
Antes de escrever um artigo do tipo, é necessário saber a diferença entre Estado e estado. ;D Responder
Gabriel, por favor me explique, qual a diferença entre estado e Estado? E me explique também se essa diferença não fica auto-evidente ao ler o texto. Esse seu comentário me faz pensar se vc não teria sido uma vítima de estudo em excesso para o vestibular e questões (imbecilizantes) de múltipla-escolha. Agora vamos supor q seu comentário realmente seja bem fundamentado, vc não acha q confundir estado com Estado deve ser algo bastante aceitável em um país em q o pagador de impostos é chamado de contribuinte? Responder
Carta ao leitor Uma questão de estado
A partir desta edição VEJA passará a grafar a palavra estado com letra minúscula. Se povo, sociedade, indivíduo, pessoa, liberdade, instituições, democracia, justiça são escritas com minúscula, não há razão para escrever estado com maiúscula. Os dicionaristas aconselham o uso de capitular quando a palavra for usada na acepção de "nação politicamente organizada", como prescreve o Aurélio. Seu rival Houaiss também assevera que estado nesse sentido se grafa com maiúscula. Vale a pena contrariá-los.
Escrever estado com inicial maiúscula, quando cidadão ou contribuinte vão assim mesmo, em minúsculas, é uma deformação típica mas não exclusivamente brasileira. Os franceses, estado-dependentes, adoradores de seu generoso cofre nacional, escrevem "État". Os povos de língua inglesa, generalizando, esperam do estado a distribuição equânime da justiça, o respeito a contratos e à propriedade e a defesa das fronteiras. Mas não consideram uma dádiva do estado o direito à boa vida material sem esforço. Grafam "state".
Com maiúscula, estado simboliza uma visão de mundo distorcida, de dependência do poder central, de fé cega e irracional na força superior de um ente capaz de conduzir os destinos de cada uma das pessoas. O escocês Adam Smith (1723-1790) nunca escreveu a palavra capitalismo. O inglês Thomas Hobbes (1588-1679) não utilizou a palavra estado. Ambos, porém, são associados a esses termos. Smith, autor de A Riqueza das Nações, como o primeiro pensador a explicar o funcionamento da economia capitalista. Hobbes, com seu Leviatã, como pioneiro na denúncia do estado pantagruélico. Foi, na verdade, defensor de uma instituição capaz de livrar a sociedade do estado permanente de guerra entre os indivíduos, uma "entidade soberana" - em minúsculas, recomendava Hobbes, que escrevia Lei sempre com capitular.
Grafar estado é uma pequena contribuição de VEJA para a demolição da noção disfuncional de que se pode esperar tudo de um centralismo provedor. Em inglês grafa-se "Eu" sempre em maiúscula, na entronização simbólica do indivíduo. Não o faremos. Nem vamos tirar a capitular da palavra Deus. A tentativa é refletir uma dimensão mais equilibrada da vida em sociedade, como a proposta pelo poeta francês Paul Valéry (1871-1945): "Se o estado é forte, esmaga-nos. Se é fraco, perecemos".
Se até a revista Veja grafa "estado" com inicial minúscula, mesmo erroneamente considerando que esta instituição criminosa seja essencial para a vida em sociedade, o Instituto Mises Brasil ia grafar com maiúscula!? Responder
Li o texto e fiquei com a dúvida: Como será a execução desse programa ? Quais serão suas ferramentas para lograrem êxito ? Responder
Em outros dois artigos do site há algumas dicas:
Artigo 1:
Podemos e devemos continuar o magnífico legado de Ludwig von Mises. Devemos expandir a economia austríaca em cada direção e maneira possíveis. Devemos estimular a aplicação de critérios austro-libertários em todas as áreas e em cada tópico imaginável. Devemos engajar outros estudiosos, estrategistas econômicos e formadores de opinião, tanto pessoalmente quanto por via impressa. Devemos instruir o público sempre que houver uma oportunidade. Sabemos que a tarefa não é fácil. Ora, vamos encarar a verdade. Os coletivistas têm seus tentáculos firmemente inseridos em cada orifício obscuro do corpo político. Podemos - devemos! - extirpá-los de lá, expondo-os impiedosamente à luz da razão, da liberdade e da ciência econômica de Menger, Böhm-Bawerk, Mises e Rothbard.
