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O grande beneficiado pelo capitalismo foi o cidadão comum, e não os ricos e poderosos
Os ricos e poderosos nunca precisaram do capitalismo

Responda rápido: quem realmente foi o grande beneficiado pelo capitalismo?

Se você respondeu "os ricos", você nunca estudou história.

A história nos mostra que todo o progresso industrial, todos os aperfeiçoamentos mecânicos e elétricos, todas as grandes maravilhas tecnológicas da era moderna, e todas as grandes conveniências e facilidades que hoje nos são disponíveis teriam significado relativamente pouco para os ricos e poderosos em qualquer época da história.

Por exemplo: um sistema moderno de saneamento básico, com rede de esgoto e água encanada, teria trazido benefícios adicionais para os ricos da Grécia Antiga? Dificilmente, pois eles tinham servos para lhes garantir todas essas comodidades. Os servos faziam o papel da água corrente.

Os nobres da Roma Antiga teriam maior qualidade de vida caso houvesse televisão e rádio? Improvável, pois eles podiam ter os principais músicos e atores da época fazendo apresentações exclusivas em suas mansões, como se fossem seus serventes.

Roupas manufaturadas, máquinas de lavar, microondas e supermercados? Os ricos e poderosos nunca precisaram se preocupar com essas coisas. Roupas e alimentos eram feitos e mantidos por seus serventes, que lhes entregavam tudo em mãos.

Que tal coisas mais modernas, como máquinas fotográficas ou mesmo smartphones para fazer selfies? Isso teria trazido pouquíssimos benefícios adicionais para os aristocratas da antiga, pois eles podiam simplesmente ordenar que os melhores e mais talentosos artistas do reino pintassem quadros com seus retratos e os retratos de outros membros da realeza.

Avancemos as comparações agora para o mundo moderno. Hoje, no smartphone de cada cidadão comum há inúmeros aplicativos que trazem grandes comodidades. Irei destacar dois: o GPS e os serviços de transporte, como Uber, Cabify e Lyft.

Pergunta: como exatamente os ricos e poderosos são beneficiados por um GPS e pelo Uber? Eles dificilmente precisam dessas duas comodidades, pois raramente dirigem por conta própria e ainda mais raramente pegam um taxi. Além de terem motoristas particulares, eles andam de limusines próprias e viajam de jatinhos, e possuem toda uma equipe de funcionários para esquematizar e cuidar de todos os detalhes de suas viagens.

Por outro lado, pense nos enormes benefícios que o GPS, a Uber e o Cabify trouxeram para o cidadão comum, que agora não apenas pode ir a qualquer lugar com seu próprio carro como também pode se deslocar de forma barata e luxuosa em sua própria cidade. E sem precisar de toda uma equipe de funcionários para fazer os preparativos e arranjos.

Os exemplos são inúmeros e podem ser expandidos infinitamente: desde toda a enciclopédia de informações trazidas pela internet ao cidadão comum (os ricos e poderosos nunca tiveram dificuldade de acesso à informação), passando pelas facilidades de lazer, entretenimento e cultura (hoje, você lê todos os livros em seu smartphone e assiste a todos os filmes na comodidade de sua casa, sob demanda; acesso a livros e filmes nunca foi problema para os ricos e poderosos), e culminando na fartura e na facilidade de acesso à alimentação e moradia.

Nada disso nunca foi problema para os ricos e poderosos. Já o capitalismo disponibilizou tudo para o cidadão comum.

Por isso, Ludwig von Mises sempre dizia que o capitalismo não é simplesmente produção em massa, mas sim produção em massa para satisfazer as necessidades das massas. No capitalismo, os grandes inovadores não produzem artigos caros, acessíveis apenas às classes mais altas: produzem bens baratos, que podem satisfazer as necessidades de todos. 

Ao passo que, séculos atrás, toda a produção funcionava a serviço da gente abastada das cidades, existindo quase que exclusivamente para corresponder às demandas dessas classes privilegiadas, o surgimento e a expansão do capitalismo geraram a produção de artigos acessíveis a toda a população. Produção em massa para satisfazer às necessidades das massas.

Por isso, todas as grandes conquistas do capitalismo resultaram primordialmente no benefício do cidadão comum. Essas conquistas disponibilizaram para as massas confortos, luxos e conveniências que, antes, eram prerrogativa exclusiva dos ricos e poderosos.

Uma porção desproporcional dos benefícios do capitalismo, do livre mercado, da inovação, da invenção de novos produtos, do comércio e dos avanços tecnológicos vai para o cidadão comum, e não para os ricos e poderosos.

Eis o que disse Joseph Schumpeter sobre o poder do capitalismo em aprimorar o padrão de vida dos comuns:

O motor do capitalismo é, acima de tudo, um motor de produção em massa, o que inevitavelmente também significa produção para as massas. [...]

Verificar isso é fácil. Sem dúvidas, há bens e serviços disponíveis hoje ao cidadão comum atual que o próprio Luis XIV adoraria ter: por exemplo, a odontologia moderna. [...] Por outro lado, a luz elétrica não representaria um grande conforto ou dádiva para uma pessoa poderosa o suficiente para comprar um grande número de velas e ter servos para mantê-las constantemente acesas. Até mesmo a velocidade com que se viajava à época não deve ter sido objeto de grande consideração para um cavalheiro tão distinto.

Roupas fartas e baratas, fábricas de seda e algodão, sapatos, automóveis e vários outros bens são as típicas façanhas da produção capitalista. Por si sós, elas não representam aprimoramentos que mudariam enormemente a vida do homem rico e poderoso.

A Rainha Elizabeth sempre teve meias de seda. A façanha do capitalismo não consiste em fornecer mais meias de seda para as rainhas, mas sim em disponibilizá-las para as mulheres trabalhadoras em troca de quantidades de esforço continuamente decrescentes.

Apenas leia esse último parágrafo de novo. Deveríamos estar ensinando isso para as nossas crianças. No entanto, o que elas estão sendo ensinadas neste exato momento é que, sob o capitalismo, os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres, cada vez mais pobres. O exato oposto da realidade.

Conclusão

Progressistas que dizem que todos os ganhos de uma economia de mercado vão para os ricos são ignorantes da realidade que os cerca. Apenas pense no tanto que essas pessoas estão erradas da próxima vez que você usar seu laptop, tablet, smartphone, GPS, Spotify, ou se deslocar utilizando Uber, Lyft ou Cabify.

A única entidade que pode afetar, atrasar e atrapalhar todo esse progresso incrível, dificultando o acesso do cidadão comum a essas comodidades que melhoram seu padrão de vida, é o governo e suas políticas que destroçam a economia e o poder de compra das pessoas.

 

15 votos

autor

Donald Boudreaux
foi presidente da Foudation for Economic Education, leciona economia na George Mason University e é o autor do livro Hypocrites and Half-Wits.


