O que é o estado?

Em todos os países democráticos, o debate sempre gira em torno de uma única questão: de que maneira o poder do estado deve ser expandido. 

A esquerda tem a sua lista específica; a direita, também.  Ambas representam uma grave ameaça à única posição política que é verdadeiramente benéfica para o mundo e seus habitantes: a liberdade. 

O que é o estado?  É um grupo dentro da sociedade que clama para si o direito exclusivo de controlar a vida de todos.  Para isso, ele utiliza um arranjo especial de leis que permite a ele fazer com os outros tudo aquilo que esses outros são corretamente proibidos de fazer: atacar a vida, a liberdade e a propriedade.

Por que uma sociedade, qualquer sociedade, permitiria que tal quadrilha desfrutasse incontestavelmente esse privilégio?  Mais ainda: por que uma sociedade consideraria legítimo esse privilégio? 

É aqui que a ideologia entra em cena.  A realidade do estado é inquestionável: trata-se de uma máquina de coerção, extorsão, encarceramento e assassinato — tudo isso em larga escala.  Sendo assim, por que tantas pessoas clamam por sua expansão?  Aliás, por que sequer toleramos sua existência? 

A própria ideia da instituição estado é tão implausível por si só, que é necessário que ele, o estado, vista uma roupagem ideológica para que consiga apoio popular.

Na antiguidade, os estados tinham uma ou duas roupagens: ou eles prometiam lhe proteger contra inimigos externos ou eles eram ordenados pelos deuses.  Em maior ou menor escala, todos os estados modernos ainda empregam essa lógica, mas o estado democrático atual é muito mais complexo.  Ele utiliza uma vasta gama de argumentos ideológicos — espertamente divididos entre esquerda e direita — que refletem as prioridades sociais e culturais de certos nichos grupais, ainda que todos esses argumentos sejam contraditórios.

A esquerda quer que o estado redistribua riqueza, estabeleça a igualdade material (e até espiritual) entre todos, regule pesadamente toda a iniciativa privada, sustente todos os trabalhadores, alimente e abrigue os pobres, proteja o meio ambiente, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho secular.

A direita, por sua vez, quer que o estado puna os malfeitores (incluindo viciados e pessoas de outras religiões), apóie a família, subsidie estilos de vida que ela considera corretos, dê segurança contra inimigos externos, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho religioso.

Como todos esses interesses conflitantes são resolvidos?  Ambos os grupos se aglomeram, fazem conchavos e chamam o resultado de democracia.  Esquerda e direita concordam em deixar que cada uma tenha sua fatia do bolo, desde que nada seja feito para prejudicar seus respectivos interesses.  O truque é manter o equilíbrio.  Quem será o beneficiado da vez vai depender apenas de quem estiver no comando.  Desde que o revezamento de comando esteja garantido, ambas terão seus desejos assegurados.  E pronto. 

Temos aí uma descrição sucinta do estado moderno.  Trata-se apenas de uma disputa de poder entre quadrilhas, cada qual visando seus próprios interesses e os de sua base de apoio.  Quem está interessado apenas em liberdade, não apenas está sem representação como também é obrigado a sustentar ambos os grupos.  E caso você se rebele e resolva exercer sua liberdade — isto é, parar de sustentar a quadrilha — será condenado e encarcerado por algumas décadas, tão poderosa e ciosa de seus interesses essa quadrilha é.  Se você fugir de um assaltante de rua, você está livre.  Se você fugir do estado, você vai preso.

Os chefes supremos dos leviatãs atuais não necessariamente desfilam empertigados em uniformes militares.  Mas os poderes dos quais eles desfrutam fariam com que os Césares da antiguidade morressem de inveja.  O estado totalitário de hoje é mais calmo e ardiloso do que em sua infância — que começou no período entreguerras —, mas de modo algum abandonou seu objetivo de poder supremo e indisputável.

Aqueles que se interessam pela liberdade têm o dever de se tornarem os dissidentes de nossa época, rejeitando todas as demandas de estatismo que advêm tanto da esquerda quanto da direita.  Pois é só nisso que ambas estão interessadas: no poder propiciado pelo controle do estado. 

E para lograrmos êxito é necessário desenvolver e promover um programa positivo sobre a liberdade, um programa que seja radical, estimulante, vigoroso e genuíno, como jamais foi.

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O que realmente é o fascismo


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SOBRE O AUTOR

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.





"parece-me improvável ser coincidência os produtores do metal em questão [ouro] também terem abruptamente reduzido sobremaneira sua mineração e refino na década de 70 e de forma ainda mais intensa do que a supostamente levada a cabo pela OPEP [...]"

Exato! Este é o ponto. Quem afirma que o petróleo encareceu na década de 1970 por causa de uma suposta escassez de oferta tem também de explicar por que o ouro (e outras commodities) se encareceu ainda mais intensamente. Houve restrição na oferta de ouro?