Artigo 2:
Duas maneiras princpais de se lutar pela liberdade são educar a si mesmo ao ponto de tornar-se apto a falar e escrever de maneira articulada em sua defesa, como o fazem os acadêmicos associados a este instituto, ou, na ausência de tempo ou inclinação para dedicar-se a tais atividades, apoiar o instituto em seu trabalho vital da maneira que for possível.
É possível virar a maré. Nenhuma pessoa sozinha pode fazê-lo. Mas um número amplo e crescente de pessoas inteligentes, educadas na causa da liberdade econômica, falando e debatendo em sua defesa sempre que possível, é capaz de formar gradualmente a postura da cultura e, assim, da natureza do sistema econômico e político. Responder
Quando os Portugueses chegaram ao Brasil, eles tratavam as nacoes idigenas, como Estados, e os Chefes como Reis, com a mesma legitimacao e autoridade do Rei de Portugal, com o tempo foi-se perdendo o respeito. O autor desse artiguinho, parece ter a mesma visao sobre Estado que os marujos portugueses tinham a 500 anos atraz. Quer. para melhor criticar, desconhecer todo o desenvolvimento da Ciencia Politica nos ultimos 500 anos, em especial Weber et al. Poucos cientistas politicos, considerariam hoje a Tribo ou Nacao Indigena, como "estado", e realmente nao interessa a grafia. Mas e' inegavel que a tribo e' uma estrutura social e tem sua hierarquia. So marx e Rousseau acreditavam no "comunismo primitivo" ou no bom selvagem. Ao ponto, trouxe o Estado como organizacao social/politica mais beneficios para sua populacao que a Tribo? O Pindorama tinha coisa de <1 Milhao de Habitantes, hoje temos 190 Milhoes no Brasil. Poderiamos ter mantido a organizacao politica do Pindorama? Para ser honesto, do ponto de vista dos suditos, eu NAO tenho certeza que a Populacao do Pindorama estivesse mais infeliz com sua forma de governo, que a Populacao do Brasil. Teriamos que quantificar a felicidade nesses sistemas, para saber. Mas e' MUITO pouco provavel, que a organizacao politica do Pindorama servisse para satisfazer os desejos de Justica, Seguranca, Logistica do brasileiro de hoje. Responder
Vejam só amigos. E ainda encontramos pessoas que baseiam seus argumentos em exemplos medievais primitivos e, ainda por cima, de PORTUGUESES!!! Uma nação-exemplo de fracasso!! Justamente pelo fato de por lá ainda se acredita no "Estado" provedor, é que eles estão indo na direção da bancarrota. Responder
Portugal foi o primeiro estado absolutista da europa... Responder
Toda iniciação de força é sinônimo de estado. Um assassino é um estado, só que milhões de vezes menor e menos cruel. Responder
Vejo que os libertários do Instituto Mises dariam excelentes economistas mas péssimos "estadistas" (entendam como quiserem).
E infelizmente vejo que estão se tornando algo como a versão liberal dos "socialistas teóricos". Os outros apenas DETURPAM a idéia original, apenas "nós" temos o verdadeiro conceito de liberdade, é isso?
Belo, utópico e simplesmente inaplicável. Como abrir mão de Justiça, Exército e Polícia? Não são essas as únicas instituições que teriam as MESMAS REGRAS para todos? E no caso de uma invasão externa por uma instituição "menos liberal"? Responder
Vitor, isso é porque o pessoal faz muita confusão entre os termos. Confundem aquilo que defendemos por questões puramente morais com aquilo que eles defendem por questões puramente práticas.
Permita-me ser mais claro.
