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“Funciona bem, agrada aos consumidores e não é regulado? O governo tem de proibir!”
Uma resposta a um influente editorial

Faz poucos anos que estamos vivenciando o surgimento de uma nova e inesperada forma de liberdade de mercado.

Em nosso mercado extremamente regulado, estático e burocratizado, amarrado por calhamaços de regras e imposições governamentais, algo belo e inovador surgiu. Por vezes chamada de "economia digital" ou "economia compartilhada", mas também chamada pejorativamente de "economia freelancer" ou mesmo "economia dos bicos", trata-se de um arranjo puramente voluntário em que aplicativos de smartphone são utilizados para conectar diretamente produtores e consumidores.

Este arranjo conseguiu fazer com que bilhões em recursos físicos e humanos até então ociosos fossem repentinamente transformados em ativos geradores de riqueza, trazendo grande satisfação ao consumidor. E, inevitavelmente, gerando grande insatisfação para governos e sindicatos protegidos por eles.

A principal empresa deste setor é a Uber, que oferece um serviço — em nível global — de transporte de passageiros que concorre com os taxis. Por meio de seu aplicativo, qualquer pessoa comum pode transformar seu bem de consumo (automóvel, que não gera renda) em um bem de capital (que gera renda e aumenta a riqueza). A Uber faz com que aquele indivíduo que normalmente utilizaria seu carro apenas para uso pessoal possa agora utilizá-lo de modo a ganhar dinheiro: prestando serviços para consumidores. A Uber transforma um bem de consumo básico (um carro) em um bem de capital (um instrumento que gera renda e aumenta a riqueza).

Em sua folha de pagamento, a empresa possui apenas 7.000 funcionários fixos (que são aqueles que trabalham nas instalações físicas da empresa), mas ela concede poder a milhões de motoristas e passageiros.

Assim como a Uber, há milhares de outros aplicativos, tanto no setor de caronas (Cabify, Lyft etc.) quanto em várias outras áreas, como AirBnb (que concorre com as grandes redes hoteleiras), Instacart (serviço que entrega compras de supermercado em casa em uma hora), Handy (que faz serviços de faxina e afazeres domésticos sob demanda), Kiva e Give Well (pelos quais você respectivamente empresta e doa dinheiro aos pobres dos lugares mais pobres do mundo), Kickstarter e Indiegogo (pelos quais você pode tanto financiar empresas ao redor do mundo como também pode ser financiado, driblando todo o sistema bancário controlado e regulado pelo estado), e OpenBazaar (pelo qual qualquer indivíduo de qualquer lugar do mundo pode virar empreendedor, sem ter de depender de permissões do governo).

Essas criações são incrivelmente animadoras. Oportunidades econômicas estão sendo criadas e disponibilizadas para milhões de pessoas, e tais mercados realmente representam uma esperança para o futuro.

A grade ironia é que estes aplicativos estão entregando o controle do capital aos próprios trabalhadores, exatamente como os socialistas dizem que deveria ser. Os aplicativos geraram uma mudança nas relações de produção, permitindo que cada vez mais indivíduos se tornassem proprietários dos meios de produção em vez de ter de trabalhar para terceiros que detêm todo o capital físico necessário para fazer seu trabalho. Mas tudo isso esta acontecendo por meio de um processo capitalista.

(Sim, a Uber é a proprietária da plataforma do software que torna possível a conexão entre vendedores (motoristas) e compradores, mas os motoristas da Uber detêm seu próprio capital. Eles são livres para escolher os dias e as horas em que querem trabalhar.)

Seria de se imaginar que o surgimento deste tipo mercado — totalmente voluntário — fosse aclamado com um grande e universal entusiasmo, principalmente pela esquerda progressista. Mas, obviamente, nenhuma criação tão inovadora quanto essa é recebida com aplausos ubíquos.

O jornal The New York Times, o grande bastião da esquerda chique, arrogou par si a tarefa de liderar violentos ataques àquilo que ele chama de "economia dos bicos". A escrita do jornal segue todas as características do gênero: encontre algo que funciona e que ainda não está regulado, e exija que o governo faça algo imediatamente. Encontre algum setor que está em processo de melhorias, e trate-o como algo que o governo deve esmagar incontinenti. Pouco importa se os consumidores deste serviço o aprovam e querem que ele continue.

