/06/2017 18:51
    As regulamentações nas calçadas são como nossas leis: trocentas e ninguém conhece.
  • Humberto  11/06/2017 22:40
    E o Estado não fiscaliza. Ainda bem, até um relógio parado acerta a hora 2 vezes ao dia.
  • Vitor  14/06/2017 16:24
    Amigos, vivemos na era da internet!

    Qualquer dúvida pode ser resolvida em questão de segundos, e, ainda assim, um diz que não há, outro diz que há, e ninguém tira um minuto para pesquisar e voltar aqui com uma resposta com fontes ou algo do tipo.

    Apesar disso, não os culpo. Realmente é uma bagunça achar qualquer dados sobre algo aqui no Brasil. Nosso governo não organiza nada de forma clara e simples, apesar de trocentas "leis de transparência".

    Calçadas no Brasil (às vezes chamado de "Passeios")*, não são organizados por lei Federal, mas por leis Municipais. Creio que seja por isso que apenas encontrei informação sobre isto em prefeituras Municipais.

    Calçadas são consideras de responsabilidade do proprietário do imóvel, mas são estritamente reguladas, pois são consideradas públicas.

    Aqui estão alguns exemplos de como calçadas devem ser organizadas;

    Na cidade de Porto Alegre; Aqui a fonte direta;

    No Estado de Santa Catarina; Capítulo II, Art 5º, XIX; diz que calçadas, entre outros, é de competência do município (foi o melhor que achei sobre Florianópolis, já que estou falando apenas de capitais);

    Na cidade de Curitiba;

    Na cidade de Campo Grande; Não me faça perguntas sobre este PDF. Eu também não entendi essa bagunça.

    Na Cidade de São Paulo; Aqui para uma fonte mais direta;

    Na cidade do Rio de Janeiro; Ou no Rio é impossível encontrar algo à respeito, ou realmente não há regulação alguma sobre calçadas, apesar desta lei;

    Na cidade de Vitória; Aqui a fonte direta;

    Na cidade de Belo Horizonte;

    Na cidade de Goiânia;

    Na cidade de Cuiabá; O único minimamente respeitável, de nível decente e até mesmo invejável! Parabéns para Cuiabá!

    Na cidade de Porto Velho;

    Na cidade de Salvador;

    Não consegui encontrar nada sobre Palmas; mesma situação do Rio;

    O melhor que encontrei sobre a cidade de Aracaju;

    Não encontrei nada sobre Maceió; mesma situação de Palmas e do Rio;

    Nada, também, sobre o Rio Branco;

    O que consegui sobre Manaus;

    Nada sobre Boa Vista;

    Nada sobre Belém;

    Na cidade de Macapá;

    Na cidade de São Luís;

    Na cidade de Teresina;

    Nada sobre Fortaleza;

    Nada sobre Natal;

    Nada sobre João Pessoa;

    Nada sobre Recife.

    Como todas as Leis por aqui, é quase impossível entender o que se passa. Mas na maior parte das Capitais, há sim regulação.


    *O que é calçada?

    É a área mais alta que a via, reservada para os pedestres, postes, árvores,
    lixeiras, telefones públicos, bancos etc.

    O que é passeio?

    É a faixa livre que os pedestres utilizam para caminhar.

    O que é via?
    É o conjunto composto pela calçada, passeio e leito carroçável (rua).
  • Basco  17/06/2017 21:04
    "Calçadas são consideras de responsabilidade do proprietário do imóvel, mas são estritamente reguladas, pois são consideradas públicas."

    Realmente. Eu já senti na pele que a calçada não era minha quando quis cortar a árvore na frente da minha residência e a prefeitura não autorizou. A prefeitura prefere que a árvore quebre toda a calçada.


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