Assim como não houve redução da oferta de ouro (cujo preço explodiu em dólar) também não houve redução da oferta de petróleo (cujo preço explodiu em dólar).

O problema, repito, nunca foi de oferta de commodities, mas sim de fraqueza das moedas -- recém desacopladas do ouro (pela primeira vez na história do mundo) e, logo, sem gozar de nenhuma confiança dos agentes econômicos.

Igualmente, por que o petróleo barateou (junto com o ouro) nas décadas de 1980 e 1990, quando a demanda por ele foi muito mais intensa do que na década de 1970? Por que ele encareceu em 2010 e 2011, em plena recessão mundial? E por que barateou em 2014 e 2015, quando as economias estavam mais fortes que em 2010 e 2011?

O dinheiro representa a metade de toda e qualquer transação econômica. Logo, quem ignora a questão da força da moeda está simplesmente ignorando metade de toda e qualquer transação econômica efetuada. Difícil fazer uma análise econômica sensata quando se ignora metade do que ocorre em uma transação econômica.

"ao menos em tese, não seria possível ocorrer uma elevação do índice "DXY" durante algum tempo simultaneamente a uma alta nas cotações em USD de algumas commodities, configurando uma situação de inflação de preços global generalizada onde a moeda america seria nesta hipótese "a garota menos feia do baile"

Sim, em tese seria possível. Só que, ainda assim, haveria um indicador que deixaria explícito o que está acontecendo: o preço do ouro.

Se o dólar estiver se fortalecendo em relação a todas as outras moedas, mas estiver sendo inflacionado (só que menos inflacionado que as outras moedas), o preço do ouro irá subir.

Mas este seu cenário só seria possível se todas as outras moedas estivessem sendo fortemente desvalorizadas. Enquanto houver franco suíço, iene e alemães na zona do euro, difícil isso acontecer.

Abraços.
Saudações, Leandro.

Teus comentários me remeteram a
uma recente troca de posts que tive no MI !
A propósito, uma análise da relação entre ouro e petróleo talvez pudesse reforçar nosso argumento em comum. Afinal, parece-me improvável ser coincidência os produtores do metal em questão também terem abruptamente reduzido sobremaneira sua mineração e refino na década de 70 e de forma ainda mais intensa do que a supostamente levada a cabo pela OPEP, caso a explicação p/ o fortalecimento do primeiro em relação ao segundo (i.e. cruede mais barato em Au) também se baseasse no suposto "choque de oferta" ao qual frequentemente se atribuem praticamente todos os episódios de encarecimento do petróleo em US$...

Sobre o "desafio": "Sigo no aguardo de um único exemplo prático de dólar forte e commodities caras. E de dólar fraco e commodities baratas, pergunto: ao menos em tese, não seria possível ocorrer uma elevação (ainda que improvável, inclusive na atual conjuntura) do índice "DXY" (dólar em relação às moedas mais líquidas do mundo) durante algum tempo simultaneamente a uma alta nas cotações em USD de algumas commodities, configurando uma situação de inflação de preços global generalizada onde a moeda america seria nesta hipótese "a garota menos feia do baile" (de ForEx) ?

Att.
Prezado Paulo, obrigado pelo comentário, o qual nada alterou a constatação: o preço das commodities é cotado em dólar; consequentemente, a força do dólar é crucial para determinar o preço das commodities. Impossível haver commodities caras com dólar forte. Impossível haver commodities baratas com dólar fraco.

Perceba que seus próprios exemplos comprovam isso: você diz que a produção americana de petróleo atingiu o pico em 1972, e dali em diante só caiu. Então, por essa lógica era para o preço do petróleo ter explodido nas década de 1980 e 1990. Não só a oferta americana era menor (segundo você próprio), como também várias economia ex-comunistas estavam adotando uma economia de mercado, implicando forte aumento da demanda por petróleo. Por que então o preço do barril não explodiu (ao contrário, caiu fortemente)?

Simples: porque de 1982 a 2004 foi um período de dólar mundialmente forte.

"Período 1973/74: É consenso da indústria mundial de petróleo que a subida abrupta dos preços em 1973/74 deveu-se ao embargo árabe realizado pela OPEP[...]"

Nada posso fazer quanto a esse "consenso", exceto dizer que ele é economicamente falacioso. O preço do barril (em dólares) subiu durante toda a década de 1970 (e não apenas no período 1973-74). O barril só começou a cair a partir de 1982, "coincidentemente" quando o dólar começou a se fortalecer.

Será que foi a OPEP quem encareceu o petróleo de 1972 a 1982? Se sim, por que então em 1982 ela reverteu o curso? Mais ainda: se ela é assim tão poderosa para determinar o preço do barril do petróleo, por que ela nada fez de 1982 a 2004, que foi quando o barril voltou a disparar ("coincidentemente", de novo, quando o dólar voltou a enfraquecer)?

E por que de 2004 a 2012 (dólar fraco) o petróleo disparou? E por que desabou de 2013 a meados de 2016 (dólar forte)? E por que voltou a subir agora (dólar enfraquecendo)?