Um editorial tão ruim quanto este merece uma resposta detalhada:

Não há utopia em empresas como Uber, Lyft, Instacart e Handy. Seus trabalhadores são frequentemente manipulados a trabalhar longas jornadas em troca de baixos salários, ao mesmo tempo em que estão continuamente à procura de novas corridas e tarefas.

"Utopia" é um padrão muito alto contra o qual comparar qualquer realidade existente. Qualquer coisa que seja comparada a uma utopia irá necessariamente perder. O editorial, portanto, já começa com um erro básico de lógica.

Adicionalmente, é o ápice da presunção e arrogância presumir que indivíduos estão sendo "manipulados" pelo fato de terem escolhido trabalhar duro. Várias pessoas, inclusive jornalistas, apenas almejam o sucesso por meio do trabalho.

Estas empresas descobriram que podem transformar modernidades e evoluções tecnológicas em antiquadas explorações trabalhistas — de acordo com várias evidências —, pois seus empregados não usufruem os mesmos direitos trabalhistas que o resto da população.

Imagine um motorista da Uber que, sentado no sofá de sua casa assistindo à Netflix por horas seguidas, repentinamente constata: "Eu poderia estar ganhando dinheiro transportando pessoas pela cidade, conversando cordialmente com elas, satisfazendo seus desejos, e até mesmo levando bêbados para casa em segurança. Vou fazer isso!" E então ele se levanta do sofá e vai trabalhar. (Motorista da Uber trabalha quando quer).

É isso que o The New York Times chama de "exploração trabalhista"

Os trabalhadores dessa "economia dos bicos" tendem a ser mais pobres e são majoritariamente formados por minorias. ... A maioria disse que o dinheiro que ganham com seu trabalho foi essencial para suas famílias.

O Times está condenando a solução e dizendo que ela é, na verdade, um problema. Pessoas mais pobres e que precisam de uma segunda fonte de renda agora têm uma, graças à economia digital. Será que tais pessoas estariam em melhor situação sem esta oportunidade? (Sim, estou constrangido em ter de recorrer a argumentos tão básicos, mas estou apenas mantendo o mesmo nível do The New York Times).

Dado que os trabalhadores destas empresas que atuam na economia digital são considerados prestadores de serviços autônomos e independentes, e não empregados fixos, eles não usufruem proteções básicas, como salário mínimo, [encargos sociais e trabalhistas, no caso do Brasil], e adicional de horas extras. Isso ajudou a Uber, que surgiu em 2009 e rapidamente chegou a 700.000 motoristas cadastrados e ativos apenas nos EUA. Isso é praticamente o triplo do número de taxistas e motoristas particulares que havia no país em 2014.

Que a Uber tenha crescido tão rápido sob este arranjo é um fenômeno particularmente elucidativo. O mercado de trabalho convencional não mais está funcionando exatamente por causa destas "proteções básicas" que, na realidade, representam fardos onerosos que não ajudam nem os patrões e nem os empregados.

Tais regulações conseguem apenas diminuir a concorrência em cada setor, restringindo tanto o número de novos empreendedores quanto o de novos empregados. Mas funcionam como uma ótima reserva de mercado para quem já está estabelecido.

O sucesso da economia digital é a prova inconteste de que o mercado — ou seja, o público consumidor — está implorando por menos obstáculos e por fardos menos onerosos. Quando você obtém sucesso operando sob regime concorrencial, isso é uma evidência de que você está fazendo bem feito (de novo, peço desculpas ao leitor por ser obrigado a falar obviedades).

Em número crescente, trabalhadores e agências reguladoras do governo estão reagindo.

Acione o seu decodificador: na frase acima, o termo "trabalhadores" significa "sindicatos", cujo único interesse é fechar o mercado de trabalho em benefício próprio e à custa de todos os outros trabalhadores não-sindicalizados. Sindicatos cartelizam o mercado de trabalho ao estipular valores salariais mínimos para suas respectivas profissões, proibindo todos os não-sindicalizados de trabalhar por valores menores do que o estipulado pelo sindicato. (Pela terceira vez, peço desculpas por ter de repetir obviedades).

Quanto às agências reguladoras do governo, é óbvio que elas estão preparadas e ávidas para destruir qualquer coisa que prospere no mercado sem sua permissão. É para isso que elas existem. Este sempre foi o seu histórico.

Porém, até o momento, a experiência com estas empresas mostra que, sem as proteções legais e as normas éticas que outrora eram amplamente aceitas, os trabalhadores descobrirão que a economia do futuro será um lugar ainda mais inóspito.