Se você considera que toda e qualquer agressão ou ameaça de agressão (coerção) a um indivíduo inocente é algo errado, imoral e indefensável, então, por consequência lógica, você tem de defender o anarcocapitalismo (também chamado de "sistema de livre mercado puro" ou "sociedade sem estado e com total respeito à propriedade") como sendo o único sistema totalmente ético e moral possível e defensável. Não há outro sistema defensável em termos de ética e moral que não seja este.
Ou seja, uma coisa é entender que o anarcocapitalismo é a inevitável consequência lógica e moral de um sistema em que todo o tipo de roubo, de agressão ou ameaça de agressão é condenável. Já outra coisa, completamente diferente, é debater se tal sistema é possível, viável ou até mesmo desejável. Isso é outro debate.
Por exemplo, um economista utilitarista pode provar que uma sociedade mais coerciva seja preferível a uma sociedade que respeite totalmente a liberdade. Ele pode provar que um arranjo em que haja um pouco de coerção aqui, um pouco de restrição ali, um pouco de violência acolá seja preferível a um sistema em que haja total respeito à liberdade e à propriedade de todos. Por que não? É possível.
Da mesma forma, certamente existem indivíduos que preferem ser mandados e obedecer ordens a serem autônomos e responsáveis por suas próprias atitudes. Estes certamente se dariam melhor em sociedades mais coercivas, sem dúvida nenhuma.
Ou seja, uma coisa é entender que a defesa de um sistema moral e ético leva inevitavelmente à defesa do anarcocapitalismo. Outra coisa, completamente distinta, é debater se tal arranjo é viável ou não.
O que realmente é incompatível é o indivíduo se dizer ético e moral, mas, ao mesmo tempo, advogar coerção e ameaça de violência.
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Abrir mão de Justiça, Exército e Polícia? Vitor, se diz que somos "teóricos" deveria ao menos conhecer a teoria, pois ninguém diz essas coisas aqui... Responder
Bem vindo você está saindo da Matrix...
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Vejo que os libertários do Instituto Mises dariam excelentes economistas mas péssimos "estadistas"\r \r Isso deve ser considerado por qualquer pessoa racional como um verdadeiro elogio. Nao faco parte do IMB, mas se fizesse, ficaria honrado pela constatacao.\r \r (entendam como quiserem).\r \r No entanto, me pergunto, que credibilidade pode ter um comentarista que nao esta preocupado em como seu comentario sera entendido?\r \r E infelizmente vejo que estão se tornando algo como a versão liberal dos "socialistas teóricos". Os outros apenas DETURPAM a idéia original, apenas "nós" temos o verdadeiro conceito de liberdade, é isso?\r \r Mas isto eh facil de resolver. Basta apresentar contra-argumentos que demononstrem a invalidade do conceito de liberdade apresentado aqui. Inspire-se em Mises, que mostrou ainda em 1921 porque razao o socialismo nao eh sustentavel. Apresente os seus argumentos. Seja afirmativo. Nao se restrinja a perguntas como as que voce fez. Lembre-se, evitar o erro nao eh o mesmo que procurar acertar.\r
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"A esquerda quer que o estado redistribua riqueza, estabeleça a igualdade material (e até espiritual) entre todos, regule pesadamente toda a iniciativa privada, sustente todos os trabalhadores, alimente e abrigue os pobres, proteja o meio ambiente, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho secular.
A direita, por sua vez, quer que o estado puna os malfeitores (incluindo viciados e pessoas de outras religiões), apóie a família, subsidie estilos de vida que ela considera corretos, dê segurança contra inimigos externos, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho religioso."
Gostaria de aproveitar para tirar uma dúvida quanto a isto, pois sempre que me perguntam o que é direita e o que é esquerda eu fico em dúvida.
Antes eu considerava que direita era ser a favor do capitalismo e esquerda ser a favor do socialismo. Direita era ser a favor de um estado menor e esquerda de um estado maior. Direita era ser contra o estado, e esquerda a favor.