Sigo no aguardo de um único exemplo prático de dólar forte e commodities caras. E de dólar fraco e commodities baratas.

Se alguém apresentar esse exemplo, toda a teoria econômica está refutada.
Boa tarde Bruno., tudo tranquilo?

Advogados de uma maneira geral tem duas frentes: ou são interlocutores mediante a resolução de conflitos, ou analistas para evitar conflitos. Basicamente são especialistas em detalhes jurídicos, sendo obrigatório o talento nato em retórica, para expor a parte de seu cliente de forma objetiva, lírica e eloquente na mediação, e muita disciplina acadêmica para assimilar todos os enlaces dos códigos a que se propõe atuar.

Sob a batuta do Estado, apenas formados em direito (e aqui no Brasil postulantes ao exame da OAB) podem representar pessoas e empresas nas demandas da Lei. Basicamente, 90% dos advogados no Brasil são decoradores de Lei, tendo parco saber jurídico para analisar de forma contundente demandas mais complexas.

Já em um país libertário, basta a pessoa ter um grande saber jurídico, oratória razoável e ser um bom jogador de xadrez que pode advogar tranquilamente, podendo também adquirir títulos e certificados mediante associações privadas, com o único propósito de destacar aqueles que realmente tem o que é necessário para ser advogado para quem quiser contrata-lo.

Quanto a sua questão, seja pelo monopólio do Estado ou em um país livre, o advogado não propriamente cria riqueza, mas impede que a mesma seja perdida por um descuido na assinatura de um contrato, ou mesmo a ruína causada por uma ex mulher gananciosa. Na assinatura de contratos é como uma companhia de seguros, pois ao analisar os detalhes mitiga os riscos apontando erros e pegadinhas. Por outro lado, se for atuar em uma demanda já existente, seria mais ou menos como o corpo de bombeiros, para apagar o incêndio o mais rápido possível, antes que o fogo consuma tudo.

Prezado Leandro

Aprecio muito seus artigos e comentários, postados aqui no Instituto Mises. Inclusive, suas respostas a indagações minhas sempre primaram pela cordialidade e análise ponderada. E, em relação ao seu comentário acima, não discordo quanto à correlação existente entre uma commoditie e a moeda em que ela é comercializada.

No entanto, se me permite, gostaria de discordar parcialmente do seus comentários acima sobre a causa e efeito nos preços dos mercados do petróleo, a partir do chamado Choque Nixon (1971). Entre outras medidas, ele cancelou unilateralmente a conversão do dólar em ouro. Baseei meus comentários em inúmeros autores, que usamos na indústria, não para fins políticos, mas para nosso negócio (tenho 38 anos de indústria do petróleo).

Para melhor acompanhar meus comentários, é interessante analisar os mesmos acompanhado de dois gráficos:

1) Preço do petróleo entre 1986 e 2015, fonte: BP Global:
www.bp.com/en/global/corporate/energy-economics/statistical-review-of-world-energy/oil/oil-prices.html

2) Produção e importação de óleo cru nos EUA: //en.wikipedia.org/wiki/Petroleum_in_the_United_States#/media/File:US_Crude_Oil_Production_and_Imports.svg

Vou colocar os eventos em ordem cronológica, com meus comentários após aspas de seus comentários, as vezes com ... :

SEU COMENTÁRIO: Igualmente, a acentuada e abrupta desvalorização do dólar na década de 1970 ... : não era o petróleo que estava ficando escasso; eram as moedas, recém-desacopladas do ouro, que perdiam poder de compra aceleradamente.

MEU COMENTÁRIO:
- A indústria do petróleo nunca correlacionou a culpa do aumento dos preços do petróleo na década de 1970 como sendo por causa de escassez do produto.

- Ano de 1972: A produção total Americana atinge o pico, próximo a uma média diária de nove milhões de barris por dia (bpd) e, a partir deste ponto, entra num declínio acentuado e contínuo, só interrompido em meados dos anos 2000, por conta do crescimento estratosférico da produção americana está ligado ao boom do "shale oil" americano (óleo de folhelho).

- Período 1973/74: É consenso da indústria mundial de petróleo que a subida abrupta dos preços em 1973/74 deveu-se ao embargo árabe realizado pela OPEP contra os países que apoiavam Israel na Guerra do Yom Kippur. Entre o início e o fim do embargo os preços tinham subido de US$ 3/barril (US$ 14 hoje) para US$ 12/barril (US$ 58 hoje).

SEU COMENTÁRIO: Tanto é que, nas décadas de 1980 e 90, o barril do petróleo despencou (dólar forte).

MEU COMENTÁRIO: Período 1985-1999:

- Em 1986 a Arábia Saudita resolveu recuperar sua participação no mercado global (market share) aumentando sua produção média diária de 3,8 milhões bpd em 1985 para mais que 10 milhões bpd em 1986. As reservas sauditas são tão grandes que ela sempre pôde se dar o luxo de "fechar ou abrir torneiras" para controlar demanda e oferta. Mas, atualmente isto está começando a ser modificado.