  • Edson  10/03/2017 15:08
    Soberbo, conciso e maravilhoso artigo, demonstrando pela enésima vez como os oponentes do livre mercado na verdade prejudicam as mesmas pessoas que alegam estar defendendo e protegendo.
  • Tião Ribeiro  08/04/2017 15:41
    Concordo totalmente com o articulista. Sugiro de tal esclarecimento seja levado, de forma a mais compreensivel possivel, para que as pessoas possam fazer as devidas comparações e não sejam mais enganadas pelo bla-blá-blá do petralhas e outros esquerdistas privilegiados.Falei!!!
  • Inativo  10/03/2017 15:08
    Off topic -

    Vocês acham que o saque do FGTS deverá causar um aumento nos preços?
  • anônimo  10/03/2017 15:52
    Não se as pessoas forem inteligentes e ao invés de saírem gastando tudo, pegarem este dinheiro e colocarem em uma aplicação rentável.
    Já foi falado aqui várias vezes que o aumento do consumo sem haver antes um aumento de produção, vai causar um aumento de preços no final.
  • Andre  10/03/2017 16:55
    Difícil, as pessoas irão em sua maioria pagar contas e dívidas, sobrará pouco para o consumo.
  • Leandro  10/03/2017 17:58
    Esse dinheiro já está na economia há muito tempo. Todo o dinheiro do FGTS foi emprestado para a construção civil e para as empreiteiras da Lava-Jato. Não existe dinheiro parado em conta nenhuma.

    Logo, ao sacarem esse dinheiro, a Caixa terá de vender ativos para poder repassar esse dinheiro a esses trabalhadores (daí a necessidade de se escalonar as datas dos saques).

    Em si, a oferta monetária não será alterada. Mas pode haver maior demanda oriunda desses trabalhadores. Consequentemente, alguma pressão localizada em alguns preços de alguns bens e serviços pode ocorrer.

  • reinaldo schroeder  11/03/2017 21:16
    Leandro, você ensina economia em alguma universidade/escola?
    Caso positivo, seus alunos são privilegiados, nunca vi alguém explicar economia de forma tão clara e direta como você.

    Como dizem aqui na cidade " enquanto alguns estão plantando o amendoim, você já comeu a paçoca há tempo"
  • Leandro  12/03/2017 21:24
    Bondade extremada, prezado Reinaldo. Mas não. Nunca tive o mais mínimo interesse em dar aulas.

    Primeiro porque tenho um mero diploma de graduação em economia (não tive interesse em perder mais tempo em universidade). E apenas graduação não permite magistério. E segundo porque, sinceramente, não me vejo qualificado para sair "ministrando aulas". E também não é exatamente algo que me agrade. Gosto de escrever, e não de falar desbragadamente durante um período de tempo pré-determinado e para pessoas que estão ali para me ouvir por obrigação. Tenho pânico da ideia de falar para pessoas que estão ali obrigadas a me ouvir.

    Muito obrigado pelas palavras e grande abraço.
  • MARCIO  12/03/2017 15:40
    Caro Leandro,

    Apenas uma observação: o patrimônio do FGTS não é o patrimônio da CAIXA. A Caixa apenas gere o recurso do FGTS.

    Lembro que hoje o pretendente a tomar financiamento habitacional tem duas fontes principais de recurso: o SBPE e o FGTS.

    No primeiro caso, o banco empresta recurso do seu saldo em contas poupança.

    O FGTS repassa para Caixa, que intermedia, repassando para as construtoras, ou mesmo pessoa física que está vendendo imóvel, o valor que o mutuário irá utilizar.

    Posteriormente a Caixa repassa para o FGTS o valor tomado pelo mutuário a um preço (juros) mais barato do que teria tomado no SBPE.

    Logo a Caixa não tem que vender ativos para isso.

    Grande abraço.
  • Leandro  12/03/2017 21:23
    Prezado Marcio, sei bem que é assim, mas, tecnicamente, não muda nada em termos práticos. Não existe isso de dinheiro parado em alguma aplicação ou conta inativa. Nenhum dinheiro fica trancado dentro de um cofre, apenas aguardando seu momento de saque.

    Todo o dinheiro em formato eletrônico, por definição, foi emprestado para alguém ou repassado para terceiros. Isso vale para FGTS, INSS, previdência do setor público etc.

    Não existe dinheiro parado.

    No caso específico do FGTS, uma parte do dinheiro foi para o BNDES (que financia Eike Batista e as empreiteiras da Lava Jato) e a outra foi para financiar a aquisição de imóveis.

    Logo, para que esse dinheiro seja devolvido para seus donos de direito antes do prazo previsto, o "gerente" deste dinheiro -- independentemente de quem ele seja -- terá de recuperá-lo antecipadamente. E como ele fará isso? Terá de vender ativos.

    De novo: não tem mágica; não existe isso de "dinheiro parado em uma conta inativa" que pode ser sacado a qualquer momento.

    Mesmíssima coisa acontece inclusive com o dinheiro em seu fundo de investimento (como, por exemplo, um Fundo DI). O dinheiro não está ali, paradinho, apenas esperando você passar seu cartão de débito. O dinheiro está na economia. Quando você passa seu cartão de débito, o gerente do fundo tem de vender ativos para que o dinheiro caia na sua conta.

    No caso do FGTS, tanto é verdade que o dinheiro não está ali disponível, que as datas foram escalonadas em vários meses. Estivesse o dinheiro realmente "parado na conta", a restituição não dependeria da escalonagem de datas; ela poderia acontecer a qualquer momento.


    P.S.: eu nunca disse que o patrimônio do FGTS é "patrimônio da Caixa". Isso simplesmente nunca apareceu em meu comentário.
  • Tulio  15/03/2017 23:24
    Leandro, desculpa a pergunta basica, mas que tipo de ativos a Caixa esta vendendo para realizar os saques?

  • Intruso  15/03/2017 23:26
    Pode ser qualquer coisa, mas o mais comum são títulos do Tesouro em sua posse. Vende para qualquer outro banco ou mesmo para o Banco Central.
  • Fabiano Costa  10/03/2017 15:33
    Não sou economista mas sou entusiasta do assunto. E também novato. Portanto tenham um pouco de paciência comigo. Minha pergunta é: as pessoas que fabricaram nossos laptops, smartphones, GPS e que fornecem Spotify, Uber, Cabify não colhem fartos lucros através do consumo em massa dessas coisas? Eu entendo e concordo plenamente que nós nos beneficiamos com esses produtos, mas eles não foram produzidos para nos beneficiar, eles foram criados, produzidos e vendidos para o lucro dessas pessoas, não?
  • Malthus  10/03/2017 15:36
    Peraí, então o seu problema é que pessoas que produzem coisas têm lucros?! Nossa, isso realmente é um crime! Por essa lógica, pessoas que trabalham em troca de um salário estão no mesmíssimo nível e padrão moral. O salário é o lucro do trabalhador.

    Na prática, a sua queixa é que nós fomos capazes de ludibriar pessoas ricas a trabalhar, produzir e nos fornecer vários bens e serviços ótimos e, em troca disso tudo, demos a elas algum lucro? Taí um arranjo excelente.

    Todos esses ricos idiotas colocando seu capital em risco para coisas que irão nos beneficiar e, em troca, damos eles pedacinhos de papel.

    Ficamos com as roupas, a internet, os smartphones, e os computadores que fazem com que os computadores do século passado pareçam uma piada saída de um filme pastelão, e em troca damos pedacinhos de papel para seus produtores. Quem realmente está sendo servido nesse arranjo?