Olha só: se o Times está dizendo que Uber, Lyft, Instacart, Handy e todas as milhares de outras empresas da economia compartilhada irão se dar mal no mercado e serão substituídas por algo diferente, ótimo. Deixe o mercado (os consumidores) determinar os ganhadores e os perdedores. Se os trabalhadores encontrarem opções melhores, eles irão naturalmente em direção a elas.

No entanto, e até o momento, tudo indica que o campo gravitacional tanto no mercado de trabalho quanto no mercado consumidor está indo para a direção oposta: para arranjos que transferem direitos de propriedade e de escolha para os trabalhadores, e contornando barreiras governamentais.

O mercado já está falando, gritando, berrando: vamos tentar algo diferente.

O que a mídia progressista está realmente exigindo é que haja mais decretos e regulamentações que esmaguem empresas inovadoras. Não podemos deixar que isso seja bem-sucedido.

Conclusão

Há um motivo por que as inovações quase sempre se concentram nos setores de alta tecnologia: este é um setor (ainda) relativamente pouco regulado. Burocratas, por definição, são lentos e tendem à inércia. Eles não conseguem criar regulações na mesma velocidade que o mercado cria inovações. Havendo pouca regulação, há poucas barreiras artificiais ao empreendedorismo, aos investimentos e às descobertas. O grande beneficiado acaba sendo o consumidor.

Já os outros setores da economia — mais antigos e, por isso, mais regulados — seguem engessados. Raramente surgirão inovações dali. O estado impede.

Toda a nossa esperança de uma contínua melhoria em nosso bem-estar virá do setor tecnológico. E é este que o estado agora quer regular com mais intensidade. Burocratas podem não ser rápidos o bastante para perceber o que realmente está acontecendo em termos de evolução tecnológica; mas, eventualmente, eles podem recorrer ao poder da caneta tentar abolir tudo. Eles detêm todo o poder destruidor do governo.

É imperativo oferecermos resistência.

 

Nota do IMB (de Adriano Gianturco)

No Brasil, nos últimos 3 anos, a economia piorou, o desemprego aumentou, a dívida pública disparou, e os preços subiram quase 30%. No setor de transportes, os preços das passagens de avião subiram, o número de voos diminuiu (a oferta de vôos voltou ao patamar de 2010) e a passagem de ônibus aumentou. Tudo piorou e encareceu.

As únicas coisas que melhoraram, e muito, foram a sua mobilidade e a sua liberdade de escolha, graças a Uber e Cabify. E os preços caíram. Hoje, você se locomove nas grandes cidades pagando bem menos do que pagava há 3 anos (mesmo com a inflação de preços chegando a quase 30% neste período).

O que então o estado decidiu fazer? A única coisa que ele sabe fazer: usar seu poder destrutivo para tentar abolir esta melhoria e, com isso, piorar a nossa vida. Querem agora proibir Uber e Cabify.


14 votos


  • Liberal Clássico  19/04/2017 15:02
    O que mais me irrita nessas matérias de esquerda é a arrogância deles em "falarem" por toda uma classe.
    "Os trabalhadores do uber estão sendo manipulados" "...estão sendo explorados" "..precisam de proteção"

    Porra! que eu saiba quem foi trabalhar no Uber foi porque quis, ou uber obriga alguém? se a pessoa concordou com as condições e ainda é livre para sair, então não há exploração. Se eles acham ruim o que o Uber oferece, então ofereça algo melhor ou cale a boca.