- 1988: Com o fim da Guerra Irã-Iraque, ambos voltaram a aumentar substancialmente a produção média diária.

SEU COMENTÁRIO: O boom das commodities (principalmente minério e petróleo) na década de 2000 foi "auxiliado" pelo enfraquecimento do dólar.

MEU COMENTÁRIO: Principais eventos para o aumento quase contínuo dos preços na década de 2000:

- Final dos anos 1990 e início dos anos 2000: Crescimento das economias Americana e Mundial.

- Pós 11/01/01 e invasão do Iraque: crescente preocupação quanto a estabilidade da produção do Oriente Médio.

- Segunda metade da década: Combinação de produção declinante mundial com o aumento acelerado e contínuo da demanda asiática pelo produto, especialmente China.

A causa da produção mundial declinante está relacionada à enorme expansão da produção OPEP na década anterior e que inibiu o investimento da indústria em exploração (pesquisa para descoberta de novas jazidas). Para quem não é da área, investimentos em exploração de petróleo tem retorno de médio a longo prazo.

SEU COMENTÁRIO: a recente queda a partir de 2012 (dólar forte).

MEU COMENTÁRIO: A partir de 2014 a queda dos preços está ligada a dois grandes eventos:

- Aumento substantivo da produção nos EUA e na Rússia, sendo que em 2015 a produção Americana atingiu o mais alto nível em mais de 100 anos, com os EUA voltando a serem os maiores produtores mundiais após mais de 50 anos (Figura a seguir)

- O crescimento estratosférico da produção americana está ligado ao boom do "shale oil" americano (óleo de folhelho), com o avanço tecnológico do fraturamento hidráulico (hydraulic fracturing, or fracking), ela começou a ser utilizada com progressivo sucesso em reservatórios não convencionais como o shale oil. Com isto, nunca os estoques americanos estiveram tão altos. E, aqui o básico da economia de Adam Smith: oferta maior que demanda gera queda nos preços.

Saudações, Paulo









Não, Xiba. Continua sendo pirâmide do mesmo jeito.

Essa questão da Previdência brasileira é um assunto bastante interessante pelo seguinte motivo: talvez seja a única área da economia que não está aberta a opiniões ideológicas.

Não importa se você é de esquerda ou de direita; liberal, libertário ou intervencionista. Também pouco importa se você acredita que a Previdência atual seja superavitária (como alguns acreditam). O que importa é que o modelo dela é insustentável. E é insustentável por uma questão puramente demográfica.

E contra a realidade demográfica não há nada que a ideologia possa fazer.

Comecemos pelo básico.

Ao contrário do que muitos ainda pensam, o dinheiro que você dá ao INSS não é investido em fundo no qual ele fica rendendo juros. Tal dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que está aposentada. Não se trata, portanto, de um sistema de capitalização, mas sim de um sistema de repartição: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria.

Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Por motivos óbvios, esse tipo de esquema só pode durar enquanto a fatia trabalhadora for muito maior que a fatia aposentada. Tão logo a quantidade de aposentados começar a crescer mais rapidamente que a fatia de trabalhadores, o esquema irá ruir.

Portanto, todo o arranjo depende inteiramente do comportamento demográfico da população. A qualidade da gestão do INSS é o de menos. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo caso a demografia não cooperasse.

E, no Brasil, ela já não está cooperando. Segundo os dados do IBGE, em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entra 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos.

Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Aí fica a pergunta: como é que você soluciona isso? Qual seria uma política factível "de esquerda" ou "de direita" que possa sobrepujar a realidade demográfica e a contabilidade?

Havendo 10 trabalhadores sendo tributados para sustentar 1 aposentado, a situação deste aposentado será tranquila e ele viverá confortavelmente. Porém, havendo apenas 2 trabalhadores para sustentar 1 aposentado, a situação fica desesperadora. Ou esses 2 trabalhadores terão de ser tributados ainda mais pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá menos (bem menos) do que lhe foi prometido.

Portanto, para quem irá se aposentar daqui a várias décadas e quer receber tudo o que lhe foi prometido hoje pelo INSS, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa (uma impossibilidade biológica, por causa das atuais taxas de fecundidade) ou excessivamente tributada (algo que não é duradouro).

Eis o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada.

A não ser mudar totalmente o sistema.