  • Ex-microempresario  10/03/2017 15:40
    Uma coisa não existe sem a outra, Fabiano. Se o produto não nos beneficiar, não compraremos. Se não comprarmos, não haverá lucro.
  • Escolástico  10/03/2017 15:41
    Acho que o Fabiano está repetindo aquele chavão da "ganância".

    Fabiano, primeiro e acima de tudo, atender aos desejos e demandas de terceiros é o exato oposto da ganância e do egoísmo.

    Segundo, a ganância, na esfera econômica, é normalmente expressa como sendo o "imediato consumo de bens e serviços". Eu pego para mim qualquer coisa que conseguir, sem qualquer consideração para com os outros. No entanto, empreendedores têm de poupar para começar seus negócios. E a poupança é definida como uma abstenção do consumo com o intuito de alcançar objetivos de longo prazo.

    Frequentemente, levam-se meses, e às vezes vários anos, para fazer com que um novo produto ou serviço seja produzido e finalmente colocado à venda no mercado.
    Isso não é exatamente uma demonstração de egoísmo e ganância.

    Adicionalmente, empreendedores têm de trabalhar em conjunto e colaborar com terceiros, construindo equipes com o intuito de alcançar seus objetivos. Ao criar e colocar à venda seus bens e serviços, eles têm — mais uma vez — de se concentrar não em seus próprios desejos e necessidades, mas sim nos desejos e necessidades de terceiros. Isso, também, é o exato oposto de egoísmo e ganância.

    Portanto, o que empreendedores fazem quando buscam o lucro é algo muito maior do que demonstrar interesse próprio. Ao contrário, o lucro é uma medida de quão bons foram os serviços prestados por uma empresa aos seus consumidores. Sob um capitalismo de livre mercado, uma empresa irá ganhar dinheiro somente se os consumidores voluntariamente abrirem mão de seu dinheiro em troca dos produtos e serviços ofertados por essa empresa.

    É somente por meio da melhoria contínua de seus bens e serviços que uma empresa pode crescer e prosperar. E isso irá ocorrer somente se ela se dedicar o bastante para agradar a terceiros. Isso, de novo, é o exato oposto de ganância e egoísmo.

    Se um empreendedor colocar seus interesses próprios acima de tudo, e deixar os interesses de seus consumidores em segundo lugar, seu empreendimento irá fracassar. E, com o tempo, um empreendedor mais altruísta, mais preocupado em agradar terceiros fornecendo-lhes bens e serviços de qualidade, irá tomar o seu lugar.

    Portanto, em sua essência, o capitalismo de livre mercado é uma competição para ver quem fornece mais e melhor; quem mais se preocupa em agradar aos outros. Sim, o interesse próprio se faz presente. Mas a genialidade do sistema capitalista, e que existe apenas no sistema capitalista, é que ele é o único arranjo capaz de transformar o interesse próprio em altruísmo. Empreendedores só conseguem prosperar se satisfizerem os desejos e necessidades de terceiros.

    Um dos mais belos aspectos de uma economia de mercado é que ela é capaz de domar as pessoas mais egoístas, ambiciosas e talentosas da sociedade, fazendo com que seja do interesse financeiro delas se preocuparem dia e noite com novas maneiras de agradar terceiros. No livre mercado, as pessoas utilizam o melhor de suas habilidades para servirem aos seus semelhantes e, com isso, moldarem seu próprio destino.


    Artigos para você:

    O único arranjo econômico que pune o egoísmo e a ganância, e estimula a preocupação com os outros

    Em uma economia de livre mercado, nenhum lucro é "excessivo" - por definição

    Para realmente gerarem valor para a população, empresas têm de ter lucro
    A propriedade privada dos ricos beneficia a todos e é responsável direta pelo nosso bem-estar

  • George  10/03/2017 15:45
    Todos aqueles que já tiveram um negócio próprio, e fizeram grandes sacrifícios para isso, sabem bem o drama do primeiro dia: será que o mundo quer aquilo que tenho a oferecer? Seja um pobre abrindo um simples salão de beleza ou Steve Jobs vendendo um computador da Apple, o sucesso está longe de ser garantido. Com efeito, a única coisa realmente garantida é o fracasso, o qual inevitavelmente ocorrerá caso você não saiba agradar aos outros.

    Essas corajosas almas, os empreendedores que são o núcleo do capitalismo, e que nos fornecem infindáveis benefícios materiais, desde caixas eletrônicos a remédios que salvam vidas, deveriam ser venerados, e não malhados.

    No livre mercado, mesmo que alguém seja egoísta, essa pessoa — para alcançar seus objetivos — terá inevitavelmente de beneficiar terceiros no mercado, fornecendo-lhes bens e serviços de qualidade, e esperando que estes, voluntariamente, consumam seus bens e serviços. E para que elas consumam estes bens e serviços fornecidos pelo egoísta, estes têm de ser de qualidade.

    Desta forma, o egoísmo é domado e direcionado para a cooperação com terceiros, fornecendo-lhes mais opções de consumo e beneficiando-lhes como resultado desta interação.

    O capitalismo permanece sendo a esperança da civilização.
  • Dirk  10/03/2017 15:49
    Exatamente. E esses empresários precisam pegar o excedente (lucro) e reinvestir para aprimorar e baixar ainda mais o custo do seu produto, pois caso contrário outro empresário o fará e ele irá a falência. De certa forma o capitalismo é uma bola de neve de prosperidade, principalmente para os pobres. Pense que a pouco mais de 100 anos, o homem mais rico da terra, Rockfeller, não dispunha das comodidades que qualquer cidadão produtivo hoje possui, como água tratada, energia elétrica abundante, entretenimento e comunicação fartos e a disposição (internet), meios de transporte confortáveis, sistema de saúde incomparável, fora a possibilidade de viajar para outros continentes em questão de algumas horas....
  • euclides de oliveira pinto neto  05/04/2017 13:37
    Pequenas considerações sobre suas afirmativas no texto... Rockefeller nunca foi o homem mais rico do planeta... sempre foi empregado privilegiado dos Rothschilds, estes sim, os homens mais ricos do planeta, há mais de 250 anos... são os "donos" do Federal Reserve System e do IRS (imposto de renda norte-americano), que são empresas privadas... o Federal Reserve imprime o dólar norte-americano, recebe obrigações do Tesouro (com juros, é claro) e cuida para que o IRS receba o dinheiro do povo norte-americano, até com sanções privativas de liberdade para os devedores...você sabe quantos trilhões de dólares já foram impressos desde 1913 ? sabe a quanto monta o total de "derivativos" existentes no mercado financeiro mundial, atualmente ? poderia me informar qual a garantia que nós temos para receber nosso dinheiro, ou seja, converte-lo em ouro (forma como foi vendido ao mundo 1 dólar = 1 onça de ouro (28 gramas de ouro 99,9%-grau garantido de pureza) - será que o governo dos USA possui todo este ouro, guardado em Fort Knox, New York e outros locais "muito seguros" ?
    Não sou economista, mas gosto de ler a respeito do assunto, bem como das diversas teorias que tratam do assunto, pela importância que possui na vida das pessoas e as grandes modificações que ocorrem em virtude das políticas economicas existentes.
    Gostaria de receber matérias a respeito, a fim de buscar aprender um pouco mais sobre o assunto.
  • Alan  05/04/2017 14:03
    Você chegou a este site agora, né? Um dos assuntos mais abordados aqui é exatamente as consequências econômicas de se ter abolido o padrão-ouro. Não, meu caro, não há mais nenhum ouro lastrando nenhuma moeda. Ninguém será restituído em ouro caso tente trocar papel-moeda por ouro. Isso acabou oficialmente em 1933 para o cidadão comum e em 1971 para os bancos centrais.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2308

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1521

    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=678


    P.S.: Essa afirmação sobre o Fed ser privado não é totalmente correta.