    Afinal, nada mais irritante do que um filhinho de papai que virou jornalista achar que sabe o que é melhor para todos.
  • reinaldo schroeder  19/04/2017 19:04
    Eu mesmo nunca engoli essa história de exploração pelos patrões. Sempre que me sentia desconfortável no trabalho, eu pulei fora.
    Ninguém me obrigou a entrar em empresa nenhuma e nem me obrigam a ficar lá.
    Obviamente eu engulo alguns sapos, por que nem sempre você consegue trocar de emprego rápido ou tem alguma alternativa disponível.
    é claro que há maus patrões, mas minha experiência de quase 30 anos no mercado de trabalho me mostra que estes sempre ficam com os piores empregados.....
  • Giovanni  19/04/2017 15:08
    Aproveitando esse mês de abril, o IMB pretende lançar artigo sobre esse roubo, humilhação e tortura psicológica (você já catou seus 3.540 papéizinhos de recibos?) que é o imposto de renda?
  • Capitalista Keynes  19/04/2017 15:36
    Poxa galera ...nisso eu concordo...27,5% é pra ferrar o cara....e não retorna em nada....isso é roubo. E você trabalha de graça pra Receita Federal quando faz o ajuste anual e é punido se faz errado.
  • Victor Silva  19/04/2017 18:01
    Mesmo que fosse 0,0001%. Ainda é roubo.
  • concurseiro  19/04/2017 16:03
    Se o governo regular Uber como um serviço público serão criadas várias agências municipais pra coordenar este serviço, mais concursos.
  • 4lex5andro  19/04/2017 18:00
    Um novo taxi, em síntese.
  • Pobre Paulista  19/04/2017 16:22
    "Eles não conseguem criar regulações na mesma velocidade que o mercado cria inovações"

    Infelizmente isso não é verdade. Se fosse, veríamos o setor privado crescer mais que o setor público, e o que vemos ao redor do mundo é o contrário disso.
  • Régis  19/04/2017 16:29
    Tal frase se refere, especificamente, ao setor tecnológico. Está escrito lá:

    "Há um motivo por que as inovações quase sempre se concentram nos setores de alta tecnologia: este é um setor (ainda) relativamente pouco regulado. Burocratas, por definição, são lentos e tendem à inércia. Eles não conseguem criar regulações na mesma velocidade que o mercado cria inovações. Havendo pouca regulação, há poucas barreiras artificiais ao empreendedorismo, aos investimentos e às descobertas. O grande beneficiado acaba sendo o consumidor.

    Já os outros setores da economia — mais antigos e, por isso, mais regulados — seguem engessados. Raramente surgirão inovações dali. O estado impede. [...]

    Burocratas podem não ser rápidos o bastante para perceber o que realmente está acontecendo em termos de evolução tecnológica; mas, eventualmente, eles podem recorrer ao poder da caneta tentar abolir tudo. Eles detêm todo o poder destruidor do governo.


    Ou seja, o setor tecnológico sempre larga na frente do governo. E a este resta apenas tentar aboli-lo.
  • George  19/04/2017 16:39
    A 1a palavra que o bebê brasileiro aprende: Mamãe. 2a palavra: Governo.

    E o governo não gosta. Acha pouco.
  • Roberto  19/04/2017 19:17
    A lógica é a seguinte: todos os seres humanos são maus e o capitalismo nada mais é do que exploração dos bons (poucos) pelos maus (muitos). Porém, os seres humanos e o capitalismo podem ser magicamente transformados positivamente por outro seleto grupo de humanos iluminados, probos e clarividentes: os burocratas do estado.

    Eis a mente progressista in a nutshell.

  • Phillippe  19/04/2017 19:21
    Primeiro a esquerda vilipendia empregadores como pessoas que "exploram" trabalhadores. Aí surge uma empresa que permite aos trabalhadores se tornarem donos dos meios de produção e trabalharem quando quiserem (e a termos muito mais favoráveis que taxistas, diga-se de passagem, pois estes têm de pagar aluguel de R$ 150 por dia pelo carro), e o que faz esquerda? Demoniza essa empresa.

    Conclusão: para a esquerda, o emprego só é justo e humano se for para um sindicato ou na máquina pública.
  • Henrique Zucatelli  19/04/2017 23:11
    Preciso como um relógio suíço Phillipe. Sua capacidade de resumir toda a destruição de capital me surpreendeu.

    Parabéns.

  • Típico Filósofo  19/04/2017 23:03
    Apresso-me em desespero de volta ao IMB depois de anos.

    Devido à armadilha de liquidez e consequente baixa arrecadação de impostos gerados pela ganância dos capitalistas e conspiração midiática neo-liberal, o estado não me paga há três meses.

    Circunvalado de dívidas, vi-me forçado ao demérito de ingressar na "iniciativa privada" pela primeira vez em meus 48 anos e sujeitar-me à exploração dos posseiros do capital internacional. Sim, tornei-me motorista do Uber e mal sou capaz de descrever os horrores da minha atual profissão:

    a) Você é pago de acordo com as viagens que faz.

    Absurdo inexprimível em palavras! E se eu não tiver condições psicológicas para realizar as viagens? Onde está meu direito à saúde e à dignidade humana previstos na Constituição? Como não posso tirar semanas remuneradas para cuidar da minha integridade física e psíquica? É um retrocesso das leis do trabalho.