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Gabriel Castelo  12/04/2010 15:36
    Antes de escrever um artigo do tipo, é necessário saber a diferença entre Estado e estado. ;D
  • mcmoraes  29/10/2010 01:08
    Gabriel, por favor me explique, qual a diferença entre estado e Estado? E me explique também se essa diferença não fica auto-evidente ao ler o texto. Esse seu comentário me faz pensar se vc não teria sido uma vítima de estudo em excesso para o vestibular e questões (imbecilizantes) de múltipla-escolha. Agora vamos supor q seu comentário realmente seja bem fundamentado, vc não acha q confundir estado com Estado deve ser algo bastante aceitável em um país em q o pagador de impostos é chamado de contribuinte?
  • Fernando Chiocca  29/10/2010 00:29


    Carta ao leitor
    Uma questão de estado

    A partir desta edição VEJA passará a grafar a palavra estado com letra minúscula. Se povo, sociedade, indivíduo, pessoa, liberdade, instituições, democracia, justiça são escritas com minúscula, não há razão para escrever estado com maiúscula. Os dicionaristas aconselham o uso de capitular quando a palavra for usada na acepção de "nação politicamente organizada", como prescreve o Aurélio. Seu rival Houaiss também assevera que estado nesse sentido se grafa com maiúscula. Vale a pena contrariá-los.

    Escrever estado com inicial maiúscula, quando cidadão ou contribuinte vão assim mesmo, em minúsculas, é uma deformação típica mas não exclusivamente brasileira. Os franceses, estado-dependentes, adoradores de seu generoso cofre nacional, escrevem "État". Os povos de língua inglesa, generalizando, esperam do estado a distribuição equânime da justiça, o respeito a contratos e à propriedade e a defesa das fronteiras. Mas não consideram uma dádiva do estado o direito à boa vida material sem esforço. Grafam "state".

    Com maiúscula, estado simboliza uma visão de mundo distorcida, de dependência do poder central, de fé cega e irracional na força superior de um ente capaz de conduzir os destinos de cada uma das pessoas. O escocês Adam Smith (1723-1790) nunca escreveu a palavra capitalismo. O inglês Thomas Hobbes (1588-1679) não utilizou a palavra estado. Ambos, porém, são associados a esses termos. Smith, autor de A Riqueza das Nações, como o primeiro pensador a explicar o funcionamento da economia capitalista. Hobbes, com seu Leviatã, como pioneiro na denúncia do estado pantagruélico. Foi, na verdade, defensor de uma instituição capaz de livrar a sociedade do estado permanente de guerra entre os indivíduos, uma "entidade soberana" - em minúsculas, recomendava Hobbes, que escrevia Lei sempre com capitular.

    Grafar estado é uma pequena contribuição de VEJA para a demolição da noção disfuncional de que se pode esperar tudo de um centralismo provedor. Em inglês grafa-se "Eu" sempre em maiúscula, na entronização simbólica do indivíduo. Não o faremos. Nem vamos tirar a capitular da palavra Deus. A tentativa é refletir uma dimensão mais equilibrada da vida em sociedade, como a proposta pelo poeta francês Paul Valéry (1871-1945): "Se o estado é forte, esmaga-nos. Se é fraco, perecemos".




    Se até a revista Veja grafa "estado" com inicial minúscula, mesmo erroneamente considerando que esta instituição criminosa seja essencial para a vida em sociedade, o Instituto Mises Brasil ia grafar com maiúscula!?
  • RCabaler  29/10/2010 15:09
    Li o texto e fiquei com a dúvida: Como será a execução desse programa ? Quais serão suas ferramentas para lograrem êxito ?
  • mcmoraes  29/10/2010 15:42
    Em outros dois artigos do site há algumas dicas:

    Artigo 1:

    Podemos e devemos continuar o magnífico legado de Ludwig von Mises. Devemos expandir a economia austríaca em cada direção e maneira possíveis. Devemos estimular a aplicação de critérios austro-libertários em todas as áreas e em cada tópico imaginável. Devemos engajar outros estudiosos, estrategistas econômicos e formadores de opinião, tanto pessoalmente quanto por via impressa. Devemos instruir o público sempre que houver uma oportunidade. Sabemos que a tarefa não é fácil. Ora, vamos encarar a verdade. Os coletivistas têm seus tentáculos firmemente inseridos em cada orifício obscuro do corpo político. Podemos - devemos! - extirpá-los de lá, expondo-os impiedosamente à luz da razão, da liberdade e da ciência econômica de Menger, Böhm-Bawerk, Mises e Rothbard.

    Artigo 2:

    Duas maneiras princpais de se lutar pela liberdade são educar a si mesmo ao ponto de tornar-se apto a falar e escrever de maneira articulada em sua defesa, como o fazem os acadêmicos associados a este instituto, ou, na ausência de tempo ou inclinação para dedicar-se a tais atividades, apoiar o instituto em seu trabalho vital da maneira que for possível.