    O presidente do Fed é apontado pelo presidente americano, e a autoridade do Fed é derivada do Congresso americano, o qual tem poderes de supervisão sobre o Fed -- embora não tenha, em tese!, poderes sobre a política monetária que este adota.

    Ademais, o presidente do Fed, após ser escolhido pelo presidente americano, precisa ser aprovado pelo Congresso.

    É também o governo quem determina os salários de alguns dos funcionários do alto escalão do Fed.

    Nesse sentido amplo, o Fed é estatal.

    Agora, o Fed é "privado" em dois sentidos:

    1) Suas 12 sucursais (Boston, Nova York, Filadélfia, Cleveland, Richmond, Atlanta, Chicago, St. Louis, Minneapolis, Kansas City, Dallas e San Francisco) são geridas privadamente (é como se as sucursais do Banco Central no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza etc. tivessem gerência privada). Mas elas apenas obedecem às ordens do Fed de Washington, que é quem manda em todo o sistema.

    2) O Fed como um todo não sofre qualquer auditoria política. Trata-se de uma caixa-preta mais impenetrável que a CIA.

    De resto, vale ressaltar que a autorização para o Fed funcionar foi concedida pelo congresso americano no Federal Reserve Act de 1913. Logo, tecnicamente, a existência legal do Fed também depende do governo.
  • Adriel Felipe  10/03/2017 15:50
    Fabiano

    Exatamente, mas qual o problema de lucrar? Ora, se eu pago a Uber é porque eu preciso ser transportado e se a Uber me fornece transporte é pq ela precisa de dinheiro. Houve apenas uma troca vantajosa para os dois lados. Nós dois saímos no lucro. Eu só ofereci dinheiro pq precisava de transporte, não foi nenhuma bondade minha com os empresários e motorista da mesma forma que a Uber não vai me oferecer transporte sem algo em troca.
  • Marcelo  10/03/2017 16:45
    Todo projeto que tu faz você tem que levar mais em consideração o usuário final do que o interesse do investidor. Não adianta nada atender todas as expectativas de quem custeia e não atender o consumidor. Colocando este no topo da cadeia, transforma cada vez mais luxo em larga escala, por isso o liberalismo econômico é lindo
  • Andr%C3%83%C2%A9  10/03/2017 16:55
    Caro Fabiano.

    1) Tire da cabeça que lucrar é errado. Ninguém trabalha de graça ou para ter prejuizo, nem eu, nem você, nem qualquer trabalhador ou empresário.

    2) Mesmo que o capitalista lucre muito com os serviços que presta, em um mercado livre, ele lucra porque presta bom serviços. Se ele paga mal aos funcionários, ele corre o risco de perder funcionários eficientes porque outro irá aparecer ofertando salários melhores. Se ele cobra muito caro pelo produto ou o produto for ruim, o consumidor simplesmente irá atrás de outra empresa. Simples assim.

    3) Lucros abusivos existem, mas sabe onde existem? Em setores monopolizados, pois há pouca ou nenhuma concorrência. O empresário pode cobrar caro ou oferecer produtos ruins pela falta de alternativas. E olhe só, os setores mais monopolizados são setores com alta regulação governamental (automotivo, bancos, telefonia, energia, água, aviação, transporte, combustiveis, etc.). Os donos dessas empresas gostam do controle estatal sob esses setores, porque impede a entrada de novos concorrentes que poderiam desbanca-los, além disso, o Estado frequentemente lança subsidios para esses setores por serem estratégicos.

    Epa, mas perai? Não era o capitalismo responsável pela pobreza e o Estado quem defende o pobre? Como é que o mesmo fermenta empresas ruins com serviços podres e produtos caros? Como pode isso? Como pode o nosso Estado impedir que o mercado nos ofereça bons serviços por preços baixos, como ocorre em outros países? (Desculpe o sarcasmo).
  • Pobre Paulista  10/03/2017 17:11
    Entenda o básico: O Lucro é o salário do empreendedor.

    Ninguém trabalha de graça, especialmente o empreendedor.
  • Max Rockatansky  10/03/2017 18:11
    "mas eles não foram produzidos para nos beneficiar"

    Como assim? O Iphone só trouxe benefício para o Steve Jobs?


    Meu caro, se receber lucro é "feio", receber "salário" também é feio. Não há nada moralmente diferente entre receber uma coisa e outra.
  • WDA  10/03/2017 23:05
    Eles foram criados para dar lucros a essas pessoas, mas para obter tal lucro seria necessário que os consumidores comprassem tais produtos. Uma das maneiras de as pessoas desejarem algo a ponto de estarem dispostas a dar algo de seu para obtê-lo é precisamente criando algo que as beneficie.

    Ademais, a motivação de obter lucro e a de beneficiar alguém através do produto ou serviço que você criou e está ofertando não são mutuamente excludentes.

    O que você mesmo disse revela quão positiva tende a ser a busca de lucro num sistema capitalista. Mesmo que o objetivo do sujeito seja totalmente individual e egoísta, a pura busca de lucro para si, numa sociedade realmente capitalista ele terá de fazê-lo criando algo que os demais valorizam e desejam a ponto de quererem trocar com o sujeito algo que eles próprios produziram por aquilo que ele produziu.

    Por outro lado, forçar as pessoas a trocarem com ele seria uma atitude anti-capitalista, pois minando as bases em que uma sociedade precisa se sustentar para permanecer capitalista.
  • Antunes  10/03/2017 16:55
    Esse artigo, acredito que meio que involuntariamente, me fez finalmente ter um lampejo: agora ficou mais claro o motivo de os artistas milionários e todo aquele beautiful people do show bizz terem discurso anti-capitalista, votarem em socialistas e defenderem políticas socialistas.

    De fato, as benesses criadas pelo capitalismo nunca fizeram muita diferença para eles; eles sempre tiveram pessoas para fazer tudo por eles. Vocês acham que artista da Globo e estrelas de Hollywood lavam as próprias roupas no tanque, passam ferro, colocam a roupa para secar, lavam pratos, esquentam a própria comida, fazem o próprio café da manhã, levam o carro para abastecer, andam de Uber, utilizam GPS etc.?

    Para eles, repletos de mordomos, empregados e motoristas, a invenção da máquina de lavar, do microondas, da secadora, do GPS, dos aplicativos de carona, bem como a expansão do agronegócio, não fizeram a mais mínima diferença. Para eles, tudo sempre surgiu prontinho, como que por encanto, em sua frente. É só estalar o dedo e tudo surge.