Depois eu passei a escutar as ideias de alguns conservadores, que defendem que ser de esquerda é ser contra a moral judaico-cristã e ser de direita a favor. Esta concepção gira em torno da religião e a conclama como a base da vida em sociedade.
Depois eu vi no livro do Rothbard, Esquerda e Direita - Perspectivas para a liberdade, que ele diz que a esquerda inicialmente seria a ideologia que lutava pela liberdade, e a direita a ideologia conservadora, dos que estão a favor da velha ordem. Se eu não me engano, ele dá a entender que a tendencia era a esquerda ser a defensora do capitalismo e a direita do comunismo, mas que isso não acontece.
Rothbard diz que há uma inversão de papeis, onde a esquerda começa a defender o estado comunista e a direita se vê obrigada a fazer uma aliança com o estado, para defender parcialmente(Corporativismo = fascismo) o capitalismo, movimento este que ele chama de contra-revolução. Dai sai os termos socialismo de esquerda e socialismo de direita, pois ambas as ideologias se vêem atreladas ao estado mas que aparentemente tem objetivos distintos e contrários. De acordo com o diagrama de Nolan, a direita seria o grupo correspondente ao 4°(considerando o eixo da liberdade econômica como sendo o eixo x e o eixo da liberdade individual com sendo o eixo y).
Mas eu pergunto, esta distinção esquerda-direita não pode ser puramente arbitraria, correto?
Para mim, dizer que quem defende a liberdade econômica mas que não defenda a individual pertença à direita é uma declaração a posteriori. Esta declaração deve depender de uma a priori, a de que a direita é isso ou aquilo. Se não, o nome direita apenas se resume a posição no diagrama.
Então, eu gostaria de saber, o que é afinal direita e esquerda? Uma simples demarcação arbitraria, ou existe fundamento? Responder
Me assusta a ironia do Papa Bento XVI. Digo isso pelo fato de que a igreja foi a instituição que mais contribuiu para manter o povo na ignorância enquanto ela e o estado se deliciava com o que roubavam do povo. É explicito a fórmula utilizada: Manter o povo fora da esfera politica, seja por repressão ou seja acorrentado na ignorância; apropiar-se de uma justificativa legitima para justificar a existência do estado e garantir que todos os participantes do estado prefiram mante-lo sob essas condições. Não é preciso ir muito longe para ver a influência da igreja no desenvolvimento de um povo, américa do sul que o diga. "O homem é o lobo do homem" então vamos nos juntar e eleger pessoas que defenderão os que têm contra os que não têm. Infelizmente o egoismo do ser humano não o permite viver em sociedade, na ausência de um poder coercitivo, sem que se tenha por traz uma ideologia muito forte. A partir disso já podemos tirar conclusões do porque que o socialismo não deu certo. Não se via trabalhadores fugirem da URSS, o que se via era intelectuais ambiciosos tentando escapar do regime. Enfim, concordo com a existência do estado e também discordo que haja alguma possibilidade de que o estado seja benéfico para a sociedade, enquanto a sociedade não for munida de conhecimento e interesse suficiente para defender seus interesses. É até concebível que haja uma simetria entre estado e sociedade desde que tenha-se uma ideologia sustentando tudo isso. Responder
''A esquerda quer que o estado redistribua riqueza, estabeleça a igualdade material (e até espiritual) entre todos, regule pesadamente toda a iniciativa privada, sustente todos os trabalhadores, alimente e abrigue os pobres, proteja o meio ambiente, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho secular.
A direita, por sua vez, quer que o estado puna os malfeitores (incluindo viciados e pessoas de outras religiões), apóie a família, subsidie estilos de vida que ela considera corretos, dê segurança contra inimigos externos, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho religioso.''
Para mim o texto foi bem até esse ponto. Triste. Responder
Aí depende de qual "direita" você esteja falando.
Eu acredito que Lew Rockwell, autor do texto, se considere de direita, você acha mesmo que ele se encaixa em sua classificação? Responder
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