    O que eu sou? Um mero traste escravo dos clientes? Fico à disposição de humilhar-me e oferecer balas a eles na esperança de ganhar 5 estrelinhas em um aplicativo? Minha dignidade agora depende do agrado de estranhos? Que tipo de sistema é este onde só quem provê recebe de volta?

    b) Onde está o sindicato?

    Minha experiência de organização sindical: seja na CIPA, na tesouraria ou nos comícios - foi TUDO jogado aos cães. No Uber não tem sindicato. Você enfrenta sozinho o patrão: um sinistro ícone de celular que te explora impessoalmente e te aliena da condição proletário.

    É uma exploração impessoal, sinistra e quase hedionda. Dá para fazer grave contra um aplicativo? Não.

    O grande capital encarna em sua forma mais maligna e opressora.

    c) O serviço não cessa em cortar preços.

    Para engolir a competição, o capitalista de 30 Megabytes não cessa em cortar os preços para promover a competição predatória. Onde está o COPOM para regular as tarifas do Uber para garantir que as empresas nacionais possam competir? "É tecnologia nova," dizem meus colegas políticos e eu entendo. O grande capital hoje se oculta atrás da tecnologia (como o BitCoin) e explora a classe trabalhadora gozando do atraso das instituições legais.

    Estamos adiante de um novo capitalismo.
  • Bruno Feliciano  20/04/2017 00:10
    Tipico Filosofo, a pergunta que não quer calar: quem ti obriga a trabalhar no UBER?
    E só porque você acha isso, agora tem que proibir as pessoas de trabalharem no UBER, mesmo elas estando satisfeitas e aceitando o emprego?
    Eu quero entender isso, tu pode odiar esse emprego, mas quem lhe obriga a trabalhar nele?
    Conheço um rapaz que ama o UBER, consegue por as contas em dia graças a ele, agora você quer proibi-lo de trabalhar no UBER só porque você esta insatisfeito?

    É IRRELEVANTE isso que você ta falando, pouco importa se da dinheiro ou não, o que não pode é proibir as pessoas de ofertarem esse serviço.

    Só uma duvida minha....
  • Típico Filósofo  20/04/2017 13:15
    Seu amigo ama o opressor da Google Store por ser alienado da sua condição de proletário e pela Síndrome de Estocolmo

    Nesse caso faz-se ainda mais imprescindível separá-lo do opressor mesmo que contra sua vontade. Ele foi alienado da sua condição de proletário através da hipnose das vibrações, cliques, passarinhos e luzes saltitantes do aplicativo quase sempre posicionado muito à frente dos olhos do motorista (onde está o adicional por insalubridade previsto pelo § 1º do art. 193 da CLT?) em um ângulo escolhido por ele próprio onde a mais-valia do capitalista é maior.

    Seu amigo deve entender que sua fidelidade é com sua classe (motorista do Uber), não com o burguês de 20 Megabytes e com o capital internacional por trás dele.
  • Aluno do Típico Filósofo  20/04/2017 01:08
    O mito voltou?
  • Guardiano  20/04/2017 01:49
    O Típico filósofo é ótimo. Estava com saudades dele.
  • EUGENIO  20/04/2017 04:45
    ALGUEM FEITO SOB MEDIDA PARA SER CUBANO
  • david duarte  20/04/2017 11:41
    muito boa filosofo,ja estava com saudades
  • david duarte  20/04/2017 12:26
    muito boa filosofo,ja estava com saudades
  • Consternado  21/04/2017 01:40
    Meu mundo caiu... Que decepção!

    O que um intelectual, da envergadura do Típico Filósofo, está fazendo se metendo em uma atividade tão braçal como motorista da Uber?
  • Alexandre Dias  21/04/2017 21:08
    AHAHAHAHAHAHA!!!!

    O esquerdinha sendo esquerdinha. A parte mais divertida de todo o bla-bla-blá: "Minha dignidade agora depende do agrado de estranhos? Que tipo de sistema é este onde só quem provê recebe de volta?"

    Em que mundo este senhor acha que não se depende do agrado de estranhos?

    Nem no sistema socialista alguém recebe de volta sem prover, cara-pálida. Salvo se for algum apaniguado do Governo, únicos favorecidos nesse regime.