    Eles nem sabem de onde tudo vem.
  • Marcio Porto  10/03/2017 17:19
    Eu apenas colocaria a tecnologia a frente neste contexto. O Capitalismo é uma ferramente de recompensa. A tecnologia sim, ampliou os benefícios a mais pessoas, inclusive aos pobre que hoje usam telefone celulares e etc. A vantagem do capitalismo com relação ao socialismo como ambiente propício a inovações e novas tecnologias, esta justamente em promover um ambiente mais diverso, mais liberdade e mais competitivo, que permite a evolução das ideias e consequentemente das novas tecnologias.
  • Charles  10/03/2017 17:26
    Você se contradiz quando diz que colocaria a tecnologia à frente do capitalismo e, em seguida, mesmo que inconscientemente, afirma que o segundo é pré-requisito do primeiro.

    A capacidade de evoluir a tecnologia vem justamente do acúmulo de capital.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2535
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2531
  • Lel  10/03/2017 18:10
    Charles, quem gosta de cometer um erro semelhante são os cientificistas americanos e os pesquisadores das universidades que recebem financiamento do governo.

    Adoram argumentar que sem pesquisas bancadas pelo governo, a tecnologia não teria avançado como avançou. Um argumento semelhante ao do "Estado empreendedor".

    Seria uma boa o IMB colocar no site um novo artigo refutando diretamente esse mito.
  • distributista  10/03/2017 17:52
    No antigo sistema de corporações de ofícios, os artesãos eram donos dos seus instrumentos e objetos de trabalho, produziam com habilidade pessoal cada artigo em sua casa-oficina, do começo ao fim, para um mercado pequeno e estável e colhiam os resultados financeiros de sua atividade.

    Antes de revolução industrial, a casa de um homem também era o seu local de trabalho. Para o camponês e o artesão, o "dia de trazer o filho para o escritório" era todo dia. Pai e filho trabalhavam lado a lado, do nascer ao pôr do sol. Os pais ensinavam pelo exemplo, não apenas inserindo seus filhos no ofício, mas transmitindo aos poucos lições sobre trabalho árduo e virtude.

    Essa relação foi quebrada pela Revolução Industrial. O capitalismo moderno, com a grande indústria, separou a família da oficina de trabalho. Esta foi substituída pela fábrica, na qual se dá uma concentração de trabalhadores que vêem reduzida ao mínimo a convivência no lar doméstico.

    No artesanato, há o trabalho em família, mas na grande indústria isto se torna impossível. Desta forma, a família deixou de ser unidade de produção para continuar apenas como unidade de consumo.
  • Historiador Honesto  10/03/2017 18:13
    Embora tenha sido claramente irônico, vale aproveitar o gancho: você, involuntariamente, acabou dizendo uma coisa certa: sim, o capitalismo acabou com as guildas e com as reservas de mercado, abrindo todos os setores à livre concorrência.

    E foi exatamente isso que protecionistas jamais perdoaram.

    O sistema pré-capitalista de produção -- esse que você descreveu com irônico romantismo -- era restritivo. Toda a produção se dava sob o sistema de guildas, as quais eram organizadas em um esquema corporativista (as corporações de ofício). Tal esquema se opunha fervorosamente a qualquer tipo de inovação. Ele proibia qualquer variação e divergência dos métodos tradicionais de produção. Era extremamente limitado o número de pessoas para quem havia empregos até mesmo na agricultura ou nas artes e trabalhos manuais.

    E toda a produção era destinada exclusivamente à aristocracia feudal.

    Sob essas condições, vários homens comuns, para utilizar as palavras de Malthus, descobriram que "não havia vagas para eles no lauto banquete da natureza", e que ela, a natureza, "o ordenava a dar o fora". Porém, alguns destes proscritos ainda assim conseguiram sobreviver e ter filhos. Com isso, fizeram com que o número de desamparados crescesse desesperadoramente.

    Mas então surgiu o capitalismo. É costume, como você fez com inteligente ironia, ver as inovações radicais do capitalismo substituir os mais primitivos e menos eficientes métodos dos artesãos pelas fábricas mecanizadas. No entanto, esta é uma visão bastante superficial. A feição característica do capitalismo que o distinguiu dos métodos pré-capitalistas de produção era o seu novo princípio de distribuição e comercialização de mercadorias.

    As artes e os trabalhos manuais dos velhos tempos eram voltados quase que exclusivamente para os desejos dos abastados aristocratas. Já o capitalismo era produção em massa para satisfazer as necessidades das massas.

    E então surgiram as fábricas e começou-se a produzir bens baratos para a multidão. Todas as fábricas primitivas foram concebidas para servir às massas, a mesma camada social que trabalhava nas fábricas

    Elas serviam às massas tanto de forma direta quanto indireta: de forma direta quando lhes supriam produtos diretamente, e de forma indireta quando exportavam seus produtos, o que possibilitava que bens e matérias-primas estrangeiros pudessem ser importados. Este princípio de distribuição e comercialização de mercadorias foi a característica inconfundível do capitalismo primitivo, assim como é do capitalismo moderno.

    O capitalismo, em conjunto com a criatividade tecnológica, foi o que livrou o Ocidente do fantasma da armadilha malthusiana. Antes da Revolução Industrial, as populações crescentes pressionavam inexoravelmente os meios de subsistência. Porém, quando as fábricas de Manchester, na Inglaterra, começaram a atrair um volume maciço de pobres que estavam ociosos no meio rural, e quando elas passaram a importar trigo barato, Malthus se tornou um profeta desacreditado em sua própria Grã-Bretanha.

    Como acabou ocorrendo, toda a criatividade e inventividade que o capitalismo desencadeou se refletiu nas estatísticas de natalidade: pessoas de classe média que não mais necessitavam gerar famílias grandes para ter filhos que trabalhasse e ajudassem no sustento começaram a limitar a quantidade de filhos.

    Essa combinação entre famílias menores e uma aplicação mais engenhosa da ciência à agricultura acabou com o problema da inanição no Ocidente. A partir daí, a pobreza deixou de ser predominante e passou a ficar restrita a um número cada vez menor de pessoas.