    É possível virar a maré. Nenhuma pessoa sozinha pode fazê-lo. Mas um número amplo e crescente de pessoas inteligentes, educadas na causa da liberdade econômica, falando e debatendo em sua defesa sempre que possível, é capaz de formar gradualmente a postura da cultura e, assim, da natureza do sistema econômico e político.
  • Flavio Ortigao  10/01/2011 12:51
    Quando os Portugueses chegaram ao Brasil, eles tratavam as nacoes idigenas, como Estados, e os Chefes como Reis, com a mesma legitimacao e autoridade do Rei de Portugal, com o tempo foi-se perdendo o respeito. O autor desse artiguinho, parece ter a mesma visao sobre Estado que os marujos portugueses tinham a 500 anos atraz. Quer. para melhor criticar, desconhecer todo o desenvolvimento da Ciencia Politica nos ultimos 500 anos, em especial Weber et al. Poucos cientistas politicos, considerariam hoje a Tribo ou Nacao Indigena, como "estado", e realmente nao interessa a grafia. Mas e' inegavel que a tribo e' uma estrutura social e tem sua hierarquia. So marx e Rousseau acreditavam no "comunismo primitivo" ou no bom selvagem.
    Ao ponto, trouxe o Estado como organizacao social/politica mais beneficios para sua populacao que a Tribo? O Pindorama tinha coisa de <1 Milhao de Habitantes, hoje temos 190 Milhoes no Brasil. Poderiamos ter mantido a organizacao politica do Pindorama?
    Para ser honesto, do ponto de vista dos suditos, eu NAO tenho certeza que a Populacao do Pindorama estivesse mais infeliz com sua forma de governo, que a Populacao do Brasil. Teriamos que quantificar a felicidade nesses sistemas, para saber.
    Mas e' MUITO pouco provavel, que a organizacao politica do Pindorama servisse para satisfazer os desejos de Justica, Seguranca, Logistica do brasileiro de hoje.
  • Marcos  27/03/2011 02:12
    Vejam só amigos. E ainda encontramos pessoas que baseiam seus argumentos em exemplos medievais primitivos e, ainda por cima, de PORTUGUESES!!! Uma nação-exemplo de fracasso!! Justamente pelo fato de por lá ainda se acredita no "Estado" provedor, é que eles estão indo na direção da bancarrota.
  • anônimo  27/09/2011 21:40
    Portugal foi o primeiro estado absolutista da europa...
  • void  27/03/2011 19:53
    Toda iniciação de força é sinônimo de estado. Um assassino é um estado, só que milhões de vezes menor e menos cruel.
  • Vitor  18/03/2011 16:15
    Vejo que os libertários do Instituto Mises dariam excelentes economistas mas péssimos "estadistas" (entendam como quiserem).

    E infelizmente vejo que estão se tornando algo como a versão liberal dos "socialistas teóricos". Os outros apenas DETURPAM a idéia original, apenas "nós" temos o verdadeiro conceito de liberdade, é isso?


    Belo, utópico e simplesmente inaplicável. Como abrir mão de Justiça, Exército e Polícia? Não são essas as únicas instituições que teriam as MESMAS REGRAS para todos?
    E no caso de uma invasão externa por uma instituição "menos liberal"?
  • Leandro  18/03/2011 16:55
    Vitor, isso é porque o pessoal faz muita confusão entre os termos. Confundem aquilo que defendemos por questões puramente morais com aquilo que eles defendem por questões puramente práticas.

    Permita-me ser mais claro.

    Se você considera que toda e qualquer agressão ou ameaça de agressão (coerção) a um indivíduo inocente é algo errado, imoral e indefensável, então, por consequência lógica, você tem de defender o anarcocapitalismo (também chamado de "sistema de livre mercado puro" ou "sociedade sem estado e com total respeito à propriedade") como sendo o único sistema totalmente ético e moral possível e defensável. Não há outro sistema defensável em termos de ética e moral que não seja este.

    Ou seja, uma coisa é entender que o anarcocapitalismo é a inevitável consequência lógica e moral de um sistema em que todo o tipo de roubo, de agressão ou ameaça de agressão é condenável. Já outra coisa, completamente diferente, é debater se tal sistema é possível, viável ou até mesmo desejável. Isso é outro debate.

    Por exemplo, um economista utilitarista pode provar que uma sociedade mais coerciva seja preferível a uma sociedade que respeite totalmente a liberdade. Ele pode provar que um arranjo em que haja um pouco de coerção aqui, um pouco de restrição ali, um pouco de violência acolá seja preferível a um sistema em que haja total respeito à liberdade e à propriedade de todos. Por que não? É possível.

    Da mesma forma, certamente existem indivíduos que preferem ser mandados e obedecer ordens a serem autônomos e responsáveis por suas próprias atitudes. Estes certamente se dariam melhor em sociedades mais coercivas, sem dúvida nenhuma.

    Ou seja, uma coisa é entender que a defesa de um sistema moral e ético leva inevitavelmente à defesa do anarcocapitalismo. Outra coisa, completamente distinta, é debater se tal arranjo é viável ou não.