    O Uber é a síntese do mundo real, onde se tem que agradar ao cliente e trabalhar duro. Se fizer isso vai ganhar dinheiro.

    No socialismo nem quem trabalha duro consegue crescer. O Governo decide quanto todos vão ganhar.

  • João  20/04/2017 00:21
    Bem que o Olavo fala que esse jornal não presta, e agora o Jeffrey Tucker confirma.

    Penso que essa briga entre sindicatos, governo e a Uber exista contra os sites independentes da mídia esquerdista que são rotulados pela mesma de "fake news", e não é a toa que os esquerdistas estão fazendo de tudo pra controlar a internet depois da derrota da Hillary, como a dilma e a merkel fizeram pressionando o Zuckerberg pra deletar paginas liberais e conservadoras.
  • Ricardo Gusmão  20/04/2017 01:08
    Para o Governo pouco importa que a UBER nos ofereça uma fonte de riqueza e a liberdade de escolha. Para esses pilantras o foco são os impostos abusivos e obrigatórios, sem mencionar o protecionismo que só favorece aos donos de ALVARÁS, onde a maioria destes são políticos e funcionários do governo. Nos obrigando a pagar preços absurdos por uma corrida de poucos km.
    Esse é o jogo dos comunistas, subjugar nossa liberdade de escolha e econômica.
  • Lucas Anderson  20/04/2017 02:11
    Off Topic, mas não achei artigos recentes sobre meu questionamento.

    Estou no primeiro semestre do curso de Direito, tenho que fazer um projeto de pesquisa científica e escolhi o tema "Leis de isenção fiscal no Ceará, e seus efeitos na geração de empregos e empreendimentos". Eu não vou fazer a pesquisa em sí, apenas o projeto de como seria a pesquisa. Eu queria usar como referencial teórico a Praxeologia, e queria achar exemplos de trabalhos científicos que usaram a praxeologia como referencial teórico.

    Eu adoraria se pudessem me ajudar, até pra ajudar a espalhar a escola austríaca entre universitários.
  • EUGENIO  20/04/2017 04:38
    ".......bilhões em recursos físicos e humanos até então ociosos fossem repentinamente transformados em ativos geradores de riqueza, trazendo grande satisfação ao consumidor. E, inevitavelmente, gerando grande insatisfação para governos e sindicatos protegidos por eles......."

    Colocação perfeita.

    EIS A QUESTÃO:LIBERDADE!! OS "GOVERNOSOS" a inveja, sensação de perda de controle,de poder e como arrecadar (GOVERNO SINDICATOS,CRIAM DIFICULDADES PARA VENDER FACILIDADES) se todos estão produzindo e consumindo e mais NÃO SAO OBRIGADOS NEM A CONSUMIR NEM A PRODUZIR,SÓ DE LIVRE E ESPONTANEA VONTADE , DE LIVRE E ESPONTANEA VONTADE,ASSUMINDO OS RISCOS , SOFRENDO OU GOZANDO OS RESULTADOS.

    Lembro:EM CUBA NÃO TEM ISSO,NÃO TEM LIVRE E ESPONTANEA VONTADE DE FAZER OU NÃO FAZER,DE ENTRAR ,MUITO MENOS DE SAIR. Se em Cuba não tem então assim nao pode ser na mente deformada dos elementos socialistas,esquerdistas,petistas larapios, especialistas em CRIAR DIFICULDADES E VENDER FACILIDADES,"taxas de sucesso".

    Quase dá para afirmar: se o governo,sindicatos e "trabalhistas" estão descontentes e desesperados, então a coisa esta certa, É BOA!

    Outros ramos e atividades estão se dando conta que podem usar ativos "estacionados",ociosos e recursos humanos ávidos em entrar em ação eventualmente ou quando se lhes aprouver.LOGO LOGO VAMOS TER COZINHEIROS,DOCEIRAS,ETC, ONLINE ,prontos para entrar em ação,HOTEIS e hospedagens até em residências são oferecidas e o mundo será melhor sem a gigolagem do governo.