    Foi a abolição do sistema de guildas, uma façanha do capitalismo, o que permitiu a multiplicação das famílias. Por isso, todo indivíduo pró-família tem de ser pró-capitalismo.
  • anônimo  10/03/2017 18:34
    Historiador honesto, uma coisa que eu queria saber. Thomas Woods diz que os escolásticos católicos eram contra o sistema de guildas. Mas ele faz citações. Vc possui algumas citações dos escolásticos e os santos doutores de igreja sobre as guildas?
  • Fabrício  10/03/2017 18:47
    Tem um livro inteiro sobre isso. Aqui alguns trechos:

    bit.ly/2neB5cL

    Também segundo o historiador Raymond de Roover "I do not find evidence in their [dos escolásticos] treatises that they favored the guild system, […] which is so often pictured as an ideal organization for Christian society or is recommended as a panacea against the evils of modern industrialism."
  • Taxidermista  10/03/2017 20:38
    Dois livros do próprio Thomas Woods:

    "How the Catholic Church Built Western Civilization":
    www.regnery.com/books/how-the-catholic-church-built-western-civilization/

    "The Church and the Market":
    rowman.com/ISBN/9780739187999/The-Church-and-the-Market-A-Catholic-Defense-of-the-Free-Economy-Revised-Edition


    E o livro do Alejandro Chafuen:

    "Faith and Liberty
    The Economic Thought of the Late Scholastics":
    rowman.com/ISBN/9780739105405/Faith-and-Liberty-The-Economic-Thought-of-the-Late-Scholastics-2nd-edition
  • Ex-microempresario  10/03/2017 20:03
    Como vc mesmo confessa no primeiro parágrafo:

    "produziam com habilidade pessoal cada artigo [...] para um mercado pequeno e estável "

  • Fernando FNC  10/03/2017 20:05
    O que um cidadão comum fazer para acelerar o Brasil em direção a liberdade econômica?
  • Luis  10/03/2017 21:47
    Eu diria que usar os argumentos que voce aprende lendo o IMB quando for oportuno em uma conversa.
  • Ricardo S. I.  11/03/2017 00:23
    Boa resposta... Ou ainda, liderando ou apoiando lideranças... Que defendam ideias que ampliem a liberdade e tenham boas chances de funcionar e gerar uma "onda virtuosa".

    Eu acredito que coisas boas podem ser contagiantes, se forem disseminadas de forma planejada. Campanhas locais podem tomar proporções continentais rapidamente se bem pensadas e com pessoas muito talentosas envolvidas.
  • Andr%C3%83%C2%A9  11/03/2017 03:37
    O ponto por onde começar é ir eliminando a mentalidade que o indíviduo precisa do estado até para fazer seu no. 2. Basta ver nos jornais inumeras reclamações de cidadãos de bairros menos favorecidos exigindo uma providência do estado para um problema que eles mesmo poderiam resolver.

    Exemplo: Vi no jornal sobre o "drama" de moradores de um bairro que tinham problemas com empoçamento de água em rua de terra batida. Entrevistado disse que a rua nunca foi asfaltada e todo ano, durante o periodo chuvoso, a água empoça ao longo da rua, perto do mato, o que também ajuda a proliferar mosquitos (dengue incluso).

    Pois bem, se esse problema é recorrente e a prefeitura há anos que não faz nada, como clama o entrevistado, então o que impede as pessoas de pegarem umas pás e ajeitarem o curso de água da rua? e de cortar o mato? Ninguém que apareceu na camera parecia tetraplégico, então assumo que vários moradores tinham condições de usar uma pá. O que impede?
  • Tarantino  12/03/2017 22:00
    O poroblema é que todos pagam (coercitivamente) impostos que deveriam ser utilizados para esse fim, mas não o são. Pagar impostos e ainda ter de comprar ferramentas e por a mão na massa não é exatamente agradável, mas em alguns casos é a única coisa que funciona. Se o pagamento de impostos não fosse obrigatório, quem sabe...
  • Tradutor Liberal  10/03/2017 23:21
    Traduzi um artigo interessante sobre o impacto do IRPJ na Grã-Bretanha:

    https://tradutorliberal.wordpress.com/2017/03/10/imposto-de-renda-pessoa-juridica-na-gra-bretanha/

    PS: Humildemente, deixo à disposição para republicar aqui no IMB se o editor Leandro achar pertinente.
  • Arrumador de links  11/03/2017 14:14
    Tradutor liberal, o link estava quebrado:

    https://tradutorliberal.wordpress.com/2017/03/10/imposto-de-renda-pessoa-juridica-na-gra-bretanha/
  • Tradutor Liberal  11/03/2017 22:04
    Obrigado por avisar!

    Segue link correto:
    tradutorliberal.wordpress.com/2017/03/10/imposto-de-renda-pessoa-juridica-na-gra-bretanha/

    Pode acessar também pela página inicial pois é a última postagem:
    tradutorliberal.wordpress.com

    Abraços!
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  11/03/2017 15:42
    O capitalismo é o melhor sistema e deve ser aprimorado eternamente.
  • Poeta Coleridge  11/03/2017 18:48
    "Responda rápido: quem realmente foi o grande beneficiado pelo capitalismo?"

    Resposta: Pessoas que têm dinheiro.


    Se você vive num mundo capitalista e não têm dinheiro, você está condenado.

    Tudo é movido por dinheiro, as pessoas,as relações...tudo vira mercadoria.
  • Auxiliar  11/03/2017 19:47
    Curiosamente, você até que está certo, só que pelos motivos errados.

    Sim, no capitalismo genuíno -- isto é, no arranjo em que ninguém é privilegiado pelo governo --, só ganha dinheiro quem tem algo a oferecer em troca.

    Se você sabe prestar um bom serviço ou produzir um bem demandado por alguém, você ganha dinheiro.

    Já se você não sabe fazer nada, não sabe fazer absolutamente nenhum serviço, não tem utilidade nenhuma, e não sabe produzir porcaria nenhuma -- em suma, se você não tem nada de útil a oferecer para ninguém (nem uma simples lavada de carro ou uma cortada de grama) --, você de fato não terá dinheiro nenhum.

    No capitalismo puro, o dinheiro nada mais é do que um "certificado de performance": se você prestou um bom serviço ou produziu algo demandado, você ganha um certificado atestando esse seu bom desempenho. E este certificado é o dinheiro.

    Agora, você teria razão, aí sim, de reclamar que muitas vezes o dinheiro não dá pra nada (por causa da inflação e dos impostos) ou que você não tem a oportunidade de encontrar um emprego. Tudo isso procede.

    Só que aí você, caso seja intelectualmente honesto, tem de apontar o dedo para o verdadeiro culpado.
    1) Quem é que detém o monopólio da moeda e, consequentemente, adota políticas que destroem o poder de compra dessa moeda, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

    2) Quem é que, ao estimular o setor bancário a expandir o crédito — e, com isso, fazer com que a inflação de preços se mantenha continuamente alta —, intensifica a redução do poder de compra dos mais pobres?

    3) Quem é que, ao incorrer em déficits orçamentários e com isso desvalorizar a moeda e a taxa de câmbio, não apenas aniquila o poder de compra dos mais pobres, como também os impede de utilizar seu já escasso poder de compra para adquirir produtos importados, o que melhoraria bastante seu padrão de vida e bem-estar?

    4) Quem é que, além de desvalorizar a moeda, a taxa de câmbio e gerar inflação de preços, ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial — e, com isso, impedir duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

    5) Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

    6) Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

    7) Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

    8) Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

    9) Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

    10) Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, elereceba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

    Após responder a todas as perguntas acima (dica: a resposta é a mesma para todas elas), você finalmente começará a entender quem realmente cria as distorções.




    Eis um artigo curto e rápido para você ler neste sábado (não vai levar mais do que 3 minutos):

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2194


    E este outro, que expande tudo o que foi dito acima e que apresenta links para substanciar cada afirmação:

    www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=2383

  • Poeta Coleridge  11/03/2017 20:51
    Sim, no capitalismo genuíno -- isto é, no arranjo em que ninguém é privilegiado pelo governo --, só ganha dinheiro quem tem algo a oferecer em troca.