    O que realmente é incompatível é o indivíduo se dizer ético e moral, mas, ao mesmo tempo, advogar coerção e ameaça de violência.
  • Fernando Chiocca  18/03/2011 17:00
    Abrir mão de Justiça, Exército e Polícia? Vitor, se diz que somos "teóricos" deveria ao menos conhecer a teoria, pois ninguém diz essas coisas aqui...
  • Felix  18/03/2011 17:03
    Bem vindo
    você está saindo da Matrix...
  • Descascando a cebola  18/03/2011 19:56
    Vejo que os libertários do Instituto Mises dariam excelentes economistas mas péssimos "estadistas"\r
    \r
    Isso deve ser considerado por qualquer pessoa racional como um verdadeiro elogio. Nao faco parte do IMB, mas se fizesse, ficaria honrado pela constatacao.\r
    \r
    (entendam como quiserem).\r
    \r
    No entanto, me pergunto, que credibilidade pode ter um comentarista que nao esta preocupado em como seu comentario sera entendido?\r
    \r
    E infelizmente vejo que estão se tornando algo como a versão liberal dos "socialistas teóricos". Os outros apenas DETURPAM a idéia original, apenas "nós" temos o verdadeiro conceito de liberdade, é isso?\r
    \r
    Mas isto eh facil de resolver. Basta apresentar contra-argumentos que demononstrem a invalidade do conceito de liberdade apresentado aqui. Inspire-se em Mises, que mostrou ainda em 1921 porque razao o socialismo nao eh sustentavel. Apresente os seus argumentos. Seja afirmativo. Nao se restrinja a perguntas como as que voce fez. Lembre-se, evitar o erro nao eh o mesmo que procurar acertar.\r
  • Renan Marques Ramos  19/09/2011 12:34
    "A esquerda quer que o estado redistribua riqueza, estabeleça a igualdade material (e até espiritual) entre todos, regule pesadamente toda a iniciativa privada, sustente todos os trabalhadores, alimente e abrigue os pobres, proteja o meio ambiente, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho secular.

    A direita, por sua vez, quer que o estado puna os malfeitores (incluindo viciados e pessoas de outras religiões), apóie a família, subsidie estilos de vida que ela considera corretos, dê segurança contra inimigos externos, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho religioso."

    Gostaria de aproveitar para tirar uma dúvida quanto a isto, pois sempre que me perguntam o que é direita e o que é esquerda eu fico em dúvida.

    Antes eu considerava que direita era ser a favor do capitalismo e esquerda ser a favor do socialismo. Direita era ser a favor de um estado menor e esquerda de um estado maior. Direita era ser contra o estado, e esquerda a favor.

    Depois eu passei a escutar as ideias de alguns conservadores, que defendem que ser de esquerda é ser contra a moral judaico-cristã e ser de direita a favor. Esta concepção gira em torno da religião e a conclama como a base da vida em sociedade.

    Depois eu vi no livro do Rothbard, Esquerda e Direita - Perspectivas para a liberdade, que ele diz que a esquerda inicialmente seria a ideologia que lutava pela liberdade, e a direita a ideologia conservadora, dos que estão a favor da velha ordem. Se eu não me engano, ele dá a entender que a tendencia era a esquerda ser a defensora do capitalismo e a direita do comunismo, mas que isso não acontece.

    Rothbard diz que há uma inversão de papeis, onde a esquerda começa a defender o estado comunista e a direita se vê obrigada a fazer uma aliança com o estado, para defender parcialmente(Corporativismo = fascismo) o capitalismo, movimento este que ele chama de contra-revolução. Dai sai os termos socialismo de esquerda e socialismo de direita, pois ambas as ideologias se vêem atreladas ao estado mas que aparentemente tem objetivos distintos e contrários.

    De acordo com o diagrama de Nolan, a direita seria o grupo correspondente ao 4°(considerando o eixo da liberdade econômica como sendo o eixo x e o eixo da liberdade individual com sendo o eixo y).

    Mas eu pergunto, esta distinção esquerda-direita não pode ser puramente arbitraria, correto?

    Para mim, dizer que quem defende a liberdade econômica mas que não defenda a individual pertença à direita é uma declaração a posteriori. Esta declaração deve depender de uma a priori, a de que a direita é isso ou aquilo. Se não, o nome direita apenas se resume a posição no diagrama.

    Então, eu gostaria de saber, o que é afinal direita e esquerda? Uma simples demarcação arbitraria, ou existe fundamento?
  • Leandro  29/09/2011 12:30
    Papa Bento XVI: "O estado nada mais é do que um bando de ladrões altamente organizado".


    "Without justice - what else is the State but a great band of robbers?", as Saint Augustine once said.