  • Rafael Lustosa  20/04/2017 13:11
    Pior do que o editorial do NYT é a parte dos comentários. É inacreditável o número de pessoas que acreditam que o editorial está correto e ainda vão além. O governo fez um ótimo trabalho de doutrinação. As pessoas estão incrivelmente estúpidas. Elas realmente descentralizaram toda a responsabilidade pessoal por suas vidas para o governo. Pra falar a verdade, não vejo problema nisso. Cada um faz o que achar melhor da própria vida. O problema real é querer arrastar todo mundo para o mesmo buraco. Se a pessoa não possui capacidade para cuidar da sua própria vida e fazer as próprias escolhas, que viva com isso. Mas deixe os outros em paz!
  • Júlio César  21/04/2017 01:35
    O Jeffrey Tucker é top, para mim talvez o autor que com mais fluidez escreve sobre liberdade. Mas extraordinariamente esse artigo tem algumas coisas difíceis de assimilar. Mas convenhamos, trata-se de uma situação bastante contraditória.

    Na primeira parte do artigo, foi destacado o fato de os motoristas da Uber trabalharem proprietários, autônomos, donos do seu próprio tempo, etc. Ninguém sonha que todas as pessoas do mundo poderiam alcançar ou almejar tal condição, mas até então os motoristas da Uber eram os melhores exemplos da satisfação encontrada nesse ambiente de liberdade, como contrapeso aos trabalhadores que são protegidos por regulações. Até que, do meio pro fim, descobrimos que esses mesmos trabalhadores já estão formando sindicatos. Nem Freud explica isso.

    E quanto às agências reguladoras, não são o maior ou o problema. O problema maior, e pior, é o inescapável monopólio. Nem precisa acanalhá-las, vilipendiá-las ou falar em aboli-las (no sentido lato), se o objetivo é "simplesmente" liberar o mercado. Basta ser pró-liberdade, defendendo que nenhuma empresa seja obrigada a se submeter às regulações de tais agências (ou de quaisquer outras entidades que exerçam funções semelhantes) para poder estabelecer-se e operar. Em outras palavras, é importante que essas que hoje são agências reguladoras estejam também sujeitas à concorrência, e então elas podem atuar como associações, onde as empresas se comprometem ou obedeçam a determinados regulamentos, ou oferecendo certificados, selos, etc.

    Mas mais importante, como consequência disso advogar pelo esclarecimento do consumidor. Não obstante ser exatamente isto que o artigo faz. É muito mais coerente argumentar que o consumidor tem muito mais condições de desfrutar e exercer a democracia se ele estiver em um ambiente de livre mercado, onde as agências possam fazer sua propaganda, demonstrar quais as vantagens de se obter produtos ou serviços das empresas vinculadas a elas... E por aí vai. Desde que não haja monopólio, elas podem perfeitamente existir em um ambiente de livre concorrência.


  • Carlos  21/04/2017 05:09
    "Até que, do meio pro fim, descobrimos que esses mesmos trabalhadores já estão formando sindicatos. Nem Freud explica isso."

    Não, meu caro. Os referidos sindicatos são os sindicatos dos taxistas. Mais atenção na próxima.
  • Júlio César  22/04/2017 00:00
    Certo! Mas vamos combinar uma coisa aqui, colega: eu presto mais atenção na próxima, mas você também presta mais atenção na próxima. Combinado?

    O que desencadeou a confusão foi o Tucker induzir-nos, em determinada frase, a acionar nossos decodificadores, e ler 'sindicatos' onde foi empregado o termo 'trabalhadores'. Depois ele fez uma boa síntese de com que propósitos atuam os sindicatos, como se fosse o caso.

    De fato, em qualquer lugar que se vá, os sindicatos dos taxistas estão tomando suas providências ante a chegada de empresas como Uber, Lyft e Cabify. Mas acontece que na citada frase, o termo 'trabalhadores' realmente se referia aos motoristas das empresas. Mais especificamente ao caso da ação coletiva movida por motoristas da Lyft (ação essa que foi conciliada em um acordo de US$ 27 milhões). E era em casos assim que eu estava pensando. Bem, mas como a princípio o acordo permite justamente que a Lyft daqui pra frente trate seus motoristas como colaboradores, e não como empregados sujeitos a legislação trabalhista e a sindicatos, então este também não seria um bom exemplo a ser utilizado no editorial. Foi apenas um ajuste, o que é normal já que nenhuma empresa nasce perfeita ou terminada.

    Resumindo o que aconteceu: o Tucker, assim como você, estava generalizando e vendo a referida reação dos trabalhadores como vinda dos sindicatos dos taxistas. O The New York Times, assim como eu, estava sendo um pouco mais específico, e considerando que os próprios motoristas poderiam estar se movendo e buscando alguma equiparação aos trabalhadores protegidos por leis. Foi isso.



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