    Mas isso é terrível, amigo.


    Um niilismo invade o meu ser
    ao refletir sobre isso




  • Guilherme  13/03/2017 00:02
    Ah, entendi. Então você quer ganhar dinheiro sem oferecer nada em troca.

    Você quer poder consumir os frutos do trabalho alheio sem ter produzido nada em troca para essa pessoa.

    Você, na prática, quer viajar de avião, se hospedar em hotéis chiques, comer bem e viver luxuosamente sem ter de trabalhar para isso.

    Você, em suma, quer escravizar terceiros. Você quer que os outros produzam para lhe atender sem que você também tenha de produzir coisas em troca para atender essas pessoas. Você quer ter tudo na mão sem ter de trabalhar para isso e sem servir a ninguém.

    Isso é uma ideologia de espertalhões.
  • Poeta Coleridge  13/03/2017 01:17
    Não te incomoda ter sempre que oferecer algo pra poder receber ?

    Você nasceu pelado,sem dente...e sem um tostão no bolso !!!
  • Carlos Lima  13/03/2017 02:10
    nem espertalhões eles são. na verdade são vagabundos. ou funcionários públicos, o que dá no mesmo. se fossem espertos não matariam a galinha dos ovos de ouro. outro dia entrei em rota de colisão com um desses detratores do capialismo que mamam nas tetas do estado. sugeri a ele, após ouvir seu nauseante argumento de que o capitalismo é a raiz de todos os males, que ele implantasse o socialismo na faculdade onde ensina, começando por somar todos os salários, de reitor a asg, e dividir pelo número de parasitas que lá trabalham. lógico que ele não topou. o q ele quer é viver do dinheiro roubado de quem produz riqueza. sugiro a quem tem esses acessos de niilismo por viver num país que tenta ser capitalista, que se suicide, se o fardo estiver muito pesado.
  • Bartolo  11/03/2017 21:15
    "Se você vive num mundo capitalista e não têm dinheiro, você está condenado"


    Isso, vamos acabar com o (que resta de) capitalismo e para todos serem condenados a comer cachorros nas ruas:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2410
  • saoPaulo  18/03/2017 21:10
    Tudo é movido por dinheiro, as pessoas,as relações...tudo vira mercadoria.
    Você só se esquece de um pequeno detalhe: bebês.
    Se tudo realmente fosse movido por dinheiro, sociedades capitalistas já teriam se estinguido há muito tempo, já que ninguém teria filhos. Eu tenho, e posso te garantir que, em termos financeiros, não é nada lucrativo.
    Aposto que você, além de não ter filhos, deve sofrer de alguma sociopatia para escrever uma idiotice destas...
  • Silva  12/03/2017 00:01
    Pessoal do MisesBR, voces estão planejando alguma coisa (artigo, podcast etc) sobre os 100 anos do embaixador Meira Penna? Esses dias estava relendo algumas partes de 'O Dinossauro'. Livro fantástico!
  • Soldado Universal  12/03/2017 16:17
    O socialismo só pode ser feito com a homosexualização das pessoas.

    O objetivo é tornar as pessoas frágeis e delicadas via doutrinação cultural.

    O socialismo não pode ser implatando em um país de autonômos.

    Esse coletivismo é resultado de doutrinação cultural LGBT, que torna as pessoas dependentes, frágeis e delicadas.
  • Andr%C3%83%C2%A9  13/03/2017 20:16
    Epa, amigo, perai. Cuidado com esse comentário. Orientação sexual nada tem a ver com orientação política. Uma não é causa nem consequência da outra.

    O máximo que você pode afirmar é que talvez existam muitos estatistas entre os grupos LGBT, o que acaba influenciando o modo que eles agem.

    No mais, uma pessoa de sexualidade não hetero só quer viver sua vida normalmente, sem que pessoas fiquem enxendo o saco ou olhando torto. Se existem estatistas entre os LGBT, paciência.
  • Capital Social  12/03/2017 18:12
    O capitalismo gera cartéis, basta ver os computadores.

    Intel, Nvidia, AMD Radeon e acabou..

    Me fale outra marca de chipset de placa de video no mercado?
    Me fale outra marca de processador no mercado?

    Puta de um cartél isso, mesma coisa na internet.

    Youtube, Ebay e afins dominão tanto que não deixa nenhuma outra surgir e competir. Ou compra as mesmas ou simplesmente faz dump e quebra elas.
  • Aurélio  12/03/2017 22:00
    Embora claramente irônico, vale uma resposta.

    Para começar, monopólio significa, por definição, restrição à liberdade de entrada. E a única entidade com poderes para restringir a liberdade de entrada é o governo.

    O governo impede a entrada de concorrentes em alguma dessas áreas? Em qual? Pois é.

    Qualquer pessoa é totalmente livre para entrar e concorrer com essas marcas. Por que não o fazem? É simples: porque os consumidores se mostram satisfeitos com os serviços ofertados por elas. Porque reconhecem a eficiência, a qualidade e o preço.

    A concorrência está lá, mas ninguém quer utilizá-la. Isso não é monopólio. E eu lhe garanto que Google, Microsoft, Intel, Nvidia e AMD só mantêm sua qualidade justamente por saberem que, se derraparem, os consumidores podem imediatamente cair nos braços dos seus concorrentes. A concorrência, mesmo que hoje estando sem mercado, consegue manter os líderes em aprumados, sempre buscando se aperfeiçoar.

    Muitos também citam o Google. Ora, há mais de uma dúzia de concorrentes do Google, por exemplo. Por que você não os usa? Bing, DuckDuckGo, Blippex, Wolfram Alpha, Blekko, Naver, Yandex, Pipl, Baidu, Yacy e StartPage estão aí, [link=g1.globo.com/mundo/noticia/2013/07/google-conheca-as-alternativas-ao-gigante-das-buscas.html]implorando para você utilizá-los.

    Por que você não os utiliza? Simples: porque você reconhece que os serviços fornecidos pelo Google são os melhores. Consequentemente, você voluntariamente privilegia o Google em detrimento dos outros. Você não quer abrir mão da qualidade e da praticidade do Google, né? E ainda o critica justamente por lhe fornecer todas essas comodidades.

    "Youtube, Ebay e afins dominão tanto que não deixa nenhuma outra surgir e competir. Ou compra as mesmas ou simplesmente faz dump e quebra elas."

    O legal é que, normalmente, as críticas aos "monopólios" dizem que eles elevam os preços e diminuem a qualidade. Já você está dizendo que há um "monopólio" que está praticando dumping e fornecendo seus serviços de graça! Eu mesmo nunca tive de pagar um centavo para usar YouTube. E sou usuário assíduo destes serviços.

    Quero mais "monopólios" assim!


    P.S.: veja que gozado: outro dia um cara veio aqui fazendo a mesmíssima pergunta que você, só que ele reclamou que a AMD não era páreo para a Intel. Já você está dizendo que ambas AMD são dominadoras. Ou seja, vocês reclamam da mesma coisa, mas cada um aponta diferentes "monopolista". Cheguem a um consenso, por favor.