    We have seen how power became divorced from right, how power opposed right and crushed it, so that the State became an instrument for destroying right - a highly organized band of robbers, capable of threatening the whole world and driving it to the edge of the abyss.


    www.asianews.it/news-en/Pope-in-Germany:-Without-justice-the-State-is-great-band-of-robbers%E2%80%9D-22711.html
  • Estêvão Ribeiro  31/12/2011 14:04
    Me assusta a ironia do Papa Bento XVI. Digo isso pelo fato de que a igreja foi a instituição que mais contribuiu para manter o povo na ignorância enquanto ela e o estado se deliciava com o que roubavam do povo. É explicito a fórmula utilizada: Manter o povo fora da esfera politica, seja por repressão ou seja acorrentado na ignorância; apropiar-se de uma justificativa legitima para justificar a existência do estado e garantir que todos os participantes do estado prefiram mante-lo sob essas condições. Não é preciso ir muito longe para ver a influência da igreja no desenvolvimento de um povo, américa do sul que o diga. "O homem é o lobo do homem" então vamos nos juntar e eleger pessoas que defenderão os que têm contra os que não têm. Infelizmente o egoismo do ser humano não o permite viver em sociedade, na ausência de um poder coercitivo, sem que se tenha por traz uma ideologia muito forte. A partir disso já podemos tirar conclusões do porque que o socialismo não deu certo. Não se via trabalhadores fugirem da URSS, o que se via era intelectuais ambiciosos tentando escapar do regime. Enfim, concordo com a existência do estado e também discordo que haja alguma possibilidade de que o estado seja benéfico para a sociedade, enquanto a sociedade não for munida de conhecimento e interesse suficiente para defender seus interesses. É até concebível que haja uma simetria entre estado e sociedade desde que tenha-se uma ideologia sustentando tudo isso.
  • Vítor Jó  06/05/2012 14:17
    ''A esquerda quer que o estado redistribua riqueza, estabeleça a igualdade material (e até espiritual) entre todos, regule pesadamente toda a iniciativa privada, sustente todos os trabalhadores, alimente e abrigue os pobres, proteja o meio ambiente, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho secular.

    A direita, por sua vez, quer que o estado puna os malfeitores (incluindo viciados e pessoas de outras religiões), apóie a família, subsidie estilos de vida que ela considera corretos, dê segurança contra inimigos externos, imponha a sua cultura e nos dê uma identidade nacional de cunho religioso.''

    Para mim o texto foi bem até esse ponto. Triste.
  • Nyappy!  06/05/2012 21:12
    Aí depende de qual "direita" você esteja falando.

    Eu acredito que Lew Rockwell, autor do texto, se considere de direita, você acha mesmo que ele se encaixa em sua classificação?
  • Rafael  10/07/2013 18:05
    "Me assusta a ironia do Papa Bento XVI. Digo isso pelo fato de que a igreja foi a instituição que mais contribuiu para manter o povo na ignorância enquanto ela e o estado se deliciava com o que roubavam do povo."

    Estêvão, seu comentário é típico de um analfabeto mórbido em história. Acredite, você nem em sonhos conhece a história da Igreja Católica e suas monumentais contribuições civilizatórias. O mal das pessoas é falar sobre assuntos que desconhem por completo e considerar que repetir chavões imbecis é uma argumentação fulminante. A Igreja contribuiu tanto para "manter o povo na ignorância" que foi ela que instituiu o ensino público, que deu monumentais contribuições ao método científico (é só dizer isso para imediatamente a turma que sofreu lavagem cerebral acusar a Igreja de ter "perseguido Galileu, fato histórico absoluta e monstruosamente deturpado), que criou as bases da ciência econômica, que instituiu o direito de asilo, que desenvolveu a ideia de que o homem tem uma dignidade instrínseca, que criou os hospitais na Europa, que criou os orfanatos e o instituto da adoção. Amigo, faz assim: vai estudar um pouquinho e depois você se mete a falar de algum assunto.
  • Emerson Luis, um Psicologo  11/01/2014 11:58

    Tendemos a considerar normal tudo aquilo que existe desde que nascemos e estranho tudo o que surge depois dos +/- 30 anos, incluindo conceitos. A luta para maximizar a liberdade (e o senso de responsabilidade pessoal também) é conceitual, uma luta por corações e mentes.

    * * *
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  19/03/2015 20:43
    Estado é roubo. O Brasil afundou.
  • Daniel  14/01/2016 19:35
    Estado não é grupo político. Estado é uma máquina. É uma organizacao administrativa. Uma estrutura burocrática.
  • Zuenir  15/01/2016 16:07
    uma máquina; uma organização administrativa; e uma estrutura burocrática tomada por um determinado grupo. Sempre.
  • David Augusto  12/08/2016 23:26
    O artigo esta baseado crença exacerbada no Homem e na Humanidade... a direita nao quer impor sua religiao, de onde tirou isso? há dezenas de vias, ora, a Moral é sim, fruto dos costumes e tem seu alicerce na religiao, mas nao necessariamente, é contra o secularismo, isso vai depender de nação para nação..., ora, esquece que foi uma reforma CONSERVADORA protestante, que trouxe o secularismo de fato, e a separação da Igreja e o Estado?

    a esquerda tambem nao quer ajudar os pobres, acabar com a pobreza, etc etc, o texto é fraco por ter FÉ CEGA nas narrativas o que da margem para esquerdistas repetirem a velha frase 'nao deu certo por causa de alguem ou alguma coisa...' ao inves de reconhecer que nao deu certo porque nao é certo... quando o autor escreve isso, 'o socialismo fracassou', simplesmente esta dando uma nova chance para eles tentarem de novo;






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