    P.S.2: um bom artigo sobre o assunto: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1057
  • Andre C.  12/03/2017 22:04
    Como adendo à ótima resposta do Aurélio, vale também enfatizar que nenhuma das empresas que o Capital Social citou são vitais para o ser humano. Você pode viver, e muito bem, sem computadores e vídeos de internet. Nenhum desses são bens vitais.

    Agora, a Intel não é um monopólio e não pode cobrar o que bem entender, mas somente o que o mercado está disposto a pagar. Se você acha que um Xeon a R$2.000,00 é muito é porque você não entende esse mercado (chips de alta performance). Placas GPU multicore da NVidia podem custar o dobro facilmente.

    Por fim, a verdadeira desgraça do monopólio, e da qual ninguém fala, está no monopólio estatal. E sobre produtos realmente cruciais.

    Coisas vitais como água (sem água você morre, correto) e saneamento são monopolizados (água é sim um monopólio) pelo estado e, consequentemente, acabam não sendo consumidos pela maioria da população da Terra. E, pasmem, mesmo no Brasil, somente 63,9% (segundo as estatísticas governamentais, as quais, a gente sabe, são pra lá de minimizadas) das residências tem acesso à água. E não, você não pode furar um poço sem a explícita aceitação governamental. Nem tampouco você pode vender (ou mesmo dar) água encanada para seus vizinhos (no caso de você ter um poço, mesmo que ilegal).

    E não adianta ter dinheiro: moro em uma casa em Manaus, cidade banhada pelo maior rio do planeta e pelo 10 maior rio do planeta, em um terreno de 630m2, que conta com 5 ar condicionados, 5 TVs e todas as demais comodidades modernas e, ainda assim, a companhia de água não tem um sistema de distribuição que leve água a minha casa. Resultados, furamos um poço de 65m.

    O que você (e um eventual leitor) não entendem é o conceito de monopólio. Nem tampouco entende que um monopólio somente pode existir por questões governamentais e jamais técnicas. Produtos de tecnologia somente conseguem uma sobrevida por causa de patentes (ou seja, governo). Sem elas, chips e softwares poderiam ser copiados livremente, tornando o acesso mais fácil a estes produtos, levando as empresas a ter que inovar cada vez mais.

    Produtos que teriam muito fácil o acesso da população, como água, somente faltam no Brasil por causa do governo. Uma empresa privada jamais poderia se vangloriar de ter um monopólio se não fosse esse antro de corrupção que é o governo.
  • anônimo  13/03/2017 12:58
    O capitalismo foi criado por Deus.
    O direito a propriedade é reconhecido no 8º mandamento "Não Furtarás" Ex.20:15. A propriedade é protegida por Deus.

  • Manoel  13/03/2017 13:03
    Off:

    Vocês viram a última daquela senhora chamada Dilma Rousseff?

    Essa senhora está dizendo aos quatro ventos que o "erro" dela foi "baixar impostos". Isso mesmo. A mulher falou isso lá na Suíça.

    E agora insistiu dizendo que foi expelida do governo em virtude do seu "sucesso" para "acabar com regime neoliberal de redução de impostos".

    Para essa senhora, "crises econômicas" são causadas por "diminuição de impostos".

    É tão espantoso quanto inacreditável.
  • Rodrigo Fernandes Moreira  13/03/2017 14:24
    Leandro,

    Aqui no Canadá, há um grande polêmica sobre a existência ou não de uma bolha imobiliária.

    Sem querer abusar da sua boa vontade, dá para emitir uma opinião sobre isso apenas com uma olhada rápida para alguns indicadores ou esse é o tipo de coisa que demandaria uma longa análise?
  • Leandro  13/03/2017 15:20
    Ih, rapaz, vou ficar lhe devendo essa. Nada sei sobre as peculiaridades do mercado imobiliário do Canadá. Qualquer coisa que eu falasse a este respeito, mesmo munido de algumas estatísticas específicas, seria mero chute de minha parte, configurando falta de ética e profissionalismo.

    O que sei sobre o Canadá é aquilo que está disponível publicamente: a expansão do crédito por lá está bastante forte. Não é nada improvável que boa parte disso esteja indo para o setor imobiliário.

    cdn.tradingeconomics.com/charts/canada-loans-to-private-sector.png?s=canadaloatoprisec&v=201703102023t&d1=19170101&d2=20171231

    Se estiver, então realmente pode estar havendo a formação de uma bolha. Quão grande e quão séria? Não faço ideia.
  • Rodrigo Fernandes Moreira  13/03/2017 15:32
    Muito obrigado!
  • Rodrigo Fernandes Moreira  16/03/2017 01:46
    Por coincidência, acabou de sair este artigo no Mises Canada:

    https://www.mises.ca/canada-flagged-for-recession-by-bis/
  • Bruno Feliciano  13/03/2017 15:27
    Pessoal, alguém viu sobre o João Dória se dizer liberal?

    Tem uma teoria sobre ele ser um liberal clássico e que todo esse seu discurso é somente pra adentrar ao estado, ou seja, ele usa termos social-democratas porque é mais aceitável pela opinião pública mas no fundo ele fará reformas mais liberais. Meio que uma ''estratégia''.

    Acham que isso faz algum sentido?
    Por exemplo, nas eleições dos EUA ano passado, ele queria que a Hillary ganhasse, sera que ele mentiu ou de fato é um democrata? Parece que ele tem brigado com o pessoal do PSDB também..


    O que acham? Se ele fosse presidente, votariam nele?


    Abraços
  • Anarco-pragmático  13/03/2017 19:18
    Se a escolha fosse entre ele, Lula, Ciro Gomes, Bolsonaro e toda a fauna da extrema-esquerda, então eu apertaria na urna o número do Dória até os botões afundarem.

    E torço para ele se filiar ao PMDB. Aí ele conseguiria aprovar absolutamente quaisquer reformas importantes.
  • Bruno Feliciano  13/03/2017 20:57
    Penso exatamente assim também.

    Mas veja, PMDB sem chances dele se filiar, mas continuando no PSDB, acho que conseguiria aprovar sim, afinal o PMDB e o PSDB não estão na mesma base? Não rolou ministério pra eles?
    Porque não seria possível uma coligação com o PMDB como fez a Dilma?

  • Augusto  13/03/2017 23:41
    Tucano não tem fibra para fazer reforma. Eles tremem de medo feito donzelas virgens perante a simples hipótese de serem chamados de "neoliberais". Jamais confie num tucano; eles afinam na hora H.

    Meio Michel Temer tem mais fibra e coragem que quatro tucanos juntos. Torço pela reeleição de Temer.
  • Bruno Feliciano  14/03/2017 02:50
    Augusto, temer se reeleger é impossível.
    E pior: Ele esta agora remando pra conseguir chegar em 2018 no poder, simplesmente tentando terminar o mandato.
    E ele não esta com essa bola toda, o solo esta cedendo e logo menos esse apoio todo já era!




    Abraços
  • Nando  14/03/2017 09:12
    Augusto,

    O Temer está detonando o país. O governo Temer já acabou. Não vai ter reforma.

    O cara está deixando uma dívida de mais de 250 bilhões em dois anos.

    Temer é Dilma. Dilma é Temer.

    Essa gente de Brasília só quer reformar o crime.







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